Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia
quinta-feira, novembro 21, 2024
ROMPIMENTO DE CABO SUBMARINO PREOCUPA ALEMANHA E FINLÂNDIA
Um cabo submarino de
comunicação de fibra óptica que liga a Finlândia à Alemanha através do leito do
mar parou de funcionar e pode ter sido cortado por uma "força externa",
informou na segunda-feira (18) a empresa finlandesa de segurança cibernética e
de redes de telecomunicações Cinia.
Segundo o diretor-executivo
da Cinia, Ari-Jussi Knaapila, investigadores finlandeses suspeitam que o cabo
C-Lion1 de 1.200 quilômetros que atravessa o Mar Báltico da capital finlandesa
Helsinque até o porto alemão de Rostock tenha sido cortado por uma "força
externa", embora uma inspeção física ainda não tenha sido realizada.
A Companhia Finlandesa de
Radiodifusão (YLE) citou o chefe de comunicações do Centro Nacional Finlandês
de Segurança Cibernética Traficom, Samuli Bergström, como também tendo
confirmado a ruptura.
OS MOTIVOS ESTÃO SOB
INVESTIGAÇÃO
"Os motivos estão sob
investigação. Perturbações ocorrem de tempos em tempos, e pode haver vários
motivos. Por exemplo, elas são suscetíveis ao clima e danos causados pelo
transporte. O essencial é que os problemas sejam identificados e medidas
corretivas sejam tomadas", disse Bergström.
"No entanto, é bom ter
em mente que as conexões de dados da Finlândia partem de vários lugares
diferentes. Agora, uma dessas conexões está rompida, o que pode sobrecarregar
outras [mas os efeitos] provavelmente não serão visíveis para o cidadão
comum", acrescentou.
HELSINKI E BERLIM EXPRESSAM
PREOCUPAÇÃO
Segundo a Cinia, o cabo
C-Lion1, comissionado em 2016, é o único cabo de comunicação submarino que vai
do país nórdico à Europa central.
Os governos finlandês e
alemão disseram nesta segunda-feira que uma investigação já está em andamento.
Os dois países expressaram preocupação com a segurança de suas infraestruturas
críticas.
"A segurança europeia
não está apenas ameaçada pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia,
mas também pela guerra híbrida [levada a cabo] por atores mal
intencionados", disseram os Ministérios do Exterior das duas nações em
declaração conjunta.
"Proteger nossa
infraestrutura crítica compartilhada é vital para nossa segurança e a
resiliência de nossas sociedades."
LOCAL DO DANO
O diretor-executivo da Cinia
disse que o dano ocorreu perto da ponta sul da ilha sueca de Oland e deve levar
de cinco a 15 dias para ser consertado. Fonte: UOL- 18/11/2024
COMENTÁRIO:
QUAIS CABOS SUBMARINOS PODEM
AFETAR A INTERNET NO BRASIL?
O Brasil é conectado ao mundo
através de mais de 15 cabos submarinos. Alguns dos principais são:
·Monet: conecta o
Brasil aos Estados Unidos, com pontos em Santos (SP) e Fortaleza (CE).
·SACS (South
Atlantic Cable System): liga o Brasil à Angola, conectando a América do Sul à
África.
·GlobeNet: conecta
o Brasil aos EUA, Venezuela, Bermudas e Colômbia.
·BRUSA: estende-se
do Rio de Janeiro até Virginia Beach, nos EUA.
Esses cabos são essenciais
para o tráfego de internet internacional. Um rompimento em qualquer um deles
poderia causar lentidão, interrupções em serviços online e impactos econômicos
significativos.
CABOS SUBMARINOS AFETAM DATA
CENTERS E HOSPEDAGENS NO BRASIL?
Sim, os cabos submarinos são
vitais para o funcionamento de data centers e serviços de hospedagem no Brasil.
Empresas como a Equinix e a Ascenty dependem desses cabos para fornecer
conectividade internacional de alta velocidade. Serviços de streaming,
plataformas de e-commerce e aplicações em nuvem poderiam ser afetados em caso
de falhas nos cabos. Fonte: Publicado em Click
Petróleo e Gás - 19/11/2024
O 'SERVIÇO DE EMERGÊNCIA' NO FUNDO DO OCEANO QUE MANTÊM A INTERNET FUNCIONANDO
Pouco
depois das 17h do dia 18 de novembro de 1929, o chão começou a tremer.
Ao longo da costa da
Península de Burin, ao sul da ilha de Terra Nova, no Canadá, um terremoto de magnitude
7,2 perturbou a paz daquela noite. Inicialmente, os moradores notaram apenas
alguns danos — algumas chaminés derrubadas.
No mar, no entanto, uma força
invisível estava se movendo. Por volta de 19h30, um tsunami de 13 metros de
altura atingiu a costa da Península de Burin. No total, 28 pessoas morreram em
decorrência de afogamentos ou ferimentos causados pelas ondas.
O terremoto foi devastador
para as comunidades locais, mas também teve um efeito duradouro no mar. O abalo
sísmico desencadeou um deslizamento de terra submarino.
As pessoas não perceberam
isso na época, sugerem os registros históricos, porque ninguém sabia que tais
deslizamentos de terra subaquáticos existiam.
Quando os sedimentos são
agitados por terremotos e outras atividades geológicas, a água fica mais densa,
gerando um fluxo descendente, como uma avalanche de neve montanha abaixo. O
deslizamento de terra submarino — chamado corrente de turbidez —– fluiu a mais
de 1.000 km de distância do epicentro do terremoto, a uma velocidade entre 11 e
128 km/h.
Embora o deslizamento de
terra não tenha sido notado na época, deixou uma pista reveladora. Na sua rota,
estava o que havia de mais moderno em tecnologia de comunicação da época: cabos
submarinos transatlânticos. E esses cabos se romperam. Doze deles foram
partidos em 28 lugares no total.
Algumas das 28 rupturas
aconteceram quase simultaneamente com o terremoto. Mas outras 16 ocorreram ao
longo de um período muito mais longo, à medida que os cabos se rompiam um após
o outro, em uma espécie de padrão misterioso de ondas, de 59 minutos após o
terremoto até 13 horas e 17 minutos depois, e a mais de 500 quilômetros de
distância do epicentro.
Se todos tivessem sido
rompidos pelo terremoto em si, os cabos teriam se rompido ao mesmo tempo — então
os cientistas começaram a se perguntar: por que não se romperam? Por que se
romperam um após o outro?
Só em 1952 que os pesquisadores
descobriram por que os cabos se romperam em sequência, ao longo de uma área tão
grande e em intervalos que pareciam diminuir com a distância do epicentro. Eles
descobriram que um deslizamento de terra os atingiu, e que os cabos que se
rompiam traçaram seu movimento pelo fundo do mar.
Até então, ninguém sabia da
existência das chamadas correntes de turbidez.
Como esses cabos se romperam
e havia um registro do momento em que se partiram, eles ajudaram a entender os
movimentos oceânicos acima e abaixo da superfície. Eles motivaram um trabalho
de reparo complexo, mas também se tornaram instrumentos científicos acidentais,
registrando um fenômeno natural fascinante que estava fora do alcance da vista
humana.
Nas décadas seguintes, à
medida que a rede global de cabos de águas profundas se expandiu, seu reparo e
manutenção resultaram em outras descobertas científicas surpreendentes, abrindo
mundos totalmente novos, e nos permitindo espiar o fundo do mar como nunca
antes, além de nos permitir comunicar em velocidade recorde.
