Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Lembrança -Navio explode em Itajaí

Itajaí Em Chamas – Magru Floriano
O navio Petrobras Norte entrou na barra do rio Itajaí, cidade de Itajaí, Santa Catarina,  no dia dois de fevereiro de 1965 e no mesmo instante em que aportou no Terminal Marítimo da Heliogás, localizado no bairro de Cordeiros, iniciou os preparativos para a descarga de cerca de 400 toneladas de gás liquefeito de petróleo.

ABASTECIMENTO DE GLP
Apesar de estar atracado em terminal privativo da empresa Heliogás, também abastecia a companhia distribuidora Liquigás. Enquanto a Heliogás possuía seis tanques com capacidade para cerca de 60 toneladas de gás cada, a Liquigás tinha apenas três tanques de idêntica capacidade de armazenamento. A Liquigás recebeu primeiro o carregamento. Encerrado o fornecimento para esta empresa, imediatamente foi iniciado o abastecimento dos tanques da Heliogás.

MEDIDA DE SEGURANÇA ADOTADA NA ÉPOCA
Na época, dois procedimentos de segurança eram rigidamente seguidos:
■ só ficavam a bordo os tripulantes que estavam a serviço e
■ o navio ficava atracado o tempo estritamente necessário para a operação de descarga do gás.
Portanto, o Petrobras Norte entrou no Porto de Itajaí no dia dois de fevereiro e tinha saída prevista para aquele mesmo dia. Daí o motivo pelo qual apenas dez tripulantes estavam a bordo ou nas dependências das distribuidoras de gás no momento do acidente.

NAVIO PETROBRÁS NORTE
O navio Petrobras Norte foi construído na Alemanha em 1955, empregava uma tripulação de 26 homens e era comandando por Agnaldo Braga. Estava incorporado à Fronape - Frota Nacional de Petroleiros, empresa vinculada a Petrobras.
O Petrobras Norte tinha uma rota que incluía os portos de Salvador Rio de Janeiro, Itajaí e Porto Alegre. Sua base operacional estava localizada no Porto do Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, descarregava em média 800 toneladas de gás.

INICIO DA EXPLOSÃO E INCÊNDIO
Itajaí Em Chamas – Magru Floriano
O incêndio ocorreu quando faltavam cerca de cinco a dez minutos para o encerramento de toda a operação de abastecimento. Houve um estrondo e um clarão cruzou o céu

TESTEMUNHAS DA TRAGÉDIA
Era um dia comum de trabalho, onde eu fazia o controle da descarga de gás do navio para o terminal em terra. Tudo corria bem até que, de repente, houve um grande estrondo e uma língua de fogo cruzou o céu.
A explosão foi tão forte que algumas vidraças quebraram, fato que por si só provocou uma correria geral na redondeza.
Percebendo o perigo, corri até os tanques para fechar imediatamente as válvulas de entrada e saída do gás. Subi nos tanques para fazer uma inspeção. Em uma destas subidas nos tanques, escorreguei e sofri uma violenta queda, torcendo meu pé. Mesmo assim, fui até as bombas que puxavam água do rio ltajaí-Açu para resfriar os tanques, e consegui ligá-las.

Esse procedimento era necessário porque o calor do incêndio poderia ativar um dispositivo de segurança que cada tanque tinha. A partir de certa temperatura, as válvulas de segurança abririam  automaticamente, liberando mais gás no ambiente.
Mancando muito forte, fui até a minha casa, que ficava quase defronte ao terminal, a fim de trocar de roupa e ver se estava tudo bem com a minha família. Ao entrar em casa, percebi que todos haviam fugido, se embrenhando no mato, abandonando a casa aberta, com uma panela e uma chaleira com água fervendo no fogão, que quase incendiou a casa.
Depois voltei ao local de trabalho, sendo conduzido ao Hospital Marieta, onde fiquei internado por três dias. Adolfo Manoel de Freitas, síntese de depoimento concedido ao jornalista Cláudio Kantowicz em 2001.

UM CLARÃO RASGOU O CÉU E EXPLOSÃO FEZ A CIDADE TREMER
Um clarão no céu e uma explosão que fez Itajaí tremer. Essa é a primeira lembrança que Irene Maria dos Santos tem daquela tragédia. As pessoas, desesperadas, fugiam para Balneário Camboriú e Brusque com medo que a cidade inteira ardesse em fogo.
O calor era tão intenso que podia ser sentido até na avenida Marcos Konder, no centro, a quilômetros de distância.

PÂNICO ENTRE OS MORADORES DE ITAJAÍ
Itajaí Em Chamas – Magru Floriano
Diante das informações desencontradas, muitos foram os moradores que resolveram abandonar tudo e correr com seus familiares para um lugar mais afastado e seguro.  Famílias inteiras  fugiram para  Balneário Camboriú, Camboriú, Brusque, Ilhota e até Florianópolis. Contudo, a maioria escolheu Cabeçudas e a parte mais alta da cidade (Morro da Cruz e Morro Cortado) como ponto de refugio de uma catástrofe que se anunciava.

FALTA DE PERCEPÇÃO DE RISCO
Enquanto a maioria corria para longe do local do sinistro, uma minoria curiosa fazia o percurso inverso, indo em direção ao bairro de Cordeiros para assistir, de cima da ponte Ministro Victor Konder, o incêndio no Petrobras Norte.

CAUSA DO INCÊNDIO - CONTROVÉRSIAS NA CAUSA DA EXPLOSÃO E INCÊNDIO

Itajaí Em Chamas – Magru Floriano
Fogos de artifícios
Muitas pessoas acreditam que a causa inicial do incêndio tenha sido a queda, dentro do navio, da parte incandescente de fogo de artifício lançado pelo passageiro de uma embarcação que acompanhava a procissão    marítima em homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes. Esta versão ganha força justamente porque o incêndio ocorre quase que imediatamente após o barco que ia à frente, conduzindo a imagem da santa padroeira, passar pelo terminal no seu trajeto de retorno ao centro de Navegantes.

Rompimento da mangueira de transferência de gás
Contudo, a versão mais lembrada nos depoimentos é  aquela que aponta como causa principal do acidente o rompimento da mangueira por onde era transferido o gás do navio para os terminais da Liquigás e Heliogás. Confirmar esta versão, contudo, é aceitar o fato de que houve falha humana, uma vez que o rompimento do conduto se deu porque, ao baixar a maré, o cabo que mantinha o navio próximo ao terminal afrouxou, possibilitando que a embarcação se afastasse do cais e esticasse em demasia a mangueira que, não suportando a pressão, arrebentou.

Com o rompimento da mangueira, o incêndio pode ter iniciado de duas maneiras:
1.A primeira possibilidade e a de que um funcionário da Heliogás ou da Liquigás, assustado com o barulho da mangueira serpenteando e batendo com força contra o costado do navio, tenha acionado um interruptor de luz para iluminar o pátio e o cais, produzindo uma faísca elétrica. Esta versão fica um pouco prejudicada porque, seria normal supor que este funcionário tenha sido envolvido pelas chamas.
2.A segunda hipótese, e a mais provável, é que o próprio duto rompido, ao serpentear com a pressão do gás e ao bater no costado do navio, tenha produzido uma faísca que deu origem ao fogo.
Falhas operacionais, fadiga e manutenção inadequada do material também são algumas das causas possíveis do incêndio.

CAUSA MAIS PROVÁVEL
A mangueira  ao serpentear e bater no casco do navio tenha produzido uma faísca e iniciado o incêndio. Esta versão é facilmente aceita levando em conta, principal¬mente, o fato de que a mangueira continha metal em parte de seu revestimento.

VERSÃO DO COMANDANTE DO NAVIO PARA CAUSA PROVÁVEL DA EXPLOSÃO
Segundo o comandante do navio, o problema todo começou pelos cabos de atracação  do navio. Naquela época, os navios eram amarrados com cordas feitas de sisal, mas o Petrobras Norte estava utilizando novas cordas feitas de nylon, uma novidade tecnológica para a época.
Acontece que o nylon cedeu um pouco com o calor e a maré baixa afastou o navio do trapiche. Com esse movimento do navio, os mangotes (mangueiras que ligavam os tanques do navio aos tanques em terra e por onde passava o gás) também cederam, e com a pressão uma junção rompeu. O gás vazou com muita pressão e depois ocorreu a explosão, seguida do incêndio.
( José Ramos Garcia, síntese dos depoimentos concedido ao longo do ano 2000)

CORAGEM DE UM FUNCIONÁRIO TENTA SALVAR O NAVIO DE UM DESASTRE TOTAL
Odílio Garcia era responsável pela descarga do gás e estava fora do navio, no trapiche, já que a sua função era de bombeiro (bombeador). Só tinha quatro tripulantes dentro do navio, o restante estava de folga. Segundo uma testemunha me contou,  com a explosão Odílio entrou no navio e tentou fechar as válvulas de bombeamento e foi envolvido  pelas chamas. (Jose Ramos Garcia, síntese dos depoimentos concedido ao longo do ano 2000)

VÍTIMAS
4 funcionários  morreram no local e 01 com ferimentos graves (inalação de gás, pulmão afetado)  morreu mais tarde e cinco com ferimentos leves

CORPO DE BOMBEIROS
Para conter as chamas do Petrobrás Norte, foram para Itajaí guarnições do Corpo de Bombeiro de Itajaí, Blumenau e Florianópolis.
Os Corpos de Bombeiros de Itajaí e Blumenau não estavam preparados para combater esse tipo de incêndio, faltava um grande número de equipamentos, indispensáveis no combate as chamas.  O fogo foi controlado após 48 horas de intenso combate.

