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terça-feira, dezembro 25, 2018

China: enormes pilhas de bicicletas abandonadas e quebradas

No ano passado, o compartilhamento de bicicletas decolou na China, com dezenas de empresas de compartilhamento de bicicletas inundando rapidamente as ruas da cidade com milhões de bicicletas coloridas de aluguel. No entanto, o rápido crescimento superou amplamente a demanda imediata e sobrecarregou as cidades chinesas, onde a infraestrutura e os regulamentos não estavam preparados para lidar com uma enxurrada repentina de milhões de bicicletas compartilhadas.

Os ciclistas estacionavam as bicicletas em qualquer lugar, ou simplesmente as abandonavam, bloqueando ruas   e caminhos já lotados. À medida que as cidades apreendiam bicicletas abandonadas aos milhares, elas  agiram rapidamente para limitar o crescimento e regulamentar o setor.
Milhares de bicicletas apreendidas, abandonadas e quebradas tornaram-se uma visão familiar em muitas grandes cidades.

Como algumas das empresas projetaram o mercado muito grande e   logo começaram a desistir, seu enorme excedente de bicicletas pode ser encontrado acumulando em terrenos baldios.

O compartilhamento de bicicletas continua muito popular na China e provavelmente continuará crescendo, provavelmente em um ritmo mais sustentável. Enquanto isso, ficamos com essas imagens de especulação enlouquecidas - as pilhas de destroços deixados para trás após o estouro da bolha de bicicletas. Fonte: The Atlantic - Mar 22, 2018

Comentário:
É a sociedade de consumo que domina o mundo desenvolvido, ofertando produtos que excede a procura. Este excesso de oferta, aliado a uma enorme profusão de bens colocados no mercado, leva ao desenvolvimento de estratégias de marketing extremamente agressivas. Tudo em excesso tem seu efeito colateral; lixo industrial, desperdício, impacto ambiental, etc.




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sexta-feira, dezembro 21, 2018

Cachalote achado morto na Indonésia engoliu 6 kg de plástico

Um cachalote encontrado morto num parque nacional na Indonésia tinha quase 6 kg de resíduos plásticos no estômago, incluindo 115 copos e dois pares de chinelos, comunicaram autoridades do parque na terça-feira (20/11).

O cetáceo de 9,5 metros de comprimento foi encontrado em águas rasas perto da ilha de Kapota, que faz parte do Parque Nacional de Wakatobi, a sudeste de Sulawesi, afirmou a direção do parque.

A causa da morte é desconhecida, mas funcionários do parque encontraram quatro garrafas e 115 copos de plástico, 25 sacos plásticos, dois chinelos e um saco com mais de mil pedaços de linhas no estômago do animal.

O parque é famoso entre os mergulhadores por sua grande área de recifes e pela vida marinha diversificada, que inclui arraias e baleias.

O cachalote é o maior animal com dentes no planeta. O cetáceo, que pode medir até 20 metros de comprimento, não faz parte da família das baleias, embora similaridades físicas levam muitos a descrever o cachalote como o arquétipo por excelência da baleia – muito também por seu protagonismo na obra Moby Dick, de Hermann Melville.

Em junho, a descoberta na Tailândia de uma baleia-piloto morta com 80 pedaços de lixo plástico em seu estômago virou manchete mundo afora.
Cinco países asiáticos – China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Tailândia – são responsáveis por até 60% dos resíduos plásticos que vão parar nos oceanos, segundo um relatório de 2015 da organização de ativismo ambiental Ocean Conservancy e do Centro de Negócios e Meio Ambiente da consultoria McKinsey.

A Indonésia, segunda colocada atrás da China no estudo de 2015 de má gestão de resíduos plásticos de populações que vivem perto de áreas costeiras, prometeu investir 1 bilhão de dólares por ano para reduzir os detritos plásticos no mar em 70% até 2025. Atualmente, o país produz 3,2 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, dos quais 1,29 milhão de tonelada acaba nos oceanos. Fonte: Deutsche Welle-20.11.2018

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Nova Zelândia soma quase 200 baleias mortas em uma semana

Nas Ilhas Chatham, outras 51 baleias-piloto morrem encalhadas em segundo incidente em massa em uma semana no país. Especialista diz não acreditar que casos estejam relacionados.
 Cinquenta e uma baleias-piloto morreram encalhadas na Nova Zelândia, anunciaram autoridades nesta quinta-feira (29/11), menos de uma semana depois de 145 baleias-piloto e nove orcas-pigmeias encalharem e morrerem em duas localidades diferentes do país insular.

