Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Agricultor cria bomba de água com bicicleta em MG

Um agricultor de Limeira do Oeste, Minas Gerais, usou a criatividade e peças de uma bicicleta para montar uma máquina que funciona como bomba, que puxa água de cisternas. A invenção facilitou a vida da família de Eterno Donizetti de Souza, que vive em um assentamento criado em 2007. As condições de moradia são simples e não há água encanada nem energia elétrica.

Para conseguir água, apenas retirando de cisternas, com o uso do balde ou de uma bomba manual. “O desgaste era muito e tirava menos água. Dava muito cansaço”, diz o agricultor. Na falta de tecnologia, Souza usou a imaginação para facilitar o processo.

Com pequenas adaptações, o inventor acoplou a bicicleta a uma bomba de água. O projeto ficou pronto em três meses e atraiu a atenção de vizinhos do assentamento.

A eficácia da máquina foi comprovada. Com o método manual, a quantidade retirada de água não ultrapassava os 500 litros por dia. Com a “bomba de água com bicicleta”, nome com que Souza batizou seu projeto, o volume dobrou.

A bomba despertou a atenção da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A invenção foi selecionada e disputou com mais 115 projetos de todo o estado o título de “Criatividade Rural”. Ele conseguiu o segundo lugar.

Segundo o técnico da Emater, João Paulo Aguiar, que descobriu a invenção ao visitar o assentamento, a bicicleta foi escolhida por reduzir custos e reaproveitar materiais.

Fonte: G1 – 24 de fevereiro de 2009

Comentário
É um projeto simples e eficiente sem gastos adicionais, utilizando apenas a estrutura da bicicleta acoplada a uma corrente e coroa que aciona a bomba. Outro projeto simples, também com bicicleta sendo utilizada para acionar um alternador para carregar uma bateria, para fornecer energia para locais sem instalação elétrica.
São equipamentos simples, úteis para países pobres que poderão ajudar em sistema de irrigação de pequenas áreas, fornecimento de água para consumo familiar e iluminação.
Esses projetos fizeram parte de um concurso de "Criatividade Rural" que foram inscritos 120 projetos em 2008 e após passar por algumas triagens, cinco foram classificados e premiados.
O presidente da Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), José Silva, declarou que "o prêmio foi uma maneira muito simples de mostrar na prática, que criatividade e inovação não são complicadas, e não estão restritas só aos que possuem uma formação acadêmica". Para o presidente da Emater-MG, "o Criatividade Rural resgata valores e a simplicidade da vida".

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domingo, fevereiro 22, 2009

Educação para o trânsito

A educação deve começar cedo. A impressão que temos é que o indivíduo só começa a se preocupar com as informações sobre trânsito quando está na época de “tirar a carteira de motorista”. Aí, é aquele corre-corre, aulas teóricas, legislação de trânsito, aulas práticas, tudo muito rápido porque precisa da carteira. Aprende-se tudo de uma vez, tudo decorado, coisa que muito rapidamente se esquece.

Realmente, o trânsito faz parte de nossas vidas. Mas, infelizmente, a importância dada a este assunto não parece tão grande. Todos os dias assistimos reportagens na TV sobre acidentes no trânsito. Fala-se que aumenta a cada dia a quantidade de mortos, mas, tudo continua na mesma.

Nós já nos habituamos a ouvir, nos noticiários, sobre os acidentes, mas não conhecemos aquelas pessoas que morreram e então, tudo fica no esquecimento. Dentro de poucos segundos, já não sabemos mais sobre o que o repórter falou.

Pessoas morrem todos os anos, principalmente nos feriados prolongados. A pressa de chegar, a bebida alcoólica ingerida momentos antes de dirigir, a desatenção ao volante, os carros em péssimas condições de uso, estradas esburacadas, enfim, tudo leva a acidentes horríveis, muitas vezes, com crianças sendo vítimas de adultos irresponsáveis. E aí eu pergunto: o que falta? Educação no trânsito? Começar a ensinar sobre trânsito bem cedo?

A sociedade está preocupada com este tema. O aumento do número de veículos nas ruas também é assunto preocupante. Algumas cidades já atingiram um número absurdo de veículos nas ruas. O problema é que muitas cidades não estão preparadas para suportar esta mudança. Este grande número de veículos causa uma desenfreada corrida na formação de novos condutores, o que pode acarretar um número maior de novos motoristas, sem muita experiência, conduzindo veículos pelas ruas.

Seria ótimo se todos, ao tirar seus carros da garagem pensassem em levar mais pessoas, ou seja, levar o amigo, parente, colegas de trabalho, de colégio, enfim, aumentar o número de pessoas nos veículos, diminuindo o número de carros nas ruas, com uma só pessoa. Até o meio ambiente ganha com isso, visto que diminuirá os gases poluentes.

Muito tem se falado na segurança para as crianças, mas hoje em dia, até as calçadas estão representando perigo. Não é raro ouvir nos noticiários: “atropelada criança na calçada” ou “atropelado no acostamento”. É uma verdadeira guerra urbana, onde os carros, para alguns, representam liberdade e status e, de vez em quando, são usados de forma irresponsável, por motoristas bêbados ou com muito sono ao saírem das baladas.

Não basta sinalizar as vias públicas, ou colocar radares nas avenidas, é preciso educar para o trânsito. Os pais, ao saírem de casa com seus filhos no carro, devem agir com responsabilidade, respeitando as leis do trânsito e passando isso aos seus filhos. Sem dúvida, nosso comportamento influencia as crianças e, todos nós, em dado momento, somos pedestres também e, algum dia, mais cedo ou mais tarde, nossos filhos serão condutores de algum veículo e estarão sujeitos a vários perigos.

Sabemos que o exemplo vindo do adulto vale mais que muitas palavras e as crianças têm facilidade em aprender o que vêem. Portanto, temos que deixá-las ver apenas o que é correto. Nossas atitudes são copiadas pelos nossos filhos, então, não é difícil educar para o trânsito, basta nós mesmos pararmos de infringir as leis.

