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terça-feira, dezembro 31, 2019

PONTE HERCÍLIO LUZ É REABERTA APÓS QUASE 30 ANOS INTERDITADA

Fechada desde 1991, a mais antiga ligação entre o Continente e a Ilha de Santa Catarina foi reaberta na manhã de segunda-feira (30 de dezembro)
Primeira ligação entre o Continente e a Ilha e principal cartão-postal de Santa Catarina, a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, foi reaberta na manhã desta segunda-feira (30) depois de quase três décadas totalmente interditada.
Inicialmente, a ponte estará liberada apenas para pedestres e ciclistas. O tráfego de veículos vai começar no dia 13 de janeiro com linhas de transporte público. Já os carros particulares devem passar a usar a Hercílio Luz somente no segundo semestre de 2020, em um esquema que ainda está sendo planejado pela prefeitura de Florianópolis.

ANOS DE ESPERA E DESCONFIANÇA
Totalmente interrompido em julho de 1991 depois que técnicos constataram risco de colapso na estrutura, o tráfego na Ponte Hercílio permaneceu bloqueado por exatos 28 anos, cinco meses e 15 dias. Mas os primeiros sinais de desgaste começaram ainda na década de 80, levando à primeira interdição em 1982. Em 1988, a ponte foi liberada apenas para pedestres e ciclistas, voltando a ser completamente bloqueada três anos depois, em 1991.
Além de retomar a mais antiga ligação entre o Continente e a Ilha de Santa Catarina, a reabertura do cartão-postal nesta segunda-feira também põe fim a um sentimento de desconfiança de parte da população que não acreditava que o símbolo seria recuperado.

CUSTO DA RESTAURAÇÃO
As obras de restauração para a reabertura duraram 13 anos. Segundo o Portal da Transparência, os gastos desde 2006 vão chegar a R$ 480 milhões quando o contrato com a empresa atualmente responsável pela obra terminar, em 2020.

1926-Ponte foi a primeira ligação da ilha com o continente(Foto: Acervo dos Municípios Brasileiros)





CONSTRUÇÃO: PROPOSTA DE PONTE PÊNSIL
A proposta inicial tivesse dado certo, a Ponte Hercílio Luz não seria da forma como a conhecemos. A ideia era ser uma estrutura com viga treliçada, mas as dificuldades de financiamento fizeram com que o desenho fosse deixado de lado. No lugar, entrou a concepção de uma ponte pênsil com olhal, assinada pelo americano David Barnard Steinman. A estrutura seria instalada no Canal do Estreito, trecho que tem a menor distância entre a ilha e o continente.
O custo do projeto ajuda a explicar os problemas para financiá-lo. A obra custou mais de 14,4 milhões de contos de réis, dinheiro que saiu tanto dos cofres do estado quanto da União. Não há como cravar um número exato, mas em valores atuais, a ponte custaria em torno de R$ 1,7 trilhão, diz o professor Sérgio Murilo Petri, do Departamento de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Mas bancar a construção não era o único obstáculo para executar o projeto. O Brasil sequer produzia ferro fundido e aço em volume suficiente, o que fez com que o material da obra fosse importado dos Estados Unidos, por meio de navios. A construção começou em 14 de novembro de 1922, mas o canteiro de obras do lado continental só ficou pronto em fevereiro de 1923, com itens vindo da Dinamarca. A outra frente de trabalho ficava do lado insular.

"O material não era adequado, as condições também não eram adequadas. Não se tinha equipamento necessário. Nem a construção em si e nem o material", explica o engenheiro mecânico Berend Snoeijer, professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Mas em termos de engenharia, foi um marco para a época", acrescenta.

A fundação da ponte foi concluída em 20 de julho de 1923, sendo necessários 14.350 m3 de concreto. Os pilares submersos receberam cimento especial resistente à corrosão da água salgada. Aos poucos, o projeto ia saindo do papel e a construção, tomando forma. 

PONTE EM NÚMEROS:
·    A estrutura tem 821 metros de extensão e a largura do vão central é de 15,92 m;
·    É formada pelos viadutos de acesso do Continente, com 222,5 metros, e da Ilha, com 259 m, e pelo vão central pênsil com extensão de 339,5 m;
·    A altura das torres principais é de 74,21 m;
·    A altura do vão pênsil em relação ao nível de maré média é de 30,86 m;
·    São 28 vãos sustentados por duas torres principais e 12 secundárias, sendo as principais com 74 m de altura.

INAUGURAÇÃO
Com 5 mil toneladas de aço ao longo de sua extensão, a Ponte Hercílio Luz foi inaugurada em 13 de maio de 1926, já no governo de Antônio Vicente Bulcão Vianna. A cidade tinha população de cerca de 40 mil pessoas. Havia poucos carros pelas ruas e o tráfego sobre a estrutura recém-aberta era, em sua maioria, com autobonde, veículos de tração animal e a pé.

PEDÁGIO
No início, cada pessoa que passasse pela ponte tinha que pagar pedágio, fosse a pé ou dentro do carro. Era cobrada ainda uma taxa adicional para quem estivesse carregando bagagens. O direito de passagem era retribuído por uma taxa, por conta do ressarcimento de investimentos, segundo o Governo do Estado. A cobrança foi suspensa em 1935.

AUMENTO DE CUSTOS E TRANSFORMAÇÃO CULTURAL
Após a abertura do tráfego sobre a estrutura pênsil, aponta  o historiador Reinaldo Lohn, professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc),  houve uma elevação de custo de vida e uma agitação no mercado imobiliário.
"Os trabalhadores mais pobres não conseguiam bancar os gastos de viver nas regiões mais próximas da ponte, e uma alternativa para uma parcela grande da população passou a ser as encostas dos morros. Esse foi um processo que se intensificou muito a partir daquela época e que continuou nas seguintes", disse o historiador.
Além da importância econômica e social, para o historiador a ponte pênsil representa também o início de uma profunda transformação cultural na capital catarinense.
“Ela ajuda a criar um mercado para bens culturais que eram muito raros, favoreceu uma maior circulação de pessoas, aumentou a densidade urbana. Tudo isso propiciou uma circulação de ideias, revistas, jornais, circulação de pessoas. A ponte é a joia da coroa que simboliza tudo isso”, afirma Lohn.

CURIOSIDADES SOBRE A PONTE HERCÍLIO LUZ

1. INAUGURAÇÃO SUSPENSA
A inauguração da Ponte Hercílio Luz foi no dia 13 de maio de 1926, no entanto a estrutura já estava pronta desde janeiro daquele ano. Num primeiro momento ela não foi aberta, pois faltavam as obras de acesso à passarela, que foram concluídas em fevereiro. Após a estrutura e as cabeceiras da ponte ficarem prontas, o governo ainda postergou a data de entrega para contratar uma empresa para fazer a vistoria e atestar que a ponte estava em condições de entrar em funcionamento.

2. IRMÃS GÊMEAS
Além da Hercílio Luz, existiam apenas outras duas pontes do mesmo modelo no mundo, ambas nos Estados Unidos. A Silver Bridge que desabou em 1967 causando a morte de 46 pessoas, e a Fort Steuben Bridge que foi demolida em 2012 após apresentar problemas estruturais.

