Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quarta-feira, outubro 29, 2008

Caminhão com fertilizante explode na Romênia


Na madrugada de domingo, 24 de maio de 2004, um caminhão tombou, pegou fogo e explodiu, logo que a polícia e os bombeiros chegaram ao local em Mihailesti, aproximadamente 70 km de Bucareste, Romênia
Foto – Jurnalul National – Romania
Tipo de fertilizante
O caminhão transportava 20 t de nitrato de amônio.

Cenário da tragédia
De acordo com o ministro do interior, Toma Zahria, aproximadamente às 5 h da manhã, um caminhão que transportava nitrato de amônio tombou numa valeta lateral da estrada internacional no 85, iniciando o incêndio. O motorista chamou os bombeiros e em aproximadamente às 5 h 50 min, enquanto a equipe de bombeiros estava preparando o equipamento de extinção de incêndio, a carga do caminhão explodiu violentamente. Cinco bombeiros, dois jornalistas e outras oito pessoas que vieram para ajudar no resgate ou estavam nos seus veículos parados na estrada, morreram imediatamente, incluindo o chefe da polícia local e do comandante dos bombeiros.

Cratera na estrada
A explosão criou uma cratera de 40 m de largura e 10 m de profundidade, obstruindo a estrada.

Cenas de pesadelo

Foto - Jurnalul National - cratera de 40 m de largura e 10 m de profundidade.

A explosão podia ser ouvida em Buzau, cidade distante 35 km do local do acidente, repórteres locais disseram. Os moradores disseram que o céu virou vermelho após a explosão, e uma nuvem de fumaça poderia ser vista distante 15 km .
A explosão violenta destruiu as janelas de 16 residências e uma torre de transmissão de energia que interrompeu o fornecimento de energia de vários vilarejos na região. A localidade de Mihailesti ficou isolada e os moradores estavam chocados pelas cenas de pesadelo que viram. "Eu estava a quase 200 m de distante da cena da explosão e apesar disto, uma chuva do metal veio em minha direção, quando um ruído ensurdecedor foi ouvido," disse o motorista Mana Aurel, que estava no local. "Eu tentei chegar mais perto do local da explosão e eu ouvi pessoas gritando por ajuda. Eu vi corpos despedaçados," o motorista disse. "Cenas de pesadelo," disse um policial que interveio depois da explosão.

Vitimas

Dois jornalistas perderam suas vidas na explosão, enquanto eles filmavam o acidente. Pedaços de corpos estavam espalhados no local do acidente e o numero de vitimas foi extremamente elevado entre policias e bombeiros. Dos primeiros bombeiros (12) que chegaram ao local , somente um não foi ferido. Seis deles morreram na explosão, 4 foram feridos e um deles estava desaparecido e a possibilidade de encontrá-lo vivo é muito remoto.

Balanço total de vítimas
18 pessoas morreram

A empresa não tinha licença para o transporte de substancias perigosas
A empresa responsável pelo caminhão não tinha licença para o transporte de substâncias perigosas e assim como o motorista, somente para mercadorias em geral. Não estavam de fato, autorizado para circular com fretes perigosos, e o motorista não foi treinado para isto, disse Mihai Doldur, diretor da autoridade de transporte romeno de estrada (ARR), disse.

Hipóteses sob o motivo do acidente
A equipe que investiga a causa da explosão está levando em consideração diversas hipóteses. Entre elas;
■ A explosão de um pneu ou o motorista cansado, que é um dos fatores para ter adormecido e a perda do controle da direção do caminhão, que tombou. O prefeito de Buzau, Íon Vasile, diz que é possível que o motorista adormeceu enquanto dirigia e o caminhão atingiu a valeta no lado da estrada com um dos pneus.
■ Os bombeiros não excluem a possibilidade que os pneus pegaram fogo, de modo que o nitrato de amônio aqueceu rapidamente e explodiu. Esta hipótese é baseada na observação de algumas pessoas, que ouviram uma pequena explosão antes da grande. .

Controvérsias na atuação dos bombeiros e da policia
■ O comandante da policia civil, general Viorel Nemes, disse que os bombeiros agiram corretamente, tentando resfriar o nitrato de amônio que tem, entretanto, temperatura de fusão extremamente baixa. Entretanto, o general Nemes não exclui a hipótese que os bombeiros desconheciam a natureza da substância encontrada no caminhão. "Os bombeiros intervieram com água para resfriar o nitrato de amônio e para extinguir o incêndio, como se prevê em tais situações," disse Nemes.

■ A área onde o caminhão carregado com nitrato de amônio tombou inicialmente, não foi isolada imediatamente pela polícia, que deveria ter interditado o acesso para outras pessoas e veículos. Também o erro dos bombeiros que tentaram extinguir o fogo que se propagou por todo o caminhão tombado, com água, conseqüentemente acelerando, de acordo com os especialistas, a explosão. Se levarmos em conta o fato que 1 quilograma. de nitrato de amônio tem um poder de explosão igual a 100 gramas de TNT, um cálculo simples mostra-nos que 20 t de nitrato de amônio transportado pelo caminhão desencadeou uma explosão equivalente a 2 t de TNT que é poderosa suficiente para destruir totalmente um vilarejo.

Hipóteses preliminares da causa do incidente
O promotor geral da Romênia, Ilie Botos,diz que as investigações preliminares indicam duas hipóteses relacionadas à ocorrência do acidente;
■ De acordo com o primeiro, o lado direito do caminhão teria caído na valeta, inclinando o veículo a 45o , o tanque de combustível foi arrastando no solo e o caminhão continuava a movimentar-se em direção a cabeceira da ponte e quebrando o tanque no impacto. Um curto-circuito na bateria do caminhão causou fogo na tampa plástica da bateria e posteriormente sobre o óleo diesel que vazou do tanque, preparando a explosão.
■ A segunda hipótese tem-no que uma fonte de calor proveniente da cabine do motorista gerou fogo no óleo diesel, que geralmente queima a 70o C.

Resultado preliminar do inquérito
O promotor geral da Romênia Ilie Botos, divulgou ao publico as primeiras hipóteses no inquérito no caso da explosão em Mihailesti, e as conclusões sobre as causas e o culpado são aguardadas para o fim do ano.

As hipóteses;
■ O primeiro indício aponta para o curto-circuito que gerou fogo, seguindo o impacto entre o veículo e o solo.
■ A opinião compartilhada por investigadores é que o motorista adormeceu enquanto dirigia , perdeu o controle da direção, o veículo colidiu com a cabeceira da ponte, tombou e nesse momento ocorreu o curto circuito. As declarações feitas por uma testemunha, que conversou com o motorista e chamou os bombeiros , e que avisou na natureza da substância que está sendo transportada, revelou que o motorista tentou apagar o fogo com um extintor, mas o fogo foi mantido pelo curto‑circuito. "O circuito elétrico deveria ter sido desconectado. O motorista foi displicente completamente para uma pessoa que estava ciente o que transportava," promotor geral disse. A explosão foi produzida pelo vazamento do óleo diesel do tanque de combustível, que entrou em contato com o nitrato de amônio.

Falha na gestão de segurança da fornecedora do nitrato de amônio e da transportadora
O promotor geral disse também;
■ que o fabricante deveria ter colocado etiquetas no produto transportado, advertindo o perigo do fogo e da explosão,
■ a existência de uma política de segurança deveria ter avisado o motorista e
■ uma ordem de segurança do produto deveria ter sido emitidos na entrega.

Investigação preliminar provou que a empresa de transporte não tinha licença para transportar substância perigosa, e era licenciada somente para o transporte geral dos produtos.

O promotor geral ordenou uma investigação geral em Doljchim, na indústria em que a substância transportada foi produzida, assim como os seus fornecedores.

Corpo de bombeiros e Polícia
Os principais problemas apontados no inquérito preliminar;
■ As investigações provaram que os bombeiros prepararam dois tanques de água para inundar o veículo, porque em contato com água o nitrato de amônio é neutralizado. Os bombeiros foram incapazes de analisar as condições reais no campo e tomar as medidas necessárias.
■ Era impossível para os polícias isolar a área e interromper o tráfego, contudo sem sua intervenção o número de vítimas seria muito mais elevado. Havia ainda a possibilidade para algumas pessoas salvar suas vidas.

A investigação de Mihailesti foi feita por uma equipe de 8 promotores, chefiado por Ilie Botos, que em conjunto com a policia e especialistas em substâncias químicas e explosivas reconstruíram as circunstâncias do acidente em que 18 pessoas perderam suas vidas.


Fontes: Jurnalul National-Romania, Romania Post, NineoClock –Romania, BBC News , 24- 05-2004/01-06-2004
Foto – Jurnalul National – Romania – 05/25/2004 – últimos 27 segundos do cinegrafista – Ele morreu no momento da explosão. Ele foi uma das 18 vítimas fatais da explosão









Comentário
O comentário do jornal da Romênia, reflete muito bem o que acontece também no Brasil. "Quem será responsabilizado pelo acidente?" “Por que aconteceu esta catástrofe?" "Poderia a tragédia ser evitada?"

A tragédia, em que 18 pessoas morreram, tiveram que acontecer, para fazer-nos compreender mais uma vez como as pequenas regras são observadas na Romênia em determinados casos, embora elas praticamente existam no papel (formalidade).

Desta vez referimos aos regulamentos relativos ao transporte de substancias perigosas, que manipulados sem os cuidados necessários, podem transformar-se em autenticas bombas, provocando calamidades com conseqüências muito duras para reparar, com perdas de vidas humanas e prejuízos matérias importantes, como aconteceram em Mihailesti.

"Quem será responsabilizado pelo acidente?" “Por que aconteceu esta catástrofe?" "Poderia a tragédia ser evitada?" Estes são apenas algumas das perguntas insistentemente indagadas agora, quando a situação na cena do acidente retorna gradualmente ao normal, embora o trauma causado as pessoas e as famílias das vítimas podem nunca ser aliviadas.

As primeiras conclusões da investigação preparada pelos fóruns competentes e as indagações realizadas pelos meios de comunicações apontaram para uma cadeia de erros humanos, ou melhor dizendo, “responsabilidades criminais” que causaram a explosão fatal, obrigando os moradores de um vilarejo acordarem de manhã mais cedo, numa atmosfera apocalíptica, acompanhada por um ruído infernal; janelas quebradas, telhados destruídos e labaredas voando em direção ao céu.