É necessário por um fim a esses acidentes diários, pois com isso, muitas vezes, perdemos futuros médicos, cientistas, atletas, ou futuros presidentes, de forma estúpida, em situações que, de modo geral, poderiam ser evitadas.
Fonte: Sonia das Graças Oliveira Silva – especialista em educação infantil

Vídeo
O vídeo de animação mostra o que se deve ou não fazer no trânsito. O vídeo retrata muito bem situações de certo ou errado na condução do veículo e o oportunismo de levar vantagem nessas situações. É a famosa lei do Gérson, a pessoa que "gosta de levar vantagem em tudo", no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. O vídeo é muito bom.


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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Problema Bizarro: Segurança, Paisagem e Patrimônio Histórico

A colocação de guard-rail na Ponte Colombo Salles, iniciada há um mês, será interrompida até o dia 7 de março.
O embargo à colocação de guard-rail no lado direito da Ponte Colombo Salles (sentido Ilha-Continente), em Florianópolis, preocupa moradores da Capital.

Foto: 1 – Guard-rail antigo - 2 – Novo guard-rail .

Pessoas que passam pela ponte todos os dias já se sentiam mais seguras com a instalação da segunda faixa metálica acima da primeira.

José Carlos de Carvalho, que mora no Bairro Jardim Atlântico, na área continental da cidade, não aprovou o embargo. Já estava satisfeito com a segurança. Quem quiser ver a ponte Hercílio Luz pode ir à Beira-Mar, ao mirante, a qualquer outro lugar. Acho até que o guard-rail deveria ser ainda mais reforçado – afirmou.

A opinião é compartilhada por Ana Paula Rodrigues, que também mora em Florianópolis. Os moradores, que usam a ponte todos os dias durante todo o ano, se preocupam mais com a segurança do que com a vista. Isso é só para os turistas – disse.

O embargo às obras na Colombo Salles, primeira a receber o guard-rail, entrou em vigor na quarta-feira, 18 de fevereiro.

Os representantes da prefeitura e do Ministério Público estiveram reunidos e decidiram manter a suspensão das obras até o dia 7 de março.

Estatuto da Cidade proíbe impacto de paisagem
A paralisação foi imposta com base no Estatuto da Cidade, que proíbe o impacto de paisagem.
Rauen informou que só após a colocação das barras de proteção viu-se que elas iriam interferir na paisagem. – Temos que criar artifício de segurança com análise de engenharia e arquitetura. Não podemos, em nome da segurança, tapar a vista da ponte (Hercílio Luz) – informou o secretário.

Fonte: Diário Catarinense - 20 de fevereiro de 2009

Comentário
Origem do problema

Foto - 1 – Ponte Hercílio Luz - 2- Ponte Colombo Salles

Em 20 de agosto de 2007, o motorista Ari Alécio de Melo morreu ao despencar com um caminhão caçamba da Ponte Colombo Salles, que faz a ligação ilha-continente, em Florianópolis. Testemunhas informaram à polícia que o caminhão desviou de um carro parado na ponte, bateu em outro veículo, perdeu o controle e atravessou a proteção lateral, caindo no mar de uma altura de mais de 20 metros. Melo estava voltando de uma entrega para a empresa de argamassas onde trabalhava há seis anos.

Em novembro de 2007, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já decretou: as pontes que fazem a ligação entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente têm problemas de segurança. Com base em auditoria técnica feita in loco, o órgão deu prazo de 90 dias para que o Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra) aponte soluções para as falhas nas estruturas laterais das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. O prazo começou a contar a partir do dia 21 de novembro, quando a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado.

A queda de um caminhão da Ponte Colombo Salles, em agosto, que resultou na morte do motorista, foi determinante para a realização da auditoria, iniciada cinco dias após o acidente.

De acordo com os engenheiros responsáveis pela auditoria, tanto os guard-rails como os guarda-rodas (estrutura de concreto abaixo do guard-rail) das duas pontes não atendem ao projeto original nem às atuais exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Em ambas as pontes inspecionadas foram encontradas;
■ medidas irregulares nos guarda-rodas, que oscilam entre 12 cm e 42 cm - o projeto original prevê 25 cm.
■ a altura reduzida, alertam os técnicos do TCE, possibilita que os guarda-rodas sejam transpostos pelos veículos.
■ entre as irregularidades apontadas também constam à falta de parafusos, peças de metal oxidadas e a inexistência da faixa branca que sinaliza o limite das pistas.
Segundo os engenheiros, os guard-rails metálicos são eficientes, de modo que o aumento da altura dos já existentes propiciaria maior segurança.

Definição de ponte
É construção destinada a estabelecer ligação entre margens opostas de um curso d´água. A finalidade não é para ser um mirante. Ela pode se integrar na paisagem e tornar um marco de referência arquitetônica.
No caso em questão a Ponte Hercílio Luz, obra clássica da engenharia internacional foi tombada como patrimônio histórico e artístico. Ela tem um mirante situado à cabeceira insular proporciona uma das mais belas vistas panorâmicas do centro da cidade. Na área também estão situados o Museu da Ponte e o Parque da Luz (Florianópolis).
A melhoria de segurança na ponte Colombo Salles não interferirá na ponte Hercílio Luz, pois a ponte não é um mirante para contemplar a paisagem da ponte Hercílio Luz.
Numa ponte o fluxo de transito é constante, somente pode parar em caso de emergência ou quebra. Nada mais.

Guard-rail interferirá na paisagem
Jose Carlos Rauen, secretario de Serviços Públicos (Susp) informou que só após a colocação das barras de proteção viu-se que elas iriam interferir na paisagem. A paralisação foi imposta com base no Estatuto da Cidade, que proíbe o impacto de paisagem.

Definição de Patrimônio Histórico
Patrimônio Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.

Ponte Hercílio Luz
A ponte Hercílio Luz está localizada no estado brasileiro de Santa Catarina, foi construída para ligar o continente à ilha de Santa Catarina (ligando a parte continental da capital, Florianópolis, à parte insular).
A ponte Hercílio Luz é uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do Brasil. Teve sua construção iniciada em 14 de novembro de 1922 e foi inaugurada a 13 de maio de 1926. O comprimento total é de 819,471 metros, com 259 metros de viaduto insular, 339,471 metros de vão central e 221 metros de viaduto continental.
A estrutura de aço tem o peso aproximado de cinco mil toneladas, e os alicerces e pilares consumiram 14.250 m³ de concreto. As duas torres medem 75 metros, a partir do nível do mar, e o vão central tem altura de 43 metros. Fonte: Wikipedia

Restauração da Ponte Hercílio Luz
A ponte está em fase de restauração para aumentar sua segurança com pequenas alterações de estética. A obra, segundo estimativa do governo do Estado, deve ser concluída em 2010.

