Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Descarte de celulares joga milhões de dólares por ano no lixo

Mais de 100 milhões de aparelhos celulares são descartados anualmente no mundo. Com valor médio de US$ 0,63 em ouro por aparelho, o total de celulares descartados por ano renderia, apenas na recuperação desse metal, US$ 63 milhões (sem considerar o custo de extração do metal precioso). Apesar disso, somente uma pequena parte desses aparelhos são reaproveitados.

A responsável pela pesquisa, a ReCellular, maior empresa do ramo, entretanto, recolheu em 2007 apenas 6,03 milhões de aparelhos, pouco mais de 6% do total descartado, desempenho bastante distante da média das concorrentes.

Celulares podem ser reciclados
"Infelizmente muitas pessoas ainda não sabem que telefones celulares podem ser reciclados", diz o fundador e executivo-chefe da ReCellular, Chuck Newman. "Em última instância, queremos que os consumidores pensem automaticamente na reciclagem de celulares, como hoje fazem com vidro, papel e plásticos", completou.

Reciclagem lucrativa
A oportunidade para empresas como a ReCellular, portanto, é grande e lucrativa. A empresa, que opera inclusive no Brasil, reciclando aparelhos para a Vivo, estima que 1 tonelada de circuitos de celulares usados é mais rica em ouro do que uma tonelada de minério extraído de uma mina desse metal.
Segundo a ReCellular, 1.000 quilos de circuitos usados contêm cerca de 300 gramas de ouro, enquanto uma tonelada de minério tem apenas em média 5 gramas. Para operadoras como a Vivo, o atrativo de se promover a reciclagem é no ganho em imagem de empresa ambientalmente responsável.

Fonte: Valor Online – 11 de janeiro de 2008

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terça-feira, janeiro 29, 2008

Celular: Lixo Tecnológico

De acordo com dados divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) o número de celulares em 2007, alcançou 120,98 milhões de aparelhos.

Segundo cálculos das operadoras, a média de troca de um aparelho celular no Brasil é de apenas 14 meses, enquanto que a sua sobrevida é de 36 a 48 meses. E daí vem à indagação: qual o destino que está sendo dado para os aparelhos descartados pelos seus proprietários?

Regulamentação de descarte de celulares
O Brasil não tem uma política nacional de resíduos sólidos, assunto discutido há décadas pelo legislativo e pela sociedade civil. Na visão do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a Política Nacional de Resíduos Sólidos deve prever a Responsabilidade Estendida do Produtor e considerar a logística reversa, ou seja, deve haver mecanismos de devolução do resíduo pós-consumo nos pontos de comercialização ou para os fabricantes.

Estatística sobre o destino para o celular velho
Não existem estatísticas oficiais sobre qual é o destino dado para o celular velho. Uma boa parte acaba ficando com um dos membros da família do proprietário ou mesmo encostado numa gaveta; outra parte é vendida ou dada em troca na compra do aparelho novo na revenda das operadoras. Uma pequena parte é descartada na caixa de coleta das lojas. Já os consumidores que não têm qualquer preocupação com o meio ambiente jogam o aparelho no lixo comum.

Vivo é o exemplo para controle de coleta de celular velho
A Vivo é a primeira operadora de telefonia móvel do Brasil a implantar um sistema de coleta, segregação e reciclagem de aparelhos celulares, baterias e assessórios usados (capas, carregadores, etc.) em suas lojas próprias.Todo o material deixado nas lojas será recolhido pela Recellula, empresa de reciclagem de celulares. Os aparelhos que são considerados reaproveitáveis são restaurados e revendidos em outros países, a preços acessíveis. Já as sucatas são encaminhadas para a reciclagem. O valor arrecadado com a venda desses aparelhos é destinada às instituições apoiadas pelo Instituto Vivo, órgão que gerencia o Investimento Social da companhia.

O que as fábricas dizem sobre o descarte de celulares

Gradiente
Não tem instruções sobre descarte de bateria e nem de aparelho de telefonia celular.

Kyocera
Por favor, entre em contato com sua operadora ou com um de seus serviços autorizados para informar-se sobre o processo de recolhimento de baterias usadas. Favor verificar com as autoridades locais responsáveis pelo meio-ambiente sobre as normas que regulamentam o descarte de baterias em sua região.

LG
Não tem instruções sobre descarte de bateria nem de aparelho de telefonia celular.

Motorola
Na seção “Suporte ao Consumidor”, em “Perguntas e respostas”: Posso jogar as baterias inutilizadas diretamente no lixo? Não é recomendável. Sugerimos que para descartar as baterias, encaminhe-as ao Serviço Autorizado Motorola mais próximo. Descartá-las no lixo comum pode causar danos ao meio ambiente. De que maneira a Motorola descarta as baterias usadas? Reciclagem. Para que as baterias tenham o destino correto sem serem prejudiciais à natureza, a Motorola recomenda que as mesmas sejam encaminhadas à uma das nossas assistências técnicas autorizadas, onde existem urnas para a coleta destes acumuladores químicos. As baterias são recebidas e armazenadas na fábrica em Jaguariúna. Não tem instruções sobre descarte do aparelho de telefonia celular.

Nokia
Tem instruções claras sobre descarte de bateria na home de celulares: “Reciclagem de baterias e celulares: Ao final da vida útil da bateria e celular, o consumidor deve entregá-los em qualquer uma das Assistências Técnicas Autorizadas, em qualquer lugar do Brasil. A Nokia realiza a coleta em cada ponto e depois encaminha ao exterior para que o cádmio, aço e níquel sejam reaproveitados, e o plástico e os circuitos internos incinerados para a geração de energia elétrica.” E dá o endereço das assistências técnicas. Não tem instruções sobre descarte do aparelho de telefonia celular.

Panasonic
Não tem instruções sobre descarte de bateria nem de aparelho.

Samsung
Não tem instruções sobre descarte de bateria.

Sony-Ericsson
Tem instruções claras sobre descarte de bateria na home de celulares e recomenda que ao final da vida útil da bateria o consumidor deve entregá-la em qualquer um dos Centros de Serviços Autorizados Sony Ericsson em qualquer lugar do Brasil. A Sony Ericsson realiza a coleta em cada ponto e depois encaminha para reprocessamento, alternativa viável e benéfica ao meio ambiente uma vez que recicla, trata e utiliza as baterias para a produção de sais e óxidos metálicos, transformando esse “resíduo” em um novo produto.

Siemens
Tem instruções claras sobre descarte de bateria na home de celulares: As baterias dos aparelhos Siemens podem ser entregues em qualquer assistência técnica, de onde serão encaminhadas para a Siemens para disposição final. A disposição final compreende o armazenamento temporário e posterior entrega de lotes para o rebeneficiamento por uma empresa especializada.
Jornale – Curitiba, 05 de setembo de 2007

Comentário
A "profecia" feita por Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, feita em 1965 que a partir dali a potência dos processadores dobraria a cada 18 meses. A lei de Moore ainda sobrevive e chegou ao celular. A cada ano, os fabricantes lançam um novo celular que aumenta o poder de interação e permite que os celulares façam mais do que poderíamos imaginar. O celular deixou de ser um produto de comunicação tradicional para ser um produto interativo, multimídia. O que prevalece para o consumidor é a tecnologia, é a potência de processar informações, imagens, conversações interativas, cartão de memória, etc. O que resulta mais lixo tecnológico.

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domingo, janeiro 27, 2008

Trabalhadores ficam pendurados em prédio


As fotos ao lado mostram um flagrante registrado na manhã de quarta-feira, 21 de novembro de 2007. O andaime no qual os pintores trabalhavam em um prédio na rua Miguel Calfat, na Vila Olímpia, em São Paulo, desabou, deixando os trabalhadores pendurados pelas cordas presos ao cinto de segurança.

Um dos pintores conseguiu segurar‑se na janela do banheiro de um dos apartamentos. Os bombeiros chegaram em menos de dois minutos para efetuar o resgate.

Fonte: G1 – 21 de novembro de 2007

Comentário:
Pelas fotos ficam constatadas a importância do equipamento de segurança individual (cinto de segurança) em conjunto com equipamento de proteção coletiva (cabo guia de segurança).
O que se nota em geral no país em trabalho em altura são situações potencialmente perigosas em que o trabalhador está utilizando cinto de segurança inadequado e principalmente o cabo guia apresentado deterioração ou desgaste prematuro devido a proteção inadequada na ancoragem (atrito e dobra).

