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Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sexta-feira, outubro 29, 2010

Bisfenol-A afeta fertilidade masculina

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA e o primeiro a avaliar a interferência do composto na qualidade do sêmen masculino, foi publicado na quinta-feira, 28 de outubro, na edição online do jornal Fertility and Sterility.

A pesquisa foi realizada durante cinco anos com 514 operários que trabalhavam em fábricas da China, expostos diariamente a altos níveis do produto químico bisfenol-A.

O Bisfenol-A ou BPA é um composto químico que serve para diluir a resina de poliéster a fim de torná-la mais líquida e facilitar sua laminação. Está presente em grande quantidade de recipientes alimentares e de bebidas, como mamadeiras, bem como em resinas de selagem dentária.

Os autores constaram que aqueles que continham concentrações de BPA mais elevadas na urina multiplicavam os riscos de produzir sêmen de má qualidade.

"Diferente dos homens que não tinham vestígios detectáveis de BPA na urina, aqueles que tinham conteúdos mais elevados multiplicavam por mais de três o risco de ter uma concentração diminuída de seu sêmen", afirmou De-Kun Li,

O autor do estudo, De-Kun Li, cientista da Divisão Permanente de Pesquisas Kaiser, em Oakland, Califórnia e principal autor do estudo publicado na revista "Fertility and Sterility". O que ainda não se sabe é se a baixa contagem de espermatozóides e outros sinais de má qualidade do sêmen se traduzem na redução da fertilidade. Ele sustenta que homens podem ter filhos mesmo com contagens de espermatozóides muito reduzidas.

Este é o primeiro estudo realizado sobre homens para avaliar o vínculo entre o sêmen e o BPA.

Este é o terceiro estudo de Dr. De-Kun Li sobre o tema. Um trabalho publicado em novembro de 2009 demonstrou que a exposição a níveis elevados de BPA aumenta o risco de disfunções sexuais. Outro, divulgado em maio de 2010 mostrou vínculos entre o BPA na urina e o comprometimento das disfunções sexuais masculinas.

O levantamento é o mais recente a trazer à tona os riscos que o bisfenol-A pode oferecer à saúde, e sua divulgação ocorre duas semanas após o Canadá incluir o produto em sua lista de substâncias tóxicas.

Mas a descoberta do Dr. De-Kun Li de que o bisfenol-A pode afetar o esperma é preocupante porque se relaciona com pesquisas em animais e segue a linha de seu estudo anterior com os mesmos homens, que faz uma ligação entre a exposição ao composto e problemas sexuais.

Se essa exposição pode diminuir os níveis de esperma, "isso não pode ser algo positivo'' e são necessários novos levantamentos para verificar se há outros efeitos nocivos, segundo Dr. De-Kun Li..

A professora de farmacologia e toxicologia Andrea Gore, da Universidade do Texas, que não estava envolvida no estudo, chamou-o de importante, mas ainda preliminar. "O resultado, no mínimo, sugere a possibilidade de o bisfenol-A ser uma das substâncias que causam alterações no esperma'', disse. Mas Andrea acredita que evidências mais fortes são fundamentais para provar que o produto é realmente culpado.

O bisfenol-A é usado na fabricação de resinas e no endurecimento de plásticos e encontrado em garrafas de plástico rígido, embalagens de alimentos com revestimento de metal, selantes dentários e óculos. A urina da maioria dos americanos contém níveis mensuráveis do composto.

Estudos em animais relacionaram esse produto químico a problemas de reprodução e câncer, o que levou ao gasto de milhões de dólares em novas pesquisas com seres humanos.

Steven Hentges, do Conselho Americano de Química, grupo que representa a indústria, afirma que a pesquisa na China "é de pouca relevância'' para os consumidores nos EUA, que normalmente estão expostos a níveis muito baixos de bisfenol-A, o que não significaria nenhuma ameaça à saúde.

A agência reguladora dos EUA, Food and Drug Administration (FDA) ,tem avaliado a segurança desse produto químico, mas se recusou a informar se seguirá o exemplo do Canadá ao declarar tóxica essa substância.

A FDA disse que está trabalhando com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA "para avançar na compreensão científica do bisfenol-A e informar nossas decisões".

Fontes: Estadão e G1 - 28 de outubro de 2010

Ficha técnica: Bisfenol

Link: artigos publicados - Bisfenol
http://zonaderisco.blogspot.com/2010/01/eua-alertam-para-risco-da-substancia.html
http://zonaderisco.blogspot.com/2008/07/canad-probe-bisfenol-em-mamadeiras-e.html
http://zonaderisco.blogspot.com/2007/02/especialistas-avaliaro-os-possveis.html
http://zonaderisco.blogspot.com/2007/02/bisfenol-estudo-liga-plstico-doenas.html

Vídeo:



Canadá põe bisfenol-A na lista de substâncias tóxicas

O Canadá se tornou esta semana o primeiro país a colocar na lista de substâncias tóxicas o bisfenol-A (BPA), abrindo caminho para limitar severamente o uso desse composto químico. Utilizado há décadas para dar mais rigidez aos plásticos, o BPA é empregado numa variedade de produtos, de mamadeiras a revestimentos de latinhas de alumínio.

“Temos indicações científicas de que o bisfenol-A pode ser prejudicial tanto à saúde humana quanto ao ambiente”, disse a ministra da Saúde, Leona Aglukkaq. A principal preocupação quanto ao efeito do BPA na saúde diz respeito à sua ação sobre o sistema endocrinológico, que pode afetar o desenvolvimento, especialmente de crianças pequenas. Um estudo recente do governo mostrou que o composto está presente no organismo de 91% dos canadenses.

Diretor executivo da entidade Environmental Defence, que faz lobby pela proibição do uso do BPA, o ambientalista Rick Smith elogiou o Canadá por liderar a ofensiva contra o bisfenol-A. O governo divulgou as primeiras medidas para controlar o uso do composto em 2008 e este ano, em março, baniu mamadeiras que usam o composto.

Segundo Smith, antes do anúncio da ministra, havia a expectativa de proibição do uso do composto no revestimento de alimentos infantis enlatados. Agora ele acredita que o governo pode limitar até as emissões de BPA na atmosfera. “Pela contundência das conclusões da análise de risco feita pelo governo, é de se esperar que sejam adotem medidas adicionais rapidamente”, disse.

Apesar disso, grupos da indústria argumentam que outras pesquisas não chegaram a nenhuma conclusão sobre a toxicidade do BPA para seres humanos. O American Chemistry Council (AAC) disse que a decisão de declarar o bisfenol-A tóxico contradiz pesquisas do próprio Ministério da Saúde canadense. Segundo a entidade, estudos comprovam que o composto não se acumula no organismo.

“Apenas dias depois de a European Food Safety Authority (agência européia responsável pela qualidade dos alimentos) ter mais uma vez confirmado que o BPA é seguro para uso em materiais que ficam em contato com a comida, o anúncio do Canadá contraria evidências científicas e vai confundir e alarmar desnecessariamente o público”, disse Steven Hentges, representante da AAC.

Em 30 de setembro, a agência européia anunciou que não vê necessidade de baixar o limite oficial de exposição aceitável ao BPA. A decisão contrariou a mobilização de um grupo de cientistas e entidades de saúde contra o risco potencial do bisfenol-A.

Fonte: Estadão - 14 de outubro de 2010

Comentário: O bisfenol-A é um monômero chave na produção de resinas epóxi e nos plásticos policarbonatos mais comuns. O plástico policarbonato é usado para fazer uma variedade de produtos comuns, incluindo mamadeiras e garrafas de água, equipamentos esportivos, dispositivos médicos e dentários, cimentos e selantes dentários, lentes de óculos, CDs e DVDs, e eletrodomésticos.

As resinas epóxi contendo bisfenol-A são usadas como revestimentos no interior de quase todas as embalagens de alimentos e bebidas.

Apesar do plástico ser considerado estável, já se sabe que as ligações químicas entre as moléculas do BPA são instáveis, permitindo que a substância se desprenda do plástico e contamine alimentos ou produtos embalados com policarbonato ou resina epóxi. No caso de aquecimento do plástico, a contaminação por BPA é ainda maior.
Onde encontramos o bisfenol-A?
■ Em grande parte das mamadeiras de
plástico;
■ Em embalagens plásticas para acondicionar alimentos na geladeira, copos infantis, materiais médicos e dentários;
■ Nos enlatados, como revestimento interno;
■ Em garrafas reutilizáveis de água (squeeze), garrafões de 5 litros, etc.

Volume de produção mundial do policarbonato em 2009: 3,8 milhões de toneladas
Volume em porcentagem nas principais atividades:
■ Embalagens – 3%
■ Equipamentos médicos – 3%
■ Construção Civil – 13%
■ Mistura com outros componentes – 15%
■ Acessórios ópticos (eletrônicos) – 32%
■ Indústria automobilística – 9%
■ Aparelhos elétricos e eletrônicos – 23%

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quinta-feira, outubro 28, 2010

Câmeras de segurança gravam quando um caminhão atropela uma policial

Câmeras de segurança da Municipalidade de Ponte Pedra registraram quando uma policial motociclista do Esquadrão Fênix foi atropelada por um caminhão na via Panamericana Norte.

No vídeo, observa-se que a policial motociclista cruzou a via sem olhar para esquerda, direção em que vinha o caminhão.

Alejandro de la Cruz, gerente de segurança da cidade, apontou negligência da agente, pois cruzou a via com semáforo com luz vermelha e olhando em sentido contrário ao tráfego, aparentemente distraída.

Ao ser captado o acidente pelas câmeras do município, a policial foi auxiliada por efetivos auxiliares civis e policiais, sendo levada ao Hospital de Ponte Pedra.

Fonte: Peru.com - terça-feira 19 de outubro de 2010Hora: 16:10

Comentário:
O vídeo mostra irresponsabilidade, imprudência e desatenção da policial. Não morreu por pouco. Quando o motorista olha para uma determinada sinalização de trânsito (semáforo, placas), tem que entender o que o sinal está lhe transmitindo bem como qual o comportamento desejado. Perceber este sinal de maneira errada, certamente o colocará em perigo. O que motiva o motorista ou motociclista a não obedecer a sinalização de trânsito?

