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quarta-feira, novembro 13, 2024

PESQUISA QUESTIONA BENEFÍCIO DAS MESAS PARA TRABALHAR DE PÉ


Pelo menos no que diz respeito a doenças circulatórias, ficar muito tempo em pé não é melhor do que passar longos períodos sentado, concluem cientistas.

Ficar sentado por muito tempo não é bom, e por isso muitas pessoas estão recorrendo às mesas para trabalhar de pé, seja no home office, seja no escritório.

No entanto, um estudo recente conduzido por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, descobriu que, pelo menos no que diz respeito a doenças circulatórias, ficar muito tempo em pé não é melhor do que ficar muito tempo sentado.

Os autores do estudo coletaram dados de mais de 83 mil adultos do Reino Unido ao longo de sete anos e, em alguns casos, oito anos. Os participantes do estudo usaram dispositivos em seus pulsos para registrar seus movimentos e não tinham nenhuma doença cardíaca no início do estudo.

EFEITOS NEGATIVOS DE FICAR MUITO TEMPO DE PÉ

"No geral, nossos resultados indicam que aumentar o tempo em pé não reduz o risco de doenças cardiovasculares graves", escrevem os autores do estudo. Em outras palavras: ficar em pé no trabalho não serve para compensar um estilo de vida sedentário.

Pelo contrário, ficar muito tempo em pé pode até mesmo ter vários efeitos negativos: mais de duas horas por dia aumenta o risco de quedas repentinas na pressão arterial, varizes, insuficiência venosa crônica e trombose venosa.

Portanto, de acordo com o estudo, "as estratégias que aconselham a simples substituição da posição sentada prolongada pela posição em pé, por exemplo com o uso de mesas para trabalhar em pé nos escritórios, podem não atingir seu objetivo."

ENTÃO SENTAR É MELHOR DO QUE FICAR EM PÉ?

Mas quem fica sentado por mais de dez horas por dia corre os mesmos riscos. Além disso, ficar sentado por muito tempo aumenta o risco de doenças cardiovasculares graves, principalmente doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e AVC.

Um dos autores do estudo, o cientista Matthew Ahmadi, da Universidade de Sydney, já havia publicado, com outros cientistas, um outro estudo sobre ficar sentado em meados deste ano.

Num estudo com mais de 73 mil adultos, os pesquisadores investigaram até que ponto o comportamento sedentário afeta o risco de se morrer de uma doença cardiovascular. Eles chegaram à conclusão de que pessoas que ficam muito tempo sentadas correm um risco maior.

BOM MESMO É SE EXERCITAR

A equipe também queria saber quanta atividade física é necessária para reduzir esse risco. Mais especificamente, os pesquisadores determinaram as seguintes fórmulas:

Quem tem um trabalho sedentário, mas diariamente pratica;

·        uma atividade física vigorosa por pelo menos seis minutos,

·        ou uma atividade física intensa por pelo menos 30 minutos,

·        ou uma hora de atividade física moderada,

·        ou então pelo menos uma atividade física leve por mais de uma hora e meia,

reduz o seu risco de morte por doença cardiovascular.

Pessoas que passam um tempo muito longo sentadas, ou seja, mais de 11 horas por dia, precisam se exercitar ainda mais intensamente.

Portanto, ir a pé ou de bicicleta para o trabalho é muito melhor do que ter uma mesa para trabalhar de pé no escritório. E uma caminhada no intervalo do almoço também ajuda a manter a saúde física. Fonte: Deutsche Welle – 28/10/2024

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segunda-feira, setembro 02, 2024

ORIENTAÇÕES PARA EVITAR A EXPOSIÇÃO À FUMAÇA INTENSA E NEBLINA, CAUSADAS POR QUEIMADAS

 Semanalmente, o Ministério da Saúde envia aos estados e DF o Informe Queimadas, com orientações e recomendações para evitar a exposição da população à fumaça intensa e neblina, causadas por queimadas.

O monitoramento de áreas sob influência de queima de biomassa é um dos campos de atuação da Vigilância em Saúde Ambiental e Qualidade do Ar (VIGIAR) e da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde.

Além dos esforços de combate ao fogo, é fundamental que a população seja orientada sobre como se proteger, evitando, dentro do possível, a exposição aos poluentes.

O Ministério da Saúde recomenda as seguintes orientações para a população:

·        Aumentar a ingestão de água e líquidos ajuda a manter as membranas respiratórias úmidas e, assim, mais protegidas;

·        Reduzir ao máximo o tempo de exposição, recomendando-se que se permaneça dentro de casa, em local ventilado, com ar condicionado ou purificadores de ar;

·        As portas e as janelas devem permanecer fechadas durante os horários com elevadas concentrações de partículas, para reduzir a penetração da poluição externa;

·        Evitar atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar, e entre 12 e 16 horas, quando as concentrações de ozônio são mais elevadas;

·        Uso de máscaras do tipo “cirúrgica”, pano, lenços ou bandanas podem reduzir a exposição às partículas grossas, especialmente para populações que residem próximas à fonte de emissão (focos de queimadas) e, portanto, melhoram o desconforto das vias aéreas superiores. Enquanto o uso de máscaras de modelos respiradores tipo N95, PFF2 ou P100 são adequadas para reduzir a inalação de partículas finas por toda a população;

·        Crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos e gestantes devem redobrar a atenção para as recomendações descritas acima para a população em geral. Além disso, devem estar atentas a sintomas respiratórios ou outras ocorrências de saúde e buscar atendimento médico o mais rapidamente possível.