3. PEDÁGIO
Por quase dez anos foi cobrado um pedágio para se passar sobre a ponte. A cobrança existiu até 1935.

4. O HERCÍLIO LUZ
Hercílio Pedro da Luz, político e engenheiro que dá nome ao cartão-postal, foi quem assinou o contrato para a construção da estrutura que faria a primeira ligação entre a Ilha e o Continente. Na época em que a ponte começou ser construída ele era governador do Estado de Santa Catarina. Hercílio Luz não viu a ponte ser finalizada, morreu dois anos antes da inauguração, em 1924.

5. O NOME DA PONTE
Num primeiro momento a ponte se chamaria Ponte da Independência. Foi só após a morte de Hercílio Luz que o cartão-postal recebeu o nome em sua homenagem.

6. PONTE IMPORTADA
O projeto é de autoria de dois engenheiros norte-americanos e todo o material nela empregado foi trazido dos Estados Unidos. O valor gasto na construção da estrutura até 1926 foi de aproximadamente cinco milhões de dólares. Para conseguir pagar, o governo de SC fez empréstimos junto a bancos estrangeiros, que só terminaram de ser pagos em 1978, mais de 50 anos após a inauguração da ponte.

7. TAMANHO
Com 821 metros de extensão, a Hercílio Luz é uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do Brasil. Sua estrutura é composta por 28 vãos no total, 2 torres principais e 12 torres secundárias. A altura das torres principais é de 74 metros e o vão pênsil fica aproximadamente 30 metros acima do nível do mar. Toda a estrutura da ponte pesa cerca de cinco mil toneladas. A Hercílio Luz é também a única ponte pênsil do mundo sustentada por barras de olhal.

8. AS INTERDIÇÕES
No dia 22 de janeiro de 1982 a ponte foi interditada pela primeira vez. Em 15 de março de 1988 a estrutura foi reaberta apenas para o tráfego de pedestres, motocicletas e veículos de tração animal. A ponte foi fechada definitivamente em julho de 1991. Todas as interdições foram motivadas por problemas na estrutura.

9. A REFORMA
No final de 2005 foi lançado o edital para a reforma da Ponte Hercílio Luz e as obras iniciaram em 2006. Inicialmente o prazo máximo para a entrega da restauração era 13 de maio de 2012, quando a ponte completasse 86 anos. O valor gasto nas obras de reforma ultrapassam os 600 milhões de reais.
Enquanto sua construção levou apenas 3 anos e 6 meses, a restauração da estrutura já dura mais de 13 anos.

DADOS CRONOLÓGICOS
·    14 de novembro de 1922 – Início das obras da ponte
·    20 de outubro de 1924 – Morte do governador Hercílio Luz. Fator determinante para que o nome da ponte levasse seu nome. A ponte seria chamada de Ponte da Independência.
·    13 de maio de 1926 – Inauguração  da ponte no governo de Antônio Vicente Bulcão   Vianna.
·    15 de outubro de 1935 – Fim do pedágio cobrado de quem trafegava pela ponte.
·    22 de janeiro de 1982 – Interdição total da ponte por causa da deterioração das barras de olhal.
·    15 de março de 1988 – Ponte é reaberta, mas somente para pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal
·    4 de julho de 1991 – interdição total e retirada do piso asfáltico do vão central da ponte, deixando-a 400 t mais leve.
·    24 de março de 2005 – Apresentação do projeto de recuperação da ponte
·    17 de fevereiro de 2006 – Início da obra com previsão de término para agosto de 2008           
·    28 de agosto de 2014 – Governo do Estado rompe contrato por causa dos atrasos da obra.
·    10 de fevereiro de 2015 – Nova empresa é contratada para terminar as quatro torres de sustentação
·    02 de outubro de 2015 – Assinado contrato para fazer as treliças sobre as quatro torres de sustentação que seguram o vao central durante os trabalhos
·    10 de março de 2016 – Empreiteira é contratada para terminar a restauracao, atual contrato em vigor.
·    30 de dezembro de 2019- Reabertura da ponte. Conclusao total da obra está marcada para 20 de março de 2020.
Fontes: NSC-19/12/2019 ; NSC-30/12/2019 e G1 SC-30/12/2019 

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sábado, dezembro 28, 2019

TERMINA A CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA PONTE QUE UNE RÚSSIA COM CHINA

Foi completada   a construção da única ponte de veículos sobre o rio Amur existente entre a Rússia e a China, segundo o governador da região russa de Amur

Na  sexta-feira  (29 novembro), o governador da região russa de Amur, Vasily Orlov, anunciou durante a abertura do Fórum Económico de Amur que foi completada a construção da única ponte que une a Rússia e a China.




HISTÓRICO
Em 1995, após o colapso soviético, China e Rússia assinaram acordo de construção em conjunto e finalmente começaram a construção em dezembro de 2016.
A construção foi iniciada em 2016 e a ligação das duas partes teve lugar em 31 de maio de 2019.  

CARACTERÍSTICAS DA PONTE
Comprimento: O comprimento da parte russa da ponte é de 540 metros, mais 13 quilômetros de estradas de acesso. A parte chinesa da ponte é de 5,9 quilômetros, incluindo as estradas.
Custo: (US $ 295 milhões).

ABERTURA AO TRÁFEGO
Apesar de a construção ter sido finalizada, o tráfego pela ponte ainda  está fechado.
A construção está completamente pronta, está asfaltada, tem a sinalização e iluminação, mas ainda não está  em operação para o tráfego, porque ainda há trabalho por fazer com os documentos e para pôr em funcionamento a aduana.

TRANSPORTE DE CARGA E TURISMO:  4 milhões de toneladas métricas de mercadorias e 2 milhões de turistas chineses por ano, conforme estimado pelo ministro da Rússia para o Extremo Oriente e  desenvolvimento do Ártico.

DATA DE INAUGURAÇÃO: abril de 2020. O ministro da Rússia para o Extremo Oriente e o Desenvolvimento do Ártico espera que a ponte seja aberta para o tráfego de passageiros em meados de 2021.
O tráfego planejado é de 800 automóveis por dia. Através da ponte se prevê exportar produtos de soja e polímeros da Rússia para a China. Além disso, espera-se que depois que a ponte seja inaugurada, o que está programado para a primavera de 2020, o tráfego será aberto primeiro  para veículos de carga pesados que transportem mercadorias, enquanto veículos de passeio poderão usar a ponte aproximadamente em um ano e meio. The Moscow Times - Nov. 29, 2019





RÚSSIA CONCLUI  A CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA PONTE FERROVIÁRIA PARA  CHINA


A Rússia concluiu a construção de sua primeira ponte ferroviária com a China, ligando os dois países através do rio Amur, noticiou a mídia russa na quinta-feira, 12 de março.
A construção da ponte de 2.200 metros entre Nizhneleninskoye na Rússia e a cidade de Tongjiang na China começou em 2014. A China concluiu a construção de sua seção sobre o que chama de rio Heilongjiang em outubro de 2018.
A Rússia instalou a viga de aço final em sua seção da ponte,. Isso significa que a primeira ponte ferroviária entre os países foi  ligada com sucesso", afirmou o governo.
As obras devem terminar na íntegra em julho deste ano, disse o engenheiro-chefe do projeto pela mídia estatal russa.
Espera-se que a ponte sirva como um canal internacional de transporte de mercadorias, com um volume anual de remessas de 21 milhões de toneladas quando for inaugurada no final de 2019. The Moscow Times - 21 de março de 2019


