Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, junho 30, 2009

Prestar atenção


Segundo especialistas da área de psicologia, a questão fundamental para ajudar as pessoas em dificuldades, analisando isoladamente, não é visão, não é experiência, não é preparo técnico, mas sim prestar atenção.
A pessoa com maior possibilidade de conseguir resultado é aquela que tem o domínio da arte de prestar atenção.

O que é prestar atenção
A questão de como provocar a atenção em treinamento dos trabalhadores é um dos grandes desafios, uma vez que a atenção é absolutamente fundamental para o sucesso de aprendizagem. Prestar atenção é focalizar a consciência, concentrando os processos mentais em uma única tarefa principal e colocando as demais em segundo plano.

A atenção tem dois aspectos principais:
■ a criação de um estado geral de sensibilização, conhecido atualmente como alerta,
■ e a focalização desse estado de sensibilização sobre certos processos mentais e neurológicos, a atenção propriamente dita.


O ser humano pode focalizar a atenção em estímulos sensoriais ou focalizar a atenção em um processo mental. A atenção sensorial é chamada de percepção seletiva e a mental de cognição seletiva. Estar ligado é dar prioridade de atenção a um procedimento entre outros (atenção seletiva).

Além da priorização de um determinado procedimento ou som entre outros, como, por exemplo, conversar com um grupo de pessoas em ambiente ruidoso, a atenção seletiva permite ao indivíduo monitorar um determinado estímulo auditivo, mesmo quando a atenção primária está em outra modalidade sensorial. Essa habilidade se desenvolve a partir do nascimento e é primordial para qualquer aprendizagem.

A atenção sobre um determinado objeto ou fenômeno é um reflexo seletivo em razão de seu fundamento fisiológico estar na excitação concentrada em zonas determinadas do córtex cerebral. Assim, a excitação de uma das zonas corticais motiva a inibição de outras. Nesse sentido, no córtex cerebral existe em cada momento algum foco de "excitação ótima", o que significa que o sujeito está atento a algo.

Quando falamos em falta de atenção, não queremos dizer que não está prestando atenção em absoluto, mas que não está dirigida àquilo a que deveria estar em um dado momento. Dizemos que um trabalhador é pouco atento quando sua atenção não se fixa naquilo que deveria fazer no serviço. Sua atenção pode estar dirigida a qualquer outra coisa. Esse é o grande problema em acidentes, o trabalhador julga sua experiência no serviço ou está preocupado com outro problema pessoal e coloca a execução do serviço no piloto automático. Ou outro tipo de problema, o trabalhador é inexperiente para determinado tipo de serviço, não tem orientação para sua execução, pois sua atenção é limitada pelo grau de conhecimento do serviço.

Existem dois tipos de atenção: a voluntária e a involuntária.
A atenção voluntária é determinada por uma atividade consciente. Sua base está centrada em conexões formadas nas experiências passadas, na importância do significado da tarefa a ser executada e no desejo de conseguir bons resultados.

A atenção involuntária é despertada a partir dos contrastes entre os estímulos ou por estímulos que atuam ao mesmo tempo. Uma causa importante da atenção involuntária é a novidade dos objetos e fenômenos. O novo facilmente se faz objeto de atenção. Tudo o que é generalizado, uniforme, de um só tipo e se repete com freqüência é inoperante para a atenção. Sem dúvida, o novo serve de objeto de atenção à medida que pode ser compreendido ou excita a pensar sobre ele; para isto deve relacionar-se com a experiência passada. Se isso não acontece, o novo chama a atenção por pouco tempo.

Isso acontece com trabalhadores que recebem treinamento com máquinas ou equipamentos novos ou serviços, vão recebendo gradativamente os conhecimentos e sua atenção é elevada. Quando eles julgam que dominam as máquinas ou serviços e os novos conhecimentos não são mais novidades, tornam-se repetitivos. Nesta ultima etapa é onde se infiltram as falhas para provocar os acidentes, pois a atenção diminui gradativamente, deixando de analisar outros fatores ou é devido à quebra de protocolo de segurança, tais como; burlar dispositivos de segurança, não utilizar dispositivos de segurança ou aumentar o ritmo de trabalho em detrimento da segurança.

A atenção involuntária também é despertada de variadas formas por diferentes indivíduos, bem como por diferentes interesses, satisfação, insatisfação ou atitudes emocionais. Esse tipo de atenção é um dos grandes problemas em treinamentos ou na escolha de trabalhadores para execução de serviços. É o comportamento pessoal do trabalhador diante do serviço.

Numa organização industrial o trabalhador é apenas um número. Não conhecemos sua opinião, seu comportamento. Temos apenas informações de terceiros para avaliá-lo.

Segundo Tom Peters, existe uma diferença entre ouvir e escutar. Não basta às mensagens entrarem por um ouvido e saírem pelo outro. Quando você fala, os outros já escutam, porque você é o chefe Isso é uma realidade. É a pirâmide da verticalização da autoridade. Dificilmente perguntamos ao trabalhador, o que você acha do serviço? Qual sua opinião? Quem seria a melhor fonte para falar de seu trabalho? É o próprio trabalhador.

Esse é o grande problema da área de segurança, como lidar com o capital humano, no sentido de sua valorização e redução de acidente.

Fonte: Educação Socio-ambiental - Arlete de Gasperini

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domingo, junho 28, 2009

Sushi, Sashimi, sem atum ?

A exibição do documentário “End of The line” (O Fim da Linha) na Europa está chamando atenção da pesca predatória do atum azul. O filme é baseado no livro do jornalista Charles Clove, que denuncia a pesca ilegal do atum azul.
O atum azul é o peixe que a maioria dos restaurantes japoneses serve em seus saborosos sushi e sashimi. O peixe também entra em receitas de outros tipos de culinária, na forma de atum grelhado, cozido e outros. O filme destaca que a enorme popularidade do sushi em todo o mundo, o que era uma raridade fora do Japão, hoje criou um lucrativo mercado mundial do atum azul.
A pesca desenfreada e os métodos empregados estariam exterminando a espécie, cujos peixes podem nadar a velocidade de 64 km/h e atingir o tamanho de um carro pequeno. Mas hoje, segundo Charles Clove, pelo menos um terço do atum azul que vai parar nos pratos é pescado ainda na idade da desova.

As conclusões do documentário são sombrias para o atum azul. Ele pode desaparecer em três anos.

Nos últimos tempos, a pesca predatória nos oceanos reduziu o estoque de vários peixes de forma dramática;
■ No Mediterrâneo, doze tipos de tubarão estão comercialmente esgotados.
■ No Mar do Norte, o bacalhau praticamente desapareceu.
Agora, a ameaça recai sobre um dos peixes mais apreciados do mundo, o atum-azul, cuja carne macia e saborosa - principalmente na região da barriga - é usada na confecção dos melhores sushis e sashimis.

A pesca do atum-azul cresceu em proporção geométrica na década de 90, à medida que a culinária japonesa se popularizou na Europa e nos Estados Unidos.

Tecnologia sofisticada para captura do atum
Para localizarem os cardumes e aumentarem o volume de captura do atum, empresas pesqueiras passaram a lançar mão de recursos tecnológicos como sonares, aviões de reconhecimento e satélites. Ao mesmo tempo, surgiram em vários países do Mediterrâneo as fazendas de cultivo do atum-azul, para onde são levados os cardumes, vivos, após a captura. Nelas, os peixes permanecem dentro de gaiolas, em processo de engorda, até atingir o peso ideal para ser abatidos e comercializados.

Ocorre que a pesca em excesso não deixa tempo para que os estoques de atum-azul possam se renovar. Os exemplares da espécie levam uma década para se tornar aptos a procriar. Na maioria das vezes, são capturados muito antes disso.

Estoque reduzido
As duas principais áreas de pesca do atum-azul são o Mediterrâneo e o Atlântico. Em ambas as regiões, estima-se que o estoque do peixe esteja hoje reduzido a 10% do que era em meados do século passado. Nos oceanos Pacífico e Índico, nos quais os japoneses tradicionalmente capturavam o atum-azul para uso doméstico, a espécie está quase extinta. Nas costas da Escandinávia, ela já desapareceu. Nas fazendas de cultivo, a quantidade de atum-azul estocada caiu 25% no ano passado em relação a 2005. Seis fazendas na Espanha tiveram de encerrar as operações por falta do peixe.

No Japão, o atum-azul foi descoberto como ingrediente inigualável na composição de sushis no início dos anos 60, mas seu consumo explodiu no fim da década de 90.

O risco de faltar atum-azul tem deixado os japoneses alarmados. Eles consomem um quarto de todos os exemplares da espécie pescados no mundo e a consideram uma instituição cultural do país. "Sushi sem atum não é sushi", diz Tadashi Yamagata, vice-presidente do sindicato de sushimen do Japão. "É como se os Estados Unidos ficassem sem hambúrguer", ele compara.

O controle não é rigoroso
Em 2002, a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), que estipula regras para a pesca do atum-azul, determinou que a indústria pesqueira não poderia capturar mais do que 32.000 toneladas da espécie no Atlântico e no Mediterrâneo por ano. Segundo as entidades ambientalistas, essa cota não foi respeitada. Estima-se que, nos últimos dois anos, o total de atum capturado tenha superado o limite estabelecido pela entidade em 40%. Em novembro do ano passado, o ICCAT reduziu ainda mais o limite na tentativa de frear a pesca em excesso.

Até 2010, só será permitido pescar 25.500 toneladas anuais. Como parte do plano de recuperação dos cardumes de atum-azul nos oceanos, a União Européia decidiu colocar inspetores nas áreas de pesca, para evitar os abusos. Os países europeus também prometeram banir a utilização de aviões localizadores na pesca do atum. Segundo os ambientalistas, essas medidas não vão resolver o problema.

Pesca desenfreada - temporada de pesca
A entidade ambientalista WWF (Fundo Mundial para a Natureza), em 14 de abril de 2009, afirmou que só uma dramática redução da pesca poderá salvar o atum azul, um dos maiores e mais rápidos predadores do oceano, caso contrário, poderá desaparecer dentro de três anos a população desse peixe em idade de procriação no Atlântico.

"É absurdo e indesculpável abrir uma temporada de pesca quando os estoques da espécie-alvo estão acabando. Na véspera do início da temporada de pesca no Mediterrâneo, que dura dois meses, a WWF disse que, no atual ritmo, suas análises demonstraram que os atuns azuis com 4 anos de idade ou mais, a idade da desova, irão desaparecer até 2012. "Há anos as pessoas se perguntam quando irá ocorrer o colapso dessa atividade pesqueira, e agora temos a resposta", disse Sergi Tudela, diretor de Atividades Pesqueiras da WWF Mediterrâneo.

O peixe, que pode alcançar mais de meia tonelada e é mais rápido do que um carro esporte. "O atum azul do Mediterrâneo está acabando enquanto falamos, e mesmo assim a pesca vai começar novamente, de forma normal. É absurdo e indesculpável abrir uma temporada de pesca quando os estoques da espécie-alvo estão acabando", acrescentou Tudela.

