Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sexta-feira, julho 22, 2016

Choque elétrico: Queimaduras e Ferimentos

Os ferimentos informados de choques elétricos incluem: queimaduras, ferimentos internos e ferimentos devido à contração involuntária do músculo

QUEIMADURAS
O mais comum ferimento informado de choque elétrico é a queimadura. As queimaduras sofridas de incidentes elétricos podem ser uma ou mais dos seguintes tipos:
■ queimaduras elétricas que causam danos no tecido (pele) e são resultados do calor gerado pelo fluxo da corrente elétrica através do corpo. As queimaduras elétricas  são um  dos principais ferimentos graves, que você pode receber e deveria ser dada atenção imediata     
■ as altas temperaturas próximas do corpo produziram arco elétrico ou explosão causada por arco elétrico ou queimaduras por arco elétrico. Eles deveriam ser atendidos imediatamente.
■ as queimaduras térmicas por contato ocorrem quando a pele vem em contato com o equipamento elétrico sobreaquecido ou quando a roupa está em combustão por um incidente elétrico.

FERIMENTOS INTERNOS
A eletricidade excessiva percorrendo através do corpo humano pode causar danos graves em órgãos internos. Os problemas médicos resultantes incluem:
■ hemorragia (ou sangramento interno)
■ destruição do tecido (pele)
■ danos no nervo ou músculo
Estes ferimentos internos não podem ser imediatamente visíveis para a vítima ou a observadores, entretanto, não sendo tratado, eles podem resultar na morte.

CONTRAÇÃO INVOLUNTÁRIA DO MÚSCULO
A  contração normal do músculo é causada pela quantidade  muito pequena de eletricidade que são criadas dentro do nosso corpo.
Os músculos contraem se  violentamente, quando estimulado por uma quantidade excessiva de eletricidade. Estas contrações  podem danificar os músculos, os tendões  e os ligamentos e pode ainda quebrar os ossos.
Se a vítima  está segurando um objeto eletrocutando, os músculos da mão podem contrair se,  fazendo  o impossível para deixar cair o objeto e prolongando o contato com a corrente.

Também, ferimento ou morte pode resultar, quando  as contrações violentas do músculo fazem com que os trabalhadores caiam das escadas e dos andaimes ou golpeiam inadvertidamente com outros objetos.

Imagens fortes para mostrar a gravidade da ocorrência de acidentes com energia elétrica




Fonte: OSHA – Occupational Safety and Health Administration  (Agência  de Administração de Saúde e Segurança Ocupacional). 

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quarta-feira, julho 20, 2016

Choque elétrico e suas conseqüências

O nosso sistema nervoso é bidirecional, ou seja, os impulsos elétricos vão para o cérebro e também dele saem. Eles são de uma amplitude muito pequena, medida em miliampéres. A corrente que circula em nosso corpo dificilmente ultrapassa os 25mA (miliampéres).

Portanto, o choque elétrico é a perturbação que se manifesta no organismo humano, quando este é percorrido pela corrente elétrica. A gravidade do acidente está ligada às características físicas da corrente e condições do acidente, tais como:
■ natureza da corrente (contínua ou alternada);
■ freqüência; voltagem;
■ resistência do corpo humano à passagem da corrente elétrica, que varia segundo as condições ambientais;
■ percurso da corrente pelo corpo e tempo de duração da passagem.

O choque elétrico no corpo humano é em função de três fatores: tensão, resistência e área de contato.

A tensão é medida em Volts [V] e é também conhecida por voltagem. Em nosso dia a dia, temos desde os 1,5V de uma pilha pequena, passando pelas instalações residenciais de 110/220V e pelos 13.800V de tensão primária da concessionária de energia elétrica, até os 88.000V ou mais das linhas de transmissão.

A resistência é medida em Ohms e quanto menor ela for maior poderá ser o choque que levaremos.
A área de contato é muito importante pois, quanto maior ela for  e quanto mais umidade contiver, maior também será o choque elétrico.
Quando levamos um choque, é o nosso corpo que oferece resistência à passagem da corrente elétrica e, como na média ela equivale a 300 ohms, podemos ter uma idéia da corrente que poderemos sofrer caso levemos um choque em nossa residência pela tabela:

Tipo de contato
Voltagem – 110 V
Voltagem – 220 V
entre as pontas dos dedos de ambas as mãos (dedos secos)
7 mA
 14  mA
entre as palmas de ambas as mãos (palmas secas)
122 mA
244 mA
mão com ferramenta e pés calçados (secos)
6 mA
12 mA
mão com ferramenta e pés calçados (molhados)
183 mA
366 Ma
corpo no chuveiro ou na banheira
220 mA
440 mA

É a partir dos 30mA que a corrente pode começar a provocar efeitos danosos em nosso corpo,  desde um leve formigamento, passando pela paralisia momentânea e pela tetanização (rigidez total dos músculos), e podendo chegar a fibrilação (movimentos descoordenados do coração),  parada cardíaca ou respiratória.

Exemplo de como a corrente pode afetar nosso corpo em função de sua intensidade:

Corrente
Reações fisiológicas
0,1 a 0,5mA
leve percepção superficial
0,5 a 10mA
ligeira paralisia nos músculos, início de tetanização
10 a 30mA
nenhum efeito perigoso se houver interrupção do contato em no máximo 5 segundos
30 a 500mA
tetanização, sensação de falta de ar, possibilidade de fibrilação
acima de 500mA
traumas cardíacos persistentes

As causas mais freqüentes são:
■  contato com condutores de alta-tensão,
■ contato com condutores de baixa-tensão,
■ equipamentos energizados e
■ equipamentos energizados não aterrados.

EXISTEM TRÊS FORMAS DISTINTAS DE OCORRER O CHOQUE ELÉTRICO.
■ O choque estático acontece com o contato com equipamentos que possuem eletricidade estática, como por exemplo, um capacitor carregado.
■ O choque dinâmico é através do contato ou excessiva aproximação do fio fase de uma rede ou circuito de alimentação elétrico descoberto.
■ Através do raio, acontece o choque atmosférico que é o recebimento de descarga atmosférica.

AS MANIFESTAÇÕES DO CHOQUE SÃO:
■ contrações musculares; comprometimento do sistema nervoso central, podendo levar à parada respiratória;
■ comprometimento cardiovascular provocando a fibrilação ventricular – "parada cardíaca";
■ queimaduras de grau e extensão variáveis, podendo chegar até a necrose do tecido.

