Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, julho 28, 2008

Espaço Confinado – Perguntas e Respostas


1- Quais são as condições físicas ideais que permitem ao trabalhador atuar em um espaço confinado?
Ter boa condição física não é suficiente para o trabalhador desempenhar adequadamente o trabalho no espaço confinado. O trabalhador deve estar psicologicamente preparado para o trabalho nas condições especiais que representam o espaço confinado. Devem ter suficiente grau de instrução que o permita compreender o treinamento ministrado para ao trabalho. Trabalhadores analfabetos ou de baixa escolaridade representam risco potencial de acidente. E não raro são aqueles que se submetem a esse tipo de trabalho.


2 - Qual o limite de peso para que um trabalhador possa atuar num espaço confinado ?
Não existe uma norma legal que estabeleça uma regra. Depende do tipo de espaço confinado e das vias de acesso e saída. Sempre deve prevalecer o bom senso. Ninguém permitirá que um portador de obesidade mórbida, isto é, com Índice de Massa Corporal - IMC acima de 40 kg/m2 trabalhe num local de difícil acesso ou saída. Alguns profissionais estabelecem como limite o IMC de 35 kg/m2 . Outros mais exigentes estabelecem como limite o IMC igual ou superior a 30 kg/m2 (obesos de acordo com a Organização Mundial da Saúde). Nos trabalhadores com IMC em torno de 30 kg/m2 deve ser considerada a influência da massa muscular, pois muitos trabalhadores atingem essa marca por conta do desenvolvimento da massa muscular e não de gordura corporal.

3 - Além da claustrofobia, que outros tipos de complicações impedem o trabalhador de entrar num espaço confinado?
O excesso de peso; alergia respiratória como asma, rinite alérgica, pois necessitará usar muitas vezes máscara contra poeira, vapores e gases, ou suprimento de ar puro; doença cardiovascular como hipertensão arterial, arritmias cardíacas, insuficiência coronariana. Transtornos mentais e neurológicos como ansiedade, esquizofrenia, depressão, distúrbio bipolar, esquizofrenia, epilepsia, fobia de altura (acrofobia), fobia de locais fechados (claustrofobia) e outras. Quaisquer doenças na fase aguda contra-indicam o trabalho em espaços confinados desde uma gripe, sinusite, dermatoses e outras.

4 - Quais os riscos para a saúde no trabalho em espaço confinado? Existem riscos biológicos, como presença de animais como ratos, moscas? Que tipo de doenças eles podem transmitir?
Existem riscos a vida e a saúde. A falta de oxigênio pode causar asfixia e morte. Antes disso o trabalhador poderá ficar desorientado, confuso, agitado e inadvertidamente pensarão que estará tendo uma crise nervosa. Esses são sintomas de asfixia, como ocorre com uma pessoa está se afogando.
Outro risco é a presença de gás ou vapor tóxico, sendo muito comum se encontrar gás sulfídrico, aquele com cheiro de ovo podre. O H2S é muito comum nas galerias de esgoto, estações subterrâneas de energia elétrica, minas. Também o asfixiante simples metano pode ser encontrado nos espaços confinados deslocando o oxigênio.
São produzidos pela decomposição da matéria orgânica. Várias doenças causadas por micro-organismo (vírus, bactérias, helmintos e protozoários) podem ser adquiridas quando as regras básicas de proteção são desrespeitadas. A mais comum é a Leptospirose transmitida pela urina de rato contaminada pela bactéria Leptospira. Esta doença poderá causar a morte por hepatite aguda fulminante ou insuficiência renal aguda.
Outra doença comum de ocorrer é a hepatite A, perfeitamente evitável através da vacinação e medidas adequadas de proteção ao trabalhador. Varias infecções da pele podem ser causadas pelo contato com matéria orgânica infectada de microorganismo. Todas evitáveis com o uso de equipamentos de proteção adequados.

5 - Que outros tipos de doenças se verificam com mais freqüência nos trabalhadores de espaços confinados?
São as doenças decorrentes dos produtos químicos usados na limpeza de tanques, reatores e outros equipamentos. O contato com a pele, mucosas e vias respiratórias podem causar desde irritação até intoxicações generalizadas. A inalação dos fumos das soldas ou a ação das radiações não ionizantes procedentes do trabalho com solda e corte nesses ambientes também propiciam lesão na pele, olhos e vias aéreas.

6 - Porque elas ocorrem?
Existem vários motivos. A má ventilação dos espaços confinados predispõe a diversas doenças respiratórias. A falta de EPI ou o uso inadequado dos mesmos. A falta de higiene da pele e do EPI. O desconhecimento dos fatores de risco ou certo grau de negligência.

7 - Como tratá-las?
O melhor tratamento é a prevenção. Cada caso deve ser tratado de acordo com sua especificidade. No caso de asfixia o resgate deve ser imediato, a vítima deve ser colocada em local arejado, sem substâncias tóxicas, e ser adequadamente ventilada com oxigênio e a seguir removido para o serviço médico da empresa ou hospital. Quando houver contaminação do vestuário, este deve ser substituído imediatamente para que seja evitado o contato com a pele. Em caso de contato cutâneo deve-se providenciar a imediata remoção da substância tóxica da pele.

8 - Como preveni-las?
O trabalhador necessita ser adequadamente informado dos fatores de riscos existentes no espaço confinado e principalmente compreender a natureza desses riscos e como enfrentá-los. Deve conhecer bem a razão para usar os equipamentos de proteção individual, dos procedimentos de comunicação com o observador (vigia) e do sistema de resgate em caso de alguma anormalidade. Trabalhadores sem boas condições físicas e psíquicas não devem trabalhar nos ambientes confinados.

9 - Que tipo de seqüelas a ocorrência de acidentes ou doenças em espaços confinados podem deixar no trabalhador?
Dependerá do tipo de acidente. Por exemplo, queda de andaimes ou escaladas utilizadas no interior do espaço confinado poderão causar lesão e seqüelas dos ossos e articulações. Traumas cranianos poderão provocar lesões neurológicas. A asfixia por falta de oxigênio poderá causar seqüelas motoras ou cognitivas.

10 - Quais são os sintomas de complicações dentro de um espaço confinado?
É importante ressaltar que para que os sintomas e lesões sejam minimizados é preciso um bom sistema de intercomunicação e resgate. Quanto mais tempo se perder no resgate maiores serão as chances de complicações.

11 - Com que freqüência se deve fazer os exames médicos nos trabalhadores dessa área?
Dependerá do tipo do local onde trabalham e dos fatores de riscos presentes. De acordo com a NR 7, nas atividades consideradas insalubres a periodicidade do exame deve ser semestral. Agora é muito importante o trabalhador ser perguntado sempre que for adentrar no espaço confinado se está em condições de exercer a atividade. A aptidão é pontual. No exame periódico poderá estar apto mas o surgimento de uma doença aguda após a realização do exame incapacitará o trabalhador para o exercício da atividade. Daí a necessidade de o trabalhador ser perguntado sobre o seu estado de saúde antes de ingressar no espaço confinado. Essa sistemática deve ser feita rotineiramente pelo supervisor do trabalho ou o observador (vigia).

