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domingo, março 29, 2026

EXPLOSÃO DE CAMINHÃO NO CHILE DEIXOU 4 MORTOS E 17 FERIDOS

Câmera de segurança de rodovia onde ocorreu o incidente, na Região Metropolitana da capital chilena, mostra nuvem de fumaça se espalhando até enorme explosão acontecer.

A explosão de um caminhão-tanque em uma rodovia na Região Metropolitana de Santiago, capital do Chile, deixou quatro mortos e 17 feridos na quinta‑feira (19).

A câmera de monitoramento da via registrou o momento exato em que o incidente ocorreu. Uma enorme nuvem de fumaça branca começa se espalhar rapidamente, do fundo da imagem até cobrir completamente a visão de tudo e, de repente, uma explosão acontece.

De acordo com os bombeiros, a explosão foi sentida num raio de cerca de 150 a 200 metros e danificou pelo menos 50 veículos.

Diversas vítimas sofreram ferimentos graves, incluindo queimaduras, e cinco pessoas estão em estado crítico. O motorista do caminhão está entre as vítimas.  

Segundo o governador metropolitano, uma delas teve queimaduras em 100% do corpo e sua sobrevivência é incerta. Os outros quatro sofreram queimaduras em cerca de 60% do corpo e também se encontram em estado extremamente crítico.

As autoridades estão investigando a causa do incidente, incluindo possíveis infrações por excesso de velocidade, de acordo com o general da polícia,   Fonte: g1 -20/02/2026  



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quarta-feira, março 25, 2026

BITUCAS DE CIGARRO SÃO O LIXO MAIS COMUM DO PLANETA, MOSTRA ESTUDO


RESUMO

·  Estudo com dados de 130 pesquisas em 55 países estima 4,5 trilhões de bitucas descartadas incorretamente por ano, o lixo mais comum do planeta, segundo a OMS.

·  A revisão aponta média de 0,24 bituca/m² em áreas urbanas e aquáticas e picos acima de 38/m² em praias; a massa anual no ambiente chega a 766,6 milhões de kg.

·  Victor Vasques Ribeiro (Unifesp) alerta para toxinas e microplásticos do filtro; André Salem Szklo (Inca) critica o marketing do filtro e defende responsabilizar a indústria.

Nada menos do que 4,5 trilhões de bitucas de cigarro são descartadas incorretamente todos os anos, formando uma das faces mais onipresentes - e menos percebidas - da poluição ambiental global. Isso significa em torno de 550 bitucas lançadas anualmente no ambiente para cada habitante do planeta.

Um amplo levantamento compilou dados de 130 estudos científicos realizados em 55 países entre 2013 e 2024 e revela que esses pequenos resíduos atingem densidades médias de 0,24 bituca por metro quadrado em ambientes urbanos e aquáticos. É como encontrar uma bituca a cada quatro metros quadrados. Picos extremos no mundo ultrapassaram 38 bitucas por metro quadrado em praias e áreas costeiras altamente frequentadas e populosas. A massa total das bitucas descartadas anualmente no ambiente é da ordem de 766,6 milhões de quilos.

O estudo mostra ainda que áreas ambientalmente protegidas - principalmente aquelas com regras mais restritivas - conseguem reduzir a contaminação em até dez vezes quando comparadas a locais sem qualquer tipo de proteção legal. Mesmo assim, nem parques nacionais ou reservas marinhas escapam totalmente do problema, uma vez que as correntes marítimas podem levar para essas localidades lixo descartado muito longe delas, seja em praias seja em áreas urbanas.

A revisão, fruto da parceria entre pesquisadores vinculados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), à Universidade Estadual Paulista (Unesp), ao Instituto Nacional de Câncer (Inca), à Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, e à Universidad San Ignacio de Loyola, no Peru, constitui a mais abrangente síntese já produzida sobre a distribuição global das bitucas e suas implicações ambientais. Artigo a respeito, tendo como primeiro autor o engenheiro ambiental Victor Vasques Ribeiro, doutorando do Instituto do Mar da Unifesp, foi publicado no periódico Environmental Chemistry Letters. Ele descreve em detalhe os padrões espaciais, os chamados hotspots de contaminação, e o efeito do grau de proteção ambiental na redução do problema.