SINTOMAS DO CHOQUE ELÉTRICO
■ Contrações musculares, tetanização dos músculos;
■ Aquecimento do músculo, órgão e sangue,
■ Queimaduras dos ossos, músculos, órgãos etc.
■ Parada respiratória,
■ Parada cardíaca,
■ Problemas mentais,
■ Perdas de memória,
■ Prolapso em órgãos ou músculos,
■ Retenção sangüínea, e outros.

QUEIMADURAS:
A corrente elétrica circulando pelo corpo humano é acompanhada pelo desenvolvimento de calor produzido pelo efeito joule, podendo produzir queimaduras em todos os graus, dependendo da intensidade de corrente que circular pelo corpo do indivíduo. Nos pontos de contato direto a situação é ainda mais crítica, pois as queimaduras produzidas pela corrente são profundas e de cura mais difícil, podendo causar a morte por insuficiência renal.

1º grau
Quando atingem a camada mais superficial da pele, causando ferimentos leves, vermelhidão e ardor. 

2º grau 
Comprometendo a superfície e a camada intermediária da pele (epiderme e derme), e provocando bolhas e dor intensa. 

3º grau
Quando ocorre lesão da epiderme, derme e de tecidos profundos (músculos, nervos, vasos etc.). A pele fica carbonizada ou esbranquiçada e há ausência de dor.

Os choques elétricos, que podem suscitar a fibrilação ventricular, são provenientes de:
Tensão de toque;  Tensão de passo;  Baixa tensão

TENSÃO DE TOQUE
É a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores de um indivíduo.
Por exemplo: Um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torre de transmissão.
Uma pessoa tocando na torre, no momento do curto-circuito, ficará submetida a um choque proveniente da tensão de toque.
A tensão de toque é perigosa porque o coração está no trajeto da corrente de choque, aumentando o risco da fibrilação ventricular.

TENSÃO DE PASSO
É a tensão elétrica entre dois pés no instante da operação ou defeito tipo curto-circuito.
A tensão de passo também é perigosa. As veias e artérias vão da planta do pé até o coração. Sendo o sangue condutor a corrente de choque devido à tensão de passo vai do pé até o coração e deste ao outro pé. E neste caso pode causa fibrilação ventricular.

Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passo contrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair, e, ao tocar no solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque no solo.
Neste caso , o perigo é maior, porque o coração está contido no percurso da corrente de choque.

O conhecimento do fenômeno da fibrilação ventricular do coração pelo choque elétrico é importante para conscientizar os trabalhadores das empresas dos riscos provenientes dos trabalhos envolvendo eletricidade é no período de repolarização das fibras, conhecido como período vulnerável do coração, que são diagnosticadas várias doenças do coração.

É também o período mais vulnerável do coração ao choque elétrico proveniente de uma fonte externa. O período da onda T corresponde a 0,16 segundos ou, 1/7 do ciclo cardíaco.

Quando a corrente elétrica alternada, passa pelo coração, as camadas dos tecidos respondem vibrando de maneiras distintas. Estas vibrações mecânicas diferenciadas prejudicam a repolarização das fibras musculares dos ventrículos, não deixando que a onda T ocorra satisfatoriamente.
Ainda, aliado a este fato, a corrente do choque provoca um batimento cardíaco distorcido. Este estado caótico de polarização é irreversível, com perda total do sincronismo das contrações.
Devido à heterogeneidade dos tecidos da parede do coração, todos os mamíferos e animais superiores sofrem o efeito da fibrilação ventricular devido ao choque elétrico.

Portanto, para correntes de choques grandes, os efeitos mais drásticos são as queimaduras, e para correntes pequenas o maior perigo é a fibrilação ventricular

SINTOMAS DA FIBRILAÇÃO  VENTRICULAR
Quando uma pessoa recebe um choque elétrico, vários efeitos e estados podem ocorrer. Se for de baixa tensão e, devido ao choque, cair desfalecida, deve-se desconfiar que o coração está em fibrilação. Se a pessoa não tem pulso e não respira, deve-se imediatamente iniciar os primeiros socorros.
Quando a pessoa recebe um choque elétrico, se o coração entrar em fibrilação ventricular: a pressão cai a zero, não há pulso cardíaco em nenhum ponto do corpo; acontece a parada respiratória.

Devido a estas ocorrências os sintomas externos básicos são:
■ Vítima desfalecida;
■ Palidez;
■ Não há pulso;
■ Não há respiração;
■ Dentro de 30 a 40 segundos, a pupila do olho está dilatada.

PARADA RESPIRATÓRIA
A parada respiratória pode ocorrer direta ou indiretamente devido ao choque elétrico.
Choque com corrente elétrica menor do que a do limite de fibrilação ventricular do coração, produz comprometimento na capacidade respiratória do indivíduo, devido à fadiga e tensionamento do músculo diafragma.
Se o choque for maior, o tensionamento exagerado produz a tetanização do diafragma, e em conseqüência a parada respiratória. Se o coração continuar funcionando, a circulação será só de sangue venoso, o que deixa a vítima em estado de morte aparente.
Obs: tetanização: é a paralisia muscular provocada pela circulação de corrente através dos nervos que controlam os músculos.

PARADA CARDÍACA
Similarmente, o choque pode produzir a tetanização das fibras musculares do tecido do coração. Este estado exagerado do tensionamento das fibras deixa o coração preso. É a parada cardíaca.

EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO NO CORPO HUMANO
A corrente elétrica que invade o corpo humano trafega procurando os órgãos de menor resistividade elétrica. Portanto, alguns órgãos com esta característica ficarão mais susceptíveis a danos.
Outros sintomas, de difícil análise, são os provocados pelo choque elétrico cujos efeitos e danos nos órgãos só aparecerão mais tarde. Estes danos podem aparecer após dias ou meses.

ELETRÓLISE NO SANGUE
No caso específico do corpo humano, que é constituído de 70% de matéria liquida, possui vários tipos de sais minerais, o choque em corrente contínua provoca a eletrólise no sangue e no plasma líquido de todo o corpo.

ESTE EFEITO PODE OCASIONAR:
■ Mudança da concentração de sais minerais, produzindo desequilíbrio, gerando mau funcionamento de outros elementos.
■ Aglutinação de sais, produzindo bolinhas que provocam coágulos no sangue. Estes coágulos aumentam ou se aglutinam com outros, aumentando o tamanho, provocando trombose nas artérias, veias, vasos, etc..com a conseqüente morte da pessoa.

