Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, novembro 27, 2012

Caixas tiram espaço de clientes na loja em Niterói


Caso ocorrido   em 10 de abril de 2011,  na loja Americana Express na Rua Moreira César, no bairro de Icaraí, em Niterói (RJ).
Por falta de espaço para armazenamento de produtos, as mercadorias foram colocadas nos corredores onde os clientes foram obrigados a brigar por espaço com pilhas e mais pilhas de caixas de mercadorias. Fonte: Globo Online - 11/04/2011

Comentário:
O correto a loja deveria ter um pequeno depósito na loja onde ficaria as mercadorias e de acordo com as vendas efetuaria a reposição da mercadoria na loja.
Isso evitaria:
■Aumento de carga de incêndio da loja,  que poderia prejudicar o sistema de sprinklers, caso houvesse;
■Obstrução do corredor dificultaria a saída de clientes da loja (rota de fuga), em caso de emergência.
Já presenciei em São Paulo, em uma  loja Americana situada em um shopping,  esse tipo de armazenagem, aproveitando os corredores para trânsito especifico de pessoas para expor mais mercadorias do que o próprio espaço físico permite, ocasionando;
■dificuldade de locomoção de pessoas,
■aumentando o risco de incêndio e
■dificuldade na saída, pois os corredores estão obstruídos por mercadorias.

Qual é a finalidade de corredores?
■ permitir o escoamento fácil de todas pessoas da edificação;
■ permanecer desobstruídos em todos os pavimentos;
■ os corredores devem permanecer livres de quaisquer obstáculos, tais como móveis, divisórias móveis, locais para exposição de mercadorias e outros, de forma permanente.
Isso é que recomenda as normas de segurança contra incêndio.

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domingo, novembro 25, 2012

Escola faz treinamento de simulação de incêndio

Para deixar os alunos preparados em caso de emergência, a Escola Adotiva Liberato Valentin, na Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis, fez um treinamento contra incêndio..

Chamado de Treinamento do Plano de Abandono de Área Escolar, a ação preventiva buscou simular a realidade e contou com a participação de 12 bombeiros militares e comunitários.

Primeiramente foi colocado fogo em um recipiente para promover a fumaça e acionar o alarme de emergências da escola. Depois, um professor ligou para o Cobom (193), contando do princípio de incêndio na cozinha.

A partir do registro da ocorrência, três viaturas do Corpo de Bombeiros se deslocaram para o local. Enquanto o isso, os alunos e funcionários da escola colocaram em prática o plano de abandono de local, como haviam sido treinados.

O exercício de abandono mostra os procedimentos corretos para a evacuação de pessoas em locais de riscos e perigos. De acordo com o primeiro tenente Dárcio Nunes, chefe de instrução do 1º Batalhão de Bombeiro Militar, o fogo, em certos casos, pode não ser o único risco.

— Esse tipo de ação é importante para evitar que na hora que ocorre a incidência, as pessoas sejam pisoteadas no desespero. Muitas vezes, os ferimentos são provocados durante a fuga, e não pelo fogo em si — explica.

Outras orientações foram passadas, como desligar a energia de seus ambientes, a central de gás da cozinha e fechar as janelas, para que a fumaça não contamine outros locais.

Os bombeiros recomendam agir com naturalidade em situações como essa, caminhando em colunas, sem correr.
Fonte: Diário Catarinense – 30 de maio de 2011

Comentário:
Podemos indagar:
■Sua escola está preparada para a ocorrência de um incêndio ou outro tipo de acidente?
■Os alunos estão informados e treinados quanto aos riscos existentes na escola?
■Prevenir é uma forma de proteger a todos.
Como foi mencionado no artigo;
■O exercício de abandono mostra os procedimentos corretos para a evacuação de pessoas em locais de riscos e perigos.
■Esse tipo de ação é importante para evitar que na hora que ocorre a incidência, as pessoas sejam pisoteadas no desespero. Muitas vezes, os ferimentos são provocados durante a fuga, e não pelo fogo em si

Vídeo:

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quarta-feira, novembro 21, 2012

Implantação de um plano de emergência–Parte II

Equipe de emergência, denominação e missões

A denominação e os objetivos das equipes definidas no Manual de Plano de Ação de Emergência torna-se válido para maioria dos casos, isto não quer dizer que para obter um rendimento ótimo na estrutura desse plano não há necessidade ou conveniente em alguns casos efetuar mudanças nos objetivos.
Aparentemente as siglas ( EPI, ESI, EPA, EAE, LI, LE) leva a pensar no aumento da burocracia.
O espírito de qualquer estrutura de equipe de emergência não deve ser burocrata, mas decidir, trata-se de realizar "tem que realizar" de maneira mais simples possível.
Entretanto, o fato de adotar uma determinada nomenclatura para as equipes, imaginamos mais uma complicação para implantação do plano, o que será aconselhável simplificar ao máximo.
Entendemos que a dificuldade para elaboração e como na implantação de um plano de emergência é "fazê-lo fácil e assimilável" para o pessoal que tem que levá-lo ao fim.
Continuando os detalhes das denominações e objetivos das equipes de emergência, tomando como base às denominações acima mencionadas.

EQUIPE DE PRIMEIRA INTERVENÇÃO - EPI                                                                                                                                        
Como a primeira missão dos componentes desta equipe, destaca¬ríamos observar as medidas de prevenção de incêndio e sua manutenção.  Outra função dessa equipe seria a confirmação de emergência na sua área de atuação, sinalizando através de uma central de detecção de incêndio.
Por último a utilização dos meios de primeira intervenção em caso de emergência (avaliação prévia das possibilidades de extinção) que na maioria dos casos será os extintores portáteis e inclusive o sistema de hidrante com mangueiras de 1 1/2".                 