Estudos em Segurança Rodoviária tem mostrado que acidentes ocorrem geralmente por interação de diversos fatores, a saber:

1. Fator Humano - Estresse e Tensão Nervosa, Ingestão de álcool e drogas, Desconhecimento da via, Distração, Imprudência e imperícia, Sono e Outros.
2. Fator Veículo - Pneus lisos, Amortecedores gastos, Problemas de freios, Problemas elétricos e Outros.
3. Fator Via - Geometria de pista, Deficiência do pavimento, Deficiência ou inadequação de sinalização, Deficiência de drenagem, Falta de iluminação, Fenômenos climáticos, Deficiência de equipamentos de segurança e outros.
4. Fator Social - Imprudência, Descumprimento do Código de Trânsito, Baixo investimento em equipamentos, Falta de fiscalização e outros.

Vídeo:

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terça-feira, outubro 26, 2010

Campanha de Prevenção de Acidentes de Trânsito

Em 1986, o Estado de Vitória criou a Comissão de Acidentes de Transporte, conhecida como TAC-Transport Accident Commission, para desenvolver ações e campanhas voltadas à educação no trânsito, seguro, reabilitação, hospitais especializados para vítimas, etc.

As campanhas da TAC têm por costume chocar a população com campanhas realistas, as quais retratam fielmente as cenas que envolvem os acidentes de trânsito, como, por exemplo, a direção sob efeito de álcool e drogas, e suas graves conseqüências para a vida cotidiana das pessoas envolvidas.

A estratégia vem funcionando, desde a sua primeira campanha em 1989, pois os índices de acidentes de trânsitos foram gradualmente reduzindo.

Após 20 anos e várias ações conjuntas, a TAC desenvolveu a campanha Everybody Hurts, de aniversário, revelando uma montagem de todas as campanhas passadas.

A retrospectiva do vídeo nos mostra em quase seis minutos cenas tristes e emocionantes que retratam varias situações já ocorridas na vida real. De acordo com a TAC “a campanha é uma oportunidade de relembrar imagens de nossa memórias e recordar as milhares pessoas que foram afetadas por acidentes de trânsitos e para jamais esquecer, “dirija com segurança“.

O vídeo embora seja feito especialmente para o Estado de Victória, também serve de alerta e de conscientização para todo o mundo.

Comentário:
É uma pena que o Brasil ainda não tem essas campanhas para chamar a atenção principalmente dos jovens , que o carro é uma máquina perigosa e mortífera, que deve dirigir com responsabilidade.

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segunda-feira, outubro 25, 2010

Jogador tem parada cardíaca em campo e é salvo por desfibrilador

O meia Miguel García, do Salamanca, teve uma parada cardíaca durante uma partida contra o Bétis, pela segunda divisão do Campeonato Espanhol, no último domingo. Alguns jogadores chegaram a chorar, achando que o colega estava morto, mas a equipe médica dos dois clubes conseguiu reanimar o jogador de 31 anos utilizando o desfibrilador.

O incidente aconteceu aos 14 minutos do segundo tempo, quando o jogo ainda estava 2 a 0 para o Bétis, que acabou marcando mais uma vez. "A partida é o de menos. Temos que pensar em como está Miguel", afirmou Endika, companheiro de Miguel. Veja o momento em que Miguel perde a consciência e o desespero dos seus companheiros no vídeo abaixo.

O jogador foi levado ao Hospital Clínico Universitário, em Salamanca, e de acordo com o médico do clube, José Ignácio Garrido, praticamente renasceu. "O jogador voltou a viver, porque esteve morto por 20 segundos. Ao ver que estava em parada cardíaca, a primeira coisa que fizemos foi abrir a via aérea com um tubo. Uma vez aberta, o ar entrava, mas ele não respirava. Fizemos uma massagem cardíaca e tivemos que utilizar o desfibrilador duas vezes", explicou ao jornal El Pais.

Os primeiros socorros ao meia foram realizados pelo médico do Betis, Tomás Carelo. "Por mais que você tenha treinado, até se encontrar em uma situação real, não se dá conta da importância. Espero que ele volte a jogar futebol", desejou.

De acordo com a agência Europa Press, Miguel está consciente, bem, e deve deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ainda nesta segunda-feira.

Link: vide artigo: Salvar Vidas

Fonte: Yahoo Noticias - 25 de Outubro de 2010

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sábado, outubro 23, 2010

Dinâmica do impacto do corpo humano em acidente de carro

A duração do vídeo é longa, 22 minutos, mas mostra a dinâmica do corpo humano durante a colisão. A simulação é real, com especialista fazendo o papel do boneco de teste (Dummy). Com a super-câmera, verificamos quadro por quadro, a reação do corpo humano e as deformações do carro. Vale à pena assistir.

Em física, a variação de energia cinética é a quantidade de trabalho que teve que ser realizado sobre um objeto para modificar a sua velocidade (seja a partir do repouso - velocidade zero - seja a partir de uma velocidade inicial).
Para um objeto de massa m a uma velocidade v a sua energia cinética, em um instante de tempo, é calculada como: Ec = ½ x M x V2, m = massa v = velocidade ao quadrado

Uma das coisas importantes a se lembrar desta expressão é que a energia cinética aumenta com o quadrado da velocidade. Isto significa que um carro que bater a 160 km/h causará 4 vezes mais estrago que um andando a 80 km/h, ou 16 vezes mais que um a 40 km/h, ou 64 vezes mais que um a 20 km/h

Também da definição da energia cinética como a soma "integral" do trabalho realizado em um determinado deslocamento do corpo podemos entender porque uma colisão de veículos causa tanto estrago.

Um veículo andando a 80 km/h, por exemplo, chegou a esta velocidade devido ao trabalho do motor durante um certo tempo e distância. Ao colidir, toda a energia cinética do veículo deve ser dissipada para que ele volte ao repouso. Na colisão com um poste, por exemplo, a distância que o veículo terá para realizar um trabalho equivalente ao que foi feito para colocá-lo em movimento é significativamente muito menor, alguns centímetros, talvez um metro. Desta forma, as forças envolvidas terão que ser muito maiores, para que o produto Força x deslocamento (trabalho) seja igual ao do percurso original. Fonte: Wikipédia

Variáveis dos veículos envolvidos em acidente de trânsito, baseado no principio físico da conservação da quantidade de movimento.
São parâmetros considerados para o cálculo:
1) As massas totais dos veículos (incluindo ocupantes e carga)
2) Ângulos das trajetórias dos veículos momento antes da colisão
3) Determinação do local da colisão
4) Ângulos das trajetórias assumidos após a colisão
5) Distância final das posições dos veículos adquiridas a partir do local da colisão.
6) Coeficiente de atrito

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quinta-feira, outubro 21, 2010

Vazamento de amônia em agroindústria

Um vazamento de amônia numa agroindústria de Morro Grande, Santa Catarina, sábado, 8 de agosto de 2010, levou pelo menos cinco trabalhadores para o hospital do município. Um deles foi transferido para Criciúma e permanece internado na UTI do Hospital São João Batista com queimaduras pelo corpo, segundo familiares.

COMO FOI
Os quatro funcionários trabalhavam na manutenção da tubulação do sistema de refrigeração de câmaras frias da Tramonto Alimentos, quando uma das mangueiras abastecidas com amônia em estado líquido estourou.
MR e outro colega de trabalho estavam a menos de um metro de distância do local do vazamento, a cerca de quatro metros do chão. Rapidamente, o gás se espalhou pelo local e atingiu outros dois trabalhadores que estavam no solo. MR foi atingido diretamente pelo gás e foi quem teve mais ferimentos e não teria conseguido deixar a câmara fria sozinho. Os outros três funcionários atingidos deixaram o local e retornaram em seguida, usando máscaras, para salvar o colega.

HOSPITAL
Eles foram socorridos pela empresa e encaminhados ao Hospital São Judas Tadeu, de Meleiro. Dois permaneceram internados. Por causa da situação mais grave, Ricken foi transferido para o hospital São João Batista, em Criciúma. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com queimaduras internas e externas provocadas pela inalação de amônia. Os ferimentos atingiram a face, pescoço, tórax e vias aéreas. Conforme o diretor clínico do hospital, o trabalhador está em coma induzido e deve permanecer internada pelos próximos 15 dias.

FALECIMENTO
Após permanecer 69 dias internado na UTI do Hospital São João Batista, MR, morreu no sábado, 16 de outubro de 2010..

EMPRESA
Tramonto Agroindustrial S.A. foi fundada em dezembro de 2005, e iniciou as atividades operacionais em Janeiro de 2007, na cidade de Morro Grande, no Sul de Santa Catarina, com o objetivo de atender a demanda por produtos de alta qualidade e com mão de obra agregada para o Mercado Japonês e Europeu bem como parte de sua produção para o Mercado Interno.
Foram investidos R$ 12 milhões de reais na empresa que está instalada num terreno de 12 ha e possui 6.500m² de área construída. Entrou em operação gerando 250 empregos diretos e hoje opera com 820 empregos diretos e mais uma cadeia de indiretos. O complexo Tramonto Agroindústria é formado por: abatedouro, fábrica de rações e conjunto de integração constituído por 128 criadores integrados.
A Tramonto Agroindústria S.A. vem se destacando no segmento de frangos, possuindo forte presença na linha de cortes de frango e desossados, impulsionando a exportação que se sobressai em diversos mercados internacionais pelo reconhecimento da qualidade de seus produtos.
No início de suas atividades o abate era de 3,5 mil aves/dia, após dois anos está abatendo 36 mil aves/dia e com projeto de abater 120 mil aves/dia em poucos anos. Parte da produção (35%) abastece os mercados nacionais bem como indústria de embutidos dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. A outra parte (65%) da produção de cortes é destinada ao mercado externo..