De acordo com o Departamento de Conservação da Nova Zelândia, 90 baleias-piloto encalharam na quinta-feira, 29/11, na baía de Hanson Bay, nas remotas Ilhas Chatham, arquipélago localizado a cerca de 800 quilômetros a leste das principais ilhas da Nova Zelândia e que conta com cerca de 600 habitantes.

Quando a equipe de resgate chegou ao local, 50 baleias-piloto já estavam mortas. O Departamento de Conservação divulgou ter sacrificado uma baleia-piloto devido à sua má condição e que os animais restantes conseguiram retornar ao mar.
Na somatória, aproximadamente 200 baleias morreram encalhadas em uma semana na Nova Zelândia. No último fim de semana, 145 baleias-piloto não puderam ser salvas na Ilha Stewart, localizada a 30 quilômetros ao sul da Ilha Sul da Nova Zelândia.

Também no fim de semana passado, dez orcas-pigmeias foram encontradas em Ninety Mile Beach, na Ilha Norte. Apesar dos esforços de 200 funcionários e voluntários, que conseguiram transportar oito animais para uma praia próxima com condições mais calmas, sete acabaram encalhando novamente na quarta-feira e tiveram de ser sacrificados.

O consultor técnico sobre espécies marinhas Dave Lundquist disse num vídeo divulgado pelo Departamento de Conservação da Nova Zelândia que não há evidências que sugiram uma conexão entre os incidentes.
"Falamos de encalhamentos em toda a costa da Nova Zelândia num curto espaço de tempo, o que naturalmente faz com que todos pensem que podem ter algo a ver uns com os outros", disse.

O especialista lembrou que os encalhamentos podem ser causados pela tentativa das baleias de escapar de predadores, devido a ferimentos ou doenças. Lundquist mencionou ainda fatores provocados por seres humanos, como o ruído subaquático.

"Em muitos desses casos é provavelmente uma combinação de vários fatores", concluiu. O Departamento de Conservação da Nova Zelândia disse responder a uma média de 85 casos de encalhamentos de mamíferos por ano. A maioria envolve um único animal em vez de grandes grupos. Nesta quinta-feira, uma baleia jubarte e 27 baleias-piloto morreram numa região selvagem do sul da Austrália. Os animais encalharam no Parque Nacional Croajingolong, no estado de Victoria, localizado 500 quilômetros ao leste de Melbourne, no extremo sul da Austrália. Fonte: Deutsche Welle-30.11.2018

Impressionante fila de 145 baleias encalhadas em praia da Nova Zelândia

Um grupo de 145 baleias-piloto morreu depois de ficar encalhado em uma praia da Ilha Stewart, na Nova Zelândia.
Os animais foram encontrados enfileirados na areia da baía de Mason no sábado, 24/11. Autoridades dizem que metade das baleias já havia morrido quando foi vista pela primeira vez por uma pessoa que passava pela praia. A outra metade foi sacrificada, porque dificilmente poderia ter sido salva.
Uma decisão de 'cortar o coração'. As 145 baleias-piloto estavam enfileiradas ao longo de 2 km.
"Infelizmente, a possibilidade de garantirmos que elas pudessem voltar ao oceano era remota", explicou Ren Leppens, do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.

O Departamento de Conservação disse, em um comunicado, que não é incomum que baleias fiquem presas em praias da Nova Zelândia e que há cerca de 85 incidentes por ano. Na maioria dos casos, no entanto, apenas um animal fica encalhado, não um grupo grande.

Não se sabe bem porque baleias e golfinhos encalham. As razões possíveis são doença, erros de navegação, mudanças nas marés ou perseguição por predadores.