Essa discussão lembra muito o caso dos bagres na autorização de concessão ambiental das usinas hidroelétricas no rio Madeira ou imaginem se a ilha de Santa Catarina fosse tombada, todas as construções interfeririam na bela paisagem da ilha? É o ambientalista ecochato, que vê problema em tudo. O ecochato é o ecologista fundamentalista ortodoxo.

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Riscos do sistema de extinção de incêndio de dióxido de carbono

Em 28 de julho de 1998, um sistema de extinção de incêndio de dióxido de carbono (CO2) descarregou inesperadamente enquanto os trabalhadores executavam atividades de manutenção na instalação elétrica de apoio do Laboratório Nacional de Engenharia e Meio Ambiente de Idaho, na área do reator de teste (INEEL). Quinze empregados foram expostos imediatamente às concentrações elevadas do CO2 , tendo como resultado uma fatalidade e vários com ferimentos graves.
A edição do Boletim de Segurança e Saúde de agosto de 1998, publicava este incidente, pedindo a avaliação da política nos locais de sistema de CO2 e procedimentos que assegurasse que os trabalhadores são protegidos dos efeitos agudos de descarga do agente extintor no espaço protegido.
O Departamento de Energia (DOE) tem aproximadamente 130 sistemas de extinção de CO2 em todo o complexo de proteção; compartimentos, sala de computadores e outras áreas de processo.
As condições para avaliar segurança de pessoal em áreas protegidas por estes sistemas podem ser encontradas na seção A-1-5 da norma da NFPA-12, (Associação Nacional de Proteção contra Incêndio), "Sistemas de Extinção de Dióxido Carbono," bem como as normas da OSHA relacionadas com os sistemas de extinção fixos (29 CFR 1910,162 de CFR 1910,160 e 29). Este boletim fornece orientação adicional em projeto critico e considerações operacionais relacionadas aos sistemas do CO2 baseados nas lições aprendidas do relatório de investigação de acidente da INEEL de setembro 1998.

Característica do CO2
O dióxido de carbono sob condições normais é um gás incolor, inodoro, eletricamente não condutivo, é aproximadamente 1,5 vezes mais pesado do que o ar. É adequado para extinção de incêndio que pode facilmente penetrar no núcleo do fogo, não perturbará componentes elétricos energizados, não é corrosivo, e não deixa nenhum resíduo do agente para limpar. O CO2 é prontamente disponível e estabelece impacto ambiental mínimo quando comparado a outros agentes extintores gasosos tais como o Halon 1301.
O mecanismo de extinção de CO2 é por deslocamento do oxigênio ou redução da fase do vapor ao ponto onde a combustão é interrompida. O sistema de extinção consiste em um gás liquefeito sob alta pressão (850 psi) ou baixa pressão (300 psi), distribuído por canalização, bicos, e sistema acionadores projetados para fornecer entre 30 a 60 por cento de concentração à área protegida. Tal concentração também suprimirá a reação de oxidação no corpo humano, fazendo com que os ocupantes percam a consciência em questões de segundos. Um sistema atuando de CO2 também produzirá temperaturas baixas (quase – 43o C) nos bicos de descarga, causando a formação de partículas de gelo seco muito fino e os cristais de gelo que obstruirão a visão totalmente. Por esta razão, é extremamente importante, que a proteção de pessoal seja considerada no seu projeto e operação.

Considerações de projeto de sistema
A norma da NFPA-12 fornece as exigências mínimas para projetar, instalar, testar, inspecionar, operar e manter sistemas de extinção de incêndio de dióxido de carbono. Estes sistemas são classificados em quatro categorias: inundação total, aplicação local, linha de mangueira manual, e tubulação /sistemas de fontes móveis. Devido ao risco de asfixia associada ao sistema de inundação total, e a um grau menor com sistemas locais de aplicação, a NFPA-12 prescreve uma série de proteções para tais sistemas incluindo; avisos de alarme de pré-descarga, exigência de sistema de bloqueio (lockout), transmissão do sinal de alarme sobre a operação de sistema, e supervisão de componentes de sistema automático.
Também se refere à norma NFPA-72, "Código de Alarme de Incêndio Nacional" como um meio para estabelecer exigências em sistemas de alarme quando são usados como os meios de atuação para sistemas de CO2. O mais significativos entre essas exigências são discutidos em detalhe abaixo.

Transmissão de sinal de alarme
Tanto as normas, NFPA-12 e NFPA-72 (nas seções 1-7.5.2 e 3-8.8.1, respectivamente) requerem a transmissão do sinal de alarme sobre a operação do sistema automático de supressão de incêndio. Estas exigências são principalmente destinadas para assegurar a resposta de emergência antecipada, mas servem também para garantir, no caso de um sistema de CO2, que um sistema de descarga é adequadamente restaurado (por exemplo, reinicializado, testado, ou recarregado). No momento do acidente, nenhum alarme foi acionado na unidade de controle ou no interior do espaço protegido para indicar que o sistema tinha sido ou estava em processo de descarga.
A comissão de investigação da INEEL determinou que, um indicador operacional (dispositivo de pressão) tinha sido instalado em uma posição específica no sistema de distribuição de liberação (tubulação principal), e a notificação do alarme teria ocorrido com a operação de um dispositivo de retardo de descarga suplementar.
Deve ser observado que essas condições se aplicam igualmente a outros sistemas de atuação por um painel de controle de liberação, como sistemas do Halon 1301.Esses sistemas não são considerados geralmente perigosos aos trabalhadores desde que a concentração do agente extinção liberado não é suficiente elevada para apresentar um risco de saúde agudo. Entretanto, a operabilidade do sistema deve ser assegurada com o uso de um indicador operacional apropriado tal como um dispositivo de fluxo ou de pressão.