Fontes: Engeplus, 9 de agosto de 2010, A Noticia – 11 de agosto de 2010, Diário Catarinense – 17 de outubro de 2010

Comentário:
Pelas informações podemos concluir que os trabalhadores não foram treinados em procedimentos seguros. Quando houve a ruptura da mangueira, um dos quatros trabalhadores que estavam no local foi atingido gravemente pelo gás e os demais conseguiram sair do local e retornaram com máscara para salvar o colega.

O trabalhador morreu após permanecer 69 dias no hospital. Em qualquer instalação industrial onde está presente sistema de refrigeração de amônia, existe o potencial de vazamento de amônia, portanto, o risco de vazamento de amônia não é novo. Ele pode ser súbito e imprevisível, mas as medidas de segurança devem ser reais e estar presentes na operação. Em qualquer manual de instalação de amônia existe uma série de eventos que podem ocorrer, e uma delas e a mais provável é a ruptura de tubulação, portanto, antecipadamente, podemos conhecer os riscos prováveis. Então, por que acontecem esses acidentes repetitivos? Talvez no nosso subconsciente, negamos esses riscos? Ou na nossa instalação nunca acontecerá esse tipo de acidente? Sabemos que aconteceu em várias instalações semelhantes, mas a nossa é diferente?

Parece que o dialogo de segurança não está funcionando? Incrível como os programas de segurança recomendados pelo governo não traduz em informações práticas para os trabalhadores. Não há preocupação como as informações devem chegar ao chão de fábrica ou de obra para conscientização dos trabalhadores. As DDS (diálogo de segurança) viraram ou parecem mais um livreto de catecismo para rezar a missa de segurança ou viraram monólogo de segurança.

As informações são passadas mecanicamente. Em qualquer tipo de execução de trabalho ou serviço, é necessário traçar o plano de trabalho dessa operação. Qualquer tipo de serviço deve ter um plano de trabalho e identificar os riscos existentes.
Poderíamos adotar na atividade industrial o “princípio de cautela” ou o princípio de precaução, que diz “quando uma atividade gera ameaça de dano ao ambiente e à saúde humana” avançamos com cuidado, como se a falha fosse possível, ou mesmo provável.

Qual a finalidade da permissão de trabalho seguro? Identificar todos os riscos presentes no local e/ou em comunicação com outras áreas.

Os trabalhadores devem estar familiarizados com os riscos que possam encontrar no local e estejam preparados em atuar em situação de emergência. A permissão de trabalho seguro garante que os trabalhos sejam executados com segurança, com prévia coordenação / comunicação entre os empregados ou entre áreas, solicitantes e executantes desses trabalhos, evitando com isto que, por desconhecimento mútuo, equipamentos sejam acionados/manipulados durante a execução de trabalhos de manutenção e montagem, empregados sejam expostos a atmosferas perigosas, ou qualquer outro tipo de risco que possa causar um acidente.

GÁS AMÔNIA
O gás é um irritante poderoso das vias respiratórias, olhos e pele. Dependendo do tempo e do nível de exposição podem ocorrer efeitos que vão de irritações leves a severas lesões corporais.
A inalação pode causar dificuldades respiratórias, broncoespasmo, queimadura da mucosa nasal, faringe e laringe, dor no peito e edema pulmonar. A ingestão causa náusea, vômitos e inchação nos lábios, boca e laringe.
Em contato com a pele, a amônia produz dor, eritema e vesiculação. Em altas concentrações, pode haver necrose dos tecidos e queimaduras profundas. O contato com os olhos em baixas concentrações (10 ppm) resulta em irritação ocular e lacrimejamento. Em concentrações mais altas, pode causar conjuntivite, erosão na córnea e cegueira temporária ou permanente. Reações tardias podem acontecer; como catarata, atrofia da retina e fibrose pulmonar.
A exposição a concentrações acima de 2.500 ppm por aproximadamente 30 minutos pode ser fatal.

RISCOS DOS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO
As instalações frigoríficas, porque trabalham com refrigerantes com características físico-químicas especiais e em condições de temperatura, pressão e umidade diferenciadas do habitual, apresentam riscos específicos à segurança e à saúde, relacionados com o tipo agente refrigerante utilizado, assim como com as instalações e equipamentos.
As maiores preocupações são os vazamentos com formação de nuvem tóxica de amônia e as explosões.

Causas de acidentes são falhas no projeto do sistema e danos aos equipamentos provocados pelo calor, corrosão ou vibração, assim como por manutenção inadequada ou ausência de manutenção de seus componentes, como válvulas de alívio de pressão, compressores, condensadores, vasos de pressão, equipamentos de purga, evaporadores, tubulações, bombas e instrumentos em geral. É importante observar que mesmo os sistemas mais bem projetados podem apresentar vazamentos de amônia, se operados e/ou mantidos de forma precária.
São freqüentes os vazamentos causados por:
■ abastecimento inadequado dos vasos;
■ falhas nas válvulas de alívio, tanto mecânicas quanto por ajuste inadequado da pressão;
■ danos provocados por impacto externo por equipamentos móveis, como empilhadeiras;
■ corrosão externa, mais rápida em condições de grande calor e umidade, especialmente nas porções de baixa pressão do sistema;
■ rachaduras internas de vasos que tendem a ocorrer nos/ou próximo aos pontos de solda;
■ aprisionamento de líquido nas tubulações, entre válvulas de fechamento;
■ excesso de líquido no compressor;
■ excesso de vibração no sistema, que pode levar a sua falência prematura.

EQUIPAMENTOS BÁSICOS DE SEGURANÇA PESSOAL
As empresas devem possuir equipamentos básicos de segurança pessoal para cada trabalhador envolvido diretamente com a planta, dispostos em locais de fácil acesso e fora da sala de máquinas:
■ uma máscara panorâmica com filtro de amônia;
■ equipamento de respiração autônomo;
■ óculos de proteção ou protetor facial;
■ um par de luvas protetoras de borracha (PVC);
■ um par de botas protetoras de borracha (PVC);
■ uma capa impermeável de borracha e/ou calças e jaqueta de borracha.

PLANOS DE EMERGÊNCIA
Devem ser estabelecidos por escrito planos de emergência para ações em caso de vazamento, realizando-se treinamentos práticos. Como conteúdo mínimo, é preciso prever mecanismos de comunicação da ocorrência, evacuação das áreas, remoção de quaisquer fontes de ignição, formas de redução das concentrações de amônia e procedimentos de contenção de vazamentos.

Em caso de vazamento com grande concentração de gases, faz-se necessária a utilização de máscaras autônomas e proteção total do corpo com tecido impermeável ou, na ausência dessas, o umedecimento dos trajes. Na mesma linha de raciocínio, deve-se aspergir água para forçar a reação de hidratação e formação do hidróxido de amônia.
É crítico que se observe que, na ocorrência do vazamento, a amônia, em estado aerossolizado, comporta-se como um gás denso.
Em caso de fogo, recomenda-se o uso de água para resfriar recipientes expostos. Para fogo envolvendo amônia líquida, utiliza-se pó químico ou CO2

CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO DE TRABALHADORES
Os sistemas de refrigeração por amônia devem ser operados por profissional qualificado, com certificado de treinamento, conforme o disposto na NR-13.

Todos os que trabalham no estabelecimento, inclusive terceiros, devem ser suficientemente informados sobre os riscos existentes e as medidas de controle, e treinamento para as ações de emergência e de evacuação de área. É necessária a previsão de treinamentos especiais para os que operam, inspecionam e mantêm o sistema, assim como para os trabalhadores que trabalham próximos aos equipamentos, e os que operam equipamentos móveis, como empilhadeiras.

Os operadores devem ter conhecimentos completos sobre o sistema, incluindo compressores, válvulas de controle automático, de isolamento e de alívio de pressão, controles elétricos e mudanças de temperatura e pressão.
Devem saber que partes do sistema requerem manutenção preventiva e como realizá-la de forma segura, além de como observar e avaliar o sistema para identificar sinais de problemas, como vazamentos e vibração.
Fonte: Nota Técnica Nº 03/2004 - Refrigeração Industrial - Amônia -Riscos, Segurança. Ministério do Trabalho

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terça-feira, outubro 19, 2010

Novas diretrizes mundiais para salvar pessoas com parada cardíaca

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) anunciou na noite de segunda-feira (18) a publicação das “Novas Diretrizes Mundiais das Emergências de Ressuscitação após Parada Cardíaca”, uma atualização do conhecimento médico sobre como evitar a morte de uma vítima de infarto, com a ajuda da massagem cardíaca e do uso de desfibriladores.

A NOVA RECOMENDAÇÃO É QUE;
■ diante de uma pessoa inconsciente e que não respira, o leigo peça a alguém para telefonar para o 192 ou telefone de emergência
■ inicie imediatamente a compressão do peito, ou seja, a massagem cardíaca.
■ a compressão deve ser intensa e profunda: a cada uma o peito do paciente deve ser comprimido por pelo menos 5 centímetros (ou, no caso de crianças, 4 centímetros) e devem ser feitas 100 compressões por minuto.

A SBC ressalta que a "massagem" recomendada é muito mais intensa e a frequência aumentou.

NÃO PRECISA DA RESPIRAÇÃO BOCA A BOCA, USO DO DESFIBRILADOR AUTOMÁTICO .
Além disso, o leigo não precisa fazer a respiração boca a boca. Mais importante, segundo as novas diretrizes, é que ele faça as compressões e peça para alguém trazer o mais rápido possível um desfibrilador automático, que hoje existe em locais de grande aglomeração de pessoas, como estádios, aeroportos e shoppings.

“Essas Diretrizes são da maior importância num país como o nosso, em que 315 mil pessoas morrem de doenças cardiovasculares a cada ano”, diz o presidente da SBC, Jorge Ilha Guimarães. Para ele, é possível que metade dessas mortes possam ser evitadas, se o público leigo estiver preparado para fazer a compressão e usar o desfibrilador. A cada minuto de parada cardíaca, o paciente perde 10% da chance de sobreviver.

