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Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, novembro 29, 2016

Irregularidades interdita a plataforma P-51

Auditores fiscais do Trabalho interditaram parcialmente nesta sexta (25) a plataforma P 51 da Petrobrás. A ação fez parte da Operação Ouro Negro, coordenada pelo Ministério Público do Trabalho e com participação do Ministério do Trabalho, Marinha do Brasil, Ibama e Agência Nacional do Petróleo (ANP), que há quatro anos realizam fiscalizações periódicas em plataformas de petróleo e gás.

O grupo estava há uma semana verificando documentos e as instalações do local, onde foram constatados problemas que colocavam em risco a segurança dos trabalhadores.


BACIA CAMPOS
A P-51 fica localizada na Bacia de Campos, litoral Norte Fluminense, a 120 quilômetros da costa.

Segundo Auditores a P-51 constataram diversas  irregularidades;
■em instalações elétricas,
■nos espaços confinados,
■em laboratórios e também em áreas de armazenagem de material inflamável, além de outras irregularidades.
■Além disso, alguns equipamentos não obedeciam às normas legais de segurança, e havia ambientes com presença de ácido sulfídrico “acima dos níveis suportáveis”, o que pode causar intoxicação ou, até mesmo, morte.

PRODUÇÃO PARALISADA,
O Coordenador Regional de Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro, Mauro Costa Cavalcante Filho, explica que os fiscais interditaram apenas parte da plataforma. Mas como os equipamentos, instrumentos e locais onde os serviços interditados são fundamentais para a sua operação, a plataforma deve ter a produção paralisada, e os trabalhadores não poderão ter acesso às áreas de processo, salvo para sanar as irregularidades detectadas após adotar as medidas de segurança necessárias à manutenção da integridade física dos mesmos.

PERMANÊNCIA NA PLATAFORMA
Os trabalhadores, cerca de 190, podem permanecer na plataforma durante a interdição, pois a suspensão das operações já elimina os riscos. Entretanto, eles só poderão retomar as atividades citadas no Termo de Interdição, depois que a Petrobrás resolver todos os problemas de segurança.  Fonte: Ministério do Trabalho - Assessoria de Imprensa- Publicado: Sexta, 25 de Novembro de 2016

Vídeo
Localizada na Bacia de Campos, no campo de Marlim Sul, a P-51 é uma plataforma semi‑submersível responsável pelo processamento do petróleo extraído a mais de 3000 m de profundidade.

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quarta-feira, novembro 23, 2016

Incêndio em fábrica de magnésio

Durante toda à noite de 29 de dezembro de 2003, e no dia seguinte uma série de explosões espetaculares de queima de magnésio em uma fábrica de processamento e reciclagem de magnésio, Garfield Alloys, iluminou o céu com nevasca no subúrbio de Cleveland.

LOCALIZAÇÃO DA FÁBRICA
A fábrica de processamento e reciclagem de magnésio funciona em Garfield Heights, desde 1950, era uma das maiores deste tipo no país. Está localizada na Chaincraft Road, rua sem saída,  com aproximadamente 1 km de extensão, com 12 indústrias no local. A rua é localizada no setor norte de Garfield Heights  em nível inferior as áreas circunvizinhas.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA REGIÃO
Parte do fornecimento de água deste distrito  industrial tem sistema de rede, e o restante o fornecimento de água é em sistema de final de linha.

CIDADE
A cidade de Garfield Heights, com população superior a 31.000 habitantes, é uma cidade dormitório, distante 12 km, a sudeste de Cleveland, Estados Unidos. 

CIRCUNVIZINHANÇA
Localizada a oeste de Chaincraft Road, está localizada um conjunto residencial  de apartamentos e casas.. Estas edificações estão no alto de uma encosta adjacente, aproximadamente 25 a 30 m de altura e distante 240 m . Os setores norte, leste e sul do incidente são áreas livres, ferrovias, comércios e residências.

CORPO DE BOMBEIROS DA CIDADE
Com um agrupamento de 46 bombeiros, o Corpo de Bombeiros de Garfield Heights mantém 14 bombeiros por turno, mais dois que são atribuídos  trabalhos no departamento de prevenção de  incêndio. O pessoal é dividido  em dois agrupamentos, em lados opostos da cidade. O chefe Collova e o capitão responsavel pela unidade.

AVISO DE INCÊNDIO
O aviso inicial de incêndio chegou às 15 h 01 min, ativando o 1o  Socorro, que consiste em uma viatura autobomba, viatura com Auto Escada,  viatura de resgate/emergência  e 8 bombeiros.
O setor de comunicação tem 10 linhas da emergência, de acordo com a polícia, quase todos as dez linhas foram acionadas ao mesmo tempo."
Como a primeira unidade de socorro deixou o local, o oficial responsável,  capitão Tom Nemetz, requisitou pedido de alarme (sobreaviso) ao sistema de alarme da região de ajuda mútua (MABAS, é uma organização de ajuda mútua de Corpos de Bombeiros, criada na região de Illinóis,  constituída de 550 bombeiros de diversos Corpos de Bombeiros e 46 divisões). É um recurso pré‑programado, consistindo de cinco níveis de alerta  para reforços de bombeiros e equipamentos das unidades de bombeiros próximas.
"O capitão sabia de maneira como veio a chamada, envolvia magnésio e ele teria grandes desafios na preparação dos bombeiros  e  no controle de um grande incêndio, assim ele chamou um segundo reforço, que trouxe duas viaturas autobombas, uma autoescada, uma equipe de bombeiros e um caminhão com unidade compressora, para enchimento de cilindros SCBA (equipamento de respiração autônomo)", disse Collova.

RUAS DE ACESSO ESTREITAS
O acesso ao distrito industrial  era uma rua estreita de sentido único.
Do mesmo modo, muitos dos edifícios do distrito industrial eram separados somente por ruas estreitas e vielas.

CHEGADA AO LOCAL DO INCÊNDIO
O 1o Socorro chegou para encontrar o incêndio rompendo através do telhado do edifício principal da fábrica. Nemetz encontrou-se com o gerente de fábrica e  pediu-lhe a contagem de todos os empregados. O gerente assegurou-lhe que todos tinham sido evacuados. Confirmou também que o magnésio estava envolvido no incêndio.
A política do Corpo de Bombeiros de Garfield é designar a área do edifício em chamas, como setor A. O capitão Nemetz estabeleceu o comando no lado do setor de A, do incêndio. A primeira exposição a proteger era o canto do edifício principal (setor A/D). A plataforma elevatória e escada mecânica  fizeram a conexão com o hidrante em frente do edifício principal (setor de A)  distante foco de incêndio, para proteger outras edificações.

DIFICULDADE DE COMBATE AO FOGO COM MAGNÉSIO
A queima de magnésio reage violentamente com  a água, produzindo calor intenso e uma luz  branca penetrante (pode queimar a retina, se olhar diretamente).
Os canhões monitores usados para proteger as exposições (outras edificações)  tiveram que ser dirigidos com extremos cuidados. Com uma temperatura de chama excedendo a 2.700o C, o magnésio queima-se com calor suficiente para provocar a ruptura da molécula da água, hidrogênio e oxigênio. Isso, por sua vez, alimenta o incêndio do que sua extinção .

ESTRATÉGIA DE PROTEÇÃO A OUTRAS EDIFICAÇÕES
Lembrando o perigo de aplicar água em magnésio em chamas, a estratégia era tentar controlar o incêndio  protegendo as exposições (protegendo as demais edificações) . Com a afluência de pessoal e equipamentos dos demais Corpos de Bombeiros, o capitão Nemetz foi capaz de posicionar uma plataforma elevatória, uma escada mecânica, autobomba e uma equipe de bombeiros no canto dos setores A/B do incêndio. O comandante Collova chegou no local aproximadamente às 15 h 15 min e assumiu o comando. O capitão Nemetz foi designado  imediatamente como chefe das operações.
"O capitão Nemetz já sabia que a estratégia inicial foi dispor de um plano, ele o fez e fez um bom trabalho" disse Collova. "Ele já sabia  o que estava em cena e que reforços foram chamados." Os responsáveis pela plataforma e de fornecimento de água foram também designados. A plataforma foi posicionada a favor do vento em um estacionamento das empresas do local .
Durante os estágios iniciais do incêndio o gerente de da fábrica avisou os bombeiros das condições dos produtos estocados no interior do edifício.