EQUIPE DE SEGUNDA INTERVENÇÃO - ESI
A equipe de segunda intervenção utilizará os meios de extinção mais potentes instalados nos edifícios (mangueiras de 2 1/2", canhão d'água, etc). Seu nível de treinamento e especialização dependerá fundamental¬mente das condições de risco, confiando em muitos casos, como se comentou anteriormente ao Corpo de Bombeiros.
Tradicionalmente a brigada de incêndio é composta pelo próprio pessoal do departamento de manutenção, pelo conhecimento da empresa (instalações de proteção contra incêndio e instalações em geral).

EQUIPE DE ALARME E EVACUAÇÃO - (EAE)
Sua missão será dirigir ou encaminhar os ocupantes do edifício a um lugar suficientemente seguro em caso de alarme de evacuação.
Em alguns casos, como ocorre em edifício com ocupantes habituais (escritórios) onde se executa treinamento de evacuação mediante simulação, a formação de uma equipe de evacuação não é crítica, exceto para realizar a confirmação de evacuação de sua área (elemento responsável pela evacuação da área).
Porém essa equipe adquire importância extrema em locais suscetíveis de aparição de situação de pânico (centros comerciais, edifícios públicos, shopping center).Nesses tipos de locais é muito importante trabalhar na evacuação, inclusive antes de receber a ordem ou alarme (preparação da evacuação).
Em algumas ocasiões inclui na equipe de Alarme e Evacuação a figura do salva documento, cuja missão é resgatar as informações ou documentos de suma importância da empresa (softwares, documentos, etc).
O número de componentes dessa equipe dependerá das características do local (amplitude, compartimentação, etc) e a diversidade das tarefas a realizar.

EQUIPE DE PRIMEIRO AUXÍLIO - EPA
Sua missão será prestar os primeiros socorros aos possíveis afetados pela emergência (feridos, desmaio, etc).Quando existe uma equipe médica no edifício na empresa o EPA será formado por esse pessoal (médicos, enfermeiros) e diante da necessidade da existência do EPA, poderia ser formado ou complementado pelos componentes do EPI ou EAE.

LÍDER DE INTERVENÇÃO (LI) E LÍDER DE EMERGÊNCIA (LE)
A missão do líder de intervenção será comandar, coordenar a emergência, a atuação das equipes de emergência. A sua formação será de acordo com o serviço a desempenhar, tanto a nível teórico como prático, no controle de acidentes que possam ocorrer.
O líder de emergência é responsável operacionalmente pela execução da atuação das equipes de emergência, para o qual é imprescindível contar com o apoio da direção da empresa, pois em alguns casos terá a necessidade de executar medidas drásticas quanto à responsabilidade (parada de produção, corte de emergência, início de evacuação, etc).

O seu lugar de atuação (comando) será no centro de controle de alarme (lugar onde se centraliza as comunicações e sistema de alarme). O líder de intervenção será responsável pela estratégia de emergência (fonte de informações) enquanto o líder de emergência executará as decisões.
Ambos devem ser facilmente localizados na empresa (igual ESI) e designar substitutos em caso de ausência.O líder de emergência investigará após sinistro, tanto as causas como as circunstâncias da ocorrência e as medidas corretivas adequadas.
A formação pessoal que desempenhará essas funções será do tipo técnico, com sólidos conhecimentos em prevenção, extinção de incêndio e plano de emergência.

OCUPANTES DO CENTRO DE CONTROLE
O centro de controle é peça fundamental do desenvolvimento de qualquer plano de emergência (centro de detecção e de coordenação de informações).
Os elementos do centro devem estar aptos para utilização dos meios de comunicação (rádios portáteis, centro de controle de rádio para as equipes de emergência e detecção).
Nos primeiros momentos atuam como ativadores do plano de emergência, portanto, sua instrução deve ser muita clara para suposta emergência (local de origem da emergência, circunstância gravidade da emergência).

CONDICIONANTES ESPECIAIS DAS EQUIPES
Em algumas atividades serão necessários praticamente, o treinamento total dos empregados, para que  tenham formação especial e homogênea. Como exemplo; os estabelecimentos hoteleiros, hospitais, shopping center, grandes magazines, locais de concentração pública, teatro, cinema, edifícios públicos. Nesses lugares, praticamente a totalidade dos funcionários deve participar em caso, de emergência, tanto nos trabalhos de intervenção (com quaisquer meios disponíveis) como de evacuação especialmente problemática em hospitais.

CONDICIONANTES ECONÔMICOS
É desaconselhável que exista remuneração pela participação em trabalhos de emergência, salvo em casos especiais, onde a empresa possui brigada de incêndio profissional. Qualquer outro tipo de solução em princípio é válido, mas é necessário em muitos casos certa dose de imaginação.
Em princípio qualquer pessoal que exigir reivindicação (remuneração) ou exigir qualquer tipo de remuneração deve desligar da equipe de emergência. A iniciativa de ter certos benefícios, nunca do tipo econômico com o pessoal, deve partir em princípio da diretoria da empresa.