"Os contaminantes químicos presentes na bituca espalham-se rapidamente, ainda mais quando em contato com a água do mar. Em poucas semanas, esse material tóxico é liberado no meio ambiente, podendo ser letal para várias espécies aquáticas", diz Ribeiro. Os cigarros contêm mais de 7 mil compostos químicos, dos quais ao menos 150 são tóxicos. Mas o problema não termina aí: o miolo do filtro é composto por um polímero, o acetato de celulose, que, como outros plásticos, permanece por um tempo enorme no ambiente, fragmentando-se em microplásticos que contaminam organismos marinhos e podem retornar aos humanos quando esses organismos são consumidos.

Além do impacto ambiental, o estudo também dialoga com o debate sobre saúde pública e o papel do filtro na história do cigarro. Para André Salem Szklo, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, que orientou o estudo de revisão, a existência do filtro foi usada historicamente como argumento de marketing. "Passa a ideia de que, com filtro, o cigarro seria um produto mais saudável, favorecendo, portanto, a iniciação e a manutenção do comportamento de fumar. Mas isso não se sustenta. Com a introdução dos filtros, aumentou, inclusive, um tipo específico de câncer de pulmão, ligado a partículas finas", conta.

Szklo chama a atenção para a narrativa veiculada pela indústria do tabaco sobre a responsabilidade individual nesse descarte no ambiente. "É importante não culpabilizar o fumante. A indústria do tabaco durante décadas difundiu a ideia de que o filtro seria biodegradável. Isso influenciou e influencia o comportamento. A verdade é que somente existe a contaminação por bitucas porque existe uma indústria que lucra com a venda de cigarros."

"Se as pessoas entendessem que estão jogando uma bomba química quando descartam uma bituca, talvez não agissem com tanta normalidade", acrescenta Ribeiro.

O número de 4,5 trilhões de bitucas que chegam anualmente aos ambientes urbanos e aquáticos não foi produzido diretamente pela nova revisão, mas por uma compilação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ribeiro lembra que, globalmente, são fumados cerca de 12 trilhões de cigarros por ano. "Uma fração enorme acaba nos oceanos, para onde quase todas as águas convergem", afirma. Praias concentram grande circulação de pessoas, turismo intenso e consumo recreativo - fatores que favorecem o descarte inadequado. Mas não é apenas por isso que aparecem como as áreas mais contaminadas: elas também funcionam como verdadeiros "sumidouros" de resíduos sólidos. Bitucas descartadas no interior das cidades ou até em regiões distantes podem ser carregadas pela chuva e pelos rios até o mar. Além do impacto ambiental direto do descarte dos cigarros fumados (bitucas), a produção e o consumo de cigarros emitem 84 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera a cada ano.

A análise global mostrou forte concentração de hotspots - áreas críticas que integram os cerca de 5% mais contaminados entre todos os locais monitorados no mundo - em 17 países, localizados principalmente na América do Sul, no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Em praias do Golfo Pérsico, por exemplo, já foram medidas mais de 38 bitucas por metro quadrado. Na América do Sul, praias do Chile, Brasil, Uruguai e Equador aparecem repetidamente entre os locais críticos, em alguns casos com mais da metade de todo o lixo coletado composto por bitucas de cigarro.

Os autores do estudo criaram o Índice de Contaminação por Bitucas de Cigarro (ICBC), indo da classificação "ausente" para a de "extremamente alta". Faltam dados publicados para a maior parte da América do Norte, da África, da Ásia Central e Oriental e para toda a Oceania, o que dificulta comparações globais.

Ao cruzarem os registros com mapas internacionais de unidades de conservação, os autores identificaram 165 áreas protegidas monitoradas em 37 países. Mesmo áreas oficialmente criadas para conservar a natureza não estão imunes à contaminação por bitucas. A densidade média em áreas protegidas foi quase cinco vezes menor do que em áreas desprotegidas e, nas categorias mais restritivas de proteção, a redução foi maior. "Mesmo assim, hotspots foram encontrados dentro de áreas protegidas, que incluem parques e reservas, principalmente onde há turismo intenso ou fiscalização limitada. A simples designação legal não basta. Principalmente diminuição geral do número de fumantes, mas também infraestrutura, fiscalização e educação ambiental fazem diferença", comenta Ribeiro.

