Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, setembro 30, 2008

DDT mata silenciosamente no Acre


A contaminação por Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) pode está relacionada à morte de 114 funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Acre, entre os anos de 1994 até hoje.
Foto - Trabalhadores aplicando DDT sem equipamento de proteção de segurança
Outros 300 funcionários, ainda em atividade, apesar dos evidentes problemas de saúde relacionados ao contato com o inseticida, lutam para provar que estão contaminados e receber a assistência necessária por parte do governo federal, incluindo gastos com medicamentos e indenização por danos morais e materiais sofridos em decorrência da contaminação.
A Funasa diz que não reconhece que tenha havido contaminação, mas que o governo federal se compromete a fornecer o tratamento adequado se houver a comprovação.

Falta de treinamento
Tidos como heróis no Acre, os chamados guarda da malária eram facilmente reconhecidos pelo uniforme bege e o capacete de alumínio. Embrenhados na selva por até seis meses carregando mochilas que chegavam a 45 kg, comiam e dormiam nas casas de seringueiros ou na floresta.
Ficava meses na floresta, conta o guarda da malária Evilásio Meireles.
Se sobrava empenho no trabalho, falta conhecimento sobre o até hoje controvertido DDT (diclorodifeniltricloroetano), um inseticida altamente eficiente contra mosquitos, mas que já foi banido por vários países, entre os quais os EUA. No Brasil, o governo federal deixou de utilizá-lo em 2002.
"Muitas vezes, a mãe da criança vinha com um negócio de piolho, coceira, e eu inocentemente dava banho de DDT naquela criança", lembra Dejacir.
Outro funcionário, Antonio dos Reis conta que, ao lavar seus equipamentos nos igarapés, vários peixes morriam. "E automaticamente, a gente comia."

Falta de equipamentos de proteção facilitou envenenamento
Segundo Aldo A. Silva, a falta de equipamentos de proteção facilitou o envenenamento dos agentes de endemias (antigos guardas da Sucam) e motoristas que tinham contato direito com o DDT. ‘’Nosso único equipamento de proteção era o capacete de alumínio. Ele protegia a cabeça, mas deixava as narinas completamente expostas, em contato direto com o inseticida, que também penetrava diretamente na nossa pele’’, revela.
‘’Todas as vezes que borrifávamos uma casa na zona rural era comum encontrar cachorros, gatos e galinhas mortos pelos quintais. O que nós não sabíamos é que também estávamos sendo envenenados aos poucos e que um dia seríamos obrigados a lutar para poder provar que fomos contaminados no pleno exercício de nossas atividades, e que o governo federal tem uma dívida conosco’’, declara.

Sintomas
Os casos suspeitos apresentam sintomas parecidos:
■ tremor parecido ao mal de Parkinson,
■ problemas no sistema nervoso e
■ dor nas articulações.
Em média, esses funcionários ficaram expostos ao DDT por dez anos.

Testemunhas da contaminação
■ Dejacir reclama de dor nas mãos, no estômago, na vesícula, na nuca e na cabeça. Diz que sua mulher e sua filha apresentam sintomas semelhantes. Ele acredita que todos estejam contaminados porque sua casa servia de depósito do DDT.
■ Mário Wilson de Oliveira, 53 anos, trabalhou como guarda de endemias durante 20 anos, até que começou a sentir dores constantes nas articulações, tonturas e náuseas. Não demorou muito para o quadro evoluir para um derrame que o mantém de cama há 9 anos. Além da paralisia dos membros inferiores e superiores, Wilson também teve a fala afetada.
■ Antônio Souza Oliveira, 44 anos, não imagina os estragos que os 10,71 ml/dl de DDT presentes no seu organismo têm provocado à sua saúde. Ele mantém todos os movimentos e aparentemente parece uma pessoa saudável, mas tem crises profundas de depressão, acompanhadas de queda de pressão e outros sintomas relacionados ao desequilíbrio do sistema nervoso.

Funasa reconhece
A Funasa reconhece que, entre 1994 e 2008, 37 ex-funcionários seus morreram no Acre, sendo 14 deles aposentados e 23 ainda na ativa, por causas diversas, havendo suspeitas de que várias destas mortes podem ter tido como causa a exposição ao DDT. Além destas, outras 12 pessoas alegam estar doentes pelos mesmos motivos.

Ministério Público Federal
O Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC) enviou recomendação à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), à Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) e ao Ministério da Saúde, orientando sobre procedimentos a serem adotados para disponibilizar tratamento adequado a servidores e ex-servidores da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) e da própria Funasa que possam ter sido expostos a situações de risco por contato com o DDT sem o devido uso de equipamentos de proteção individual.

À Funasa, especificamente, foi recomendado;
■ que forneça a todos os seus funcionários e ex-funcionários do Acre que começaram a trabalhar para a Fundação antes de 1998, o exame de cromatografia em fase gasosa, que deve ser realizado em, pelo menos, dois laboratórios de renome nacional;
■ que crie comissão estadual de especialistas composta por, no mínimo, um toxicologista, um oncologista, um neurologista e um médico de trabalho, para efetuar o planejamento, o tratamento e o acompanhamento médico dos funcionários e ex-funcionários da Funasa no Acre que foram contaminados pelo DDT e,
■ que promova o ressarcimento de todos os gastos com exames e tratamentos de saúde realizados pelos servidores afetados, desde que esses gastos, ainda que indiretamente, sejam relacionados à exposição ao DDT, incluindo, necessariamente, nos gastos em questão, os motivados por danos neurológicos, neoplasias e lesões renais.

A recomendação ao Ministério da Saúde
■ foi para que crie comissão nacional de especialistas da área médica, notoriamente reconhecidos por seus trabalhos na área acadêmica, composta de, no mínimo, um toxicologista, um neurologista, um oncologista e um médico do trabalho, a fim de estudar os efeitos do DDT na saúde humana e
■ propor padrões de exames e tratamentos aos trabalhadores que, habitualmente, estiveram expostos ao DDT.

Pela recomendação enviada, à Secretaria de Saúde do Estado do Acre
■ caberá disponibilizar o exame laboratorial de cromatografia em fase gasosa, para a medição de DDT no meio sanguíneo, bem como todos os demais exames, laboratoriais ou de imagem, que se demonstrarem necessários, aos funcionários e ex-funcionários (residentes no Acre) da Funasa, que estiveram expostos ao DDT;
■ disponibilizar, como órgão executor do Sistema Único de Saúde, o tratamento médico adequado aos trabalhadores expostos sistematicamente ao DDT, na forma determinada pela comissão estadual de especialistas a ser criada pela Funasa ou na forma solicitada por médico conveniado ao SUS que seja responsável pelo tratamento do paciente.

Fontes: Página 20 – 14 de setembro de 2008, AC24horas - 23 de Junho de 2008 e Folha de São Paulo - São Paulo, 24 de setembro de 2008

Comentario
O DDT é pouco absorvido pela pele humana, o que explica sua relativa baixa toxicidade a nível tópico. O ser humano pode ser contaminado por exposição direta (inalação) ou por alimentos contaminados com DDT. e outros pesticidas organoclorados. Sendo lipossolúveis, possuem apreciável absorção tecidual. São facilmente absorvidos pelas vias digestiva e respiratória. Devido à grande lipossolubilidade e à lenta metabolização, os organoclorados acumulam-se na cadeia alimentar e no tecido adiposo.

Os pesticidas organoclorados, entre os quais se inclui o DDT, atuam sobre o sistema nervoso central, resultando;
■ alterações de comportamento, distúrbios sensoriais,
■ do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária e
■ depressão dos centros vitais, particularmente da respiração18.

Os efeitos do DDT no organismo ocorrem depois de atuarem sobre o equilíbrio de sódio/potássio nas membranas dos axônios, provocando impulsos nervosos constantes, que levam à contração muscular, convulsões, paralisia e morte. A intoxicação aguda nos seres humanos caracteriza-se por cloracnes, na pele, e por sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, tonturas, convulsões, insuficiência respiratória e até morte, dependendo da dose e do tempo de exposição3.

Em casos de intoxicação aguda, após 2 h surgem os sintomas neurológicos de hiperexcitabilidade, parestesia na língua, lábios e membros inferiores, desconforto, desorientação, fotofobia, cefaléias persistentes, fraqueza, vertigem, alterações de equilíbrio, tremores, ataxia, convulsões tônico - clônicas, depressão central severa, coma e morte.

Os sintomas específicos podem ocorrer em caso de inalação ou absorção respiratória, como tosse, rouquidão, edema pulmonar, irritação laringotraqueal, rinorréia, bradipnéia, hipertensão e broncopneumonia (esta última uma complicação freqüente).