OPERAÇÃO DE SALVAMENTO
Em incidentes separados, 12 baleias-pigmeu e uma cachalote também ficaram encalhadas na Nova Zelândia durante o fim de semana. Quatro das 12 baleias-pigmeu e a cachalote morreram.
Há esperança de que as outras sejam resgatadas por uma ONG marítima chamada Project Jonah, que está a caminho.
O grupo disse que planeja tentar devolver os animais ao mar na terça (27) e pediu ajuda de voluntários. Fonte: UOL Noticias – BBC- 26/11/2018

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segunda-feira, dezembro 17, 2018

Exoesqueleto - Suporte ergonômico portátil

Apresentamos o Exoesqueleto MATE (Muscular Aiding Tech Exoskeleton),  da Comau, uma estrutura baseada em molas e projetada ergonomicamente que facilita os movimentos repetitivos e alivia o esforço graças a um suporte postural leve, respirável e eficaz.

Desenvolvido em colaboração com a ÖSSUR, uma empresa islandesa líder em ortopedia não‑invasiva, e a IUVO, uma empresa spin-off do Italian BioRobotics Institute especializada em tecnologias portáteis, o exoesqueleto é totalmente capaz de replicar movimentos dinâmicos do ombro e envolvendo o corpo como uma segunda pele. Ele garante maior conforto para o trabalhador e aumenta a qualidade e a eficiência do trabalho proporcionando consistente assistência ao movimento durante tarefas manuais e repetitivas.

Ele vem em dois tamanhos, um pequeno/médio e um extra-grande, além de possuir cinco diferentes partes que podem ser ajustadas para melhor encaixar no corpo, tornando seu uso mais confortável e adaptável.
O uso dele ajuda a melhorar a produtividade por diminuir a carga de trabalho e, consequentemente, o cansaço do trabalhador. Com a diminuição das chances de o esforço provocar lesões, uma vez que o exoesqueleto mantém o corpo na postura correta para levantar o peso, os funcionários ficam mais protegidos e seguros.

CARACTERÍSTICAS
■Projetado em estreita colaboração com trabalhadores de fábrica envolvidos em atividades manuais
■Estrutura postural naturalmente confortável e respirável
■Estrutura compacta
■Mecanismo passivo baseado em molas

BENEFÍCIOS
■Reduz fadiga muscular  
■Melhora a postura e conforto
■Segue os movimentos fisiológicos sem resistência ou desalinhamento

■Maior precisão de tarefas repetitivas
■Melhora a qualidade e produtividade do trabalho
Fonte: Comau



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sábado, dezembro 15, 2018

Chocolate vaza em fábrica alemã e inunda rua

É nesta época do ano em que todos deliciam com um pouco mais de chocolate do que o habitual. Mas uma cidade em North Rhine‑Westphalia teve que lidar com   líquido doce e pegajoso que transbordou de um tanque de armazenamento e endureceu ao tocar no asfalto gélido da rua

A fábrica de chocolate do distrito de Werl em Westönnen alertou os bombeiros na segunda‑feira, 10 de dezembro,  depois que uma tonelada de chocolate líquido cobriu a rua.
Por volta das 20h da segunda-feira, o gerente da fábrica  alertou os serviços de emergência de que uma tonelada de chocolate líquido havia saído de um tanque de entrega.

A massa de chocolate atravessou o pátio da fábrica e foi para a rua, relatou a brigada de incêndio.
Os bombeiros da cidade de Werl, no oeste da Alemanha foram chamados para emergência incomum.
A rua teve que ser fechada por duas horas para que os serviços de emergência e uma empresa de limpeza especializada pudessem começar a trabalhar raspando o chocolate e limpando a rua.

Cerca de 25 bombeiros levaram mais de duas horas para remover a massa de chocolate do asfalto.
De acordo com o chefe dos bombeiros Karsten Korte, a massa de chocolate já tinha "endurecida" em algumas partes quando as equipes de emergência chegaram e tivemos de raspar. Raspamos tudo com pás e os bombeiros usaram água morna e maçaricos, o que assegurava que a rua não se tornasse escorregadia. O chocolate foi jogado fora.

Mais tarde, uma empresa de limpeza especializada limpou  cerca de 10 metros quadrados da rua.

