Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, março 26, 2015

12 maneiras de reduzir riscos entre as empresas contratadas

Se a empresa conta com prestadores de serviços para complementar sua força de trabalho, ela poderá  estar exposta a muitos riscos e responsabilidades civis que podem custar muito caro.
Aprender a minimizar esse risco é importante para a empresa e também definir as responsabilidades das contratadas em relação a riscos e obrigações.

Relacionamos 12 maneiras, como a empresa poderá minimizar esses  riscos;
1-Identificar as condições que reproduzem a responsabilidade por sua organização
2-Faça suas expectativas e exigências de desempenho claro para as empresas contratadas
3-Reconhecer os tipos de responsabilidades que a empresa poderia ser citada em caso de acidentes.
4-Determinar quem é  contratado ou  empregado
5-Identificar as exigências e responsabilidades das normas de segurança (NR´s) na contratação de prestadores de serviço
6-Selecionar contratantes confiáveis e com comprometimentos com as normas de segurança
7-Identificar as expectativas de segurança para incluir nos acordos com os fornecedores/contratados. Por exemplo: Manual de segurança para as empresas contratadas
8-Reconhecer os riscos adicionais associados com as contratadas
9-Limitar a  interação entre os funcionários e prestadores de serviços nos  locais de trabalho para minimizar o risco.
10-Exigir documentação necessária, como planos de segurança das contratadas; Programas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, etc
11-Certifique-se que  as contratadas podem fornecer primeiros socorros e assistência médica aos seus empregados
12-Implantar um programa de gerenciamento de riscos e de segurança para as contratadas.
Fonte: BLR — 16/03/2015

Comentário:
O ideal seria montar um Manual de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Para Contratadas com todas as obrigações e responsabilidades e seguir as orientações acima mencionadas.
Este manual conteria;
■ As orientações básicas para as Empresas Contratadas com finalidade de orientá-las na execução dos serviços contratados, visando garantir a implementação e administração dos seus respectivos Programas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, conforme identificação dos riscos nos ambientes de trabalho e normas de segurança.
■ É de responsabilidade da contratada planejar e executar suas atividades de modo a prevenir incidentes de trabalho, preservar a saúde de seus empregados e o meio ambiente. A contratada é responsável pelos atos e atitudes de seus empregados decorrentes da inobservância dos procedimentos de Segurança e Meio Ambiente; sua responsabilidade significa também a obrigação de interromper qualquer atividade ou postura que represente risco imediato à Segurança e Saúde das pessoas e que possa causar qualquer impacto (dano) ao Meio Ambiente. ■ É importante a contratada  nomear uma pessoa Responsável, com experiência específica para cumprir as obrigações de Saúde, Segurança e Meio Ambiente. A empresa fará auditorias periódicas nos trabalhos da contratada.  

O que dizem as normas sobre as contratadas
■ Quando vários empregadores realizem, simultaneamente, atividade no mesmo local de trabalho, terão o dever de executar ações integradas para aplicar as medidas previstas no programa de prevenção, visando à proteção de todos os trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados. A norma dá enfoque que todos os empregados no mesmo local de trabalho devem conhecer os riscos e  as medidas de ações integradas nas execuções das proteções de segurança.
■ No outro tópico da norma, estabelece que a empresa contratante e as contratadas, que atuem num mesmo estabelecimento, deverão implementar, de forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento. A empresa contratante deverá adotar medidas necessárias para que as empresas contratadas  recebam as informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de proteção adequadas. Além disso, a contratante deverá, ainda, adotar medidas necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de segurança e saúde no trabalho pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento.
■Sempre que vários empregadores realizem, simultaneamente, atividades no mesmo local de trabalho terão o dever de executar ações integradas para aplicar as medidas previstas no PPRA visando à proteção de todos os trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados. NR‑9‑9.6.1.  
■Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração, de outra... serão para efeito de aplicação das Normas Regulamentadoras  solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. NR-1.6.1

Marcadores:

segunda-feira, março 23, 2015

Em SP, apenas 10% dos hidrantes estão em condições de uso

Levantamento feito pelos Bombeiros mostra que apenas 10% dos hidrantes estão em condições de uso.  O Ministério Público de São Paulo investiga desde 2013 a  situação dos hidrantes da cidade de São Paulo.