INQUÉRITO DA MARINHA DO BRASIL
A Marinha de Guerra do Brasil, instaurou o inquérito para apurar as causas, acabou arquivando todo o processo, sem ter em mãos uma conclusão, conforme afirma a jornalista Tayana Cardoso de Oliveira, “Tribunal Marítimo arquivou a processo numero 5.469, que buscava as causas do incêndio no petroleiro. Não havia provas suficientes para responsabilizar alguém”.

NAVIO PETROBRÁS NORTE E OS TERMINAIS APÓS O DESASTRE
O navio Petrobras Norte não explodiu graça a ação de muitos homens que souberam agir com coragem e rapidez, apesar de estarem diante de uma situação  inusitada e de extremo perigo. Assim, enquanto Odílio Garcia tentava fechar algumas válvulas dentro do navio, Adolfo Manoel de Freitas fechava as válvulas que davam acesso aos tanques de terra e Álvaro Granati auxiliava nos procedimentos técnicos previstos para este tipo de ocorrência.
Evitaram, portanto, que o navio Petrobras Norte e os terminais da Heliogás e Liquigás explodissem.
Devido a esta ação, os terminais de terra ficaram completamente ilesos e o navio Petrobras Norte não explodiu.
O navio teve vários tanques preservados e só uma parte do gás foi queimado, fato que manteve sua estrutura. O tanque central (numero um), por exemplo, ficou intacto, e dois tanques à  direita e dois tanques à esquerda também foram preservados ou apenas levemente danificados, perfazendo um total de cinco tanques sem avarias estruturais (não romperam ou explodiram). O fogo ficou restrito ao centro (tanques dois e três) e parte traseira do navio.

Esta situação possibilitou que  já no dia seguinte (três de fevereiro), o comandante Walter Daltro do Amaral e o inspetor de segurança Egydio Mathias entrassem no navio para fechar todas as válvulas de segurança dos tanques, extinguindo por definitivo o fogo.
Na quarta-feira, dia três de fevereiro, funcionários especializados conseguiram chegar próximo ao navio, por intermédio de um rebocador, e por volta das 17 horas conseguiram recolher a ancora e levar o Petrobras Norte para a margem oposta do rio, afastando-o por completo dos terminais da Liquigás e Heliogás.
Da carga de cerca de 1.056 toneladas de gás (ou 1.200 toneladas, conforme dados da época), ainda restavam intactas cerca de 400 toneladas. No dia 14 de fevereiro, um rebocador da Marinha de Guerra do Brasil, o R22, levou o navio para o Rio de Janeiro.

O DESASTRE SERIA IMINENTE PARA A CIDADE DE ITAJAÍ 
– Itajaí Em Chamas – Magru Floriano
A seta amarela indica depósito de madeira ao ar livre 
A pergunta que ficou registrada na consciência coletiva dos moradores de Itajaí, ao longo de todos esses anos foi uma só: Itajaí realmente correu risco de ser eliminada do mapa pelo fogo?

O comandante do navio se referia a possibilidade de o navio Petrobras Norte explodir, mudando por completo e de forma imprevista e repentina as características do incêndio. Ou seja, enquanto as estruturas do navio estavam suportando o calor produzido pela queima do gás, e considerando que a tendência das chamas era subir, o incêndio tinha tudo para ficar restrito aquela pequena área de Cordeiros, no máximo se alastrando para os tanques da Liquigás e Heliogás.

Agora, se o navio não suportasse o calor e explodisse, liberaria toneladas de óleo diesel marítimo que transportava como combustível. Este óleo incandescente seria levado pelas águas do rio ltajaí-Açu até  a foz, incendiando tudo que encontrasse as suas margens: barcos de pesca, trapiches, residências e até navios de grande porte atracados no porto de carga geral.
A menos de quinhentos metros de distancia do Petrobras Norte, no terminal da Shell, o navio Petrobras Paraná, também pertencente a Fronape - Frota Nacional de Petroleiros, estava no meio de uma operação de descarga de derivados de petróleo, como gasolina e óleo diesel (os terminais de Itajaí abasteciam o litoral Norte de Santa Catarina e parte do estado do Paraná). Se o óleo  chegasse a envolver o Petrobras Paraná, possivelmente este navio também explodiria, alimentando ainda mais o fogo rio abaixo.
A catástrofe seria inevitável, porque a situação ficaria completamente fora de controle, uma vez que a guarnição do Corpo de Bombeiros não estava devidamente aparelhada, nem sequer treinada, para atuar nestas condições (incêndios de grandes proporções).

NA ÉPOCA, A CIDADE DE  ITAJAÍ ERA A CIDADE DA MADEIRA
Itajaí Em Chamas – Magru Floriano
A seta vermelha indica o porto
A seta amarela depósito de madeira ao ar livre
Na época, Itajaí   também era  sede  de  grandes  empresas madeireiras, tais como: Castelli, Indústria e Comercio de Madeiras, Santos Almeida, Pratense, Arlindo Schmitt, Coesa,  Caçadorense,  Madebil,  Douat,  Luersen, Marcelinense, Sicobras e Sacomex, entre tantas outras.
Naquela época Itajaí era um grande depósito de madeira. Os bairros São João e Vila Operária, e até várias áreas que hoje integram o centro da cidade, como é o caso da Avenida Marcos Konder e a tradicional Rua Uruguai, abrigavam madeireiras que mantinham pátios cobertos por longas e altas pilhas de madeira que eram exportadas para praticamente todos os continentes, em especial a Europa.
Na década de 60, a população de Itajaí estava estimada em cerca de 60 mil habitantes, sendo que dois terços vivia na zona urbana. Seu porto experimentava um período de expansão, justamente devido ao ciclo da madeira.
Diante da possibilidade de o fogo ser trazido pela correnteza do rio até o centro da cidade, parece inevitável prever o pior; ou seja, que o fogo teria grande facilidade de tomar as áreas ribeirinhas e em seguida atingir as incontáveis pilhas de madeira, pondo em risco a vida de todos.

 Temos de lembrar ainda, que em ocasiões como estas, não só o fogo oferece perigo para as pessoas, mas outros elementos também contribuem para piorar a situação, como é o caso do próprio desespero de uma grande quantidade de pessoas (que acabam tornando atitudes sem qualquer racionalidade, dominadas pelo pânico). Outro ponto a considerar seria a intoxicação de muitas pessoas pela grande quantidade de fumaça oriunda da queima da madeira.

CORPO DE BOMBEIROS DA ÉPOCA
O Corpo de Bombeiros da época não tinha equipamentos adequados para combater o incêndio e sequer tinham recebido treinamento para tal circunstancia. Do mesmo modo, o hospital da cidade não estava preparado para atender um número expressivo de vitimas. Sendo assim, Itajaí escapou de um desastre total, como foi à explosão do navio que carregava nitrato de amônia no porto da cidade de Texa City nos USA, que provocou uma cadeia  de explosões devido à proximidade de refinarias no local e onde 600 pessoas morreram em 1947.

PORTO ATUAL
Hoje, o porto de Itajaí , com planos de manutenção e emergência reforçam segurança do terminal
A cidade de Itajaí cresceu. As pilhas de madeira deram lugar aos contêineres. Os navios com gás deixaram de atracar no Terminal da Liquigás, no bairro Cordeiros. O transporte para o abastecimento é feito por caminhões. Para prevenir acidentes, a Agip do Brasil, responsável pelo terminal, tem um plano de manutenção, uso de equipamento de acionamento remoto, como válvulas de fundo do tanque de armazenamento, válvulas de alimentação do galpão e de alimentação do ponto de transferência de carreta.
Em caso de emergência é acionado o plano de atendimento à emergência (PAE), que fecha automaticamente as válvulas e bloqueia a passagem de gás. Mensalmente é realizado o treinamento do PAE, com abandono de área, acionamento dos hidrantes, canhão monitor e nebulizações do ponto de transferência de carreta, tanques de armazenagens e galpão de engarrafamento.
Segundo o capitão Onir Mocellin, comandante do Corpo de Bombeiros de Itajaí, a corporação está bem equipada e preparada para combater um incêndio de grandes proporções. "Naquela época, Itajaí precisou esperar apoio de Florianópolis e Blumenau.
Fontes:  Livro- Itajaí em Chamas – autor; Magru Floriano e o jornal  A Notícia de Joinville, edição de 1 de fevereiro de 2004, lembrando os 39 anos da tragédia. 

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segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Lembrança: Explosão em posto de gasolina em SP

Uma explosão em um posto de gasolina na Rua Júlio César Moreira, número 100, em Sapopemba, zona leste de São Paulo, ocorreu às 11 h 30 min, 29 de março de 2005, durante uma escavação de um poço artesiano no local.
José Pedro Alves dos Santos, estava trabalhando no interior do poço, a cerca de 14 metros de profundidade, quando uma faísca detonou a explosão.

CAUSA PROVÁVEL
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) avalia que uma das prováveis  causas  é o vazamento de combustível de um dos oito tanques, porque dentro do poço havia um forte odor de combustível. A Cetesb também  constatou que há excesso de vapores de combustível no local, que são altamente inflamáveis. "Felizmente não há  presença destes vapores no entorno do posto", disse o químico da Cetesb, Jorge Luiz Nobre Gouveia. Segundo ele, se fossem constatados vapores na vizinhança, correria risco de haver novas explosões.
Possivelmente uma faísca da lanterna de Santos, originou a explosão.

