Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, novembro 23, 2010

Perigo dos produtos químicos no organismo humano

Médicos americanos querem mudar legislação sobre produtos químicos
Universidade da Califórnia estuda vínculo com problemas reprodutivos.
Legislação dos EUA sobre controle de substâncias tóxicas é de 1976.


Puberdade e menopausa precoces, esterilidade... Médicos americanos suspeitam que os produtos químicos, onipresentes em nosso ambiente, são a causa de vários problemas de saúde, sobretudo reprodutivos, e querem mudar a legislação.

"Tenho tratado milhares de pacientes (...), entre os quais homens jovens com uma taxa de espermatozóides muito abaixo da normal ou com câncer de testículos; mulheres jovens, de 17 anos, já na menopausa, e meninas pequenas com sinais de puberdade aos seis ou oito anos" de idade, enumerou na semana passada a doutora Linda Giudice, durante entrevista coletiva.

"Cada vez há mais provas que mostram que contaminantes presentes no meio influem nesses problemas", disse Giudice, que chefia o departamento de obstetrícia e técnicas reprodutivas da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Junto com Tracey Woodruff, diretora do programa de saúde reprodutiva e meio ambiente da UCSF e Andy Igrejas, diretor da campanha da associação 'Safer Chemicals Healthy Families', Giudice faz um apelo à revisão da legislação americana sobre os produtos químicos, que data de 1976.

Segundo a associação, a lei Toxic Substances Control Act (TSCA) não é suficiente para impedir que os produtos químicos invadam os bens de consumo, mesmo quando existe uma relação comprovada com o aparecimento de câncer, asma, atrasos no aprendizado ou problemas reprodutivos.

De acordo com Giudice, a legislação não acompanhou a presença de produtos químicos no entorno, que se multiplicou por 20 desde 1945.

"Hoje, a exposição aos contaminantes está em todas as partes: no ar, na água, na comida, na bebida, nos cosméticos ou em artigos de farmácia, pesticidas, herbicidas e produtos cotidianos do lar", enumerou.

Alguns produtos foram proibidos há décadas, mas "permanecem na cadeia alimentar", explicou Woodruff. Outros estão presentes nos produtos de limpeza domésticos ou em outros produtos com os quais os consumidores têm contato diário.

Entre as mulheres estudadas, a grande maioria - cujos seios começaram a se desenvolver e tiveram a menarca (primeira menstruação) ainda muito jovens, algumas aos sete anos - apresentaram um nível elevado de substâncias químicas no organismo.

Outros estudos já estabeleceram vínculos entre os produtos químicos e uma série de doenças, da asma ao câncer, passando por problemas cardiovasculares.

Um estudo publicado em setembro na revista "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine", da Associação Médica Americana, estabeleceu um vínculo entre taxas elevadas de colesterol nas crianças e um produto usado em antiaderentes por fabricantes de panelas e frigideiras para que a comida não grude.

Apesar de tantos indícios, em 34 anos de existência da lei TSCA, apenas cinco produtos químicos foram objeto de uma regulamentação e os projetos de lei apresentados este ano no Congresso para atualizá-la não tiveram continuidade, disse Igrejas.

Fonte: G1 - 22/11/2010

Comentário:
Há mais de 12 milhões de produtos químicos conhecidos. Inalamos, usamos e comemos algum tipo de componente químico. O produto químico ou seu componente está inserido em algum tipo de produto de consumo. Não há como dissociar o produto químico no estilo de vida da sociedade de consumo atual. Queremos facilidade, comodidade, etc. Abre-se uma embalagem está pronto sua refeição, apenas colocamos no microondas e pronto. É a refeição plastificada.
Até carro novo temos de tomar cuidado devido aos compostos orgânicos temporários.

Os pesquisadores do Mount Sinai School of Medicine descobriram que a exposição a três classes de produtos químicos comuns (fenóis, ftalatos e fitoestrogênios) em jovens pode comprometer o sincronismo do desenvolvimento puberal, e colocar as meninas em situação de risco para complicações de saúde quando adultas.

AMOSTRAGEM
Os pesquisadores estudaram meninas do bairro de East Harlem. Trabalhando em conjunto com o Cincinnati Children’s Hospital and Kaiser Permanente Northern California, analisaram o impacto da exposição a agentes ambientais em 1.151 jovens de Nova York, Cincinnati e norte da Califórnia.
As meninas tinham entre 6 – e 8 anos de idade no momento da inscrição e entre 7 e 9 anos de idade quando da análise de dados. Os pesquisadores coletaram amostras de urina dos participantes do estudo para análise de presença para os fenóis, os ftalatos, e fitoestrogênios, incluindo 19 biomarcadores.

DESREGULADORES ENDÓCRINOS
Fenóis, ftalatos e fitoestrógenos estão entre os produtos químicos conhecidos como desreguladores endócrinos, que interferem com o sistema endócrino do corpo. Eles são encontrados em uma ampla gama de produtos de consumo, tais como esmaltes, cosméticos, perfumes, loções e shampoos. Alguns são usados para aumentar a flexibilidade e durabilidade de materiais plásticos como PVC, ou são incluídos como revestimentos de medicamentos ou suplementos nutricionais.

As ligações mais fortes foram observadas com ftalatos e fitoestrogênios, que também estavam entre os mais altos riscos. Um fenol, dois fitoestrogênios, e um subconjunto de ftalatos (encontrados em produtos de construção e tubos de plástico) foram associados com puberdade tardia. No entanto, os ftalatos encontrados em produtos de uso pessoal, como shampoo e loção, especialmente aqueles com fragrância, foram relacionados ao desenvolvimento precoce de mama e de desenvolvimento dos pelos pubianos.

Consistente com estudos anteriores, os pesquisadores também descobriram que o índice de massa corporal (IMC) desempenhou um papel em relação ao início da puberdade. Cerca de um terço das meninas estavam acima do peso, que é também um indicador de desenvolvimento da mama adiantado. Como resultado, algumas das associações químicas diferentes podem ter maior ou menor impacto em meninas obesas.

Os pesquisadores continuam a estudar o impacto da dieta no desenvolvimento puberal e eventual risco de câncer da mama.

“A exposição a estas substâncias é extremamente comum”, continuou o Dr. Wolff. “Como tal, enquanto a associação entre os produtos químicos e desenvolvimento puberal parece pequena, o impacto sobre a população total é significativa.”

O artigo “ Investigation of Relationships between Urinary Biomarkers of Phytoestrogens, Phthalates, and Phenols and Pubertal Stages in Girls” foi publicado na edição online da revista Environmental Health Perspectives como open access. Fonte: The Mount Sinai Hospital / Mount Sinai School of Medicine

Vídeo:
O uso generalizado de produtos químicos tóxicos presentes no nosso cotidiano; produtos de higiene pessoal, de batom para shampoo do bebê. O vídeo revela as implicações para o consumidor e trabalhador da saúde e do ambiente, e descreve maneiras como podemos afastar a indústria de produtos químicos perigosos e para alternativas mais seguras. O vídeo termina chamando atenção dos consumidores para apoiar a legislação destinada a garantir a segurança dos cosméticos e produtos para higiene pessoal.

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segunda-feira, novembro 22, 2010

Após viajar de avião desde o Caribe, escorpião pica menina em Cumbica



Após voltar das férias com a família em Curaçao, no Caribe, uma menina de seis anos foi picada por um escorpião no Aeroporto de Guarulhos na manhã de sexta-feira, 8 de janiero de 2010.


De acordo com o Instituto Butantan, onde a garota foi atendida, o animal veio da América Central, provavelmente transportado em uma das bolsas da família. Eles estavam no voo 085 da Avianca, que fez escala em Bogotá e pousou em Cumbica às 6h08.


A picada ocorreu quando a família aguardava para passar no setor da imigração. "Minha filha começou a gritar e eu vi o escorpião no ombro dela", disse o pai, que não quis se identificar. Vendo o desespero da garota, picada no braço, ele matou o bicho, guardou-o e levou a filha ao pronto-socorro do aeroporto.

Lá, o pai pediu que uma ambulância os levasse ao Instituto Butantan, na zona oeste, o que não foi atendido. Segundo a Infraero, a ambulância só poderia ser liberada se a menina passasse por avaliação, o que o pai não quis. "Eu sabia que eles iriam ligar para o Butantan para saber o que fazer", disse o pai, que é médico. "O Butantan é referência, queria que ela fosse logo para lá."

