Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Avaliação de Riscos

A segurança e a saúde dos trabalhadores são protegidas pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, baseada na avaliação e na gestão dos riscos.
Esse  programa visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais

Mas para que seja possível efetuar uma avaliação eficaz dos riscos no local de trabalho, todos os responsáveis devem conhecer bem as normas regulamentadoras, os conceitos, o processo de avaliação dos riscos e as funções que competem aos principais agentes que participam no processo.

O processo de avaliação de riscos embora esteja dividido em mais ou menos etapas, os princípios de orientações são os mesmos (consultar a NR-9).

O QUE É AVALIAÇÃO DE RISCOS?
A avaliação de riscos é o processo de avaliação dos riscos para a segurança e a saúde dos trabalhadores decorrentes de perigos no local de trabalho.

È, pois, uma análise sistemática de todos os aspectos do trabalho, que identifica:
■ aquilo que é susceptível de causar lesões ou danos;
■ a possibilidade de os perigos serem eliminados e, se tal não for o caso;
■ as medidas de prevenção ou proteção que existem, ou deveriam existir, para controlar os riscos.

NÃO ESQUEÇA:
■ um perigo pode ser qualquer coisa (material ou equipamento de trabalho, métodos ou práticas de trabalho) com potencial para causar danos;
■ um risco é a probabilidade, alta ou baixa, de alguém sofrer lesões ou danos devido a esse perigo.

COMO AVALIAR OS RISCOS
Os princípios orientadores que devem ser tidos em consideração no processo de avaliação de riscos podem ser divididos em cinco etapas.

Etapa 1 — Identificação dos perigos e dos trabalhadores em risco
Análise dos aspectos do trabalho que podem causar danos e identificação dos trabalhadores que podem estar expostos ao perigo.

Etapa 2 — Avaliação e priorização dos riscos
Apreciação dos riscos existentes (gravidade e probabilidade dos mesmos, etc.) e classificação desses riscos por ordem de importância. É essencial definir a prioridade do trabalho a realizar para eliminar ou evitar os riscos.

Etapa 3 — Decisão sobre medidas preventivas
Identificação das medidas adequadas de eliminação ou controlo dos riscos.

Etapa 4 — Adoção de medidas
Aplicação das medidas preventivas e de proteção, através da elaboração de um plano de prioridades (provavelmente não será possível resolver imediatamente todos os problemas) e especificando a quem compete fazer o quê e quando, prazos de execução das tarefas e meios afetados à aplicação das medidas.

Etapa 5 — Acompanhamento e revisão
A avaliação deve ser revista a intervalos regulares, para assegurar que se mantenha atualizada. Deve ainda ser revista sempre que se verifiquem na organização mudanças relevantes, ou na sequência dos resultados de uma investigação sobre um acidente ou um quase acidente.

O EMPREGADOR TEM O DEVER:
a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho;
b) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos empregados por comunicados, cartazes ou meios eletrônicos;
c) informar aos trabalhadores:
c.1) os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho;
c.2) os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa;
c.3) os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos;
c.4) os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.
d) permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho;
e) determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença relacionada ao trabalho.

CABE AO EMPREGADO:
a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador;
b) usar o EPI fornecido pelo empregador;
c) submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras - NR;
d) colaborar com a empresa na aplicação das Normas Regulamentadoras - NR;

PENALIDADES
■Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento do disposto no item anterior.
 ■O não-cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho acarretará  ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente.

RECURSOS DE APOIO À AVALIAÇÃO DE RISCOS
A empresa poderá utilizar recursos externos (consultores, empresas) para efetuar determinadas avaliações, por exemplo; avaliação de ruído, insalubridade, incêndio, explosão, etc.  Estão disponíveis no mercado especialistas que podem prestar apoio à empresa na realização de determinada avaliação de riscos.  

CONTRATANTES/FORNECEDORES
Sempre que trabalhadores de diferentes empresas trabalhem no mesmo local de trabalho, será  necessário o compartilhamento de informações sobre os riscos e as medidas destinadas a fazer face a esses riscos. Criar o Manual de Saúde, Segurança e Meio Ambiente para Contratadas.
Fonte: Adaptação  de Avaliação de Riscos da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho para as Normas Regulamentadoras.