As realidades que emergiram à superfície simultaneamente com as investigações iniciais, de acordo com que a empresa proprietária do caminhão que explodiu, não possuía nenhuma autorização para o transporte de substâncias perigosas, nenhuma etiqueta estava fixada no caminhão advertindo sobre o conteúdo perigoso, o motorista não recebeu treinamento adequado para este tipo de transporte e também não foi acompanhado por um outro motorista (substituto), apenas demonstra como alguns empregadores irresponsáveis que pensam somente enriquecer-se.

À sorte , se pudermos falar sobre à sorte sob tais circunstâncias, é o fato que o acidente ocorreu distante do vilarejo, logo de manhã, quando as pessoas estavam ainda adormecidas e o tráfego não era muito intenso. Conseqüentemente uma grande tragédia envolvendo talvez centenas ou milhares de vítimas e prejuízo material elevado foi evitada. Obviamente, é difícil imaginar que a resposta para a questão "qual seria o balanço das vítimas caso ocorresse uma catástrofe no horário de pico, em um vilarejo, na vizinhança de uma escola ou de um hospital?".

Usado de maneira construtiva, principalmente na agricultura (fertilizante) e nas atividades de minas, o nitrato de amônio transforma-se entretanto uma arma perigosa quando manipulado com imprudência como aconteceu em Mihailesti ou na Coréia do Norte recentemente (explosão de um trem com nitrato de amônio).

As investigações nas causas do acidente de Mihailesti continuam simultaneamente com os esforços das autoridades para que o local do acidente volte à normalidade, embora todo o habitante deste vilarejo que presenciou tal infortúnio possa perguntar qual é o significado da palavra normalidade depois que testemunhou o inferno.

Por outro lado, o balanço triste com que esta tragédia terminou, a coisa a mais importante é extrair dela as lições necessárias para poder evitar tais catástrofes no futuro. Entretanto, até esse momento, uma pergunta é sempre colocada de modo mais incisiva: "Quem pagará por tudo isto?"

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terça-feira, outubro 28, 2008

Braço de passageiro fica preso em vaso sanitário de trem francês


Um passageiro de um trem francês de alta velocidade teve de ser resgatado por bombeiros após seu braço ter ficado preso em um vaso sanitário a bordo do veículo.

A vítima, de 26 anos, ficou presa quando tentava pegar seu telefone celular, que havia caído no vaso.

O passageiro não imaginava que o sistema de sucção do vaso sanitário fosse tão potente a ponto de puxar o seu braço.

O trem teve de interromper sua jornada por duas horas enquanto os bombeiros serravam os canos no banheiro do vagão.

O homem saiu do trem em uma maca, com a privada ainda pendurada em seu braço.

O incidente ocorreu na noite do domingo, 26 de outubro, no trem de alta velocidade, TGV, que fazia o percurso entre La Rochelle e Bordeaux.

Fonte: BBC Brasil - 27 de outubro, 2008

Comentário:
Por mais que um sistema tenha segurança há sempre uma forma de burlar essa segurança.
Das coisas que não têm a menor possibilidade dar errado, algumas darão. (Lei de Murphy)
É impossível fazer qualquer coisa a prova de segurança, os idiotas são muitos inventivos. (Lei de Murphy).

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sábado, outubro 25, 2008

Incêndio destrói prédio do Ministério do Trabalho

O incêndio do prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro, começou no 11ºandar, à noite, sexta‑feira, 8 de fevereiro de 2002, onde funciona o gabinete dos juízes.
O expediente no local terminou às 17h30 para os funcionários e 17h para o atendimento ao público, mas ainda havia pessoas no interior do prédio às 18h30, quando o fogo começou.
Foto: O Globo – 09/02/2002
Propagação do fogo
O fogo rapidamente se expandiu para os andares superiores, atingindo a cobertura, no 14º andar.
Tinha muito material de fácil combustão. É um incêndio difícil de combater por causa da altura do prédio, cerca de 30 metros, disse o coronel Paulo Gomes, secretário estadual de Defesa Civil, que coordenou pessoalmente a operação.

Isolamento da área
A área foi isolada e as ruas próximas, fechadas. A polícia teve muito trabalho para afastar as pessoas que tentam se aproximar do prédio, ameaçadas por rebocos que caem do prédio.

Vítimas
Havia pelo menos dez pessoas no prédio quando o fogo começou.
Oito pessoas conseguiram fugir, mas dois funcionários foram resgatados do prédio por cordas.

Corpo de Bombeiros
Os bombeiros demoraram 20 minutos para chegar ao local. No início do trabalho, eles tiveram dificuldade para controlar as chamas por causa da falta de pressão nas mangueiras, a linha d’água lançada pelas quatro escadas-magirus não conseguia atingir os últimos andares, que ficam a cerca de 30 metros de altura.
O problema só foi resolvido meia hora depois. Os bombeiros ainda enfrentaram o mau estado das mangueiras, repletas de fissuras. Mais de cem bombeiros participaram da operação, que contou ainda com 60 viaturas, como caminhões-pipa, ambulâncias e três helicópteros da Defesa Civil.

Abastecimento de água
Cerca de duas horas depois do início do incêndio, chegaram três carros-pipa, cada um com 30 mil litros. Só assim os bombeiros puderam atuar com mais eficiência.
Foto: O Globo – 09/02/2002
Controle do fogo
O incêndio destruiu quatro andares do prédio histórico do Ministério do Trabalho, no centro do Rio, foi controlado por volta das 22 horas.
Mais de 150 bombeiros de cinco quartéis trabalharam no combate aos últimos focos de incêndio no prédio do Tribunal Regional do Trabalho, no Centro.

Causa provável
Os bombeiros não divulgaram as causas do fogo, mas há suspeitas de que tenha sido provocado por um curto-circuito.

Danos materiais
Nos andares atingidos, funcionavam a Delegacia Regional do Trabalho, gabinetes de juízes do Trabalho e o centro de distribuição de processos. O juiz Roque Lucarelli, da 41ª Vara do TRT, acredita que todo o material tenha sido perdido, mas ressaltou que há cópias dos processos guardadas em computadores no 10º andar, que não foi atingido pelas chamas.
Os estragos poderiam ter sido menores se os bombeiros não demorassem tanto, mais de quatro horas, para dominar o fogo. A principal causa da demora foi a falta de água nos hidrantes das Ruas da Imprensa e Araújo Porto Alegre, onde o prédio está localizado.

Andares atingidos
10° e 11° andar - gabinetes de juízes de segunda instância
12° andar - salas da Delegacia Regional do Trabalho
13° andar - gabinetes de juízes de segunda instância
14° andar - salas da Delegacia Regional do Trabalho e o gabinete do Ministro do Trabalho

Prédio
O edifício, construído nos anos 30, circulam cerca de 5 mil pessoas.

Operação rescaldo
O serviço de rescaldo continuou sendo feito no sábado, pela parte de manhã, por cerca de 50 bombeiros, pois havia pequenos focos de incêndio.

Perícia no local
Peritos da Polícia Civil, do CB além de técnicos da Defesa Civil municipal vão apurar as causas do incêndio.

Risco de desmoronamento
O prédio do Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio, ainda corre risco de desmoronamento interno. Para evitar que as lajes desabem o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel João Carlos Mariano, determinou o escoramento das paredes do 10º ao 14º andares, atingidos pelo fogo.
Como ainda há risco de queda de reboco, vidro e aparelhos de ar‑condicionado nos fundos do edifício, a área será protegida por telas. O trabalho deve durar pelo menos dois dias e só depois o lugar poderá ser desinterditado.

Vistoria e reforma do prédio
Técnicos da Defesa Civil do Município vistoriaram as áreas afetadas pelo fogo. Alguns técnicos da Concrejato, empresa que fará serviços de escoramento e reparos nas estruturas, já estiveram no local. A ala sul, que fica voltada para a Avenida Antônio Carlos, foi aberta para os operários. De acordo com Luis André Moreira Alves, coordenador-técnico da Defesa Civil, ainda há pequeno risco de desabamento: “O escoramento é parcial e provisório, mas já orientamos a empresa no trabalho de reconstrução”.

Vistoria efetuada pelo Crea no prédio do TRT
O laudo efetuado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agricultura (Crea-RJ), de novembro do ano passado, apontou falhas no sistema de segurança contra incêndios desse edifício. Segundo o laudo;
■ havia falhas na manutenção das instalações elétricas e o sistema de escape em caso de incêndio era deficiente.
■ pilhas de processos obstruíam alguns dos extintores, que tinham prazo vencido.

Crítica devido à falta de água nos hidrantes públicos
A presidente do TRT criticou a falta de água nos hidrantes para combater o incêndio. A água utilizada pelos bombeiros veio da caixa d’água do edifício e de carros-pipa.
Conseqüências do incêndio para a Justiça Trabalhista

Estimativas dos prejuízos dos processos trabalhistas
O incêndio no prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), queimou processos avaliados, no total, em R$ 150 milhões.
A OAB calcula que 30 mil ações foram destruídas – as mais simples podem levar até dois anos para serem refeitas. Em média, cada uma representa ganho médio de R$ 5 mil para seus autores no fim do julgamento.

Paralisação da Justiça Trabalhista
"Vinte e dois juízes estão sem gabinete e todos os 35 mil processos foram queimados", afirmou a presidente do TRT, Ana Maria Consermelli. Ela explicou que quem tinha processo no TRT terá de iniciar um processo de restauração dos autos e refazer tudo.

Processos queimados em incêndio podem parar
A Ordem dos Advogados do Brasil considera muito difícil - e em muitos casos impossível - reconstituir os mais de 30 mil processos destruídos no incêndio que atingiu a sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região. Para conselheiros da OAB, se não houver cópias das provas destruídas, será inviável refazer os autos. A presidente do TRT, Ana Cossermelli, porém, avalia que 80% das ações poderão ser reconstituídas, a partir dos advogados.