HIDRANTES VISTORIADOS
■De 948 hidrantes  de coluna vistoriados - 15% de um universo estimado pela corporação em 6.375 -, 95 têm condições plenas de uso, de acordo com o laudo final.
■O laudo ainda revelou que há 243 (25,5%) inoperantes e 216 (22,5%) funcionando com avarias
■O laudo aponta que 25,5% dos hidrantes estão inoperantes na Paulista e sete hidrantes sumiram
■Da lista total de equipamentos checados, 394 (42%) sequer foram encontrados.

Segundo o promotor, Marcus Vinicius, os hidrantes que não foram encontrados “tiveram o acesso bloqueado, tapado, sem que ninguém percebesse”. Marcus Vinicius considera a situação preocupante e espera firmar um acordo com a Prefeitura para a solução do problema. Por enquanto, os bombeiros terão de continuar apelando a trens de socorro, nome dado aos caminhões-pipa que levam água até o local da ocorrência, para pode conter focos de incêndio.
Gravidade. Em depoimento prestado na Promotoria em dia 16 de junho de 2014, o tenente-coronel Eduardo Holms reconheceu que a gravidade da situação obriga as equipes a deixarem as bases juntamente com os caminhões. “Eles já saem com o ‘plano B’ em prática. E em uma cidade como São Paulo, onde é muito difícil circular com carros. Agora, imagine com caminhões”, alerta o promotor.

RESPONSABILIDADE-CONTROVÉRSIA
Apesar de reconhecer o problema, os bombeiros não se consideram responsáveis por ele. O mesmo ocorre com a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), que já foi ouvida no inquérito. Ao Ministério Público, a empresa declarou que faz os reparos necessários nos equipamentos, mas de maneira “voluntária”. De acordo com o que afirmou Marcelo Xavier Veiga, superintendente de planejamento e desenvolvimento da Diretoria Metropolitana, o contrato de concessão firmado com a Prefeitura não prevê o serviço.
Segundo Veiga, a capital tem 7.681 hidrantes - e não 6.375, como informou o Corpo de Bombeiros. “A diferença nos números já indica um problema. Os cadastros são contraditórios e revelam ainda que não existe uma checagem periódica da situação dos equipamentos”, diz o promotor.
A falta de manutenção ocorre em toda a cidade. No mapeamento dos bombeiros, há hidrantes com problemas na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, na Rua Santa Ifigênia, em Santa Cecília, e até na Praça do Patriarca, na frente da sede da Prefeitura, no centro.

SUMIÇO DE HIDRANTES
Quanto ao sumiço dos hidrantes, possivelmente causado por obras, a Prefeitura de São Paulo informou que desconhece a localização da rede subterrânea de hidrantes e que, por isso, não tem como fiscalizar.

SABESP
A Companhia de Saneamento Básico do Estado  (Sabesp) declarou ao Ministério Público que os hidrantes instalados na cidade são de sua propriedade. A empresa, porém, ainda não informou como fará a manutenção dos aparelhos nem o conserto dos hidrantes quebrados. Fontes: G1-08/09/2014  e Estadão-05 Agosto 2014 

Marcadores:

sexta-feira, março 20, 2015

Lembrança: Incêndio no aeroporto Santos Dumont

O incêndio ocorreu por volta da 1h30min da madrugada de 13 de fevereiro de 1998, na ala esquerda do andar térreo na parte norte do prédio, do aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. O fogo se estendeu tanto para os mezaninos em estruturas de aço, quanto para os três andares superiores.

PRÉDIO
O prédio, projetado em 1937 pelos Arquitetos Irmãos Roberto, é um marco arquitetônico da cidade. Sua construção começou em 1938 e, sendo interrompida durante a segunda guerra mundial, foi concluído apenas em 1947, após sofrer várias alterações do projeto arquitetônico. Essas alterações aumentaram as cargas nas fundações que foram reforçadas para suportar tanto a essas quanto à de mais um pavimento e terraços adicionados.

