domingo, janeiro 11, 2026
quarta-feira, novembro 13, 2024
PESQUISA QUESTIONA BENEFÍCIO DAS MESAS PARA TRABALHAR DE PÉ

Pelo menos no que diz
respeito a doenças circulatórias, ficar muito tempo em pé não é melhor do que
passar longos períodos sentado, concluem cientistas.
Ficar sentado por muito tempo
não é bom, e por isso muitas pessoas estão recorrendo às mesas para trabalhar
de pé, seja no home office, seja no escritório.
No entanto, um estudo recente
conduzido por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, descobriu
que, pelo menos no que diz respeito a doenças circulatórias, ficar muito tempo
em pé não é melhor do que ficar muito tempo sentado.
Os autores do estudo
coletaram dados de mais de 83 mil adultos do Reino Unido ao longo de sete anos
e, em alguns casos, oito anos. Os participantes do estudo usaram dispositivos
em seus pulsos para registrar seus movimentos e não tinham nenhuma doença
cardíaca no início do estudo.
EFEITOS NEGATIVOS DE FICAR
MUITO TEMPO DE PÉ
"No geral, nossos
resultados indicam que aumentar o tempo em pé não reduz o risco de doenças
cardiovasculares graves", escrevem os autores do estudo. Em outras
palavras: ficar em pé no trabalho não serve para compensar um estilo de vida
sedentário.
Pelo contrário, ficar muito
tempo em pé pode até mesmo ter vários efeitos negativos: mais de duas horas por
dia aumenta o risco de quedas repentinas na pressão arterial, varizes,
insuficiência venosa crônica e trombose venosa.
Portanto, de acordo com o
estudo, "as estratégias que aconselham a simples substituição da posição
sentada prolongada pela posição em pé, por exemplo com o uso de mesas para
trabalhar em pé nos escritórios, podem não atingir seu objetivo."
ENTÃO SENTAR É MELHOR DO QUE
FICAR EM PÉ?
Mas quem fica sentado por
mais de dez horas por dia corre os mesmos riscos. Além disso, ficar sentado por
muito tempo aumenta o risco de doenças cardiovasculares graves, principalmente
doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e AVC.
Um dos autores do estudo, o
cientista Matthew Ahmadi, da Universidade de Sydney, já havia publicado, com
outros cientistas, um outro estudo sobre ficar sentado em meados deste ano.
Num estudo com mais de 73 mil
adultos, os pesquisadores investigaram até que ponto o comportamento sedentário
afeta o risco de se morrer de uma doença cardiovascular. Eles chegaram à
conclusão de que pessoas que ficam muito tempo sentadas correm um risco maior.
BOM MESMO É SE EXERCITAR
A equipe também queria saber
quanta atividade física é necessária para reduzir esse risco. Mais
especificamente, os pesquisadores determinaram as seguintes fórmulas:
Quem tem um trabalho
sedentário, mas diariamente pratica;
·
uma atividade
física vigorosa por pelo menos seis minutos,
·
ou uma atividade
física intensa por pelo menos 30 minutos,
·
ou uma hora de
atividade física moderada,
·
ou então pelo menos
uma atividade física leve por mais de uma hora e meia,
reduz o seu risco de morte por doença cardiovascular.
Pessoas que passam um tempo
muito longo sentadas, ou seja, mais de 11 horas por dia, precisam se exercitar
ainda mais intensamente.
Portanto, ir a pé ou de bicicleta para o trabalho é muito melhor do que ter uma mesa para trabalhar de pé no escritório. E uma caminhada no intervalo do almoço também ajuda a manter a saúde física. Fonte: Deutsche Welle – 28/10/2024
Marcadores: acidente, doença ocupacional, saúde
segunda-feira, abril 29, 2024
BRASIL REGISTRA SEIS MILHÕES DE ACIDENTES DE TRABALHO DE 2012 A 2022
O Dia Nacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho é lembrado no domingo (28). Por este motivo, o mês de abril é lembrado como Abril Verde, em uma campanha do Ministério Público do Trabalho (MPT), com o lema Adoecimento também é acidente do trabalho – conhecer para prevenir.
A coordenadora nacional do
MPT para Saúde dos Trabalhadores, Cirlene Zimmermann, explica que a iniciativa
pretende explicar à sociedade a importância de comunicar o acidente do trabalho
à Previdência Social:
"Em termos
previdenciários, trabalhistas e fiscais, tanto as doenças relacionadas ao
trabalho quanto os acidentes típicos, traumáticos, eles são considerados
acidentes do trabalho"
A coordenadora destaca que as
doenças de trabalho mais comuns são;
·
As lesões ósseas
musculares e
·
Lesão por esforço
repetitivo, como tendinites e bursites.