VÍTIMAS
Santos morreu na hora. Dois proprietários do posto, um frentista e dois ajudantes de Santos ficaram feridos. Entre as vítimas, a mais grave foi o sócio do posto Francisco Jose Lamegal, onde foi constatado traumatismo craniano, além das queimaduras. Ele foi socorrido pelo helicóptero da PM e encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde permanece inter¬nado em estado grave.
Outro sócio, Erisvaldo Sousa da Silva, um frentista, e dois ajudantes de Santos sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus na região do rosto e do pescoço e foram internados, mas não corriam riscos de vida.

DANOS MATERIAIS
A explosão arrancou parte do telhado do posto Albatroz, danificou seis carros e chegou a estilhaçar vidraças de casas do outro lado da avenida, a uma distância de 20 metros.

CORPO DE BOMBEIROS
Seis viaturas do Corpo de Bombeiros compareceram no local.

EXPLOSÃO ASSUSTOU A VIZINHANÇA E OS CLIENTES DO POSTO

Clientes do posto
O estrondo foi assustador. Ao ouvir o barulho, a única reação do ambulante Emerson Gomes dos Santos, 24 anos, foi sair de dentro do carro e correr em direção a  Avenida Sapopemba. Na hora da explosão ele estava dentro do carro esperando que o frentista abastecesse seu Monza. "Senti que o carro voou, ele saiu do chão", disse o ambulante. Além de amassar as portas, o carro teve os vidros quebrados, assim como outros seis veículos que estavam no posto.

Outro cliente, Edinaldo Barbosa, reparou que os carros, inclusive o seu, saíram mais de 15 centímetros do chão. "Estava fora do carro e vi tudo. Na hora, saí correndo e quando olhei para trás vi muita fumaça", comentou Barbosa. Para ele, o socorro foi rápido para atender as vítimas. "Não deram cinco segundos e a  Policia Militar estava lá  para ajudar e isolar a área."

Vizinhança
Quem mora em frente ao posto também levou um susto. Com a explosão, os vidros de várias casas foram quebrados. Diogo Melo, assistia à televisão quando ouviu o barulho e muita gritaria. "Até a parede tremeu", disse.
Jucélia Teodoro, achou que uma bomba tivesse sido jogada dentro do seu quintal. Na hora ela estava em casa com a filha, 3 anos. "Ela não ficou muita assustada, pensou que fosse um balão", disse Jucélia.

MEIO AMBIENTE E MULTA
A Cetesb também exigiu que os proprietários retirassem todo o combustível existente nos tanques para evitar qualquer possibilidade de novas explosões e danos ao meio ambiente. O posto pode de ser multado em até R$ 130 mil.

IRREGULARIDADES
A Cetesb informou que o posto estava em situação irregular, pois não possuía a licença da agência. Além disso, segundo o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado), não havia pedido por parte do posto para que fosse feito o poço, o que caracteriza a obra como clandestina.
Já a Subprefeitura de São Mateus não soube informar se o posto tinha alvarás de funcionamento e de reforma (necessário para a instalação do poço), pois esses dados não podiam ser acessados devido à falta de energia elétrica no local. Os donos seriam intimados a apresentar os dois alvarás dentro de 48h.

INQUÉRITO POLICIAL
O delegado Maurício Ahvener de Siqueira e Souza informou que os donos dos postos poderão responder por homicídio e lesão corporal culposos (sem intenção).
Os proprietários do posto, feridos, não puderam ser ouvidos pela polícia. O advogado Jair Silva Cardoso compareceu à delegacia, junto com o gerente do posto, Helio Lamegal da Cunha, que foi prestar depoimento. De acordo com o advogado, estava providenciando todos os documentos do estabelecimento.

Fontes: @ZR, Jornal da Tarde - 30 de março de 2005, Folha de São Paulo - São Paulo, 30 de março de 2005  e Terra Noticias - 29 de março de 2005

Comentário:
Definição de Espaço Confinado:
NR-33.1.2 Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Os problemas dos Espaços Confinados
■Baixa ocorrência;
■Acidentes Fatais;
■Quase sempre fatais;
■Diversidade de riscos envolvidos;

Os acidentes fatais ou não fatais envolvendo ambientes confinados revelaram dados alarmantes:
■Em 100% dos casos o ambiente não foi analisado;
■Em 95% dos casos não havia um plano de resgate;
■Em 85% dos casos não havia programa de treinamento para a entrada em espaços confinados (permissão de acesso);
■Em 65% dos casos os executantes não sabiam sequer de que se tratava de um espaço confinado;
■ Em 60% dos casos fatais, ocorreram mais de uma morte vitimando pessoas que tentavam resgatar colegas;

Há quatro principais riscos em espaços confinados;
■Deficiência/enriquecimento de oxigênio
■Incêndio ou explosão
■Toxicidade e
■Afogamento em líquidos ou partículas sólidas em suspensão (poeiras)     

Medidas de emergência e resgate
O empregador deve elaborar e implantar procedimentos de emergência e resgate adequado aos espaços confinados incluindo, no mínimo:
■Identificação dos riscos potenciais através da Análise Preliminar de Riscos - APR; descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em caso de emergência;
■Utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de emergência, resgate e primeiros socorros;
■Designação de pessoal responsável pela execução das medidas de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado;
■Exercício anual em técnicas de resgate e primeiros socorros em espaços confinados simulados.

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segunda-feira, janeiro 25, 2016

Biólogos acham plástico em estômago de peixes

Os resíduos de plástico encontrados no mar se decompõem lentamente em partículas minúsculas. Muitos são mais leves do que a água e flutuam na superfície do mar. A luz solar e as ondas quebram os pedaços em partículas ainda menores. No final, as partículas minúsculas acabam dentro dos animais – dos microrganismos, a aves marinhas, mamíferos marinhos e peixes.

Biólogos do Instituto Alfred Wegener (AWI, na sigla em alemão) fizeram uma pesquisa sobre a quantidade de partículas de plástico presentes nos estômagos de peixes. O resultado surpreendente é que essa quantidade depende das espécies: algumas apresentam bastante, outras praticamente não possuem vestígios do material no organismo.
Os cientistas estudaram o conteúdo do estômago e do trato digestivo de 290 peixes, de diversas espécies, pescados no Mar no Norte e no Báltico e que costumam ser consumidos pela população.

Eles, então, descobriram que o peixe cavala, por exemplo, engole quantidades de plástico maiores do que peixes que vivem mais perto do fundo do mar, como o linguado. Dependendo da área de pesca, os pesquisadores foram capazes de encontrar plástico no estômago de entre 13% e 30% dos linguados.
Já os arenques aparentemente não ingerem resíduos de plástico em determinadas épocas do ano. "A razão para isso provavelmente está nos hábitos alimentares dos peixes", explica o biólogo do AWI Gunnar Gerdts, diretor da pesquisa.

APARÊNCIA CONFUNDE PEIXES
Aparentemente, cavalas confundem restos de plástico na superfície da água com a presa. Elas gostam de comer cavalos-marinhos recém-nascidos, que também costumam flutuar na superfície da água. Isso também explica por que foram encontrados nos estômagos dos peixes sobretudo fibras, que se assemelham à forma de pequenos cavalos-marinhos.
Os pesquisadores não encontraram evidência de que os peixes ficaram doentes pela ingestão das partículas de plástico. O estudo também não forneceu indícios de um possível risco para os seres humanos que comem esses peixes.
"Muitas partículas são encontradas nos órgãos digestivos", diz o especialista do AWI Lars Gutow. Mas as partículas não vão para o prato, explica ele, em geral retiram-se as vísceras dos peixes antes do consumo. Entretanto, ainda permanece a questão sobre se os produtos da degradação dos plásticos entram na corrente sanguínea do peixe e, consequentemente, na comida das pessoas.
Em outro estudo, o biólogo Lars Gutow descobriu que invertebrados herbívoros ingerem partículas de plástico. Para isso, observou caramujos de praia Littorina littorea em laboratório.

PARTÍCULAS SÃO EXPELIDAS
As partículas de plástico aderem bem às folhas pegajosas de algas – um prato favorito dos caracóis. Para rastrear o caminho de partículas microscópicas de plástico, os pesquisadores usaram partículas de plástico fluorescentes, que realmente foram comidas pelo caracol. No entanto, o plástico não ficou muito tempo no caracol, sendo expelido novamente após a digestão de partes biológicas da refeição.

A Comissão Europeia tem como meta reduzir o consumo europeu per capita de sacolas plásticas nos próximos dez anos para 40 sacos por ano. Na Alemanha, a média atual é de 71 sacolas. A Associação de Varejistas Alemães (HDE) chegou a apresentar uma proposta de tornar obrigatória a cobrança por sacolas plásticas para todo o comércio, mas ainda não colocou a medida em prática. Fonte: Deutsche Welle - Data 15.01.2016

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sábado, janeiro 23, 2016

Relatório acusa empresas de conivência com trabalho infantil

A organização de direitos humanos Anistia Internacional acusou as empresas Apple, Samsung e Sony, entre outras, de falhar em identificar o uso de trabalho infantil na produção dos minerais usados em seus aparelhos.
Em um relatório sobre a mineração de cobalto na República Democrática do Congo, a Anistia afirma ter encontrado crianças de até 7 anos de idade trabalhando em condições perigosas.
O cobalto é componente vital para as baterias de íon-lítio. As empresas afirmaram que seguem política de tolerância zero em relação a trabalho infantil.
"Companhias cujo lucro global é de US$ 125 bilhões não podem realmente alegar incapacidade de verificar de onde vêm suas matérias-primas essenciais", disse Mark Dummett, pesquisador nas áreas de negócios e direitos humanos da Anistia.