FORMAÇÃO E TREINAMENTO DO PESSOAL
Independente da formação específica das equipes de emergência é conveniente e importante a divulgação através de uma campanha de sensibilização de prevenção de incêndio, que poderia consistir em uma série de conferências de curta duração, tratando-se dos seguintes temas:
■Normas básicas de prevenção de incêndio
■Meios de detecção, alarme e evacuação existente no edifício
■Mínimo conhecimento do plano de emergência e sua finalidade
■Instruções para os ocupantes em geral do edifício
■Projeção de um sinistro e considerações

Tal campanha propõe :
■Divulgação do plano
■Elevação imediata do nível de prevenção de incêndio
■Obter pessoal voluntário para as equipes de emergência

Para que a resposta dessa campanha seja satisfatória , a diretoria poderá contribuir ou ajudar na convocação das primeiras conferências. Uma vez realizada esta campanha será necessário selecionar os componentes das equipes segundo seus perfis mais adequados e dotar de formação e treinamento correspondente.
A característica fundamental dos programas de formação deve tentar induzir as ações previstas no plano a desenvolver com os meios (equipamentos) implantados no edifício e os condicionantes do risco, com o qual economizaremos tempo e dinheiro e conseguiremos mais facilmente tais objetivos.
O normal é que em anos sucessivos vai formando-se maior número de pessoas no nível de primeira intervenção (EPI) e vão progredindo em conhecimentos para atingir nos níveis da segunda intervenção (ESI).

É muito importante a realização do treinamento prático, por um lado, para induzir atuação automática (reflexo condicionado) no momento da emergência e por outro lado para avaliar as possibilidades de controle da emergência sem cair em atitudes temerárias devido à ignorância.

INSTRUÇÃO DE ATUAÇÃO
Elaborarão fichas que refletem as instruções de atuação em caso de emergência para as equipes.
Assim mesmo, estabelecerá recomendações para prevenção e atuação em caso de incêndio e evacuação para os ocupantes e visitantes do edifício (estas últimas situadas em lugares visíveis, tarjetas de acesso ao estabelecimento, etc).

As três características fundamentais de tais instruções são as seguintes:
■o mais simples possível
■número de instruções reduzidas
■divulgação contínua
Evidentemente quanto maior é o grau de formação, a ambigüidade das instruções será maior, pois presumiremos maior capacidade para tomada de decisões.

SIMULAÇÃO
As simulações representam em muitos casos, vaga expressão, a parte mais folclórica do plano de emergência em geral. Em muitos casos não se consegue total rendimento e ensinamento possível. Isto apenas ocorre quando não se tem a finalidade da simulação.

OBJETIVOS DA SIMULAÇÃO
Os objetivos principais da simulação são para colocar em ordem de prioridade, os seguintes:
a)detectar erros ou omissões nas atuações de emergência
b)evacuar com rapidez
c)prova dos meios de extinção e equipamentos
■comunicação
■alarme
■sinalização
■alguns casos de extinção
d)estimativa de tempo
■evacuação
■intervenção de bombeiros
■intervenção das equipes de emergência

Em nenhum caso se deve pensar tentar reproduzir fielmente as condições de emergência real, pois a simples utilização de fumos inócuos podem resultar acidentes pela diminuição das condições de visibilidade.

CONSIDERAÇÕES PARA PREPARAÇÃO DA SIMULAÇÃO
A simulação deve contar com a colaboração do Corpo de Bombeiros que tem de intervir em edifício em caso de emergência. Deve formular e solicitar autorização das autoridades, pois pode acarretar problemas de ordem pública (aglomeração) ou problemas de tráfego (congestionamento).

Foto:As simulações devem ser executadas em conjunto com o Corpo de Bombeiros

A preparação deve ser exaustiva, deixando de lado à improvisação. Deve levar em conta as condições de interrupção da atividade, por um curto período de tempo.
Deverá possuir pessoal suficiente para cronometrar e como para evitar qualquer intromissão (pessoas estranhas ao treinamento).  A informação ao pessoal para a primeira simulação deve ser total, inclusive indicando o dia e a hora (comunicação interna).
Em função dos resultados da primeira simulação poderá diminuir gradativamente o grau de informação. É de vital importância a participação da diretoria na evacuação do estabelecimento. É conveniente realizar a primeira simulação no final da semana de trabalho (sexta-feira).

E por último estar preparado na possibilidade de ocorrência de emergência real durante a simulação, dispondo dos meios de extinção necessários para seu controle.

Fonte: "Implantación del Plan de Autoprotección", Revista Mapfre Seguridad, Segundo Trimestre 1991.

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sábado, novembro 17, 2012

Implantação de um plano de emergência - Parte I

RESUMO:
A implantação de um plano de emergência é o calcanhar de Aquiles, pois é necessária a participação de todos os departamentos da empresa, para atuarem de maneira coesa.
Por outro lado é muito importante estudar e avaliar os fatores de riscos que influirão, tanto no nível do plano encomendado e a estrutura interna do plano de emergência, como as missões específicas e portanto a formação de pessoal.
Por último será necessário realimentar o plano de ação de emergência com as informações obtidas em simulação de emergência a fim de avaliar o nível de operacionalidade.

INTRODUÇÃO
A implantação não consiste apenas um mero documento contido no plano de ação de emergência.
Uma vez elaborado o plano é preciso operá-lo através de seu responsável.  A implantação é o instrumento que mantém vivo  o plano e caso fique aprovado, através desse resultado mantém correto a estrutura de emergência.
Temos de levar em conta que a maioria dos planos falham, pois fazem implantação inadequada, pois não chegam abordar os problemas dessa fase (implantação, operacionalidade do plano).
Do ponto de vista econômico, o custo mais importante desse plano, inicia-se com a implantação, razão pelo qual convém estudar e quantificar previamente esses custos para obtenção do financiamento.

