Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, setembro 26, 2009

Acidente em treinamento contra incêndio

“Viver é muito perigoso.” A partir dessa frase, atribuída a Guimarães Rosa pelo advogado de defesa durante a discussão de recurso na Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, completou: “Com fogo, mais ainda”.

O acidente ocorreu durante a preparação de simulação de incêndio. O trabalhador, utilizando palito de fósforo, ateou fogo a um recipiente com gasolina, dentro de um container.
Em seu depoimento, ele informou que usava macacão, bota e luva, mas retirou as luvas para conseguir pegar o fósforo. Até se recuperar, sofreu três cirurgias e ficou afastado do trabalho por quase dois anos. Com o laudo pericial atestando a relação entre as lesões sofridas e o acidente de trabalho, o Regional condenou a empresa a indenizar o trabalhador.
O relator da matéria referia-se ao risco profissional a que se submetia o autor da ação, que obteve, na Justiça do Trabalho, o reconhecimento de culpa da empresa no acidente que lhe causou graves queimaduras nas mãos, antebraço, pescoço e rosto, quando participava de treinamento de combate a incêndio.

Indenização
Por unanimidade, a Sexta Turma rejeitou recurso da empresa e manteve a indenização no valor de R$ 100 mil (56 mil dólares), determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.

Responsabilidade objetiva
O TRT/RJ concluiu haver responsabilidade objetiva da empresa, com base no artigo 927, parágrafo único, do Código Civil, por ser o risco “inerente à natureza da atividade, haja vista o treinamento de combate à incêndio determinado pela empresa implicar riscos aos empregados em razão do manuseio de combustíveis inflamáveis e fogo, com risco de explosões”.
A própria empresa, na contestação, afirmou que a frequência dos treinamentos de combate a incêndio era elevada, mas que nunca tinha ocorrido acidente. O TRT/RJ considerou também que, apesar de não ter havido perda da capacidade para o trabalho, são evidentes os sofrimentos físicos e psicológicos causados pelo acidente, além das consequências na vida do trabalhador.

A empresa recorreu ao TST para reverter a condenação em danos morais, aplicada pelo TRT/RJ. Ao analisar o caso, o ministro Aloysio da Veiga verificou que a empregadora foi omissa “no seu dever de garantir a segurança e a proteção à saúde e à vida do empregado no exercício de suas atividades de trabalho”.

Segurança no treinamento
Segundo o ministro Aloysio constatou dos fatos apresentados pelo TRT/RJ, a empresa não adotou medidas para diminuir o risco de acidente, pois poderiam ter sido utilizados outros métodos de acendimento a longa distância, tais como pavio, acendedores ou geradores de faísca, semelhantes aos utilizados em fogões de cozinha, automáticos ou manuais, evitando-se, assim, a proximidade do empregado com a chama.
O treinamento por determinação do empregador e o não fornecimento de equipamento adequado para proteção do funcionário, ou a omissão na orientação de sua correta utilização, levaram o relator a concluir pela conduta ilícita do empregador, apta a causar danos ao empregado.

Culpa da empresa
Diante dessas condições, o relator entendeu “estarem presentes todos os elementos para o reconhecimento da culpa da empresa, segundo os critérios da responsabilidade civil ou subjetiva, nos moldes exigidos no artigo 7º, XXVIII, da Constituição, sendo irrelevante qualquer discussão acerca de qual das teorias da responsabilidade, objetiva ou subjetiva, deva se aplicar ao caso”.
Segundo o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, inexiste, em qualquer das situações - responsabilidade objetiva ou subjetiva - afronta dispositivo constitucional, como alegou a Transocean.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho, 24 de setembro de 2009 - ( RR 2289/2005-482-01-00.2 )

Comentário:
Toda simulação ou evacuação de pessoal, o setor responsável por esse treinamento deverá analisar os riscos envolvidos nesses exercícios e colocar em sobreaviso uma equipe de emergência (atendimento médico, combate ao fogo, etc) para eventual emergência real durante esse treinamento.

Simulação vira acidente real
Por volta das 9 h da manhã de sexta-feira, 26 de novembro de 2004, durante um simulado de resgate aéreo no aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto, um caminhão do Corpo de Bombeiros, do aeroporto capotou.

Os bombeiros eram experientes
Segundo Cleotheos Sabino, tenente comandante do Corpo de Bombeiros responsável pela operação, a equipe que participava da simulação era experiente e altamente qualificada. "Ainda não sabemos o que deu de errado no exercício, mas iremos investigar o acidente" , explicou o tenente.

Alguns pensavam que faziam parte da simulação
Além da corporação, cerca de 60 estudantes de medicina da USP e da Unaerp iam participar da simulação. "A primeira impressão era que fazia parte da simulação. Só percebi que era real ao ver o trabalho dos bombeiros" , afirma espantada a estudante Paloma Malosso. Já para o estudante Luiz Fernando Diniz, o caminhão iria apagar "um falso incêndio”. "Mas na hora que percebi que o caminhão ao fazer a curva, desgovernou e capotou entrei em pânico”, explica o estudante.

Operação resgate
Toda a operação de resgate demorou quase uma hora. Segundo César Augusto Masella, coordenador do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o socorro rápido dos feridos foi determinante para o sucesso na operação "Nós participávamos da simulação e pudemos agir prontamente”, relata Masela.

Vitimas
Dois bombeiros ficaram presos nas ferragens e sofreram ferimentos com fratura exposta. Eles foram encaminhados para hospitais da região (Hospital das Clínicas e Santa Casa).
Um dos bombeiros, que sofreu escoriações, foi encaminhado para a Santa Casa passa bem e aparentemente não sofreu fraturas. O quarto bombeiros recebeu os primeiros socorros no local e foi liberado em seguida.

Acidente inusitado
De acordo com Álvaro Cardoso Junior, diretor regional do DAESP (Departamento Aéreo do Estado Civil) foi a primeira vez que um acidente como esse ocorreu dentro do aeroporto. "Trabalho aqui há 20 anos e isso nunca aconteceu”, explica Júnior afirmando que os treinamentos simulados acontecem regularmente. "Os profissionais que participavam da simulação com os alunos conheciam os procedimentos de segurança”, enfatizou o diretor. Ele informou também que o movimento do aeroporto não foi afetado e que as investigações para apurar as verdadeiras causas do acidente já foram iniciadas pela Polícia Militar e Civil.

Fonte:Gazeta de Ribeirão Preto , 27 de novembro de 2004 e Folha Online, 26 de novembro de 2004

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sexta-feira, setembro 25, 2009

Reticências de comportamento seguro ou inseguro?

Algumas características de perfis de trabalhadores propensos a acidentes

■ O sociopata de Segurança (SDS) caracteriza por um padrão invasivo de desrespeito e violação das normas de segurança.
Ele não se adequa às normas pertinentes a um comportamento dentro de parâmetros de uma organização. Esses indivíduos também exibem um desrespeito imprudente pela segurança própria ou do grupo. São extremamente irresponsáveis.
Ocasionalmente, qualquer um é capaz de comportamentos desse tipo. Mas o sociopata os adota como sua única maneira de ser e de se relacionar com o mundo: ele se impõe na vida desrespeitando os outros e as normas coletivas sem sentir culpa alguma.

