Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, julho 31, 2011

Horas de videogame podem causar artrite em crianças e adolescentes

Jogar videogame, acessar a internet e ficar horas nos aplicativos dos celulares podem ser as causas de dores em muitas crianças e adolescentes por causa da artrite. O tema foi discutido na Reunião Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo (Eular) no fim de maio, em Londres.

- Crianças e adolescentes passam horas e horas jogando videogames e gastam muito de seu tempo livre navegando e utilizando os recursos do i-Phone. Estas atividades sem tempo discriminado estão causando reumatismo crônico nestes jovens - explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Creb).

Segundo ele, a dor crônica aparece devido ao extremo esforço realizado por estes jovens, que fazem movimentos repetidos durante várias horas.

- Na Europa discute-se, inclusive, a necessidade de um alerta sobre este efeito colateral nas embalagens dos jogos - afirma o médico. - Os danos causados às mãos, dedos e braços destes meninos podem ser comparados aos danos que afastam milhares de profissionais do seu local de trabalho - exemplifica.

Fonte: Globo Online - 21 de junho de 2011

Comentário: A geração atual está com doença precoce de adultos. Obesidade, pressão alta, reumatismo, etc.
O uso de computador e outros equipamentos eletrônicos provocam sensação de dores nos ombros, nas costas, nos braços e nos dedos. Será uma das doenças do século XXI do trabalhador?

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quarta-feira, julho 27, 2011

Botijão explode em feira livre em Natal

A explosão de um botijão de gás por volta de 10 h de domingo, 24 de julho, em uma barraca de lanche numa feira livre no bairro Cidade da Esperança, em Natal, Rio Grande do Norte, deixou 19 pessoas feridas.
Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte, com a explosão, a panela de óleo quente da barraca foi arremessada em direção às pessoas que estavam no local

VÍTIMAS
Após ser feita a triagem inicial dos 19 pacientes, os mais graves foram encaminhados ao Centro Cirúrgico do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), os de gravidade intermediária foram encaminhados ao Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) os de menor gravidade foram liberados para retornarem ao hospital apenas para atendimento ambulatorial (curativos).

QUEIMADURAS
Segundo o cirurgião plástico do hospital a maioria das vítimas tem queimaduras graves, que atingem de 25% a 50% da superfície corpórea, em membros inferiores, superiores e face. As queimaduras são de segundo grau profundo e requerem cuidados, pois podem evoluir para terceiro grau. No momento o estado geral dos 10 pacientes internados “é estável, apesar de potencialmente grave”, e os mesmos serão submetidos à avaliação clínico-laboratorial e procedimentos cirúrgicos necessários, explica o cirurgião.
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BOTIJÃO
O tenente do Corpo de Bombeiros Antônio Eduardo, que coordenou o atendimento às vítimas após o acidente, diz que o uso do botijão em feiras de 2 kg não é proibido, mas adverte que o tipo do recipiente que explodiu pode ser perigoso por não apresentar válvula de alívio, que estabiliza a pressão do gás quando o botijão é superaquecido.

Segundo o tenente, não é possível identificar a causa do acidente, mas ressalta que as condições de manutenção do botijão que explodiu eram precárias. "Todo botijão deve ser vendido por uma empresa credenciada e passar por testes de segurança. Certamente não foi o que aconteceu com este".

Fontes: Diário de Natal – 25 e 26 de Julho de 2011

Comentário: :
Nota-se pela foto que o botijão estava em péssimo estado de conservação. A pessoa não tem noção que um botijão de gás em mal estado de conservação é uma bomba, faltando apenas às condições necessárias para ser ativada, tais como; ponto de calor, superaquecimento, acessórios em mal estado, como a mangueira, vazamento, etc. A explosão de um quilo de gás liquefeito de petróleo (GLP), equivale a 13 kg de dinamite. O botijão de 2 kg tem mais um agravante não possui dispositivo de segurança anti-explosão (plug-fusível).

Bombeiros já constataram em inspeções uso de mangueiras não específicas, como mangueiras de chuveiro, mangueiras de jardim..

CERTIFICAÇÃO
Botijões, mangueiras e reguladores de gás (o popular “registro”) são exemplos de produtos com certificação compulsória, feita por organismos credenciados pelo Inmetro.

O CONSUMIDOR DEVE FICAR ATENTO
É muito importante o consumidor sempre atentar quando comprar botijões, mangueiras e reguladores de gás se estes possuem a marca de certificação da conformidade do produto. No caso de botijões a orientação é para adquirir o produto em distribuidores ou revendedores autorizados e caminhões das próprias empresas.
A mangueira utilizada para gás de fogão doméstico deve ser feita de malha trançada incolor (PVC) e ter uma faixa amarela contendo a marca de certificação, o prazo de validade e o nome do fabricante. Verificar a data de validade do produto no ato da compra e substituir a mangueira quando vencer o prazo (de cinco anos após data de fabricação) são medidas importantes para minimizar os riscos de acidentes. Lembre-se: a mangueira não pode ser comercializada em rolo e sim em comprimento nominal de 0,80 a 1,25 metros.
Em relação ao regulador de pressão a orientação também é adquirir produto com a marca de certificação gravada no corpo do aparelho com a inscrição NBR 8473 em relevo. A troca do regulador a cada cinco anos ou quando apresentar defeito também se insere nos requisitos de segurança a serem observados.

REQUALIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO DOS BOTIJÕES
Após 15 anos de uso, os botijões devem passar por processo de requalificação gerenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Cabem às distribuidoras de GLP, ou às oficinas por elas contratadas, fazer a requalificação dos botijões de gás, de acordo com a Norma Brasileira NBR 8865, editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os serviços de requalificação são avaliados por organismos de certificação acreditados pelo Inmetro.
A manutenção dos botijões de gás também é de responsabilidade das empresas distribuidoras de gás. Algumas dessas empresas possuem estruturas próprias destinadas a fazer a reforma dos vasilhames conforme diretrizes estabelecidas pela ANP. Fonte: Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP).

ORIENTAÇÃO DE USO DE BOTIJÃO
■ Conservar o botijão de gás fora de casa é uma das principais recomendações dos bombeiros
■ Em caso de preferir manter o botijão na parte interna da residência, deixá-lo em lugar arejado. ■ Os cuidados devem ser redobrados na colocação da mangueira. Ela não pode ser pressionada, muito menos passar por trás do fogão, já que a região tende a esquentar. Seu cumprimento pode variar de 90 centímetros a 1,1 metros. Verificar o prazo de validade da mangueira impresso. As mangueiras oficiais têm uma tarja amarela onde estão gravados o prazo de sua validade e o código NBR 8613, uma garantia de que foram fabricadas segundo padrões técnicos de segurança.
■ A válvula do botijão de gás deve ser desligada sempre que este não estiver sendo utilizado. A válvula não estraga, é feita para isso. As pessoas têm o costume de desligar só quando saem de casa, vão viajar. Deveriam, no entanto, desligar sempre, como à noite, na hora de dormir.
■ Verifique a existência do anel de borracha que fica na válvula do botijão de gás. Caso não exista, pode ser solicitada aos vendedores de gás. Nas extremidades da mangueira existem, ainda, braçadeiras para apertá-la. Elas devem ser trocadas toda vez que se adquirir uma nova mangueira, e não podem ser substituídas por arames ou adereços semelhantes, o que muitas pessoas costumam fazer.