O acidente em trabalho em altura é praticamente fatal ou a vitima apresenta seqüelas graves que incapacita para o trabalho. O acidente incapacitante modifica brutalmente as histórias das vítimas: causa ruptura na trajetória no trabalho e deixa seqüelas físicas e psíquicas que serão carregadas pelo resto da vida. Além disso, ele não atinge apenas os acidentados, mas também suas famílias, que muitas vezes têm neles seu amparo financeiro.

O acidente, em maior ou menor grau, sempre resulta em uma perda significativa na renda mensal dos trabalhadores. Mesmo os que continuam a receber integralmente o salário registrado na carteira de trabalho sofrem com as perdas referentes às horas extras, ao trabalho por produção e às demais formas de aumentar a produtividade propostas pelas empresas, que se traduziam em um aumento expressivo dos rendimentos. Perdas na renda atacam frontalmente a qualidade de vida. No caso dos trabalhadores informais, que, infelizmente, vêm crescendo numericamente no país, toda essa trajetória é agravada pela total falta de proteção social.

O acidente incapacitante impede que o trabalho, atividade que desempenhava um papel central na vida desses homens, muitas vezes, desde a infância, não mais ocupe este lugar. Esses homens, que construíram desde os primeiros anos de vida uma identidade de trabalhador e para os quais o trabalho sempre foi uma fonte de dignidade, são privados desse título, são expulsos do mundo laboral. São privados de uma atividade que, além de preencher uma grande parte de seu tempo, era um local privilegiado de socialização, onde se construíam relações de amizade. O acidente atinge outras dimensões da vida desses trabalhadores, para os quais a maioria dos prazeres e diversões tem como fundamento essencial um corpo saudável. Corpo que foi profundamente atingido. A auto-estima é, assim, intensamente abalada. Os parentes acompanham todo esse sofrimento de perto e sofrem também conseqüências diretas, já que, na maioria das vezes, os acidentados são arrimos da família. Fonte: Rafael da Silveira Gomes, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), da Fiocruz

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sexta-feira, janeiro 25, 2008

Navio utilizando o vento como propulsor auxiliar

O primeiro navio cargueiro comercial parcialmente movido por um kite (parapente gigante) partiu terça-feira, 22 de janeiro, da Alemanha em uma viagem transatlântica para a Venezuela.

A primeira viagem transatlântica do MS Beluga SkySails saiu do porto alemão de Bremerhaven com destino a Guanta, na Venezuela.

"A viagem inaugural marca o início dos testes práticos durante operações marítimas regulares do sistema SkySails", disse Stephan Wrage, diretor da Skysails GmbH.

Há algo bastante mágico estar no convés de um gigantesco navio de carga, enquanto ele impulsiona em direção ao mar. Dez mil toneladas de metal flutuando na água, os mastros gigantescos do navio brilhando no sol de inverno. Mas há algo ainda mais mágico sobre estar a bordo do navio MS Beluga SkySails, disse o repórter da BBC Steve Rosenberg que está a bordo do cargueiro.

Na verdade, este navio – está transportando partes de uma linha de produção de madeira à Venezuela, parece com qualquer outro navio de carga. O tipo de navio que queimaria muito combustível e produziria enorme quantidade de emissões de partículas de carbono.

Navio mercante responsável pelos gases de efeito estufa
No final, não é segredo que quando surgem os gases de efeito estufa, o navio mercante é normalmente o vilão do transporte do mundo. Nos últimos meses, a frota mercante tem sido criticada por não fazer o suficiente para combater o aquecimento global.
De todo o CO2 que é lançado na atmosfera, hoje, 4% provém de navios. Isso é mais do que a indústria de aviação, principalmente porque 90% do comércio mundial é feito por via marítima.

Vento como forma de gerar energia
Podemos demonstrar que você pode combinar a economia e a ecologia. Tem um conjunto de vela com a missão de transformar os oceanos verdes. "Nos próximos meses, vamos finalmente poder provar que nossa tecnologia funciona na prática e reduz de forma significativa o consumo de combustível e as emissões (de gases de efeito estufa)", acrescentou Stephan Wrage, diretor da Skysails GmbH.

Mar aberto
Uma vez que o navio alcançou o mar aberto, ele revela a sua marca nova de arma na luta contra o aquecimento global: um kite (parapente ou paraglider).
Cerca de 160 m2 de azul-e-branco do kite é içado em um mastro, com cabos pendentes como um espaguete retorcido. Durante meia hora ou mais o kite permanece no topo do mastro, não se movimentando. A energia eólica é uma coisa maravilhosa, mas você realmente precisa de algum vento para fazer todo o trabalho - e não há muito neste momento. Depois de meia hora, porém, o vento surgiu e o kite está voando centenas de metros de altura e ajudando impulsionar o navio.

Menos emissões de carbono e redução de combustível
A força do kite significa que os motores do navio podem trabalhar com potência reduzida: o que significa menos emissões de carbono.
Significa, também, economia em custo de combustível. Com o preço do combustível de transporte marítimo que dobrou nos últimos dois anos, a energia do kite está prometendo grandes economias.
MS Beluga SkySails acredita que a sua conta de combustível será reduzido de US$1,560.00 por dia. "Podemos demonstrar que é possível conjugar economia e ecologia", explica Frank Verena da Beluga Shipping.

A força do propulsor
O kite é controlado por computadores. Um computador ajuda-o voar em forma de oito no céu – maximizando a energia que ele produz. Outro computador ajusta a sua direção.
Se o projeto for bem sucedido, espera ver ainda maiores kites em breve - alguns até 5.000 m2 de tamanho para impulsionar navios através dos mares e oceanos.

Tecnologia SkySails
Os SkySails são sistemas de propulsão de vento para navegação moderna. Utilizando o sistema SkySails a operação de navio tornará mais lucrativa, segura e independente da variação do preço de combustível.

A variedade do produto inclui: sistemas de propulsão de reboque do kite com uma potência nominal de propulsão de até 5000 kW (cerca de 6.800 HP). Em média os preços dos combustíveis podem ser reduzidos entre 10 a 35%, anualmente, dependendo das condições reais de vento e tempo real planejado.

Sob condições ótimas de vento, o consumo de combustível pode ser reduzido temporariamente até 50%. No preço atual do óleo, uma propulsão SkySails gera aproximadamente somente 1/3 do custo de um navio a diesel convencional.

O sistema SkySails consiste de um sistema totalmente automatizado de propulsão para reboque do kite e um sistema de roteirizaçao otimizado para ventos. É utilizado no alto mar, adicionalmente à propulsão do motor do navio, se as condições do vento permitir. A eficiência do kite gigante ainda depende das condições climáticas, mas a vantagem do sistema SkySails é que não são necessários apenas ventos por trás, ventos de lado também podem ser usados, você ainda pode navegar.

A tecnologia SkySails diferencia‑se dos sistemas convencionais à vela, que se ajusta a vela a um mastro e assim ligá-lo ao navio, em que o reboque do kite do sistema SkySails está ligado ao navio através de um cabo reboque. A área da vela e o navio são, assim, separados um do outro. As características resultantes da tecnologia SkySails oferecem aos navios uma propulsão auxiliar de vento com um desempenho inteiramente novo no espectro: alto desempenho, alta praticabilidade e alta segurança.

Fonte: BBC News - Wednesday, 23 January 2008 e The SkySails Technology

Comentário
Antigamente o navio ou barco era impulsionado a remo e a vela Posteriormente com o surgimento da máquina a vapor surgiu o navio a vapor e a vela. Hoje com a sofisticação da tecnologia. surgiu o navio impulsionado a óleo e uma vela que flutua no ar, como força auxiliar, para redução de combustível. Esse tipo de vela é muito utilizado em esportes radicais, tais com; kitesurf, parapente ou paraglider, etc.

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terça-feira, janeiro 22, 2008

Acidentes com empilhadeiras


Cenário do vídeo
1-A empilhadeira está transportando mercadorias para interior da carreta baú do caminhão no setor de docas de carga.
2 - A empilhadeira está retornando de marcha ré do interior da carreta. O operador em vez de sair em marcha ré em linha reta, preferiu fazer manobra na plataforma para sair de frente
3 - Ele nao percebeu que o espaço era muito pequeno para fazer a manobra e caiu. Muito provavel a empilhadeira caiu por cima dele.