12 - Existem vacinas a serem feitas nos trabalhadores de espaços confinados?
Os trabalhadores em geral deveriam obrigatoriamente ser vacinados contra o tétano. Aqueles que forem trabalhar em locais com material biológico deveriam ser vacinados contra a hepatite A e por extensão contra a hepatite B. Estes também deveriam receber no início do outono a vacina anti-gripal. Outras vacinas dependeriam da realidade epidemiológica da região onde os trabalhos serão realizados. Por exemplo, aqueles que necessitarem trabalhar na região onde a febre amarela é endêmica também deveriam receber a vacina contra essa doença pelo menos 10 dias antes de irem para o local de trabalho.

Fonte: Associação Nacional de Medicina do Trabalho - Arlindo Gomes - Diretor Científico da ANAMT – Março de 2005

Vídeo sobre Espaço Confinado
Mostra os principais erros
■ Como não deve entrar em local de acesso limitado (espaço confinado) sem identificação dos riscos em potenciais e como conseqüência acidente fatal.
■ E o resgate inadequado de salvamento.




Comentário:
Espaços Confinados
“É qualquer área não projetada para ocupação contínua, à qual tem meios limitados de entrada e saída, e na qual a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que podem existir ou se desenvolverem“.

Os problemas dos Espaços Confinados
■ Baixa ocorrência;
■ Acidentes Fatais;
■ Quase sempre fatais;
■ Diversidade de riscos envolvidos;

Os acidentes fatais ou não fatais envolvendo ambientes confinados revelaram dados alarmantes:
■ Em 100% dos casos o ambiente não foi analisado;
■ Em 95% dos casos não havia um plano de resgate;
■ Em 85% dos casos não havia programa de treinamento para a entrada em espaços confinados (permissão de acesso);
■ Em 65% dos casos os executantes não sabiam sequer de que se tratava de um espaço confinado;
■ Em 60% dos casos fatais, ocorreram mais de uma morte vitimando pessoas que tentavam resgatar colegas;

Há quatro principais riscos em espaços confinados;
■ Deficiência/enriquecimento de oxigênio
■ Incêndio ou explosão
■ Toxicidade e
■ Afogamento em líquidos ou partículas sólidas em suspensão (poeiras)

Medidas de emergência e resgate
O empregador deve elaborar e implantar procedimentos de emergência e resgate adequado aos espaços confinados incluindo, no mínimo:
1- identificação dos riscos potenciais através da Análise Preliminar de Riscos - APR;
2- descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em caso de emergência;
3 - utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de emergência, resgate e primeiros socorros;
4 - designação de pessoal responsável pela execução das medidas de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado;
5 - exercício anual em técnicas de resgate e primeiros socorros em espaços confinados simulados.

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domingo, julho 27, 2008

Comentário: Ato Inseguro


O que é o ato inseguro? Se procurarmos o significado da palavra “ato” no dicionário, temos; procedimento, conduta, modo de proceder, etc.

Veja o caso da memória, segundo especialistas (neurocientistas) quem nunca passou por um lapso de memória, não ficou um certo tempo tentando encontrar no seu acervo lingüístico pessoal, a palavra adequada para o contexto desejado, ou simplesmente não esqueceu o que iria dizer ao seu interlocutor?
E quem nunca se esqueceu, em determinado momento, do que iria fazer logo em seguida?

Foto - cartoon - Eu não tenho tempo para ler, todas essas regras de segurança.

Imagina se não treinarmos a memória para termos procedimentos para execução de determinada tarefa, o que seria?

Em atividade de baixo risco tecnológico a falha humana não é muito perceptível, mas a atividade de alto risco tecnológico a falha humana é extremamente perceptível (medicina, aviação, usina nuclear, hidroelétricas, etc.). Onde o elemento humano toma decisão/interpretação diante de informações processadas por máquinas/computadores.

O elemento humano é cheio de vícios, particularidades de essência de cada pessoa.
Têm pessoas metódicas, outras indisciplinadas, outras têm dificuldade de assimilação de programas, outras contrárias a modificação de procedimentos, etc. Junta tudo isso, temos uma empresa com um ativo intelectual disperso, que através de treinamento, disciplina, procuramos homogeneizar esse pensamento voltado para os objetivos da empresa. Que é extremamente difícil, pois a cada empresa tem sua cultura/vícios.

Veja o caso de um bebê está aprendendo a engatinhar, tudo para ele é novidade, é o Indiana Jones a procura de aventura e perigo. São os pais que vão emitir verbalmente um Procedimento Seguro (PS) para o bebê, o que é proibido ou não, utilizar um DPI (dispositivo de proteção individual) ou um EPC (equipamento de proteção coletiva para residência) ou delimitar uma área para brincar (zona de risco). Apesar de todo esse treinamento dado pelos pais, sempre tem algum bebê que avança o sinal ou quebra o procedimento dado pelos pais, e aí acontece o acidente.
Na essência o erro humano acompanha o ser humano em todas as atividades. Alguns erros conseguimos corrigir, criamos outros erros latentes, mas a falha está sempre a favor da natureza. ACCA

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quinta-feira, julho 24, 2008

Soldador morre durante explosão

Em 21 de maio de 1998, às 10 h 35 min, um homem, de 38 anos, morreu em conseqüência de uma explosão, que ocorreu quando soldava peças na parte traseira de um caminhão coletor de lixo industrial.
As informações foram obtidas com a polícia, corpo de bombeiros e do relatório do legista.
A construtora era de propriedade do irmão da vítima, que morava também no local, onde o acidente ocorreu. Entretanto, não havia nenhuma indicação que a vítima trabalhava para seu irmão no momento do acidente. Estava trabalhando para o proprietário do caminhão coletor de lixo industrial, como um soldador autônomo, reparando e modificando seus caminhões.
A edificação continha equipamentos elétricos e outros, que não foram envolvidos pelo incêndio. Outras circunstâncias ambientais não foram um fator que contribuiu para este incidente.

Investigação
A vítima estava no local para reparar um caminhão coletor de lixo industrial , que chegara a oficina às 7 h. Diversas peças foram acrescentadas na parte traseira do caminhão e uma foi necessária soldar na caçamba. Havia duas partes pesadas de aço que necessitaram ser soldadas em conjunto e unidas ao caminhão. A parte básica media aproximadamente 15 cm por 15 cm e uma segunda parte foi unida.. O caminhão coletor de lixo industrial estacionou próximo a edificação, perto de uma porta no lado leste do edifício. Um outro empregado observou que a vítima estava soldando, minutos antes da explosão. O empregado observou também um tambor de 165 l na parte traseira do caminhão, que estava sendo usado pela vítima, quando estava soldando.
O empregado ouviu a primeira explosão e viu o edifício em chamas, próximo a parte traseira do caminhão e da porta da edificação. Ele correu ao local, na parte traseira do caminhão e tentou retirar a vítima, mas foi incapaz de retirá-lo, devido uma série de explosões seguidas de incêndio. Então, correu e pediu ajuda. O Corpo de bombeiros recebeu a chamada às 10 h 35 min com informação de explosão e incêndio.
Quando a policia e os bombeiros chegaram ao local, o edifício estava em chamas. Os bombeiros começaram a controlar o incêndio e foram avisados que uma pessoa ainda estava no interior ou próxima à edificação.

Vítima
A vítima foi encontrada perto do caminhão, na parte traseira, estacionado ao lado do edifício, deitada no chão com a face voltada para cima. O corpo tinha sofrido os principais danos em conseqüência do incêndio.. A vítima foi removida e levada ao hospital e onde foi feita a autópsia. A autópsia revelou que a vítima morreu devido a um golpe grave na cabeça (traumatismo craniano) e não pelo incêndio.