Processos trabalhistas
O prédio abriga 43 varas trabalhistas e, em cada uma delas, há cerca de 10 mil processos.
Pelo menos 30 mil processos judiciais foram queimados em gabinetes de juízes localizados no 11° andar, de onde as chamas se alastraram, a partir das 18h, até o 12° pavimento, destruindo as instalações da Delegacia Regional do Trabalho e salas do TRT no 13° pavimento. Na cobertura, no 14° andar, foi atingido o gabinete do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles.

Ações executadas ou com recursos
Há muitas ações coletivas que se perderam no incêndio. Algumas delas já com sentença e outras em fase de recursos. Muita gente estava prestes a receber um dinheiro que aguardava há anos e esse incêndio pode significar mais outros anos de atraso disse o juiz Luiz Bonfim.

Conclusão final dos processos destruídos
O incêndio que atingiu em fevereiro quatro andares do prédio do Tribunal Regional do Trabalho do Rio destruiu 11.040 processos. A informação foi dada ao corregedor-geral da Justiça do Trabalho, Ronaldo Lopes Leal, pela juíza Dóris Castro Neves, corregedora da Justiça do Trabalho no Rio em 23.04.
Leal estimou que 100 mil pessoas foram prejudicadas pelo incêndio. Segundo ele, juízes, advogados e "as partes" dos processos destruídos vivem situação dramática.

TRT procura alugar um novo prédio
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Francisco Fausto, anunciou em 11 de abril, que será alugado um novo prédio para que o Tribunal Regional do Trabalho do Rio e as 20 varas do Trabalho voltem a funcionar. O serviço foi paralisado no dia 8 de fevereiro, após um incêndio ter atingido quatro andares do prédio do TRT-RJ. Segundo ele, a Justiça do Trabalho no Rio retomará os trabalhos em caráter emergencial.

Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Globo e Jornal do Brasil , no período de 08 de fevereiro a 24 de abril de 2002.

Comentário:

Análise Causa e Efeito
■ Controle do incêndio: Houve demora em controlar o incêndio, devido a falta d’água
■ Corpo de Bombeiros: mau estado das mangueiras, com fissuras, falta de pressão nas mangueiras, - falta d’água, hidrantes públicos - falta d’água
■ Prédio: Equipamentos de segurança: hidrantes, extintores com data vencida, falta de sistema de sprinkler, e alarme
■ Causa: curto-circuito
■ Prédio: falta de segurança e de manutenção
■ Consequência: desabamento parcial das lajes do 10o ao 14o

O incêndio no prédio do TRT não resultou em tragédia ou perda total do prédio, devido à característica da fachada.
As aberturas (janelas) pequenas mantiveram a propagação do fogo restrito a poucos andares (devemos lembrar do incêndio do edifício Andorinhas, no Rio de Janeiro, cuja fachada era todo de painéis de vidro, o fogo se propagou pela fachada instantaneamente).
A tragédia maior foi a destruição de processos trabalhistas, de milhares de pessoas físicas ou jurídicas envolvidas, que demorarão anos para iniciarem novos processos ou recuperação de documentos.
Mais de dez mil processos foram destruídos, muito provável, dezenas de milhões de reais foram as perdas das partes envolvidas.
Para se ter uma idéia do potencial de carga incêndio no prédio apenas envolvendo os processos trabalhistas (430.000 processos), equivale a duzentas toneladas de papéis.

Depois da tragédia, voltamos à velha ladainha:
■ falta de segurança e de manutenção do prédio
■ inexistência de sistema de sprinkler
■ deficiências dos equipamentos do Corpo de Bombeiros e
■ finalmente a falta de hidrantes públicos com água

Em todo grande incêndio no país, ninguém estava preparado (os responsáveis pela segurança do prédio, a fiscalização pública e o Corpo de Bombeiros) para combater ao incêndio, prevalecendo à falta de planejamento e preparação. O pior de todos os riscos, a insegurança do prédio, as deficiências dos órgãos públicos, auxiliam para que o incidente se torne uma tragédia.

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quinta-feira, outubro 23, 2008

Piloto embriagado é detido no aeroporto de Heathrow


O comandante da aeronave da United Airlines esperava voar com passageiros de Londres a São Francisco

No domingo, 19 de outubro de 2008, um piloto suspeito de estar embriagado foi detido a bordo de um jato de passageiros no aeroporto de Heathrow, Londres, momento antes de decolar com centenas de passageiros com destino a São Francisco, Estados Unidos, confirmou os policiais.

O piloto de 44 anos fez o teste do bafômetro, em seguida, foi escoltado por agentes em um dos terminais.

Uma fonte policial disse que o homem foi detido sob suspeita de "realizar uma função de aviação, excedendo o limite prescrito de álcool".
O limite legal para os pilotos é de nove microgramas de álcool em 100 ml de ar. Isso é quase quatro vezes mais rígida do que o limite de bebida de 35mcg em 100 ml de ar para motorista.

Um dos passageiros disse " que não conseguia acreditar no que via. O piloto foi arrastado pra fora do avião! Não sabíamos o que estava acontecendo”!
O comandante da United Airlines foi detido após informação do pessoal de terra. Ele pagou fiança para retornar à delegacia de Heathrow em 16 de janeiro de 2009.

Numa declaração, a United Airlines, afirmou:
A empresa tem uma política para controle de álcool que está entre as mais rigorosas na indústria e não temos nenhuma tolerância para o abuso ou violação desta política estabelecida.
Segurança é a nossa primeira prioridade e o piloto foi retirado de serviço, enquanto estamos cooperando com as autoridades na investigação
.

Fonte: The Guardian - October 20 2008


Comentário
Apertem os cintos, o piloto sumiu. Imagine-se nesta situação: você está sentado, relaxando, preparando para o vôo, quando de repente vê o piloto sendo retirado à força da cabine, com suspeita de embriaguez. A chance de você entrar em pânico é grande, não é? Já temos os pilotos em terra embriagados, dirigindo carros, caminhões e ônibus e causando desastres e mortes e só faltavam os pilotos de aeronaves pilotando no espaço aéreo, o que eles poderiam aprontar, só Deus sabe?

Um estudo realizado em simuladores de vôo nos EUA mostrou que mesmo baixos níveis de consumo de álcool envolvem prejuízos no desempenho, qualidade e segurança;
■ Após 10 minutos da ingestão de pequena quantidade de álcool 10% dos pilotos já não conseguiam desempenhar atividades de modo correto
■ Com uma concentração um pouco maior, 89% já não conseguiam
■ Quatorze horas depois, 68% ainda não conseguiam

Segundo a Organização Internacional do trabalho (OIT) as conseqüências do uso do álcool provocam;
■ Absenteísmo 2 a 3 vezes maior entre usuários de drogas
■ Dependentes utilizam 3 a 5 vezes mais os serviços de saúde
■ 20 a 30% dos acidentes de trabalho têm relação com intoxicação por drogas
■ Diminuição da produtividade

O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta as conseqüências do uso do álcool na vida profissional dos brasileiros;
■ No Brasil, o álcool é responsável por 50 % das faltas ao trabalho
■ e provocou 339 mil acidentes de trabalho que ocorreram no País em 2002.

Os profissionais mais suscetíveis à dependência alcoólica, segundo o relatório, são;
■ trabalhadores em fundições,
■ cozinheiros,
■ profissionais do ramo de bares e restaurantes e
■ os que atuam na construção civil.

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segunda-feira, outubro 20, 2008

Guindaste cai em obra


Um guindaste de 250 t caiu durante operação, em uma obra em Castle Hill, Sidney, Austrália, na sexta-feira de manhã, 26 de setembro de 2008, por pouco atingindo cerca de 40 trabalhadores.
O guindaste estava em uso em uma obra de três pavimentos da construtora Denham em Gladstone St, Castle Hill, quando ocorreu o incidente.

Cenário do acidente
O guindaste estava transportando um painel pré-fabricado de concreto de 20 toneladas, no primeiro piso, quando um dos braços estabilizadores perfurou a laje, ele inclinou e tombou, colidindo com o piso (laje) e ficou nessa posição instável.

Local evacuado
O local foi rapidamente evacuado e isolado pela polícia e pelos bombeiros como medida de segurança, para avaliação dos danos.

Ninguém ferido
Brian Windsor da Associação de Empregados de Instalação disse; “que tinha oito ou nove instaladores trabalhando sob a laje onde o guindaste caiu. É um milagre que não houve feridos e muito menos vítimas fatais. Meus empregados fizeram uma pausa de trabalho minutos antes do incidente”. O operador conseguiu saltar da cabine, caindo de uma altura de três metros.

Queda posterior
O guindaste permaneceu em uma condição instável e após uma hora, ele caiu do primeiro piso para o subsolo, com uma parte permanecendo no primeiro piso e o restante sobre um edifício industrial adjacente.
Estava inspecionando o local quando ocorreu o segundo acidente, disse Brian Parker da Associação de Construção, Florestal, Mineração e Energia (CFMEU). Ele e outros especialistas correram para salvar suas vidas, quando eles ouviram um som de estalar.
"Podíamos ouvir um estrondo e sabíamos que estava movimentando-se. De repente houve um pouco de movimento e um estrondo. Era como um terremoto. Em 35 anos na indústria, eu nunca vi nada igual”, disse Parker.

Obra suspensa
Não haverá retorno ao trabalho para os trabalhadores até que um plano de trabalho seja criada em conjunto. Precisamos verificar a integridade estrutural da laje, antes de podermos pensar como retirar o guindaste, disse Parker.
Engenheiros vão avaliar como estão a estrutura e a estabilidade do guindaste antes de formular um plano para retirada do equipamento.

Causa
"É muito cedo para determinar de quem é a culpa. Poderia ter contribuído diversos fatores, inclusive a instabilidade da base do guindaste” explicou Parker.

Dano ao meio ambiente
O Corpo de Bombeiros disse que as investigações iniciais avaliaram que não houve vazamento de óleo diesel em direção a galeria de drenagem, em conseqüência do acidente.

Empresa locadora do equipamento
O guindaste, recentemente comprado no valor de US$ 2,6 milhões e foi entregue apenas em nove dias para a empresa de locação de equipamentos Gillespies.
A empresa Gillespies é considerada uma empresa que leva a sério segurança. Estabelecida desde o início da década de 1950, orgulha-se de oferecer um serviço com qualidade e com segurança.
O guindaste é da marca Liebherr LTM 1250´s com os seus respectivos pesos; lança de 72 toneladas e contrapeso 97 toneladas, abertura dos estabilizadores de 8,5 metros.