Houve um "pequeno problema técnico" levou ao incidente. No entanto, a produção  continuaria novamente na quarta-feira.
O diretor da empresa, disse que uma falha na fabricação de chocolate um pouco antes do Natal durante o período de pico de produção "teria sido uma catástrofe".
A empresa tem 130 empregados fixos, mais 50 a 80 trabalhadores temporários.
Fonte: The Local-11 December 2018 e Deutsche Welle – 12.12.2018

Artigo publicado

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quarta-feira, dezembro 12, 2018

Samsung assina acordo de indenização a vítimas de câncer

A Samsung se desculpou publicamente por doenças e mortes de trabalhadores e assinou, na sexta‑feira (23/11), um acordo para compensar funcionários que desenvolveram câncer em suas fábricas. A empresa sul-coreana do setor de eletrônicos admitiu lapsos de segurança nas linhas de produção.

ACORDO COBRE 16 TIPOS DE CÂNCER E OUTRAS DOENÇAS,
O acordo cobre 16 tipos de câncer e outras doenças, como esclerose múltipla e abortos espontâneos. Também foram incluídas condições congênitas que afetam filhos dos trabalhadores. A Samsung terá de desembolsar uma indenização de até 150 milhões de wons (cerca de 130 mil dólares) por caso.
"Não levamos a sério todas essas doenças e não resolvemos rapidamente a questão", afirmou o copresidente da companhia, Kim Ki-nam, em um ato de desculpa pública do qual participou junto a representantes dos afetados. "Falhamos em gerenciar adequadamente os riscos à saúde em nossas fábricas de semicondutores e LCD", lamentou Kim. "Queridos colegas e suas famílias sofreram por um longo tempo, mas a Samsung Electronics não enfrentou este tema antes."

VITIMAS AFETADAS
De acordo com estimativas de grupos que defendem as vítimas, cerca de 240 pessoas sofreram de doenças relacionadas ao trabalho após terem sido empregadas em linhas de produção de semicondutores e telas de cristal líquido.
O caso está relacionado a funcionários que trabalharam em fábricas nas cidades sul-coreanas de Suwon, Hwaseong e Pyeongtaek, assim como em Xian, na China, a partir de 1984.

O escândalo veio à tona em 2007, quando o pai de uma ex-funcionária da empresa se recusou a assinar um acordo sobre a morte de sua filha de 23 anos, que morreu de leucemia. Em seguida, começaram a surgir outros casos que afetaram antigos trabalhadores de fábricas de microprocessadores e telas da Samsung.

Hwang Sang-gi, o pai de Hwang Yu-mi, disse estar satisfeito por ter cumprido a promessa feita à filha de provar que a Samsung era a culpada pela morte dela.
"Nenhum pedido de desculpas seria suficiente considerando a decepção e a humilhação que sentimos nos últimos 11 anos, a dor do sofrimento de doenças ocupacionais, a dor de perder entes queridos", disse Hwang, após assinar formalmente o acordo.

Hwang, que é motorista de táxi, iniciou o grupo Banolim para fazer campanha por trabalhadores afetados depois de tomar conhecimento do caso de um trabalhador de 30 anos da mesma linha de produção de sua filha, que também morreu de leucemia.
"A compensação por danos industriais é importante, mas o mais importante é a prevenção", disse Hwang, cuja história familiar foi transformada em filme em 2013.

SEGREDO INDUSTRIAL
Pouco se sabe sobre a possível conexão entre os processos de produção e as doenças que os funcionários desenvolveram. Sob alegação de segredo comercial, a Samsung se recusou a revelar os produtos químicos específicos e as quantidades usadas, embora tenha havido movimentos em direção a uma maior transparência. Em 2016, a Samsung concordou com a criação de um comitê externo que supervisionaria a segurança nas fábricas.  Fonte: Deutsche Welle-23.11.2018

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segunda-feira, dezembro 10, 2018

Inteligência artificial e robótica em centro de distribuição

 O centro de distribuição de 90 mil metros quadrados da Amazon em Baltimore é uma imensa máquina de atendimento de pedidos. Se você se posiciona em uma das pontas do armazém, sua estrutura de titânio branco e suas esteiras rolantes aparentemente intermináveis parecem desaparecer no horizonte, ainda que o horizonte de alguma maneira pareça estar dentro do edifício.