Grupos ambientalistas condenaram um acordo assinado em novembro de 2008, por vários governos, especialmente europeus, para estabelecer quotas de pesca do atual azul. O grupo considera as quotas "um desastre" e "uma desgraça", e diz que os países novamente preferiram ignorar seus próprios cientistas, já que as quotas são 47 por cento superiores ao que foi recomendado. De acordo com o WWF, dados oficiais mostram que o tamanho médio dos atuns adultos caiu a menos da metade desde a década de 1990, e que isso teve um impacto ainda maior sobre a espécie, pois peixes maiores produzem mais crias. A WWF e outras ONGs dizem que o atum azul só será salvo se a pesca parar completamente nos meses de maio e junho, quando o peixe atravessa o estreito de Gibraltar e se espalha pelo Mediterrâneo. O colapso do atum-azul parece inevitável.

Fonte: BBC Brasil - 24 de junho de 2009, Globo Onlie, 14 de abril de 2009 e Revista Veja, 4 de julho de 2007

Comentário:
A atividade pesqueira virou uma indústria altamente especializada, para atender o consumismo desenfreado de uma parte da população mundial, não para saciar a fome e sim para degustar um prato da moda. Hoje um navio pesqueiro, pode estar em qualquer oceano, utilizando equipamentos eletrônicos sofisticados de localização para captura de determinados peixes.

O colapso dos recursos pesqueiros está associado a desperdícios gerados por uma produção em grande escala para atender interesses econômicos e do mercado consumidor. É só observamos em shopping´s a quantidade de restaurantes, cadeias de fast-food especializados em frutos do mar e peixes e em supermercados, prateleiras repletas de pratos e produtos à base de peixe.

Apenas como exemplo, o mercado de peixe de Tóquio no Japão comercializa 3.000 toneladas de produtos marinhos por dia. Na Austrália, a captura de atum vivo para engorda em fazenda pode render dezenas de milhões dólares no mercado japonês. Por exemplo, captura de 240 toneladas de atum para engorda em fazenda, vale no mercado japonês cerca de 20 milhões de dólares.

Devido a falta de consciência ecológica do mercado consumidor, a demanda de recursos pesqueiros é muito maior do que a capacidade de reposição da natureza (rios, mares e oceanos).
E ainda agravada pela poluição das águas e falta de política de conservação e de conscientização. Na natureza existe um ciclo de criação (procriar, criar, desenvolver) que o próprio homem está interferindo.

Vídeo
Mostra um dos maiores navios pesqueiros do mundo em atum. O navio “Albatun Tres”, propriedade da empresa espanhola Albacora, pode capturar mais de três mil toneladas de atum em apenas uma única viagem.


Vídeo
Trecho do filme The End of the Line

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sábado, junho 27, 2009

Garoto escapa por milagre de acidente na Turquia

As imagens da câmera de segurança mostram um menino de 4 anos, turco, sendo atropelado por um carro e, em seguida, levanta e caminha, saindo ileso do acidente. O acidente aconteceu no sábado, 20 de junho de 2009, na cidade de Sanliurfa, a sudeste da Turquia.

Dois garotos escaparam por pouco de uma tragédia. O carro bate no menino, derruba-o, arremessa-o lateralmente, num vôo curto. O carro desce a escadaria e o menino se levanta e sai caminhando. O outro garoto percebeu a aproximação do veículo, e correu para interior de uma loja a tempo de evitar o atropelamento. Ele e os vendedores da loja também não se feriram. O carro colide com a vitrina da loja no subsolo da galeria.

O menino disse; que estava passeando quando o carro atropelou, mas não sofreu ferimentos.

O pai do menino, disse que a família não tinha compreendido como o filho tinha sido atingido pelo carro. Ele pensou que o filho estava chorando porque tinha visto um acidente.

O motorista disse que desviou de um cachorro e perdeu o controle do carro.

Fonte: G1, 24 de junho de 2009

Comentário:
Há acidentes que não conseguimos compreender como as pessoas conseguiram sair ilesas e sem ferimentos e outras pessoas não tem essas chances. O garoto lembra muito esses jogos eletrônicos, games, onde quem vence uma etapa, ganha mais uma vida. Ele é um vencedor.


Vídeo:

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quinta-feira, junho 25, 2009

Recall de robe feminino, devido ao risco de incêndio

As mortes de seis pessoas acionaram as autoridades federais de segurança e a loja varejista de vestuários Blair para retirada do produto ou recall de 162.000 peças de robes de chenille (tipo de tecido de algodão) porque não cumprem exigências federais de inflamabilidade e pode pegar fogo em caso de serem expostos a uma chama aberta.
Foto: Modelo com um robe de chenille
Em abril, Blair e a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo (CPSP- Consumer Product Safety Commission) fizeram o recall do robe feminino de chenille devido ao risco de incêndio.

Desde então, a empresa ouviu os familiares das vítimas que morreram depois de seus robes pegarem fogo, As notícias das mortes causadas pelo tipo de robe, bem como o alerta da Comissão aos consumidores sobre o recall do robe de chenille da empresa, disse Wolfson. Os consumidores foram recomendados parar de usá-los imediatamente e devolvê-los a Blair em troca de cartão de 50 dólares, disse Scott Wolfson, porta-voz da Comissão.

Dos seis casos informados pela Blair como mortes relacionadas com a queima dos robes, cinco das vítimas eram mulheres que cozinhavam, o sexto era um homem usando seu robe, disse Wolfson.

Três das vítimas tinham mais de 80 anos, e todos os óbitos ocorreram antes de abril.

Inicialmente foi emitido um recall voluntário em abril pela Comissão e empresa, mas depois a empresa recebeu três relatos de robes pegando fogo, incluindo um incidente que deixou uma vítima com queimaduras de segundo grau. A empresa enviou cartas aos clientes comunicando o recall do produto, disse Scott Wolfson.

A etiqueta do robe informa; 100% algodão, RN 81.700, feito no Paquistão, de acordo com declaração da comissão. O robe de peça única tem sete botões, com formato de colarinho e dois bolsos laterais, disse a declaração.

Fonte: LA Times - Jun 11 2009


Comentário:
Observação: O tecido Chenille tem uma textura similar à pele, e sua tecelagem é agrupada em filamentos. É feito de algodão, seda e lã e é semelhante ao veludo. A face felpuda do tecido não é plana, de forma que ele (o tecido) absorve e reflete luz em diferentes graus. É conhecido pelo sombreamento e efeito manchado, que é encontrado em certa quantidade em todas as opções de tecido chenille.
O tecido possui sua principal característica o toque e a maciez, podendo ser 100% ou mesclado com algodão, linho, seda, viscose ou poliéster. Geralmente composto por fios de toque macio, o nome "chenille" é inclusive para denominar o nome do tecido.

O tecido do robe é inadequado ou seu uso é inadequado diante de uma chama aberta? Qualquer vestuário de manga comprida diante de uma chama aberta, por exemplo, cozinhando, o risco de acidente é elevado. A precaução dos americanos é excessiva e deveria adotar esse procedimento para todos os tipos de tecidos, o que é um contra-senso. O que deveria ter é uma advertência na etiqueta, para não utilizar diante de chama aberta ou em fogão. De acordo com a foto, o robe com manga comprida, mangas e punhos largos, durante a movimentação do braço no fogão, o risco do punho tocar numa chama acesa do fogão é elevada. O robe foi feito para ser usado na cozinha, durante uma chama acesa? Claro que não.

Se quiser usar um robe com maior segurança, deve utilizar com manga de ¾ ou curta. Se adotar essa mesma lógica da comissão deveria proibir chinelo e outros produtos, principalmente para idosos que causam acidentes fatais. Para ter um tecido resistente ao fogo deveria usar um tecido tipo nomex ou kevlar, usado em casaco de bombeiros ou vestuários de uso especial ?

Existe uma série de roupas usadas nos lares, tais como; robe, roupão, quimono, todos com mangas compridas, devem tomar cuidado, quando utilizar o fogão ou chama aberta.

Esse problema de manga comprida e seus riscos, alguns não imaginamos, mas estão presentes no momento do acidente, pode acontecer no local de trabalho. Manga comprida, roupa larga, avental com manga comprida, próximos as partes móveis de máquinas e equipamentos, próximas de chamas abertas são riscos presentes e esquecidos nas análises de riscos.

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terça-feira, junho 23, 2009

Condições inseguras - Escada Manual



(1) - peso do trabalhador
(2) - escada insegura
(3) – distancia entre a escada e a parede
(4) – ajudante
(5)- escada apoiada no teto do veículo

Recomendações para escada móvel ou de mão
(1) Cuidados com o peso recomendado, verifique sempre o peso máximo recomendável conforme as especificações fornecidas.
(2) Não é permitida a improvisação de escada com qualquer condição.
(3) - indica que a inclinação da escada é inferior a 50o . A escada deve ficar apoiada na parede com uma inclinação de 50o a 75o.
(4) Todo ajudante que permaneça no piso inferior deve obrigatoriamente utilizar capacete, óculos de proteção e calçado de segurança com biqueira de aço.
(5) Escadas devem ser apoiadas em piso plano e resistente. Nos pés da escada devem ser colocados calços de material antiderrapante (por ex. borracha)
■ Nunca mova-se para os lados quando estiver em cima de uma escada. Caso necessite se deslocar para os lados, desça da escada, mude-a para o local desejado e suba novamente para continuar o serviço.
■ Nunca fique nos últimos degraus de uma escada. Deve-se deixar no mínimo 2 degraus da extremidade superior.
■ Sempre utilize uma corda para erguer as ferramentas necessárias de modo a deixar as mãos livres para subir ou descer.
■ Ao usar a escada é recomendável o uso de calçados com sola plana antiderrapante
■ A escada deve possui uma trava de segurança em alumínio com rebites e interior em aço.
Fonte: Safety & Health, Industrial Hygiene

Comentário:
De acordo com a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo-CSPC (The Consumer Product Safety Commission) informa que mais de 90.000 pessoas recebem tratamento de emergência devido a queda de escadas.
Cerca de 661 trabalhadores morrem em locais de trabalho devido a queda de escadas. Equivale quatorze por cento do total de mortes em locais de trabalho.

Uma escada pode deslizar, derrubar, escorregar ou quebrar. Também pode funcionar como catapulta. As escadas são freqüentemente atingidas por carros passando, pedestres e até trens. Em alguns casos, as normas federais exigem vigias e isolamento de área.

A improvisação com escada, colocando em cima de outro objeto para ganhar altura ou para se mover. Se o piso de superfície ou à superfície superior é escorregadia, e a escada pode deslizar afastando da pessoa. Um sobrepeso do corpo da pessoa pode comprimir parte da escada e agir como uma mola e funcionar como uma catapulta.

Algumas pessoas acreditam que a queda de escadas são sempre a culpa da vítima. Muitos desses acidentes são provocados por falta de bom senso. Pesquisa da agencia americana, OSHA, concluiu que 100% dos acidentes escada pode ser eliminado tomando cuidado na colocação da escada e treinamento.