Erro do operador
Saindo de marcha ré, o operador prefeiu efetuar manobra para entrar no setor de armazenagem, de frente. Ele nao tinha visao total da manobra, desnivel de altura e a empilhadeira caiu

Recomendaçao
Sair da carreta em marcha ré em linha reta. Proibir efetuar manobra na plataforma de operaçao

Falta de segurança nas docas
Falta de defensa metálica ou barreira (removível) para evitar a queda de empilhadeira

Vídeo YouTube



Os acidentes com empilhadeiras perfazem aproximadamente 1% dos acidentes industriais, mas eles produzem danos terríveis em 10% das vítimas. As empilhadeiras causam quase 10.000 ferimentos ao ano.
O cuidado em executar a norma, poderia de acordo com a OSHA (Occupational Safety & Health Administration, Agência de Saúde e Segurança Ocupacional,) economizar para as industrias de equipamentos industriais cerca de US$135 milhões de dólares em custos associados em acidentes registrados com empilhadeiras.

Principais riscos envolvidos
■ Visibilidade e Ruído: simples, mas freqüentemente despercebido
Os depósitos são tão escuros que podem causar vitimas. Esta simples melhoria pode reduzir as possibilidades que um operador não verá pessoa ou objetos em seus corredores do tráfego.
Parece simples, mas o fato permanece bem nítido, um depósito com ambiente limpo, com um nível aceitável para operações gerais reduzirá acidentes.
■ Crie corredores de tráfego e áreas isoladas que separam pessoas do trânsito industrial
Uma das maneiras mais fáceis para prevenir colisões de empilhadeiras é criando áreas especificas para circulação, onde é proibida a locomoção de pessoas.
■ Reduzindo os danos às instalações, equipamento e material armazenado
Utilizando protetores de coluna, realça a visibilidade da coluna e protege em caso que de um acidente, pois eles dispersam as forças de impacto, protegendo a empilhadeira e assim como a coluna da edificação.
Os balizadores verticais fixos podem proteger as portas da doca e outros equipamentos erigindo uma barreira vertical de aço sólida, que protege o limite de espaço de segurança.
■ Proteçao dos portas-paletes, impedindo danos graves nas suas estruturas.
A defensa metálica funciona muito bem, como um obstáculo para proteger uma fileira de porta-paletes e cria uma barreira para a empilhadeira.

A OSHA estima;
■ que há 68.400 acidentes por ano, envolvendo equipamentos industrias.
■ aproximadamente 90.000 trabalhadores sofrem algum tipo de ferimento nestes acidentes, resultando;
1-em perda de dias de trabalho,
2-reclamações trabalhistas (indenizações),
3-perda de produtividade e não mencionando danos infligidos nos equipamentos e nas instalações.
4-quase 100 pessoas perdem suas vidas a cada ano nestes acidentes.

Como acontecem os acidentes
■ Cerca de 26% dos acidentes de empilhadeiras são resultados de tombamento.
■ 14% dos acidentes de empilhadeiras são o resultado de uma carga ou queda de objeto caindo num trabalhador.
■ 18% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando um empregado caminhando ou outras pessoas são atingidas por uma empilhadeira, porque freqüentemente estão ocupados com outras tarefas e não inteiramente atenta com a proximidade de uma empilhadeira em operação.
■ 14% dos acidentes de empilhadeira ocorrem porque a empilhadeira é usada inadequadamente para transportar trabalhadores.
■ 3% dos acidentes de empilhadeiras ocorrem porque o operador perdeu o controle do veículo.
■ 7% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando a empilhadeira é operada nas docas de carregamento. Os acidentes desta natureza ocorrem freqüentemente porque o projeto do local de trabalho é perigoso

Fonte: Material Handling Equipment can Reduce Forklift-Accident Related Injuries, Damage, and Costs - Cisco-Eagle, Fork Lift Accident Construction - Construction-site- Accidents

Comentário
Por exemplo: Um operador de empilhadeira carrega 20 paletes por carreta, fazendo 40 cruzamentos da doca por carreta carregada. O operador carrega 10 carretas por dia e trabalha 250 dias por ano. São 100.000 cruzamentos nessa doca “perigosa” por ano. Considere estes fatores com outros funcionários, outras posições da doca e múltiplos turnos. É quando você vê que as oportunidades de acidentes na doca são potencialmente perigosos.
Empilhadeiras e trânsito de pessoas não devem misturar, se eles não tiverem um layout adequado do depósito, equipamento e processos, iluminação e fatores ambientais (ruído, poluição, etc), você pode significativamente reduzir as possibilidades para uma empilhadeira e uma pessoa se cruzarem ou uma empilhadeira colidir com uma coluna da edificação, com um porta-paletes, com um equipamento, com mercadoria armazenada ou tombar ou cair devido ao desnivel do piso. Uma doca de carga é uma zona de perigo.

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sábado, janeiro 19, 2008

Por falta de aterros sanitários, lixos amontoam-se nas ruas de Nápoles


No início de janeiro, cerca de duas mil toneladas de detritos estavam amontoadas pelas ruas. Os bombeiros tiveram de intervir em 70 ocasiões, durante as noites de 2 a 3 de janeiro, para apagar o fogo que habitantes exasperados atearam ao lixo. As autoridades sanitárias lembraram à população, sem sucesso, de que essas dezenas de incêndios voluntários liberavam moléculas tóxicas de dioxina.
Na realidade, "a emergência do lixo", como dizem em Nápoles, já dura 14 anos. Inicialmente, ela foi causada pela penúria de aterros sanitários.

A taxa reduzida de coleta seletiva - 10% em média na região - e a ausência de qualquer planejamento fizeram o resto. Os locais projetados para o reprocessamento e a reciclagem ainda não saíram do papel. O único incinerador previsto - a Lombardia dispõe de 13 desses equipamentos - ainda não teve sua fabricação concluída. Em conseqüência, o lixo vai se amontoando. Contudo, não menos do que 2 bilhões de euros foram gastos para resolver o problema nos últimos 14 anos. Há sete anos, duas mil toneladas de detritos - uma quantidade que em breve poderá ser duplicada - partem diariamente para serem queimadas na Alemanha, o que custa 1 milhão de euros por dia.

Vídeo - YouTube


De vez em quando, a situação parece se resolver, mas então ela volta a se deteriorar, como aconteceu nos últimos dias, em conseqüência do fechamento, no final de dezembro, de um dos raros locais de armazenamento que ainda funcionavam. Outras áreas de aterro potenciais foram identificadas, enquanto a reabertura dos antigos aterros sanitários continua sendo discutida. Mas as populações locais se opõem a esses projetos.

Mais uma vez, a União Européia chamou a Itália para assumir as suas responsabilidades, como já havia feito em junho de 2007. O porta-voz do comissário europeu para o meio-ambiente anunciou que Bruxelas está "acompanhando de perto a evolução da situação na Campanha" e que sanções poderão ser aplicadas.

Fonte: UOL Mídia Global – 05 de janeiro de 2008

Comentário:
Esse cenário da cidade de Nápoles, sobre o problema da destinação do lixo devido a falta de planejamento e os projetos para o reprocessamento e a reciclagem ainda não saíram do papel ou são eternamente discutidos, lembra muito a situação da maioria dos municípios brasileiros.


Foto - Forma inadequada de disposição de resíduos sólidos

De acordo com a pesquisa do IBGE sobre Perfil dos Municípios Brasileiros – Meio Ambiente de 2002, dos 5.398 municípios brasileiros (97% do total) não possuem aterro industrial dentro de seus limites territoriais, utilizando-se de outras alternativas para destino deste tipo de resíduo.

Dentre eles, uma parte importante (69%) declarou não gerar resíduos tóxicos em quantidade significativa. Pode-se supor, portanto, que pelo menos 30% (precisamente 1.682 municípios) geram resíduos em quantidade não desprezível e não possuem aterro industrial.
A pesquisa mostra que o destino dos resíduos tóxicos ou perigosos são os “lixões” municipais como receptores.

O descarte destes resíduos em locais inadequados, como em lixões, incrementa sobremaneira os níveis de risco de contaminação, pois que não se configuram como locais apropriados para contê‑los de maneira a minimizar a probabilidade de exposição.