IMPLICAÇÃO DA ESTRUTURA DA EMPRESA
Na fase da implantação desenvolve-se uma série de atividades que envolverão vários departamentos da empresa. Essas atividades poderiam classificar em dois grupos:

a)Atividade própria do departamento de segurança no trabalho de emergência. Normalmente envolverá as pessoas desse departamento (em muitos casos com departamento de manutenção), também com o departamento de Gerência de Risco (caso exista). Essas atividades consistirão no dia a dia da segurança (gestão e administração de recursos, operações de manutenção e seu controle quanto aos meios de proteção, controle de instalações potencialmente perigosas, etc).
b)Atividades que envolvem outros departamentos
Geralmente começará com coletas de informações para elaboração do plano e continuará com a sua divulgação.

Essas atividades podem envolver os seguintes departamentos :
■Produção, Pessoal e Recursos Humanos
■Administração, Engenharia e Compras

Também pode envolver o departamento jurídico e a direção da empresa. É de suma importância a participação da direção da empresa para implantação do programa.

ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO
Existem duas etapas distintas na implantação:
■Fase 1 – Execução  do plano
■Fase 2 - Manutenção do plano

FASE 1
Para abordar esta etapa deverá previamente ter contatado com as áreas envolvidas nos conceitos e atuações de emergências, referente à participação de cada uma delas, no Plano de Emergência, supondo que as decisões são as mais corretas possíveis.
O envolvimento dessas áreas no plano e principalmente a delegação de responsabilidade é de extrema importância nessa etapa (Fase 1), que podemos considerar como um caminho sem retorno, isto é, uma vez tomado o caminho errado é difícil retificar.
Deveremos levar em conta que estamos trabalhando com elemento humano que dificilmente acreditará em algo, caso as instruções sejam contraditórias.
Para aumentar a credibilidade do plano, a direção da empresa deverá ter participação atuante, para transmitir que a empresa está seriamente envolvida na implantação desse plano e assim facilitando o envolvimento  das demais áreas da empresa.
É importante para desenvolver essa etapa, fixar uma data adequada, evitando a sua implantação em períodos que representam picos de produção, épocas de conflitos salariais (greves), etc.

FASE 2
Com o desenvolvimento da Fase 1, facilitará a participação do elemento humano nesse plano.
Por outro lado, estabelecerá mecanismos de revisão periódica do plano de ação de emergência e que em muitos casos pode haver influência sobre a suposta emergência (plano parcial de emergência) em função da variação das condições do risco.
 Controlará a manutenção das instalações de proteção ou do perigo potencial, tanto do ponto de vista de operação de manutenção a executar e sua freqüência. Estabelecerá procedimento para realização da simulação do plano de emergência.

CONSIDERAÇÃO SOBRE EQUIPES DE EMERGÊNCIA
Na hora de definir tanto a composição da equipe de emergência e como suas funções será necessário levar em consideração os seguintes fatores:

Risco intrínseco das instalações e materiais existentes
■Recursos materiais de proteção (equipamentos disponíveis)
■Condições de setorização e evacuação dos edifícios
■Capacidade de extinção dos serviços externos de proteção (Corpo de Bombeiros, Brigadas de outras empresas) e tempo de intervenção.
■Características de ocupação habitual dos edifícios
■Características da ocupação não habitual dos edifícios (público em geral).
■Valores elevados ou estratégicos quanto ao conteúdo
■Índice de ocupação dos edifícios ou das instalações

Logicamente a formação e treinamento dos componentes das equipes de emergência dependerão de suas funções esperadas e portanto será também influenciada pelos tópicos mencionados.

FATORES INFLUENTES NO GRAU DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA

Risco intrínseco das instalações
Normalmente determinaremos maior preocupação ou pré-disposição a dedicar maior ou menor quantidade de recursos econômicos na proteção diante da emergência.
Os níveis de intervenção e portanto os equipamentos de proteção (contra o fogo, intervenção química, veículos, etc) podem ser muito variáveis, chegando desde zero (nenhum equipamento) até o equipamento profissional e específico, diante de diferentes emergências (indústria química e petroquímica).
Em função deste risco será em muitos casos necessários e obrigatórios tanto para a própria indústria (petroquímica) como para a cidade (Corpo de Bombeiros) a troca de informações, a coordenação dos meios para controle de determinados acidentes (defesa civil) e a obediência às linhas diretrizes para elaboração do plano de emergência.

MEIOS MATERIAIS DE PROTEÇÃO
Os meios materiais definirão o estabelecimento de diferentes níveis de intervenção (primeira e segunda intervenção). A capacidade dos meios materiais (equipamentos) será proporcional a dificuldade (grau de incêndio) e principalmente a definição da utilização desses equipamentos para as diferentes equipes que se podem formar.

Condições de setorização e evacuação dos edifícios
As condições de setorização e evacuação dos edifícios, condicionarão, por um lado os possíveis riscos para vida das pessoas quanto à propagação de fumos e gases e por outro, o tempo em que a ocupação possivelmente afetada pela emergência, pode abrigar em lugar suficientemente protegido.
O momento inicial para decidir a evacuação, como a sua organização (preparação da evacuação, prioridade na evacuação para setores alternativos) ocorrerá por determinadas condições  (riscos possíveis para a vida humana).