Falha humana causa a maioria dos acidentes de queda de escadas, mas o erro é muitas vezes evitável por medidas de procedimento de segurança e não por culpa da vítima.
Cerca da metade dos acidentes investigados pela OSHA, o trabalhador transportava matérias em suas mãos enquanto subia. Esta prática contribui para escorregar. Os materiais devem ser içados por uma corda.

Em muitos acidentes, tanto a escada ou trabalhador escorregaram. Uma escada deve ter sempre quatro pontos de contato com a superfície de trabalho e a pressão sobre cada perna (montante) deve ser proporcional. O trabalhador deve sempre manter três pontos de contacto com a escada. Contato seguro pode ser mantido com os dois pés e uma mão. O peso está centrado no degrau da escada. Se a superfície de trabalho é escorregadia ou instável, o trabalhador deve amarrar ou travar a escada no topo e na parte inferior. Estas limitações tornam a escada excessivamente restritiva em muitas aplicações.

Procedimentos de segurança
Para as atividades envolvendo o uso de escadas devem adotar os seguintes critérios:

1 - As escadas de mão devem ter seu uso restrito para acessos provisórios e serviços de pequeno porte;
2 – Certificar-se o local onde será posicionada a base da escada esteja limpa, isenta de óleo, graxa ou produtos que tornem o piso escorregadio.
3 - Providenciar sempre o isolamento e sinalização da área.
4 – Ao subir e descer de uma escada manual, ficar de frente para ela segurando-se com as duas mãos.
5 – Usar uma corda para levantar ou abaixar ferramentas e outros materiais utilizados no trabalho, se necessário.
6 – O comprimento máximo dos montantes da escada é de 6 metros e o espaçamento entre os degraus deve ser uniforme, variando entre 0,25m (vinte e cinco centímetros) a 0,30m (trinta centímetros);
7 – As escadas não deverão ser pintadas, para facilitar a inspeção e não ocultar possíveis rachaduras, trincos ou defeitos que possam comprometer a sua resistência.
8 – As escadas devem ser dotadas de degraus antiderrapantes e ser apoiada em piso resistente.
9 – As escadas de abrir devem ser rígidas, estáveis e providas de dispositivos que a mantenham com abertura constante, devendo ter comprimento máximo de 6,00m (seis metros), quando fechada;
As escadas extensíveis devem ser dotadas de dispositivo limitador de curso, colocado no quarto vão a contar da catraca. Caso não haja o limitador de curso, quando estendida, deve permitir uma sobreposição de no mínimo 1,00m (um metro).
10 – Para trabalhos onde haja o risco elétrico só é permitido o uso de escadas de fibra ou madeira não condutoras de energia elétrica de acordo com as normas vigentes.
11 – Escada de Abrir ou Dupla
a) As escadas devem ter altura adequada, ao serviço a ser executado.
b) As escadas devem ficar totalmente abertas, isto é, com o limitador de abertura, totalmente estirado.
c) Nunca usar escadas de abrir como se fossem escadas de encostar.
d) Os quatro pés devem ficar bem assentados em superfície plana e sólida.
12 – Escada de encosto
a) Deve estar posicionada, de tal forma que a distância que separa a sua base do eixo vertical do ponto de apoio superior, seja de ¼ (um quarto) do comprimento total da mesma, com os pés firmes na superfície de apoio. O ponto superior de apoio deve ser amarrado se não ultrapassar em 1,00m (um metro) o piso superior;
b) Para amarrar a escada, o usuário deve subir com a corda presa ao cinturão ou no ombro, enquanto outra pessoa a segura firmemente.
c) Nunca apoiar escadas ao encostar-se a vidraças e nem posicioná-las em frente a portas que não estejam trancadas ou em outros locais que não ofereçam segurança.
d) Nunca separar as partes de uma escada extensível e nem usar a sua parte superior, como se fosse uma escada simples ou como passadiça ou andaime.
e) Nunca emendar duas escadas de encosto para aumentar o comprimento.
f) Usar cinturão de segurança ao executar qualquer trabalho em escada acima de dois metros.
13 – Armazenagem
a) Inspecionar e limpar as escadas antes de armazená-las de todos os resíduos,
graxa e óleo, outros.
b) Devem ser mantidas armazenadas na posição horizontal contra uma parede ou outra superfície similar, sustentadas por suportes apropriados.
c) O local do armazenamento de ser protegido das intempéries, livre de umidade, de fontes de calor, agentes químicos, outros.
d) Escadas que tenham acusado algum defeito durante o uso, não devem ser armazenadas, mas sim identificadas como defeituosas e encaminhadas para os devidos reparos.
14 – Inspeção
a) O Usuário deve inspecionar a escada antes de utilizá-la caso apresente alguma anormalidade, encaminhá-la para manutenção ou substituição. Inspeção de rotina – verificar:
a) Montantes: Se há rachaduras, sinais de batidas ou outros defeitos.
b) Degraus: Se estiverem soltos, trincados ou com outros defeitos.
c) Ferragens (Dobradiças, guias, roldanas, outros). Se estiverem soltas, quebradas, oxidadas, fora de alinhamento, outros.
d) Sapatas de Segurança: Se estiverem soltas, desgastadas ou com outros defeitos.

15 – Transporte
a) Nunca transpor portas ou virar esquinas com escadas no ombro, onde a visão da mesma possa ficar comprometida por equipamentos altos e pilhas de materiais.
b) Escadas de até 04 metros podem ser transportadas por uma só pessoa, devendo a parte da frente ficar a uma altura de 02 metros e a de trás, rente ao chão.
c) Escadas com mais de 25 kg ou 04 metros de montante devem ser transportadas por duas pessoas, apoiada nos ombros, do mesmo lado.
d) Quando transportadas em veículos, às escadas devem ser posicionadas e presas de modo a não proporcionar qualquer perigo. Fonte: International Paper

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domingo, junho 21, 2009

Mangueiras de incêndio levanta carro

O programa Caçador de Mitos ou Myth Busters provou que o vídeo é verdadeiro.
Eles fizeram toda montagem, com seis mangueiras acopladas numa estrutura metálica, com um carro com a mesma característica. Inicialmente eles tentaram levantar o carro com todos os seus equipamentos. Com as seis mangueiras não conseguiram. O artifício usado para provar a veracidade do vídeo, foi retirar o motor do carro. Com a retirada do motor do carro, o sistema de mangueiras montado conseguiu levantar o carro na altura de 5,80 m.
Eles fizeram um teste inicialmente com uma mangueira, para montar o sistema, com pressão de 130 psi conseguiu levantar 180 kg e equivale uma vazão de 8000 l/min. É extremamente perigosa uma mangueira com pressão elevada se não houver pessoal que saiba segurar com segurança uma mangueira.

Vídeo:


Vídeo(1)
Caçador de Mitos ou Myth Busters

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sexta-feira, junho 19, 2009

Acidentes custam muito mais do que você imagina

Acidentes em locais de trabalho

Os custos indiretos de acidentes industriais levam para valores, às vezes imensuráveis, os custos de produção e de eficiência na maioria das empresas e pode ser diversas vezes os custos de seguro de acidente de trabalho e de pagamento de invalidez para os empregados.
Esses custos, entretanto, são desnecessários. Um estudo liberado recentemente indica que cerca de 85% de todas as lesões e fatalidades nos locais de trabalho podem ser evitadas, cientificando‑se que os empregados foram adequadamente treinados para seus postos de trabalhos, por introdução e exigência que todos os empregados aderissem às praticas seguras nos locais de trabalho, começando pelas gerências e assim como pelos trabalhadores, para firmar um compromisso verdadeiro para segurança dos trabalhadores.
O acidente ocorreu em um instante. O trabalhador recebeu imediatamente os primeiros‑socorros e o ferimento foi tratado. O efeito do acidente (pós-acidente), entretanto, permaneceu no local de trabalho. Os trabalhadores que presenciaram a cena estavam também chocados para reassumirem seus serviços.
A produção parou até que o equipamento danificado fosse removido e substituído por equipamento novo. Os gerentes atribuíram novamente as funções ao trabalhador acidentado, chamaram e explicaram os serviços.
O supervisor preencheu um extenso relatório de acidente e diversos formulários obrigatórios pela legislação. O proprietário da empresa preparou-se para possível questão judicial.

Quais são as implicações de custo para esses eventos interrelacionados?
Na maioria dos casos, tais acidentes, acompanhado com a perda de produção e da eficiência podem ser evitadas, estabelecendo compromissos de segurança entre a gerência e os trabalhadores, instituindo programas regulares de treinamento e de inspeção, efetuando exercícios de treinamento e outros procedimentos.

Certamente, o principal benefício quantificável resultante da introdução bem sucedida do programa de segurança é a redução de acidentes e das taxas de seguro de acidentes de trabalho.

Os benefícios menos mensuráveis (intangíveis), envolvem a interrupção dos custos indiretos de um acidente.

Custos indiretos
Os custos indiretos de um acidente produzem efeitos às vezes imensuráveis nos custos de produção e de eficiência na maioria das empresas.

Eles incluem os seguintes custos:
■ Salários por tempo perdido dos trabalhadores que saíram ilesos do acidente. Os trabalhadores junto à cena do acidente pararam seus trabalhos para prestar atenção ou oferecer ajuda ou conversar sobre a necessidade do acidente ser considerado, quando avalia o impacto financeiro do acidente.
■ Reparo ou substituição de material ou equipamento danificado. Isso inclui o tempo de requisição, entrega e o teste de um equipamento novo.
■ Treinamento e recolocação de trabalhadores. Recrutamento e treinamento de trabalhadores temporários ou permanentes, devem ser considerados pelo setor administrativo com todos os custos incorridos
■ Hora extra. Custos extras para recuperação da produção perdida, ocorrem freqüentemente após um acidente no local de trabalho.

Outros custos indiretos de um acidente, resultam também na perda da produtividade, incluindo os seguintes:

■ Atividade desviada do supervisor. Os salários dos supervisores por tempo gasto no atendimento do acidente devem ser incluídos no custo total do acidente.
■ Salários gastos na produção reduzida. O custo dos salários para retorno de um trabalhador acidentado para sua atividade, poderia ser também um fator, se o desempenho do trabalhador diminuísse.
■ Supervisão do escritório e investigação do acidente. Despesas para investigação do acidente e recomendações de medidas preventivas devem ser consideradas.
■ Custos corretivos e de atendimentos as normas para proteções de equipamento. Após o evento, a resposta às audiências dos órgãos reguladores e modificações para atendimento as normas de segurança podem ser caras, incluindo treinamento de segurança especial, procedimentos e a monitoração dos resultados diretamente relacionados ao acidente.

Custo de negligência criminal
Há um custo potencial experimentado pelos executivos que foram considerados culpados pela violação das normas de segurança em locais de trabalho. Considere o resultado trágico do incêndio na indústria de processamento de alimentos Imperial Food em 1991, localizada próxima a Charlote, Carolina do Norte.
Foi um dos piores acidentes industriais na história do Estado, o qual 25 trabalhadores fora mortos e 50 feridos, por causa das portas estavam fechadas ou bloqueadas ilegalmente.
Um juiz federal ordenou que as seguradoras pagassem 18 milhões de dólares pelas reclamações (indenizações) e como resultado das violações de segurança, o proprietário da Imperial Food foi sentenciado a 19 anos de prisão pelas 25 infrações de homicídio involuntário.

