Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, novembro 21, 2024

ROMPIMENTO DE CABO SUBMARINO PREOCUPA ALEMANHA E FINLÂNDIA


Um cabo submarino de comunicação de fibra óptica que liga a Finlândia à Alemanha através do leito do mar parou de funcionar e pode ter sido cortado por uma "força externa", informou na segunda-feira (18) a empresa finlandesa de segurança cibernética e de redes de telecomunicações Cinia.

Segundo o diretor-executivo da Cinia, Ari-Jussi Knaapila, investigadores finlandeses suspeitam que o cabo C-Lion1 de 1.200 quilômetros que atravessa o Mar Báltico da capital finlandesa Helsinque até o porto alemão de Rostock tenha sido cortado por uma "força externa", embora uma inspeção física ainda não tenha sido realizada.

A Companhia Finlandesa de Radiodifusão (YLE) citou o chefe de comunicações do Centro Nacional Finlandês de Segurança Cibernética Traficom, Samuli Bergström, como também tendo confirmado a ruptura.

OS MOTIVOS ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO

"Os motivos estão sob investigação. Perturbações ocorrem de tempos em tempos, e pode haver vários motivos. Por exemplo, elas são suscetíveis ao clima e danos causados pelo transporte. O essencial é que os problemas sejam identificados e medidas corretivas sejam tomadas", disse Bergström.

"No entanto, é bom ter em mente que as conexões de dados da Finlândia partem de vários lugares diferentes. Agora, uma dessas conexões está rompida, o que pode sobrecarregar outras [mas os efeitos] provavelmente não serão visíveis para o cidadão comum", acrescentou.

HELSINKI E BERLIM EXPRESSAM PREOCUPAÇÃO

Segundo a Cinia, o cabo C-Lion1, comissionado em 2016, é o único cabo de comunicação submarino que vai do país nórdico à Europa central.

Os governos finlandês e alemão disseram nesta segunda-feira que uma investigação já está em andamento. Os dois países expressaram preocupação com a segurança de suas infraestruturas críticas.

"A segurança europeia não está apenas ameaçada pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, mas também pela guerra híbrida [levada a cabo] por atores mal intencionados", disseram os Ministérios do Exterior das duas nações em declaração conjunta.

"Proteger nossa infraestrutura crítica compartilhada é vital para nossa segurança e a resiliência de nossas sociedades."

LOCAL DO DANO

O diretor-executivo da Cinia disse que o dano ocorreu perto da ponta sul da ilha sueca de Oland e deve levar de cinco a 15 dias para ser consertado. Fonte: UOL- 18/11/2024

COMENTÁRIO:

QUAIS CABOS SUBMARINOS PODEM AFETAR A INTERNET NO BRASIL?

O Brasil é conectado ao mundo através de mais de 15 cabos submarinos. Alguns dos principais são:

·        Monet: conecta o Brasil aos Estados Unidos, com pontos em Santos (SP) e Fortaleza (CE).

·        SACS (South Atlantic Cable System): liga o Brasil à Angola, conectando a América do Sul à África.

·        GlobeNet: conecta o Brasil aos EUA, Venezuela, Bermudas e Colômbia.

·        BRUSA: estende-se do Rio de Janeiro até Virginia Beach, nos EUA.

Esses cabos são essenciais para o tráfego de internet internacional. Um rompimento em qualquer um deles poderia causar lentidão, interrupções em serviços online e impactos econômicos significativos.

CABOS SUBMARINOS AFETAM DATA CENTERS E HOSPEDAGENS NO BRASIL?

Sim, os cabos submarinos são vitais para o funcionamento de data centers e serviços de hospedagem no Brasil. Empresas como a Equinix e a Ascenty dependem desses cabos para fornecer conectividade internacional de alta velocidade. Serviços de streaming, plataformas de e-commerce e aplicações em nuvem poderiam ser afetados em caso de falhas nos cabos. Fonte: Publicado em Click Petróleo e Gás - 19/11/2024 

Marcadores:

posted by ACCA@5:54 PM

0 comments

quinta-feira, novembro 07, 2024

O 'SERVIÇO DE EMERGÊNCIA' NO FUNDO DO OCEANO QUE MANTÊM A INTERNET FUNCIONANDO

   Pouco depois das 17h do dia 18 de novembro de 1929, o chão começou a tremer.

Ao longo da costa da Península de Burin, ao sul da ilha de Terra Nova, no Canadá, um terremoto de magnitude 7,2 perturbou a paz daquela noite. Inicialmente, os moradores notaram apenas alguns danos — algumas chaminés derrubadas.

No mar, no entanto, uma força invisível estava se movendo. Por volta de 19h30, um tsunami de 13 metros de altura atingiu a costa da Península de Burin. No total, 28 pessoas morreram em decorrência de afogamentos ou ferimentos causados ​​pelas ondas.

O terremoto foi devastador para as comunidades locais, mas também teve um efeito duradouro no mar. O abalo sísmico desencadeou um deslizamento de terra submarino.

As pessoas não perceberam isso na época, sugerem os registros históricos, porque ninguém sabia que tais deslizamentos de terra subaquáticos existiam.

Quando os sedimentos são agitados por terremotos e outras atividades geológicas, a água fica mais densa, gerando um fluxo descendente, como uma avalanche de neve montanha abaixo. O deslizamento de terra submarino — chamado corrente de turbidez —– fluiu a mais de 1.000 km de distância do epicentro do terremoto, a uma velocidade entre 11 e 128 km/h.

Embora o deslizamento de terra não tenha sido notado na época, deixou uma pista reveladora. Na sua rota, estava o que havia de mais moderno em tecnologia de comunicação da época: cabos submarinos transatlânticos. E esses cabos se romperam. Doze deles foram partidos em 28 lugares no total.

Algumas das 28 rupturas aconteceram quase simultaneamente com o terremoto. Mas outras 16 ocorreram ao longo de um período muito mais longo, à medida que os cabos se rompiam um após o outro, em uma espécie de padrão misterioso de ondas, de 59 minutos após o terremoto até 13 horas e 17 minutos depois, e a mais de 500 quilômetros de distância do epicentro.

Se todos tivessem sido rompidos pelo terremoto em si, os cabos teriam se rompido ao mesmo tempo — então os cientistas começaram a se perguntar: por que não se romperam? Por que se romperam um após o outro?

Só em 1952 que os pesquisadores descobriram por que os cabos se romperam em sequência, ao longo de uma área tão grande e em intervalos que pareciam diminuir com a distância do epicentro. Eles descobriram que um deslizamento de terra os atingiu, e que os cabos que se rompiam traçaram seu movimento pelo fundo do mar.

Até então, ninguém sabia da existência das chamadas correntes de turbidez.

Como esses cabos se romperam e havia um registro do momento em que se partiram, eles ajudaram a entender os movimentos oceânicos acima e abaixo da superfície. Eles motivaram um trabalho de reparo complexo, mas também se tornaram instrumentos científicos acidentais, registrando um fenômeno natural fascinante que estava fora do alcance da vista humana.

Nas décadas seguintes, à medida que a rede global de cabos de águas profundas se expandiu, seu reparo e manutenção resultaram em outras descobertas científicas surpreendentes, abrindo mundos totalmente novos, e nos permitindo espiar o fundo do mar como nunca antes, além de nos permitir comunicar em velocidade recorde.