Ao mesmo tempo, nossa vida
cotidiana, rendimentos, saúde e segurança também se tornaram cada vez mais
dependentes da internet — e, em última análise, desta complexa rede de cabos
submarinos. Mas, afinal, o que acontece quando eles se rompem?
COMO NOSSOS DADOS TRAFEGAM
Há 1,4 milhão de quilômetros
de cabos de telecomunicações no fundo do mar, abrangendo todos os oceanos do
planeta.
Estendidos de uma extremidade
à outra, estes cabos — responsáveis pela transferência de 99% de todos os
dados digitais — poderiam dar uma volta ao redor do Sol. Mas para algo tão
importante, são surpreendentemente finos — muitas vezes, com pouco mais de 2 cm
de diâmetro, ou aproximadamente a largura de uma mangueira.
Uma repetição do rompimento
de cabos em massa de 1929 teria impactos significativos na comunicação entre a
América do Norte e a Europa.
No entanto, "em grande
parte, a rede global é notavelmente resistente", diz Mike Clare, consultor
ambiental marinho do Comitê Internacional de Proteção de Cabos, que pesquisa os
impactos de eventos extremos em sistemas submarinos.
"Há de 150 a 200 casos de
danos à rede global a cada ano. Portanto, se compararmos com 1,4 milhão de
quilômetros, não é muito e, na maioria das vezes, quando esses danos ocorrem,
eles podem ser consertados com relativa rapidez."
Mas como a internet funciona
com cabos tão finos e evita panes desastrosas?
EVENTOS AMBIENTAIS EXTREMOS
Desde que os primeiros cabos
transatlânticos foram instalados no século 19, eles têm sido expostos a eventos
ambientais extremos, desde erupções vulcânicas submarinas até tufões e
inundações. Mas a principal causa dos danos que sofrem não é natural.
MAIORIA DAS FALHAS
A maioria das falhas — de 70
a 80%, dependendo do lugar no mundo — está relacionada a atividades humanas
acidentais, como lançar âncoras ou redes de pesca de arrasto, que acabam
ficando presas nos cabos, diz Stephen Holden, chefe de manutenção da Europa,
Oriente Médio e África na Global Marine, uma empresa de engenharia submarina
que atua na reparação de cabos submarinos.
Em geral, estes acidentes
acontecem em profundidades de 200 a 300 metros (mas a pesca comercial está
avançando para águas cada vez mais profundas, em alguns lugares, chegando a
1.500 metros no nordeste do Atlântico).
Somente de 10% a 20% das
falhas nos cabos a nível mundial estão relacionadas a ameaças naturais e, na
maioria das vezes, estão relacionadas ao desgaste dos cabos em locais onde as
correntes fazem com que eles resvalem contra as rochas, causando o que é
chamado de "falhas de derivação", diz Holden.
A ideia de que os cabos se
rompem porque são mordidos por tubarões é hoje uma espécie de lenda urbana,
acrescenta Clare.
"Houve casos de danos
causados por mordidas de tubarões, mas isso já acabou, porque a indústria dos
cabos utiliza uma camada de Kevlar (tipo de fibra sintética) para
reforçá-los."
No entanto, os cabos devem
ser mantidos finos e leves em águas mais profundas para ajudar na recuperação e
no reparo. Transportar um cabo grande e pesado ao longo de milhares de metros
abaixo do nível do mar colocaria uma enorme pressão sobre ele. Os cabos mais
próximos da costa tendem a ser mais blindados, porque têm mais chance de serem
danificados por redes de pesca e âncoras.
UM EXÉRCITO DE NAVIOS DE
REPARO A POSTOS
Se uma falha for encontrada, um navio de reparo é enviado.
Um navio a partir do qual os cabos submarinos são consertados
"Todas essas embarcações
estão estrategicamente posicionadas ao redor do mundo para que o trajeto entre
a base e o porto seja de 10 a 12 dias", explica Mick McGovern,
vice-presidente adjunto de operações marítimas da Alcatel Submarine Networks.
"Você tem esse tempo
para descobrir onde está a falha, carregar os cabos [e os] amplificadores de
sinal" — que aumentam a força de um sinal à medida que ele trafega pelos
cabos.
"Em essência, quando você
pensa no tamanho do sistema, não é preciso esperar muito", ele acrescenta.
Embora tenha demorado nove
meses para consertar o último cabo submarino danificado pelo terremoto de 1929,
McGovern diz que um reparo moderno em águas profundas deve levar uma ou duas
semanas, dependendo da localização e do clima.
REDUNDÂNCIA
"Quando você pensa na
profundidade da água e onde está, não é uma solução ruim."
Isso não significa que um
país inteiro vai ficar sem internet por uma semana. Muitas nações possuem mais
cabos e mais largura de banda dentro desses cabos do que a quantidade mínima
exigida, de modo que, se alguns forem danificados, os outros possam compensar.
Isso é chamado de redundância no sistema.
Devido a essa redundância, a
maioria de nós nunca perceberia se um cabo submarino fosse danificado — talvez
este artigo demorasse um ou dois segundos a mais para carregar do que o normal.
Em eventos extremos, pode ser
a única coisa que mantém um país online.
O terremoto de magnitude 7 na
costa de Taiwan, em 2006, rompeu dezenas de cabos no Mar do Sul da China — mas
alguns permaneceram online.
Para reparar o dano, o navio
utiliza um arpéu, ou gancho, para levantar e cortar o cabo, puxando uma
extremidade solta até a superfície, e enrolando-a na proa com grandes tambores
motorizados.
A parte danificada é então
arrastada até uma sala interna e analisada em busca de falhas, reparada,
testada (enviando um sinal para terra firme a partir do barco), selada e, em
seguida, presa a uma boia enquanto o processo é repetido na outra extremidade
do cabo.
Uma vez que as duas
extremidades são consertadas, cada fibra óptica é emendada sob microscópio para
garantir que haja uma boa conexão — e, na sequência, são vedadas com uma junta
universal que é compatível com o cabo de qualquer fabricante, facilitando a
vida das equipes de reparo internacionais, explica McGovern.
Os cabos reparados são
colocados de volta na água e, em águas mais rasas, onde pode haver mais tráfego
de barcos, são enterrados em valas. Veículos subaquáticos operados remotamente
(ROV, na sigla em inglês), equipados com jatos de alta potência, podem abrir
trilhas no fundo do mar para a instalação dos cabos.
Em águas mais profundas, o
trabalho é feito por arados equipados com jatos, arrastados ao longo do leito
marinho por grandes embarcações de reparo acima.
Alguns arados pesam mais de
50 toneladas e, em ambientes extremos, são necessários equipamentos ainda
maiores.
McGovern se lembra de um
trabalho no Oceano Ártico, que exigiu que um navio arrastasse um arado de 110
toneladas, capaz de enterrar cabos de 4 metros e penetrar no permafrost.
OUVIDOS NO FUNDO DO MAR
A instalação e o reparo dos
cabos levaram a algumas descobertas científicas surpreendentes — a princípio de
forma acidental, como no caso dos cabos rompidos e do deslizamento de terra, e
mais tarde, intencionalmente, quando os cientistas começaram a usar os cabos de
propósito como ferramentas de pesquisa.
Essas lições das profundezas
do mar começaram quando os primeiros cabos transatlânticos foram instalados no
século 19.