A máquina é uma combinação estonteante de escadas, rampas, separadores e um total de quase 18 quilômetros de esteiras rolantes.
Os pedidos dos clientes se movem das estantes para bandejas e de bandejas para caixas, enquanto percorrem a máquina e são carregados em furgões de entrega, passando por trabalhadores estacionados em diversos pontos do percurso.
Os seres humanos raramente precisam se movimentar aqui. É muito mais rápido, e barato, levar os objetos a eles.

É para isso que servem os robôs. Parecidos com versões robustas do aspirador de pó robotizado Roomba, equipadas com prateleiras da Ikea no topo, esses robôs Kiva são capazes de transportar até 340 quilos de produtos em seus cerca de 40 compartimentos.
Depois que um cliente faz um pedido, um robô carrega os itens até um trabalhador, que lê em uma tela que item apanhar e em que compartimento ele está localizado, passa o código de barra por um leitor e posiciona o produto em uma bandeja amarela que viaja pela esteira rolante até a estação de embalagem.

A inteligência artificial sugere um tamanho de caixa apropriado. Um trabalhador coloca o item na caixa, que um robô sela e, depois de aplicar a etiqueta de endereço, envia ao seu próximo destino.
Seres humanos em geral são necessários para apanhar objetos específicos e posicioná-los, tarefas que os robôs ainda não dominaram.
Os robôs da Amazon sinalizam uma imensa mudança na maneira pela qual as coisas que compramos serão selecionadas, armazenadas e entregues. A empresa requer um minuto de trabalho humano para levar um pacote a um caminhão de entrega, mas esse número está a caminho do zero.

Armazéns autônomos se fundirão com sistemas automáticos de fabricação e entrega, formando uma cadeia de suprimento completamente automática.
 Estamos no início daquilo que poderíamos definir como a “nuvem física”, um ecossistema de comércio eletrônico que funciona como a internet.
E os sistemas de armazenagem nesses locais parecem cada vez mais com os de dados na nuvem. Em lugar de guardar itens semelhantes no mesmo lugar —prática útil quando apanhar os produtos é tarefa humana—, os armazéns da Amazon conservam múltiplas cópias de um mesmo produto em locais aleatórios, conhecidos apenas dos robôs.

Tentar encontrar uma panela elétrica Instapot em um dos armazéns da Amazon seria como tentar descobrir onde na nuvem um de seus emails está armazenado. É claro que isso não é necessário. Basta tocar a tela, e o email aparece. Não há intervenção humana.
As entregas também estão a ponto de mudar drasticamente. Amazon, Google, Uber e muitas startups estão trabalhando em drones para entregas, que um dia nos conectarão à nuvem física.
A Amazon emprega 575 mil pessoas. Muitas delas trabalham nos centros de distribuição, realizando tarefas que os robôs ainda não dominam, mas podem aprender em breve.
Christopher Atkeson, professor de robótica na Universidade Carnegie Mellon, diz que um braço robótico capaz de substituir os trabalhadores dos armazéns da Amazon estará disponível dentro de cinco anos. A empresa não revela muito sobre seus planos de longo prazo.
Tye Brady, vice-presidente de tecnologia da Amazon Robotics, diz só que a empresa está sempre tentando tornar os empregados mais eficientes.

Outros grupos de varejo são mais diretos. Richard Lou, presidente-executivo e do conselho da JD.com, uma das mais importantes companhias de comércio eletrônico da China, que depende fortemente da automação, já declarou que sua meta é uma força de trabalho 100% robotizada.
Um armazém completamente automatizado é apenas o começo. Amazon e Walmart patentearam armazéns parecidos com zepelins, que flutuarão a 300 metros de altura e estarão equipados com drones prontos a entregar creme dental e papel higiênico aos consumidores em suas casas, como se fossem arquivos de computador. Bem-vindo à nuvem física.

Antes de chegarmos lá, os robôs precisam ganhar a capacidade de executar todas as tarefas em um armazém por conta própria. Embora nenhum outro grupo de varejo se aproxime da Amazon em termos de escala, a Ocado, empresa de varejo online de mantimentos na Inglaterra, tem a automação mais sofisticada do mercado.
Em um armazém a 110 quilômetros a sudoeste de Londres, um enxame de robôs da Ocado, com tamanho semelhante ao do R2-D2, corre por sobre uma grade elevada de quadrados vazados; as máquinas cruzam percursos e chegam perto de colidir umas com as outras, sem nunca fazê-lo.