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quinta-feira, janeiro 17, 2008

Recall de milhões de baterias de notebooks por risco de superaquecimento

Como subsidio ao artigo anterior “Simulação real de incêndio em bateria de notebook” publico algumas informações veiculadas em jornais sobre defeitos de baterias que alguns fabricantes foram obrigados a efetuar o recall, conforme exigência da Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor dos Estados Unidos.

"No caso do notebook, devemos lembrar que esse micro é carregado para casa, para o trabalho, para o cliente, e terceiros podem sofrer com uma explosão. O excesso de recall também nos deixa "preocupado". Será que há outros produtos que também têm defeitos graves? E sobre os quais não houve recall? O recall é um grande alerta de que há falhas no processo produtivo ou falta de segurança do produto". Maria Inês Dolci


Em 15 de agosto de 2006, a fabricante de PCs Dell anunciou o maior recall da história da indústria eletrônica para trocar baterias de 4,1 milhões de notebooks por riscos de superaquecimento.
As baterias de íon de lítio em substituição estão instaladas em 2,7 milhões de laptops vendidos nos Estados Unidos e 1,4 milhão no resto do mundo entre abril de 2004 e 18 de julho deste ano, segundo a companhia.
A Dell Brasil afirmou que o recall atingirá o Brasil, sem, porém, pontuar quantas baterias serão afetadas no mercado nacional.

Mesmo notebooks comprados em outros países, grande dor de cabeça de usuários que se aventuram em adquirir produtos fora do Brasil, terão suas baterias trocadas pela assistência técnica da fabricante.
"Sob raras condições, é possível que estas baterias se aqueçam, o que pode causar o risco de incêndio", disse a Dell em um anúncio.
A Dell afirmou estar cooperando com a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor dos Estados Unidos (do inglês, CPSC. Consumer Product Safety Commission) na condução do recall. A agência federal descreveu o evento como o maior recall da história da indústria de eletrônicos, de acordo com um anúncio do órgão.

Incidentes com laptops
A fabricante norte-americana foi informada de seis incidentes em que laptops se aqueceram demais e causaram incêndios desde dezembro de 2005, sem vítimas envolvidas nos casos, segundo informais dos jornais Wall Street Journal e o New York Times . A Dell revelou que o superaquecimento foi causado por um defeito de fabricação nas baterias feitas pela Sony no Japão.
De acordo com o site da CPSC, baterias de íon de lítio foram citadas em recalls de outros laptops, incluindo modelos da HP e da Apple, ambas instaladas na Califórnia.
A Dell fez outros recalls voluntários em 22 mil baterias de notebooks em dezembro de 2005, 284 mil em 2001 e 27 mil em 2000, de acordo com a organização.
Fonte: IDG Now - 15 de agosto de 2006

Notebook Lenovo pega fogo

Em 24 de setembro de 2006, um computador portátil da fabricante japonesa pegou fogo no aeroporto de Los Angeles, nos EUA.
A causa do acidente pode estar na bateria, fabricada pela Sony. Em agosto de 2006, a Dell e a Apple ordenaram recall de seus produtos para trocar quase 6 milhões de baterias da Sony, que corriam o risco de superaquecer e pegar fogo.
A Sony disse que investigará o novo incidente para verificar se a causa foi mesmo a bateria.
Fonte: Folha de São Paulo - quarta-feira, 27 de setembro de 2006

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quarta-feira, janeiro 16, 2008

Simulação real de incêndio em bateria de notebook

Criamos intencionalmente condições em que a bateria de íon de lítio iria explodir no interior de um notebook (laptop) genérico. Os resultados são impressionantes. Existem numerosas condições em que os incêndios podem ocorrer no local de trabalho ou em casa. Baterias defeituosas, deficiência nos circuitos de proteção no interior PC, a exposição ao calor excessivo, e impacto são algumas das principais formas que isso poderia acontecer com você.

Embora a explosão e o incêndio tenham sido intencionalmente provocados, os autores do vídeo afirmam que as condições do teste reproduzem as circunstâncias normais de uso de qualquer notebook dotado de uma unidade defeituosa de bateria de íon de lítio.

A explosão foi provocada e documentada em vídeo pelo site PC Pitstop ao forçar a instabilidade em uma bateria de íon de lítio, o mesmo tipo de instabilidade geralmente ocorrida com as baterias de fabricantes que explodiram em 2006 em notebooks de diversas marcas ao redor do mundo, provocando o recall de milhões de unidades.

Seqüência inicial do vídeo
■ A seguinte demonstração é extremamente perigosa. Não faça isto em casa!
■ O que você está para ver é uma simulação de um incêndio em bateria de íon de lítio em um notebook genérico
■ Para acelerar a reação forçamos artificialmente a bateria em um estado instável. Mas a reação inicial da bateria e as reações em cadeias são reais.
■ Tentamos ignizar a bateria do notebook por diferentes maneiras. Essa tentativa falhou
■ Preparamos a bateria no lado direito do notebook nesta experiência.
■ No final do vídeo, o sistema usado para esta simulação não era de fabricantes. Foi montado com peças genéricas. A bateria não estava em recall.

Vídeo - YouTube

Narração
O narrador do vídeo explica que, embora a instabilidade tenha sido intencionalmente provocada, o processo de detonação das células da bateria — com as conseqüentes explosões e incêndio — é real e não foi artificialmente produzido. A explosão da primeira célula da bateria causou uma reação em cadeia cujas demais células explodiram em seqüência e provocaram o incêndio que consumiu o notebook. A explosão da primeira célula foi tão forte que abriu um buraco no gabinete do notebook. A da segunda célula foi ainda mais violenta e assim sucessivamente até que a última explosão causou o incêndio no computador.
O narrador adverte também para o risco que usuário possa eventualmente enfrentar numa situação semelhante, caso tente apagar as chamas. Devido à característica do incêndio ser elétrico e químico, o usuário deve utilizar o extintor adequado ou poderá aumentar ainda mais o incêndio. .

Fonte: AppleMania e PCPitstop - 6 de Abril de 2007

Comentário
Essa simulação de explosão e incêndio em notebook é extremamente interessante, apesar de que sua ignição foi provocada intencionalmente m condições extremas. Entretanto o comportamento do fogo e a reação em cadeia é real, demonstrando quanto é perigoso um bateria de íon de lítio defeituosa em operação e sua conseqüência para o ambiente externo, incêndio e propagação.

Tecnologia da bateria de íon de lítio
As baterias de íon de lítio têm uma densidade de carga maior que a das baterias baseadas em Níquel. Isto lhes oferece uma maior carga em uma embalagem mais leve, pois o lítio é o mais leve dos metais. Você também pode recarregar as baterias de íon de lítio sempre que for conveniente para você, sem os ciclos completos de carga e recarga necessários para manter as baterias baseadas em Níquel no máximo da sua capacidade. (Com o passar do tempo se formam cristais nas baterias baseadas em Níquel que impedem que você as carregue completamente, implicando em uma inconveniente descarga total).

Risco de incêndio
Se a bateria de íon-lítio esquentar a ponto de incendiar o eletrólito ela pode pegar fogo, daí a existência dos circuitos de proteção. O aquecimento a este ponto pode acontecer decorrente de curto-circuito interno na bateria (problema de fabricação).
Por serem altamente energéticas um curto numa célula da bateria provoca grande aquecimento propiciando a evaporação do eletrólito à base de solvente orgânico ((altamente inflamável, substâncias químicas e aditivos) , vindo a pegar fogo, a chama desencadeia a combustão do restante da bateria.
Cuidados:
■ As baterias de íon de lítio têm uma densidade da energia elevada.
■ Não provoque curto-circuito, sobrecarga, esmagamento, perfuração
■ Não aplicar a polaridade reversa, para expo à alta temperatura ou para desmontá-la.
■ Use somente a bateria de íon de lítio com o circuito designado da proteção.
■ A alta temperatura (acima de 35º C)pode provocar explosão da bateria e causar ferimentos. O eletrólito é altamente inflamável. A ruptura pode causar incêndio.

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domingo, janeiro 13, 2008

Motorista é flagrado dirigindo bêbado pela quinta vez

O motorista Leucir Núncio, 51 anos, conduzia o veículo em ziguezague pela rodovia RSC-470, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, na terça-feira, 7 de janeiro de 2008, às 20h, quando, em frente ao posto policial, foi parado. Preso em flagrante, ele responderá ao quinto inquérito policial para investigar a sua conduta.

Carro lotado
No carro, um Fiesta, havia mais seis pessoas: três crianças (com três, quatro e sete anos), uma adolescente de 14 anos e outras duas mulheres.