O QUE FAZER DIANTE DO INÍCIO DE UM INCÊNDIO?
■ A primeira orientação do Corpo de Bombeiros quando detectado vazamentos de gás e início de incêndio é tentar desligar a válvula do botijão, o que pode ser feito até mesmo com um cabo de vassoura, a fim de cessar com o vazamento de gás. “É possível ligar para o 193 e receber orientações sobre o que fazer, já que em muitos casos se pode resolver o problema sem a atuação direta dos bombeiros.
■ Em caso de vazamentos e início de incêndios, é comum que as pessoas abram as janelas e portas para arejar o ambiente, mas os bombeiros recomendam manter o local o mais fechado possível. Não se pode abrir a casa. Tem que manter o ambiente fechado, para diminuir a velocidade de propagação do gás e do fogo, a fim de controlá-lo.

HISTÓRICO DE ACIDENTE
■ Em 22 de agosto de 2010, ocorreu uma explosão de botijão de gás de 2 kg num carrinho de churros ferindo 12 pessoas em Porto Alegre
O acidente ocorreu quando um vazamento ocasionou a explosão de dois botijões de 2 kg. Segundo Corpo de Bombeiros o fogo foi causado devido ao rompimento do botijão. Em seguida, ocorreu a queima da substância e o incêndio - as chamas teriam atingido dois metros de altura.
Das 12 vítimas contabilizadas pelo Hospital de Pronto Socorro (HPS), sete permaneciam internadas, duas haviam sido transferidas para o Cristo Redentor – cinco vítimas foram liberadas. Conforme o chefe do plantão do HPS, ninguém corria risco de vida. A situação de duas crianças internadas no Centro de Terapia Intensiva é a que inspira mais cuidados, porque tiveram queimaduras em mais de 15% do corpo e na face.
O proprietário da carrocinha, saiu ileso. Fez um intervalo para almoçar e deixou o genro tomando conta do negócio. Afirmou não ter percebido qualquer sinal de vazamento. Segundo o proprietário, há seis meses ele substituiu o botijão grande pelos botijões de 2 kg..
■ Em outubro de 2010 a prefeitura de Porto Alegre proibiu a venda de botijões de 2 kg no comércio de Porto Alegre. Os ambulantes que necessitam usar o gás deverão utilizar o de 5kg que possui uma válvula de segurança. 

VÍDEO:
Os perigos de botijão de gás

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sexta-feira, julho 22, 2011

Tsunami no Japão: O que fazer com os destroços

Comentário:
■ Podemos indagar o que fazer com os escombros após o terremoto e tsunami?
■ Para onde vão e o que pode ser feito com os destroços arrastados pelo tsunami?
■ O que fazer quando os destroços pós-tsunami ficam em terra firme?
O entulho deve ser classificado em vários tipos; materiais perigosos, facilmente queimados, etc
■ O que fazer com o solo contaminado pelo vazamento de radiação da Usina nuclear?
Estima que o solo está contaminado numa zona de 600 quilômetros quadrados, principalmente de césio radioativo.
■ Estima que há 22 milhões de toneladas de escombros na região. Equivale aproximadamente a dois milhões de caminhões carregados de entulho. As ONGs envolvidas nos trabalhos de retirada dos escombros advertiram que a limpeza do litoral pode levar até dois anos
Para ser ter uma idéia da área necessária para fazer o aterro desse escombro, comparamos com o aterro sanitário dos Bandeirantes da cidade de São Paulo que está operando desde 1979 e ocupando uma área de 1.500.000 m2, que tem cerca de 35 milhões de toneladas de lixo estocado. Na cidade de São Paulo a coleta de lixo por dia representa 2.600 viagens de caminhões. A área desse aterro equivale a 11% da área da província de Fukushima.
O que pode ser feito: criar ilhas artificiais, aterro da costa litorânea? É um problema sério.

Artigos abaixo expõem os problemas enfrentados pelos japoneses

Japão não sabe como se livrar de 700 mil toneladas de destroços do terremoto e tsunami na cidade de Minamisanriku,

Preocupação do governo é com a proliferação de pragas e doenças provocadas pelo acúmulo de lixo e sujeira.

Montanhas de carros, geladeiras, roupas, aparelhos de ar condicionado e pedaços de madeira, aço e vidro. Na pequena cidade de Minamisanriku, uma das mais devastadas pelo terremoto seguido de tsunami que assolou o nordeste do Japão em 11 de março, os escombros se acumulam e são o principal dilema a ser enfrentado pelos próximos anos. Segundo estimativas, entre 650 mil e 700 mil toneladas de entulho se acumula na região.

E O PAÍS NÃO SABE COMO SE LIVRAR DELE.
Os entulhos cobrem 10 km² do vilarejo de pescadores que perdeu 9.500 pessoas na tragédia, metade de seus habitantes. Com o mercado de pesca praticamente extinto, os trabalhadores foram contratados para ajudar na limpeza e remoção do lixo, uma operação que deve custar US$ 27,5 milhões, segundo as autoridades locais.

A ideia é queimar cerca de 50% do material, mas o governo de Miyagi, província onde está localizado o vilarejo, também estima usar como aterro as ilhas vizinhas de Matsushima – consideradas um dos lugares mais paradisíacos do Japão. Reciclar uma parte está nos planos, embora a água salgada do mar dificulte a tarefa de determinar a quantidade a ser utilizada neste processo.

EM CINCO ANOS O VILAREJO ESTARÁ PRONTO.
Takashi Abe, encarregado de uma das 20 empresas contratadas para a coleta dos escombros em Minamisanriku, afirmou que já foram removidas de 200 mil a 300 mil toneladas de detritos, o que representa de 30% a 45% do total. O governo local, no entanto, acredita que apenas 10% dos destroços foram retirados. Em junho, com a chegada do verão no país, os esforços de reconstrução serão redobrados pela chuva, que deve agravar os problemas de mau cheiro e insetos.

Fonte: UOL Notícias-17 de junho de 2011

Destroços de tsunami devem vagar pelo Oceano Pacífico por dez anos

As toneladas de resíduos jogados no oceano após o terremoto e tsunami de 11 de março no Japão devem permanecer vagando por 10 anos pelo Pacífico Norte, e constituem uma ameaça para a vida marinha e o tráfego marítimo, adverte a ONG Robin das Florestas.

"Em terra, a dupla catástrofe deixou 25 milhões de toneladas de resíduos e quando o tsunami refluiu para o oceano, acarretou consideráveis quantidades de todo tipo de resíduos", afirma a ONG em um relatório.