Os operadores de cabos
notaram que o Oceano Atlântico ficava mais raso no meio, descobrindo sem querer
a cordilheira Dorsal Mesoatlântica.
Hoje, os cabos de
telecomunicações podem ser usados como "sensores acústicos" para
detectar baleias, barcos, tempestades e terremotos em alto mar.
Os danos causados aos cabos
oferecem à indústria "uma nova compreensão fundamental sobre os perigos
que existem no fundo do mar", diz Clare.
"Nunca saberíamos que
havia deslizamentos de terra no fundo do mar após erupções vulcânicas se não
fosse pelos danos causados (nos cabos)".
Em alguns lugares, as
mudanças climáticas estão tornando as coisas mais desafiadoras. As inundações
na África Ocidental estão causando um aumento no deságue de sedimentos dos
cânions no Rio Congo, que ocorre quando grandes volumes de sedimentos fluem
para um rio após uma inundação. Estes sedimentos são então despejados da foz do
rio no Oceano Atlântico, e podem danificar os cabos.
"Agora sabemos que
devemos colocar os cabos mais longe do estuário", diz McGovern.
Alguns danos serão
inevitáveis, preveem os especialistas.
ERUPÇÃO VULCÂNICA
A erupção vulcânica do Hunga
Tonga-Hunga Ha'apai, em 2021 e 2022, destruiu o cabo submarino de internet que
conectava a nação insular de Tonga, no Pacífico, ao resto do mundo.
Levou cinco semanas até a
conexão com a internet voltar a funcionar totalmente, embora alguns serviços
tenham sido restabelecidos após uma semana.
No entanto, muitos países
contam com vários cabos submarinos, o que significa que uma falha — ou até
mesmo várias falhas — pode não ser percebida pelos usuários da internet, pois a
rede pode recorrer a outros cabos em uma crise.
"Isso realmente mostra
por que é necessário haver uma diversidade geográfica das rotas de cabo",
acrescenta Clare.
"Especialmente no caso
das ilhas pequenas, em lugares como o Pacífico Sul, onde há tempestades
tropicais, terremotos e vulcões, elas são particularmente vulneráveis e, com as
mudanças climáticas, diferentes áreas estão sendo afetadas de maneiras
diferentes."
À medida que a pesca e o
transporte marítimo se tornam mais sofisticados, pode ficar mais fácil evitar
danos aos cabos.
O advento do sistema de
identificação automática (AIS, na sigla em inglês) no transporte marítimo levou
a uma redução nos danos causados pela ancoragem, diz Holden, porque algumas
empresas agora oferecem um serviço em que é possível seguir um padrão definido
para reduzir a velocidade e ancorar.
No entanto, em regiões do
mundo onde os barcos de pesca tendem a ser menos sofisticados e operados por
equipes menores, os danos provocados pelas âncoras ainda acontecem.
Nesses locais, uma opção é
informar às pessoas onde estão os cabos, e aumentar a conscientização, afirma
Clare. Fonte: BBC Future - 26 outubro 2024
DRONE SUBSTITUI SER HUMANO NA INSPEÇÃO DE TORRE DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA
A pedido de uma companhia de
energia elétrica, o Instituto Eldorado, um dos maiores centros de pesquisa do
Brasil, criou uma forma de drones fazerem inspeções em torres de energia. A
atividade é perigosa para os funcionários, devido à possibilidade de choques
elétricos e até quedas de grandes alturas.
Existe um risco de acidentes
com pessoas que sobem em torres [de energia] para verificar se há oxidação Mateus
Pierre, diretor de software e inovação do Instituto Eldorado. O centro de
pesquisa fica em Campinas (SP).
Diferentes sensores foram
implantados no drone para coletar sinais do mundo externo. A partir daí, esses
componentes foram integrados por meio de um sistema de inteligência artificial
embutido no drone.
Tudo isso permite que a
máquina voadora identifique a torre a ser inspecionada, vá até ela, mantenha
uma distância segura devido ao campo magnético e fotografe os objetos a serem
inspecionados.
Essas imagens são processadas
dentro do drone sem a necessidade de serem enviadas para a nuvem. A própria
máquina cria um relatório sobre as peças aptas para uso e aquelas que devem ser
trocadas ou consertadas.
Devido a um acordo de
confidencialidade, Pierre não revela o nome da empresa de energia elétrica que
contratou o projeto.
OUTROS DISPOSITIVOS
Além do drone, o Instituto
Eldorado criou um veículo autônomo para executar tarefas similares à máquina
voadora, mas no chão. Dada uma rota, o carrinho segue o percurso até seu
destino. Usa seus sensores para evitar obstáculos e entraves.
São dois bons exemplos de
trabalhar diferentes tecnologias com o propósito de criar um produto que vai
ser útil e vai ajudar as empresas a abordar problemas que têm hoje, disse Mateus
Pierre, diretor do Instituto Eldorado
Ambos os projetos estão
relacionados com o conceito de inovação aberta. O pesquisador afirma que o
mundo vive atualmente uma era exponencial, na qual uma única empresa tem
dificuldade para dominar todas as tecnologias e, trabalhar em parceria com
organizações com diferentes espectros de desenvolvimento ajuda na produção de
seus próprios equipamentos. Fonte: UOL - Tilt, de São Paulo - 16/08/2024
PETROBRAS TESTA VOO EM AERONAVE SEM PILOTO PARA TRANSPORTE DE CARGAS
O primeiro voo de longo
alcance com uma aeronave civil remotamente pilotada percorreu cerca de 180
quilômetros entre a base da Petrobras no bairro Imbetiba, em Macaé (RJ) e a
plataforma P-51, na Bacia de Campos, litoral fluminense. A expectativa é que os
testes viabilizem voos de longo alcance entre o continente e plataformas,
permitindo uma série de aplicações com essa tecnologia.
Os objetivos do voo,
realizado em julho, foram testar a implantação do transporte para conduzir
cargas de até 50 kg, agregar valor à logística do transporte aéreo offshore,
reduzir custos e coletar dados para o compartilhamento do espaço com outras
aeronaves. Esse tipo de tecnologia também pode reduzir emissões de gases de
efeito estufa no transporte de cargas leves.
A Petrobras já utiliza a
tecnologia de drones para pintura de plataformas e embarcações, além de outros
trabalhos em altura, reduzindo a exposição humana a riscos.
A análise dos dados gerados
deve ser finalizada ainda no segundo semestre deste ano. Segundo a Petrobras,
serão simulados outros voos com aeronaves no mesmo espaço aéreo e, dependendo
dos resultados, o procedimento será implantado na empresa.
A operação, ainda em fase de
testes, foi feita em colaboração com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo
(Decea), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a NAV Brasil e a OMNI Táxi
Aéreo, contratada pela Petrobras para operar veículos aéreos não tripulados em
missões offshore. Fonte: Agência Brasil - Rio
de Janeiro - Publicado em 10/07/2024
DESCOBERTAS AS CAUSAS DA DETERIORAÇÃO DO CONCRETO E DO ASFALTO
Os engenheiros vêm observando
há décadas que as estruturas modernas de concreto e de asfalto tendem a se
deteriorar muito mais rapidamente do que estruturas históricas. Mas a razão
para esse fenômeno permanecia desconhecida.
Agora, Akihiro Moriyoshi e
colegas da Universidade de Hokkaido, no Japão, acreditam ter finalmente
encontrado a resposta.
