Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, junho 29, 2019

Pense: Cinto de segurança

Com o uso do cinto, em caso de acidentes, a morte pode ser evitada em 50% dos casos, e os ferimentos (inclusive a perda da visão) reduzidos de 45 a 70%.

O  impacto no momento da colisão é incrivelmente forte. Se um veículo, por exemplo, estiver numa velocidade de 60 km/h e bater numa parede, o impacto equivale a cair de cabeça para baixo do 4º andar de um edifício. O quadro ao lado mostra como varia o impacto em diferentes velocidades.

Use sempre o cinto de segurança, na estrada e na cidade! 

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quinta-feira, junho 27, 2019

Trânsito: Indenizações pagas pelo Seguro DPVAT

Para dar apoio às ações de conscientização e prevenção de acidentes de trânsito em todo o Brasil, apresentamos a edição 2018 do Relatório Anual da Seguradora Líder-DPVAT, com o recorte das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT no último ano.

Somente em 2018, mais de 320 mil indenizações foram pagas nos três tipos de cobertura: Morte, Invalidez Permanente e reembolso de Despesas de Assistência Médica e Suplementares (DAMS).

Do total de indenizações pagas no ano passado, 70% foram para acidentes de trânsito com vítimas que adquiriam algum tipo de invalidez permanente. Foram mais de 228 mil ocorrências nessa cobertura.

Representando apenas 27% da frota nacional, as motocicletas foram responsáveis por cerca de  75% das indenizações pagas em 2018, acumulando mais de 246 mil pagamentos.
Os pagamentos das indenizações referem-se às ocorrências no período e em anos anteriores, observado o prazo prescricional de 3 (três) anos para solicitar o benefício do Seguro DPVAT.
O Relatório Anual apresenta dados que ajudam a dimensionar os danos causados pela violência no trânsito em todo o país.  
O Seguro DPVAT representa uma importante proteção aos mais de 209 milhões de brasileiros em caso de acidentes de trânsito em todo o território nacional, sejam eles motoristas, passageiros ou pedestres.

MAPA DAS INDENIZAÇÕES
De Janeiro a Dezembro de 2018, seguindo a mesma tendência dos anos anteriores, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 75%, apesar de representar apenas 27% da frota nacional.

Nesse período, a Região Nordeste foi a responsável pela maior concentração das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT (30%), embora sua frota seja apenas a 3ª maior do País (17% dos veículos), atrás das regiões Sudeste (49% da frota nacional) e Sul (20% da frota nacional) -

A maior incidência de acidentes indenizados ocorreu no período do anoitecer, entre 17h e 19:59h, representando 23% das indenizações, seguido pela tarde, que representou 21% das indenizações no período.



INDENIZAÇÕES PAGAS - MOTOCICLETAS

A motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações pagas em 2018. Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, concentrou 75% das indenizações pagas. Dos pagamentos do período para acidentes com motocicletas, 74% foram para Invalidez Permanente e 8% para Morte.

88% das indenizações por  mortes  em acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino. Para os casos de vítimas com sequelas permanentes, 79% das indenizações por acidentes com motocicletas também foram para vítimas do sexo masculino, enquanto as indenizações por acidentes com os demais veículos, pagas também para os homens, representaram 65%, o que demonstra que a concentração de vítimas do sexo masculino é maior nos acidentes com motocicletas do que com os demais veículos.

VÍTIMAS: A MAIORIA JOVES
As vítimas de acidentes com motocicletas são em sua maioria jovens em idade economicamente ativa. No período citado, as vítimas entre 18 e 34 anos concentraram 49% dos acidentes fatais e 53% dos acidentes com sequelas permanentes.

INVALIDEZ PERMANENTE
Foram pagas, aproximadamente, 96 mil indenizações por invalidez permanente às vítimas nessa faixa etária, em acidentes envolvendo o uso de motocicletas. Fonte: Resumo do relatório anual 2018 – Seguradora Líder-DPVAT

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quinta-feira, junho 20, 2019

A gestão dos nanomateriais no local de trabalho

Os nanomateriais são partículas minúsculas, invisíveis ao olho humano. Ainda assim, estão presentes no nosso dia-a-dia, em produtos como os alimentos, os cosméticos, os produtos eletrónicos e os medicamentos.
Alguns nanomateriais são naturais, outros são produtos derivados de atividades humanas ou são fabricados para fins específicos. Apesar de os nanomateriais possuírem muitas propriedades benéficas, os riscos dos mesmos para a saúde ainda são muito desconhecidos. Sendo assim, é importante gerir com especial precaução estes materiais durante o decorrer das investigações.