CONHECIMENTO DO RISCO
Os bombeiros  de Garfield conduzem um pré-plano  para familiarizar-se com as atividades industriais da cidade.
"Um pré-plano inclui boa informação básica," disse Collova. "Mas necessita de um ajuste, pois muitos fatores importantes podem mudar de um dia para outro. Tendo o gerente de fabrica perto era um recurso valioso."
O gerente de fábrica avisou especificamente o comandante Collova sobre a exposição ao fogo do setor de D. Era um edifício de armazenamento de magnésio, com  aproximadamente 120 m de comprimento, com telhado de madeira.
Somente uma rua estreita interna separa essa estrutura do edifício principal. Os bombeiros dirigiram jatos de água das escadas mecânicas  sobre o telhado do armazém. O escoamento de água entre os edifícios criou uma cortina de água ao manter a água distante do magnésio em chamas.
Tratando de magnésio em chamas tomamos precauções adicionais para proteger os bombeiros disse Collova.
"Nossos canhões monitores que colocamos são manejados a distância,"  disse Collova. "Eventualmente, as torres são manejadas a distancia. Eu sei que é uma parte cara de equipamento a arriscar, mas eu preferia perdê-lo  a  perder um bombeiro."
O calor radiante começou a aumentar, expondo o edifício de armazenamento com fumaça  perto do telhado.

SURGIMENTO DE FLASHOVER
Após checar se era seguro, uma equipe de quatro bombeiros entrou no local  para montar um canhão monitor. Entretanto, logo depois que eles entraram, o calor começou a impulsionar uma fumaça negra  para fora de uma das aberturas, sinalizando  um  flashover em potencial.
"Assim que a fumaça aumentou e a pressão começou a cair, tocamos a sirene e avisamos pelo rádio, para que os bombeiros saíssem imediatamente do local. Quando eles saíram, a fumaça negra estava impulsionando para a direita atrás deles."
Imediatamente após a saída dos bombeiros havia estalos perto do local onde a equipe estava operando,  disse Collova. "Não era uma explosão como tivemos mais tarde à noite, mas era suficiente dizer “caiam fora” disse Collova .

DIFICULDADES DE MANOBRAS
Os bombeiros recuaram para uma nova posição para proteger da exposição ao fogo o setor D, incluindo uma empresa de tratamento térmico de peças de máquinas. Outra vez, somente uma rua estreita separou o fogo de sua exposição mais próxima. As operações de combate ao fogo foram  dificultadas pela falta de espaço para manobrar as viaturas e equipamentos no parque industrial apertado.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA EXTRA
Fornecimento adicional de água foi preparado para proteção das escadas (mecânica e plataforma) desta exposição (setor D).
 Os hidrantes dos setores A/B foram preparados para fornecer água para as bombas  e  para as escadas mecânicas em serviços nesse local.
"A demanda de água para proteger as exposições ao fogo fluía de suas bombas em todo o caminho, com pressão residual de 10 psi," disse Collova. "Eles bombearam toda a água disponível e ainda não podiam interromper, pois a empresa de tratamento térmico poderia inflamar-se de uma extremidade à outra."
Neste momento, a única boa notícia para os bombeiros foi à mudança da direção do vento, vento oeste, as outras edificações não foram ameaçadas imediatamente.
Como precaução, o comando de operação entrou em contato com a empresa ferroviária para interromper o trafego de trens nesta área. Foi enviado pessoal e equipamentos para proteger escritórios localizados na rua principal, no setor oeste.
Com ajuda mútua de outras organizações de bombeiros, o comando de operação foi capaz de distribuir pessoal e bombeiros a cada um dos quatro setores de incêndio.

MEIO AMBIENTE
As autoridades públicas mobilizaram para ajudar. O comandante do Corpo de Bombeiros de Cleveland atendeu ao pedido trazendo um grupamento completo. Forneceu também uma equipe de emergência de substancias perigosas  para monitorar a qualidade do ar.
 “O Corpo de Bombeiros de Garfield  compartilha  com uma equipe regional de emergência de substancias perigosas  com outros Corpos de Bombeiros localizados nas regiões de Chagrin , sudeste do condado de Cuyahoga," disse Collova. "Muitos destes bombeiros foram utilizados na cena e quando o comandante do Corpo de Bombeiros de Cleveland ofereceu sua equipe, aproveitei a oportunidade."
A Agência do Meio Ambiente dos USA (EPA) foi alertado e atendeu o pedido para checar a qualidade do ar na área. A Agência de Controle de Poluição do Ar de Cleveland foi também comunicada sobre o problema. Com exceção dos efeitos do fogo intenso, a monitoração do ar transformou-se em um problema por causa do dióxido de enxofre armazenado no local. O dióxido de enxofre pode causar danos respiratórios se inalado.
Felizmente, a qualidade do ar permaneceu em níveis seguros durante toda a emergência. Independentemente,  avisos médicos foram  noticiados pelo rádio e televisão através do centro de operação de emergência da Agência de Gerenciamento de Emergência do Condado de  Cuyahoga. Um riacho perto da fábrica  e o sistema de esgoto local foram analisados para verificar a presença de qualquer tipo substancia perigosa pelo distrito regional de saneamento de nordeste de Ohio.

REFORÇOS
As operações estavam agora tão a ampliadas, que o comandante Collova indicou três oficiais de segurança sob o comando do Capitão Brasdovich, do Corpo de Bombeiros de Garfield e dois responsáveis  pelo fornecimento de água suplementar.
O número de pessoal disponível teve que ser monitorado cuidadosamente para ser empregado.
Junto com o comando geral da operação, todos os grupamentos de bombeiros envolvidos conheciam o sistema de ajuda mútua (MABAS).

CORPO DE BOMBEIROS NA RETAGUARDA
Preocupado com a possibilidade de outro incidente na cidade, os grupamentos no. 1 e o no. 2 foram equipados pelo Corpo de Bombeiros de  Garfield  com o pessoal  em licença com equipamento de outras companhias. Esta  operação junto com o coordenador de abrigos para evacuação foi controlada pelo capitão Bill  Horrigan do Corpo de Bombeiros de Garfield.

 NEVE COMEÇOU A CAIR
"Vimos a neve começar  a cair nas luzes dos faróis dos veículos," disse Collova.  "Enquanto caía, começamos ouvir estalos, parecidos como bombinhas.  Recuamos todos e de repente começou  chover.  Então ouvimos e sentimos um estrondo de numerosas explosões”."Não estava chovendo forte. Era mais uma garoa, mas era suficiente para causar uma reação." 

EVACUAÇÃO DE MORADORES
Os abalos contínuos que começaram com a queda da neve quebraram janelas até  240 m de distancia.  Com aumento da ameaça de  explosões, Collova pediu a evacuação dos moradores de 500 residências e apartamentos em uma área residencial vizinha ao distrito industrial.  A polícia, os bombeiros e as demais  autoridades públicas cooperaram em conduzir a evacuação.  O principal Corpo de Bombeiros da cidade e o centro cívico serviram como centros de evacuação de emergências.

DESGASTE FÍSICO DOS BOMBEIROS
O combate ao fogo está exigindo fisicamente dos bombeiros em ambientes em transformação.  Os bombeiros podem tornar-se rapidamente superaquecidos, com falta de líquido e energia esgotada.  O Corpo de Bombeiros de Cleveland trouxe um veículo especial que serviu como um centro de reabilitação dos bombeiros com fadiga. A Cruz Vermelha também estava presente, movimentando se entre os setores fornecendo lanches para os bombeiros assim como ajudando levar os moradores para os abrigos.

COMUNICAÇÕES
Um setor com problema que o comandante Colova confrontou foi às comunicações de rádio entre o comando geral de operação e o centro de comando operacional (CCO -gerencia os despachos de reforços) .  Ele designou a um canal especifico (canal  repetidor) para o CCO, um canal para os oficiais encarregados de suprimento de água, e um canal para os bombeiros de  Garfield em operação .
Mesmo que reforços adicionais fossem chamados, a maioria da comunicação ao setor do comando era através de um mensageiro.  As outras unidades de bombeiros tomaram cuidados de contatar agências necessárias, respondendo chamadas de rotina e pesquisando informação para os bombeiros.
Também importante tinha no local o centro de comunicação cuja função era manter em funcionamento as baterias e os rádios intercomunicadores dos bombeiros em operação.
Um reforço estratégico importante foi o veículo de comando de operação da região do Condado de Cuyahoga.O veículo serviu anteriormente como um semi-reboque para raios-X para um hospital antes de ser doado para o uso de gerenciamento de emergência. 