Foto – Tambor vazio após a explosão
Soldagem da peça
Na parte superior do tambor tinha a marca de uma peça, que estava sendo feita para a parte traseira do caminhão. Havia duas peças pesadas de aço que foram soldadas em conjunto.
Aparentemente, a vítima estava trabalhando nas peça, antes da explosão. Havia também algumas áreas do tambor, onde o metal quente do processo de soldagem deixou a marca (vestígios).

A peça soldada não tinha sido adicionada à parte traseira do caminhão antes da explosão. A seção superior do tambor foi encontrada nos escombros do incêndio. O fundo do tambor foi encontrado na parte traseira do caminhão perto do corpo da vítima.
Uma chapa de aço pesada que foi adicionada à parte traseira do caminhão foi encontrada no chão perto do fundo do tambor. De acordo com o relatório do departamento de investigação de incêndio, revelou que o tambor explodiu e o fundo permaneceu na mesma posição onde estava o tambor.

Causa provável
O departamento de investigação de incêndio concluiu que a explosão ocorreu quando a vítima soldava duas seções de aço pesado apoiando no tambor de 165 l . A vítima tinha colocado aparentemente o cabo de condutor do soldador no tambor, que pode ter causado aquecimento durante a soldagem, a ponto de provocar a ignição do material inflamável no interior do tambor.
Um outro cenário mais provável é que o soldador simplesmente aqueceu a tampa do tambor com o eletrodo de soldar e inflamou os vapores existentes no interior do tambor.
As amostras do interior do tambor foram enviadas para a análise, mas o departamento de investigação de incêndio não conseguiu determinar que tipo de produto estava no interior do tambor.

Causa da morte
O relatório do medico legista indicou que a causa provável da morte foi os ferimentos graves na cabeça.

Recomendação /Discussão

Recomendação nr.1:
Os empregadores devem garantir que os soldadores são treinados adequadamente na operação segura de seu equipamento e processo.
Discussão:
O incêndio e a explosão podem ser um risco ao soldar inadequadamente. A soldagem deve ser conduzida de acordo com as normas existentes e procedimentos. Estes regulamentos especificam que os empregadores devem insistir que os soldadores e seus supervisores são treinados apropriadamente na operação segura de seu equipamento e processo. O empregador deve garantir que o equipamento proteção contra incêndio apropriado é acessível.
As faíscas ou fagulhas de soldagem podem deslocar até 12 m. Para minimizar o perigo, todas as substâncias/produtos combustíveis devem ser removidos local do trabalho e mantidos a distância de pelo menos de 11 m. Os produtos/substâncias combustíveis que não podem ser movidos, devem ser cobertos com uma lona à prova de fogo. O supervisor deve relacionar os materiais combustíveis e os riscos presentes ou provavelmente estar no local de trabalho.
O equipamento de solda elétrica deve conformar-se aos critérios de projeto e de instalação, de acordo com as normas e procedimentos técnicos do fabricante. O aterramento da máquina de soldagem deve ser verificado antes que a soldagem inicia-se. O cabo de soldagem deve ser estendido. Uma conexão elétrica separada deve ser usada para o aterramento do material que está sendo soldado, e o cabo condutor do eletrodo que dever ser segurado firmemente durante a execução do trabalho.

Recomendação nr.2:
Os empregadores devem assegurar-se, que a soldagem não deve ser executada em tambores usados, até que estejam limpos completamente (ausência de vapores ou resíduos).
Discussão:
A soldagem e outros tipos de trabalho a quente não devem ser executados em tambores usados, em tambores ou em outros contêineres proibidos até que estejam limpos completamente.
A limpeza deve ser feita para certificar que não há nenhum traço ou resíduo presente inflamável dos materiais ou nenhuma substância tais como; graxas, piches, ácidos, ou outros materiais que quando submetidos ao aquecimento podem produzir vapores inflamáveis ou tóxicos.
Neste caso, a vítima usou um tambor velho como uma mesa de apoio para soldagem, e não tinha idéia do perigo da solda elétrica. Mesmo uma pequena quantidade de combustível residual, de óleo, ou de vapor da gasolina, quando misturado com o ar apropriado, transformou-se em uma mistura mortal no interior do tambor.

Recomendação nr.3:
Os empregadores devem desenvolver, executar, e cumprir um programa por escrito de segurança. O programa de segurança deve incluir procedimentos de segurança de tarefas específicas e o treinamento de empregado na identificação, eliminação e controle de riscos.
Discussão:
A execução e o cumprimento de um programa detalhado de segurança é elaborado para impedir acidentes com vítimas. O programa de segurança deve incluir procedimentos de segurança específico de tarefa e o treinamento de empregado. O treinamento é um elemento crítico em um programa de segurança e neste caso, o treinamento deve incluir a comunicação de procedimentos de segurança de tarefas específicas. Todos os contratantes devem ser avisados sobre materiais inflamáveis ou condições perigosas no local.

Recomendação nr.4:
Os empregadores devem designar uma pessoa competente para conduzir as inspeções freqüentes e regulares de segurança do local de trabalho.
Discussão:
As inspeções regulares do local do trabalho por uma pessoa competente, asseguram que os procedimentos de segurança estão sendo seguidos, e demonstra que o empregador está comprometido com o programa de segurança e à prevenção de acidentes. Neste caso, as inspeções programadas e não programadas devem ser conduzidas, e incluem uma reinspeção do local de trabalho; materiais, e equipamentos para identificar as condições de riscos.

Fonte: The University of Iowa – FACE Program
Referências: National Safety Council. Accident Prevention Manual for Business & Industry: Administration and Programs. Tenth Edition. Chicago, IL. 1992.
Office of the Federal Register: Code of Federal Regulations, Labor 29 Part 1910 and Part 1926. Washington, DC: U.S. Government Printing Office, 1996.

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domingo, julho 20, 2008

Sistema de resgate e salvamento

Os acontecimentos dos últimos anos, incluindo 9 de setembro, concluíram que os arranha-céus são potenciais armadilhas mortais, sobretudo para os ocupantes dos andares superiores, em casos de eventos catastróficos.

Nos últimos anos assistimos grandes desastres de edifícios altos, como o incêndio do edifício Cook County Administration com 35 pavimentos, em Chicago, com seis funcionários mortos e outros oito feridos, em 2003; o incêndio no edifício de 45 pavimentos, Banco LaSalle, em Chicago, em que feriu 37 pessoas, incluindo 22 bombeiro, em 2004; o incêndio do edifício Windsor, em 2005, que destruiu a emblemática torre de 28 andares, no coração do centro empresarial de Madri e o incêndio do edifício de escritório russo, em 2006, em que morreram nove pessoas e muitas outras ficaram feridas após saltarem do edifício em chamas.

Estas tragédias e naturalmente, a catástrofe do World Trade Center, têm realçado a vulnerabilidade do núcleo edifício e escadas de emergência como o único local para evacuação, como meio de fuga e de acesso de incêndio e de salvamento pessoal. É claro que, como o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia Americano (NIST) conclui enfaticamente, no seu estudo do colapso do WTC, há uma necessidade premente de alternativas, soluções de back-up.

