Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Perdeu o controle da empilhadeira
Na Rússia, um operador de empilhadeira perdeu controle do veiculo e estava sob influencia de álcool ao volante. O operador manobrando a empilhadeira de marcha ré bateu na estrutura de prateleiras de armazenamento de milhares de garrafas de conhaque e vodca. Com a colisão houve uma reação em cadeia das estantes de prateleiras, caindo todas em questões de segundos. O acidente deixou a rede varejista com prejuízo de estimado de 150 mil dólares.
Vídeo:
Comentário: Os acidentes com empilhadeiras perfazem aproximadamente 1% dos acidentes industriais, mas eles produzem danos terríveis em 10% das vítimas. As empilhadeiras causam quase 10.000 ferimentos ao ano.
Nota-se no vídeo que o layout do local de trabalho contribui para acidentes com empilhadeiras com corredores abarrotados de mercadorias e desorganizados
A OSHA estima; ■ que há 68.400 acidentes por ano, envolvendo equipamentos industriais. ■ aproximadamente 90.000 trabalhadores sofrem algum tipo de ferimento nestes acidentes, resultando; a-em perda de dias de trabalho, b- reclamações trabalhistas (indenizações), c-perda de produtividade e não mencionando danos infligidos nos equipamentos e nas instalações. d- quase 100 pessoas perdem suas vidas a cada ano nestes acidentes.
Como acontecem os acidentes 1.Cerca de 26% dos acidentes de empilhadeiras são resultados de tombamento. 2. 14% dos acidentes de empilhadeiras são o resultado de uma carga ou queda de objeto caindo num trabalhador. 3. 18% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando um empregado caminhando ou outras pessoas são atingidas por uma empilhadeira. 4. 14% dos acidentes de empilhadeira ocorrem porque a empilhadeira é usada inadequadamente para transportar trabalhadores. 5. 3% dos acidentes de empilhadeiras ocorrem porque o operador perdeu o controle do veículo. 6. 7% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando a empilhadeira é operada nas docas de carregamento. Fonte: OSHA (Occupational Safety & Health Administration)
A pessoa sob influencia do álcool prejudica a condução do veículo, como: ■ Audácia incontrolada: Sensação de bem-estar e de otimismo, com a conseqüente tendência para sobrevalorizar as próprias capacidades, quando, na realidade, estas já se encontram diminuídas. ■ Reduz a acuidade visual; A visão é prejudicada, ficando o condutor incapaz de avaliar corretamente as distâncias e as velocidades. ■ Perturbação das capacidades perceptivas; 1) Aumento do tempo de reação Em caso de necessidade de efetuar uma frenagem brusca devido, por exemplo, ao aparecimento de um obstáculo imprevisível na faixa de rolamento, a alcoolemia torna mais lento o processo de identificação, aumentando o tempo de reação e provocando, conseqüentemente, um alongamento da distância de frenagem do veículo. 2) Diminuição da resistência à fadiga: O álcool desempenha um verdadeiro papel de analgésico ao nível dos centros nervosos e se, numa determinada fase, pode contribuir para criar um estado de euforia, este é, posteriormente, substituído por uma fadiga intensa que pode chegar até ao entorpecimento. ■ O álcool e a coordenação psicomotora Sob o efeito do álcool, a coordenação psicomotora do motorista é afetada, podendo traduzir-se em frenagens bruscas e desnecessárias, mudança brusca de direção, etc.
De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde da Rússia, um russo consome quase 18 litros de álcool puro por ano. Essa quantidade é bem maior que os oito litros anuais considerados saudáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O alcoolismo na Rússia é considerado como calamidade pública.
Avião é capaz de realizar manobras acrobáticas de alta complexidade
A UFMG apresentou, na quarta-feira, 14 de outubro de 2009. a aeronave CEA-309 Mehari, projetada e construída no Centro de Estudos Aeronáuticos da Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG. O protótipo foi feito para ser utilizado em competições de acrobacias aéreas, e é o primeiro avião brasileiro capaz de competir na categoria ''ilimitada'', a mais elevada categoria neste tipo de competição, similar ao que a Fórmula 1 representa no automobilismo.
Capaz de realizar manobras ousadas como piruetas, loopings e rasantes, o Mehari é o primeiro avião brasileiro capaz de voar na classe “ilimitada”, a categoria mais elevada das competições de acrobacias aéreas - algo similar ao que a Fórmula 1 representa para as corridas automobilísticas.
O coordenador do projeto e professor de Engenharia Aeronáutica da UFMG, Paulo Iscold, explica que o Mehari foi projetado para executar manobras extremamente complexas, atingindo até 400º por segundo e 430 km/h. “É um protótipo desenvolvido para competir em nível internacional”, afirma.
O projeto do Mehari levou sete anos para ser concretizado. A iniciativa privada arcou com os custos de produção do avião, avaliados em cerca de 300 mil dólares, e coube à UFMG disponibilizar o know-how e a mão de obra para a construção A redução do custo operacional foi uma das idéias principais do Mehari. A utilização de um motor de quatro cilindros no lugar do de seis, tradicionalmente utilizado em aeronaves de categoria ilimitada, foi fundamental, chegando a reduzir quase 50% do valor. Além disso, a estrutura de fibra de carbono normalmente utilizada nesse tipo de avião foi substituída por outros materiais como aço-cromolibdênio e madeira frejó, reduzindo o custo sem prejudicar o desempenho. "Conseguimos reduzir este gasto em cerca de 50%, sobretudo no consumo de gasolina e em alguns insumos de manutenção como óleo e pneus", explica o professor Paulo Scold, coordenador do projeto.
Com essa redução, dentro de 1 ano o Brasil já terá condições de participar de competições internacionais e, com o treinamento adequado, daqui a três anos o país pode tentar o pódio em alguma destas competições. "Apesar de termos uma indústria aeronáutica forte, do ponto de vista do esporte aéreo ainda somos pouco relevantes, sobretudo na acrobacia. O fato de a gente ter desenvolvido este avião no Brasil, e de ele ter apoio de empresas nacionais e estrangeiras, mostra que essas empresas já estão acreditando na nossa credibilidade", comemorou Scold.