Sem a ambulância, o pai foi de carro para o instituto.

De acordo com Ricardo Antonio Lobo, médico infectologista que atendeu a menina no Butantan, a dor dela assim que foi picada era grau sete -em uma escala de um a dez- e, na chegada ao instituto, já havia baixado para quatro. "Ela chegou com dor, mas estava calma", contou Lobo.
No Butantan, os biólogos logo viram que o animal não era do Brasil e o levaram para análise. A menina ficou em observação. Ela não teve que receber soro antiveneno, apenas compressas quentes que ajudam a diminuir a dor, e foi liberada pouco tempo depois.

Segundo Paulo Goldoni, biólogo do instituto, não será possível classificar exatamente o escorpião porque ele chegou muito destruído. Conseguiu-se apenas chegar ao gênero -Centruroides.

Fonte: Folha de São Paulo - 09 de janeiro de 2010

Comentário: Isso faz parte da globalização do planeta. Hoje tudo é instantâneo, não há mais barreiras naturais, para doenças, animais, etc. Os seres humanos nunca beneficiaram tanto da mobilidade geográfica. O turismo e as viagens de negócios globalizados põem o mundo inteiro em contato, transportando pessoas, bactérias, animais, insetos, vírus, a bordo de aviões e navios.

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sábado, novembro 20, 2010

Pequim enfrenta nuvem de poluição


Más condições na capital chinesa ultrapassam escala que mede qualidade do ar


Uma grossa cortina de fumaça encobriu o centro de Pequim na sexta-feira, 19 de novembro, reduzindo a visibilidade para poucas centenas de metros. .

Os arranha-céus da capital chinesa praticamente desapareceram, e escolas suspenderam aulas de educação física para evitar problemas respiratórios.

O problema levou especialistas a recomendar que crianças e idosos não saíssem de casa.

Autoridades afirmaram que a má qualidade do ar de Pequim neste outono está ainda pior por causa da queima de carvão mais intensa em vilarejos e fábricas.

Além disso, calcula-se que mais de 1,2 mil novos carros estejam chegando às ruas da capital diariamente.

A intensa poluição de Pequim levou a embaixada americana na capital a descrever a qualidade do ar como 'péssima', bem acima do limite superior para classificação do índice de poluição atmosférica.

Fonte: G1-19/11/2010

Vídeo:



Comentáio:
A cidade de São Paulo tem esse tipo de problema, poluição, mas não em tanta intensidade como Pequim, mas as causas dos problemas são os mesmos; crescimento da cidade, crescimento da frota de veículos. A perda de área verde é bem superior a sua reposição.

Em 2009, a cidade de São Paulo recebeu 202.949 novas árvores no âmbito do Programa Municipal de Arborização Urbana. Desde 2005, quando foi iniciado o programa, já são cerca de 800 mil árvores novas na Cidade. Enquanto isso no mesmo período de 2005 a 2009 a cidade recebeu 1.1000.000 veículos.

Em 1904, ano em que foi criada a Inspetoria de Veículos, existiam apenas 84 automóveis em São Paulo. Já em 1920 esse número teve um crescimento para 5.596 veículos e 222 caminhões.
Em 1936, em relatório do então diretor de trânsito do Estado de São Paulo, Costa Netto, existiam cadastrados 58.520 veículos circulando. Em 1939, esse número vai para 43.657 veículos e 25.858 caminhões. Hoje a frota é de quase 6.913.000 veículos

São Paulo ganha cerca de mil e duzentos novos veículos por dia, de acordo com o Detran-SP. Existe, hoje, aproximadamente um veículo para cada dois habitantes na capital. Se enfileirada, toda a frota de quase 6.913.000 veículos seria quase suficiente para dar uma volta na Terra, que tem cerca de 40 mil quilômetros de circunferência.

A frota gigante de São Paulo preocupa porque seu crescimento não acompanha o ritmo de expansão de ruas e avenidas da cidade. Na década de 70, havia 14 mil quilômetros de ruas pavimentadas para 965 mil veículos. Trinta e oito anos depois, há 15,3 mil quilômetros para a frota de 6 milhões. Na prática, não há espaço para todo mundo.

Se todos os donos de veículos resolvessem sair ao mesmo tempo em fila única, seriam 392 veículos em cada quilômetro de vias da cidade. Considerando que um carro popular mede 3,8 metros, somente 263 caberiam no espaço. Ficariam sem asfalto para rodar 129 veículos. Isso explica porque basta um carro quebrar ou um acidente interditar parte de uma via para que o trânsito na cidade fique à beira do caos.

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quarta-feira, novembro 17, 2010

Prevenção de Incêndio com Cigarro

O hábito de fumar é uma das causas mais comuns de incêndios. No entanto, a ameaça de incêndios relacionados com fumo pode ser minimizada pela aplicação de várias técnicas de prevenção.

PREJUÍZOS E MORTES
■ O cigarro é uma das principais causas de incêndios residenciais nos USA. Morrem 1.000 pessoas idosas por ano.
■ O cigarro provoca prejuízos de milhões de dólares em propriedades por ano. Em 1996, os prejuízos decorrentes de incêndios provocados por cigarros em propriedades foram de US$ 10,6 milhões. Entre 1993 a 1996, a NFPA (National Fire Protection Association) informou cerca de US$ 396 milhões em prejuízos decorrentes de incêndios por cigarros.

COM UM PROGRAMA EFETIVO DE PROTEÇÃO RELACIONADO AO FUMO, A SUA EMPRESA PODE:
■ Reduzir perdas de patrimônio
■ Evitar interrupções onerosas nos negócios
■ Ajudar a manter a participação no mercado e conservar funcionários experientes
■ Evitar o risco de ter de se submeter a novas normas de construção que, em alguns casos, podem tornar os custos de reconstrução proibitivos ou exagerados.
■ Motivar o funcionário, delegando maior responsabilidade e autoridade.
Algumas medidas de prevenção simples e baratas, adotadas tanto por você como pelos funcionários em sua empresa, podem ajudar a evitar perdas e as conseqüências devastadoras que as acompanham.

O DESAFIO
O fumo foi identificado pelas análises de per­das da FM Global como uma das sete causas mais freqüente de incêndios. Ele representa um perigo em qualquer lugar, mas particularmente em;
■ Locais de alto risco onde haja líquidos ou gases inflamáveis,
■ Ou em áreas onde haja muito pó combustível ou muita sujeira,
■ Ou ainda, onde quantidades consideráveis de materiais combustíveis sejam armazenados ou processados.
Incêndios relacionados com fumo, iniciados por falta de cuidado, tendem a ocorrer em áreas de armazenagem, mais do que em quais­quer outros locais, devido à presença de materiais de embalagem facilmente inflamáveis. Cigarros e fósforos jogados sem cuidado podem continuar a queimar sem serem percebi­dos e, com freqüência, só são descobertos quando o incêndio já se iniciou.

COMO INICIAR UM PROGRAMA
A fim de obter o melhor aproveitamento em termos de custo-benefício da proteção de sua empresa, você deve avaliar o papel do fumo na estratégia global de gerencia­mento de riscos de sua empresa.

Primeiro, você terá de garantir boas proteções básicas contra incêndios relacionados com cigarros, as quais incluem a designação de áreas para fumar.

Dependendo da natureza de suas operações e do nível das outras medidas de prevenção e controle que sua empresa possa ter, como proteção por sprinklers automáticos, e do tipo de material que sua empresa abriga/processa, você pode escolher trabalhar em um nível de prevenção mais alto e monitorado.

A sua empresa encontrará seu nicho em algum lugar entre o nível básico, de proteção localizada, e o nível monitorado, que demanda mais envolvimento e colaboração. Embora possa não ser necessário em todos os tipos de empresas, o nível monitorado certamente diminuirá o número de perdas.

ELEMENTOS­ CHAVES PARA PREVENÇÃO DE PERDAS RELACIONADAS COM FUMO;

FUMO - ELEMENTOS BÁSICOS
De uma forma geral, confine e controle os materiais para fumantes e divulgue sua política de fumo.