Para Szklo, não é possível discutir contaminação por plásticos sem considerar o enorme impacto negativo das bitucas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). "Estamos falando do item mais descartado do mundo. Em alguns lugares, mais da metade do lixo de uma praia é composta só por bitucas. Já houve casos em que praticamente 100% dos resíduos eram filtros. Como pensar um tratado global contra o plástico ignorando o fortalecimento da implementação de medidas de redução do tabagismo previstas na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde?", enfatiza.

Os pesquisadores defendem que as informações levantadas pelo estudo subsidiem negociações internacionais, como o tratado da ONU contra a poluição plástica, além de medidas locais, como a proibição de fumar em praias e parques, campanhas educativas, melhoria da gestão de resíduos e, principalmente, maior responsabilização da indústria do cigarro.

O estudo recebeu apoio da FAPESP por meio de Bolsa de Doutorado para Ribeiro, sob orientação de Ítalo Braga de Castro, e de Auxílio à Pesquisa - Jovens Pesquisadores concedido ao segundo autor, Lucas Buruaem Moreira. Fonte:Agência Fapesp - UOL -ECOA- 17/03/2026  

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domingo, março 22, 2026

INCÊNDIO EM SHOPPING TIJUCA NO RIO DE JANEIRO

 

O fogo começou por volta das 18h sábado , atingiu o subsolo do Shopping Tijuca, localizado na zona norte do Rio de Janeiro.

Início do incêndio

O incêndio começou no ar-condicionado de uma loja no subsolo do shopping. Funcionários relataram que sentiram um cheiro forte por volta das 18h30 e perceberam a fumaça. Na sequência, foram alertados por seguranças do shopping para deixarem o prédio.

CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros informou que o quartel da Tijuca foi acionado às 18h28. Até o momento, 13 viaturas e cerca de 40 militares atuam no chamado. As equipes atuam no combate, na ventilação do ambiente e na varredura das áreas internas do shopping.

Ainda segundo a corporação, o incêndio, que se concentrou no subsolo, aconteceu em uma "área de difícil acesso", o que exigiu atuação técnica especializada e o emprego de equipamentos de ventilação mecânica para dispersão da fumaça.

CONTROLE DO FOGO

O Corpo de Bombeiros segue no local trabalhando no rescaldo e as causas do incêndio serão investigadas

Bombeiros tiveram que quebrar as paredes que levam ao subsolo para instalar exaustores que ajudem a tirar a fumaça do local onde o incêndio começou.

Todos os focos de incêndio foram controlados, segundo o secretário de Defesa Civil, mas ainda há muita fumaça no local. Os agentes tiveram que abrir um buraco na parede para a saída da fumaça.

TESTEMUNHAS

Imagens do momento do acidente mostram uma aglomeração de clientes do lado de fora do centro comercial. Nas redes sociais, clientes denunciam o procedimento de evacuação do prédio, que "não teve nenhum aviso sonoro". "Fomos avisados por terceiros", reclama uma consumidora. "Demoraram mais de 40 minutos para falar para a gente evacuar", detalha outra.

Uma cliente contou que estava no cinema e, no meio de um filme, começou a ouvir um alarme sonoro. Em seguida, um funcionário entrou na sala e avisou sobre o incêndio e que era necessário sair imediatamente do shopping.

Outro frequentador mostrou preocupação porque seus remédios de uso controlado ficaram no carro no estacionamento, e ele mora em Niterói.

VÍTIMAS

As vítimas receberam os primeiros atendimentos no local e foram encaminhadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e UPA da Tijuca.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas.

Entre os mortos está um supervisor de segurança do shopping, que chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado para o hospital. Além dele, uma brigadista que também atuava no centro comercial morreu. Ela trabalhou no resgate e chegou a ser dada como desaparecida.