Por exemplo: Em 15 de agosto, o prédio onde eu moro, começou a pintura em toda a fachada com seis pintores. Um dos pintores estava na altura do meu apartamento, 8º andar, na janela da sala.
Perguntei para o pintor: Você está com cinto de segurança usando como enfeite?. Por que, você não usa direito o cinto?
Respondeu-me, não tenho medo de morrer, sou solteiro.
Respondi, problema não é morrer e sim ficar paraplégico ou tetraplégico?
Ele respondeu-me, não vai acontecer .
Perguntei, Quantos anos você tem?
33 anos
Não é novo para morrer?
Não tenho medo
Outro pintor ao lado, respondeu-me: Não liga doutor, ele é cabeça dura. Ele nunca usa o cinto.
O que deve passar na mente do trabalhador, ele sabe que está errado, deve usar, mas conscientemente ele não usa? É problema cultural? Ou gosta de brincar com a vida como roleta russa?

■ Pessoa insensível ao perigo.- PIP
As pessoas são resistentes à idéia em que se encontram em risco diante de um perigo. Elas julgam que tomando certo cuidado (sem noção de outros riscos existentes, sem dispositivos de segurança) o perigo é menor e tem menor possibilidade de causar um acidente. Assim as pessoas passam a sentir excessivamente autoconfiante. Por exemplo, a pessoa sobe no telhado, toma cuidado em pisar nas telhas, tem sorte e essa experiência passa ser sua referência para executar o serviço. Esse otimismo irreal baseia-se na informação disponível (deu certo a primeira vez) e induz a um raciocínio que o perigo não é uma ameaça real.Isto influi na reação diante do perigo.

■ Pessoa sem percepção de riscos - PSPR
A pessoa recebeu o treinamento adequado de segurança, mas não tem noção das potencialidades dos riscos em seu posto de trabalho ou na região periférica. Enquanto a percepção de riscos cria procedimentos de trabalho com segurança., somente com o treinamento de segurança a pessoa tem a propensão de burlar os procedimentos de segurança. Portanto, a percepção dos riscos refere-se à atitude da pessoa consciente diante do perigo. O risco constitui planejamento, estratégia de ação diante do perigo.
Por exemplo: Ao terminar de descarregar um caminhão, um funcionário, que sempre teve um excelente comportamento perante à empresa a aos colegas, super participativo em todas as palestras, resolveu, do nada, pular da plataforma onde o caminhão estava estacionado, sendo que a escada estava bem ao lado, placas indicando o risco, fita zebrada, tudo. E, ao tocar o solo, escorregou e bateu a cabeça. Hoje, move uma ação contra a empresa. E aí? Um segundo de distração por parte dele, foi o mais prejudicado, pois ele ficou com o trauma na vértebra. Terá de realizar uma cirurgia delicada e não poderá ter uma vida como tinha antes. O que aconteceu? Ato, comportamento, atitude ou minuto ou pensamento inseguro? Ele não sabe por que fez isso.

Mas todo esse processo de segurança dependerá do comportamento humano. Até que ponto a cultura de segurança da empresa influirá na mudança do comportamento humano? O prazer e o perigo caminham juntos com o ser humano. Corremos riscos diariamente no nosso cotidiano, mas colocamos a maioria no piloto automático. O cérebro gerencia esses riscos e analisa esses riscos em termos de fluidez de tráfego, stop and/or go (pare e/ou prossiga). . Correr riscos é inerente a atividade humana. Por que agimos assim?
Graças a essa característica, a tendência para andar no limite da segurança, a humanidade avançou mais do que as outras espécies. O Homo sapiens, nossa espécie, saiu da África para um mundo desconhecido e povoou o planeta Terra.

O que tem o nosso cérebro de tão especial para enfrentar ou conviver com o medo e o perigo?
O corpo humano está cheio de células nervosas, que são os neurônios. Eles são os centros vitais de comunicação do nosso corpo. Eles são os radares e sensores inteligentes. A função deles é continuamente coletar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais da pessoa. Todas essas informações resultam em nossas sensações, sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, etc. O sistema de processamento de informações são tão complexos e interligados, que são gerenciados por impulsos nervosos, os elétricos e os químicos. Os sinais elétricos propagam os sinais e químicos fazem o papel das pontes, para que haja continuidade dessas comunicações.

Quando confrontamos com um elemento desconhecido podemos ter uma sensação de medo ou de coragem para enfrentar o risco ou de prazer

O que acontece no nosso cérebro
1-De imediato,as células nervosas,espalhadas pelo nosso corpo, enviam mensagens de alerta ao cérebro
2-No cérebro,o córtex percebe que algo de inusitado irá ocorrer e entra em alerta. Aciona, então, as estruturas cerebrais responsáveis pelo controle das emoções e do funcionamento de órgãos do corpo,como estômago,coração,vasos sangüíneos, glândulas salivares,entre outros
3- Ao serem acionadas,essas estruturas provocam mudanças fisiológicas,como tensão muscular,excesso de suor,dilatação da pupila,aceleração dos batimentos cardíacos e contração dos vasos sangüíneos
4- Ao mesmo tempo,o hipotálamo ativa a glândula hipófise,que libera no sangue hormônios corticosteróides e adrenalina.Se bem dosada, essa descarga provoca prazer,pois a adrenalina é responsável pela sensação de bem-estar
5- No caso do medo, ocorre menor produção de adrenalina e as mudanças fisiológicas se acentuam.Há menor irrigação de sangue para outras partes do corpo, provocando aquela palidez típica de quem acaba de levar um susto

A sensação ou intensidade do medo, prazer e perigo varia de pessoa a pessoa.
Exemplo: Os esportes radicais oferecem mais riscos do que os esportes em geral são mais emocionantes aos praticantes ou os que exigem um maior esforço físico ou maior controle emocional. Eles estão em situações extremas de limite físico ou psicológico ou de segurança.

Mas a segurança exige percepção, atitude e visão de riscos. É através do treinamento é que podemos mudar o comportamento humano.

Quanto mais você treina a execução de um procedimento, mais esta informação se torna acessível na memória de longo prazo e é mais prontamente recuperável. É por isso que os militares, atletas, músicos, trapezistas etc., precisam treinar exaustivamente. Por outro lado, é preciso lembrar que os procedimentos mal aprendidos e não treinados, são sempre dificílimos de serem recuperados quando precisamos deles.

Todas as informações percebidas pelos sentidos são interpretadas pelo cérebro como verdades, de acordo com os padrões anteriormente registrados. Devemos criar procedimentos para que o cérebro possa aceitar estas informações como verdadeiras e passará a identificar todas as situações de riscos.
O trabalhador deveria; parar, pensar e executar a tarefa de modo seguro, do que perder a vida num minuto? Pare (Stop) - Pare calmamente, Analise todas as opções
Pense (Think) - Qual é o problema? Qual é a sua opção? Quais são as conseqüências de sua ação?
Faça (Do) - Faça a escolha de sua ação segura, Converse com alguém com experiência

O perfil dos riscos:
■ exposição ao risco é voluntária
■ exposição é involuntária
■ tem efeitos imediatos
■ tem efeitos retardados
■ é conhecido das pessoas
■ é desconhecido para as pessoas
■ é conhecido para a ciência
■ é desconhecido para a ciência
■ risco é controlável pela própria pessoa ( automóveis, do cigarro ou das drogas).
■ risco é incontrolável pela própria pessoa
■ é um risco novo (novas tecnologias)
■ é um risco antigo
■ é um risco assustador, desconhecido (caso da manipulação genética, das guerras nucleares e do terrorismo)
■ é um risco pouco assustador
■ há muitas pessoas expostas
■ há poucas pessoas expostas

Evidentemente, é muito difícil estabelecer um programa de comportamento humano único para todas as pessoas. Cada indivíduo tem um perfil psicológico diferente, nível cultural e emocional diferentes.
Todavia, há alguns pontos comuns a todos e que servem, pelo menos a princípio, como guia;.
Vejamos:
a) Estude detalhadamente todo o procedimento necessário ou o que precisa executar com precisão. Adquira o maior número de informações possíveis sobre o assunto. Quanto mais informações você tiver a respeito desse procedimento, maior será a confiança (análise do risco, procedimento de operação ou permissão de trabalho seguro). Essa confiança "minimiza o perigo" e, conseqüentemente, reduz os riscos de bloqueio mental por tensão.
b) Treine esse procedimento. Quanto mais treinar, mais facilidade terá para reproduzi-lo fielmente. Lembre-se que "o treinamento exaustivo acaba facilitando a repetição automática". Repare que você amarra o cadarço do sapato, pára quando o farol fica vermelho e digita no seu computador, sem jamais parar para pensar "como isso deve ser feito". Você "reproduz" estes procedimentos naturalmente, sem o menor esforço mental.