Detido
Como, segundo os policiais, Núncio estava colocando em risco a vida dos passageiros e já era reincidente na infração, foi detido e encaminhado ao Presídio Estadual de Bento Gonçalves, onde continuava preso.

Motorista bêbado
Segundo o soldado Luis Carlos de Lima, um dos policiais que participaram da autuação, o motorista "mal conseguia ficar em pé" quando foi parado na barreira. Havíamos recebido umas ligações de outras pessoas que estavam na rodovia e viram o modo como ele conduzia o veículo. Quando paramos, tivemos condições de perceber o estado de embriaguez em que ele se encontrava, relata Lima.

Os policiais do Grupo Rodoviário não fizeram o teste do bafômetro, mas submeteram Núncio a um exame médico que atestou o estado de embriaguez, o que é aceito como prova pelo Código de Transito Brasileiro.

Crime afiançável
Crimes de trânsito como o cometido por Núncio são afiançáveis, ou seja, o condutor pode ser libertado mediante pagamento de fiança. No entanto, segundo a delegada titular da Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), Isabel Pires Trevisan, que lavrou o flagrante, essa possibilidade não foi cogitada: Como ele já tinha quatro inquéritos abertos pelo mesmo motivo, entendi que era caso de detenção.

O delegado Álvaro Becker, titular do 2ª Delegacia da Polícia Civil de Bento, que conduzirá o quinto inquérito de Núncio a partir de agora, explica que a liberação dele dependerá da Justiça.
- É importante autuarmos antes que ele provoque algum acidente. Nas outras ocorrências, ele pode não ter sido preso por opção do delegado.

Autuações anteriores
As quatro autuações anteriores de Núncio ocorreram nos últimos seis anos (duas em 2002, uma em 2004 e outra em setembro de 2007).

Dirigir sob efeito do álcool – infração gravíssima
Embora dirigir sob efeito do álcool seja considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), na terça-feira o condutor continuava com o documento.

O que diz a lei
Resolução nº 81, de 19 de novembro de 1998
Artigo 1º - A comprovação de que o condutor se acha impedido de dirigir veículo automotor, sob suspeita de haver excedido os limites de seis decigramas de álcool por litro de sangue, ou de haver usado substância entorpecente, será confirmado com os seguintes procedimentos:
I - teste em aparelho de ar alveolar (bafômetro) com a concentração igual ou superior a 0,3mg por litro de ar expelido dos pulmões
II - exame clínico com laudo conclusivo e firmado pelo médico examinador da Polícia Judiciária
III - exames realizados por laboratórios especializados indicados pelo órgão de trânsito competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de uso da substância entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos, de acordo com as características técnicas científicas

Motorista - Tomei só umas quatro cervejas
Leucir Núncio contou que tinha ido passar o final da tarde de terça-feira às margens do Rio das Antas, na localidade de Linha Alcântara, com vizinhos. Fui levar as crianças (uma de sete anos, outra de quatro e um menino de três anos) ao Rio (das Antas, em uma localidade conhecida como Prainha, em Linha Alcântara). Estava calor. Eu comprei seis cervejas geladas. Mas não bebi todas, tomei só umas quatro. Eu vinha devagarzinho e os patrulheiros pararam‑me. Levaram‑me para o hospital (onde foi realizado exame clínico) e depois para a delegacia. Só vim para o presídio de noite .

Motorista poderá sair do presídio dirigindo
Quem pode proibir um motorista de dirigir são o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Justiça. Embora a primeira autuação de Leucir Núncio por dirigir embriagado tenha ocorrido há seis anos, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista não foi cassada.
Os quatro primeiros inquéritos policiais instaurados pela Polícia Civil foram concluídos e encaminhados ao Judiciário. Mas os funcionários do fórum não souberam dar informações sobre os três primeiros. No cartório da 1ª Vara Criminal tramita o processo resultante da denúncia feita pelo Ministério Público Estadual no final de dezembro, mas o processo ainda não foi analisado pelo juiz.
O advogado especialista em trânsito Juelci de Almeida explica que um processo administrativo de cassação do direito de dirigir leva entre três e cinco anos para ser julgado. No caso do Judiciário, o prazo pode ser ainda maior.

Como Núncio tem direito à ampla defesa, ao sair do presídio, poderá ir para casa dirigindo. Ele só vai perder a CNH se for condenado pelo Detran ou pela Justiça.

Fonte: Zero Hora - 10 de janeiro de 2008 N° 15474

Comentário
Os legisladores brasileiros são autênticos fabricantes de leis com finalidade de aumentar o estoque de leis sem objetivo prático. Parafraseando Peter Drucker, os legisladores brasileiros almejam a eficiência como um meio fazer certo um processo correto de boa qualidade, a longo prazo, com direito à ampla defesa. É a burocracia brasileira.
Os legisladores esquecem da eficácia que seria ligada ao objetivo em si, seria a relação entre os resultados almejados e os previstos.
A burocracia brasileira tem o seu próprio DNA imutável. Possui nos seus cromossomos a herança genética de vários problemas estruturais que vão surgindo ao longo do tempo, são detectados, mas se acumulam e são empurrados com a barriga pelas autoridades.

Veja o caso da lei de trânsito japonesa
No Japão, assim como na maioria dos paises de primeiro mundo, as leis de trânsito são bem rigorosas e o pedestre tem sempre razão. É preciso tomar muito cuidado e estar atento ao dirigir, pois se uma pessoa quiser atravessar a rua na faixa de pedestre o motorista é obrigado a parar o carro correndo o risco de ser multado se não o fizer. E se não tiver a faixa e a pessoa levantar a mão, principalmente crianças, é obrigação do motorista dar a vez para o pedestre.

Dirigir embriagado pena pesada
A nova Lei de Trânsito do Japão, que entrou em vigor em setembro de 2007, tem como objetivo diminuir os acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados. As punições para quem for surpreendido dirigindo sob influência de álcool são mais severas. Em casos de negligência no trânsito em acidentes, as penas previstas podem chegar a 15 anos de prisão.

Os passageiros também são responsáveis
Além disso, a nova lei também prevê punições para os passageiros, independente de possuírem carteira de habilitação. O carona corre o risco de receber multa ou até mesmo ser preso por oferecer bebida ao motorista ou permitir que a pessoa dirija embriagada. Nessas situações, a multa pode variar de ¥ 300 mil (4.800 reais) a ¥ 1 milhão (15.800 reais) e a pena de dois a cinco anos de prisão.

A Lei de Trânsito foi reformulada em função de um acidente ocorrido na província de Fukuoka em agosto de 2006. Um motorista que dirigia embriagado, provocou um acidente no qual morreram três crianças. (Shizue Miyazono).

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sábado, janeiro 12, 2008

Montadora indiana lança carro popular carro mais barato do mundo


A montadora indiana Tata Motors lançou em 10 de janeiro, o carro mais barato do mundo, o Nano, que deve sair por apenas US$ 2.500 (R$ 4.392,50).

O presidente da empresa, Ratan Tata, apresentou o modelo, batizado de Carro do Povo, durante a 9ª Auto Expo, em Nova Délhi, em meio a muito alvoroço da mídia.

Segundo dados divulgados no site da montadora Tata, as dimensões do Nano, que tem quatro lugares, são:
■ 3,1 metros de comprimento,
■ 1,6 metro de altura e
■ 1,5 metro de largura.
■ O motor, que fica na parte de trás, tem 623 cilindradas (no Brasil, os carros populares têm 1.000 cilindradas).



Substituir a moto pelo carro na Índia
De acordo com a empresa, a carroceria do Nano é toda de metal. A Tata garante que o carro é muito seguro, com portas e bancos resistentes a impactos. Em relação ao meio ambiente, a montadora diz que o carro polui menos que as motos que circulam pela Índia. De acordo com a empresa, sua eficiência no uso do combustível, 20km/litro, garantiria a baixa emissão de monóxido de carbono.

A produção inicial do Nano deve ser de 250 mil unidades. A Tata também pode exportar o carro, que seria destinado provavelmente para a África, América do Sul e Central, mas, na verdade, a iniciativa da empresa de produzir carros pequenos e baratos nasceu de suas observações do mercado local. Na Índia, milhões de pessoas acomodam famílias de até quatro pessoas, mais a bagagem, em motocicletas.