Outro exemplo, a Corte Suprema de Ilinóis ordenou que cinco funcionários públicos da Chicago Magnet Wire permanecessem como provas das acusações criminais, pois eles foram responsáveis pelas lesões reclamadas pelos empregados.
A decisão procede das acusações contra os funcionários, que permitiram mais de 40 empregados ficassem doentes pela exposição de doze substancias químicas perigosas. Os peritos legais disseram que a decisão, provavelmente servirá como exemplo para acusações adicionais contra funcionários públicos em caso de lesões em empregados em outros estados.

Caso real
De acordo com o Conselho Nacional de Segurança (National Safety Council) os custos indiretos de acidentes industriais são aproximadamente quatro vezes os custos diretos reais.

Em outras palavras, os custos reais de acidentes em locais de trabalho são algumas vezes o preço do seguro de acidente de trabalho e de pagamentos de invalidez para os empregados.
Quando esse cálculo é combinado com os custos incorridos pelos executivos, defendendo‑se contra responsabilidade civil e penal, o custo verdadeiro do acidente em locais de trabalho torna-se exorbitante.
Esses custos, entretanto, são desnecessários. Um estudo liberado recentemente indica que cerca de 85% de todas as lesões e fatalidades podem ser evitadas.


As pesquisas indicam que os principais acidentes em locais de trabalho originam‑se de erro humano ou desatenção, que pode ser evitado pelos trabalhadores, certificando‑se que eles foram treinados adequadamente para seus postos de trabalho, por introduzir e exigir o envolvimento de todos os trabalhadores nas práticas seguras nos locais de trabalho e começando pelas gerências e assim como pelo pessoal de chão de fábrica para constituírem um compromisso verdadeiro à segurança dos trabalhadores.
Esses fatores mencionados estão indicados entre as recomendações da OSHA (Occupational Safety and Health Administration - Administração de Saúde e Segurança Ocupacional), que fazem parte de um programa de segurança e saúde.

Estudo após estudo mostrou o papel crucial que a gerência representa no programa eficaz de segurança.
Tal interesse torna‑se evidente pelas opções : compromisso oficial pelo nível elevado do programa de segurança, recompensa para os supervisores em relação aos índices de segurança registrados pelos trabalhadores e de comparação dos resultados de segurança em relação aos objetivos pré-ajustados.

O exemplo de um bom gerenciamento completo é o programa de controle de perdas.
Se fosse exigido capacete de segurança para determinado local, os executivos também usariam esses capacetes de segurança. Se os trabalhadores vêem os executivos desrespeitando as regras de segurança ou tratando situações levemente perigosas desconsiderando as normas, eles sentirão que também tem direitos de transgredir as normas.

As organizações mostram seus interesses para controle de perdas, estabelecendo uma política de segurança objetiva e assumindo responsabilidade para sua execução.

Etapas essenciais à segurança
Investindo em locais de trabalho mais seguro, reduzem as despesas de tratamentos de trabalhadores e ajuda as seguradoras controlar os prêmios de seguros e impedem acidentes em locais de trabalho. Igualmente importante é a eficácia nos padrões de segurança no local de trabalho, que estimula o trabalhador negligente através da transmissão de mensagem, onde a empresa preocupa‑se com as pessoas para proteger sua saúde e segurança.
Os problemas de segurança podem ser evitados facilmente e economicamente, obedecendo as seguintes etapas:

Intensificando a limpeza
Parece simples, mas tais atividades como mantendo o piso varrido e a desobstrução de corredores, realizam a principal contribuição para reduzir o número de acidentes em indústrias e em escritórios.
Vale a pena, prestar atenção aos artigos aparentemente inofensivos, transformam‑se em perigos, como exemplo, a água derramada em volta do bebedouro ou corredores obstruídos por fios e caixas.

Gestão regular em inspeção de segurança
Ao menos a sua empresa é grande suficiente para empregar um consultor de segurança em período integral ou parcial, considere os custos de serviço do consultor de segurança para inspecionar as instalações uma ou duas vezes ao ano. Para encontrar um consultor, consulte sua seguradora, a qual poderá oferecer seu serviço ou indicar um especialista.

Gestão regular em treinamento de incêndio
Se você contrata um consultor de segurança, peça sugestões na freqüência para treinamento de incêndio. Como regra, as atividades industriais necessitam de treinamento duas ou três vezes ao ano, mas alguns tipos de empresas que processam líquidos ou substâncias inflamáveis necessitariam de treinamento mais freqüente.

Treinamento de empregados para conscientização de segurança
Alertar os trabalhadores para as áreas que possuem risco potencial de segurança, tais como: escada, passarela, eletricidade e iluminação
Muitos acidentes podem ser evitados, orientando os novos empregados para seu ambiente de trabalho ou lembrando os trabalhadores atuais de acidentes passados e procedimentos para evitá‑los no futuro.

Melhoria contínua em treinamento de segurança
Poucas empresas deixariam de treinar seus trabalhadores na operação de máquinas pesadas, mas um número surpreendente de empresas permite que usem equipamentos de escritórios, que podem também causar acidentes.

Os princípios de treinamento incluem:
■ Instrução para todos os empregados na operação de máquinas com segurança,
■ Indicar os procedimentos de segurança para os empregados e
■ Treinamento em primeiros socorros.

Cada uma dessas recomendações ou sugestões pode ser executada economicamente e reduzirá os acidentes em locais de trabalho, em empresas de todos os tipos.

Benefício real
Um exemplo desse resultado positivo é visto na Autoridade Recreativa de Metro Parks Detroit, Michigan. A organização cortou o premio do seguro de acidente de trabalho em mais de 150.000 dólares após ter experimentado uma redução de cinqüenta por cento na freqüência e na severidade do acidente.
Em consulta à seguradora, foi executado um rígido programa de segurança em locais de trabalho. O programa consistiu de seminários de treinamento em segurança, inspeção em locais de trabalho e procedimentos de trabalhos, investigação das causas de acidente e prevenção e monitoração constante.

Além da redução do premio de seguro, a organização experimentou um incremento na eficiência e conduta do empregado.

Como sua empresa empreende um programa de segurança, considere a analise do custo e beneficio mencionado acima. Além da simples norma de segurança da empresa, você tem um numero de opções a respeito do grau a que sua empresa investe em segurança do empregado.

Subentendido esse esforços, é convicção para muitas empresas que é moralmente correto melhorar a segurança e saúde no trabalho e fazendo assim intensificará a eficiência e qualidade de vida de trabalho dos empregados em todos os níveis.

Fonte: Haig Neville, Haig Neville Associates, empresa de consultoria de gerenciamento de riscos, Michigan, USA.

Vídeo:
Mostra uma série de acidentes que leva alguns segundos para ocorrer e sua conseqüência para a vida


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terça-feira, junho 16, 2009

Descobrindo as causas de incêndios em depósitos


Os incêndios em depósitos, geralmente não podem ser controlados em sua fase inicial e tendem a ser bastante severos.
Num armazenamento em blocos sólidos ou em prateleiras, o fogo se inicia normalmente na face exterior e se propaga para cima, desenvolvendo-se em forma de leque.
O fogo na base aquece o material imediatamente acima, dando início à sua combustão, além disso, o calor gerado entra em contato com outros blocos ou prateleiras que são separados por corredores e também começam a arder.
A velocidade de propagação vertical do fogo depende em grande parte do material da embalagem, porém a duração do incêndio depende principalmente dos materiais contidos nas embalagens.

Os fatores que determinam a extensão dos danos são os seguintes:
■ Tempo transcorrido para o descobrimento do incêndio;
■ Velocidade de propagação que aumenta consideravelmente em função do espaço existente dentro das pilhas de armazenamento, devido à existência de ar que favorece a combustão.
■ A velocidade de propagação horizontal aumenta em função do menor espaço entre as pilhas de armazenamento;

As principais causas de incêndio são:

1-Processo de combustão espontânea ou ignição espontânea/ ação química
Alguns materiais oxidam-se e liberam calor. Se esses materiais estiverem confinados, o calor não pode escapar e pode haver ignição. Alguns produtos que se aquecem espontaneamente (processo exotérmico de fermentação) são óleos animal e vegetal, e produtos agrícolas como alfafa, fubá, algodão, que contem óleos ou são sujeitos a oxidação bacteriana.
Depósitos de tintas que contem óleos secantes podem inflamar espontaneamente da mesma forma que estoque úmido de carvão de madeira, onde foco de incêndio latente é comum.
Uma boa organização é a principal proteção contra a ignição espontânea. Evite o acúmulo de trapos e outros materiais contaminados por óleos.

No caso da fermentação do algodão é denominado de cavitoma. O fogo tem início e desenvolvimento muito lento, desencadeando‑se de forma violenta quando chega a superfície do empilhamento com combustão alimentada pelo ar.
Cavitoma é um termo inventado na década 50 para descrever os danos microbiológicos à fibra do algodão ou à decomposição da celulose na fibra por micro-organismos.
Esta atividade microbiológica prejudicial começa no campo, quando o caroço maduro aberto está exposto ao tempo úmido ou chuvoso e pode continuar enquanto a semente do algodão estiver no caroço e quando a fibra é armazenada em fardo.
Os sintomas dos danos da fibra incluem o pH elevado, redução no comprimento e na resistência, e reduz a afinidade para tinturas.
Quando a colheita é atrasada pela chuva é importante manter índices de umidade do caroço e do fardo a um mínimo.

Os danos microbiológicos às fibras podem ser observados microscopicamente após a colocação das fibras em uma solução de hidróxido de potássio em 10%. As fibras não afetadas são cilíndricas enquanto as fibras afetadas são distorcidas, inchadas e obviamente danificadas.

2-Incêndios provocados (criminoso);
As áreas de estocagem, como armazéns, são os alvos mais freqüentes de incêndios criminosos, pois normalmente abrigam poucos funcionários.
Segurança adequada, cercas, iluminação interna externa, alarmes de intrusão, serviços de vigia e portas e janelas (e outros meios de acesso) eficientes podem ajudar a minimizar as chances de um incêndio criminoso. Implemente medidas de segurança para garantir que apenas empregados e visitantes acompanhados tenham acesso restrito a determinadas áreas da instalação.

3-Operações de corte, solda ou trabalhos a quente em geral no local ou próximo;
Trabalhos a quente incluem cortes, soldas e o uso de maçaricos para aplicações de materiais de revestimento ou qualquer operação que envolva chamas expostas ou produza calor ou fagulhas.
Fagulhas originadas em trabalhos a quente podem ser lançadas ou rolar por grandes distâncias, passar por fendas ou aberturas na construção do prédio, caindo sobre estoques combustíveis, acúmulos de pó ou resíduos não visíveis de óleo.
Esse material pode então alimentar um incêndio latente que termina por produzir chamas, mesmo depois que o trabalho foi concluído e o pessoal foi embora. Às vezes, trabalhos de corte ou soldagem conduzem calor para materiais combustíveis adjacentes.