Considerações Operacionais.
A aplicação de gerenciamento de segurança integrada (ISM, Integrated Safety Management, programa que tem a finalidade de integrar a segurança em todas as atividades de serviço com finalidade de melhor o desempenho de segurança e do trabalho) é essencial para assegurar a segurança do trabalhador quando se torna necessário sua utilização no interior das áreas protegidas com CO2. Uma revisão completa dos riscos associados com todos os cenários possíveis deve ser executada.
Após a identificação desses riscos, as proteções apropriadas devem ser estabelecidas e mantidas. Por último, as práticas de segurança e os procedimentos estabelecidos devem ser revistos periodicamente, e ser revisados se necessário, para assegurar sua integralidade, relevância, e eficácia. Algumas considerações específicas à aplicação dos princípios de gerencia de segurança integrada para trabalhar no interior das áreas protegidas com CO2 são discutidas abaixo.

Conhecimento do Empregado.
A norma NFPA-12, seção 1-5.1.2, requer avisos de advertência apropriados a ser colocado em áreas protegidas com CO2. Adicionalmente, os empregados que provavelmente entrarão em tais áreas devem receber nível básico de instrução nos princípios de operação do sistema incluindo alarmes e riscos relacionados, e bem como procedimentos de evacuação.
Informações devem se dadas nas DDS (diálogo de segurança), sobre “evacuação” ao pessoal que entra em áreas protegidas por sistema de inundação total.

Sistema de Manutenção e Teste.
As exigências dos sistemas de CO2 que contém detecção eletrônica, de atuação e painel de controle devem ter estas condições testadas e mantidas de acordo com os métodos de teste prescritos na tabela 7-2.2 de NFPA-72. Embora os resultados de teste documentados para este sistema indicassem que todo o teste requerido pela NFPA foi executado satisfatoriamente, o teste não conseguiu isolar o circuito com falha eletrônica, o que causou a atuação do circuito, liberando o CO2. Este acidente revela que o teste bem sucedido de sistemas completados, por si só, não assegura a segurança adequada para trabalhadores expostos.

Exigências de sistema lockout (bloqueio)
A seção 1-5.1.7 da NFPA-12 requer bloqueio de sistemas de CO2 quando as pessoas não familiarizadas com os sistemas e a sua operação estão presentes em um espaço protegido. Esta seção requer também que, enquanto o sistema está bloqueado, um elemento da brigada de incêndio com conhecimento apropriado e equipamento deve ser designado à área.
O termo, "bloqueio", não é definido dentro do padrão de norma, mas é geralmente compreendido para significar a desconexão física dos atuadores do sistema, tanto manual como automático, tal que o gás não pode fluir no espaço protegido. Como evidenciado pelo acidente, o software baseou-se no bloqueio do sistema e não pode ser confiado para substituir um bloqueio físico de componentes de sistema.
Recomenda-se conseqüentemente que os locais não utilizam a desconexão através de software para desconectar o sistema de CO2, liberando circuitos sob quaisquer circunstancias onde uma desconexão de bloqueio ou de circuito é requerida.
Fisicamente bloquear um sistema pode ser conseguido de duas maneiras, providenciando uma válvula de controle supervisionada na tubulação principal, ou removendo todas as fontes que podem causar a atuação do sistema e supervisionando a liberação de circuitos por meios eletrônicos ou administrativos (procedimento de checagem). Os locais podem escolher qualquer método baseado em configurações e/ou em freqüência existentes de bloqueio.
No mínimo, recomenda-se que os cilindros de CO2 sejam desconectados das cabeças de descarga, desde que as características da liberação manual não estão disponíveis nos cilindros. Os procedimentos administrativos usados para executar o bloqueio devem ser verificados para qualquer método usado. Os procedimentos para remoção dos atuadores do sistema devem incluir; a pré‑inspeção, etiquetagem, notificação, e atividades de pós-inspeção.
Cuidado extremo deve também ser tomado quando na utilização deste método desde o manejo inadequado, pode resultar ou em uma atuação inadvertida ou a eliminação da capacidade de supressão do sistema.
Se uma válvula de controle supervisionada for usada, suas limitações de ação e de pressão, assim como as capacidades de sobrepressão e de vazão do sistema devem ser verificadas. Os procedimentos administrativos para este método de bloqueio devem também dirigir a etiquetação e a notificação, a restauração do serviço, e a atividades de resposta à descarga inadvertida, quando a válvula é empregada.
Além de bloquear o sistema, de vez em quando, especificamente prescrito pelo procedimento, o bloqueio deve ser considerado durante a manutenção do sistema e testes efetuados, ou em conjunto com outras atividades que podem adversamente causar impacto a operação de sistema, tal como a manutenção do sistema elétrico ou a alteração dos limites da área protegida.
Por exemplo, durante a remoção da área de computador levantou o piso elevado, que é protegida por um sistema de CO2, que pode causar a atuação inadvertida do sistema devido às mudanças do fluxo de ar ou a infiltração de poeira. É importante observar que a atuação inadvertida do sistema no incidente de INEEL ocorreu durante a manutenção do sistema elétrico do edifício e não durante a manutenção do próprio sistema de CO2 .

Planejamento de Resposta de Emergência.
O pré-plano da brigada de incêndio deve identificar, no mínimo, as posições das áreas específicas que são protegidas por sistema de inundação total. O planejamento deve levar em conta da possibilidade que os ocupantes possam ser dominados pelo imprevisto e necessitam de atendimento médico.
Adicionalmente, quaisquer condições extraordinárias que podem afetar adversamente a resposta de emergência, tal como a geometrias de área complexa, deve ser considerada. Todo o percurso da área protegida por CO2 deve ser familiarizado pelo pessoal da brigada de incêndio
Onde não há estrutura de segurança contra incêndio, o serviço de emergência local (Corpo de Bombeiros) deve ser incentivado para visitar as instalações em base de rotina a fim de estar melhor preparado em uma emergência.

Conclusão.
Embora os sistemas de CO2 são largamente e efetivamente usados para a supressão de incêndio, o projeto e a operação de tais sistemas, particularmente aqueles de inundação total e variedade local de aplicação, devem ser intensamente controlados para assegurar que a segurança do trabalhador e a eficácia contínua do sistema sejam garantidas. O cumprimento mínimo com as exigências da norma nesta área, entretanto, não é suficiente para assegurar o sucesso.
Somente uma consciência realçada dos riscos inerentes a esses sistemas, em conexão com a atenção da gerência ao detalhe em seu projeto, operação, manutenção e teste ajudará assegurar a segurança e a eficácia desses sistemas. Em muitos exemplos, isto pode exigir melhoramentos relacionados ao sistema identificado ou a deficiências operacionais. Em outros casos, o custo desses melhoramentos pode conduzir à remoção e à recolocação desses sistemas com alternativas equivalentes, contudo mais seguras de supressão de incêndio.