O DDT é um promotor de tumores, isto é, ele não causa os efeitos genéticos que culminam com o surgimento das neoplasias, mas potencializa a divisão das células neoplásicas que já tenham surgido.
Fonte: DDT (Dicloro Difenil Tricloroetano): Toxicidade e Contaminação Ambiental - Claudio D'Amato, João P. M. Torres e Olaf Malm - Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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domingo, setembro 28, 2008

Homem voa com asa de propulsão a jato

O piloto suíço Yves Rossy, também conhecido como 'homem-jato' (fusionman), conseguiu na sexta-feira, 26 de setembro de 2008, a façanha de cruzar o Canal da Mancha com uma asa de carbono dotada de quatro turbinas portáteis fixada em suas costas. O piloto suíço Yves Rossy realizou com êxito um vôo entre Calais (França) e Dover (Inglaterra), ou seja, 35 km percorrido em menos de 10 minutos.

Voar como pássaro
Nos primeiros segundos após ser lançado de um avião, a 2,5 mil metros acima de Calais, caiu como uma pedra. O suíço conseguiu, porém, se estabilizar, colocar o corpo na posição horizontal e disparar em direção à costa britânica, a 200 km/h.
"Provei que é possível voar como um pássaro. Meu objetivo era realizar um sonho. Ter uma idéia na cabeça e conseguir colocá-la em prática é a coisa mais gratificante que existe", explicou o suíço aos jornalistas assim que chegou a Dover. Ele foi largado de um pequeno avião a cerca de 2.500 metros de altura de Calais, com sua asa já aberta nas costas.

Pouso perfeito
O suíço tivera que desistir de suas tentativas anteriores, na quarta e na quinta, por causa das condições climáticas.
Assim que chegou à costa inglesa, ele cortou o sistema de propulsão de sua asa, que pode alcançar 200 km/h, para abrir um pára-quedas a 1.500 metros do solo e pousar em um campo, perto de um farol instalado nas falésias de Dover. Desta vez, "as condições climáticas era perfeitas", destacou o aventureiro.
"O vôo foi uma combinação de êxtase e de esforço para manter o foco, porque ficava pensando em como a água (do Canal da Mancha) devia estar fria", revelou.
"Quero agradecer a todas as pessoas que me ajudaram. Sou o único a ter conseguido voar sobre o Canal da Mancha desta maneira, mas muita gente me ajudou. Espero que muitos ainda tenham a chance de voar desta forma", acrescentou Rossy.

Próxima aventura
O próximo objetivo de Rossy, piloto da companhia aérea Swiss, é sobrevoar o Grand Canyon, nos EUA, usando sua invenção. No futuro, ele também quer partir do chão, em vez de ser lançado de uma aeronave. Ex-piloto militar (mais de mil horas de vôo em Mirages III e F-5), se tornou em 2004 o primeiro homem a voar com uma asa individual dotada de turbinas portáteis.
A nova asa, de uma envergadura de 3 metros, permite o vôo de apenas alguns minutos devido ao pequeno tanque de querosene (30 litros). Ela tem uma velocidade máxima de 300 km/h.
Aventureiro nas horas vagas, Rossy já fez mais de mil saltos de pára-quedas, além de praticar skysurf e se dedicar à criação de asas como a utilizada em sua nova proeza.

Fonte: Zero Hora, UOL Ultimas Notícias – 26 de setembro de 2008

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sábado, setembro 27, 2008

Airbag para pessoas idosas evita lesões


Uma empresa japonesa informa que criou um airbag destinado a idosos que evita lesões durante a queda.

O dispositivo é preso ao redor do corpo e infla em 0,1 segundos, se ele detecta que está acelerando em direção ao chão, diz o fabricante.
A companhia japonesa Prop, localizada em Tóquio, diz que o produto é projetado para amortecer uma queda usando duas bolsas de ar. Uma bolsa está atrás da cabeça e a outra ao redor do quadril. Não protege aqueles que caem para frente.

O airbag foi apresentado na Feira Internacional de Reabilitação e Home Care, em Tóquio.

O presidente da Prop, Mitsuya Uchida, diz que o produto é destinado especialmente às pessoas idosas com epilepsia, que são muito vulneráveis à lesão.

Japão tem uma grande população idosa com quase 30 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Existe um enorme mercado para os produtos de proteção e de assistência.

Fonte: BBC News - 24 September 2008

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sexta-feira, setembro 26, 2008

Porque investir em segurança do trabalho?



Ao investir em segurança do trabalho, uma empresa, além de cumprir a legislação trabalhista executando os programas de segurança exigidos por lei, desperta em seus funcionários o "espírito prevencionista", isto é, mantém alerta, de forma espontânea, quanto aos riscos de acidentes, zelando e respeitando as normas de segurança, como por exemplo: usando adequada-mente os equipamentos de proteção individual, tais como;
■ protetor auricular em área de ruído,
■ capacete na construção civil,
■ máscara em área de concentração de poeiras, etc.

EPI, como, quando e porque usar
EPI é Equipamento de Proteção Individual previsto na Norma Regulamentadora NR-6. O equipamento de proteção individual (EPI) é um instrumento de uso pessoal, cuja finalidade é neutralizar a ação de certos acidentes, que podem causar lesões aos trabalhadores, e protegê-los contra possíveis da-nos à saúde, causados pelas condições de trabalho.

O EPI deve ser usado como medida de proteção quando:
1. não for possível eliminar o risco de proteção coletiva
2. for necessário complementar a proteção individual
3. em trabalhos eventuais e em exposições de curtos períodos

De qualquer forma, o uso do EPI deve ser limitado, procurando-se;
Primeiro, eliminar ou diminuir o risco, com a adoção de medidas de proteção geral.

Quando seu uso for inevitável, faz-se necessário tomar certas medidas quanto à sua seleção e indicação, pois o uso e fornecimento dos EPI é disciplinado pela NR-6.

Importante!
A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só do equipamento como, também, das condições em que o trabalho é executado. É preciso conhecer as características, qualidades técnicas e, principalmente, os graus de proteção que o equipamento deverá proporcionar.

Responsabilidade pela segurança?
Esta pergunta foi feita a um grupo de empregados de uma planta fabril. A maioria respondeu que "era o representante da área de Segurança ou algum supervisor".
A mesma questão foi colocada a um operário da construção civil e a resposta foi : "o administrador da obra".
Mas, e como ficam os minutos, horas e mesmo dias em que o administrador do projeto não está ?
Se o operário da construção não tiver assimilado os valores que subjazem ao empenho contínuo do administrador do projeto pela Segurança, quem é que vai acabar se machucando ? Talvez aquele operário, talvez seu colega ?
Como se pode incutir a responsabilidade a ponto de as atitudes e os comportamentos de Segurança se tornarem parte tão importante de suas funções quanto o próprio trabalho ?

Atitudes no Trabalho
As atitudes positivas em relação á Segurança vão muito além do comportamento no local de trabalho. A gerência e a supervisão querem ver mudanças que reflitam também em mudanças na percepção das pessoas.
Por exemplo, cooperação, envolvimento em reuniões receptividade aos assuntos de Segurança, são muito importantes para gerência e para supervisão.
Um sistema de valores que dá importância à Segurança vai se manifestar nesses tipos de comportamento e em conseqüência em funcionários que o valorizem cada vez mais a sua Segurança.
Além disso, a gerência, como um todo, espera que os funcionários comecem a discutir assuntos de Segurança e a trazer suas preocupações antes que o supervisor o faça. Um comportamento pró-ativo como esse só acontece quando os funcionários estão sintonizados nos esforços preventivos. Sem mudança de atitude e um forte senso de responsabilidade individual, as pessoas não vão aceitar a incumbência de zelar pela Segurança. Em vez disso, retornam a seus comportamentos de risco ou de inércia, tão logo o gerente ou o supervisor se ausente.

Além do Treinamento
Os empregados devem receber orientações sobre;
■ a operação de equipamentos, instruções,
■ padrões mínimos de Segurança e,
■ depois disso, um feedback sobre suas ações diárias.
Esse orientação, mais focada para as técnicas preventivas e equipamentos adequados, é baseada no comportamento, os funcionários assim aprendem quais são os mecanismos de Segurança mais indicados e como eles devem realizar as suas atividades da maneira mais segura possível.

Tradicionalmente no entanto, o treinamento ao lado das orientações diárias e do feedback, não tem funcionado. E, embora crucial para o processo de conscientização para Segurança, o treinamento por si só, não tem sido suficiente.

O conhecimento sobre os Procedimentos de Segurança pouco valem se os funcionários não valorizarem as práticas de Segurança no dia-a-dia. Cada indivíduo deve estar pronto para assumir responsabilidades em suas ações, utilizando os equipamentos adequados e realizando suas atividades de maneira segura.