O QUE SÃO OS NANOMATERIAIS?
Em termos gerais, as organizações definem como nanomateriais os materiais que contêm partículas com uma ou mais dimensões externas na gama de tamanhos compreendidos entre 1 e 100 nanômetros (nm).   .
Até 10 000 vezes  menores do que um cabelo humano, os nanomateriais são, no que diz respeito às dimensões, comparáveis aos átomos ou moléculas, indo buscar o nome às suas estruturas diminutas (um nanômetro equivale a 10–9 m). Não só devido às suas dimensões diminutas, mas também devido a outras características físicas ou químicas que incluem, entre outras, o seu formato e área de superfície, os nanomateriais diferem, em termos de propriedades, dos mesmos materiais utilizados em escala maior.
Devido a estas diferenças, os nanomateriais oferecem novas oportunidades interessantes em áreas como a engenharia, a tecnologia da informação e da comunicação, a medicina e a farmácia, para referir apenas algumas. Contudo, essas mesmas características que conferem propriedades únicas aos nanomateriais também são responsáveis pelos seus efeitos na saúde humana e no ambiente.

ONDE PODEMOS ENCONTRAR OS NANOMATERIAIS?
Os nanomateriais estão naturalmente presentes nas emissões vulcânicas, ou podem ser produtos derivados da atividade humana como, por exemplo, gases de escape dos motores diesel ou fumo de tabaco.  Mas aqueles que suscitam maior interesse são os nanomateriais fabricados. Esses já se encontram presentes num amplo leque de produtos e aplicações.
Alguns desses nanomateriais são já usados há décadas, tais como a sílica sintética amorfa, em concreto, pneus e produtos alimentícios. Outros só há pouco tempo foram descobertos, tais como o dióxido de nanotitânio, usado como agente bloqueador de raios UV em tintas ou protetores solares; a nanoprata, usada como agente antibacteriano em aplicações têxteis e medicinais; ou os nanotubos de carbono, frequentemente utilizados pela sua resistência mecânica e leveza, e pelas suas propriedades de dissipação do calor e de condutividade elétrica em aplicações em eletrotécnica, o armazenamento de energia, as estruturas de aeronaves espaciais e veículos e a  fabricação de equipamento esportivo. Há um contínuo e rápido desenvolvimento de novas gerações de nanomateriais, o qual deverá ser acompanhado pelo crescimento do mercado para estes produtos.

QUE PREOCUPAÇÕES DE SAÚDE E SEGURANÇA ESTÃO ASSOCIADAS AOS NANOMATERIAIS?
Os riscos para a saúde são uma preocupação significativa da utilização dos nanomateriais.
No entanto, nem todos os nanomateriais têm necessariamente um efeito tóxico, sendo necessária uma abordagem caso a caso à medida que a investigação prossegue.

Os efeitos dos nanomateriais que suscitam maior preocupação;
■Ocorrem nos pulmões e incluem, entre outros, inflamação e lesões nos tecidos, aparecimento de fibroses e tumores.
■O sistema cardiovascular também pode ser afetado. Alguns tipos de nanotubos de carbono podem ter os mesmos efeitos que o amianto.
■Além dos pulmões, descobriu-se que os nanomateriais podem afetar também outros órgãos e tecidos, incluindo o fígado, os rins, o coração, o cérebro, os ossos e os tecidos moles.

RISCO DE EXPLOSÃO
Devido às suas dimensões diminutas e à sua grande área de superfície, as nanopartículas em pó podem apresentar risco de explosão, ao contrário do que acontece com os respetivos materiais mais grossos.

Consulte a revisão da Comissão Europeia sobre os Tipos e utilizações de nanomateriais, incluindo os aspetos de segurança , e a recensão bibliográfica elaborada pela EU-OSHA sobre a exposição às nanopartículas no local de trabalho (Workplace exposure to nanoparticles).

DE QUE FORMA OCORRE A EXPOSIÇÃO AOS NANOMATERIAIS NO LOCAL DE TRABALHO?
A exposição dos trabalhadores aos nanomateriais pode ocorrer na fase de produção. Contudo, ao longo das diversas fases da cadeia de abastecimento, muitos mais trabalhadores podem ser expostos sem sequer saberem que estão em contato com nanomateriais; consequentemente, é pouco provável que as medidas que estão a ser tomadas para prevenir a exposição sejam suficientes. Leia a  
A exposição pode ocorrer numa série de contextos profissionais em que os nanomateriais são utilizados, tratados ou processados, existindo o risco de inalação, nos casos em que se trate de partículas suspensas no ar, ou de contato com a pele. A exposição pode ocorrer, por exemplo, desde o domínio dos cuidados de saúde ou dos trabalhos de laboratório, aos trabalhos de manutenção ou construção.