Fonte: US Department of Energy - Office of Occupational Safety and Health Policy -Protecting Workers From the Acute Effects of Carbon Dioxide Fire Extinguishing Systems

Vídeo
Mostra a atuação de um Sistema de Dióxido de Carbono-CO2 de Baixa Pressão em um Laminador

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Alterações musculoesqueléticas no frio

Os ambientes frigoríficos expõem os trabalhadores a;
■ esforços
■ repetitivos,
■ posturas estereotipadas e
■ desconforto térmico.
Esses riscos estão associados a problemas musculoesqueléticos devido às respostas dos tecidos moles ao excesso de solicitação das estruturas dos membros superiores, e ainda, aos acidentes de trabalho causados pela diminuição da destreza, que tem como origem, provavelmente, a isquemia provocada pela queda da temperatura do tecido musculoesquelético.
O resfriamento de todo corpo ou de parte dele resulta em desconforto, distúrbio da sensibilidade e da função neuromuscular, por último, injúria por frio.
Prevenção –

Uso de EPI
A prevenção do resfriamento através de uso de roupas protetoras, sapatos, luvas e capacetes ou gorros interfere na mobilidade e na destreza do trabalhador.

Doenças e dores
T. Pienimaki, médico do trabalho da Oulu Regional Institute of Occupational Health, na Finlândia, constatou que os trabalhadores no frio têm;
■ um maior número de queixas de dor lombar (sendo que tem 2,2 vezes mais diagnósticos de hérnia de disco),
■ dor no joelho e
■ ombro.
A tenosinovite é mais freqüente nesses trabalhadores em baixas temperaturas sendo que a síndrome do túnel do carpo é 7,4 vezes mais freqüente do que em trabalhadores que não trabalham no frio.

Fonte : Int J Circumpolar Health, May 2002

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sábado, fevereiro 14, 2009

Andorinha leva 13 dias para ir do Brasil aos EUA

Uma andorinha-azul fez o trajeto entre a Amazônia e o Estado americano da Pensilvânia em apenas 13 dias, surpreendendo cientistas do Canadá, que pela primeira vez conseguiram rastrear toda a rota migratória dessas aves individualmente.

Longa jornada
A mesma andorinha-azul tinha levado 43 dias na sua "viagem" de ida - uma distância de cerca de 15 mil km-, quando migra para o sul para evitar o inverno no Hemisfério Norte.
Ao retornar na primavera seguinte, a ave percorreu em média 577 km por dia.

Em um estudo publicado na revista científica Science, os pesquisadores afirmam ter descoberto que essa distância percorrida por dia chega a ficar entre o dobro e o triplo do que se acreditava até agora.

'Geolocalizador'
A pesquisa só foi possível graças a um minúsculo dispositivo de rastreamento colocados nos dorsos desses pequenos pássaros, que têm peso médio entre 40 g e 50 g.

O "geolocalizador" pesa cerca de 1,5 g, e é normalmente colocada nos pés das aves maiores, como os albatrozes.

Até agora, os cientistas estudavam as andorinhas-azuis rastreando o vôo de um bando inteiro com radares em distâncias curtas, e analisando seu comportamento nas suas paradas.

Pesquisa
Para a atual pesquisa, os biólogos da Universidade de York em Toronto, no Canadá, colocaram os dispositivos de rastreamento em 14 tordos-do-bosque e 20 andorinhas-azuis, em agosto de 2007. Quando recuperaram cinco dos tordos e duas andorinhas em abril de 2008, ficaram surpresos com a velocidade de vôo registrada.
Segundo os cientistas, os pássaros voaram de duas a seis vezes mais rápido na "viagem" de volta do que na ida, o que lhes dá uma vantagem sobre outras espécies na busca por um território propício para se reproduzirem.

Fontes: BBC Brasil - 13 de fevereiro de 2009 e Science Magazine, 12 February 2009

Comentário
Algumas indagações:
Como os pássaros podem ler o campo magnético da Terra? Como conseguem identificar sua posição geográfica? Como podem migrar milhares de quilômetros e encontrar a mesma árvore?
Deve existir no pássaro algum tipo de sensor que atrai o campo magnético? Como os pássaros reconhecem as correntes de ar ascendentes, para permanecer praticamente imóveis por longos períodos de tempo e economizar energia?

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Lixo e lama fazem surgir uma ilha na Baía de Guanabara


A combinação das fortes chuvas dos últimos dias com a velha ineficiência do poder público na solução dos problemas ambientais produziu um triste cenário neste verão na Baía de Guanabara,.
Num sobrevôo realizado no início desta semana para o projeto de monitoramento Olho Verde, o biólogo Mário Moscatelli identificou uma enorme ilha formada por lixo, lama e sedimentos, resultado do assoreamento dos rios Iguaçu e Sarapuí. Também encontrou resíduos sólidos sufocando manguezais e esgoto em pontos onde o governo do Estado afirmou já ter feito saneamento, como a Marina da Glória. Moscatelli, que sobrevoa a região mensalmente, ficou impressionado com a degradação da Baía.
Foto - A imagem ampliada mostra uma enorme ilha formada pela lama e o lixo que descem dos rios Sarapuí e Iguaçu;
Fonte: Globo Online – 11 de fevereiro de 2009

Comentário:
A Baía de Guanabara já perdeu 60 quilômetros quadrados, ou 15% da sua superfície, por causa de assoreamento gerado pela degradação ambiental, mostram estudos feitos pelo geólogo Elmo Amador. O pesquisador estima que, em cem anos, um terço da área da baía terá secado.
Estudo realizado pelo geólogo Elmo da Silva Amador mostra que 60 quilômetros quadrados de sua área estão completamente assoreados nas marés secas. São 15,7% de toda a água transformados em lama, por erros históricos do poder público: no passado, devido ao saneamento equivocado dos rios e, hoje, pela maré de esgoto e por montanhas de resíduos que chegam diariamente à baía.