Ao mesmo tempo, nossa vida cotidiana, rendimentos, saúde e segurança também se tornaram cada vez mais dependentes da internet — e, em última análise, desta complexa rede de cabos submarinos. Mas, afinal, o que acontece quando eles se rompem?

COMO NOSSOS DADOS TRAFEGAM

Há 1,4 milhão de quilômetros de cabos de telecomunicações no fundo do mar, abrangendo todos os oceanos do planeta.

Estendidos de uma extremidade à outra, estes cabos — responsáveis ​​pela transferência de 99% de todos os dados digitais — poderiam dar uma volta ao redor do Sol. Mas para algo tão importante, são surpreendentemente finos — muitas vezes, com pouco mais de 2 cm de diâmetro, ou aproximadamente a largura de uma mangueira.

Uma repetição do rompimento de cabos em massa de 1929 teria impactos significativos na comunicação entre a América do Norte e a Europa.

No entanto, "em grande parte, a rede global é notavelmente resistente", diz Mike Clare, consultor ambiental marinho do Comitê Internacional de Proteção de Cabos, que pesquisa os impactos de eventos extremos em sistemas submarinos.

"Há de 150 a 200 casos de danos à rede global a cada ano. Portanto, se compararmos com 1,4 milhão de quilômetros, não é muito e, na maioria das vezes, quando esses danos ocorrem, eles podem ser consertados com relativa rapidez."

Mas como a internet funciona com cabos tão finos e evita panes desastrosas?

EVENTOS AMBIENTAIS EXTREMOS

Desde que os primeiros cabos transatlânticos foram instalados no século 19, eles têm sido expostos a eventos ambientais extremos, desde erupções vulcânicas submarinas até tufões e inundações. Mas a principal causa dos danos que sofrem não é natural.

 MAIORIA DAS FALHAS

A maioria das falhas — de 70 a 80%, dependendo do lugar no mundo — está relacionada a atividades humanas acidentais, como lançar âncoras ou redes de pesca de arrasto, que acabam ficando presas nos cabos, diz Stephen Holden, chefe de manutenção da Europa, Oriente Médio e África na Global Marine, uma empresa de engenharia submarina que atua na reparação de cabos submarinos.

Em geral, estes acidentes acontecem em profundidades de 200 a 300 metros (mas a pesca comercial está avançando para águas cada vez mais profundas, em alguns lugares, chegando a 1.500 metros no nordeste do Atlântico).

Somente de 10% a 20% das falhas nos cabos a nível mundial estão relacionadas a ameaças naturais e, na maioria das vezes, estão relacionadas ao desgaste dos cabos em locais onde as correntes fazem com que eles resvalem contra as rochas, causando o que é chamado de "falhas de derivação", diz Holden.

A ideia de que os cabos se rompem porque são mordidos por tubarões é hoje uma espécie de lenda urbana, acrescenta Clare.

"Houve casos de danos causados por mordidas de tubarões, mas isso já acabou, porque a indústria dos cabos utiliza uma camada de Kevlar (tipo de fibra sintética) para reforçá-los."

No entanto, os cabos devem ser mantidos finos e leves em águas mais profundas para ajudar na recuperação e no reparo. Transportar um cabo grande e pesado ao longo de milhares de metros abaixo do nível do mar colocaria uma enorme pressão sobre ele. Os cabos mais próximos da costa tendem a ser mais blindados, porque têm mais chance de serem danificados por redes de pesca e âncoras.

UM EXÉRCITO DE NAVIOS DE REPARO A POSTOS

Se uma falha for encontrada, um navio de reparo é enviado.

 Um navio a partir do qual os cabos submarinos são consertados
  "Todas essas embarcações estão estrategicamente posicionadas ao redor do mundo para que o trajeto entre a base e o porto seja de 10 a 12 dias", explica Mick McGovern, vice-presidente adjunto de operações marítimas da Alcatel Submarine Networks.

"Você tem esse tempo para descobrir onde está a falha, carregar os cabos [e os] amplificadores de sinal" — que aumentam a força de um sinal à medida que ele trafega pelos cabos.

"Em essência, quando você pensa no tamanho do sistema, não é preciso esperar muito", ele acrescenta.

 Embora tenha demorado nove meses para consertar o último cabo submarino danificado pelo terremoto de 1929, McGovern diz que um reparo moderno em águas profundas deve levar uma ou duas semanas, dependendo da localização e do clima.

REDUNDÂNCIA

"Quando você pensa na profundidade da água e onde está, não é uma solução ruim."

Isso não significa que um país inteiro vai ficar sem internet por uma semana. Muitas nações possuem mais cabos e mais largura de banda dentro desses cabos do que a quantidade mínima exigida, de modo que, se alguns forem danificados, os outros possam compensar. Isso é chamado de redundância no sistema.

Devido a essa redundância, a maioria de nós nunca perceberia se um cabo submarino fosse danificado — talvez este artigo demorasse um ou dois segundos a mais para carregar do que o normal.

Em eventos extremos, pode ser a única coisa que mantém um país online.

O terremoto de magnitude 7 na costa de Taiwan, em 2006, rompeu dezenas de cabos no Mar do Sul da China — mas alguns permaneceram online.

Para reparar o dano, o navio utiliza um arpéu, ou gancho, para levantar e cortar o cabo, puxando uma extremidade solta até a superfície, e enrolando-a na proa com grandes tambores motorizados.

A parte danificada é então arrastada até uma sala interna e analisada em busca de falhas, reparada, testada (enviando um sinal para terra firme a partir do barco), selada e, em seguida, presa a uma boia enquanto o processo é repetido na outra extremidade do cabo.

Uma vez que as duas extremidades são consertadas, cada fibra óptica é emendada sob microscópio para garantir que haja uma boa conexão — e, na sequência, são vedadas com uma junta universal que é compatível com o cabo de qualquer fabricante, facilitando a vida das equipes de reparo internacionais, explica McGovern.

Os cabos reparados são colocados de volta na água e, em águas mais rasas, onde pode haver mais tráfego de barcos, são enterrados em valas. Veículos subaquáticos operados remotamente (ROV, na sigla em inglês), equipados com jatos de alta potência, podem abrir trilhas no fundo do mar para a instalação dos cabos.

Em águas mais profundas, o trabalho é feito por arados equipados com jatos, arrastados ao longo do leito marinho por grandes embarcações de reparo acima.

Alguns arados pesam mais de 50 toneladas e, em ambientes extremos, são necessários equipamentos ainda maiores.

McGovern se lembra de um trabalho no Oceano Ártico, que exigiu que um navio arrastasse um arado de 110 toneladas, capaz de enterrar cabos de 4 metros e penetrar no permafrost.

OUVIDOS NO FUNDO DO MAR

A instalação e o reparo dos cabos levaram a algumas descobertas científicas surpreendentes — a princípio de forma acidental, como no caso dos cabos rompidos e do deslizamento de terra, e mais tarde, intencionalmente, quando os cientistas começaram a usar os cabos de propósito como ferramentas de pesquisa.

Essas lições das profundezas do mar começaram quando os primeiros cabos transatlânticos foram instalados no século 19.

Os operadores de cabos notaram que o Oceano Atlântico ficava mais raso no meio, descobrindo sem querer a cordilheira Dorsal Mesoatlântica.

Hoje, os cabos de telecomunicações podem ser usados ​​como "sensores acústicos" para detectar baleias, barcos, tempestades e terremotos em alto mar.

Os danos causados ​​aos cabos oferecem à indústria "uma nova compreensão fundamental sobre os perigos que existem no fundo do mar", diz Clare.