GESTÃO DE RISCOS DOS NANOMATERIAIS NO LOCAL DE TRABALHO
Cabe às entidades empregadoras avaliar e gerir os riscos dos nanomateriais no local de trabalho. Se a utilização e produção de nanomateriais não puder ser eliminada ou substituída por materiais e processos menos perigosos, a exposição dos trabalhadores deve ser minimizada través da adoção de medidas preventivas e hierarquizadas, estabelecendo-se a seguinte ordem de prioridades:
■Medidas técnicas de controlo dos riscos na fonte;
■Medidas organizacionais;
■Utilização de equipamento de proteção individual, como último recurso.

Apesar das muitas incertezas, existem também muitas preocupações sobre os riscos dos nanomateriais para a saúde e a segurança. Como tal, os empregadores devem, juntamente com os trabalhadores, estabelecer medidas de prevenção baseadas numa gestão prudente dos riscos.
A identificação dos nanomateriais, das suas fontes de emissão e dos níveis de exposição pode não ser tarefa fácil.  
Descubra que outras medidas de gestão de nanomateriais foram adotadas por outras empresas, exemplos de boas práticas empresariais relativas a uma gestão eficiente de nanomateriais no local de trabalho. Fonte: Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

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sexta-feira, junho 14, 2019

Cilindro de gás explode e destrói carro e posto de combustível

Um cilindro de gás veicular explodiu e destruiu um veículo e parte da estrutura de um posto de combustível na Avenida Sargento Hermío, em Fortaleza, na tarde de segunda-feira, 26 de dezembro de 2016.

TESTEMUNHAS
Segundo relatos dos funcionários do posto, ninguém estava próximo do local da explosão. "Eu estava do lado do veículo quando ele estava sendo abastecido. Deu um vontade de ir ao banheiro e, assim que cheguei lá, ouvi a explosão", conta o dono do veículo destruído, taxista José Roberto dos Santos, de 40 anos.

CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros chegou ao local cerca de 15 minutos após explosão e isolou a área. Eles verificam se há risco de novos incidentes no local.

VÍTIMAS
De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há relatos de feridos ou mortos.

DANOS MATERIAIS
A força do impacto danificou veículos a cerca de 30 metros do local onde a bomba estava instalada, e estilhaços do cilindro de gás foram arremessados a mais de 50 metros, segundo o Corpo de Bombeiros.

CILINDRO DE GÁS VOA E FICA PRESO NA PAREDE
O cilindro de gás do carro que estava sendo abastecido no momento da explosão  foi arremessado e ficou encravado na parede do estabelecimento

PERÍCIA
A causa do acidente deve ser confirmada apenas após perícia e divulgação do laudo pericial.

LAUDO FORENSE
O uso proibido de solda no cilindro de Gás Natural Veicular (GNV) do táxi  foi o que causou a explosão. Essa foi a conclusão apresentada pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce). O dono do veículo e o proprietário da empresa que realizou a solda foram indiciados pela Polícia Civil.

Danos materiais
Houve, porém, danos materiais. O táxi, modelo Toyota Corolla, que havia sido comprado há três semanas, teve a traseira completamente destruída. A estrutura do posto e outros dois carros também foram danificados. O relatório final da análise, que apontou o problema no cilindro do veículo, foi apresentado pelo perito criminal Lauro Ferreira, supervisor do Núcleo de Perícia em Engenharia, e responsável pelo caso.

Solda indevida
“Esses cilindros não podem ter solda, porque são submetidos a altíssimas pressões. Detectamos que ele tinha uma solda, e foi exatamente no local onde ele se rompeu”, assegurou Ferreira. O perito contou que o material também foi analisado por técnicos do Laboratório de Caracterização de Materiais (Lacam) da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Um microscópio de micro‑varredura eletrônica identificou a existência de ferro, silício e enxofre na parte externa do cilindro, que deveria ser composto somente de cromo, níquel e ferro, como na parte interna. “O uso da solda superaquece o material próximo a ela. Essas zonas ficam sujeitas a trincas, que se propagam rapidamente quando submetidas a altas pressões. Se não fosse soldado, não explodiria. Ele se romperia e deixaria o gás escapar. Mesmo assim, seria necessário quase cinco vezes a pressão usada nos postos para que isso acontecesse”, detalhou.