A realização de trabalhos a quente com segurança contra incêndio requer preparo e supervisão antes, durante e após o trabalho.

Utilize a Permissão de Trabalho, com as precauções prescritas. Essas precauções incluem a verificação da área programada para o trabalho a quente quanto à construção e conteúdo combustíveis, e a renovação destes ou seu isolamento com coberturas ou barreiras não combustíveis.
Quaisquer pequenos buracos no piso paredes próximas à área de trabalho a quente devem ser cobertos a fim de se evitar que as fagulhas passem para outras áreas ou espaços confinados.
Molhe a área sempre que possível. Providencie um vigia de incêndio equipado com extintores e uma mangueira de incêndio disponível na área. Após o término de trabalhos de corte e soldagem, tenha alguém para verificar as áreas adjacentes quanto à existência de incêndios latentes.

4-Risco externo
Um incêndio pode começar em um prédio pela irradiação de calor de incêndio em uma estrutura vizinha, estoques em pátios, vegetação vizinha ou bosques. A distância entre os dois contribui para o grau de risco externo, assim como a combustibilidade das paredes externas do prédio exposto e o tamanho das janelas ou de outras aberturas.
A proteção mais efetiva de um prédio é à distância de estruturas combustíveis e estoques em pátios.
Use portas corta-fogo para proteger passagens. Mantenha caçambas e outros grandes receptáculos externos do lixo tampados e longe dos prédios. Não permita crescimento extensivo do mato ou madeira perto dos prédios. Onde houver necessidade de estocagem combustível em pátios, subdivida o estoque em pilhas com o maior espaço possível entre elas (geralmente, pelo menos 15 m).

5-Fumo
Todo fósforo ou cigarro aceso é uma fonte potencial de ignição. Pode-se, entretanto, minimizar a ameaça por meio de controle e educação.
Proíba fumo e coloque cartazes de "Proibido Fumar" em áreas com riscos potenciais, como líquidos inflamáveis, estoques e pós-combustíveis e em áreas de armazenagem. Incêndios por imprudência de fumantes são mais freqüentes em áreas de armazenagem do que em qualquer outra localidade devido à presença de materiais de embalagem facilmente inflamáveis.
Providencie cinzeiros fora de áreas de armazenagem e de outras áreas de risco para que os fumantes apaguem cigarros e fósforos antes de entrar. Reforce políticas de proibição ao fumo nessas áreas e certifique-se de que a posição da gerência em relação a esse risco é conhecida de todos.
Nos locais onde for permitido fumar, providencie recipientes seguros a fim de minimizar descartes imprudentes, como jogar cinzas em brasa em cestos de lixo. A equipe de limpeza também deve esvaziar os cinzeiros de forma segura.

6-Fricção
Incêndio provocado por transporte e manipulação de fardos (faíscas provenientes de empilhadeiras e outros equipamentos móveis, provocadas por defeitos no funcionamento ou derrames de combustível ou atrito com o piso).
A fricção gera calor; quando esfregamos duas varetas, fazemos surgir uma pequena chama. Mas, no maquinário, partes móveis frouxas ou gastas que se friccionam umas contra as outras podem gerar calor suficiente para inflamar combustíveis próximos (por exemplo, depósitos de algodão em maquinário têxtil, pó de papel em máquinas do papel). Correias propulsoras e transportadoras mal alinhadas podem pegar fogo. Rolamentos gastos ou com lubrificação insuficiente podem sobreaquecer.
A manutenção adequada é a chave da prevenção de incêndios causados por fricção. Use lubrificantes apropriados com a devida freqüência. Verifique o alinhamento dos componentes do maquinário. Os operadores podem minimizar as chances dos problemas do falta do alinhamento observando e comunicando sons incomuns ou outros sinais de operação defeituosa.

7-Instalação elétrica
Como a eletricidade provoca um incêndio? Normalmente, a corrente elétrica circula por um condutor, encontrando resistência. Essa resistência gera calor que, em um condutor adequadamente dimensionado, é dissipada.
No entanto, há geração de calor excessivo prejudicial por sobrecarga, formação de arco, defeitos de alta ou baixa impedância, alta resistência (baixa condutividade) em conexões mal feitas ou por resfriamento ou dissipação inadequados de calor normal.
O risco de ignição do equipamento elétrico pode ser minimizado assegurando e mantendo um programa de manutenção formalizado executado por uma equipe de funcionários qualificados.
A manutenção deve ser acrescida por inspeções regulares (uma combinação de inspeções visuais e termográficas são essenciais) e um sistema eficaz de ordem de serviço para assegurar que os problemas são resolvidos prontamente.

Observa-se um número elevado de incêndios em grandes depósitos que foram causados por falhas de equipamento de iluminação. As luminárias estarão posicionadas invariavelmente, diretamente acima do estoque, apresentando uma fonte de ignição constante se a luminária apresentar defeito e puder liberar o material quente. Este risco é comum a cada área de armazenamento e a revisão dos suportes das luminárias e manutenção devem ser vista como um aspecto importante da prevenção de incêndio.

Luminárias:
As lâmpadas de descarga de alta intensidade (HID-High intensity discharge)
Como a tecnologia das lâmpadas melhorou, as pressões internas das lâmpadas HID alcançaram 4,8 bar, com temperaturas acima de 1000°C.
Falhas violentas de lâmpadas HID podem descarregar fragmentos grandes e quentes sobre a mercadoria vulnerável e nas tais lâmpadas foram identificados como a causa provável da ignição em diversos incêndios recentes.
Tais suportes devem ser revistos para assegurar que os protetores são fornecidos para impedir a descarga de fragmentos quentes. De outro modo, as lâmpadas de descarga de alta intensidade devem ser especificamente projetadas para o uso sem protetores.

Lâmpadas fluorescentes
A temperatura máxima de superfície de componentes típicos de uma lâmpada fluorescente é de 90°C. Se posicionado perto da mercadoria ou se a poeira for permitida acumular nos componentes, um incêndio pode resultar. Além disso, se as unidades forem usadas além de sua vida útil prevista, as falhas elétricas podem causar arcos e superaquecimento.
A boa pratica aceita para a manutenção contínua de operação de descarga elétrica do sistema de iluminação é desligar as lâmpadas por 15 minutos por semana. As lâmpadas que se aproximam do fim de sua vida útil falharão para reiniciar e podem ser substituídas antes que tenham a oportunidade de falhar durante o serviço.

Medidas de segurança
Housekeeping
Áreas desorganizadas e sujas fornecem combustíveis suficientes para qualquer fonte de ignição. E, em geral, contribuem para que os combustíveis aproximem-se, muito mais de fontes potenciais de ignição do que o bom senso prescreveria. Mantenha as áreas limpas, dê destino apropriado ao lixo e verifique suas práticas de limpeza. Os empregados desempenham um papel chave neste fator.
Empilhamento
Com espaçamento e altura adequada, evitando o empilhamento excessivo próximo a estrutura da cobertura, da luminária e da instalação de sprinklers.
Extintores de incêndio
Adequado ao combate a incêndio de acordo com o tipo de ocupação
Rede de hidrantes
A rede de hidrante deve ser projetada e instalada de acordo com as normas técnicas vigentes no país.
Sistema de sprinklers
Para determinar a demanda de água, deve ser levada em conta a classificação da ocupação (fardo de algodão), e demais parâmetros técnicos, tais como; tipo de armazenamento (prateleiras, pallets, etc.) altura de empilhamento, corredores entre prateleiras ou pilhas, tipo de prateleira, altura do edifício, etc. O sistema sprinklers deve ser projetado e montado de acordo com as normas técnicas vigentes no país.

Compartimentação horizontal
Constituída de elementos construtivos resistentes ao fogo, separando ambientes, de tal modo que o incêndio fique contido no local de origem e evite a sua propagação no plano horizontal. A compartimentação também auxilia na divisão de áreas (fracionando) com intuito;
■ de fixar o valor máximo estabelecido para cada área compartimentada, considerando o custo da edificação e conteúdo
■ minimizar os prejuízos decorrentes da paralisação do setor sinistrado
■ sistema de detecção de incêndio

Sistema de detecção de incêndio
As áreas de armazenagem são extremamente dependentes dos recursos manuais dos bombeiros para limitar a propagação do incêndio e para executar o seu controle final. Durante os estágios críticos iniciais de um incêndio, qualquer atraso no aviso do incidente impedirá severamente a eficácia da resposta da brigada de incêndio e do resultado do aumento significativo no impacto do incêndio.
É, entretanto, importante que um fogo seja detectado no inicio e o alarme aciona prontamente a brigada de incêndio.

Além do aspecto desfavorável de incêndios na área de armazenagem, os registros de incêndios indicam que mais de 60 por cento dos incêndios ocorrem entre 18 h e 6 h.

Nesse período as instalações estão com pouco pessoal ou desocupadas, aumentando à probabilidade de que o incêndio crescerá sem a sua detecção. Estes fatores combinam para destacar a necessidade fornecer alguma forma de detecção de incêndio contínua em conjunto com os procedimentos de notificação da emergência para áreas de armazenamento.
Os incêndios podem ser detectados em seu estágio incipiente por quaisquer sistemas de detecção de incêndio automáticos, pelos vigias e/ou funcionários da área. Um nível apropriado de ronda de incêndio (ronda com relógio) deve ser considerado para todas as instalações de armazenamento e os procedimentos desenvolvidos para assegurar que os avisos serão rapidamente transmitidos ao centro de controle de incêndio.

Fonte: An Insight into Warehouse Fires - Willis Global Property & Casualty; Recognizing the Causes of Fire Ignition Sources – FM Global

Vídeo:
O incêndio ocorreu no depósito de uma loja de móveis. Causa provável cigarro no depósito, nas docas. Morreram nove bombeiros. Os bombeiros de Charleston por tradição tinha um lema “Jamais retroceder diante do fogo” e as normas de segurança contra incêndio ficavam em segundo plano.. O incêndio foi agravado pela carga de incêndio no local, muito material de fácil combustão, não tinha sistema de sprinklers (era um a prédio antigo) e a estrutura do telhado era metálico (tipo treliça), considerado pelos bombeiros americanos como um dos mais frágeis diante do fogo.

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sábado, junho 13, 2009

Acidente aéreo, Acidente de trabalho, Acidente de carro

Quem se prepara para um voo transatlântico cultiva rituais próprios. Uns chegam muitas horas antes por precaução, outros se atrasam e quase perdem o voo. Há os ansiosos e impacientes que não suportam filas. Os alegres e barulhentos. Os profissionais com uma malinha de mão, que fazem o check-in por internet e têm reserva de assento. As crianças que empurram o carrinho como se estivessem num parque de diversões.
Há quem chegue ao check-in sozinho e os que levam a família inteira para a despedida. Os viciados em free-shop na partida e na chegada. Um chocolate, um presente, um eletrônico, um supérfluo. Os que levam remédio para dormir, travesseiro inflável, meias elásticas, livros e se desligam do burburinho com seus iPods.