Iniciado em setembro de 2002 por um grupo de empresários altamente experientes, a empresa Escape Rescue Systems, desenvolveu um inovador sistema que revoluciona a evacuação das pessoas dos edifícios altos, e permite o transporte rápido e seguro do incêndio e de grupo de emergência e salvamento. Outras soluções existentes e concorrentes não oferecem a eficácia comparável

O Sistema de Resgate
O sistema de resgate é um conjunto de cinco cabines desmontáveis, permanentemente armazenadas na cobertura do edifício em posição dobrada.
Após funcionamento, o conjunto de cabines é baixado para o solo. Ele então se desdobra e abre, permitindo a entrada das equipes de emergência nas cabines. Ele se locomove para cima até que ele pare em cinco andares simultaneamente, permitindo a entrada de 150 ocupantes de através de uma saída por uma janela especialmente configurada.
O conjunto é então deslocado para o térreo e os ocupantes saem as cabines novamente são redobradas. O sistema repete este ciclo, transportar as equipes de emergência para cima e para interior do edifício e evacuação dos ocupantes, sempre que necessário.

O sistema, baseado em uma tecnologia original, desfruta substancial vantagem sobre os concorrentes e outros novos produtos:
■ elevada capacidade de transporte;
■ eficaz em todas as alturas do edifício;
■ serve tanto para evacuação e de equipe de salvamento;
■ não exige nenhuma habilidade ou ações pouco conhecidas por evacuados e é
■ adequado para todas as idades e condições físicas dos evacuados, incluindo pessoas com deficiência.

Escape Rescue System - The most amazing videos are a click away

Fonte: Escape Rescue Systems

Comentário:
Esse tipo de tecnologia é extremamente interessante, principalmente para os bombeiros e equipes de resgate. Lembrando na catástrofe do Word Trade Center, os bombeiros utilizaram a escadaria das torres como meio de acesso para resgate dos ocupantes. Os Corpos de Bombeiros de todos os países tem sua limitação de acesso externo, devido ao comprimento das escadas magiruz, plataformas e snorkel ( máximo 90 m).
Não devemos esquecer que o edifício deve ter sua linha de defesa para combate contra incêndio para proteger esse equipamento. Essa linha de defesa inclui os seguintes sistemas; extintores, hidrantes, sprinklers, detecção, iluminação de emergência, e compartimentação horizontal e vertical.

O vídeo mostra a complexidade de resgate e salvamento de pessoas em edifícios altos. Geralmente as pessoas ficam presas em determinadas áreas cercadas pelo fogo e fumaça. E o único meio de escape é através de helicóptero, quando há condições operacionais para sua utilização.

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terça-feira, julho 15, 2008

Jovens perdem a visão durante o show de musica eletrônica com raio laser

Dezenas de jovens sofreram queimaduras na retina pelo impacto de raios laser durante uma festa de música eletrônica (Rave) numa localidade perto de Moscou, na semana passada, disseram as autoridades de saúde russa na segunda-feira, 14 de julho de 2008.

Participantes do festival Aquamarine Techno Music ao ar livre, em 5 de julho, na localidade de Kirzhach, distante 80 km de Moscou, começaram a procurar ajuda médica, dias após o show, reclamando do olho e problemas de visão, disseram as autoridades de saúde.

As autoridades de saúde de Moscou confirmaram 12 casos de cegueira provocados por raio laser na clínica central Oftalmológica e outros 17 foram registrados em outros hospitais da cidade, no centro da capital. "Todos tem queimaduras de retina, cicatrizes são visíveis em todos eles. Perda de visão em casos individuais é elevada, atinge 80 por cento, e a recuperação é quase impossível”, disse um oftalmologista. Elena Grishina, chefe do Hospital Oftalmológico de Moscou, disse que esses 12 pacientes não apresentaram queimaduras, mas hemorragias no fundo do olho e na retina.
Um dos pacientes confirmou "perdeu a visão pelo feixe do canhão de laser", e precisou ir ao médico no dia seguinte, ao perceber que sua visão normal não se restabelecia.

Participantes da festa disseram que devido as chuvas pesadas os organizadores foram obrigados a erguer centenas de tendas para festa e os raios laser que normalmente iluminam o céu foram em vez disso direcionados para as pessoas. A luz desprendida pelos canhões de laser foi dirigida contra as pessoas de uma distância de várias dezenas de metros.

Quase mil pessoas estavam no local e não foram alertados para o perigo ao qual se expunham pelo impacto dos potentes feixes de luz laser, pelo que, em nenhum momento, protegeram os olhos. Após o show, realizado perto da localidade de Kirzhach, muitos jovens se queixaram de que os raios laser inutilizaram suas câmeras digitais.

Os parentes dos afetados apresentaram denúncias perante a Polícia local e anteciparam que pedirão compensações financeiras.

Laser potente
Alguém criou um raio laser extremamente potente para um pequeno espaço, disse Valentin Vasiliev.

Fonte: Yahoo Brasil 14 de julho de 2008 e Kommersant, July 14, 2008

Comentário:
Todos os raios lasers e sistema para show de raio laser têm perigos intrínsecos - mesmo canetas ou apontador a laser. Observação de regras básicas de segurança de raio laser e os regulamentos específicos de segurança são essenciais.
Um raio laser pode ser considerado como uma grande fonte alinhada extremamente intensa de radiação eletromagnética que é definido por três características: monocromático, direcional e coerência. Devido à coerência temporal e espacial do feixe de laser, ele pode ser considerado como um ponto de fonte de brilho fenomenal que pode facilmente ultrapassar o brilho do sol. Os raios laser são uma fonte de luz direcional mais do que qualquer outro instalação comum, tais como; luzes ou um ponto de luz. Quanto maior for a potência de saída óptica do laser, maior será o potencial de perigo.

Riscos do raio laser
O perigo do raio laser pode ser dividido nas seguintes categorias principais:
■ Riscos aos olhos: queimaduras da retina ou da córnea.
■ Riscos a pele: queimaduras.
■ Riscos elétricos: de alta tensão dos equipamentos.
■ Riscos de incêndio e inundação

Varredura na platéia
Tomar todas as precauções para assegurar-se que os efeitos de varredura na platéia são intrinsecamente seguros. O poder dos efeitos utilizados deve satisfazer os níveis de exposição permitido. A varredura na platéia é uma grande responsabilidade, pois poderia lesionar a visão de centenas de pessoas. A lesão na retina é permanente. Fonte: Laserfx Safety

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sábado, julho 12, 2008

Compreendendo a importância do EPI

"Todo mundo sempre gosta de queixar-se do uso do EPI," e um dos nossos militares escreve. É desconfortável. Ele é antiquado. Os óculos de segurança é difícil de enxergar. Toda a pessoa tem motivos para não usá-lo. "Aqui está uma boa razão por que você deve usá-lo", ele disse.
Um fuzileiro naval estava costurando um equipamento de vôo utilizando uma máquina de costura, em que ele usava centenas de vezes, logo, ele escutou um barulho incomum, parecendo alguma coisa triturando. O fio entrelaçou na bobina, a agulha começou a dobrar e voou em direção ao olho.
Como você pode ver, se ele não tivesse usando os óculos de segurança, teria atingido o olho.