Indiciamento
Conforme o delegado Wagner Diniz Leite, titular do 1º Distrito Policial, o proprietário da empresa MV Autos, Franciso Gilmar Fontes Filho, onde a solda proibida foi efetuada, bem como o taxista José Roberto, foram indiciados pelo crime de dano por meio de explosão, cuja pena varia entre 1 e 5 anos de reclusão. Os documentos do veículo também não constava a permissão para uso do GNV. Fontes: Do G1 CE-26/12/2016 O Povo - 21/03/2017

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quarta-feira, junho 12, 2019

Incêndio em loja no calçadão em Araçatuba

O fogo começou por volta das 14h de sexta-feira (12 de abril) em uma loja de produtos importados da China, no calçadão, no centro da cidade de Araçatuba.

ISOLAMENTO DO LOCAL
A área foi completamente isolada pela Polícia Militar e as equipes do Corpo de Bombeiros de toda a região trabalharam para conter as chamas durante a tarde.
Muitos curiosos se juntaram no calçadão e algumas pessoas chegaram a passar mal por inalar a fumaça tóxica.  

ORIGEM DO INCENDIO
Segundo a polícia, o incêndio começou na área de estoque da loja e se alastrou rapidamente.
Funcionários do comércio viram o fogo começar por volta das 14h e pediram socorro.  

CORPO DE BOMBEIROS
Ao todo, 17 viaturas do Corpo de Bombeiros foram utilizadas no combate às chamas, de acordo com a Polícia Militar. O incêndio foi contido por volta das 17h.

VÍTIMAS
No momento, havia 16 funcionários trabalhando e muitos clientes, que conseguiram correr e não se feriram.

VÍTIMAS: BOMBEIROS
Um bombeiro morreu soterrado durante o trabalho de combate ao incêndio.  Trabalhava no combate ao fogo no interior do imóvel quando parte da estrutura cedeu. Ele chegou a ser considerado desaparecido, pois a temperatura no interior do local não permitia que outros bombeiros entrassem para tentar encontrá-lo. Segundo informações oficiais, assim que o resfriamento ocorreu, bombeiros entraram para socorrê-lo, porém, ele foi encontrado já sem vida. Acredita-se que ele tenha fico preso entre uma parede e, por isso, não conseguiu sair.
Outro bombeiro de 32 anos, que também foi atingido pelos escombros, foi socorrido em estado grave para a Santa Casa de Araçatuba (SP) com queimaduras de terceiro grau.  
De acordo com informações da Santa Casa, o bombeiro teve queimaduras de terceiro grau em 27% do corpo, principalmente nas pernas, tórax e braços.
O bombeiro foi entubado e estava na UTI da Santa Casa. Na manhã de sábado (13), ele foi transferido de helicóptero para um hospital em Bauru (SP) especializado em queimados. O estado de saúde dele é estável.

RESCALDO
Na manhã de  sábado, os bombeiros ainda faziam o rescaldo no local do incêndio. Uma quadra inteira do calçadão ficou interditada e cerca de 20 lojas não puderam abrir as portas.
Mesmo com o incêndio controlado ainda havia preocupação de explosão já que uma loja ao lado utiliza gás encanado. A empresa responsável foi chamada para desligar o sistema.
Fontes: G1 Rio Preto e Araçatuba-13/04/2019 19h32 e Folha da Região - 13 de abril de 2019    

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quarta-feira, junho 05, 2019

Agrotóxico: Coquetel perigoso em água de consumo

Um coquetel que mistura diferentes agrotóxicos foi encontrado na água consumida em 1 a cada 4 cidades do Brasil entre 2014 e 2017. Nesse período, as empresas de abastecimento de 1.396 municípios detectaram todos os 27 pesticidas que são obrigados por lei a testar. Desses, 16 são classificados pela Anvisa como extremamente ou altamente tóxicos e 11 estão associados ao desenvolvimento de doenças crônicas como câncer, malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas. Entre os locais com contaminação múltipla estão as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis e Palmas.

As informações são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento.

Os números revelam que a contaminação da água está aumentando a passos largos e constantes. 
■Em 2014, 75% dos testes detectaram agrotóxicos.
■Em 2015, 84%
■Em 2016, 88%
■Em 2017, 92%
A falta de monitoramento também é um problema. Dos 5.570 municípios brasileiros, 2.931 não realizaram testes nas suas redes de abastecimento entre 2014 e 2017

Embora se trate de informação pública, os testes não são divulgados de forma compreensível para a população, deixando os brasileiros no escuro sobre os riscos que correm ao beber um copo d'água. Em um esforço conjunto, a Repórter Brasil, a Agência Pública e a organização suíça Public Eye fizeram um mapa com os agrotóxicos encontrados em cada cidade. O mapa revela ainda quais estão acima do limite de segurança de acordo com a lei do Brasil e pela regulação europeia.