PERDA DA COORDENAÇÃO MOTORA
O choque pode prejudicar a coordenação motora da pessoa, principalmente por: atrofia muscular.

DANOS NEUROLÓGICOS.
Choque elétrico, superposto ao sinal transmissor natural do corpo, provoca uma pane geral, advindo daí toda a sorte de riscos e seqüelas. Seqüelas diversas, com possível perda de sensibilidade e coordenação motora, inclusive o Mal de Parkison.

DANOS NO CÉREBRO
Muitos acidentes ocorrem com choque na parte superior da cabeça e a corrente passando através do cérebro, pode produzir efeitos diversos, com seqüelas graves, inclusive a morte, como exemplo; pessoas que utilizam correntes no pescoço

OS EFEITOS SÃO:
■ Inibição do cérebro; 
■ Dessincronização nos seus comandos;
■ Edema;
■ Isquemia;
■ Aquecimento;
■ Dilatação.

 NO CASO DA ISQUEMIA AS SEQÜELAS PODEM SER:
■ Perda da memória;
■ Perda do raciocínio;
■ Perda da fala
■ Comprometimento nos movimentos;
■ Perda da visão;

DANOS NA VISÃO 
Os danos, decorrentes do choque, causado no olho humano, podem ser diretos ou indiretos. .

DANOS RENAIS 
A corrente elétrica, ao passar pelos rins pode comprometer o funcionamento deste órgão, geralmente produzindo os seguintes efeitos:
■ Insuficiência renal;
■ Eneuresia (incontinência urinária)
Os problemas renais geralmente aparecem depois de um certo tempo, ficando difícil fazer a correlação do efeito com choque elétrico.

PROLAPSO
Prolapso é o deslocamento, com mudança definitiva de órgão ou músculos, devido à passagem da corrente elétrica do choque.
O corpo sofre uma verdadeira convulsão. Os músculos se contraem,o sangue se dilata, há uma pane nos sistemas neuro-transmissores. Em conseqüência, pode se produzido o prolapso de qualquer órgão.

ESTADO DE SAÚDE DO INDIVÍDUO
A reação do corpo humano ao choque vai depender do estado de saúde da vítima.
■ Estado físico do indivíduo; 
■ Estado psicológico do indivíduo e
■ Idade, tamanho, peso, sexo, etc..

AUTÓPSIA
Choque elétrico de alta tensão produz queimaduras intensas, deixando evidências da morte. Em baixa tensão, o choque elétrico é de baixíssima intensidade e o efeito das queimaduras é pequeno. A morte ocorre praticamente, devido ao efeito da fibrilação ventricular, sem deixar marcas no coração. Esse é um problema sério para os familiares dos trabalhadores que trabalham com eletricidade. Pela legislação vigente não fica caracterizada a morte por acidente de trabalho.
Fonte: Cemig – Cia Energética de Minas Gerais e Universidade Federal de Minas Gerais

Comentário:
De acordo com a Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade em 2014 apresentou um aumento de 17,7% no número total de acidentes envolvendo eletricidade em relação ao ano de 2013. Só nos casos de fatalidade em relação ao choque elétrico, o índice subiu mais de 6%. Ou seja, em 2013 ocorreram 592 casos de acidentes fatais com eletricidade e em 2014 o número subiu para 627 mortes. Os homens ainda são maioria esmagadora, com 560 casos contra 67 de acidentes fatais em que as vítimas são mulheres.

Outro dado importante levantado pela Abracopel foram as ocupações/atividades em que as pessoas sofreram acidentes.  


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segunda-feira, julho 18, 2016

Lembrança: Raio atinge tanque de álcool em Pontal (SP)

Um tanque com mais de 450 mil litros de álcool anidro da Usina Carolo, de Pontal, na região de Ribeirão Preto, explodiu. A explosão foi causada por um raio, que atingiu o tanque por volta das 9h30, 02 de outubro de 2001. Cerca de 200 pessoas estavam no local na hora do acidente.
À noite, o fogo ainda não tinha sido controlado, apesar de ter chovido durante todo o dia. Havia o risco de ocorrer nova explosão.

CORPO DE BOMBEIROS
Bombeiros de Sertãozinho e Ribeirão Preto e caminhões-pipa das usinas da região auxiliaram no combate às chamas e no resfriamento de outros dois tanques. O Plano de Auxílio Mútuo a Emergências também foi acionado, convocando brigadas de incêndio de outras empresas da região. Cerca de cem homens, entre bombeiros e funcionários da empresa e de outras usinas, tentavam apagar as chamas e resfriar outros tanques. A preocupação era evitar que o fogo atingisse outros reservatórios de álcool, principalmente os de armazenamento, que possuem capacidade para 45 milhões de litros e que ficam a menos de cem metros do local da explosão.

FALTA DE ESPUMA ESPECIAL
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo só seria contido com o uso de espuma especial, apropriada para chamas em produtos químicos. "Precisamos de 2.000 litros de extrato de espuma. Temos, até agora, 1.300, e estamos consultando outras usinas para conseguir o restante."

VÍTIMAS
Morreram, segundo a assessoria da usina, o funcionário AR, 26, e CC, 23, técnico da empresa SGS do Brasil Ltda., de São Paulo.
CC  fazia a medição de um tanque quando sua vareta foi atingida pelo raio. Os dois corpos foram arremessados a uma distância de dez metros. Eles foram socorridos, mas chegaram sem vida ao hospital. O funcionário ACN, 35, quebrou uma perna, mas não corre perigo.

PÁRA-RAIOS
A usina informou que os pára-raios no local não foram suficientes para evitar a tragédia.
Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as mortes poderiam ter sido evitadas com a consulta a um site, que indicava grande incidência de raios na região.

DURAÇÃO DO INCÊNDIO
Terminou às 7 horas (03.10) o incêndio no tanque de passagem que continha 450 mil litros de álcool anidro, da Usina Carolo, de Pontal. As chamas duraram por 21 horas, enquanto o álcool era consumido.  Fonte: Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, no período de 02 a 04 de outubro de 2001.