Acidentes acontecem
Estatísticas e relatórios mostram que a maioria dos acidentes e incidentes acontecem quando as pessoas ignoram as exigências de segurança. Por exemplo,
■ as decisões relativas ao uso de óculos de proteção,
■ as orientações para levantamento de pesos, estes são dois procedimentos freqüentemente ignorados, e
■ ainda, desconsiderar procedimentos de bloqueio ou de trabalho em ambientes confinados, que são exemplo potencialmente mais perigosos.

Treinamento de habilidade e concentração
Os funcionários sabem o que deveria ser feito mas, não o fazem, dando prova de que a chave para se promover a Segurança está no reforço do comportamento e das atitudes seguras.
Além disso, acidentes e incidentes muitas vezes acontecem quando as pessoas não estão concentradas nas atividades que estão executando. Um treinamento de habilidades que minimize as distrações internas e externas é importante, uma vez que muitos acidentes e incidentes ocorrem mesmo quando os procedimentos de Segurança são seguidos, mas não há a devida concentração dos envolvidos. Habilidades que permitam um percepção mais consciente, auxiliam os funcionários a se concentrarem e a controlarem melhor as suas ações.

Valores são essenciais
O que é fundamentalmente necessário para se evitar acidentes, incidentes e até impactos ambientais ?
Examinar processos mentais dos funcionários, quando estes processos refletem a valorização positiva que se dá para Segurança, o comportamento seguro se manifesta naturalmente. A partir daí, uma interação com colegas e gerentes que demonstrem uma conduta segura vai facilitar o treinamento em orientações e procedimentos seguros.

Fonte: Universidade Federal de Santa Maria
Comentário:
No Canadá, na região de Ontário, esse vídeo foi divulgado na televisão e rádio, mostrando que os acidentes são evitáveis e somente através de medidas preventivas poderemos eliminá-los. Veja em que estágio está à segurança no Canadá, utilizando os canais de comunicação para atingir um público mais amplo.
E aqui, no Brasil, continuamos desde 1980 a discussão eterna das normas, suas substituições, Cipa, etc. Os acidentes continuam ocorrer. Estamos ainda na era Jurassic da segurança do trabalho. Os vídeos são extremamente interessantes.

Campanha de acidentes de trabalho
Não existem realmente acidentes

Foi um acidente. Isso é o que as pessoas normalmente dizem alguma coisa que saiu errado. Mas, a Agencia de Segurança do Trabalho de Ontário, Canadá, querem desfazer o mito de que acidentes de trabalho realmente existe. De fato, acreditamos que todos os acidentes são evitáveis.

Um local de trabalho seguro é um direito de todo o trabalhador. É do empregador a responsabilidade de proporcionar o treinamento adequado. É responsabilidade de todos para levar isto a sério.

Mas quando ocorre uma situação insegura - e eles acontecem muitas vezes - provavelmente alguém chamará de 'acidente. A Agência acredita inicialmente que todo trabalho que realiza no local de trabalho, os acidentes são evitáveis, e seremos todos mais seguros.
Com esta nova grande campanha de marketing social, pretendemos alterar a forma como as pessoas pensam. Por quê? Desejamos que Ontário tenha os locais de trabalho mais seguros do mundo.




Primeiro vídeo clip: Restaurante
A chefe da cozinha, disse que está noiva e com casamento marcado, está feliz.Aspira crescer profissionalmente. Ela torce para que não ocorra acidente no local. Ela vai retirar um caldeirão no fogão e retira-o . Quando está deslocando-o para outro local, ela não viu que o chão estava escorregadio e escorregou. O caldeirão com água quente caiu sobre ela. Não existe realmente acidente

Segundo vídeo clip: Construção Civil
O trabalhador explica que ia sair com família em férias, quando ocorreu o acidente.

Terceiro vídeo: Fábrica – empilhadeira
O supervisor pede para que o operador tenha cuidado. O operador faz uma manobra de marcha-ré e bate na estrutura das prateleiras e cai uma caixa carregada de metais. O operador ferido, explica que não sabia que estava fazendo.

Quarto vídeo clip: Loja
Uma moça estava colocando uma faixa de propaganda quando perdeu o equilíbrio e caiu, Ela disse que não é um acidente e explica que trabalha lá há dois anos e não há política de segurança.

Quinto vídeo clip : Eletricista
No velório durante o sermão, o pastor explica que o morto tinha dez anos de serviço na empresa, quando ocorreu o trágico acidente. O morto levanta do caixão, indaga que estão falando sobre ele e disse que não foi um acidente, pois nunca teve treinamento.

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quarta-feira, setembro 24, 2008

Insônia nas noites de domingo aflige os trabalhadores


Pesquisa realizada pelo portal Monster, líder global em recrutamento e seleção online, indica que grande parte dos trabalhadores nos Estados Unidos e Europa está longe de ter um sono profundo e acordar na segunda-feira pronto para o batente.

Segundo o levantamento, a maioria dos trabalhadores ao redor do globo relatou ter problemas de sono ocasionalmente.
■ Nos Estados Unidos, 82% da população apresentam o problema,
■ Enquanto que, no Reino Unido, o número chega a 85%.
■ Na França, Itália e Alemanha os números foram de 83%, 82% e 72%, respectivamente.

Trabalhadores mais afetados
■ Os trabalhadores mais afetados são os britânicos (53%) e
■ Os americanos (51%), que afirmam ter problemas de sono toda a semana.

Trabalhadores mais tranqüilos
■ Os trabalhadores italianos adotaram uma postura mais tranqüila: 28% dizem que pensar no trabalho de segunda-feira nunca afeta seu sono.
■ Na França, este número foi de 17%.

Confira as dicas para reduzir o estresse no trabalho e minimizar as noites de insônia
■ Focar-se nos acontecimentos positivos do dia-a-dia, ao invés de se ater somente aos problemas no local de trabalho. Ao sentir sono, procure recordar de algum fato positivo do dia;
■ Criar uma lista de tarefas. Tanto uma lista online, quanto uma lista de tarefas em um caderno, ajuda a maximizar o tempo e dormir melhor;
■ Tire férias. Se faz tempo desde as últimas férias, considere um período de descanso para aliviar o estresse.

Falta de sono afeta o organismo
A constante falta de sono não afeta somente o raciocínio e a precisão dos trabalhadores, como também provoca um estresse adicional no trabalho, que pode acarretar problemas de sono ainda maiores. Se os problemas com o sono persistirem, a pessoa deve analisar sua situação no trabalho, diz Norma Gaffin, Diretora de Conteúdo de Carreira do Monster.

Fonte: O Globo Online – 22 de setembro de 2008

Comentário
Existe estudo de especialistas que correlacionam o acidente com o dia da semana e horário. Relaciono alguns resultados;
■ O número maior de acidentes ocorre nas segundas-feiras. Os demais dias úteis praticamente se igualam sendo que domingo, como seria de esperar, é o dia em que ocorre o menor número de acidentes graves.
■ O maior número de acidentes graves ocorrem na primeira hora de trabalho. Esta incidência elevada possivelmente está relacionada com o período de adaptação fisiológica ("aquecimento") que tem lugar no organismo quando inicia uma jornada de trabalho ou esporte. Após esta primeira hora há um decréscimo paulatino até que tenham transcorrido 4 h de trabalho; este intervalo também deve estar relacionada com a pausa para o almoço. Há, também, uma elevação de incidência nas duas últimas horas de expediente usual de 8 h que possivelmente está relacionada com problemas de fadiga.

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sábado, setembro 20, 2008

Explosão de um caminhão-tanque com estireno

Em 2007, na região de Kaohsiung, Taiwan, houve uma colisão envolvendo um caminhão-tanque transportando estireno. O caminhão foi tomado pelo fogo e os bombeiros tentavam controlar o fogo esfriando o tanque com espuma.

Os bombeiros não perceberam que o tanque estava na iminência de explosão (no vídeo nota-se que a válvula "vent" do tanque estava expelindo vapor, indício de surgimento de um BLEVE).

Repentinamente o tanque explodiu, houve um clarão no céu com uma gigantesca nuvem de chamas e cinzas incandescentes.

No primeiro vídeo – a imagem é mais nítida, observa-se a válvula "vent" do tanque em funcionamento devido a pressão excessiva (aquecimento). Os bombeiros estavam combatendo o fogo sem a preocupação de surgimento de um BLEVE (Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion) ou seja explosão causada pela expansão do vapor de líquido em ebulição.


No segundo vídeo, observa-se com mais detalhes a explosão em diversos ângulos da câmera da rodovia.