RETRATO NACIONAL DA CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA
O retrato nacional da contaminação da água gerou alarde entre profissionais da saúde. "A situação é extremamente preocupante e certamente configura riscos e impactos à saúde da população", afirma a toxicologista e médica do trabalho Virginia Dapper. O tom foi o mesmo na reação da pesquisadora em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará, Aline Gurgel: "dados alarmantes, representam sério risco para a saúde humana".
Entre os agrotóxicos encontrados em mais de 80% dos testes, há cinco classificados como "prováveis cancerígenos" pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e seis apontados pela União Europeia como causadores de disfunções endócrinas, o que gera diversos problemas à saúde, como a puberdade precoce. Do total de 27 pesticidas na água dos brasileiros, 21 estão proibidos na União Europeia devido aos riscos que oferecem à saúde e ao meio ambiente.

MISTURA PREOCUPA PESQUISADORES
A mistura entre as diversas  substâncias químicas foi um dos pontos que mais gerou preocupação entre os especialistas ouvidos. O perigo é que a combinação de substâncias multiplique ou até mesmo gere novos efeitos. Essas reações já foram demonstradas em testes, afirma a química Cassiana Montagner. "Mesmo que um agrotóxico não tenha efeito sobre a saúde humana, ele pode ter quando mistura com outra substância", explica Montagner, que pesquisa a contaminação da água no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo. "A mistura é uma das nossas principais preocupações com os agrotóxicos na água."
Os paulistas foram os que mais beberam esse coquetel nos últimos anos. O estado foi recordista em número de municípios onde todos os 27 agrotóxicos estavam na água. São mais de 500 cidades, incluindo a grande São Paulo - Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André e Osasco - além da própria capital. E algumas das mais populosas, como Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Sorocaba. O estado do Paraná foi o segundo colocado, com coquetel presente em 326 cidades, seguido por Santa Catarina e Tocantins.

Os especialistas falam muito sobre a "invisibilidade" do efeito coquetel. As políticas públicas não monitoram a interação entre as substâncias porque os estudos que embasam essas políticas não apontam os riscos desse fenômeno. "Os agentes químicos são avaliados isoladamente, em laboratório, e ignoram os efeitos das misturas que ocorrem na vida real", diz a médica e toxicologista Dapper.
Por isso, ela lamenta, as pessoas que já estão desenvolvendo doenças em decorrência dessa múltipla contaminação provavelmente nunca saberão a origem da sua enfermidade. Nem os seus médicos.

LIMITE FIXADO PARA REGULAR A MISTURA DE SUBSTÂNCIAS
Questionado sobre quais medidas estão sendo tomadas, o Ministério da Saúde enviou respostas por email reforçando que "a exposição aos agrotóxicos é considerada grave problema de saúde pública" e listando efeitos nocivos que podem gerar "puberdade precoce, aleitamento alterado, diminuição da fertilidade feminina e na qualidade do sêmen; além de alergias, distúrbios gastrintestinais, respiratórios, endócrinos, neurológicos e neoplasias".
A resposta, porém, ressalta que ações de controle e prevenção só podem ser tomadas quando o resultado do teste ultrapassa o máximo permitido em lei. E aí está o problema: o Brasil não tem um limite fixado para regular a mistura de substâncias.

Essa é uma das reivindicações dos grupos que pedem uma regulação mais rígida para os agrotóxicos. "É um absurdo esse problema ficar invisível no monitoramento da água e não haver ações para controlá-lo", afirma Leonardo Melgarejo, engenheiro de produção e membro da Campanha Nacional Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. "Se detectar diversos agrotóxicos, mas cada um abaixo do seu limite individual, a água será considerada potável no Brasil. Mas a mesma água seria proibida na França."

Ele se refere à regra da União Europeia que busca restringir a mistura de substâncias: o máximo permitido é de 0,5 microgramas em cada litro de água - somando todos os agrotóxicos encontrados. No Brasil, há apenas limites individuais. Assim, somando todos os limites permitidos para cada um dos agrotóxicos monitorados, a mistura de substâncias na nossa água pode chegar a 1.353 microgramas por litro sem soar nenhum alarme. O valor equivale a 2.706 vezes o limite europeu.