Fonte: Autoria-ACCA

Vídeo:
Mostra a irresponsabilidade do motorista, dançando alegremente, estando na direção de um caminhão de grande porte, chegando em alguns momentos a levantar do banco do motorista e largar o volante.É a irresponsabilidade ou sociopata de segurança, colocando a vida de terceiros em perigo.

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Lixo eletrônico no mundo

O mundo precisa de regras melhores para enfrentar as crescentes montanhas de lixo eletrônico nos países em desenvolvimento, disse Rüdiger Kühr, chefe do secretariado da StEP (Solving the E-waste Problem), cujos mantenedores incluem agências da ONU e empresas como Microsoft e Nokia.

Metais em celulares
Uma tonelada de celulares velhos contém metais no valor de US$ 15 mil. Uma tonelada de celulares usados, ou cerca de seis mil aparelhos, contém;
■ por volta de 3,5 quilos de prata,
■ 340 gramas de ouro,
■ 140 gramas de paládio e
■ 130 quilos de cobre.
Uma bateria de celular contém mais 3,5 gramas de cobre.

Países pobres e contaminação
“Muito equipamento termina no lixo em países pobres,. Muito lixo eletrônico é enviado a países em desenvolvimento, com a exploração de lacunas que permitem a exportação de computadores e televisores para reutilização no exterior. Boa parte dessas exportações também é feita ilegalmente. Com muita frequência, o lixo eletrônico é incinerado, nos países em desenvolvimento, para a recuperação de metais”, afirmou a StEP. É um método barato e potencialmente lucrativo, mas emite toxinas, entre as quais metais pesados e dioxinas.

Padronização de reciclagem
"Os processos e diretrizes que regem a reutilização e reciclagem de produtos eletrônicos precisam ser padronizados mundialmente a fim de conter e reverter o crescente problema do lixo eletrônico ilegal e do desperdício," afirma um comunicado da StEP.

Reciclagem é cara
"A reciclagem, se conduzida devidamente, custa caro. Existem pelo menos 700 contêineres de lixo eletrônico à espera em portos da África Ocidental, parte de uma montanha de cerca de 40 milhões a 50 milhões de lixo elétrico e eletrônico gerada a cada ano, disse Kühr. Mais de 100 milhões de aparelhos celulares são descartados anualmente no mundo

Fonte: G1 - 16 de setembro de 2009

Comentário:
O celular deixou de ser um telefone tradicional de conversação para transformar num sistema de entretenimento eletrônico. Possuem texto, imagem, vídeo, áudio, animação, etc.
As mais recentes pesquisas têm mostrado que cada vez menos usamos o celular para fazer ligações. O aparelho, que nasceu com o propósito de telefonia móvel, vem se tornando uma espécie de plataforma multifunções, que engloba desde tocador de músicas, imagem, texto, console de games.
A cada 15 meses os celulares são substituídos por outros com novas tecnologias, mais versáteis, com novos recursos. Isto significa que centenas de milhões de celulares serão substituídos e os descartados serão enviados, principalmente para os países em desenvolvimento como lixo eletrônico. Assim sucede também com os computadores, com diversas terminologias e tecnologias, tais como; Netbook, Notebook, Laptop, etc. O que prevalece é o consumismo e ostentação dos consumidores.
E o que acontece com o meio ambiente?

Celulares
Atualmente, a quantidade de aparelhos celulares no mundo é estimada em 2008 em 3,6 bilhões de telefones móveis. Mesmo assim, alguns países se destacam, tendo em seu território mais celulares que pessoas.
■ Em número absolutos, a China é a campeã, com 601 milhões de unidades, quase o dobro do segundo colocado. Apesar disso, esse número representa apenas 45,5% de sua população, que é a maior do mundo.
■ A Alemanha, por sua vez, é o país com a maior proporção celulares/população. Com uma população total de pouco mais de 82 milhões de pessoas, a Alemanha tem, de longe, mais celulares que pessoas. Isso porque possui mais de 101 milhões de aparelhos.
■ O Brasil, por sua vez, ocupa a quinta colocação no número total de celulares, com 135 milhões de unidades. Nossa população, estimada em 186 milhões de pessoas, continua numericamente maior que a quantidade de telefones móveis no País. .

Computadores
■ Segundo Teodoro López, vice-presidente da Everis Brasil, no final de 2008 havia 1,231 bilhão de computadores no mundo e os Estados Unidos eram o país com o maior número de máquinas: 262,5 milhões de unidades, 21,3% do total mundial, enquanto que a América Latina contava com apenas 7,8%.
■ Entre os continentes, a Ásia é o que conta com maior número de equipamentos, com 504,4 milhões (41%).
■ No mundo, Canadá, Suécia, Holanda e Suíça são os países com mais computadores por pessoa (90 para cada 100 habitantes), enquanto Bolívia, Indonésia, Paquistão, Quênia e Nigéria apresentam apenas 3 computadores por cada 100 pessoas.
■ De acordo com relatório da Everis, consultoria multinacional de tecnologia da informação de junho de 2009, que engloba dados de 50 países, o Brasil detém hoje 42,9 milhões de computadores, número que o coloca no topo em números absolutos entre os países latino-americanos, equivalente a 3,5% do total global e 45% do total da América Latina.
■ No final da lista, o continente africano conta com apenas 25,6 milhões de computadores (2,1%).
■ Na América Latina, o país que lidera o ranking em número de computadores por habitante é o Chile, com 31,4 por cada 100 pessoas, seguido por Brasil e Uruguai, com 22,1; Argentina, com 20,7; e México, com 19,3.

Somando esses valores de celulares e computadores teremos 4,8 bilhões de equipamentos eletrônicos para uma população mundial de 6,5 bilhões de pessoas.
Estamos consumindo recursos naturais mais do que o planeta é capaz de repor. A degradação ambiental é visível nas cidades, nas florestas, oceanos e rios. A natureza não tem objetivo, mas tem suas próprias leis, implacáveis, para retomada de seu espaço territorial. Os desastres naturais estão cada vez mais constantes.

Vídeo:
Mostra lixo eletrônico na Nigéria, Lagos, onde é despejado anualmente 500.000 computadores em aterros. É apenas a ponta do iceberg do lixo eletrônico, onde os países europeus movimentam 6,6 milhões de toneladas de lixo anualmente em países em desenvolvimento, apesar das proibições internacionais. Mostra jovens queimando componentes eletrônicos para retirada de metais e inalando substâncias tóxicas.

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domingo, setembro 20, 2009

A maior ponte da Amazônia sobre Rio Negro

Não há como passar pela orla de Manaus sem notar a construção da maior ponte da Amazônia. Com 3.600 m de comprimento, ela está sendo erguida sobre o Rio Negro e ligará a capital amazonense à cidade vizinha de Iranduba.