PESSOAS COM PROBLEMAS CARDÍACOS, RESPIRATÓRIOS, IMUNOLÓGICOS, ENTRE OUTROS, DEVEM:  

·        Buscar atendimento médico para atualizar seu plano de tratamento;

·        Manter medicamentos e itens prescritos pelo profissional médico disponíveis para o caso de crises agudas;

·        Buscar atendimento médico na ocorrência de sintomas de crises;

·        Avaliar a necessidade e segurança de sair temporariamente da área impactada pela sazonalidade das queimadas.

Fonte:  Ministério da Saúde- Publicado em 25/08/2024 

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quarta-feira, abril 24, 2024

POR QUE MORTES DE IDOSOS POR QUEDAS QUASE DOBRARAM EM 10 ANOS NO BRASIL

 Dados do Ministério da Saúde revelam que esse tipo de acidente tem crescido de forma acelerada no país

Em 2013, 4.816 idosos morreram vítimas de queda da própria altura. Já em 2022, esse número saltou para 9.592 óbitos.

Considerada a terceira causa de mortalidade entre as pessoas com mais de 65 anos, as quedas mataram 70.516 idosos, entre 2013 e 2022, no país.

Os especialistas apontam três fatores para a alta incidência desses acidentes:

·        Maior expectativa de vida da população brasileira, que faz o número de idosos ser cada vez maior e consequentemente deste tipo de acidente;

·        Menor subnotificação da rede hospitalar de casos de queda da própria altura, o que facilita os registros deste tipo de acidente e, por consequência, aumenta o número de casos;

·        Falta de políticas públicas para a população idosa se locomover, favorecendo a ocorrência de quedas.

POR QUE CAÍMOS MAIS AO ENVELHECER?

Com envelhecimento natural, corpo humano vai perdendo massa e força muscular, favorecendo desequilíbrio

Apesar de tombos serem frequentes durante a vida, é após os 60 anos que eles podem se tornar mais comuns.

João Antonio Matheus Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), explica que, com o envelhecimento natural, o corpo humano vai perdendo massa e força muscular, a chamada sarcopenia.

"Essa perda de massa muscular faz com que os idosos tenham uma tendência maior de desequilíbrio, o que acaba gerando a maior parte dos acidentes", aponta.

Contudo, não é apenas a perda de massa muscular que gera os acidentes.

"Ao mesmo tempo, quem tem mais de 60 anos, possui maior tendência de ter comorbidades, como alterações neurológicas, que podem, por exemplo, gerar uma tontura e uma consequente queda", diz Guimarães.

Foi o que aconteceu com Irene, de 66 anos, que, após um desmaio dentro de casa, sofreu uma queda que a obrigou a ficar semanas fazendo fisioterapia.

"Só me lembro que, como de costume, naquele dia, acordei e fui no quintal de casa. Foi quando do nada desmaiei", diz ela.

"Ao acordar, me vi toda ensanguentada no chão. Até hoje, não sei quanto tempo fiquei lá."

Socorrida pelo filho, Irene passou por uma bateria de exames que não apontaram gravidade nos ferimentos, mas acenderam o alerta na família.

"Depois do susto, a gente muda a rotina", conta a aposentada.

"Por ter diabete e fibromialgia (doença crônica caracterizada por dores fortes nas articulações, músculos e tendões), sei que não posso levantar da cama correndo ao acordar, como antes. Então, hoje, levanto, sento um pouco e só depois começo o meu dia."


OUTRAS COMORBIDADES

DOENÇAS NAS ARTICULAÇÕES

Também entra na lista de motivos que nos fazem cair mais ao envelhecer outras comorbidades corriqueiras do avanço da idade.

É o caso de doenças nas articulações, que tendem a ficar mais frágeis.

Por isso, por exemplo, situações de artrose — causada pelo desgaste progressivo da cartilagem e inflamação da articulação — são corriqueiras após os 60 anos, sendo capazes de causar tropeços fatais e consequentes quedas.

OUTRA CAUSA QUE GERA MUITOS ACIDENTES

"Outra causa que gera muitos acidentes por queda é a osteoporose — doença que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos enfraquecidos", ressalta Lourenço Peixoto, médico ortopedista e chefe do Centro de Cirurgia do Quadril do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

"Hoje, já temos vários medicamentos que ajudam na fortificação óssea. Por isso, a importância de sempre ficar de olho nos sinais que seu corpo dá."

Problemas para enxergar de perto ou de longe e o próprio sistema nervoso mais debilitado com o acentuado índice de cabelos brancos também podem ser um indicativo de risco para ocorrência desse tipo de acidente.

MAIS IDADE, MAIOR RISCO


"O paciente mais idoso tende a levantar mais vezes à noite, por conta de urgência urinária e, muitas vezes, ele está sonolento", ressalta Guimarães. "Nesse levantar, muitas vezes ele sofre a queda."

Dados do Into apontam que quanto maior a idade, maior o risco de queda. Isso porque, entre os idosos com 80 anos ou mais, em média, 40% deles sofrem ao menos algum tipo de queda todos os anos.

O levantamento vai ao encontro da pesquisa liderada pela nutricionista Ilana Carla Gonçalves da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucurí (UFVJM) sobre a tendência de mortalidade por quedas em idosos no Brasil.

Ao analisar os óbitos de idosos brasileiros por queda, entre 2000 e 2019, a pesquisadora constatou que mais da metade das mortes foram de idosos com 80 anos ou mais.