DESTROÇOS E RESÍDUOS
São aviões, barcos, automóveis, que "progressivamente soltarão combustíveis no mar", assim como líquidos tóxicos, aerossóis, pesticidas ou medicamentos. "O oceano não está apenas contaminado pela radioatividade, de nenhuma maneira", afirma o documento de 31 de maio.

VAGANDO PELO OCEANO
Grande parte dos resíduos vai demorar entre um e dois anos para atravessar o oceano Pacífico até as costas americanas. Uma pequena parte seguirá para o norte, impulsionada pela corrente do Alasca. O resto seguirá para o sul, graças à corrente da Califórnia.
Uma fração destes últimos resíduos ficará presa em uma corrente circular para formar a zona de acúmulo leste, perto do arquipélago do Havaí, onde a densidade dos resíduos é especialmente elevada. Outros seguirão a viagem para o oeste, até uma zona similar, menor, a zona de acúmulo oeste, perto do Japão. "A volta completa levará 10 anos", afirma a ONG.

CONSEQÜÊNCIAS
Podem ser múltiplas, segundo a ONG. "Os resíduos mais pesados que afundarão serão um risco para a pesca e as tripulações e não serão pequenos os riscos de colisão entre os grandes resíduos (...) e os barcos de superfície e os submarinos". Sobre a fauna e a flora marinhas "os aparelhos elétricos eletrônicos soltam no mar elementos contaminantes" que se "integrarão nas cadeias alimentares".

Fonte: Globo Natureza – 21 de junho de 2011

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Video:
Coleção de arquivos

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quarta-feira, julho 20, 2011

Marés verdes nas praias francesas na Bretanha

Todos os anos, a região francesa da Bretanha sofre com o excesso de algas que se formam no mar e acabam nas praias. Mas em 2011 o problema veio com mais força.
Uma primavera quente, acompanhada de muita chuva, fez com que as algas tóxicas se multiplicassem.
O problema vem afetando o turismo, embora o governo diga que está fazendo todo o possível para contorná-lo.
Especialistas dizem que as algas são causadas pela grande quantidade de fazendas próximas ao litoral.

Fonte: G1- 18 de julho de 2011

Vídeo:


Comentário: A produção agrícola em escala industrial exige mais adubação ou nutrientes para tratamento do solo e nem sempre utilizando a composição mais adequada. O excedente de nutrientes são carreados pelas chuvas, rios, que deságuam no mar, onde fica o ecossistema mais importante da costa litorânea. Esse excedente de nutrientes agrícolas também é acrescido por dejetos industriais, urbanos e de criação de animais. O artigo publicado analisa a questão na região da Bretanha

A proliferação de algas verdes


Foto: Baia de Saint-Efflam (Côtes d’Armor).


Os fluxos de nitrogênio nos rios determinam a extensão da proliferação de algas verdes na costa da Bretanha. Para que o fluxo de nitratos seja transformado em flor de algas verdes, um conjunto de condições ambientais e geográficas também devem ser reunidas. A solução para estas proliferação terá que passar pela redução do nitrato nas bacias hidrográficas.

A maré verde que afeta a costa da Bretanha correspondem a uma massa de algas macrófitas (plantas aquáticas grandes) do gênero Ulva. Eles crescem na primavera e verão, com o crescimento e propagação vegetativa de algas de deriva (não ligado a um substrato).
A proliferação de algas verdes é uma manifestação do ambiente disfuncional chamado eutrofização. A eutrofização corresponde a alterações de um corpo de água como resultado de adição de nitrogênio ou fósforo. Os compostos de nitrogênio existentes no solo são transportados através dos cursos de água, aumentando a concentração nos depósitos de água, o que pode fazer com que estes sejam sobrecarregados por espécies de algas podendo ser nocivo para o ecossistema.
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O primeiro fator envolvido: os nitratos
Perfis de nitrogênio e fósforo contidos nos tecidos da Ulva das marés verdes

Se a Ulva precisa tanto de fósforo do que nitrogênio para desenvolver, porém somente o nitrogênio controla sua extensão. De fato, em locais com marés verdes, fósforo armazenado nos sedimentos da baía está sempre presente em excesso às necessidades do crescimento de Ulva. A importância de marés verdes depende da persistência do fluxo de nitrogênio elevado durante a época favorável para o crescimento de algas (primavera e verão).

Normalmente, este crescimento está restrito a partir de maio - a disponibilidade de nutrientes naturalmente diminuem no verão, por causa da concorrência com fitoplâncton e a diminuição dos nutrientes na foz dos rios. Mas isso não é mais o caso em muitos setores. As entradas de nitrogênio continental são significativos e suficientes para permitir que as algas possam continuar com sua fase de crescimento durante o verão.

Estes depósitos continentais, principalmente de origem agrícola, incluindo a partir de excedentes em excesso em solos agrícolas em relação às reais necessidades das plantas. O excesso de nitrogênio que transitam pelos rios é encontrada depois no mar
Outros fatores podem desempenhar um papel na piora dos termos de transferência sazonal de nitrogênio para os locais das marés verdes no período sensível.

Este é o caso, por um lado, a natureza geológica do solo que contribui na redução do fluxo nas bacias graníticas mais importantes, que explicam o fluxo de nitratos mais elevados durante a primavera e verão.

Por outro lado, o tipo de uso do solo das bacias hidrográficas (incluindo os acordos e práticas culturais promovendo os caminhos diretos de água e reduzindo as chances de desnitrificação natural). As condições de solo que proporcionam a falta de O2, ou em presença de grandes quantidades de matéria orgânica facilmente decomponível por microrganismos, induzem a desnitrificação natural no solo.

As condições geográficas e ambientais para o crescimento de algas verdes
Condições atuais para o desenvolvimento de marés verdes nas baías de areia da Bretanha
A liberação de nitrogênio não é suficiente para provocar florações maciças de algas verdes. Um conjunto de condições geográficas e ambientais deve ser reunida:
■ intensidade e duração da luminosidade - melhor na primavera;
■ uma temperatura da água do mar pelo menos acima de 13-14 ° C;
■ transparência da água elevada;
■ turbulência forte o suficiente para manter as algas em suspensão;
■ costa litorânea de superfície plana;
■ contenção de volume de água e nutrientes para o desenvolvimento da biomassa e sua manutenção na área favorável para o seu crescimento.

Na Bretanha, as áreas com as marés verdes são nas zonas costeiras muito próximos à foz dos rios ou mangues ou em fundos de trechos de areia de baía, mas com pouca inclinação, onde a água é rasa e facilmente aquecido e onde a luz penetra.

Há um paradoxo na Bretanha. A renovação de volume de águas costeiras vêm quando os nutrientes são limitados em muitas zonas costeiras, devido a amplitude das marés é elevada e que estes locais parecem abertos para o mar. Esta renovação baixa massa de água retarda a diluição de nutrientes do mar e promove o armazenamento de algas produzidas em profundidades rasas e, assim, a sua ligação à terra na costa.