"Nunca saberíamos que havia deslizamentos de terra no fundo do mar após erupções vulcânicas se não fosse pelos danos causados (nos cabos)".

Em alguns lugares, as mudanças climáticas estão tornando as coisas mais desafiadoras. As inundações na África Ocidental estão causando um aumento no deságue de sedimentos dos cânions no Rio Congo, que ocorre quando grandes volumes de sedimentos fluem para um rio após uma inundação. Estes sedimentos são então despejados da foz do rio no Oceano Atlântico, e podem danificar os cabos.

"Agora sabemos que devemos colocar os cabos mais longe do estuário", diz McGovern.

Alguns danos serão inevitáveis, preveem os especialistas.

ERUPÇÃO VULCÂNICA

A erupção vulcânica do Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, em 2021 e 2022, destruiu o cabo submarino de internet que conectava a nação insular de Tonga, no Pacífico, ao resto do mundo.

Levou cinco semanas até a conexão com a internet voltar a funcionar totalmente, embora alguns serviços tenham sido restabelecidos após uma semana.

No entanto, muitos países contam com vários cabos submarinos, o que significa que uma falha — ou até mesmo várias falhas — pode não ser percebida pelos usuários da internet, pois a rede pode recorrer a outros cabos em uma crise.

"Isso realmente mostra por que é necessário haver uma diversidade geográfica das rotas de cabo", acrescenta Clare.

"Especialmente no caso das ilhas pequenas, em lugares como o Pacífico Sul, onde há tempestades tropicais, terremotos e vulcões, elas são particularmente vulneráveis e, com as mudanças climáticas, diferentes áreas estão sendo afetadas de maneiras diferentes."

À medida que a pesca e o transporte marítimo se tornam mais sofisticados, pode ficar mais fácil evitar danos aos cabos.

O advento do sistema de identificação automática (AIS, na sigla em inglês) no transporte marítimo levou a uma redução nos danos causados pela ancoragem, diz Holden, porque algumas empresas agora oferecem um serviço em que é possível seguir um padrão definido para reduzir a velocidade e ancorar.

No entanto, em regiões do mundo onde os barcos de pesca tendem a ser menos sofisticados e operados por equipes menores, os danos provocados pelas âncoras ainda acontecem.

Nesses locais, uma opção é informar às pessoas onde estão os cabos, e aumentar a conscientização, afirma Clare. Fonte: BBC Future - 26 outubro 2024


Marcadores:

posted by ACCA@6:11 PM

0 comments

domingo, agosto 18, 2024

DRONE SUBSTITUI SER HUMANO NA INSPEÇÃO DE TORRE DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA

A pedido de uma companhia de energia elétrica, o Instituto Eldorado, um dos maiores centros de pesquisa do Brasil, criou uma forma de drones fazerem inspeções em torres de energia. A atividade é perigosa para os funcionários, devido à possibilidade de choques elétricos e até quedas de grandes alturas.

Existe um risco de acidentes com pessoas que sobem em torres [de energia] para verificar se há oxidação Mateus Pierre, diretor de software e inovação do Instituto Eldorado. O centro de pesquisa fica em Campinas (SP).

Diferentes sensores foram implantados no drone para coletar sinais do mundo externo. A partir daí, esses componentes foram integrados por meio de um sistema de inteligência artificial embutido no drone.

Tudo isso permite que a máquina voadora identifique a torre a ser inspecionada, vá até ela, mantenha uma distância segura devido ao campo magnético e fotografe os objetos a serem inspecionados.

Essas imagens são processadas dentro do drone sem a necessidade de serem enviadas para a nuvem. A própria máquina cria um relatório sobre as peças aptas para uso e aquelas que devem ser trocadas ou consertadas.

Devido a um acordo de confidencialidade, Pierre não revela o nome da empresa de energia elétrica que contratou o projeto.

OUTROS DISPOSITIVOS

Além do drone, o Instituto Eldorado criou um veículo autônomo para executar tarefas similares à máquina voadora, mas no chão. Dada uma rota, o carrinho segue o percurso até seu destino. Usa seus sensores para evitar obstáculos e entraves.

São dois bons exemplos de trabalhar diferentes tecnologias com o propósito de criar um produto que vai ser útil e vai ajudar as empresas a abordar problemas que têm hoje, disse Mateus Pierre, diretor do Instituto Eldorado

Ambos os projetos estão relacionados com o conceito de inovação aberta. O pesquisador afirma que o mundo vive atualmente uma era exponencial, na qual uma única empresa tem dificuldade para dominar todas as tecnologias e, trabalhar em parceria com organizações com diferentes espectros de desenvolvimento ajuda na produção de seus próprios equipamentos. Fonte: UOL - Tilt, de São Paulo - 16/08/2024

Marcadores: , ,

posted by ACCA@3:47 PM

0 comments

sexta-feira, julho 12, 2024

PETROBRAS TESTA VOO EM AERONAVE SEM PILOTO PARA TRANSPORTE DE CARGAS

O primeiro voo de longo alcance com uma aeronave civil remotamente pilotada percorreu cerca de 180 quilômetros entre a base da Petrobras no bairro Imbetiba, em Macaé (RJ) e a plataforma P-51, na Bacia de Campos, litoral fluminense. A expectativa é que os testes viabilizem voos de longo alcance entre o continente e plataformas, permitindo uma série de aplicações com essa tecnologia.

Os objetivos do voo, realizado em julho, foram testar a implantação do transporte para conduzir cargas de até 50 kg, agregar valor à logística do transporte aéreo offshore, reduzir custos e coletar dados para o compartilhamento do espaço com outras aeronaves. Esse tipo de tecnologia também pode reduzir emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas leves.

A Petrobras já utiliza a tecnologia de drones para pintura de plataformas e embarcações, além de outros trabalhos em altura, reduzindo a exposição humana a riscos.

A análise dos dados gerados deve ser finalizada ainda no segundo semestre deste ano. Segundo a Petrobras, serão simulados outros voos com aeronaves no mesmo espaço aéreo e, dependendo dos resultados, o procedimento será implantado na empresa.

A operação, ainda em fase de testes, foi feita em colaboração com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a NAV Brasil e a OMNI Táxi Aéreo, contratada pela Petrobras para operar veículos aéreos não tripulados em missões offshore. Fonte: Agência Brasil - Rio de Janeiro - Publicado em 10/07/2024


Marcadores: , ,

posted by ACCA@7:00 AM

0 comments

domingo, julho 11, 2021

DESCOBERTAS AS CAUSAS DA DETERIORAÇÃO DO CONCRETO E DO ASFALTO


Os engenheiros vêm observando há décadas que as estruturas modernas de concreto e de asfalto tendem a se deteriorar muito mais rapidamente do que estruturas históricas. Mas a razão para esse fenômeno permanecia desconhecida.

Agora, Akihiro Moriyoshi e colegas da Universidade de Hokkaido, no Japão, acreditam ter finalmente encontrado a resposta.

Eles descobriram que a deterioração das estruturas modernas de concreto e asfalto se deve à presença de quantidades-traço - meros vestígios - de matéria orgânica nessas estruturas.

MONITORAMENTO DO CONCRETO

As marcas características que levam à deterioração do cimento, concreto e asfalto incluem rachaduras, desagregação (transformação em pó) e delaminação (separação em camadas).

As estruturas deterioradas deixam de ser seguras para os fins que foram projetados, e uma deterioração mais rápida reduz a expectativa de vida das estruturas.

