Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sexta-feira, outubro 28, 2011

Até ratos mortos foram encontrados em dutos de ar de shopping

O levantamento feito em inspeções-surpresa realizadas desde 2007 pela Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), ligada à Secretaria Municipal da Saúde, nos 25 dos maiores centros comerciais da cidade de São Paulo, não limparam seu sistema de ar-condicionado nos últimos anos Todos os shoppings visitados foram reprovados na primeira visita, diz a Covisa.

POEIRA E RATO MUMIFICADOS
Vídeos gravados por um robô-câmera mostram que há camada de poeira de mais de um centímetro e ratos mumificados dentro de dutos de ar de alguns centros comerciais.
A Covisa e o Ministério Público do Trabalho não divulgam os nomes das empresas.

PROBLEMAS
■ Shopping D - A perícia apontou que o shopping não cumpria a renovação de ar exigida por lei (27 m3 de ar fresco por hora para cada pessoa no ambiente). Ou seja: o mesmo ar era resfriado e voltava aos corredores.
■ Shopping Anália Franco - Nunca tinha limpado seus dutos, em 11 anos de funcionamento. Na audiência, um representante do shopping disse que "não há densidade de poeira que demande a limpeza dos dutos".
■ Shopping West Plaza, na zona oeste – Os inspetores descobriram, em 2010, que a última limpeza no sistema de ar fora feita em 2005 -14 anos após a abertura do local, tempo em que se acumularam 33 kg de impurezas nos canos.
Todos os shoppings assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), comprometendo-se a remediar as falhas.

FALTA DE LIMPEZA NO SISTEMA DE AR CONDICIONADO – CONSEQÜÊNCIAS
ALERGIAS
■ Relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que 45% dos processos alérgicos são causados por falta de manutenção de ar-condicionado. "Sujeira no ar piora doenças como rinite, sinusite e asma.
■ Disseminar bactérias e fungos que causam doenças", diz o infectologista José Hermaniani.

SITUAÇÃO É ASSUSTADORA' DIZ FISCALIZAÇÃO
Na avaliação de Szymon Gartenkraut, da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), a situação encontrada nos shoppings de São Paulo "é assustadora".
■ No duto de ar-condicionado de um dos principais shoppings da cidade, cujo nome não foi revelado, foram encontrados dezenas de ratos mortos.
■ Por causa do frio, eles não apodreceram e não deixaram mau cheiro -foram encontrados roedores mumificados em três andares.
■ Outro caso é o da saída de ar de um "pet shop" que dava direto no restaurante de uma grande rede, a três lojas dali. Pelos, pulgas e ácaro eram "servidos" com o ar de quem comia no local.
■ De acordo com a Covisa, um dos shoppings nunca tinha limpado o ar-condicionado. Formou-se um "tapete" com 1 cm de poeira. As paredes do duto estavam tingidas por fungos.

INQUÉRITO
Após as vistorias, a Covisa denunciou as irregularidades ao Ministério Público do Trabalho. Até agora, há 14 inquéritos civis em curso no órgão, segundo a promotora Danielle Leite.
Analisam-se casos em que a inadequação põe em risco a saúde de quem trabalha nos shoppings.
"Se houver condenação, a indenização é pelos danos não só aos trabalhadores, mas a toda a coletividade", afirma ela. A multa pode chegar a R$ 500 mil.

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, domingo, 23 de outubro de 2011

Comentário:
Dúvidas mais comuns sobre limpeza de dutos de ar condicionado e demos respostas a elas.

■Com que freqüência devo fazer a limpeza dos dutos do ar condicionado?
Essa freqüência é dada por leis estaduais. Em geral elas mencionam a cada ano.

■ Com que freqüência deve ser feitos exames em laboratório da qualidade do ar e inspeção visual interna dos dutos?
A resolução 09 da ANVISA determina que os exames e a inspeção devem ser feitos a cada 6 meses.

■Quando estiver fazendo a limpeza dos dutos o ar condicionado pode ser usado normalmente?
A limpeza deve ser executada fora do expediente normal de trabalho. Dependendo do método utilizado para a limpeza, ele não impede que o ar condicionado seja utilizado normalmente caso apenas uma parte dos dutos tenha sido limpa, devido a extensão deles.

■ É preciso realmente fazer a limpeza dos dutos de ar condicionado? Não basta colocar filtros nas casas de máquinas para reduzir o nível de fungos e bactérias no resultado da análise laboratorial?
É preciso realmente fazer a limpeza porque a colocação de filtros desobedece a legislação e não há respaldo técnico para essa prática. O que se faz com a colocação de filtros é o confinamento dos fungos e bactérias dentro dos dutos e não sua remoção. Na verdade essa má prática protege os fungos e bactérias, permitindo que elas se desenvolvam e venham a prejudicar a saúde dos usuários do ar condicionado.

■ O que é o PMOC?
É um Plano de Manutenção Operação e Controle, exigido nas portaria 3.523 do Ministério da Saúde. Nele é estipulado quando as verificações e correções técnicas deverão ser executadas em cada ponto do sistema de refrigeração. É especificado também, qual o número de ocupantes de cada ambiente refrigerado, a carga térmica do equipamento e o tipo de atividade desenvolvida no local.