O projeto O desenvolvimento do Mehari teve início há aproximadamente seis anos, quando Iscold apresentou ao piloto de testes e financiador do projeto, Marcos Geraldi, a proposta de construir um avião de categoria ilimitada com o custo operacional da categoria intermediária. Nove professores e cerca de 30 alunos da UFMG participaram da elaboração e da construção da aeronave. Coordenados pelo professor Paulo Iscold e por outros membros do CEA, os alunos colaboram na concepção da aeronave realizando cálculos, fazendo desenhos e construindo sua estrutura.
Para Paulo Iscold, “a participação dos alunos é muito importante tanto para a formação acadêmica deles quanto para o desenvolvimento do projeto. Aqui, eles desenvolvem responsabilidade técnica, capacidade de administrar recursos e de trabalhar em equipe, senso de empreendedorismo e criatividade”.
Fonte: Portal UAI - quarta-feira 14 de outubro de 2009
Comentário: O que é CEA? O Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) é um grupo de pesquisa parte do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais que tem a função reunir e apoiar todas as atividades de pesquisa e ensino desenvolvidas pelos professores e alunos da ênfase em Engenharia Aeronáutica da UFMG. Dentre estas atividades, uma destaca o CEA e o Curso de Engenharia Aeronáutica da UFMG dos outros cursos brasileiros: o desenvolvimento e operação de protótipos de aeronaves. Atualmente já são 5 protótipos completamente desenvolvidos no CEA. Esta prática, aconselhada por diversos projetistas e adotada ha anos nas universidades alemãs (através dos akafliegs), apresenta diversas vantagens no ensino da engenharia: criatividade de projeto, capacidade de concretização de idéias, prática no gerenciamento de recursos, ligação entre o projeto e a construção, trabalhos em equipe, responsabilidade no trabalho dentre diversas outras capacidades que podem ser exploradas neste ramo da engenharia.
Com poucos recursos a Universidade e a iniciativa privada produziram um avião acrobático que teve a participação de estudantes e professores. Essa sinergia de envolvimento de estudantes e professores para um projeto com finalidade prática envolveu aquisição de conhecimento, produzir e desenvolver projeto com limitação de investimento, organização e trabalho em equipe. É um autêntico projeto industrial que pouquíssimos estudantes tem essa oportunidade de colocar em prática os conhecimentos teóricos diante de limitações de recursos ou efetuar o projeto conforme o recurso disponível. Isso é um exemplo que a Universidade pode fazer e oferecer, conhecimento teórico, pesquisa e transformar em tecnologia aplicada.
Segundo o Banco Mundial, o Brasil investe só 1,02% de seu PIB em pesquisa. E, no último levantamento do Fórum Econômico Mundial, ficamos na 59ª posição em um ranking de 175 nações que conseguem aproveitar novas tecnologias para aumentar a eficiência de suas economias. O investimento em C&T é vital para aumentar o valor agregado de produto e como conseqüência a produtividade. O desenvolvimento tecnológico depende do projeto de desenvolvimento industrial e o Brasil não tem uma política industrial de longo prazo. Falta uma política industrial acoplada a uma política de ciência, tecnologia e inovação.
O salto no espaço do segundo andar era para mostrar as vantagens de um sistema de evacuação em altura em caso de incêndio acabou numa falha do equipamento.
Equipamento AMSPI abreviação de Aparelho Mecânico para o Salvamento de Pessoas em Incêndios, ganhou três prêmios de feiras de patentes e inventos de reconhecido prestígio internacional. Nos últimos meses, foi submetido a diversos testes, como o demonstram os vídeos que a empresa mantém em sua página web e no canal de vídeos YouTube.
O equipamento facilita a evacuação e o salvamento de pessoa que se vêem presas em conseqüência do fogo em edifícios. Seu funcionamento se baseia num braço mecânico com um cabo que se fixa na fachada, na varanda ou numa janela, e que posteriormente é conectado a um cinto de segurança e o sistema controla a descida (desacelera).
Para escapar das chamas que ameacem o imóvel ou de uma possível intoxicação só é necessário colocar um cinto de segurança e deixar cair. O sistema permite a quem o utilize descer até ficar a poucos metros do solo, já a salvo e a uma distância que os bombeiros possam resgatar. Teste No dia anterior da simulação prevista o equipamento foi testado no local. Nesse dia, utilizaram tambores de diferentes pesos e também com várias pessoas, entre as se encontrava o mesmo trabalhador que acidentou-se na simulação.
O incidente incomum aconteceu minutos antes das onze horas da manhã de quarta-feira, 4 de novembro. Tudo aconteceu diante das câmaras convidadas para exibição e de dezenas de curiosos. J. C. D. R., de 39 anos, trabalhador da empresa AMSPI, lançou-se do segundo andar do hotel Amara de San Sebastián, Espanha, que simulava ser um hóspede do hotel ameaçado pelo fogo.
Com cinto de segurança conectado a um conjunto de peças de aço inoxidável mecanizada instalado no terraço, caiu de uma altura de 16 metros sem ao menos ativar o mecanismo de bloqueio que devia desacelerar a sua descida. A descida, que devia realizar-se em 10 segundos, ocorreu em pouco mais de 3 s.
Vítima: Os responsáveis do equipamento, estavam tão convencidos de que tudo iria correr bem, que nem sequer tinha no local uma ambulância para caso de emergência. O trabalhador ferido foi atendido na calçada do estabelecimento hoteleiro por pessoal de saúde da DYA e posteriormente foi levado para um hospital de San Sebastián, onde foi diagnosticado fratura do tornozelo esquerdo e dos calcanhares.
Causa O inventor e responsável pela empresa Joaquín Tamayo disse num primeiro momento desconhecer as razões do acidente
Investigação A policia lacrou o equipamento e está investigando o acidente.
■ As abelhas polinizam um terço das nossas culturas ao redor do mundo ■ Colapso de colônias de abelhas representa grave ameaça para as colheitas futuras. ■ Caso de desaparecimento de abelhas atraiu a imaginação do público. ■ Alguns atribuem o declínio à utilização de determinados pesticidas agrícolas
Em todo o mundo, as abelhas estão morrendo aos milhões e há algo nessa tragédia, misterioso silêncio que tomou conta da consciência pública. Desde Pennsylvanian, David Hackenberg identificou pela primeira vez o problema de Transtorno do Colapso da Colônia de Abelha (Colony Collapse Disorder -CCD) em 2004/2005, os apicultores de todo o mundo têm encontrado suas colméias de repente vazias.