Guindaste retirado
O guindaste foi retirado após uma operação prolongada de salvamento que interrompeu as atividades de cinco empresas próximas do local, durante uma semana.
A operação de retirada ocorreu às 16 h, horário local, sexta-feira, 3 de outubro de 2008, e envolveu a retirada da lança do guindaste, que levou quase duas horas para cortar antes que pudesse ser levantado por um guindaste com segurança.
Andrew Quirk da Associação de Construção Florestal, Mineração e Energia (CFMEU) afirmou que tudo foi "perfeito" e que o local era seguro para ser reaberto e que o restante do guindaste seria retirado na próxima semana e ainda está para ser determinado porque aconteceu o acidente.

Suposições de alguns especialistas
■ É difícil compreender como este acidente aconteceu. Parece que o piso simplesmente não suportou o peso do guindaste, no entanto, não podemos deixar de estranhar se isto teria ocorrido se as esteiras maiores das sapatas tivessem sido utilizadas para distribuir a carga reduzindo a sobrecarga pontual? Isto demonstra, apesar das informações de engenheiros sobre cargas permissíveis, é sensato por medida de precaução, adotar margem de segurança superior.
■ É quase impossível determinar a falha do mecanismo. Pode ser cálculos de apoio incorretos, a instalação do apoio pode estar errado, a equipe do guindaste pode ter excedido as limitações impostas pelo engenheiro (pelas fotos parece que as sapatas estão mais próximas à carga) a área da falha.

Fontes: News - 26 Sep 2008, NSW Fire Brigades e News - 06 Oct 2008

Fotos ampliadas
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20081017200556.html





Vídeo

Comentário:
Funcionamento de guindastes móveis
Os guindastes são usados para elevar cargas pesadas a grandes alturas. É importante que o caminhão esteja completamente estável durante a operação de içamento. Os pneus não oferecem a estabilidade necessária, portanto, o caminhão utiliza suportes que agem para evitar que o guindaste não incline para um lado ou para o outro. Os suportes usam dispositivos hidráulicos para levantar do chão todo o caminhão, inclusive os pneus. Eles são compostos pelas vigas, que são as pernas do suporte e as sapatas, que são os pés. Às vezes, são colocados calços embaixo das sapatas para dissipar a força do guindaste e da carga contra o concreto ou pavimento. Estes são geralmente tábuas de madeira, alinhadas para criar uma base maior que a própria sapata.
Os suportes mantêm o guindaste equilibrado durante o içamento e são somente um mecanismo usado para equilibrar o guindaste durante a operação. Existem também contrapesos destacáveis que são colocados na traseira do guindaste, na parte de baixo da cabine de comando. Estes contrapesos evitam que ele tombe para frente durante o trabalho. A quantidade de contrapeso necessário para um alçamento em particular é determinado pelo peso da carga, o raio da lança e seu ângulo durante a operação. Os contrapesos são usados apenas durante o alçamento; depois eles são removidos para que o caminhão possa se locomover. Fonte: HowStuffWorks

Em movimentação de materiais ou equipamentos por içamentos os riscos estão presentes, aguardando apenas para sua materialização a escolha inadequado do equipamento ou sua operação. Para tanto é importante o planejamento da movimentação de materiais e o rigging plain é fundamental para o controle, a eficiência, a confiabilidade e a segurança destas importantes operações que normalmente apresentam grande potencial de risco.
Desta forma, as empresas que movimentam materiais por içamento, através de pontes rolantes, pórticos, guindastes e gruas, devem desenvolver um planejamento sistemático por operação de médio e alto risco, que contemple todos os elementos básicos envolvidos na operação;
■ O tipo de equipamento;
■ A operação;
■ O operador e o sinaleiro;
■ Os acessórios de amarração de cargas;
■ As técnicas de amarração;
■ As cargas;
■ O ambiente (arranjo físico/layout).
Portanto, para cada um destes elementos do planejamento operacional deve-se estabelecer um conjunto de normas e procedimentos que devem ser rigorosamente adotados, cumpridos e fiscalizados, antes, durante e após as operações, sempre priorizando a segurança.

O que é Estudo de Rigging?
É o planejamento de movimentação de carga, Acidentes como a queda de um material a ser içado por guindaste podem ser evitados com a utilização de projeto de rigging, sendo calculados os pesos da peça, as tensões nos cabos, tensões adicionais nas soldas do material a ser içado – que são submetidas a esforços durante a movimentação, não usuais quando apenas em trabalho estático – e os ângulos máximos permitidos para sustentar a peça.
Para executar um estudo de Rigging são observados os seguintes parâmetros:
■ C.G. (centro de gravidade), peso, braço de alavanca, momento de carga
■ Tabelas de Carga : consulta, escolha do guindaste
■ Matemática: Área, volume, peso, Pitágoras, seno, cosseno, tangente, conversões
■ Cabos de Aço: especificações, passadas de cabo de aço
■ Amarração de Lingadas
■ Acessórios: uso de extensor, contrapeso
■ Planejamento com guindaste : cálculos de balancim, força na sapata
■ Cálculos de operação com dois guindastes.

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sábado, outubro 18, 2008

Corvinas devolvem a alegria aos pescadores em Santa Catarina


Os pescadores da Colônia de Pesca Z-33, do Balneário Rincão, Sul de Santa Catarina, ganharam na quinta-feira, à tarde, 15 de outubro de 2008, um motivo para compensar o desânimo gerado por um inverno rigoroso sem captura de tainhas. Em apenas um lance, os pescadores cercaram e capturaram um cardume de cerca de 25 a 30 toneladas de corvina.

Colocação da rede no mar
A rede de arrasto foi colocada às 9h, medindo 1,4 mil metros foi colocada mar adentro com auxílio de um barco por oito pescadores liderados por João Adílio Batista, 54 anos. Os pescadores já desconfiavam da existência do cardume porque na noite anterior haviam capturado corvinas com redes pequenas. O vento que começou a soprar na direção leste com maior intensidade no final da manhã também ajudou.

Retirada da rede do mar
No início da tarde, por volta das 13h, a rede começou ser retirada do mar por outros 25 pescadores, que precisaram da ajuda de parentes e amigos devido ao peso gerado pelo excesso de peixes na malha.
- Essa foi a maior redada que dei até hoje. Já tinha visto quantidade maior, no Rio Grande do Sul, mas não era meu - contou o pescador e dono da rede João Adílio Batista.
Sem conseguir retirar a rede de uma vez, o jeito era "pescar" de forma improvisada os peixes que se debatiam no raso. A pescadora Glória João Ferreira, 45 anos, saía do mar literalmente abraçada a meia dúzia de corvinas: É só felicidade - disse, antes de voltar para pegar mais corvinas.

Corvinas depositadas na praia
Agonizantes, os peixes eram depositados sobre uma lona plástica estendida na beira da praia, sob os olhares de curiosos. A maioria dos peixes tinha um peso aproximado entre dois a três quilos, mas uma corvina que, segundo os pescadores, devia pesar uns 15 quilos, era exibida e chamada pelos pescadores de "a chefe", porque estaria a frente do cardume capturado. De acordo com o presidente da Colônia de Pesca Z-33, João Piccolo, o lance de corvina compensa os prejuízos que os pescadores tiveram com a escassez de tainha durante o inverno.

Fonte: Diário Catarinense - 17 de outubro de 2008

Comentário
De acordo com a notícia, foram pescados quase 15.000 peixes em um único lance de rede. A capacidade do ecossistema marinho para recompor é limitada.
Uma boa estratégia de combate à pesca predatória é conscientizar a população e impedir, nas feiras e nos mercados, a compra de exemplares capturados abaixo do tamanho mínimo permitido por lei e das espécies ameaçadas, é uma maneira de reduzir drasticamente esse problema. Um dos maiores inimigos da sustentabilidade da atividade são os impactos negativos gerados pelo homem sobre os ecossistemas estuarinos e litorâneos. Estes estão causando o desaparecimento ou a redução do número de peixes de algumas espécies.

Pesca predatória
Muitos ecologistas marinhos acreditam que a maior ameaça aos ecossistemas marinhos nos dias de hoje seja a pesca em excesso. Nosso apetite por peixe está excedendo os limites ecológicos dos oceanos, com impactos devastadores em muitos ecossistemas. Os cientistas advertem que o excesso de pesca resulta em profundas alterações nos oceanos, mudando-os talvez para sempre. Sem mencionar nossa refeição de cada dia - no futuro, um prato de sardinhas poderá ser considerado uma iguaria cara e rara.

Sem chance
Mais freqüentemente do se imagina, a indústria da pesca ganha acesso a grupos de peixes antes que o impacto da pesca seja estimado. De qualquer modo, os regulamentos da indústria de pesca são tremendamente inadequados.

A realidade da pesca moderna é que a indústria é dominada por frotas de pesqueiros que não dão chance à natureza de repor as espécies. Navios gigantescos usando sonares de busca de última geração podem apontar com precisão cardumes de peixes. Os navios são equipados para que funcionem como verdadeiras fábricas flutuantes – incluindo linhas de produção, processamento e embalagem de peixes, imensos sistemas de refrigeração e motores poderosos para arrastar equipamentos pesados através do oceano. Ou seja: o peixe não tem chance.

Check-up da vida no oceano
Populações de grandes predadores, um indicador claro da saúde de um ecossistema, estão desaparecendo de forma espantosa. Noventa por cento dos peixes grandes que a maioria de nós adora comer, como atum, peixe-espada, merlin, bacalhau, halibut, arraia e linguado – estão desaparecendo desde que a pesca em larga escala começou, nos anos 50. A diminuição dessas espécies predadoras pode causar uma mudança em ecossistemas oceânicos inteiros, onde peixes comercialmente valorizados são substituídos por espécies menores, que se alimentam de plâncton. O século em curso pode inclusive ver colheitas de água-viva substituindo o peixe consumido por humanos.