Eles descobriram que a
deterioração das estruturas modernas de concreto e asfalto se deve à presença
de quantidades-traço - meros vestígios - de matéria orgânica nessas estruturas.
MONITORAMENTO DO CONCRETO
As marcas características que
levam à deterioração do cimento, concreto e asfalto incluem rachaduras,
desagregação (transformação em pó) e delaminação (separação em camadas).
As estruturas deterioradas
deixam de ser seguras para os fins que foram projetados, e uma deterioração
mais rápida reduz a expectativa de vida das estruturas.
As técnicas atuais de
monitoramento incluem justamente o acompanhamento da largura das rachaduras e
um teste químico simples, que não dão um quadro geral da deterioração e da
queda da resistência dos materiais.
Foi ao tentar melhorar esses
ensaios de monitoramento que Moriyoshi percebeu um odor característico emanando
das amostras de cimento que ele estava testando. Foi necessário usar até
tomografia computadorizada para finalmente encontrar a razão dos cheiros, que
acabaram explicando a deterioração dos materiais.
Para confirmar que estavam de
posse da explicação correta, a equipe testou uma variedade de amostras de
asfalto do Japão desde 1960, várias amostras de concreto de todo o mundo, e
também uma amostra de concreto de 120 anos, usada como referência.
DETERIORAÇÃO POR MATÉRIA
ORGÂNICA
Os exames mostraram que há
uma série de moléculas orgânicas, de origens diversas, presentes nas modernas
estruturas de concreto e pavimentos asfálticos: ftalatos, particulados de
escapamento de carros e caminhões, sabões e até fluidos usados para lavar
pára-brisas.
Entre os compostos mais
comuns, a equipe encontrou (como proporção da amostra de concreto ou cimento):
0,25% de desumidificantes, 0,12% de compostos de fosfato e 0,0012% de ftalatos.
Essas moléculas são
introduzidas no cimento, concreto e asfalto durante o processo de fabricação ou
absorvidas do meio ambiente, e causam uma rápida deterioração das estruturas de
concreto e dos pavimentos de asfalto. Embora estejam em menor quantidade, os
ftalatos mostraram ter o maior efeito de deterioração.
A equipe espera que suas descobertas
sejam usadas para desenvolver novas formulações para estruturas de concreto ou
aprimoramentos nos processos produtivos, que permitam a produção de cimentos e
concretos mais puros, que poderão ter vida útil mais longa. Fonte: novação Tecnológica -
01/07/2021
MAGIRUS APRESENTA TLF AIRCORE, NOVO VEÍCULO DE COMBATE A INCÊNDIO
A Magirus apresenta ao
mercado o novo veículo de combate a incêndio, o TLF AirCore, que combina a
tecnologia AirCore - tecnologia de névoa de água - e um dispositivo de
elevação, com um recipiente para agente extintor de 3.500 litros, montado em um
chassi especialmente adaptado para off-road.
Com aproximadamente 3,4
metros de altura, largura de 2,5 metros e comprimento total de menos de 7
metros, com uma distância entre os eixos de apenas 3.690 mm, o TLF AirCore é
compacto e fácil de manobrar. A robustez necessária é proporcionada por um
chassi IVECO Eurocargo FF150-32WS impulsionado pelo motor FPT Industrial, com
potência de 320 cv, transmissão Allison e sistema Automatic Drivetrain
Management (ADM) de nova geração, que controla todos os sistemas de tração do
veículo com a vantagem de transferir, automaticamente, 100% do torque.
O conjunto está em
conformidade com os mais recentes padrões de emissão de poluentes (EURO VI) com
tecnologia de pós-tratamento de exaustão passiva HI-SCR, que evita a limpeza do
sistema de exaustão durante a operação.
“Devido à coordenação ideal entre chassi,
superestrutura e tecnologia de extinção de incêndios, o TLF AirCore atende a
todos os requisitos de desempenho e segurança ideais para as aplicações
off-road. Para atingir o centro de gravidade mais baixo possível, por exemplo,
o tanque foi rebaixado e, ao mesmo tempo, foi dada atenção a uma distribuição
de massa com a máxima uniformidade possível entre os eixos”, afirma Rodolfo
Xavier, Gerente de Vendas Magirus para a América do Sul, Central e Caribe.
Por conta da distância ao
solo de 390 milímetros com pneus simples, o veículo domina com facilidade
grandes ângulos de rampa e encostas e tem uma alta capacidade de travessia de
até 860 mm. Além da função “pump & roll” (bombeia enquanto se move), a
autoproteção garante a segurança máxima para a tripulação.
Estão incluídos no
abastecimento do agente extintor 300 litros de volume de autoproteção, 3 mil
litros de água e 200 litros de agente formador de espuma. Os componentes são usados
de forma otimizada graças ao AirCore e sua eficiente tecnologia de névoa de
água. A turbina AirCore MFT60-H pode ser elevada em até 800 milímetros e
girada, ou inclinada, 360 graus por meio de um dispositivo de levantamento.
O desempenho do AirCore, com
uma vazão de até 6 mil litros por minuto, permite distâncias máximas de
lançamento e grandes profundidades de penetração em aplicações industriais e
combate a incêndios em vegetação. Também é possível o uso de agentes
umectantes.
Um novo monitor adicional no
AirCore, junto com a turbina, garante que sejam propagadas diferentes
quantidades de água em direções diversas, garantindo assim a máxima
flexibilidade. Toda essa tecnologia de extinção de incêndios do TLF AirCore é
controlada a partir da cabine do motorista, oferecendo proteção máxima aos
bombeiros. Compartimentos espaçosos para equipamentos, sistema de dosagem de
espuma CaddiSys NetzMix (tecnologia Magirus), uma bomba de alta pressão e parte
elétrica protegida contra calor complementam o conceito do veículo.
Além disso, há vários
opcionais disponíveis, como um sistema de controle de pressão dos pneus,
guinchos ou uma cabine de pressão positiva. Com a ajuda de um reboque, a
capacidade dos agentes extintores pode ser aumentada ainda mais, permitindo que
o veículo opere de forma autônoma por até 20 minutos. Isso representa
possibilidades anteriormente indisponíveis para um combate eficaz a incêndios
na vegetação. Fonte: Defesa Net - 22 de
Outubro, 2020
ANNA CONNELLY – INVENTORA DA ESCADA DE SAÍDA DE INCENDIO
Você sabia que as saídas de incêndio atual devem sua existência a uma mulher? Anna Connelly foi uma das primeiras mulheres a
apresentar uma idéia ao escritório de patentes.
A primeira escada externa de aço, antecessora da atual escada
de incêndio, foi patenteada (No. 368.816 - Patented Aug. 23, 1887. ) por uma inventora
americana chamada Anna Connelly.
Ela foi uma das primeiras mulheres a registrar uma patente
para uma invenção após a Guerra Civil, quando as mulheres foram finalmente
autorizadas a registrar suas próprias patentes.
O projeto Connelly foi uma forma revolucionária de tornar os edifícios mais
seguros, adicionando uma escada externa com plataformas entre os níveis, que
impedia as pessoas caíssem vários andares em caso de pânico durante uma emergência.
Também permitia que os bombeiros combatessem de maneira mais eficaz os
incêndios, permitindo que transportassem água para áreas específicas da
estrutura, o que diminuiu o risco para os bombeiros e permitiu combater o
incêndio mais rapidamente.