Vítimas
Apenas quatro bombeiros com ferimentos leves.

Fonte: Styrene Tanker Explosion in Kaohsiung, Taiwan.

Comentário:
Procedimentos de emergência - Estireno
5.1. Planejamento de emergência
5.1.1. Todos os fabricantes de estireno envolvidos no transporte de estireno na Europa devem ter um Plano de Emergência estabelecido para receber relatórios de incidentes de transporte e fornecer informações técnicas por telefone e, se necessário, no cenário do incidente providenciar o Serviço de Emergência, para minimizar eventuais perigos decorrentes de um incidente sobre o transporte rodoviário, ferroviário ou fluvial. O documento CEFIC "Distribuição de Resposta de Emergência - Diretrizes para Utilização pela Indústria Química" fornece informações sobre a criação de um Plano de Emergência para empresa.
5.1.2. Com o objetivo de garantir que o técnico especializado encontra-se disponível o mais rapidamente possível no local de qualquer transporte de emergência, todos os fabricantes europeus estireno devem participar de um esquema de Ajuda Mútua para situações de emergência. Os princípios do programa estão descritos na Convenção de Prestação de Auxílio Mútuo em caso de incidente de monômero de estireno durante o transporte na Europa. A Convenção para prestar Auxílio Mútuo não substitui os sistemas nacionais criados sob o conceito CEFIC ICE ( é um programa criado pelas indústrias químicas européias para assistência técnica em emergência).
5.2. Medidas em caso de liberação de estireno
5.2.1. Na eventualidade de uma liberação de estireno e se as circunstâncias o permitam, a primeira coisa a fazer é tentar bloquear o vazamento. Posteriormente, pode ser tomada a decisão de transferir o estireno para outro contêiner. Uma vez que o principal perigo é inflamável, é importante eliminar todas as fontes de ignição na área do vazamento. O vapor de estireno é invisível, mais pesado do que o ar e se espalha ao longo do solo. Para pessoal, usar equipamento de proteção individual apropriado.
5.2.2. O vazamento de estireno deve ser contido e a área de evaporação restrita, tanto quanto possível, erguendo uma barreira física em torno do vazamento. O vazamento pode ser contido com areia ou terra, se necessário. A penetração do estireno no sistema de drenagem, esgoto, água e cursos de água devem ser evitados na medida do possível. Caso tenha entrado estireno qualquer destas instalações, as autoridades competentes devem ser informadas o mais rápido possível.
5.2.3. Cobrindo o liquido derramado, mais rápido possível, com espuma, a evaporação e, consequentemente, a formação de uma nuvem de gás inflamável pode ser prevenida. O líquido liberado deve então ser recuperado e transferido para tanques ou contêineres. Qualquer quantidade remanescente de estireno deve ser absorvido em materiais apropriados, tais como areia e transportados em tambores fechados para um tratamento adequado em instalação de processamento. O método recomendado é de eliminação por incineração.
5.2.4. Qualquer vazamento de tambor deve ser revertido para que o vazamento esteja no topo, evitando assim qualquer liberação de mais liquido. Onde o vazamento não pode selado no local, o vazamento do tambor deve ser colocado de preferência, em um tambor de plástico de tamanho adequado.
5.3. Combate ao fogo
5.3.1. Se vapor de estireno se inflama e a temperatura do líquido atinja 52 ° C, o efeito estabilizador do inibidor será perdido. Existe então um grave risco de que o líquido polimeriza-se com geração de calor considerável.
Tanques contendo estireno, que são aquecidos por um incêndio ou outros meios externos representam um grave risco de ruptura e explosão.
5.3.2. Incêndios em estireno podem ser extintos usando espuma, pó químico seco, dióxido de carbono ou água pulverizada (nebulização). Jatos de água não devem ser utilizados, pois podem simplesmente espalhar o fogo, sendo o estireno imiscível com a água e mais leve do que a água. A queima do estireno pode produzir carbono, monóxido de carbono, dióxido de carbono e grande quantidade de fumaça preta e compacta. Os bombeiros devem usar máscara de respiração autônoma em modo de pressão positiva (SCBA).
5.3.3. Tanques de estireno ou contêineres, nas proximidades de um fogo vizinho, devem ser mantidos refrigerados, pulverizando com água (água nebulizada). Considere a remoção outros líquidos inflamáveis nas proximidades.
Fonte: JOIFF - The Organisation for Emergency Services Management.

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Estouro de pneu mata

Estouro de pneu mata borracheiro

O borracheiro Vanderlei Moraes, 31 anos, morreu na manhã de segunda-feira, 15 de setembro de 2008, vítima de um acidente de trabalho em Pouso Redondo, no Alto Vale, Santa Catarina, na Borracharia Scoz, às margens da BR-470.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, ele estava enchendo o pneu de um caminhão quando estourou. Com a força do estouro, o anel de fixação interno do pneu, uma peça de metal, o atingiu na cabeça. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul, mas morreu cerca de duas horas depois.

Causa provável
Segundo o sargento Vanduir Rodrigues Costa, do Corpo de Bombeiros de Pouso Redondo, o anel de fixação é removido e colocado de volta no pneu a cada substituição. O que pode ter acontecido é o anel do pneu não ter sido fixado corretamente na roda e com a pressão de cerca de 200 libras do enchimento, o pneu arrebentou e a peça se deslocou com força.

Inquérito policial
A Polícia Civil de Pouso Redondo aguarda o laudo do Instituto Médico Legal para verificar se haverá a necessidade de instauração de inquérito policial para investigar o caso. A polícia já adiantou, no entanto, que, conforme apuração, a morte teria sido uma fatalidade.

Fonte: Diário Catarinense - 16 de setembro de 2008

Borracheiro morre após estouro de pneu em Rio Pardo

Por volta das 14h30min, de sexta-feira, 29 de agosto de 2008, o borracheiro enchia um pneu de caminhão, numa borracharia do bairro Jardim Boa Vista, em Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo, Rio Grande do Sul. quando houve estouro do pneu que atingiu a sua cabeça.

Paulo Fernando da Rosa foi socorrido por bombeiros ao Hospital dos Passos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de uma hora depois.

Ele, que trabalhava há mais de uma década no estabelecimento, deixa a mulher e duas filhas. O sepultamento, com horário ainda indefinido, será amanhã no Cemitério Municipal de Rio Pardo. A Polícia Civil do município está investigando as circunstâncias do acidente.

Fonte: Zero Hora – 29 de agosto de 2008

Comentário
A pressão do ar em um pneu de caminhão inflado e montado num aro ou roda cria uma energia explosiva. Esta pressão pode ocasionar a explosão do pneu com uma força tão grande que se a pessoa for atingida por um componente de aro ou pneu, pode morrer ou ficar seriamente ferido.
As agências de segurança australiana e americana alertam do perigo de fazer reparo de pneus de máquinas/equipamentos sem obedecer a procedimento de segurança. As agências relatam inúmeros casos de explosões de pneus no momento de suas retiradas ou reparos em rodas, provocando acidentes fatais ou ferimentos graves.

Simulação de explosão de um pneu de 16 polegadas e roda 16,5 polegadas



Algumas das principais recomendações da Associação Latino Americana de Pneus e Aros (ALAPA);

Recomendações
1.Os empregados não devem ser permitidos trabalhar nas rodas com trincas e fissuras até que estejam treinados e instruídos nos reparos de todos os tipos de rodas
2.Não utilizar soldagem em rodas com pneus inflados
3.Não utilizar sobrepressão em pneus (pressão acima do permitido, de acordo com a especificação do pneu)
4.Inflar pneus à distância, através de mangueira e controle de pressão
5.Esvaziar o pneu antes de retirar a roda
Riscos em potencial
1.Inflar rapidamente um pneu vazio
2.Inflar pneu muito quente (ar quente)
3.Pneus quentes
4.Estrutura da roda danificada
5.Procedimento de trabalho inseguro (ferramentas inadequadas, soldagem, não obedecer à especificação técnica do pneu e roda)

■ Evite acidentes graves ou até mesmo fatais seguindo estas recomendações;
1-Não aqueça as rodas na tentativa de torná-las "moles" para facilitar o processo de desempenho ou reparos devidos a batidas ou fortes impactos.
2-Liga especial utilizada em rodas sofre tratamento térmico e um aquecimento descontrolado pode descaracterizar as propriedades mecânicas da roda.
Nunca submeta a roda a qualquer operação de enchimento com solda.