INTERDIÇÃO

Subsolo e 17 lojas do térreo interditadas

Na segunda-feira (5), a Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo e parte do térreo do Shopping após vistoria técnica. A liberação para a inspeção ocorreu depois da conclusão de uma etapa do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros. Segundo o órgão, não há risco de desabamento do prédio.

De acordo com a Defesa Civil, foi identificado risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de perigo de queda de revestimentos internos e deslocamento de partes do teto e do piso.

“O subsolo do shopping foi totalmente interditado devido à falta de condições para a permanência no local. Já no térreo, 17 lojas da lateral esquerda, localizadas entre a entrada principal na Avenida Maracanã e a Tok Stok, foram interditadas após o calor do fogo deformar o piso”, informou o órgão.


INQUÉRITO E PERÍCIA

A Polícia Civil informou que, quatro dias após o incêndio no Shopping, a temperatura no interior da loja atingida ainda estava em cerca de 70 graus, o que impediu a conclusão da perícia técnica realizada na  terça-feira (6).

Os peritos chegaram a entrar no local, mas avaliaram que não havia condições de segurança para avançar até o ponto considerado o foco inicial do fogo.

Segundo a polícia, a equipe conseguiu acessar a loja, mas, na área próxima ao que seria o depósito, local apontado como possível ponto focal do incêndio, o calor extremo ainda inviabilizava a aproximação.

Diante do cenário, os peritos solicitaram apoio da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para o isolamento de pontos específicos e a adoção de medidas que permitam novas etapas do trabalho. A perícia foi feita por uma equipe de cinco peritos da 19ª DP (Tijuca) e teve início por volta das 15h30, com duração aproximada de uma hora.

SHOPPING

O Shopping Tijuca,  não vai abrir no sábado (3), após o incêndio que deixou 2 pessoas mortas e outras 3 feridas na tarde de sexta-feira (2).

VISTORIA DE SEGURANÇA REALIZADA

Seis dias antes do incêndio que atingiu o Shopping já havia alertas sobre possíveis riscos de incêndio na loja Bell'art, localizada no subsolo, onde o fogo começou.

Documentos e e-mails que já estão em posse da polícia indicam que o supervisor de segurança do shopping, e a brigadista tinham identificado diversas irregularidades.

Em vistoria realizada nas casas de máquinas e estoques da Loja Bell’Art foi verificado que algumas irregularidades (fiação exposta, empilhamento inadequado, sistema de detecção do mezanino) permanecem. O descuido em atender as normas de segurança pode resultar em acidentes graves de incêndio.”

RISCO DE INCÊNDIO POTENCIALIZADO, APONTOU DOCUMENTO

Um relatório detalhado, feito pelo setor de segurança reportava uma série de riscos para um incêndio;

“As casas de máquinas inspecionadas estão servindo como estoques e os locais de armazenamento de produtos estão abarrotados de mercadorias. Essas ações potencializam os riscos de incêndio, uma vez que todos os detectores do piso superior estão inoperantes e os materiais estocados, além de desorganizados, estão acima dos chuveiros automáticos. O documento cita que a loja não têm chuveiros automáticos e as sinalizações estavam obstruídas.

Outro trecho aponta problemas graves no estoque:

“Espaço sendo utilizado como estoque de travesseiros e com fiações presas com fita isolante no MDF (material que, geralmente, leva resina e outros componentes químicos em sua estrutura), detector de fumaça desmontado e extensão de tomadas.”

Os documentos também registram que as luminárias de emergência, cruciais para casos de evacuação, estavam soltas, e que “a área em que ficam os diques e as bombas de sucção tinha material combustível, como madeiras e plástico”

PROBLEMAS IDENTIFICADOS EM DEZEMBRO

Uma vistoria feita em dezembro de 2024 no Shopping Tijuca apontou irregularidades na prevenção a incêndios da Bell'art. Os técnicos do shopping apontaram problemas como:

PENDÊNCIA ELÉTRICA

.Ausência de detectores no mezanino, que era utilizada como depósito

.Caixas empilhadas muito próximas aos sprinklers (equipamentos contra incêndio)

.O prazo dado para a resolução dos problemas da loja foi de três dias.

INDICIAMENTO: POLÍCIA CIVIL INDICIA CINCO POR MORTES E APONTA FALHAS GRAVES DE SEGURANÇA

A Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo incêndio no shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, em janeiro deste ano.