As técnicas atuais de monitoramento incluem justamente o acompanhamento da largura das rachaduras e um teste químico simples, que não dão um quadro geral da deterioração e da queda da resistência dos materiais.

Foi ao tentar melhorar esses ensaios de monitoramento que Moriyoshi percebeu um odor característico emanando das amostras de cimento que ele estava testando. Foi necessário usar até tomografia computadorizada para finalmente encontrar a razão dos cheiros, que acabaram explicando a deterioração dos materiais.

Para confirmar que estavam de posse da explicação correta, a equipe testou uma variedade de amostras de asfalto do Japão desde 1960, várias amostras de concreto de todo o mundo, e também uma amostra de concreto de 120 anos, usada como referência.

DETERIORAÇÃO POR MATÉRIA ORGÂNICA

Os exames mostraram que há uma série de moléculas orgânicas, de origens diversas, presentes nas modernas estruturas de concreto e pavimentos asfálticos: ftalatos, particulados de escapamento de carros e caminhões, sabões e até fluidos usados para lavar pára-brisas.

Entre os compostos mais comuns, a equipe encontrou (como proporção da amostra de concreto ou cimento): 0,25% de desumidificantes, 0,12% de compostos de fosfato e 0,0012% de ftalatos.

Essas moléculas são introduzidas no cimento, concreto e asfalto durante o processo de fabricação ou absorvidas do meio ambiente, e causam uma rápida deterioração das estruturas de concreto e dos pavimentos de asfalto. Embora estejam em menor quantidade, os ftalatos mostraram ter o maior efeito de deterioração.

A equipe espera que suas descobertas sejam usadas para desenvolver novas formulações para estruturas de concreto ou aprimoramentos nos processos produtivos, que permitam a produção de cimentos e concretos mais puros, que poderão ter vida útil mais longa. Fonte: novação Tecnológica - 01/07/2021

Marcadores:

posted by ACCA@7:48 PM

0 comments

domingo, dezembro 13, 2020

MAGIRUS APRESENTA TLF AIRCORE, NOVO VEÍCULO DE COMBATE A INCÊNDIO


 A Magirus apresenta ao mercado o novo veículo de combate a incêndio, o TLF AirCore, que combina a tecnologia AirCore - tecnologia de névoa de água - e um dispositivo de elevação, com um recipiente para agente extintor de 3.500 litros, montado em um chassi especialmente adaptado para off-road.

Com aproximadamente 3,4 metros de altura, largura de 2,5 metros e comprimento total de menos de 7 metros, com uma distância entre os eixos de apenas 3.690 mm, o TLF AirCore é compacto e fácil de manobrar. A robustez necessária é proporcionada por um chassi IVECO Eurocargo FF150-32WS impulsionado pelo motor FPT Industrial, com potência de 320 cv, transmissão Allison e sistema Automatic Drivetrain Management (ADM) de nova geração, que controla todos os sistemas de tração do veículo com a vantagem de transferir, automaticamente, 100% do torque.

O conjunto está em conformidade com os mais recentes padrões de emissão de poluentes (EURO VI) com tecnologia de pós-tratamento de exaustão passiva HI-SCR, que evita a limpeza do sistema de exaustão durante a operação.

 “Devido à coordenação ideal entre chassi, superestrutura e tecnologia de extinção de incêndios, o TLF AirCore atende a todos os requisitos de desempenho e segurança ideais para as aplicações off-road. Para atingir o centro de gravidade mais baixo possível, por exemplo, o tanque foi rebaixado e, ao mesmo tempo, foi dada atenção a uma distribuição de massa com a máxima uniformidade possível entre os eixos”, afirma Rodolfo Xavier, Gerente de Vendas Magirus para a América do Sul, Central e Caribe.

Por conta da distância ao solo de 390 milímetros com pneus simples, o veículo domina com facilidade grandes ângulos de rampa e encostas e tem uma alta capacidade de travessia de até 860 mm. Além da função “pump & roll” (bombeia enquanto se move), a autoproteção garante a segurança máxima para a tripulação.

Estão incluídos no abastecimento do agente extintor 300 litros de volume de autoproteção, 3 mil litros de água e 200 litros de agente formador de espuma. Os componentes são usados de forma otimizada graças ao AirCore e sua eficiente tecnologia de névoa de água. A turbina AirCore MFT60-H pode ser elevada em até 800 milímetros e girada, ou inclinada, 360 graus por meio de um dispositivo de levantamento.

O desempenho do AirCore, com uma vazão de até 6 mil litros por minuto, permite distâncias máximas de lançamento e grandes profundidades de penetração em aplicações industriais e combate a incêndios em vegetação. Também é possível o uso de agentes umectantes.

Um novo monitor adicional no AirCore, junto com a turbina, garante que sejam propagadas diferentes quantidades de água em direções diversas, garantindo assim a máxima flexibilidade. Toda essa tecnologia de extinção de incêndios do TLF AirCore é controlada a partir da cabine do motorista, oferecendo proteção máxima aos bombeiros. Compartimentos espaçosos para equipamentos, sistema de dosagem de espuma CaddiSys NetzMix (tecnologia Magirus), uma bomba de alta pressão e parte elétrica protegida contra calor complementam o conceito do veículo.

Além disso, há vários opcionais disponíveis, como um sistema de controle de pressão dos pneus, guinchos ou uma cabine de pressão positiva. Com a ajuda de um reboque, a capacidade dos agentes extintores pode ser aumentada ainda mais, permitindo que o veículo opere de forma autônoma por até 20 minutos. Isso representa possibilidades anteriormente indisponíveis para um combate eficaz a incêndios na vegetação. Fonte: Defesa Net - 22 de Outubro, 2020


Marcadores: ,

posted by ACCA@5:18 PM

0 comments

quinta-feira, dezembro 12, 2019

ANNA CONNELLY – INVENTORA DA ESCADA DE SAÍDA DE INCENDIO

Você sabia que as saídas de incêndio atual devem  sua existência a uma mulher?  Anna Connelly foi uma das primeiras mulheres a apresentar uma idéia ao escritório de patentes.
 A primeira escada externa de aço, antecessora da atual escada de incêndio, foi patenteada (No. 368.816 - Patented Aug. 23, 1887. ) por uma inventora americana chamada Anna Connelly.  
Ela foi uma das primeiras mulheres a registrar uma patente para uma invenção após a Guerra Civil, quando as mulheres foram finalmente autorizadas a registrar suas próprias patentes.

O projeto Connelly foi uma forma  revolucionária de tornar os edifícios mais seguros, adicionando uma escada externa com plataformas entre os níveis, que impedia as pessoas caíssem vários andares em caso de pânico durante uma emergência. Também permitia que os bombeiros combatessem de maneira mais eficaz os incêndios, permitindo que transportassem água para áreas específicas da estrutura, o que diminuiu o risco para os bombeiros e permitiu combater o incêndio mais rapidamente.