PROPAGAÇÃO DO FOGO
A estrutura dos prédios, sem paredes e com muitas divisórias, teto com material combustível,  facilitaram a propagação do fogo. A ação do fogo foi intensa principalmente nos três andares superiores e muito prolongada.
O fogo, auxiliado pelo vento, atingiu em pouco tempo (cerca de 4 horas) toda a extensão em área dos andares superiores. A severidade do fogo nas estruturas desses andares teve tempo total estimado em cerca de 8 horas
Praticamente tudo, papéis, objetos, equipamentos e máquinas, instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, materiais têxteis e plásticos decorativos de pisos, paredes e tetos, além de vidros de luminárias e janelas, foi destruído e consumido pelas chamas intensas do incêndio nesses andares superiores e mezaninos do andar térreo, na ala esquerda vizinha ao saguão principal.

CAUSA PROVÁVEL  DO INCÊNDIO
Acidente termoelétrico (variação da corrente elétrica)

DANOS NA ESTRUTURA
Os pavimentos superiores tiveram uma área danificada em torno de 2/3 da área construída total, incluindo o pavimento de cobertura, atingindo em torno de 25 mil metros quadrados.
Nos três andares superiores, 3o, 4o e 5o pavimentos, a temperatura atingiu valores acima de 900o C, levando à fusão as chapas de vidro de luminárias e janelas e ao amolecimento e retorcimento completo de toda a estrutura metálica (em chapas finas dobradas) de suporte do teto falso, das luminárias e das calhas dos vários dutos de instalações diversas.
O saguão principal, inclusive os dois grandes painéis de paredes pintadas em 1951, além de toda a ala à direita deste saguão, incluindo térreo e mezaninos, não sofreram a ação direta do fogo, mas não foram poupados dos danos produzidos pelo calor e pela fuligem, sendo também um pouco atingidos pela água usada pelos bombeiros para debelar o incêndio.

SISTEMA DE SEGURANÇA  CONTRA INCÊNDIO
O prédio não tinha portas corta-fogo, compartimentação, escadas enclausuradas e sistema de sprinkler.

BRIGADA DE INCÊNDIO DO AEROPORTO E CORPO DE BOMBEIROS
O fogo iniciou às 1h30min e a brigada de incêndio tentou apagá-lo. O Corpo de Bombeiros foi acionado mais tarde, às 2h08. Cerca de 150 bombeiros trabalharam no local e conseguiram controlar o incêndio às 9h30.

SEQÜÊNCIA DE FALHAS NA OPERAÇÃO DE COMBATE AO FOGO
1. Dos dois hidrantes localizados em frente ao aeroporto, um deles não tinham vazão e pressão de água suficiente para combater o fogo  e o outro não estava conectado à rede de água.
2. O reservatório de água do aeroporto (dois) com capacidade de 200.000 l cada uma, estavam cheios, assim como a cisterna do 3o Comando Aéreo Regional (Comar) .
3. Os bombeiros utilizaram água de suas viaturas e de um pequeno lago ornamental situado na praça em frente ao aeroporto.
4. Os bombeiros conseguiram abastecimento de água adequado, através de hidrantes localizados a 500 m do local de incêndio (às 3 h da manhã).
5. Escada Magiruz do Corpo de Bombeiros não funcionou e teve de ser substituída.
6. Na primeira tentativa de captar água do mar para apagar o fogo, a mangueira utilizada estava furada.
7. O reforço de carros pipa da Cia Estadual de Águas e Esgoto chegou às 6 h.
Às 9h30min o incêndio foi considerado extinto.

Vítimas
18 pessoas com ferimentos leves provocados por estilhaços de vidros quebrados.

DANOS MATERIAIS
A estrutura do prédio não foi abalada, mas houve destruição completa do prédio. Quatro andares do prédio, onde funcionava o DAC-Departamento de Aviação Civil (onde ficam guardados processos sobre acidentes aéreos), diretoria, lojas comerciais, torre de controle, agências bancárias e três restaurantes foram destruídos.
A pista de pousos e decolagens não foi afetada. Quarenta aviões e três helicópteros que estavam estacionados tiveram permissão para decolar. Todos os vôos entre Rio e São Paulo foram transferidos para o aeroporto de Galeão.
De acordo com laudo pericial, 20% da estrutura do prédio, que se refere ao lado esquerdo, destruído pelo fogo será demolida e o restante da estrutura passará por reforma.
A reforma do aeroporto obedecerá ao projeto original e deverá estar concluída no final do ano.