O seu projeto também foi uma estratégia muito econômica para
melhorar a segurança pública. Como as escadas foram adicionadas ao exterior do
edifício, não houve necessidade de reforma dispendiosa do edifício. Sua invenção levou aos primeiros códigos de construção na
cidade de Nova York, exigindo um segundo meio de saída para as pessoas
escaparem dos edifícios em caso de emergência. Fonte: East
Coast ire Escapes
Canhão de Salmão, facilita migração de peixes nos EUA
Durante o período reprodutivo, cardumes de salmão nadam
contra a corrente em busca de locais seguros para depositar seus ovos. O
trajeto natural dos peixes ganhou novos obstáculos nos EUA com a construção de
hidrelétricas transformando o percurso dos rios.
Para contornar este problema, uma empresa de tecnologia
norte-americana desenvolveu um equipamento capaz de transportar rapidamente os
animais com um sistema hidráulico baseado em tubos maleáveis que não causam
dano às espécies.
O mecanismo é conhecido desde 2014 e substitui a tradicional
"escada" colocada em rios que facilitam a migração dos peixes da
família Salmonidae na América do Norte.
SISTEMA
O sistema desenvolvido pela Whooshh Innovations funciona a partir da diferença de pressão
entre o início e final do trajeto. A empresa explica que a entrada das
tubulações funciona como um vácuo e, a partir do momento em que um peixe entra
nela, ele é sugado pelo equipamento.
A estrutura recebe, em seu interior, uma lubrificação e é
molhada para não causar danos aos animais que podem atingir uma velocidade de
quase 40km/h. Em um dia, 50.000 peixes são transportados pelas tubulações.
O presidente da empresa que desenvolveu este sistema, garantiu
que o processo não estressa os peixes que já
estão acostumados a saltar para fora da água durante a migração natural.
A versão original deste sistema dependia de interação
humana. Funcionários introduziam os peixes nos encanamentos, um por um. Nesta
versão atualizada, a companhia desenvolveu uma forma em que os peixes possam
entrar sozinhos, seguindo a trajetória do cardume. Fonte: Por G1-13/08/2019
Desenvolvido para realizar operações de inspeção e
exploração em locais quase inacessíveis indoor e outdoor, o drone Elios, da
Flyability, possui uma exclusiva e patenteada tecnologia de tolerância a
colisões, proporcionada por uma exoestrutura modular de fibra de carbono que
absorve o impacto de colisões a até 15 km/h e permite ao operador manter foco
total na inspeção, sem se preocupar com eventuais obstáculos de percurso.
Traz incorporadas câmera térmica e câmera HD com resolução
de 1.920 x 1.080 com 30 quadros/s e valor de exposição (EV) remotamente
ajustável, instaladas em cabeçote giratório que proporciona excepcional campo
de visão.
A iluminação de navegação e inspeção é feita por LEDs de
alta potência com intensidade ajustável; o vídeo de retorno para o operador com
2,4 GHz permite operação centenas de metros além do alcance visual. Os dados de
“missão” são armazenados em cartão SD e um sistema wireless de comunicação
viabiliza a transmissão de imagens em tempo real, possibilitando ao operador o
total controle da navegação. Fonte: Flyability
Colete salva-vidas infla automaticamente quando criança cai na água
Assim que se molha, o colar salva-vidas
infla em 3 a 4 segundos.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de
Kaunas (Lituânia) desenvolveu um protótipo de salva-vidas inteligente que infla
assim que entra em contato com a água, mantendo a cabeça do seu utilizador
acima da superfície mesmo quando a pessoa não tem condições de acionar um
equipamento - ferida ou em pânico, por exemplo.
O principal objetivo da equipe é proteger as crianças. O
afogamento é uma das causas mais frequentes de morte acidental em crianças
pequenas (1-4 anos). Isso acontece principalmente em lagos e rios, e a
supervisão dos pais nem sempre é suficiente para evitar esses acidentes.
"Nosso colete salva-vidas funciona de forma parecida
com um airbag em um carro. Assim que o sensor instalado no colar toca a água,
ele ativa o mecanismo de liberação, que infla totalmente os airbags em 3 a 4
segundos, elevando o usuário à superfície da água. A cabeça do nadador é
mantida sobre a água e ele ou ela não pode se afogar," disse Tadas
Juknius, o autor da ideia.
O colete inflável - que na verdade é um colar - pesa
aproximadamente 120 gramas, o peso de um celular. Ele deve ser usado ao redor
do pescoço e seu criador garante que ele não restringe os movimentos da
criança.
"Nós apresentamos nosso protótipo em feiras
internacionais e recebemos críticas muito positivas. A próxima etapa é projetar
um protótipo para produção em massa," disse Kristina Judine, que se tornou
sócia de Juknius em uma empresa que está tentando comercializar a tecnologia. Diario
da Saúde - 21/02/2019
Aparelhos eletrônicos têm novo padrão global para prevenir perda auditiva
Quase 50% das pessoas entre 12 e 35 anos (1,1 bilhão) corre
o risco de sofrer perda auditiva devido à exposição prolongada e excessiva a
sons altos - incluindo por meio dos aparelhos de áudio pessoais, como celulares
e tocadores de MP3.
Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União
Internacional de Telecomunicações (UIT) publicaram um novo padrão internacional
para a fabricação e o uso desses aparelhos, com o objetivo de torná-los mais
seguros para quem os utiliza.
"Dado que possuímos conhecimento tecnológico para
prevenir a perda de audição, tantas pessoas não podem continuar sendo
prejudicadas enquanto ouvem música," disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral
da OMS. "Elas devem entender que, uma vez que perdem a audição, não é
possível recuperá‑la”.
Aparelhos de áudio seguros
O novo padrão recomenda que os aparelhos de áudio pessoais
incluam:
·Função de "permissão de som": software
que rastreia o nível e a duração da exposição do usuário ao som, como
porcentagem usada a partir de uma referência.
·Perfil personalizado, com base nas práticas do
usuário e que os informa o quão seguramente (ou não) estão ouvindo, com dicas
para a ação com base nessas informações.
·Opções para limitar o volume, entre elas a
redução automática do som e controle parental.
·Orientações aos usuários sobre práticas de
escuta seguras, tanto por meio de dispositivos de áudio pessoais quanto por
outras atividades de lazer.
O padrão OMS-UIT para dispositivos de áudio seguros foi
desenvolvido por especialistas de ambas as instituições durante um processo de
dois anos, com base nas mais recentes evidências e consultas com uma série de
partes interessadas, incluindo especialistas de governos, indústria,
consumidores e sociedade civil.
A OMS recomenda que governos e fabricantes adotem esse
padrão voluntariamente. A sociedade civil, em particular as associações
profissionais e outras que promovem cuidados auditivos, também têm um papel importante
na defesa do padrão e na conscientização do público sobre a importância de
práticas seguras de escuta para que os consumidores exijam produtos que os
protejam da perda auditiva. Fonte: Diário da Saúde-20/02/2019
O Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo)
lançou a cartilha Nanotecnologia para todos!, com o objetivo de divulgar as
nanotecnologias e as nanociências.
De autoria dos professores Delmárcio Gomes e Henrique Toma,
a cartilha é gratuita e foi criada para ser uma ferramenta de ensino no ensino
médio e técnico.
Por meio de linguagem didática e com muitas ilustrações, a
publicação tem como objetivo levar conhecimento aos estudantes sobre
nanociências e disponibilizar aos educadores e professores um material para uso
em sala de aula.