O seu projeto também foi uma estratégia muito econômica para melhorar a segurança pública. Como as escadas foram adicionadas ao exterior do edifício, não houve necessidade de reforma dispendiosa do edifício. Sua invenção levou aos primeiros códigos de construção na cidade de Nova York, exigindo um segundo meio de saída para as pessoas escaparem dos edifícios em caso de emergência. Fonte: East Coast ire Escapes

Marcadores: ,

posted by ACCA@7:53 PM

0 comments

segunda-feira, novembro 11, 2019

Novas tecnologias de combate a incêndios


Marcadores: ,

posted by ACCA@8:00 AM

0 comments

segunda-feira, agosto 19, 2019

Canhão de Salmão, facilita migração de peixes nos EUA

Durante o período reprodutivo, cardumes de salmão nadam contra a corrente em busca de locais seguros para depositar seus ovos. O trajeto natural dos peixes ganhou novos obstáculos nos EUA com a construção de hidrelétricas transformando o percurso dos rios.
Para contornar este problema, uma empresa de tecnologia norte-americana desenvolveu um equipamento capaz de transportar rapidamente os animais com um sistema hidráulico baseado em tubos maleáveis que não causam dano às espécies.
O mecanismo é conhecido desde 2014 e substitui a tradicional "escada" colocada em rios que facilitam a migração dos peixes da família Salmonidae na América do Norte.

SISTEMA
O sistema desenvolvido pela Whooshh Innovations  funciona a partir da diferença de pressão entre o início e final do trajeto. A empresa explica que a entrada das tubulações funciona como um vácuo e, a partir do momento em que um peixe entra nela, ele é sugado pelo equipamento.
A estrutura recebe, em seu interior, uma lubrificação e é molhada para não causar danos aos animais que podem atingir uma velocidade de quase 40km/h. Em um dia, 50.000 peixes são transportados pelas tubulações.
O presidente da empresa que desenvolveu este sistema, garantiu   que o processo não estressa os peixes que já estão acostumados a saltar para fora da água durante a migração natural.
A versão original deste sistema dependia de interação humana. Funcionários introduziam os peixes nos encanamentos, um por um. Nesta versão atualizada, a companhia desenvolveu uma forma em que os peixes possam entrar sozinhos, seguindo a trajetória do cardume. Fonte: Por G1-13/08/2019




Marcadores: , ,

posted by ACCA@7:00 AM

0 comments

sexta-feira, abril 19, 2019

Drone industrial

Desenvolvido para realizar operações de inspeção e exploração em locais quase inacessíveis indoor e outdoor, o drone Elios, da Flyability, possui uma exclusiva e patenteada tecnologia de tolerância a colisões, proporcionada por uma exoestrutura modular de fibra de carbono que absorve o impacto de colisões a até 15 km/h e permite ao operador manter foco total na inspeção, sem se preocupar com eventuais obstáculos de percurso.

Traz incorporadas câmera térmica e câmera HD com resolução de 1.920 x 1.080 com 30 quadros/s e valor de exposição (EV) remotamente ajustável, instaladas em cabeçote giratório que proporciona excepcional campo de visão.

A iluminação de navegação e inspeção é feita por LEDs de alta potência com intensidade ajustável; o vídeo de retorno para o operador com 2,4 GHz permite operação centenas de metros além do alcance visual. Os dados de “missão” são armazenados em cartão SD e um sistema wireless de comunicação viabiliza a transmissão de imagens em tempo real, possibilitando ao operador o total controle da navegação. Fonte: Flyability

Marcadores:

posted by ACCA@7:00 AM

0 comments

domingo, fevereiro 24, 2019

Colete salva-vidas infla automaticamente quando criança cai na água

Assim que se molha, o colar salva-vidas
infla em 3 a 4 segundos.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Kaunas (Lituânia) desenvolveu um protótipo de salva-vidas inteligente que infla assim que entra em contato com a água, mantendo a cabeça do seu utilizador acima da superfície mesmo quando a pessoa não tem condições de acionar um equipamento - ferida ou em pânico, por exemplo.

O principal objetivo da equipe é proteger as crianças. O afogamento é uma das causas mais frequentes de morte acidental em crianças pequenas (1-4 anos). Isso acontece principalmente em lagos e rios, e a supervisão dos pais nem sempre é suficiente para evitar esses acidentes.

"Nosso colete salva-vidas funciona de forma parecida com um airbag em um carro. Assim que o sensor instalado no colar toca a água, ele ativa o mecanismo de liberação, que infla totalmente os airbags em 3 a 4 segundos, elevando o usuário à superfície da água. A cabeça do nadador é mantida sobre a água e ele ou ela não pode se afogar," disse Tadas Juknius, o autor da ideia.

O colete inflável - que na verdade é um colar - pesa aproximadamente 120 gramas, o peso de um celular. Ele deve ser usado ao redor do pescoço e seu criador garante que ele não restringe os movimentos da criança.

"Nós apresentamos nosso protótipo em feiras internacionais e recebemos críticas muito positivas. A próxima etapa é projetar um protótipo para produção em massa," disse Kristina Judine, que se tornou sócia de Juknius em uma empresa que está tentando comercializar a tecnologia. Diario da Saúde - 21/02/2019

Marcadores: , ,

posted by ACCA@5:00 PM

0 comments

Aparelhos eletrônicos têm novo padrão global para prevenir perda auditiva

Quase 50% das pessoas entre 12 e 35 anos (1,1 bilhão) corre o risco de sofrer perda auditiva devido à exposição prolongada e excessiva a sons altos - incluindo por meio dos aparelhos de áudio pessoais, como celulares e tocadores de MP3.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT) publicaram um novo padrão internacional para a fabricação e o uso desses aparelhos, com o objetivo de torná-los mais seguros para quem os utiliza.

"Dado que possuímos conhecimento tecnológico para prevenir a perda de audição, tantas pessoas não podem continuar sendo prejudicadas enquanto ouvem música," disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Elas devem entender que, uma vez que perdem a audição, não é possível recuperá‑la”.

Aparelhos de áudio seguros

O novo padrão recomenda que os aparelhos de áudio pessoais incluam:

· Função de "permissão de som": software que rastreia o nível e a duração da exposição do usuário ao som, como porcentagem usada a partir de uma referência.
· Perfil personalizado, com base nas práticas do usuário e que os informa o quão seguramente (ou não) estão ouvindo, com dicas para a ação com base nessas informações.
· Opções para limitar o volume, entre elas a redução automática do som e controle parental.
· Orientações aos usuários sobre práticas de escuta seguras, tanto por meio de dispositivos de áudio pessoais quanto por outras atividades de lazer.

O padrão OMS-UIT para dispositivos de áudio seguros foi desenvolvido por especialistas de ambas as instituições durante um processo de dois anos, com base nas mais recentes evidências e consultas com uma série de partes interessadas, incluindo especialistas de governos, indústria, consumidores e sociedade civil.

A OMS recomenda que governos e fabricantes adotem esse padrão voluntariamente. A sociedade civil, em particular as associações profissionais e outras que promovem cuidados auditivos, também têm um papel importante na defesa do padrão e na conscientização do público sobre a importância de práticas seguras de escuta para que os consumidores exijam produtos que os protejam da perda auditiva. Fonte: Diário da Saúde-20/02/2019

Marcadores: ,

posted by ACCA@8:00 AM

0 comments

sábado, fevereiro 23, 2019

Cartilha gratuita de nanotecnologia

O Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) lançou a cartilha Nanotecnologia para todos!, com o objetivo de divulgar as nanotecnologias e as nanociências.
De autoria dos professores Delmárcio Gomes e Henrique Toma, a cartilha é gratuita e foi criada para ser uma ferramenta de ensino no ensino médio e técnico.

Por meio de linguagem didática e com muitas ilustrações, a publicação tem como objetivo levar conhecimento aos estudantes sobre nanociências e disponibilizar aos educadores e professores um material para uso em sala de aula.
Segundo os autores, a idealização da cartilha nasce do desejo de popularizar o tema da nanotecnologia dentro das escolas do Brasil, fomentando iniciativas de pesquisas e permitindo que os estudantes tenham acesso à informação e se conscientizem do avanço dessa nova área da ciência.