Essas mudanças ameaçam a estrutura e o funcionamento de ecossistemas marinhos, e assim colocam em perigo o sustento dos que dependem dos oceanos, tanto agora como no futuro.

Colapso das áreas de pesca
A superexploração e a má administração das áreas de pesca já levou ao colapso completo de algumas regiões. A pesca do bacalhau na região de Newfoundland, no Canadá, ruiu em 1992, causando a perda de 40 mil empregos na indústria. Os estoques de bacalhau no Mar do Norte e no Mar Báltico seguem pelo mesmo caminho e estão próximos do colapso completo.

Ao invés de tentar encontrar uma solução de longo prazo para esses problemas, a indústria pesqueira voltou seus olhos para o Pacífico – mas esta não é a resposta. Os governantes continuam ignorando os avisos dos cientistas sobre como essas áreas de pesca poderiam ser administradas e a necessidade de pescar tais espécies de maneira sustentável. Fonte: Greenpeace

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terça-feira, outubro 14, 2008

Flashover e Backdraft : Conceitos básicos

Flashover e Backdraft têm sido confundidos há anos. Parte da razão para a confusão é que eles produzem um resultado semelhante, “um grande incêndio” que envolve todo o compartimento ou área. São, entretanto, muito diferentes em como e porque ocorrem.
Os conceitos errôneos também evoluíram em torno destes fenômenos. Entre estas opiniões errôneas são que um flashover ocorrerá dentro de quatro minutos da primeira chama e que um backdraft ocorrerá somente em edifícios hermeticamente fechados. Ambos são conceitos errôneos perigosos. Não há nenhuma fração do tempo para o flashover, e um backdraft pode ocorrer em quase todo espaço fechado, de acordo com as condições adequadas.

Flashover
Flashover por definição é "a participação repentina de uma área ou compartimento em chamas do piso ao teto causado pelo feedback de radiação térmica”.
O feedback de radiação térmica é a energia do fogo que irradia em volta do espaço (volume e conteúdo) do compartimento, das paredes, do piso, e do teto.


Esta radiação de energia para o espaço (volume e conteúdo) do compartimento elevará todo o volume do compartimento para sua temperatura de ignição. Quando o volume do compartimento inflama-se repentinamente e simultaneamente, isto é o flashover.
Isto significa simplesmente que o flashover é um evento conduzido pela temperatura. Requer que a energia do fogo irradiado em volta do espaço (volume e conteúdo) produza elevação rápida na temperatura e ignição simultânea. O flashover indica que o fogo cresceu para o estágio completamente desenvolvido (figura 1).


Foto - O Flashover na parte superior, projetado da fumaça negra – Simulador de Flashover

Um outro conceito importante para compreender é a física do flashover. Diversos fatores afetarão se ou não um compartimento sofrerá um flashover.
O tamanho do compartimento, o conteúdo (combustibilidade dos materiais), o fornecimento de ar, e a isolação do compartimento, tudo combina para determinar o potencial do flashover de um compartimento.

Os compartimentos menores sofrerão flashover mais rapidamente. Um compartimento pequeno aumenta o feedback de radiação térmica mais rapidamente por causa do seu volume. Em compartimentos grandes com tetos elevados, leva mais tempo para aquecer os combustíveis (conteúdo). Quando o calor irradiado viaja longa distância, perde energia. A proximidade dos conteúdos em um compartimento pequeno aumenta a absorção de energia térmica radiada.

Os conteúdos do compartimento afetam o potencial do flashover. Um compartimento carregado com mobília combustível produzirá mais fogo, assim mais calor, mais energia irradiada, e mais potencial de flashover.
O suprimento de ar é também crítico na criação do crescimento do fogo para produzir o flashover. A maioria dos incêndios tem o ar controlado, mas não o combustível. Em média um quarto ou uma sala tem conteúdo suficiente (carga de combustível) para produzir um grande incêndio. O que é necessário é o ar "para ventilar" as chamas. O incêndio com ar controlado está incluído na discussão do backdraft posteriormente.

Finalmente, a isolação do compartimento afeta como o feedback de radiação térmica será eficiente. A isolação das paredes e dos tetos impede que o calor se escape para outras áreas, aumentando desse modo o potencial do flashover da área.

Estes fatores não são conhecidos pelos bombeiros que avançam em um incêndio. Os sinais de advertência, logo, devem ser compreendidos para fornecer segurança aos membros.
Os sinais de advertência do flashover incluem o calor elevado; isto é do efeito combinado do fogo e do o calor irradiado do compartimento. Este calor será intenso. Para que o flashover ocorra, todo o acumulo de calor do conteúdo do compartimento deve ser elevado par atingir a temperatura de ignição, incluindo os bombeiros na área!

Qualquer ascensão repentina na temperatura que pode ser sentida através do vestuário deve ser considerada um sinal que o flashover é iminente.
O rollover (gases quentes) é o fogo que movimenta entre a fumaça negra da área de fogo. Pode-se também ver como "dança de fogo" que se precipita fora da fumaça. O rollover é um sinal adiantado que as condições do flashover estão desenvolvendo-se.

A fumaça negra é um sinal do flashover. Isto pode parecer ridículo, mas eu estou falando sobre a fumaça tão negra, como um carvão, que nenhuma outra cor não pode ser vista, como o tipo que você veria se os pneus se estivessem queimando.
Este tipo de fumaça contém tanto combustível não queimado que pode ser chamado "fogo preto." Este "fogo preto" necessita somente de uma mistura correta de ar para inflamar-se. Esta fumaça negra também terá uma quantidade tremenda de energia e movimentará violentamente para fora da área de fogo e introduzirá o calor nos espaços vazios e ocultos. Este "fogo preto" aumentará a possibilidade de extensão do fogo e explosões de fumaça no sótão ou porão.

Impedindo flashovers
Flashovers podem ser impedidos de duas maneiras. Ventilação apropriada pode impedir um flashover. A ventilação permite que o ar superaquecido e os gases da combustão escapem do compartimento ou da área. Isto pode ser feito por ventilação horizontal ou vertical. Reduzindo a camada aquecida do teto reduz o feedback de radiação térmica e a possibilidade de flashover.

É importante notar que expelir os gases quentes não deve expor os bombeiros a incidentes ou espalhar o calor e a fumaça em áreas não envolvidas da edificação. Isto poderia aumentar o problema do incêndio se aqueles gases forem inflamar-se.
A segunda maneira reduzir a possibilidade de flashover deve resfriar a área de fogo com mangueira de incêndio. Para a maioria dos bombeiros não foi ensinada para abrir uma linha de mangueira na fumaça. Isto é verdade.
Mas apenas dissemos, que nada é impossível no Corpo de Bombeiros. Isto é também verdade.

A razão que você pode abrir a linha na fumaça nesta situação é que a fumaça negra, um sinal de advertência do flashover, chamou "o fogo preto." Se você vê essa fumaça negra e senti ascensão rápida do calor através de seu vestuário, mesmo se você não pode ver o rollover, você dever abrir a linha de mangueira "no fogo preto." Isto reduzirá a possibilidade de flashover. Esta é uma situação da emergência, e a mangueira pode ser operada desta maneira.

Escapar do flashover
Escapar do flashover é quase impossível. Reconhecendo os sinais de advertência e sabendo como impedi-lo, você fará muito mais para assegurar sua segurança.
Sabemos que os sinais de advertência, mas você deve ser capaz de reagir. Um flashover pode ocorrer em 10 segundos. Isto permitirá ao bombeiro procurar uma saída numa distancia média de quase 1,5 m.
Se o funcionamento de uma linha de mangueira não é uma opção, então, procurar sair por uma janela ou mover-se para uma outra área e fechar a porta se possível. Isto dar-lhe-á alguma proteção.

Um bombeiro completamente protegido tem melhor possibilidade de sobrevivência em um flashover. Mesmo um bombeiro totalmente encapsulado é um risco. A pele humana queima a 50o C. Sem um aparelho de ar, ele respiraria ar quente de 150o C queimando sua garganta.
Isto causaria sua morte por asfixia. Durante um flashover, as temperaturas são medidas em milhares de graus, bem acima dos limites de proteção do vestuário (EPI).

Em um incêndio numa edificação em Monsey, Nova Iorque, em 23 de novembro de 2004, três bombeiros foram retirados do local em questões de segundos antes que surgisse um clarão na loja.
A comunicação de incêndio chegou atrasada, pois o empregado da loja tentava extinguir o fogo antes de chamar os bombeiros.

Os bombeiros chegaram ao local e encontraram uma fumaça densa saindo da loja e avançaram com uma linha de mangueira no interior da loja. O chefe da operação, Andy Schlissel viu os sinais de advertência do flashover e ordenou a retirada dos bombeiros. "Vinte segundos mais tarde, você teria três bombeiros queimados n o local ," disse Schlissel . Um ataque coordenado foi montado, e o incêndio foi controlado com somente pequenos danos às lojas adjacentes.
Schlissel atribui a instrução recebida no centro de treinamento no Condado de Rockland em Pomona, Nova Iorque, para evitar vitimas deste tipo de incêndio. O condado de Rockland é um dos poucos condados em Nova Iorque que tem um simulador de flashover. Este contêiner de transporte modificado, fornece aprendizado com experiência “de fogo real” e pode produzir flashover controlado.

Backdraft
O backdraft é uma explosão de fumaça que pode ocorrer quando ar adicional é introduzido em um incêndio em combustão incompleta, com gases aquecidos, com seus respectivos limites de inflamabilidade e inflama-se com força de explosão.
Um backdraft é um “evento de ar conduzido” ao contrário de um flashover, que é conduzido pela temperatura. O fato que a maioria dos incêndios é regulador pelo ar e não pelo combustível, torna-se a compreensão dos backdrafts tão importante.



Foto - Foto – Fire Tactics –Tim Watkins - Seqüência de um backdraft, num simulador



Um incêndio começou e cresceu, pode ou não pode ter feedback de radiação térmica para provocar o flashover, mas consumiu o conteúdo do compartimento e agora "está queimando-se" usando todo o oxigênio disponível no local.