Comentário:
Por trabalhar a céu aberto, o trabalhador de usina está mais sujeito aos raios do que os moradores das cidades que, por ocasião das tempestades, podem abrigar-se.
Nesse caso a usina poderia utilizar informações meteorológicas de entidades especializadas em climatologia ou meteorologia para verificar o comportamento do clima (chuva, tempestade, ect) na região e assim as mortes poderiam ser evitadas ou consultar um site especializado em climatologia sobre informações do tempo na região.
A incidência de descargas atmosféricas no país (o Brasil é o país com maior incidência no mundo: cerca de 100 milhões de raios por ano) mata centenas de pessoas por ano.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE (que estuda os raios através Grupo de Eletricidade Atmosférica - ELAT), o fenômeno causa prejuízos de US$ 200 milhões ao Brasil. Os raios afetam linhas de transmissão de energia, telefonia, indústrias; causa incêndios florestais e mata pessoas e animais.

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terça-feira, julho 12, 2016

Explicando o Programa APELL - Plano de Emergência

O QUE É O APELL ?
O APELL (Awareness and Preparedness for Emergencies on a Local Level)  é um processo de ação cooperativa local, que visa intensificar a conscientização e a preparação da comunidade para situações de emergência. O eixo central deste processo é o Grupo Coordenador constituído por autoridades locais, líderes da comunidade, dirigentes industriais e outras entidades interessadas.

O APELL foi desenvolvido pela UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e em cooperação com a Indústria Química dos Estados Unidos e pelo Conselho de Federação Européia de Indústria Química a partir de 1988.

Foto - Mancha de óleo com cerca de 20 km de extensão no Rio Iguaçu, o principal do Paraná. Vazamento de 4 milhões de litros de óleo, em 16/06/2000

QUAIS SERÃO OS BENEFÍCIOS PARA A COMUNIDADE/EMPRESA/BRASIL?
■ Aumento da capacidade de gerenciar desastres e acidentes químicos (tecnológicos).
■ Implementação gradual do APELL em todas as áreas vulneráveis identificadas.
■ Preparação e coordenação dos serviços de atendimento à emergência.
■ Integração dos planos de emergência locais.
■ Conscientização da população quanto aos procedimentos de ação no caso de um acidente.

COMO FUNCIONA O APELL?
O Grupo Coordenador estabelece um plano de ação, chamado de "Programa em 10 etapas", integrando os planos de emergência da indústria com os planos dos serviços de atendimento a emergências locais (defesa civil, bombeiros, polícia, serviços médicos, órgãos ambientais, etc.). 
Desta forma, um plano integrado e coordenado atende a todos os tipos de situações emergenciais na comunidade. Um aspecto importante é a participação de representantes da comunidade local em todas as etapas do processo.


Foto- Vila Socó-Cubatão- Vazamento de duto de gasolina da Petrobras - Dados oficiais - 93 mortos e mais de 4.000 feridos; Dados extra-oficiais- 631 mortos

COMO AJUDA O APELL AS COMUNIDADES?
Os planos de emergências públicos (federal, estadual e municipal) não estão conscientes dos perigos que representam as  operações/instalações industriais em seus respectivos locais. Geralmente os planos de governamentais não contemplam todos os riscos existentes nas comunidades. Por outro lado os planos de emergências das indústrias  em face dos incidentes  nas instalações não estão coordenados com os planos governamentais, em caso de incidentes, exceto as instalações da própria indústria. O APELL está projetado para desenvolver um plano de resposta coordenado para toda a comunidade.

Diagrama de Implementação do APELL (Programa em 10 etapas)


 EM TERMOS PRÁTICOS O QUE SIGNIFICA "PREPARAÇÃO"?
Entidades locais devem estar preparadas para eventuais riscos.

A comunidade deve:
■ conhecer os sinais de alarme;
■ seguir os planos de evacuação;
■ saber como agir no caso de um acidente;
■ dispor de edificações adaptadas;
■ ter acesso aos serviços de informação apropriado em caso de crise.

Os serviços de atendimento de emergência devem possuir:
■ equipamento e treinamento;
■ mapas de risco;
■ arranjos para o gerenciamento do tráfego;
■ canais de comunicação com o público durante uma situação de crise.

A indústria deve:
■ compartilhar os resultados da análise de risco;
■ implementar medidas visando reduzir o risco;
■ conectar seus serviços de emergência com os serviços locais;
■ dispor de canais de comunicação com o público durante uma situação de crise.

Foto- Vazamento de gás GLP de um duto da Petrobras, na rodovia Castelo Branco, na altura do km 19, região de Barueri, na Grande São Paulo , 16 de Junho de 2001.

As autoridades governamentais devem tomar as medidas necessárias para garantir:
■ o planejamento seguro de uso e ocupação do solo;
■ a existência de uma legislação de risco;
■ a comunicação ao público das informações disponíveis sobre riscos;
■ a coordenação dos serviços de emergência;
■ a adequação dos serviços médicos locais a acidentes específicos.

QUE TIPOS DE RISCOS ENFRENTAM O APELL?
APELL pode ser utilizado para gerenciar riscos naturais (inundação, vendaval, etc) e tecnológicos que afetam as comunidades;
■ instalações industriais perigosas
■ transporte de produtos perigosos
■ instalações portuárias
■ desastres naturais (contaminação de rios,  inundação, etc)
■ contaminação do meio ambiente (emissão de substâncias tóxicas, vazamento, etc)

 APELL é um programa de aplicação voluntária que auxilia no gerenciamento de riscos.

APELL é ao mesmo tempo um processo e um programa.

APELL é um processo local de comunicação de risco e de coordenação ‘pertencente’ à comunidade e ao serviço de atendimento a emergência.

QUAIS SÃO OS RESULTADO DA IMPLEMENTAÇÃO DO APELL?
1. Maior conscientização da comunidade local quanto aos possíveis riscos e impactos aos quais ela está exposta e melhor preparação para agir de forma adequada no caso de
um acidente, e
 2. Melhor preparação dos serviços de atendimento a emergências, que passam a dispor de sistemas de informação e coordenação adequados a potenciais desastres.

INTERAÇÃO COM PROGRAMAS NACIONAIS NA ÁREA DE RISCO (DEFESA CIVIL)
O APELL é baseado na comunicação aberta e transparente, no compartilhamento das informações de risco e na coordenação dos serviços de atendimento a emergência. Ele pode ser aplicado para auxiliar na implementação de demandas de órgãos ambientais estaduais e mnicipais e nos atendimentos a certos requisitos dos Estudos de Impacto Ambiental.
Embora o programa APELL seja voltado para situações locais, é fundamental que o Governo Federal estabeleça metas nacionais, prioridades e medidas reguladoras, proporcionando suporte e recursos à comunidade local para sua implementação.