Comentário
O rio Amur  é um grande curso de água que forma uma parte da fronteira entre a Rússia e a República Popular da China e no final do percurso entra inteiramente em território russo. Forma uma bacia hidrográfica de 1.855.000 km² entre Rússia, República Popular da China e Mongólia

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domingo, dezembro 22, 2019

FORMOL NÃO PODE SER UTILIZADO EM ALISANTES DE CABELOS

Em contato com a pele, o formol pode causar irritação, queimadura, descamação e até queda de cabelo, entre outros danos.
No Brasil, o uso do formol não é permitido como alisante capilar. Entretanto, 35% dos fiscais de Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios que participaram de uma pesquisa da Anvisa sobre este tema, divulgada no início do ano, relataram ter constatado o uso irregular de formol em alisantes.
Por isso, a população precisa estar atenta aos riscos do uso irregular dessa substância em salões de beleza.

LEIA, A SEGUIR, UM PONTO A PONTO SOBRE O TEMA:

1 – O QUE SÃO ALISANTES?
Resposta: Os alisantes são produtos cosméticos que modificam a estrutura química capilar para relaxar, alisar ou ondular os cabelos com duração do efeito após o enxague.
Todos os alisantes capilares, inclusive os importados, devem ser registrados. Alisantes sem registro estão irregulares e podem causar danos à córnea, queimaduras graves no couro cabeludo, quebra dos fios e queda dos cabelos.

2 – COMO IDENTIFICAR SE UM ALISANTE É SEGURO?
Resposta: Verifique se a embalagem do produto contém o número de Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE) e o número do processo, que corresponderá ao número de registro do produto. Todos os alisantes capilares, inclusive os importados, devem ser registrados. Alisantes sem registro estão irregulares.

3 – QUAIS OS RISCOS DA UTILIZAÇÃO DE UM ALISANTE SEM REGISTRO?
Resposta: Produtos sem registro podem causar danos à córnea, queimaduras graves no couro cabeludo, quebra dos fios e queda dos cabelos.

4 – FORMOL PODE SER UTILIZADO EM ALISANTES DE CABELO?
Resposta: Não. O formol não pode ser utilizado como alisante capilar. Adicionar formol a esses produtos é infração sanitária (adulteração ou falsificação) e crime hediondo, de acordo com o art. 273 do Código Penal.

5 – QUAIS OS RISCOS PARA A SAÚDE DO USO INDEVIDO DO FORMOL EM ALISANTES DE CABELO?
Resposta: O uso indevido de formol em alisantes de cabelo pode causar diversos males à saúde, como: irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência dos olhos e lacrimejamento, falta de ar, tosse, dor de cabeça, ardência e coceira no nariz.
Exposições constantes podem deixar a boca amarga e causar dor de barriga, enjoo, vômito, desmaio, feridas na boca, narina e olhos, e câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traqueia e brônquios), podendo até levar à morte.

6 – EXISTEM OUTRAS SUBSTÂNCIAS QUE TAMBÉM SÃO UTILIZADAS DE FORMA IRREGULAR PARA ALISAR CABELOS?
Resposta: Sim. O glutaraldeído (glutaral), devido à semelhança química com o formol, também tem sido utilizado de forma irregular como alisante de cabelo. Os riscos para a saúde associados ao uso do glutaral de forma irregular são os mesmos do formol.

7 – ALISANTES PODEM SER UTILIZADOS EM CRIANÇAS?
Resposta: Não existem alisantes capilares destinados ao público infantil. Os produtos para alisamento capilar são indicados, exclusivamente, para adultos. O uso de alisantes em crianças é proibido.

8 – QUAIS OS CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS ANTES DO USO DE UM ALISANTE?
Resposta: Após constatar que o alisante é registrado na Anvisa, leia atentamente as instruções de utilização do produto e observe as advertências que constam na embalagem.

9 – O QUE DEVO OBSERVAR NO RÓTULO DE ALISANTES DE CABELO?
Resposta: O rótulo de um produto alisante deve conter as seguintes frases:
·    Este preparado somente deve ser usado para o fim a que se destina, sendo PERIGOSO para qualquer outro uso.
·    Não aplicar se o couro cabeludo estiver irritado ou lesionado.
·    Manter fora do alcance das crianças.
·    Não usar em crianças.
·    Para o uso em grávidas e lactantes, consultar um médico.
·    Aplicar o produto a meio centímetro da raiz.
·    Incluir o teste de mecha.
Obs.: Produtos que tiverem derivados de ácido glioxílico (como, por exemplo, Glyoxyloyl Keratin Amino Acids e Glyoxyloyl Carbocysteine) em sua composição deverão apresentar também a frase: "Aplicações repetidas podem causar queda ou alterar a coloração dos cabelos".

10 – ONDE POSSO CONSULTAR OS ALISANTES DE CABELO REGISTRADOS?
Resposta: Para saber se um alisante de cabelo é registrado na Anvisa, basta consultar no site. É preciso ter em mãos uma das seguintes informações: número do processo ou número de registro, nome do produto, nome da empresa detentora do registro ou CNPJ.

11 – QUAIS PROCEDIMENTOS E MÉTODOS PARA ALISAMENTO CAPILAR DEVEM SER REGISTRADOS?
Resposta: Procedimentos e métodos para alisamento capilar, como escovas inteligente, definitiva e de chocolate, não são regulamentados pela Anvisa. A Agência registra somente os produtos que serão utilizados. Entretanto, todos os salões de beleza devem ser licenciados pela Vigilância Sanitária local. Fonte: Ascom/Anvisa-Publicado: 17/12/2019

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quarta-feira, dezembro 18, 2019

AFOGAMENTO É MAIOR CAUSA DE MORTES ACIDENTAIS DE CRIANÇAS NO BRASIL

Nos Estados Unidos, dez pessoas morrem afogadas diariamente, conforme a USA Swimming Foudation. O afogamento é a principal causa de morte não intencional em crianças de um a quatro anos no país.

No Brasil, o quadro não é diferente. Todos os dias, 17 pessoas morrem afogadas - sendo que três delas são crianças - , de acordo com o Ministério da Saúde.

Em 2016, ano com os dados mais recentes, foram 913 óbitos por afogamento de crianças de até 14 anos de idade, segundo a ONG Criança Segura, citando números do Ministério da Saúde. Essa é a maior causa de morte acidental entre crianças na faixa de um a quatro anos, sendo a piscina o local onde a maioria dos incidentes ocorre, ainda conforme o ministério.

"Afogamento não é acidente, não acontece por acaso, tem prevenção", ressalta o médico David Szpilman, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). "O grande problema é que não se dá a devida importância a esse vilão da saúde pública", como diz Szpilman. "Não há campanhas de combate ao afogamento", critica.