Por sob a grade ficam os produtos, empilhados em bandejas com 18 camadas de altura. Quando um cliente faz um pedido, por exemplo uma garrafa de leite, um robô da Ocado se desloca ao quadrado apropriado, estende os braços para baixo e agarra uma bandeja contendo leite.

O robô em seguida posiciona a bandeja dentro de sua barriga e a conduz a uma esteira rolante, que conduz o leite aos trabalhadores, que contam com a destreza necessária a pegar a garrafa e embalá-la em uma sacola de compras.
 Ainda que nem a Amazon e nem a Ocado tenham robôs capazes de embalar itens eficientemente, os robôs da Ocado podem mover itens autonomamente do local de armazenagem para as esteiras rolantes.

A Ocado já pensa de modo mais ambicioso. A empresa estuda como usar uma versão maior de seus robôs para lidar com contêineres de carga, porque carregar caminhões é muito difícil.
Existem gargalos nos portos. Da mesma forma que ampliar a largura de banda permite expandir a capacidade da internet, aumentar os robôs da Ocado poderia possibilitar que eles se movimentem por sobre pilhas de contêineres e os carreguem em veículos de entrega.

Depois dos armazéns, os veículos de entrega são o próximo alvo da automação. Amazon e Walmart estão trabalhando em como levar pacotes de um furgão autoguiados ao comprador, seja por meio de um veículo autônomo ainda menor ou pela criação de armários de entrega nos bairros.
Quando a necessidade de um motorista humano é removida —e com ela a de um volante, air‑bag e cinto de segurança—, um veículo de entrega pode assumir quase qualquer forma.
O conceito de transporte modular da Mercedes-Benz é um chassi elétrico em forma de prancha de skate, que pode servir de base a um furgão de passageiros, caminhão de carga ou casa motorizada.

Durante o dia, o chassis poderia ser afixado a uma carroceria de ônibus e usado para transportar passageiros. À noite seria destacado para recarga, empilhado em uma garagem.
 Ou poderia ser usado para transportar um contêiner em uma determinada direção e na chegada trocar de carroceria e transportar passageiros na direção inversa, para a jornada de retorno.
Em lugar de furgões de tamanho padrão, frotas de pequenas “cápsulas” de entregas poderiam apanhar pacotes em depósitos centralizados e entregá-las aos compradores, usando infraestrutura de inteligência artificial parecida com a que está em uso nos armazéns hoje.

Sistemas de entregas sobre rodas são muito mais prováveis que drones, para o futuro próximo nos EUA. Mas não vai demorar para que o céu se torne uma extensão da nuvem física, nos conectando da mesma maneira que nossos celulares nos conectam à computação em nuvem. Fonte: Folha de São Paulo - The Wall Street Journal- 19.nov.2018  


A empresa Ocado de varejo online de mantimentos na Inglaterra, tem a automação mais sofisticada do mercado.

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quinta-feira, dezembro 06, 2018

Incêndios em Estabelecimentos de Saúde

Os bombeiros dos EUA atenderam em média 5.750 incêndios em  estabelecimento de saúde por ano no período de 2011–2015. Esses incêndios causaram  em média  duas mortes, 157 feridos civis e US $ 50,4 milhões em danos materiais diretos.

1-A maioria dos incêndios nessas propriedades eram pequenos. O fogo se espalhou para além da foco de origem em apenas 4% dos incêndios.

2 incêndios em casas de repouso representaram uma proporção desproporcionalmente maior de feridos, mas uma parcela menor de danos à propriedade direta, em relação a outras instalações de estabelecimentos de saúde.