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terça-feira, setembro 16, 2008

Cobra resgatada em cabo de energia elétrica

Moradores de um subúrbio de Sydney, Austrália, chamaram os bombeiros para resgatar uma cobra, píton diamante de 2 m de comprimento, que estava enrolada em um cabo elétrico de uma linha de transmissão.
Guardas florestais disseram que a cobra normalmente é encontrada em árvores e arbustos, inofensiva, é nativa da costa australiana . A píton diamante se alimenta principalmente de pequenos roedores, coelhos, etc.

Fonte: Reuters – 15 de setembro de 2008

Comentário
Como a cobra foi parar no cabo elétrico? Subiu pelo poste ou uma árvore próxima ao cabo elétrico?




A diferença entre incidente e acidente?
Essa cobra enrolada no cabo de energia elétrica é um exemplo de um incidente.
Quais foram as conseqüências desse evento?
■ A concessionária de energia elétrica teve de deslocar pessoal técnico para o local para desligar a rede elétrica
■ Com o desligamento da rede elétrica a concessionária deixou de fornecer energia para determinada região,.
■ Com o desligamento a concessionária deixou de faturar um valor pelo interrupção de consumo de energia elétrica
■ Deslocamento do Corpo de bombeiros para o local para retirar a cobra do local
Toda essa seqüência de evento não houve materialização dos danos, isto é, não houve curto circuito da rede provocado pela cobra
Um “incidente” pode ser definido como sendo um acontecimento não desejado ou não programado que venha a deteriorar ou diminuir a eficiência operacional da empresa.
Um “acidente” é o evento não desejado que tem por resultado uma lesão ou enfermidade a um trabalhador ou um dano a propriedade.
Em um acidente devemos preocupar com a análise do incidente, que são os fatores geradores que contribuíram para provocar o acidente. O acidente em si, você não analisa, é o fato consumado.
Ao adotarmos as providências necessárias para prevenir e controlar os incidentes, estamos protegendo a segurança física dos trabalhadores, equipamentos, materiais e o ambiente.
Portanto, os incidentes podem ou não serem acidentes, entretanto todos os acidentes são incidentes. ACCA

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sábado, setembro 13, 2008

Dia de Prevenção a Desastres, japoneses participaram de simulações.


O governo japonês organizou em 01 de setembro de 2008, segunda-feira, em todo o país suas simulações anuais de evacuação em caso de grande terremoto no Dia da Prevenção de Desastres, que lembra o Grande Terremoto de Kanto de 1923.

Neste ano, os exercícios de prevenção foram organizados após uma série de fortes terremotos na China - em maio na província de Sichuan - e no Japão, como o que sacudiu em junho as províncias de Iwate e Miyagi.

Simulação
Os exercícios de prevenção contaram este ano com a participação de quase 600 mil pessoas.
A simulação começou com o anúncio do porta-voz japonês, Nobutaka Machimura, de que um suposto terremoto de 8,6 graus, com epicentro no litoral de Wakayama, tinha afetado as províncias de Aichi, Mie, Wakayama e Kochi.
Trata-se da primeira vez que estes exercícios simulam um terremoto de perto de 8 graus centrado na costa das províncias de Shizuoka e Shikoku, no centro do Japão, que normalmente ocorrem uma vez a cada 100 anos.

Os últimos terremotos que afetaram estas áreas ocorreram em 1944 e 1946, por isso há probabilidade que aconteça um grande terremoto durante a primeira metade do século XXI, segundo a agência "Kyodo".
Polícia, bombeiros e serviço de guarda-costeira participaram em 30 das 47 províncias do Japão de várias tarefas simuladas de resgate em prédios demolidos e trens descarrilados.

Fonte: G1 – 01 de setembro de 2008

Comentário
Como é importante a preparação e simulação de um plano de contingência ou de emergência de um desastre industrial ou de fenômenos da natureza. A preparação e simulação visam intensificar a conscientização e a preparação da comunidade local ou empresa para situações de emergência.
Numa situação de emergência podemos indagar como o comportamento humano reage durante uma emergência?
■ A situação dele no grupo, experiência passada, e personalidade.
■ Ameaça percebida da situação
■ Rotas de fuga disponíveis
■ As ações de outros que estão compartilhando a experiência
O comportamento pode ser descrito como adaptativo ou não adaptativo, eficaz, ineficaz, altruístico ou agressivamente anti‑social, ou muitas outras ações opostas que compara ações para aumentar ou degradar a chance de sobrevivência individual e que indica quanto do comportamento individual afeta a chance de sobrevivência dos outros.

Em situações de emergência e em pânico existem algumas regras de comportamento padrão:
1. As pessoas se movimentam, ou tentam se movimentar, mais rápido que de costume.
2. Os indivíduos começam a se empurrar tornando as interações entre pessoas reais.
3. A movimentação e, em especial, a passagem por gargalos torna-se descoordenada.
4. Nas saídas, pisoteamento e empurra-empurra são observados.
5. Nascem os engarrafamentos.
6. As interações físicas na massa engarrafada crescem, levando a pressões perigosas.
7. A fuga e atrapalhada por pessoas caídas que funcionam como obstáculos.
8. As pessoas apresentam uma tendência a fazer o que os outros fazem.
9. Saídas alternativas passam normalmente despercebidas ou são usadas ineficientemente.
Fonte: Helbing e Molnár (1995),

Comportamento humano diante de uma ameaça
■ Pânico é um fenômeno individual e racional;
■ Cada grupo tem suas características particulares;
■ Pânico só aparece quando se configura uma possibilidade de fuga;
■ Pessoal já acostumado a situações de fuga, e/ou que já se conhece aglomera-se mais facilmente;
■ Num grupo grande a tomada de decisão é mais lenta e o risco menos aceitável;
■ Existe auto-cooperação durante o processo de evacuação.
■ As pessoas mudam seu comportamento de acordo com suas expectativas em relação ao comportamento dos outros.
■ Fatores que aumentam a atratividade de uma saída:
- Aviso de voz com orientação
- Saída conhecida
- Saída iluminada e aberta

Nota-se pelo comportamento humano como é importante a preparação e simulação de emergência;
■ Pessoal já acostumado a situações de fuga, e/ou que já se conhece aglomera-se mais facilmente;
■ Fatores que aumentam a atratividade de uma saída:
- Aviso de voz com orientação
- Saída conhecida
- Saída iluminada e aberta

Na prevenção, planejamento de terremoto no Japão nota-se que as autoridades japonesas procuram trabalhar ou conscientizar as pessoas em grupos formando um elo em cadeia para minimizar o pânico e evitar as decisões precipitadas diante do desastre real.
Em regiões metropolitanas como Tóquio os locais de abrigo já estão determinados e estão preparados especialmente para suportar terremotos de grandes proporções. Os abrigos são, às vezes, em grandes parques ou em pátios de escolas, dependendo de cada região.
Uma boa idéia é deixar combinado com a família e amigos, qual abrigo vai ser utilizado em caso de terremoto.

TV utilidade pública na ocorrência de terremoto
As emissoras de TV, principalmente a NHK, que é do governo, estão conectadas diretamente com a Agência Nacional de Meteorologia. Quando acontece um terremoto, os sismógrafos de todo o país registram a intensidade do abalo em Shindo, que é a escala de medição japonesa e avalia também a Magnitude, que é o sistema internacional. Os aparelhos conseguem localizar também o epicentro dos terremotos. Essas informações são então enviadas automaticamente às redes de TV e aparecem nas telas com todos os detalhes, instantes após os abalos.

Kit-Terremoto
É muito difícil conservar água e alimentos em caso de terremotos. Por isso é aconselhável deixar preparada uma mochila especial para tal situação de emergência, contendo bastante água e alimentos que não estraguem, como por exemplo, enlatados.

Ao manter um kit com equipamentos de primeira necessidade, e primeiros-socorros, a família pode ter garantida sua sobrevivência até que a situação se normalize após um grande terremoto.

Confira alguns itens essenciais para o kit-terremoto e monte o seu:
a) Velas
b) Rádio, com pilhas novas
c) Produtos alimentícios em conservas, como enlatados ou desidratados.
d) Água, lembrando sempre de verificar a validade.
e) Um cobertor impermeável
f) Um fogão portátil e desmontável
g) Uma caixa de primeiros-socorros (anestésico – band-aid, etc)
h) Uma corda resistente
i) Uma lanterna com pilhas novas
j) Cópias dos principais documentos (passaporte, registro de estrangeiro, etc.).
h) Caderneta com os telefones de amigos e familiares (caso perca o acesso ao celular)
i) Moedas de 10 ienes (para usar o telefone público)
j) Uma sacola plástica (serve como balde no caso de ter que buscar água)
k) Filme plástico (na falta de água, se cobrir o prato ou o objeto que estiver comendo, poderá ser utilizado várias vezes)
l) Fósforos e isqueiro
m) Tesoura
n) Capa de chuva
o) Papel higiênico

Lembre-se ainda:
a) Caso tenha crianças acrescentar mamadeiras e fraldas descartáveis.
b) Caso haja idoso, acrescentar o que lhe for necessário, tal como, remédios, fraldas, etc.