As abelhas polinizam um terço das nossas culturas e sem a sua ajuda a nossa dieta seria muito diferente. Não só as pessoas estão preocupadas, mas o declínio foi de algum modo torna-se uma ampla metáfora para a nossa relação com o ambiente. Percebendo que havia algo muito errado, dois documentaristas decidiram investigar o problema e o resultado é o novo filme, "Desaparecimento das Abelhas". "Eu descobri sobre CCD de um amigo e imediatamente foi para casa e pesquisei na internet para saber mais sobre isso", George Langworthy, co-diretor do filme, disse à CNN.
"Eu estava imediatamente atraído pelos aspectos misteriosos e global do problema. Eu sabia que tinha que fazer algo sobre isso." Durante dois anos, os cineastas cruzaram o mundo conversando com apicultores na tentativa de identificar a causa.
O filme inicia-se no interior da Austrália com os homens com vestuários de proteções brancas e brilhantes, produzindo fumaça nas colméias, separando e colocando as abelhas em caixas pequenas. As milhares de pequenas criaturas são depois transportadas em um avião 747 e cruzam o globo até Califórnia, onde elas serão usadas para ajudar a polinizar as plantações.
Monocultura Esta situação imaginável tornou-se necessária porque uma agricultura moderna e mecanizada baseia-se em vastas monoculturas - dezenas, talvez centenas de hectares de uma única cultura. Porque estas culturas só florescem uma vez, não há nada para as abelhas alimentarem a maior parte do ano, mas elas ainda são vitais para a polinização, assim os agricultores têm de despachar as colméias para polinizar as lavouras e alugá-las por até US $ 200 por semana.
Agronegócio É neste contexto de agricultura fortemente industrializado que as abelhas começaram a morrer. A princípio ninguém tinha certeza qual era a causa. Era uma nova doença? Ou infestação com o ácaro parasita Varroa? Seria porque as abelhas estavam estressadas por serem enviados ao redor do mundo? Eram antenas de telefonia celular? Ou apenas má apicultura? Foi imaginado até terrorismo? O filme examina a evidência para este emaranhado confuso de teorias, mas em última análise, estabelece outra causa distinta: pesticidas.
Monocultura e agrotóxico Monoculturas agrícolas dependem de grandes quantidades de insumos químicos para ficar fértil e livre de pragas. Enormes áreas da mesma cultura são extremamente atraentes para as pragas que se alimentam deles, e muitas dos registros e equilíbrios naturais fornecidas por predadores em ecossistemas mais equilibrados não existem, ou seja, os produtos químicos são a única forma de evitar grandes perdas.
Neonicotinóides Estes pesticidas não se destinam a matar as abelhas. Mas, segundo os cineastas, em torno da morte de abelhas, mais tarde começaram a ser relatados, um novo tipo pesticida sistêmico baseado em neonicotinóides produzido pela Bayer Crop Science e empresas de agroquímicos e utilizado pelos agricultores. O novo pesticida ou é colocado na semente, e permanece na planta para o ciclo de vida, ou é entregue através de sistemas de irrigação. Ambos os responsáveis do "Desaparecimento das Abelhas" e muitos apicultores acreditam que é o cerne do problema.
Embora os testes da Bayer confirmaram que os produtos químicos não são tóxicos para as abelhas, a curto prazo, de acordo com os cineastas e apicultores entrevistados para o documentário "Desaparecimento das abelhas", os impactos de longo prazo não foram estudados, nem os efeitos da combinação residuais de pesticidas, sendo encontrados nas colméias.
A conclusão do filme é que estas toxinas nervosas estão enfraquecendo e confundindo as abelhas, interrompendo o seu sentido de direção, deixando-os vulneráveis a doenças e infecções - e é por isso que eles estão morrendo. "Pessoalmente, gostaria de explicar que não é apenas um tipo específico de inseticida que é responsável pelo CCD, mais um sistema inteiro de cultivo", disse George Langworthy.
"Eu acho que é a nossa mentalidade, que é o problema, a idéia de que, se não usar todos esses produtos químicos tóxicos, então não será capaz de cultivar alimentos, e isso é completamente falso. O problema de tudo isto, é que você tem estas grandes empresas que trabalham para tentar convencer-nos que não podemos passar sem os seus produtos."
Completando o documentário e trazendo essas idéias para o público tornou-se uma cruzada pessoal para os cineastas.
"O filme mudou completamente coloca-nos em dívida", disse o diretor do filme Maryam Henein, à CNN. " George Langworthy está à beira da falência, e eu não ganhei um centavo em três meses.
"Agora, não sabemos como vamos pagar a dívida. Portanto, o sucesso é muito agridoce: temos uma versão teatral no Reino Unido e tivemos essa grande estréia, mas depois, cada dia é fácil de ser temeroso. "
No Reino Unido o filme foi distribuído pelo Banco Cooperativo e Dogwoof, cuja parceria visa ajudar a levar produção de filmes de consciência social para um grande público.
A empresa varejista do Reino Unido Co-Operative Alimentos já proibiu agrotóxicos neonicotinóides em seus produtos frescos de marca própria, e convidou o Governo a financiar pesquisas sobre seus efeitos. Mas a equipe do "Desaparecimento das Abelhas" ainda espera mais apoio "para levar esta mensagem para o resto do mundo", sobretudo para os Estados Unidos.
Apesar da dimensão do problema George Langworthy permanece seguro que a mudança é possível e insiste que o filme tem uma mensagem positiva.
"Fez-me mais otimista sobre a capacidade das pessoas para produzir mudança no mundo", ele disse. "O público em geral pode tornar-se consciente dessas questões e fazer algo sobre ele.
"Foi muito inspirador, pois as pessoas estão preocupadas com as abelhas e as pessoas podem realmente fazer a diferença, ao comer um alimento mais saudável - o que é melhor para eles - e plantar em seu jardim - o que é uma coisa maravilhosa para fazer. Podem realmente ver a diferença na frente de seus olhos em oposição a coisas abstratas na floresta ou a camada de ozônio ". Henein espera que o filme agirá como um catalisador para mudanças muito mais ampla na sociedade. "A maneira que vivemos e os sistemas ao nosso redor estão desatualizados e obsoletos", ele disse.