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sexta-feira, janeiro 24, 2014

O trabalhador teve a garganta cortada pela lâmina de uma serra elétrica

Um homem de 40 anos morreu enquanto trabalhava em uma construção na tarde de segunda-feira, 19 de agosto,  no bairro Sumaré em Ribeirão Preto (SP). Segundo a Polícia Civil, a vítima teve a garganta cortada pela lâmina de uma serra elétrica. O operário morreu no local e seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, este era o primeiro dia de trabalho do operário na construção. O responsável pela obra não foi encontrado.

NÃO COLOCOU A PROTEÇÃO DO EQUIPAMENTO
De acordo com o delegado, a vítima trabalhava na reforma de um consultório médico na Rua Julio Prestes cortando ferro quando trocou os discos de uma máquina manual, mas não recolocou a proteção que havia retirado do equipamento. Após ligá-lo novamente, o disco se soltou e atingiu o pescoço do homem, que morreu no local por volta de 13h. “Acho que ele não apertou a serra direito, bateu no pescoço dele. Foi fatal”, disse o vigilante que estava na obra no momento do acidente.

ATENDIMENTO MÉDICO
De acordo com a enfermeira JFS, que atendeu a ocorrência, uma unidade da Unidade de Suporte Avançado (USA) foi encaminhada ao local, mas a vítima morreu na hora. “O paciente sofreu dilaceração de todas as estruturas da região cervical”, afirmou. A enfermeira relatou ainda que o homem estava trabalhando sem a proteção de trabalho na serra.

FALTA DE SEGURANÇA
Segundo o secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Marcelo Gomes de Lima, era o primeiro dia de trabalho da vítima na obra. Ele disse que o trabalhador não estava registrado e que a obra tinha irregularidades, como a falta de sinalização. "Agora vou conversar com o departamento jurídico para decidir se vamos tomar as previdências necessárias", afirmou.
O caso será investigado pelo Ministério Público do Trabalho. A Polícia Civil tenta identificar quem é o responsável pela obra. Fonte: G1-19/08/2013

Comentário: Até que ponto é de responsabilidade do construtor/responsável quanto ao conhecimento de operação com segurança de um equipamento manual/portátil pelo trabalhador?
O trabalhador deveria conhecer com detalhes a operação de um equipamento manual.  Todos os manuais advertem;
ATENÇÃO! Antes de operar qualquer ferramenta elétrica, leia atentamente todas as instruções de segurança descritas neste manual  a fim de reduzir os riscos de incêndio, choque elétrico e acidente ao operador. Após a leitura, guarde-o para consultas futuras. 
O manual explica com detalhes a montagem e fixação de discos de corte com ferramenta apropriada. O manual adverte nunca prender/retirar  a guarda de proteção.

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quarta-feira, janeiro 22, 2014

Suco Ades contaminado fez Unilever perder até R$ 224 milhões em vendas no Brasil

A Unilever perdeu entre 60 milhões a 70 milhões de euros (entre R$ 192 milhões e R$ 224 milhões, aproximadamente) em vendas do suco Ades no Brasil em 2013.

PROIBIÇÃO DA VENDA DO SUCO
A proibição da venda do suco foi feita em março do ano passado, após o governo obrigar a marcar a fazer um recall de um lote de suco de maçã. Nele foram detectados resíduos de soda cáustica nos produtos.
Na época, o grupo holandês de alimentação e cosméticos emitiu uma nota informando que o consumo da substância poderia causar queimaduras. Em abril, a Anvisa liberou o comércio do produto, mas manteve a proibição da venda do suco sabor maçã.
O caso teve grande repercussão negativa, e os sucos começaram a encalhar nas prateleiras mesmo depois da liberação.

PRODUÇÃO DE SUCO JÁ FOI RETOMADA
Em novembro do ano passado, o vice-presidente da companhia responsável pela cadeia de fornecimento no país, José Negrete, informou que a empresa já havia retomado o patamar normal de produção do suco Ades no Brasil. Fonte: UOL - 22/01/2014

Artigo publicado:

Comentário: O que uma falha na higienização no processo pode provocar,  prejuízo de centenas de milhões de reais. Uma medida simples poderia ter evitado essa falha,  o uso de procedimento de liberação da produção após a utilização do sistema de higienização.

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domingo, janeiro 19, 2014

Morador registra raio atingindo casa em São José dos Campos

O vídeo mostra o momento exato em que um raio atinge uma casa na zona sul de São José dos Campos (SP) durante um temporal na tarde de sábado, 11 de janeiro.