Supermercados e lojas do tipo Home-centers oferecem kits prontos ao preço médio de 10 mil ienes. Mas você pode preparar o seu, de acordo com sua preferência.
Fonte: IPC TV


Vídeo que mostra uma máquina que simula um terremoto


Vídeo gravado na hora em que um terremoto atinge a província chinesa de Sichuan, no dia 12 de maio de 2008. O terremoto foi registrado com a magnitude de 7.8 graus na escala Richter



Veja a diferença entre os vídeos: simulação e a realidade

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quinta-feira, setembro 11, 2008

Conhecendo o inimigo: Risco


Chamo essa análise, como um pequeno ensaio, uma adaptação de um dos trechos do livro “Sun Tzu e Arte dos Negócios”, autor Mark McNeilly. É a arte da guerra transposta para o mundo empresarial

Prevenção não é projetar o futuro baseado no passado, não é a simples análise de tendência. Prevenção é a visão em primeira mão e uma compreensão profunda da situação da sua empresa; das forças, fraquezas, planos, pessoal. Você deve conhecer a si mesmo. Precisa entender uma série de coisas sobre sua empresa; quem são os seus funcionários, quais são os processos críticos, quem são seus gerentes e funcionários essenciais. Você precisa conhecer essas informações em detalhes e ter acesso a elas em tempo real.

Como um estrategista de risco, para compreender as capacidades de sua empresa, seu conhecimento terá de ser em primeira mão. Poderá obter essas informações, conversando com seus gerentes e funcionários todos os dias, a gerência em observação direta. Para obter uma compreensão mais profunda e de mais longo alcance das forças e fraquezas de sua empresa, convém realizar uma auto-avaliação estruturada, usando um sistema de referência que cubra toda a sua empresa.

Conhecendo o cenário de sua empresa
Alem de conhecer as forças e fraquezas de sua empresa, você também precisa conhecer o terreno em que está lutando, o ambiente da empresa em que atuará.
Você deve ter em mente três pensamentos ou eventos chaves;
■ Qual o evento futuro que exercerá maior impacto sobre a empresa?
■ O que acontecerá quando o evento ocorrer?
■ O que podemos fazer agora a fim de nos prepararmos?
O processo também torna cada funcionário seu próprio futurologista, expandindo suas visões além do alcance de suas tarefas originais.
Não basta conhecer a si mesmo, o cenário de sua empresa. O outro elemento da equação é assegurar que você conseguirá controlar uma situação potencialmente perigosa. E aí que entra em jogo a simulação. Toda operação baseia-se nos planos teóricos que são transformados na prática pela simulação. A simulação permite concentrar forças, permitindo apontar os pontos fracos e positivos. Por exemplo, simular treinamento e resgate de uma operação em espaço confinado. Simular a soldagem ou incêndio em locais potencialmente perigosos. Simular requer disciplina, requer controle.

Considerações finais
Para controlar risco, você precisa combinar prevenção e simulação. Aprenda tudo o que puder sobre os riscos existentes em sua empresa. Aprenda os detalhes do funcionamento de sua empresa. Conheça seus processos industriais e pessoal de operação. Avalie o que sua empresa pode fazer para controlar os riscos e igualmente importante, o que não consegue fazer.

Conheça o cenário dos riscos existentes da empresa em que você deverá enfrentar. Desenvolva uma infra-estrutura de informações que proporcione esse conhecimento.
Por fim, pratique a simulação onde for necessário. Mantenha-se em alerta. O risco não revela à hora e o local do seu ataque. A prevenção e a simulação dão-lhe a vantagem competitiva.
Data: 28/07/2008 – Hospital São Luiz

Comentário
Na área de segurança do trabalho, praticamente utilizamos quase nada de estratégia, apesar de que a segurança e estratégia de guerra têm certa afinidade, pois devemos conhecer o inimigo (risco) e desenvolver ações para combatê-lo. Mas atuamos mais como bombeiros, apagando ou combatendo o fogo. O que está em voga atualmente é o modismo gerencial de segurança, empresa investindo em programas que funcionam em algumas empresas, em outras não. As empresas procuram resultados imediatos, perdendo o foco a longo prazo.

A empresa está à procura da maximização dos resultados, isto é, lucro e retorno de investimento, máximos são obtidos alavancando-se a menor quantidade de recursos (material e pessoal) para obter a maior quantidade de receita. Isto requer um foco estratégico, caso contrário, poderá surgir um desastre. Confiar na sorte e não se preparar é o maior dos desastres; estar preparado de antemão para qualquer contingência é a maior das virtudes.

O caso recente da Telefônica, mostra muito bem quando uma empresa não tem um plano alternativo.
Em 02 de Julho de 2008, quarta-feira, uma pane nos serviços de transmissão de dados da operadora provocou um "apagão" em acesso a Internet e prejudicou vários serviços públicos essenciais no Estado durante todo o dia. A pane começou na tarde de quarta-feira e durou mais de 24 horas. Cerca de 2,2 milhões de usuários do serviço de internet no Estado de São Paulo enfrentaram problemas de acesso. Cerca de 3.500 empresas ficaram sem comunicações.
Durante quase dois dias os usuários ficaram sem comunicação e alguns setores até sábado (05 de julho). Algumas empresas tinham plano alternativo (contingência) em outras operadoras, prosseguiram normalmente com suas atividades de negócios.
Entretanto, o sistema de comunicação do governo do Estado de São Paulo ficou paralisado, era um dos clientes da Telefônica. O contrato exclusivo com a Telefônica deixou a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), responsável pelo gerenciamento de informações dos demais órgãos do governo, praticamente inoperante no apagão online. O órgão do governo contratou um plano alternativo com a própria Telefônica. O sistema de comunicação do governo parou.
Tanto a Telefônica quanto a Prodesp, não conheciam os seus inimigos, que eram os próprios sistemas. Hoje criamos planos sem dispor recursos para aplicá-los. A estratégia é um conjunto de ações integradas em busca da vantagem competitiva

Outro caso interessante que afetou o fornecimento de pneus para indústria automobilística japonesa
Em 8 de setembro de 2003, um grande incêndio surgiu na fábrica de pneus “Tochigi” de propriedade da Bridgestone, na cidade de Kuroiso, região de Tochigi, norte de Tóquio, distante 150 km. O fogo destruiu quase 40.885 m2 de instalações e queimou entre 20.000 a 50.000 pneus armazenados na parte externa, no lado norte do edifício de três pavimentos.
O incêndio afetará os lucros de Bridgestone devido;
■ às perdas de aproximadamente de 100.000 pneus destruídos no incêndio,
■ redução na capacidade de produção, em um aumento em custos do transporte e
■ no investimento exigido para restaurar a fábrica de Tochigi.
Bridgestone calculou o efeito adverso total do incêndio em aproximadamente em 343 milhões de dólares. O total inclui perdas diretas dos danos de incêndio, receitas reduzidas atribuídas às perdas de vendas em 2003 e em 2004, e do custo de reconstrução e de equipamentos da área de processo de mistura de borracha.

Finalmente, a prevenção de riscos é uma questão de vital importância para a empresa; o cenário da vida ou morte; a estrada para a sobrevivência ou ruína. É imperativo que seja estudada com detalhes.

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terça-feira, setembro 09, 2008

Trabalhadores do porto de Manaus carregam o dobro do peso em carga


Foto - Antonio Batista, 1,65 metro e 64 quilos, carrega 120 kg de açúcar nas costas para abastecer barco. Trabalhador com sandália que não tem tração ou poderá escorregar, provocando contusão na coluna.

Trabalhadores do Porto de Manaus carregam nas costas o dobro do próprio peso para encher navios que abastecem cidades a até dez dias de viagem pelo Rio Negro. Os trabalhadores chegam a trabalhar até nove horas por dia.

Para chegar aos navios, os trabalhadores descem uma escada de 30 degraus que termina em uma ponte estreita, sem corrimão e que “dança” sobre o Rio Negro. Da ponte, saltam para o cais, onde andam com a carga nas costas por até 150 metros, dependendo de onde o barco está atracado.