CARACTERÍSTICAS DO AUXÍLIO EXTERNO
Tanto a capacidade e quanto aos meios, como a distância ou tempo de intervenção da ajuda externa será fator que definirá o grau de intervenção que ficará em mãos da estrutura de ação de emergência.
Em muitos casos as operações próprias da segunda intervenção serão efetuadas pelo Corpo de Bombeiros, ficando confiado ao pessoal próprio da em¬presa a primeira intervenção e em caso da necessidade a evacuação.
Nos riscos graves e/ou tempo de intervenção elevado, ficará a intervenção em todos os seus níveis sob a responsabilidade da própria brigada de incêndio, com equipamentos adequados e formada especificamente para o controle desse tipo de acidente na empresa. Nesse caso o Corpo de Bombeiros atuará em colaboração com a própria brigada da empresa.

CARACTERÍSTICAS DA OCUPAÇÃO
O tipo de atividade desenvolvida pelos ocupantes habituais dos edifícios ou instalações, definirá a característica para manejar determinados equipamentos.
É evidente que para manejar uma mangueira de 2 1/2" em princípio é mais apto o pessoal que executa algum tipo de trabalho manual, todavia esta aptidão não é necessário para manejar a mangueira de 1 1/2". Isto pode ser um dos condicionantes que em muitos casos nos leva a indicar este equipamento (mangueira de 1 1/2") para a equipe de primeira intervenção (EPI). Mais adiante analisaremos as missões específicas das diferentes equipes.

CARACTERÍSTICAS DA OCUPAÇÃO NÃO HABITUAL (PÚBLICO EM GERAL OU VISITANTES) DOS EDIFÍCIOS
Os parâmetros básicos para catalogar esta ocupação e deduzir as atuações mais convenientes seriam:

a) A relação numérica (coeficiente) entre ocupantes habituais (funcionários) e não habituais (público em geral ou visitantes).
Essa relação pode ser elevada, desde que o edifício recebe visitantes de forma pontual (escritórios, repartições públicas) até locais cobertos ao público (museus, teatros, shopping center) onde essa relação é relativamente pequena.
b) Características físicas e psíquicas dos ocupantes não habituais. Neste sentido nós poderemos  encontrar variedades de situações diferentes, podendo citar alguns exemplos:
■visitantes que conhecem o edifício
■visitantes que não conhecem o edifício
■pessoas idosas
■pacientes com problemas físicos
■pacientes com problemas psicológicos
■expectadores
■grupos familiares
■estrangeiros
■pessoas que carregam volumes (mercadoria)
■transeuntes
■clientes - compradores
■manifestantes
■militares
■pessoas pernoitando

Essas características do tipo de ocupação ou atividade influirão tanto na atuação de intervenção como na evacuação, que dividiremos em :
a) seja pequena, a atuação de intervenção deverá ser imediata, a fim de controlar a emergência diante do surgimento da situação de pânico.
b) em relação à atuação de evacuação será preciso, geralmente a preparação (alerta ao pessoal especializado) e seu controle, desde o momento inicial.

VALORES ELEVADOS OU ESTRATÉGICOS DO CONTEÚDO
Geralmente estão aparelhados com sistemas mais sofisticados e rápidos, tanto de detecção e como de controle de emergência (sistema de FM 200 ou Inergen , CO2, e detectores).
A atuação humana deverá ser de acordo com a interação com os equipamentos, tanto quanto a operação específica selecionada no plano, como a rapidez na atuação, aproveitando a eficiência no sistema de detecção.

SISTEMA DE APROVEITAMENTO DOS EDIFÍCIOS OU INSTALAÇÕES
O sistema de aproveitamento determinará turnos ou períodos produtivos e condições de parada, períodos de férias, etc. Diferentes horários de trabalho ou ocupação podem estabelecer necessidades de diferentes planos de emergência.

Por outro lado, os edifícios alugados parcialmente podem causar problemas sérios sobre o restante que não são alugados, pois a coordenação de diferentes inquilinos ou empresas será trabalhosa quanto ao plano de ação de emergência.

ALERTA
Constitui mecanismo ou conjunto de mecanismos para "alerta" ou colocar em ação as equipes de emergência. O termo "colocar em ação" supõe desde a solicitação de confirmação da emergência até a informação as equipes de intervenção da necessidade de sua participação.
Em muitas ocasiões será necessário informar também a equipe de evacuação das dependências em função de seu desenvolvimento que poderia chegar nessa fase (de acordo com a gravidade do alerta, a equipe de evacuação será responsável imediata pela retirada do pessoal da área do risco).
Em locais com situação de risco de pânico (shopping center, edifícios públicos, etc) a informação pode ser transmitida em forma de sinal (código) pelo sistema de som (desde que a emissão de mensagem seja habitual). Com esta informação a equipe de evacuação começará a desempenhar as suas funções.

ALARME
De acordo com a gravidade do alerta, o alarme será o sinal para evacuação dos ocupantes dos edifícios ou da área em risco.
Existem diversas maneiras para transmitir o sinal de alarme, desde uma sirene (quando o pessoal conhece o sinal e foi treinado para iniciar a evacuação) até as mensagens de viva voz (sistema de som) ou fita pré-gravada, dando as instruções para evacuação (ocupantes não habituais, públicos em geral) e por experiência nunca se deve mencionar de forma clara o motivo da evacuação (poderá gerar princípio de pânico, de difícil controle para evacuação).