A Volkswagen, Toyota Motor Corp, Honda Motor e Fiat também já afirmaram ter planos de fabricar carros de baixo custo. "O produto já ganhou muita atenção internacional", afirmou Mohit Arora, diretor-gerente da empresa de pesquisa indiana J.D. Power Asia-Pacific. "É um grande negócio para a Tata Motors, e será registrado nos livros de história, seja um sucesso ou não".

"Toda montadora global percebeu a necessidade de estar nos mercados emergentes com um modelo como esse para as massas", afirmou Ashutosh Goel, analista do setor automotivo da Edelweiss Securities.

"Globalmente, os altos preços do petróleo estão acelerando as vendas de carros pequenos e compactos. Desenvolvimentos regulatórios sobre a emissão de C02 na Europa e problemas de congestionamento e estacionamento estão reforçando essa mudança", disse o analista do setor Asvin Chotai.
Fonte: Gazeta do Povo - 10 de janeiro de 2008

Comentário
O designer é bonito para um carro popular. No Brasil um carro popular não sairia com esse preço (2.500 dólares) devido a incidência de impostos na cadeia produtiva de um carro. O carro mais barato no país está na faixa de 13.000 dólares.

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Funcionária da TAM cai de avião em Guarulhos

Na segunda-feira, 7 de janeiro de 2007, por volta das 14h, a funcionária do setor de limpeza da TAM Dionice Santana havia terminado a faxina em um Airbus A-340 estacionado no pátio do aeroporto e foi sair da aeronave. O carro escada que deveria estar estacionado no local, havia sido removido e a funcionária caiu.

Queda
A funcionária despencou de uma altura de quase 6 metros e caiu batendo a cabeça no chão do pátio do aeroporto. Inconsciente, Deonice foi socorrida pela equipe de resgate do Aeroporto Internacional de Guarulhos e levada para o hospital por volta das 14h.

Morte
A funcionária da TAM Dionice Santana, morreu na quarta-feira, 9 de janeiro, às 16h no Hospital Geral, no Parque Cecap. Ela estava internada em estado grave e os médicos aguardavam que ela sofresse morte cerebral.

Hipóteses da queda
Há três causas prováveis para o acidente.
■ Suspeita-se que algum funcionário da empresa esqueceu de colocar uma fita de segurança na porta quando retirou o carro que carrega a escada, responsável por ligar a aeronave à terra. O procedimento é uma norma de segurança da aviação, segundo Celso Klafke, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil. Sendo assim, a funcionária não teria percebido que a escada não estava mais acoplada à porta do avião quando foi sair dele.
■ O motorista saiu com o carro-escada sem perceber que a vítima ainda estava no avião.
■ A outra provável causa, um mecânico que faria a manutenção do avião teria afastado o caminhão-escada por 30 centímetros da porta traseira. Ele teria colocado a faixa de proteção, mas a funcionária teria ultrapassado achando que alcançaria a escada. Mas há controvérsias de que a proteção não estava lá.

Apuração do acidente
A TAM informou que está apurando o acidente e que vai prestar toda a assistência à família.

Inquérito policial
A polícia abriu inquérito para determinar as circunstâncias do acidente. As circunstâncias da morte da funcionária estão sendo investigadas pela Delegacia do Aeroporto de Cumbica. O delegado José Carlos de Melo informou que vai pedir as fitas de gravação do aeroporto para verificar se há o registro do momento da queda. Vamos apurar se houve negligência, imprudência ou imperícia e por parte de quem, além de como e por que se deu o acidente, disse o delegado, que ouvirá outros dois funcionários que estavam no Airbus 340.

Fonte: G1, em São Paulo, Globo Online e Folha Online no período de 8 a 10 de janeiro de 2008

Comentário:
Faltou entre as empresas envolvidas na operação o treinamento dos funcionários em comunicação de riscos. A finalidade da comunicação de riscos é identificar os perigos existentes nas etapas de serviços e como conseqüência adotar os procedimentos corretos para eliminação dos prováveis riscos. No caso em questão a colocação de uma fita plástica de sinalização ou correntes de polietileno com plaquetas avisando “Serviço ou Manutenção” no interior do avião no início e final da escada, indicaria que serviços estão sendo feitos no interior da aeronave por funcionários. O último funcionário de execução do serviço a bordo retiraria as sinalizações e a escada estaria liberada para remoção.

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quinta-feira, janeiro 10, 2008

Sucuri de nove metros ataca menina em Belém

Uma sucuri, que media cerca de nove metros de comprimento e pesava aproximadamente 120 quilos, atacou e se enrolou nas pernas de uma menina, identificada apenas como Jéssica, na estrada da Alça Viária, próximo à ponte Belém-Moju, Belém, Estado do Pará. O acidente ocorreu em 02 de janeiro de 2008.

O ataque
A menina estava andando na estrada, sozinha, quando a cobra apareceu do mato e se enrolou nas pernas dela', contou o taxista Raimundo Carvalho, que passava pela rodovia na hora do ataque.

De acordo com Carvalho, os gritos da menina chamaram a atenção das pessoas no local. 'A criança ainda tentou se segurar no mato, mas foi arrastada por alguns metros. Ela gritava bastante.

Foi quando apareceu um jovem identificado como Miguel com um facão e cortou a cabeça da sucuri e a cobra soltou a menina, disse Carvalho. Segundo ele, se Miguel não tivesse aparecido, a menina teria sido esmagada pela sucuri.

A menina saiu correndo assim que foi solta pela cobra. Ela teve leves ferimentos na perna. A cobra permaneceu na estrada, onde agonizou por alguns minutos até morrer.

Fonte: Amazônia - Belém, 04 de janeiro de 2008

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quarta-feira, janeiro 09, 2008

As principais causas de incêndio em residências

A cada ano cerca de 55.000 incêndios em residências nos Estados Unidos, matam 700 pessoas e provocam ferimentos em 10.000 pessoas. As principais causas desses incêndios são : frituras, cigarros iniciando o fogo em tapetes, cadeiras ou sofás, etc. Mesmo que você não fume ou utilize fritadeiras, você pode ainda ser um risco.

Vamos lembrar alguns tipos de prevenção, que somente leva alguns minutos para você aprender e poderá salvar sua vida e de sua família.

Aparelhos elétricos
Alguns aparelhos foram projetados para funcionarem ininterruptamente, como exemplo, vídeo. Outros tipos de aparelhos elétricos que não estejam funcionando, deveriam ser desligados e retirados das tomadas.

Sempre utilize fusível adequado conforme instruções dos fabricantes,. Não utilize gambiarras ou benjamins para ligação simultânea de vários aparelhos ou equipamentos, que poderão sobrecarregar a fiação elétrica (sobreaquecimento).

Cigarro
Um cigarro aceso ou um cachimbo pode ser mortal. Nunca deixe um cigarro aceso ou um cachimbo, sem estar presente (às vezes a pessoas dá uma tragada, vai a cozinha ou outro local, esquece que deixou aceso um cigarro no cinzeiro).

Se você deixar um cigarro aceso ou cachimbo queimando na beirada de um cinzeiro, ele poderá cair no sofá ou no carpete. Mais tarde esse sofá ou carpete pegará fogo e iniciando o desprendimento de uma densa fumaça que dificultará para você e sua família para escapar.
Adormecendo com o cigarro aceso ou cachimbo, também pode ser fatal, especialmente na cama, onde o lençol pegará fogo rapidamente ou a fumaça penetrará nos pulmões e você não sentirá nada e não acordará.
Tenha certeza que você jogará fora o cigarro antes de ir dormir e nunca fume na sala ou no sofá, se você acha que vai cochilar.

Frituras
As panelas de fritura são uma das principais causas de incêndio em residência

Lembre-se:
■ Nunca preencher a panela mais do que 1/3 de óleo
■ Nunca deixe a panela desacompanhada (sem alguém por perto), quando está aquecendo.
■ Se a panela pegar fogo, nunca jogue água.
■ Desligar o fogão ou a fritadeira, se é mais seguro fazer isso.
■ Cobrir a panela com um pano úmido ou uma toalha molhada e deixar resfriar pelo menos 30 minutos.

Chamas abertas
Nunca deixe próximo a chamas abertas (fogão) plástico, utensílio, papel, pano, etc, que poderá pegar fogo ou aquecer parcialmente e poderá provocar queimaduras, em caso de pegar o utensílio (cabo).