TRANSTORNOS MENTAIS
RELACIONADOS AO TRABALHO
Cirlene lembra ainda dos
transtornos mentais relacionados ao trabalho. "Nós temos depressões,
ansiedades relacionadas ao trabalho. Nós temos situações de estresses pós
traumático. Por exemplo, um trabalhador pode ser esmagado por uma máquina, pode
ser atropelado no ambiente de trabalho. E os colegas que estão naquele
ambiente, visualizando aquela cena, muitas vezes ficam expostos também aos impactos
psicológicos desta situação. Isso muitas vezes causa o estresse pós traumático
e pode vir a se tornar uma doença com afastamento de outros
trabalhadores."
OUTROS FATORES
·
Como assédios
moral,
·
Sexual e
·
Eleitoral,
·
Além de jornadas
diárias exaustivas, podem levar à doença mental.
Mas é comum que o próprio
empregado resista a admitir o problema, por preconceito social ou
constrangimento.
"Tem alguns setores
específicos que foram estudados como, por exemplo, o setor de frigoríficos. Em
um período de cinco anos foram concedidos cerca de 3,2 mil benefícios pelo INSS
para trabalhadores reconhecidamente vítimas de adoecimento mental relacionado
ao trabalho. No entanto, em apenas dois casos as empresas reconheceram que
aquele adoecimento teve relação com o trabalho."
NOTIFICAÇÃO AO INSS
Por outro lado, as empresas
quase não notificam o INSS sobre as doenças mentais relacionadas ao trabalho,
segundo a coordenadora do MPT.
Quando o acidente de trabalho
não é comunicado ao INSS, o empregado fica sem auxílio‑doença, e a sociedade é
prejudicada.
"As políticas públicas
de saúde do trabalhador somente conseguem ser definidas e implementadas a
partir de dados. Se a notificação das doenças e dos acidentes não acontece,
esses dados são precários e as políticas públicas ou não são implementadas ou
são implementadas de forma ineficiente."
Para promover a saúde no
ambiente de trabalho, a empresa precisa ouvir os empregados e atuar. Não apenas
para protegê-los dos riscos.
"Muitas vezes as
empresas priorizam o simples fornecimento de um EPI, de um equipamento de proteção
individual. Por exemplo: para um risco de ruído, uma máquina que faz um grande
ruído, e se fornece um protetor auricular. No entanto, a prioridade sempre deve
ser por medidas que eliminem ou neutralizem ao máximo aquele risco. No caso
específico da máquina, o enclausuramento da máquina poderia reduzir o ruído
para níveis toleráveis."
Segundo o INSS, de 2012 a
2022 foram comunicados mais de 6 milhões de acidentes de trabalho, resultando
em mais de 2 milhões de afastamentos e 25 mil mortes.
No mesmo período, os gastos
com auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios
acidente de trabalho chegaram a R$ 136 bilhões. Fonte: Agencia Brasil - Publicado em 28/04/2024
Marcadores: acidente, doença ocupacional
quinta-feira, setembro 29, 2022
CERCA DE 15% DOS TRABALHADORES NO MUNDO TÊM TRANSTORNOS MENTAIS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que cerca de 15% dos trabalhadores adultos no mundo apresentam algum tipo de transtorno mental. A entidade, junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), cobra ações concretas para abordar questões relacionadas à saúde mental e o mercado de trabalho.
A estimativa de ambas as
organizações é que diagnósticos de depressão e ansiedade custam à economia
global algo em torno de US$ 1 trilhão anualmente.
“Diretrizes globais da OMS
sobre saúde mental no trabalho recomendam ações para enfrentar riscos como
cargas de trabalho pesadas, comportamentos negativos e outros fatores que geram
estresse no trabalho”, destacou a agência especializada em saúde.
Pela primeira vez, a OMS
recomenda, por exemplo, treinamento gerencial para que se desenvolva a
capacidade de prevenir ambientes de trabalho estressantes, além de habilitar
gestores para responder a casos de trabalhadores com dificuldades no âmbito da
saúde mental.