No respectivo período, das 135.209 mortes de idosos por queda:

·        17,57% foram de idosos de 60 a 69 anos;

·        26,31% foram de idosos com 70 a 79 anos;

·        56,12% foram de idosos com 80 anos ou mais.

"Esse número de mortes já é um indicativo de alerta, a pergunta que fica é o que estamos fazendo para evitar esse tipo de acidente", ressalta a pesquisadora.

"Isso porque quando o idoso não morre, ele fica acamado e tem todo um processo de recuperação que é mais lento."

ENVELHECIMENTO POPULACIONAL

Na opinião de Gonçalves, é preciso que o Brasil repense seu modelo de organização das cidades para uma população que tende a ser cada vez mais idosa.

O Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 10,9% do total de habitantes do país têm 65 anos ou mais – o maior percentual de idosos em relação ao total de habitantes desde que o primeiro recenseamento, de 1872.

"O envelhecimento populacional, não acompanhado dos devidos ajustes na infraestrutura e outras medidas que facilitem a mobilidade e promovam a qualidade de vida dessa população, pode contribuir para o aumento do número de óbitos em decorrência de queda da própria altura", diz Gonçalves.

"Vias públicas precárias, com calçadas quebradas e irregulares e iluminação insuficiente, aliadas aos fatores intrínsecos originados do processo de envelhecimento, compõem um cenário que conduz a mais episódios de quedas, aumentando as taxas de mortalidade por essa causa, o que merece atenção especial dos gestores e dos profissionais da saúde."

COMO EVITAR QUEDAS

Contudo, além de políticas públicas, especialistas, apontam para a necessidade de conscientização das famílias sobre os potenciais perigosos que os idosos correm na própria casa.

"É preciso que as pessoas compreendam que cair não é normal, e que existem atitudes que podem evitar esses acidentes", diz Isabela Oliveira Azevedo Trindade, fisioterapeuta da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Entre as mudanças que podem diminuir os riscos de queda estão colocar interruptor próximo à cama, ter pisos com características antiderrapantes, evitar tapetes e instalar barras de apoio nos banheiros.

Ao mesmo tempo, Trindade defende mudanças na vida do idoso, como dar preferência por sapatos com antiderrapante e nunca andar só de meias.

"Junto com isso, há uma grande necessidade de também investir em exercício físico com o envelhecimento, porque a prática de atividade física diminui o risco de queda", afirma a fisioterapeuta.

Para quem já foi vítima de queda, ela ressalta que não adianta só o envolvimento da família na prevenção de acidentes. É necessário conscientizar o próprio idoso.

"A gente como idoso muitas vezes tem dificuldade para aceitar que não temos mais a agilidade de antes. Só fui aceitar depois do que aconteceu comigo, de ficar toda roxa e até quebrar o braço", diz Georgina, sobre o acidente que sofreu. "Mas, graças a Deus, foi somente isso, poderia ter sido pior."

CONFIRA ABAIXO UMA LISTA DE DICAS PARA ADOTAR EM CASA COM O OBJETIVO DE EVITAR QUEDAS:

NO QUARTO

·        Coloque lâmpada/lanterna e telefone perto da cama;

·        Os armários devem ter portas leves e maçanetas grandes para facilitar a abertura, assim como iluminação interna para ajudar na visualização dos pertences;

·        Dentro do armário, arrume as roupas em lugares de fácil acesso, evitando os locais mais altos;

·        Substitua lençóis e acolchoado por produtos feitos por materiais não escorregadios, como, por exemplo, algodão e lã;

·        Não deixe o chão do quarto bagunçado.

NA SALA E CORREDOR

·        Organize os móveis de maneira que tenha um caminho livre para passar;

·        Instale interruptores de luz na entrada das dependências para que não seja necessário andar no escuro;

·        Mantenha fios de telefone, elétricos e de ampliação fora das áreas de trânsito; nunca debaixo de tapetes;

·        Nas áreas livres, coloque tapetes com as duas faces adesivas ou com a parte debaixo não deslizante;

·        Não sente em cadeira ou sofás baixos, porque o grau de dificuldade exigido para se levantar é maior. Além disso, estes devem ser confortáveis e com braços;

NA COZINHA

·        Remova os tapetes que promovem escorregões;

·        Limpe imediatamente qualquer líquido, gordura ou comida que tenham sido derrubados no chão;

·        Armazene a comida, a louça e demais acessórios culinários em locais de fácil alcance;

·        As estantes devem estar bem presas à parede e ao chão para permitir o apoio quando necessário;

·        Não suba em cadeiras ou caixas para alcançar os armários que estão no alto;

NA ESCADA

·        Interruptores de luz devem estar instalados tanto na parte inferior quanto na parte superior da escada. Outra opção é instalar detectores de movimento que podem fornecer iluminação automaticamente;

·        Mantenha uma lanterna guardada em algum lugar próximo, em caso de falta de luz;

·        Remova os tapetes que estejam no início ou fim da escada;

·        No caso de carpete fixo, selecione aquele que tenha cor sólida (sem desenhos ou muitas formas) para que seja possível visualizar claramente as bordas dos degraus;

·        Coloque tiras adesivas antiderrapantes em cada borda dos degraus;

·        Instale corrimões por toda a extensão da escada, em ambos os lados. Eles devem estar em uma altura de 76 centímetros acima dos degraus.