Fonte: APELL Programme - United Nations Environment Programme – UNEP –Division of Technology, Industry and Economics – DTIE - Production and Consumption Branch

Comentário:
O APELL é um programa de preparação de emergência que também pode ser adaptado a emergência interna da indústria e fazendo parte integrante do  gerenciamento de riscos.  

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quinta-feira, julho 07, 2016

Obrigatório uso de farol baixo nas estradas

Lei do farol baixo durante o dia nas estradas entra em vigor na próxima sexta-feira. É farol baixo, não é lanterna. A polícia já viu que tem muita gente se confundindo.    Muitos motoristas não sabem a diferença e também se atrapalham com os comandos, no painel do carro.

MULTA
Multas começam a ser aplicadas na sexta-feira (8).  Descumprimento será considerado infração média, com multa (atualizada) de R$ 130,16
A lei 13.290/2016 que torna obrigatório o uso do farol baixo durante o dia é do senador José Medeiros (PSD-MT).  Segundo o criador da legislação, que foi policial rodoviário federal durante 20 anos, a medida "é bastante simples e irá aumentar a segurança nas estradas, contribuindo para a redução de acidentes frontais e salvando inúmeras vidas".
Já é obrigatório o uso de luzes acesas, mesmo durante o dia, para motociclistas e para todos os veículos que trafegam em túneis. Fonte: G1 - 06/07/2016

Comentário:



“Essa exigência começou nos países nórdicos, onde há grandes períodos do ano com poucas horas de luz natural. Só que o Brasil é um país de alta incidência solar. Nos EUA, com sua megafrota de 260 milhões de carros e diversidade climática muito maior, o conceito de uso não obrigatório permanece após avaliações profundas por anos", argumentou Fernando Calmon, engenheiro automotivo.


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terça-feira, julho 05, 2016

Os riscos de teste de pressão

PORQUE ESTE ASSUNTO?
Durante as operações de testes de pressão e hidrostático, os incidentes ocorrem algumas vezes Esta informação sobre incidente fornece exemplo típico que pode ser usado como aviso, em destacar os riscos e perigos envolvidos que são vistos freqüentemente como operações rotineiras.

A temperatura de água é crítica durante ao teste hidrostático. A última edição de ASME (American Society of Mechanical Engineers) Seção VIII, divisão 1, que é a norma para construção de vaso de pressão,  recomenda que a temperatura do metal durante o teste hidrostático ou de pressão pneumático deve ser mantida pelo menos 18oC  (acima da temperatura mínima do metal do projeto, mas não necessita exceder  48oC,  para minimizar o risco de fratura).

O código da National Board of Boiler and Pressure Vessel Inspectors Code (Diretoria Nacional de Inspetores de Caldeiras e Vasos de Pressão), especifica  para reparos de caldeiras e vasos de pressão, que a temperatura do metal para o teste de pressão deverá obedecer ao código original da construção, mas com temperatura mínima de pelo menos 16oC, exceto com a informação da característica da tenacidade do metal indicando aceitabilidade de temperaturas mais baixas de teste são disponíveis. E novamente a temperatura máxima do metal permitida é de 48oC.

A norma de especificação da Total Fina Elf,  TFE (GS PVV 211) indica que a temperatura do metal e da  água durante o teste de pressão deverão ser mantidos pelo menos em 16°C ou  acima de 10°C da temperatura de teste de impacto do metal.

DETALHE DO INCIDENTE
Teste hidrostático de um vaso vertical de pressão novo. A temperatura de água é crítica durante o teste hidrostático.
A causa principal do incidente não é totalmente conhecida, mas a causa provável seria o teste hidrostático com “água muito fria”, foi um fator de contribuição. Felizmente não houve vítimas.

Fonte: Total Fina – ELF –Safety Feedback Notice 16-2002, American Society Mechanical Engineers, section Singapore

Obs: A ASME e National Board of Boiler and Pressure Vessel Inspectors estabelecem as regras de seguranças que envolvem projeto, fabricação e inspeção de vasos e caldeiras de pressão e componentes para construção de usinas nucleares. O objetivo destas Normas Técnicas é fornecer informações quanto à deterioração produto em funcionamento. Avanços em projeto, materiais e resultados de experiências são sempre atualizados pelos adendos.

Comentário:
Como a água é incompressível, testes hidrostáticos de pressão são freqüentemente assumidos como seguros. Se o vaso romper, seus pedaços não voarão muito longe. É o que se pensa. Testes hidrostáticos de pressão são mais seguros do que testes pneumáticos, dado que muito menos energia é liberada no caso de ruptura do vaso. Entretanto, algumas falhas espetaculares têm ocorrido durante testes hidrostáticos de pressão.

Quando realizar testes de pressão, lembre-se de que o equipamento testado pode falhar e tome precauções de acordo com isso. Se tivéssemos certeza de que o equipamento não falharia, não precisaríamos testá-lo. Fonte: O que houve de errado? Trevor A.  Kletz

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quinta-feira, junho 30, 2016

Chuvas torrenciais invadem shopping na China

Fortes chuvas na  cidade de Jinan, China,  invadiu o centro comercial Ginza Shopping Mall. As áreas de circulação transformaram em rio arrastando mercadorias, causando danos  e perdas significativas para os lojistas. O "Ginza Shopping Mall" é um grande centro comercial subterrâneo, com uma área de mais de 40.000 metros quadrados e está localizado no coração de Jinan Molas Plaza. Fonte: Mail Online-24 June 2016

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terça-feira, junho 28, 2016

Depósito – Análise de Riscos

Os depósitos têm suas características peculiares e proporcionam elevado potencial  para perdas catastróficas. Os especialistas em riscos em depósitos  exigem total conhecimento do risco e sua proteção.

Princípios de proteção contra incêndio
As duas considerações básicas para proporcionar proteção adequada e razoável para armazenagem de mercadorias em depósitos são;
1-O comportamento do fogo na mercadoria
2-O sistema de armazenagem (arranjo físico)

Esses fatores determinam o projeto do sistema de controle ao fogo:
■ geral e sistema automático de sprinklers com hidrantes

As considerações básicas e as proteções resultantes exigidas podem ser afetadas pela própria edificação.

Por exemplo:
■altura da armazenagem,
■a máxima extensão possível para o fogo incontrolável,
■aberturas para ventilação (fumaça e gases quentes),
■acesso para os bombeiros,
■a própria edificação contribuindo para combustão e a possibilidade da cobertura, piso e estrutura     sofrerem colapso, devem ser consideradas de acordo as condições reais encontradas.