DOSES PEQUENAS, RISCO GRANDE
Mesmo quando se olha a contaminação de cada agrotóxico isoladamente, o quadro preocupa. Dos 27 agrotóxicos monitorados, 20 são listados como altamente perigosos pela Pesticide Action Network, grupo que reúne centenas de organizações não governamentais que trabalham para monitorar os efeitos dos agrotóxicos.
Mas, aos olhos da lei brasileira, o problema é pequeno. Apenas 0,3% de todos os casos detectados de 2014 a 2017 ultrapassaram o nível considerado seguro para cada substância. Mesmo considerando os casos em que se monitora dez agrotóxicos proibidos no Brasil, são poucas as situações em que a presença deles na água soa o alarme.
E esse é o segundo alerta feito por parte dos pesquisadores: os limites individuais seriam permissivos. "Essa legislação está há mais de dez anos sem revisão, é muito atraso do ponto de vista científico" afirma a química Montagner.  
Ela se refere a pesquisas mais recentes sobre os riscos do consumo frequente e em quantidades menores, um tipo de contaminação que não gera reações imediatas. "Talvez certo agrotóxico na água não leve 15% da cidade para o hospital no mesmo dia. Mas o consumo contínuo gera efeitos crônicos ainda mais graves, como câncer, problemas na tireoide, hormonal ou neurológico", alerta Montagner. "Já temos evidências científicas, mas a água contaminada continua sendo considerada como potável porque não se olha as quantidades menores", afirma.

Em resposta a essa crítica, um grupo de trabalho foi criado pelo Ministério da Saúde para rever os limites da contaminação. "Estamos fazendo um trabalho criterioso", afirma Ellen Pritsch, engenheira química e representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no grupo. Segundo ela, pesquisas internacionais e regulações de outros países estão sendo levados em conta. A previsão é que os trabalhos, iniciados em 2014, sejam concluídos em outubro.

SÃO PAULO É O RECORDISTA DESSE FENÔMENO DE INTOXICAÇÃO.
Pelo menos 144 cidades detectaram o mesmo pesticida de modo contínuo durante os quatro anos de medições seguidos, segundo os dados. Mais uma vez, São Paulo é o recordista desse fenômeno de intoxicação. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam o uso de pesticidas na produção de cana de açúcar como a provável origem para a larga contaminação do estado. "A cultura da cana é a que tem mais herbicidas registrados. Como São Paulo é um dos maiores produtores de cana, isso justifica sua presença elevada [de pesticidas na água]", afirma Kassio Mendes, coordenador do comitê de qualidade ambiental da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas.
O diuron, um dos principais herbicidas usados pelo setor, foi detectado em todos os testes feitos na água dos mananciais das regiões onde mais se cultiva cana no estado, segundo dados de 2017 da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A substância é uma das apontadas como provável cancerígena pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

EMPURRA-EMPURRA
Depois de contaminada, são poucos os tratamentos disponíveis para tirar o agrotóxico da água. "Alguns filtros são capazes de tirar alguns tipos de agrotóxicos, mas não há um que dê conta de todos esses", afirma Melgarejo. "A água mineral vem de outras fontes, mas que são alimentadas pela água que corre na superfície, então eventualmente também serão contaminadas."

O trabalho preventivo, ou seja, evitar que os agrotóxicos cheguem aos mananciais, deveria ser primordial, afirma Rubia Kuno, gerente da divisão de toxicologia humana e saúde ambiental da Cetesb. "O esforço deve ser na prevenção porque o sistema de tratamento convencional não é capaz de remover os agrotóxicos da água", afirma.

O Ministério da Saúde diz que a vigilância sanitária dos municípios e dos estados deve dar o alerta aos prestadores de serviços de abastecimento de água para que tomem as providências de melhoria no tratamento da água. "Caso os dados demonstrem que o problema ocorre de forma sistemática, é preciso buscar soluções a partir da articulação com os demais setores envolvidos, como órgãos de meio ambiente, prestadores de serviço e produtores rurais", diz a nota enviada pelo órgão.

SEGURANÇA DOS PESTICIDAS
Questionado sobre quais ações estão sendo tomadas, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), que representa os produtores de agrotóxicos, fez uma defesa sobre a segurança dos pesticidas. Em nota, o grupo afirma que a avaliação feita pela Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura garante que eles são seguros ao trabalhador, população rural e ao meio ambiente "sempre que utilizados de acordo com as recomendações técnicas aprovadas e indicadas em suas embalagens".
O sindicato afirma que a aplicação correta dos produtos no campo é um desafio e atribui a responsabilidade aos trabalhadores que aplicam os pesticidas. "O setor de defensivos agrícolas realiza iniciativas para garantir a aplicação correta de seus produtos, uma vez que alguns problemas estruturais da agricultura como a falta do hábito da leitura de rótulo e bula e analfabetismo no campo trazem um desafio adicional de cumprimento às recomendações de uso."