NO BANHEIRO

·        Coloque um tapete antiderrapante ao lado da banheira ou do box para sua segurança na entrada e saída;

·        Instale barras de apoio nas paredes do banheiro;

·        Duchas móveis são mais adequadas;

·        Substitua as paredes de vidro do box por um material não deslizante;

·        Ao tomar banho, utilize uma cadeira de plástico firme com cerca de 40 centímetros, caso não consiga se abaixar até o chão ou se sinta instável. Fonte: Ministério da Saúde

Fonte: BBC Brasil - 2 janeiro 2024

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sexta-feira, janeiro 19, 2024

SENTADO OU DE PÉ? QUAL FORMA DE TRABALHAR É MELHOR PARA A SAÚDE

No dia a dia, muitos de nós passamos a maior parte do tempo sentados. Uma recente revisão
de pesquisas sobre o assunto reiterou o impacto negativo de passar longos períodos nessa 
posição.

Muitos locais de trabalho passaram a adotar mesas ajustáveis, que permitem sentar ou ficar em pé pressionando um botão ou alavanca, para evitar os efeitos nocivos de ficar sentado por muito tempo.

Mas é melhor ficar de pé e parado? Também há riscos de ficar parado nessa posição por muito tempo?

Abaixo, falamos sobre o que a pesquisa diz a respeito dos riscos de ficar em pé ou sentado demais e se realmente vale a pena investir — ou abandonar — uma mesa ajustável.

QUAIS OS RISCOS DE FICAR SENTADO POR MUITO TEMPO?

Pessoas que passam muito tempo sentadas têm maior risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, além de terem uma expectativa de vida mais curta.

Ficar sentado por muito tempo pode causar desconforto muscular e ósseo, especialmente no pescoço e nas costas.

Isto é ainda mais prejudicial à saúde em pessoas que praticam pouco exercício ou que não atingem os níveis recomendados de atividade física.

Ser fisicamente ativo é importante para neutralizar os riscos à saúde associados ao sedentarismo, mas pode não anular completamente os efeitos negativos de ficar sentado durante muitas horas do dia.

FICAR EM PÉ E PARADO

No entanto, ficar em pé e parado por muito tempo também pode ser prejudicial.

Longos períodos em pé pode piorar a saúde muscular e óssea, causar sintomas dos sistemas muscular e esquelético, como fadiga muscular, inchaço nas pernas, varizes, bem como dor e desconforto na região lombar e nas extremidades inferiores (quadris, joelhos, tornozelos e pés).

Estudos recentes recomendam limitar os períodos de pé a 40 minutos sem descanso.

Isso reduziria as chances de desenvolver dores musculares e articulares associadas à posição.

Essa estratégia se aplica principalmente às pessoas que já tiveram sintomas, mas também àquelas que nunca os tiveram.

Nem todas as pessoas que ficam em pé por longos períodos apresentarão sintomas musculoesqueléticos e haverá aqueles que serão mais resistentes aos efeitos de ficar em pé.

No entanto, mesmo que você faça uma pausa e tenha desenvolvido problemas relacionados, é provável que os sinta novamente quando se levantar.

Reduzir ou interromper o tempo sentado, ficando em pé ou em movimento, pode melhorar a circulação sanguínea, o metabolismo, a saúde cardíaca, a saúde mental e a expectativa de vida.

Estudos mostram que apenas deixar de ficar sentado por uma hora por dia leva ao emagrecimento da cintura e melhorias nos níveis de gordura e colesterol.

Os benefícios são ainda maiores quando a posição sentada é substituída por caminhadas ou atividades moderadas ou mais intensas.

Interromper períodos prolongados sentado com sessões de 2 minutos em pé a cada 20 minutos, ou 5 minutos a cada 30 minutos, pode melhorar os níveis de glicose, gordura e colesterol.

Outros estudos mostram que dividir os períodos de tempo com três minutos de caminhada rápida ou exercícios simples de resistência, como agachamentos a cada 30 minutos, também é eficaz.

Os governos e as instituições internacionais alertam para os riscos de ficar sentado por muito tempo.

MESAS AJUSTÁVEIS

Mesas ajustáveis ​​podem efetivamente reduzir o tempo que os trabalhadores passam sentados durante o dia.

Os usuários desses equipamentos ​​tendem a alternar entre as posições em pé e sentado, em vez de ficarem sentados por longos períodos.

No entanto, nem todos adquirem o novo hábito de trabalhar em pé. As mesas ajustáveis ​​por si só não são suficientes para mudar o comportamento.

Os trabalhadores e as empresas devem ter isto em mente ao formularem políticas de local de trabalho, ambientais e culturais, para garantir que as iniciativas de "sentar menos e se movimentar mais" sejam implementadas e mantidas.

Mesas ajustáveis ​​tendem a ocupar muito espaço e você pode obter melhores benefícios se movimentando

DEVO ABANDONAR MINHA MESA AJUSTÁVEL?

Se você é daqueles que já possui uma mesa ajustável, deve considerar vários fatores para continuar usando o equipamento ou não.

PENSE EM SEUS FATORES DE USO. VOCÊ USA SUA MESA PRINCIPALMENTE QUANDO ESTÁ EM PÉ OU SENTADO?

·    Tenha em mente o seu conforto. Ficar muito tempo em pé ou sentado causa algum tipo de desconforto ou cansaço? Nesse caso, pode ser necessário ajustar sua rotina de sentar e levantar ou incluir suportes adicionais, como um tapete para maior conforto ao ficar em pé ou um apoio para os pés ao se sentar, para evitar desconforto;

·    Verifique o quão ergonômica é sua mesa. Ela é adequada para trabalhar em pé e sentado? Uma secretária ergonomicamente adequada é essencial para que possa trabalhar com conforto e segurança, tanto no escritório como em casa;

·    Pense um pouco sobre suas necessidades de saúde. Interromper longos períodos sentado com períodos em pé pode aliviar o desconforto ou ajudar a melhorar sua saúde metabólica e cardíaca? Ficar em pé e se movimentar regularmente ao longo do dia proporcionará os mesmos benefícios, independentemente do tipo de mesa que você usar.