MORTES
A República Democrática do Congo responde por 50% ou mais do cobalto produzido no planeta.
Mineradores trabalhando por longo período neste segmento da extração mineral enfrentam problemas de saúde e risco de acidentes fatais, afirma a Anistia.
A organização diz que ao menos 80 mineiros morreram no subsolo congolês entre setembro de 2014 e dezembro de 2015.
A Anistia também entrevistou crianças que trabalhariam nas minas do país.
Paul, órfão de 14 anos de idade, começou a minerar aos 12 anos. "Eu fiquei até 24 horas nos túneis. Chegava de manhã e só saía na outra manhã. Tinha que ir ao banheiro nos túneis. Minha mãe adotiva planejava me mandar para a escola, mas meu pai adotivo era contra, e ele me fez trabalhar nas minas", contou o menino à Anistia.
A Unicef estima que há cerca de 40 mil crianças trabalhando em minas no sul da República Democrática do Congo.

'TOLERÂNCIA ZERO'
Em resposta ao relatório, a Apple afirmou que o "trabalho infantil não é tolerado em nossa cadeia de fornecedores e estamos orgulhosos de liderar a indústria em salvaguardas pioneiras (contra o trabalho infantil)".
A empresa afirmou, ainda, conduzir rigorosas auditorias junto a fornecedores e que qualquer um que empregue crianças é forçado a retornar o menor a sua casa, financiar a educação da vítima em escola escolhida pela família, continuar a pagar salários e oferecer um emprego quando o jovem tem idade para trabalhar.
A Samsung também afirmou ter "tolerância zero" em relação a trabalho infantil e que, assim como a Apple, vem conduzindo auditorias regulares junto a seus fornecedores.
"Se houver violação e trabalho infantil for encontrado, os contratos com fornecedores serão imediatamente encerrados", declarou a empresa.
A Sony comentou: "Estamos trabalhando com nossos fornecedores para enfrentar questões ligadas a direitos humanos e condições de trabalho em locais de produção, assim como na aquisição de minerais e outras matérias primas".

'PARADOXO'
O relatório da Anistia rastreou o comércio de cobalto a partir de áreas onde há trabalho infantil. O mineral é comprado por intermediários diretamente das minas e vendido à empresa Congo Dongfang Mining, subsidiária da gigante chinesa Zhejiang Huayou Cobalt Ltd.
A Anistia afirma ter entrado em contato com 16 multinacionais listadas como clientes de fabricantes de baterias que têm como fornecedor de cobalto a Huayou Cobalt.
Uma empresa admitiu a conexão, enquanto outras quatro reconheceram serem incapazes de dizer com certeza qual seria a fonte do cobalto usado por elas.
Outras cinco companhias negaram ligações comerciais com a Huayou Cobalt, embora apareçam como clientes nas listas encontradas em documentos da gigante chinesa.
Seis empresas afirmaram estar investigando o caso.
"É um paradoxo que na era digital algumas das mais ricas e inovativas empresas do mundo, capazes de levar ao mercado aparelhos incrivelmente sofisticados, não consigam mostrar de onde vêm suas matérias-primas", criticou Emmanuel Umpula, diretor da Africa Resources Watch, organização que colaborou com a Anistia no relatório. Fonte: G1- BBC-19/01/2016

Comentário: O que prevalece nas empresas é a ética Botox, cuidam apenas da aparência. Quando os interesses  comercais colidem com o meio ambiente (redução dos impactos sobre a biodiversidade), com a comunidade,  o lucro vem em primeiro lugar. A ética das empresas é modelada pelo departamento de marketing das empresas, que cuida apenas de sua imagem.   

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terça-feira, janeiro 19, 2016

Bombeiros resgata funcionário com a mão presa em moedor

Quatro dedos ficaram estraçalhados, menos o polegar. Homem trabalhava no setor frigorífico de estabelecimento na av. Tefé, bairro Cachoeirinha.

Um funcionário de um supermercado ficou com a mão presa em um equipamento de moer e teve que ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros, na manhã de  sexta-feira (15), em Manaus.

O homem, de 21 anos, trabalhava no setor de frigorífico do supermercado, a antiga Casa do Óleo (CO), que fica localizado na avenida Tefé, bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. O Corpo de Bombeiros foi acionado e fez a retirada da mão do rapaz do aparelho.

Segundo a assessoria de imprensa dos bombeiros, o caso ocorreu por volta das 10h. Os quatro dedos da mão esquerda do homem ficaram estraçalhados, só restando o polegar, que não foi danificado.

O trabalhador também recebeu atendimento de primeiros socorros de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, em seguida, foi encaminhado para o Hospital e Pronto Socorro 28 Agosto, na Zona Sul. O estado de saúde não foi divulgado. Fontes: @ZR, A Crítica - Manaus, 15 de Janeiro de 2016

Comentários:
O que leva um jovem de apenas 21 anos perder os dedos? Por que alguns trabalhadores assumem riscos sabendo que o perigo está próximo ou ao lado? Talvez o senso comum pessoal prevaleça? O senso comum é o modo comum e corrente do conhecimento humano que se adquire no contato direto com a realidade. O senso comum é  o saber empírico e imediato que adquirimos espontaneamente sem nenhuma procura sistemática ou metódica (conhecimento técnico) e sem qualquer estudo ou reflexão prévia. Essas convicções estão profundamente arraigadas no ser humano e servem de base para as decisões que as pessoas tomam no dia-a-dia.
Por que não usar o soquete para empurrar a carne? A mão funcionou como soquete?

A mão é um dos principais instrumentos de trabalho do profissional. Perdê-la significa não só um grande trauma físico e psicológico como o fim inesperado da força de trabalho do empregado.

Conseqüência de acidentes nas mãos com perdas substanciais;

Profissional
■ Dificuldades de ingressos em empregos;
■ Alteração da função;
■ Dificuldades nas realizações de tarefas;
■ Dificuldades de promoções.

Social
■ Restrições de atividades;
■ Impossibilitado à prática de esportes;
■ Privação de tocar;
■ Sensação de incapacidade.

Pessoal
■ Dificuldades de alimentar, vestir e higiene pessoal;
■ Problemas psicológicos, inclusive no meio familiar;
■ Dependência de pessoas;
■ Limitação física.

Razões Para Você Proteger Suas Mãos
1. Suas mãos são preciosas, são suas ferramentas naturais, com elas você segura, empurra, etc. As mãos são os olhos dos cegos e voz dos mudos.
2. Você só tem duas, elas são importantes para o seu sustento e o de sua família.
3. Elas são frágeis e estão expostas a riscos diariamente, arestas cortantes, facas, etc. são inimigos de mãos desatentas.
4. Não existem mãos de reserva, elas nunca serão encontradas no almoxarifado para reposição. Nada as substitui completamente.
5. A mão é a região do corpo mais lesionada por acidentes. Qualquer ferimento limita as suas mãos. Portanto, a segurança de suas mãos, está em suas mãos. Fonte: Construction Safety Association of Ontario, 2002

Recomendações
1. Segurança
Quando usados incorretamente, os Picadores de Carnes/Moedores são máquinas potencialmente perigosas. Manutenção limpeza ou qualquer outro serviço na máquina, somente deverão ser feitos por pessoas devidamente treinadas, e com a máquina desconectada da rede elétrica. As instruções a seguir, deverão ser sempre seguidas para evitar acidentes:
1.1 Desconecte a máquina da rede elétrica, quando desejar retirar quaisquer das partes móveis, para fazer limpeza, manutenção ou qualquer outro tipo de serviço.
1.2 Nunca utilize instrumentos que não fazem parte da máquina para auxiliar na operação da mesma.
1.3 Antes de ligar a máquina, verifique se a boca no 6 está firme em sua posição, se todos os seus componentes internos estão o montados, bem como o prato de segurança (bandeja) no  02   
1.4 Nunca utilize jatos d'água diretamente sobre a máquina.
1.5 Nunca utilize roupas com mangas largas principalmente nos punhos durante a operação.
1.6 Nunca introduza os dedos ou qualquer outro objeto que não seja o soquete no 1 na abertura de alimentação da boca.
1.7 Mantenha as mãos afastadas das partes móveis.
1.8 Nunca ligue a máquina com roupas ou os pés molhados.
1.9 Ao instalar a máquina não esqueça de ligar o fio de aterramento

Avisos
Não trabalhe com cabelos compridos, que possam tocar qualquer parte da máquina, pois os mesmos poderão causar sérios acidentes. Amarre-os para cima e para trás, ou cubra-os com um lenço.
Somente usuários treinados e qualificados podem operar a máquina. Jamais opere a máquina, sem alguns de seus  acessórios(s) de segurança.
Os picadores de carnes são máquinas que trabalham em alta velocidade e para tanto necessitam que a alimentação seja igualmente rápida.
Para alimentá-los, coloque os pedaços de carne sobre o prato de segurança (bandeja)  e conduza os mesmos com a mão somente até a entrada (orifício) existente no mesmo, assim empurrando-os com o auxílio do soquete.para o interior da boca, onde serão puxados pela rosca.