Fonte: Naval Safety Center



Artigo publicado: EPI
http://zonaderisco.blogspot.com/2008/07/trauma-ocular-o-que-fazer-diante-disso.html

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sexta-feira, julho 11, 2008

Um chamado de alerta para os riscos da nanotecnologia

No mundo pós-moderno, há um "fascínio da criatividade". Tudo precisa ser pequeno, rápido, eficiente e com potencialidade de armazenamento de informações. Nessa linha, está a pesquisa com as nanotecnologias. Uma célula humana tem cerca de 20 micrômetros de diâmetro: um micrômetro é um milionésimo de um metro. Já um nanômetro é um bilionésimo de um metro, cerca de três ordens de grandeza menor do que a célula. É nessa ordem que se tem uma melhor aproximação com a movimentação celular, e a interferência viabiliza um maior grau de precisão dos resultados. Possibilita o surgimento de novas propriedades, bem distintas das que se mostram nos tamanhos atualmente conhecidos.

Tecnociência e dano à saúde
A nanotecnologia, ao lado da biotecnologia, é a tecnociência da hora. Engenheiros do mundo todo estão de olho comprido em materiais projetados na escala do bilionésimo de metro (ou milionésimo de milímetro). Sua estrela são os nanotubos de carbono, mas ela foi mais uma vez embaçada pela suspeita de que possa vir a causar câncer.
Nanotubos são folhas enroladas de átomos de carbono arranjados numa geometria de hexágonos encaixados, similar à de uma tela de galinheiro.
Um material leve como plástico, mas resistente como aço. Estudam-se múltiplas aplicações, de veículos para remédios a eletrônica avançada, com mercado potencial de US$ 2 bilhões dentro de 4 a 7 anos.
Há vários tipos de nanotubos. Um dos mais usados tem várias camadas concêntricas (tubos dentro de tubos) e é longo. Em inglês, recebeu como apelido a sigla MWNT (de "multiwalled nanotubes").
Não é de hoje que se investiga a hipótese de que nanomateriais causem dano à saúde. Por conterem partículas diminutas, são mais facilmente assimiláveis por estruturas como células. Para o bem (se forem remédios) ou para o mal (se forem tóxicas).

Suspeita de causar câncer
As fibras de MWNT se assemelham às de amianto, material mineral da natureza vinculado a um tipo de câncer (mesotelioma) no pulmão. Células de defesa do corpo, como os macrófagos, não conseguem tirar da superfície interna do órgão todas as minúsculas fibras de amianto aspiradas. Segue-se eventualmente uma reação inflamatória, que pode dar origem ao tumor.
Dada a semelhança entre fibras de MWNT e de amianto, pesquisadores dos EUA e do Reino Unido decidiram investigá-las. Liderados por Kenneth Donaldson, da Universidade de Edimburgo (Escócia), injetaram fibras longas e curtas tanto de amianto quanto de MWNT na cavidade abdominal de camundongos, que tem uma camada de revestimento (mesotélio) similar à do pulmão.
Constatou-se que os nanotubos longos, assim como as fibras idem de amianto, desencadeiam a reação inflamatória precursora do mesotelioma. Não ficou provado, portanto, que MWNTs causem câncer, mas o resultado recomenda com ênfase que se façam mais pesquisas para avaliar melhor esse risco.
"Ainda não sabemos se os nanotubos de carbono se tornarão aerossóis e serão inalados, ou se, caso de fato alcancem os pulmões, poderão encontrar o caminho até o revestimento sensível mais externo", ressalva Donaldson em comunicado do Projeto sobre Nanotecnologias Emergentes. "Mas, se acabarem chegando lá em quantidade suficiente, há uma chance de que algumas pessoas venham a desenvolver câncer, talvez décadas depois de respirar a coisa."
A boa notícia, do ponto de vista da promissora nanotecnologia, é que a reação pré-tumoral não ocorre com fibras MWNT mais curtas, ou curvas. Para Donaldson, conhecer essas propriedades dos nanotubos facilitará também a pesquisa sobre como evitar seus danos à saúde humana.

"Não podemos nos permitir não explorar esse material incrível, mas tampouco podemos nos permitir usá-lo erradamente como fizemos com o amianto", afirma Andrew Maynard, consultor do projeto e co-autor do trabalho, “Projeto sobre Nanotecnologias Emergentes”.

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, domingo, 25 de maio de 2008 e Zero Hora - 26 de maio de 2008
Vídeo
A Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma) foi constituída em outubro de 2004. Atualmente, compõe-se de 30 membros de 21 instituições.
A Renanosoma é uma rede de pesquisas que procura incentivar a discussão sobre nanotecnologia paralelamente ao seu desenvolvimento. O foco concentra-se nas mudanças ambientais, aspectos sociais e econômicos que ela produzirá em cada caso.
São sete documentários "Nanotecnologia - O Futuro é Agora", produzido pelo Instituto Renanosoma e Produtora Último Ato.

Você também pode assistir todos os vídeos pelo site da Renanosoma.
http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/video-nano-futuro

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quarta-feira, julho 09, 2008

A maior praia artificial de água quente natural do mundo em Caldas Novas


Foi inaugurada, na sexta-feira, 20 de junho de 2008, a Praia do Cerrado, maior praia artificial do mundo de águas quentes termais e piscina de ondas, no complexo Rio Quente Resorts, em Goiás, Brasil.

Empreendimento
O empreendimento recém-inaugurado de 25.000 metros quadrados representa 8% -o equivalente a R$ 13 milhões (8 milhões de dólares)- do investimento de R$ 165 milhões (97 milhões de dólares) que está sendo feito no complexo Rio Quente, que abriga o parque aquático Hot Park. Atualmente, o Rio Quente Resorts recebe cerca de 1 milhão de pessoas por ano e figura entre um dos principais destinos de famílias no Centro-Oeste do país.

Megacomplexo
Além da Praia do Cerrado, dois novos hotéis, um condomínio imobiliário e um campo de golfe estão previstos para serem construídos e fazerem parte do megacomplexo, que pretende dobrar o número de visitantes, com a finalização das obras em 2012

Praia artificial
Olhando para as piscinas de ondas e de costas para o restaurante, o visitante nem lembra mais que a areia fina e branquinha onde pisa descalço foi criada artificialmente a partir de resíduos da exploração de cristal de uma cidade goiana. E, depois de passar algumas horas na Praia do Cerrado e observar o vai-e-vem das ondas e as formas desenhadas no chão de areia, ele poderá se questionar se comprou um pacote para um destino no interior do país ou para algum lugar no litoral. Afinal, o piso da piscina de ondas também tem cor de areia, e as águas são transparentes como as de Fernando de Noronha.

Mas por que optar por curtir uma praia artificial no Cerrado se o Brasil é dono de uma das costas mais lindas do mundo? A resposta é simples. Em Rio Quente, a praia artificial é alimentada pela água quente natural do rio o ano todo, inclusive no inverno. Durante o dia costuma fazer um sol escaldante, além de ser difícil presenciar uma pancada de chuva em qualquer época do ano. O clima de campo presente na região complementa a sensação de segurança e conforto proporcionados por uma grande estrutura de resort da qual a praia faz parte.

A praia do Centro-Oeste é maior que as artificiais de Mônaco, Paris, Roterdã, Toronto, Hong Kong e Cingapura. A estrutura brasileira consegue inclusive superar as norte-americanas. A idéia da construção surgiu da vontade de expandir o parque aquático Hot Park, inaugurado em 1997, com uma atração que servisse para todas as temporadas e pudesse aproveitar o potencial natural do maior aqüífero central da terra. E também para incrementar as atividades lideradas pela Turma do Boto, que diverte crianças e adultos no resort. Com dois palcos, os visitantes podem curtir atrações musicais e praticar esportes como futevôlei e vôlei de praia. A prática de surfe não será permitida, já que compromete a segurança dos freqüentadores.