INTERVENÇÃO
A ação ou conjunto de ações necessárias para o controle de emergência. Definida em diferentes níveis e atribuído a diferentes equipes. É necessário ressaltar que em algumas ocasiões não está claramente definida a diferença entre os níveis de primeira intervenção (atuação geralmente com extintores portáteis) e segunda intervenção (atuação com sistema de hidrantes).

APOIO
Dentro do termo genérico de "apoio" incluiria todas as atuações que tendem a facilitar os trabalhos de controle de sinistro, tanto por parte das equipes de emergência interna (da própria empresa) como por parte dos serviços externos de ajuda (como exemplo, PAM, Plano de Auxílio Mútuo entre as empresas).

Como sugestão, temos os seguintes trabalhos de apoio:
■Recepção e informação a bombeiros (Corpo de Bombeiros)
■Interrupção de funcionamento de máquinas e equipamentos ou da  área de sinistro e anexo.
■Controle de válvulas do sistema de Sprinklers
■Vigilância do funcionamento das equipes de bombeiros contra incêndio
■Parada do sistema de ar condicionado e/ou das instalações de ventilação
■Vigilância das equipes de elétrica (responsável pelo corte de energia na área de risco).
■Fornecer os materiais necessários para extinção (máscaras, extintores adicionais, mangueiras, viaturas)
■Controle de acesso.

Continua na próxima postagem
Fonte: "Implantación del Plan de Autoprotección", Revista Mapfre Seguridad, 1991

Comentário: Adaptação do pensamento estratégico de Napoleão Bonaparte
Um plano de estratégia deve levar em consideração todas as possibilidades de riscos e deve prescrever as medidas necessárias a uma resposta adequada para essas situações.
Os planos podem ser modificados indefinidamente segundo as circunstâncias, a capacidade de organização, a natureza da chefia e a topografia do local para operações  (condições de acesso ao risco).
O fundamento desta máxima é que devemos obter informações, conhecimentos dos problemas existentes em riscos para que possamos estar preparados para enfrentar essa situação ou eliminá-las.O total desconhecimento dos problemas dos riscos existentes ou negligência, provavelmente levará a resultados desastrosos diante desses problemas. 

Vídeo:
O vídeo da agência independente americana The U.S. Chemical Safety Board (CSB)  mostra a importância da preparação da emergência.

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terça-feira, novembro 13, 2012

Informação demais confunde memória


Teste monitorado com ressonância magnética mostrou como se dá o processo de "competição" entre lembranças. Cérebro se atrapalha ao gravar dois eventos ao mesmo tempo, conclui artigo publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

O excesso de informações confunde o cérebro e dificulta a memorização, comprovaram pesquisadores das universidades Stanford e Yale, nos EUA.
"Descobrimos que a concorrência entre lembranças resulta em memória pior", disse o psicólogo Brice Kuhl, pesquisador de Yale e principal autor do trabalho.
Diariamente e o tempo todo, o cérebro é exposto a toneladas de informações. Umas são mais lembradas do que outras.
"Embora saibamos que a competição entre memórias é uma parte fundamental da memorização, há poucas provas de como o processo acontece no cérebro", escrevem os autores.

ESTUDO
O estudo monitorou com ressonância magnética a atividade cerebral de voluntários, durante teste composto de várias rodadas.
No teste de memória, imagens e informações eram misturadas em placas e as pessoas deviam se lembrar do conteúdo separadamente.
Os pesquisadores descobriram que, quando a lembrança era clara, era como se a pessoa revivesse o momento em que a memória foi armazenada, com a ativação das mesmas áreas cerebrais.
Mas, quando as informações foram misturadas, o cérebro também se confundiu e tentou reproduzir duas memórias. A pessoa teve dificuldade de se lembrar com clareza do conteúdo.
"É como se a memória estivesse borrada. Pode-se dizer que quando tentamos guardar duas coisas, não guardamos nenhuma delas direito", afirma Cláudio da Cunha, pesquisador de neurociência e farmacologia da Universidade Federal do Paraná.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
Para a bióloga e neurocientista, Valéria Catelli Costa, pesquisadora da USP, o maior achado do trabalho foi mostrar como as memórias são codificadas no cérebro, formando "desenhos".
A facilidade ou dificuldade de se lembrar de um acontecimento depende de como essa codificação foi feita.
"Quanto mais você associa dados a um fato, mais fácil fica de você se lembrar, e melhor é a codificação."
Segundo os autores, a codificação é influenciada por memórias antigas e analogias com eventos diferentes.
"Pode ser uma influência negativa ou positiva. A memória de um número de telefone velho torna mais difícil aprender um novo número", exemplifica Kuhl.
Mas, também, um especialista em vinhos só é especialista porque se lembra de conhecimentos anteriores.
"Selecionamos memórias úteis. Guardamos o que é requisitado em tarefas", diz o neurologista Benito Damasceno, da Unicamp.
Para ele, o processo de competição é positivo, porque nos torna capaz de separar o que é importante."Com a seleção conseguimos consolidar um aprendizado e reviver um acontecimento."
O problema é que nem sempre essa seleção é consciente. Para o pesquisador americano, não existem memórias mais fortes do que outras. Então, não adianta muito se esforçar para lembrar a data do aniversário de casamento, por exemplo.
"Queremos pensar que as memórias emocionais ou afetivas são mais fortes, mas nem sempre isso é verdade."

