Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, julho 07, 2008

Trauma ocular: o que fazer diante disso?

Quando ocorre algum acidente na região dos olhos, os riscos e cuidados devem ser significativos para se evitar seqüelas oftalmológicas. O que fazer diante disso? A adoção de medidas básicas pode ajudar a controlar problemas decorrentes do trauma ocular, que ocorrem com freqüência e são responsáveis por muitos atendimentos em serviços de saúde.
Para uma orientação adequada com traumas oculares, o médico Emerson Castro, oftalmologista especializado em retina e que coordena o pronto-socorro do Hospital das Clínicas (HC), da Universidade de São Paulo (USP), esclarece dúvidas comuns relacionadas aos traumas oculares.

Como são caracterizados os principais traumas dos olhos?
Resumidamente, o trauma ocular se divide em dois: os contusos e os químicos (queimaduras oculares). Em geral, ocorrem como queimaduras. Nesse caso, a indicação é usar só água corrente e depois encaminhar a um serviço de saúde, se possível especializado. Nos contusos, com acidente ou perfuração, a dica é não colocar nada no olho, não usar colírios nem pomadas e, outra medida possível, é proteger o olho com copo plástico ao redor dos olhos. Se houver uma pancada no olho, com diminuição da visão, é bom fazer exames periódicos, pois pode haver futuramente um descolamento de retina. Nesses casos, o acompanhamento é muito importante.

Diante de qualquer trauma ocular, o que devemos fazer?
O mais importante é o que não fazer num trauma. Basicamente, deve-se recorrer a um serviço de saúde e evitar fazer algo antes de chegar a um serviço. Se der para ir a um local com atendimento oftalmológico, seria o ideal. Outra dica é fazer um acompanhamento posterior, pois alguns efeitos podem ser tardios e decorrentes de alguma eventualidade traumática nos olhos.

Quais as situações mais freqüentes em que ocorrem os traumas oculares?
Ainda é muito comum corpo estranho, fagulha e madeira com trabalhadores de indústrias e da construção civil. Há também bastante com acidentes domésticos (crianças), automobilísticos e por vítimas de violência. Outros importantes também são relacionados a esportes, principalmente com desportistas de final de semana. Em idosos, os traumas oculares são bem relacionados à queda por desequilíbrio.

Como os traumas oculares podem ser evitados?
A prevenção é fundamental, seja no ambiente doméstico ou em qualquer outro local. Na infância, é preciso tomar muito cuidado com objetos perfuro-cortantes e o trauma doméstico é bem comum. Na idade adulta, há o trauma relacionado à agressão, ocupacional (trabalho) e alguns são mais difíceis de abordar. Para evitar os traumas no ambiente de trabalho, bastaria seguir as leis rigorosamente e assim usar óculos específicos de segurança, os quais previnem bastante e servem a todos. Com idosos, uma recomendação importante é que na casa não tenha tapetes e os banheiros devem ter barra de proteção. Já em esportes, existem estudos mostrando que o uso de óculos pode prevenir 90% dos traumas oculares.

Fonte: Portal da Retina - 02 de setembro de 2006

Vídeo
Mostra um jovem trabalhador como está atualmente, cego, usando bengala e faz a retrospectiva do incidente e termina o vídeo, cada um tem de fazer a sua parte (utilizar o óculos de segurança).







Comentário:

Foto: Operário trabalhava no esmeril e teve a lente direita do óculos atingida e danificada por uma rebarba. O olho não foi atingido.

As atividades que mais ocorrem trauma ocular são nas seguintes atividades: metalurgia, construção civil, marcenaria, têxtil, cerâmica, indústria química, indústria de produtos alimentícios, transporte, pesca, artes gráficas e mineração.
As lesões oculares mais encontradas são: corpos estranhos, úlceras traumáticas, queimaduras, contusões e lacerações e até perfurações do globo ocular. Os sintomas mais comuns são: dor, baixa da visão, ardor, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão, secreção ocular e sensação de corpo estranho nos olhos.

O oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, diz que o crescimento dos acidentes oculares acima da média demonstra que muitos trabalhadores não usam óculos de proteção, também conhecidos como EPI (Equipamento de Proteção Individual) ocular. Além dos acidentes notificados, ressalta, a falta de proteção pode causar doenças oculares como;
■ ceratite, pterígio,
■ catarata e degeneração macular que muitas vezes não são contabilizadas nas notificações.

Perigo da automedicação
“Muitos profissionais se automedicam com colírio anestésico que pode levar à ulceração corneana, infecções, perda temporária da visão e até ao transplante de córnea Por isso hoje os colírios anestésicos são de tarja preta. O trabalhador não deve se automedicar, nem os ambulatórios das empresas podem usar este colírio”, afirma o oftamologista Queiroz Neto.

Óculos de proteção
É comum observar profissionais do setor de eletricidade ter catarata precoce por causa da radiação elétrica e falta de lentes com proteção ultravioleta que é utilizada em todo EPI.
Ele ressalta que os óculos de proteção previnem até 90% dos acidentes de trabalho, mas muitas empresas compram EPI’s inadequados para as funções exercidas o que inviabiliza o uso. A intolerância observa, também pode estar relacionada à má ventilação do local de trabalho que torna as lentes embaçadas ou à má iluminação que impede o funcionário de enxergar se estiver usando a EPI. Isso significa que a segurança do trabalhador requer supervisão do ambiente de trabalho e treinamento para verificar a adaptação dos funcionários e conscientizar sobre a importância dos equipamentos de segurança. As lentes de cristal, explica, são as mais indicadas para ambientes empoeirados porque impedem a aderência de partículas na superfície. Já as de policarbonato são as mais resistentes a respingos de solda, enquanto as de resina riscam menos.

Falha no ajuste aumenta o risco
Náusea, dor de cabeça, visão embaralhada ou dupla, irritação, lacrimejamento e dificuldade na avaliação da profundidade são os sintomas decorrentes de EPI com erro na altura, distância pupilar ou grau para funcionários que necessitam de correção visual. Queiroz Neto afirma que estes erros são bastante comuns e aumentam o risco de acidentes.

Incidência de lesões oculares
A incidência de lesões oculares ocupacionais é de;
■ 82% para traumas causados pelo alojamento de corpo estranho na superfície dos olhos,
■ 10% para queimaduras químicas e
■ 8% são perfurações do globo.

Atendimento
O especialista diz que toda lesão ocular deve ser lavada com água em abundância, com exceção de perfuração em que o olho não deve ser comprimido e exige encaminhamento imediato ao oftalmologista.

Marcadores: ,

1 Comments:

At 5:53 AM, Blogger AnderSaymon said...

Vídeo muito bem elaborado.

 

Postar um comentário

<< Home

Assinar
Postagens [Atom]