·    Se você já tiver uma doença ou sintomas musculoesqueléticos, procure orientação de um profissional de saúde ou pergunte ao seu empregador sobre como marcar uma consulta com um ergonomista. A orientação especializada pode ajudá-lo a tomar uma decisão sobre sua mesa.

Finalmente, considere os requisitos de custo e espaço para sua mesa ajustável. Se você não a usa muito na posição de pé, talvez ela esteja ocupando espaço e não dando retorno do investimento?

No final das contas, a decisão de manter ou descartar sua mesa ajustável dependerá do equilíbrio de todas essas considerações.

É importante que as empresas implementem planos que mantenham as pessoas ativas no escritório.

O MAIS IMPORTANTE É ESTAR ATIVO

Governos como o da Austrália ou agências de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendam que os adultos limitem o número de horas que passam sentados.

Interromper e substituir o tempo sentado por atividades físicas de qualquer intensidade, mesmo leve, traz benefícios à saúde.

A OMS sugere ainda que os adultos "procurem fazer além dos níveis recomendados de atividade moderada a intensa" para reduzir os efeitos nocivos de ficar sentado.

Em outras palavras, ficar em pé, parado, não é suficiente para reduzir os danos de ficar sentado por muito tempo. Temos que nos sentar menos e nos movimentar mais. Fonte:  BBC Brasil – The Conversation 24.09.2023

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quinta-feira, setembro 29, 2022

CERCA DE 15% DOS TRABALHADORES NO MUNDO TÊM TRANSTORNOS MENTAIS

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que cerca de 15% dos trabalhadores adultos no mundo apresentam algum tipo de transtorno mental. A entidade, junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), cobra ações concretas para abordar questões relacionadas à saúde mental e o mercado de trabalho.

A estimativa de ambas as organizações é que diagnósticos de depressão e ansiedade custam à economia global algo em torno de US$ 1 trilhão anualmente.

“Diretrizes globais da OMS sobre saúde mental no trabalho recomendam ações para enfrentar riscos como cargas de trabalho pesadas, comportamentos negativos e outros fatores que geram estresse no trabalho”, destacou a agência especializada em saúde.

Pela primeira vez, a OMS recomenda, por exemplo, treinamento gerencial para que se desenvolva a capacidade de prevenir ambientes de trabalho estressantes, além de habilitar gestores para responder a casos de trabalhadores com dificuldades no âmbito da saúde mental.

“O bullying e a violência psicológica [também conhecida como mobbing] são as principais queixas de assédio em local de trabalho com impacto negativo na saúde mental. Entretanto, discutir ou dar visibilidade à saúde mental permanece um tabu em ambientes de trabalho de todo o mundo”, alerta a instituição. Fonte: Agência Brasil – 28/09/2022

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sábado, abril 16, 2022

FERRERO FECHA FÁBRICA DE CHOCOLATE NA BÉLGICA APÓS SURTO DE SALMONELA

O Grupo Ferrero, dono da marca Kinder, ordenou na sexta-feira (8 de abril) a suspensão das atividades da fábrica de Arlon, na Bélgica, por precaução, após o surgimento de casos de salmonela entre crianças em vários países da Europa.

A informação foi confirmada pelos representantes da empresa, que será reaberta depois que receber autorização das autoridades sanitárias, com as quais colabora desde o início do caso.

No entanto, um comunicado da Agência Belga de Segurança Alimentar (Afsca) informa que a licença de produção da fábrica foi suspensa porque a Ferrero não forneceu informações suficientes para a investigação.

RECOLHIMENTO DOS PRODUTOS: A pouco mais de uma semana da Páscoa, a fabricante italiana teve que interromper temporariamente a produção de chocolates da marca Kinder em uma fábrica da Bélgica, devido a mais de 100 casos de salmonela em vários países da Europa.

A agência ordenou o recolhimento de todos os produtos da indústria, independentemente do lote e da data de fabricação. Entre eles estão os Kinder Surprise, Kinder Mini Eggs, Kinder Surprise Maxi e bombons que foram fabricados em Arlon.

A fábrica de Arlon só poderá reabrir quando todas as regras e requisitos de segurança alimentar forem atendidos, informou a Afsca.

O ministro da Agricultora belga, disse que a decisão foi tomada para "esclarecer a situação".

FALHA NA COMUNICAÇÃO: A Ferrero reconheceu "que houve ineficiências internas que criaram atrasos nos recalls e no compartilhamento de informações. Isso teve impacto na celeridade e eficácia das investigações".

Segundo a empresa italiana, no entanto, a decisão não afeta os "ovos de Páscoa Kinder GranSorpresa" disponíveis no mercado italiano, em todos os formatos e características, porque são produzidos diretamente na Itália", onde "não há ligação entre o consumo de produtos Kinder e casos confirmados de salmonela".

CAUSA: A Ferrero anunciou a salmonela havia sido detectada na fábrica em 15 de dezembro de 2021. Ela foi encontrada em uma peneira na saída de dois tanques de matéria-prima e os produtos feitos a partir deles foram retidos. O filtro foi substituído e os controles sobre o trabalho em andamento e os produtos acabados foram aumentados, disse a Ferrero.