A cena foi filmada pelo técnico de qualidade Eric Silva. A descarga elétrica atingiu uma casa a cerca de 500 metros do local em que o vídeo foi feito. Um morador vizinho ao imóvel atingido pelo raio contabiliza os prejuízos, mas agradece a Deus pela família não estar na casa no momento do incidente. "A gente se assustou, porque a gente viu a imagem na internet e identificou que o raio caiu aqui. Saiu aquela fumaça e quando a gente chegou aqui viu que os aparelhos estavam queimados. Queimou o portão, a televisão e toda a parte de antena a cabo. Muitos vizinhos tiveram prejuízo por causa do raio", disse o morador Fábio Ferreira. Fonte: G1- 16/01/2014

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quinta-feira, janeiro 16, 2014

Raio mata mulher na praia em Guarujá

A turista de Ribeirão Pires (SP), Rosângela, chamava o filho de 11 anos e os sobrinhos, que tomavam banho de mar, quando foi atingida por um raio e morreu, na tarde de segunda-feira (13 de janeiro), na Praia da Enseada, em Guarujá.
 Na foto 1, ainda na faixa de areia, a vítima observa as crianças na água. A foto 2 mostra Rosângela já no mar, de braços abertos. O raio atinge a mulher, na foto 3, atrás do veículo branco. Na foto 4, familiares fazem o resgate, retirando-a da água. O momento do acidente foi flagrado pelo repórter-fotográfico de A Tribuna, Rogério Soares

De acordo com o marido da vítima, LLS, 13 integrantes da família chegaram à praia às 12 horas e, por volta das 15 horas, uma tempestade começou a se aproximar. Resolvemos ir embora. Estávamos guardando as coisas, quando ela  foi chamar as crianças e recebeu a descarga. Eu recebi um choque também, mas Rosângela ficou caída, diz o marido, que estava fora d'água.
Segundo o irmão da vítima,  outra irmã também foi atingida pela descarga elétrica. Ela chegou a ficar com um hematoma no olho'.

RESGATE
Ao ser atingida pelo raio, ela foi automaticamente resgatada pelo grupo, que teve o reforço de outras pessoas que estavam na praia. Durante aproximadamente dois minutos eles tentaram fazer massagem cardíaca, mas sem sucesso.

Rosangela foi colocada no veículo que estava estacionado na areia e levada para o Posto 11, do Corpo de Bombeiros, que fica 50 m  distante do local da ocorrência, no canto do Tortuga.

HOSPITAL
Os guarda-vidas, que estavam abrigados naquele momento atendendo a um alerta do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), viram o carro se aproximando e ajudaram na tentativa de reanimação. Uma viatura foi chamada e a mulher imediatamente foi encaminhada à UPA Enseada, a unidade mais próxima de pronto-atendimento. Fonte: A Tribuna On-line- Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014  

Comentário:
Quando um raio cai no mar, até onde vai a eletricidade?
Depende do raio. Estima-se que uma descarga de 50 mil ampères, por exemplo, já seja inofensiva a um banhista a 125 m do ponto de incidência. A intensidade da corrente diminui segundo o inverso do quadrado da distância. Logo, com o dobro da distância, cai para 1/4. Com o triplo, baixa para 1/9. E assim por diante. Por isso que, quando um raio cai em Copacabana, alguém em Ipanema não morre eletrocutado. O raio se comporta da mesma maneira no mar ou na terra. A diferença é que, como a corrente sempre procura se concentrar no meio mais condutor, no mar aberto ela se divide igualmente entre o nosso corpo e a água. Já em terra firme, ela sempre se concentra no nosso corpo - e aí os danos são maiores.

Confira as consequências de um raio de 50 mil ampères a diferentes distâncias

Morte certa
Uma pessoa nadando a até 50 m do ponto de incidência da descarga elétrica sofreria um choque de mais de 300 mA (miliampère). Resultado: um ataque cardíaco fulminante

Chance de sobrevivência
Entre 50 m e 85 m, a descarga elétrica diminui, podendo variar entre 300 e 100 mA. O nadador sofreria queimaduras, asfixia e, em alguns casos, uma parada cardíaca, mas poderia se salvar

Risco reduzido
Entre 85 m e 125 m, a intensidade fica entre 100 e 50 mA. Não é suficiente para matar ninguém, mas apenas porque a descarga elétrica de um raio dura pouco - cerca de um milésimo de segundo. Uma descarga mais duradoura nessa mesma intensidade, como no choque de um chuveiro, poderia, sim, matar