VISTORIA TÉCNICA APÓS O INCÊNDIO
Poucas horas após o incêndio ter sido extinto pelos bombeiros, foi realizada inspeção da estrutura danificada por uma equipe composta de engenheiros dos órgãos municipais e da Coppetec (Fundação Privada, prestadora de Serviços de Consultoria, Estudos e Projetos em Engenharia, associada ao Instituto Coppe da UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Os maiores e mais evidentes efeitos da ação intensa e prolongada do fogo sobre a estrutura de concreto armado, observados  na primeira vistoria técnica logo após o incêndio, foram os seguintes:

■ Ruptura evidente, colapso de pilares e redução severa da seção transversal por delaminação (perda geral do material e de efeito progressivo, pois deixa novas camadas de concreto à exposição das chamas conduzindo a novos descascamentos sucessivos e a perda de aderência entre a armadura e o seu cobrimento)  e desagregação do concreto, deixando as armaduras à mostra, fora do núcleo resistente.
■ Os  pilares em regiões de fogo intenso com superfície de acabamento em pastilhas cerâmicas ou placas de mármores,  proporcionaram resistência excepcional à ação do fogo, formando barreira protetora mais eficiente do que no caso dos pilares sem esse tipo de revestimento e retardando o aumento da temperatura no interior do núcleo de concreto.
■ Danos severos, com deformações residuais excessivas, delaminações e rupturas das peças mais delgadas, tais como:
a) os painéis em concreto armado das lajes de forro de pequena espessura, os quais nas regiões com maior intensidade de fogo ficaram excessivamente deformados (embarrigados) e delaminados.
b) os pilaretes de seção quadrada, na área projetada do saguão principal, que sofreram delaminação explosiva nos estágios iniciais da intensa ação do fogo, levaram à severa perda da seção de concreto

ESTIMATIVA DE PREJUÍZOS
US$ 35 milhões a US$ 44 milhões.

AEROPORTO SANTOS DUMONT
A ponte aérea Rio-São Paulo foi transferida para o Aeroporto Internacional. As companhias aéreas acabaram sofrendo uma queda de 15% nas vendas.
Cerca  de 7.500 passageiros que circulavam diariamente pelas dependências do Santos Dumont, 70% deles da ponte aérea, e os 300 vôos foram transferidos para o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, distante de trinta minutos do centro quando o trânsito está razoável. .

SEGURO
O aeroporto está segurado em apenas US$ 6 milhões. O seguro do Santos Dumont está incluído em uma apólice no valor de US$ 1,4 bilhão, que inclui outros 12 aeroportos.

Data provável para retorno as atividades operacionais: 21.07.98

RETORNO ÀS ATIVIDADES
O governo federal gastou US$ 21 milhões para recuperar o aeroporto, que voltou a operar somente 180 dias depois.

Comentário
Deficiências nos fatores de segurança encontrados no incêndio do aeroporto Santos Dumont:
1 - Proteção ativa
•Falta de sistema de sprinkler
•Sistema de detecção /alarme
2 - Na segurança passiva
•Falta  de compartimentação para contenção da propagação do fogo
•Fachada do prédio em caixilharia  de vidro, facilitando a  propagação do incêndio
•Carga de incêndio elevada (papéis, objetos, mesas, cadeiras, materiais têxteis e plásticos decorativos de pisos, paredes e tetos, além de vidros de luminárias e janelas) andares
3 – Falta de comunicação adequada entre a segurança do aeroporto e os bombeiros
Obs:
a) Demora em chamar o Corpo de Bombeiros.  O fogo começou à 1h30min e o Corpo de Bombeiros foi chamado às 2h08min.
b) No local tinha reservatório de água disponível, mas os bombeiros não sabiam (falta de conhecimento do prédio).
4 - Falta de estrutura do Corpo de Bombeiros para combater o incêndio (mangueiras furadas, escada Magiruz com defeito)
5 – Hidrante público com pressão insuficiente


Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Jornal do Brasil de 14/15 de Fevereiro de 1998; Reabilitação estrutural do prédio do Aeroporto Santos Dumont após danos causados por  incêndio – autores;  Ronaldo C. Battista,   PhD, MSc, Engenheiro Civil