Fiação e tomadas
Olhe o estado da fiação, se tiver esbranquiçada ou endurecida, há sinais de sobreaquecimento.
■ Tomadas ou soquetes quentes
■ Fusíveis que se rompem, sem motivo nenhum
■ Oscilação de luz (tremulação de luz)
■ Marca de chamuscamento de soquete ou tomada (esbranquiçamento, amarronzado ou cor escura)

Fogão
Checar se as panelas estão em posição segura (evitar o aquecimento dos cabos). Tomar cuidado com os cabos das panelas que ficam na beirada do fogão, que podem ser resvalados ou alcançados por crianças.

Equipamentos elétricos devem ser mantidos afastados do fogão e nunca cobrir o fogão com toalha. Nunca deixe as panelas em fogo aceso, desacompanhadas (sem ninguém por perto) e especialmente tomar cuidado com as fritadeiras com óleo ou gordura. Assegurar que o forno está desligado

Crianças
As crianças, por curiosidade natural, podem ser o maior risco para o fogo. Nunca deixe as crianças sozinhas na sala, onde há equipamentos de aquecimento ou na cozinha ou onde há chamas abertas. Manter fósforos e luzes fora do alcance da criança . Nunca deixe crianças sozinhas em casa.

Rotina para dormir tranqüilo
Muitos incêndios acontecem à noite. Assegure que você tem uma rotina de segurança para dormir e para ajudar a manter sua casa e sua família segura. Indicamos algumas regras simples, que você deve checar a cada noite.

■ Desligar e retirar das tomadas os equipamentos que não foram projetados ou recomendados a funcionarem ininterruptamente.
■ Assegurar que nenhum cigarro ficou ainda aceso
■ Antes de esvaziar ou limpar o cinzeiro, assegurar que os restos dos cigarros estão apagados.
■ Colocar um protetor em volta de chamas abertas (por exemplo, vela com um prato com lâmina de água).
■ Desligar os aquecedores portáteis
■ Fechar as portas de todos os cômodos desocupados

Aquecedores
Assegure que você não coloque o aquecedor muito próximo para aquecer, pois pode facilmente esquentar sua roupa ou sua cadeira, se você adormecer.

Os aquecedores deveriam permanecer em locais seguros, onde eles não podem ser obstáculos ou tropeçados. Eles deveriam ser mantidos afastados de mobílias, sofás, cortinas e almofadas e bem como de objetos que possam cair sobre eles.

Aquecedores portáteis nunca deveriam ser colocados próximos à cama ou usados como secar roupas. Assegurar que os aquecedores estão corretamente protegidos.

Fonte: Rowland Slaten Stevens, Inc.- Leading Causes of Fire
Comentário:
No Brasil os índices de causas de incêndios em residências com prejuízos materiais e pessoais são consideráveis, apesar de não termos estatísticas confiáveis e registros completos. O último levantamento de dados realizado pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) ocorreu no ano de 1991, tendo como base o ano de 1990. O IBGE apontou dificuldades na obtenção das informações, em especial junto a algumas unidades do Corpo de Bombeiros do setor público e a inexistência, em algumas fontes, de registros completos. Algumas unidades de Corpo de Bombeiros indicam as principais causas de incêndios em residências, tais como; eletricidade, cozinha (vazamento de gás, esquecimento de panela no fogão com chama acesa) e chamas acesas (velas, lamparinas, etc.)
No sul do Brasil há muitas casas de madeira e a predominância de incêndio é devido ao esquecimento de velas acesas.
Em 03 de outubro de 2007, por volta das 21h, um incêndio destruiu uma casa na Vila Boa Jesus, Zona Leste de Porto Alegre. De acordo com agentes da Polícia Civil, duas crianças morreram — uma de dois e outra de cinco anos. A polícia suspeita que uma vela tenha começado o fogo, que destruiu a casa de madeira, mas as circunstâncias em que ocorreu o incêndio ainda não são conhecidas.

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domingo, janeiro 06, 2008

Ano Novo: O massacre continua nas estradas federais

Levantamento divulgado em 2 de janeiro de 2008, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que 99 pessoas morreram e 1.276 ficaram feridas em 1.738 acidentes ocorridos nas estradas federais do país durante o feriado prolongado de Ano Novo.

Comparação Natal e Ano Novo – redução
Os registros, feitos entre os dias 28 de dezembro e 1º de janeiro, apontam uma diminuição de 49,5% no total de mortes e de 32,1% nos acidentes em comparação aos cinco dias do feriado prolongado de Natal --21 a 25 de dezembro.

Fiscalização
Durante a fiscalização, mais de 100 mil veículos foram abordados e 22 mil multas, aplicadas --um aumento de 9,3% na soma de veículos fiscalizados e 19,2% na quantidade de infrações, também em relação ao Natal.
A tecnologia foi outra arma importante na guerra contra motoristas infratores. Os radares da PRF, instalados em pontos estratégicos, flagraram mais de 30 mil veículos desrespeitando os limites de velocidade. Etilômetros de última geração também foram fundamentais para que 260 motoristas alcoolizados fossem retirados de circulação.

Motivos
O excesso de velocidade e a ultrapassagem em locais proibidos são os principais motivos de acidentes.

Balanço dos feriados- Natal e Ano Novo
Os feriados de final de ano, nos dez dias das operações de Natal (21 a 25 de dezembro) e do Ano Novo (28 de dezembro a 1º de janeiro) deixaram;
■ um saldo de 295 mortos em dez dias nas estradas federais em todo país, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
■ foram contabilizados 4,3 mil acidentes e 3.146 feridos

Estradas de São Paulo – estaduais e sob administração por concessionárias
O feriado de Ano Novo foi violento nas estradas estaduais paulistas. De acordo com balanço da Polícia Rodoviária estadual, entre zero hora de sexta-feira e meia-noite de terça-feira (1 de janeiro) foram registrados 1.188 acidentes, com 38 mortes e 821 feridos.
No Natal, foram registradas 44 mortes em 1.175 acidentes nas estradas sob administração estadual, com 770 feridos.

Fontes: O Estado de São Paulo, Globo Online, Departamento da Polícia Rodoviária Federal,
Folha Online, no período de 2 de janeiro a 3 de janeiro de 2008.









Rodovia dos Imigrantes – São Paulo. Veja a foto uma série de irregularidades;
1-Motoristas não mantém distância adequadas entre veículos
2-O mais perigoso os motociclistas entres a faixas de veículo em fila indiana. Houve acidente com motociclista, que por causa dessa fila indiana, outros motociclistas caíram no chão com ferimentos graves.























Rodovia Niterói-Manilha - Rio de Janeiro . Veja a foto as irregularidades são idênticas;
1-Motoristas não mantém distância adequadas entre veículos
2-O mais perigoso os motociclistas entres a faixas de veículo.










Comentário:
As causas são as mesmas há anos; imperícia, imprudência, ultrapassagem perigosa, excesso de velocidade, etc. Por detrás desses motivos estão os motoristas.
A tecnologia do carro aumentou a segurança veicular tais como; maior estabilidade do carro, freio a disco/ABS e maior proteção aos passageiros/motoristas. E a propaganda das montadoras transforma essa tecnologia em marketing através de carros velozes, possantes e seguros para os futuros usuários. Toda essa propaganda das montadoras induz que o motorista está perfeitamente seguro, pois o carro processará todas as informações necessárias para dirigibilidade com segurança. O motorista funciona como um piloto automático enquanto o carro que não foi preparado para essa situação, funciona como extensão da pilotagem automática (controlar a velocidade, manter a distância do carro à frente, verificar as condições da estrada e do ambiente, sol, chuva, noite, etc.) e quando o motorista percebe uma situação perigosa de tráfego é muita tarde para corrigir esses erros. O exame para tirar carteira de habilitação é o mesmo de trintas atrás, mudou quase pouco. O exame está mais preocupado com o contato inicial entre o futuro motorista e o veiculo, como se processa essa interação entre carro e motorista. E o contato com a velocidade, dirigir em estrada, processar informações rápidas nas ultrapassagens ou nas curvas, ficam para depois da obtenção da carteira de motorista. Esse será o batizado do recém motorista na estrada e na cidade. É a aprendizagem por erro e acerto. É uma situação perigosa.