Características principais da ponte sobre o Rio Negro:
■ Extensão total: 3.500 metros;
■ Vãos centrais: 2 de 200 m, para permitir a passagem do maior navio em operação, em cada sentido;
■ vão central com uma altura de 55 metros
■ Pilar central de 182 m, em forma de diamante;
■ Trechos de acesso formado por 71 vãos de 45 m cada;
■ Largura total: 20,70 m;
■ 2 pistas em sentido contrário, com 2 faixas de rolamento cada;
■ Acessos viários com 3 faixas de rolamento em cada sentido;

Consórcio
O Consórcio Rio Negro, formado pelas empresas Camargo Corrêa e Construbase Engenharia, e responsável pela execução da ponte. Mao de obra: 1.700 trabalhadores diretos e indiretos.

Andamento da obra, agosto de 2009
A obra da ponte Rio Negro, no Amazonas, com 3,6 mil metros de extensão, já passa da metade. "A fundação está praticamente 90% concluída, os blocos e pilares 60%, e a superestrutura 30%", explica o engenheiro Catão Ribeiro, diretor da Enescil, empresa responsável pelo projeto executivo da obra. A previsão é que o empreendimento esteja concluído em 30 meses para ficar pronta. O prazo contratual de entrega é março de 2010.

Complexidade da obra
Em sua extensão, a ponte terá dois trechos convencionais, localizados próximos às margens do Rio Negro, e dois trechos estaiados, na parte central do rio. Segundo engenheiro Ribeiro, o emprego de estais foi necessário para não impedir a navegabilidade do rio. "O trecho estaiado permite, na vertical, um gabarito de navegação de 55 metros na época de cheia do Rio Negro e 70 metros na de seca. Já na horizontal, para se ter um vão de 200 metros, só mesmo com a solução estaiada", disse.
Para o engenheiro, as peculiaridades da Região Amazônica foram os maiores desafios na elaboração do projeto executivo da obra. "O local possui lâminas d''água acima de 50 metros, o que resultou na adoção de estacas com até 70 metros de altura que estão sendo escavas com auxilio de lama bentonítica", afirma Catão Ribeiro. Ao todo, serão utilizadas 72 estacas ao longo da ponte, que terão uma extensão de 45 metros entre cada uma.

Empreendimento
A obra é um empreendimento do Governo do Amazonas e conta com investimentos de R$ 574 milhões (duzentos milhões de dólares, na época da licitação), com recursos do Governo Federal financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Integração regional
Com mais de 3.600 metros de extensão, a ponte visa a fazer a ligação de Manaus ao município de Iranduba, promovendo, ainda, o escoamento da produção agrícola, a integração regional, o incremento do turismo e o desenvolvimento urbano.
Além da capital Manaus, os municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão serão diretamente beneficiados, além de outros 30 municípios do entorno da Região Metropolitana de Manaus. Atualmente a travessia do Rio Negro é feita por meio de balsas por cerca de 30 a 40 minutos. Com a ponte, o percurso será feito em apenas 5 minutos.

Fonte: Globo Amazônia, em Manaus - 14 de setembro de 2009

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sexta-feira, setembro 18, 2009

Trabalhador fica pendurado no 11º andar de prédio

Um trabalhador ficou pendurado pelo cinto de segurança no 11º andar de um prédio em construção na cidade de Águas Claras, a 10 km de Brasília, por cerca de 15 minutos, até ser socorrido. A cena foi filmada por um morador vizinho da obra.

Testemunhas disseram que o operário escorregou do andaime onde trabalhava e se agarrou na estrutura do andaime, mas não conseguiu suportar por muito tempo. Ele se soltou e ficou pendurado apenas pela corda do cinto de segurança.

Os colegas de trabalho abriram um buraco na parede e o puxaram para dentro do prédio.

A construtora responsável pela obra confirmou que o operário limpava uma tábua, tropeçou no material de limpeza e escorregou. A empresa reafirmou que ele usava na hora do acidente os equipamentos de segurança obrigatórios.

Segundo os vizinhos da obra, o Corpo de Bombeiros chegou dez minutos depois do resgate, pois a unidade mais próxima de Águas Claras fica em Taguatinga.

Fonte: G1 - 14 de setembro de 2009

Comentário:
Esse incidente veio comprovar como é importante o equipamento de segurança individual. O acidente acontece na maioria das vezes de forma inesperada e o trabalhador deve estar preparado para esse imprevisto. Como é importante a duplicidade de segurança, pois a proteção coletiva, o andaime falhou, muito provável por fixação incorreta das tábuas e a proteção individual atuou e salvou o trabalhador.

O que diz a norma NR-18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) sobre andaimes
1-O dimensionamento dos andaimes, sua estrutura de sustentação e fixação, deve ser realizado por profissional legalmente habilitado.
2-Os andaimes devem ser dimensionados e construídos de modo a suportar, com segurança, as cargas de trabalho a que estarão sujeitos.
3- O piso de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, antiderrapante, ser nivelado e fixado de modo seguro e resistente.
4-Devem ser tomadas precauções especiais, quando da montagem, desmontagem e movimentação de andaimes próximos às redes elétricas.
5- A madeira para confecção de andaimes deve ser de boa qualidade, seca, sem apresentar nós e rachaduras que comprometam a sua resistência, sendo proibido o uso de pintura que encubra imperfeições.. É proibida a utilização de aparas de madeira na confecção de andaimes.
6- Os andaimes devem dispor de sistema guarda-corpo e rodapé, inclusive nas cabeceiras, em todo o perímetro, com exceção do lado da face de trabalho.
7-É proibido retirar qualquer dispositivo de segurança dos andaimes ou anular sua ação.
8- É proibida, sobre o piso de trabalho de andaimes, a utilização de escadas e outros meios para se atingirem lugares mais altos.
9- O acesso aos andaimes deve ser feito de maneira segura.

Vídeo:

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terça-feira, setembro 15, 2009

Cocaína é o novo rebite de caminhoneiros

A cocaína é o novo "rebite" dos caminhoneiros. Pesquisa divulgada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) aponta que a droga vem sendo usada no lugar das anfetaminas para manter os motoristas acordados por mais tempo.

Obs: Na gíria as drogas são conhecidas como "rebite" e/ou "bolinha". "Rebite" é como são chamadas as anfetaminas entre os caminhoneiros. Tendo um prazo para entregar determinada mercadoria, eles tomam o "rebite", objetivando dirigir à noite e não pegar no sono, ficando "acesos" e "presos" ao volante.
O uso entre jovens passou a ser também freqüente. Usadas com o nome de "bolinha", deixam a pessoa "acesa", "ligadona", provocando um "baque". Procurando varar a noite estudando, uma pessoa pode usá-las com o objetivo de realizar esta tarefa por mais tempo, evitando o cansaço.

Entrevistas com motoristas
O levantamento ouviu aleatoriamente 308 motoristas que circulavam por quatro rodovias federais no Rio de Janeiro e São Paulo e houve coleta de urina para análise.

Dados alarmantes
■ constatou que 3,5% deles haviam usado cocaína.
■ na rodovia Fernão Dias, região de Atibaia, interior de São Paulo: 4,5% dos caminhoneiros abordados haviam consumido cocaína.
■ entre os entrevistados, o consumo foi até quatro vezes maior do que o identificado na população brasileira
Entre os brasileiros em geral, 0,3% admitiu ter usado a droga no último mês, consumo mapeado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em entrevista com 7 mil pessoas.