"É dividido em três seções," disse Collova.  "A seção central é para comunicações.  O posto de comando tem sete rádios diferentes para operar em quatro faixas diferentes.  A seção central  serve também como uma seção do planejamento com quadros nas paredes.  A seção traseira é uma área de reunião.  A seção dianteira serve como uma área das operações onde você se encontre com outros oficiais para revisar/discutir estratégia e táticas." 
Alagamento da fábrica e da região; água residual do incêndio  e vazamento de tubulação
Mantendo a água distante do magnésio estava tornando-se mais difícil.  Com exceção da neve e da chuva, a preocupação estava com o aumento da água residual do incêndio das exposições protegidas estava fluindo em direção aos incêndios.  Outra fonte da água sob  suspeita era o vazamento da rede de água.. 
"A fabrica tinha banheiros, salas fechadas, bebedouros, etc " disse Collova.   "Havia também escoamento de água para alguns processos industriais envolvidos.  Uma vez que essa tubulação rompida adicionaria mais problema." 
Para piorar as coisas, o escoamento da água de incêndio estava começando a inundar as áreas mais baixas, vizinhas à fábrica. Em um desses pontos  uma das bombas auxiliares estando na água até sua tubulação de recalque, ameaçava parar o veículo. 
O Corpo de Bombeiros de Valley View ofereceu e colocou em ação bombas especiais de drenagem de água.  O comando contactou também o centro de operação de emergência da agência de emergência do condado de Cuyahoga (EOC) solicitando equipamento com bombas de drenagem. 
O centro de operação de emergência EOC avisou que a mudança do vento poderia se esperar somente entre 12 h 30 às 13h. Mais evacuações teriam que ser ordenadas.

EVACUAÇÃO DE MORADORES
"O nosso manual de resposta à emergência indica a distancia mínima de evacuação de 240 m, disse Collova. Evacuamos num raio de 800 m.. Mas dispensamos o hospital porque era óbvio, que não estava preparado para evacuação dos pacientes. Eles não poderiam ser deslocados para um abrigo comum.."   O hospital de Marymount avaliou a situação e ativou sua área interna da emergência, disse Collova . 

CADEIA DE EXPLOSÕES
As grandes explosões vieram à noite, quase ao mesmo tempo.  Aproximadamente 30 semi-reboques  foram usados para armazenar magnésio no local.
Os semi-reboques contendo magnésio foram transferidos para dois estacionamentos  isolados da fabrica de reciclagem.  Os dois semi-reboques localizados na doca de carga, na esquina dos setores A-B,  do incêndio não se inflamaram, disse Collova.   Entretanto, o incêndio alcançou um semi-reboque próximo do edifício do setor de D com resultados espetaculares.  "Quando o magnésio explodiu, parecia que o chão tremia," disse Collova. "Explodiu duas vezes.  Tínhamos outros semi-reboques nos fundos do estacionamento repletos de magnésio, de modo que colocamos um canhão monitor manejado a distancia para protegê-los.  Eles não estavam recebendo calor direto do incêndio,  mas era uma fonte de preocupação adicional, entretanto, eliminamos mais um problema." 
Os bombeiros do setor sudeste tentaram proteger um edifico histórico de dois pavimentos, recentemente reformado e adaptado para escritório.  Esta estrutura foi perdida devido à queda de magnésio em chamas pesadamente no seu telhado.  Os bombeiros foram obrigados imediatamente a recuar para uma área mais segura, não tiveram tempo de desconectar as mangueiras as fontes de suprimento de água. Eles tiveram de usar machados para cortar as mangueiras e liberar os veículos

RECUO DOS BOMBEIROS
Uma vez que, a única estrada foi bloqueada pelo fogo e destroços, os bombeiros tiveram que dirigir os veículos tão longe  quanto eles podiam e partiram a pé ao longo do leito da ferrovia, a leste, do incidente. O comandante do Corpo de Bombeiros de Cuyahoga, Lee Zmija e o comandante do Corpo de Bombeiros de Garfields, Cap. Dan Kaminski estavam encarregados da operação.

Enquanto as explosões continuaram, pedaços grandes de metais incandescentes podiam ser vistos, voando a centenas de metros. Os relatórios de contagem de pessoal foram conduzidos periodicamente durante todo o incidente. 

CONTROLE DO INCÊNDIO
Às 4 h da madrugada, as explosões diminuíam e as chamas foram controladas. Aproximadamente 12 horas mais tarde a maioria das equipes de bombeiros foi liberada.

BALANÇO DO INCÊNDIO
Danos materiais
Após 25 horas de emergência, duas edificações da fábrica e dois prédios comerciais vizinhos foram destruídos. 

VÍTIMAS
Não houve.

CONTAMINAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Uma semana após o incêndio, as agências envolvidas nas operações de emergência encontraram-se com Agência do meio ambiente  de Ohio (EPA)  para planejar a limpeza do local.. 

CAUSA PROVÁVEL
De acordo com a investigação da divisão  de incêndio do Estado de Ohio, o incêndio começou quando um empregado usou uma ferramenta metálica (deve ter provocado atrito) para afrouxar a tampa   de um tambor de 165 litros contendo resíduo de magnésio, um dos quatro tambores que estavam em um palete simples. O empregado então saiu com a empilhadeira para pegar outro palete.
Quando retornou, ele encontrou o tambor com a tampa solta,  saindo fumaça. Os empregados tentaram abafar o fogo com uma camada de fluxo de material de fundição da fábrica, um isolador de calor. Um extintor de incêndio de  classe D que contem o Metal-X (pó especial, grafite, cloreto de sódio, etc)  foi usado também.  A fumaça negra dirigiu em volta dos empregados, enquanto o fogo espalhou a outros tambores próximos.  A gerência evacuou a fábrica e acionou o alarme de incêndio.

FATORES QUE CONTRIBUÍRAM NA EFICIÊNCIA NO COMBATE AO INCÊNDIO
O pré-plano e o plano de auxílio mútuo provaram  o seu valor durante a emergência, disse Collova.  Dezoito unidades de bombeiros, incluindo o Corpo de Bombeiros de Cleveland, forneceram equipamentos e/ou pessoal durante o incêndio, com 165 bombeiros  chamados a serviço.
"Em minha opinião, o pré-plano permanece o melhor caminho para preparar uma emergência, especialmente uma tão extrema, quanto um incidente de magnésio”, disse Collova.
"Uma vez que, você prepara o pré-plano e receba as informações vitais, você pode criar um cenário baseado no que você pode enfrentar, então, senta-se na sala de treinamento e  enfrenta seu objetivo.  Você necessita preparar o pré-plano com os recursos disponíveis, através do sistema de ajuda mútua e utilizar o sistema de comando de incidente”.
"Além de pré-plano, aproveita toda oportunidade para que os bombeiros familiarizam-se melhor com todo tipo de fábrica existente na região (visita/inspeção)”, disse Collova.
"Mesmo que seu pessoal da prevenção de incêndio esteja conduzindo a inspeção de edificação, tenha uma equipe de bombeiros que os acompanha..  Deixe-os falar com as pessoas e fazer perguntas.  Deixe-os ter uma idéia, como é o lugar”. 
Assim que você obter informação correta, estabeleça também um canal oficial de informação pública aos meios de comunicação,  ele disse. 

CARACTERÍSTICAS  DO MAGNÉSIO:
■ Água em abundancia em magnésio incandescente acelera o fogo e pode causar explosões ou chamas elevadas.
■O fogo em magnésio pode ser extinto por abafamento e com uma substância seca tal como areia ou pó especial. O fogo na fábrica Garfield Alloys não podia ser sufocado porque as chamas eram altas demais e as explosões eram demais perigosas.
■ O óxido de magnésio é um subproduto do magnésio incandescente e pode causar dificuldade na respiração para as pessoas com problemas respiratórios, tais como; asma, alergias ou enfisema. O óxido de magnésio também pode irritar os olhos, garganta e vias nasais.
■ O magnésio é usado flash eletrônico, bombas incendiárias e sinalizadores.
■ Os compostos de magnésio são usados numa variedade de produtos, incluindo; medicina, papel, tecido, cimento, cerâmica, cosmético e isolamento.

Propriedades físicas
Metal Puro
Ponto de fusão
Ponto de ebulição
Temperatura de ignição  de metal sólido
 Magnésio
650o C
1.110o C
623o C

Dependendo da forma do magnésio, a temperatura de ignição poderá ocorrer  em valores inferiores  a 650o C, tais como;
■ Magnésio, em tiras ou aparas – abaixo de   510o
■ Magnésio em pó ou finamente dividido – abaixo de 482o C
■ Ligas de magnésio ou com porcentagem de alumínio, zinco, manganês e outras, a temperatura de ignição será muito mais baixo do que  a temperatura de ignição do metal puro de magnésio, inferior a 426o C.
É importante conhecer a combustibilidade da liga para efetuar as medidas de prevenção contra incêndio.