■ Não faço a limpeza dos dutos de ar condicionado e não tenho PMOC, o que pode me acontecer?
Desencadear uma microepidemia devido à má qualidade do ar, a chamada síndrome do edifício doente. A partir de cerca de 20% dos usuários de um mesmo ambiente apresentando algum tipo de problema devido à contaminação do ar já caracteriza uma microepidemia. Responder a processo judicial de reparação de danos por promover disseminação ou agravamento de doenças respiratórias pré-existentes em ocupantes do ambiente climatizado. Estes processos, normalmente são promovidos por ex-ocupantes ou ex-funcionários do ambiente. Fonte: Portal de Refrigeração

Organismos Biológicos encontrados em sistema de ar condicionado
Esporos de Fungos, Bactérias, Vírus, Pólen, Artrópodes, Protozoários.
Fontes: Mofos e outros fungos, Umidificantes e água estagnada, Superfícies e materiais afetados por água, Grelhas de condensação e bandejas em sistemas de ar condicionado, Grelhas de aquecimento sujas em condicionadores de Ar, Animais, roedores, insetos e humanos

Microorganismos como os fungos, bactérias, vírus e algas compartilham o ar dos escritórios com seus trabalhadores, habitando os dutos de ar condicionado, vivendo ao redor de tijolos, no teto, nos forros, etc., são sempre encontrados em locais úmidos e quentes.

Os micróbios necessitam apenas de quatros ingredientes para sobreviver: nutrientes orgânicos e inorgânicos, água, superfície de apoio e sombra. Os fungos em geral vêm de fora, e assim que acham umidade, alimento e abrigo, proliferam. Bactérias e fungos produzem partículas finas carregadas pelo vento, chamadas bioaerossóis como os esporos e micotoxinas que podem causar serias perturbações alérgicas às pessoas dentro do escritório em exposição continuada. Tosse, dor de cabeça, espirros corizas, olhos lacrimejantes, e outras reações alérgicas são comuns nestas circunstâncias.

CASO HISTÓRICO
A doença do legionário é provocada pela Legionella pneumophila, uma bactéria que, encontrando na água o ambiente favorável para o seu desenvolvimento, tem como habitat natural os rios e lagos de água doce. O problema foi descoberto, pela primeira vez, em 1976, a partir de um episódio epidêmico ocorrido num hotel de Filadélfia (EUA) onde se realizava uma convenção da Legião Americana, em que muitos dos participantes foram afetados por um quadro de pneumonia atípica, acabando alguns deles por falecer ao fim de poucos dias (34 mortes). As investigações posteriores permitiram identificar o agente causador e estabelecer o mecanismo através do qual se produziu o contágio, já que os microorganismos se tinham desenvolvido nos sistemas de climatização do hotel, propagando-se através dos dutos de ventilação.

Epidemiologia
Um terço das pneumonias graves são legioneloses, havendo cerca de 1 caso em cada 20.000 pessoas por ano nos países desenvolvidos. Os doentes são geralmente pessoas debilitadas ou com problemas cardíacos, especialmente idosos.

As infecções são causadas pela inalação de gotas de água contendo o bacilo. Pode aparecer em epidemias ou casos esporádicos, sendo que as epidemias são devidas ao contacto com a mesma fonte dos organismos (por exemplo, ar condicionado) e não há transmissão entre pessoas.

O bacilo precisa de locais úmidos, e freqüentemente os focos de infecção são localizados em colônia em aparelho de ar condicionado, torre de água, tanque de água fria ou quente. A colonização dos aparelhos pode ser evitada pela sua limpeza regular.

Progressão e sintomas
A inalação de gotas contendo Legionella leva as bactérias diretamente para os alvéolos pulmonares. A incubação é de dois a dez dias, após o que surge pneumonia multifocal necrotizante com formação de microabcessos. Sintomas; febre, tremores, tosse seca, dores de cabeça. A radiografia torácica mostra uma pneumonia atípica. A mortalidade é ainda superior a 20%, mesmo com tratamento. Fontes: Mediapédia e Wikipedia – 10 de setembro de 2011.

Vídeo:

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sábado, outubro 22, 2011

Jovem morre com a cabeça perfurada por vergalhão

A vítima tinha apenas 22 anos, era casado e natural da cidade de Inocência. O montador de andaimes DPL, 22 anos, morreu após cair de uma altura de 11 metros. O fato ocorreu no sábado, 3 de outubro, por volta das 11 horas, enquanto o jovem estava em uma obra localizada às margens da BR-158 no sentido Três Lagoas – Brasilândia , Mato Grosso.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima e outro trabalhador identificado como VAJ, 27 anos, trabalhavam na montagem de um galpão pré-moldado, na colocação de viga única com o auxílio de um guindaste que rompeu ocasionando na queda dos trabalhadores.

A vítima estava usando cinto de segurança preso a viga, caiu entre ferragens existentes e teve morte instantânea ao ter sua cabeça perfurada por um dos ferros. O outro trabalhador ficou gravemente ferido.