"Eu sou uma pessoa espiritual e eu realmente acredito que estamos à beira de um novo paradigma, e temos que ser a mudança que queremos ver. Levará alguns sacrifícios e não será fácil, mas realmente começa com a gente.
Precisamos aprender com as abelhas - que trabalham na unidade comum e que é uma lição para todos nós. "Estamos em uma bifurcação na estrada, e você tem que decidir se vai fazer parte das pessoas que são positivas e queremos viver além do medo, ou você simplesmente vai viver em uma caixa?"
Fonte: CNN News - October 24, 2009
Comentário: O que acontece no Mundo 1-Morte misteriosa de abelhas chega ao Reino Unido Um problema que atinge os Estados Unidos desde o final do ano passado parece ter chegado ao Reino Unido. Especialistas do governo britânico estudam as possíveis causas para a misteriosa morte de abelhas no país, especialmente nos arredores de Londres. Os apicultores afirmam que, ao todo, já perderam mais de 10% das colônias de abelhas. John Chapple, presidente da Associação de Apicultores de Londres, disse que os produtores dessa região perderam entre 50% a 75% de suas colônias.
2- Em 2007, em 25 estados americanos, os apicultores perderam também de 50% a 90% de suas produções em função de uma doença misteriosa chamada de "transtorno do colapso da colônia". As abelhas abandonam de repente suas colônias e morrem logo depois. Pesquisadores acreditam que essa mesma doença pode ter chegado ao Reino Unido.
3-Morte misteriosa de abelhas atinge também Taiwan Em abril de 2007, os fazendeiros de Taiwan têm reclamado do desaparecimento em massa desses insetos. Cerca de 10 milhões de abelhas já sumiram em Taiwan. Um criador de abelhas afirmou que 6 milhões de insetos desapareceram "sem motivo" e outro afirmou que 80 de suas 200 caixas de abelhas ficaram vazias. Os criadores de abelha normalmente deixam as abelhas saírem de suas caixas para que possam polinizar plantas e, normalmente, eles tomam o caminho de volta para seus donos sem problemas. Porém, muitas das abelhas não têm retornado nos últimos dois meses. Cientistas disseram o problema pode estar sendo causado pelo uso de pesticidas e pela temperatura incomum para esta época do ano - entre menos de 20°C para mais de 30°C em poucos dias. "É claramente possível ver a mudança climática em Taiwan", disse o entomologista Yang Ping-shih, da Universidade Nacional de Taiwan.
4- Em 2008, Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas O Governo alemão proibiu, provisoriamente, a classe de pesticidas neonicotinóides, conclusivamente ligados ao maciço desaparecimento de abelhas. “É uma emergência real”, disse Manfred Hederer, presidente da Associação dos Apicultores Profissionais da Alemanha, referindo-se ao colapso da população de abelhas no estado de Baden-Württemberg. “Cinqüenta para 60% das abelhas já morreram, em média e alguns apicultores perderam todas as suas colméias.” Pesquisadores do governo estudaram abelhas mortas e descobriram 99% de contaminação com o pesticida clothianidin, produzido pela Bayer. Os pesticidas haviam sido aplicados às sementes de colza, na vizinha região do vale do rio Reno. Clothianidin é um pesticida da “família” neonicotinóides. Esta classe de substâncias químicas é aplicada às sementes e, em seguida, se espalha em todos os tecidos da planta. Com base em nicotina, os neonicotinóides são tóxicos para os sistemas nervosos de qualquer inseto que entra em contato com eles. A Bayer culpou a morte de abelhas pela aplicação abusiva do pesticida, que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) classifica como “altamente tóxico” para as abelhas. A indústria de agrotóxicos, como exemplificado pela Bayer, tradicionalmente “culpa” os agricultores pelo uso abusivo ou descuidado, na tentativa de eximir-se de qualquer responsabilidade, inclusive pela contaminação dos agricultores e trabalhadores agrícolas.
As abelhas prestam um serviço de polinização, estimado em bilhões de dólares, de fundamental importância para a agricultura, razão da rápida e dura reação do governo alemão.
5- Em 2008, a Itália proíbe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas O “Ministero del Lavoro della Salute e delle Politiche Sociali” determinou a imediata suspensão da aplicação de diversos neonicotinóides no tratamento de sementes. Foram suspensos os produtos clothianidin, imidacloprid, fipronil ethiamethoxam. Em paralelo à proibição, o governo italiano iniciou um programa de avaliação e monitoramento das causas do recente colapso de colônias, matando milhões de abelhas. . Os neonicotinóides clothianidin and imidacloprid já haviam sido proibidos na Alemanha e Eslovênia em maio passado. A França já havia proibido a aplicação em girassóis desde 1999. As duas substância são produzidas pela Bayer CropScience e, em 2007, geraram uma receita de 800 milhões de euros.
6- Aproximadamente 15% da comida que os norte-americanos consomem vem diretamente da polinização das abelhas domésticas. Outros 15% vêm de animais que consomem alimentos que as abelhas polinizam. Em outras palavras, quase um terço da comida que os norte-americanos consomem atualmente precisa da polinização.
Na realidade, hoje, predomina na agricultura é a cultura intensiva (monocultura) que necessita da aplicação cada vez maior de agrotóxicos e a engenharia genética. A monocultura elimina o equilíbrio do ecossistema, elimina a biodiversidade. Na natureza existem as pragas; boas e más, os predadores, todos interligados num ciclo muito tênue de sobrevivência. Quando um elemento estranho penetra nesse ciclo, como é o caso do agrotóxico, que tem a finalidade de manter sadias as culturas, rompe essa cadeia de equilíbrio e não sabemos a sua extensão e os animais e insetos mais sensíveis são os primeiros a sentir esse desequilíbrio. A abelha já emitiu um sinal de que existe um desequilíbrio na natureza.