ÁREAS DESIGNADAS PARA FUMAR (FUMÓDROMO)
Muitas empresas designam áreas especiais para funcionários, clientes e visitantes fumarem. Confinando o fumo a uma área protegida específica, você ajuda a controlar o risco de incêndio e a minimizar o risco de perda. Isole as áreas designadas de locais perigosos e torne-as seguras para o fim a que se destinam. Isso inclui a remoção de materiais combustíveis e mobiliários feitos de materiais incombustíveis ou com o menor numero possível de componentes combustíveis.

RECIPIENTES DE LIXO ADEQUADOS (INCLUINDO CINZEIROS GRANDES E CESTOS METÁLICOS)
A disponibilidade de recipientes seguros minimiza as chances de destinação perigosa a materiais de fumantes, como ocorre com uso de cestos de lixo. O pessoal de limpeza deve, também, ter o cuidado de esvaziar cinzeiros e outros recipientes com freqüência e de forma a eliminar possibilidades de ignição.

SINALIZAÇÃO DA POLÍTICA REFERENTE AO FUMO
Identifique claramente tanto as áreas proibidas como as áreas onde fumar é permitido. Além disso, os avisos devem comunicar o perigo de incêndio associado ao fumo em locais com conteúdo facilmente inflamável, como, por exemplo, "Processo Perigoso - Não Fume" ou "Materiais Combustíveis - Não Fume"

POLÍTICA RELACIONADA COM O FUMO COMUNICADA A TODOS OS FUNCIONÁRIOS, EMPREITEIRAS E VISITANTES.
Todos os funcionários e visitantes em sua em­presa devem ser informados das razões em que as restrições ao fumo. Ajude-os a compreender porque fumar é proibido em certas áreas e faça com que saibam onde podem fumar.

Os funcionários serão mais responsáveis em relação ao seu próprio hábito de fumar e os demais entenderem as conseqüências potenciais de perdas. Um cigarro ou fósforo displicentemente jogado pode iniciar um incêndio passível de destruir a instalação e fazer que percam seus empregos.

ELEMENTOS MONITORADOS
Além dos elementos básicos, a gerência deve ter certeza de que suas políticas funcionem. Se não funcionam, descubra o porquê e corrija a situação. Envolva os funcionários.

Todos os elementos básicos mais:
Revisão de relatórios periódicos de inspeção para verificar a conformidade. Gerentes de áreas onde forem encontradas infrações são responsáveis pelo desenvolvimento do um plano de ação corretiva para eliminar novas ocorrências.

Relatórios periódicos de inspeção ­podem indicar sinais de fumo encontrados n­uma área específica da instalação. O objetivo dessa informação por escrito não deve ficar e punir o culpado, e sim, a criação de uma base de dados que lhe indicará onde e quando ocorrem problemas.

Uma vez identificado o problema, você pode tomar providencias para resolvê-lo.
■ Por que pontas de cigarro sempre são encontradas neste canto?
■ Ele esta muito distante da área de fumantes?
■ A solução pode ser a simples colocação de um aviso indicando não se tratar de uma área onde fumar seja permitido.

Reconhecimento, por parte da gerência, de que a política deve ser flexível, conforme as necessidades da força de trabalho (regras realistas com pausas para fumar).
Os gerentes devem ser razoavelmente flexíveis considerando as necessidades dos fumantes. Infrações freqüentes da norma podem indicar que a norma não é razoável. Os intervalos dão tempo suficiente aos funcionários para irem até a área de fumantes, fumarem um cigarro e voltarem ao trabalho? Há um intervalo à tarde e outro de manhã? A política relacionada ao fumo deve ser revisada e atualizada periodicamente para assegurar que ela satisfaça as necessidades e condições normais da mão de obra de sua empresa.

Apoio constatado dos funcionários e participação na política relacionada ao fumo
Funcionários que ajudam a elaborar a política relacionada ao fumo da empresa estarão mais aptos a apoiá-la e aderir a ela. Suas valiosas sugestões quanto à freqüência dos intervalos e a localização das áreas para fumar assegurarão uma política realista. Você pode também designar uma responsabilidade rotativa para a fiscalização da política relacionada ao fumo entre os funcionários.

Ou, como alternativa, os seguintes elementos:
Fumar não é permitido (desde que haja apoio dos funcionários)
Muitas empresas eliminaram totalmente o fumo de suas instalações. Essa abordagem só é viável se apoiada por todos os funcionários ou requerida pelas autoridades locais. O risco de incêndio e, em alguns casos, leis governamentais podem influenciar os funcionários nesse sentido, mas a proibição de fumar pode ocasionar uma fadiga indevida em algumas pessoas, levando-as a burlar a norma procurando lugares escondidos, possivelmente impróprios, para fumar.

Se a eliminação total do fumo não é viável em sua empresa, trabalhe ou procure um consultor de prevenção de perdas, para desenvolver um programa alternativo baseado nos elementos precedentes.

ANÁLISE INICIAL
Na análise de suas instalações utilize o questionário a seguir, para avaliar a situação e para ajudá‑lo a decidir quais são as mudanças necessárias.

Elementos Básicos
■ Áreas designadas para fumar
■ Recipientes de lixo adequados (incluindo cinzeiros grandes e cestos metálicos)
■ Sinalização da política referente ao fumo
■ Política relacionada com o fumo comunica­da a todos os funcionários, empreiteiras e visitantes

ELEMENTOS MONITORADOS
Todos os elementos básicos mais:
■ Revisão de relatórios periódicos de inspeção para garantir conformidade. Gerentes de áreas onde forem encontradas infrações são responsáveis pelo desenvolvimento de um plano de ação corretiva para eliminar novas ocorrências
■ Reconhecimento, por parte da gerência, de que a política deva ser flexível, conforme as necessidades da força de trabalho (regras realistas com pausas para fumar).
■ Apoio constatado dos funcionários e participação na política relacionada ao fumo
Ou:
■ Fumar não é permitido (desde que haja apoio dos funcionários)

ELEMENTOS ADICIONAIS
Detalhe que elementos adicionais, dirigidos as suas necessidades específicas de seu programa deve conter.

Fonte: Factory Mutual Insurance Company e National Fire Protection Association - NFPA

Comentário:
Em 2008, de acordo com as estatística dos Corpos de Bombeiros dos EUA cerca de 114.800 incêndios foram provocados por cigarros. Estes incêndios resultaram em um número estimado de 680 mortes, 1.520 feridos e 737 milhões dólares em danos materiais diretos.
Móveis, estofados e colchões e roupas de cama foram os principais materiais que iniciaram os incêndios provocados por cigarros.
Um em cada quatro vítimas fatais dos incêndios de cigarros não é o fumante, cujo cigarro começou o fogo. A maioria das vítimas fatais de cigarros provocados por incêndios começou em salas de jantar e estar, sala de leitura ou quartos.

Registro de acidentes com cigarro:

■ Na tarde de sexta-feira, 06 de agosto de 2010, o Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul teve apagar incêndio em área de floresta, na área urbana da cidade.
Uma mulher jogou uma ponta de cigarro ao meio da vegetação, a atitude aparentemente banal se transformou em um incêndio, numa área com mais de 100 metros quadrados. “Eu estava fumando um cigarro e joguei a ponta do cigarro no capim, em seguida ouvi um barulho, quando olhei o mato estava pegando fogo, tentei apagar mais o fogo espalhou muito rápido, tive que pedir para o meu filho ligar para o Corpo de Bombeiros”, explicou.
■ Por volta das 9h da manhã de quinta-feira, 11 de novembro de 2010, o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) foi informado sobre incêndio em um edifício, no bairro do Bessa, localizado próximo ao Colégio Visão, em João Pessoa, Paraíba.
As primeiras informações deram conta de que um morador do 8° andar, do Edíficio Condomínio Canumã, estava em seu quarto quando cochilou. Ele estava com um cigarro aceso. Foi o que deu início às chamas que destruíram boa parte dos móveis do quarto.
■ Um homem, de 55 anos, morreu carbonizado dentro de casa, na noite de quinta feira, 22 de outubro de 2010, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio foi provocado por um cigarro. O incêndio foi controlado. Quando a equipe conseguiu entrar na residência, o homem já estava morto, com 95% do corpo queimado.
■ Um princípio de incêndio no Edifício Avenida Central, no Centro do Rio, mobilizou três equipes do Corpo de Bombeiros, na madrugada de sexta-feira, 21 de agosto de 2009. As chamas destruíram a estrutura das escadas rolantes do andar térreo, na portaria em frente ao Largo da Carioca.
Fagulhas de pontas de cigarros acumuladas na base das escadas elétricas ou no depósito de manutenção de óleo podem ter provocado o incêndio, segundo o Corpo de Bombeiros. Os bombeiros, com o auxílio da brigada de incêndio do prédio, trabalharam rápido e conseguiram debelar as chamas. Nenhuma loja foi atingida, disse o coordenador de segurança do prédio.
O incêndio teve início por volta das 2h, quando apenas a equipe de segurança circulava no interior do imóvel. O edifício de 34 andares concentra 144 lojas e 1060 salas comerciais. Ninguém ficou ferido. Durante o trabalho dos bombeiros, o entorno do prédio e os corredores centrais foram interditados por motivo de segurança. O serviço de carga e descarga das lojas também foi paralisado. A fumaça atingiu todos os andares do edifício. Apesar do acidente, a coordenação de segurança do Edifício Central garantiu a abertura das lojas e salas. O edifício abrirá normalmente.