Fonte: Jornal Dia a Dia – 4 de e outubro de 2011

Comentário:
Na maioria das vezes o trabalhador utiliza a viga como linha de vida. Não é recomendado, pois a linha de vida deve ser independente, da provável zona de risco, isto é, na movimentação de vigas e sua colocação por guindaste. A queda de uma viga pode gerar um efeito dominó nas outras vigas já colocadas.
Um dos trabalhadores teve a cabeça perfurada por vergalhão, devido a falta de proteção (protetores). O protetor de vergalhão garante a proteção evitando acidentes mais graves na obra, causados por vergalhões expostos.Custa menos de um real a unidade

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sexta-feira, outubro 21, 2011

Vídeo flagra bebê que foge do berço

Na maioria das vezes imaginamos no projeto uma proteção total, para proteger a criança de algum perigo. Mas a criança quebra esse conceito de segurança, com sua esperteza. Para a criança não existe perigo, ela é Indiana Jones em busca de aventura.
Esse vídeo mostra, o que uma criança pode fazer. É a missão impossível que se torna possível. Para descobrir como um dos filhos gêmeos fugia do berço, uma mãe instalou uma câmera no quarto das crianças. Ele escala o berço e pula para fora, enquanto o irmão apenas o observa.

Fonte: Youtube – 21 de outubro de 2011

Vídeo:

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quarta-feira, outubro 19, 2011

Médicos americanos querem banir uso de protetores de berço

Acessório aumenta risco de sufocamento; pediatras dizem que berço deve ter só lençol

Novas diretrizes de segurança para evitar as mortes acidentais de bebês durante o sono foram divulgadas ontem pela Academia Americana de Pediatria.
Segundo os médicos, o uso de protetores de berço, acessórios acolchoados que são amarrados nas grades dos móveis, não aumenta a segurança do bebê e ainda aumenta o risco de morte acidental por sufocamento.

Nos EUA, a cidade de Chicago já proibiu a venda dos protetores de berço. Iniciativas similares já começam a aparecer em outros Estados.

De acordo com Aramis Antonio Lopes Neto, presidente do departamento de segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, não é recomendado;
■ o uso de qualquer objeto solto no berço.
■ a criança pode se enrolar, sufocar.
■ o berço deve ter apenas o lençol, preso por debaixo do colchão para a criança não se enrolar.
■ dormir com o bebê na cama não é recomendado.
O ideal é que o bebê durma de costas no berço, que deve ficar no mesmo quarto dos pais.

Segundo Lopes Neto, não há uma recomendação específica sobre os protetores de berço no Brasil, até porque são raros os acidentes causados pelo acessório.

A academia americana baseou a nova recomendação em um estudo de 2007 que analisou casos de mortes entre 1985 e 2005.
Nesse período, foram encontradas 27 mortes ligadas aos protetores. Segundo o estudo, a proteção conferida pelo acessório é dispensável. O melhor, portanto, é não usar.

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 19 de outubro de 2011

Comentário:
Em 2005, a Agência de Proteção ao Consumidor do Canadá , já recomendava a proibição desse acessório no berço.

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segunda-feira, outubro 17, 2011

20 trabalhadores em carroceria de 6m²

Quando olhei essa foto, pensei, deve ter acontecido na África ou na Ásia. Não, aconteceu no Brasil, na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Não foi uma disputa para entrar no livro de recordes Guiness, mas transportando 20 trabalhadores da construção civil.. É uma pickup Hyundai H-100 de 1,5 t. Esses trabalhadores não tem nenhuma noção de perigo, noção de bom senso, muito menos percepção de risco.
Eles estão desafiando o perigo, como se fosse um grupo de Mosqueteiros, todos por um e um por todos. Todos estão desafiando a morte ou jogando uma partida com ela.
A morte para os trabalhadores da construção é um ente distante, mas quando ela ocorre, eles consideram como fatalidade. A fatalidade está extremamente enraizada nos trabalhadores da construção civil, é a predestinação dentro da realidade em que eles vivem. A origem do trabalhador da construção civil é o homem do campo que sempre conviveu com o perigo, conformismo e morte. Eles consideram como desígnios de Deus. Adiciona a essa tradição de fatalidade com a falta de formação educacional, temos um homem insensível ou passível diante do perigo.
Veja o caso em questão, em uma carroceria com 6m² estavam sendo transportados cerca de 20 trabalhadores.

Fonte: G1 PB-14 de outubro de 2011

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sábado, outubro 15, 2011

Dois menores sofrem acidente de trabalho por dia no Brasil

Pelo menos dois menores de 18 anos, em média, são vítimas de acidentes de trabalho a cada dia no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde. Por mês, um menor morre em razão desses acidentes, segundo as informações oficiais do governo.

Números do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde obtidos pelo G1 mostram que, entre 2006 e agosto de 2011;
■ 5.353 menores de 18 anos se envolveram em acidentes graves de trabalho.
■ No mesmo período, 58 crianças e adolescentes de até 18 anos morreram durante o trabalho.

De acordo com o coordenador-geral de saúde do trabalhador do Ministério da Saúde, Carlos Augusto Vaz de Souza, todos os acidentes de trabalho envolvendo crianças e adolescentes são classificados como "graves" pelo governo, uma vez que a Constituição proíbe o trabalho insalubre de menores de 18 anos.

"Criança e adolescente não deveria trabalhar e, quando pode, não deveria estar em atividade insalubre", diz Vaz de Souza. Segundo ele, os acidentes de trabalho com menores de 18 anos são considerados uma "preocupação" do governo.