Velocidade, colisão e tempo de reação para frear o carro
Colisão “é um evento isolado no qual dois ou mais corpos (os corpos que colidem) exercem uns sobre os outros forças relativamente elevadas por um tempo relativamente curto”. No dia-a-dia dizemos que uma colisão é um choque, o contato de dois ou mais corpos. Exemplo: Acidente de automóveis. Estamos assumindo necessariamente que há contato entre os corpos para haver uma colisão. A tabela mostra quanto um carro percorre antes de parar em uma brecada numa estrada. Após ver algo que exija a freada, o motorista leva um certo tempo para reagir e o carro percorre alguns metros. Essa distância será proporcional ao tempo de reação do motorista e à velocidade do carro.Na terceira coluna está a distância percorrida após o acionamento do freio, até o veículo parar.Observe que quando o valor da velocidade é o dobro, essa distância se torna quatro vezes maior,e não apenas o dobro. Isso mostra que em altas velocidades a distância a ser mantida entre veículos deve ser em muito aumentada, para evitar acidentes. Mostra também que, se o valor da velocidade for realmente muito alto, será muito difícil o carro parar antes de atingir o obstáculo que exigiu a freada
A energia dos movimentos A tabela anterior está diretamente ligada à idéia de energia cinética, pois ao efetuar uma frenagem está perdendo toda a sua energia cinética, que será convertida em calor pelo atrito entre os pneus e o asfalto. A força responsável por esse trabalho é uma força de atrito. O trabalho realizado por ela será igual ao valor da energia cinética perdida A energia cinética depende do quadrado da velocidade. Se você olhar na tabela verá que quanto maior a velocidade do veículo, maior a distância de freada, o que indica que o trabalho foi maior, porque o carro tinha mais energia. Porém, quando a velocidade dobra de valor, a distância fica quatro vezes maior: 2 x 36 km/h = 72 km/h 4 x 6 metros = 24 metros E quando a velocidade triplica, a distância fica nove vezes maior e não apenas três vezes. 3 x 36 km/h = 108 km/h 9 x 6 metros = 54 metros Observe a fórmula da energia cinética Ec = 1/2 x M x V2 Ec - energia cinética M - massa V2 - velocidade ao quadrado A energia cinética depende também da massa e a dificuldade de frear um veículo dependerá de seu tamanho, quanto maior o veiculo maior será a dificuldade de pará-lo.
Vamos usar essa fórmula para determinar o valor da energia cinética de um carro a várias velocidades. Suponhamos um veiculo de 800 kg nas quatro velocidades da tabela: 1-36 km/h (10 m/s) 2-72 km/h (20 m/s) 3-108 km/h (30 m/s) 4-144 km/h (40 m/s)
1-Ec= 40.000 J 2-Ec= 160.000 J 3-Ec= 360.000 J 4-Ec= 640.000 J Toda essa energia cinética será transferida no momento da colisão e/ou frenagem
Colisão equivalente a queda de altura Imagine um carro caindo de um barranco, de frente para o chão. Desprezando a resistência do ar, ele estaria sempre aumentando sua velocidade até atingir o solo. Quanto maior a altura, maior a velocidade ao chegar ao chão. Durante a queda sua energia potencial irá, pouco a pouco, se transformando em energia cinética. Podemos montar uma tabela relacionando altura de queda e velocidade ao se chegar ao solo, igualando a energia do corpo antes da queda (que era somente energia potencial gravitacional) à energia no fim da queda (somente energia cinética), da seguinte forma: A fórmula para a altura é: h= v2/ 2 g v- velocidade o quadrado g- aceleração da gravidade
Vamos usar essa fórmula para determinar o valor da queda de altura equivalente a colisão de um carro a várias velocidades. 1-36 km/h (10 m/s) 2-72 km/h (20 m/s) 3-108 km/h (30 m/s) 4-144 km/h (40 m/s)
Equivalente a queda de altura 1- 5 metros 2- 20 metros (edifício de 6 andares) 3- 45 metros (edifício de 15 andares) 4- 80 metros (edifício de 27 andares)
Comentário O Departament of Transport Traffic britânico comprova a relação entre a velocidade do veículo no impacto e a gravidade das lesões em estudo que demonstra que: ■ 32 km/h - 5% dos pedestres atingidos morrem, 65% sofrem lesões e 30% sobrevivem ilesos; ■ 48 km/h - 45% morrem, 50% sofrem lesões e 5% sobrevivem ilesos; ■ 64 km/h - 85% morrem e os 15% restantes sofrem algum tipo de lesão.
Lembre-se sempre que a parada do veículo depende de 3 fatores: ■ tempo de percepção da necessidade de frear ■ tempo de reação ■ distância de frenagem (que por sua vez, depende das condições do piso, freio, pneus)
Vídeo: Mostra o tempo de percepção e reação do motorista para frear o carro, mas não é suficiente para evitar o atropelamento. O veiculo vai parar bem depois do atropelamento.
Uma nuvem tóxica marrom-amarelada subia do piso em uma fábrica de chips para computadores da Teccor Electronics em Irving, Texas (oeste dos EUA). Ácidos haviam vazado de uma bomba defeituosa para as placas de silício. A reação química resultante criou uma fumaça perigosa. Três funcionários, atordoados e lutando por respirar, terminaram no hospital. Por semanas, sofreram problemas respiratórios.
Riscos à saúde dos trabalhadores Algumas companhias colocaram em perigo a vida de seus trabalhadores por não treiná-los integralmente quanto aos produtos químicos de alto risco, às vezes mortíferos, que manipulavam.
Segurança Inadequada ■ Cerca de 10% das cerca de 1.200 fabricas de chips e equipamentos correlatos inspecionadas desde 1992 demonstraram deficiências de treinamento. ■ De 1993 a 1997, 10 das 36 fábricas do setor no Vale do Silício, na Califórnia (Costa Oeste dos EUA), foram intimadas devido a problemas de saúde e segurança, segundo a OSHA e os Corpos de Bombeiros locais. ■ Algumas continuaram a usar produtos químicos suspeitos de causar câncer ou abortos, mesmo que a vasta maioria das empresas tenha reconhecido o perigo e adotado substitutos mais seguros, segundo dados oficiais.
Processos penais O setor é alvo de dois conjuntos de processos penais, envolvendo a IBM e a Motorola. Trabalhadores e comunidades alegam que os produtos químicos usados para fabricar chips causaram câncer, defeitos congênitos e desordens respiratórias e neurológicas. No Vale do Silício, pelos menos 18 dos 29 locais designados pelo governo federal como parte do Superfund -os lugares mais poluídos do país- estão vinculados à indústria de chips. Mais trabalhadores e comunidades provavelmente enfrentarão perigos gerados pelo setor à medida que este progride. Nos próximos cinco anos, 30 grandes fábricas de microprocessadores serão abertas nos EUA.