O nível normal do oxigênio no ar é aproximadamente de 21%. Abaixo de 14%, a chama visível é reduzida. O conteúdo do compartimento está em sua temperatura de ignição e irromperá em chamas quando o oxigênio é introduzido, e os gases aquecidos inflamar-se-ão com força explosiva. Este é um backdraft. A força explosiva em que o backdraft ocorre é um resultado da quantidade de gás superaquecido no espaço e na quantidade de oxigênio introduzido. A força explosiva pode quebrar janelas, derrubar paredes, e provocar vitimas entre os bombeiros.

O backdraft pode ocorrer a qualquer momento durante o estágio de declínio do desenvolvimento do incêndio e antes que os gases esfriem abaixo de sua temperatura de ignição. Se o compartimento permitiu que os gases resfriassem antes que todo o oxigênio fosse introduzido, nenhum backdraft ocorreria, mas o compartimento seria consumido pelo fogo.
Todos os bombeiros devem saber os sinais de advertência do backdraft. Freqüentemente, as primeiras unidades de bombeiros (iniciam o ataque) não reconhecem a fumaça densa e pesada ou a fumaça parece ser "uma golfada de fumaça" ou sendo retirada do edifício; alguém distante da cena reconhece geralmente estes sinais indicadores.

Os chefes ou seus auxiliares que preparam o posto de operação do comando na rua são mais prováveis de visualizar esse tipo do fumaça. Os operadores das viaturas autobombas que faz a conexão com os hidrantes até a extremidade da edificação podem também ser posicionados para vê-lo.
O operador da viatura autotobomba pode vê-lo ao dar uma “boa olhada” quando em sua posição na viatura (parte elevada). Felizmente, não é demasiado tarde. Um pequeno incêndio que arde lentamente ou alguma mancha ou um vidro quebrado não podem ser reconhecidos para o que se poderia ser.

Freqüentemente, somos compelidos pela " visão do túnel": Vemos um pequeno incêndio e abrimos o caminho a nossa maneira e criamos uma situação perigosa para nós. Se as condições do backdraft forem suspeitas, a ventilação apropriada impedirá a explosão. As aberturas devem ser feitas acima do fogo para permitir que os gases superaquecidos escapem antes que o oxigênio seja introduzido em níveis mais baixos do que o nível normal, onde entraríamos.

Backdraft e flashover são igualmente dinâmicos e mortais. Reconhecer os sinais e poder permanecer calmo são os requisitos que você terá para sua sobrevivência. Isto sem dizer, que você deve estar com equipamento de proteção completo.
Backdraft não acontece sempre. Lembra-se que backdraft era também conhecido como "explosão de fumaça." Este termo veio de pequenos eventos que ocorreram quando os bombeiros abriam as portas para verificar a extensão do incêndio.

Um incêndio no piso inferior de uma edificação residencial pode estender o calor e a fumaça por toda edificação. Esta fumaça ficaria a principio confinada no sótão, o espaço entre telhado e o forro. Os bombeiros despachados para verificar a extensão do fogo removeriam parte da cobertura e permitiria a entrada de oxigênio no sótão e os gases quentes misturariam com o ar e transformaria num backdraft. Como isto ocorreu?
Conhecendo atualmente o comportamento do monóxido de carbono (CO), o espaço foi provavelmente ocupado pelo CO. Lembra-se, além de suas outras propriedades perigosas, o monóxido de carbono é inflamável. A figura 2 compara o CO com alguns outros gases inflamáveis comuns.

O que isto significa para os bombeiros? O monóxido de carbono queimar-se-á em uma temperatura relativamente baixa (para qualquer tipo de incêndio) e em quase toda a mistura.
Quando despachar bombeiros para verificar a extensão do incêndio, faça um pequeno furo na cobertura ou na porta para examinar a situação.

Faça este furo na entrada, e faça-o pequeno no início. Fazer um furo pequeno limitará a quantidade de oxigênio que entrará no sótão ou em outro espaço confinado. Se você deixar ar suficiente no espaço para inflamar a mistura do gás, você permanecerá em um local de segurança na entrada.
Se você retirar uma seção grande no meio do compartimento e o sótão ilumina (entrada de claridade), o teto inteiro cairá.

Se seu furo de checagem indica algum foco de incêndio pode estar presente, peça uma linha de mangueira antes que seja removido completamente o teto. Lembra-se, você foi enviado para encontrar o incêndio no local. Se você o encontrar, o que você realizará expondo todo esse incêndio, sem nenhum caminho para removê-lo?
Os flashovers e os backdrafts necessitam ser compreendidos porque diversos fatores estão no trabalho para aumentar a sua freqüência. A carga de incêndio atualmente, é provavelmente o único grande fator que trabalha contra os bombeiros. Sim, atualmente, os incêndios estão muito mais quentes. Isto é uma combinação de dois elementos da carga de incêndio, mais plástico e mais material.

Poder calorífico de materiais aumentou
O poder calorífico de alguns materiais existentes em uma residência na década de 50, madeira, algodão e papel, era calculado em média 4.400 Kcal/kg (quilocaloria por quilograma).
Hoje, poliuretano, plásticos leves, liberam calor equivalente 7.000 Kcal/kg.
Estes plásticos leves são almofadas de espuma, tapete, etc. O plástico duro de poliestireno utilizado em TVs, vídeos, brinquedos e outros artigos plásticos na residência são calculados em quase 10.000 Kcal/kg.
Olhe o que você tem em sua residência. Você recorda, quanto de material miúdo você tem na sua residência? Talvez você necessite perguntar aos seus pais ou avós para obter esses materiais.
Cada geração quer demonstrar que a sua geração é melhor do que a anterior. Como esse sucesso é medido? Com mais material.

Desde a crise de energia dos anos 70, os edifícios tornaram-se selados tão firmemente como os materiais de construção os deixariam. Os códigos nacionais da energia estão agora no lugar para reforçar padrões de energia eficiente. Além a fazer as paredes e os tetos mais eficientes, as janelas são projetadas para reter calor, o que torna o melhor indicador para as condições de incêndio.

A isolação nas paredes e nos tetos retém calor dentro da estrutura (conservação de energia). Este calor retido aumenta o feedback de radiação térmica, exigido para produzir um flashover. As janelas térmicas (janela acústica com vidro duplo a vácuo) retêm calor "vácuo” espaço entre as placas de vidros e demoram na ruptura das janelas, impedindo a própria ventilação do fogo. As janelas térmicas são difíceis de quebrar quando a ventilação é exigida.

O equipamento detecção eletrônico tornou-se um artigo comum. O equipamento da detecção de incêndio e de intrusão pode ser agora encontrado em cada tipo de ocupação. Este equipamento de detecção de incêndio oferece ao Corpo de Bombeiros notificação mais cedo do provável incêndio.

Este benefício, entretanto, tem também um inconveniente. A detecção antecipada pode ludibriar os bombeiros para entrar numa edificação com incêndio num estagio recipiente.
Há possibilidade de faltar alguns sinais de advertência do crescimento real do incêndio (Eu não o liquidarei neste estágio). O perigo é quando estamos na edificação quando o fogo entra no último estágio.

A única maneira proteger os bombeiros é treinar na compreensão do comportamento do fogo. Devemos ser capazes de reconhecer os sinais que o fogo fornece.
Devemos olhar o cenário global e perceber que estamos no interior da edificação e nos arredores, pois não podemos ser atraídos para uma armadilha. Há pouca informação de primeira mão disponível no assunto. Necessitamos de aprender, pois assim podemos sobreviver.

Fonte: Flashover and Backdraft: A Primer - Fire Engineerig - Christopher Flatley, oficial bombeiro com 16 anos de experiência no Corpo de Bombeiros de Nova Iorque. É instrutor no Centro de Treinamento do Condado de Rockland em Pomona, Nova Iorque.


Vídeo mostra de forma didática o desenvolvimento de um flashover


Vídeo mostra o desenvolvimento de um backdraft real

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sábado, outubro 11, 2008

Explosão de tambor com líquido inflamável



Um operário trabalhando para uma companhia de impermeabilizante para concreto foi morto, quando um tambor de 200 litros vazio de impermeabilizante selador explodiu e envolveu-o em chamas. Acredita-se que o operário estava tentando cortar o tambor vazio aberto com uma serra de corte momento antes da explosão.
O operário queimou-se totalmente. O impermeabilizante selador contém em peso 80% de etanol e metanol. É usado como tratamento para superfícies de concreto, com repelente de água. No dia da explosão, a empresa reparava uma garagem do estacionamento.

Em um outro incidente, há mais de 10 anos, utilizando o mesmo produto, um operário de uma companhia de pavimentação de estrada cortava as tampas de um tambor de 200 litros, pois o tambor podia ser usado. Ele usava um maçarico ou um soldador elétrico para cortar as tampas. Presumia que o procedimento era seguro, pois viraram o tambor e deixaram por vários dias escoar o resíduo do líquido inflamável, e então viraram na posição normal e encheram com água e deixaram permanecer por mais cinco dias antes de qualquer corte.
Neste segundo incidente, o tambor não estava totalmente aberto para o corte. Entretanto, estava colocado ao lado de um outro tambor que estava sendo cortado quando uma faísca voou de um tambor para o outro. O tambor explodiu e o operário morreu em 24 horas. Sofreu queimadura de terceiro grau em 80% de seu corpo.

Em ambos os casos, os combustíveis para a explosão foram os vapores de etanol e metanol no interior dos tambores, que acreditavam que os tambores estavam vazios ou quase vazios.

Esvazia o tambor, mas o vapor residual de uma pequena quantidade de líquido é apenas suficiente preencher o tambor com uma mistura explosiva de ar e de vapores inflamáveis. Conseqüentemente, os tambores quase-vazios podem ser significativamente muito mais perigosos do que os tambores que estão cheios. Em geral o trabalhador supõe que o risco de um tambor quase-vazio é inferior do que um tambor cheio.

Porque o risco real “está oculto”, é essencial que os tambores de líquidos inflamáveis advertem com “destaque” o alto risco de explosão de um tambor parcialmente vazio.