Adriana Santilhana Nietupski e Pedro Paulo Alvares, superintendente e gerente de operações do shopping, respectivamente, foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte, lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de outros e fraude processual. Já Renata Barcelos Pereira Noronha, gerente de negócios do centro comercial está indiciada pelos três primeiros crimes, mas não pela fraude processual.

Os outros dois indiciados são os gerentes da loja Bell Art, Fabio Arruda soares e Felipe Gonçalves Franciscone, respondem por incêndio doloso e lesão corporal.

Ainda de acordo com os delegados, a loja não tinha o alvará do Corpo de Bombeiros e o shopping não tinha exaustor para pode combater as chamas. A corporação foi comunicada pela Polícia Civil sobre a conclusão da perícia.

Segundo as investigações, o acionamento do Corpo de Bombeiros deveria ser simultâneo ao início do combate à fumaça no subsolo do shopping.

Para a polícia, a demora na chegada dos bombeiros e o combate adequado às chamas causou a morte dos funcionários.

O botão de pânico da loja onde começaram as chamas foi acionado às 18h04. Segundo a polícia o acionamento do Corpo de Bombeiros foi às 18h27 e os militares chegaram ao local 18h40. “A linha de tempo mostra que houve uma falha de gestão que foi preponderante para gerar uma exposição de perigo a todos que estavam no dia do evento”.

ORIGEM DO INCÊNDIO

O laudo da perícia apontou um “acidente termoelétrico” como possível causa incêndio no shopping. De acordo com o documento, “o incêndio teve origem elétrica previsível, em ambiente tecnicamente inadequado, e foi potencializado por sucessivas falhas estruturais e de segurança”.

Ainda de acordo com o laudo, o shopping e a loja não tinham “sistema eficaz de controle de fumaça em operação”.

O documento indica ainda que o local era “tecnicamente inseguro, caracterizado por instalações elétricas em desacordo com norma técnica, carga de incêndio elevada — inclusive em áreas técnicas —, falhas de compartimentação, atuação insuficiente dos sistemas de combate e ausência de controle adequado de fumaça, todos elementos que, segundo a própria conclusão pericial, contribuíram para a magnitude e propagação do incêndio”.

O QUE DIZ O SHOPPING

Após o indiciamento, o shopping se pronunciou com a seguinte nota:

"O Shopping reforça que agiu dentro dos seus protocolos de atuação previstos na legislação vigente, notificando imediatamente a loja Bell'Art para que tomasse as devidas providências. Destaca ainda que executou a evacuação seguindo o plano elaborado por empresa especializada e aprovado pelo Corpo de Bombeiros, o que garantiu que 7 mil pessoas deixassem o local sem qualquer ferimento.

O Shopping reitera seu compromisso com a sociedade e sua inteira disposição em colaborar com a Justiça. Lembra ainda, com consternação, a perda dos seus dois corajosos colaboradores, Emellyn e Anderson, algo irreparável". Fontes: UOL - 03/01/2026;GloboNews e RJ2-02/01/2026;G1 RJ - 03/01/2026; g1 Rio e TV Globo - 03/01/2026;RJ1 - 05/01/2026; g1 Rio e TV Globo-06/01/2026 ;RJ2 - 07/01/2026;g1 Rio - 11/01/2026;g1 Rio - 14/01/2026


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quarta-feira, março 04, 2026

INCÊNDIO EM SHOPPING NO PAQUISTÃO MATA AO MENOS 80 PESSOAS

 O QUE ACONTECEU

Em 17 de janeiro de 2026, às 22h15 (horário local), um grande incêndio começou no centro comercial Gul Plaza, em Karachi , Paquistão. O incêndio alastrou-se rapidamente pelo edifício comercial de vários andares, resultando em 80 mortes, inúmeros feridos e danos extensos.