Estrutura da praia artificial
A estrutura é dividida em três partes;
■ praia da Marina, com ondas mais fracas e menores que não passam de 50 cm, para as crianças,
■ praia do Bikini, a mais agitada das três, e
■ praia dos Sonhos, a mais reservada.

Tamanho e formato das ondas
As piscinas de ondas têm água fresca renovada de três em três horas e contam com salva-vidas. As ondas têm vários formatos (paralelas, em formato de diamante e em V) e podem chegar a até 1,5 metro de altura. São geradas através de uma câmara que sopra ar, de dois em dois segundos, e param com a mesma velocidade -a tecnologia das ondas foi desenvolvida especialmente para o projeto da Praia do Cerrado.
As águas quentes termais da região, cuja temperatura varia de 30°C a 57°C, foram descobertas em 1722 pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva.

Fonte: UOL Viagem – 21 de junho de 2008

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segunda-feira, julho 07, 2008

Trauma ocular: o que fazer diante disso?

Quando ocorre algum acidente na região dos olhos, os riscos e cuidados devem ser significativos para se evitar seqüelas oftalmológicas. O que fazer diante disso? A adoção de medidas básicas pode ajudar a controlar problemas decorrentes do trauma ocular, que ocorrem com freqüência e são responsáveis por muitos atendimentos em serviços de saúde.
Para uma orientação adequada com traumas oculares, o médico Emerson Castro, oftalmologista especializado em retina e que coordena o pronto-socorro do Hospital das Clínicas (HC), da Universidade de São Paulo (USP), esclarece dúvidas comuns relacionadas aos traumas oculares.

Como são caracterizados os principais traumas dos olhos?
Resumidamente, o trauma ocular se divide em dois: os contusos e os químicos (queimaduras oculares). Em geral, ocorrem como queimaduras. Nesse caso, a indicação é usar só água corrente e depois encaminhar a um serviço de saúde, se possível especializado. Nos contusos, com acidente ou perfuração, a dica é não colocar nada no olho, não usar colírios nem pomadas e, outra medida possível, é proteger o olho com copo plástico ao redor dos olhos. Se houver uma pancada no olho, com diminuição da visão, é bom fazer exames periódicos, pois pode haver futuramente um descolamento de retina. Nesses casos, o acompanhamento é muito importante.

Diante de qualquer trauma ocular, o que devemos fazer?
O mais importante é o que não fazer num trauma. Basicamente, deve-se recorrer a um serviço de saúde e evitar fazer algo antes de chegar a um serviço. Se der para ir a um local com atendimento oftalmológico, seria o ideal. Outra dica é fazer um acompanhamento posterior, pois alguns efeitos podem ser tardios e decorrentes de alguma eventualidade traumática nos olhos.

Quais as situações mais freqüentes em que ocorrem os traumas oculares?
Ainda é muito comum corpo estranho, fagulha e madeira com trabalhadores de indústrias e da construção civil. Há também bastante com acidentes domésticos (crianças), automobilísticos e por vítimas de violência. Outros importantes também são relacionados a esportes, principalmente com desportistas de final de semana. Em idosos, os traumas oculares são bem relacionados à queda por desequilíbrio.

Como os traumas oculares podem ser evitados?
A prevenção é fundamental, seja no ambiente doméstico ou em qualquer outro local. Na infância, é preciso tomar muito cuidado com objetos perfuro-cortantes e o trauma doméstico é bem comum. Na idade adulta, há o trauma relacionado à agressão, ocupacional (trabalho) e alguns são mais difíceis de abordar. Para evitar os traumas no ambiente de trabalho, bastaria seguir as leis rigorosamente e assim usar óculos específicos de segurança, os quais previnem bastante e servem a todos. Com idosos, uma recomendação importante é que na casa não tenha tapetes e os banheiros devem ter barra de proteção. Já em esportes, existem estudos mostrando que o uso de óculos pode prevenir 90% dos traumas oculares.

Fonte: Portal da Retina - 02 de setembro de 2006

Vídeo
Mostra um jovem trabalhador como está atualmente, cego, usando bengala e faz a retrospectiva do incidente e termina o vídeo, cada um tem de fazer a sua parte (utilizar o óculos de segurança).







Comentário:

Foto: Operário trabalhava no esmeril e teve a lente direita do óculos atingida e danificada por uma rebarba. O olho não foi atingido.

As atividades que mais ocorrem trauma ocular são nas seguintes atividades: metalurgia, construção civil, marcenaria, têxtil, cerâmica, indústria química, indústria de produtos alimentícios, transporte, pesca, artes gráficas e mineração.
As lesões oculares mais encontradas são: corpos estranhos, úlceras traumáticas, queimaduras, contusões e lacerações e até perfurações do globo ocular. Os sintomas mais comuns são: dor, baixa da visão, ardor, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão, secreção ocular e sensação de corpo estranho nos olhos.

O oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, diz que o crescimento dos acidentes oculares acima da média demonstra que muitos trabalhadores não usam óculos de proteção, também conhecidos como EPI (Equipamento de Proteção Individual) ocular. Além dos acidentes notificados, ressalta, a falta de proteção pode causar doenças oculares como;
■ ceratite, pterígio,
■ catarata e degeneração macular que muitas vezes não são contabilizadas nas notificações.

Perigo da automedicação
“Muitos profissionais se automedicam com colírio anestésico que pode levar à ulceração corneana, infecções, perda temporária da visão e até ao transplante de córnea Por isso hoje os colírios anestésicos são de tarja preta. O trabalhador não deve se automedicar, nem os ambulatórios das empresas podem usar este colírio”, afirma o oftamologista Queiroz Neto.

Óculos de proteção
É comum observar profissionais do setor de eletricidade ter catarata precoce por causa da radiação elétrica e falta de lentes com proteção ultravioleta que é utilizada em todo EPI.
Ele ressalta que os óculos de proteção previnem até 90% dos acidentes de trabalho, mas muitas empresas compram EPI’s inadequados para as funções exercidas o que inviabiliza o uso. A intolerância observa, também pode estar relacionada à má ventilação do local de trabalho que torna as lentes embaçadas ou à má iluminação que impede o funcionário de enxergar se estiver usando a EPI. Isso significa que a segurança do trabalhador requer supervisão do ambiente de trabalho e treinamento para verificar a adaptação dos funcionários e conscientizar sobre a importância dos equipamentos de segurança. As lentes de cristal, explica, são as mais indicadas para ambientes empoeirados porque impedem a aderência de partículas na superfície. Já as de policarbonato são as mais resistentes a respingos de solda, enquanto as de resina riscam menos.

Falha no ajuste aumenta o risco
Náusea, dor de cabeça, visão embaralhada ou dupla, irritação, lacrimejamento e dificuldade na avaliação da profundidade são os sintomas decorrentes de EPI com erro na altura, distância pupilar ou grau para funcionários que necessitam de correção visual. Queiroz Neto afirma que estes erros são bastante comuns e aumentam o risco de acidentes.