De acordo com o artigo 7º da Constituição é proibido o "trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos".

Segundo o ministério, para menores de 18 anos, qualquer acidente é classificado como grave, mas, entre adultos, acidentes graves são aqueles que resultam em mutilações. Conforme as informações do Sinan, 3.245 maiores de 18 anos morreram no trabalho nos últimos cinco anos e 79.964 sofreram acidentes graves.

As informações do Ministério da Saúde são aquelas verificadas pelos médicos, tanto da rede pública quanto da rede privada, durante o atendimento. Uma determinação de 2004 do Ministério da Saúde obriga os médicos a notificarem os casos graves de acidentes de trabalho.

Isso independe dos registros de acidentes de trabalho controlados pelo Ministério da Previdência, que só se refere aos casos de quem contribui para a Previdência.

SUBNOTIFICAÇÃO
"Estamos fazendo um trabalho para ampliar essas notificações, com a qualificação das equipes. Para chegar a um número real dos casos, temos que avançar muito ainda. Mas estamos nos aproximando cada vez mais. Em alguns estados, no entanto, fica claro que há a subnotificação", diz Vaz, do Ministério da Saúde.

Ele comenta, por exemplo, o caso de São Paulo, estado com mais casos de acidentes de trabalho envolvendo menores - 3.660 dos 5.353.

"São Paulo, além de ter uma economia mais pujante, tem organização do sistema de saúde do trabalhador. Por isso, notifica mais", afirma Vaz.

SETORES COM MAIOR NÚMERO DE ACIDENTES
Os setores de atividade com maior número de acidentes de trabalho envolvendo menores são, conforme o Ministério da Saúde;
■ a indústria de calçados,
■ o setor privado de serviços alimentícios (cantinas) e
■ o comércio de modo geral.

OIT- ÍNDICE PREOCUPANTE
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que deve ser divulgado nos próximos dias, classifica o índice de acidentes de trabalho no Brasil envolvendo menores de 18 anos como um "quadro preocupante".

"Estes elementos essenciais que atentam contra a vida, a dignidade da criança e do adolescente, agravados pelo trabalho infantil, são um grande obstáculo ao trabalho decente e ao desenvolvimento humano", diz o relatório.

Em 2009, dos 39,9 milhões de contribuintes da Previdência;
■ com mais de 19 anos, 1,75% sofreram acidentes de trabalho (701.530 contribuintes).
■ Entre os 1,057 milhão de contribuintes de até 19 anos, o índice de acidentes foi de 2,07 (21.922 casos).

Na avaliação de Renato Mendes, coordenador do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil da OIT, "não há dúvidas" de que os menores de 18 anos são mais suscetíveis aos acidentes de trabalho.

"Em primeiro lugar, a criança e o adolescente, como está em fase de formação, não tem as mesmas habilidades que o adulto tem. Grande parte dos acidentes envolve o campo de visão. E, até os 16 anos, a visão está em formação, o campo de percepção é menor. Além disso, eles têm a pele mais fina, mais exposta à intoxicação", afirma Mendes.

Renato Mendes, da OIT, diz ainda que os instrumentos de proteção ao trabalho não são adequados à estrutura do corpo de adolescentes. Para ele, o ideal seria que nenhuma criança ou adolescente precisasse trabalhar.

"O trabalho infantil diminuiu muito nos últimos anos, e chegamos ao núcleo duro, o informal, que oferece mais resistência. Agora, o Brasil tem que repensar as políticas", afirma o coordenador da OIT, citando a educação integral como uma medida possível.

Fonte: G1 - 15 de outubro de 2011

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quarta-feira, outubro 12, 2011

Pequenos trabalhadores do século passado e atual

E não eram apenas os escravos que precisavam trabalhar antigamente. Na Idade Média e mesmo nos séculos XVIII e XIX, logo que começavam a andar e a falar, as crianças já aprendiam algum ofício, mesmo que doméstico. As crianças eram encaminhadas para o mundo do trabalho realmente muito cedo.

A substituição do trabalho pela escola começou a acontecer no final do século XIX e no começo do XX.

Devem ser observados certos aspectos de tradições culturais em diferentes lugares do mundo. Em algumas sociedades, a transmissão cultural realiza-se oralmente, não havendo registros escritos de sua história, técnicas ou ritos. Assim, na agricultura tradicional ou na produção artesanal, crianças e adolescentes realizam trabalhos sob a supervisão dos pais como parte integrante do processo de socialização – quer dizer, um meio de transmitir, de pais para filhos, técnicas tradicionalmente adquiridas. O sentido do aprender a trabalhar varia de acordo com a cultura, com a sociedade, varia também dependendo do momento histórico em que elas se encontram.

A situação de trabalho como parte do processo de socialização não deve ser confundida com aquelas em que os meninos e meninas são obrigados a trabalhar, regularmente ou durante jornadas contínuas, para ganhar seu sustento ou o de suas famílias, com conseqüentes prejuízos para seu desenvolvimento educacional e social.

É preciso lembrar que o mero fato de trabalhar “em casa” ou “com a família” não descaracteriza o trabalho infantil. Mesmo no espaço do trabalho em família, sabe-se que muitas crianças são submetidas a estafantes jornadas de trabalho na lavoura familiar ou são responsabilizadas por todos os serviços domésticos e pelos cuidados com os irmãos menores em casa, sem que seja garantido a elas, por exemplo, tempo para ir à escola ou para brincar.