Poder econômico A alta capacidade econômica do setor de semicondutores encobriu seu lado tóxico. Companhias norte-americanas do setor empregam 265 mil pessoas em todo o mundo. Nos EUA, a indústria fornece os componentes básicos para a indústria da eletrônica, que fatura US$300 bilhões ao ano e emprega 2,4 milhões de pessoas.
Riscos na etapa de fabricação de chips Foto: Técnicos, com roupas especiais, que não soltam partículas, manipula chips em sala limpa, na qual o ar é mais livre de poeira do que nas salas de cirurgia.
Os funcionários trabalham dentro de edifícios baixos, em salas tão desprovidas de poeira que, em comparação, até mesmo salas de cirurgia em hospitais podem ser consideradas sujas. Os trabalhadores usam trajes que os cobrem da cabeça aos pés para que pedaços de suas peles, cabelos e sua respiração não contaminem os preciosos chips.
Em torno dos trabalhadores, porém, em tubos por sobre suas cabeças e ralos de drenagem no solo, flui um rio químico perpétuo. Mais de 60 ácidos, solventes e gases perigosos são empregados na produção. Os produtos químicos escavam circuitos microscópicos nas placas de silício, um processo com dezenas de etapas. ■ O ácido fluorídrico, um gás ou líquido incolor, pode causar queimaduras severas que perfuram a pele. ■ O gás arsina é o mais tóxico e ataca as células vermelhas do sangue. Um vazamento de um cilindro desse gás em uma sala de estar típica causaria a morte em uma aspirada. Gás militar venenoso. ■ O gás fosfina, igualmente tóxico, destrói o tecido pulmonar. ■ O gás silano (hidrogênio siliciado) entra em ignição ao contato com o ar e já envolveu trabalhadores com suas chamas.
Doença ocupacional e segurança Na antiga fábrica da Zilog, em Idaho (oeste dos EUA), os trabalhadores ficaram repetidamente expostos a ácidos, solventes e fumaça química, em 1993 e 94. Eles dizem que essa exposição os fez adoecer e, em alguns casos, causou abortos. Os trabalhadores queixosos fecharam um acordo com a companhia por US$ 2,25 milhões em 1996. Em contrapartida, dados do Serviço de Estatísticas do Trabalho apontam a indústria de semicondutores como uma das seguras. Seu índice de ferimento e doenças entre trabalhadores fica em cerca de um terço da média da indústria. Os trabalhadores do setor de semicondutores tem, no entanto, taxa de exposição a produtos químicos, com resultante perda de dias de trabalho, 29% superior a da média da indústria. Diversos estudos demonstraram que os trabalhadores das fábricas de processadores têm mais problemas respiratórios e dermatite do que outros operários da indústria. Três estudos entre 1986 e 1992 demonstraram também a suspeita de uma ligação entre o éter glicolizado à base de etileno,
Riscos químicos - treinamento inadequado Dez por cento das fábricas do setor não treinaram ou informaram seus trabalhadores adequadamente quanto aos riscos químicos. Essa média é duas vezes melhor que a indústria como um todo, diz a OSHA. Mas poucos setores usam tantos tipos diferentes de produtos químicos tóxicos como as fábricas de semicondutores. Mais de 85% das companhias de semicondutores advertidas por deficiências de treinamento eram empresas de menor porte. ■ Funcionária da Zilog teve 4 abortos e um filho morto nos três anos em que trabalhou na empresa, mas não está processando a companhia. ■ Na Zilog, cerca de 900 funcionários tiveram problemas de saúde em 93 e 94; a empresa não admite responsabilidade pelas doenças. ■ Em 96, vazamento de 453 quilos de gás tóxico em uma fábrica de chips em Michigan provocou desocupação de uma área de cerca de 5 km2.
Saiba como são feitos os microprocessadores A fabricação do cérebro do computador é algo muito complexo. São necessárias, em média, 2.000 etapas para produzir um circuito integrado mais sofisticado. A complicação do circuito reside na desproporção entre os milhares de caminhos internos, por onde vão circular os sinais elétricos, e suas reduzidas dimensões. Um microprocessador, como o Pentium II de 333 MHz, da Intel, por exemplo, contém 7,5 milhões de transistores comprimidos em um espaço de apenas 1,5 cm2. No mundo palpável, um chip seria equivalente a uma lasanha de um metro de altura espremida dentro de um chiclete.
Camadas O milagre da compressão é conseguido com a produção em camadas, depositadas sobre uma base normalmente de silício. O processo é semelhante ao da impressão de imagens em cores sobre papel. A partir dos filmes, são depositadas as camadas de tinta amarela, vermelha, azul e preta. No chip, são alternadas camadas de filmes e de padrões, que vão criar circuitos da dimensão de 1 milionésimo a 1 bilionésimo de metro. Um fio de cabelo é cem vezes maior que essas dimensões. A pilha de camadas forma as bolachas, com vários chips, que depois são destacados e encapsulados (blindados). Para depositar os filmes são necessários gases, e, para definir os padrões, gases e produtos químicos. Nesta etapa é que se inicia o risco. O filme de silício é depositado com o gás silana, altamente explosivo e tóxico. O silana entra por um tubo de um forno aquecido a uns 600 graus e a uma pressão cerca de mil vezes menor que a da atmosfera. Entre os gases utilizados na produção dos chips estão o hidrogênio, também explosivo, e os tóxicos e letais arsina e fosfina. Na definição do padrão, até o final dos anos 80 foram muito utilizados os CFCs, gases que destroem a camada de ozônio em torno planeta. Também para transferir padrões são utilizados produtos químicos corrosivos, como o ácido clorídrico e a amônia, estão em concentração muito superior à que é encontrada na água sanitária.
Prevenção Para evitar a ação poluente desses produtos, a indústria adota, a lavagem de gases, colunas de água para “lavar” os gases explosivos, fornos para queimar os gases tóxicos, e vários tipos de tratamento para os líquidos, incluindo a diluição em água.
O grande problema é os solventes, como acetona e vários alcoóis, cujos restos têm de ser estocados.