GARFELD ALLOYS
A empresa Garfield Alloys processa e recicla todos os tipos de magnésios e oferece uma grande variedade de produtos incluindo ligas de alta pureza para  matriz e de molde de areia; lingote de liga de magnésio/alumínio, magnésio em lâmina, pó de magnésio, liga temperada, anodos de magnésio de alta potência e ligas especiais de magnésio sob encomenda. É uma das maiores fábricas de redução de magnésio do mundo.
Fonte: Magnesium Fire in Garfield Heights, OH - Industrial Fire World Magazine - March/April-2004 and National Institute for Occupational Safety and Health

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quarta-feira, novembro 16, 2016

Segurança dos bombeiros durante combate a incêndio

A NFPA 1500, Programas de Saúde e Segurança Ocupacional para Bombeiros, indica as precauções mínimas necessárias que devem ser seguidas, incluindo como proteger os bombeiros quando as coisas não dão certo.

PLANO ESTRATÉGICO PARA UMA OPERAÇÃO SEGURA E EFETIVA
Durante a preparação do plano estratégico para uma operação segura e efetiva, o Comandante do Incidente (CI) primeiro avalia a situação, depois faz uma análise de risco-benefício, e finalmente lança os recursos disponíveis. Quando tudo vai bem, o objetivo de salvar vidas e bens é atingido sem que nenhum bombeiro seja ferido. O CI e todos os outros envolvidos devem se esforçar para atingir esse objetivo.
É óbvio que a segurança durante um incêndio depende do planejamento pré-incidente e de treinamento contínuo. Dentre as principais informações que o CI necessita para a preparação de um plano estratégico está a organização dos recursos disponíveis no local do incêndio. Planejamento pré-incidente, treinamento realista e um Sistema de Comando de Incidente (SCI) bem gerido são os principais responsáveis por uma operação segura durante o incêndio. Entretanto, mesmo os melhores planos podem dar errado quando as condições mudam. O CI deve ser preparado para fornecer os recursos necessários para resgatar os bombeiros.

ALERTA PARA EVACUAÇÃO
Quando há necessidade de evacuar os bombeiros, deve ser soado um sinal de evacuação de emergência para avisá-los que devem evacuar o edifício.
Esse sinal deve ser diferente de todos os outros, e deve ser facilmente distinguível de outros sons e ruídos no local. De modo geral, utiliza-se um número pré-determinadado de sons de buzinas (buzinadas)  de uma viatura.
Para eliminar possibilidade de confusão, os corpos de bombeiros que querem usar esse tipo de sinal devem limitar o uso da buzina a ar quando suas viaturas chegarem ao local do incêndio. A buzina deve ser usada de uma maneira pré-determinada, como, por exemplo, 10 acionamentos de 3 segundos de duração cada.
Como esse tipo de sinal de evacuação pode não ser escutado dentro de grandes estruturas, os bombeiros também devem ser notificados via rádio. Se o sistema de rádio possui tons de alerta, um tom específico e distinguível deve ser usado para a evacuação de emergência. Em qualquer caso, uma mensagem de rádio específica deve também ser transmitida.
Os comandantes devem também treinar o pessoal para reagir de maneira correta a dois tipos de sinais de alerta. Um para que todos os bombeiros interrompam o que estão fazendo imediatamente e evacuem o edifício o mais rápido possível, enquanto o outro para iniciar uma evacuação de emergência seqüencial e controlada.
Às vezes é necessária retirada do tipo “largar tudo e correr”, como quando há o risco iminente de desabamento do edifício. Na maioria das vezes, entretanto, uma retirada controlada é preferível, pois permite que os bombeiros que estão controlando o fogo e realizando outras tarefas permaneçam em suas posições até que as equipes em áreas perigosas possam ser retiradas.
Por exemplo, bombeiros posicionados em uma escada interna do edifício e lançando água em um apartamento no segundo andar estão protegendo outros bombeiros que estão realizando buscas no andar de cima. Nesse exemplo, a busca primária já foi feita e o CI deve reavaliar uma análise de risco-benefício. Se a busca primária indicar que não há mais ocupantes no edifício, e que as condições estão se deteriorando, o CI pode determinar que o risco para os bombeiros não é justificável e iniciar uma evacuação controlada. Por outro lado se os bombeiros operando a mangueira no segundo andar estivessem em risco iminente, seria recomendável continuar a controlar o fogo no segundo andar até que os bombeiros de cima tivessem saído do andar incendiado.

TREINAMENTO
Os comandantes de corpos de bombeiros devem treinar seu pessoal sobre como reagir a dois sinais de alerta diferentes. Como no exemplo anterior, um sinal exigiria que todos os bombeiros parassem tudo imediatamente e evacuassem o edifício o mais rápido possível, e outro sinal serviria para iniciar uma evacuação de emergência seqüencial e controlada.

CHECAGEM
À medida que o edifício é evacuado, um Relatório de Presença de Pessoal (RPP) deve ser completado para garantir que todos saíram em segurança do edifício. Esse é um componente integral de um SCI eficiente, e um SCI bem conduzido é essencial para uma operação de evacuação controlada.
A garantia da segurança dos bombeiros no local do incêndio começa com procedimentos bem planejados e treinamento constante. O desenvolvimento e treinamento de sinais de evacuação de emergência são importantes componentes que não devem ser esquecidos.
Fonte: NFPA-Journal Latinoamericano - Ben Klaene & Russ Sanders

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segunda-feira, novembro 07, 2016

Manutenção e inspeção da mangueira de incêndio

Para que a mangueira de incêndio esteja sempre em boas condições e pronta para o combate, é necessário que sejam feitas manutenção e inspeção do equipamento frequentemente. É recomendado que a inspeção ocorra semestralmente e a manutenção, anualmente.

INSPEÇÃO VISUAL DA MANGUEIRA DE INCÊNDIO
Após ter sido utilizada no combate ao fogo, o equipamento deve passar pela inspeção visual, pois ela pode  apresentar:
■Desgaste por abrasão na parte externa do revestimento
■Manchas e resíduos na superfície externa, originadas por contato com produtos químicos.
■Desprendimento da parte externa
■Deslizamento das uniões em relação ao equipamento
■Dificuldades ao acoplar o engate (os flanges devem girar livre e suavemente)
■Deformações nas uniões, sejam elas causadas por quedas, golpes, arraste ou quaisquer outros.
■Ausência de vedação de borracha nos engates das uniões ou vedação com problemas (fendilhamento, ressecamento ou corte)
■Ausência de identificação do fabricante.

Caso a mangueira tenha seu comprimento reduzido por qualquer procedimento de manutenção, ela dó deve voltar a ser utilizada caso essa redução tenha sido de no máximo 2% do comprimento inicial.

LIMPEZA E SECAGEM DA MANGUEIRA DE INCÊNDIO
Todos os resíduos devem ser removidos da superfície externa da mangueira, e caso a limpeza seja a seco, devem ser utilizadas escovas com cerdas que não sejam metálicas, e o escovamento deve ser feito no sentido da trama.
A mangueira deve ser usada sempre seca, e sua secagem deve ser feita à sombra, com a mangueira na vertical ou em um plano inclinado. Quando for utilizado equipamento para secagem forçada, a temperatura não deve ultrapassar os 50ºC.

CUIDADOS DE PRESERVAÇÃO DAS MANGUEIRAS DE INCÊNDIO
a) Evitar contatos com cantos vivos e pontiagudos;
b) evitar manobras violentas de derivantes, entrada repentina de bomba e fechamento abrupto de esguichos, registros e hidrantes que causam golpes de aríete na linha (a pressão pode atingir sete vezes a pressão estática de trabalho, o que pode romper ou desempatar uma mangueira);
c) evitar contato com o fogo, brasas e superfícies quentes;
d) evitar arraste da mangueira e uniões sobre o piso, principalmente se ela estiver vazia ou com pressão muito baixa (isto pode causar furos, principalmente no v1nco);
e) evitar queda de uniões;
f) evitar contato da mangueira com produtos químicos e derivados de petróleo, salvo tipo apropriado para esta finalidade;
g) evitar guardar a mangueira molhada. As mangueiras são fabricadas com materiais sintéticos que não são afetados pela água ou pela presença de fungos (bolor), mas para evitar a proliferação destes organismos e odor desagradável, é recomendável fazer o escoamento da água após o uso ou ensaio hidrostático, antes de guardar a mangueira;
h) evitar curvamento acentuado da mangueira junto à união, quando em operação;
i) não utilizar as mangueiras para algum outro fim que não seja o combate a incêndio (lavagem de garagens, pátios etc.);
j) para maior segurança, não utilizar as mangueiras das caixas ou abrigos em treinamento de brigadas, evitando danos e desgastes. As mangueiras utilizadas em treinamento de brigadas devem ser identificadas e mantidas somente para este fim;
k) evitar a passagem de veículos sobre a mangueira durante o uso, utilizando-se um dispositivo de passagem de nível;
I) Inspecionar as caixas e abrigos para verificar se eles são adequados para a conservação da mangueira;
m) após a manutenção, retornar ao hidrante mangueira de mesmo tipo, diâmetro e comprimento conforme projeto;
n) de acordo com o tipo de utilização, as mangueiras podem ser acondicionadas conforme descrito a seguir:
De acordo com o tipo de utilização, as mangueiras podem ser acondicionadas:
■ na forma zigue‑zague deitada: a mangueira deve ser apoiada por um de seus vincos sobre superfície não abrasiva. Podem ser acoplados vários lances para formação de linha pronta;
■ na forma zigue‑zague em pé: a mangueira deve ser posicionada na vertical sobre ela própria;
■ na forma espiral: consiste em enrolar a mangueira a partir de uma de suas extremidades, sobre ela mesma, formando uma espiral. Esta forma só deve ser utilizada para armazenamento em estoque;
■ na forma aduchada: consiste em enrolar a mangueira previamente dobrada contra ela mesma, formando uma espiral a partir da dobra em direção às extremidades. Recomenda-se esta forma de acondicionamento nas caixas de hidrantes.
Obs: Convém que a mangueira seja enrolada para acondicionamento no vinco original, salvo recomendação específica do fabricante.
o) a mangueira aprovada para uso deve ser armazenada em local ou compartimento seco e ventilado, protegida da incidência direta de raios solares e atmosferas agressivas, tais como vapores de derivados de petróleo, vapores ácidos etc.;