Em Santa Catarina, que está entre os três estados com maior contaminação, o Ministério Público Estadual chamou a responsabilidade de prefeituras, secretarias estaduais, concessionárias de água, agências reguladoras e sindicatos de produtores e trabalhadores rurais. A iniciativa partiu dos resultados de um estudo inédito que encontrou agrotóxicos na água de 22 municípios. "Alertamos todos os órgãos públicos e privados envolvidos para buscar soluções, é preciso aplicar medidas corretivas para diminuir os riscos dos cidadãos", diz a promotora Greicia Malheiros, responsável pela investigação. A iniciativa teve início em março desse ano e ainda não tem resultados.
Mais do que remediar a contaminação da água, a coordenadora técnica do estudo, a engenheira química Sonia Corina Hess, defende a proibição do uso dos pesticidas que oferecem maior risco. Das substâncias encontradas em seu estudo no estado catarinense, sete estão proibidas na União Europeia por oferecer risco à saúde humana. "Tem que proibir o que é proibido lá fora, tem que proibir o que é perigoso. Se faz mal para eles porque no Brasil é permitido?", questiona.

PERIGOSO NA EUROPA, PERMITIDO NO BRASIL
O controle da água feito pelo Brasil também está distante dos parâmetros da União Europeia. Com o objetivo de eliminar a contaminação, o continente fixou a concentração máxima na água em 0,1 micrograma por litro - valor que era o mínimo detectável quando a regulação foi criada.

Para descobrir como a água do Brasil seria avaliada pelo padrão europeu, a organização Public Eye classificou os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde segundo o critério daquele continente. Alguns dos agrotóxicos mais perigosos ultrapassaram os limites europeus em mais de 20% dos testes. Entre eles, o glifosato e o mancozebe, ambos associados a doenças crônicas, e o aldicarbe, proibido no Brasil e classificado pela Anvisa como "o agrotóxico mais tóxico registrado no país, entre todos os ingredientes ativos utilizados na agricultura".

 GLIFOSATO
O glifosato é o caso mais revelador sobre as peculiaridades do Brasil na regulação sobre agrotóxicos. Classificado como "provável carcinogênico" pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, órgão da Organização Mundial da Saúde, o pesticida está sendo discutido em todo o mundo. Há milhares de pacientes com câncer processando os fabricantes nos Estados Unidos - e vencendo nos tribunais - , além de protestos e petições pedindo a sua proibição na Europa. Não há consenso, entre as agências reguladoras, sobre sua classificação. No Brasil, que oficialmente colocou a substância em revisão desde 2008, o Ministério da Agricultura liberou novos registros para a venda de glifosato no início deste ano. O pesticida passou a ser vendido em novas formas, quantidades e por número maior de fabricantes.

Nos testes com a água do país, a controversa substância foi a que mais ultrapassou a margem de segurança segundo o critério da União Europeia: 23% dos casos acima do limite. Pela lei brasileira, o glifosato foi um dos que menos soou o alarme: apenas 0,02% dos testes ultrapassaram o nosso limite.

"Isso é um escândalo de saúde pública. Nós colocamos o limite alto, lá na estratosfera, e aí comemoramos que temos uma água segura", questiona a pesquisadora Larissa Bombardi, professora de geografia na Universidade de São Paulo e autora de um atlas que compara a lei brasileira e europeia no controle dos agrotóxicos. Seu estudo revela como nossos limites chegam a ser 5.000 vezes mais altos que os europeus. O caso mais grave é o do glifosato: enquanto na Europa é permitido apenas 0,1 miligramas por litro na água, aqui no Brasil a legislação permite até 500 miligramas por litro.

Como o glifosato é o agrotóxico mais vendido no país, e também o que tem o limite mais generoso para presença na água, Bombardi lança suspeitas sobre os critérios usados: "no caso do glifosato é realmente difícil encontrar justificativa científica, parece ser mais uma decisão política e econômica". O pesticida foi o mais consumido em 2017 no Brasil com 173 mil toneladas vendidas, segundo o Ibama. O volume corresponde a 22% das estimativas de vendas para esse químico em todo o mundo no mesmo ano - o que faz do Brasil um importante mercado para as fabricantes, entre elas as gigantes Syngenta e a Monsanto - comprada pela Bayer no ano passado.