Pesquisa do Journal of the American Medical Association revela que o jovem corre duas vezes mais risco de provocar acidente grave do que motoristas mais experientes. Se ele estiver acompanhado de outros da mesma faixa etária, o perigo aumenta. Um motorista jovem acompanhado de três amigos jovens tem três vezes mais probabilidade de se envolver em acidente grave do que um jovem dirigindo sozinho. O motivo: ele fica tentado a impressionar os colegas com velocidade e manobras arriscadas.

As montadoras e as entidades públicas e privadas poderiam criar centros de simuladores de direção nas médias e grandes cidades para formação e educação dos motoristas e reciclagem para os motoristas infratores. O investimento desses centros é insignificante diante que o Brasil gasta bilhões de reais (impacto econômico) por ano em acidentes nas áreas urbanas e rodovias.

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sexta-feira, janeiro 04, 2008

Natal: Massacre sangrento nas estradas

A carnificina no trânsito se espalhou pelo país, transformando o Natal de 2007 no mais violento da história nas estradas federais.
Entre zero hora de sexta-feira (21) e meia-noite de 25 de dezembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou;
■ 2.561 acidentes e 1.870 feridos.
■ o feriado mais violento do ano deixou 196 mortos nas estradas federais.

Os números superam os registrados no carnaval de 2007, tradicionalmente o feriado mais violento por causa dos excessos, inclusive de bebidas alcoólicas. Naquela operação, foram computados 2.417 acidentes, 145 mortes e 1.587 feridos.

Fiscalização
A PRF fiscalizou 94.804 veículos e multou 18.536. Ou seja, um em cada cinco motoristas fiscalizados cometeu infração ao Código Brasileiro de Trânsito.

Prejuízos econômicos
Cálculos baseados em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam que nos cinco dias do feriado de Natal, o Brasil sofreu um prejuízo de R$ 111,1 milhões apenas com mortos e feridos nos 61 mil quilômetros de rodovias federais. As perdas estão relacionadas a gastos com atendimento de urgência, hospitais, expectativa de vida e até a renda de cada vítima.

Causa principal: Imprudência
Os registros apontam a imprudência dos motoristas como principal motivo dos acidentes. De acordo com levantamentos da Polícia Rodoviária;
■ 80,7% dos acidentes acontecem em trechos com pista boa,
■ 71,4% nas retas, a maioria em colisões frontais em locais de ultrapassagens proibidas
■ 53,6% durante o dia e
■ 63% com o tempo bom.

Falta de educação
Segundo a PRF, “um terço dos condutores admite que a causa do acidente foi a falta de atenção. O problema não é muito carro para pouca estrada, mas pouca educação para muito motorista. As pessoas só obedecem aos limites de velocidade quando sabem que estão sendo fiscalizadas por radares. Nos outros trechos, sentem-se liberadas para correr”.

“O aumento no número de mortes é previsível, uma tragédia anunciada”, diz o consultor em engenharia de tráfego e transporte Horácio Augusto Figueiredo. “O brasileiro aceita as infrações de trânsito, acha normal ter mais carros e mais acidentes. É uma lógica suicida. É preciso mudar o quadro de fiscalização. A impunidade é total.”
Simões destaca que, desta vez não dá para colocar a culpa na qualidade das rodovias, uma vez que a condição de trafegabilidade nos principais corredores melhorou significativamente, na comparação dos últimos 20 anos. Nas pistas ruins, houve menos acidentes e com menor gravidade. “A brutalidade dos casos revela que o motorista se preocupa mais com danos ao carro do que com a segurança dos familiares que vão dentro. E pisa no acelerador quando a pista é boa.”

Fontes: Zero Hora, Folha Online, Globo Online, O Estado de São Paulo; 26 de dezembro de 2007

Comentário
A estatística leva em consideração apenas as vítimas fatais nos locais dos acidentes. As vítimas com lesões graves que são encaminhados aos hospitais e morrem não são computadas nessa estatística. Segundo especialistas médicos, 20% das vítimas com lesões graves morrem durante a permanência nos hospitais (UTI, operação e pós-operatório) e 3% dos pacientes liberados (recuperação em casa, agravamento de seqüelas, etc.) morrem no período de seis meses. Nos hospitais de Prontos Socorros do país, as vítimas da violência sobre o asfalto ocupam a maior parte dos leitos nas alas de politraumatismo.

Mais um feriado prolongado do Natal, mais uma batalha silenciosa foi travada nas estradas e ruas brasileiras, o duelo entre motoristas de carros, motos e pedestres. Muitos morreram, principalmente familiares ou amigos ou desconhecidos e outros levarão para sempre as seqüelas, dores e fotografias virtuais dos seus entes queridos.

As autoridades e especialistas em trânsito estudam a violência do trânsito, sabem suas causas, mas no Brasil as mudanças são lentas predominando a força inercial. Sempre dizemos, mudar para quê?
A mentalidade da sociedade brasileira é como farol virado para trás, imagina que sabe tudo, mas leva a não fazer nada, pois na frente, continua tudo escuro, pois os acidentes acontecem, estão acontecendo e acontecerão em um ciclo vicioso. ACCA

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quarta-feira, janeiro 02, 2008

História: Incêndio no Edifício Andorinhas


Na tarde do dia 17 de fevereiro de 1986, irrompeu incêndio no Edifício Andorinhas, localizado no centro comercial e financeiro da cidade do Rio de Janeiro, na confluência da Rua Almirante Barroso com Av. Graça Aranha.

Causa provável:
O fogo começou nas dependências da sede da GE (General Eletric), localizada no 9º andar, tomada sobrecarregada por vários aparelhos elétricos.

Edifício Andorinhas
O prédio de construção antiga com mais de 50 anos não era adaptado ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros;
■ não possuindo escadas enclausuradas, bem como portas corta-fogo,
■ os andares formavam verdadeiros labirintos devido a sua extensão, apesar do prédio ser de baixa altura.

Vítimas:
20 mortos e cerca de 50 feridos. Cerca de 90% das vítimas foram encontradas no acesso ao terraço, cuja porta era mantida fechada por questões de segurança, por ordem do administrador do condomínio.

Testemunha da tragédia: Pulo para morte
■ Num andar mais alto havia duas pessoas numa das janelas: um senhor deitado que quase não se mexia, apenas acenava e uma senhora que estava de pé no parapeito, aguardando a chegada do socorro. De vez em quando ela fazia menção de pular, acenando para que as pessoas se afastassem. Todos os que lá estavam pediam para que ela não pulasse, se acalmasse e esperasse pelos bombeiros. Foram momentos angustiantes com a expectativa de que ela, não agüentando o calor, pulasse.
Quando o carro dos bombeiros, com a escada Magirus, chegou, achei que o drama iria finalmente acabar, mas a escada não alcançava o andar onde a senhora estava (creio que 12º) e ela, sem mais esperanças, pulou para a morte.
Nesse momento, em que ela pulou, acionei o motor da câmera e vim acompanhando a queda fotografando toda a seqüência do pulo, mas não consegui fazer a última foto, a da queda no chão. Pois nesse momento, parei de fotografar e chorei, como muitos dos que ali estavam. (Sergio Araújo, fotógrafo).




■ O senhor que estava lá com ela, no 12º andar, deitado, aos poucos foi parando de acenar até que não agüentando as queimaduras e a falta de ar, morreu. (Sergio Araújo, fotógrafo)

Fontes: Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Superior Tribunal de Justiça – 27 de março de 2001 e depoimento de Sergio Araújo, fotógrafo, que estava presente no local do incêndio.

Comentário:
Comparando as condições de segurança contra incêndios de alguns prédios comerciais atuais com o passado, caso do edifício Andorinhas, as deficiências continuam as mesmas, tais como; falta de segurança e de manutenção do prédio, inexistência de sistema de sprinkler, deficiências dos equipamentos do Corpo de Bombeiros, falta de fiscalização dos órgãos públicos e a falta de hidrantes públicos com água.

Em todo grande incêndio no país, ninguém estava preparado (os responsáveis pela segurança do prédio, a fiscalização pública e o Corpo de Bombeiros) para combater ao incêndio, prevalecendo à falta de planejamento e preparação. O pior de todos os riscos, a insegurança do prédio, as deficiências dos órgãos públicos, auxiliam para que o incidente se torne uma tragédia.
Como se diz; “Quando todas as deficiências de segurança se convergem em determinado ponto, está tudo como exatamente o diabo gosta, para causar a tragédia”.

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posted by ACCA@4:56 PM

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