Por outro lado, essa preocupação não pode ser radicalizada no sentido de excluir a participação das crianças e adolescentes em tarefas domésticas. Essa participação reveste-se de caráter educativo, formador do senso de responsabilidade, e pessoal, em relação ao núcleo familiar.

Atualmente, na luta pelo reconhecimento dos direitos da criança e do adolescente, um parâmetro mais claro tem sido colocado: ainda que seja para garantir a continuidade de uma tradição familiar, para dividir responsabilidades no interior da casa ou para ajudar nas atividades no campo, o trabalho de crianças não pode impedir que elas exerçam seus direitos, de maneira integral, em especial à educação e a brincar, condições essenciais a seu pleno desenvolvimento.

As mais recentes estatísticas globais da OIT estimam que 115 milhões de crianças estão envolvidas em trabalhos perigosos. Esses trabalhos são caracterizados por atividades que, pela sua natureza ou condições em que são executadas, podem causar dano à saúde, segurança ou moralidade das crianças e adolescentes envolvidas.
Crianças trabalhando em muitas atividades e ocupações podem ser expostas a tais riscos e o problema é global, afetando tanto países industrializados quanto em desenvolvimento.

Fonte: OIT, Prómenino e G1 – 12 de outubro de 2009

Slideshow
Fotos de Lewis Wickes Hine, photographer, from the records of the United States National Child Labor Committee e Lewis Hine:

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domingo, outubro 09, 2011

Pó: Um perigo mortal

Muitas pessoas não sabiam que o açúcar podia explodir até o dia 7 de fevereiro de 2008, quando uma explosão abalou a Imperial Sugar Company em Port Wenthworth, na Geórgia, matando 13 pessoas e ferindo 40. Situada nas imediações de Savannah, essa fábrica de 91 anos processava açúcar granulado e em pó.
Foto aérea da Imperial Sugar depois da explosão e incêndio

A explosão iniciou um incêndio e causou o colapso parcial de um edifício de quatro pisos. A explosão inicial colocou mais pó combustível na atmosfera causando uma série de explosões secundárias que se deslocaram sucessivamente através da galeria do silo e do túnel. O fogo causado pelas explosões secundárias se propagou através das casas de embalagem e nos edifícios adjacentes.
Mas a explosão na Imperial Sugar não foi a única explosão de pó aterradora nos Estados Unidos nos últimos anos.

De acordo com o CBS, houve mais de 280 explosões de pó entre 1980 e 2005, resultando em 119 mortes e 718 feridos. Ainda assim muitos trabalhadores, mesmo aqueles bem treinados nas rotinas de segurança, não estão cientes dos perigos do pó.

Em 2006, o CBS reconheceu a falta de regulamentação e publicou um relatório recomendando que a OSHA normatize o pó nas indústrias com base nas normas da NFPA. A OSHA iniciará o projeto de regulamentação para pós, mas a explosão da Imperial Sugar incitou o congresso americano a envolver-se na tentativa corrente para impor a OSHA a criação de uma regulamentação relativa aos pós. Como prova da necessidade de regulamentação por parte do governo, a OSHA inspecionou a Imperial Sugar em 2000 e não emitiu nenhuma intimação, de acordo com Edwin Foulke, secretario assistente de Labor for Occupational Safety and Health, no seu testemunho ao Subcomitê do Senado sobre Educação, Trabalho e Pensões no dia 29 de julho 2008.

CAUSAS DAS EXPLOSÕES DE PÓ
Uma parte do problema a respeito da regulamentação relativa às explosões de pó é a confusão acerca de quais pós podem explodir e em que condições. E até não se sabe em que medida o pó constitui um perigo.
Muitas substâncias sólidas se tornam explosivas quando se encontrarem em forma de pó fino. Essas substâncias incluem materiais orgânicos como grãos, açúcar, madeira, e carvão; orgânicos sintéticos, como plásticos, tinturas, espumas, farmacêuticos, e químicos; e metais combustíveis, como o alumínio, o magnésio, o zinco e o ferro. Os silicatos, os sulfatos, os nitratos, os carbonatos, e os fosfatos; o sal; a areia, o calcário e o cimento são poeiras minerais não explosivas.

PÓS FINOS: O PERIGO
De forma geral, quanto menor a partícula de pó, maior o perigo. Uma regra empírica usada frequentemente é que o pó em partículas de 420 micra (peneira de granulometria malha 40) pode servir de combustível em uma explosão. Como quadro de referência, o açúcar comercial normal vai de 850 a 150 micra, com a maior parte do açúcar entre 350 e 450 micra, de acordo com Paul Caulkins, diretor de Quality Assurance na Imperial Sugar. Frequentemente, os pós apresentam uma mistura ou distribuição de tamanhos. Para as misturas, outra regra empírica é que para que o pó seja potencialmente explosivo, basta que 2% das partículas tenham 420 micra ou menos. As fibras, devido a forma não esférica, podem não passar pela peneira 40, mas ainda constituir um problema, como se evidenciou na explosão de Malden Mills em 1995 em Lawrence, Massachussetts que envolveu fibras de tecidos

Cinco condições aumentam o risco de uma explosão de pó.
■Quando um pó combustível está em suspensão no ar ou em outro meio oxidante,
■ apresenta a concentração mínima explosiva (Minimum explosible concentration – MEC),
■tem a presença de uma fonte de ignição,
■está confinado e
■as condições estão maduras para a explosão.
Remover pelo menos um dos elementos do pentágono é a estratégia de controle da NFPA.