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domingo, novembro 14, 2010

Straddling Bus – mais barato, ecológico e alternativa mais rápida para transporte urbano

Uma grande preocupação no planejamento do transporte urbano é como aumentar a velocidade do tráfego: colocando mais ônibus nas vias aumentará o congestionamento e piorará a qualidade do ar, a construção do metrô é mais caro e demorado. Bem, aqui está uma alternativa rápida, mais barata, mais verde, para iluminar a mente um pouco: o Straddling Bus, exibido pela primeira vez na 13ª feira High-Tech Expo Internacional de Pequim, em maio deste ano.

Num futuro próximo, o modelo deve ser colocado em uso piloto no distrito de Mentougou em Pequim;

O modelo foi proposto pela empresa Shenzhen Hashi Future Parking Equipment Co. Ltd, parece um trem de metrô ou trem superfície urbana (LTR). Tem de 4 a 4,5 m de altura com dois níveis: no andar superior, embarque para passageiros, enquanto no nível inferior é uma passagem para veículos com altura inferior a 2 m.

Alimentado por energia elétrica e solar, o ônibus pode acelerar até 60 km/h, transportando 1200-1400 passageiros, sem interromper o trânsito de veículos. Também custa cerca de 75 milhões de dólares para a construção do ônibus e um trajeto de 40 km que equivale apenas 10% da construção do metrô. O ônibus pode reduzir os engarrafamentos em 20 a 30%.

Vídeo: Tradução da apresentação de Youzhou Song, presidente da Shenzhen Hashi Futuro Estacionamento Equipment Co., Ltd.

O que você pode ver no vídeo são os engarrafamentos, você pode ouvir ruídos, e há também a poluição do ar invisível. Atualmente, existem essencialmente quatro tipos de transporte público na China: metrô, trem metropolitano ligeiro, Bus Rapid Transit, (BRT, transporte rápido por ônibus) e ônibus normal. Eles têm vantagens e desvantagens, por exemplo, o custo do metrô é muito elevado e leva muito tempo para construir; BRT ocupa muito espaço em vias e produz ruídos, bem como a poluição do ar.

Como desenvolver um transporte público favorável ao meio ambiente? O ônibus Straddling Bus pode ser uma solução. Vamos assistir a demonstração.

O Straddling Bus combina as vantagens do BRT (transporte rápido por ônibus), também é uma substituição para o BRT e do metrô e para o futuro. Como todos sabem, a maioria dos veículos nas vias públicas é carro, e o menor veículo também é carro.

Normalmente a altura dos viadutos varia de 4,5 a 5,5 m. A principal inovação do Straddling bus é que ele roda acima do carro e sob viaduto. Sua maior força é a economia de espaços de vias públicas, eficiente e elevada capacidade de transporte. Pode reduzir os engarrafamentos de 25 a 30% nas vias principais. Com uma velocidade média de 40 km / h, pode levar 1.200 pessoas ao mesmo tempo, o que significa 300 passageiros por carro.

Outra força de Straddling Bus é seu curto ciclo de vida de construção: apenas um ano para construir 40 km de vias. Considerando que a construção do metrô com uma linha de 40 km levará três anos na melhor das hipóteses. Além disso, o Straddling bus não precisará de grande área de estacionamento, que exige a demanda de ônibus normal.

Ele pode estacionar na sua própria parada, sem afetar a passagem dos carros. Isto é o que o interior parece: tem enorme clarabóia que irá eliminar sentido dos passageiros de depressão quando entrar.

Há duas partes na construção do barramento do Straddling Bus. Uma delas é a remodelação da via pública, o outro é a construção de plataformas da estação. Duas maneiras para remodelar o caminho: podemos colocar trilhos, em ambos os lados da pista de rolamento, que economizam 30% de energia, ou podemos pintar duas linhas brancas em ambos os lados e utilizar a tecnologia de piloto automático dentro do ônibus, que seguirá as linhas e funciona de forma estável.

Há também duas formas de lidar com a plataforma da estação. Um deles é ao embarque / desembarque através dos lados, a outra é usando a incorporação de escada para que os passageiros possam subir e atravessar pela porta do teto.

O Straddling Bus é totalmente alimentado por energia elétrica pública e sistema de energia solar. Em termos de eletricidade, a configuração é chamada de eletrificação por relê de corrente contínua. O ônibus em si é condutor elétrico, dois trilhos construídos em cima para permitir que o posto de carregamento ao longo do caminho com o ônibus, o próximo posto de carregamento será sobre os trilhos antes de deixar o anterior, por isso chamamos de relé de carga. É nova invenção, ainda não disponível em outros lugares.

O conjunto é um super capacitor, um dispositivo que pode carregar, descarregar e armazenar eletricidade rapidamente. A energia que armazena durante a parada pode suportar o ônibus até a próxima parada , onde mais uma rodada de carregamento ocorre, reduzindo para zero o gás tóxico durante o processo.

Sobre as ondas ultra-sônicas colocadas no final do ônibus, para manter os veículos com altura excessiva afastado da entrada do túnel. Usando raios laser para fazer a varredura, os carros ficam muito perto da passagem irá ativar o alarme no final de ônibus. No interior do ônibus, há sinalização de luzes que indicam que o ônibus está pretendendo fazer uma curva para avisar os carros no interior do túnel. Há também um sistema de radar de varredura incorporado nas paredes para avisar os carros que fiquem muito próximas às rodas de ônibus.

Hoje em dia muitas das grandes cidades têm suas remodelações do sistema de sinalização de tráfego, para priorizar os ônibus públicos, isto é, quando um ônibus chega a um semáforo vermelho, automaticamente o sinal mudará e dará o direito de passagem.

O Straddling Bus pode aprender com este método de BRT. O carro pode fazer a curva com o ônibus se essa é a direção que deseja prosseguir, se não, a luz vermelha será ativada para parar os carros por de baixo enquanto o ônibus faz a mudança de direção..

O ônibus tem de 6 m de largura e 4 a 4,5 m de altura.
Como as pessoas descerão do ônibus se um acidente ocorrer em um ônibus tão grande? Aqui eu apresento o mais avançado sistema de escape do mundo. No caso de incêndio ou outras emergências, a porta de escape será aberta automaticamente. Acredito que muitos de vocês já viajaram de avião. Os aviões são equipados com escadas infláveis, onde as pessoas possam deslizar sobre elas em situações de emergência. Eu coloquei o conceito de escape para o Straddling Bus. É o caminho mais rápido para escapar.

O ônibus pode economizar até 860 toneladas de combustível por ano, reduzindo 2.640 toneladas de emissões de carbono. Presentemente, passamos a demonstração da primeira fase e passará por uma revisão técnica até o final de agosto. O distrito de Mentougou em Pequim executa um projeto de eco-comunidade, já prevendo 186 km de Straddling Bus. A construção será iniciada no final do ano. Obrigado.


Fonte: China Hush - July 31st, 2010

Vídeo:


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sábado, novembro 13, 2010

Fogão à lenha gera energia

Muita coisa vem sendo testada para viabilizar, a custos razoáveis, a geração de energia em sistemas isolados (dificuldade de logística de abastecimento). Kits fotovoltaicos (que permitem gerar e captar energia solar); geradores movidos a combustíveis fósseis e até mesmo a extensão da rede são algumas das alternativas.

A Energer do Grupo BMG, que tem a finalidade de oferecer soluções alternativas de geração de energia viáveis economicamente e que proporcionem melhores condições de vidas para as pessoas que as utilizam está testando um produto de multiuso (fogão e geração de eletricidade).