A redação das novas diretrizes contou com a participação do cardiologista brasileiro Sérgio Timerman, junto com mais de 350 especialistas de 29 países.

PROFISSIONAIS
Para os médicos, as novas diretrizes também trazem a norma resumida na sigla CAB, isto é, “Compression, Airway e Breath” (compressão, vias respiratórias e respiração). A regra é que primeiro se inicie a compressão, em seguida se garanta a abertura das vias respiratórias e, como consequência, a respiração. Numa segunda etapa, a recomendação é que os profissionais providenciem o resfriamento do organismo para 32 a 34 graus, em até 24 horas, e o cateterismo de urgência.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – 19 de outubro de 2010

Vídeo:
AHA(American Heart Association)/Incor (Instituto do Coração): aprenda a fazer massagem cardíaca corretamente, ensina como um leigo deve proceder ao presenciar uma parada cardiorrespiratória.


Vídeo:
Versão em espanhol,somente a compressão


Vídeo:
Versão em inglês, somente a compressão

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domingo, outubro 17, 2010

Agência americana faz alerta sobre transporte de bateria de lítio em aviões

A agência da aviação dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira um comunicado alertando para o perigo de se transportar baterias de lítio em aviões de carga.

Segundo a Autoridade Federal de Aviação (FAA, na sigla inglês), as baterias são sensíveis ao calor e podem provocar um incêndio se submetidas a aumentos bruscos de temperaturas.

Esse tipo de bateria costuma ser usado em equipamentos eletrônicos portáteis, como notebooks, celulares e tocadores de MP3.

A advertência, no entanto, não se aplica a baterias carregadas por passageiros - já é proibido carregar grandes quantidades dessa barreira em aviões de linha.

Acidente em Dubai

A FAA afirmou ainda que o Boeing 747 que caiu em Dubai em setembro carregava um grande número de baterias de lítio.

“Investigações sobre o acidente ainda estão em curso, mas acreditamos ser prudente informar os operadores sobre esse fato”, afirmou o órgão no comunicado.

“Containeres de metal não foram construídos para resistir um incêndio provocado por lítio”, alertou a agência.

A agência de aviação americana quer que empresas de transporte aéreo adotem medidas de segurança mais rígidas durante o transporte de baterias de lítio e garantam que elas estão armazenadas em locais resistente ao fogo.

O departamento de Transporte dos Estados Unidos já propôs uma lei para reduzir o risco de incêndio provocado por essas baterias.

Fonte: BBC Brasil - 8 de outubro, 2010 - 22:08 (Brasília) 01:08 GMT

Comentário: Mais de metade dos 22 incêndios causados por baterias em cabines de aviões de passageiros, de 1999 para cá, aconteceram nos três últimos anos. Um especialista em segurança aérea afirmou que esses aparelhos podem ser - um risco irrestrito de incêndio - que as pessoas podem carregar em aviões.

Principais acidentes
■ Em abril de 2010, no depósito da FedEx em San Diego, explodiu um pacote contendo bateria de níquel-cádmio, Houve um principio de incêndio e ninguém ficou ferido
■ Setembro de 2009, um aparelho portátil de DVD caiu no chão em um vôo da American Airlines e causou incêndio.
■ Em março de 2008, um funcionário da United Airlines acendeu uma lanterna no compartimento de bagagem de um Boeing 757 no aeroporto de Denver. Um relatório diz que a lanterna explodiu "com som de tiroteio", e que o comutador se transformou em projétil.
■ Em um vôo para Miami, março de 2008, oito pessoas saíram feridas quando uma pequena bateria caiu e colidiu com a armação metálica de um assento. Na explosão resultante, destroços queimaram uma orelha e o cabelo de um passageiro, e a fumaça causou enjôos a sete tripulantes.
■ Em 2004, uma câmera de uma equipe de jornalismo da rede de TV ABC explodiu em um aparelho que estava sendo usado na campanha de John Edwards, então candidato à presidência. Um assento pegou fogo, causando retorno de emergência ao aeroporto. E número ainda maior de eventos passa sem registro, de acordo com as autoridades.

Estatísticas disponíveis da Comissão de Segurança de Bens de Consumo apontam que pelo menos 400 mil baterias de aparelhos eletrônicos portáteis foram recolhidas até 2009, em um sinal de que ocasionalmente a culpa é de problemas de fabricação. As baterias também estão ganhando potência, de modo que mesmo as menores delas podem gerar grande calor.

A falha sempre acompanha a tecnologia. Não existe tecnologia cem por cento segura. As companhias aéreas para tornar a viagem mais agradável estão permitindo ou fazem propaganda do uso de acessórios eletrônicos permitidos a bordo do avião. É uma autêntica Caixa de Pandora de Riscos, que pode fugir de controle. A tecnologia não percebe quanto maior a segurança absoluta, mais riscos invisíveis acrescentam no sistema.

Vídeo:
Mostra uma bateria comum de lítio CR-123, em teste mecânico, compressão, a capacidade de propagação de fogo.

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quinta-feira, outubro 14, 2010

Chuva negra de óleo atinge condomínio de luxo

O rompimento de um duto da Petrobrás provocou uma chuva de óleo por volta do meio-dia, 30 de maio de 2001 num condomínio de luxo em Barueri na região Grande São Paulo.

ROMPIMENTO E DETECÇÃO DO VAZAMENTO
Segundo o gerente de controle de dutos da empresa, Alberto Shinzato, às 11h54 foi notada a queda de pressão na tubulação -o que indica o rompimento- e imediatamente suspenso o bombeamento. O problema é que, como o duto é muito extenso, o óleo escapou mesmo assim.
Ao se romper o duto abriu-se um buraco em uma das regiões do condomínio. As casas da parte mais baixa, principalmente as da Avenida Marília, distantes entre 50 e 100 metro do local do acidente, foram as mais prejudicadas. O óleo atingiu uma altura superior a dez metros. "Parecia um chafariz", diz Penalva, gerente administrativo do condomínio. Ruas, telhados e jardins foram cobertos pelo óleo.

OLEODUTO
O óleo era transportado por um duto subterrâneo de cerca de 40 cm de diâmetro do terminal de Barueri para a Replan (Refinaria de Paulínia) em Campinas (95 km de SP), onde seria refinado e transformado em combustível.
A tubulação corta parte do condomínio, o que é comum na região metropolitana de São Paulo e também em áreas do litoral norte do Estado, segundo a Petrobrás e o Sindipetro-SP (Sindicato dos Petroleiros de São Paulo).

RISCO DE EXPLOSÃO
Por ser pesado e ter baixa volatilidade, o óleo vazado praticamente não é inflamável, mas a Defesa Civil de São Paulo aconselhou os moradores das duas casas mais afetadas a não passarem a noite no local em razão do forte cheiro.

TESTEMUNHA DO ACIDENTE
Um barulho e, de repente, uma chuva de óleo, que jorra do chão sob forte pressão, disse a doméstica Josefa Maria dos Santos, foi o começo de um pesadelo.
"Quando eu vi, parecia um vulcão. Eu saí correndo pela casa, gritando e fechando as janelas para que o óleo não entrasse. Não deu nem tempo de pegar todas as roupas do varal", afirma.
Além da sujeira, ela também teve medo de que o óleo fosse inflamável. "Desliguei todos os aparelhos para que uma faísca não provocasse um incêndio. Depois não tinha mais nada a fazer, por isso fiquei só olhando."
A dona da casa, Valéria, conseguia falar direito. "O mínimo que eles podem fazer é cobrir meu prejuízo", repetia, olhando para a piscina com óleo e para o jardim, que passou de verde a preto.
O caseiro Aderval , disse só ter tido tempo de pegar umas poucas coisas que estavam no quintal da casa, entrar e fechar todas as janelas para evitar que o óleo se espalhasse por todos os cômodos. "Fiquei todo preto na hora".
A piscina da casa foi completamente tomada pelo óleo e mais parecia um poço de betume quando os técnicos começaram a limpeza. Durante toda à tarde, funcionários da Petrobrás retiravam o óleo das ruas e da encosta afetadas.

CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros e técnicos da Petrobrás e da Companhia Estadual de Saneamento Ambiental (Cetesb) foram os primeiros a chegar ao local. Os bombeiros recomendaram que os moradores saíssem de suas casas para evitar intoxicação por inalação de gases exalados pelo óleo. "Não há perigo de combustão, mas iremos isolar o local até parte do material ser retirado", explicou o comandante do Corpo de Bombeiros Luiz Antonio Moraes Affonso.

RISCOS À EXPOSIÇÃO
Os moradores também reclamaram da falta de informações por parte da Petrobrás, que não enviou nenhum técnico para alertar sobre a contaminação decorrente da exposição ao óleo combustível.
Entre os efeitos referentes à ingestão ou inalação de óleos e compostos orgânicos estão: mal-estar, náuseas; vômitos, dor de cabeça, diarréia, diminuição do apetite; irritação das vias aérea superiores, tosse, podendo evoluir para irritação brônquica e pulmonar; perturbações visuais e irritações oculares.
Quando ingeridos ou inalados na sua forma pura e em determinadas quantidades, podem comprometer a função renal, hepático, neurológico e hematológico.

DESALOJADOS
Os moradores das casas prejudicadas foram hospedados, à custa da empresa, num apart‑hotel em Alphaville, condomínio vizinho.

TUBULAÇÃO
Técnicos da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) constataram indícios de corrosão no oleoduto da Petrobrás.
A descoberta reforça a hipótese de o acidente ter sido causado pela exaustão da tubulação, que deve ter, de acordo com o Sindipetro-SP (Sindicato dos Petroleiros de São Paulo), cerca de 30 anos de funcionamento. A partir de dez anos de operação, os dutos necessitam de manutenção com freqüência cada vez maior.