OCORRÊNCIA DOS CASOS: No início da semana de abril, o surgimento de casos de salmonela entre crianças na Inglaterra e na Irlanda do Norte fez com que o Grupo Ferrero retirasse os ovinhos de chocolate das prateleiras dos mercados de diversos países.

Por precaução, a empresa chegou a fazer um recall dos produtos na Bélgica, Alemanha, Suécia e França. Na Itália, a retirada foi de alguns lotes do Kinder Schoko-Bons

A fábrica na Bélgica responde por cerca de 7% de todos os produtos da marca Kinder fabricados no mundo anualmente. Segundo a Ferrero, os produtos fabricados em Arlon não foram distribuídos no Brasil.

COMUNICADO DA EMPRESA: A Ferrero lamentou "profundamente o que aconteceu" e reforçou que "este evento toca o coração dos princípios" em que acredita e, portanto, tomará "todas as medidas necessárias para preservar a plena confiança" de seus consumidores.

"Pedimos sinceras desculpas a todos os nossos consumidores e parceiros de negócios e agradecemos às autoridades de segurança alimentar por seus valiosos conselhos", concluiu.

RECOLHIMENTO DOS PRODUTOS: O grupo italiano começou a recolher produtos infantis em vários países europeus. Lotes afetados foram distribuídos em países como França, Bélgica, Reino Unido, Alemanha, Suécia e Holanda. Os produtos infantis também foram recolhidos nos EUA, em Israel, na Austrália e na Argentina, como forma de precaução.

Esta semana, a agência de saúde da União Europeia informou que está investigando, em conjunto com a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, dezenas de casos de salmonela relacionados ao consumo de chocolate em países da Europa. Posteriormente, os casos foram vinculados à fábrica de Arlon.

Segundo as autoridades, foram registrados ao menos 105 casos confirmados de salmonela e 29 casos suspeitos, a maioria deles em crianças com menos de dez anos.

NO BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu em 14 de abril alerta, divulgado pela Rede Internacional de Autoridades de Segurança Alimentar (Infosan), sobre surto de Salmonella Typhimurium em chocolates da marca Kinder. De acordo com o aviso, o Brasil não está incluído na lista de países para os quais o produto foi distribuído.

Em nota, a agência informou na quinta-feira (14 de abril) que está monitorando as informações das autoridades na Europa sobre os casos de infecção pela Salmonella Typhimurium, associados ao consumo de chocolates da empresa Ferrero, fabricados na Bélgica e distribuídos para diferentes países.

“A Anvisa segue o monitoramento do caso junto à empresa e acompanha as informações veiculadas por outras autoridades internacionais”, destaca a nota.

MEDIDA PREVENTIVA: Como medida preventiva, a agência recomenda aos consumidores que tenham ou pretendam adquirir chocolates da marca Kinder, que verifiquem no rótulo os dados do fabricante do produto, especialmente de Arlon, na Belgium.

ANVISA PROÍBE IMPORTAÇÃO E VENDA DE CHOCOLATES KINDER DA BÉLGICA: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, na noite de quinta-feira (14), resolução que proíbe a comercialização, distribuição, importação e uso de produtos da marca Kinder no Brasil. Segundo a agência, a medida vale para todos os produtos Ferreiro fabricados na Bélgica.

“Embora o Brasil não esteja entre os países de destino dos produtos, conforme noticiado pela Anvisa, a Agência considerou prudente publicar a medida preventiva com o objetivo de informar à sociedade e de evitar que o produto seja consumido ou trazido de fora do país por pessoas físicas ou importadoras”, informou a Anvisa no documento. Fontes: Deutsche Welle - 08/04/202; Agência Brasil - 14/04/2022; Agência Brasil – 15/04/2022

OBSERVAÇÃO:

A salmonela é provocada por bactérias e é a maior responsável por casos de intoxicação alimentar em todo o mundo.  A salmonelose é uma doença bacteriana que atinge o intestino e pode causar gastroenterite. Diarreia, cólicas estomacais e, às vezes, vômitos e febre estão entre os sintomas que se manifestam entre 12 e 72 horas após a ingestão de uma dose com alimento infectado por salmonela. Os sintomas geralmente duram de quatro a sete dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento.

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segunda-feira, fevereiro 28, 2022

RELÓGIO BIOLÓGICO: SAIBA COMO CORAÇÃO PODE SER AFETADO POR TROCAS DO TURNO DE TRABALHO

Se você já trabalhou num emprego em que havia revezamento dos turnos, você sabe que os turnos noturnos podem deixá-lo tonto e letárgico. Mas você sabia que eles também podem ser prejudiciais ao seu coração?

Se você já trabalhou num emprego em que havia revezamento dos turnos, você sabe que os turnos noturnos podem deixá-lo tonto e letárgico. Mas você sabia que eles também podem ser prejudiciais ao seu coração?

Novos estudos mostram exatamente por que — e tem a ver com os "relógios biológicos" do cérebro e do coração.

BATIDAS REGULADAS: Uma pesquisa realizada pelo Laboratório de Biologia Molecular MRC, em Cambridge (Inglaterra), examinou o relógio biológico interno em cada célula do coração que altera o equilíbrio químico da célula ao longo do dia.

Seu corpo precisa que o coração trabalhe mais intensamente quando está ativo — e consegue isso fazendo com que o coração bata de forma mais acelerada.

"A forma como o coração bate é determinada por duas coisas: sinais vindos do cérebro e níveis de sódio e potássio dentro de cada célula do coração, o que provoca a batida", explicou à BBC John O'Neill, que liderou a pesquisa.