O produto é o BMGLUX, uma mini-usina doméstica de geração elétrica a partir de lenha ou outras biomassas ou resíduos orgânicos encontrados no meio rural, que gera energia elétrica, acumula a energia em baterias e ainda funciona como um fogão residencial a lenha.

A energia gerada pelo BMGLUX permite ligar luminárias com lâmpadas led, rádio, TV, antena parabólica, e um refrigerador de 50 litros de baixo consumo.

A empresa brasileira está testando no Acre esse produto simples, não necessitando de infraestrutura. O produto está instalado em 300 residências nos municípios de Capixaba, Assis Brasil e Brasiléia, além das casas de famílias ribeirinhas às margens dos Rios Yaco e Rio Macauã.

Além de ser usado para preparar os alimentos, aproveita o calor residual para gerar energia elétrica. Outra vantagem é que o fogão dispõe de uma eficiente chaminé, evitando que a fuligem dispersa pela queima da biomassa circule no ambiente doméstico, como acontece normalmente quando se usa fogão a lenha.
Característica do fogão
1 – Chapa de cozimento
2- Câmara de combustão
Não utiliza como caldeira típica para gerar, o que se torna o equipamento mais seguro, já que não há acúmulo de gases ou de vapor.
3- Fornalha – o funcionamento se inicia com o uso de biomassa, que é inserida na fornalha no momento de início do cozimento de alimentos
4 – Reservatório de água
Abastece o sistema de geração de vapor, para a mudança de seu estado físico.
5- Circuito de vapor
A quantidade de água é calculada e injetada no trocador de calor gerando vapor superaquecido apenas com a passagem do fluido. O vapor de baixa pressão ( 2 kg/cm2) é enviado ao motor através de um circuito hidráulico, fazendo o acionamento mecânico que é responsável pela geração de energia.
6- Gerador de magneto permanente
7 – Motor a vapor e engrenagens
O motor foi desenvolvido especialmente para o BMGLUX. Possui apenas um pistão de duplo curso, cuja rotação é transmitida ao eixo principal onde se encontra instalada a parte elétrica de geração de energia, cujo alternador trifásico é acionado pelo eixo principal
A energia elétrica produzida em corrente alternada é retificada para corrente contínua e acumulada em uma bateria estacionária, sendo transformada em corrente alternada em tensões de 12 e 127 volts, para uso doméstico.

Produto multiuso e eficiente
“Na comparação com as outras alternativas como kits fotovoltaicos e geradores a diesel, o fogão se mostrou mais eficiente para geração de energia em sistemas isolados, não só economicamente mas socialmente também. O conjunto gerador fotovoltaico é caríssimo. Os geradores a diesel também são alternativas complicadas no campo, porque geralmente essa população não tem meios para ir buscar o combustível na cidade mais próxima”, afirma Diego Santos, engenheiro do Núcleo de Estudos e Gestão de Energia da Andrade & Canellas, responsável pela realização do teste de viabilidade do fogão.

A energia gerada pelo fogão é suficiente para alimentar, por quatro horas, uma TV, quatro lâmpadas fluorescentes de 9W e um refrigerador pequeno especialmente desenvolvido para o projeto. A empresa e a consultoria responsáveis querem aprovar o produto junto ao governo federal para que possa ser enquadrado no projeto Luz para Todos (que leva energia subsidiada a comunidades rurais). Se fosse vendido hoje sem subsídios, o fogão sairia a R$ 6 mil a unidade.

O equipamento foi projetado para ser utilizado com facilidade e absoluta segurança pela dona de casa.
Para um funcionamento diário do BMGLUX por quatro horas, a energia elétrica gerada é de aproximadamente 456 watts/dia.

Benefícios
A instalação do BMGLUX em áreas isoladas e carentes de rede elétrica convencional:
■ favorece a melhoria da qualidade de vida, através da inclusão social e digital;
■ proporciona um maior acesso à educação, com a realização de aulas noturnas;
■ possibilita uma maior integração comunitária;
■ melhora significativamente a saúde das pessoas, graças à retenção de fuligem.

Fonte: Estadão e BMG- 12 de novembro de 2010
Comentário
Às vezes coisas simples esquecemos de melhorar e partimos do zero para desenvolver um produto que consideramos simples, mas se torna complicado, pois necessita de infraestrutura. No interior do Brasil é comum utilizar ainda o fogão a lenha, cujo calor é desperdiçado. Lembro-me na casa dos meus avós tinha um fogão à lenha, cujo calor era aproveitado para aquecer a água do chuveiro e das torneiras da cozinha (a tubulação de água passava por dentro do fogão).
A empresa está de parabéns, uniu a praticidade de um fogão à lenha inserindo tecnologia de baixo custo, para que a população que não tem acesso a eletricidade possa usufruir de alguns aparelhos eletro-eletrônicos

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sexta-feira, novembro 12, 2010

Bexiga deve ser esvaziada antes de viagem

Parece lenda urbana, mas tem embasamento científico. É, sim, recomendável ir ao banheiro antes de sair de carro, moto ou bicicleta porque, em caso de acidente, o risco de a bexiga estourar e causar uma infecção generalizada (sepse) é muito maior.

Quando vazia, a bexiga situa-se atrás do púbis, osso localizado acima da região genital. Ao se encher, a estrutura fica mais tensa -exatamente como os balões de festas- e ultrapassa os limites do púbis em direção ao umbigo, o que facilita um rompimento em caso de impacto no abdômen.

"Quando a bexiga está vazia, o osso da bacia pode se romper e perfurar o órgão. Mas, quando cheia, ela pode romper e deixar a urina extravasar para dentro da cavidade abdominal mesmo com traumatismo de menor impacto e sem fratura do osso", explica o urologista Celso Gromatzky, do Hospital Sírio-Libanês.

A máxima vale para viagens longas e curtas -mesmo em grandes cidades, é interessante fazer trajetos de bexiga vazia. "Num caso de traumatismo severo, não vai evitar, mas em um de menor impacto, isso previne a ruptura de bexiga", diz.
Se houver explosão de bexiga, o paciente não vai urinar, uma situação que não costuma passar despercebida.

Mas pode haver perfurações tamponadas, em que a urina escapa aos poucos e pode demorar a ser notada. "Se isso não for percebido logo, a urina pode se infectar por bactérias e causar sepse."

Fonte: Folha de São Paulo - 31 de dezembro de 2009

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quarta-feira, novembro 10, 2010

Colisão de trem na Polônia causa mega explosão

Notável cena de filme surgiu de uma enorme explosão causada por uma colisão envolvendo dois trens

Dois trens de carga que transportavam combustíveis (óleo de gasolina) colidiram na cidade polonesa de Bialystok, causando uma enorme explosão.

CAUSA
O último vagão tanque descarrilou e colidiu com uma locomotiva em movimento na direção oposta para a cidade de Bialystok. Isto causou a explosão e fogo.

Cerca de 17 dos 32 vagões tanques da composição do trem de carga pegaram fogo, na cidade polonesa Bialystock, surpreendentemente, apenas duas pessoas ficaram feridas, os maquinistas..

FIREBALL OU BOLA DE FOGO
As imagens mostram os destroços queimando no acidente, de repente, explode enviando para o ar maciça bola de fogo e nuvens negras de fumaça .

Quando chegamos ao local encontramos uma grande quantidade de tanques em chamas. Imediatamente, começamos a combater o fogo, a fim de interromper a sua propagação para os edifícios vizinhos. Não há perigo de outros tanques explodirem. Mas esse é um incêndio e pode haver algum imprevisto. A situação é dramática, mas está sob controle, disse o chefe da unidade de bombeiros de Bialystok, Jan Gradkowski. .

BOMBEIROS
Mais de 30 bombeiros foram enviados para o local. Conseguimos reforços de bombeiros de outras províncias para combater o fogo, disse Gradkowski.

VÍTIMAS
Dois maquinistas ficaram feridos na explosão, sem gravidades. Foram medicados e liberados.