3-As principais causas e circunstâncias dos incêndios nas unidades de saúde mostraram alguma variação na ocupação específica dos serviços de saúde.
■ O equipamento de cozinha foi a principal causa de incêndios em todas as propriedades de saúde (66%).  No entanto, esses incêndios foram responsáveis por apenas 3% dos danos diretos à propriedade, uma indicação de que a maioria é de fogo confinado.
■Incêndios envolvendo equipamentos elétricos de distribuição e iluminação e aqueles com uma causa intencional representaram 6% dos incêndios, enquanto que os equipamentos de aquecimento e os cigarros representaram 5% do total.
■Incêndios causados por equipamentos elétricos e de  iluminação foram responsáveis por 36% dos danos diretos à propriedade.
■Brincando com fonte de aquecimento causou 2% dos incêndios
Fonte: NFPA Research


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terça-feira, dezembro 04, 2018

Incêndio em hospital na zona oeste do Rio de Janeiro

As chamas surgiram por volta das 15h quando 54 pacientes estavam internados no CER (Coordenação de Emergência Regional da Barra), que compõe o complexo hospitalar municipal Lourenço Jorge, localizado no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
A CER funciona como setor de triagem. Casos menos complexos de emergência são atendidos no local, enquanto casos traumáticos ou que necessitam de cirurgia são encaminhados para a unidade principal do hospital.

REMOÇÃO DE PACIENTES
Funcionários do CER conseguiram remover do local todos os pacientes que estavam internados no primeiro andar do prédio.  

MORTES DURANTE A TRANSFERÊNCIA DE PACIENTES
Três  pacientes morreram pela gravidade de seus quadros clínicos, pois houve desligamento dos aparelhos para a transferência e não  resistiram  ao transporte, disse  a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Em 04 de novembro, morre  a quarta vítima após transferência.

CONTROLE DO FOGO
Por volta das 18h10, os bombeiros já tinham controlado as chamas e dado início às operações de rescaldo. O fogo, segundo o Corpo de Bombeiros, destruiu por completo o segundo andar, mas não causou danos aos demais andares do edifício.

CAUSA PROVÁVEL
As chamas começaram no segundo andar da coordenação de emergência, onde fica o refeitório e o dormitório para funcionários. Fonte: UOL Notícias- 03/11/2018

Comentário:
A ocorrência de um incêndio em uma edificação destinada à atenção à saúde coloca em risco a saúde de todos os seus ocupantes. Em especial, coloca em severo risco a saúde dos pacientes que encontram-se fragilizados.
A população diferenciada, composta significativamente por pessoas em tratamento médico, com mobilidade parcial ou incapazes de se locomover por vontade própria, dificultam o rápido abandono do local. E, em alguns casos, a remoção do paciente poderá comprometer a sua vida tanto quanto a sua permanência no local.
A grande quantidade de material combustível presente em um hospital, os gases medicinais, caldeiras, geradores, abrigo de resíduos da saúde, instalações para os diversos equipamentos médicos, potencializam os riscos de incêndio.
A evacuação necessita de um grande número de pessoas treinadas que, devem correr às Enfermarias, UTIs, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico e Berçários, no intuito de auxiliar o transporte de pacientes que não têm capacidade de abandonar o prédio por si sós, ou a capacidade de perceber o perigo da situação. Fonte: Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – Segurança contra Incêndios em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde

Os estabelecimentos de saúde estão preparados para enfrentar desastres internos?
Recomendações para o desenvolvimento do projeto de segurança e prevenção de incêndios e desastres ;
■Definir áreas críticas do Hospital, áreas de escape, conhecer os riscos;
■Conhecer Planos de Emergência e de Abandono, e desenvolver de acordo com a sua instituição;
■Estar pronto para uma resposta imediata, ou seja, realizar simulados ;
■Para onde levar os pacientes removidos em uma crise? Fazer parcerias com outros hospitais é essencial;
■Ter contato e motivar a participação do Corpo de Bombeiros em simulados, fazendo com que conheçam a estrutura da instituição;
■O comitê executivo e o setor de relações públicas do hospital : quem vai falar com a imprensa, e com os familiares, como falar? Estas questões devem estar definidas e prontas para serem postas em prática, anteriormente testadas em simulados;
■A diretoria tem que estar presente na hora do desastre, tem que ser treinada e capacitada;
■ Após qualquer simulado, sempre realizar um briefing, para conversar e verificar erros e melhorias.

Fonte: Dov Smaletz, Gestor de Segurança Patrimonial do hospital Albert Einstein

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