Colocam em riscos outras pessoas
"É evidente que esse motorista vai colocar em risco a vida de outras pessoas", afirma a médica Vilma Leyton, coordenadora da pesquisa da USP. A cocaína e a anfetamina atuam no sistema nervoso central, alterando a percepção do motorista, reduzindo a atenção e os reflexos. Para Flávio Pechansky, pesquisador do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Trânsito e Álcool da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o consumo de cocaína entre caminhoneiros é ainda mais grave porque esses condutores passam 70% do tempo nas estradas. "Ele faz coisas que não faria se estivesse sóbrio, age impulsivamente."

A substituição da anfetamina pela cocaína
A substituição da anfetamina pela cocaína tem explicações na estratégia do tráfico. "Os caminhoneiros são iludidos pelas promessas dos efeitos mais fortes da cocaína do que do 'rebite', que dizem deixar a pessoa acordada por mais tempo", afirma o presidente da Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga, Newton Gibson. A droga é apresentada como fórmula para fazer com que 90 horas dirigindo pareçam mais curtas.

Carga horária
A carga horária excessiva é criticada pelo diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Alberto Sabaag. "Prefiro que ele consuma alguma substância e chegue vivo, do que durma ao volante." Marcelo Pereira, consultor da Associação Brasileira de Educação no Trânsito, cita as características da profissão como outro fator para o vício. "Caminhoneiro vive sozinho, não consegue participar da vida familiar. Isso os deixa mais vulneráveis à sedução da droga."

Condições de trabalho, rotas longas
"Não é um uso generalizado, mas está ligado às condições de trabalho, principalmente entre os que não têm vínculos com a empresa", afirma José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros. "Tanto que as drogas são mais presentes no setor de transporte de carga de eletroeletrônicos, formado por motoristas com menos de 30 anos, que fazem do caminhão um bico", diz. "Uma parte é obrigada a fazer a rota São Paulo/Belém, antes de seguir para Manaus, em 64 horas. O mínimo suportável seriam 96 horas", completa Lopes, que já ouviu relatos de um motorista que deixou de fazer trajetos mais longos porque não suportava ficar tanto tempo sem a droga.

Lei e fiscalização
A lei seca prevê as mesmas punições para quem dirige embriagado ou sob o efeito de droga, mas o bafômetro só detecta álcool. "O poder público teria que encontrar uma nova forma de fiscalização", afirma o inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal, Márcio José Pontes.

Fonte: Yahoo Noticias - 11 Set 2009 - O Estado de São Paulo - 11 de Setembro de 2009

Comentário:
Os efeitos físicos do uso de cocaína;
■ envolvem aumento do número de batimentos do coração e da pressão arterial,
■ aumento da temperatura corpórea e pupilas dilatadas.
■ em casos agudos de intoxicação, a estimulação central profunda leva a convulsões e arritmias ventriculares (o coração bate descompassadamente) e com disfunção respiratória que podem levar à morte.

Efeitos contínuos
■ existem inúmeras complicações físicas associadas ao uso crônico da cocaína. Os distúrbios mais freqüentes são os cardiovasculares, incluindo distúrbios no ritmo cardíaco e ataques do coração.
■ a cocaína provoca ainda efeitos respiratórios como dor no peito e dificuldade respiratória, além de efeitos gastrointestinais como dores e náuseas.
É importante ressaltar que o aparecimento de problemas pelo uso crônico irá depender da via de administração. Por exemplo, problemas nasais, como ruptura do septo nasal e perda do olfato, aparecem com aspiração crônica da cocaína. Distúrbios cardiovasculares aparecem em todas as vias de administração. No uso de crack há complicações respiratórias ainda! maiores envolvendo bronquite, tosse persistente e disfunções severas.

Efeitos na mente
■ a cocaína causa uma excitação geral do organismo.
■ ela melhora o estado de alerta, os movimentos, acelera os pensamentos, tira o sono e suprime o apetite. Isto ocorre por sua ação no Sistema Nervoso Central, interferindo com as reações químicas do cérebro.
o usuário tem uma sensação de poder, força e euforia. Mas a pessoa fica também irrequieta, tremula e impaciente. Devido à inquietação comete muitos erros mentais, como por exemplo, fazer cálculos.
A duração destes efeitos depende da via de administração da droga. Quanto mais rápida a absorção, mais intensa é a sensação de prazer.
Por outro lado, quanto mais rápida a absorção, menor é a duração dos efeitos. Além da sensação de prazer, a droga leva a temporária perda do apetite e do sono, torna a pessoa mais comunicativa.

Efeitos contínuos na mente
■ o uso crônico e compulsivo da cocaína leva a conseqüências psicológicas, representadas por distúrbios psiquiátricos.
■ depressão, ansiedade, irritabilidade, distúrbios do humor e paranóia ("nóia"; sentir-se perseguido, vigiado, etc) são as queixas de ordem psicológica mais comuns.
■ entre outros problemas estão agressividade, delírios (principalmente os delírios persecutórios, onde a pessoa acredita que os outros estão tramando contra ela ou falando mal, etc) e alucinações (ver ou ouvir objetos e sons inexistentes).
Fonte: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)-Escola Paulista de Medicina (EPM)- Departamento de Psicobiologia

Vídeo:
Mostras os efeitos das drogas para quem dirige. As seqüências das drogas no vídeo:
1. Heroína, 2. Haxixe, 3. LSD, 4. Cocaina , 5. Álcool , 6. Valium, 7. Ecstasy, 8. Glue (cheirar solventes), 9. Absinto, 10. Todas as drogas


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sábado, setembro 12, 2009

Motorista derruba cancela ou falha de projeto?

Nesse acidente podemos levar para o lado do humor ou gozação, a motorista não sabia dirigir ou tinha pouca noção de profundidade.
Mas podemos indagar se o controle de cancela foi projetado adequadamente, levando em consideração a ergonomia?
Pela foto, a cancela está afastada da guia de concreto do meio fio
No Brasil o padrão da largura da guia é de 13 cm.
A coluna do controle está afastada da guia, podemos estimar em 10 cm. Somando a largura da guia, com afastamento do controle, temos 23 cm.
Cada país tem seu tipo de antropometria, a população tem sua estatura média e consequentemnte o comprimento do braço. Nesse caso, estamos apenas interessados no alcance do braço.
No padrão brasileiro, a mulher tem uma estatura média de 1,60 m e o alcance da mão poderá chegar até 55 cm.
O banco do motorista está distante da porta do carro, 7cm.
Se o motorista parar no controle, distante, por exemplo, 25 cm, ele terá problema de alcançar o controle para colocar o ticket. Ele teria apenas 5 cm de alcance do braço para alcançar o controle para colocar o ticket. O motorista teria de se inclinar para ter um acesso mais fácil ao controle. É o que acontece na prática. É só observar, como a maioria faz isso, inclina o corpo para colocar o ticket no controle. Para as mulheres a dificuldade é maior. A distância do controle é praticamente a distância do alcance do braço, não há uma folga. Ela tem de compensar, inclinando o corpo mais do que o homem. A única maneira eliminar esse problema é parar o carro bem rente a guia. No vídeo a motorista tenta aproximar o carro bem rente a guia, mas perde o controle.
O fabricante poderia minimizar esse problema, projetando o controle, para que ele possa ficar na prumada da guia e a coluna de sustentação inclinada ou numa base metálica curva. (desenho na foto).
Vídeo:


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quinta-feira, setembro 10, 2009

Perigo enviar mensagem de texto enquanto dirige

Um vídeo de quatro minutos de duração produzido com poucos recursos, apenas 20.000 dólares pela polícia de um condado de Blaenau Gwent, País de Gales, se tornou um dos mais novos sucessos do site YouTube, com pelo menos 4 milhões de visitas até o momento, ao usar imagens fortes na simulação de um grave acidente de carro. Os atores são estudantes da escola local. O vídeo também tem atraído o interesse da mídia mundial pelo seu conteúdo violento e realista
O filme tem como objetivo alertar jovens sobre os perigos de se enviar mensagens de texto por celular (os chamados "torpedos") ao mesmo tempo em que dirigem.