Em sua versão digital, a cartilha de nanociências está disponível para download no endereço:
Nanotecnologia
Fonte: Agência Fapesp -  05/02/2019

Marcadores: ,

posted by ACCA@3:38 PM

0 comments

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Antichama de papel

Por esta ninguém esperava: Papel reciclado pode ser transformado em um material antichamas de alto desempenho.
Quem merece todo o crédito por ter apostado nessa ideia pouco convencional, para dizer o mínimo, é a pesquisadora Franziska Grüneberger, do Laboratório Federal Suíço de Ciência e Tecnologia de Materiais (EMPA).

Mas como transformar um dos materiais que apresentam maior risco de incêndio em um produto que proteja contra o fogo?
O segredo está naquilo que os cubos de papel reciclado fabricados por Franziska não fazem: desmoronar. Esta mesma propriedade é importante para oferecer proteção a longo prazo contra incêndio para elementos de suporte em casas de madeira.

A inovação está no ligante que permite dar firmeza aos blocos de papel reciclado, algo que é difícil de alcançar na produção industrial de qualquer tipo de camada isolante, e em um processo que gruda o material quase instantaneamente, para que ele se aloje nos espaços onde será instalado na construção.
"Juntamente com Willi Senn, engenheiro de desenvolvimento da Isofloc, nós iniciamos uma série de experimentos e combinamos as fibras isolantes com diferentes aditivos," conta a pesquisadora, sem dar detalhes de qual foi o aditivo escolhido.

Os flocos resultantes foram soprados em várias molduras de madeira, juntamente com uma cavidade idêntica com flocos sem o novo aditivo. As molduras foram expostas a chamas a temperaturas de 800 a 1.000 graus Celsius por uma hora.
O novo isolante térmico à base de papel reciclado resistiu ao teste e protegeu a construção de forma confiável, sem queimar e sem lançar faíscas incandescentes. Os flocos sem o aditivo, por sua vez, caíram da estrutura de madeira por falta de aderência, falhando na proteção.

O desenvolvimento final agora está sendo feito nos laboratórios da empresa financiadora da pesquisa, a Isofloc, que prevê colocar o produto no mercado em cerca de um ano. Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica -  19/02/2019

Marcadores:

posted by ACCA@2:41 PM

0 comments

segunda-feira, dezembro 17, 2018

Exoesqueleto - Suporte ergonômico portátil

Apresentamos o Exoesqueleto MATE (Muscular Aiding Tech Exoskeleton),  da Comau, uma estrutura baseada em molas e projetada ergonomicamente que facilita os movimentos repetitivos e alivia o esforço graças a um suporte postural leve, respirável e eficaz.

Desenvolvido em colaboração com a ÖSSUR, uma empresa islandesa líder em ortopedia não‑invasiva, e a IUVO, uma empresa spin-off do Italian BioRobotics Institute especializada em tecnologias portáteis, o exoesqueleto é totalmente capaz de replicar movimentos dinâmicos do ombro e envolvendo o corpo como uma segunda pele. Ele garante maior conforto para o trabalhador e aumenta a qualidade e a eficiência do trabalho proporcionando consistente assistência ao movimento durante tarefas manuais e repetitivas.

Ele vem em dois tamanhos, um pequeno/médio e um extra-grande, além de possuir cinco diferentes partes que podem ser ajustadas para melhor encaixar no corpo, tornando seu uso mais confortável e adaptável.
O uso dele ajuda a melhorar a produtividade por diminuir a carga de trabalho e, consequentemente, o cansaço do trabalhador. Com a diminuição das chances de o esforço provocar lesões, uma vez que o exoesqueleto mantém o corpo na postura correta para levantar o peso, os funcionários ficam mais protegidos e seguros.

CARACTERÍSTICAS
■Projetado em estreita colaboração com trabalhadores de fábrica envolvidos em atividades manuais
■Estrutura postural naturalmente confortável e respirável
■Estrutura compacta
■Mecanismo passivo baseado em molas

BENEFÍCIOS
■Reduz fadiga muscular  
■Melhora a postura e conforto
■Segue os movimentos fisiológicos sem resistência ou desalinhamento

■Maior precisão de tarefas repetitivas
■Melhora a qualidade e produtividade do trabalho
Fonte: Comau



Marcadores: ,

posted by ACCA@9:00 AM

0 comments

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Inteligência artificial e robótica em centro de distribuição

 O centro de distribuição de 90 mil metros quadrados da Amazon em Baltimore é uma imensa máquina de atendimento de pedidos. Se você se posiciona em uma das pontas do armazém, sua estrutura de titânio branco e suas esteiras rolantes aparentemente intermináveis parecem desaparecer no horizonte, ainda que o horizonte de alguma maneira pareça estar dentro do edifício.

A máquina é uma combinação estonteante de escadas, rampas, separadores e um total de quase 18 quilômetros de esteiras rolantes.
Os pedidos dos clientes se movem das estantes para bandejas e de bandejas para caixas, enquanto percorrem a máquina e são carregados em furgões de entrega, passando por trabalhadores estacionados em diversos pontos do percurso.
Os seres humanos raramente precisam se movimentar aqui. É muito mais rápido, e barato, levar os objetos a eles.

É para isso que servem os robôs. Parecidos com versões robustas do aspirador de pó robotizado Roomba, equipadas com prateleiras da Ikea no topo, esses robôs Kiva são capazes de transportar até 340 quilos de produtos em seus cerca de 40 compartimentos.
Depois que um cliente faz um pedido, um robô carrega os itens até um trabalhador, que lê em uma tela que item apanhar e em que compartimento ele está localizado, passa o código de barra por um leitor e posiciona o produto em uma bandeja amarela que viaja pela esteira rolante até a estação de embalagem.

A inteligência artificial sugere um tamanho de caixa apropriado. Um trabalhador coloca o item na caixa, que um robô sela e, depois de aplicar a etiqueta de endereço, envia ao seu próximo destino.
Seres humanos em geral são necessários para apanhar objetos específicos e posicioná-los, tarefas que os robôs ainda não dominaram.
Os robôs da Amazon sinalizam uma imensa mudança na maneira pela qual as coisas que compramos serão selecionadas, armazenadas e entregues. A empresa requer um minuto de trabalho humano para levar um pacote a um caminhão de entrega, mas esse número está a caminho do zero.

Armazéns autônomos se fundirão com sistemas automáticos de fabricação e entrega, formando uma cadeia de suprimento completamente automática.
 Estamos no início daquilo que poderíamos definir como a “nuvem física”, um ecossistema de comércio eletrônico que funciona como a internet.
E os sistemas de armazenagem nesses locais parecem cada vez mais com os de dados na nuvem. Em lugar de guardar itens semelhantes no mesmo lugar —prática útil quando apanhar os produtos é tarefa humana—, os armazéns da Amazon conservam múltiplas cópias de um mesmo produto em locais aleatórios, conhecidos apenas dos robôs.