Um projeto de lei que disciplina a prevenção de acidentes em piscinas no território nacional tramita no Congresso desde 2014. A ausência de regras definidas a todos os Estados é duramente criticada por pessoas que perderam entes queridos em afogamentos.

Em todos os países, o afogamento está entre as principais causas de morte de crianças pequenas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números, contudo, são nebulosos: muitos governos, em geral da Ásia e África, não repassam as informações à OMS. Cerca de 360 mil pessoas morrem por afogamento ao ano no mundo, em todas as faixas etárias. No entanto, especialistas afirmam que esse é um valor subestimado, podendo chegar a até 1 milhão de óbitos.

São mais precisos os dados sobre casos fatais, baseados nas certidões oficiais de atestados de óbito. No Brasil, entre 2001 e 2016, houve uma redução de 39% nos casos fatais em crianças de até 14 anos. Especialistas, no entanto, afirmam que, apesar da redução, é inaceitável uma criança morrer por um motivo que, muitas vezes, poderia ser completamente evitado

COMO PREVENIR?
Seja qual for o ambiente do afogamento, uma piscina, um rio ou uma represa, existem etapas para ajudar uma pessoa que está em apuros na água.
■O primeiro passo é a prevenção: crianças na água ou próximas a ela precisam ser supervisionadas o tempo todo, sem descanso - e bem de perto.
■ O responsável deve sempre ficar a um braço de distância, mesmo na presença do guarda-vidas.
■"Água no umbigo, sinal de perigo". Mesmo nas piscinas infantis ou se a criança já sabe nadar, é preciso ficar atento. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), bastam 5 centímetros de água para um bebê se afogar na banheira, por exemplo.
■Em piscinas, verifique se existe ralo antissucção.
■Na praia, identifique onde está a corrente de retorno e não deixe a criança nadar nesse local. Na dúvida, fale com o salva-vidas.
■Brincadeiras de prender a respiração embaixo da água devem ser permitidas apenas sob supervisão; deixar brinquedos dentro ou próximos à água pode servir de atrativo para as crianças.
■Boias não são equipamentos de segurança e podem facilitar um afogamento; prefira o colete salva-vidas.

FIQUE ATENTO
A segunda recomendação para prevenir emergências é a atenção: é preciso definir claramente quem está vigiando a criança na água, sem distrações como, por exemplo, celulares ou bate-papo. Diferentemente do que os filmes e a ficção podem dar a entender, o afogamento é um processo silencioso e é bom atentar para os sinais visíveis: cabelos caindo no rosto ou os braços muito imóveis podem ser sinais de alerta.
"Uma pessoa que está se afogando não consegue respirar, muito menos gritar. Se ela levantar o braço, afunda naquele momento. O olho leigo enxerga uma pessoa brincando na água", diz o especialista. "São inúmeros casos em que uma criança está morrendo e ninguém percebe o que está acontecendo", diz Szpilman.
Em caso de emergência, o melhor caminho é chamar ajuda e ligar para o número de emergência 193. Dependendo da situação, outra recomendação é jogar à vítima uma boia ou outro objeto que flutue. É importante manter-se seguro, puxando a pessoa com um objeto, como, por exemplo, o cabo da peneira para piscina.

COMO SOCORRER
Caso a vítima não respire, é necessário fazer manobras de ressuscitação com rapidez.
Se não houver respiração, é preciso fazer cinco ventilações (respirações) boca a boca.
Se a vítima não responder, seja falando, tossindo ou vomitando, significa que o coração também pode estar parado. Você deve imediatamente começar a fazer 30 compressões cardíacas, mantendo duas ventilações e 30 compressões até a ambulância chegar, ela voltar a respirar ou até a exaustão do seu braço. O médico da Sobrasa não recomenda a chamada Manobra de Heimlich, muito popular há 20 anos, em que uma pessoa usa as mãos para fazer pressão sobre o diafragma, comprimindo os pulmões. "Pode provocar vômito e a vítima acabava aspirando a água do vômito, piorando o quadro", afirma o especialista. Fonte: BBC Brasil-24 junho 2018


Artigos publicado







MENINO COMEÇA A SE AFOGAR E NINGUÉM PERCEBE

Momento aterrorizante, um menino de cinco anos começa a se afogar em uma piscina em Helsinque e ninguém nota
 • Imagens mostram o menino finlandês de cinco anos lutando na piscina
• Segundo informações ele foi deixado sozinho enquanto a mãe foi à sauna
• Lutou debaixo d'água e tenta desesperadamente chegar do outro lado para se retirar
• As pessoas ao redor do garoto parecem ignorar sua situação difícil

Em 30 de janeiro de 2016, em Helsinque, Finlândia, um menino de 5 anos se afogou em uma piscina pública da cidade sem que ninguém percebesse.
1- O menino parece estar tentando colocar a cabeça acima da água na parte rasa da piscina, mas não consegue.
2- Um homem que está por perto não parece perceber que o menino está em dificuldade
3- O vídeo mostra o menino tentando nadar de cachorrinho até a beira da piscina debaixo d'água
4- Outras pessoas parecem não notar seus esforços frenéticos para chegar ao lado da piscina
5- O menino consegue agarrar-se na parede da piscina por um instante antes de se afastar novamente
6- Demorou um minuto antes que alguém notasse o menino flutuando de bruços na água. Felizmente, ele foi retirado e ressuscitado e não sofreu nenhum dano permanente.

Imagens horríveis mostram um garoto de cinco anos aparentemente começando a se afogar em uma piscina lotada em Helsinque, enquanto outras pessoas continuam ignorando sua situação.
Segundo informações o garoto ficou sem vigilância enquanto sua mãe passava algum tempo na sauna.

Felizmente, a criança foi ressuscitada depois que uma mulher finalmente notou seu corpo flutuando na superfície e não sofreu nenhum dano permanente.
No início das filmagens, cujas origens são desconhecidas, o garoto parece estar tentando colocar a cabeça acima da água na piscina rasa, mas ele  não é alto o suficiente.

Um homem com seu filho está bem na frente dele, mas parece não perceber que está em dificuldade.
Depois de se mexer, ele começa a tentar chegar ao lado da piscina para poder agarrar a parede fazendo o remo de cachorro debaixo d'água.

A certa altura, ele dá uma volta 360 antes que uma mulher nada direção a ele, e embora ela pareça olhar diretamente para ele, ela não parece perceber que ele precisa de ajuda.
A criança tentou desesperadamente controlar o lado, mas, assim como a administra, o fluxo da água o afasta.

Ele começa a se desviar para outro grupo de pessoas que parecem não vê-lo debaixo d'água, e é nesse ponto que ele é incapaz de continuar lutando.
Seu corpo fica parado e começa a deslizar em direção ao centro da piscina, ainda sem ser observado.

Por um minuto agonizante, ele continua a balançar na água de bruços antes que uma mulher finalmente perceba e o puxe para fora.