Essas duas considerações (item 1 e 2) mostram os aspectos que o comportamento do fogo depende:
■da facilidade de ignição,
■velocidade de propagação do fogo e
■variação do calor liberado pela mercadoria.

Também são conhecidos os fatores do arranjo físico, que incluem:
■altura do empilhamento,
■largura do espaço (corredor) e
■o tipo de armazenagem;  granel, volume ou sólido e armazenagem paletizada.
Todos os aspectos de armazenagem incidem e afetam a densidade necessária e a área de aplicação de água, e também como a água pode ser aplicada de maneira mais eficiente.

FONTES DE IGNIÇÃO
Algumas mercadorias, como fibras em fardos são facilmente igníferos, mesmo algumas vezes pelo atrito. Outras, como mercadorias em embalagens, necessitam de substancial ou prolongada fonte de ignição, exceto limpeza inadequada que permite acumular material de descarte, que pode facilmente inflamar se e agir como fonte de ignição para os produtos armazenados. Minimizando ou se possível eliminando a fonte potencial de ignição é importante.
As principais causas de incêndios em depósitos são;
■Cigarro
■Eletricidade
■Empilhadeiras (gasolina, a gás, diesel ou elétrica) e fagulhas de corte e solda

DESENVOLVIMENTO DO FOGO
O desenvolvimento do fogo depende principalmente das superfícies combustíveis, em particular o tipo de armazenamento e os espaços longitudinal e vertical entre as superfícies das cargas unitárias. A duração do fogo depende principalmente do tipo de material.

O fogo desenvolve em um padrão em forma de leque, origina-se de uma superfície externa ou no interior do empilhamento. O fogo pré aquece a base do material acima, que se inflama e queima, aumentando em tamanho e intensidade, movendo-se para cima.

A água do sprinkler alcança e controla o fogo na superfície externa do empilhamento, mas não pode alcançar  os espaços vertical e longitudinal entre as cargas paletizadas, dificultando o controle total do fogo.
A água do sprinkler poderá retardar o trabalho do fogo através da  parte superior do empilhamento, mas tem pouco efeito imediato na parte mais em baixo no interior dos espaços longitudinal e vertical.
Devido a esses problemas , resulta na persistência do fogo, exigindo auxílio do sistema de hidrantes  e equipamentos para movimentação de material para obter finalmente a extinção do fogo.

PRINCIPAIS TÓPICOS PARA ANÁLISE DE RISCOS DE DEPÓSITO EM GERAL:

CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS
Existem depósitos de todos os tamanhos e formatos. Alguns foram construídos há mais de vinte anos e estão bem conservados. Outros são novos, de um pavimento,  com estruturas frágeis que não poderia resistir a um pequeno incêndio ou uma sobrecarga na cobertura.
Construção incombustível ou resistente ao fogo é a principal característica desejável a esse tipo de risco, incluindo também resistência a ventos.
O depósito ideal seria de um pavimento, sem subsolo, para facilitar o ataque ao fogo e a operação de ventilação (extração de fumaça) e salvamento. Construções estreitas são mais acessíveis do que grandes construções (formato quadrado).

COMPARTIMENTOS
As características construtivas internas deveriam incluir a divisão de grandes espaços com paredes corta-fogo, que elevam acima da cobertura. Nessas condições deveriam colocar nas aberturas portas corta fogo para isolar as áreas de escritório e de estocagem.

Nas áreas de estocagem, divisões adequadas deveriam existir para armazenagem de líquidos inflamáveis, aerossóis e plásticos. Com as divisões internas dificulta a propagação do fogo através da edificação e minimiza os prejuízos.

Ao longo das paredes externa deveriam existir aberturas de emergências para ajudar a combater ao fogo (para facilitar o acesso de bombeiros ou da brigada de incêndio). Em particular atenção, para edificações mais antigas ou que não foram construídas para atividades de ocupação atual de depósito e cuja proteção interna pode ser inadequada para  movimentação e transporte de armazenagem de embalagem para a década de 90, que contêm muito plásticos e produz significativamente uma carga elevada de combustível.

Observar atentamente a localização física do depósito. Existe algum risco sujeito a catástrofe natural (vendaval, alagamento, chuva e granizo) que poderia danificar a estrutura da edificação ou dificultar o acesso? Tais condições incluem; estrada sujeito a alagamento, pontes estreitas, acesso estreito ao depósito  dificultando manobras de veículos etc.
Freqüentemente passa desapercebido, a própria avaliação da edificação. O custo por metro quadrado pode variar enormemente devido ao tipo de construção, proteção interna e a localização do risco.

ARRANJO FÍSICO - ARMAZENAGEM
Os dois principais elementos para  taxação, quando está avaliando a exposição de depósito é a classificação da ocupação e a maneira em que os produtos estão armazenados, que é comumente chamado de arranjo de armazenagem ou disposição de armazenagem.
Baseada nessa informação é possível estimar a intensidade do fogo e a própria proteção interna exigida. Ainda que a classe de proteção se altera, a configuração da armazenagem permanece compatível independente do produto. O arranjo físico é baseado na movimentação do produto que melhor pode ser estocado, o tipo de edificação e o tipo de proteção indicado para o risco.

Os arranjo físicos de armazenagem são classificados em:
■armazenagem a granel,
■armazenagem por volumes,
■armazenagem em estruturas porta-paletes e em prateleiras.

Cada configuração cria diferentes tipos de espaços (vãos longitudinal e vertical entre as mercadorias, propiciando a circulação de ar, fig 1) que  afetará a maneira de propagação do fogo (intensidade e velocidade).

ARMAZENAGEM A GRANEL
O empilhamento consiste de materiais não embalados (a granel). O material empilhado tomará a forma de acordo com suas características físicas . Como exemplos: grãos, peles, carvão, etc. 
Geralmente essas mercadorias serão encontradas em silos, tanques, caçambas empilháveis (parafusos, porcas, pequenas peças,etc), contentores rígidos (com descarga pelo fundo e afunilado) e empilhamento de material a granel no piso da edificação.
Enquanto esse termo deveria ser familiar para alguém que está subscrevendo riscos, dificilmente você verá esse tipo de configuração  para armazenagem em depósito de mercadorias em geral.