Incidência de lesões oculares
A incidência de lesões oculares ocupacionais é de;
■ 82% para traumas causados pelo alojamento de corpo estranho na superfície dos olhos,
■ 10% para queimaduras químicas e
■ 8% são perfurações do globo.

Atendimento
O especialista diz que toda lesão ocular deve ser lavada com água em abundância, com exceção de perfuração em que o olho não deve ser comprimido e exige encaminhamento imediato ao oftalmologista.

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sábado, julho 05, 2008

Canadá proíbe Bisfenol em mamadeiras e chupetas

O governo canadense, desde 18 de abril de 2008, declarou o Bisfenol A uma susbstância tóxica e proibirá a comercialização de mamadeiras, chupetas e outros artigos para bebês que contenham plásticos com Bisfenol A (em inglês de Bisphenol A – BPA).

Controvérsia entre especialistas
O bisfenol A vem sendo motivo de discussão em todo o mundo a partir de relatórios, muitas vezes contraditórios, de analistas e comitês de especialistas, convocados por ministérios e orgãos de controle toxicológico.

Plástico liberal hormônio com líquido quente ou com detergente
A substância está presente em alguns tipos de plásticos, e seria liberada a partir do contato dessas embalagens com líquidos aquecidos e detergentes utilizados em sua limpeza. O bisfenol A age no corpo humano como se fosse um hormônio semelhante ao estrogênio.

Exposição e riscos de câncer
A exposição a níveis elevados de forma constante pode trazer alterações na produção de espermatozóides, puberdade precoce e risco aumentado de câncer de mama e próstata.
O Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos Estados Unidos, encontrou a substância em 93% das amostras de urinas de adultos e crianças testadas no período de 1988 a 1994.
O limite de segurança aceito para ingestão do Bisfenol A, pela Agência Ambiental Americana (EPA) é de 50 ppb/dia (partes por bilhão, por dia). Uma criança alimentada através de mamadeiras fabricadas com plásticos com o produto, pode ingerir algo em torno de 13 ppb/dia.

Limites perigosos para crianças
Alguns pediatras consideram esse limite perigoso, pois faltam estudos de seu impacto em humanos, somente existindo pesquisas em animais. De qualquer forma fabricantes e distribuidores de produtos plásticos se mobilizam e respondem à pressão do mercado.

O Bisfenol A está presente em muitos tipos de plásticos e o consumidor pode identificar as embalagens através de um número presente em todas as embalagens plásticas. Esse número geralmente está gravado no fundo da embalagem e identifica o tipo de plástico utlizado em sua composição e sua indicação, ou não, de reciclagem. Os plásticos de números 3 e 7 são os que trazem maior risco de liberarem Bisfenol A após o contato com líquidos aquecidos ou detergentes fortes.

Fonte: G1 – 15 de maio de 2008


EUA temem riscos de substância presente em plástico


Uma substância química usada para fabricar mamadeiras e outros objetos de plástico pode estar ligada a uma série de problemas hormonais e a um aumento no risco de câncer, segundo um estudo preliminar divulgado por uma agência de saúde do governo americano.

O estudo do National Toxicology Program (NTP), ou Programa Nacional de Toxicologia, afirma que testes com animais realizados em laboratórios revelaram que pode haver uma ligação entre o bisphenol A e tumores pré-cancerosos, puberdade feminina precoce e mudanças comportamentais.

Usando um sistema com cinco níveis de classificação, a pesquisa classificou o resultado como representando "alguma preocupação", e concluiu que é necessário investigar mais os efeitos da substância.

"O que nós temos é um alerta, um sinal. Nós não podemos descartar a possibilidade de que efeitos semelhantes ou relacionados podem ocorrer em humanos", disse Mike Shelby, diretor do Centro para a Avaliação de Riscos à Reprodução Humana, que faz parte do NTP e que supervisionou o estudo.
"Nós esperamos que esse estudo leve o FDA (Food and Drug Administration) a reconhecer o quanto essa substância é tóxica e a forçar os fabricantes a estabelecer novos padrões de segurança", disse Anila Jacob, da organização não-governamental Environmental Working Group, ao The New York Times.

Mas o American Chemistry Council, que representa os fabricantes de produtos de plástico, disse ao jornal que o estudo "afirma que não há preocupações sérias em relação aos efeitos do bisphenol A".

Mudança – relatório serve de referência
O relatório é um sinal de que pode haver uma mudança na posição do governo americano em relação ao bisphenol A, uma substância tão comum nos Estados Unidos que foi detectada na urina de 93% da população com mais de 6 anos de idade, segundo dados divulgados pelo estudo.
O NTP divulgou o relatório preliminar para receber comentários públicos e irá publicar a versão final do estudo durante o verão americano.
O órgão não tem o poder de regular o uso do bisphenol A, mas as conclusões são usadas por outras agências americanas, como a Food and Drug Administration, e a Environmental Protection Agency, que estabelecem o limite seguro de exposição a substâncias químicas.

Fonte: BBC Brasil - 16 de abril, 2008
Vídeo:
O vídeo é longo, explica os problemas do bisfenol e é interessante.



Comentário
Víde artigo publicado :

Mais de três bilhões de quilos por ano do monômero Bisfenol A são utilizados para fabricação de produtos com a resina plástica policarbonato, resinas para forrar latas de conserva, bebidas e outras, selantes odontológicos e produtos feitos com a resina plástica PVC.
O Bisfenol Policarbonato (BPA) é utilizado como matéria-prima na fabricação de resinas do tipo policarbonato, epóxi, poliésteres e fenólicas. Pode ser também utilizado em diversas aplicações como: fungicida na indústria têxtil, bactericida, auxiliar de tingimento, papel termoreativo, antioxidante e estabilizante de cor para fluídos hidráulicos, PVC, borracha, polietileno.
Também é amplamente usado em produtos tais como embalagem para alimentos, revestimento de recipiente de leite, tubulação plástica e até mesmo seladores dentais, interrompe importantes efeitos do estrogênio no cérebro em desenvolvimento.

Brasil
No Brasil, o único fabricante do bisfenol-A é a Rhodia, que gera cerca de 25 mil toneladas por ano da substância.

Bisfenol
O bisfenol-A é um produto químico utilizado no processo de polimerização do policarbonato (tipo de plástico bastante resistente utilizado em mamadeiras e faróis de carros, por exemplo). Se o material plástico se degradar, em condições extremas de exposição a altas temperaturas por exemplo, é possível que o plástico se decomponha em sua cadeia orgânica original, o que pode levar a uma liberação de bisfenol-A.

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sexta-feira, julho 04, 2008

Trabalhadores morrem após descarga elétrica

Em 24 de abril de 2008, dois trabalhadores morreram quando pintavam uma edificação da fábrica de Fertilizantes Piratini, no bairro Anchieta, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, o andaime onde estavam Marcelo Cosme Burmann, 37 anos, e Marcos Alexandre Gebauer, 20 anos, encostou na rede elétrica. A descarga elétrica teria causado as mortes.

O que as concessionários recomendam
Cerca de 60% dos acidentes elétricos resultam em lesões corporais graves e 40% em fatais. A maioria dos casos foi provocado pela imprudência e negligência das pessoas no trato com a rede elétrica.