p) antes de pressurizar a mangueira, verificar se as uniões acoplaram totalmente (cerca de um quarto e volta para uniões tipo engate rápido). Fonte: Fonte: Bucka

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segunda-feira, outubro 24, 2016

Motorista atropela 7 pessoas no Templo de Salomão em SP

Uma mulher, que chegava de carro, um Sandero prata, para participar do culto do Templo de Salomão, da Igreja Universal, no Brás, região central de São Paulo, por volta das 18h, na tarde de domingo (16) perdeu o controle da direção do veículo que manobrava no estacionamento e avançou contra os fiéis que esperavam para entrar no templo.

VÍTIMAS  
Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas. A policial militar reformada Iraci Fabri e Rosimeire Gunter chegaram a ser levadas para o Hospital das Clínicas, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Os outros feridos foram encaminhados para hospitais das Clínicas, Tatuapé, Vila Alpina e Ipiranga.
Em nota, a Igreja Universal informou que sete pessoas foram atropeladas e que imediatamente acionou apoio médico aos feridos. Ao menos 11 equipes dos bombeiros foram ao local para prestar socorro aos feridos.

POLÍCIA E INDICIAMENTO
O caso foi registrado no 8º DP (Brás) onde a motorista, identificada apenas como Dilza, afirmou à polícia que o carro, que funciona com câmbio automático, sofreu uma pane. Segundo ela, o veículo deu um tranco e acelerou sozinho.
O juiz Paulo de Abreu Lorenzino estipulou fiança de R$ 20 mil a Dilza Maria Chianca, que foi presa em flagrante após causar um atropelamento no estacionamento.
A motorista foi indiciada por lesão corporal culposa e homicídio culposo (quando não há intenção) e poderá responder em liberdade.
Além da fiança, ela fica proibida de deixar a cidade por período superior a um mês sem autorização prévia, terá de cumprir recolhimento noturno, das 23h30 às 6h, e teve sua carteira de motorista suspensa por tempo indeterminado.

TEMPLO DE SALOMÃO
Localizado no Brás (região central), o Templo de Salomão, com 75.948 metros quadrados, é o maior da cidade. Tem área construída 13 vezes maior que a da Catedral da Sé (5.700 metros quadrados).
A edificação é capaz de receber até 10 mil pessoas sentadas e, segundo a Universal, custou R$ 680 milhões. A arquitetura tenta reproduzir o que teria sido o templo bíblico de mesmo nome.
Fonte: Folha de São Paulo - 17/10/2016 

Comentário:
Dirigir um carro automático parece algo complicado e tem sido cada vez mais comum acidentes envolvendo esses veículos.
Segundo Roberto Manzini, fundador e diretor do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, pela prática em carros manuais, os acidentes geralmente ocorrem porque, como os carros automáticos não possuem embreagem, os condutores acabam se confundindo com os pedais. “Isso é muito comum. E os riscos podem ser o descontrole do veículo, acarretando em acidentes”.


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terça-feira, outubro 18, 2016

Acidente com extintor em campo de treinamento

RECOMENDAÇÕES
Normas técnicas necessárias à consulta
■ABNT NBR 10721 - Extintores com carga de pó.
■ABNT NBR 12693 - Sistemas de proteção por extintores de incêndio.
■ABNT NBR 12962 - Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio.
■ABNT NBR 5770 - Determinação do grau de enferrujamento de superfícies pintadas.
■ABNT NBR 13485 - Manutenção de terceiro nível (vistoria) em extintores de incêndio.
■ABNT NBR 15.808 - Especificações para os extintores de incêndio portáteis
■ABNT NBR 15808 - Extintores de incêndio portáteis.
Norma do Corpo de Bombeiros - Sistema de proteção por extintores de incêndio

INSPECIONAR VISUALMENTE OS EXTINTORES, PELO MENOS MENSALMENTE, PROCURANDO DETECTAR:
■Lacre de inviolabilidade rompido;
■Quadro de instruções (rótulo) ilegível ou inexistente;
■Inexistência ou dano de componentes, peças e acessórios;
■Indicador de pressão (manômetro):
■Sobre pressurizado - pressão acima da faixa verde
■Sub pressurizado - pressão abaixo da faixa verde
■Data do último ensaio hidrostático igual ou superior a 5 (cinco) anos.
■Danos mecânicos, térmicos ou corrosão.
Nota: Quando um dos eventos for verificado, aplicar a manutenção prevista na Norma ABNT NBR 12962.

CONSERVAÇÃO/MANUTENÇÃO
■Deverá permanecer ao abrigo da chuva, umidade, vibração.
■No local de instalação deve estar  ao abrigo da chuva, exposição direta dos raios solares, afastados de fontes de calor (fornos, estufas e similares). A temperatura de exposição deve estar compreendida entre –10°C e 50°C. O local da instalação deve estar afastado de vibrações incomuns (prensas excêntricas, de fricção, guilhotinas e outros equipamentos que causem vibrações similares).
■Não é aconselhável instalar os extintores em ambientes com atmosfera corrosiva, contudo, se não puder ser evitado, deve ser protegido com pintura, tratamento ou adequação de componentes próprios para o meio (consultar o fabricante)
Sugestão: Visando minimizar essa ação corrosiva, sugerimos a utilização de uma capa protetora de material resistente ao elemento químico existente no ambiente.

Obs: A inobservância da precaução acima poderá causar a corrosão do recipiente e nos  componentes do extintor, podendo em muitos casos impedir o seu funcionamento. Grau de corrosão acentuado abrevia o seu tempo de utilização, e por ser um vaso de pressão, poderá apresentar vazamento, e em casos extremos chegar até a ruptura/explosão.

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terça-feira, outubro 11, 2016

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído, diz OMS

Um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde revela que 92% da população mundial vive em áreas onde a qualidade do ar excede os limites estabelecidos pela entidade.
Segundo a OMS, uma em cada nove mortes no mundo está relacionada ao ar excessivamente poluído em ambientes fechados ou abertos – o que contribui para derrames, problemas cardiovasculares e câncer de pulmão, entre outras doenças.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
A poluição atmosférica é responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano. "E a poluição em ambientes fechados pode ser tão mortal quanto", diz a OMS em comunicado. Em 2012, estima-se que 6,5 milhões de mortes (11,6% do total de mortes no mundo) tenham sido associadas aos dois tipos de poluição.

PARTÍCULAS FINAS
O nível de partículas finas – com diâmetro menor que 2,5 micrometros – considerado aceitável pela OMS é de 10 microgramas por metro cúbico. Essas partículas incluem poluentes como sulfato, nitratos e carbono.

ALERTA PARA PAÍSES POBRES
O novo modelo de qualidade de ar desenvolvido pela OMS em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido, foi feito com base em dados de satélites e estações de monitoramento em solo em mais de 3 mil localidades, tanto rurais quanto urbanas.
Quase 90% das mortes relacionadas à poluição do ar ocorrem em países de baixa e média renda, e dois terços, em regiões do Sudeste Asiático e do oeste do Pacífico. O Turcomenistão tem a taxa mais alta de mortes per capita devido à poluição atmosférica, segundo a classificação da OMS, seguido por Tajiquistão, Uzbequistão, Afeganistão, Egito e China.