Isso é chamado de corrente residual de maré baixa. A dispersão de nutrientes é muito baixa, favorecendo a retenção de nutrientes no lugar e a produção de Ulva.
A redução das concentrações de nitratos nos rios é, assim, a única forma de luta contra as marés verdes.

A redução de nitratos nos rios deve passar pelo menos pela estrita observância do equilíbrio da adubação nitrogenada (que está consagrado na diretiva relativa aos nitratos Europeu) e para limitar o fluxo mais forte, por uma agricultura com baixo teor de nitrato Essas ações programadas no divisor de águas na luta contra algas verdes vão nesse sentido

Fonte: Bretagne-Environnement - La prolifération des algues vertes

Vídeo:
Agricultura em escala industrial e suas conseqüências

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segunda-feira, julho 18, 2011

Algas verdes invadem as praias de Qingdao, China

Uma grande extensão de algas verdes atingiu as areias das praias do litoral em Qingdao, decepcionando os turistas que esperavam água azul clara.
Embora o plâncton, ou seja, a alga Enteromorpha prolifera, não é tóxica, ela bloqueia o sol, consome oxigênio para a vida marinha, disseram os especialistas.

Além disso, uma vez que as algas atingem as praias e é deixada sem tratamento, sua decomposição rápida pode desencadear um surto de algas vermelhas.
A temperatura do mar ideal para o crescimento de algas está numa faixa de 16 a 20º C.
As algas verdes não chamaram a atenção do público até que elas começaram aparecer no litoral da província de Shandong, a cada verão, desde 2007.

No mês passado, o governo da cidade de Qingdao lançou um plano de prevenção de medidas de emergência contra surto de algas em grande escala, exigindo monitoramento contínuo da propagação das algas.

As autoridades organizaram 52 barcos de patrulha para lidar com grandes quantidades de plâncton. Nos últimos 10 dias, um total de 59 toneladas de plâncton foram coletados, de acordo com relatório da agência de pesca local.

Bao Xianwen, professor da Universidade Oceânica em Qingdao disse que centros de pesquisa ainda necessitam descobrir a causa do crescimento frenético das algas nos últimos anos.
"Não sabemos onde se originou e por que de repente cresce tão rapidamente. Deve ter algo a ver com a mudança no ambiente, mas não estamos cientificamente seguro sobre as razões", disse Bao. Ele disse; que a Administração Nacional Oceânica iniciou um projeto para estudar os fenômenos e encontrar um tratamento em 2009, mas nenhum progresso foi feito. O que podemos fazer é prever as rotas das algas em deriva com maior precisão possível para intercepção eficaz.

Fonte: The China Post - July 11, 2011

Comentário: Várias regiões da China está tendo esse problema, poliferação de algas em rios e lagos.

Foto: Província de Anhui, região   leste da China, lago Chaohu coberto por algas.

A Eutrofização ou Eutroficação é o fenômeno no qual o ambiente aquático caracteriza-se por uma elevada quantidade de nutrientes –principalmente nitratos e fosfatos. Este fenômeno é resultante da poluição das águas por ejeção de adubos, fertilizantes, detergentes e esgoto doméstico sem tratamento prévio que provocam o aumento de minerais (principalmente nitrogênio e fósforo) e, consequentemente, a proliferação de algas microscópicas que localizam-se na superfície.

Desse modo, cria-se uma camada espessa de algas que impossibilitam à entrada de luz na água e impedem a realização da fotossíntese pelos organismos presentes nas camadas mais profundas, o que ocasiona a morte das algas, a proliferação de bactérias decompositoras e o aumento do consumo de oxigênio por estes organismos. Consequentemente começa a faltar oxigênio na água o que gera a mortandade dos peixes e outros organismos aeróbicos.

Foto: Província de Jiangsu, regiao leste da China, Lianyungang, rio coberto por algas

Na ausência do oxigênio, a decomposição orgânica torna-se anaeróbica produzindo gases tóxicos, como sulfúrico (que causa o cheiro forte característico do fenômeno).

As principais fontes de eutrofização são as atividades humanas industriais, domésticas e agrícolas – por exemplo, os fertilizantes usados nas plantações podem escoar superficialmente ou dissolver-se e infiltrarem-se nas águas subterrâneas e serem arrastados até aos corpos de água mencionados. Ao aumento rápido de algas relacionado com a acumulação de nutrientes derivados do azoto (nitratos), do fósforo (fosfatos), do enxofre (sulfatos), mas também de potássio, cálcio e magnésio, dá-se o nome de "florescimento" ou "bloom" – dando uma coloração azul-esverdeada, vermelha ou acastanhada à água, consoante as espécies de algas favorecidas pela situação.

Vídeo:

ALGAE CLEAN-UP por tvnportal

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sexta-feira, julho 15, 2011

Terremoto e Tsunami no Japão

Balanço resumido do terremoto com informações até 11 de julho.

PANORAMA GERAL
■ 35.708 pessoas continuam em abrigos de evacuação
■ Construção de abrigos temporários em execução no prazo, a vida continua difícil para muitas pessoas
■ São necessários mais apoio para crianças vulneráveis
■ Temperatura elevada, reduz o processo de reconstrução
■ Muitas ONGs continuam em operações

Com o mega desastre (terremoto e tsunami) ocorrido em 11 de março de 2011, registrou as seguintes situações:
■ O número de mortos atual chegou a 15.550.
■ O número total atual de mortos e desaparecidos é de 20.894.
■ Após 4 meses do desastre 5.344 pessoas ainda estão desaparecidas.

Nas áreas mais atingidas;
■ 9.300 pessoas morreram em Miyagi,
■ 4584 pessoas morreram em Iwate e
■ 1.600 pessoas morreram na prefeitura de Fukushima

Há 35.708 desabrigados ainda permanecendo em 1.041 abrigos de evacuação nas três Províncias. A construção de abrigos temporários está em andamento para atender a demanda de 50.000 unidades.

Em todo Japão, 99.236 pessoas estão atualmente em locais provisórios, tais como; abrigos de evacuação, abrigos temporários, em moradias de parentes, acomodações públicas.

De acordo com o último relatório do gabinete oficial do governo japonês;
■ 12 rotas ferroviárias locais não estão disponíveis,
■ todos os 13 aeroportos, incluindo Sendai estão em operação.
■ quanto aos danos em barragens costeira, 190 km dos 300 km ao longo da linha costeira de Iwate, Miyagi e Fukushima foram total ou parcialmente danificados.
■ 561 km quadrados foram inundados.

CRIANÇAS VULNERÁVEIS
Crianças permanecem vulneráveis. Há mais de 200 órfãos que perderam os pais. Setores privados estão dando suporte para algumas crianças, em vez do apoio do governo. Nas escolas, algumas crianças não estão totalmente alimentadas em municípios onde os equipamentos de cozinha foram danificados.