Elmo, autor do livro "Baía de Guanabara e ecossistemas periféricos: o homem e a natureza", chegou ao valor da área já assoreada - equivalente a 50 vezes o Aterro do Flamengo ou a metade de Niterói, depois de atualizar prognósticos feitos na década passada. Na ocasião, ele já apontava a perda de um terço da baía nos próximos cem anos:

As previsões estão mantidas e são conservadoras. A baía perde até cinco centímetros de profundidade por ano em alguns pontos, enquanto o natural seria 18 centímetros por século. Numa atualização, cheguei à estimativa de 60 quilômetros quadrados já assoreados, em situação de maré de sizígia (baixa-mar nas luas nova e cheia). Imagens aéreas revelam entre a Ilha do Governador e o litoral de Caxias uma extensa planície de maré, cortada por alguns sulcos e canais que convergem para um mais profundo com água. O mesmo quadro é observado no litoral de São Gonçalo, Itaboraí, Guapimirim, Magé e na região do Complexo da Maré.

Sem resultados no desassoreamento e no esgoto, ainda vale na baía a antiga máxima "joga no rio, que o rio leva para o mar", criada pelo extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). A drenagem de rios carreou para o mar sedimentos que jamais sairiam de um leito de curso irregular. E transporta uma carga orgânica que aumenta na proporção do crescimento populacional da Região Metropolitana. Segundo monitoramento da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) feito entre 1999 e 2002, saíram dos rios do entorno da baía até 850 mil toneladas de sedimento por ano, incluindo matéria orgânica.

O esgoto, diz Elmo, contribui sensivelmente para o assoreamento: - A matéria orgânica em decomposição se transforma em lodo e vai para o fundo da baía. É também comum o esgoto servir de alimento para algas, que proliferam excessivamente e, quando morrem, também transformam em sedimento no assoreamento.

Também são causas do assoreamento, afirma o geólogo, os sucessivos aterros na baía (equivalentes a 30% da área existente na época em que foi descoberta), a redução em 68% dos manguezais, a ocupação das margens de quase todos os 55 rios da bacia, o desmatamento de florestas no entorno e, ainda, a ação do mar.

O assoreamento tem impactos na navegação e na atividade portuária, entre outras áreas, mas quem sofre diretamente é o pescador.

Degelo alterou a paisagem há sete mil anos atrás
A Baía de Guanabara seca, afundada em sedimentos, não é apenas uma projeção catastrófica provocada pela velocidade do assoreamento. Era um fato, até sete mil anos atrás. O diretor do Instituto de Geociências da UFF, André Ferrari, explica que somente após o degelo da última era glacial o mar invadiu o golfo:

- Havia uma drenagem dos rios para o mar, mas sem a baía. Os sedimentos mais antigos relacionados ao mar que foram pesquisados no fundo da baía indicam a idade. Como a última era glacial terminou há 15 mil anos, o degelo progressivo causou um aumento do nível do mar e, sete mil anos atrás, surgiu a baía.

A diferença para as projeções futuras é que, no passado sem a baía, o que existia era um estuário formado por lagunas, dunas, restingas, canais e rios. Se mantidas as tendências de assoreamento nos próximos 200 anos, a paisagem será bem diferente, árida e sem vida, como já ocorre hoje em algumas áreas.

Ferrari explica que, 15 mil anos atrás, por causa da era glacial, o nível do mar chegou a ser 120 metros abaixo do atual. Segundo o geólogo Elmo Amador, a inundação do chamado Vale da Guanabara deve ter sepultado registros preciosos da ocupação pré‑histórica do local.

Antes disso, até 50 milhões de anos atrás, o entorno da baía era cheio de vulcões. As erupções ajudaram a formar o relevo da Serra do Mar. Já a Baixada Fluminense foi gerada a partir de um afundamento causado por falhas geológicas.
Fonte: Degradação secou 15% da Baía de Guanabara - Paulo Sérgio Marqueiro - O Globo -janeiro de 2005

Vídeo
Vídeo de junho de 2007, mostra a poluição da Baía de Guanabara.


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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Deslizamento de terra mata na Guatemala

Dezenas de pessoas morreram no norte da Guatemala no domingo, 04 de janeiro de 2009, quando parte de uma montanha desmoronou.
O deslizamento de terra aconteceu em uma área pouco povoada no distrito de Alta Verapaz, a 200 quilômetros da Cidade de Guatemala.

Na manhã de domingo, uma colina na aldeia Los Chorros, em São Cristóbal Verapaz, desmorou-se parcialmente; provocando deslizamento de terra e milhares de toneladas de terra e rocha caíram sobre dezenas de pessoas.

A Conred (Coordenadoria Nacional para a Redução dos Desastres) declarou que essas pessoas eram transportadas em caminhões, mas próximo ao local do acidente o trânsito de veiculo estava interrompido desde 14 de dezembro de 2008, devido a deslizamentos anteriores. O prosseguimento da viagem era feito a pé, quando houve o deslizamento de terra.
Em 14 de dezembro de 2008, houve deslizamento semelhante, onde morreram duas pessoas e cinco ficaram feridas e duas desaparecidas. A causa desta catástrofe foi atribuída a uma falha geológica e chuva.

Local de difícil acesso
Como a única estrada está interrompida a mobilização de veículos e pessoas para atendimento de emergência tornam-se difícil, devido a risco de novos deslizamentos.
Equipes de emergência
Dez bombeiros municipais, 28 voluntários, 22 elementos da cruz Vermelha, 35 da Polícia Nacional Civil (PNC), 43 do Exército da Guatemala, 8 do Ministério da Saúde, 10 do Ministério Público (MP) e 10 da Conred, se encontram trabalhando na zona onde se suscitou a tragédia.

Vítimas
38 vitimas fatais, sendo 16 identificadas e estima 60 pessoas soterradas; mulheres, homens, crianças e velhos. Os trabalhos de resgate dos corpos continuam.
De acordo com Sergio Cabañas, da Conred, caíram sobre as vítimas aproximadamente 10 milhões de toneladas métricas de terra, isto significa transportar 1.000.000 de caminhões com esse material.

Evacuação da população local
Segundo a Conred, aproximadamente 1.400 pessoas foram evacuadas de quatro vilarejos no entorno da rota que vai de São Cristóbal Verapaz, Alta Verapaz, e a Chicamán, Quiché. Os vilarejos estão a 1 ou 2 quilômetros do vilarejo Los Chorros.