O filme retrata a história de uma garota de Gwent, chamada Cassie Cowan, que dirigia um carro acompanhadas de outras amigas. Enquanto dirigia, ela usava o celular para enviar mensagens de texto e perdeu a concentração por alguns segundos e houve uma série de colisões e matou várias pessoas na estrada.

O vídeo foi inicialmente exibido em escolas no País de Gales, e ainda neste ano uma versão de 30 minutos deve ser mostrada em toda a Grã-Bretanha.

As imagens mostram duas amigas da jovem sendo projetadas contra as janelas e em seguida mortas, além dos corpos dos ocupantes de outro carro, inclusive um bebê.

O vídeo mostra que a colisão é chocante e sangrenta, é importante que seja assim. Para as pessoas da minha idade, é isso que eu acho que nos afeta, disse Jenny Davies, personagem principal do filme. "Tenho amigos que costumavam fazer isso (dirigir e enviar texto), mas recentemente parou. Acho que as pessoas estão finalmente percebendo como é perigoso.

"Enviar texto e dirigir pode ter conseqüências trágicas e este filme mostra muito bem a conseqüência".

Fonte: BBC News - 5 September 2009

Vídeo:

Comentário:
■ São Paulo, bairro da Lapa, agosto de 2006, 7h15 da manhã. A caminho da casa da mãe, a professora Fátima, de 48 anos, não podia imaginar que dali a poucos instantes seu dia estaria praticamente perdido. Enquanto dirigia, o celular tocou. O aparelho não estava a seu alcance, e sim dentro da bolsa, no banco de passageiro. Quando Fátima tentou alcançar o telefone, sentiu o baque da dianteira de seu carro no porta-malas de um táxi. “Posso me lembrar de que era uma chamada de minha mãe, mas não do que aconteceu naquele momento. Ainda bem que ninguém se machucou. O susto levou Fátima a mudar seus hábitos. Agora, quando o celular toca, diz ela, estaciona o carro ou verifica quem ligou para retornar depois. “Antes eu só pensava na multa que receberia. Agora avalio a real razão do problema, a segurança”, afirma.
■ A professora Mariana, de 27 anos, bateu o carro em uma caçamba de entulho enquanto dirigia e enviava mensagens no celular. “Fui fazer uma curva à direita e não vi a caçamba que estava na esquina. A batida foi feia e me assustei bastante. Meu carro ficou com a dianteira bastante amassada.”

Combinação perigosa celular e direção
Com o celular no ouvido, o motorista reage de forma mais lenta. Dificilmente olha para o retrovisor, assume uma trajetória errática na via e reduz ou ultrapassa a velocidade compatível com o tráfego. Avança o sinal, tem dificuldade para trocar marchas e simplesmente não vê as placas de sinalização no trânsito. Cada uma dessas situações já poderia desencadear um acidente.

Atenção afunilada
O celular tocando desvia a atenção de quem está guiando e dá início ao procedimento de risco: a primeira ação do motorista quando o aparelho toca é procurá-lo. Para atender, será necessário o uso de uma das mãos. Se for colocado no ouvido, haverá restrição do campo visual.
A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) realizou um estudo com voluntários falando ao celular com viva-voz. Além dos fatores operacionais envolvidos, como os citados acima, existem os não-operacionais. Entre eles estão os psicológicos – como as emoções às quais o motorista pode ser submetido numa conversa, por exemplo, quando recebe uma má notícia – e os cognitivos – como alterações causadas por tarefas de elaboração e compreensão de frases, audição do que é falado e do toque do telefone, além do aspecto motor da fala, que se altera quando realizada em conjunto com outras tarefas complexas, como dirigir. “Durante o teste, concluímos que o tempo de reação do motorista ao celular aumenta 50%, o número médio de infrações também cresce 50% e o de acidentes triplica”, afirma Alberto Sabbag, diretor da Abramet.

Reduz a concentração
Um estudo da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, no estado americano da Pensilvânia, mostra que conversar no celular quando ao volante reduz a concentração de um motorista em até 37% levando-o a cometer erros semelhantes aos ocorridos quando se dirige alcoolizado. O estudo usou imagens de ressonância magnética do cérebro para documentar o efeito do simples ato de ouvir o interlocutor durante uma ligação.

Mensagem de alto risco
Se telefone e direção já formam uma combinação de risco, digitar uma mensagem ao celular potencializa o perigo. Quem tenta fazer isso tem que tirar as mãos do volante, se concentrar em um teclado minúsculo e ainda pensar na elaboração dos textos. Uma pesquisa realizada pelo instituto britânico Transport Research Laboratory (Laboratório de Pesquisas de Transporte) analisou 17 motoristas com idades entre 18 e 24 anos. Os resultados mostraram que o tempo de reação dessas pessoas foi 35% mais lento do que se estivessem totalmente concentradas na condução do veículo. Fonte: Quatro Rodas, dezembro de 2008

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segunda-feira, setembro 07, 2009

Programas para prevenção de perdas em empresas alimentícias

Porque os sistemas proteção não podem impedir os danos aos produtos alimentícios, as empresas de processamento de alimentos devem estabelecer programas de gerenciamento para prevenção de perdas, que teriam graves conseqüências para os seus negócios.
A empresa deve elaborar um programa de prevenção e controle de perdas adequado para empresa. É importante o comprometimento da diretoria da empresa na implantação do programa para atingir o seu objetivo

A importância dos programas de gerenciamento para instalações de processamento de alimentos, incluem;
■ avaliação de riscos
■ plano de emergência
■ manutenção,
■ controle de fumos (cigarros)
■ organização e limpeza (housekeeping)

A avaliação de risco ajuda determinar;
■ como dispor de um sistema de coleta de pó
■ como projetar tubulação e válvulas para líquidos inflamáveis
■ programa de limpeza de fornos
■ onde o equipamento elétrico é exigido para áreas perigosas (equipamento à prova de explosão ou a prova de respingo)

Embora o plano de pré-emergência não preveni perdas, ele é capaz rapidamente recuperar tais perdas, devido às disposições do pleno que serão tomadas diante de um acidente .
O plano de pré-emergência deve levar em conta os turnos de operação, os equipamentos de produção que não podem fabricar outros produtos, equipamentos de difícil reposição e equipamentos de refrigeração.

Incêndio na correia transportadora, no domingo à tarde, 9 de maio de 2003, na indústria de alimentos Riser’s Fine, nos Estados Unidos, causou um prejuízo de US$ 200.000,00. O incêndio ocorreu na área de refrigeração, provocado aparentemente por falha mecânica e causou prejuízos de US$ 50.000,00, no sistema de correia e nas edificações e de US$ 150.00,00 em mercadorias e em equipamentos

Este plano ajuda determinar, quais os equipamentos deverão ter em reserva operacional e quais os sobressalentes (peças em reservas) que devem possuir em estoque e também quais as empresas de assistência técnica possam ser utilizadas na emergência.
A manutenção é importante nos equipamentos, pois reduz o potencial para contaminar ou danificar um produto, em caso de avaria mecânica ou elétrica. A política de proibição ou restrição de cigarro reduz a chance de contaminação do produto.

Fonte: “Food Processing” revista “IRI” Industrial Risk Insurers.