ARMAZENAMENTO EM EMPILHAMENTO POR VOLUME OU SÓLIDO
O arranjo físico mostra caixas, papelão, fardo, bag (a carga é envolvida por um filme), que são empilhados uns sobre os outros. Há um mínimo de ar ou espaço entre eles, que reduz o desenvolvimento do fogo.
O empilhamento é feito manual ou por empilhadeira. Esse tipo de arranjo físico é desejável comparado com o paletizado ou por prateleiras, porque há menos potencial de fogo para desenvolver e a aplicação da água é mais eficiente. E importante observar que o empilhamento excessivo, acima de 4,6 m pode apresentar perigo quando as superfícies externas de outros materiais armazenados têm  propriedades de propagar e inflamar-se rapidamente.
É necessário a utilização de sprinkler para mercadorias armazenadas dessa maneira em função do tipo de mercadoria e altura.

ARMAZENAGEM EM PORTA PALETES EM ESTRUTURAS PESADAS
O arranjo físico  refere-se a carga unitária (pequenos volumes que são agrupadas de modo a constituírem unidades maiores, de tipos e formatos padronizados, para que possam ser mecanicamente movimentadas) ou mercadorias agrupadas em paletes.
O tamanho da carga  é de cerca de 1,20 m de altura e o formato é de um cubo. O arranjo em cubo permite que unidades adicionais podem ser empilhadas uns sobre os outros, sem esmagamento.

A dimensão do palete atual é de 1m x 1m e pode ser feito de madeira, metal e plástico. Ele é projetado para permitir a introdução dos garfos da empilhadeira e sua movimentação com paletes com mercadorias. A armazenagem paletizada, em geral,  alcança  9 m de altura e sua limitação é a estabilidade do empilhamento da mercadoria.
A armazenagem por paletes permanentes cria muito espaço horizontal,  facilitando a propagação do fogo, pois os sprinklers não podem alcançar o interior da armazenagem, devido o arranjo simétrico do empilhamento. É necessário a utilização de sprinkler para mercadorias armazenadas dessa maneira, em função do tipo de mercadoria e altura.


PALETES VAZIOS
Outra preocupação é com paletes vazios. Essa armazenagem apresenta exposição  severa ao fogo e pode ser encontrada, geralmente na maioria dos depósitos que emprega esse tipo de armazenagem.
Quando inspecionar esse tipo de risco, confirmar a armazenagem de paletes vazios se eles estão adequadamente controlados. O controle adequado deveria incluir a limitação de altura dos empilhamentos dos paletes vazios ou manter fora da edificação (afastado das paredes externas). Proteção especial é necessária para esses riscos que tem a principal exposição a paletes vazios.

ARMAZENAGEM EM ESTRUTURAS LEVES
O arranjo físico das estruturas leves inclui várias combinações; horizontal, vertical e partes em diagonal, que suportam materiais armazenados.
Algumas estruturas são as tradicionais estantes metálicas.  As prateleiras podem ser fixas, móveis e deslizantes.

O carregamento pode ser manual, utilizando  empilhadeira, guindaste móvel, transelevador (torre rolante-empilhadeira) ou sistema integrado de armazenagem automática (movimentação, estocagem e coleta são executadas automaticamente). 
A armazenagem em estrutura leve, refere-se para as seguintes terminologias: porta paletes convencional, porta paletes com dupla profundidade, estantes deslizantes, prateleiras simples. 
Sistema de transelevadores
para armazenagem

A altura média da estrutura é de 7,60 m, embora muitas das configurações são mais elevadas. Em alguns depósitos automatizados, as estruturas podem alcançar 30 m de altura.
O corredor de operação em depósito automatizado pode ser tão estreito,  podendo alcançar 1,20 m. 

Com isso, o fogo pode facilmente passar de um lado para o outro, incluindo também os espaços horizontais de quase 30 cm, que está sob cada camada de suporte, que apresenta espaço para movimentação .
O espaço vertical e horizontal existe entre as cargas unitárias . Esse tipo de espaçamento permite a propagação do fogo tanto na vertical como na horizontal.

Felizmente, a maioria  da estrutura de armazenagem é capaz de suportar o sistema de sprinklers , com projeto adequado pode efetivamente controlar o fogo.
Prestar atenção para instalação de “in rack sprinkler” quando a altura da armazenagem estiver entre 3,60 m e 6 m. Riscos que possuem altura de armazenagem superior a 6m deveria possuir proteção de sprinkler (in rack sprinkler).







A seta amarela indica o espaço vazio que facilita o trajeto da água do sprinkler.
A seta vermelha, o espaço longitudinal entre os paletes que facilita o trajeto da água do sprinkler.









a-Caixa de papelão sobre palete de madeira – empilhamento sólido
b-Sistema de Armazenagem - Estantes metálicas












CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Cada risco de armazenagem deveria ser avaliado em função da mercadoria  que está armazenada e bem o seu arranjo físico. Em função desse critério, pode então determinar se a proteção adequada está em seu lugar. Ter em mente que exigência da proteção é muito geral e pode variar de risco para risco. A classificação obedece à norma da NFPA  231, Standard for Indoor General Storage.

Classe 1
Essas mercadorias são essencialmente produtos não combustíveis armazenados em paletes combustíveis, em caixas de papelão corrugado com ou sem divisões,  em papel de embrulho com ou sem paletes. Ex. gêneros alimentícios, bebidas,  vidros em geral e produtos de metais

Classe II
Essas mercadorias são produtos da classe “I” armazenados em engradados de madeira, em caixas de madeira sólidas, em caixas de papelão com várias divisões, ou embalagem de material combustível equivalente com ou sem paletes.

Classe III
Essas mercadorias são madeira, papel, tecido de fibra natural, plástico do grupo C em quantia limitada com ou sem paletes. Os produtos podem ter uma quantidade limitada de plásticos do grupo A ou B. Ex.  A bicicleta, com manoplas, pedais, assento e pneus  com quantidade limitada de plástico.

Classe  IV
Essas mercadorias são das classes I, II ou III com produtos de plástico do grupo “A”em quantidade apreciável em caixas de papelão . Produtos das classes  I,II,III em caixas de papelão embalados em plásticos do grupo “A”  com ou sem paletes.  Também inclui nesta classe plásticos do grupo “B” e granulados ou livres (embalagem interna) do grupo “A”.