A Guatemala é um país de tragédias
Sua localização sobre três placas tectônicas, a degradação das encostas, o desmatamento e a concentração de pobreza ocasionam que a Guatemala seja um país altamente vulnerável a desastres que se cobram numerosas vidas humanas, explicam os especialistas.
Segundo a Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred), de janeiro a outubro de 2008 houve 93 desmoronamentos e 80 deslizamentos de terra, por causa da chuva.
O inverno deixou 116 pessoas mortas, 113 mil e 296 moradias danificadas e 18 mil 720 moradias destruídas ou danificadas; a maioria desses casos, por desmoronamentos.

Com alto risco
O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologias e Hidrologia (Insivumeh) afirmou que a Guatemala tem um alto grau de risco porque está situada sobre a união de três placas tectônicas. Tem, além disso, falhas geológicas secundárias, uma cadeia vulcânica ativa e está na rota das tempestades tropicais e furacões.
Sergio Cabañas, coordenador da Conred, expressou que desastres como ocorreu em São Cristóbal Verapaz e os registrados no último inverno continuarão, porque o desmatamento no país é acelerado. Remover a cobertura da floresta, mais a abertura de novas estradas, faz com que as montanhas se debilitem e se produzam desmoronamentos, acrescentou Sergio.

Fontes: Prensa Libre - Guatemala, 6 de enero de 2009 e La Hora - Lunes, 05 de Enero de 2009

Comentário
A Guatemala é banhada pelo oceano Pacífico e pelo mar do Caribe. Possui 1.687 quilômetros de fronteiras com Belize, El Salvador, Honduras e México. O interior do país é montanhoso e cobre mais de dois terços do território, com picos atingindo mais de 4.000 metros.
Tem numerosos vulcões ativos, a Guatemala é muito suscetível a violentos terremotos. Furacões e tempestades tropicais, durante os meses de julho a outubro, também são ameaças naturais ao país.

Especialistas e ecologistas da Guatemala apontam o círculo vicioso de desastre:
■ construção de comunidades e
■ obras públicas em áreas de risco;
o que as torna vulneráveis aos fenômenos provocados pela natureza.

Prevenção contra catástrofes
Organizações ambientalistas recomendam da necessidade de que o governo programe políticas reais de prevenção contra catástrofes em todo o país, uma vez que as áreas vulneráveis não estão apenas no interior. A ausência de políticas ambientais e sociais adequadas, a falta de prevenção de desastres e a destruição da natureza são as condições ideais para que as forças da natureza gerem tanta destruição e morte.

Causas das catástrofes
■ degradação ambiental
■ práticas erradas na agricultura e
■ à construção de casas em áreas de risco, entre outras coisas.

Para especialistas do Instituto de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh) da Guatemala, a causa principal dos constantes tragédias é o desmatamento.

As causas apontadas pelos especialistas da Guatemala são semelhantes às causas do desastre do Vale de Itajaí no Brasil.
Vídeo
O vídeo mostra a impressionante força da natureza.

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Profissão: perigo

Como é a vida dos operários que se equilibram a dezenas de metros do chão para executar suas tarefas.
Com a mesma tranqüilidade de quem trabalha atrás de uma mesa de escritório, esses operários se equilibram a dezenas de metros do chão para executar suas tarefas.

Acima, uma linha de alta tensão de 88 000 volts; abaixo, um vazio de l4 metros. Sebastião Granjeiro ainda estava subindo, por isso seu cinto de segurança estava aberto, quando um arame preso ao cinto aproximou-se da linha energizada e provocou a descarga. Na explosão, Sebastião foi atirado para longe, da altura equivalente a um prédio de cinco andares. Ele teve sorte: sofreu queimaduras graves, mas quebrou apenas o dedo mínimo do pé. Dias depois de receber alta do hospital, lá estava Sebastião novamente, colocado em cima de uma torre de alta tensão. Granjeiro, como seus colegas, parece não ter medo das alturas.

Quem não tem medo morre cedo,
Tenho medo, sim. Tive muito medo quando comecei e até hoje, cada vez que subo, tenho medo de novo, lembra Manoel Lima, chefe de Granjeiro no setor de manutenção de linhas de transmissão da Eletropaulo, empresa de energia elétrica paulista. Nós, que trabalhamos lá no alto, temos um ditado: quem não tem medo morre cedo, explica Lima.

Estranha herança genética dos Navajos
Na verdade, o único grupo conhecido até agora que não sofre de vertigem das alturas é a tribo de índios navajos norte-americanos. Devido a essa característica, os navajos têm sido alvos da atenção dos antropólogos e empreiteiros norte-americanos.
Uns, por motivos científicos, para estudar sua estranha herança genética; outros, por motivos econômicos: operários ultra-especializados, os navajos são presença obrigatória em todas as grandes obras nos Estados Unidos. Nas pontes e arranha-céus, eles trabalham tão tranqüilamente quanto se estivessem no chão.

Sem a natural aptidão dos navajos, há quem considere o trabalho a dezenas ou centenas de metros de altura um prazer. Como Leonel Brites, que treina operários que fazem esse tipo de trabalho e já foi duas vezes à Antártida em missões semelhantes a convite da Marinha. Nas horas de folga, Brites é balonista e alpinista.

Os trabalhadores treinados por Brites utilizam uma técnica semelhante à dos alpinistas. Uma vez junto à obra, instalam firmemente seus ganchos e estacas. Da solidez desse equipamento depende a vida, quando balançam no vazio. A todo momento apertam os suportes pessoais, soltam cabos de fio duplo e deslizam em queda quase livre. Um bloqueador de cordas lhes permite ficar com as mãos livres para fazer o trabalho. Até hoje sinto um friozinho na barriga quando estou descendo, conta Aguinaldo Ferreira Guilherme, um desses operários. Mas tenho uma certeza: vou morrer de qualquer coisa, menos de queda.

Normas de segurança
Uma certeza comum a todos os trabalhadores nas alturas; para eles, só cai quem desobedece às normas de segurança. Uma prova disso são seus colegas da França. Lá, ao contrário dos operários que trabalham com os pés no chão, os trabalhadores das alturas não registraram um único acidente nos últimos trinta anos.