São e salvo
Acima dos 125 m de onde o raio caiu, uma pessoa no mar receberia uma descarga elétrica de menos de 50 mA. Ela sentiria o formigamento típico, mas sem riscos

Atenção! Esses valores são só representativos. Durante uma chuva com raios, sempre saia da água e procure um local seguro
• Raio é a descarga elétrica atmosférica. Relâmpago é a luz e trovão é o som causados pela ionização do ar e o choque com as cargas elétricas das nuvens. Fonte: Mundo Estranho

Como saber se o raio “caiu” perto?
A luz produzida pelo raio chega quase que instantaneamente na vista de quem o observa. Já o som (trovão) demora um bom tempo, pois a sua velocidade é menor. Para obter a distância aproximada em quilômetros, basta contar o tempo (em segundos) entre o momento que se vê o raio e se escuta o trovão e dividir por três. Fonte: INPE – Instituto Nacional de Pesquisa Espacial

Um raio pode atingir diretamente uma pessoa?
A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, sendo em média menor do que um para um milhão. Contudo, se a pessoa estiver numa área descampada em baixo de uma tempestade forte esta chance pode aumentar em até um para mil. Entretanto, não é a incidência direta do raio a maior causadora de mortes e ferimentos. Geralmente isso acontece por efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários dos raios. As descargas também provocam incêndios ou queda de linhas de energia, o que pode atingir uma pessoa. Fonte: INPE – Instituto Nacional de Pesquisa Espacial

Nos Estados Unidos há uma variedade de detectores e alertas de raios portáteis, do mais complexo ao mais simples.

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segunda-feira, janeiro 13, 2014

Dispositivos móveis podem estar infectados com bactérias perigosas

Dê uma olhada no seu dispositivo móvel, seja o tablet, o laptop ou o celular. Você vê marcas de impressões digitais na tela? Poeira e migalhas nos cantos? Um fio de cabelo preso? Como nossos produtos eletrônicos estão sempre ao nosso alcance, eles podem ficar bastante sujos. Vários estudos mostram que, por isso, podem acumular mais bactérias do que a sola do sapato.

FONTES DE TRANSMISSÃO DE DOENÇAS
- Que estes dispositivos podem ser fontes de transmissão de doenças já não está nem mais em discussão - afirmou ao “New York Times”, Dubert Guerrero, especialista em doenças infecciosas da Sanford Health, nos EUA, e coautor do estudo sobre a persistência de bactérias em iPads, publicado no “American Journal of Infection Control”.

Em sua análise, o especialista da Universidade de Dakota do Norte avaliou 20 iPads usados em seu hospital e mostrou que 15% deles estavam infectados por bactérias potencialmente perigosas, como Staphilococus aureus e Clostridium difficile, que podem causar diarreias.

LIMPEZA
A maioria das fabricantes aconselha usar apenas um pano de microfibra para, suavemente, limpar a tela dos equipamentos. Mas o pesquisador acredita que isto não seja suficiente.
“Embora o pano possa ser eficaz na eliminação do Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), não elimina completamente algumas bactérias clostridium difficile, e inclusive o vírus da gripe”, afirma no artigo, e diz que estas ameaças só podem ser totalmente combatidas com agentes como água sanitária e álcool.

A saída seria, portanto, usar capas protetoras que possam ser lavados, que permitiria limpar o dispositivo sem danificá-lo. Outra opção, segundo o NYT, é produzir a sua própria solução com água destilada e álcool e usar um pano para limpar o dispositivo, embora seja pouco recomendado por fabricantes. Também existem desinfetantes ultravioletas no mercado. Fonte: O Globo-Publicado:8/01/14

Celulares têm, em média, dez vezes mais bactérias do que banheiros

Pesquisadores da Universidade do Arizona descobriram que há, em média, mais bactérias no celular do que em um banheiro. Os testes mostraram que a média é dez vezes mais invasores que podem causar problemas de estômago e náuseas do que no ambiente de higiene pessoal. A conclusão foi divulgada no jornal britânico Daily Mail.

Microbiologista da Universidade do Arizona, Charles Gerba alerta para o fato do aparelho estar sempre próximo às mãos e à boca. Não só a higiene pessoal precisa ser boa, mas também a do estranho para quem você pode emprestar o celular. O ideal é passar no aparelho alguma substância antibacteriana ocasionalmente.