Os avisos adicionais em relação ao corte ou soldagem são necessários, assim como instruções para evitar todas as fontes de ignição e manter o tambor fechado completamente. Quanto ao treinamento de empregado sobre os riscos de tambores quase-vazios podem ser úteis, todos tambores usados, frequentemente, podem encontrar-se em mãos de empregados não treinados ou de terceiros.
Isto reforça a necessidade para etiquetagem adequada e chamativa, isso vai além dos avisos usuais para líquido inflamável.
Em geral, a pessoa leiga não treinada acredita intuitivamente que menos liquido inflamável significa menos risco, quando o oposto é verdadeiro.

Este caso envolveu as seguintes normas e recomendações;
■ Comunicação de Riscos
■ Norma de líquidos inflamáveis
■ Fatores humanos – treinamento
■ Manual de Produtos Químicos
■ Etiqueta de aviso de perigo

Finalidade da Comunicação de Riscos
■ Identificação dos riscos
■ Procedimentos de segurança para trabalhar com produtos químicos
■ Procedimentos de comunicação de riscos
■ A Importância das Etiquetas de Identificação /Etiqueta de alerta
■ Equipamentos de Proteção Individual
■ Reação a uma Emergência
■ Riscos Químicos e Como Controlá-los
■ MSDS – Manual de Produtos Químicos – FISPQ – Ficha de Segurança de Produtos Químicos

Fonte: Chemmax Inc.

Video
Observa-se a capacidade de propagação de explosão e incêndio de tambores de líquidos inflamáveis em fábricas e armazenagens. Demonstração de explosão de um tambor de 166 litros contendo óleo





Comentário:
Histórico de explosões de tambores/tanques com líquidos inflamáveis

Explosão de tambor
O acidente aconteceu por volta das 21 h 45 de sexta-feira, 24 de março de 2000, na empresa Tuiuti Metais Nobre , que fica na rua Tuiuti, 4.409, no bairro Cubatão, Joinville.
Conforme boletim de ocorrência registrado no 3º Distrito Policial, pela auxiliar de escritório da empresa, Cátia Andrea da Silva, o funcionário Osmar Muller estava manuseando um maçarico para abrir um tambor de óleo queimado, quando a tampa desprendeu bruscamente e acertou a cabeça dele. Em estado grave, a vítima foi conduzida ao pronto-socorro do Hospital São José, onde morreu.

Tambor explode em Palotina
Em 06 de setembro de 2004, na cidade de Palotina, Paraná, de acordo com as informações apuradas pela polícia, o metalúrgico Ademir Junior efetuava o corte de um tambor de solvente, de metal, utilizando-se de uma lixadeira. Acredita-se que as fagulhas unidas ao vapor formado no interior do tambor de solvente, provocaram uma explosão. A tampa do tambor desprendeu-se e atingiu a cabeça do metalúrgico, matando-o na hora. O corpo foi recolhido ao IML de Toledo.

Explosão de tanque mata soldador em Paulínia
A explosão ocorreu quando o funcionário Uneir Luciano, fazia a solda de um tanque de combustível usado por caminhões e com capacidade para 30 mil litros, na quarta-feira, 06 de agosto de 2003, na Oficina Faria & Faria, no Km 124,5 da Rodovia SP-332, estrada que liga Campinas a Paulínia.
Vítimas:
O corpo da vítima foi lançado a cerca de 50 metros de distância da oficina, conforme o relato dos GMs (guardas municipais) de Paulínia . Um outro soldador que estava próximo do tanque também ficou ferido com o impacto da explosão.
O soldador Uneir Luciano morreu no local e o outro funcionário do estabelecimento, José Raimundo de Souza Filho, ficou ferido e foi internado no Hospital Municipal de Paulínia.

Tanque explode em indústria
Em 01 de fevereiro de 1988, uma explosão ocorreu na empresa K.C do Brasil, Mogi das Cruzes, quando dois empregados subiram no tanque de óleo combustível para realizar serviços de manutenção e acenderam um maçarico de solda. Após a explosão começou um grande incêndio que se espalhou com facilidade devido à existência de 45.000 l de óleo dentro do reservatório que alimenta uma caldeira. O tanque desabou espalhando óleo por toda a área.
Vítimas: 04 operários mortos e 01 ferido

Empregado ferido com a explosão de um tambor
Aproximadamente às 6 h 45min, 16 de novembro de 1992, uma explosão ocorreu na empresa Ditty Containers. A empresa recicla tambores de 200 l. Fazia cinco meses que o empregado trabalhava na empresa. No dia do acidente, o empregado executava sua atribuição normal de serviço de separação dos tambores sujos dos limpos. Para realizar este tipo serviço, o empregado tinha de verificar o interior de cada tambor com o uso de uma ponta de luz provisória. Como ele colocou a luz no interior de um tambor que continha resíduo de acetona, uma explosão ocorreu. O empregado foi hospitalizado com queimaduras.
Penalidade
A empresa cometeu violação de acordo com as normas da OSHA, por permitir uma fonte da ignição no interior do cilindro. Outras violações foram observadas e a empresa foi notificada para aquelas violações gerais. A OSHA multou a empresa no valor de US$ 17.200,00.
Obs: A empresa reconhecendo a responsabilidade das infrações aplicadas, o empregado poderá acionar a empresa civilmente, com prova de responsabilidade da empresa. (violações reconhecidas).

Explosão fere metalúrgico
Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 9 h 10 min, 12 de agosto de 2001, na metalúrgica Geraldi, localizada na avenida Alexandre Rasgulaef, 5261, Maringá, Paraná.
Utilizando uma serra elétrica, Marcos Paulo cortava um tambor com resíduos de thinner quando aconteceu uma forte explosão seguida de incêndio. As chamas atingiram a roupa do metalúrgico e, principalmente, seu rosto, tórax, pernas e braços. Outros funcionários conseguiram debelar o fogo e pediram ajuda ao Corpo de Bombeiros.
Uma equipe do Siate esteve no local e classificou os ferimentos do funcionário como “Código 3”(grave) e foi levado às pressas para o Hospital Santa Rita e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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quarta-feira, outubro 08, 2008

Dona de casa encontra cobra em alface


A dona de casa Maria da Graça Leite, surpreendeu-se ao abrir a geladeira, por volta das 21h de quarta-feira, 1 de outubro de 2008, e encontrar uma cobra de aproximadamente 50 centímetros.

Cobra estava no saco de alface
O animal estava enrolado dentro do saco de alface orgânico que Maria comprou, às 14h30min, no mercado Direto do Campo, da Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, Santa Catarina. Ela não percebeu a presença do animal quando lavou as frutas e guardou a alface na geladeira do apartamento.

Chamou o zelador e Bombeiro
Ao perceber que a cobra estava em sua geladeira, Maria chamou o zelador do prédio. A ajuda não foi suficiente e o Corpo de Bombeiros foi convocado para remover a cobra, que já havia se desenrolado e passeava pela geladeira da dona de casa.
O animal foi capturado e morto por volta das 21h15min. De acordo com os bombeiros, tratava-se de um filhote.

Tipo de cobra
A espécie é conhecida como "jararaca dormideira" e não pertence à família das jararacas peçonhentas.
Segundo o biólogo Jean de Souza, do Centro de Informações Toxicológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a jararaca dormideira e a verdadeira, que é peçonhenta, apresentam diferenças que permitem identificá-las.
A dormideira apresenta manchas em forma listras de tigre no corpo. A verdadeira tem manchas na forma da letra V invertida. Outra característica é a presença de um orifício na cabeça da jararaca verdadeira, entre o olho e a narina, chamado fosseta loreal.
A jararaca dormideira se alimenta de lesmas, enquanto que a verdadeira come roedores. O biólogo acredita que o filhote estava no pé de alface procurando alimento.
Segundo ele, ao encontrar uma cobra, a pessoa pode tentar coletar o animal e levá-lo até o Centro de Informações Toxicológicas, que fica no Hospital Universitário. Para isso, o ideal é que a pessoa mantenha distância de no mínimo um metro, pegue um cabo de vassoura, envolva o animal por baixo e coloque-o em um vidro, tentando manter o máximo de distância possível.

Fonte: Diário Catarinense – 01 de outubro de 2008

Comentário:
Em outros Estados, já tiveram casos semelhantes;
■ Em agosto de 2007, na cidade de Luziânia, Goiás, ao se preparar para lavar um pé de alface comprado em supermercado, Fabrício Izidoro Tigueiro, levou um susto. Todo enrolado entre as folhas, estava um filhote de cobra com cerca de 30 centímetros de comprimento. O jovem usou uma enxada para matar o réptil. A gerência do supermercado que vendeu o alface afirmou que fará uma reclamação ao fornecedor das hortaliças e um funcionário deverá fiscalizar melhor os produtos.
■ Em setembro de 2008, na cidade de Naviraí, Mato Grosso do Sul, uma dona-de-casa levou um tremendo susto. Ela fez a feira da semana, mas não sabia que junto com o inofensivo pé de alface havia um perigo mortal. Chegou em casa e guardou tudo na geladeira, como de rotina. Ao abrir a sacola das verduras deparou-se com uma cobra da espécie jararaca, cujo veneno pode ser letal se a vítima não for socorrida em tempo.
Foi preciso chamar os bombeiros para capturar o réptil, que media cerca de 80 centímetros. Como em Naviraí não há um local apropriado para levar animais como esse, a jararaca acabou sendo solta em uma área afastada, de mata fechada.
Os bombeiros disseram que esse caso não é o único, já teriam sido registradas outras ocorrências semelhantes no País.

Cada vez mais o Homem está invadindo o habitat dos animais e da natureza. No futuro bem próximo veremos a disputa do Homem contra a Natureza. Mas a natureza é implacável quando exige a retomada de seu espaço territorial.

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segunda-feira, outubro 06, 2008

Movimentação de carga manual

Este vídeo mostra o correto modo de levantar e transladar pesos sem que a coluna vertebral ou a musculatura das costas sejam afetadas.

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sábado, outubro 04, 2008

Excesso de carga



Foto - Cartão postal da primeira metade do século 20 mostra imigrantes empregados na estiva do café no Porto de Santos, com até 320 quilos nas costas (Foto: jornal Novo Milênio)

Comentário:
Comparando o transporte de carga manual do século passado com o atual, o problema continua o mesmo, trabalhador transportando excesso de peso. Incrível como as coisas no Brasil mudam vagarosamente adotando o sistema conta-gotas.
No Brasil o que as leis ou normas especificam em relação ao limite de peso no transporte manual de carga:

Foto - Primeira metade do século 20 mostra imigrantes empregados na estiva do café no Porto de Santos

■ No artigo 198 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho de 2005), do Brasil, é de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher.
■ A Norma Regulamentadora NR-17 no item 7.2.2, diz: “Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador, cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança”.