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sexta-feira, janeiro 15, 2016

Risco de incêndio em revestimento de espuma plástica

Em dezembro de 1998, um mega-depósito de distribuição (diversas empresas instaladas no local)   localizado em Mt. Vernon, Indiana,  pegou fogo e queimou por mais de três dias antes que o fogo fosse extinto.  Mais de 28.000 toneladas de vários produtos plásticos estavam armazenadas nesta instalação.  Os produtos não apenas queimaram,  mas também criaram um problema ambiental sério que incluiu escoamento de plástico líquido quente e fumaça corrosiva. 
Cerca de 40 unidades de bombeiros atenderam a  chamada, Indiana,  Kentucky, e Illinóis.  
O  comandante dos bombeiros e de resgate  de  Mt. Vernon atuou como comandante do incidente (CI).  
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA)  estava no local  devido aos problemas ambientais que resultaram da queima e derretimento de material  plástico.  Especialistas foram chamados para monitorar a atmosfera e para construir barreiras e diques para interromper o fluxo de plástico quente em direção aos canais e ao sistema de esgoto. 
Este artigo examina um aspecto desta perda  tremenda, a fonte do incêndio , a sua causa provável, e procedimentos corretivos que podem ser empregados para minimizar, ou evitar até, as condições que podem conduzir a um outro evento semelhante.

DESCRIÇÃO DO PROCESSO
O incêndio  começou na área de armazenagem  e fabricação de plástico.  Esta planta fabricava o revestimento de espuma de polietileno  a ser usado como material de isolamento em edifício.  O butano, que se dissolve no poliestireno sob temperatura e  pressão elevada, era empregado como agente espumante.  Este material quente e liquido é forçado através de uma pequena abertura,  enquanto o molde plástico/butano esfria, o agente fundido gaseifica sob pressão reduzida e expande, criando um tubo de espuma  flexível.  O ar frio é soprado no plástico formado para endurecer  a camada superficial , depois o tubo plástico é puxado e cortado em duas mantas de espuma de isolamento plástico.
Enquanto o material esfria, parte do butano é perdido na atmosfera, enquanto aproximadamente 70 por cento permanece na estrutura celular da isolação.  O butano restante, lentamente difunde-se  da espuma, e o ar substitui o gás perdido até que o equilíbrio seja alcançado e um pouco de butano é perdido.

O produto acabado da linha de extrusão é uma folha flexível de espuma de poliestireno, aproximadamente  de 15 m de comprimento, 1,20 m de largura, e 64 mm de espessura,  dobrada a  cada 60 cm, formando um pacote com espessura de 17 cm e pesando 5 a 7 Kg. 
Aproximadamente 50 destes pacotes são colocados em um palete, coberto no topo e  embalado.  Uma empilhadeira transporta então o produto acabado à área de armazenagem intermediária, que está na mesma  área  da  linha de extrusão.  O palete com o produto deve permanecer na área de armazenamento por duas a três semanas para permitir que o agente de sopro (butano) dissipe se. 

Deve ser observado que a isolação do material  final (dissipação do butano) tem dos Laboratórios de Underwriters (UL),  a avaliação de propagação de chamas,  menos de  40, que significa que nenhuma quantidade significativa de butano deve ser permitida na estrutura celular no momento da instalação do material de isolamento.

INÍCIO DO INCÊNDIO
A linha de extrusão de espuma estava em  produção por quase um mês, quando irrompeu o incêndio . Naquele dia frio em dezembro, um operador de empilhadeira colocava uma carga de palete na área de armazenagem onde dois  paletes de material previamente manufaturado foram armazenados (a empilhadeira não era à prova de explosão).  Ele dirigia a empilhadeira  para pegar um uma nova carga na área   de embalagem,  quando um estrondo alto foi ouvido na instalação.  As testemunhas viram inicialmente uma chama de 60 a 90 cm  de altura acima dos paletes logo armazenados, seguido pela fumaça negra densa.  O alarme foi acionado, e ao mesmo tempo a fonte de butano foi interrompida e todo o pessoal foi evacuado com segurança. 

Embora o sistema de sprinklers  foi instalado, não funcionou durante o incêndio .  Os empregados declararam, que eles acreditaram que o sistema não foi testado  com carga (água) após a sua  instalação e a sujeira pode ter acumulado na tubulação e obstruindo o  fluxo de água.   
A área de fabricação era equipada com ventiladores de telhado, que sopravam ar fresco em sentido descendente, e o exaustor  em uma parede lateral,  puxava o ar  para fora da instalação.  Os ventiladores, de acordo com informações, foram deixados ligados durante o estágio inicial do incêndio, não eram controlados por sensores de calor/fumaça.

CAUSAS DO INCÊNDIO
A manufatura e a manipulação de filmes plásticos geram eletricidade estática nas superfícies expostas.  Esta carga estática pode alcançar milhares de volts antes que descarregue,  provocando faíscas capazes de inflamar gases e pós-combustíveis.  O processo de extrusão, que inclui a adição de butano ao polietileno derretido, cria uma probabilidade elevada de incêndios localizados, próximos do molde de extrusão e  fluxo descendente, enquanto as folhas formadas são resfriadas, cortadas, e dobradas. 
Realmente, diversos meios de proteção contra incêndio  foram instalados para a linha, tais como; 
■ detectores de vazamento de gás
■ aterramento elétrico de equipamento
■ eletricidade estática neutralizada (sopradores de ar ionizado, por exemplo)
■ extintores de incêndios portáteis próximos, e
■ sistema de sprinklers adequado.

Entretanto, o incêndio  não iniciou na área de manufatura;  começou na área de armazenagem, limítrofe a área de produção , onde os paletes com produtos acabados  eram colocados "para cura”. 

Os problemas de incêndio  na área de armazenamento não são exatamente os mesmos que aqueles na linha de extrusão, mas há  questões semelhantes, que são relacionadas abaixo. 
■ carga estática; nos paletes embalados  permanecem durante algum tempo após ser colocado no armazenamento.  Um empregado relata "seu cabelo permanecia em pé” enquanto passava próximo às cargas recentemente colocadas. 
■ o gás butano constantemente exsuda (transpira)  das placas de isolação e está  retido no palete embalado.  Desde que o butano é mais pesado do que o ar, o gás tende alojar-se no piso,  pela abertura do palete.
■ a isolação do polietileno (com ou sem butano) é uma carga significativa de incêndio  com uma taxa de queima rápida e produz muita fumaça densa, preta, ao queimar-se.  Um sistema de sprinklers  adequado deve ser empregado nesta área.
■ a empilhadeira empregada para movimentar cargas de palete da área de embalagem  à área de  armazenamento não era à prova de explosão ou não tinha  aterramento adequado. 
■ o piso na área de armazenamento era de concreto simples, essencialmente não condutivo.  qualquer objeto em movimento (pessoa, empilhadeira) pode transportar cargas estáticas  à área de armazenagem. 
■ a ventilação entre as pilhas de isolação armazenada era deficiente, permitindo que o butano permanecesse  no piso, sob e entre  as cargas. 

É difícil apontar exatamente a causa da ignição inicial do incêndio ;  entretanto, é razoável concluir que a atividade da empilhadeira na área apenas antes da explosão e do incêndio  estava casualmente relacionada.  O gás do butano no piso  (limite explosividade inferior, 1,9 por cento por volume) foi inflamado por uma descarga de  carga estática apenas colocada ou de uma fagulha do sistema de descarga da empilhadeira ou de componentes elétricos. 

Não obstante, qualquer que seja a fonte de ignição, está claro que uma camada  baixa de gás butano estava presente e criou a explosão inicial seguida  por uma ignição e queima rápida da embalagem e  a isolação carregada de butano na área de armazenagem. 
O incêndio  espalhou rapidamente através da área de armazenagem e de manufatura de plásticos, e irrompeu através das paredes (não resistente ao fogo) às propriedades adjacentes do armazém antes que a brigada de incêndio  da empresa pudesse alcançar o local e impedir a destruição total do edifício e propriedade.

AÇÕES CORRETIVAS
Os processos foram arquivados, responsabilidades cruzadas,  entre o novo proprietário; e antigo proprietário e o construtor;  os locatários do armazém;  e, naturalmente, o fabricante de plásticos. 
Os peritos foram firmes nas análises, os relatórios foram arquivados, e as reivindicações de todas as reclamações foram conseguidas antes do julgamento. 
A instalação não foi reconstruída.  Significativamente, o fabricante de espuma de  plástico corrigiu várias deficiências acima descritas, instituindo diversas mudanças nas áreas de estocagem  de outras instalações que  produz espuma plástica com butano. 

Essas mudanças incluíram;
■ melhoramento no sistema de ventilação entre paletes
■ monitoração de gases inflamáveis ao nível do piso, usando somente empilhadeira à prova de explosão,  com sistema de aterramento
■ instalação de piso condutivo e seleção de vestuário apropriado para o pessoal minimizar o acúmulo de carga estática gerada.
■ proteção contra incêndio com sistema de sprinklers  deve ser atualizado e instalado onde necessário. 
■ barreiras de incêndio e controles de interrupção, que podem ser empregados em incêndios, foram adicionados aos sistemas de ventilação. 

Apesar de que a tecnologia para todos os procedimentos preventivos existiu antes da construção da instalação  e do processo de manufatura, a instalação de manufatura de plásticos não adotou estas técnicas de antemão.  O fabricante aprendeu uma lição amarga na perda de sua instalação, bem como, das propriedades vizinhas.

Fonte: Fire Engineering - Marvin A. Salzenstein, PE, é presidente e principal engenheiro consultor  de Polytechnic Inc., Lincolnwood, Illinóis,  que fornece serviços de engenharia; segurança, testes e serviços forenses .   

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segunda-feira, janeiro 11, 2016

Anatomia de um incêndio

Em 20 de outubro de 1977, o mundo industrial foi atingido por um incêndio no  principal depósito de peças e acessórios da Ford, em Koln (Colônia), Alemanha Ocidental.