Fontes: Yahoo News - Monday, November 8, 2010 and News Sky - Monday November 08, 2010

Comentário:
Como ocorre o BLEVE (boiling liquid expanding vapor explosion)?
Um BLEVE ocorre quando há ruptura de um tanque sob pressão.
Mas que fenômeno físico ocorre?
Para compreender o fenômeno, devemos levar em consideração os seguintes fatores:
■1.A pressão interior do reservatório
Quando o reservatório está aquecido, há um aumento de pressão no seu interior.
■ 2 Quantidade de líquido
Quando o reservatório está aquecido, a substância em seu interior se transforma do estado líquido em estado gasoso. Há uma diminuição da quantidade de líquido no reservatório, aumentando bruscamente a temperatura bem acima do ponto de ebulição.
■ 3 Superfície exposta
O líquido no interior do tanque pode absorver uma parte do calor das paredes do reservatório e diminui a velocidade de seu enfraquecimento. Porém a quantidade de líquido diminui e a superfície do reservatório, exposta e sem defesa, aumenta a sua temperatura.
■ 4.Resistência material do reservatório
A superfície do reservatório superaquece gradativamente, a resistência do reservatório diminui cada vez mais. A 400o C o aço perde 30% de sua resistência . A 700o C o aço perde 90% de sua resistência. Em geral a superfície do reservatório superaquece e perde suas propriedades mecânicas, levando à ruptura. Quando a pressão interior aumenta além do que pode suportar o tanque, ele se rompe e o BLEVE ocorre. É preciso igualmente compreender quanto menor o tanque, mais rapidamente ocorrerá o BLEVE, devido à facilidade de aquecimento, a pressão aumentará no seu interior e as paredes do tanque enfraquecerão

O BLEVE pode ocorrer em pequenos reservatórios:
Bola de fogo (fireball)
Fenômeno que se verifica quando o volume de vapor inflamável, inicialmente comprimido num recipiente, escapa repentinamente para a atmosfera e, devido à despressurização, forma um volume esférico de gás, cuja superfície externa queima, enquanto a massa inteira eleva-se por efeito da redução da densidade provocada pelo superaquecimento.

Fonte : Université Queen’s, Kingston – Ontário – Canadá – A.M. Birk

Vídeo:


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segunda-feira, novembro 08, 2010

Explosão falha e o prédio fica inclinado na China

As imagens foram tiradas em 30 de dezembro de 2009, mostra um prédio residencial de 22 andares a ser demolido por explosivos na cidade de Liuzhou, no sul da China.
Em vez de desfazer-se em um amontoado de escombros, metade do prédio cai de lado no solo e a outra metade fica em pé, inclinando-se perigosamente para o lado. A segunda metade do prédio foi demolido por um guindaste.
A demolição falhou devido a razões técnicas. Os especialistas pretendiam demolir em duas partes o prédio, mas o resultado não foi o esperado.

Fonte: Mail Online -2nd January 2010

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sábado, novembro 06, 2010

Explosão em laboratório de química da UFMG

O acidente ocorreu em um dos laboratórios de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). na tarde de quarta-feira, 03 de novembro, no Instituto de Ciências Exatas (Icex), no Campus Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais. O estudante do curso de química estava manuseando reagentes quando aconteceu a explosão.

Informações da Universidade indicam que a explosão foi provocado pelo motor de uma geladeira, que armazenava vários produtos químicos.

A Divisão de Segurança Universitária isolou o prédio e acionou o Corpo de Bombeiros, que conteve o incêndio. Eles usaram uma escada para chegar à janela, onde se via fogo e fumaça.

Os bombeiros informaram que as chamas foram controladas rapidamente. Houve muita fumaça no local, mas o fogo não chegou a se alastrar para outros laboratórios. Segundo os bombeiros, a explosão aconteceu no motor de uma geladeira e uma nuvem de fumaça tóxica se espalhou.

Vítima:
Um estudante ficou ferido com queimaduras de 1º e 2º graus no rosto, braços e orelhas: 20% do corpo ficou queimado. Outros dois estudantes, que também estavam na sala, não tiveram ferimentos.

Perícia
A explosão numa geladeira no laboratório de química do Instituto de Ciências Exatas (ICEX), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) será apurada pela Polícia Federal.

Fontes: TV Alterosa e Folha.com , 03 de novembro de 2010

Comentário:
Por que os acidentes acontecem?
A estocagem de líquidos inflamáveis não deve ser feita em geladeiras domésticas, dados os riscos envolvidos. A refrigeração não evita a formação de vapores altamente inflamáveis, e a estocagem deve ser feita em recipientes adequados (apropriados para inflamáveis), em armários destinados a essa finalidade, e em local afastado e bem ventilado. No Brasil é comum os laboratórios de Universidades utilizarem geladeiras domésticas para fins de armazenagem de produtos químicos.

O pequeno efeito da temperatura de refrigeração sobre a evaporação do líquido não justifica os riscos. As geladeiras apropriadas para estocagem de líquidos inflamáveis são chamadas “blindadas” (explosion-proof). Faixa de preço das geladeiras blindadas de 2 mil a 13 mil dólares, dependendo das características da geladeira, faixa de temperatura, capacidade da geladeira, potência, etc.

Os próprios fabricantes de geladeiras comerciais e domésticas alertam sobre a proibição do uso de líquidos inflamáveis, nos compartimentos dessas geladeiras, pois elas não foram feitas para essas finalidades.

A variedade de riscos nos laboratórios é muito ampla, devido à presença de substâncias letais, tóxicas, corrosivas, irritantes, inflamáveis, além da utilização de equipamentos que fornecem determinados riscos, como alteração de temperatura, radiações e ainda trabalhos que utilizam agentes biológicos e patogênicos.
As causas para ocorrência de acidentes nos laboratórios são muitas, mas resumidamente são instruções não adequadas, uso incorreto de equipamentos ou materiais de características desconhecidas.

1-Acidente em laboratório

Uma prática muito comum consiste na estocagem de materiais voláteis, alguns dos quais inflamáveis, em geladeiras de uso doméstico (comerciais).
Essas geladeiras não são fabricadas para essa finalidade, em virtude do que podem gerar faíscas seja no acendimento da luz interna, seja no motor, e causar um grave acidente.
A foto mostra as conseqüências de um acidente que poderia ter sido muito pior. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE) - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) - Setembro de 2003

Guarde materiais voláteis inflamáveis em geladeiras apropriadas (para essa finalidade) ou em local muito bem ventilado e sem fontes de ignição, sempre em recipientes adequados, como os contêineres de segurança (safety cans) e armários para líquidos inflamáveis.

2-Incêndio destrói laboratório de Química da USP
Em 19 de fevereiro de 1989, um incêndio destruiu o laboratório de Química Orgânica do Instituto de Química da USP, na cidade Universitária. Não havia ninguém trabalhando no local. O fogo foi percebido às 12 h pelos estudantes de pós-graduação trabalhando em outros laboratórios.
A área do laboratório era separada por divisórias de madeiras que contribuiu para aumentar a extensão dos danos.
O Corpo de bombeiros chegou rápido ao local, com 06 viaturas e 20 bombeiros, iniciando o combate ao fogo com extintores e posteriormente tiveram que usar água com risco de reação com substâncias (sódio, em contato com água pega fogo), cianeto de potássio (em contato com ácido libera vapor altamente venenoso). O hidrante instalado no local não funcionou.

Geladeiras e Freezers blindadas (prova de explosão)


Finalidade
■ Fornecer proteção total contra explosão durante o armazenamento de materiais inflamáveis em temperaturas inferiores ao ambiente
■ Compartimento à prova de explosões evita explosões causadas por vazamento de vapores de recipientes selados indevidamente
■ Exterior à prova de explosões impede explosões causadas por fumos ou vapores interiores em atmosferas externas perigosas
■ De acordo com as normas da UL (Underwriters Laboratories), NFPA (National Fire Protection Association), OSHA (Occupational Safety and Health Administration) adequadas para a Classe 1, Grupo C e D em ambientes perigosos

Todo o motor e termostato é projetado para evitar a formação do arco que poderia inflamar a mistura ar-vapor inflamável. Cada unidade tem a fiação, conexões, termostato, relê, e motor do compressor alojado com segurança em uma caixa apropriada para uso na Classe 1, Grupo C e D para atmosferas perigosas. E a temperatura da superfície do compressor permanecerá abaixo do ponto de inflamação de qualquer material inflamável que poderão estar presentes em tais ambientes.

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terça-feira, novembro 02, 2010

Incêndio de grandes proporções atinge um depósito de produtos químicos

Um incêndio de grandes proporções atinge um depósito de uma indústria química em Diadema, no ABC paulista, na manhã de sexta-feira, 27 de março de 2009.. O imóvel fica na avenida Henrique De Leo, sem número, no Jardim Ruyce. O incêndio causou pânico entre os moradores que tiveram de deixar suas residências..