Tentar encontrar uma panela elétrica Instapot em um dos armazéns da Amazon seria como tentar descobrir onde na nuvem um de seus emails está armazenado. É claro que isso não é necessário. Basta tocar a tela, e o email aparece. Não há intervenção humana.
As entregas também estão a ponto de mudar drasticamente. Amazon, Google, Uber e muitas startups estão trabalhando em drones para entregas, que um dia nos conectarão à nuvem física.
A Amazon emprega 575 mil pessoas. Muitas delas trabalham nos centros de distribuição, realizando tarefas que os robôs ainda não dominam, mas podem aprender em breve.
Christopher Atkeson, professor de robótica na Universidade Carnegie Mellon, diz que um braço robótico capaz de substituir os trabalhadores dos armazéns da Amazon estará disponível dentro de cinco anos. A empresa não revela muito sobre seus planos de longo prazo.
Tye Brady, vice-presidente de tecnologia da Amazon Robotics, diz só que a empresa está sempre tentando tornar os empregados mais eficientes.

Outros grupos de varejo são mais diretos. Richard Lou, presidente-executivo e do conselho da JD.com, uma das mais importantes companhias de comércio eletrônico da China, que depende fortemente da automação, já declarou que sua meta é uma força de trabalho 100% robotizada.
Um armazém completamente automatizado é apenas o começo. Amazon e Walmart patentearam armazéns parecidos com zepelins, que flutuarão a 300 metros de altura e estarão equipados com drones prontos a entregar creme dental e papel higiênico aos consumidores em suas casas, como se fossem arquivos de computador. Bem-vindo à nuvem física.

Antes de chegarmos lá, os robôs precisam ganhar a capacidade de executar todas as tarefas em um armazém por conta própria. Embora nenhum outro grupo de varejo se aproxime da Amazon em termos de escala, a Ocado, empresa de varejo online de mantimentos na Inglaterra, tem a automação mais sofisticada do mercado.
Em um armazém a 110 quilômetros a sudoeste de Londres, um enxame de robôs da Ocado, com tamanho semelhante ao do R2-D2, corre por sobre uma grade elevada de quadrados vazados; as máquinas cruzam percursos e chegam perto de colidir umas com as outras, sem nunca fazê-lo.

Por sob a grade ficam os produtos, empilhados em bandejas com 18 camadas de altura. Quando um cliente faz um pedido, por exemplo uma garrafa de leite, um robô da Ocado se desloca ao quadrado apropriado, estende os braços para baixo e agarra uma bandeja contendo leite.

O robô em seguida posiciona a bandeja dentro de sua barriga e a conduz a uma esteira rolante, que conduz o leite aos trabalhadores, que contam com a destreza necessária a pegar a garrafa e embalá-la em uma sacola de compras.
 Ainda que nem a Amazon e nem a Ocado tenham robôs capazes de embalar itens eficientemente, os robôs da Ocado podem mover itens autonomamente do local de armazenagem para as esteiras rolantes.

A Ocado já pensa de modo mais ambicioso. A empresa estuda como usar uma versão maior de seus robôs para lidar com contêineres de carga, porque carregar caminhões é muito difícil.
Existem gargalos nos portos. Da mesma forma que ampliar a largura de banda permite expandir a capacidade da internet, aumentar os robôs da Ocado poderia possibilitar que eles se movimentem por sobre pilhas de contêineres e os carreguem em veículos de entrega.

Depois dos armazéns, os veículos de entrega são o próximo alvo da automação. Amazon e Walmart estão trabalhando em como levar pacotes de um furgão autoguiados ao comprador, seja por meio de um veículo autônomo ainda menor ou pela criação de armários de entrega nos bairros.
Quando a necessidade de um motorista humano é removida —e com ela a de um volante, air‑bag e cinto de segurança—, um veículo de entrega pode assumir quase qualquer forma.
O conceito de transporte modular da Mercedes-Benz é um chassi elétrico em forma de prancha de skate, que pode servir de base a um furgão de passageiros, caminhão de carga ou casa motorizada.

Durante o dia, o chassis poderia ser afixado a uma carroceria de ônibus e usado para transportar passageiros. À noite seria destacado para recarga, empilhado em uma garagem.
 Ou poderia ser usado para transportar um contêiner em uma determinada direção e na chegada trocar de carroceria e transportar passageiros na direção inversa, para a jornada de retorno.
Em lugar de furgões de tamanho padrão, frotas de pequenas “cápsulas” de entregas poderiam apanhar pacotes em depósitos centralizados e entregá-las aos compradores, usando infraestrutura de inteligência artificial parecida com a que está em uso nos armazéns hoje.

Sistemas de entregas sobre rodas são muito mais prováveis que drones, para o futuro próximo nos EUA. Mas não vai demorar para que o céu se torne uma extensão da nuvem física, nos conectando da mesma maneira que nossos celulares nos conectam à computação em nuvem. Fonte: Folha de São Paulo - The Wall Street Journal- 19.nov.2018  


A empresa Ocado de varejo online de mantimentos na Inglaterra, tem a automação mais sofisticada do mercado.

Marcadores:

posted by ACCA@5:50 PM

0 comments

sábado, novembro 24, 2018

Seu smartphone nasceu sobre uma montanha de resíduos tóxicos

À medida que aumenta nossa avidez por tecnologia, o risco ao meio ambiente se agrava. Na última década houve 40 transbordamentos de resíduos de metais usados na fabricação de celulares

Daqui até 2020 haverá cerca de cinco bilhões de pessoas no mundo que usarão um smartphone . Cada dispositivo é fabricado com numerosos metais preciosos e muitas de suas principais funcionalidades não seriam possíveis sem eles. Alguns destes metais, como o ouro, são bem conhecidos, mas outros, como o térbio, parecem algo estranho.

A extração destes metais é uma atividade fundamental sobre a qual se baseia a economia mundial moderna. Mas o custo ambiental pode ser enorme, provavelmente muito maior do que imaginamos. Vamos examinar os principais metais empregados na fabricação de smartphones, o uso que eles têm e o custo ambiental de extraí-los do solo.

FERRO, ALUMÍNIO E O COBRE
O ferro (20%), o alumínio (14%) e o cobre (7%) são os três metais mais comuns em um smartphone médio.
■O ferro é usado nos alto-falantes, nos microfones e nas carcaças de aço inoxidável.
■O alumínio é uma alternativa leve ao aço inoxidável e também aparece na fabricação do vidro resistente usado nas telas desses dispositivos.
■O cobre é empregado em circuitos elétricos.

RESÍDUOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS
No entanto, a extração destes metais da terra no processo de mineração produz enormes quantidades de resíduos sólidos e líquidos, que normalmente são armazenados em imensos reservatórios que podem abarcar superfícies de vários quilômetros quadrados. Os vazamentos desastrosos de resíduos de mineração ocorridos nos últimos anos evidenciam o perigo de se aplicar métodos de construção inadequados e métodos de supervisão frouxos.
O maior derramamento registrado ocorreu em novembro de 2015, quando, após o rompimento de uma barragem em uma mina de ferro no Estado de Minas Gerais, cerca de 33 milhões de metros cúbicos de resíduos de alto teor de ferro foram parar no rio Doce (o suficiente para encher 23.000 piscinas olímpicas). Os resíduos inundaram cidades vizinhas, provocaram a morte 19 pessoas e percorreram 650 quilômetros até chegar ao Oceano Atlântico 17 dias depois.
Esse foi um dos 40 vazamentos de resíduos da mineração nos últimos dez anos, e as consequências ecológicas e humanas a longo prazo ainda são amplamente desconhecidas. Em suma, o que é certo é que, à medida que aumenta nossa avidez por tecnologia, os reservatórios de resíduos de mineração crescem em número e tamanho e, portanto, o risco de rompimento também aumenta.