CAUSA PROVÁVEL:
Negligência em fumar

COMBUSTIBILIDADE:
Plásticos e óleo.

RESULTADOS:
Destruição de  75.000 m2 do depósito, com um prejuízo estimado de US$100 milhões em danos materiais e lucros cessantes de US$50 milhões .

O QUE HOUVE DE ERRADO?
Por que o incêndio não foi controlado? O edifício tinha sistema de sprinkler. Todas as válvulas de controle do sistema de sprinkler foram encontradas abertas. A brigada de incêndio da Ford respondeu rapidamente? Por que esta proteção falhou?

O ARRANJO FÍSICO (LAY-OUT) 
O deposito da Ford alemã de peças e acessórios em Merkenich, subúrbio de Koln, era uma edificação industrial pós- II Guerra,  uma grande edificação, uma superestrutura, incluindo  concentração excessiva de produtos acabados ou, neste caso, de mercadorias. E essas mercadorias incluíram quantidade considerável de plásticos altamente combustíveis.

AS ATIVIDADES
O edifício abrigou peças e os acessórios da Ford para o mercado mundial Os empregados ocupavam-se; no recebimento, embalagem,  expedição e em atividades correlatas.

A ESTRUTURA
O edifício foi construído em 1962, com ampliação em 1967, e uma área coberta aproximadamente de 127.500 m2. A estrutura do telhado era de dois tipos: chapa metálica e laje de concreto pré-moldado. A cobertura era única de betume liso e eram suportados por vigas e colunas de aço.
 Diagrama – Lay-out do edifício – O incêndio propagou-se do ponto de origem (retângulo vermelho), do oeste para final do edifício e leste  para a parede corta –fogo até coluna 26. A área em retângulo é mostrada com mais detalhes no diagrama 2. 
O DIAGRAMA 1
Mostra a posição da parede dupla,  que divide o edifício em duas partes; leste e oeste.
A parede dupla, com isolamento entre elas de 8 cm e a espessura de cada parede de 11 cm, estende 25 cm acima do telhado. A estrutura da parede possui portas de fechamento automático no lado oeste  (lado em que o  incêndio ocorreu).

CONTEÚDOS
A mercadoria armazenada no lado leste da parede era principalmente de peças de escapamento (silencioso), tubulações, rodas, amortecedores, e peças de corpo metálico. No lado oeste da parede era armazenado mais peças de metal de carro, mais itens combustíveis tais como; manta de fibra natural, tubulação, consoles, latas do óleo para motor, volante para direção, estrutura de assento, forração, carpete, e limpadores de pára-brisa. Muitos destes produtos eram peças individuais ou em conjuntos, plástico, e a maioria estava armazenada em caixa de papelão e acondicionada em plástico.

Existia armazenamento permanente e temporário. A armazenagem permanente era em porta paletes ou mantinha as peças grandes tais como; assentos de carro corretamente nas prateleiras, ou, mais freqüentemente, mantinha muitas peças pequenas em cestos metálicos. 
O empilhamento em cestos metálico era também usado para o armazenamento permanente. O armazenamento temporário era ou em cestos metálicos (paletes metálicos) ou em porta-paletes. Os cestos metálicos também conhecidos como paletes metálicos,  tinham do tipo sólido (chapa, tipo caçamba)  e metálico (tela metálica), ambos com base de madeira .

Seta azul – armazenagem temporária
Retângulo amarelo – origem do incêndio 
A configuração de armazenagem na área da origem do incêndio é mostrada no diagrama 2.
Fileiras duplas, tais como; 8 e 9, 23* e 24* tinham quase nenhum espaço transversal (paralela no sentido da carga) ou o espaço longitudinal (perpendicular no sentido da carga).
Os arranjos compactos de cestos metálicos, como nas fileiras 8* a 24*, tinham espaços longitudinais de cerca  13 cm, mas nenhum espaço transversal. Um terceiro arranjo, encontrado nas fileiras 1 e 2 e aquele mais distante eram o dobro, fixado em estrutura de porta-paletes, com 10 cm de espaço longitudinal.
Outras áreas tinham configurações similares, mas geralmente mais fileiras duplas do que arranjos compactos.
Como o diagrama 2 mostra, havia também armazenamento temporário considerável na área próxima.
Nas principais áreas do depósito, os paletes metálicos eram empilhados até 6 m de altura.. Os porta paletes permanentes tinham 3 m de altura  e geralmente tinha outro de 3 m de cestos metálicos empilhados no alto (obstruindo longitudinalmente o espaço entre eles).
A armazenagem temporária na fileira 5, no lado oeste, consistia de volantes de direção, feito de alma de aço, alcochoado em espuma de poliuretano e com revestimento em PVC e consoles de plásticos.

Os volantes de direção eram armazenados em porta-paletes,  empilhados com dois a seis cestos metálicos. Os consoles plásticos neste corredor eram empilhados em um a dois paletes. A armazenagem na fileira 5,  no lado leste, e entre as fileiras 9 e 10, consistiam de latas de óleo para motores em paletes,  empilhados com 2 ou 3 paletes de altura.

PROTEÇÕES CONTRA INCÊNDIO
Embora elas nem impediram e nem controlaram o incêndio, havia recursos humanos e físicos para proteções contra incêndio no depósito de Merkenich. Também, além dos esforços dos funcionários da Ford, e de diversas organizações de combate ao fogo (brigada de incêndio) da vizinhança que responderam ao alarme.

O EQUIPAMENTO DO DEPÓSITO EM MERKENICH
O sistema de sprinkler automático foi instalado em todo o depósito e originalmente foi projetado de acordo com os códigos locais, mas foi modificado mais tarde para aumentar a densidade de cobertura, conforme exigências da FM Global para armazenagem predominante naquele tempo. Os bicos de sprinklers  foram aprovados pela FM Global, do tipo para cima (upright), com diâmetros de orifícios de 12,7 mm . A maioria dos sprinklers era para temperatura de operação  de 74o C; e o restante para 100o C.
A área de cobertura para a maioria era de 9 m2 por bico. A demanda de água disponível era adequada proteger os componentes plásticos armazenados até a altura de 1,5 m, dispostos como estavam no depósito em Merkenich.

O sistema de sprinkler era alimentado por uma rede pública principal através de duas bombas, (booters), dois tanques de pressão de  45 m3, e de uma moto-bomba diesel para o tanque de sucção. Uma estação de bomba (booster) estava localizada no canto, a sudoeste do depósito, a outra na edificação, à nordeste do depósito.   Estas bombas (booters) tinham as tubulações de sucção de 150 mm e de entrada de 200 mm, com um hidrante principal de 300 mm, alimentado  por uma rede principal pública de 400 mm  e fornecia separadamente a alimentação central do sprinkler. A bomba diesel alimentava de um reservatório subterrâneo, com conexão automática de abastecimento para a rede pública.

A fiação para o painel de controle da bomba era distribuída; aérea, em badeja de cabo,  ao longo da cobertura do depósito. Além das bombas (boosters), todos os hidrantes do local  eram abastecidos por uma canalização de 300 mm,  conectados a rede pública por uma canalização de 400 mm.

Todos os abrigos, continham  mangueiras de 20 m,  tipo C (resistente á óleo, à abrasão, resistente a superfície quente, 120o C), com diâmetro de 50 mm e esguicho de jato sólido de 8 mm. Alguns esguichos eram reguláveis para jato tipo neblina ou para fornecer jato sólido (diâmetro de 12,7 mm).

Os alarmes do sistema de sprinkler foram projetados ser ativados sob queda de pressão da água da canalização de sprinkler. Os sinais de cada coluna de alimentação eram recebidos e automaticamente registrados na portaria principal e  transmitidos simultaneamente à Central da Brigada de Incêndio da Ford, localizado em outra fábrica da Ford, em Niehl, distante 2,5 km do depósito em Merkenich.

 BRIGADA DE INCÊNDIO E SEU EQUIPAMENTO
Três profissionais da brigada de incêndio eram designados permanentemente para o depósito em Merkenich durante o turno dia. Além disso, aproximadamente vinte funcionários do depósito recebiam  treinamento periódico, como brigadista voluntário. Os três profissionais faziam parte da equipe de 53 profissionais, da brigada de incêndio da Ford,  e o restante de pessoal  permanecia  na Central de Brigada, sediada em Niehl,  distante apenas três a quatro minutos pela autoban (autopista, estrada de tráfego rápido).
Pelo menos dezessete profissionais ficavam sempre em serviço, embora nenhum permanecia à noite em Merkenich, onde a vigilância normal de segurança era responsável para acionamento do alarme de incêndio.
A estrutura de emergência da brigada de incêndio da Ford não incluía atribuições individuais para as bombas e para as válvulas de controle de sprinkler. Estas atribuições deviam ser feitas pelo responsável  na chegada no local da emergência.
Os equipamentos da brigada consistiam; dois caminhões de moto-bomba, um caminhão do serviço, bombas portáteis, unidades de dióxido de carbono, unidades de pó químico seco e de espuma. Normalmente, os equipamentos não eram enviados de uma só vez;  inicialmente foram preparados dois conjuntos de equipamento e uma brigada de incêndio .
Outras equipes de brigadas que podiam e responderam a emergência em Merkenich, foram aquelas próximas ao depósito, da industria química Wacker,  brigadas de voluntários de Merkenich e de Fuhlinger, e o Corpo de Bombeiros da cidade de Koln.