A DISCREPÂNCIA ENTRE BRASIL E EUROPA
A larga diferença entre os limites fixados pela União Europeia e pelo Brasil é um dos principais argumentos dos críticos do uso da substância no Brasil. "Essa diferença só pode se dar por dois motivos. Ou porque nossa sociedade é mais forte, somos seres mais resistentes aos agrotóxicos. Ou mais tola, porque estamos sendo ingênuos quanto aos riscos que corremos", provoca Melgarejo, da Campanha Contra os Agrotóxicos.
A engenheira química Ellen Pritsch, representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no grupo de trabalho que reavalia os limites dos pesticidas na água, discorda. Para ela, os atuais limites são seguros e foram fixados com embasamento científico. "O critério brasileiro é dez vezes menor do que o efeito que geraria problema. Então, mesmo que seja encontrado um percentual acima esse valor, ainda assim seria menor [estaria abaixo do risco]", afirma.
Antes de aprovar os registros dos agrotóxicos, as empresas fabricantes entregam estudos com testes feitos com animais em laboratórios. O Sindiveg, sindicato da indústria de fabricantes de pesticidas, defende que esses estudos são o suficiente para avaliar os riscos das substâncias. "São estudos de bioconcentração em peixes e micro-organismo, algas e organismos do solo, abelhas, microcrustáceos, peixes e aves", afirma nota enviada pelo Sindiveg em resposta às perguntas da reportagem  
A principal reivindicação dos grupos que fazem campanha pelo controle dos agrotóxicos para evitar efeitos no Brasil é por mais restrição e até pela proibição de alguns dos pesticidas hoje aprovados no país, como a atrazina, o acefato e o paraquate, que são campeões de venda no Brasil, mas proibidos na União Europeia. Fonte: UOL Noticias - 15 de abril de 2019.

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segunda-feira, junho 03, 2019

Novas regras anti-incêndio em SP aumentam função preventiva de bombeiros

O Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo agora tem maior poder de fiscalização. A corporação pode aplicar multas a quem não cumprir as regras de segurança contra incêndios e quer aumentar a cultura de prevenção no estado.
As medidas, que constam de decreto em vigor no estado desde o último dia 10 de abril, dão à corporação mais autonomia. Apesar de os avanços na legislação serem bem-vindos, pontos importantes foram deixados de lado, como a previsão da exigência de mecanismos de detecção e controle de fumaça.

Nos últimos anos, São Paulo teve casos de grandes incêndios como;
■Museu da Língua Portuguesa, que deixou um morto,
■Memorial da América Latina,
■Teatro Cultura Artística e no largo do Paissandu, quando um prédio invadido pegou fogo e desabou, matando sete pessoas.
Em 2018, foram registrados 6.641 incêndios em edificações no estado, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Em 2017, foram 6.635, somadas as ocorrências em prédios unifamiliares, como casas, que não estão sujeitas às exigências da legislação.

ATRIBUIÇÃO DO PODER DE POLÍCIA AO CORPO DE BOMBEIROS
A grande novidade que o decreto publicado em dezembro  traz é a atribuição do poder de polícia ao Corpo de Bombeiros. "Agora pode fiscalizar por ofício, entrar nas edificações e eventualmente aplicar sanções —até mesmo interdição em situações de risco grave", diz o engenheiro Antonio Fernando Berto, chefe do Laboratório de Segurança ao Fogo e a Explosões do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
De acordo com o porta-voz dos bombeiros, capitão Marcos Palumbo, a fiscalização deve ocorrer de maneira paulatina, com planejamento a ser definido pela corporação com base em estatísticas e levando em consideração fatores de risco potencial, como locais com grande concentração de público.
As sanções, porém, não devem ocorrer num modo de caça às bruxas, tampouco de forma a fomentar uma indústria da multa —a partir deste ano os valores arrecadados com emissão de autos de vistoria são destinados a um fundo da corporação. "A legislação não é para ter um caráter punitivo. Não é objetivo do Corpo de Bombeiros inviabilizar nenhum tipo de negócio", exemplifica Palumbo. Fonte: Folha de São Paulo - 18.abr.2019 

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domingo, junho 02, 2019

Filhote de leão-marinho é encontrado com máscara de mergulho no pescoço

O animal foi resgatado em uma praia da Califórnia. Ele estava desnutrido e desidratado. Fonte: Bom Dia Brasil - 30 Mai 2019

Comentário: A poluição marinha por lixo plástico impõe mudanças perigosas ao equilíbrio dos oceanos e para a própria economia mundial. Os custos resultantes dos seus efeitos negativos sobre os ecossistemas marinhos somam impressionantes US$ 2,5 trilhões — por ano — segundo um estudo publicado  no Marine Pollution Bulletin, May 2019..

Cerca de 322 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente no planeta, enquanto ao menos 5 trilhões de materiais plásticos, com peso equivalente a 250 mil toneladas, estão flutuando nos oceanos.

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