Alemanha
Apesar de muito distante da perfeição francesa, a Alemanha é um dos países do mundo com menor índice de acidentes entre os trabalhadores das alturas. Wolfram Kinne, encarregado de consertar o material eletrônico no alto da torre de telecomunicações de Essen, tem uma explicação para o baixo índice de acidentes nesse tipo de trabalho: a boa qualidade do equipamento de segurança. Kinne lembra- se apenas de um acidente, com um rapaz que participava de um exercício de descida de emergência e, tomado pela vertigem, confundiu os dois cinturões de segurança e abriu exatamente o que o protegia.

Os operários dos andaimes nunca cometem esse erro, pois precisam do cinturão de segurança para se moverem melhor, assegura o turco Huseyn Aker, na Alemanha, que manobra diariamente tubos metálicos de 12 toneladas no alto de um prédio em construção. Para Wolfram Kinne, o equipamento de segurança que usa é tecnicamente perfeito, o que o deixa tranqüilo para executar seu trabalho, apesar da falta de espaço e do forte vento, que o faz balançar-se perigosamente.

Fonte: Superinteressante – edição 77





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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Lixo hospitalar é jogado na rua em Campo Grande

Uma moradora de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, registrou uma cena de descaso com a saúde dela e a dos vizinhos. O funcionário de um laboratório colocava sacos de lixo hospitalar sem nenhum cuidado em uma lixeira na calçada.

Vigilância sanitária foi chamada
A representante comercial levou um susto e resolveu gravar as imagens da lixeira em frente à casa dela. Nos sacos brancos, a inscrição de lixo hospitalar. O catador, sem saber do perigo, revira tudo. Ela chamou a vigilância sanitária.
“Imediatamente, veio o próprio caminhão do lixo hospitalar. O rapaz chegou aqui e falou ‘minha senhora esse lixo não pode ficar na frente da sua casa’”, conta a mulher, que não quis se identificar.

Novamente o laboratório joga o lixo hospitalar disfarçado em saco preto
Horas depois da denúncia da moradora, o funcionário do laboratório foi flagrado saindo com sacos e deixando na mesma lixeira.
Os sacos pretos são apenas para disfarçar. Dentro, o conteúdo é outro:
■ um saco plástico branco com a inscrição lixo hospitalar e,
■ em uma caixa, um pote cheio de agulhas descartáveis e tubos de ensaio.
■ foram descartados também cateter para soro e até restos de amostras para análises clínicas.

A proprietária do laboratório não sabia
A dona do laboratório não soube dizer por que o lixo foi para a rua. “Tem como se fosse uma casinha de cimento própria, para ficar ali, esperando a coleta de lixo hospitalar. Pode ser que tenha havido algum um engano”, afirmou Maria Regina Gonzáles, dona do laboratório.

A norma exige
A lei diz que é obrigação de quem presta serviço de saúde deixar o lixo com risco de contaminação em um local construído só para isso, até que seja recolhido e destruído.
“Tem que ser instalado em um local onde ele não receba sol direto, onde não seja circulação de pessoas”, afirmou o engenheiro químico Plínio Moreira.

Coleta gratuita
Em Campo Grande, a coleta do lixo hospitalar é gratuita, feita em horários previamente marcados. A clínica que jogou o lixo na calçada foi multada pela Vigilância Sanitária.

Fonte: G1 – 02 de fevereiro de 2009 e Jornal Mídia

Comentário:
Se o laboratório joga o lixo hospitalar na rua sem pensar na segurança e na responsabilidade de outras pessoas (catadores de lixo) de revirar o lixo encontrar seringas e agulhas infectadas e transmissíveis de doenças, o que eles devem fazer com restantes de materiais líquidos é jogar no esgoto, muito provável. A multa simplesmente para esse tipo de infração grave é muito pouco. A vigilância deveria lacrar o laboratório e obrigar todos os funcionários, inclusive os proprietários a freqüentar o curso de reciclagem de gerenciamento dos resíduos gerados nos serviços de saúde.

A população deve denunciar à Vigilância Sanitária do estado ou município em caso de irregularidade cometida por unidade de saúde. As normas reguladoras da vigilância Sanitária e do Meio Ambiente estabelecem critérios de fiscalização e aplicação de penalidades.

Dentre os dejetos que constituem resíduo hospitalar estão bolsas de sangue, seringas, agulhas, resto de medicamentos e curativos, material radioativo, lâminas de bisturis, membros humanos amputados e restos de comida servida a pacientes com doenças infecciosas.

Normas
Existem regras para o descarte dos Resíduos de Serviços de Saúde. Elas estão dispostas na Resolução n° 306 de dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre elas, uma estabelece que a segregação, tratamento, acondicionamento e transporte adequado dos resíduos é de responsabilidade de cada unidade de saúde onde eles foram gerados.

Em termos de regulação, na esfera federal, o país dispõe de normas ambientais e de vigilância sanitária, complementadas por outras estaduais e municipais. Os órgãos estaduais e municipais de meio ambiente são responsáveis pelo licenciamento ambiental dos empreendimentos de tratamento e disposição final de resíduos. Cabe a eles também a fiscalização.

A Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vem participando ativamente de palestras, seminários e congressos das diversas atividades de atenção à saúde, promovendo ampla divulgação de sua regulamentação e percebendo as dificuldades de implantação do Regulamento.

O perigo do lixo hospitalar
■ Resíduos biológicos – culturas de microrganismos de laboratórios de análises clínicas;
■ Bolsas de sangue ou hemocomponentes; descarte de vacinas; órgãos, tecidos e líquidos corpóreos; agulhas, lâminas de bisturi, vidrarias de laboratórios;
■ Resíduos químicos – Medicamentos de risco, vencidos ou mal conservados; produtos químicos usados em laboratórios de análises clínicas; efluentes de processadores de imagem.
■ Rejeitos radioativos – Material radioativo ou contaminado com radionuclídeo, usado na medicina nuclear, laboratórios de análises clínicas e radioterapia.
■ Resíduos comuns que se equiparam aos domiciliares – Restos de refeições de pacientes sem doenças contagiosas; sobras do preparo de refeições; fraldas e papel de uso sanitário, absorventes; papéis, plásticos e material de limpeza.
■ Resíduos perfurocortantes – materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como agulhas, lâminas e vidros.

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