POLÍTICA DE CONTROLE DE INCÊNDIO
Semanalmente as inspeções de válvulas de controle do sistema de sprinkler eram feitas e registradas, e os serviços de manutenção importantes do sistema de sprinkler (impairment, fora de serviço, necessita de colocar vigilância na área e comunicar as autoridades) eram comunicados a FM Global em Frankfurt. Havia uma política “proibido de fumar” em determinadas áreas do depósito:  armazenamento dos líquidos inflamáveis, carpintaria e armazenamento de guarnição de plástico de automóveis. Fumar era permitido, entretanto, em a maioria outras de áreas do edifício incluindo a área onde este incêndio desastroso começou.

Os representantes da companhia de seguro, incluindo os engenheiros da FM Global, inspecionavam regularmente a instalação do deposito de Merkenich e consideravam o depósito bem conservado, com armazenamento e localização eficientes das peças de reposição de automóvel.
Os engenheiros da FM Global alertaram a Ford que o armazenamento de plásticos na altura de 6 m, poderia sobrecarregar o sistema de sprinkler e recomendaram  a redução da altura de armazenamento. Respondendo a isto e a outras recomendações similares, Ford avaliou os resultados de seus testes de fogo que foram conduzidos no Centro de Teste  da FM Global, em Rhode Island, no verão de 1976.
Ciente do aumento do risco de incêndio, a Ford desenvolveu novos padrões para a companhia para  armazenagem de materiais de riscos elevados e estes foram às diretrizes para o controle, quando o incêndio começou no depósito em Merkenich.

O INCIDENTE
Estes foram os eventos, quanto ao desdobramento, nesse dia de outono:
Aproximadamente às 14 h 20 min, 20 de outubro 1977, o incêndio  rompeu no depósito, no setor de armazenagem temporária de consoles plásticos. Imediatamente é informado pelos funcionários da área,  que as chamas estão quase a 1 m de altura.

As informações se propagam, e quatro minutos após a descoberta, dois funcionários tentam sem êxito  extinguir o incêndio com uma mangueira de incêndio, próxima a central de mangueira,  no interior do edifício. Suspeitando, incêndio em óleo e pensando que a água seria ineficiente, eles concentraram seus esforços em direção aos porta-paletes adjacentes, jogando água para impedir seu envolvimento. Apesar disto, o as chamas cresciam rapidamente.  Alguns minutos ou mais tarde, a brigada de incêndio da Ford em Niehl é alertado pelo sistema de alarme de incêndio e pelo telefone. Simultaneamente, os primeiros sprinklers abrem e o alarme automático é recebido em Niehl.

Assim que os caminhões da brigada aproximam do local, o chefe da brigada de incêndio da Ford vê a fumaça crescendo das aberturas dos respiradouros do telhado e solicitou reforços do Corpo de Bombeiros da cidade de Koln.
Na chegada ao depósito às 14 h 39 min , a brigada dirigiu-se para a área de armazenagem onde as chamas podiam ser vistas em todos os porta-paletes e os funcionários ainda estavam tentando controlar o incêndio. A brigada da Ford ataca o incêndio com pó químico seco e duas linhas de mangueiras, mas é impedido pela armazenagem de mercadorias nos corredores (obstrução).

Os sprinklers  estão operando, mas a densidade de água disponível não podia penetrar ou pela elevação de gases quentes gerados pela combustão dos estoques ou pela obstrução dos espaços entre os paletes para alcançar o local do incêndio. Um segundo grupo de brigadista de Niehl chega e organiza a evacuação do pessoal das áreas adjacentes do escritório. Mais tarde, entram na área de armazenagem , que está  agora completamente sem luzes,  porque o quadro de fusíveis derreteu se.
A locomoção está difícil e o uso de aparelho autônomo é necessário. Este grupo, também, tenta combater as chamas com mangueiras, mas agora o incêndio está fora do controle. Neste momento, o supervisor de manutenção do depósito segue para casa de bomba diesel e encontra a bomba funcionando com um brigadista em plantão. Dez minutos mais tarde, ele verifica outra vez, e a bomba está operando ainda sob a supervisão.

Entretanto, assim que os veículos de incêndio do Corpo de Bombeiros de Koln se aproximam, cerca de 3 km,  o oficial responsável pela guarnição observa uma densa nuvem negra no céu e envia um alarme adicional, solicitando reforços.
Outro destacamento é enviado e as brigadas de voluntários das vilas próximas são chamadas. As 15 h, os veículos de incêndio do Corpo de Bombeiros de Koln chegam ao local e outro alarme é enviado imediatamente, solicitando mais oito unidades de reforços. O incêndio está muito intenso agora, queimam latas de óleo e a estrutura estala assustadoramente.

A fiação do controle do painel da moto-bomba diesel  interrompe ou entra em curto circuito, neste momento, causando a paralisação da bomba.
Equipes  sobrevoando em helicóptero, vêem as chamas e fumaça, elevando-se das aberturas e das clarabóias do telhado.

No interior, a propagação do incêndio parece que parou na parede de alvenaria que divide a metade ocidental (oeste) que está em chamas da outra metade que não está envolvida (leste). Entretanto, o incêndio continua com fúria, movendo-se para o norte e para o oeste. Nesse momento, o sistema de sprinkler está totalmente indefeso e os esforços da brigada são incapazes de controlar a situação.

A pressão da água diminuiu, porque muitas mangueiras e o sistema de sprinkler estão em operação. Um outro alarme é emitido, que traz mais três unidades para o local. As 15 h 30 min, o especialista de controle de incêndio da Ford chega ao local  e segue em direção a casa de bomba diesel, onde ele encontra a bomba, que não está mais em funcionamento e a porta está fechada. O supervisor de manutenção, que está  próxima a cobertura, é surpreendido em ouvir, que a bomba está agora abandonada (sem vigilância). O especialista do controle de incêndio destrava a porta e liga a bomba manualmente.

A pressão da água está agora tão baixa, que houve reforço de água através de uma série de bombas de diversas autobombas, conectada a uma mangueira, que está abastecendo de água de um lago perto do local e também de um reservatório de captação de água de chuva localizado na área do depósito.

O especialista de controle de incêndio da Ford encontra a moto-bomba elétrica no edifício, sem energia e a segunda bomba elétrica (booster) não está operando, embora o controle está na posição automática. Esta bomba é ligada manualmente.

Os funcionários da Ford solicitam ao departamento de água da prefeitura, bombeamento adicional de água para reforçar a linha. As 16 h 20 min, o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade de Koln anuncia que o edifício da parte oeste da parede de alvenaria não pode ser salvo  e ordena  a evacuação de todos os bombeiros. Os esforços agora são dirigidos para salvar o edifício da parte leste da parede de alvenaria, onde estão localizados;  a principal subestação elétrica, casa de caldeira, os edifícios administrativos e o escritório principal.

Às 18 h 47 min, o incêndio está sob controle. Às 23 h 30 min, o incêndio está praticamente extinto. Ocasionalmente surgem focos de incêndios, mas são rapidamente extintos.
Sobre 75.000 m2 do edifício da parte oeste da divisão da parede de alvenaria está em ruínas. A laje de  concreto  da cobertura  desmoronou totalmente. As vigas e colunas de aço foram retorcidas pelo calor intenso.
Latas de óleo carbonizadas, que caíram das prateleiras, formaram um monte de entulho. Algumas mercadorias  estavam tão derretidas ou queimadas que eram impossíveis para identificá-las. O que era uma vez uma ativa operação de negócio, agora foi reduzida a entulho.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
Como poderia acontecer?
Como poderia um depósito com sistema de automático de sprinkler sofrer uma perda tão devastadora?
Pode a indústria não confiar mais em equipamento da proteção contra incêndio?
Podemos somente cruzar os nossos dedos e esperar que o incêndio não nos atinja novamente?
A perda de Ford levantou muitas questões alarmantes.
No monte de entulho desta instalação encontra-se uma lição que a indústria deveria preocupar-se. Sim, a instalação era protegida, mas havia diversas falhas fatais na blindagem (na proteção) .

O EMPILHAMENTO ERA MUITO ELEVADO
A armazenagem de peças de plásticos atingia 6 m de altura. De acordo com a norma da FM Global, o sistema de sprinkler disponível poderia somente proteger a armazenagem até a altura de 1,50 m.
Esta altura excessiva permitiu maior profundidade de área e um incêndio muito mais intenso para desenvolver e  interferiu no acesso da água dos bicos de sprinklers às chamas.
O fogo começou próximo ao solo e os gases quentes foram capazes de elevar-se em direção ao teto e com muita maior velocidade e volume do que um arranjo de armazenamento com baixa altura.
O sistema de sprinkler foi dominado pelo fogo na armazenagem, o qual estava para proteger. Este era, sem dúvida, o fator o mais importante.
Mas isto não significa que a armazenagem de plásticos deve sempre ser limitado a 1.5 m? Não, porque a proteção pode ser projetada para a estocagem mais elevada.
Entretanto, neste caso, as características de projeto do sistema de sprinkler submeteram a existência  de uma proteção inadequada  para altura de 6 m.

A DENSIDADE DE SPRINKLER ERA MUITO BAIXA
A densidade da água disponível para sistema de sprinkler existente, era apenas quase 14,3 mm/min  sobre uma área da demanda de 279 m2 . A densidade de sprinkler necessária para altura de 6 m de armazenamento de plásticos seria de 24,4 mm/min sobre a mesma área.
Entretanto, isto supõe a instalação de sprinkler com orifício grande  para altas temperaturas e manter  pelo menos 90 cm de espaço livre entre a altura do armazenamento até o bico do sprinkler, infelizmente, não existia neste depósito.