Fonte:Folha de São Paulo - São Paulo, 22 de março de 2011 

Comentário: É um dado interessante que devemos preocupar-nos quando procuramos conscientizar trabalhadores nos aspectos de segurança, com excesso de informações, gráficos, fotos, etc.

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segunda-feira, novembro 12, 2012

Menino morre asfixiado em silo


Um menino de 10 anos morreu, na tarde de quarta-feira, 24 de março de 2011,  quando brincava no interior de  um silo no município de Ouro, no Meio-Oeste, Santa Catarina.  O menino teria ficado cerca de 15 minutos preso em uma moega.
Obs: Sob a moega geralmente há um túnel com transportador, que leva os  grãos à casa de máquinas para o beneficiamento e secagem;

Pelo menos 18 toneladas do grão estavam armazenadas no local. Segundo o proprietário,  o menino estava junto com o irmão de 17 anos, que trabalha no local.

O menino teria entrado na máquina para brincar, sem que ninguém percebesse. O equipamento foi ligado e travou momentos depois.

– A máquina sempre trava, por conta de sujeira. Mas acabamos encontrando o menino na saída da moega, já sem vida – lamenta o proprietário.

A vítima provavelmente entrou no equipamento agrícola pela abertura utilizada para a entrada dos grãos. Ele chegou a deixar os chinelos do lado de fora.

Quando o dono da propriedade ligou a máquina, provavelmente o menino deslizou junto com o milho até a boca da moega, que é bastante estreita, sendo asfixiado pelos grãos.

O  proprietário precisou da ajuda de um funcionário para abrir a saída da máquina, por onde descem os grãos para secagem, e retirar o menino. Os dois ainda tentaram reanimar o menino, que já estaria sem vida.

FAMÍLIA MORA PERTO DO LOCAL DO ACIDENTE
A família do menino mora em uma casa próximo ao local onde aconteceu o acidente.

INQUÉRITO POLICIAL
A Polícia Civil esteve no local para fazer um levantamento das causas do acidente.

Fonte: Diário Catarinense - 25 de março de 2011

Comentário: No Brasil há tanto acidentes em silos, muito provável que o Ministério do Trabalho não tem controle desses acidentes para maior divulgação da prevenção e boas práticas de segurança.
Nos EUA desde 2007 morreram 14 jovens (menor de idade) em acidentes em silos.
Recomendação: evitar o acesso de pessoas estranhas, principalmente, crianças, desacompanhadas de pessoas que conheçam as normas de segurança; e fixar avisos alertando sobre os perigos de afogamento e sufocamento na massa de grãos. 

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quarta-feira, novembro 07, 2012

Mais de um trabalhador da construção morre por dia


Mais de uma morte acidental de trabalhadores da construção civil é registrada por dia em canteiros de obras espalhados pelo Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência.

Em todo o país, 438 trabalhadores da construção civil morreram em acidentes de trabalho em 2010 (dado mais recente disponível). O setor foi o terceiro que mais matou - a indústria de transformação, que perdeu 648 vidas, está em primeiro lugar. Ao todo, foram 2.712 mortes por acidente de trabalho naquele ano, segundo dados da Previdência.

ACIDENTES SUBESTIMADOS
E os números podem ser ainda maiores – o próprio governo os considera subestimados, já que só levam em conta funcionários com carteira assinada e deixam os informais de fora. Na construção civil, os informais são cerca de 40% da mão de obra, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

EXÉRCITO DE INVÁLIDOS
Acidentes na construção civil
Ano
 Número de acidentes
 Número de mortos
2009
 55.670
 407
2010
 54.664
 438
Fonte: Ministério da Previdência

“Estamos criando um exército de inválidos, com um custo altíssimo para o Estado e para as famílias dessas pessoas”, diz Rubens Curado, gestor nacional do programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A situação levou o TST a eleger a construção civil como tema deste ano do programa Trabalho Seguro, que visa aumentar a conscientização de trabalhadores e empresas sobre a necessidade de adotar medidas para evitar os acidentes.

A construção civil foi responsável por 56.433 acidentes em 2010, número considerado “irracional” e equivalente a 8% do total verificado no país envolvendo trabalhadores (701.496). O governo precisa adotar ações urgentes para reverter esse quadro. Uma delas seria investir na inclusão, nas escolas, de disciplinas que ensinem as crianças a evitar acidentes, disse diz Rubens Curado.

BOOM DE OBRAS
O  número de trabalhadores formais no setor aumentou de 1,5 milhão para 3,5 milhões entre 2006 e 2012, sem que houvesse aumento proporcional no número de acidentes e mortes. As empresas de construção investem em treinamento e conscientização de seus trabalhadores e que os acidentes em obras acabam chamando a atenção por conta da gravidade e do interesse da imprensa, disse o vice-presidente de Relações Capital-Trabalho do SindusCon-SP, Haruo Ishikawa

CUMPRIMENTO DE NORMAS
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Sousa Ramalho, diz que o país dispõe de boas normas de segurança que, se respeitadas, poderiam reduzir os acidentes e mortes nos canteiros.
Para que isso aconteça, diz ele, seria necessário aumentar a fiscalização. “Não deveria existir acidente. Quando acontece, é por falta de prevenção e cuidado”, diz Ramalho. “Aqui em São Paulo, paramos obras quase todo dia por desrespeito às normas de segurança”, completou.

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Brasília Valdir Pereira da Silva concorda que os acidentes são resultado de falha no cumprimento de normas de segurança. E diz que a situação só vai mudar com conscientização de trabalhadores, além de fiscalização e repreensão, inclusive com multas altas contra as empresas, que são as responsáveis pelo cumprimento das regras.