SHOPPING GUL PLAZA

O Gul Plaza era um complexo comercial de vários andares que que abrigava aproximadamente 1.200 lojas que vendiam roupas, eletrônicos, cosméticos e artigos domésticos, distribuídas em três andares, um mezanino e o subsolo. O complexo tinha uma área de mais de 6.500 m2

INÍCIO DO INCÊNDIO

O incêndio começou por volta das 22h15 (horário local) no térreo do prédio e se alastrou rapidamente para os andares superiores devido à presença de materiais inflamáveis ​​e à ventilação limitada. O incêndio começou em uma loja que vendia flores e vasos artificiais.  O proprietário da loja disse aos investigadores que seus dois filhos, ambos menores de idade, estavam brincando na loja enquanto ele estava ausente e jogaram um fósforo aceso dentro da loja sem apagá-lo antes de sair. A loja continha material combustível que pegou fogo. Isso foi confirmado pela comissão de investigação. O fogo se alastrou rapidamente pelo duto de ar‑condicionado para o restante do prédio.

O primeiro chamado aos serviços de emergência foi feito às 22h26, e duas viaturas dos bombeiros foram enviados ao local. Eles classificaram o incêndio como de Grau 3 – “a categoria mais alta para uma área urbana.

As autoridades responderam lentamente e com apenas “recursos limitados” para extinguir o incêndio. Como resultado, diz-se que o incêndio queimou “sem controle por horas”. Os socorristas quebraram janelas e destruíram paredes usando martelos para entrar. A energia do prédio foi cortada após o início do incêndio

Bombeiros da Corporação Metropolitana de Karachi (KMC) e do Resgate combateram o incêndio por várias horas. Várias seções do prédio desabaram durante as operações de combate ao incêndio. A Marinha do Paquistão enviou uma brigada de incêndio. Após quase 36 horas de esforços contínuos, o incêndio foi finalmente controlado em 19 de janeiro.


FALTA DE SEGURANÇA

Treze das 16 saídas do Gul Plaza estavam trancadas, pois estava perto da hora de fechar. As janelas estavam bloqueadas com mercadorias ou lacradas. Não havia saídas de emergência, alarmes de fumaça, mangueiras de incêndio, extintores de incêndio ou sistemas de sprinklers no prédio.  Uma grade instalada sobre a saída do telhado obstruía uma rota de fuga

VÍTIMAS

Pelo menos 80 pessoas tiveram suas mortes confirmadas, incluindo um bombeiro. Mais de 20 pessoas ficaram feridas, enquanto 49 foram dadas como desaparecidas durante as operações de resgate.  

Em vários casos, apenas partes de corpos foram recuperadas, enquanto testes de DNA tiveram que ser realizados para identificar algumas vítimas. Em 21 de janeiro, 30 corpos foram retirados de uma loja de louças no mezanino. As vítimas foram sufocadas após se trancarem na loja aguardando resgate.

ATENDIMENTO HOSPITALAR

Os hospitais de toda a cidade foram colocados em alerta de emergência.

RESGATE

A busca por pessoas foi dificultada pelo risco de novos desabamentos do prédio. Os bombeiros realizaram na segunda-feira (19) o resgate dos corpos das vítimas entre os escombros ainda fumegantes devido ao calor das chamas.

A operação de busca foi concluída em 27 de janeiro e o prédio foi interditado.

RESPOSTA DO GOVERNO

O governo classificou o incêndio como uma "tragédia nacional". Anunciou uma compensação de US$ 35.000 para as famílias dos falecidos,

O governo ordenou investigação sobre o incidente e criou uma linha de apoio para famílias de pessoas desaparecidas.

INVESTIGAÇÃO 

A polícia registou um primeiro boletim de ocorrência em 24 de janeiro, no qual classificou o incêndio como "resultado de negligência e imprudência".

CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS

O incêndio causou grandes prejuízos econômicos aos lojistas e reacendeu o debate sobre o cumprimento das normas de segurança contra incêndio em edifícios comerciais de Karachi.

De acordo com a associação de lojistas estimou as perdas econômicas de pelo menos 11 milhões de dólares.  As  perdas foram agravadas pela proximidade do Ramadã e da temporada de casamentos – que normalmente representa o auge das vendas para os comerciantes, o que fez com que eles tivessem muito mais mercadorias em estoque do que o habitual. Fonte: Pakistan Today- 21 January 2026; BBC News. 21 January 2026.

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