Tamanhos dos orifícios do sistema de sprinkler e a temperatura de operação estavam incorretos

A concentração elevada de componentes plásticos exigia  sprinklers com orifícios de 13,5 mm, mas aqueles no depósito tinham  12,7  mm de orifícios. Os bicos maiores descarregariam aproximadamente 40% a mais de água sobre as chamas e as gotas maiores de água penetrariam melhor na elevação do plume do fogo (a fumaça gerada por uma fonte de calor, material em combustão, flui no sentido ascendente, com formato de um cone invertido).  Também, os sprinklers sobre os porta-paletes  eram classificados para temperatura de operação para 74o C,  enquanto eram necessários para 141o C. Isto permitiu que muitos bicos de sprinklers abrissem durante o estágio inicial do fogo, e que resultou baixa densidade de água para o sistema, como um todo.
Conseqüentemente, a eficácia do sistema total ainda seria reduzida pelo uso destes bicos para baixa temperatura, mesmo se o armazenamento fosse mantido nos padrões dos limites recomendados. O sistema de sprinkler em Merkenich não foi projetado para proteger o armazenamento com altura excessiva de componentes plásticos envolvidos. Mas, ainda havia outras deficiências que contribuíram para o desastre.

ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO BLOQUEANDO OS CORREDORES
A expedição de componentes automotivos eram colocados temporariamente nos corredores, enquanto aguardavam o destino final, deixando espaços nos corredores, somente de 70 cm. Esta obstrução aumentou o risco de incêndio e tornou extremamente difícil o combate manual ao fogo. Os espaços amplos dos corredores poderiam ter limitado a propagação das chamas, em vez da disposição de armazenagem compacta que forneceu virtualmente uma fonte ininterrupta de combustível para o fogo. As mangueiras de incêndio não conseguiam alcançar eficazmente o local do fogo.

NÃO HAVIA NENHUM ESPAÇO ENTRE OS PALETES (FLUE SPACE)
1 -A NFPA e FM, recomenda  a criação de um espaço entre os paletes na seção transversal e na longitudinal não é recomendável .
2- Na Suécia, a norma recomenda a criação dos espaços
Os espaços entre os paletes fornecem um trajeto para a água do sistema de sprinkler para seguir através dos porta-paletes, de modo que possa alcançar o fogo nos níveis mais baixos. Sem estes espaços, o fogo é protegido e pode crescer incontrolado pelo efeito de resfriamento da água (externamente a mercadoria está resfriada, mas internamente está gerando calor). Embora as chamas  podem se tornar grandes suficientes para alcançar o teto e ser expostas para o sprinkler descarregar, mas a fonte da geração do calor permanece queimando no centro do empilhamento. Alem disso, o armazenamento neste caso era tão elevado, as chamas podiam envolver um volume de material, enquanto ainda estava escondida da água do sprinker.

O ARRANJO FÍSICO DA SUBESTAÇÃO ELÉTRICA E DO CONTROLE DA BOMBA NÃO ERA CONFIÁVEL
A instalação elétrica de alimentação à estação da bomba de incêndio número  4, localizada à sudoeste  do edifício,  era distribuído através de painel de distribuição situado no depósito. A fiação de controle da bomba de incêndio  a diesel para estação de controle número 6 , também atravessava o edifício. A operação destas bombas, componentes importantes para o sistema de defesa contra o fogo, era conseqüentemente sujeito aos efeitos do fogo no edifício, que elas pretendiam proteger.
E aproximadamente 20 minutos após a ignição do fogo, a bomba de incêndio da estação número 4 perdeu energia. Foi em conseqüência de uma queima ou curto-circuito na fiação para o painel de controle  da bomba causou paralisação nesta bomba por cerca  40 a 60 minutos, depois que o fogo iniciou-se.
A fonte de alimentação para a bomba de incêndio e para os controles deveria ser projetada para operação confiável sob quaisquer condições de emergências. Todos os fatores mencionados, até agora relacionam somente aos aspectos físicos da proteção. Mas, sobre o elemento humano? Como foi a atuação do pessoal na emergência?

A ORGANIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA NO LOCAL ESTAVA INCOMPLETA
Quando um incêndio ou a outra emergência aparecem, as pessoas tendem apavorar-se. Isto é da natureza humana. Mas os minutos preciosos podem ser perdidos com a confusão, dando ao incêndio uma possibilidade de crescer e propagar. Neste incêndio, perderam até 5 ou 6 minutos de tempo,  após a descoberta do incêndio, para que alguém decidisse avisar o departamento de incêndio de Niehl. Três vezes durante a emergência, as bombas de incêndio foram encontradas não funcionando, ainda que colocado no controle automático.

Ninguém foi designado para permanecer  no local para assegurar operação ininterrupta. Duas bombas foram religadas  manualmente, enquanto a terceira bomba ficou sem energia logo no inicio do incêndio.
O planejamento do pré-plano de incêndio é uma das mais melhores armas, que uma industria possui no combate contra graves perdas. O pessoal deve ser treinado para pensar eficientemente no “momento da crise”, para agir junto com o sistema de proteção contra incêndio.

Um programa  de organização de emergência deve fazer parte integrante do programa de conservação  de propriedade de cada companhia.
Este programa contribuiria de maneira mais eficaz  aos esforços do combate ao incêndio, atribuindo ao pessoal do depósito as seguintes funções chaves;

• Uma pessoa responsável  pela emergência  e dirigir os esforços da organização  até a chegada da Brigada de Incêndio da Ford da Central de Incêndio  
• Pessoal treinado; para acionar o alarme de incêndio e avisar  a Central de Incêndio da Ford, após a descoberta do incêndio
• Operadores de controle de válvula; para assegurar que as válvulas de controle da água do sistema de sprinkler para a área afetada estejam inteiramente abertas, e para permanecer no local , como “vigia das  válvulas” contra o fechamento prematuro por terceiros, até a chegada da pessoa responsável

• Operadores da bomba de incêndio; para assegurar que cada bomba de fogo inicia e permaneça  funcionando até a duração da emergência
• Equipe de incêndio; inicia manualmente o combate ao incêndio com pequenos extintores e mangueiras  até a chegada da Brigada de incêndio e do Corpo de Bombeiros
O combate ao incêndio não deve começar com o Corpo de Bombeiros, mas com a brigada de incêndio da empresa, treinada para agir rapidamente e corretamente no momento da descoberta do incêndio.

UMA LIÇÃO AMARGA
Quando o depósito foi construído em 1962, o sistema de sprinkler era adequado para as condições dominantes. O estoque era pequeno no início e foi mantido dentro dos limites segurança. Mas as operações cresceram e mais componentes eram armazenados; algumas peças tornaram se obsoletas ou de giro lento (estoque) .
Os espaços adequados do corredor não foram mantidos, e a expedição em trânsito foi colocado entre alguns porta-paletes. Também, como os anos passaram, a indústria automotiva  mudou muito, com uso intensivo de plástico em vez metal para vários componentes. A carga altamente combustível no depósito refletiu esta tendência. Entretanto, a proteção não manteve o ritmo com estes desenvolvimentos.

Com sistema de sprinkler e densidade de água apropriada, e melhor configuração  de armazenagem, o sistema de sprinkler poderia ter controlado o incêndio. O fator mais crítico, embora, era a existência de um sólido bloco contínuo de combustível altamente desafiador (armazenagem compacta de componentes plásticos), que nenhum sistema de sprinkler poderia suficientemente proteger.
A indústria atual, procurando conservar a propriedade em condições reais de valores e promover a eficiência da produção, está construindo instalações maiores e super-instalações, algumas superiores a 100.000 m2 de área . A proteção adequada torna-se um sério problema.

Sem paredes corta-fogo para limitar os danos, estas grandes instalações podem totalmente ser destruídas por um incêndio. Os prejuízos por danos a propriedade e de interrupção de negócio (lucros cessantes) podem alcançar centenas de milhões de dólares, a menos que o sistema de proteção contra incêndio  acompanha progressivamente as ocupações e projetos cada vez mais perigosos.

Quando os riscos mudam, o sistema de proteção deve ser revisto e implementado as melhorias necessárias. O sistema de sprinkler automático, quando corretamente projetado e combinado para o desafio envolvido, permanece a melhor linha de defesa contra o incêndio. A gerência industrial está aprendendo que a prevenção de perda é crítica para operação contínua e pode colocar a sua confiança no equipamento da proteção contra incêndio. Mas esta confiança é justificada somente quando a proteção é dada  como a mais elevada prioridade na política da corporação.

Nota técnica de rodapé

Se o armazenamento está mais baixo do que 3 m? De acordo com a norma da FM Global, item 8-9, a disposição   adequada de armazenamento de  plásticos para 3 m de altura deve ser protegida por uma densidade de 18,3  mm/min sobre uma área de demanda de 465 m2, se a temperatura de operação do instalado é de  74o C. O sistema atual, com todas as bombas em operação,  fornecia apenas  12,2 mm/min sobre uma área de operação de quase 465 m2.
Se foram instalados sprinklers, com temperatura de operação de 141o C  e uma densidade de 18,3 mm/min sobre uma área da demanda de 279 m2 seria exigido, de qualquer modo, aproximadamente 14,3 mm/min sobre uma área disponível de 279m2

Desta maneira, mesmo diminuindo a altura de armazenamento de 6 m para 3 m e  mantendo os espaços longitudinal e vertical entre as superfícies das cargas unitárias e instalando sprinklers para altas temperaturas, não assegurariam proteção de um incêndio desastroso.

Fonte: @ZR, Anatomy of a fire – An analysis of the largest loss in the history of the Factory Mutual  Insurance Company – 1979 

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posted by ACCA @ 3:00 AM

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