Ele ficou debaixo d'água por quatro minutos e 36 segundos e foi salvo quando seu corpo  sem vida flutuou ao lado de uma mulher desconhecida. O menino foi salvo e não sofreu danos permanentes. MailOnline- published 8 June 2017

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sábado, dezembro 14, 2019

A SEGURANÇA PESSOAL E OS TRANSPORTES - DEPÓSITOS

Para os inspetores de incêndio, o assunto transportes freqüentemente vem acompanhado da pergunta, "O que acontece quando um caminhão é descarregado e sua carga levada para dentro do depósito?" Será que isso causará problemas de incêndio ou de segurança dos ocupantes?

Na verdade, muitos desses problemas podem começar antes mesmo da descarga, durante o projeto da área de carga e descarga. Os caminhões são grandes, enquanto as plataformas são normalmente pequenas, e por isso os motoristas precisam ser criativos ao manobrar os veículos para que o processo de descarga seja mais fácil. Às vezes isso causa o bloqueio de acessos dos bombeiros, conexões de recalque, hidrantes, rotas de fuga e escadas ou saídas de emergência.

PROJETO E SEGURANÇA
Projetistas e analistas de projetos deveriam considerar esses pontos durante o desenvolvimento do projeto, do mesmo modo que os motoristas deveriam considerá-los ao manobrar seus caminhões. As pessoas que efetuam a descarga deveriam também considerar onde colocar a mercadoria, para garantir que não haverá bloqueio de acessos a saídas de emergência ou de conexões de recalque.

GERENCIAMENTO DE RISCOS
Quando as mercadorias são levadas para dentro do edifício, o local precisa ser avaliado, mesmo que a armazenagem seja temporária.

Os corredores devem ser mantidos sempre livres, conforme normas vigentes, permite a evacuação através de depósitos em ocupações mercantis Classe A que forem completamente protegidas por um sistema aprovado e supervisionado de chuveiros automáticos.

O código também permite a evacuação através de depósitos em todas as ocupações mercantis Classe B e Classe C, desde que as seguintes condições se apliquem:
·  não mais de 50 por cento das rotas de fuga devem passar dentro de depósitos;
·  o depósito não pode permanecer fechado;
·  o corredor principal deve ter pelo menos 112 cm de largura;
·  e a rota de fuga, enclausurada com paredes fixas, deve ser direta e sem obstruções.

É mais provável ocorrerem problemas relacionados a mercadorias nos corredores quando o carregamento for recebido em épocas de festas e feriados. Os responsáveis pelos depósitos devem ter isso em mente e devem estar preparados para tratar as eventuais obstruções.

EMPILHAMENTO EXCESSIVO
Outro problema para o qual o responsável pelo depósito deve atentar é o risco devido a caixas empilhadas até o mesmo nível ou acima do nível dos chuveiros automáticos. A NFPA 13, Instalação de Sistemas de Chuveiros para Proteção Contra Incêndio, exige uma distância mínima de 460 mm entre o defletor dos chuveiros e o topo da pilha.
O material armazenado não deve ocupar esse espaço, pois o chuveiro não poderá descarregar a água de maneira eficiente.

GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
Todas essas questões, e outras relacionadas ao transporte de mercadorias, exigem que os envolvidos em todas as fases da operação, do projeto à entrega, conheçam as implicações quanto à proteção da vida e à segurança contra incêndios, e entendam as conseqüências de se ignorar a segurança e o processo.  Fonte: NFPA Journal Latinoamericano - Junho de 2003

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
■ABNT NBR 10897 /2014- Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos — Requisitos
■ABNT NBR 16400/2018-Chuveiros automáticos para controle e supressão de incêndios - Especificações e métodos de ensaio      
■NFPA 13- Standard for the Installation of Sprinkler Systems
■NFPA 101: Código de proteção à vida
■NR-23 - Proteção contra incêndios

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quinta-feira, dezembro 12, 2019

ANNA CONNELLY – INVENTORA DA ESCADA DE SAÍDA DE INCENDIO

Você sabia que as saídas de incêndio atual devem  sua existência a uma mulher?  Anna Connelly foi uma das primeiras mulheres a apresentar uma idéia ao escritório de patentes.
 A primeira escada externa de aço, antecessora da atual escada de incêndio, foi patenteada (No. 368.816 - Patented Aug. 23, 1887. ) por uma inventora americana chamada Anna Connelly.  
Ela foi uma das primeiras mulheres a registrar uma patente para uma invenção após a Guerra Civil, quando as mulheres foram finalmente autorizadas a registrar suas próprias patentes.

O projeto Connelly foi uma forma  revolucionária de tornar os edifícios mais seguros, adicionando uma escada externa com plataformas entre os níveis, que impedia as pessoas caíssem vários andares em caso de pânico durante uma emergência. Também permitia que os bombeiros combatessem de maneira mais eficaz os incêndios, permitindo que transportassem água para áreas específicas da estrutura, o que diminuiu o risco para os bombeiros e permitiu combater o incêndio mais rapidamente.

O seu projeto também foi uma estratégia muito econômica para melhorar a segurança pública. Como as escadas foram adicionadas ao exterior do edifício, não houve necessidade de reforma dispendiosa do edifício. Sua invenção levou aos primeiros códigos de construção na cidade de Nova York, exigindo um segundo meio de saída para as pessoas escaparem dos edifícios em caso de emergência. Fonte: East Coast ire Escapes

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terça-feira, dezembro 10, 2019

O QUE ACONTECERIA SE TODAS AS ÁRVORES DO MUNDO DESAPARECESSEM?

"As florestas são a salvação do mundo", diz Meg Lowman, diretor da Tree Foundation, organização sem fins lucrativos da Flórida dedicada à pesquisa, exploração e educação sobre árvores. "Sem elas, perdemos elementos extraordinários e essenciais para a vida na Terra."
Os serviços que as árvores prestam ao planeta variam do armazenamento de carbono e conservação do solo até a regulação do ciclo da água. Elas apoiam os sistemas alimentares naturais e humanos e fornecem casas para inúmeras espécies – inclusive para nós, como materiais de construção.

ÁRVORES SÃO DESCARTÁVEIS
No entanto, geralmente tratamos as árvores como descartáveis: algo a ser colhido para ganho econômico ou como um inconveniente no caminho do desenvolvimento humano.
Desde que nossa espécie começou a praticar agricultura, há cerca de 12 mil anos, derrubamos quase metade das 5,8 trilhões de árvores que existiam então, de acordo com um estudo de 2015 publicado na revista Nature.
Grande parte do desmatamento aconteceu em anos relativamente recentes. Desde o início da era industrial, as florestas foram reduzidas em 32%. Especialmente nos trópicos, os 3 trilhões de árvores restantes do mundo estão sumindo rapidamente, com cerca de 15 bilhões de exemplares derrubados a cada ano, afirma o estudo da Nature.

QUEIMADAS
Em muitos lugares, a perda de árvores está se acelerando. Em agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou ter ocorrido neste ano um aumento de 84% nos incêndios na Floresta Amazônica brasileira em comparação com o mesmo período de 2018. A Bolívia também enfrenta queimadas de grande gavidade. O corte e a queima também estão em ascensão na Indonésia e Madagascar.
Exceto por uma catástrofe inimaginável, não há cenário em que as árvores do planeta seriam extintas.
"Árvores são insubstituíveis", diz Isabel Rosa, professora de análises ambientais na Universidade de Bangor, no País de Gales. "Sem elas, o planeta talvez não consiga mais nos sustentar".