Novas fábricas de chips oferecem mais segurança As novas fábricas de semicondutores, como a instalação de US$ 750 milhões que a LSI Logic construiu em Gresham, Oregon, fazem muito para reduzir os perigos da produção de chips. Produtos químicos tóxicos viajam pela fábrica em tubos de aço inoxidável. Os tubos, por sua vez, ficam encapsulados dentro de outros tubos. Dessa maneira, não há vazamentos. Nas fábricas mais antigas, os produtos químicos às vezes são guardados em vasilhames e transportados manualmente. Máquinas de US$ 1 milhão têm braços robotizados para aplicar os produtos químicos sobre placas de silício, das quais os chips são cortados. Trabalhadores protegidos por painéis de vidro monitoram as máquinas. Se tudo estiver funcionando bem, os trabalhadores jamais entram em contato direto com os produtos químicos.
Transporte robotizado Quando as placas de silício terminam de ser processadas em uma máquina, são carregadas por um robô para um contêiner fechado. e enviadas por uma correia transportadora pendente do teto para a próxima máquina. Os vapores de exaustão das máquinas são conduzidos diretamente ao sistema central de exaustão, de modo que não escapem fumos para a área de trabalho; Os vapores exauridos são tratados por um equipamento de controle de poluição antes de serem expelidos. Os drenos de gases apanham os ácidos exauridos e os misturam com águas. Os fumos químicos dissolvem-se na água, que é tratada na fábrica antes de ser liberada nos esgotos. Outros equipamentos, chamados de oxidantes térmicos, reduzem as emissões de compostos orgânicos voláteis em até 90%, de acordo com as estimativas.
Ar monitorado O ar dentro da fábrica é monitorado, a fim de fornecer detecção antecipada de qualquer vazamento de gás. Há entrada de ar limpo direto para o local de trabalho. O ar dentro da fábrica da LSI é pelo menos 30% fresco a qualquer momento do processo de trabalho, diz Dan Peloso, diretor da fábrica. Os ácidos tóxicos, gases e solventes da fábrica da LSI são armazenados em salas separadas para que não se misturem acidentalmente e não criem uma reação química que poderia resultar em fumos, incêndios ou explosões. Sensores na sala de armazenagem de gases testam o ar a cada 45 segundos, à procura de vazamentos. Os sensores estão conectados a uma sala central de emergências, que tem um plantão de 24 horas por dia em operação. Alguns dos gases mais tóxicos, como o arsina, ficam em cilindros menores que só liberam o gás quando conectados a sistemas de vácuo. Isso reduz o risco de uma grande liberação de gases. Alguns produtos químicos usados em maior quantidade ficam armazenados do lado de fora. O hidróxido de sódio, usado para neutralizar a água ácida gerada pela fábrica, fica armazenado em um tanque de 500 galões. O tanque fica dentro de um recipiente maior, de modo que quaisquer vazamentos sejam contidos.
Controles aperfeiçoados As novas fábricas poluem menos do que as antigas devido a equipamentos aperfeiçoados de prevenção da poluição, processos de produção mais ecológicos e, às vezes, regulamentos mais severos. No Arizona, as unidades construídas antes de 1988 não precisam ter tanto equipamento de controle de poluição quanto às novas. A fábrica da Intel em Aloha, Oregon, que começou a produzir em 1974, é uma das unidades mais antigas da companhia. Em 1995, a fábrica emitiu 10 toneladas de poluentes tóxicos, de acordo com dados da Agência de Proteção Ambiental. A fábrica mais nova da empresa, em Rio Rancho, teve emissões de 7,2 toneladas e é duas vezes maior que a de Aloha. A fábrica da LSI vai separar seus detritos em 13 linhas, para que possam ser mais facilmente recicláveis. Espera reciclar 30% de sua água, 60% de seus solventes de limpeza e 40% de seus ácidos.
Economia na segurança As companhias de chips não são motivadas puramente por preocupações de saúde e ambientais na construção de fábricas mais seguras é ecologicamente mais eficientes. Isso faz sentido em termos de negócios, igualmente. A Texas Instruments estima que pode economizar US$ 40 milhões por ano reciclando solventes usados para limpar chips. Está conduzindo projetos piloto em três fábricas. Acidentes ou derramamentos de produtos químicos, que causam evacuações, podem custar a uma fábrica de porte médio até US$ 500 mil em receita por dia de paralisação.
Aplicação das leis varia muito O projeto e a construção de uma fábrica podem fazer muito para reduzir os problemas. No Vale do Silício -região da Califórnia em que se concentram empresas de informática, as fábricas em geral precisam cumprir os mais severos códigos de construção contra incêndios durante o projeto e a instalação. Isso torna as fábricas -que custam mais de US$ 1 bilhão- ainda mais caras, mas mais seguras. As fábricas do Vale do Silício são obrigadas a transportar os gases tóxicos e corrosivos em dutos duplos. Se um duto quebra, o produto químico pode ser contido antes que atinja os funcionários ou escape para o meio ambiente. Mas duplo encanamento não é exigido fora da região. Grandes companhias, como a LSI Logic, dizem instalá‑los de qualquer forma, mas nem todas as companhias o fazem e isso preocupa William Bianco, executivo da Kinetic Systems, um fornecedor de sistemas mecânicos à indústria do chip. Bianco diz que algumas fábricas são tão perigosas que sua companhia se recusa a trabalhar nelas. Ele diz que encanamentos duplos para gases “devem ser implementados em toda parte, não importa o custo”, que em geral é três vezes superior ao do sistema simples. A aplicação dos códigos existentes varia, igualmente. “Na Califórnia, a indústria é bem regulamentada. Mas pode-se ir a outros lugares onde não há regulamento nenhum", diz Gale Bate, da consultoria Code Resource.