“O bullying e a violência
psicológica [também conhecida como mobbing] são as principais queixas de
assédio em local de trabalho com impacto negativo na saúde mental. Entretanto,
discutir ou dar visibilidade à saúde mental permanece um tabu em ambientes de
trabalho de todo o mundo”, alerta a instituição. Fonte: Agência Brasil – 28/09/2022
Marcadores: acidente, doença ocupacional, saúde
quinta-feira, maio 20, 2021
INCA LISTA AGENTES CANCERÍGENOS RELACIONADOS AO TRABALHO
O Instituto Nacional de
Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) listou em uma publicação os agentes
cancerígenos relacionados ao trabalho. O objetivo é ajudar os profissionais de
saúde a identificar os principais agentes químicos, físicos e biológicos
presentes no ambiente geral e ocupacional, que contribuem para o
desenvolvimento de câncer.
A epidemiologista Ubirani
Otero, chefe da Área Técnica Ambiente, Trabalho e Câncer do Inca, disse à
Agência Brasil que os principais cânceres relacionados ao trabalho são os de
pulmão, bexiga e, mais recentemente, linfomas e de pele não melanoma. São 38
partes do corpo que podem desenvolver o câncer, o dobro do número elencado no
livro Diretrizes para a vigilância do câncer relacionado ao trabalho,
organizado pelo Inca, em 2012.
Entre as 38 áreas mapeadas, a
epidemiologista Ubirani Otero citou ainda o câncer de pulmão relacionado à
exposição ao amianto, câncer de ovário, laringe, faringe, de glândulas
salivares, de fígado. Segundo a epidemiologista, a prevenção aos cânceres
relacionados ao ambiente do trabalho começa pela divulgação “ao máximo” das
informações e orientações para os trabalhadores sobre onde estão esses agentes
que oferecem maior risco para a saúde. “Esses produtos poderiam ser
substituídos por outros que oferecem menor risco à saúde”, destacou a médica.
CUSTOS : Por várias razões,
entretanto, entre elas o custo menor, as empresas acabam buscando produtos que
já foram proibidos em outros países. “Isso acontece, por exemplo, com agentes
químicos que já são obsoletos em outros países e nós, aqui, ainda estamos
convivendo com eles”. A solução é informar à sociedade, ao trabalhador e aos
empregadores e estabelecer medidas protetivas de saúde para reduzir essa
exposição.
O Inca vem alertando para
esse problema há alguns anos e participa de fóruns e audiências públicas,
divulgando informações. Segundo a epidemiologista, esses são fatores de risco
evitáveis, principalmente no que se refere aos agentes químicos.
No ano passado, o Inca
revelou resultados relacionados ao benzeno, que é um solvente utilizado na
gasolina e que afeta, em especial, trabalhadores de postos de combustíveis. A epidemiologista
Ubirani Otero disse que por meio de medidas simples por parte dos empregadores,
essa exposição dos trabalhadores ao benzeno pode ser bem reduzida. “O nosso
papel é informar e dar suporte à vigilância de saúde em estados e municípios,
dizendo onde estão esses agentes, quais os riscos a essas exposições, quais os
efeitos à saúde, além da questão regulatória”.
CONTAMINAÇÃO: Ela alertou que alguns pacientes detectados com
câncer de pulmão, por exemplo, podem ter sido contaminados por agentes
cancerígenos ao longo da vida de trabalho e, por falta de notificação, muitas
vezes, essa relação só é descoberta depois que eles se aposentam. Daí a
necessidade de recuperar o histórico ocupacional porque muitos cânceres não se
revelam imediatamente. É o caso do amianto. “É um tipo de câncer que leva mais
tempo para surgir, em torno de 40 a 50 anos, e é preciso acionar a empresa onde
ele trabalhou por muitos anos na construção civil, na fabricação de telhas ou
caixas d'água. Isso aparece no histórico ocupacional”.
No último dia 27 de abril, o
Inca firmou acordo com o Ministério Público do Trabalho para o desenvolvimento
de ações, estudos e projetos conjuntos em prol do meio ambiente e da saúde dos
trabalhadores.
A epidemiologista ressaltou que o acordo tem por meta planejar e
executar um projeto nacional de vigilância do câncer relacionado ao trabalho e
ao ambiente. “Nesse acordo, a gente pretende intensificar as orientações para
os profissionais de saúde, para peritos do INSS, os próprios procuradores da
República, ajudando a identificarem os agentes cancerígenos, os tipos de câncer
atrelados a esses agentes, para que a gente possa estabelecer medidas,
começando pela melhoria da notificação desses casos”.
FATORES OCUPACIONAIS : A
maior parte dos casos de câncer diagnosticados em todo o mundo apresenta uma
relação direta com fatores de riscos ambientais, incluindo o ambiente
ocupacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% do
total de casos de câncer podem ser atribuídos ao ambiente como um todo, e não
só ao ambiente do trabalho. A mais recente estimativa mundial aponta que, em
2018, ocorreram 18 milhões de novos casos de câncer.