CLIMA, LIMPEZA
Tempo quente continua na área afetada de Tohoku (mais de 35ºC ) e está dificultando a atividade de limpeza devido à deterioração da saúde das pessoas.
A temperatura quente também está causando problema de higiene, onde muitas fábricas de processamento de frutos do mar foram danificadas e deixaram enorme quantidade de peixe podre. O controle de pragas é uma questão urgente.
Atividades de ONGs e voluntários continuam. As operações variam para atender às demandas inconstantes.
A limpeza dos escombros, detritos e lama continua após 4 meses do desastre.

SAÚDE
Como as pessoas começaram a viver em abrigos temporários, o monitoramento da saúde das pessoas é mais difícil, porque se supõe que alguns moradores, no abrigo temporário especialmente os mais idosos hesitará em sair.
Há muitos desempregados devido a não reativação dos serviços e trabalhos afetados pelo terremoto.
A maior incidência sobre saúde mental e a criação de empregos são outros problemas sérios.

ABALOS SECUNDÁRIOS
Os abalos secundários são ainda registrados, ampliando as áreas do epicentro fora de Tohoku.

SITUAÇÃO DE ABRIGOS TEMPORÁRIOS
Mais de 50.000 abrigos temporários fabricados são exigidos nas áreas afetadas. A partir de 11 de julho, cerca de 38 mil unidades foram concluídas (76%) e 9.000 unidades estão em construção.
Enquanto que o número total de abrigos já está concluído ou em construção, o plano oficial para a conclusão de todos os abrigos temporários em meados de agosto não será provavelmente alcançado.

A partir de 08 de julho, um total de 36.731 unidades foram concluídas nas Prefeituras de Iwate, Miyagi e Fukushima. O número abrange 71% da demanda total. Enquanto mais de 37 mil desabrigados ainda estão permanecendo nos centros de evacuação, apenas 64% das casas temporárias estão atualmente ocupadas.

Alguns municípios estão atrasados no cronograma de aplicação e processo de seleção. As três prefeituras também oferecem apartamentos públicos para as famílias afetadas.
■ 18.884 unidades em Miyagi e
■ Fukushima em 16.250 (07 de Julho), e
■ 2939 em Iwate (08 de julho); estão ocupados e é considerada como uma das razões para a baixa taxa de ocupação para os abrigos temporários.

Para os locais onde as terras estão submersos, encontrar espaços físicos para construir abrigos temporários é difícil e as pessoas estão hesitantes para viver nessas áreas.

QUESTÕES EM TORNO DOS ABRIGOS TEMPORÁRIOS
As vidas daqueles que permanecem nos abrigos temporários construídos, vários problemas começaram a surgir.
■ Os abrigos temporários foram construídos de forma urgente e, por vezes, não atendem as exigências básicas.
■ Por exemplo, em alguns abrigos, existem lacunas entre paredes ou fundação. Uma cidade em Kamaishi, prefeitura de Iwate, os moradores estão sofrendo com as formigas. Escritório do governo local distribuiu repelentes de controle de pragas, mas nem todos os moradores estão usando o produto químico, devido à preocupação com sua saúde, especialmente para as crianças.
■ Os moradores terão de enfrentar dura estação de verão. Quando chegar a estação fria, o problema será mais grave. Moradores mostram suas preocupações, se eles serão capazes de viver nos abrigos por dois anos.
■ Alguns mostram a sua preocupação de que os lugares onde os abrigos foram construídos não são seguros para as marés altas ou tsunamis. Ou a abrigos temporários simplesmente não são convenientes para as famílias afetadas, incluindo a locomoção para o trabalho e escola. ■ Fortes laços comunitários da área afetada são pouco frágeis, muitas famílias estão separadas umas das outras. Aqueles que agora estão nas casas temporárias compartilham seus sentidos de isolamento. Isto é encontrado principalmente entre os idosos que têm conexões mais fortes com seus vizinhos. Eles desenvolveram fortes laços através de dificuldades e vida cotidiana em abrigos de evacuação.

Após o terremoto mais de 230 pessoas foram encontradas mortas nos abrigos temporários sem que ninguém percebesse.
As ONGs e voluntários estão tentando alcançar aqueles que vivem sozinhos. Visitas domiciliares e reunião da comunidade a esses refúgios são organizados, no entanto, alguns casos de morte são relatados.

SITUAÇÃO DAS CRIANÇAS
Órfãos
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar informou que existem mais de 200 órfãos, menores de 18 anos em Miyagi, Iwate e na Prefeitura de Fukushima que perderam os pais (incluindo os que ainda estão ausentes), principais notícias relatadas.
As municipalidades estão a promovendo aplicação do sistema de apoio existentes, além dos fundos recolhidos através de vários esquemas, doações coletadas de setores privados, organizações e individual

Merenda Escolar
Após 4 meses do desastre, alguns alunos ainda estão com fome em algumas escolas. Treze municipalidades ainda não são capazes de fornecer refeição, “almoço completo" que satisfaçam o conjunto padrão nutritivo pelo governo. Isto é devido a danos causados as cozinhas coletivas das escolas e a disponibilidade de alimentos crus.
Atualmente os governos locais estão utilizando serviços de lanches privado e apoio de organizações não governamentais.
Preocupações para o equilíbrio nutritivo e continuidade permanecem elevadas.

SITUAÇÃO DAS ONG / VOLUNTÁRIOS
Devido à escala do desastre, o processo de reconstrução e reabilitação levarão tempo. Após 4 meses do desastre, as operações de socorro ainda continuam em alguns lugares, incluindo distribuição de alimentos.
Muitas ONGs estão trabalhando em área afetada com o apoio de voluntários. Os centros de voluntários são estabelecidos em locais aprovados pelos municípios e que coordenem esses voluntários.

Existem
■ 24 centros em Iwate,
■ 12 centros em Miyagi e
■ 30 centros em Fukushima.

No final de junho, o número total de voluntários que estavam envolvidos são;
■ 130.300 em Iwate,
■ 267.900 em Miyagi
■ 84.500 em Fukushima.

Pelo menos 43 ONGs de 16 países estão na região, de acordo com o gabinete oficial do governo japonês.

Fonte: SEEDS Ásia – relatório no 17 de 11 de julho de 2011

Comentário: É uma reconstrução da região afetada monumental, que deveria constituir uma comissão do governo a parte, apenas encarregado para essa reconstrução.
O Japão é considerado como um modelo no treinamento de gerenciamento de desastre de terremoto. Mas numa catástrofe onde ocorre uma série de eventos não previstos e da convergência de fatores adversos aparentemente independentes que, num dado momento se somam para provocar essa catástrofe.
Houve o terremoto e para aumentar a destruição, em seguida o tsunami, somando esses dois eventos, provocaram a falência da infra-estrutura da região, tais como; destruição de edificações, estradas, pontes, telecomunicação, energia elétrica, água, etc. Para piorar ainda mais o desastre, a usina nuclear foi afetada pelo tsunami e provocou vazamento de elementos radioativos contaminando o meio ambiente.