Pesquisas anteriores já mostraram que outros objetos que as pessoas geralmente julgam limpos são, na verdade, muito contaminados. Caixas de banco, por exemplo, têm tantos pseudomonas e bacilos, bactérias que podem causar diarreia, quanto banheiro público. Teclados de computador também costumam ser cinco vezes mais sujos do que um assento sanitário. O Globo - Publicado:31/08/12

Comentário:
Você deve lavar as mãos:
* Antes de comer ou manusear os alimentos;
* Antes e após ter utilizado as instalações sanitárias;
* Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;
* Após tocar em animais ou nos seus dejetos;
* Após manipular e/ou transportar lixo;
* Após mudar fraldas;
* Antes e após tocar em doentes ou feridas;
* Antes e após visitar paciente.
* Após pegar em dinheiro ou andar em transportes públicos

* Os profissionais de saúde devem tomar mais cuidado com a assepsia das mãos, pois seus pacientes estão mais vulneráveis às infecções. Por isso, devem sempre lavar as mãos antes e após ter contato com os doentes, com fluidos orgânicos e usar luvas.

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quinta-feira, janeiro 09, 2014

Motoristas ficam distraídos pelo menos 10% do tempo

Um novo estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que os motoristas tiram seus olhos das estradas ou ruas durante pelo menos 10% do tempo em que estão atrás do volante.

Pesquisadores dos Institutos Nacionais da Saúde da Universidade Virgínia Tech apontam que as piores consequências da distração estão entre os os mais jovens e recentemente licenciados. Eles correm mais risco de provocar atropelamentos e colisões em função de atividades secundárias à direção, como mandar mensagens de texto, buscar o celular dentro do veículo ou fazer um lanche.

DESVIO DE ATENÇÃO É UM PERIGO
Consideradas normais por muitos condutores, essas pequenas distrações são 'muito perigosas', nas palavras do co-autor do estudo, Bruce Simons-Morton, do Instituto Eunice Kennedy Shriver de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano. “Qualquer desvio de atenção é um perigo potencial, mas nosso estudo demonstrou que as consequências são piores para motoristas novatos, que ainda não desenvolveram completamente a percepção auditiva ao volante”, explica o pesquisador.

PESQUISA E TRABALHO
O trabalho analisou vídeos de câmeras instaladas em 150 carros. Os motoristas tinham entre 18 e 72 anos, sendo que um quarto deles – aproximadamente 38 - eram novatos, com carteiras obtidas há menos de um mês.

Entretanto, mesmo entre os motoristas mais experientes, o fato de digitar um número no telefone dobrou as chances de o condutor bater o carro ou 'tirar uma fina' de outro veículo. Outras tarefas, como comer, não afetaram de maneira significativa a condução das pessoas com mais de 20 anos de experiência. A grande descoberta, segundo os cientistas, foi de que entre os novatos esse risco aumentava para pelo menos oito vezes. No caso da busca pelo telefone dentro do veículo, o risco aumentou sete vezes; enquanto digitava uma mensagem de texto, quatro vezes; e no caso de um 'lanchinho' o risco aumentou três vezes.

De acordo com a pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, os resultados proporcionam apoio para licenciamento de programas que restringem o uso de aparelhos eletrônicos, especialmente entre motoristas iniciantes.


BRASIL

Embora ainda não haja pesquisa semelhante no Brasil, um relatório da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) destacou que a distração pelo uso de celular ao volante aumenta em 25 vezes o risco de acidente. Fonte: Estado de Minas - 08/01/2014

Artigos relacionados
http://zonaderisco.blogspot.com.br/2007/03/dirigir-ao-celular-aumenta-risco-de.html

Comentário: Como andam as distrações, brincadeiras,  no ambiente industrial?
De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, pequenas interrupções — como dar uma espiadinha no celular ou cumprimentar um colega de trabalho — podem ter um efeito bastante negativo, interferindo na nossa capacidade de completar uma atividade sem cometer erros.
Paradinhas
Segundo os pesquisadores, interrupções breves, sejam elas provocadas por colegas de trabalho, telefones celulares ou emails, já se tornaram parte do nosso cotidiano. Contudo, o surpreendente aumento no índice de erros provocados pelas distrações pode ser fatal no caso de alguns profissionais, como é o caso de atividades que necessitam de atenção.
Conforme explicaram os pesquisadores, a causa do aumento de erros se deve ao fato de que acabamos desviando a nossa atenção de uma atividade para focar em outra. Assim, por mais breve que a distração seja, se ela ocorre durante uma atividade que exige muita concentração, os efeitos podem ser enormes. 

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