Marcadores:

segunda-feira, março 16, 2015

Japão- Triplo desastre: quarto aniversário do tsunami

Quatro anos depois da tragédia, o Japão lembrou na quarta-feira, 11 de março,  com um minuto de silêncio o terremoto e o tsunami que em 11 de março de 2011 deixaram milhares de mortos e desaparecidos e provocaram o acidente nuclear da central nuclear de Fukushima.
Em 11 de marco de 2011, um mega tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9,0 no nordeste do Japão, causou grande destruição. 
O tsunami com ondas de até 30 metros de altura,  inundou 433 mil km2  de terra, 492.000 pessoas foram evacuadas, 11.600 morreram e 16.450 foram dados como desaparecidos. 17.000 casas e edifícios foram destruídos e 138.000 danificados. (OCHA, 01 de abril de 2011)
O terremoto provocou  acidente nuclear muito grave na usina nuclear Fukushima Daiichi, que emitiu enorme quantidade de material radioativo para o meio ambiente.

Gráfico:
1-Prefeitura de Iwate – aproximadamente 30.000 edificações na área litorânea  foram afetadas pelo tsunami

2-Prefeitura de Miyage –Mais de 115.000 edificações na área litorânea foram afetadas pelo tsunami

3- Prefeitura de Fukushima – Mais de 19.000 edificações na área litoranea foram afetadas pelo tsunami

3A – Moradores localizados no raio de 20 km da usina nuclear Fukushima Daiichi e 10 km da usina nuclear Fukushima Daini foram evacuados. Residentes entre 20 km a 30 km foram avisados para permanecerm nas residências

4 – Prefeitura de Ibaraki – Mais de 52.000 edificações edificações na área litoranea foram afetadas pelo tsunami

5- Prefeitura de Chiba – Mais de 44.000 edificações na área litoranea foram afetadas pelo tsunami

Balanço da tragédia de acordo  com informações da Agência de Polícia Nacional do Japão, de 11 de março de 2015


VÍTIMAS
Mortos – 15.891
Miyagi – 9.512
Iwate – 4.670
Fukushima – 1.605
Outros: 104
Pessoas desaparecidas – 2.584
Pessoas feridas – 6.152

DANOS MATERIAIS
Edificações colapsadas – 127.830
Edificações com danos estruturais – 275.791
Edificações incendiadas – 297
Edificações com danos parciais por inundação (alagamento) – 13.627
Edificações com danos leves – 748.918
Edificações não residenciais danificadas -  57.920
Infraestrutura - locais
Rodovias, danos – 4.198
Pontes, viadutos  -  116
Deslizamentos – 207
Ruptura de Barragens, diques – 45
Ferrovias, danos – 29
Fonte: National Police Agency of Japan - Emergency Disaster Countermeasures Headquarters Damage Situation and Police Countermeasures associated with 2011Tohoku district - off the Pacific Ocean Earthquake March 11, 2015

ESTIMATIVA DE DANOS
Edificações –  131 bilhões de dólares
Infraestrutura-  27,5 bilhões de dólares
Utilidades- 16,5 bilhões de dólares
Outros- 37,5 bilhões de dólares
Total – 212,5 bilhões de dólares – Fonte: Cabinet Office of Japan, 24 June 2011

PERDAS ECONÔMICAS SEGURADAS
As estimativas de perdas devido ao terremoto pelo mercado segurador estão em torno de US $ 14,5 a 34,6 bilhões dólares. O Banco Mundial calcula o custo econômico de US$ 235 bilhões, tornando-se o desastre natural mais caro da história do mundo.

PERDAS DO MERCADO SEGURADOR – DADOS DE 10 DE MAIO DE 2011
Residências – 15-25 bilhões de dólares
Veículos – 1-2 bilhões de dólares
Embarcações – 2-4 bilhões de dólares
Vida – 3-5 bilhões de dólares
Acidentes Pessoais – 1-3 bilhões de dólares
Fonte: EQECAT
Perdas do mercado segurador – 40 bilhões de dólares (Munich Re, 2011)


FATOS ATUAIS
■ 47.219 moradores de Fukushima  permanecem fora da região devido à contaminação nuclear do local.
■ 80.372 pessoas vivem em abrigos pré-fabricados em conjuntos habitacionais em Iwate, Miyagi e Fukushima.
■ O desastre deixou alguns sobreviventes vulneráveis a problemas de saúde, pois  continuam a viver em alojamentos temporários. Desde o desastre, 3.244 pessoas morreram devido à enfermidade, suicídio e outras causas.