Foto - Francinei Batista Martins, de 60 kg, carrega 80 kg nas costas, seu recorde é de 120 kg.
Trabalhadores
■ Francinei Batista Martins, 36 anos, tem 1,60 metro e pesa 60 quilos. Em geral, carrega cargas de 80 quilos entre os caminhões das transportadoras e os barcos atracados no porto. Mas é comum carregar 120 quilos, principalmente quando a carga é de açúcar.
Martins trabalhar nove horas por dia no transporte de mercadorias das 7h às 18h, com duas horas para almoço e descanso.
Há três anos no emprego, ele ganha R$ 500 por mês e disse nunca ter sentido dores nas costas. “Nunca tive. Mas um dia pode dar, não é?” Ele afirmou não procurar outro emprego. “Vou até onde for”, declarou.
■ O carregador Antônio Batista, 1,65 metro e 64 quilos, trabalha entre sete horas e nove horas por dia no transporte de cargas. Seu recorde foi 140 quilos nas costas. Ele estava carregando 120 quilos em fardos de açúcar.
Aos 43 anos, Batista trabalha com transporte de cargas há três meses, por falta de opções. “É duro, mas fazer o quê?” Ele já havia trabalhado no porto antes, por três anos, mas havia deixado o trabalho.

Fonte: G1 – 09 de setembro de 2008

Comentário:
No Brasil, o que as leis ou normas especificam em relação ao limite de peso no transporte manual de carga:
■ No artigo 198 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho de 2005), do Brasil, é de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher.
■ A Norma Regulamentadora NR-17 no item 7.2.2, diz: “Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador, cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança”.

Na Alemanha, já na década de 80, o limite de levantamento e transporte manual de carga era de 30 Kg, para adultos (homens).

Critérios NIOSH (National Institute for Ocupational Safety and Health) dos Estados Unidos,
1. Cargas superiores a 23 kg (este é o máximo de carga a ser levantado em condições ideais);
2. Freqüência de levantamento da carga acima mais que uma vez a cada 5 minutos;
3. Distância da carga ao corpo do trabalhador. Quanto mais longe estiver, pior para a coluna. Distâncias superiores a 25 cm são problemáticas;
4. Ângulo de rotação do tronco no plano sagital. São consideradas críticas para as facetas da coluna lombar e para os discos as pegadas que exigem movimentos lateralizados e em diagonal. Ângulos de rotação acima de 30º são críticos;
5. Pegar cargas em altura superior a 1,20 m do chão ou à distâncias menores que 75 cm do chão;
6. A pessoa, ao pegar uma carga, não consegue dobrar os dedos próximos de 90º debaixo da carga.

Hoje, recomenda-se no máximo de carga 20 kg.

As atividades de manusear cargas pesadas, sem considerar as limitações do ser humano, podem trazer sérios riscos à saúde. O sistema circulatório, em especial o coração, podem ser afetados, especialmente no que diz respeito ao ritmo cardíaco e pressão sangüínea.

Os problemas mais freqüentes, advindos do manuseio e movimentação de cargas são:
■ hemorragias cerebrais em pessoas com arterioscleroses (endurecimento das artérias);
■ em pessoas frágeis uma mudança de pressão repentina pode provocar hérnia abdominal ou outros problemas dos órgãos abdominais (ptose: queda de um órgão pelo relaxamento dos ligamentos viscerais ou das paredes abdominais).
Este problema acontece quando a pessoa faz este tipo de atividade de forma esporádica, e sem os cuidados necessários .

Trabalhos freqüentes
Os trabalhadores que realizam um duro trabalho físico, freqüentemente apresentam diversas artroses nas articulações das vértebras, joelhos e tornozelos, devido aos repetidos microtraumatismos.

Crianças e adolescentes
No trabalho freqüente com cargas excessivas, principalmente quando é iniciado com pouca idade, a tensão e esforço constante em músculos, ligamentos, articulações, e ossos podem causar deformações, tais como,
■ escolioses e cifosis vertebrais,
■ deformação do arco do pé e um estado inflamatório e
■ doloroso dos músculos e bolsas articulares, tais como miositis e bursites
No caso de crianças e adolescentes, este tipo de trabalho poderá afetar seu desenvolvimento físico, especificamente o esquelético, podendo-se produzir deformações na coluna vertebral, pelvis e tórax.

Problemas lombares continuam aumentando
Os problemas lombares dos trabalhadores, em geral, continuam aumentando. Segundo estudo realizado na Holanda (Hildebrandt, 1995), no qual realizou- se um levantamento com 8748 trabalhadores de ambos os sexos e diferentes profissões e ofícios, verificou-se que 26,6% apresentam dores nas costas de forma freqüente.

Observou-se também que as atividades que apresentam maior grau de incidência são as relacionadas com o transporte e manuseio de materiais (construção civil, serventes, estivadores, transportadores de peso em geral).

Assim, manuseio e movimentação de cargas têm como principal risco os problemas da coluna, que são dolorosos e reduzem a mobilidade e a vitalidade dos trabalhadores. A incidência destes problemas é responsável pelas altas taxas de absenteísmo, pela incapacidade precoce e desgaste excessivo dos trabalhadores.

É importante deixar claro que, problemas na coluna não são exclusivos das pessoas que manuseiam cargas pesadas. A automatização e a mecanização industrial causaram o aumento de número de postos na posição sentada, sendo que houve um aumento da incidência de lombalgias para os trabalhadores que devem permanecer sentados por longos períodos, devido à adoção de posturas penosas impostas pelas exigências das tarefas. Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina - Eugenio Andrés Díaz Merino.

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sábado, setembro 06, 2008

O tanque voou!


O que aconteceu?

Em 2006, em uma refinaria, localizada no Rio Grande do Sul, Brasil, estava realizando teste de pressão pneumática em uma tubulação conectada a um tanque. Não havia raquetes ou flanges cegos entre a tubulação em teste e o tanque. O tanque estava isolado da tubulação pressurizada através de uma válvula de bloqueio fechada. A válvula de bloqueio permitiu a passagem do gás para o interior do tanque. O tanque (que não tinha um dispositivo de pressão de alivio instalado ou um dispositivo de pressão de alívio muito pequeno) foi sobrepressurizado e houve a ruptura do fundo do tanque. O tanque alçou vôo e atingiu e permaneceu no topo de uma estrutura de instalação próxima.

O que você pode fazer?
■ Durante testes de pressão, ou de qualquer outro tipo de manutenção ou de atividades não-rotineiras que envolvam pressão, certifique-se que todos os equipamentos sejam capazes de suportar o teste de pressão, e efetivamente isolados da fonte de pressão, ou que tenha o dispositivo de alivio de pressão dimensionado de acordo com as condições de teste.
■ Os equipamentos podem ser protegidos com maior confiabilidade da sobrepressurização, usando raquetes (flanges cegos) ou desconectando fisicamente a tubulação em vez de usar válvulas para isolar os equipamentos.
■ Faça uma revisão do processo de segurança antes de iniciar quaisquer operações não-rotineiras para identificar potenciais riscos e exigir medidas de segurança durante as operações.
■ Manter os trabalhadores distantes da área onde as operações de testes de pressão estão sendo realizadas.
■ Se possível, utilize linhas de testes de pressão com líquidos (pressão hidrostática) ao invés de pressão pneumática (gás), a energia que pode ser liberada de um líquido em sobrepressão é muito menor do que de gás.

Fonte: CCPS – Center for Chemical Process Safety - Process Safety Beacon - October 2007

Comentário
Os responsáveis pelos testes ou operações de tanques, não têm idéia, que tanques usualmente, não suportam a pressão de gás, quando os vents ou válvulas de alivio são insuficientes para aliviar o fluxo de gás admitido. Muitos dos acidentes ocorrem porque os operadores não consideram que os tanques sejam tão frágeis, podendo ser sobrepressurizados e colapsados mais facilmente. Muitos tanques são projetados para uma pressão interna de 20 cm de coluna d´água, para o vácuo suportam apenas uma depressão de 6 cm de coluna d´água. Fonte: What went wrong? Trevor A. Kletz

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quinta-feira, setembro 04, 2008

Condenação faz Ambev promover campanha contra assédio moral


Até novembro, a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) vai divulgar, nos veículos de imprensa do Rio Grande do Norte, campanha publicitária contra a prática do assédio moral no trabalho.

A campanha é resultado de um acordo entre a empresa e o MPT (Ministério Público do Trabalho), depois de a empresa ser condenada por assédio moral contra seus empregados no Estado.

Motivo
Segundo o MPT, entre as práticas narradas pelos empregados estava à obrigação de assistirem às reuniões em pé e de fazerem "a dança da garrafa", caso não cumprissem as metas.

Anúncio da campanha
Durante quatro meses, a campanha será veiculada em cinco rádios locais de freqüências AM e FM, em quatro emissoras de televisão com alcance em todo o Estado, em três jornais de circulação local diária e em 40 outdoors. O nome da empresa não aparece nos anúncios.