CENÁRIO DA DESTRUIÇÃO
Ocorreu uma série de explosões no local e uma grande nuvem de fumaça. Produtos químicos, chegaram a escorrer pelas ruas próximas ao local e queimaram o asfalto. Várias casas e veículos próximas ao imóvel também foram atingidas pelo incêndio.
A coluna de fumaça alcançava cerca de 150 metros. As chamas atingiram também transformadores de luz, causando explosões. Fios da rede elétrica ficaram derretidos. Cerca de 500 imóveis ficaram sem energia elétrica, segundo a AES Eletropaulo.
Postes foram danificados, deixando parte do bairro sem luz e sem telefone O fogo também atingiu uma fábrica de aço inox e refratários.
Por volta das 13h, 35 deles permaneciam às escuras e, de acordo com a Eletropaulo, as equipes aguardam liberação do Corpo de Bombeiros para os reparos.
Carros de moradores que estavam nas garagens dos imóveis e alguns veículos nas ruas foram queimados. O rastro de destruição obrigou escolas e creches próximas a suspenderem as aulas.
Após o fogo o asfalto derretido pelas altas temperaturas, que atingiram 1.000ºC, segundo os bombeiros. Casas consumidas pelas chamas e carros carbonizados dentro de garagens.

INTERDIÇÃO
Toda a região foi interditada porque há risco de que o fogo atinja mais imóveis. Três quarteirões na região foram bloqueados.
Inicialmente, por causa do fogo, 30 imóveis vizinhos foram desocupados e as aulas em uma escola estadual, suspensas.

CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros chegou ao local por volta das 7h30, dez minutos depois do início do incêndio. Segundo os bombeiros, a fábrica estava fechada e não havia ninguém no local quando o fogo começou. Cento e vinte homens em 46 veículos da corporação da região do ABC e de São Paulo foram para o local. “Enquanto ocorrerem explosões, não tem como apagar esse fogo”, afirmou Valdeir Vasconcelos, comandante da operação dos bombeiros.
Os bombeiros tiveram de ficar distantes cerca de 200 metros do local do fogo, por conta do risco provocado pelas explosões. Os estouros, em curtos intervalos, faziam crescer as labaredas, que atingiram altura de prédio de três andares.

Mapa mostra:
- o caminho do fogo pela rua, derramamento de produtos inflamáveis
- os imóveis mais afetados
DESTRUIÇÃO DA RUA
A rua mais atingida pelas labaredas foi a Henrique de Léo, nos fundos da empresa, o fogo que desceu a rua derreteu o asfalto, queimou cinco árvores, duas lixeiras e seis postes, e tingiu de preto as fachadas de casas distantes até 200 metros do foco do incêndio. "Foi como se descesse um rio de fogo pela rua. Coloquei a cabeça na varanda, vi o fogaréu e logo voltei para dentro, para tirar a família de perto", conta o representante comercial C.L. Filho, vizinho da empresa.

CONTROLE DO FOGO E RESCALDO
Os bombeiros demoraram 3h 30min para controlar o incêndio. Os bombeiros começaram por volta das 11h o trabalho de rescaldo na empresa, sem previsão para terminar. O principal objetivo das equipes é retirar todo o material que apresenta risco de combustão. De acordo com o tenente-coronel Valdeir Rodrigues Vasconcelos, comandante do 8º Grupamento de Bombeiros, entre os produtos químicos armazenados no local havia aguarrás, tiner e hexano (solvente).

VIZINHANÇA AFETADA
Dezoito casas foram atingidas pelas chamas e tiveram de ser interditadas pela Defesa Civil de Diadema. Destas, 15 já foram liberadas, mas a maioria dos moradores se recusou a voltar para seus lares em razão da sujeira que ainda permanece no local.

VÍTIMAS:
Os bombeiros realizaram 18 atendimentos a vítimas durante o incêndio, nenhum de gravidade. Foram dez pessoas que apresentaram sintomas de intoxicação por inalação de fumaça; uma pessoa com crise convulsiva; outras três com crise nervosa; uma gestante e um bombeiro com mal-estar; e duas pessoas com ferimentos leves.

CONTAMINAÇÃO
Técnicos da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) analisaram a rede de esgoto no entorno do Jardim Ruyce, em Diadema, e informaram que não houve contaminação.
"Segundo análise, existe uma quantidade de compostos orgânicos e produtos químicos na rede de esgoto, mas não há risco algum, pois não há grande concentração. Os moradores podem ficar tranquilos", afirmou Agnaldo Ribeiro Vasconcelos, químico do Setor de Operações de Emergência da companhia.
A hipótese de contaminação da rede foi levantada, pois a quantidade de produto químico derramado pelas ruas pode contaminar a água que vai para o lençol freático e, assim, trazer prejuízos à saúde da população..

POLUIÇÃO AMBIENTAL
O coordenador do Laboratório de Poluição da USP (Universidade de São Paulo), Paulo Saldiva, aponta que boa parte dos resíduos tóxicos - hexano, solventes, aguarrás e tinner - já devem ter se dissipado no ar.

"O maior problema ficou para quem esteve exposto a esses produtos durante o incêndio", aponta Saldiva. "É preciso que essas pessoas continuem tendo atendimento médico, pois as substâncias irritam as mucosas de quem ficou ali no momento."

O especialista explica que em locais mais distantes do foco do incêndio, o problema foi a proliferação do ozônio, substância que pode causar crises de asma em pessoas vulneráveis, além de infecções em idosos.
No caso das águas de córregos, que podem ter sido atingidas pelos agentes químicos, Saldiva aponta que o malefício deve atingir animais aquáticos.

TESTEMUNHAS, PÂNICO E PREJUÍZO
Moradores do Jardim Ruyce, em Diadema, viveram momentos de pânico e tensão em razão do incêndio de grandes proporções que atingiu uma indústria química. Apesar do rastro de destruição no bairro, não houve vítimas graves. No horário em que o incêndio teve início, pouco depois das 7h, pais e crianças que seguiam para a escola se assustaram com as explosões deflagradas pelo fogo.
■ "Fui sair para levar meu filho para a escola quando começaram as primeiras explosões. O jeito foi pegá-lo no colo e correr para longe. Todos fizeram isso", contou A.Trindade, representante comercial.
■ Muitos moradores sofreram prejuízos materiais. A analista de suporte C. Souza, morava a poucos metros da empresa atingida pelo incêndio e viu sua residência ser inteiramente consumida pelo fogo. "Acabei de terminar uma reforma na minha casa e perdi tudo. Meu carro ficou na garagem e foi totalmente queimado. Só deu tempo de ouvir a explosão e sair correndo".
■ A dona-de-casa M. G. Silva, que mora na esquina das ruas Caetano e Henrique de Léo, em frente à indústria. "Graças a Deus, apenas os vidros se quebraram e a garagem sujou. Mas na hora das explosões eu estava na rua e saí correndo. O fogo ''desenrolava'' ladeira abaixo e as explosões lembravam uma bomba atômica", disse.

DESASTRE SERIA MAIOR SE AÇÃO NÃO TIVESSE SIDO RÁPIDA
O tenente-coronel Valdeir Rodrigues Vasconcelos, comandante do 8º Grupamento de Bombeiros, afirmou que as consequências do incêndio teriam sido maiores caso as chamas não tivessem sido controladas com rapidez.

"Se não houvesse um trabalho rápido e efetivo, todas as casas (do entorno) pegariam fogo", calcula o coronel. "As explosões lançavam as chamas a uma distância muito grande. Para se ter uma idéia, uma casa que fica a 20 metros do galpão pegou fogo."

De acordo com Vasconcelos, devido ao alto risco de combustão, o esforço empenhado para controlar o incêndio, envolvendo produtos químicos, foi extremamente maior. "Foi um incêndio violento, de altíssima periculosidade, que exigiu um trabalho conjunto."

Além do Corpo de Bombeiros da Capital e de várias cidades do Grande ABC, a ação de contenção das chamas contou com a atuação da Defesa Civil, Pólo Petroquímico e empresas como Basf e Mercedes-Benz.