EXTINÇÕES EM MASSA
Se as árvores desaparecessem da noite para o dia, o mesmo ocorreria com grande parte da biodiversidade do planeta.
A perda de habitat já é o principal fator de extinção no mundo, portanto, a destruição de todas as florestas remanescentes seria "catastrófica" para plantas, animais, fungos e muito mais, diz Jayme Prevedello, ecologista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "Haveria extinções em massa de todos os grupos de organismos, local e globalmente".
A onda de extinções iria além das florestas, acabando com a vida selvagem que depende de árvores únicas e pequenas.
Em 2018, Prevedello e seus colegas descobriram, por exemplo, que a riqueza geral de espécies era 50% a 100% maior em áreas com árvores do que em áreas abertas. "Mesmo uma única árvore isolada em uma área aberta pode atuar como um 'ímã' da biodiversidade, atraindo e fornecendo recursos para muitos animais e plantas", diz Prevedello.
"Portanto, a perda de árvores individuais pode afetar gravemente a biodiversidade localmente."

ÁRVORE E O CLIMA
O clima do planeta também seria drasticamente alterado no curto e longo prazos. As árvores agem como bombas hidráulicas biológicas: sugam a água do solo e a depositam na atmosfera, transformando-a de líquido em vapor. Ao fazer isso, as florestas contribuem para a formação e precipitação de nuvens.

As árvores também evitam inundações, aprisionando a água em vez de deixá-la entrar em lagos e rios e protegendo comunidades costeiras de tempestades. Mantêm o solo no lugar que, de outra forma, seria levado pela chuva, e suas estruturas radiculares ajudam as comunidades microbianas a prosperar.
Sem árvores, as áreas anteriormente florestadas se tornariam mais secas e propensas a secas extremas. Quando a chuva chegasse, as inundações seriam desastrosas. A erosão maciça impactaria os oceanos, sufocando recifes de coral e outros habitats marinhos. Ilhas sem árvores perderiam barreiras contra o avanço do mar. Muitas desapareceriam.
"Remover árvores significa perder grandes quantidades de terra para o oceano", diz o ecologista Thomas Crowther, autor principal do estudo publicado na Nature em 2015.

UM MUNDO MAIS QUENTE
As árvores também geram um efeito de resfriamento localizado. Fornecem sombra que mantém a temperatura do solo e absorvem o calor em vez de refleti-lo. Também canalizam energia da radiação solar para converter água líquida em vapor. Com todos esses serviços perdidos, a maioria dos lugares onde havia árvores anteriormente ficaria imediatamente mais quente.
Em outro estudo, Prevedello e seus colegas descobriram que a remoção completa de um trecho de floresta de 25 km² faz com que as temperaturas anuais locais aumentem em pelo menos 2°C em áreas tropicais e 1°C nas temperadas. Os pesquisadores também descobriram diferenças de temperatura semelhantes, ao comparar áreas abertas e com florestas.

Em escala global, as árvores combatem o aquecimento causado pelas mudanças climáticas, armazenando carbono em seus troncos e removendo dióxido de carbono da atmosfera.
O desmatamento já responde por 13% do total das emissões globais de carbono, de acordo com um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado em agosto, enquanto a mudança no uso da terra em geral é responsável por 23% das emissões.

Com todas as árvores destruídas, os ecossistemas anteriormente florestados "se tornariam apenas uma fonte de emissão de dióxido de carbono na atmosfera, em vez de um dreno", diz Paolo D'Odorico, professor de Ciências Ambientais da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Com o tempo, Crowther prevê que haveria uma liberação de 450 giga‑toneladas de carbono na atmosfera, mais do que o dobro da quantidade já produzida pelos seres humanos.
Por um tempo, esse efeito seria compensado por plantas e gramíneas menores, que capturam carbono mais rapidamente do que árvores, mas também o liberam com maior velocidade.

Dentro de algumas décadas, essas plantas não seriam mais capazes de impedir o aquecimento global. "O ritmo desse processo varia de acordo com onde uma pessoa estiver, mas, uma vez que o dióxido de carbono seja lançado na atmosfera, não importa de onde ele vem", diz Paolo D'Odorico, professor de Ciências Ambientais.
Esse processo transformaria a Terra em um planeta "muito" mais quente, diz Crowther. Grandes quantidades de carbono também penetrariam nos oceanos, causando sua acidificação extrema e matando possivelmente tudo, exceto águas-vivas, diz ele.

ECONOMIA EM COLAPSO
O sofrimento da humanidade começaria bem antes de um aquecimento global catastrófico. O aumento do calor, a interrupção do ciclo da água e a perda de sombra afetariam bilhões de pessoas e animais.
Muitas das 1,6 bilhões de pessoas que atualmente dependem diretamente das florestas para sobreviver, inclusive para colher alimentos e remédios, enfrentariam a pobreza e a fome. Ainda mais pessoas se veriam incapazes de cozinhar ou aquecer suas casas, dada a falta de lenha.
Em todo o mundo, aquelas cujo trabalho gira em torno de árvores – seja como madeireiros ou fabricantes de papel, fruticultores ou carpinteiros – ficariam desempregadas, devastando a economia global. Somente o setor madeireiro emprega 13,2 milhões de pessoas e gera US$ 600 bilhões (R$ 2,5 trilhões) a cada ano, de acordo com o Banco Mundial.

Da mesma forma, sistemas agrícolas entrariam em colapso. Culturas que dependem de sombras, como a do café, declinariam drasticamente, assim como as que dependem de polinizadores que habitam árvores.
Devido às flutuações de temperatura e precipitação, locais antes produtivos enfrentariam problemas, enquanto outros que eram inadequados poderiam se tornar bons para o cultivo.
Com o tempo, porém, os solos de todos os lugares se esgotariam, exigindo quantidades significativas de fertilizantes. Um aquecimento adicional acabaria por tornar a agricultura impossível na maioria dos lugares.

PREJUÍZOS À SAÚDE
Além dessas mudanças devastadoras, haveria impactos à saúde. As árvores limpam o ar, ao absorver poluentes e aprisionar material em partículas em suas folhas, galhos e troncos.
Pesquisadores do Serviço Florestal dos EUA calculam que as árvores removem 17,4 milhões de toneladas de poluição do ar a cada ano só nos Estados Unidos, um serviço avaliado em US$ 6,8 bilhões (R$ 28,3 bilhões). Pelo menos 850 vidas são salvas como resultado disso e pelo menos 670 mil casos de problemas respiratórios agudos são evitados.
 
Paolo D'Odorico, acrescenta que também pode haver surtos de doenças raras ou novas, adquiridas a partir de espécies com as quais normalmente não entramos em contato.
Ele e seus colegas descobriram que a transferência do ebola para seres humanos ocorre em pontos críticos da fragmentação da floresta. Uma perda repentina de florestas pode desencadear um aumento temporário de nossa exposição a infecções zoonóticas, como o ebola, o vírus nipah e o vírus do Nilo Ocidental, diz ele, além de doenças transmitidas por mosquitos, como malária e dengue.