Comentário:

■ Em 30 de abril de 2009, um incêndio de grandes proporções destruiu parcialmente, uma das mais modernas a avançadas indústrias de processamento de leite do país, pertencente à Coopercentral Aurora (Aurora Alimentos), localizada no município de Pinhalzinho, no oeste de Santa Catarina. Os prejuízos atingem R$ 50 milhões (23 milhões de dólares) e a indústria ficará quatro meses paralisada.
De acordo com comunicado da empresa, o fogo irrompeu às 11h15 da manhã no setor que concentra o principal núcleo de industrialização - fabricação de queijos, sala de fatiamento, câmara de estocagem, concentração de soro, pasteurização e elaboração de requeijão e manteiga, almoxarifado e sala de embalagens - e consumiu totalmente uma área de 6.000 metros quadrados. A área total da planta é de 40.000 metros quadrados. O fogo ultrapassou a 1.000 graus e danificou duramente o ambiente construído com aço, concreto, telhas e paredes térmicas. As chamas se elevaram a 20 metros acima do solo. As instalações físicas e os equipamentos foram completamente destruídos.

Causa provável: curto-circuito

Paralisação
O presidente da empresa informou que a unidade permanecerá paralisada por 120 a 150 dias, quando voltará a funcionar parcialmente. Recuperação total somente em 2010 porque a área destruída levará 12 meses para ser reconstruída e retomar a produção. Ali funcionavam equipamentos importados de última geração que dependem de negociação, aquisição e importação.

■ Um incêndio destruiu, em 16 de novembro de 2006, a fábrica de assados, empanados e cozidos da Sadia em Toledo, no Oeste do Paraná. Cerca de 600 funcionários trabalhavam no local quando o fogo começou. O prédio foi evacuado rapidamente, sem o registro de feridos. O incêndio iniciou por volta das 16h30 e mobilizou a brigada de incêndio da empresa e o Corpo de Bombeiros de Toledo. Foram montadas barreiras para conter as chamas.
A fábrica, inaugurada no ano passado, ficou completamente destruída. O fogo teria começado na linha 6, que entrou em operação há menos de um mês. Tão logo os funcionários viram fumaça foram abertas as portas de emergência e todos os funcionários saíram rapidamente.

Material inflamável
A planta abrigava material altamente inflamável, incluindo plástico, isopor, papelão, óleo utilizado para frituras e tanques de amônia, além de gás utilizado para a refrigeração, que é altamente inflamável e tóxico, caso inalado.

Prejuízo total
A planta atingida representa aproximadamente 1,5% do faturamento total da Sadia. A produção de processados desta unidade era voltada para o mercado externo e interno.
A empresa lamentou a confirmação de perda total da planta, que servia como fábrica modelo, onde foram investidos aproximadamente R$ 150 milhões (82 milhões de dólares).

Reconstrução da fábrica
Em 15 de outubro de 2008, foi inaugurada a nova fábrica. A empresa foi reconstruída, com ampliação de cerca de 30 por cento. A nova fábrica recebeu investimento de R$ 173 milhões (100 milhões de dólares), tem cinco linhas de produção automatizadas.

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Processamento de alimentos: Cada risco é uma ameaça ao negócio

Quando o sistema de extinção opera como foi projetado, eles controlam o fogo e mantém as perdas para mínimas. Após uma pequena limpeza , a maior parte das instalações industriais pode voltar as atividades com pequeno prejuízo. Mas isto não é verdade na indústria de processamento de alimentos.

Potencial de interrupção de Negócios (lucros cessantes)
O sistema de extinção é importante nas instalações de processamento de alimentos para proteger equipamentos de processo, armazenagem e edifícios e para deter o fogo para não se propagar para outras áreas. Mas eles não podem impedir os prejuízos dos produtos alimentícios, que são extremamente susceptíveis de contaminação dos produtos da combustão.
Após cada foco de incêndio, os prejuízos dos produtos alimentícios devem ser avaliados. As matérias primas contaminadas podem paralisar a produção, até o recebimento de novas matérias primas. Produtos acabados contaminados pode retardar pedidos até que novos produtos sejam produzidos. Veja o caso da incêndio do incêndio da Perdigão no comentário.

Incêndio na correia transportadora, provocado por sobreaquecimento, na indústria de armazenagem de grãos Hansen Muller, USA, em 15 de julho de 2003. Os prejuízos foram de US$ 200.000,00.

Os produtos de combustão não os únicos possíveis de contaminação, mas também a liberação de amônia e derramamento de líquidos podem contaminar os alimentos. A perda ou quebra de equipamentos podem estragar alimentos. Os sistemas, elétrico, de refrigeração e de aquecimento não são somente necessários para produzir alimentos, mas também conservar os alimentos para não se estragarem. Conseqüentemente, estes sistemas devem ser altamente confiáveis e em alguns casos com equipamentos em stand-by (reserva)

Exemplo de instalações de processamento de alimentos com potencial grave de interrupção de negócios é a fabricação industrial de pães e envasamento em geral. Os clientes de padaria necessitam de pão fresco todos os dias. Quando uma panificação está paralisada, os clientes devem comprar o pão em outro lugar. Após o retorno da empresa a atividade, ela não pode recuperar a perda da produção. A empresa pode também perder pontos preciosos no mercado.

O enlatamento, como outras instalações de processamento de alimentos, que inicia com alimentos frescos, pode receber matéria-prima somente durante a estação do produto (época da colheita) . Se as matérias primas são perdidas, eles não podem repor até a próxima estação.

Fabricante de baunilha tem ainda outro atraso; a fava da baunilha leva três a cinco meses para cura antes de ser processada. Essas características de problemas devem ser consideradas quando está projetando e protegendo as instalações de processamento de alimentos.

As instalações de processamento de alimentos que operam com três turnos também apresentam graves potenciais de interrupção de negócios. Para cada dia de paralisação, os três dias de produção estão perdidos. Quando a instalação está funcionando novamente, a perda de produção é difícil de recuperar. Além disso, a operação com três turnos deixa menos tempo disponível para limpeza e manutenção.

Permanecendo nas atividades de processamento de alimentos, exigem conhecimentos destes potenciais de interrupção destes negócios e o que fazer sobre eles. A proteção de riscos e prevenção de perdas tem papéis importantes nestas atividades.

Fonte: “Food Processing” ,fourth, “IRI” Industrial Risk Insurers.

Comentário:

Em 21 de março de 2009, incêndio destruiu parte da unidade da fábrica da Perdigão instalada na cidade de Rio Verde, Goiás.
A planta da Perdigão em Rio Verde faz parte do maior complexo agroindustrial da América Latina e emprega diretamente 8 mil pessoas. Começou a ser construída em 1997 e entrou em funcionamento em 2000.
O abastecimento aos clientes dos mercados interno e externo feitos a partir da unidade de Rio Verde, não será comprometido, uma vez que outras unidades terão sua produção ajustada para suprir essa demanda. Com relação aos funcionários alocados no complexo, cujas atividades estão interrompidas temporariamente, a Perdigão esclarece que aqueles que não forem mobilizados nos trabalhos de recuperação das instalações poderão ser deslocados para outras unidades processadoras da empresa localizadas próximas à Rio Verde, não havendo necessidade de demissões em consequência do incêndio.

Causa provável
As chamas tiveram início na caldeira da unidade de industrializados e se alastraram rapidamente para outros setores por causa dos ventos fortes e do material isotérmico - como isopor e PVC -, utilizado no revestimento da estrutura da indústria.