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terça-feira, julho 12, 2011

Fogos de artifícios: Explosão e Incêndio na região central de Lima

Um depósito de fogos de artifício de uma loja em um centro comercial de Lima com várias outras lojas de fogos explodiu sábado à noite, 29 de dezembro de 2001, provocando um grande incêndio que se alastrou por quatro prédios de apartamentos e outros estabelecimentos comerciais
A explosão inicial ocorreu por volta de 20 horas local (23 horas de Brasília), destruindo completamente o estabelecimento.

CAUSAS: CONTROVÉRSIAS
O vendedor Augusto Vega disse que “três irresponsáveis” provocaram a tragédia. “Queriam assustar as pessoas que estavam na galeria e acenderam um ‘chocolate’ (tipo de fogo de artifício)”, acrescentou o vendedor. As faíscas atingiram outros fogos de artifício estocados, que explodiram numa reação em cadeia.
Outras testemunhas disseram que o incêndio se iniciou, quando um comerciante acendeu um fogo de artifício para mostrá-lo a um cliente.
Já outra versão, isso aconteceu numa rua estreita diante do centro comercial. As faíscas lançadas pelo produto teriam alcançado outros objetos explosivos.

PROPAGAÇÃO DO INCÊNDIO
As chamas se alastraram rapidamente pelos prédios antigos de três e quatro andares existentes na região central, conhecida como Mesa redonda. As Galerias Mina de Oro e Lucero, foram as primeiras a serem atingidas. As labaredas consumiram outras lojas e edifícios habitados por gente muito pobre. Enormes bolas de fogo saíram da galeria atingindo várias pessoas na rua. A temperatura atingiu 1.000o C , segundo informações do Corpo de Bombeiros.

ACESSO AO LOCAL
Os bombeiros demoraram muito chegar ao local (50 min). Não é fácil atingir o local circulando por vias estreitas e apinhadas de gente como as Ruas Cusco e Andahuaylas, em pleno centro histórico da capital peruana e a 600 metros do Palácio do Governo. Avançar uma quadra de automóvel pela região pode levar muito tempo, principalmente nas horas de pico. “Grupos de curiosos também dificultaram nossa movimentação”, disse o chefe do Corpo de Bombeiros, capitão Tulio Nicolini.

HIDRANTE:
Os hidrantes não tinham pressão suficiente.

CORPO DE BOMBEIROS
O chefe dos bombeiros, Tulio Nicolini, informou, cerca de 500 homens participaram da operação 40 veículos. A prefeitura colaborou com 20 caminhões-pipa.

RESGATE
Os bombeiros informaram que ao menos 40 pessoas foram retiradas com vidas dos prédios atingidos pelas chamas. Cerca de 30 pessoas que ficaram presas no segundo andar de um prédio gritavam desesperadamente por ajuda, enquanto o fogo consumia o primeiro andar. Os bombeiros puderam resgatá-las a tempo, antes que o local fosse atingido pelo fogo.

AGRAVAMENTO DO PROBLEMA
De acordo com o chefe dos bombeiros, comerciantes locais agravaram o problema ao trancar suas lojas para evitar saques. Alguns donos de lojas morreram em seu interior depois de trancá-las.

Foto: A seta amarela indica a posição do transformador que provocou o arco voltaico.

ARCO VOLTAICO PRODUZ TRAGÉDIA
67 pessoas que estavam observando o fogo consumir a “Galeria Mina de Oro” foram eletrocutadas. Elas estavam próximas ao local, quando as chamas atingiram a rede elétrica e produziu um “arco voltaico”.
Quem estava próximo ao arco voltaico foram atingidos por uma descarga de 3.000 volts. Vários veículos também foram atingidos pelo arco voltaico e incendiaram se.

PÂNICO E TRAGÉDIA
Muitas pessoas morreram asfixiadas nos andares superiores dos prédios. Outras morreram depois de se arremessarem do telhado para tentar escapar das chamas.
Cerca de dez pessoas que ficaram presas atrás de barras de segurança no segundo andar de um prédio estendiam os braços através de vidros quebrados e pediam aos gritos para serem salvas.
Grande parte dos mortos é de comerciantes que se trancaram em suas lojas para evitar que fossem saqueadas. “Isto aqui virou um inferno”, disse Juan Chávez, um comerciante.
“Muitas pessoas desesperadas saltaram das janelas dos prédios tentando uma salvação impossível ou, pelo menos, em busca de uma morte menos dolorosa”, acrescentou.

Muitas crianças que foram com os pais comprar fogos de artifício para comemorar a passagem do ano estão entre as vítimas.
José Fernández Vega, 31, sofreu queimaduras nos braços, no rosto e nas orelhas. Quando o incêndio se iniciou, ele estava fazendo compras. Ao tomar conhecimento do que se passava, começou a correr para tentar salvar sua vida. Mas, ao alcançar a saída, encontrou a rua bloqueada por carros e por gente que fugia. Fernández Vega disse que teve de saltar sobre três ou quatro carros em chamas para escapar.
Alguns moradores locais e comerciantes culparam a quantidade excessiva de ambulantes nas ruas, incluindo vários que vendem fogos de artifício ilegalmente nas ruas.
"Já houve alguns incêndios aqui. A região, "Era uma bomba-relógio“, afirmou David, segurança do centro comercial. Ele disse que o fogo se espalhou extremamente rápido e que havia muitos carros na rua, o que dificultou a fuga das pessoas. ”É um pesadelo. Isso não podia ter acontecido“, afirmou.

DANOS MATERIAIS:
Estimativa: US$ 10 milhões de dólares
Foram destruídas: 12 lojas, cinco centros comerciais, vários depósitos e prédios residenciais. Cerca de 4.500 trabalhadores perderam seus empregos.

VÍTIMAS E SOBREVIVENTES
Autoridades disseram que havia poucas esperanças de encontrar mais sobreviventes nos edifícios danificados, onde, segundo bombeiros, a temperatura atingiu 600o C.
Pelo menos 289 pessoas morreram, 160 com ferimentos (queimaduras) foram atendidas em hospitais, 50 com queimaduras graves foram hospitalizadas. Há 35 desaparecidos, informou o coronel Rubén Ibáñez, diretor da 2.ª Região do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci). Corpos irreconhecíveis de tão carbonizados ficaram espalhados pelas ruas e prédios.
Dados mais atuais de 2008 indicam:
■ 277 pessoas morreram
■ 247 feridas, sendo 137 sofreram queimaduras, 45 com intoxicação de fumaça, 38 politraumatismos, e
■ 180 desaparecidos.

CONTROLE DO INCÊNDIO
Os bombeiros levaram pelo menos seis horas para debelar o incêndio.