Um número crescente de pesquisas também aponta para o fato de que as árvores e a natureza são boas para o nosso bem-estar mental.
O Departamento de Conservação Ambiental do Estado de Nova York, nos Estados Unidos, recomenda, por exemplo, caminhar em florestas para melhorar a saúde geral, reduzir o estresse, aumentar os níveis de energia e melhorar o sono.

As árvores também parecem ajudar o corpo a se recuperar: um famoso estudo de 1984 revelou que os pacientes que se recuperavam de uma cirurgia passaram menos tempo internados ao ter uma vista para uma área verde em vez de uma parede de tijolos.
"Muitas coisas que levam a problemas de bem-estar físico e mental podem ser significativamente reduzidas se você passar um tempo em um ambiente florestal", diz Kathy Willis, professora de Biodiversidade da Universidade de Oxford, na Inglaterra. "É por isso que um 'banho de floresta' agora é prescrito por médicos no Japão."

IMPACTO CULTURAL
A perda de árvores também teria um impacto cultural profundo. As árvores são um marco de incontáveis infâncias e se destacam na arte, literatura, poesia, música.
São importantes em religiões animistas desde a pré-história e desempenham papéis proeminentes em outras religiões praticadas hoje.
"Muitas pessoas veem florestas como cifrões, mas não há um valor monetário para a importância espiritual das florestas", diz Lowman, da Tree Foundation.
Em última instância, os seres humanos teriam dificuldades para sobreviver em um mundo sem árvores. Os estilos de vida urbanos ocidentais se tornariam rapidamente coisa do passado, e muitos morreriam de fome, calor, seca e inundações.
Lowman acredita que as comunidades sobreviventes provavelmente seriam aquelas que mantivessem o conhecimento tradicional sobre como viver em ambientes sem árvores, como os aborígines da Austrália.
Crowther, por outro lado, suspeita que a vida persistiria apenas em ambientes como os de uma colônia em Marte, possibilitada pela tecnologia e totalmente divorciada da existência que sempre conhecemos.
"Mesmo se pudéssemos viver em um mundo sem árvores, quem iria querer isso?", diz Crowther.
"Este planeta é único em meio a tudo o que sabemos atualmente sobre o Universo por causa dessa coisa inexplicável chamada vida, e, sem árvores, tudo isso ficaria comprometido." Fonte: BBC Future- domingo, 6 de outubro de 2019

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domingo, dezembro 08, 2019

Riscos de utensílios de cozinha de poliamida

A autoridade de prevenção de riscos da Alemanha (BfR - Federal Institute for Risk Assessment) lançou uma nova instrução de segurança envolvendo utensílios de cozinha feitos à base de poliamida (PA), largamente utilizados em colheres, espátulas e partes de aparelhos elétricos.

Segundo a BfR, os componentes desse plástico podem migrar dos utensílios para os alimentos e, consequentemente, ser ingeridos pelos consumidores.

Esses componentes são chamados oligômeros, compostos de algumas poucas moléculas de plástico simples feitos de produtos químicos de partida específicos. Eles são formados acidentalmente durante a produção dos plásticos. Devido ao seu tamanho muito pequeno, alguns oligômeros podem migrar do plástico para o alimento.

A nova recomendação considera oligômeros de duas poliamidas diferentes, utilizadas principalmente na produção de utensílios de cozinha. Estes são o PA 6 (produto químico inicial: caprolactam) e PA 6,6 (produtos químicos iniciais: ácido adípico e hexametilenodiamina).
Altas doses desses compostos entrando no corpo humano causam efeitos adversos no fígado e na tireoide, decorrentes da metabolização.

CLASSES CRAMER
Como não existem ainda dados toxicológicos experimentais, a avaliação do potencial de risco para a saúde foi baseada no conceito de "limiar de preocupação toxicológica".

Essa abordagem classifica substâncias de toxicidade desconhecida com base em sua estrutura química nas chamadas classes Cramer. Cada uma dessas classes é atribuída a uma ingestão diária máxima que dificilmente possui um risco para a saúde humana. Os oligômeros de PA (poliamida) considerados foram atribuídos à classe III de Cramer e, portanto, a uma ingestão diária de 90µg (microgramas) em relação a uma pessoa com 60 kg.

No entanto, dados dos anos de 2016/2017 mostraram que a quantidade de oligômeros de PA cíclicos migrando de utensílios de cozinha para alimentos pode ser muito maior.
Com base nesses dados disponíveis, a autoridade alemã estabeleceu uma quantidade máxima de 5 miligramas por kg (mg/kg) de alimento como sendo toxicologicamente aceitável para os compostos analisados.

Em 23 dos 33 utensílios plásticos analisados, a migração dos oligômeros cíclicos da PA mostrou-se inferior aos 5 mg/kg de alimento. No entanto, em 10 dos 33 utensílios, a liberação excedeu esse limite.
Por esse motivo, a autoridade alemã emitiu uma solicitação à indústria para otimizar seus processos de fabricação de utensílios de cozinha feitos de PA para minimizar a migração dos oligômeros. A entidade também recomenda que os consumidores mantenham contato com os alimentos o mais breve possível ao usar utensílios de cozinha de poliamida, especialmente em altas temperaturas (acima de 70° C). Fonte: Diário da Saúde-05/12/2019

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quarta-feira, dezembro 04, 2019

Tornado atingiu região sul de MS

Um tornado que atingiu a região sul de Mato Grosso do Sul neste último domingo (1º) impressionou moradores de Vicentina, a 247 km de Campo Grande. Apesar do susto, não houve registro de estragos.
De acordo com a coordenadora do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado (Cemtec), Franciane Rodrigues, o tornado que atingiu a região é classificado como landspout.
Ela explica que é um tornado que não surge da rotação organizada em escala de tempestade e, portanto, não está associado a uma nuvem de parede ou a um mesociclone: "Geralmente esse fenômeno natural é como um turbilhão de poeira como é possível ver na imagem".

A coordenadora ainda ressalta que os tornados ocorrem em regiões onde tem possibilidades de tempestades, temporais e chuvas intensas: "São redemoinhos de ventos que giram em torno de centros de baixa pressão em solo e seu deslocamento pode provocar danos a população", explicou.
No caso do tornado de Vicentina, a especialista explica que esse é um tipo de tornado de fraca intensidade: "Esse fenômeno também é de curta duração e geralmente se forma em locais rurais ou áreas abertas", finaliza. Fonte: G1-MS-02/12/2019

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segunda-feira, dezembro 02, 2019

Eliminação e substituição de substâncias perigosas

As substâncias perigosas , ou seja, quaisquer líquidos, gases ou sólidos que ponham em risco a saúde ou a segurança dos trabalhadores, estão presentes em quase todos os locais de trabalho. Milhões de trabalhadores entram em contato com agentes químicos e biológicos suscetíveis de afetarem a sua saúde.