"Em pessoas saudáveis, esses relógios celulares estão sincronizados um com o outro", afirmou. O novo estudo, porém, identificou que, quando mudamos os turnos de trabalho, o cérebro adapta-se muito rapidamente, mas o relógio biológico que temos dentro de cada célula do coração fica para trás.

"Você tem alguns dias em que os sinais vindos do cérebro estão dessincronizados daquilo que o coração está esperando", acrescentou O'Neill. "E isso é o que acreditamos que deixe os trabalhadores que atuam em turnos variados mais vulneráveis quando estão trocando de horários de turnos."

Isso eleva o risco de vários problemas cardíacos, particularmente durante a transição entre turnos diurnos e noturnos, embora o turno de trabalho seja apenas um entre muitos fatores que podem causar problemas de coração, como idade, sexo, história familiar e dieta alimentar.


RISCOS À SAÚDE: "Há uma série de eventos cardíacos adversos", disse O'Neill. "Aquele mais assustador recebe o nome de 'morte cardíaca repentina', em que o coração simplesmente fica confuso e para de funcionar por um tempo. E, ao menos que você receba cuidado médico, isso pode provocar a morte."

A boa notícia é que esse cenário é muito raro. Estudos mostram que o trabalho em turnos, porém, aumenta o risco não apenas de problemas cardíacos, mas também transtornos digestivos, transtornos de humor e aumentos do risco de câncer em geral, em comparação com pessoas que trabalham apenas em turnos diurnos.

"A comparação que os epidemiologistas fazem é que uma perturbação do ritmo circadiano [variação nas funções biológicas] — por exemplo, se você fica trocando de turnos diurnos para noturnos — é o equivalente a fumar um pacote de cigarros por dia", diz O'Neill.

Esse risco foi reconhecido por alguns governos. Na Dinamarca, por exemplo, aqueles que trabalharam em turnos noturnos por mais de 20 anos e desenvolvem câncer têm direito a uma indenização.

Para que estejamos bem fisicamente e saudáveis, todos os nossos relógios biológicos precisam estar fortemente sincronizados um com o outro. Para fazer isso de forma eficaz, é melhor ter uma rotina diária que envolva dormir durante a noite e se alimentar e trabalhar durante o dia. Para milhões de trabalhadores, no entanto, essa opção não existe.

Entretanto, especialistas em sono dizem que podemos tomar várias medidas práticas para ajudar a minimizar o prejuízo causado pelos turnos noturnos.

COMO LIDAR?  "Como seres humanos, é fácil atrasarmos nossos relógios biológicos internos, assim como o relógio mestre no cérebro", diz Renata Riha, consultora em medicina respiratória e sono da Universidade de Edimburgo (Escócia).

Ela afirma que um cronograma de turnos deveria começar com turnos diurnos, aí passar para turnos terminando mais tarde, e finalmente, aos poucos, passar para turnos noturnos. Fazer turnos noturnos por um período mais longo, de pelo menos duas semanas, é preferível, por dar mais tempo para que seu corpo se ajuste.

"Leva cerca de uma semana para todos os relógios do corpo mudarem — o relógio mestre, que é responsável pela secreção de melatonina [o hormônio do sono], seguido pelos relógios em todos os outros órgãos do corpo", afirma Riha.

Ela também recomenda tirar uma curta soneca, de 20 a 30 minutos, durante um turno noturno.

Em média, um adulto precisa de sete a oito horas de sono por dia, mas nem todo tipo de sono é o mesmo. Dormir durante o dia pode, com frequência, ser um sono de mais baixa qualidade, privando o corpo de um descanso bastante necessário.

Riha diz que trabalhadores noturnos deveriam tentar dormir assim que chegam a suas casas. "Tente dormir num quarto quieto, frio e escuro. Você pode cobrir os olhos com uma máscara se você não tiver cortinas para bloquear a luz do dia. Você pode usar tampões no ouvido."

"Se seu quarto for quente, pense em formas de reduzir a temperatura, como usar um travesseiro frio ou um ventilador. Reduzir a temperatura faz seu corpo pensar que é hora de dormir."

ENGANANDO O CORPO: Exercício e uma dieta boa e equilibrada também podem ajudar, mas a chave é acertar o momento. Comer e se exercitar afetam os relógios diretamente por todo o corpo, por meio de mudanças no hormônio insulina e na temperatura do corpo, respectivamente.

Nós podemos enganar nossos corpos e fazer com que aceitem novos horários nos expondo à luz e tomando um "café da manhã" reforçado antes de começar seu turno noturno — e depois evitar comer e ficar exposto à luz durante o dia — sua nova "noite".

"Não existe comprimido que possamos tomar [ao menos por enquanto] que possa reiniciar do zero seu relógio biológico, mas se você está mudando de um turno diurno para um noturno, você apenas precisa mudar toda sua rotina durante o dia antes de começar o turno da noite — e manter-se nessa rotina alterada", diz O'Neill.

"Isso ajudará você a se adaptar mais rapidamente e evitar muitos efeitos indesejáveis."  Fonte: Serviço Mundial da BBC - 12 dezembro 2021

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terça-feira, janeiro 18, 2022

SÍNDROME DE BURNOUT É RECONHECIDA COMO FENÔMENO OCUPACIONAL PELA OMS

 A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”.

Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

1.      A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia.

2.      A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho.

3.      A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

RECONHECIMENTO DOS SINTOMAS: Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

Para o psiquiatra e psicanalista João Salla diz perceber que medidas relativamente simples, como palestras, têm efeito positivo sobre os trabalhadores. Separar um momento para falar do assunto permite que aqueles que compartilham o mesmo ambiente de trabalho possam se identificar uns nos outros.