APLICAÇÃO DAS NORMAS
“A empresa é a responsável pela aplicação das normas e tem que fiscalizar e cobrar dos seus trabalhadores o cumprimento delas. Jogar a culpa nos funcionários quando ocorre o acidente, ou alegar que eles acontecem por conta da baixa escolaridade, é uma visão simplista e injusta”, diz Silva.

TAXA EM QUEDA
O Ministério do Trabalho e Emprego informou que houve redução na taxa de incidência de acidentes de trabalho na construção civil, de 11,54 para 9,06 acidentes por mil trabalhadores entre 2008 e 2010. No mesmo período, a taxa de mortalidade no setor caiu de 8,10 mortes por 100 mil trabalhadores, para 7,03 mortes.

O ministério informou que suas fiscalizações em canteiros de obras aumentaram de 25.706 em 2001 para 31.828 em 2011 e que a construção civil tem sido a prioridade para os cerca de mil auditores-fiscais que realizam ações de segurança no trabalho no país. “Os agravos à saúde e à vida do trabalhador não podem ser resumidos a fatores isolados, especialmente quando se pensa que as empresas não têm sido fiscalizadas”, diz o ministério em nota.
“Precisamos destacar é que a proteção à saúde e à vida dos trabalhadores precisa ser elevada nas empresas, pelo menos, à mesma importância que a proteção aos lucros.” Fonte: G1- 23 de setembro de 2012

Comentário:
■ 83% das empresas da construção civil afirmam que enfrentam dificuldades com a falta de trabalhador qualificado;
■ 59% das empresas da construção civil apontam a má qualidade da educação básica como uma das principais dificuldades para qualificar os trabalhadores.

Consequências de acidente
■ o sofrimento de muitas pessoas, causados por mortes e ferimentos, inclusive com seqüelas físicas e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis;
■ prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;
■ constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e, até mesmo prisão dos responsáveis.

No Brasil as normas de segurança são elaboradas  para serem cumpridas, implementadas, não levando em consideração o tamanho da empresa e seus problemas para transformar essas normas em políticas de segurança. O Ministério do Trabalho elabora as normas e seus auditores fiscalizam o cumprimento dessas normas na medida do possível. As normas de segurança brasileira lembram muito a história  da criação do camelo. Reuniram-se especialistas para estudar o perfil do cavalo. O cavalo é o protótipo do animal com força  muscular de explosão, ágil e veloz. Os especialistas analisaram o cavalo e acharam que faltava alguma coisa. Mexe daqui, mexe dali, surgiu o camelo. As normas são semelhantes, algumas perfeitas como o cavalo e outras como o camelo, não se sabem onde utilizar ou são difíceis de sua aplicação prática.
Nos USA a agência de segurança do trabalho possui um programa de segurança específica para empresas média e pequena, onde elas solicitam suas inscrições e recebem treinamento para implementação do programa de segurança. Nesse período a agência não aplica nenhum tipo de sanção.São enfoques diferentes para um mesmo problema em relação à aplicabilidade das normas. Enquanto nos USA, a agência procura disseminar a política de segurança através de palestras, treinamento, cooperação entre as entidades representativas, aqui no Brasil, a nossa mentalidade é inquisitorial, isto é, investigar o cumprimento das normas e punir.     

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domingo, novembro 04, 2012

Ferimento causado por bateria de veículo


Uma bateria de veículo de 12 volts foi desconectada usando uma chave de boca.  A chave deslizou e aterrou quando entrou em contato com metal. 

A pessoa recebeu uma queimadura em seu dedo do anel enquanto seu anel do ouro estava em contato com a chave. 

O ferimento foi em volta do dedo do anel, e grave suficiente para causar preocupação pela perda do dedo por falta da circulação adequada. 

A maioria de baterias de veículo tem  600 - 800 ampères, corrente de partida, comparado  a 75 ampères para  solda de vara , e 300 ampères para solda em arco voltaico.  Os ferimentos severos de queimadura podem ocorrer se uma bateria for aterrada em contato com objetos de metal tais como; anéis e a outras jóias.

Fonte: Safety Council of Texas City – Volume 1, Number 1 September, 2003

Comentário:
Aprenda a ler uma bateria
Na carcaça da peça vem indicada algumas informações que orientam a aplicação da bateria. Exemplo: 12V - 55Ah - 425, (foto 4) sendo:
■12V é sistema elétrico no qual é aplicada (12 ou 24 Volts);
■55Ah indica qual a capacidade nominal da bateria, que é o teste que determina a quantidade de energia (em ampères/hora) que a bateria totalmente carregada consegue armazenar, numa temperatura de 27o C e durante 20 horas, sem que a tensão entre os pólos caia abaixo de 10,5 Volts. O valor é calculado multiplicando a corrente de descarga pelo tempo - em horas - que a bateria leva para atingir a tensão de 10,5 Volts.
■ 425 A é a corrente de partida a frio - uma das funções da bateria é fornecer energia elétrica ao motor de arranque para acionamento inicial do motor do veículo, momento que requer uma grande descarga em ampéres. O teste de descarga a frio (padrão SAE) mede a descarga em ampéres que uma bateria totalmente carregada manterá durante 30 segundos a 18o C negativos, sem que a tensão da bateria caia abaixo de 7,2 Volts. Fonte:  Senai  

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