OS RISCOS PARA A SAÚDE
O trabalho com substâncias perigosas pode causar vários problemas de saúde, desde irritações oculares e cutâneas a efeitos graves, tais como deficiências congénitas e cancro. Os efeitos podem manifestar-se de forma aguda ou a longo prazo, havendo substâncias com um potencial efeito cumulativo.
Entre os perigos mais comuns estão:
■Alergias
■Doenças cutâneas
■Cancros
■Problemas reprodutivos e deficiências congénitas
■Doenças respiratórias
■Intoxicação
Algumas substâncias perigosas apresentam riscos para a segurança, tais como riscos de incêndio, de explosão ou de asfixia. Além disso, as substâncias perigosas possuem normalmente várias destas propriedades.

RECOMENDAÇÕES:

Eliminação:
A melhor maneira de reduzir os riscos relacionados com as substâncias perigosas é eliminar a necessidade de sua utilização, alterando o processo ou o produto em que a substância é utilizada.

Substituição:
Quando a eliminação não é possível, a opção seguinte é a substituição da substância perigosa ou do processo por outro que seja menos perigoso nas condições em que é usado.

Controle:
Se uma substância ou um processo não puderem ser eliminados ou substituídos, a exposição poderá ser evitada ou reduzida:
■ confinando o processo de emissão;
■ controlando a emissão através de uma melhor gestão do processo;
■ adotando soluções técnicas que minimizem a concentração na zona de exposição;
■ tomando determinadas medidas organizacionais, tais como reduzir o número de trabalhadores expostos, a duração e intensidade da exposição;
■ uso de equipamento de proteção pessoal.

ELIMINAÇÃO E SUBSTITUIÇÃO NA PRÁTICA
A substituição de uma substância por outra é um processo em três fases:
1-Identificar as alternativas:
Procurar todas as opções disponíveis e identificar métodos alternativos para os processos (para eliminar a necessidade de usar uma substância na sua totalidade), bem como eventuais substâncias de substituição (quando não for possível a eliminação). Se a substância que se pretende substituir for utilizada num processo de uso generalizado, tal como a pintura ou a remoção de graxas/gorduras por pulverização, é provável que o número de opções disponíveis seja mais vasto.
2- Comparar as alternativas:
Proceder a uma avaliação dos riscos de todas as alternativas, incluindo os da substância ou processo utilizados, e comparar os resultados. Verificar as normas pertinentes em matéria de segurança e saúde no trabalho, assim como a legislação sobre ambiente e segurança dos produtos (Fispq), a fim de assegurar a legalidade e a compatibilidade das opções e de determinar os padrões mínimos a atingir.
3- Tomar decisões:
Tomar decisões com base nos requisitos regulamentares, nas possibilidades tecnológicas, nas potenciais implicações para a qualidade dos produtos e nos custos, incluindo o investimento necessário e a formação para o uso do novo produto.

POR ONDE COMEÇAR
Deve ser eliminada qualquer exposição evitável a substâncias perigosas.

ALGUMAS IDEIAS SOBRE ONDE PROCURAR

Relativamente aos perigos resultantes do processo:
■ Processos abertos, por exemplo, a pintura de grandes superfícies, a mistura/composição em contentores/ /recipientes abertos;
■ processos que geram poeiras, vapores ou fumos ou a dispersão de líquidos no ar, por exemplo, soldagem, pintura por pulverização.

Relativamente à substância:
Se não for possível alterar o processo de trabalho, deverá  tentar eliminar ou evitar a exposição a substâncias que:
■ aumentem o risco de incêndio ou explosão;
■ submetam os trabalhadores a um elevado nível de exposição;
■ resultem na exposição de muitos trabalhadores;
■ sejam voláteis, por exemplo, solventes orgânicos;
■ sejam dispersíveis   no ar (aerossóis, poeiras);
■ envolvam riscos graves para a saúde, por exemplo, venenos, corrosivos e irritantes;
■ envolvam riscos crónicos para a saúde, tais como os alergênicos, substâncias tóxicas para a reprodução e outras;
■ sejam abrangidas pela regulamentação nacional específica, que imponha restrições ao seu uso no local de trabalho;
■ alguma vez tenham causado problemas na empresa (problemas de saúde, acidentes ou outros incidentes);
■ provoquem doenças profissionais;
■ exijam um acompanhamento regular da saúde (exame médico dos trabalhadores);
■ possam ser absorvidas através da pele;
■ ou substâncias para as quais se torne necessário o uso de equipamento de proteção individual que dificulta o trabalho (por exemplo, proteção contra a inalação).

As substâncias carcinogênicas  e mutagênicas  devem ser substituídas na medida em que as possibilidades técnicas o permitam.
Não devem ser esquecidos os procedimentos de manutenção, nem os potenciais riscos de acidentes. Uma substância fechada/lacrada  pode constituir um risco elevado se for liberada na sequência de um acidente.

A informação sobre substâncias perigosas pode provir de um número variado de fontes. Uma das maneiras mais fáceis, embora preliminar, de comparar os potenciais riscos das substâncias consiste em verificar as informações sobre a classificação e a rotulagem constantes das fichas de dados de segurança fornecidas com as substâncias químicas (Fispq). Relativamente às substâncias que não dispõem de fichas de dados de segurança, essas informações poderão ser obtidas junto aos fornecedores (especificações técnicas, instruções de utilização).

Outras fontes de informação incluem restrições locais sobre determinadas substâncias e valores limites legais, tais como limites de exposição ocupacional, limites de emissão ou limites do conteúdo do produto. Em algumas listas nacionais de limites de exposição ocupacional podem encontrar-se indicações sobre substâncias passíveis de penetrar na pele ou provocar alergias.

Para avaliar os riscos recomenda-se que as empresas elaborem um inventário das substâncias perigosas. Esse inventário deverá igualmente fornecer indicações sobre as prioridades a estabelecer para a eliminação e substituição, tornando possível comparar os dados relacionados com a substância utilizada, isto é, a quantidade, o processo, o número de trabalhadores expostos, os resultados das medições no local de trabalho ou a estimativa da exposição e classificação das substâncias.
As prioridades de substituição identificadas na avaliação dos riscos devem ser revistas periodicamente e sempre que houver alteração no processo de trabalho.

OUTRAS QUESTÕES:
Quem decide comprar a substância?
Quem deverá dar o seu parecer e o seu acordo (a gestão, a comissão de segurança, os serviços de prevenção, etc.)?
Essa decisão é regularmente revista?

BENEFÍCIOS DA SUBSTITUIÇÃO
A eliminação do uso de uma substância perigosa ou a sua substituição por outra menos perigosa beneficia todas as pessoas envolvidas no processo. A eliminação ou substituição podem permitir:
■ uma melhoria imediata ou a longo prazo da saúde dos trabalhadores expostos à substância perigosa;
■ uma redução da poluição ambiental;
■ uma redução dos custos para a empresa, através de:
■ redução das faltas por doença,
■ redução dos gastos com medidas de controle,
■ redução dos custos do cumprimento da legislação ambiental,
■ poupança de dinheiro com a proteção contra incêndios e explosões,
■ menor consumo de um produto,
■ uso de materiais menos dispendiosos,
■ processos de trabalho mais eficazes.
Fonte: Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho

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