O principal documento da NFPA sobre pó, a NFPA 654, Prevenção de Incêndios e Explosões na Fabricação, Processamento, e Manuseamento de Sólidos em Partículas Combustíveis, cobre os processos perigosos relacionados com o pó e é referenciada em outros documentos da NFPA sobre pó. Os documentos específicos de um produto que cobrem o carvão, o enxofre, os metais combustíveis, o pó de madeira e o pó agrícola integram a identificação de perigos e medidas de controle semelhantes às encontradas na NFPA 654, mas lidam também com os requisitos únicos para um determinado pó. A NFPA fornece uma cobertura abrangente dos perigos derivados dos pós em sete documentos relacionados com pó e o fez desde 1923 com a NFPA 61, Prevenção de Incêndios e Explosões de Pó em Instalações Agrícolas e de Processamento de Alimentos
Podem obter informação adicional sobre perigo relacionado com pó da OSHA que desenvolveu um Boletim de Informação sobre Segurança e Saúde em 2005 e Instituiu um Programa de Ênfase Nacional em 2007.

A LIMPEZA É A RESPOSTA FÁCIL?
Só porque o produto final nas suas instalações não envolve pó, não quer dizer que esteja necessariamente livre desse perigo. Ao avaliar o perigo relacionado com pó nas suas instalações, você deveria considerar;
■ o processo integral, incluindo as matérias primas, os ingredientes, e
■ os produtos intermediários, bem como os subprodutos.
Se você trabalhar com qualquer componente sólido combustível de qualquer tamanho ou forma, então o manuseamento, o transporte, ou toda manipulação desses materiais em qualquer momento do processo pode criar poeiras combustíveis. Sempre que partículas maiores forem raspadas, trituradas, cortadas ou lixadas, pode ser criado pó. Mesmo se os sólidos são tipicamente armazenados ou manuseados quando molhados, o mesmo potencial de risco surge quando esses materiais se tornam secos. Por esses motivos, é essencial que a sua avaliação de perigo identifique todos os sólidos combustíveis em forma de partículas no processo.
Camadas de pó tão finas como 0, 8 mm ou 1,6 mm podem ser um problema, portanto se você vê pó, não ignore. Limpe e examine de onde vem. Isola todas as aberturas no equipamento de processamento ou transporte para prevenir a emissão de pó no ambiente de trabalho. Quando inspeciona o seu local de trabalho, as fronteiras vão incluir tipicamente as áreas óbvias, visíveis, mas deve também considerar as vigas, as bandejas de cabos elétricos, os dispositivos de iluminação, as superfícies do equipamento e áreas “invisíveis” como as escondidas acima dos tetos falsos.

POEIRA INVISÍVEL: PERIGOSA
A poeira que não pode ser vista é ainda mais perigosa do que a visível porque é mais facilmente ignorada. Considere o incidente na West Pharmaceuticals, Inc., em Kinston, Carolina do Norte, em 2003. Em fotografias tomadas antes da explosão, a área geral de trabalho parecia relativamente livre de pó. Mas o processo de fabricação gerava pó que se acumulou sem ser visto acima do teto falso. Quando o pó acumulado entrou em suspensão, ficou concentrado e se incendiou, o resultado foi uma explosão que matou 6 pessoas e feriu 38.
Uma boa limpeza poderia parecer uma resposta fácil para manter as suas instalações seguras, mas criar e implementar uma rotina eficiente pode ser complexo. Uma limpeza adequada representa um elemento essencial de um programa de gestão de segurança em relação aos riscos derivados do pó porque limita o combustível que pode tornar-se potencialmente aéreo e contribuir para uma explosão.
Entretanto, a limpeza é apenas parte de um programa bem concebido de gestão de pó. Mesmo a limpeza permanente em uma instalação onde o pó é gerado e liberado a um ritmo excessivo pode não ser adequada para eliminar o risco. Ainda pode existir uma camada capaz de alimentar uma explosão.

PERIGO DAS EXPLOSÕES SECUNDÁRIAS
Se você pode garantir que o pó nunca será liberado fora do equipamento de processamento, transporte ou de captação, o sistema será inerentemente mais seguro. Tanto como for praticável, a contenção é importante, junto com os sistemas de coleta de pó. O equipamento de transporte e de captação deveria ser instalado e mantido de forma a evitar que se torne uma fonte de ignição. Obviamente, os sistemas de detecção e supressão de incêndios nessas áreas são considerados parte integrante dos métodos de proteção e prevenção de incêndios. Outro conceito importante com o qual deve lidar quando estiver analisando a limpeza é o perigo representado por explosões secundárias. As explosões secundárias ocorrem quando a onda de choque causada pela explosão inicial que pode não ter envolvido pó, causa uma acumulação de pó em outras áreas, talvez remotas, não relacionadas às áreas de processamento, comece a ser transportada por via aérea, e explode. Isso pode criar um efeito dominó, levando possivelmente a mais explosões em diferentes zonas das instalações.
O fenômeno das explosões secundárias enfoca a importância de uma limpeza adequada, não só na área onde ocorre o perigo relacionado com o pó, mas em todas as instalações.
Como se uma limpeza consistente não fosse suficientemente difícil, essa medida preventiva por si só pode causar uma explosão se não for realizada adequadamente, como foi posto em evidência pela explosão na CTA Acoustics, Inc. em Corbin, Kentucky, em 2003. Uma porta de forno foi deixada aberta e o calor incendiou uma pequena dispersão de poeira que era gerada pela limpeza regular.

