Prestar atenção

Segundo especialistas da área de psicologia, a questão fundamental para ajudar as pessoas em dificuldades, analisando isoladamente, não é visão, não é experiência, não é preparo técnico, mas sim prestar atenção.
A pessoa com maior possibilidade de conseguir resultado é aquela que tem o domínio da arte de prestar atenção.
O que é prestar atenção
A questão de como provocar a atenção em treinamento dos trabalhadores é um dos grandes desafios, uma vez que a atenção é absolutamente fundamental para o sucesso de aprendizagem. Prestar atenção é focalizar a consciência, concentrando os processos mentais em uma única tarefa principal e colocando as demais em segundo plano.
A atenção tem dois aspectos principais:
■ a criação de um estado geral de sensibilização, conhecido atualmente como alerta,
A pessoa com maior possibilidade de conseguir resultado é aquela que tem o domínio da arte de prestar atenção.
O que é prestar atenção
A questão de como provocar a atenção em treinamento dos trabalhadores é um dos grandes desafios, uma vez que a atenção é absolutamente fundamental para o sucesso de aprendizagem. Prestar atenção é focalizar a consciência, concentrando os processos mentais em uma única tarefa principal e colocando as demais em segundo plano.
A atenção tem dois aspectos principais:
■ a criação de um estado geral de sensibilização, conhecido atualmente como alerta,
■ e a focalização desse estado de sensibilização sobre certos processos mentais e neurológicos, a atenção propriamente dita.

Além da priorização de um determinado procedimento ou som entre outros, como, por exemplo, conversar com um grupo de pessoas em ambiente ruidoso, a atenção seletiva permite ao indivíduo monitorar um determinado estímulo auditivo, mesmo quando a atenção primária está em outra modalidade sensorial. Essa habilidade se desenvolve a partir do nascimento e é primordial para qualquer aprendizagem.
A atenção sobre um determinado objeto ou fenômeno é um reflexo seletivo em razão de seu fundamento fisiológico estar na excitação concentrada em zonas determinadas do córtex cerebral. Assim, a excitação de uma das zonas corticais motiva a inibição de outras. Nesse sentido, no córtex cerebral existe em cada momento algum foco de "excitação ótima", o que significa que o sujeito está atento a algo.
Quando falamos em falta de atenção, não queremos dizer que não está prestando atenção em absoluto, mas que não está dirigida àquilo a que deveria estar em um dado momento. Dizemos que um trabalhador é pouco atento quando sua atenção não se fixa naquilo que deveria fazer no serviço. Sua atenção pode estar dirigida a qualquer outra coisa. Esse é o grande problema em acidentes, o trabalhador julga sua experiência no serviço ou está preocupado com outro problema pessoal e coloca a execução do serviço no piloto automático. Ou outro tipo de problema, o trabalhador é inexperiente para determinado tipo de serviço, não tem orientação para sua execução, pois sua atenção é limitada pelo grau de conhecimento do serviço.
Existem dois tipos de atenção: a voluntária e a involuntária.
A atenção voluntária é determinada por uma atividade consciente. Sua base está centrada em conexões formadas nas experiências passadas, na importância do significado da tarefa a ser executada e no desejo de conseguir bons resultados.
A atenção involuntária é despertada a partir dos contrastes entre os estímulos ou por estímulos que atuam ao mesmo tempo. Uma causa importante da atenção involuntária é a novidade dos objetos e fenômenos. O novo facilmente se faz objeto de atenção. Tudo o que é generalizado, uniforme, de um só tipo e se repete com freqüência é inoperante para a atenção. Sem dúvida, o novo serve de objeto de atenção à medida que pode ser compreendido ou excita a pensar sobre ele; para isto deve relacionar-se com a experiência passada. Se isso não acontece, o novo chama a atenção por pouco tempo.
Isso acontece com trabalhadores que recebem treinamento com máquinas ou equipamentos novos ou serviços, vão recebendo gradativamente os conhecimentos e sua atenção é elevada. Quando eles julgam que dominam as máquinas ou serviços e os novos conhecimentos não são mais novidades, tornam-se repetitivos. Nesta ultima etapa é onde se infiltram as falhas para provocar os acidentes, pois a atenção diminui gradativamente, deixando de analisar outros fatores ou é devido à quebra de protocolo de segurança, tais como; burlar dispositivos de segurança, não utilizar dispositivos de segurança ou aumentar o ritmo de trabalho em detrimento da segurança.
A atenção involuntária também é despertada de variadas formas por diferentes indivíduos, bem como por diferentes interesses, satisfação, insatisfação ou atitudes emocionais. Esse tipo de atenção é um dos grandes problemas em treinamentos ou na escolha de trabalhadores para execução de serviços. É o comportamento pessoal do trabalhador diante do serviço.
Numa organização industrial o trabalhador é apenas um número. Não conhecemos sua opinião, seu comportamento. Temos apenas informações de terceiros para avaliá-lo.
Segundo Tom Peters, existe uma diferença entre ouvir e escutar. Não basta às mensagens entrarem por um ouvido e saírem pelo outro. Quando você fala, os outros já escutam, porque você é o chefe Isso é uma realidade. É a pirâmide da verticalização da autoridade. Dificilmente perguntamos ao trabalhador, o que você acha do serviço? Qual sua opinião? Quem seria a melhor fonte para falar de seu trabalho? É o próprio trabalhador.
Esse é o grande problema da área de segurança, como lidar com o capital humano, no sentido de sua valorização e redução de acidente.
Fonte: Educação Socio-ambiental - Arlete de Gasperini
Fonte: Educação Socio-ambiental - Arlete de Gasperini
Marcadores: segurança

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home