QUALIDADE DE AR
"Há duas coisas acontecendo. Uma é que os países ricos estão ficando melhores em termos de elevar a qualidade do ar. A outra é que os países mais pobres estão ficando piores. Essa é uma tendência geral", afirma  o médico brasileiro Carlos Dora, coordenador do departamento de Políticas Públicas, Meio Ambiente e Determinantes Sociais de Saúde da OMS.

EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA
O especialista Carlos Dora  aponta que a situação é melhor nos EUA do que na Europa devido à maior dependência dos europeus ao diesel e a políticas agrícolas que geram mais amônia e metano.
Ele também afirma não haver evidências de que máscaras como as usadas sobre o rosto em muitas partes da Ásia ajudem a reduzir a exposição a partículas finas.
Segundo Dora, apesar de aparecer em sexto lugar no ranking de maior número de mortes per capita relacionado à poluição atmosférica, o país está fazendo um uma "quantidade incrível de coisas" para lutar contra o problema, como carros não poluentes. Mas usinas térmicas movidas a carvão, a queima doméstica de carvão e madeira para produzir energia e o transporte continuam sendo grandes geradores de poluição no país, disse o especialista.
A poluição do ar afeta praticamente todos os países do mundo. "É uma emergência de saúde pública", afirma Maria Neira, chefe do departamento de saúde pública e meio ambiente da OMS, afirmando que é preciso agir rápido contra o problema. Ela apelou para que governos reduzam o número de veículos nas ruas, melhorem o manejo do lixo e promovam combustíveis limpos para cozinhar.

EMERGENTES DO GRUPO BRICS
China-Pequim
Dentre os emergentes do grupo Brics, o Brasil tem o desempenho menos negativo, com 14 mortes por ano ligadas à poluição do ar para cada 100 mil habitantes. China, Rússia, Índia e África do Sul têm respectivamente 70, 61, 68 e 39 mortes para cada 100 mil habitantes.
Segundo especialistas, uma matriz energética renovável, políticas de contenção de emissões e investimentos em transporte alternativo e público contribuíram para o desempenho positivo brasileiro.
A tendência, porém, é de piora nesse ranking, pois os dados base são de 2012, e, atualmente, os outros emergentes vêm dando mais atenção ao tema do que o Brasil.

BRASIL
"O Brasil não é dos piores, mas ainda poderia melhorar bastante. Frente a outros emergentes, o país estaria numa posição mais confortável por conta, principalmente, da sua matriz energética, que é renovável, proveniente de hidroelétricas. A China, por exemplo, ainda queima muito carvão, o que é altamente poluente", afirma Carlos Dora.
Professora do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, Maria Andrade explica que, além da questão energética, o Brasil implementou na virada dos anos 1980 para 1990 um programa nacional de controle de emissões de gases por veículos - o Proconve - que deu resultado. "Nas áreas urbanas houve, depois do Proconve, uma redução na poluição significativa, apesar do aumento da frota. O que se precisa agora é controlar a queima de biomassa, a queima de florestas", aponta.
Maria Andrade menciona ainda que controles nas indústrias e o desenvolvimento de tecnologias de combustíveis, para a redução das emissões de enxofre, também contribuíram à melhora nas últimas décadas.
Atualmente, as principais fontes de poluição do ar no Brasil são as queimadas no campo, as emissões de veículos nas áreas urbanas e as indústrias, elencou a professora da USP.

GRANDES METRÓPOLES EMERGENTES
Em um ranking de grandes metrópoles emergentes, São Paulo e Buenos Aires aparecem como as que têm a melhor qualidade de ar, segundo dados do período de 2011 a 2015 da OMS.
A maior cidade da América do Sul teve um desempenho melhor que, nessa ordem, cidade do México, Istambul, Xangai, Pequim, Mumbai, Calcutá, Dhaka, Cairo e Nova Déli. Lanterna dos emergentes, a capital da Índia chega a ter uma qualidade de ar cinco vezes pior do que a metrópole paulistana.
"Quando você compara com esses lugares, você vai perceber que aqui está muito melhor", avalia Maria Andrade. "Mas ainda temos problemas com partículas secundárias, como ozônio, e partículas mais finas." "São Paulo está num nível intermediário, o que é muito melhor que essas outras cidades do mundo em desenvolvimento", diz Carlos Dora. Fonte: Deutsche Welle e BBC Brasil - 27 setembro 2016

Comentário: Os principais gases na poluição do ar
Qualquer gás poderia qualificar como poluição se atingiu uma concentração alta e suficiente para fazer mal. Teoricamente, isso significa que há dezenas de diferentes gases poluentes. Na prática, porém cerca de dez substâncias diferentes causam maiores preocupação:

DIÓXIDO DE ENXOFRE: carvão, petróleo, e outros combustíveis são muitas vezes impuros e contém enxofre, bem como compostos orgânicos (à base de carbono). Quando o enxofre queima com o oxigênio do ar, é produzido dióxido de enxofre (SO2). Usinas termoelétricas movidas a carvão são a maior fonte mundial da poluição de dióxido de enxofre do ar, o que contribui para a poluição atmosférica, chuva ácida, e problemas de saúde que incluem doença pulmonar.

MONÓXIDO DE CARBONO: Este tipo de gás é altamente perigoso quando os combustíveis têm muito pouco oxigênio para queimar completamente. Ele é expelido  em escapamentos de veículos e também pode construir até níveis perigosos dentro de sua casa se você tiver uma caldeira à gás mal conservada, fogão ou aparelho de queima de combustível (lareira).

DIÓXIDO DE CARBONO: Este gás é fundamental para a vida cotidiana e, normalmente, não é considerado um poluente: todos nós produzimos quando expiramos e plantas e árvores precisam desse gás  para respirar e crescer. No entanto, o dióxido de carbono é um gás de efeito estufa liberados pelos motores e usinas de energia. Desde o início da Revolução Industrial, está havendo um acúmulo na atmosfera da Terra e contribuindo para o problema do aquecimento global e mudanças climáticas.

ÓXIDOS DE NITROGÊNIO (NOX): dióxido de nitrogênio (NO2) e óxido de nitrogênio  (NO) são poluentes produzidos como resultado indireto da combustão, quando o nitrogênio e o oxigênio do ar reagem juntos. A poluição de óxido de nitrogênio vem de motores de veículos e usinas de energia, e desempenha um papel importante na formação de chuva ácida, ozônio e poluição. Os óxidos de nitrogênio são também "gases de efeito estufa indireto” (que contribuem para o aquecimento global através da produção de ozônio, que é um gás de efeito estufa).

COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS (COVS): Estes produtos químicos (orgânicos) à base de carbono evaporam facilmente a temperaturas e pressões normais, para que eles prontamente se tornem  gases. É precisamente por isso eles são usados como solventes em muitos produtos químicos domésticos diferentes, tais como tintas, ceras, e vernizes. Infelizmente, eles também são uma forma de poluição do ar: acreditamos efeitos a longo prazo (crônica) sobre a saúde das pessoas e elas também desempenham um papel na formação de ozônio e poluição.

MATERIAL PARTICULADO: Estes são os depósitos de fuligem na poluição do ar que enegrecem edifícios e causam dificuldades de respiração. As partículas de tamanhos diferentes são frequentemente referidos pelas letras MP  seguido por um número, de modo que as partículas de fuligem MP10 significa que  menos de 10 mícrons (10 milionésimos de metro ou 10 mícrons  de diâmetro). Nas cidades, a maioria das partículas vem de fumaça do tráfego.

OZÔNIO: Também chamado tri-oxigênio, este é um tipo de gás de oxigênio cujas moléculas são feitas a partir de três átomos de oxigênio unidas entre si (por isso, tem a fórmula química O3), em vez de apenas os dois átomos de oxigênio convencional (O2). Na estratosfera, um grupo de ozônio ( "camada de ozônio") nos protege por triagem de radiação ultravioleta (de alta energia luz azul) irradiando  pelo sol. Ao nível do solo, é um poluente tóxico que pode prejudicar a saúde. Ele se forma quando a luz solar atinge um coquetel de outros tipos de poluição e é um ingrediente-chave do smog  (acúmulo de poluição).

CLOROFLUORCARBONOS (CFCS): Uma vez pensaram que era inofensivo, porém esses gases foram amplamente utilizados em refrigeradores e aerossóis até que se descobriu que eles  destruíam a camada de ozônio da Terra.  .

HIDROCARBONETOS NÃO QUEIMADOS: petróleo e outros combustíveis são feitos de compostos orgânicos à base de cadeias de átomos de carbono e hidrogênio. Quando eles se queimam corretamente, eles são completamente convertido em dióxido de carbono inofensivo e água; quando se queimam de forma incompleta, que pode liberar monóxido de carbono ou flutuar no ar em sua forma não queimada, contribuindo para a poluição atmosférica.