Segundo os autores, a idealização da cartilha nasce do
desejo de popularizar o tema da nanotecnologia dentro das escolas do Brasil,
fomentando iniciativas de pesquisas e permitindo que os estudantes tenham
acesso à informação e se conscientizem do avanço dessa nova área da ciência.
Em sua versão digital, a cartilha de nanociências está
disponível para download no endereço: Nanotecnologia
Por esta ninguém esperava: Papel reciclado pode ser
transformado em um material antichamas de alto desempenho.
Quem merece todo o crédito por ter apostado nessa ideia
pouco convencional, para dizer o mínimo, é a pesquisadora Franziska
Grüneberger, do Laboratório Federal Suíço de Ciência e Tecnologia de Materiais
(EMPA).
Mas como transformar um dos materiais que apresentam maior
risco de incêndio em um produto que proteja contra o fogo?
O segredo está naquilo que os cubos de papel reciclado
fabricados por Franziska não fazem: desmoronar. Esta mesma propriedade é
importante para oferecer proteção a longo prazo contra incêndio para elementos
de suporte em casas de madeira.
A inovação está no ligante que permite dar firmeza aos
blocos de papel reciclado, algo que é difícil de alcançar na produção
industrial de qualquer tipo de camada isolante, e em um processo que gruda o
material quase instantaneamente, para que ele se aloje nos espaços onde será
instalado na construção.
"Juntamente com Willi Senn, engenheiro de
desenvolvimento da Isofloc, nós iniciamos uma série de experimentos e
combinamos as fibras isolantes com diferentes aditivos," conta a
pesquisadora, sem dar detalhes de qual foi o aditivo escolhido.
Os flocos resultantes foram soprados em várias molduras de
madeira, juntamente com uma cavidade idêntica com flocos sem o novo aditivo. As
molduras foram expostas a chamas a temperaturas de 800 a 1.000 graus Celsius
por uma hora.
O novo isolante térmico à base de papel reciclado resistiu
ao teste e protegeu a construção de forma confiável, sem queimar e sem lançar
faíscas incandescentes. Os flocos sem o aditivo, por sua vez, caíram da
estrutura de madeira por falta de aderência, falhando na proteção.
O desenvolvimento final agora está sendo feito nos
laboratórios da empresa financiadora da pesquisa, a Isofloc, que prevê colocar
o produto no mercado em cerca de um ano. Fonte: Redação do Site Inovação
Tecnológica - 19/02/2019
Apresentamos o Exoesqueleto MATE (Muscular Aiding Tech
Exoskeleton), da Comau, uma estrutura
baseada em molas e projetada ergonomicamente que facilita os movimentos
repetitivos e alivia o esforço graças a um suporte postural leve, respirável e
eficaz.
Desenvolvido em colaboração com a ÖSSUR, uma empresa
islandesa líder em ortopedia não‑invasiva, e a IUVO, uma empresa spin-off do
Italian BioRobotics Institute especializada em tecnologias portáteis, o exoesqueleto
é totalmente capaz de replicar movimentos dinâmicos do ombro e envolvendo o
corpo como uma segunda pele. Ele garante maior conforto para o trabalhador e
aumenta a qualidade e a eficiência do trabalho proporcionando consistente
assistência ao movimento durante tarefas manuais e repetitivas.
Ele vem em dois tamanhos, um pequeno/médio e um
extra-grande, além de possuir cinco diferentes partes que podem ser ajustadas
para melhor encaixar no corpo, tornando seu uso mais confortável e adaptável.
O uso dele ajuda a melhorar a produtividade por diminuir
a carga de trabalho e, consequentemente, o cansaço do trabalhador. Com a
diminuição das chances de o esforço provocar lesões, uma vez que o exoesqueleto
mantém o corpo na postura correta para levantar o peso, os funcionários ficam
mais protegidos e seguros.
CARACTERÍSTICAS
■Projetado em estreita colaboração com trabalhadores de
fábrica envolvidos em atividades manuais
■Estrutura postural naturalmente confortável e respirável
■Estrutura compacta
■Mecanismo passivo baseado em molas
BENEFÍCIOS
■Reduz fadiga muscular
■Melhora a postura e conforto
■Segue os movimentos fisiológicos sem resistência ou
desalinhamento
Inteligência artificial e robótica em centro de distribuição
O centro de
distribuição de 90 mil metros quadrados da Amazon em Baltimore é uma imensa
máquina de atendimento de pedidos. Se você se posiciona em uma das pontas do
armazém, sua estrutura de titânio branco e suas esteiras rolantes aparentemente
intermináveis parecem desaparecer no horizonte, ainda que o horizonte de alguma
maneira pareça estar dentro do edifício.
A máquina é uma combinação estonteante de escadas, rampas,
separadores e um total de quase 18 quilômetros de esteiras rolantes.
Os pedidos dos clientes se movem das estantes para bandejas
e de bandejas para caixas, enquanto percorrem a máquina e são carregados em
furgões de entrega, passando por trabalhadores estacionados em diversos pontos
do percurso.
Os seres humanos raramente precisam se movimentar aqui. É
muito mais rápido, e barato, levar os objetos a eles.
É para isso que servem os robôs. Parecidos com versões
robustas do aspirador de pó robotizado Roomba, equipadas com prateleiras da
Ikea no topo, esses robôs Kiva são capazes de transportar até 340 quilos de
produtos em seus cerca de 40 compartimentos.
Depois que um cliente faz um pedido, um robô carrega os
itens até um trabalhador, que lê em uma tela que item apanhar e em que
compartimento ele está localizado, passa o código de barra por um leitor e
posiciona o produto em uma bandeja amarela que viaja pela esteira rolante até a
estação de embalagem.
A inteligência artificial sugere um tamanho de caixa
apropriado. Um trabalhador coloca o item na caixa, que um robô sela e, depois
de aplicar a etiqueta de endereço, envia ao seu próximo destino.
Seres humanos em geral são necessários para apanhar objetos
específicos e posicioná-los, tarefas que os robôs ainda não dominaram.
Os robôs da Amazon sinalizam uma imensa mudança na maneira
pela qual as coisas que compramos serão selecionadas, armazenadas e entregues.
A empresa requer um minuto de trabalho humano para levar um pacote a um
caminhão de entrega, mas esse número está a caminho do zero.
Armazéns autônomos se fundirão com sistemas automáticos de
fabricação e entrega, formando uma cadeia de suprimento completamente
automática.
Estamos no início daquilo que poderíamos definir como a
“nuvem física”, um ecossistema de comércio eletrônico que funciona como a
internet.
E os sistemas de armazenagem nesses locais parecem cada vez
mais com os de dados na nuvem. Em lugar de guardar itens semelhantes no mesmo
lugar —prática útil quando apanhar os produtos é tarefa humana—, os armazéns da
Amazon conservam múltiplas cópias de um mesmo produto em locais aleatórios,
conhecidos apenas dos robôs.
Tentar encontrar uma panela elétrica Instapot em um dos
armazéns da Amazon seria como tentar descobrir onde na nuvem um de seus emails
está armazenado. É claro que isso não é necessário. Basta tocar a tela, e o
email aparece. Não há intervenção humana.
As entregas também estão a ponto de mudar drasticamente.
Amazon, Google, Uber e muitas startups estão trabalhando em drones para
entregas, que um dia nos conectarão à nuvem física.