O câncer não é causado apenas
por questões genéticas ou hereditárias, afirmou a epidemiologista. “Isso não é
verdade”. De forma geral, os cânceres atribuídos a fatores ocupacionais variam
de 5% a 8%, embora existam determinados tipos de câncer em que a relação pode
ser bem maior. É o caso do câncer de pulmão, que fica em torno de 20% a 21%. O
Inca destaca que cerca de 20% dos casos desse tipo de neoplasia em homens
poderiam ser evitados caso não houvesse exposição ocupacional a um grande
número de agentes presentes nos ambientes de trabalho, entre os quais amianto,
metais, sílica, radônio, produtos da exaustão de motores a diesel.
De acordo com o Inca, os
fatores de risco ambientais envolvem, além dos agentes químicos, físicos e
biológicos, os hábitos de consumo e comportamento e o ambiente social, que
incluem alimentação, uso de medicamentos, tabagismo, consumo de álcool,
sedentarismo e obesidade.
NOVOS CASOS: Para este ano, o
Inca estima 625 mil novos casos de câncer no Brasil. “É um número absurdo”,
disse a epidemiologista Ubirani Otero. Ele destacou que do total de óbitos
relacionados a trabalho no mundo, o câncer representa 32%. “É mais importante
do que acidentes do trabalho e violência na população ativa”.
Estatística da OMS mostra
que, considerando somente as doenças não transmissíveis relacionadas ao
trabalho, o câncer foi responsável por mais da metade dos óbitos registrados em
2018, alcançando 53%. Só perdeu para as doenças respiratórias. “Agora, quando a
gente fala de incapacidade na população economicamente ativa, o câncer gerou em
2018 mais de 10 milhões de incapacidades”, informou a médica do Inca.
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que a cada ano, no mundo, acontecem 666 mil mortes de cânceres associados ao trabalho. Esse dado representa o dobro das mortes relacionadas aos acidentes laborais. O diagnóstico e a mortalidade por câncer associado ao trabalho têm aumentado em razão do crescimento da expectativa de vida e da redução gradual de outras causas de morte, como as doenças transmissíveis e acidentes em geral. Fonte: Agência Brasil - Rio de Janeiro - Publicado em 02/05/2021 - 15:22
LIVRO SOBRE O ASSUNTO: Ambiente, Trabalho e Câncer: Aspectos Epidemiológicos, Toxicológicos e Regulatórios
O objetivo deste livro é subsidiar com informações com informações técnico-científicas relacionadas a agentes cancerígenos químicos, físicos e biológicos presentes nos diversos ambientes, profissionais de saúde dos diferentes níveis de atenção e vínculos; profissionais de outras áreas do conhecimento interessados no tema; estudantes do ensino médio à pós-graduação, para o reconhecimento dos casos de câncer que podem ter ocorrido em decorrência da exposição ambiental e no ambiente de trabalho a um dos agentes abordados na publicação.
clicar: Ambiente, Trabalho e Câncer
Marcadores: acidente, doença ocupacional
segunda-feira, dezembro 17, 2018
Exoesqueleto - Suporte ergonômico portátil
Marcadores: doença ocupacional, Tecnologia
quarta-feira, dezembro 12, 2018
Samsung assina acordo de indenização a vítimas de câncer
Marcadores: acidente, doença ocupacional
segunda-feira, abril 09, 2018
Acidentes de trabalho na região de Ribeirão Preto
Fonte: Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho/MPT
Em Barretos (SP), as 1.785 ocorrências levaram a um impacto de R$ 26,8 milhões, principalmente em função de fraturas nos punhos e nas mãos e problemas de coluna cervical sofridas por pessoas que atuam no atendimento hospitalar (13,18%) e na fabricação de produtos de carne (10%).
Marcadores: acidente, doença ocupacional, prevenção
quarta-feira, novembro 29, 2017
Supremo proíbe uso do amianto em todo o país
Marcadores: doença ocupacional
sexta-feira, novembro 10, 2017
Doença ocupacional: Bombeiros enfrentando o câncer
Cólon
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Câncer
de pele não‑Melanoma
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Pulmões
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Próstata
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Melanoma
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Retal
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Mesotelioma
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Linfoma
não-Hodgkin
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Melanoma
múltiplo
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Estômago
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Marcadores: bombeiros, doença ocupacional
segunda-feira, abril 03, 2017
Revisão científica expõe novas ocupações que podem provocar doenças pulmonares
Marcadores: acidente, doença ocupacional