Plásticos
Em geral, a combustão de plásticos produz duas vezes mais de calor por unidade de peso do que materiais celulósicos (madeira, papel e tecido de algodão). Nas quatro classes de mercadorias indicadas, as referencias aos plásticos são divididos em três grupos, A,B, e C.
O grupo “A” inclui os plásticos que queimam rapidamente e os grupos B e C os plásticos que queimam lentamente.
Principais plásticos pertencentes aos grupos A, B e C.
Verificar a lista completa na NFPA 231

Grupo A
Grupo B
Grupo C
ABS, borracha natural, borracha sintética,  PET, policarbonato, polietileno, polipropileno, poliuretano e PVC (filme).

Nylon,  acetato celulósico.

PVC rígido,  melamínico.


AEROSSÓIS
Mínima quantidade apresenta exposição significativa ao fogo e exige armazenagem especial. É encontrado em muitos depósitos em geral, tais como; mercearia, em depósitos de loja de departamento e de computador.
Indagar se essas mercadorias estão presentes e como elas estão armazenadas. Elas deveriam ser mantidas em uma área isolada, onde o evento do fogo, não seria capaz de ignizar se  e provocar a ignição de outras áreas através dos aerossóis funcionando como propelentes (projéteis).
Os aerossóis são classificados em dois grupos : inflamáveis, não inflamáveis e em três níveis:

Nível 1
Nível 2
Nível 3
contém 75% de água, não inflamável

água  miscível com produto e produtos composto com 25% a 55% de não água miscível com componentes inflamáveis

 não água miscível com produtos, que contém mais do que 55% de não água – miscível com componentes inflamáveis


ARMAZENAGEM DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS
A armazenagem de líquidos inflamáveis apresenta a possibilidade de exposição severa. As quantidades limitadas  de líquidos inflamáveis permitidas em depósito devem ser armazenadas em local isolado. Líquidos inflamáveis das classes I, II e III deveriam ser armazenadas em locais distantes a cerca de 15 m das instalações. 

Resumo da classificação de líquidos inflamáveis
Verificar com mais detalhe – NFPA 30 – Flammable and Combustible Liquids Code

Classe l :
Líquidos com ponto de fulgor igual ou acima dos 22,8oC, mas abaixo dos 37,8oC.Ex. álcool

Classe II:
Líquidos com ponto de fulgor igual ou acima 37,8oC , mas abaixo dos 60oC, exceto misturas nas quais 99% dos componentes tenham pontos de ignição de 93,3oC ou superior. Ex. querosene

Classe III A:
Líquidos com ponto de fulgor igual ou acima dos 60o C, mas abaixo dos 93,3oC, exceto misturas nas quais 99% dos componentes tenham pontos de ignição de 93,3oC ou superior; Ex. nitrobenzeno

Classe III B:
Líquidos com ponto de fulgor igual ou acima dos 93,3oC. Ex. óleo vegetal e animal, etilenoglicol

ARMAZENAGEM DE MERCADORIAS
Mercadorias de classe I-IV podem ser armazenadas em empilhamento sólido, em paletes e em prateleiras. A altura mais segura para empilhamento sólido é até 4,60 m.  Armazenagem em porta paletes acima de 4,60 m deveria ser usado in rack sprinkler. Para armazenagem acima de 4,60 m  utilizar a norma de NFPA.  Alturas acima de dessas mencionadas exigem estudos especiais.

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
O sistema automático de sprinklers deveria ser padrão para todo risco de armazenagem.
A vazão estimada de cobertura dos sprinklers para mercadorias de classe I deveria ser de  5.678 lpm (1500 gpm) para uma área de operação de  325 m2 .
Esse critério é baseado, utilizando sistema de sprinklers com “tubulação molhada”, temperatura de 74oC e considerando altura de armazenagem de 6 m.
A pressão real de água necessária é em função do projeto do sistema de sprinkler para cada tipo de depósito. A duração do fornecimento de água seria de 60 min a 90 min  para mercadorias de classe I armazenadas até a altura de 6 m e de 120 min para mercadorias armazenadas acima de 18 m.
Cada sistema de sprinkler é projetado para cada tipo de depósito levando em consideração o tipo de mercadoria e o sistema de armazenagem.
Os dados relacionados aumentam significativamente com o tipo de classes de mercadorias.
As vazões estimadas para cobertura de sprinklers,  para cada tipo de classe, foram baseadas em  sistema sprinklers com “tubulação molhada”, para temperatura de 74oC e considerando altura de armazenagem de 6 m. 

   
Classe de mercadoria
Vazão
Área de operação
Duração
Classe I
5.678 lpm (1500 gpm)
325 m2   
 90 min a 120 min
Classe II
6.435 lpm (1700 gpm)
325 m2  
90 min a 120 min
Classe III
7.945 lpm (2100 gpm)
325 m2  
90 min a 120 min
Classe IV
10.977 lpm (2900 gpm)
325 m2  
120 min a 150 min

É importante ter o relatório de inspeção para avaliar o sistema de sprinkler de cada risco. Verificar se o abastecimento de água  é adequado para a demanda do sistema de sprinkler.
Proteções adicionais incluem central de sistema de alarme que é usado para controlar  os sistemas de detectores de calor e de fumaça, assim com o sistema de sprinkler, interligado ao departamento de segurança para ser notificado rapidamente.
Outras proteções deveriam ser incluídas como; extintores de incêndio e sistema de hidrantes. Esses equipamentos de emergência podem ser utilizados pela brigada de incêndio para ajudar a controlar o fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros.
Fonte : General Cologne Re - FacWorld e Fire Protection Handbook – National Fire Protection Association –2001

Comentário: Dados da NFPA

Incêndio em depósitos
No período de 2009-2013, Corpo de Bombeiros dos EUA registraram aproximadamente 1.210 incêndios em armazéns a cada ano. Estes incêndios causaram em média anual três mortes, 19 feridos, e US$ 155 milhões em danos à propriedade.
■ 18% dos  incêndios foram intencionais. Estes incêndios representaram 32% dos  danos materiais  a propriedade.
■ 18% foram causados por fiação elétrica ou equipamentos de iluminação
■ 17%  danos à propriedade direta.
■ 13% dos incêndios foram causados por fontes quentes (soldagem, trabalhos a quente)

Vídeo
Teste realizado no Centro de Pesquisa Factory Mutual Global. Há dois porta-paletes de 4,5 m de altura, a unidade do lado direito é protegido por sprinkler, do lado esquerdo sem proteção.

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posted by ACCA@12:55 PM

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