A Amazon emprega 575 mil pessoas. Muitas delas trabalham nos
centros de distribuição, realizando tarefas que os robôs ainda não dominam, mas
podem aprender em breve.
Christopher Atkeson, professor de robótica na Universidade
Carnegie Mellon, diz que um braço robótico capaz de substituir os trabalhadores
dos armazéns da Amazon estará disponível dentro de cinco anos. A empresa não
revela muito sobre seus planos de longo prazo.
Tye Brady, vice-presidente de tecnologia da Amazon Robotics,
diz só que a empresa está sempre tentando tornar os empregados mais eficientes.
Outros grupos de varejo são mais diretos. Richard Lou,
presidente-executivo e do conselho da JD.com, uma das mais importantes
companhias de comércio eletrônico da China, que depende fortemente da
automação, já declarou que sua meta é uma força de trabalho 100% robotizada.
Um armazém completamente automatizado é apenas o começo.
Amazon e Walmart patentearam armazéns parecidos com zepelins, que flutuarão a
300 metros de altura e estarão equipados com drones prontos a entregar creme
dental e papel higiênico aos consumidores em suas casas, como se fossem
arquivos de computador. Bem-vindo à nuvem física.
Antes de chegarmos lá, os robôs precisam ganhar a capacidade
de executar todas as tarefas em um armazém por conta própria. Embora nenhum
outro grupo de varejo se aproxime da Amazon em termos de escala, a Ocado,
empresa de varejo online de mantimentos na Inglaterra, tem a automação mais
sofisticada do mercado.
Em um armazém a 110 quilômetros a sudoeste de Londres, um
enxame de robôs da Ocado, com tamanho semelhante ao do R2-D2, corre por sobre
uma grade elevada de quadrados vazados; as máquinas cruzam percursos e chegam
perto de colidir umas com as outras, sem nunca fazê-lo.
Por sob a grade ficam os produtos, empilhados em bandejas
com 18 camadas de altura. Quando um cliente faz um pedido, por exemplo uma
garrafa de leite, um robô da Ocado se desloca ao quadrado apropriado, estende
os braços para baixo e agarra uma bandeja contendo leite.
O robô em seguida posiciona a bandeja dentro de sua barriga
e a conduz a uma esteira rolante, que conduz o leite aos trabalhadores, que
contam com a destreza necessária a pegar a garrafa e embalá-la em uma sacola de
compras.
Ainda que nem a Amazon e nem a Ocado tenham robôs capazes de
embalar itens eficientemente, os robôs da Ocado podem mover itens autonomamente
do local de armazenagem para as esteiras rolantes.
A Ocado já pensa de modo mais ambicioso. A empresa estuda
como usar uma versão maior de seus robôs para lidar com contêineres de carga,
porque carregar caminhões é muito difícil.
Existem gargalos nos portos. Da mesma forma que ampliar a
largura de banda permite expandir a capacidade da internet, aumentar os robôs
da Ocado poderia possibilitar que eles se movimentem por sobre pilhas de
contêineres e os carreguem em veículos de entrega.
Depois dos armazéns, os veículos de entrega são o próximo
alvo da automação. Amazon e Walmart estão trabalhando em como levar pacotes de
um furgão autoguiados ao comprador, seja por meio de um veículo autônomo ainda
menor ou pela criação de armários de entrega nos bairros.
Quando a necessidade de um motorista humano é removida —e
com ela a de um volante, air‑bag e cinto de segurança—, um veículo de entrega
pode assumir quase qualquer forma.
O conceito de transporte modular da Mercedes-Benz é um
chassi elétrico em forma de prancha de skate, que pode servir de base a um
furgão de passageiros, caminhão de carga ou casa motorizada.
Durante o dia, o chassis poderia ser afixado a uma
carroceria de ônibus e usado para transportar passageiros. À noite seria
destacado para recarga, empilhado em uma garagem.
Ou poderia ser usado para transportar um contêiner em uma
determinada direção e na chegada trocar de carroceria e transportar passageiros
na direção inversa, para a jornada de retorno.
Em lugar de furgões de tamanho padrão, frotas de pequenas
“cápsulas” de entregas poderiam apanhar pacotes em depósitos centralizados e
entregá-las aos compradores, usando infraestrutura de inteligência artificial
parecida com a que está em uso nos armazéns hoje.
Sistemas de entregas sobre rodas são muito mais prováveis
que drones, para o futuro próximo nos EUA. Mas não vai demorar para que o céu
se torne uma extensão da nuvem física, nos conectando da mesma maneira que
nossos celulares nos conectam à computação em nuvem. Fonte: Folha de São Paulo - The Wall Street Journal- 19.nov.2018
A empresa Ocado de varejo online de mantimentos na
Inglaterra, tem a automação mais sofisticada do mercado.
Seu smartphone nasceu sobre uma montanha de resíduos tóxicos
À medida que aumenta nossa avidez por tecnologia, o risco ao
meio ambiente se agrava. Na última década houve 40 transbordamentos de resíduos
de metais usados na fabricação de celulares
Daqui até 2020 haverá cerca de cinco bilhões de pessoas no
mundo que usarão um smartphone . Cada dispositivo é fabricado com numerosos
metais preciosos e muitas de suas principais funcionalidades não seriam
possíveis sem eles. Alguns destes metais, como o ouro, são bem conhecidos, mas
outros, como o térbio, parecem algo estranho.
A extração destes metais é uma atividade fundamental sobre a
qual se baseia a economia mundial moderna. Mas o custo ambiental pode ser
enorme, provavelmente muito maior do que imaginamos. Vamos examinar os
principais metais empregados na fabricação de smartphones, o uso que eles têm e
o custo ambiental de extraí-los do solo.
FERRO, ALUMÍNIO E O COBRE
O ferro (20%), o alumínio (14%) e o cobre (7%) são os três
metais mais comuns em um smartphone médio.
■O ferro é usado nos alto-falantes, nos microfones e nas
carcaças de aço inoxidável.
■O alumínio é uma alternativa leve ao aço inoxidável e
também aparece na fabricação do vidro resistente usado nas telas desses
dispositivos.
■O cobre é empregado em circuitos elétricos.
RESÍDUOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS
No entanto, a extração destes metais da terra no processo de
mineração produz enormes quantidades de resíduos sólidos e líquidos, que
normalmente são armazenados em imensos reservatórios que podem abarcar
superfícies de vários quilômetros quadrados. Os vazamentos desastrosos de
resíduos de mineração ocorridos nos últimos anos evidenciam o perigo de se
aplicar métodos de construção inadequados e métodos de supervisão frouxos.
O maior derramamento registrado ocorreu em novembro de 2015,
quando, após o rompimento de uma barragem em uma mina de ferro no Estado de
Minas Gerais, cerca de 33 milhões de metros cúbicos de resíduos de alto teor de
ferro foram parar no rio Doce (o suficiente para encher 23.000 piscinas
olímpicas). Os resíduos inundaram cidades vizinhas, provocaram a morte 19
pessoas e percorreram 650 quilômetros até chegar ao Oceano Atlântico 17 dias
depois.
Esse foi um dos 40 vazamentos de resíduos da mineração nos
últimos dez anos, e as consequências ecológicas e humanas a longo prazo ainda
são amplamente desconhecidas. Em suma, o que é certo é que, à medida que
aumenta nossa avidez por tecnologia, os reservatórios de resíduos de mineração
crescem em número e tamanho e, portanto, o risco de rompimento também aumenta.