Segundo o tenente-coronel, o êxito da operação foi possível graças ao Rinem (Rede Integrada de Emergência), inaugurado há pouco mais de um mês. "Esse trabalho de integração se mostrou bastante eficaz, apesar de ainda não estar completamente implementado", ressaltou. O objetivo da rede é permitir uma comunicação mais organizada com todas as áreas que precisam ser avisadas em situações emergenciais, como as polícias e os hospitais.

A EMPRESA ESTOCAVA MAIS PRODUTOS DO QUE O PERMITIDO
A empresa tinha pelo menos 12 vezes mais produtos químicos armazenados em seu galpão do que o permitido. O limite era de 20 mil litros, mas tinha 240 mil litros.

LIMPEZA - REMOÇÃO E TRATAMENTO DE RESÍDUOS QUÍMICOS
Uma empresa especializada na remoção e tratamento de resíduos químicos foi contratada pela Prefeitura de Diadema (Grande São Paulo) para limpar a área da fábrica destruída pelo incêndio.
A empresa Estre Biorremediação, começou no sábado, 28 de março, a retirar parte do líquido do chão da fábrica com a utilização de um caminhão vácuo, que recolhe o material por meio de sucção.
"A retirada de tambores é bem delicada", disse Priscila Duran Munhos, da Estre Biorremediação. Posteriormente, será feito o trabalho de sucção dos produtos químicos dos tambores e a retirada de contêineres fechados. Munhos informou que os resíduos serão levados para Americana (127 km de São Paulo), onde será feita uma análise de quais os tipos de produtos químicos e qual a destinação para cada tipo de resíduo.
Os trabalhos de remoção de tambores e entulho do interior da empresa terminaram no domingo. Ao todo, foram retirados cerca de 1,5 mil tambores, entre vazios e cheios, além de 80 toneladas de resíduos sólidos.

LIMPEZA DAS RUAS
As equipes da Secretaria de Serviços e Obras da prefeitura de Diadema iniciaram a limpeza das ruas comprometidas com os resíduos decorrentes do incêndio. Foram enviados ao local uma retro-escavadeira, pá-carregadeira, caminhão pipa e cinco caminhões para retirada dos entulhos. A ação dos funcionários teve início após a autorização dos peritos da Polícia Científica, que realizaram seus trabalhos

POPULAÇÃO DE DIADEMA DIVIDE ESPAÇO COM INDÚSTRIASC
Cerca de 20% da população de Diadema mora em áreas predominantemente industriais, segundo dados da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A.), vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento do governo do Estado. A coexistência entre indústrias e residências expõe a população a riscos.

PREJUZOS
■ Na empresa Imagui, de comércio e manutenção de equipamentos para transporte de produtos químicos, vizinha à Di-All, o calor liberado pelas explosões derreteu completamente um tanque de alumínio de 7 milímetros de espessura, utilizado em caminhões para transportar combustível. O prejuízo, somente com o equipamento, foi de cerca de R$ 270 mil.
■ Dezoito casas foram atingidas pelas chamas
■ A Prefeitura de Diadema comunicou que vai notificar os proprietários da empresa para ressarcir os cofres públicos dos valores gastos com a limpeza da área e a remoção de resíduos e entulho. Segundo a administração municipal, o proprietário do galpão onde a empresa funcionava também receberá notificação. Ele será informado que, assim que o local for liberado pela perícia, deve se responsabilizar pela demolição do prédio, retirada do entulho e limpeza da área.

FALTAM POLÍTICAS DE GESTÃO DE RISCO NA REGIÃO
Faltaram medidas rígidas de fiscalização. Se isso tivesse sido feito, a tragédia não ocorreria. A crítica parte de ambientalistas, pois a região do Grande ABC, apresenta perfil químico-industrial e desenvolveu-se sobre um barril de pólvora e que tragédias podem se repetir se medidas preventivas não forem tomadas.
Um dos problemas do Grande ABC é a ausência de políticas de gestão de riscos tanto por parte da Cetesb quanto das prefeituras. As prefeituras deveriam fiscalizar com rigor o solo e a instalação de cada empresa.

MULTAS
A Prefeitura de Diadema multou a empresa Di-All Química no valor de R$ 500 mil (250 mil dólares), por danos ambientais causados pelo incêndio,
A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) também multou a empresa por danos causados ao meio ambiente. em R$ 158,5 mil (79 mil dólares).

INQUÉRITO E PERICIA
A perícia que está sendo realizada pelo IC (Instituto de Criminalística) na empresa e nas casas atingidas. A causa do acidente só deve ser conhecida quando for finalizado o laudo pericial do IC.

Fontes: UOL Notícias, Folha Online, Diário do Grande ABC, G1, Globo Online, 27 de março a 8 de abril de 2009

Comentário:
No Brasil, após uma grande tragédia, indagamos: O que houve de errado? E nunca preocupamos com a prevenção. O que pode dar errado?
Passado algum tempo, voltamos à rotina das deficiências dos órgãos competentes, isto é, o ciclo dos quatro F’s;
■ Falta de recursos dos órgãos responsáveis,
■ Falta de fiscalização,
■ Falta de aplicação das normas de segurança e
■ Falta de prevenção.

Principais problemas encontrados na empresa:
■ grandes quantidades de produtos químicos estocados,
■ falta de hidrantes,
■ falta de sistema de contenção de vazamentos ou sistemas de coletas,
■ desconhecimento dos trabalhadores sobre os riscos de manipular produtos químicos
■ local de trabalho inadequado em relação à instalação elétrica, estocagem e circulação de pessoas e produtos.

Em geral quando preocupamos com Acidente Químico Ampliado, imaginamos uma grande empresa ou instalação complexa, mas esquecemos que uma média ou pequena empresa poderá ocorrer esse tipo de acidente. É o que aconteceu nessa empresa que armazenava produtos químicos acima da capacidade do galpão; O permitido era 20.000 litros de produtos químicos, mas armazenava 240.0000 litros de produtos químicos.
Quais são os riscos que a empresa estava expondo a vizinhança?
■ Incêndio, explosão e vazamento a vizinhança, pois a região era densamente habitada.
■ Contaminação química provocada por incêndio, explosão e vazamento
■ Poluição ambiental (água, solo, atmosfera)) provocado pela interação dos produtos químicos durante o incêndio
■ Contaminação do lençol freático ou córregos devido ao escoamento de água residual do incêndio (água contaminada pelos produtos químicos). A água atingiria o sistema de drenagem da região (galeria de água pluvial). A ecotoxicidade da água residual de incêndio de indústrias potencialmente perigosas, envolvendo líquidos inflamáveis, produtos tóxicos, como resíduo é potencialmente perigosa

O que é Acidente Químico Ampliado?
Seria aquela que produz, transforma, manipula, utiliza, descarta ou armazena, de maneira permanente ou transitória, em quantidades que ultrapassem a quantidade limite.
Podemos definir como: todo evento inesperado, como emissão de substâncias químicas, incêndio ou explosão de grande magnitude, no decorrer da atividade no interior da instalação, colocando em risco além dos trabalhadores, a população, o meio ambiente, com contaminação do solo, da água e da atmosfera

O que a empresa deve fazer quanto aos riscos existentes e segurança
a) identificação e estudo dos perigos e avaliação dos riscos, considerando possíveis interações entre substâncias
b) medidas técnicas de projeto, sistemas de segurança, construção, seleção de substâncias químicas, operação, manutenção e inspeção sistemática da instalação
c) medidas organizacionais que incluam formação e instrução do pessoal, fornecimento de equipamentos de segurança, níveis do pessoal, horas de trabalho, definição de responsabilidades e controle de empresas externas e de trabalhadores temporários na instalação
d) planos e procedimentos de emergência que compreendam:
■ preparação de planos e procedimentos de emergência local, inclusive atendimento médico emergencial, com testes e avaliações periódicas .
■ fornecimento de informações sobre possíveis acidentes e planos internos de emergência a autoridades e órgãos responsáveis pela preparação de planos e procedimentos de emergência fora da instalação
e) melhoria do sistema incluindo medidas para a coleta de informações e análise de acidentes ou “quase-acidentes”. As experiências destes deverão ser debatidas com trabalhadores e seus representantes

Vídeo:
Mostra o derramamento de inflamável na rua, pegando fogo.


Vídeo(1)


Vídeo(2)
Mostra a indústria após o incêndio. Nota-se armazenagem excessiva de produtos químicos

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posted by ACCA@11:47 AM

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