DESTRUIÇÃO DE ECOSSISTEMAS
É frequente também o uso de ouro e estanho em smartphones. A extração desses metais é a causa de graves desastres ecológicos que se estendem desde a Amazônia peruana até as ilhas tropicais da Indonésia.
Os valiosos metais usados na fabricação dos smartphones são um recurso finito. Segundo estimativas recentes, alguns se esgotarão nos próximos 20 a 50 anos

OURO
Nos telefones celulares, o ouro é usado principalmente para fabricar conectores e cabos. A mineração de ouro é uma das principais causas do desmatamento na Amazônia. Além disso, a extração de ouro gera resíduos de alto teor de cianeto e mercúrio, duas substâncias altamente tóxicas que podem contaminar a água potável e a pesca, o que tem sérias repercussões na saúde humana.
ESTANHO
Na área eletrônica o estanho é usado na soldagem. O óxido de índio e estanho é usado para aplicar um revestimento fino, transparente e condutor às telas dos smartphones, responsável pela função de tela sensível ao toque. Os mares ao redor das ilhas Bangka e Belitung, na Indonésia, fornecem cerca de um terço da oferta mundial deste metal. No entanto, a dragagem em larga escala do fundo do mar para extrair terras de alto teor de estanho destruiu seu valioso ecossistema de recifes de coral, e o declínio do setor pesqueiro causou problemas econômicos e sociais.

O LUGAR MAIS CONTAMINADO DO PLANETA?
O que torna o seu telefone inteligente? A inteligência do celular se deve aos componentes feitos de terras raras, um grupo de 17 metais que recebem nomes estranhos, como praseodímio, e que são extraídos principalmente na China, Rússia e Austrália.

TERRAS RARAS
As terras raras, chamadas com frequência de metais tecnológicos, são fundamentais para o design e a funcionalidade dos smartphones. A nitidez dos alto-falantes, os microfones e a vibração do dispositivo são possíveis graças a motores e ímãs pequenos e potentes fabricados com neodímio, disprósio e praseodímio. E térbio e disprósio são usados para produzir as cores vivas da tela do telefone.
A extração das terras raras é uma atividade difícil e poluente, que em geral envolve o uso de ácidos sulfúrico e fluorídrico resulta na produção de enormes quantidades de resíduos muito tóxicos. Talvez o exemplo mais perturbador do custo ambiental de nossa ganância para o smartphone, e o que mais nos convida a pensar, seja o lago mundial de lixo tecnológico localizado em Baotou (China, vide o vídeo)). Este lago artificial foi criado em 1958 e acumula lodo tóxico derivado de operações de tratamento de terras raras.

Os valiosos metais usados na fabricação de smartphones são um recurso finito. De acordo com estimativas recentes, algumas terras raras se esgotarão nos próximos 20 a 50 anos, o que nos leva a pensar se ainda haverá smartphones por essa época.
Para reduzir o impacto ambiental desses dispositivos, é necessário que os fabricantes ampliem a vida útil dos produtos, tornem a reciclagem mais fácil e sejam claros sobre como obtêm seus metais e quais os efeitos ambientais.
As empresas de mineração em todo o mundo deram grandes passos para implementar uma atividade de mineração mais sustentável. Mas também é necessário que nós, como consumidores, paremos de considerar que os telefones inteligentes são um item descartável e comecemos a reconhecer que eles constituem um recurso de grande valor que produz um enorme impacto ambiental. Fonte: El País - 3 SET 2018 

Comentário
Estimativa de usuários de celulares em 2017 – 5 bilhões
Celulares fabricados em 2017 – 1,54  bilhões
O ciclo de vida útil – 18 a 22 meses

Os eletrônicos respondem por até 70% dos resíduos tóxicos dos aterros sanitários.

Marcadores: , ,

posted by ACCA@9:00 AM

0 comments

sexta-feira, junho 29, 2018

Robô autônomo para inspeção em águas profundas é inovação brasileira

FlatFish, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Automação da Produção em parceria com a Shell, é capaz de planejar e executar missões para verificar dutos de exploração de petróleo no fundo do mar

O Brasil já produz inovação de nível internacional que poderá se tornar importante ferramenta de exploração de petróleo e gás em águas profundas. Um dos mais importantes projetos da rede nacional de Institutos SENAI de Inovação, o Flatfish é um robô completamente autônomo desenvolvido para inspeção visual em 3D de alta resolução.

INVESTIMENTO E PARCERIA
O equipamento, com investimento de R$ 40 milhões, foi feito em parceria pelo Instituto SENAI de Inovação em Automação da Produção, sediado no campus integrado do SENAI-Cimatec em Salvador, com a petroleira multinacional Shell e o Instituto Alemão de Pesquisa em Inteligência Artificial DFKI.

INOVAÇÃO: ESTAÇÃO SUBMARINA SUBAQUÁTICA
A grande inovação do FlatFish é que o robô ficará em uma estação submarina subaquática, em um tempo estimado entre três e seis meses sem necessidade de emergir. O equipamento é capaz de fazer, de forma autônoma, o planejamento e executar uma missão de inspeção de dutos de exploração de petróleo. O veículo sai da estação submarina, é capaz de se desviar de eventuais obstáculos no percurso, por meio de sonares, coleta os dados de inspeção e os envia a equipamentos que são acompanhados por um operador na superfície.

“Um dia será possível operar instalações de petróleo em profundidade e distâncias inalcançáveis comumente pelo homem. Soluções desse tipo, de robótica autônoma, que possam sobreviver em um ambiente inóspito, como o fundo do mar, são importantíssimas”, analisa o diretor do Instituto SENAI de Inovação em Automação da Produção, Dr. Herman Lepikson.

REDUÇÃO DE CUSTOS DE OPERAÇÃO
Com o equipamento, é possível reduzir custos de operação de missões de inspeção, que atualmente envolvem o envio a alto mar de embarcações com grandes equipes. Estima-se que uma operação desse tipo custe cerca de US$ 500 mil por dia. Além disso, garante maior segurança operacional, pois dispensa o uso de mergulhadores, e maior proteção ao meio ambiente, com a inspeção regular dos dutos de exploração para evitar vazamentos de óleo.
 “Esse equipamento é uma necessidade da indústria de óleo e gás. O que o FlatFish tem capacidade de fazer hoje é realizado por um grupo de até 250 pessoas. O robô fará inspeções frequentes no fundo do mar, proporcionando que o custo de toda essa operação caia muito, para algo estimado em cerca de US$ 100 mil por mês”, explica Antônio Mendonça, líder técnico do SENAI-Cimatec, responsável pelo controle da operação do projeto FlatFish.

TESTES
A segunda etapa do projeto, na qual foram feitos testes no mar, foi realizada em um barco laboratório especialmente criado para o Flatfish. A embarcação comportava um elevador para acesso de um pesquisador cadeirante, um refeitório e áreas de descanso. A estrutura permitia a uma equipe de 17 pessoas – engenheiros, técnicos e cientistas da computação – permanecer até cinco dias em alto mar sem retornar à costa, na Marina Aratu, na cidade de Simões Filho, região metropolitana de Salvador. Desde o início do projeto, em 2013, cerca de 30 pessoas participaram do seu desenvolvimento.

FINANCIAMENTO
O projeto contou com financiamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Fonte: Agência de Noticias- CNI-21 de Junho de 2017  

Marcadores: ,

posted by ACCA@11:32 AM

0 comments