DESTRUIÇÃO DE ECOSSISTEMAS
É frequente também o uso de ouro e estanho em smartphones. A
extração desses metais é a causa de graves desastres ecológicos que se estendem
desde a Amazônia peruana até as ilhas tropicais da Indonésia.
Os valiosos metais usados na fabricação dos smartphones são
um recurso finito. Segundo estimativas recentes, alguns se esgotarão nos
próximos 20 a 50 anos
OURO
Nos telefones celulares, o ouro é usado principalmente para
fabricar conectores e cabos. A mineração de ouro é uma das principais causas do
desmatamento na Amazônia. Além disso, a extração de ouro gera resíduos de alto
teor de cianeto e mercúrio, duas substâncias altamente tóxicas que podem
contaminar a água potável e a pesca, o que tem sérias repercussões na saúde
humana.
ESTANHO
Na área eletrônica o estanho é usado na soldagem. O óxido de
índio e estanho é usado para aplicar um revestimento fino, transparente e
condutor às telas dos smartphones, responsável pela função de tela sensível ao
toque. Os mares ao redor das ilhas Bangka e Belitung, na Indonésia, fornecem
cerca de um terço da oferta mundial deste metal. No entanto, a dragagem em
larga escala do fundo do mar para extrair terras de alto teor de estanho
destruiu seu valioso ecossistema de recifes de coral, e o declínio do setor
pesqueiro causou problemas econômicos e sociais.
O LUGAR MAIS CONTAMINADO DO PLANETA?
O que torna o seu telefone inteligente? A inteligência do
celular se deve aos componentes feitos de terras raras, um grupo de 17 metais
que recebem nomes estranhos, como praseodímio, e que são extraídos
principalmente na China, Rússia e Austrália.
TERRAS RARAS
As terras raras, chamadas com frequência de metais
tecnológicos, são fundamentais para o design e a funcionalidade dos
smartphones. A nitidez dos alto-falantes, os microfones e a vibração do
dispositivo são possíveis graças a motores e ímãs pequenos e potentes
fabricados com neodímio, disprósio e praseodímio. E térbio e disprósio são
usados para produzir as cores vivas da tela do telefone.
A extração das terras raras é uma atividade difícil e
poluente, que em geral envolve o uso de ácidos sulfúrico e fluorídrico resulta
na produção de enormes quantidades de resíduos muito tóxicos. Talvez o exemplo
mais perturbador do custo ambiental de nossa ganância para o smartphone, e o
que mais nos convida a pensar, seja o lago mundial de lixo tecnológico
localizado em Baotou (China, vide o vídeo)). Este lago artificial foi criado em 1958 e acumula
lodo tóxico derivado de operações de tratamento de terras raras.
Os valiosos metais usados na fabricação de smartphones são
um recurso finito. De acordo com estimativas recentes, algumas terras raras se
esgotarão nos próximos 20 a 50 anos, o que nos leva a pensar se ainda haverá
smartphones por essa época.
Para reduzir o impacto ambiental desses dispositivos, é
necessário que os fabricantes ampliem a vida útil dos produtos, tornem a
reciclagem mais fácil e sejam claros sobre como obtêm seus metais e quais os
efeitos ambientais.
As empresas de mineração em todo o mundo deram grandes
passos para implementar uma atividade de mineração mais sustentável. Mas também
é necessário que nós, como consumidores, paremos de considerar que os telefones
inteligentes são um item descartável e comecemos a reconhecer que eles
constituem um recurso de grande valor que produz um enorme impacto ambiental.
Fonte: El País - 3 SET 2018
Comentário
Estimativa de usuários de celulares em 2017 – 5 bilhões
Celulares fabricados em 2017 – 1,54 bilhões
O ciclo de vida útil – 18 a 22 meses
Os eletrônicos respondem por até 70% dos resíduos tóxicos
dos aterros sanitários.
Robô autônomo para inspeção em águas profundas é inovação brasileira
FlatFish, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em
Automação da Produção em parceria com a Shell, é capaz de planejar e executar
missões para verificar dutos de exploração de petróleo no fundo do mar
O Brasil já produz inovação de nível internacional que
poderá se tornar importante ferramenta de exploração de petróleo e gás em águas
profundas. Um dos mais importantes projetos da rede nacional de Institutos
SENAI de Inovação, o Flatfish é um robô completamente autônomo desenvolvido
para inspeção visual em 3D de alta resolução.
INVESTIMENTO E PARCERIA
O equipamento, com investimento de R$ 40 milhões, foi feito
em parceria pelo Instituto SENAI de Inovação em Automação da Produção, sediado
no campus integrado do SENAI-Cimatec em Salvador, com a petroleira
multinacional Shell e o Instituto Alemão de Pesquisa em Inteligência Artificial
DFKI.
INOVAÇÃO: ESTAÇÃO SUBMARINA SUBAQUÁTICA
A grande inovação do FlatFish é que o robô ficará em uma
estação submarina subaquática, em um tempo estimado entre três e seis meses sem
necessidade de emergir. O equipamento é capaz de fazer, de forma autônoma, o
planejamento e executar uma missão de inspeção de dutos de exploração de
petróleo. O veículo sai da estação submarina, é capaz de se desviar de
eventuais obstáculos no percurso, por meio de sonares, coleta os dados de
inspeção e os envia a equipamentos que são acompanhados por um operador na
superfície.
“Um dia será possível operar instalações de petróleo em
profundidade e distâncias inalcançáveis comumente pelo homem. Soluções desse
tipo, de robótica autônoma, que possam sobreviver em um ambiente inóspito, como
o fundo do mar, são importantíssimas”, analisa o diretor do Instituto SENAI de
Inovação em Automação da Produção, Dr. Herman Lepikson.
REDUÇÃO DE CUSTOS DE OPERAÇÃO
Com o equipamento, é possível reduzir custos de operação de
missões de inspeção, que atualmente envolvem o envio a alto mar de embarcações
com grandes equipes. Estima-se que uma operação desse tipo custe cerca de US$
500 mil por dia. Além disso, garante maior segurança operacional, pois dispensa
o uso de mergulhadores, e maior proteção ao meio ambiente, com a inspeção
regular dos dutos de exploração para evitar vazamentos de óleo.
“Esse equipamento é
uma necessidade da indústria de óleo e gás. O que o FlatFish tem capacidade de
fazer hoje é realizado por um grupo de até 250 pessoas. O robô fará inspeções
frequentes no fundo do mar, proporcionando que o custo de toda essa operação
caia muito, para algo estimado em cerca de US$ 100 mil por mês”, explica
Antônio Mendonça, líder técnico do SENAI-Cimatec, responsável pelo controle da
operação do projeto FlatFish.
TESTES
A segunda etapa do projeto, na qual foram feitos testes no
mar, foi realizada em um barco laboratório especialmente criado para o Flatfish.
A embarcação comportava um elevador para acesso de um pesquisador cadeirante,
um refeitório e áreas de descanso. A estrutura permitia a uma equipe de 17
pessoas – engenheiros, técnicos e cientistas da computação – permanecer até
cinco dias em alto mar sem retornar à costa, na Marina Aratu, na cidade de
Simões Filho, região metropolitana de Salvador. Desde o início do projeto, em
2013, cerca de 30 pessoas participaram do seu desenvolvimento.
FINANCIAMENTO
O projeto contou com financiamento da Empresa Brasileira de
Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e apoio da Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Fonte: Agência de Noticias- CNI-21 de Junho de 2017