"O problema é que a pessoa não fala e o assunto costuma ser ignorado. Quando o funcionário é acometido pelo burnout, ele vai ser visto como um empregado ruim, mas ele é uma pessoa adoecida e é assim que ele tem que ser tratado."

Para João Marcio Souza, diretor-executivo da Talenses Executive, que trabalha com recrutamento e seleção de mão de obra, somente uma revisão mais profunda e, portanto, mais demorada, do modo como as empresas funcionam pode ter efeito sobre os casos de burnout.

"Antes de tudo é necessária uma mudança mais estrutural do capitalismo e da busca por lucro ou as pessoas continuam sofrendo diante do modelo de sucesso das organizações", diz.

"Estamos vivendo um excesso de presente, de realidade. As pessoas caem no estresse de correr atrás de metas, de crescimento. Já era um modelo agressivo e ainda vem uma pandemia", afirma o executivo.

Na avaliação de Souza, somente uma mudança de comportamento a partir do topo das empresas pode evitar que "se enxugue gelo". O psicanalista João Salla concorda: "a tônica de qualquer mudança [de políticas para um ambiente de trabalho mais humanizado] é que ela tem que ser de cima para baixo."

Com a nova classificação, o trabalhador que decidir buscar a Justiça do Trabalho em busca de reparação terá mais facilidade? Não necessariamente, segundo o advogado Matheus Cantarella Vieira, da área trabalhista do Mello e Torres Advogados, para quem o maior efeito da reclassificação é aumentar a atenção em relação à doença.

"De qualquer forma, na Justiça, como qualquer doença, é necessário demonstrar a culpa da empresa, que pode ser por não ter feito nada ou por ter feito algo específico", diz. "Nesse sentido, não ter metas abusivas, barrar jornadas longas, respeitar períodos de férias e permitir que a pessoa fique desconectada do trabalho são fatores de proteção."

Para o diretor-executivo da consultoria de marcas iN, Fábio Milnitzky, as organizações já sabiam da importância da saúde física como parte da própria produtividade de seus funcionários. "Agora é necessário que elas também compreendam a necessidade de se desenvolver um ambiente seguro, transparente, de escuta ativa, para que as trocas passem a fazer parte da natureza corporativa."

A nova CID em vigor desde o dia 1º também trouxe outras alterações, como a reorganização dos transtornos que fazem parte do espectro do autismo, e a reclassificação da transexualidade, que saiu dos distúrbios mentais, e agora está no índice de saúde sexual, sob o nome de "incongruência de gênero".

As empresas ou indivíduos interessados em levantar o potencial para o acometimento da síndrome de burnout podem usar adaptações da MBI (Maslach Burnout Inventory), uma escala criada pelo pesquisador que dá nome ao questionário.

É importante usar o teste apenas como uma referência, um parâmetro, o que não substitui uma avaliação médica ou psicológica. Ele não representa um diagnóstico, mas pode ajudar o trabalhador a refletir sobre o que está vivendo.

COMO USAR O QUESTIONÁRIO

Atribua uma pontuação de 0 a 5 para cada afirmação abaixo. Quando terminar, some os números.​​

Características psicofísicas em relação ao trabalho

1 Sinto-me esgotado(a) emocionalmente em relação ao meu trabalho

2 Sinto-me excessivamente exausto ao final da minha jornada de trabalho

3 Levanto-me cansado(a) e sem disposição para realizar o meu trabalho

3 Envolvo-me com facilidade nos problemas dos outros

4 Trato algumas pessoas como se fossem da minha família

5 Tenho que desprender grande esforço para realizar minhas tarefas laborais

6 Acredito que eu poderia fazer mais pelas pessoas assistidas por mim

7 Sinto que meu salário é desproporcional às funções que executo

8 Sinto que sou uma referência para as pessoas que lido diariamente

9 Sinto-me com pouca vitalidade, desanimado(a)

10 Não me sinto realizado(a) com o meu trabalho

11 Não sinto mais tanto amor pelo meu trabalho como antes

12 Não acredito mais naquilo que realizo profissionalmente

13 Sinto-me sem forças para conseguir algum resultado significante

14 Sinto que estou no emprego apenas por causa do salário

15 Tenho me sentido mais estressado(a) com as pessoas que atendo

16 Sinto-me responsável pelos problemas das pessoas que atendo

17 Sinto que as pessoas me culpam pelos seus problemas

18 Penso que não importa o que eu faça, nada vai mudar no meu trabalho

19 Sinto que não acredito mais na profissão que exerço

RESULTADOS:

De 0 a 20 pontos: nenhum indício de burnout

De 21 a 40 pontos: possibilidade de desenvolver burnout, procure trabalhar as recomendações de prevenção da síndrome.

De 41 a 60 pontos: fase inicial de burnout, procure ajuda profissional para debelar os sintomas e garantir, assim, a qualidade no seu desempenho profissional e a sua qualidade de vida.

De 61 a 80 pontos: burnout começa a se instalar. Procure ajuda profissional para prevenir o agravamento dos sintomas.

De 81 a 100 pontos: você pode estar em uma fase considerável de burnout, mas esse quadro é perfeitamente reversível. Procure o profissional competente de sua confiança e inicie o quanto antes o tratamento.  Fonte: questionário adaptado por Chafic Jbeili, a partir do Maslach Burnout Inventory

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho. Fonte: Agência Brasil - Brasília - Publicado em 16/01/2022 ; Folha  de São Paulo - 15.jan.2022

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