Estimativa de prejuízos
Danos materiais - 45 milhões de dólares

Interrupção de produção
Não foram informadas estimativas de perdas de interrupção de produção e perda de produtos acabados.

Produção integrada paralisada
Como a indústria funciona em cadeia de produção integrada, isto é, os fornecedores são os criadores de aves e suínos que fornecem a matéria prima para a indústria, também eles foram afetados indiretamente, devido à interrupção da fábrica.
Milhares de aves estavam prontas para o abate e deixou os criadores integrados impossibilitados de tirar os animais das granjas.
A paralisação momentânea das atividades no parque industrial afetou mais de 400 granjeiros da região que fornecem aves e suínos para a Perdigão, pois estavam prontos para o abate.

Incêndio afeta o resultado financeiro da empresa
A fábrica é responsável por 10% a 12% da produção total da Perdigão.
O incêndio da fábrica ocorrido ainda no primeiro trimestre, também elevou as despesas de todo o semestre, pois obrigou a companhia a transferir produtos da unidade para outros centros de distribuição. .
No segundo trimestre deste ano, a empresa teve queda de 14,3% no volume de vendas no mercado interno, em relação a igual intervalo do ano passado. Parte desse comportamento pode ser explicada pelo incêndio da unidade de Rio Verde (GO), ocorrido ainda no primeiro trimestre, que reduziu a oferta no mercado interno de produtos processados, como empanados, salsichas e hambúrgueres. Com o retorno recente da unidade incendiada à sua capacidade total, a empresa terá um desempenho melhor no mercado interno nos próximos trimestres.

Proteção de riscos
Na indústria de alimentos qualquer tipo de incêndio ou explosão, os prejuízos são duplos, isto é, há perda direta em virtude do incêndio ou explosão e a perda indireta pela contaminação dos produtos ou das instalações industriais, tais como; fumaça, fuligem, água de combate ao incêndio contaminada, etc.
Por causa disso, a proteção de riscos e prevenção de perdas tem papéis importantes nestas atividades. A proteção inicia-se no projeto da fábrica, com isolamento ou separação de áreas para evitar a propagação do fogo ou contaminação. A fábrica projetada no sistema compacto com todas as áreas interligadas apresenta um alto risco, pois em caso de acidente todas as instalações ficam paralisadas ou contaminadas. A foto mostra que a indústria é totalmente compacta.

Vídeo

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quarta-feira, setembro 02, 2009

Housekeeping na industria alimentícia

Gerenciamento de Riscos - Uma amostra da indústria de alimentos
As normas de órgãos governamentais exigem que as instalações de processamento de alimentos mantenham os agentes contaminantes patogênicos e outras doenças fora do processo. A competitividade exige que as instalações mantenham as substâncias nocivas fora dos alimentos e que prejudique, a cor, textura, cheiro e aroma.

Entretanto, para manter o nível de limpeza exige conhecimentos das normas vigentes e isso não implica necessariamente que as instalações que estejam limpas vão produzir alimentos saborosos.
■ O pó de farinha pode impregnar nas estruturas das edificações,
■ líquidos inflamáveis podem derramar nas áreas com pouca movimentação de pessoal ou de acesso controlado,
■ resíduos de óleo pode acumular no interior de dutos;
todos esses problemas podem ocorrer sem contaminar ou afetar a qualidade dos alimentos que estão sendo produzidos.
Mas estes fatores podem conduzir as perdas graves.

Pós
As fontes comuns da poeira na indústria de processamento de alimentos são; grão, farinha, amido, açúcar, cacau e matérias-primas granuladas ou em pós.
O pó escapando do sistema de esteira -se pode acumular em equipamentos de processo e em partes das estruturas das edificações. E o pó normalmente acumula no sistema de esteira (correias, rolamentos,etc). Uma camada fina de pó pode iniciar a ignição ou um flash.. Pó em suspensão no ar pode explodir.
Uma explosão inicial envolve geralmente somente uma pequena quantidade de pó , mas faz com que todo pó restante entre em suspensão. As explosões de pós-secundários são devastadores.As instalações envolvidas no processamento de grãos, farinha, açúcar, soja e leite em pó e derivados, possuem experiências em explosões de pós.

Uma explosão ocorreu numa fábrica de creme, quando partículas (pó) ficaram em suspensão muito tempo em contato com ar aquecido por um secador de calor. As perdas totalizaram U$ 2,5 milhões de dólares. Controlando o acúmulo de pó que é uma etapa crítica está ajudando controlar este potencial de perda

Líquidos inflamáveis
Os líquidos inflamáveis usados na indústria de processamento de alimentos incluem; álcool como aromatizante e solventes usados para a extração de óleo.
Vazamentos e derramamentos destes líquidos são facilmente inflamados. Eliminado as fontes de vazamento e limpando imediatamente as áreas afetadas, auxiliam no controle do potencial de incêndios para os líquidos inflamáveis.

Óleos
O óleo é usado como ingrediente em alimentos assados e como lubrificante para manter os alimentos soltos (não grudar) nas esteiras transportadoras e dourar a superfície do alimento.
O óleo pode acumular na esteira transportadora, na bandeja coletora de óleo, no interior de fornos e em dutos de exaustão.
O óleo quente é usado fritar muitos produtos alimentícios, rosquinha, batata do tipo “chips”, milho, cebola e batata frita.
O sistema de coifa é necessário para remover o vapor de óleo da fritura, pois o vapor esfria e condensa no interior da coifa e dos dutos.
O óleo pode também acumular próximo a equipamentos e nas partes da estrutura da edificação. O acúmulo de óleo apresenta um grave risco de incêndio.. A limpeza freqüente e contínua de resíduo de óleo ajuda controlar este potencial da perda.
Fonte: Food Processing, IR - Industrial Risk Insurers.

Vídeo:
Em 04 de fevereiro de 2008, em Port Wentworth, Savannah, Geórgia, EUA, ocorreu uma explosão no silo da indústria Imperial Sugar.
Durante a movimentação de um bigbag carregado de açúcar, ele caiu e bateu na estrutura metálica. A estrutura metálica estava impregnada de poeira de açúcar e com o golpe essa poeira ficou em suspensão tempo suficiente para provocar a explosão.
Houve uma sucessão de explosão. A primeira explosão é a explosão primária, e a força que uma explosão primária cria pode movimentar ainda mais poeira de açúcar, o que geraria uma explosão secundária (efeito dominó). A segunda detonação é muitas vezes a mais poderosa.
Vitimas: 14 trabalhadores morreram, 44 ficaram feridos, principalmente devido às queimaduras

Infrações cometidas pela empresa.
A OSHA aplicou uma multa devido às violações de segurança no valor de 5 milhões de dólares.

Principais infrações cometidas pela empresa
■ Faltam de proteções de motores elétricos, painéis elétricos e conexões elétricas para atmosferas potencialmente explosivas.
■ Ventilação deficiente no local
■ Falta de manutenção de sistemas de recolhimento de poeiras (housekeeping).

Prejuízos
A Imperial Sugar de Port Wentworth é a principal empresa do grupo, correspondendo 65% da produção total.
Valor estimado para reconstrução da empresa: 180 a 230 milhões de dólares
Prejuízo de operação devido à interrupção da produção: 21 milhões de dólares

Em um relatório de Novembro de 2006, o comitê CSB (Chemical Safety Board), identificou 281 incidentes de poeira combustível ocorridos no período de mais de 25 anos, que matou 119 trabalhadores e feriu outros 718. Segundo o relatório, 24% das explosões ocorreram na indústria de alimentos e principalmente em fábricas de açúcar.

Fontes: News4jax - July 25, 2008, NY Times - July 26, 2008

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