MONITORAMENTO E INVESTIMENTO EM DUTOS
Na avaliação do presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, a sucessão de acidentes envolvendo a empresa é o resultado de "20 a 30 anos de atraso em relação à questão ambiental", mas o quadro será outro daqui a dois anos.
"Em 2003 vamos chegar ao estado da arte nessa área. Temos os recursos, sabemos o que fazer, mas isso demora um certo tempo", afirmou ao visitar o local do vazamento de óleo em Barueri (Grande SP).
Entre as medidas que estão sendo tomadas pela empresa para evitar novos acidentes estão a automatização dos dutos, a certificação ambiental das unidades e um programa específico para os resíduos do refino que estão estocados há até 30 anos.
Hoje o controle dos dutos não é feito em tempo real, mas pelo telefone, em intervalos de tempo determinados -o que torna o processo de descoberta e contenção de um vazamento menos ágil.
Os investimentos nesse programa de excelência ambiental são de cerca de US$ 1,3 bilhão diz Reichstul.

AÇÃO CÍVEL
"A Petrobrás fará face às suas responsabilidades, independentemente de as pessoas acionarem ou não o Judiciário", disse Reichstul quando questionado sobre que tipo de assistência à empresa daria às famílias que tiveram as casas inundadas pelo óleo.
Ele visitou os locais mais atingidos, mas não falou em indenizações. A princípio, a Petrobrás pagará as despesas de hospedagem e locomoção enquanto as casas estiverem sendo limpas. A empresa ainda vai estudar a melhor forma de fazer a limpeza.

DANOS MATERIAIS
18 casas foram atingidas diretamente; duas delas ficaram com os quintais e as áreas externas (inclusive paredes e telhados) totalmente cobertas por óleo. O vazamento provocou a interdição de duas ruas de Tamboré 1.

DANO AMBIENTAL
O vazamento atingiu as galerias de águas pluviais (de chuva) do condomínio, o córrego Cachoeirinha e chegou ao rio Tietê. O dano ambiental não é tão significativo, e seriam colocadas barreiras hidráulicas para impedir que a mancha fosse levada pela correnteza para a parte limpa do rio.

VAZAMENTO
Pelo menos 200 mil litros de óleo vazaram durante 30 minutos.

LIMPEZA
A operação limpeza, feita por 600 pessoas e 16 caminhões a vácuo,

MULTA AMBIENTAL
Caso seja confirmado, o desgaste no duto funcionará como agravante nas responsabilizações civil, ambiental e criminal da Petrobrás no acidente em Barueri. A multa ambiental deverá ser a mais alta (cerca de R$ 98 mil), e o crime de poluição será qualificado, afirma o advogado Antonio Fernando Pinheiro Pedro, diretor da ABA (Associação Brasileira dos Advogados Ambientalistas).

CONDOMÍNIO TAMBORÉ
O Conjunto Residencial Tamboré I, com dois milhões de metros quadrados, nasceu em 1989, já em cima do duto Opasa 16. Com 98,8 quilômetros de extensão, o duto liga o Terminal da Petrobras, no município de Barueri, a Refinaria de Paulínia (Replan), no interior do Estado de São Paulo. São dois quilômetros de dutos no residencial.

INQUÉRITO POLICIAL
As investigações do acidente estão a cargo do setor de crimes ambientais da Delegacia Seccional de Carapicuíba (Grande São Paulo).

PÓS-ACIDENTE – INDENIZAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS IMÓVEIS
Os donos das casas atingidas pelo óleo foram ressarcidos dos prejuízos e não ingressaram na Justiça contra a empresa para cobrar dano material. Segundo o gerente administrativo do condomínio, o vazamento atingiu 18 casas, duas mais gravemente. O óleo que vazou daria para encher 14 caminhões (dois eixos) de transporte de combustível. Cada veículo tem capacidade para transportar 14 mil litros de óleo combustível.

Uma das duas casas danificadas gravemente pelo vazamento ainda passa por reformas. "O morador reside em uma casa alugada pela Petrobras, enquanto a sua não fica pronta", diz Penalva. Durante o acidente, a Petrobras prestou assistência total às famílias. Muitas ficaram em hotéis por 20 dias.

SINALIZAÇÃO E TUBULAÇÃO ATUALMENTE
A tubulação é sinalizada e a faixa de segurança de 15 metros de cada lado dos dutos, onde não é permitido construir, respeitada. A área das tubulações, também recebe tratamento especial.
Em muitos pontos ela foi gramada pelos moradores, após pedido e prévia autorização da Petrobras.
Após o vazamento, a Petrobras promoveu inspeção em todo o duto. Segundo a assessoria de imprensa da Transpetro, a inspeção estava prevista antes do acidente. Durante a inspeção foram feitos reparos nas partes afetadas e o duto voltou a operar em seguida.
A gerência do condomínio confirma que técnicos estiveram por mais de 60 dias no residencial.

RECUPERAÇÃO DA IMAGEM DO CONDOMÍNIO
O Condomínio tem 705 lotes que variam entre mil e cinco mil metros quadrados. Penalva diz que quando o acidente ocorreu houve um "pequeno" impacto nos preços dos terrenos. "Mas agora os lotes até valorizaram", afirma.
Ele acredita que a forma como o processo foi encaminhado por moradores e pela empresa ajudou na recuperação da imagem do condomínio. Além disso, Penalva cita que a construção da marginal com pedágio, paralela a Rodovia Castelo Branco, valorizou os lotes pelo fácil acesso proporcionado a quem se dirige à área.
No condomínio são 200 casas construídas. Há dois anos eram apenas 100. Outras 60 estão em construção. O número de obras, diz Penalva, atesta a valorização do residencial.

Fonte: Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Greenpeace e Gazeta Mercantil no período de 31 de maio de 2001 a 6 de agosto de 2002

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segunda-feira, outubro 11, 2010

Levantamento mostrou a imagem que os motoristas fazem de si e dos outros

IMAGEM PRÓPRIA DO MOTORISTA

IMPRUDÊNCIAS QUE COMETO COM MAIS FREQÜÊNCIA
69,1% - Não cometo imprudências
22,5% – Falar ao celular
7,2% - Dirigir sem cinto de segurança
5,6% - Caronas sem cinto
4,5% - Passar sinal vermelho
4,2% - Exceder limite de velocidade

QUAL SEU PERFIL COMO MOTORISTA
18,7% - Sigo as leis
8,4% - Sou muito prudente
8% - Ótimo motorista
6,6% - Bom motorista
5,8% - Sou cauteloso

SE ENVOLVEU EM ACIDENTES NOS ÚLTIMOS 12 MESES
97,6% - Não
2,4% - Sim

SE MOTORISTA TEVE MULTAS NOS ÚLTIMOS 12 MESES
90,6% - Não
9,4% - Sim

SE SIM, QUAL A INFRAÇÃO
33,3% - Exceder limite de velocidade
11,6% - Estacionamento em local proibido
7,2% – Dirigir sem cinto de segurança
7,2% - Falar ao celular

SE SENTE SEGURO DIRIGINDO EM SUA CIDADE
54,6% - Sim
44,6% - Não
0,8% - Não sei

POR QUE NÃO SE SENTE SEGURO
11,7% - Motoristas não respeitam as leis
9% - Motoristas imprudentes
5,9% - Motoristas mal-educados
4,3% - Trânsito violento
4% - Muitos assaltos
3,4% - Motoristas correm muito

QUAIS AS MEDIDAS DE SEGURANÇA VOCÊ ADOTA TODO DIA
82,2% - Respeito limites de velocidade
80,9% - Respeito semáforos
80,1% - Uso cinto de segurança
67,3% - Mantenho distância do veiculo da frente

NOTA DE 0 A 10 PARA MEUS CONHECIMENTOS NAS LEIS DE TRÂNSITO
Média: 8,4

NOTA DE 0 A 10 PARA MEU COMPORTAMENTO NO TRÂNSITO
Média: 5,5

IMAGEM SOBRE OS OUTROS

IMPRUDÊNCIAS QUE OCORREM COM MAIS FREQÜÊNCIA NA MINHA CIDADE
73,45 – Falar ao celular
57,5% - Falta de atenção
55,8% - Exceder no limite de velocidade
55,2% - Dirigir embriagado
54,4% - Desatenção à faixa de segurança

MOTORISTAS DA SUA CIDADE SÃO IMPRUDENTES
88% - Sim
12% - Não

O QUE MAIS DIFÍCIL NO TRÂNSITO DA SUA CIDADE
52,4% - Falta de atenção
47,8% - Congestionamento
43,2% - Imprudência dos motoristas
35,2% - Falta de sinalização
33,7% - Falta de fiscalização

NOTA DE 0 A 10 PARA OS CONHECIMENTOS DOS OUTROS SOBRE AS LEIS DE TRÂNSITO
Média – 6,2
NOTA DE 0 A 10 PARA O COMPORTAMENTO DOS OUTROS NO TRÂNSITO
Média – 5,5

Obs: Foram entrevistados pela empresa Focal 2.068 pessoas em 20 municípios do Rio Grande do Sul

Fonte: 24 de julho de 2010

Comentário:
Os estudos feitos no Rio Grande do Sul constataram uma contradição percebida facilmente por quem circula por ruas, avenidas e estradas. Para os motoristas gaúchos, os responsáveis pelo trânsito violento e incivilizado são sempre os outros. Agora, uma pesquisa na Grande Vitória, no Espírito Santo, além de confirmar o padrão de comportamento detectado no Estado, ajuda a interpretar as causas desta visão distorcida da realidade.

Da Matta falou com Zero Hora sobre o estudo para o qual prestou consultoria, comentou pesquisas realizadas no Estado e analisou o comportamento dos motoristas:

Entrevista com Roberto Da Matta

ZH – Nos últimos seis meses, foram divulgadas duas pesquisas sobre o comportamento do motorista no trânsito em Porto Alegre e no Estado. Em síntese, elas dizem o seguinte: o problema são os outros porque eu dirijo bem. Por que o motorista tem uma visão distorcida da realidade?
Roberto Da Matta – Os resultados encontrados em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul são praticamente idênticos aos identificados na Grande Vitória. Todo mundo é cidadão, todo mundo tem direitos, mas respeitando a igualdade do outro. E é exatamente o que caracteriza o trânsito. Por quê? Porque pessoas que estão submetidas às regras das vias públicas brasileiras e do espaço público brasileiro, em geral, não aprenderam a ser igualitárias. A igualdade para nós é menos importante do que a liberdade.