RESISTÊNCIA À PROIBIÇÃO DE FOGOS
As autoridades municipais tentaram várias vezes acabar com as venda de fogos de artifício no centro histórico da cidade, mas sempre encontraram forte resistência por parte dos comerciantes. A imprensa também vinha alertando para o perigo de uma catástrofe numa região super-povoada e carente de esquemas de segurança. As ruas, antigas, são muito estreitas, o que torna praticamente impossível uma retirada rápida
“O Peru importou cerca de 940 toneladas de fogos de artifício neste ano. Sem contar os ilegais”, disse o chefe dos bombeiros.

PROIBIÇÃO DE FOGOS
O presidente do Peru, proibiu a produção, a importação e a venda de fogos de artifício no país depois de percorrer a região de Lima atingida pelo incêndio.

TRAGÉDIAS
Na última década ocorreram vários incêndios de grandes proporções no superpovoado centro de Lima - geralmente na mesma época das festas de fim de ano e tendo como causas à manipulação e comercialização irregulares de fogos de artifício em estabelecimentos sem segurança localizados em zonas muito movimentadas e a tradição peruana de festejar o fim de ano com fogos.
Estes foram os mais graves, ocorridos no centro histórico da capital peruana, perto de zonas comerciais e do Palácio do Governo:

1.º de janeiro 2000
Um armazém de três andares com diversos tipos de mercadorias fica reduzido a cinzas num incêndio que ameaçou todo um quarteirão de casarões de adobe e quincha (tijolos de barro e palha).

28 de dezembro 1998
Um foguete de assobio aceso para demonstração a um freguês dá origem a um incêndio em cadeia numa galeria comercial, que deixa sete mortos.

1.º de janeiro 1993
Um incêndio no populoso centro de feiras Polvos Azules reduz a escombros mais de 1.500 postos de venda. Nove pessoas, incluindo um bombeiro, ficaram feridas.

5 de dezembro 1991
A explosão de um foguete provoca um incêndio na Rua Andahuaylas, onde se encontra o mercado central de Lima, causando a morte de 12 pessoas e a destruição de uma centena de estabelecimentos comerciais.

Fonte: Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, no período de 30 a 31 de dezembro de 2001 e La República (Peru), no período de 31 de dezembro de 2001 a 8 de janeiro de 2002-02-21

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quinta-feira, julho 07, 2011

Mega tempestade de areia em Phoenix, Arizona.

Fotos e vídeos aterrorizantes tirados de uma parede de areia que cobriu Phoenix, Arizona, na terça-feira, 5 de julho, iniciando a estação de monções.

"Muito grande e histórico" são as palavras que o Serviço Nacional de Meteorologia de Phoenix usou para descrever esta tempestade de areia que trouxe relatos generalizados de visibilidade quase zero e rajadas de vento superiores a 80 km/h.

A tempestade de areia foi estimada com altura máxima de pelo menos 1.500 a 1.800 m, com uma cobertura aérea na borda principal de quase 160 quilômetros, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia. A tempestade viajou pelo menos 240 quilômetros.

Um caminho de areia e detritos foi deixado em toda a área de Phoenix. Aproximadamente 10.000 moradores ficaram sem energia. O aeroporto internacional de Phoenix ficou fechado por quase uma hora, prejudicando os horários vôos até quarta-feira.

A poeira remanescente está criando problemas de saúde para pessoas com asma e outras doenças respiratórias.

Estas tempestades são comuns no sudoeste os EUA durante o verão, que é a estação das monções na região. Durante a monção, uma mudança geral em ventos em todo o sudoeste provoca umidade tropical, resultando em um aumento significativo na atividade de trovoadas e chuva.

As tempestades que se desenvolvem podem produzir downdrafts forte, ou "downbursts", que são fortes ventos com rajadas descendentes e fora das trovoadas.

"Quando isso acontece, a areia seca e solta no solo do deserto pode ser levantada, criando uma parede de poeira que se locomove, abrangendo uma área muito maior do que a própria tempestade".

Downburst – Corrente de ar originária de tempestade, descendente fria se espalha e forma uma “frente de rajada, a qual pode incluir ventos fortes (“downburst”)
A corrente descendente é resultante da evaporação da precipitação, que causa o esfriamento (e aumento da densidade) do ar

Strong outflow – escoamento de superfície muito forte do vento

Tempestades de areia que se desenvolvem deste modo são também chamados de haboobs. Podem ocorrer em regiões desérticas em todo o mundo.

Devido ao clima tão seco em todo sudoeste nesta primavera e início do verão, não demorou muito para o vento levantar uma grande quantidade de poeira.

"Chuva com essas tempestades de verão é tipicamente irregular e o solo do deserto está seco para que a tempestade levante poeira antes que chuva possa atingir o local", explicou o meteorologista da AccuWeather.com Jim Andrews.

"A poeira cobre geralmente uma área muito maior do que a chuva e a tempestade nunca pode chegar aos lugares onde está a poeira", disse Andrews.

A área de Phoenix só recebeu centésimos de mm de chuva, quando ocorreram as tempestades na de terça-feira e à noite.

As tempestades inicialmente surgiram a sudeste de Arizona, causando inundações na cidade de Tucson antes de se locomover para oeste através de Arizona e desertos da Califórnia.

Andrews apontou que inundações graves, mas localizada eclodiu em alguns dos desertos da Califórnia e a sudoeste de Arizona, especialmente ao longo da região do Baixo Vale do Colorado.

Enquanto a chuva causou problemas de inundações relâmpagos em espaço muito curto, é muito necessária, devido a seca moderada e excepcional em grande parte do sudoeste.
Mais chuva será necessária em uma base regular para ajudar a melhorar a situação da seca e diminuir o risco incêndios que assolou a região.

Fonte:AccuWeather - Jul 7, 2011

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quarta-feira, julho 06, 2011

Movimentação e equilíbrio no transporte de tijolos

Em Bangladesh, trabalhador consegue simultaneamente equilibrar-se  no barco e com 22 tijolos na cabeça. Movimenta-se tranquilamente numa prancha do barco ao cais. São quase 40 kg na cabeça.
É coisa do terceiro mundo.

Recomendação: Carregar peso na cabeça
Nunca carregue, em nenhuma hipótese, peso na cabeça. Essa prática é extremamente prejudicial, pois pressiona os discos da coluna cervical, levando-os à degeneração.

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terça-feira, julho 05, 2011

Por que acontecem acidentes- canteiro de obras-Descanso

O que diz a norma
Área de lazer
Nas áreas de vivência devem ser previstos locais para recreação dos trabalhadores.

Na foto nota-se dois trabalhadores descansando no horário do almoço, tirando sua soneca, ao lado de empilhamento de tijolos. Um potencial de risco.