TRABALHADORES: RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO PERIGOSA
Muitos empregados da indústria geradora de pó contam aos investigadores acerca de “sopros”, ou pequenas explosões, que “acontecem todo o tempo”. Esses sopros são avisos que não deveriam ser ignorados, uma vez que podem ser precursores de explosões maiores e mais mortíferas. Os empregados devem ser treinados para reconhecer as condições que assinalam o desenvolvimento de uma situação perigosa.

COMO GARANTIR QUE AS INSTALAÇÕES SEJAM SEGURAS CONTRA EXPLOSÕES DE PÓ
A participação da gerência ou a sua falta, em relação aos programas de segurança é essencial. No caso da Imperial Sugar, essa falta pode ter marcado a diferença entre a vida e a morte.
As normas NFPA que poderiam ter prevenido essas explosões existem, mas não são de cumprimento obrigatório em todo o país. Ainda não se sabe se a OSHA vai adotá-las , então as instalações não deveriam esperar para regulamentar o pó. Os incidentes trágicos reportados pelo CBS no seu estudo sobre pó e ampliados por esse último incidente criam aquilo que os educadores chamam “um momento de aprendizagem”. Não percamos a oportunidade de aumentar a consciência e melhorar a compreensão dos princípios básicos que caracterizam o problema.

Fonte: NFPA Journal Latinoamerica
Amy Beasley Spencer - diretora de divisão de Administração de Códigos e Normas da NFPA, e secretaria do conselho de Normas da NFPA. Até recentemente, foi pessoa de ligação para as normas e códigos da NFPA sobre pó.

Vídeo: Explosão da Imperial Sugar


Vídeo:
O vídeo é muito longo, mas vale à pena assistir. É muito explicativo no desenvolvimento e acúmulo de pó e suas conseqüências. .

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terça-feira, outubro 04, 2011

Tragédia: trabalhador é sugado pela colhedora de cana

O trabalhador LPA, 40 anos, morreu na manhã de sábado, 01 de outubro, na cidade de Matão (SP), após um acidente de trabalho.
Ele tentou empurrar a cana com pé para o picador. Os roletes do picador puxaram a perna e triturou parcialmente o trabalhador. .

VÍTIMA:
O trabalhador era experiente com mais de dez anos na operação dessa máquina. O trabalhador estava usando EPI, bota e luvas.
As unidades de resgate do Samu e Corpo de Bombeiros foram até a propriedade, mas nada puderam fazer. A máquina teve de ser desmontada para retirar o corpo.

TESTEMUNHA: COLEGA DE TRABALHO
De acordo com o trabalhador rural Carlos, que fazia dupla de trabalho há dez anos com a vítima, desde sexta-feira, ele estava com a mania de chutar a cana para o picador, sendo alertado pelo amigo.
“Disse a ele para acabar com isso, pois estava arriscando sua vida. Hoje, sábado, não teve jeito, quando percebi ele já estava com metade do corpo sugado e ainda gritava para socorrê-lo. A máquina estava em alta rotação e pouco depois ele morreu’, conta.

Fonte: Matão Urgente – 01 de outubro de 2011

Comentário:
O que podemos imaginar o que se passou no pensamento do trabalhador, com mais de 10 anos experiência, tomar a atitude de chutar e empurrar a cana no suporte de alimentação do picador de cana?
O seu colega de trabalho avisou desde o dia anterior para não chutar a cana para o picador, pois era perigoso.
Ele queria suicidar-se? Estava com problemas familiares? Ele não tinha percepção do risco, que era tão perigoso?

No trabalho em geral necessitamos de habilidades humanamente construídas tais como: habilidades motoras, funções cognitivas (incluem a memória e atenção, a avaliação sistemática do ambiente e outras habilidades, verbais e de processamento de informações, tomada de decisões e resolução de problemas, estas funções devem se processar de modo dinâmico) e aspecto comportamental da pessoa.

O nosso cérebro não dispõe de um radar interno para nos avisar da aproximação do perigo, mas ele foi sintonizado para ser vigilante na detecção de perigos visíveis, porém quando esses perigos se tornam imperceptíveis, que necessitam de avaliação constantemente, o sistema de resposta às ameaças de que o cérebro dispõe falha. Os riscos imperceptíveis exigem treinamento e habilidade cognitiva
Quando o trabalhador sentiu o perigo, já era muito tarde, a máquina já tinha sugado. O risco invisível tornou-se visível.