ZH – Por que o Brasil moderno reproduz relações aristocráticas e atrasadas?
Da Matta – Você não mata o menino que existiu dentro de você. Você não mata os antigos hábitos. Você transforma os antigos hábitos, fazendo com que eles dialoguem com hábitos novos, com novas necessidades coletivas. Para mudar o nosso comportamento, nós temos de nos mobilizar, a gente tem de fazer um agenciamento de dentro para fora.

ZH – Até que ponto as relações no trânsito reproduzem as relações humanas de um modo geral?
Da Matta – Elas reproduzem as relações humanas com as quais nós fomos socializados. Dentro de casa, cada um tem seu espaço na socialização brasileira. Fomos criados em ambientes que comportam hierarquias bem definidas: arrumadeira, passadeira, lavadeira. São os últimos ecos de escravidão e de clientelismo que permeiam a sociedade brasileira. Esse quadro cognitivo, emocional, está nas nossas cabeças. Quando você vai para o trânsito, você tem uma situação desagradabilíssima: obedecer no Brasil é um sintoma de inferioridade. É um aspecto que a pesquisa identificou. Quem obedece, quem segue lei no Brasil, é babaca, idiota.

ZH – Numa das pesquisas realizadas no Estado, 69% dos entrevistados dizem que não cometem imprudências ao volante.
Da Matta – Maravilha. O estilo de dirigir brasileiro é agressivo. Fomos criados com uma visão da casa como inimiga da rua. É como se o mundo da rua não fosse regrado pelas mesmas regras de casa, que é a regra do acolhimento.

ZH – A impunidade, ou a sensação de impunidade, contribui para que esta visão aristocrática no trânsito se perpetue?
Da Mata – Quando a gente discute a questão da igualdade, a gente o faz de maneira retórica. Há uma elasticidade grande na cultura brasileira, que tem uma inércia. Você freia, mas o peso da tradição continua. Você tem de preparar a sociedade para as mudanças, o que nós não fazemos no Brasil. A Lei Seca, por exemplo. É maravilhosa porque atingiu o comportamento da classe média.

ZH – A classe média tem um papel reprodutor de valores e costumes?
Da Matta – Exatamente. A classe média é o espelho tanto da elite, que tá lá em cima, quanto dos muito pobres. É o miolo. A Lei Seca provocou uma visão ambígua, e paradoxal, na classe média.

ZH – Na pesquisa que o senhor assessorou, além de traçar um diagnóstico, também aponta caminhos e alternativas?
Da Matta – A alternativa é essa: nós temos de falar mais em igualdade, ensinar mais igualdade. É um negócio chatíssimo. O nosso lema é: “os incomodados que se mudem”. E não é verdade.
Zero Hora - 28 de julho de 2010

Vídeo:
Pateta personagem do Walt Disney mostra fielmente o modelo desse comportamento. É um pai exemplar para a família, mas quando entra no carro, coloca a armadura para a guerra diária no trânsito. Muito bom o vídeo


Vídeo: Ingles

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sexta-feira, outubro 08, 2010

Uso de celular, MP4, IPod e outros aparelhos eletrônicos no ambiente de trabalho

O uso de celular, MP4, manusear o IPod durante execução ou parada da atividade industrial é tão perigoso como estivesse dirigindo um carro.

Alguns dados de especialistas quanto ao uso de aparelhos eletrônicos em atividades que necessitam raciocínio e visão;
■ No celular, mesmo no viva-voz, e no torpedo, exige-se carga mental igual à de operações cognitivas elementares. .
■ Os fatores que distraem a atenção são estímulos competitivos, como buzina, barulho, celular, conversação interna, televisão, uso do GPS e qualquer outro que exija movimentos oculares
■ Desatenção por tempo igual ou superior a dois segundos aumenta para quase 100% a chance de acidentes

Vídeo
Fones de ouvido não faz parte do trabalho. Ele isola você do seu ambiente de trabalho e dos riscos no local de trabalho. Este vídeo demonstra os perigos associados ao usar fones no trabalho em uma fábrica. Uso de fone de ouvido no ambiente de trabalho industrial, perigo fatal

Mostra uma situação em que a trabalhadora termina o serviço e coloca o fone de ouvido para escutar música na saída da dependência da empresa (armazenagem) e é atropelada por uma empilhadeira. Ela estava distraída com fone de ouvido
Diálogo
00:04 Quando você pensa em trabalho perigoso, armazenagem não está no topo da lista.
00:09 Mas existem alguns riscos
00:11, empilhadeiras riscos gerais, levantamento indevido.
00:16 Quantas vezes você já ouviu isso?
0:19 Mas se o perigo não é faz parte do trabalho?
00:25 Ei, João, como vai?
00:28 Ah, mais uma hora de serviço e eu estou fora daqui.
00:31 Sorte sua.
00:33 Eu tenho mais quatro horas.
00:34 Pelo menos eu tenho a minha música.
00:36 O que for preciso, certo?
00:38 Sim, eu vou te ver mais tarde.
00:40 Ela está sempre ... Ela é sempre assim em suas músicas.
00:45 As empilhadeiras fazer tanto barulho.
0:46 Quero dizer, é uma máquina barulhenta.
00:49 Como não poderia ouvir?
00:52 Eu buzino em cada cruzamento,
00:53 E é difícil de perder.
01:01 Usando fones, isola do seu ambiente e dos riscos.
01:06 Ele não faz parte do trabalho.
01:11 O que posso dizer?
01:13 Eu atropelei. Eu tenho que viver com isso



Vídeo:
O trabalhador sai do local de serviço ouvindo música e é atropelado pela empilhadeira



Vídeo:
O trabalhador fazendo o serviço escutando música. Ele não sai quando o alarme toca. Seu colega fica preocupado. Ele é encontrado morto no local do trabalho



Comentário:
A empresa deve alertar os funcionários sobre os riscos de uso de aparelhos eletrônicos que não são pertinentes ao trabalho nas dependências da empresa. A melhor forma de prevenir é a conscientização.

O recomendado é que a empresa elabore uma norma interna na qual limite o uso de aparelhos eletrônicos para fins não condizentes com assuntos relacionados ao trabalho, estabelecendo punições no caso de descumprimento sem justo motivo e dê ciência a todos os empregados do seu conteúdo.

O uso de aparelho eletrônico e outros similares poderá sofrer restrição dentro das dependências da empresa, em virtude de está interferindo no andamento normal das atividades e colocando em riscos áreas potencialmente perigosas, encontra-se fundamento no poder diretivo do empregador, inserto no artigo 2º da CLT, que consiste na faculdade conferida ao empregador de dirigir a prestação pessoal de serviço dos seus empregados, de elaborar regulamento interno e de aplicar penalidades, se necessárias, à manutenção da ordem interna da empresa. Esse poder, entretanto, encontra limites no momento em que iniciam os direitos assegurados ao empregado, não podendo ser usado abusivamente.

Assim, caso os funcionários deixem de observar o previsto no regulamento interno da empresa, sem justo motivo, poderão ser penalizados, por ato de indisciplina, com fundamento na alínea “h”, do artigo 482 da CLT.

Desta feita, havendo descumprimento do regulamento interno, a empresa poderá advertir o empregado como forma educativa, para que este não pratique mais a falta, e, se reincidente, poderá aplicar punição mais severa, devendo sempre utilizar o bom senso e existir proporcionalidade entre a falta cometida e a sua punição.

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quinta-feira, outubro 07, 2010

Ruído contínuo no local de trabalho dobra risco de doenças cardíacas

O ruído contínuo no local de trabalho pode dobrar ou até triplicar o risco de doenças cardíacas, sugere um estudo publicado na última edição da revista médica British Medical Journal (BMJ).

A pesquisa foi feita a partir dos resultados de uma análise de saúde com 6 mil empregados maiores de 20 anos que participaram, entre 1999 e 2004, do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos.

O levantamento, coordenado por Qi Wen Gan, da Escola de Saúde Ambiental da Universidade de British Columbia, no Canadá, levou em conta entrevistas com funcionários, exames de sangue, o estilo de vida e o histórico médico deles.

Os voluntários foram separados em dois grupos, entre os que suportaram por três meses ruídos tão altos no trabalho a ponto de ser difícil falar normalmente e os que não tiveram esse problema.

Os pesquisadores concluíram que os funcionários que ficavam em um lugar barulhento tinham duas ou três vezes mais probabilidade de ter problemas cardíacos graves do que aqueles que trabalhavam em áreas com menos ruído.

Os exames de sangue, porém, não indicaram níveis elevados de colesterol, associado a doenças do coração. "Esse estudo sugere que a exposição ao ruído excessivo no ambiente de trabalho é uma questão de saúde laboral e merece atenção especial", avaliam os especialistas.
Fonte: Estadão - 05 de outubro de 2010 23h 11

Comentário:

Vídeo:
Mostra os riscos de exposição ao ruído



Comentário:
O ruído é um tipo de som que provoca efeitos nocivos no ser humano, sendo uma sensação auditiva desagradável que interfere na percepção do som desejado. A perda induzida pelo ruído é uma patologia cumulativa e insidiosa, que cresce ao longo dos anos de exposição ao ruído associado ao ambiente de trabalho. É causada por qualquer exposição que exerça uma média de 90 dB, oito horas por dia, regularmente por um período de vários anos. A perda auditiva induzida pelo ruído é uma doença de caráter irreversível e de evolução progressiva passível totalmente de prevenção.