A maioria não para de falar ao celular ou escrever mensagens. Há quem morra de medo de avião. Há quem, na dúvida, faça o sinal da cruz. E também os que confiam plenamente no avião como um transporte seguro. Por que um desastre aconteceria logo com eles?
A bordo do avião, existe uma primeira torcida para que o vizinho de poltrona seja o mais conveniente possível. Num avião com centenas de pessoas, há de tudo: os que tossem, roncam, não dormem, não comem e apagam, bebem demais e se levantam a cada dez minutos.

Há os que veem todos os filmes, os que mantêm a luz ligada, puxam conversa com o vizinho, abrem sua vida e mostram fotos dos filhos. E os que aproveitam a pausa para refletir. E também os que confiam plenamente no avião como um transporte seguro. Por que um desastre aconteceria logo com eles? Fonte: Revista Época

O ser humano está rodeado de riscos, alguns ele percebe e convive normalmente e outros são invisíveis. Os riscos invisíveis são os que causam maiores impactos.

Se olharmos o mundo e analisarmos onde ocorrem os acidentes poderemos ter uma noção dos problemas, alguns acidentes como o acidente aéreo causa maior impacto devido a quantidade de vitimas envolvidas, outros não percebemos a magnitude do problema, pois a fatalidade é lenta, paulatina, etc, não causa tanto clamor como no acidente aéreo.

Segundo a Organização Internacional da Aviação Civil, instituição com sede no Canadá que dita as regras da aviação internacional e é conhecida pela sigla inglesa Icao.
1-A cada ano temos no mundo 26 milhões de voos e no ano passado tivemos apenas 23 acidentes com vítimas
2-Em 1990, ocorriam 19 acidentes em cada 10 milhões de partidas. Agora são apenas quatro. E os acidentes parecem estar se tornando menos mortais.
3-Em 2007, 11 acidentes cobraram 587 vidas.
4-Em 2008, 23 acidentes fatais de um total de 109 acidentes, provocaram 502 mortes.
Os aviões são um meio de transporte muito seguro e estão se tornando ainda mais seguros, diz Icao.

No Brasil os acidentes aéreos matam no máximo centenas por ano. A chance de morrer num avião é a mesma de ser abatido por um raio.

Na história da aviação mundial, ocorreram 17.369 acidentes – incluindo de jatos a aeronaves convencionais, de voos comercias a militares, de aviões de passageiros a de carga. Ao todo, 121.870 pessoas morreram e 93.624 ficaram feridas. Entretanto os acidentes aéreos ocorrem.

Acidente de trabalho no mundo
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que anualmente ocorram 2,2 milhões de mortes decorrentes de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho para uma população economicamente ativa de 2,837 bilhões de pessoas. Ou seja, para a OIT acontece anualmente uma morte para cada grupo de 1.289 trabalhadores.

Acidente de trabalho no Brasil
Brasil tem 410 mil acidentes de trabalho por ano, que matam 3 mil brasileiros.
Eles matam oito trabalhadores brasileiros por dia e esta conta pode ser muito maior, já que não inclui os 40 milhões de brasileiros da economia informal.

Acidentes de trânsito no Mundo
Dados da Organização Mundial da Saúde
1.200.000 mortes/ano
50 milhões de feridos/ano
132 milhões de acidentes/ano

Acidentes de trânsito no Brasil
42.000 mortes/ano
376.589 feridos/ano
1.000.000 de acidentes/ano


Hipoteticamente vamos transformar esses dados de acidentes em equivalentes a um aviao comercial. Foi escolhido um avião com capacidade de 295 passageiros. O valor desse avião é estimado em 190 milhões de dólares

Conclusão:
A frota mundial de aviões comerciais é de 12.195. Em 2008 os aeroportos movimentaram 4,478 bilhões de passageiros (embarques + desembarques).
A frota hipotética de aviões acidentados equivalente aos acidentes de trabalho e de trânsito que ocorreram mundo por essa simulação equivale a 547.000 aviões. Os prejuízos financeiros dessa frota hipotética são de trilhões de dólares.

Ou ainda melhor segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que anualmente ocorram 2,2 milhões de mortes decorrentes de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho para uma população economicamente ativa de 2,837 bilhões de pessoas. Ou seja, para a OIT acontece anualmente uma morte para cada grupo de 1.289 trabalhadores.

Em veículos, segundo a OMS há 11.200.000 mortes numa frota de 1 bilhão de veículos, que equivale uma morte para cada grupo de 883 veículos.

No transporte aéreo em 2008 ocorreu 502 mortes numa população de 4,478 bilhões de passageiros, que equivale a uma morte para cada grupo de 9 milhões de passageiros.

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quinta-feira, junho 11, 2009

Horário de empregado ir ao banheiro pode ser controlado pelo patrão

Para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) o patrão pode regular o horário do empregado usar o banheiro, o fato não configura dano moral contra a imagem ou intimidade do trabalhador. A decisão foi tomada no julgamento de recurso de um operador de call center contra a empresa Vivo em Goiás. Por unanimidade, os ministros seguiram o voto do relator, ministro Ives Gandra Martins Filho.

O operador ingressou com ação trabalhista requerendo indenização por dano moral pelo fato de a definição de horários para a utilização do banheiro, e a exigência de comunicação à chefia caso fosse necessário usá-lo fora desses horários, violarem sua honra, imagem, integridade física e psíquica e liberdade pessoal. A sentença de primeiro grau julgou o pedido improcedente.

O trabalhador destacou, por meio de prova testemunhal, ao Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, que a empresa o havia proibido de ir ao banheiro, sendo questionado sobre o motivo de fazê-lo. Ele argumentou que o controle justificaria a indenização por dano moral, indicando clara invasão do poder de direção da empresa, que estaria decidindo sobre suas necessidades fisiológicas.

O TRT/GO, por sua vez, destacou que, conforme estabelecido também por prova testemunhal no processo, a empresa concedia pausa de 15 minutos e outra de cinco minutos, durante o expediente, para que os funcionários pudessem utilizar o toalete. Além disso, caso o operador desejasse, não era proibido de usá-lo. De acordo com a empresa, o controle de saída dos postos visava impedir que todos ou vários operadores deixassem o local ao mesmo tempo, inviabilizando a regularidade no serviço.

O ministro Guilherme Caputo Bastos ressaltou a necessidade do controle do uso do toalete, uma vez que, do contrário, haveria grande desorganização no local de trabalho, sem uma ordem que regrasse a saída do operador, ao menos que este comprovasse problemas fisiológicos, o que não foi trazido aos autos. O relator, ministro Ives Gandra Filho, observou que, uma vez que o TRT entendeu pela não-caracterização do dano, entendimento diferente exigiria o reexame de fatos e provas, não permitido pela jurisprudência do Tribunal.

Fonte: Globo Online - Publicada em 10 de março de 2009

Comentário
A imagem é do filme Tempos Modernos de Charles Chaplin, 1936. Ele teve uma visão fantástica da sociedade industrial massificada, tudo cronometrado. As imagens retratam muito bem a ida do trabalhador no banheiro, fiscalizado pelo patrão. É fantástico. O filme focaliza a vida do na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" e ao modelo de industrialização.
Tem funcionário que exagera. Usa o banheiro para matar serviço. Como disse o ministro Guilherme Caputo Bastos há necessidade do controle do uso do toalete, uma vez que, do contrário, haveria grande desorganização no local de trabalho, sem uma ordem que regrasse a saída do funcionário. O bom-senso deve prevalecer nesse tipo de controle.

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terça-feira, junho 09, 2009

Robô ataca trabalhador sueco

Uma empresa sueca foi multada em 3.000 dólares, depois de um robô com defeito atacou e quase matou um trabalhador em uma fábrica ao norte de Estocolmo.

O procurador Leif Johansson cogitou na execução de ação penal contra a empresa, mas optou por aplicar uma multa. "Eu nunca ouvi falar de um robô atacar alguém", ele disse.

O incidente aconteceu em junho de 2007 em uma fábrica em Balsta, ao norte de Estocolmo, quando o trabalhador estava realizando manutenção em uma máquina defeituosa, normalmente utilizada para levantar pedras pesadas. Imaginando que tinha cortado o fornecimento de energia, o trabalhador aproximou-se do robô sem precaução.

Mas o robô de repente passou a funcionar e agarrou com toda força a cabeça da vítima. O homem conseguiu se defender, mas sofreu ferimentos graves. "O homem teve muita sorte. Ele quebrou quatro costelas e chegou perto de perder a sua vida", disse Leif Johansson.

O assunto foi objeto de investigação pela Agência de Segurança do Trabalho e pela polícia.

O procurador Johansson puniu a empresa por procedimentos inadequados de segurança, mas ele também responsabilizou em parte, o trabalhador.

Fonte: The Local - Published: 28 Apr 09

Comentário:
Robôs industriais são geralmente considerados muito perigosos para aproximação durante a operação. Eles são normalmente concebidos para um determinado conjunto de funções e não são capazes de detectar obstáculo, como um homem de pé no raio de operação, por exemplo, o robô manipulando um braço.
Por esse motivo robôs industriais requerem áreas de segurança no raio do perímetro de sua operação para impedir a entrada do elemento humano enquanto estiver em funcionamento.
A maioria dos acidentes ocorre durante a programação do robô, reparação, ou treinamento de processos de aprendizagem de um novo procedimento, quando técnicos estão na zona de risco e as ações do robô são menos previsíveis do que em condições normais.

Falhas do trabalhador
O trabalhador imaginou que bloqueou a energia, mas não o fez. Falta de bloqueio físico das fontes de energia.
Aproximou-se do robô, mas não verificou se o robô estava realmente desligado ou possuía energia residual.
Houve uma falha geral da empresa em relação às normas, procedimentos, divisão e compartilhamento de tarefas e treinamento de pessoal.
A aplicação da multa foi correta e também houve co-responsabilidade no acidente por parte do trabalhador por imprudência ou negligência.

Falta de uma política de comunicação de risco por escrito e execução de bloqueio de fonte de energia.
Principais falhas na execução de serviço;
1) Falha ao desligar um aparelho ou equipamento;
2) Falha ao desconectar o equipamento de sua fonte de energia;
3) Falha ao eliminar a energia residual
4) Falha ao religar acidentalmente o equipamento
5) Falha ao não afastar objetos que possam interferir quando o equipamento for ativado

Finalidade do bloqueio
Sempre que uma ou mais formas de energia estiverem presentes em qualquer situação onde um serviço de manutenção ou similar venha a ser necessário e o risco decorrente pode causar uma lesão ou dano material.

Procedimentos
Preparativos para desligar
Desligar o equipamento
Isolar o equipamento
Bloquear (lacrar) e etiquetar
Controlar a energia armazenada ou reativa
Verificar se o equipamento esta desligado

Removendo os Bloqueios e Etiquetas
Afaste todos os trabalhadores do equipamento antes de restabelecer a energia.
Cadeados e etiquetas devem então ser removidos somente por quem os instalou.
Fazer os testes de funcionamento
Limpar toda a área de trabalho.
Terminar a permissão de Trabalho de acordo com o procedimento.
Devolver a Permissão de Trabalho para o Segurança Industrial.