Na Alemanha, já na década de 80, o limite de levantamento e transporte manual de carga era de 30 Kg, para adultos (homens).

Foto - Primeira metade do século 20 mostra imigrantes empregados na estiva do café no Porto de Santos

Critérios NIOSH (National Institute for Ocupational Safety and Health) dos Estados Unidos, cargas superiores a 23 kg (este é o máximo de carga a ser levantado em condições ideais);

Hoje recomenda no máximo 20 kg.

As atividades de manusear cargas pesadas, sem considerar as limitações do ser humano, podem trazer sérios riscos à saúde. O sistema circulatório, em especial o coração, pode ser afetado, especialmente no que diz respeito ao ritmo cardíaco e pressão sangüínea.
Os problemas mais freqüentes, advindos do manuseio e movimentação de cargas são:
■ hemorragias cerebrais em pessoas com arterioscleroses (endurecimento das artérias);
■ em pessoas frágeis uma mudança de pressão repentina pode provocar hérnia abdominal ou outros problemas dos órgãos abdominais (ptose: queda de um órgão pelo relaxamento dos ligamentos viscerais ou das paredes abdominais).
Este problema acontece quando a pessoa faz este tipo de atividade de forma esporádica, e sem os cuidados necessários .


Foto – Porto de Manaus, Antonio Batista, 1,65 metro e 64 quilos, carrega 120 kg de açúcar nas costas para abastecer barco. Trabalhador com sandália que não tem tração ou poderá escorregar, provocando contusão na coluna.


Trabalhos freqüentes
Os trabalhadores que realizam um duro trabalho físico, freqüentemente apresentam diversas artroses nas articulações das vértebras, joelhos e tornozelos, devido aos repetidos microtraumatismos.
Assim, manuseio e movimentação de cargas têm como principal risco os problemas da coluna, que são dolorosos e reduzem a mobilidade e a vitalidade dos trabalhadores. A incidência destes problemas é responsável pelas altas taxas de absenteísmo, pela incapacidade precoce e desgaste excessivo dos trabalhadores.
As lesões na coluna, resultantes de levantamentos de pesos, são responsáveis por quase 12% de todas as lesões industriais e que 85% a 99% de todas as lesões graves na coluna.
A pressão intra-discal durante o levantamento manual de carga, pode elevar-se fisiologicamente no nível das vértebras lombares, durante a flexão do tronco para frente de 120 kg para 300 kg.

Foto – Porto de Manaus, Francinei Batista Martins, de 60 kg, carrega 80 kg nas costas, seu recorde é de 120 kg.

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quinta-feira, outubro 02, 2008

Resíduos tóxicos de Bhopal


Não existem empresas para os resíduos tóxicos de Bhopal
De maneira nenhuma foi encontrada destinação final para os resíduos
Não existem empresas de processamento de resíduos para os resíduos tóxicos deixados para trás no local do pior acidente industrial do mundo.


Na madrugada de 3 de Dezembro de 1984, um produto químico tóxico vazou de uma fábrica de pesticida, de propriedade da Union Carbide, na cidade de Bhopal no norte do estado de Madhya Pradesh, India.

Cerca de 3000 pessoas morreram na noite do vazamento. Houve, pelo menos, 15.000 mortes relacionadas ao fato.

Nos últimos 24 anos, 384 toneladas de resíduos foram deixados nas instalações da extinta fábrica - e de maneira nenhuma, não foi ainda encontrado destinação final segura.
O mais recente revés veio quando o governo do estado vizinho Gujarat recuou de um compromisso de incinerar uma grande parte dos resíduos industriais.
Antes disto, o ministério da Defesa da Índia recusou-se a retomar o trabalho e recomendou o Instituto Nacional de Gestão de Desastres do país como instância adequada para a limpeza do local. O instituto recusou.

Apoio
Em maio, a corte superior de Madhya Pradesh ordenou que 40 toneladas de resíduos fossem transportados para o estado do distrito Dhar e despejado nos aterros locais - o restante de 350 toneladas foi para ser incinerado em Gujarat.
O governo de Gurajat autorizou, mas a empresa que foi concedida o contrato para o transporte dos resíduos recusou-se, dizendo que não tinha competências para o trabalho.
Em seguida, a agência de controle de poluição do estado que não assumiu a responsabilidade, disse que os resíduos não poderiam atravessar a fronteira de Gujarat.

Cemitério de produtos mortais
Os resíduos no aterro incluem os subprodutos de Sevin, o pesticida que foi produzido na fábrica, produtos acabados não vendidos e matérias-primas.
Especialistas dizem que a fábrica é praticamente um armazém virtual de produtos químicos mortais, incluindo chumbo, mercúrio e clorado naftaleno. Estes produtos químicos podem causar câncer - que afetam o crescimento das crianças - e pode levar a outros distúrbios no corpo humano.
Quando a fábrica estava funcionando, os resíduos eram despejados nas lagoas de tratamento por evaporação da instalação.

Resíduos – ameaça ambiental
A organização não governamental (ONG), Sathyu Sarangi de Sambhavna Trust, que trabalha com as vítimas do gás, diz que os resíduos representam uma enorme ameaça ambiental.
"É escorrer para a terra com água da chuva contínua. Ainda não há uma clara estimativa da área horizontal e vertical que foi contaminada, poços artesianos de bombas manuais, distante de 5 a 10 km da fábrica foram encontrados substâncias químicas tóxicas ", diz ele.

Níveis alarmantes
Sarangi diz que isso poderia afetar dezenas de milhares de famílias de classe média e pobres, que vivem em assentamentos ao redor da fábrica.
Outro ativista Rachna Dhingra diz que o governo fechou os poços de bombas manuais na área depois de um relatório do Instituto Nacional de Engenharia Ambiental, encontrou "níveis alarmantes de toxicidade", em amostras da água subterrânea.
Dhingra diz que as pessoas continuam a utilizar a água de torneiras fechadas, na ausência de novas fontes de água encanada.
Em maio de 2004, a Corte Suprema da índia ordenou que os assentamentos ao redor da fábrica recebessem água potável antes do início das monções.
Quatro anos mais tarde, mais de 25.000 pessoas que vivem em 14 colônias ao redor da fábrica continua a beber água, que se suspeita serem tóxicas.

Dow Chemical
É a empresa americana que comprou Union Carbide, em 2001. A Dow diz que não é responsável pela limpeza do local, que está em terra de propriedade do governo estadual Madhya Pradesh.
O governo federal apresentou um requerimento no tribunal local solicitando pagamento pela Dow Chemical de 230 mil dólares como adiantamento para a limpeza da área contaminada.
Falta responsabilidade
A agencia de controle da poluição local diz que realiza testes trimestrais sobre o solo e a água da área ao redor da fábrica, mas não há informações qual ação é tomada.
Embora diferentes agências, empresas e governos negam que sejam responsáveis pelo tratamento dos resíduos, parece não solução à vista para a tragédia ambiental de Bhopal.

Fonte: BBC News - 30 September 2008

Comentário
A tragédia de Bhopal ocorreu na madrugada de 03 de dezembro de 1984, quando 40 toneladas de gases tóxicos fatais (gases como o isocianato de metila e o hidrocianeto) vazaram na fábrica de pesticidas da empresa norte-americana Union Carbide. É o pior desastre industrial ocorrido até hoje e é um exemplo de crime corporativo. A empresa se negou a fornecer informações detalhadas sobre a natureza dos contaminantes, e, como conseqüência, os médicos não tiveram condições de tratar adequadamente as pessoas expostas.

População expostas aos gases e mortes
Mais de 500 mil pessoas, a sua maioria trabalhadores, foram expostas aos gases.
O vazamento de gases inicialmente a morte de 7 mil pessoas.
O governo indiano estima que 15 mil pessoas morreram nestes 20 anos em decorrência da contaminação, mas ativistas falam em quase 33 mil vítimas no total.
Mais de 100 mil pessoas, segundo várias organizações, sofrem na atualidade de doenças crônicas, como cegueira, câncer, tuberculose, problemas respiratórios, depressão, irregularidades menstruais e problemas de articulação. Shyam Agarwal, médico que participa da campanha de ajuda às vítimas de Bhopal, disse que a incidência do câncer de pulmão na região aumentou significativamente e, embora não tenham mencionado números, organizações de defesa apontaram que é quatro vezes superior à habitual.

Vítimas não foram indenizadas
Muitas das vítimas e seus familiares continuam sem receber nenhuma indenização e sem possibilidade de ter acesso a tratamentos médicos adequados.
A empresa Union Carbide aceitou, em 1985, a "responsabilidade moral" do acidente e acordou com o Executivo indiano, sem ir a julgamento, o pagamento de US$ 470 milhões de indenização. Este dinheiro foi depositado no Banco da Reserva da Índia e somente parte dele foi utilizado para indenizar algumas das vítimas. Estas não podem entrar com uma ação contra a multinacional americana, devido ao acordo feito com o governo.
Em outubro de 2004, o Supremo Tribunal da Índia aprovou o pagamento de parte do dinheiro restante, cerca de US$ 350 milhões, a 572 mil vítimas e familiares, uma quantia muito inferior à que exigem.

Limpeza do local
A Union Carbide começou os trabalhos de limpeza do local depois do acidente, gastando cerca de US$ 2 milhões. Em 1998, o governo indiano assumiu as responsabilidades pelas operações de limpeza.

Ambiente permanece contaminado
A fábrica da Union Carbide em Bhopal permanece abandonada desde a explosão tóxica enquanto que resíduos perigosos e materiais contaminados ainda estão espalhados pela área, contaminando solo e águas subterrâneas, dentro e no entorno da antiga fábrica.
A BBC publicou uma pesquisa que indicava que a água em Bhopal tem um nível de contaminação 500 vezes mais alto que o limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Vídeo - Mostra a tragédia da população



Vídeo – Simulação das falhas técnicas que causaram a tragédia

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