O ruído em excesso tem o poder de lesar considerável extensão das vias auditivas, desde a membrana timpânica até regiões do sistema nervoso central. No órgão de Corti ocorrem as principais alterações responsáveis pela perda auditiva induzida pelo ruído, pois suas células ciliadas externas são particularmente sensíveis a altas e prolongadas pressões sonoras, a chamada “exaustão metabólica”, com depleção enzimática e energética, e redução do oxigênio e nutrientes; com a morte celular, o espaço é preenchido por formações cicatriciais, o que resulta em déficit permanente da capacidade auditiva.

A perda induzida pelo ruído é conseqüência da exposição prolongada a um ambiente ruidoso, existindo dois aspectos fundamentais: as características do ruído e a suscetibilidade individual.

As características do ruído são:
■ intensidade,
■ freqüência,
■ tempo de exposição e
■ natureza do ruído.

A intensidade a partir de 84/90 dB de ruído causa uma lesão coclear irreversível e a lesão será mais importante quanto maior for o ruído, o que tem sido razoavelmente comum em alguns ambientes industriais como metalúrgicas, teares, bancos de prova de motores e outros.

Na freqüência, qualquer área do espectro sonoro é capaz de desencadear problemas cocleares, tendo como mais traumatizantes os ruídos compostos pelas freqüências altas.

Em relação ao tempo de exposição, a lesão é diretamente proporcional ao tempo em que o indivíduo fica exposto ao ruído; com 100 horas de exposição já se pode encontrar patologia coclear irreversível, por este motivo intervalos para descanso acústico em ambientes adequados são fundamentais na tentativa de recuperação enzimática das células sensoriais.

A natureza do ruído refere à distribuição da energia sonora durante o tempo, podendo ser contínua, flutuante e intermitente. Ruídos de impacto, como na explosão, são particularmente prejudiciais.

A suscetibilidade individual está relacionada com;
■ o sexo, idade e
■ doenças do ouvido.

O sexo masculino apresenta preponderância na incidência e no grau de perda auditiva. A idade é importante, pois os mais jovens e os mais idosos apresentam maior suscetibilidade. Doenças do ouvido com disacusia neurossensorial de qualquer etiologia podem significar maior prejuízo ao paciente submetido ao ruído.

Os efeitos do ruído dependem da intensidade e duração da exposição ao ruído, sendo melhor conhecidos e quantificados o dano causado apenas ao aparelho auditivo, mas existem aspectos extra-auditivos, como alterações físicas e psíquicas causadas pelo ruído.

O ruído elevado poderá atuar como fator predisponente à ocorrência de acidentes do trabalho e ser causa agravante de doenças nos sistemas cardiovascular e endócrino por ação do sistema nervoso autônomo.

O ruído ocupacional é um perigoso agente poluente, sendo o mais comum, entre tantos encontrados na atividade industrial. Os sintomas auditivos geralmente são representados por:
■ perda auditiva,
■ zumbidos,
■ dificuldades na compreensão da fala.

Os sintomas extra-auditivos são
■ alterações do sono e transtornos: da comunicação,
■ neurológicos, vestibulares,
■ digestivos,
■ comportamentais,
■ cardiovasculares e hormonais.

A PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído.) é um comprometimento auditivo passível de prevenção que pode produzir alterações importantes no trabalhador que interferem na sua qualidade de vida, produzindo desvantagens e incapacidade auditiva. A incapacidade auditiva através da redução da percepção da fala em ambientes ruidosos, televisão, rádio, cinema, teatro, sinais sonoros de alerta, músicas e sons ambientais. Desvantagens sendo conseqüências não-auditivas influenciadas por fatores psicossociais e ambientais como estresse, ansiedade, isolamento e auto-imagem pobre, as quais comprometem as relações do indivíduo na família, no trabalho e na sociedade, prejudicando o desempenho de suas atividades de vida diária.

A perda auditiva relacionada com o trabalho, diferente do trauma acústico, é uma diminuição gradual da acuidade auditiva, decorrente da exposição continuada a níveis elevados de ruído.

Existe uma relação importante entre as perdas auditivas obtidas nas audiometrias ocupacionais e os sintomas auditivos mais freqüentes como: dificuldade de compreensão da fala, hipoacusia, tinitus, sensação de plenitude auricular, otorreia e tonturas. Fonte: Revista Brasileira de Otorrinolaringologia - vol.68 no.1 São Paulo May 2002

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terça-feira, outubro 05, 2010

Incêndio em uma fábrica de semicondutores

Hesitação na aplicação de um plano de crise

O incêndio provocado por um raio na fábrica de semicondutores no Novo México, Estados Unidos, durou apenas dez minutos em março de 2000. Mas, na Escandinávia, o fogo disparou uma crise corporativa que alterou o balanço de poder entre duas das maiores companhias de eletrônicos da Europa.

Tanto a Nokia Corp., da Finlândia, quanto a Telefon AB L.M. Ericsson, da vizinha Suécia, compram chips de computador da fábrica, que pertence e é operada pela Philips Electronics NV, da Holanda.

O fluxo desses chips, componentes cruciais nos telefones móveis que a Nokia e a Ericsson vendem em todo o mundo, foi abruptamente interrompido.

A Philips demorará semanas para que a fábrica retorne à plena capacidade. Com as vendas de telefones móveis em expansão mundial, nem a Nokia e a Ericsson podiam esperar.

RESPOSTAS À GESTÃO DE CRISE
Mas a maneira como as duas empresas responderam à crise não poderia ter sido mais diferente. A Nokia, que era a maior empresa da Europa pelo critério de valor de mercado à época, enfrentou o desafio com um esforço de gestão de crise típico dos manuais - o tipo de esforço que empresas de todas as espécies consideram essencial, neste momento em que o ritmo do comércio global se acelera.

NOKIA, DOMÍNIO DO PLANEJAMENTO DE DESASTRE PARA GARANTIR A INTEGRIDADE DA PRODUÇÃO
Os funcionários da Nokia fora de Helsinque notaram um lapso no fluxo de chips mesmo antes de a Philips informar que havia um problema.
Em duas semanas, uma equipe de 30 funcionários da Nokia espalhou-se pela Europa, Ásia e os EUA para arranjar uma solução. Eles adaptaram chips em cima da hora, aceleraram um projeto para ampliar a produção e puseram a empresa em alerta para conseguir mais chips de outros fornecedores às pressas. "Uma crise é o momento quando se improvisa", diz Pertti Korhonen, o chefe da logística da Nokia.

ERICSSON, FALTA DE ESTRATÉGIA DE RECUPERACAO DE DESASTRE
A Ericsson, maior empresa da Suécia, com receita anual de quase US$ 29 bilhões, mexeu-se bem mais lentamente. E, de início, estava menos preparada para o problema. Ao contrário da Nokia, a empresa não tinha outros fornecedores para os mesmos chips, conhecidos como RFCs, ou chips de radiofreqüência.

No final, a Ericsson ficou com milhões de chips a menos do que precisava para um novo e decisivo produto, e perdeu pelo menos US$ 400 milhões em receita potencial, de acordo com funcionários da empresa (embora o pedido do seguro contra incêndio possa restituir parte desse total, eles dizem). "Não tínhamos um Plano B", admite Jan Ahrenbring, diretor de marketing para bens de consumo da Ericsson.

De acordo com a Ericsson, a falta de componentes resultante do incêndio impediu a produção de 7 milhões de aparelhos desde o incidente. Quando a empresa revelou o prejuízo causado pelo incêndio pela primeira vez, em julho de 2000, suas ações perderam 14% em questão de horas.
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A empresa também mudou a maneira como adquire peças, fazendo, entre outras coisas, um esforço para garantir que componentes principais venham de mais de uma fonte. "Nunca mais ficaremos expostos desse jeito", afirma Jan Wareby, que supervisiona a divisão de telefones móveis como chefe da unidade de bens de consumo da companhia.

NOKIA, VANTAGEM COMPETITIVA NA GESTÃO DE CRISE
A Nokia tirou vantagem dos problemas da Ericsson para consolidar sua posição como a principal empresa de tecnologia da Europa e ampliar sua participação no mercado mundial de celulares. A fatia da Nokia, que era de 27% em 2000, agora em 2001, cerca de 30%, o que representa mais do dobro da participação da sua rival mais próxima nesse mercado, a Motorola Corp. E a maior parte desse ganho veio da Ericsson, cuja parcela do mercado caiu de 12% para 9% em 2000.

Fonte: The Wall Street Journal – 29 de Janeiro de 2001

Comentário:
A interrupção dos sistemas críticos (único fornecedor), no caso em questão, o fornecimento de chips para telefonia móvel é um potencial de risco (incêndio, explosão, etc) normalmente ignorado pela gerência da empresa, enquanto um desastre não ocorre. Quando ocorre, a empresa não está preparada para desenvolver estratégias de recuperação pós-desastre. É de fundamental importância que a empresa analisa quais são os riscos inerentes à atividade, a fim de desenvolver cenários que servirão como parâmetro para o planejamento de estratégias de prevenção.
A Importância do Planejamento para Emergências:
■ Protegem os empregados
■ Protege ativos físicos (prédios e equipamentos)
■ Minimiza impactos aos negócios da empresa
■ Reduz o risco de contaminação ao meio ambiente
■ Protegem a imagem da companhia
■ Garante o atendimento da legislação vigente

Planejamento de Resposta a Emergências
■ Organize um comitê de planejamento
■ Identifique ameaças e riscos
■ Analise disponibilidade e capacitação de recursos internos e externos
■ Determine funções e níveis de resposta das equipes
■ Estabeleça uma equipe de resposta a emergências (Brigada de Incêndio, Brigada para materiais perigosos, produtos químicos, etc.)
■ Formalize procedimentos específicos por tipo de risco, prédios e unidades
■ Treine as equipes e teste os planos

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sábado, outubro 02, 2010

Câmera de segurança registra o momento do atropelamento.