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segunda-feira, junho 08, 2009

HOME - Consciência Ecológica

Português
HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.
Português - http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

English
We are living in exceptional times. Scientists tell us that we have 10 years to change the way we live, avert the depletion of natural resources and the catastrophic evolution of the Earth's climate.
The stakes are high for us and our children. Everyone should take part in the effort, and HOME has been conceived to take a message of mobilization out to every human being.
For this purpose, HOME needs to be free. A patron, the PPR Group, made this possible. EuropaCorp, the distributor, also pledged not to make any profit because Home is a non-profit film.
HOME has been made for you : share it! And act for the planet. Yann Arthus-Bertrand
English - http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&feature=channel

Espanõl
Estamos viviendo un periodo crucial. Los científicos nos dicen que solo tenemos 10 años para cambiar nuestros modos de vida, evitar de agotar los recursos naturales y impedir una evolución catastró...
Estamos viviendo un periodo crucial. Los científicos nos dicen que solo tenemos 10 años para cambiar nuestros modos de vida, evitar de agotar los recursos naturales y impedir una evolución catastrófica del clima de la Tierra.
Cada uno de nosotros debe participar en el esfuerzo colectivo, y es para sensibilizar al mayor número de personas que realizé la película HOME.
Para que esta película sea difundida lo más ampliamente posible, tenía que ser gratuita. Un mecenas, el grupo PPR, permitió que lo sea. Europacorp que lo distribuye, se comprometió en no tener ningún beneficio porque HOME no tiene ningún interés comercial.
Me gustaría que esta película se convierta en vuestra pelicula. Compártelo. Y actúa.
Yann Arthus-Bertrand
Español - http://www.youtube.com/watch?v=SWRHxh6XepM

Russian
На долю нашего поколения выпало жить в исключительное время, время принятия решений. По прогнозам ученых, у нас осталось всего лишь 10 лет, чтобы спасти наше будущее и предотвратить экологическую катастрофу, вызванную истощением природных ресурсов и глобальным изменением климата. Шутки кончились. Наша жизнь и жизнь наших детей в опасности. Сейчас мы еще можем что-то изменить, но для этого необходимо объединиться. И чем больше нас будет, тем громче будет наш голос.
Russian - http://www.youtube.com/watch?v=7hFivbgIEqk&feature=channel

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domingo, junho 07, 2009

Motorista e falha humana

Com toda segurança existente no veiculo, tais como; freio ABS, estabilidade, airbag, continuam provocar acidentes. Os acidentes não reduziram na proporção em que eles deveriam reduzir, em relação à segurança existente.

De acordo com estudos europeus em 85,2% dos casos, a falha humana é a principal causa dos acidentes de trânsito. No entanto, entre os acidentes provocados por falha humana, apenas 25% foram causados pelo próprio motorista, ficando os 75% restantes por conta de falhas de terceiros (pedestre ou outro motorista). Isso é interessante, pois no Brasil existe uma frase, que você tem de dirigir por você e pelo outro. A atenção e cuidado são fundamentais para quem dirige.

O ato de dirigir o veículo é uma atividade mecânica, pois são procedimentos automatizados; agora, dirigir com segurança é uma atividade que exige comportamento seguro.

O que é comportamento seguro?
O comportamento seguro no trânsito em qualquer fase da vida é seguir as normas, leis de trânsito, respeitar os demais, dirigir com cuidado e atenção, responsabilidade e manutenção do veículo.

Reciclagem
Em qualquer atividade o profissional passa por um processo de reciclagem para atualizar-se em conhecimento e operação de procedimento de determinada tecnologia.
Com o motorista isso não acontece, mas deveria ocorrer, pois a tecnologia dos carros está cada vez mais avançada e o motorista não acompanha essa evolução.

Dicas, dirija por você e pelos outros;
■ olhe ao longe;
■ mantenha os olhos em movimento;
■ deixe sempre uma saída;
■ assegure-se de que esteja sendo visto;
■ confira visualmente os dois lados de um cruzamento, sempre.

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sábado, junho 06, 2009

Scooter de 3 rodas da Piaggio

À primeira vista, o scooter MP3 400 Piaggio chega a ser assustador, pelas duas rodas na dianteira e seu porte avantajado. Quando se olha o scooter de frente, logo vem à mente a figura de um quadriciclo esportivo. De traseira, uma moto de alta cilindrada.

Porém, quando o piloto sobe no MP3 tem a nítida impressão que está em uma grã-turismo, tamanho é o conforto que o modelo oferece. Além, é claro, de toda a tecnologia embarcada.

Mas qual é o segredo do Piaggio MP3? O projeto consiste em acoplar as duas rodas dianteiras junto a um sistema de paralelogramo formado por braços em alumínio. Segundo o fabricante, esse sistema -- que funciona em conjunto com a suspensão eletro-hidráulica do MP3 -- permite uma pilotagem igual a qualquer moto convencional, mas com maior estabilidade e segurança para o condutor.

Prova disso é o angulo de inclinação em curvas, que pode atingir facilmente os 40 graus. E é essa emoção que o piloto menos experiente procura: deitas nas curvas.

Detalhe: no punho direito há um seletor (com duas posições) no qual o motociclista informa se o scooter está rodando ou parado. Por exemplo, quando o MP3 estiver parado, esperando o semáforo abrir, o piloto aciona o dispositivo e a suspensão dianteira fica rígida -- e o piloto não precisa colocar os pés no chão. Para desabilitar o sistema, é só acelerar.

Para completar, as rodas dianteiras contam com um sistema de freios a disco independentes, permite ao MP3 400 frear num espaço de tempo e distância 20% menor se comparado aos scooters tradicionais, que usam apenas um disco de freio.

Na traseira, mais um disco simples, que atua de forma bastante eficiente, sem susto para o motociclista. Ou seja, enquanto nas motos de duas rodas qualquer frenagem mais agressiva pode resultar em desequilíbrio e, consequentemente, queda, nesse caso o MP3 responde melhor por contar com uma base de apoio e aderência maior.

Motor e conforto
O MP3 alia tecnologia e design. É o caso do motor, monocilíndrico de quatro tempos, que esbanja força (torque de 3,7 kgfm a 5.000 rpm), principalmente nas largadas.

Equipado com refrigeração líquida, sistema de injeção eletrônica e sistema de transmissão CVT (transmissão continuamente variável), o propulsor de exatos 398.9 cm³ gera 34 cv a 7.500 rpm. Em função de seu torque e potência, o MP3 400 pode ser um bom companheiro na cidade e também numa viagem curta.

O modelo Piaggio oferece muito conforto para piloto e garupa (banco de couro em dois níveis, plataforma para os pés, escudo frontal). O scooter tem até controle remoto para abrir os compartimentos de carga que ficam sob o banco e no "porta-malas".

Na Europa, o MP3 está disponível também as versões de 125 cm³ e 250 cm³, ambas monocilíndricas, com motores de quatro tempos. Além disso, o modelo Piaggio tem várias opções de acessórios: alarme com sirene, capacetes com intercomunicadores via bluetooth, porta-objetos, e até um sistema de navegação.

Infomoto - 30 de Janeiro de 2008

Comentário:
Na Europa, principalmente em Paris está provocado polêmica na França. Organizações temem que uma brecha legal aumente o número de acidentes nas ruas, já que para guiar uma scooter de três rodas de até 400 cilindradas, não é preciso tirar carteira de moto, basta a habilitação para carros.
Os modelos mais recentes aumentaram a distância entre as rodas da frente de 42 centímetros para 46 cm, aproveitando uma brecha legal que as transforma em triciclos motorizados perante a lei. Com isso, fica dispensada a habilitação para motocicletas.
As estatísticas da polícia parisiense indicam que scooters e motos estiveram 20 vezes mais envolvidos em acidentes em 2008 e tiveram participação em 60% dos acidentes da capital
Fonte: BBC News

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quinta-feira, junho 04, 2009

O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2009

Foi no ano 1972, em Estocolmo, na Suécia, no seu primeiro encontro mundial sobre meio ambiente, que a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 5 de junho como o “Dia Mundial do Meio Ambiente”, o Dia da Ecologia. Naquele momento também foi criado o UNEP (PNUMA) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. E se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico.

Agora, depois de 37 anos, em 2009, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, devemos nos perguntar se;
■ de fato, o meio ambiente está no centro de nossas preocupações. E a resposta deve vir das ações cotidianas das pessoas, dos empreendimentos das empresas e das políticas dos governos.
■ Será que, a partir de 1972, o meio ambiente ganhou centralidade em nossas decisões, em nossos pensamentos e ações?

Não há dúvida de que a questão ecológica ganhou espaço na mídia, nas escolas, nas conversas cotidianas, nos movimentos sociais, partidos de várias tendências, nas pastorais, nas universidades e em vários lugares e espaços da vida social. O meio ambiente ganhou o discurso da nossa geração, virou tema propício para nossas conversas. Agora, porém, cabe-nos uma autocrítica. Neste período em que progredimos tanto na maneira de ver a questão ambiental, evoluímos no debate e alargamos os espaços de ocupação das temáticas ambientais, precisamos interrogar nossas ações e avaliar os resultados das nossas decisões sobre o meio ambiente.

Indagações e incertezas
■ Com tanto debate que a ecologia nos proporcionou, será que realmente mudamos a maneira de pensar e ver a vida?
■ Mudamos nossas arcaicas concepções sobre a natureza, sobre as pessoas e as mais diversas formas de vida?
■ Estamos preocupados. Sim! Mas, estamos decididos a mudar o padrão de consumo, por exemplo?
■ Aprendemos a usar os recursos naturais de forma sustentável?
■ Ainda mantemos nossa ganância, o luxo, a opção pelas facilidades a todo custo, sem nos perguntarmos sobre a capacidade sustentável do planeta e sobre as necessidades das outras pessoas e de outros povos?

Futuro da Terra depende do equilíbrio do ecossistema
Já no primeiro encontro da ONU sobre meio ambiente, acima referido, se confirmou que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico. E, hoje, onde estão esses valores e princípios? Se eles existem, então, devem estar movendo nossas ações. A ecologia nos abre os horizontes, nos faz ver a realidade socioambiental, nos interpela para a ação, mas questiona e ilumina nosso agir. Não basta simplesmente agir, é preciso mudar, transformar de dentro para fora.

Precisamos mudar a matriz do nosso modelo de sociedade, das nossas concepções, valores, pensamentos, conceitos. Uma mudança de vida para preservar a Terra e tudo o que vive nela, requer uma mudança profunda no ser humano.

Marketing Ambiental
Em relação a muitas coisas, até podemos fazer opções e tomar atitudes sustentadas por campanhas publicitárias. Mas, as nossas ações ecológicas precisam ser sustentáveis, precisam ser amparadas por valores e princípios fundamentais e profundos. Nosso agir ecológico deve ser consistente, não pode ser descartável e precisa consistir e evoluir de geração em geração.