CHUMBO E METAIS PESADOS: Chumbo e outras substâncias tóxicas "metais pesados" podem ser espalhados  no ar como compostos tóxicos ou sob a forma de aerossóis (quando sólidos ou líquidos são dispersos através de gases e transportadas pelo ar ) tais como  fumos de escape e  cinzas em suspensão (resíduos de poeira contaminados ) das chaminés industriais ou incineradores. Fonte: Explain That Stuff

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quarta-feira, outubro 05, 2016

Inspeção e teste de sistemas de proteção contra incêndios

Os sistemas de proteção de incêndio são um fator essencial na redução de perdas potencialmente elevadas, causadas por incêndios em qualquer propriedade. Evidências estatísticas da supressão de fogo por equipamentos de proteção contra incêndios, adequadamente projetados e mantidos, têm comprovado a eficácia desses sistemas. Infelizmente, perdas causadas por grandes  incêndios não controlados decorrentes do mau funcionamento de equipamentos de proteção continuam a ocorrer, em virtude de inspeções e testes insuficientes.

Alguns dos problemas recorrentes que continuamos a enfrentar, causados por deficiências em inspeções, incluem:
■Fechamento não detectado de válvulas de controle de sistemas de sprinklers
■Bombas de incêndio inoperantes
■Tanques de abastecimento de água vazios
■Mau funcionamento de equipamentos especiais de supressão
■Portas corta-fogo inoperantes ou obstruídas
■Sistemas de detecção inoperantes
■Alarmes inoperantes
■Válvulas de controle de sprinklers inoperantes

A direção/gerência de unidade/fábrica deverá adotar uma abordagem firme para estabelecer um programa de inspeções, testes e manutenção periódicos dos equipamentos de proteção contra incêndios, em um esforço de manter a confiabilidade operacional dos sistemas contra incêndios.
A direção deverá considerar programa documentado de inspeção da proteção contra incêndios, como parte das operações continuamente eficientes da unidade industrial. A alta direção deverá estabelecer uma política determinando um programa de auto inspeção em cada unidade.

Os procedimentos desenvolvidos a seguir, poderão servir como um roteiro para a empresa  desenvolver o seu próprio sistema. Estes procedimentos fornecem uma visão geral dos principais requisitos de inspeção, testes e manutenção das diversas normas ABNT/NFPA/Corpo de Bombeiros que se aplicam aos sistemas de supressão de incêndios. Para conhecer a íntegra dos requisitos, consultar as normas aplicáveis.
Os procedimentos oferecem  uma visão geral das diversas inspeções que deverão ser executadas.

PROCEDIMENTOS DE INSPEÇÃO

1. VÁLVULAS DE CONTROLE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
Isto inclui todas as válvulas de controle do sistema de sprinklers, válvulas de controle de abastecimento de água e das bombas de incêndio, e demais válvulas do sistema.
a. Todas as válvulas individuais deverão ser inspecionadas visualmente se estiverem lacradas.
Se as válvulas estiverem travadas abertas ou contarem com supervisão eletrônica, a inspeção poderá ser feita mensalmente.
b. Todas as válvulas deverão ser inspecionadas para verificar se estão “travadas” na posição aberta; o formulário de inspeção deverá ser assinalado de
acordo.
c. Quando uma válvula de controle for encontrada destravada, ela deverá ser testada fisicamente, girando-a até a posição completamente aberta e executando-se um teste do dreno principal, geralmente a jusante da válvula, para verificar se está completamente aberta. A válvula deverá então ser travada. Deve-se lembrar de que todas as válvulas deverão ser lacradas se não tiverem uma trava.
d. Se uma válvula de controle for encontrada fechada, o motivo deverá ser determinado. Se nenhum problema for determinado, a válvula deverá ser aberta, um teste de dreno de 2” (5,08 cm) deverá ser realizado e a válvula deverá ser travada. O motivo de a válvula estar fechada deverá ser investigada.
OBS.: As chaves de válvula para caixas de registro de recalque deverão estar disponíveis em local acessível na unidade industrial.

2. BOMBAS DE INCÊNDIO
Para fins de documentação identificar cada bomba pelo número de série e sua localização.
Cada bomba deve ser ligada automaticamente por queda de pressão.
■com motores à combustão devem ser operadas por pelo menos 30  minutos por semana;
■ bombas de incêndio com motores elétricos devem ser operadas por no mínimo 10 minutos por semana;

a.Teste anual de desempenho das bombas de incêndio
Deverá incluir todas as bombas de incêndio e bombas de reforço.
a Todos os alarmes de supervisão dos controladores das bombas deverão ser testados para condições como falta de energia e/ou se a chave principal do controlador foi desligada ou passada para a posição manual.
b. Testar os alarmes de problemas do controlador do acionamento por motor de combustão interna:
1. Falha no arranque
2. Excesso de rotação do motor
3. Pressão baixa do óleo
4. Temperatura elevada da água de resfriamento
5. Falha da bateria
OBS.: Consultar o Manual de Operação do fabricante do controlador para obter os métodos de teste do alarme.
d. A manutenção da bomba de incêndio deverá ser executada de acordo com os requisitos da Norma, do fabricante da bomba e do fabricante do controlador da bomba.

3. TANQUES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Cada tanque deverá ser identificado por sua localização ou número.
Nos tanques não equipados com alarmes de nível de água o nível de água em cada tanque deverá ser verificado através do indicador de nível ou pelo transbordamento do tanque. Para tanques providos com alarmes de nível de água conectados a um local constantemente assistido, a inspeção do nível do tanque poderá ser feita trimestralmente.
A parte externa do tanque, sua estrutura de suporte, a fundação dos respiros e passarelas ou escadas, onde houver, deverão ser visualmente inspecionadas para identificação de sinais de danos, enfraquecimento ou oxidação. O tanque deverá estar livre de materiais armazenados, lixo, vegetação rasteira ou outros riscos de incêndio.

4. ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA
Verificar se a rede pública de abastecimento está em pleno funcionamento. A maior preocupação é assegurar que todas as válvulas de controle do reservatório local estejam abertas e lacradas. Caso a confiabilidade do abastecimento local de água não seja confiável em virtude
de grandes flutuações de pressão, sejam elas sazonais ou periódicas, um manômetro de pressão estática deverá ser instalado no conjunto de válvula de retenção, no lado conectado ao reservatório da rede pública de abastecimento de água. Leituras de pressão anormalmente baixas deverão ser registradas no formulário de relatório, e essa condição deverá ser levada à atenção da concessionária de água para que possa ser sanada.
Se as válvulas no reservatório local estiverem travadas na posição aberta, esta inspeção poderá ser feita mensalmente.

5. SISTEMAS DE SPRINKLERS, SISTEMAS DE ASPERSÃO DE ÁGUA
Inspecionar os medidores nos sistemas de tubulação seca, pré-ação e de dilúvio, para assegurar que as pressões de ar e água sejam corretas. Todos os problemas constatados durante a inspeção deverão ser anotados e corrigidos prontamente.
Inspecionar todos os dispositivos de alarme de fluxo de água para confirmar que estejam isentos de danos físicos.
Testar os dispositivos mecânicos de fluxo de água (gongos hidráulicos).
Testes do dreno principal de 2” (5,08 cm) deverão ser realizados em todos os sistemas de sprinklers e de aspersão de água.
Para confirmar que as válvulas de controle do sistema estejam na posição completamente aberta, a válvula de dreno do sistema de 2” deverá ser aberta e a pressão deverá ser registrada. As válvulas de dreno deverão então ser lentamente fechadas para evitar a criação de um golpe de aríete em decorrência de um surto de pressão. A pressão estática na coluna deverá então ser registrada. A pressão estática poderá variar ligeiramente em relação à pressão de testes anteriores, em virtude de flutuações normais no consumo de água da rede. A diferença entre as
pressões estática e sob vazão registradas representa a perda de carga por atrito na tubulação entre a fonte de abastecimento de água e a conexão do manômetro na coluna, com a água sendo
descarregada através da válvula de dreno de 2” (5,08 cm) completamente aberta.
Se a pressão estática não retornar ao normal, ou se a pressão diferencial aumentar significativamente em relação a registros anteriores, a causa deverá ser determinada e medidas corretivas deverão ser aplicadas imediatamente. Os motivos para uma situação dessas podem ser uma válvula de controle parcialmente fechada ou uma obstrução na tubulação subterrânea.