Uma mulher foi atropelada por um carro, por volta das 6 horas da manhã de sábado, 2 de outubro de 2010, em Belém, Pará, quando voltava do trabalho. Uma testemunha, que mora em frente ao local do acidente, acordou com o barulho do impacto e viu quando o motorista saiu do carro chorando para socorrê-la.

CÂMERA REGISTRA O ATROPELAMENTO
Uma câmera de segurança de uma loja flagrou o momento do atropelamento. Com o impacto, ela chegou a voar e parar a alguns metros à frente.

IMPACTO VIOLENTO
Segundo Ana Cristina Santana, ela, a filha e o genro acordaram com o barulho da freada e do impacto da batida. “Pensávamos que era uma colisão entre dois carros, quando saímos para ver, a mulher estava ensangüentada no chão. O motorista do carro saiu chorando e pedindo desculpas", conta a testemunha.
Ela diz que a vítima estava consciente e chegou a passar o endereço dela, para chamar a família, que disse que a mulher é empregada doméstica e voltava do trabalho naquele horário.

AMBULÂNCIA E RESGATE
O motorista queria socorrer a vítima, mas foi impedido pelas pessoas do local que aguardavam a chegada da ambulância. “O rapaz estava nervoso, não parou de chorar até à hora em que foi embora acompanhado do pai, que chegou ao local e da polícia”, afirma.
Ela foi socorrida por uma ambulância do Samu e encaminhada para o Hospital de Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela passou por exames e teve escoriações no braço e fratura na clavícula, mas passa bem. Ela foi transferida para uma clínica particular durante a tarde.

Fonte: G1, 02 de outubro de 2010

Vídeo:
Flagrante de Atropelamento em Belém do Pará



Comentário:
A mulher teve sorte, o carro pegou por detrás, jogou para frente, mas lateralmente, evitando que o veiculo atropelasse novamente. A dinâmica desse tipo de atropelamento seria: o carro jogaria o corpo da mulher para o ar, ainda em suspensão no ar, o corpo bateria novamente no capô do carro e poderia ser novamente atropelado. Mas não aconteceu e ainda teve lesões leves.

A gravidade dos atropelamentos mantém direta relação com as características físicas e com a dinâmica dos corpos em conflito. O fato de a energia cinética aumentar em proporção muito maior do que a velocidade, confere aos atropelamentos conseqüências particularmente severas dada à vulnerabilidade de um corpo frente a um veículo.

No mais freqüente tipo atropelamento – cerca de 80% dos casos1 2 – o pedestre é atingido pela dianteira de um carro. A idéia de que em um atropelamento o veículo "passa por cima" do pedestre não coincide com o que ocorre na maior parte dos casos. Situações em que o veículo passa por sobre o corpo do atropelado podem ocorrer em casos como acidentes envolvendo ônibus ou caminhões.

Em choques com veículos comerciais (particularmente veículos pesados), observa uma maior incidência de contatos laterais e traseiros, sendo graves as conseqüências nos choques em que os pedestres, ao serem lançados ao solo, são esmagados pela(s) roda(s) traseira(s) do veículo.

No entanto, a dinâmica do atropelamento mais provável é aquela em que o pedestre, após o choque com a frente de um veículo, rola por sobre o capô e pára-brisa do carro que o atinge. O que ocorre após o choque depende de uma série de fatores, dentre os quais a velocidade do veículo e a altura do pedestre relativamente à frente do veículo e o pára-choque.


O local do contato inicial (normalmente, os membros inferiores) no choque contra o veículo influencia a gravidade da lesão do pedestre. Estudos sobre lesões de pedestres patrocinadas pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), indicam que praticamente todos os traumas e fraturas na região pélvica e nas pernas dos pedestres são causados pelo contato com o veículo e não com o pavimento.

Os contatos com os pára-choques foram responsáveis por mais da metade (55%) das lesões pesquisadas pelo IIHS, sendo o contato com a estrutura frontal dos veículos acima do pára-choque responsável pela outra quase-metade (42%) das lesões verificadas. Os levantamentos deste estudo também revelam que fraturas de joelhos são mais prováveis quando a altura dos pára-choques está a 1/4 ou 1/3 da altura dos pedestres.

A probabilidade de lesões fatais é maior nos choques frontais do que nos laterais. Em choques a velocidades acima de 60 km/h, o pedestre, em geral, rola por sobre a dianteira do carro após o segundo contato (provavelmente o da cabeça) contra o veículo, com o corpo dobrando-se e as pernas podendo atingir o teto do habitáculo. Dado às forças aplicadas ao pedestre, resultantes do choque, o corpo do pedestre é acelerado à velocidade do veículo e, ocorrendo a frenagem (e este é, geralmente, o caso), o pedestre prossegue na velocidade adquirida. Com a frenagem brusca, o carro reduz sua velocidade em uma proporção maior que a do corpo do pedestre. O pedestre é, então, arremessado adiante do veículo em desaceleração, antes de atingir o solo.


A probabilidade do segundo contato ser o da cabeça contra o carro aumenta na proporção direta
da velocidade do impacto e inversamente em relação à altura do veículo. A velocidade no impacto determina, também, o local do carro em que ocorre o choque da cabeça. A partir de 50 km/h, virtualmente todo pedestre sofrerá o choque da cabeça contra o veículo.

Velocidade do veículo X Gravidade das lesões
O Departament of Transport Traffic britânico comprova a relação entre a velocidade do veículo no impacto e a gravidade das lesões em estudo que demonstra que:
■ a 32 km/h, 5% dos pedestres atingidos morrem, 65% sofrem lesões e 30% sobrevivem ilesos;
■ a 48 km/h, 45% morrem, 50% sofrem lesões e 5% sobrevivem ilesos;
■ a 64 km/h, 85% morrem e os 15% restantes sofrem algum tipo de lesão.
Fonte: SARAH (Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação)

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sexta-feira, outubro 01, 2010

Jovem morre esmagado por máquina

Na manhã de terça-feira, 28 de setembro de 2010, um grave acidente de trabalho foi registrado em Santa Gertrudes. Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o técnico de segurança do trabalho da empresa declarou que o trabalhador Fabrício, 21 anos, atuava na função de preparador de máquina e, por volta das 7 horas, fazia a manutenção em um dos equipamentos, quando outra funcionária ligou a máquina e acabou prensando a vítima.

Ao perceber que havia uma pessoa lá dentro, a funcionária desligou o equipamento imediatamente.

VÍTIMA:
O trabalhador chegou a ser socorrido com vida no Pronto-Socorro Municipal de Santa Gertrudes e, devido aos graves ferimentos, veio a falecer por volta das 08h30.

EMPRESA
A assessoria de imprensa da Isoterm Indústria informou que o trabalhador participou de reuniões sobre segurança no trabalho e lamentou pelo acidente.

INQUÉRITO
O caso foi registrado na Polícia Civil como comunicação de óbito, e o delegado vai apurar as informações e colher dados para a investigação do caso.

Fonte: Jornal da Cidade – 29 de setembro de 2010

Comentário:
Incrível como pode acontecer um acidente fatal para um procedimento que deveria ser simples, mas se torna complexo por falha de segurança da empresa. Nenhum acidente resulta de uma só causa Na maioria das vezes há uma confluência de eventos e condições e nesse caso podemos supor:
■ Falha da organização (planejamento) para impor uma política de prevenção de acidentes
■ Falha de treinamento ou treinamento inadequado
■ Não houve identificação dos riscos possíveis do equipamento
■ Falta de procedimento/comunicação de riscos por escrito (falta de programa por escrito)
Podemos imaginar a pior condição: Um trabalhador fará um serviço em um local que não é visível para os demais trabalhadores, o que podemos fazer? O que podemos fazer para que o serviço seja feito de modo seguro?
Há procedimentos simples, que requer apenas bom senso, a utilização de um sinalizador óptico ou uma placa informando que o equipamento está em manutenção ou em operação de Setup.

Podemos implantar um programa mais complexo, os programas de bloqueio e etiqueta que são usados para proteger contra acidente pessoal, para proteção de equipamento contra danos e conservar o sistema da indústria. Estes programas são indicados para identifica, isolar e controlar fontes perigosas de energia e material que pode desfavoravelmente afetar a segurança pessoal durante a operação de equipamentos, manutenção ou modificações.

Deveríamos conscientizar os trabalhadores que quaisquer atividades, adotar o princípio de precaução que diz “quando uma atividade gera ameaça de dano ao ambiente e à saúde humana” avançamos com cuidado, como se o fracasso fosse possível, ou mesmo provável. Essa é a essência da prevenção. Se partirmos do principio que não poderia falhar não existiria prevenção?

É lamentável que um trabalhador de apenas 21 anos perder a vida durante a manutenção da máquina por acionamento indevido.

O que as normas ou leis
■ Art. 157 da CLT - Cabe às empresas:
I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV - facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.
■ Art. 186 do Código Civil Brasileiro
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
■ Art. 942 do Código Civil Brasileiro
Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

O que diz a empresa, que o trabalhador participou de reuniões sobre segurança no trabalho e lamentou pelo acidente. Esse pretexto, que o trabalhador tinha noção de segurança faz parte da cultura das empresas, quanto ocorrem acidentes ou questionado sobre a política de segurança, tais como;
■ Nossas instalações são seguras.
■ Nunca tivemos acidente dessa natureza, antes.
■ O acidente foi uma fatalidade.
■ Não havia razão para acontecer o acidente, não sabemos o que o motivou.
■ O padrão de trabalho era seguro, o trabalhador o desobedeceu.
■ A segurança sempre foi prioritária na empresa.
■ Nunca faltaram recursos para a segurança.
■ Tudo o que for preciso para melhorar as condições de trabalho, faremos.
■ A culpa foi do trabalhador e do supervisor que não nos avisaram do risco.
■ A empresa sempre deu treinamento de segurança.
No Brasil discutimos em demasia às normas, detalhes das normas, damos pouca ênfase a política de prevenção de acidentes, como implantar a mentalidade prevencionista numa empresa, etc. Como se diz não dá para organizar a segurança num Manual de Instruções.

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