No Dia Mundial do Meio Ambiente de 2009, após 37 anos de a data ser proclamada, temos algo importante a fazer. Como humanidade, precisamos olhar nossa trajetória e, pensando no futuro, nos perguntar sobre quais os valores e princípios que estamos assumindo e incorporando na nossa vida, e que podem garantir o equilíbrio ecológico da Terra. Precisamos conferir se meio ambiente, de fato, ganhou a necessária centralidade. A questão é esta. No centro de nossas decisões e de nosso agir está a integridade da vida ou a mesquinhez do lucro, do luxo e do consumismo?

Precisamos pensar bem e agir bem, pois, a vida sente os reflexos de nossas ações e decisões.

Que o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia, nos faça pensar e agir. E também nos ajude a mudar o modo de pensar e agir. Pensar sem agir é anular o pensamento e agir sem pensar é a pura prepotência de achar que se está fazendo tudo certo.

Fonte: Correio do Brasil - Frei Pilato Pereira, 3 de junho de 2009

Comentário
No centro da questão do meio ambiente está o Homem, que por sua própria natureza é um predador, desde o início da caminhada da humanidade que começou com o Homo Sapiens. Naquela época, os homens paleolíticos ainda não produziam seus alimentos, não plantavam e nem criavam animais. Eles retiravam os alimentos da natureza. Colhiam frutos, grãos e raízes, pescavam e caçavam animais. O consumo de alimentos acompanha o Homem de acordo com o grau, conhecimento e disponibilidade de tecnologia existente. Maior conhecimento tecnológico, maior consumo, maior fronteira agrícola. Tudo isso acompanhado com o crescimento populacional mundial.

Estima-se que, há cerca de 2000 anos, a população global era de 300 milhões de habitantes. Por um longo período a população mundial não cresceu significativamente, com períodos de crescimento seguidos de períodos de declínio. Decorreram mais de 1600 anos para que a população do mundo dobrasse para 600 milhões. O contingente populacional estimado para o ano de 1750, era de 791 milhões de pessoas, das quais 64% viviam na Ásia, 21% na Europa e 13% em África.

A humanidade gastou, portanto, dezenas de milhares de anos para alcançar o primeiro bilhão de habitantes, fato ocorrido por volta de 1802. Em seguida, foram necessários mais 125 anos para dobrar a população, alcançando assim o planeta, por volta de 1927, 2 bilhões de habitantes. O terceiro bilhão foi atingido 34 anos depois, em 1961, e assim por diante.

Durante este período, o homem abandonou o modo de vida que criara há cerca de 10 mil anos, com o advento da agricultura, e passou a multiplicar-se nas cidades, um mundo à parte da natureza. Em 1900, nove em cada dez homens, mulheres e crianças, que somavam uma população de 1,65 bilhões de humanos, ainda viviam no campo. Calcula-se que atualmente quase metade dos atuais seis bilhões pessoas habitará cidades; dessa população urbana, estima-se que uma proporção de três para vinte pessoas se encontre nas grandes metrópoles e megalópoles (população igual ou maior do que 5 milhões de habitantes). Fonte: Wikipédia

A população do mundo aumenta anualmente em 75 milhões, sendo que metade tem menos de 25 anos de idade. Além do crescimento populacional o planeta sofre pelo consumismo exagerado pela população e pelo estilo de vida atual.

Existe atualmente um desequilíbrio nos recursos naturais existentes no planeta Terra. O consumo de recursos naturais excede a capacidade de reposição do planeta.

Alguns dados de consumo mundial

Veículos
No ano passado a frota mundial de veículos atingiu a marca histórica de 1 bilhão de unidades. Segundo a Organização Mundial da Indústria Automobilística (Oica) está sendo vendida em média 73 milhões de unidades de veículos no mundo. É praticamente quase igual o crescimento populacional (75 milhões).
Computadores
No ano passado o número de computadores em uso no mundo ultrapassou 1 bilhão de unidades e deve duplicar até 2014, na medida em que os mercados emergentes assumam uma participação maior na base mundial de PCs instalados.
Celulares
No final de 2008 existia no mundo 3,66 bilhões de celulares (55 celulares/100 hab.)

A cadeia produtiva para fabricar esses produtos acima mencionados gera uma rede de desperdícios de recursos que o planeta tem de gerar e ao mesmo absorver em seu ciclo de vida; dispêndio energético, uso, consumo de água, efluentes gerados, embalagens, descarte e reciclagem de materiais e insumos.

Alimentos
Imagem: Família alemã, gasto semanal com alimentos, 376 euros.
Fonte:ambientalfoto.blogspot.com
■ Na safra de 2009, o mundo produzirá 2,2 milhões de toneladas de grãos, a segunda maior safra da história. Para as safras de 2009-2010, a redução prevista para o trigo será de 4,9%, contra uma queda de 3,7% no milho. A produção de arroz aumentará em 0,7%.
A produção de alimentos no mundo é suficiente para alimentar 6 bilhões de pessoas, mesmo assim, 850 milhões de pessoas ainda sofrem de desnutrição crônica.
■ A área total agricultável no mundo, para a produção de alimentos e criação de animais, é de cerca de 1,5 bilhões de hectares. A população e a criação de animais podem crescer, mas a área agricultável não. Sendo assim, a única forma de aumentar a produção é buscando maior produtividade das lavouras.
Imagem: Família americana, gasto semanal com alimentos, 342 dólares.
Fonte:ambientalfoto.blogspot.com
O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) destaca;
■ Que 30 milhões de toneladas de peixe são jogados no mar anualmente.
■ No Reino Unido, um terço da alimentação comprada não é consumida,
■ Nos Estados Unidos as perdas observadas em nível dos diferentes sistemas de distribuição são calculadas em aproximadamente 100 bilhões de dólares por ano.
No total, mais da metade da produção alimentar mundial é hoje perdida, rejeitada porque não corresponde às normas de mercado ou desperdiçada na hora de consumir. Fonte: ONU (The Environmental Food Crisis)

Alguns dados preocupantes do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) sobre consumo de recursos naturais

■ O consumo mundial dos seres humanos excede em 20% a capacidade de renovação dos recursos naturais do planeta. A organização também alerta que, como conseqüência desse consumo exagerado, uma espécie animal terrestre ou aquática desaparece do mundo a cada 13 minutos.
■ O consumo dos recursos naturais além da capacidade do planeta de renová-los significa que a humanidade está comendo o "capital biológico" da Terra. Estamos contraindo uma dívida ecológica que não poderemos assumir, a menos que os governos restaurem o equilíbrio entre o consumo de recursos naturais e a capacidade do planeta para renová-los.
■ Em 1970 o consumo humano era equivalente a 60% da capacidade de renovação biológica, atualmente é o dobro, uma situação insustentável. Houve um aumento de 700% no consumo de energia desde 1961. Por isso, temos sete vezes menos potencial de energias não renováveis e as conseqüências em termos de mudanças planetárias são desconhecidas.

Extinções
■ Desde 1970 foi registrado uma diminuição de 40% das espécies naturais silvestres do planeta. Esse redução é de 50% para as espécies terrestres e marinhas e de 40% para os aqüíferos, e a tendência é de piorar.
■ A degradação ambiental é conseqüência da destruição do hábitat das plantas e dos animais silvestres. Particularmente do desflorestamento, da contaminação do ar e da água, da exploração dos recursos marítimos pela pesca excessiva e da invasão de espécies não autóctones em algumas regiões do planeta.

Consumo excessivo
O consumo excessivo, e especialmente o de energias não renováveis por parte dos países industrializados, que mais influi na degradação ambiental. Se todo o mundo consumisse ao ritmo do mundo desenvolvido e todos atingissem o nível do cidadão médio americano, estaríamos diante de uma situação insustentável.

O que acontece no Brasil
Veículos
No ano passado a frota de veículos atingiu a marca histórica de 25 milhões de unidades.
Computadores
Em 2008 Brasil atinge marca de 60 milhões de computadores em uso, uma máquina para cada três habitantes. As estimativas indicam que o país pode ter 100 milhões de computadores em uso em 2012.
Celulares
O Brasil fechou o ano de 2008 com a incrível marca de 150,6 milhões de aparelhos celulares, que significa aproximadamente 79 celulares para cada 100 habitantes.
Alimentos
O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, com uma das áreas agricultáveis mais abrangentes do planeta, é também responsável por dados alarmantes quando o assunto é desperdício. Hoje, o mercado brasileiro de frutas, legumes e verduras é estimado em 83 milhões de toneladas/ano, porém embalagens irregulares, excesso de manuseio e transporte inadequado podem representar um desperdício anual de mais de US$ 2,5 bilhões.

Desperdício
Esse desperdício começa no campo, em boa parte devido ao acondicionamento em embalagens de maneira errada. Na maioria dos casos, certos produtos são "forçados" a entrar nas caixas, procedimento justificado pelos produtores como forma de impedir que a mercadoria fique solta dento da embalagem e de evitar o atrito entre o produto e a caixa.
■ até 40% da colheita pode ser perdida pelo uso de embalagens não padronizadas ou inadequadas.
No principal deles, Ceagesp (Central de abastecimento para o Estado de São Paulo), em São Paulo, são movimentadas cerca de 100 milhões de embalagens por ano e, tal como no resto do país, ainda predomina o uso de embalagens totalmente danosas para a integridade e sanidade dos produtos, e mesmo para o meio ambiente. Gera perda de 14 milhões de toneladas de alimentos por ano - ou pela falta de informação do consumidor, que joga fora 20% dos alimentos com alto teor nutritivo, que poderiam ser mais bem aproveitados. Na Ceagesp, em São Paulo, uma tonelada de alimentos é desperdiçada diariamente, só não é o dobro por causa da ação dos catadores de lixo.
Pesquisa feita pelo Instituto Akatu, em parceria com um grande fabricante de alimentos, e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam o descarte de 20% a 40% do consumo doméstico de alimentos perecíveis, que alimentaria 35 milhões de pessoas no país.
■ Energia elétrica, 20% de toda energia elétrica produzida no Brasil são desperdiçados, o que significa uma perda anual de US$ 270 milhões.
■ Água, 25% a 40% de água são perdidas em vazamentos, equipamentos velhos e mau uso por parte do consumidor. Há um desperdício de 2,6 bilhões de metros cúbicos de água por ano.
■ Em 2000, 60% da população brasileira não tinha acesso à rede coletora de esgotos e apenas 20% do esgoto gerado no País recebia algum tipo de tratamento e quase um quarto da população não tinha acesso à rede de abastecimento de água

Finalmente, opiniões de jovens estudantes de diversas partes do mundo sobre o Mundo:
■ Minha preocupação não são as pessoas, mas os animais. Quanto mais gente nasce, mais animais morrem porque viram comida ou casacos.
■ Acho que não é muito bom existir 6 bilhões de pessoas no mundo porque vai ter mais gente nas ruas e menos empregos para todos.
■ Quanto mais gente viver nas cidades, maiores serão os desastres naturais.
■ Com mais gente nascendo na Terra, os recursos naturais vão se desgastando até não serem mais suficientes para sustentar nossas vidas. É quando as coisas começam a piorar.

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