6. SISTEMAS DE EXTINÇÃO ESPECIAIS
Identificar todos os sistemas de extinção especiais pelo número do sistema e o risco contra o qual protegem.
a. Sistemas de extinção com dióxido de carbono – Verificar se o indicador de nível de líquido nos sistemas de baixa pressão mostra a quantidade mínima de agente no tanque.
1. Inspecionar para assegurar que os cilindros de alta pressão estejam posicionados e corretamente presos.
2. Para o armazenamento a baixa pressão, deve-se inspecionar os seguintes elementos:
a. O manômetro deve indicar pressão normal
b. A válvula de bloqueio do tanque deve estar aberta e a válvula piloto de suprimento de pressão piloto deve estar aberta.
c. O indicador de nível do líquido deve ser observado. Se, a qualquer momento, um contêiner apresentar uma perda superior a 10%, ele deverá ser recarregado, a menos que os requisitos mínimos de gás ainda estejam sendo atendidos.
3. O armazenamento de dióxido de carbono deve estar conectado à tubulação de descarga e aos atuadores.
4. Todos os atuadores manuais devem estar instalados e os lacres de violação, intactos.
5. Os bocais devem estar conectados, corretamente alinhados e isentos de obstruções e material estranho.
6 Os detectores devem estar instalados e isentos de materiais estranhos ou obstruções.
7 O painel de controle do sistema deve estar conectado e indicando condição “normal‑preparado”.

b. Os sistemas de detecção de fagulhas e de detecção/supressão de fagulhas deverão passar por uma inspeção física das lentes e confirmação da ausência de obstruções. O sensor deverá ser verificado para se certificar de que não apresenta danos físicos.
Os sistemas de prevenção contra explosões deverão ser inspecionados e testados por pessoal qualificado.
Obs.: Em equipamentos “críticos para a produção”, o sistema de detecção de fagulhas deverá ser inspecionado diariamente.

c. sistemas de extinção com agente limpo
Os compartimentos dos sistemas de inundação total deverão ser inspecionados quanto a infiltrações que tenham ocorrido e possam causar a concentração do agente dentro do compartimento. Todas as infiltrações constatadas deverão ser fechadas para manter a integridade do compartimento.

7. ABRIGO PARA MANGUEIRAS
Identificar a localização e a conexão de cada mangueira interna. Em cada conexão de mangueira interna, o bocal ajustável de aspersão deverá estar montado, e a mangueira deverá estar corretamente colocada no abrigo para mangueiras e conectada à tubulação de abastecimento. É importante determinar que todas as conexões das mangueiras estejam em pleno funcionamento, prontamente acessíveis e que as mangueiras e os bocais se encontrem em bom estado.
A mangueira deverá ser testada hidrostaticamente de acordo com os requisitos da Norma para inspeção, cuidados e uso, acoplamentos e bocais; e testes de mangueiras de incêndio em serviço.
Isto se aplica às mangueiras que são usadas em abrigos para mangueiras, carretéis, suportes de
parede ou veículos usados pela brigada de incêndio ou organização de emergência de instalações industriais.

8. HIDRANTES, BOCAIS DE CANHÕES MONITORES E REDES PARTICULARES DE INCÊNDIO
a. As caixas para mangueiras deverão ser inspecionadas para determinar o funcionamento
adequado e se os equipamentos estão instalados e em boas condições.
b. As conexões do Corpo de Bombeiros, registros de recalque , deverão ser inspecionadas quanto ao seguinte:
1. Os registros de recalques devem estar visíveis, sinalizados e acessíveis.
2. Os acoplamentos dos registros de recalques não devem estar danificados.
3. Os bujões ou tampas dos registros devem estar instalados e sem danos. (Nos registros que utilizam tampas, estas devem ser removidas e inspecionar seus  interiores quanto as obstruções.)
A rede de água de incêndio deverá passar por um teste de vazão a cada 5 (cinco) anos, sendo seus resultados comparados aos dos testes anteriores para determinar se ocorreu alguma deterioração no sistema.
Os bocais monitores deverão ser inspecionados para identificação de vazamentos, danos físicos e corrosão. Os reparos necessários deverão ser feitos.
Manutenção: Hidrantes, bocais de canhões monitores e redes de incêndio
a. Os hidrantes deverão ser completamente abertos e enxaguados, as roscas das mangueiras lubrificadas com grafite e as tampas de hidrantes faltantes deverão ser repostas.
b. Os canhões monitores deverão ser abertos completamente. Os canhões monitores deverão
oscilar e ser movimentados em sua faixa completa de operação para assegurar as condições operacionais apropriadas.
c. Os hidrantes e canhões monitores deverão ser completamente lubrificados.
Consultar as Normas ABNT/Corpo de Bombeiros/NFPA para verificar os requisitos adicionais.

9. EXTINTORES DE INCÊNDIO PORTÁTEIS
Extintores de incêndio portáteis e sobre rodas deverão ser inspecionados para assegurar que estejam acessíveis e corretamente posicionados e em boas condições de manutenção. Todos os extintores deverão estar adequadamente carregados e com etiquetas afixadas, indicando terem recebido manutenção no último ano.
Recomenda-se disponibilizar uma planta indicando a localização e o tipo das unidades, para garantir que todas elas sejam inspecionadas.
Os extintores de incêndio portáteis deverão passar por manutenção anual, realizada por pessoal autorizado. Uma etiqueta deverá ser afixada em cada unidade, indicando a data da manutenção anual e a data do próximo teste hidrostático requerido.

10. PORTAS CORTA-FOGO, PORTAS/JANELAS CORTA-FOGO DE ENROLAR E DAMPERS CORTA-FOGO
a. Inspecionar visualmente se todas as portas corta-fogo e portas/janelas corta-fogo de enrolar estão funcionando e livres de obstruções (ou seja, se não existe armazenamento temporária obstruindo a passagem) que possam impedir o fechamento adequado da porta em caso de uma emergência de incêndio.
b. O revestimento metálico e todas as ferragens das portas corta-fogo deverão ser inspecionados, incluindo fechos e guias. Será necessário inspecionar os fusíveis de disparo para assegurar que não tenham tinta/pintura ou outros materiais estranhos que poderiam retardar sua operação.

Teste - Portas corta-fogo, portas/janelas corta-fogo de enrolar e dampers corta-fogo
a. O teste das portas corta-fogo deverá ser conduzido para cada fechamento automático das portas, erguendo-se fisicamente os contrapesos, desconectando-se ou cortando-se os fusíveis de disparo e/ou testando-se os mecanismos automáticos de detecção e liberação. Este teste costuma ser chamado de teste de queda ou ativação.
b. Os dampers corta-fogo deverão ser inspecionados 1(um) ano após a instalação, de acordo com os requisitos da Norma. Posteriormente, os testes dos dampers corta-fogo deverão ser realizados a cada 4 (quatro) anos.

11. SISTEMAS DE DETECÇÃO AUTOMÁTICA DE INCÊNDIO, DE DETECÇÃO DE GÁS E DE ALARME DE INCÊNDIO
A inspeção e o teste semanais dos sistemas de detecção automática de incêndio, de alarme manual de incêndio e de detecção de gás deverão ser feitas de acordo com os requisitos da norma NFPA/ABNT, por pessoal qualificado.

12. SISTEMAS DE ÁGUA NEBULIZADA
a. Testar semanalmente as bombas do sistema de água nebulizada.
b. Inspecionar o sistema de pressurização de ar quando não for supervisionado eletronicamente, e ligar o compressor.
c. Verificar visualmente se as válvulas estão travadas na posição aberta, caso não sejam supervisionadas eletronicamente.
Inspecionar- Sistemas de Água Nebulizada
a. Inspecionar a pressão da fonte de abastecimento de água.
b. Inspecionar o nível do tanque de armazenamento de água quando provido de supervisão.
c. Inspecionar o nível de água do cilindro de alta pressão.
d. Inspecionar os níveis de água do tanque de recirculação quando provido de supervisão eletrônica.
e. Inspecionar as pressões dos cilindros de gás comprimido quando forem providos por supervisão eletrônica.
f. Inspecionar toda tubulação associada às válvulas de alívio.

ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA:
Durante a visita de inspeção semanal, toda a unidade deverá ser verificada quanto a problemas de organização e limpeza, bem como quanto ao controle de perigos comuns, como descuido ao fumar, trapos embebidos em óleo, líquidos inflamáveis armazenados incorretamente, painéis de distribuição elétrica obstruídos, armazenamento de combustíveis em salas elétricas, etc. As falhas deverão ser registradas no relatório e corrigidas.

COMPROMETIMENTOS:
Qualquer comprometimento da proteção contra incêndios constatados durante inspeções ou testes deverá ser imediatamente informado à Diretoria/Gerência. Fonte: AIG Global Property

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posted by ACCA@3:21 PM

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