Indenização
Em ação civil pública movida pela Procuradoria Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte, órgão do MPT, a Ambev foi condenada pela Justiça do Trabalho, em 2006, em primeira instância, a pagar a indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão, decorrente da prática de assédio moral contra seus funcionários.
Após essa decisão judicial, um acordo extrajudicial foi elaborado pelo MPT, com a presença da assessoria jurídica da Ambev, com o objetivo de acertar a aplicação da indenização estabelecida no primeiro julgamento. Parte do dinheiro está sendo usada na campanha. O restante, pelo acordo, foi utilizado em dois veículos, entregues à Superintendência Regional do Trabalho, que serão usados nas fiscalizações feitas pelo órgão.

A assessoria de imprensa da Ambev informa que a empresa considera o assunto como um caso do passado e não vai comentá-lo.

Fonte: UOL Empregos – 08 de agosto de 2008

Comentário
Atualmente as empresas têm um padrão do tipo taylor-made de apresentação à sociedade através da Responsabilidade Social. É o marketing das causas sociais que está em voga nos últimos anos. É mais discurso do que uma ação prática. Veja o exemplo da empresa Ambev em relação ao assédio moral. Acessando o site da Ambev, encontraremos em um dos tópicos o código de conduta da empresa.
Legalidade e ética
A AmBev é uma empresa que atua em diversos países e para manter unida nossa companhia, nossos funcionários devem agir com base em valores e objetivos comuns. Isso se reflete nas atitudes diárias adotadas por todas as pessoas que fazem parte da AmBev e assumem um termo de compromisso com os padrões descritos em nosso Código de Conduta de Negócios.
O Código de Conduta de Negócios é o nosso compromisso com uma atuação responsável, ética, transparente e de respeito mútuo entre nossos profissionais. Esse valor também inclui a responsabilidade perante os consumidores, expressa no investimento para colocar no mercado produtos de alta qualidade e criar canais eficazes para acolher suas eventuais reclamações.

Como uma empresa possa ser preocupada com a comunidade, se ela própria induz através da publicidade o consumo de bebida alcoólica e consequentemente transforma o consumidor em um dependente alcoólico (alcoólatra) ou é um apreciador da bebida habitual, alegre, sempre com gente bonita, sorridente, cantando, falando mal do emprego ou do chefe, etc.
Como se diz, a persistirem os sintomas de consumo de bebida alcoólica, beba com moderação. É o alerta das empresas de bebidas alcoólicas.

Interessante atualmente é o modismo da Responsabilidade Social no meio industrial. Empresas médias a multinacionais, levantam a bandeira do socialmente correto, enquanto isso, nas suas respectivas atividades ocorrem acidentes de trabalho, locais de trabalho inadequados, sobrecargas de trabalho, terceirização das atividades potencialmente perigosas, etc.

O que é a responsabilidade social
Já se sabe que a empresa não se resume exclusivamente no capital, e que sem os recursos naturais (matéria-prima) e as pessoas (conhecimento e mão-de-obra), ela não gera riquezas, não satisfaz às necessidades humanas, não proporciona o progresso e não melhora a qualidade de vida. Por isso, afirma-se que a empresa está inserida em um ambiente social. Para Oded Grajew do Instituto Ethos, uma das principais instituições responsáveis pela difusão do conceito de responsabilidade social na sociedade brasileira, define este conceito como: "(...) a atitude ética da empresa em todas as suas atividades. Diz respeito às interações da empresa com funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, governo, concorrentes, meio ambiente e comunidade. Os preceitos da responsabilidade social podem balizar, inclusive, todas as atividades políticas empresariais”.(GRAJEW, Instituto Ethos, 2001).

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terça-feira, setembro 02, 2008

Rapaz perde a mão em acidente de trabalho

Na tarde de quarta-feira, 20 de agosto de 2008, na cidade de Cambé, Paraná, um trabalhador de 18 anos, perdeu a mão direita em uma extrusora, na Celofix Indústria e Comércio de Embalagens e Representações
Segundo Maria do Carmo Pinhatari Ferreira, advogada da empresa, Fernando de Andrade limpava a extrusora (máquina que produz o plástico), por volta das 12 horas, quando um colega ligou a máquina equivocadamente. ''A mão dele foi sugada e esmagada por uma rosca'', explicou.

Atendimento
Andrade foi atendido pelo Corpo de Bombeiros da cidade e encaminhado imediatamente à Santa Casa de Londrina. Após os primeiros socorros, o operário foi transferido para o Hospital Evangélico, onde foi submetido a uma microcirurgia para limpeza, desinfecção e reconstrução do coto da mão.

Despesas hospitalares
Maria do Carmo afirmou que todos os custos hospitalares e atendimento à família serão pagos pela indústria. ''Todos estão sensibilizados com o caso'', disse a advogada.

Trabalhador
Fernando de Andrade é auxiliar de extrusão há dois meses. O trabalhador chegou à empresa com um ano de experiência na função. Conforme Maria do Carmo, todos os funcionários são treinados e utilizam os equipamentos de proteção individual (epis).

Fatalidade
“Foi uma fatalidade, impossível de prever no dia-a-dia.Há mais de dois anos, nada grave acontecia nesta indústria. Caso ele tenha condições, certamente, será remanejado para outro departamento'. Fernando é destro e, partir de agora, necessitará de reabilitação para continuar ativo”, afirma Maria do Carmo.

Fonte: Folha de Londrina - quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Comentário:
Fatalidade ou falta de política de prevenção?
Muitos acreditam que tudo está previamente determinado e que muitas das vezes o azar ou a sorte perseguem determinados trabalhadores, todavia esta é uma maneira errônea de encarar o trabalho ou serviço, pois as empresas têm escolhas e responsabilidades de oferecer um local de trabalho adequadamente seguro. Muitas empresas acham que oferecendo ao trabalhador o equipamento de proteção individual o trabalhador está totalmente imune a acidente e somente a fatalidade poderá ocorrer. Algumas empresas esquecem que o EPI faz parte de um programa muito mais amplo de proteção que é a prevenção de riscos.
Nesse caso de acidente podemos relacionar o seguinte cenário;
■ O trabalhador limpava a máquina
■ Outro trabalhador chegou ao local e ligou a máquina
■ Aconteceu o acidente e o trabalhador perdeu a mão.

Por parte da empresa
■ Não houve uma análise de risco? Ninguém imaginou que a máquina poderia ser acionada repentinamente, com o trabalhador fazendo a manutenção?
■ Parada de máquina, a empresa deve ter um controle; autorização ou permissão, sinalização e bloqueio.
Ou como antigamente, anterior à política de travamento e bloqueio, a empresa isolava a área da máquina ou colocava um sinalizador na máquina indicando que estava em manutenção.

Isolamento de máquinas e equipamentos
Máquinas e Equipamentos exigem que os dispositivos de isolamento sejam previamente desligados e isolados, quando submetidos a serviços de manutenção, limpeza e reparos.
Muitos acidentes ocorrem em decorrência do acionamento inesperado de dispositivos de controle que provocam liberação acidental de energias armazenadas, causando lesões e mortes em trabalhadores durante a execução de trabalhos.
São acidentes que podem ser evitados de uma maneira simples e eficaz - o bloqueio físico da fonte de energia, acompanhado de etiqueta sinalizadora.

Processo de bloqueio e etiqueta
O processo de bloqueio e etiqueta no envolvimento e compreensão do trabalhador pode também representar uma regra efetiva na prevenção de eventos (acidentes) de bloqueio/travamento e etiqueta/sinalização.
O trabalhador é responsável para verificar que as áreas limites estão adequadamente isoladas contra existência de riscos e “não existe energia”. O processo de isolação de áreas limites pelo trabalhador ajudaria na identificação inadequada de bloqueio/travamento e etiqueta/sinalização.
O treinamento pessoal é um importante componente de um programa efetivo de bloqueio e etiqueta. Fonte: U.S. Department of Energy

Há um caminho comum para os eventos de bloqueio/travamento e etiqueta/sinalização;
1- Iniciando o processo de bloqueio e etiqueta
2- Planejamento do serviço
3- Análise de riscos
4- E análise dos obstáculos é executada inadequadamente
Em muitos casos, a análise dos riscos não estava precisa ou a revisão de execução não estava adequada, para garantir que a área limite de segurança deveria prevenir contra todos os riscos.

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos estima que poderia prevenir cerca de 120 fatalidades, 28.000 acidentes graves e 32.000 acidentes leves, por ano, caso as empresas obedecessem às conformidades de bloqueio e etiqueta.

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posted by ACCA@4:56 PM

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