Ação judicial Ação tenta vincular produção ao câncer ■ Keith Barrack, 33, trabalhou na fábrica da IBM em East Fishill, Nova York, de 1986 a 1989. Tinha 30 anos quando recebeu um diagnóstico de câncer nos testículos -câncer que ele acredita tenha sido causado pela exposição, no trabalho, aos produtos químicos que causam câncer em ratos. Duas pessoas que trabalhavam perto dele também tiveram câncer. Uma delas morreu. ■ Zachary Ruffing, 12, nasceu com deformidades no esqueleto. Sua mãe e pai trabalhavam na mesma fábrica da IBM nos anos 80. Durante a gravidez, sua mãe foi impedida de trabalhar com produtos químicos suspeitos de causar defeitos congênitos e abortos. “Mas eu estava respirando aquilo tudo", diz Faye Carlton, 35. ■ Barrack e Ruffing são dois dos 128 ex-trabalhadores da IBM e seus familiares que abriram processos alegando que produtos químicos fizeram com que contraíssem câncer ou causaram defeitos congênitos em suas crianças. O processo é a maior tentativa até hoje de vincular a produção de chips ao câncer. Está na fase de investigação. Apresentado em 1996, o processo visa às empresas que fabricam os produtos químicos supostamente responsáveis pelos problemas, entre as quais Union Carbide e Eastman Kodak. As leis de compensação trabalhista impedem que os trabalhadores processem a IBM diretamente. Mas algumas crianças nascidas com defeitos processaram a IBM. E a Union Carbide também.
Defesa A empresa alega que não há evidencias científicas válidas para sustentar as alegações de que seus produtos são perigosos, se usados apropriadamente. "Se os produtos químicos causam problemas, isso se deve a uso impróprio por parte da IBM ou de seus empregados", diz Robert Berzok, da Union Carbide. A IBM diz que seus controles contra exposição a produtos químicos excedem as normas governamentais. “Não acreditamos que as doenças das pessoas envolvidas nesse processo tenham qualquer coisa a ver com seus trabalhos", disse o porta-voz Tom Beermann. A Kodak recusou-se a comentar. Embora os potenciais riscos de saúde do setor sejam motivo de disputa, sua capacidade de prejudicar o meio ambiente está bem documentada. Em Phoenix, a Motorola e outras companhias de eletrônica e do setor aeroespacial criaram dois depósitos do Superfund que abarcam os suprimentos de água sob a cidade de Phoenix e a vizinha Scottsdale. A Motorola gastou mais de US$ 74 milhões tentando impedir que a contaminação, que coloca em risco o suprimento de água- se espalhe.
Água contaminada Cinco processos foram abertos contra a Motorola e outras entidades responsáveis. O primeiro deles vai a julgamento em março. Dezenas de queixosos alegam ter contraído câncer por beber água contaminada, ou por exposição ao TCE (tricloroetileno) na atmosfera e no solo. Centenas de outros queixosos dizem ter sofrido desordens neurológicas ou respiratórias ou que suas propriedades perderam valor devido à contaminação. A Motorola contesta todas as acusações. Afirma que ninguém bebeu TCE suficiente para ser prejudicado. "Não acreditamos que alguém tenha sido exposto a algo perigoso", diz o porta-voz da empresa, Lawrence Hurst.
Multas O setor é o oitavo maior emissor de poluentes tóxicos em esgotos públicos, demonstram dados da Agência de Proteção Ambiental. Quando liberada no meio ambiente, a água das fábricas precisa estar limpa o suficiente para atender aos padrões de segurança. Mas, em 1994, uma fábrica da Matsushita Semiconductor em Puyallup, Washington, foi multada em US$ 37,5 mil por ter descarregado quantidade excessiva de poluentes no rio Puyallup pondo em risco os peixes, segundo os registros estaduais. A Matsushita alega ter tido problemas com seu equipamento de tratamento de água. EUA devem examinar 100 mil operários da indústria eletrônica em pesquisa sobre câncer planejada pela Agência de Proteção Ambiental.
Chuva aumenta em cinco vezes volume de águas das Cataratas do Iguaçu
Foto:Vazão das Cataratas do Iguaçu, no Paraná, chegou a 7,1 milhões de litros por segundo em 24 de setembro. Esse montante representa quase seis vezes a vazão normal de água
Em razão das chuvas que atingiram todo estado no mês de setembro de 2009, a vazão das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, região oeste do Paraná, estava quase cinco vezes maior que em dias normais. Foram registrados sete mil metros cúbicos de água por segundo, quando o normal é 1,5 mil. Apesar do grande volume de água, os visitantes puderam aproveitar todo o passeio, pois as passarelas não foram interditadas. A água chegou a um metro do mirante da Garganta do Diabo. Quem se aventurou a cruzar a passarela saiu molhado pela nuvem de água formada pela força das quedas.
Foto: Estiagem prolongada no interior do Paraná afeta o visual das Cataratas do Iguaçu em abril de 2009
A visão é bem diferente da registrada em abril. A estiagem prolongada no interior do Paraná havia reduzido o volume para 310 metros cúbicos por segundo.
As quedas fazem parte do Parque Nacional do Iguaçu, tombado em 1986 pela Unesco como Patrimônio natural da Humanidade. Formadas há aproximadamente 150 milhões de anos, as cataratas são compostas por aproximadamente 275 quedas, com altura de 70 metros.
Fonte: Globo Online - 24 de setembro de 2009
Comentário: A área das Cataratas do Iguaçu (em espanhol, Cataratas del Iguazú) são um conjunto majestoso de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizam entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e no Parque Nacional Iguazú, Misiones, na Argentina. A área total de ambos parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e declarada como Patrimônio Natural da Humanidade.
O Parque Nacional argentino foi criado em 1934; e o Parque Nacional brasileiro, em 1939, com o propósito de administrar e proteger o manancial de água que representa essa catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Patrimônio da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente. Historicamente, o primeiro europeu a achar as Cataratas do Iguaçu foi o espanhol, Álvar Núñez Cabeza de Vaca, no ano de 1542.
Garganta do Diabo A área das Cataratas têm cerca de 275 quedas de água, com uma altura superior a 70 metros ao longo de 2,7 km do Rio Iguaçu. A Garganta do Diabo principia em forma de "U" invertido com 150 metros de largura e 80 metros de altura. Veja o termo "Desfiladeiro". A Garganta do Diabo é o maior, o mais majestoso e impressionante de todos eles. Este é devido pela linha fronteira entre o Brasil e a Argentina. A maioria das quedas de água (também chamados de saltos) ficam em território argentino, mas de ambos lados obtêm-se belos panoramas. O termo Iguaçu na língua guarani, deriva de y ("água", "rio") e guasu ou guaçu ("grande"), significa literalmente "água grande", ou seja, rio de "grandes águas".