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segunda-feira, julho 04, 2011

Por que acontecem acidentes- canteiro de obras - Equipamentos

       Calço - acessório utilizado para nivelamento de equipamentos e máquinas em superfície irregular.
       Na foto nota-se a improvisação para o calço., com madeiras de diversos tamanhos e espessuras.

Base de apoio para sapata (calço)-polímero
■51 cm x 61 cm
■Pesa – 9 kg, equivale a 15% do peso do suporte em aço.
■Suporta carga de 27 t na vertical e de 16 t em carga inclinada (45º )
■Com espessura até 15 cm.




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sexta-feira, julho 01, 2011

Acidentes com motociclistas: As seqüelas

De 3 motociclistas internados, 1 fica com sequela
Pesquisadores acompanharam 255 motoqueiros em instituto do HC; de 84 que precisaram de internação, 69 ficaram inativos por mais de seis meses

Oito em cada dez motociclistas internados no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas de São Paulo permaneceram mais de seis meses afastados do emprego, inativos, vítimas de lesões limitadoras como fraturas, problemas neurológicos e até amputações.

De acordo com dados do levantamento médico do IOT, que acompanhou durante seis meses 255 motociclistas atendidos pelo Instituto;
■ mais da metade dos 84 pacientes que precisaram de internação após acidente de moto apresentou fratura exposta,
■ um terço teve sequela permanente e
■ 15%, paraplegia ou amputação.
Nesse universo, o trabalho do IOT estima em R$ 3 milhões os gastos do Instituto para tratamento das lesões graves dos motociclistas - na média, esse grupo ficou 18 dias internado.

ALERTA MÉDICO
Para os médicos do IOT, os números servem como mais um alerta sobre os riscos que envolvem a rotina dos motoqueiros no trânsito de São Paulo.
"O foco do nosso trabalho não é o acidente fatal, mas aquele em que a vítima sobreviveu. Constatamos que o tempo de inatividade é grande e o grau de lesões graves e complexas, alto, com casos de invalidez", afirma o médico Marcelo Rosa de Rezende.

ACIDENTES - EPIDEMIA
A maioria dos acidentes ocorreu em colisões com carro e mais de 70% dos acidentados disseram conhecer as leis de trânsito e não terem sido imprudentes. Sessenta e seis por cento dos acidentes aconteceram no horário comercial e 71% dos envolvidos são jovens no auge da produtividade.

Dos pacientes acompanhados, 12% tiveram lesões neurológicas periféricas. "Além de gerar um alto custo para o Estado, muitos desses pacientes terão consequências para o resto da vida", destaca o médico Marcelo Rosa, acrescentando que os acidentes de moto já devem ser vistos como uma epidemia. "É necessária uma ampla mobilização, envolvendo a sociedade civil, autoridades e, inclusive, as fabricantes de motocicletas", completa.

MORTES
Em 2010, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ocorreram 478 mortes de motociclistas na capital, número 11,7% maior do que o registrado no ano anterior.

AS SEQÜELAS SOCIAIS
O acidente com motocicleta gera grandes danos para o acidentado, seus familiares e para toda a sociedade. Além das vultosas despesas financeiras para tratamento e reabilitação, os acidentes trazem conflitos emocionais para todos os envolvidos, inclusive com mudanças drásticas nas condições de uma vida ativa para uma condição de dependência.

DADOS DE 2008
Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Segurança do Trânsito, com base em registros policiais e hospitalares, estimou;
■ em mais de 10 mil o número de mortes e
■ em cerca de 500 mil o número de feridos e mutilados em acidentes com motos no país.

Além das tragédias humanas e familiares por trás dessa assustadora estatística, esses acidentes, a maioria dos quais decorre, diretamente, da imprudência e total desrespeito às leis do trânsito dos condutores desses veículos, tiveram um custo público de R$ 8 bilhões. Os dados referem-se a 2008. As estatísticas do massacre crescem com rapidez cada vez maior. Nos últimos 10 anos, este tipo de acidente aumentou 1.000%. Atualmente, a cada minuto, uma pessoa morre ou é mutilada em decorrência desses eventos no país.

Para Dirceu Rodrigues, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), as soluções urbanas passam pela criação de corredores exclusivos. "Veículos leves necessitam de locais próprios. Pedestres, ciclistas e motociclistas são os três grupos mais desprotegidos em nosso trânsito."

Conseqüências
Dos 255 acidentados acompanhados durante seis meses, 84 precisaram de internação, em boa arte com lesões sérias
■82% ficaram mais de seis meses afastados
■71% dos internados tinham até 30 anos
■54% dos internados tiveram fratura expostas
■35% tiveram seqüelas temporárias
■32% tiveram seqüelas permanentes
■15% ficaram paraplégicos ou sofreram amputações
R$ 3 milhões foi o custo aproximado de internação dos acidentes de moto acompanhados pela equipe médica. Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clinicas

Fonte: Estadão - 30 de junho de 2011

Comentário
Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Segurança do Trânsito, com base em registros policiais e hospitalares, estimou;
■ em mais de 10 mil o número de mortes e
■ em cerca de 500 mil o número de feridos e mutilados em acidentes com motos no país.
Além das tragédias humanas e familiares por trás dessa assustadora estatística, esses acidentes, a maioria dos quais decorre, diretamente, da imprudência e total desrespeito às leis do trânsito dos condutores desses veículos, tiveram um custo público de R$ 8 bilhões. Os dados referem-se a 2008. As estatísticas do massacre crescem com rapidez cada vez maior. Nos últimos 10 anos, este tipo de acidente aumentou 1.000%. Atualmente, a cada minuto, uma pessoa morre ou é mutilada em decorrência desses eventos no país.
A frota estimada é de 10,6 milhões de unidades, das quais 62% têm até cinco anos de idade. Na última década, o número de motocicletas cresceu pelo menos 325% (Denatran)

PROBABILIDADE DE MORTE
Pesquisas do Denatran e do Ipea indicam;
■ que a chance de um acidente com moto levar a óbito é de 71%, dez vezes mais do que o automóvel.
■ para a geração de sequelas. Ainda que sob suspeita de estimativa, o consenso é que 70% dos sobreviventes venham a carregar por toda a vida os efeitos de sua queda.

NOS ESTADOS UNIDOS
Frota estimada de motocicletas: 9.500.000
Mortes em 2009: 4.762, dado Governors Highway Safety Association (GHSA)
■ Custo de tratamento durante o período de 12 meses, acompanhados em média 20 meses de tratamento de reabilitação ou retorno para tratamentos agudos. Cerca de 63% da despesa é paga por fundos públicos. Cerca de 23% dos custos são para reabilitação. - US$ 48.933,00 (Jama - Journal of the American Medical Association)

QUEM PAGA?
Todos pagam quando um motociclista é ferido gravemente. Você pode falar sobre a liberdade de escolha, mas quando outras pessoas têm de pagar pelas conseqüências dessa escolha, então não é liberdade de escolha. James Champagne Executive Director, Louisiana Highway Safety Commission

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Atenção: São cenas fortes e chocantes

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