São exemplos de irregularidades:
• Redes e linhas de distribuição, tanto da Concessionária como particulares, que tenham as distâncias mínimas (estabelecidas em normas técnicas da empresa) invadidas por edificações em construção ou em reforma, pintura e limpeza, localizadas próximas, sobre ou sob estas redes;
• Instalações que, por estarem próximas ou desrespeitando as distâncias mínimas de segurança, oferecem riscos de acidentes de origem elétrica: marquises, sacadas, platibandas, placas e painéis, luminosos, andaimes fixos e móveis, plataformas de proteção e contenção, escadas, cordas de segurança.

Operações próximas à rede elétrica
Indivíduos que exercem atividades profissionais mais propensas ao contato com a rede elétrica, como pintores, instaladores de antena e outdoor, pedreiros, podadores de árvores e calheiros, devem ficar atentos às normas básicas de segurança:

Na área rural
• Nas áreas rurais deverá ser sempre respeitada a faixa de segurança sob as linhas aéreas de energia elétrica . Esta faixa é, de um modo em geral, de dez metros de largura ou cinco de cada lado do eixo da linha.
• Edificações, placas e painéis também não devem invadir a faixa de segurança.

Na construção civil
• Antes de construir ou executar reformas em prédios e outras instalações, próximas da rede elétrica, deve ser verificado se não há situações perigosas por perto. Encostar ou aproximar andaimes, escadas, barras de ferro ou outros materiais nos fios elétricos pode ser mortal (vide a fotografia). Em situações que podem oferecer riscos, deve ser sempre consultada a Concessionária para verificar se é possível desligar temporariamente a rede ou isolá-la com materiais especiais.
• Vale lembrar: é expressamente proibido a construção de currais, depósitos, açudes e piscinas dentro da faixa de segurança definida para linhas aéreas instaladas em localidades rurais.

Na instalação de letreiros e placas
• Respeitar sempre distâncias seguras da rede elétrica, não permitindo que letreiros, placas e lambris fiquem encostados na mesma.

Na instalação de antenas de TV
• Quando houver rede elétrica nas proximidades, a instalação de antena deve ser efetuada por profissional qualificado e experiente.
• Nunca instale a antena próxima a pára-raios, nem interligue o cabo da antena aos condutores elétricos do mesmo.

Fonte: Zero Hora - 25 de abril de 2008 e Concessionárias de Energia Elétrica

Comentário
A empresa poderia ter evitado esse acidente fatal se tivesse critérios de autorização de serviços de trabalhos com segurança, que são as permissões de trabalho com segurança.
São orientações básicas para efetuar serviços na empresa, com segurança. Para se evitar os acidentes de trabalho, são elaboradas essas normas de segurança e análise de riscos, pois são necessários conhecer e respeitar os riscos existentes em cada atividade e em cada local de trabalho.
É um procedimento básico conhecer o serviço, analisando os seguintes critérios;
■ Onde será feito o serviço?
■ Como será feito o serviço?
■ Foi feito a análise do risco?
■ As permissões de trabalho seguro estão de acordo com os riscos?
■ Acompanhamento; orientação e fiscalização são necessários?

O que diz, as normas ou leis:
■ Art. 157 da CLT - Cabe às empresas:
I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV - facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.
■ Art. 186 do Código Civil Brasileiro
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

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terça-feira, julho 01, 2008

Proteção passiva contra incêndio-cabos elétricos e aberturas (shafts)


Foto-cabos agrupados – incêndio

Bandejas ou feixes de cabos elétricos quando existentes em altas concentrações são propagadores de fogo. Instalações industriais e comerciais onde existem bandejas de cabos sobrepostos, estes podem levar o fogo de um lugar para o outro como um rastilho de pólvora, mesmo sendo esses cabos feitos com cobertura isolante antichamas.
Esse isolante antichamas só funcionará se os cabos estiverem dispostos em uma só fileira e separados um dos outros por uma distância mínima, metade do diâmetro do cabo.


Caso os cabos estejam empilhados e colocados ao acaso em cima de uma bandeja, como acontece em grande parte das instalações industriais no Brasil, o fogo irá se espalhar de bandeja para bandeja até o último cabo.

O que estimula a propagação das chamas.
O principal elemento que ativa a propagação das chamas em fonte de combustível sólido, (isto é cabos), é chamado de calor de reentrada que é o calor subindo de cabos que estão queimando e que por sua vez pré-aquecem cabos adjacentes. Este pré‑aquecimento causa a degradação do isolamento e emite gases inflamáveis que propagam as chamas.
Se os cabos não estiverem um em cima do outro, esse calor de reentrada é quase que totalmente extinto. O calor da reentrada é o mesmo estímulo que faz com que muitas toras empilhadas numa lareira queimem bem. Quando somente uma tora é usada, é quase impossível mantê‑la queimando.
O segundo elemento ativador mais importante para a propagação do fogo é denominado feedback retroativo, isto é, o calor emitido para baixo a partir das chamas que causam o aquecimento contínuo e a dispersão de gases dos isolamentos dos cabos.




Quando os cabos são espalhados em uma camada única e arrumados de modo que quase todas as chamas primárias e 50% das chamas secundárias estejam extintas, eles não queimam bem, a menos que o isolamento seja altamente inflamável.

Quando os cabos estiverem empilhados, como geralmente são encontrados na indústria, com cabos de controle e de instrumentos empilhados uns sobre os outros, eles não só queimarão, mas o fogo irá se espalhar verticalmente e horizontalmente e de bandeja para bandeja onde existam bandejas sobrepostas.
Principais áreas para compartimentação ou isolação em instalações industriais
■ Aberturas em paredes, pisos ou tetos onde passam cabos
■ Salas ou porões de cabos abaixo de salas de controle
■ Subestações elétricas e caixas de força
■ Corredores ou túneis de cabos
■ Bandejas com cabos sobrepostos
■ Shafts de comunicação e controle
■ Outros ambientes com grande quantidade de cabos


Foto – Pintura intumescente

Principais tipos de proteção
■ Selagem ou Vedação de penetração de paredes, pisos e tetos (aberturas)
Utiliza-se massa a base de fibra cerâmica ou elastômero, fácil de moldar, dependendo do fabricante
■ Envelopamento de bandeja
Utiliza-se manta a base de fibra cerâmica ou elastômero, dependendo do fabricante. Esse material, além de suas propriedades não propagadoras de fogo, elimina o risco de incêndio que venha do interior cabo (curto circuito).
■ Pintura intumescente nos cabos
Pode ser aplicado com equipamentos de pulverização (pistola) ou por trincha, dependendo do fabricante.
■ Diversos acessórios
Selos e colar metálico, utilizados para pequenas aberturas. Os selos expandem com o calor criando uma barreira de resistência ao fogo.

Fonte: Fire-Stop Systems e Nelson Fire Stop

Vídeo
Mostra simulação de propagação de fogo em um conjunto de cabos, que tem uma parte sem proteção passiva e a outra com proteção passiva.



Comentário:
Mais de 40% das amostras de fios e cabos elétricos analisadas pela Associação Brasileira pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos (Qualifio) oferecem riscos de incêndio, de queima de eletrodomésticos e de consumo excessivo de energia.
Foram avaliadas 305 amostras em 2004 e desse total, 128 (42%) apresentaram problemas na resistência elétrica ou uso de quantidade de cobre menor que a recomendada.
O teste é feito pela Qualifio desde 1993, que está articulada com o Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos de São Paulo, a Associação Brasileira do Cobre (ABC) e o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) para combater produtos de má qualidade. O monitoramento é feito em sete capitais.

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