O QUE DIZ O FABRICANTE SOBRE A MÁQUINA: CUIDADOS DE OPERAÇÃO
Como qualquer equipamento mecânico esta máquina exige cuidados de segurança, quando em operação. Observe com atenção os seguintes procedimentos:
■Não manobre o trator com a máquina em funcionamento.
Não se aproxime dos rolos frontais com a máquina em funcionamento.
Esta máquina não pode ser alimentada manualmente.
■Não trabalhe sem as proteções do rotor picador, das engrenagens, das correntes e cardan.
■Para sua maior segurança utilize os equipamentos de proteção individual ao afiar as facas, (óculos, luvas, abafadores auditivos, etc ).
■Nunca efetue qualquer tipo de manutenção e não instale qualquer tipo de acessório com o equipamento em funcionamento;
■Toda manutenção deve ser feita com a máquina parada.
■Em caso de entupimento desligue a máquina para desembuchar os roletes.
■Se houver dúvidas consulte sempre o manual do operador antes de ligar a máquina

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domingo, outubro 02, 2011

Acidente mata operário na Embraer

O acidente foi na manhã de quinta-feira, 01 de setembro de 2011, e parou um dos setores da indústria. O funcionário, de 29 anos, foi prensado pela porta do Hangar F-220. A porta é feita de aço e se abre lateralmente. Segundo o sindicato, ele estaria passando pela porta quando foi atingido por ela. O trabalhador foi levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo funcionários do setor, o funcionário VM, conhecia bem o funcionamento da porta e os procedimentos de segurança. No momento do acidente, o alarme que indica o fechamento do portão estava acionado, um alerta mesmo para que ninguém se aproximasse. E por isso, ninguém entende como aconteceu a morte.

PORTÃO
O portão tem cerca de 10 metros de altura e 8 de largura..O mecanismo para abertura e fechamento das portas é acionado eletronicamente, fazendo com que ela se movimente lateralmente em baixa velocidade.

VÍTIMA
“O empregado foi socorrido com vida no local e transferido pelo serviço de atendimento de emergência da Embraer para o Pronto-Socorro do Hospital Municipal de São José dos Campos, onde veio a falecer”, diz a Embraer.

O QUE DIZ A EMBRAER
Por nota, a Embraer informou que, em respeito à família da vítima, não vai comentar as declarações do sindicato. A empresa diz que está conduzindo as investigações e análises do que aconteceu para tomar as providências necessárias.

INQUÉRITO
Dois auditores da Delegacia Regional do Trabalho e técnicos da Polícia Científica realizaram perícia no local. Os laudos sobre a morte não têm previsão para ficarem prontos.

LAUDO POLICIAL
O Laudo do IC (Instituto de Criminalística) indicou que o trabalhador, que teve parte do corpo prensada por uma porta de aço, teria sido imprudente.
"O laudo cita que a vítima estava fora do campo de visão da pessoa que acionou o botão de abertura do portão", explicou o delegado Antonio Sérgio Pereira, que ressaltou que fará vistorias no local para checar se existe algum fator que represente ameaça à segurança do trabalho.
O delegado também disse que a divulgação do laudo não significa que o inquérito esteja finalizado, mas o documento aponta que teria havido imprudência por parte do funcionário.

Comentário
Podemos indagar:
■ O portão do tipo hangar dificilmente se fecha rapidamente, o processo é lento. Como este trabalhador não conseguiu se proteger e principalmente sair do local?
■ Um portão desse tipo, de aço, pode pesar 12 toneladas cada folha de aço de 8 m. E a velocidade de abertura e fechamento, dependendo do modelo do portão varia de 20 cm a 60 cm por segundo.
■ Talvez o portão não abriu o suficiente e ele quis passar sem ter a visão total do movimento do portão?
■ O portão tem 10 m de altura e 8 m de largura e é de aço e deve pesar algumas toneladas. . A abertura é lenta.e faz barulho Já vi em hangar, quando um trabalhador aciona a porta, e ela inicia a abertura, ele já aproveita para entrar, não espera abrir o suficiente para ter acesso.
■ Segundo alguns funcionários da Embraer o portão ficou com uma fresta, ele tentou entrar e o portão foi acionada pelo lado de dentro por outro funcionário e prensou.

Não é mais fácil colocar um cipeiro em cada risco para eliminar a imprudência? Ou colocar um operador de abrir portão ou porta numa fábrica, como disse o sindicato?
A operação de um portão do tipo hangar é movimentar-se lateralmente, verticalmente ou basculante. Hoje usa muito estrutura de alumínio, plástico especial, etc. A característica do portão é em função da segurança que pretende ter na edificação.
Qual é a operação de um portão? Abrir ou fechar, nada mais. O que uma pessoa que vai adentrar num recinto deve tomar cuidado, é ter a visão suficiente do espaço que vai transitar ou movimentar-se.
Quando abrimos a porta da nossa casa, entramos por uma fresta ou abre totalmente?
Relembremos os acidentes ferroviários, em que a maioria dos motoristas não obedece as cancelas automáticas e sinalizações. A culpa é da empresa? Ou da imprudência dos motoristas?
Uma vez um jardineiro no parque Ibirapuera disse-me, que não adianta colocar aviso, é proibido pisar na grama, ninguém obedece, tem colocar também um guarda com apito. Algumas empresas deveriam usar esse sistema um cipeiro com apito.

Vídeo
Mostra o acionamento de um portão que se move lateralmente

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