LIMPEZA (ENTULHO, DETRITOS)
As autoridades japonesas estimam que o terremoto/tsunami geraram 25 milhões de toneladas de entulhos.
■Na região de Myagi – 15,69 milhões de toneladas, equivale a 19 anos de lixo na região
■Na região de Iwate – 4,78 milhões de toneladas, equivale a 11 anos de lixo na região
■Na região de Fukushima – 2,08 milhões de toneladas
Fonte: Japan´s  Ministry of the Environment
Grande parte do entulho e resíduos foi retirada das ruas, mas o Ministério do Meio Ambiente revelou apenas 5% tinham sido eliminados e 72% ainda estavam  sendo armazenados em locais temporários.
Custo estimado da limpeza – 9,9 bilhões de dólares – Fonte: BusinessWorldOnline.

ENTULHO NO OCEANO
Cerca de 4,8 milhões de toneladas de entulhos, detritos, escombros foram levados para o mar.  Cerca de 70% consistia de veículos e containers e 30% deles, quase 1,54 milhões de toneladas (casas, pedaços de madeira, árvores) estão flutuando no Oceano Pacífico.

ACIDENTE NUCLEAR- ESTIMATIVA DE DANOS
Os valores  exatos  das cidades abandonadas, terras agrícolas, empresas, casas e propriedade, situadas em torno de 800 km2 das zonas de exclusão não foram estabelecidos.
A estimativa de perdas econômicas varia de US$250 bilhões a US$ 500 bilhões.
Quanto aos custos humanos, em setembro de 2012, autoridades da província de Fukushima afirmaram que 159.128 pessoas foram retiradas das zonas de exclusão, perdendo suas casas e praticamente todos os seus bens. A maioria recebeu apenas uma pequena compensação para cobrir os custos de moradia.
 A zona de exclusão está contaminada com césio radioativo.  O césio-137 tem meia-vida de 30 anos e desde que demora cerca de 10 meias-vidas para qualquer radionuclídeo  possa  desaparecer, ele permanecerá na zona de exclusão por séculos.
Obs: Uma meia-vida é o tempo necessário para que as emissões radioativas sejam reduzidas pela metade. O tempo de meia-vida do césio 137 é de aproximadamente 30 anos. Para que seu nível de radioatividade reduza a condições ambientais – que não sejam danosas ao ser humano e à natureza – se requer no mínimo 10 meias-vidas, o que equivale 300 anos. Isso significa que levaria cerca de 300 anos para  que a região ficasse livre da radiação.

CUSTO DA TRAGÉDIA
A tragédia da usina nuclear de Fukushima custará US$ 105 bilhões, incluindo;  limpeza de contaminação e compensação financeira para os moradores.
As principais despesas;
■US$ 47 bilhões de compensação aos residentes na área afetada da central nuclear de Fukushima Daiichi,
■US$ 24 bilhões para limpeza de radiação da zona afetada,
■US$ 21 bilhões para a instalação nuclear
■US$ 10 bilhões para o armazenamento temporário do solo radioativo
Fonte: Tokyo Electric Power Company (TEPCO).
O custo da tragédia em função do PIB varia de 8,15% a 11,39%

Principais fontes: The Japan Today - Mar 11, 2015; The Japan Times - Mar 11, 2015; ReliefWeb - 27 Feb 2015

Artigos publicados:
Lições do triplo desastre do Japão: Após três anos
Borboletas mutantes são encontradas na região de Fukushima
Lição de aprendizagem do tsunami no Japão
Tsunami no Japão: O que fazer com os destroços
Japão: contaminação radioativa no meio ambiente
Japão: terremoto e tsunami – situação em 21 de março de 2011
Japão: terremoto e tsunami – situação em 16 de março de 2011
Destroços flutuante do tsunami japonês a caminho do Alasca
Terremoto atinge a região nordeste do Japão e provoca tsunami
http://zonaderisco.blogspot.com.br/2011/03/terremoto-atinge-regiao-nordeste-do_17.html

Comentário: Para agilizar o processo de limpeza devido à presença dos resíduos que poderiam ser obstáculos para a reconstrução; remoção rápida e eliminação dos resíduos, as autoridades públicas japonesas recomendaram a segregação de materiais. Os escombros foram separados; concreto, madeira, metal, plástico, areia e lodo, eletrodomésticos, pneus, e mercadorias perigosas, como extintor de incêndio e cilindro de gás comprimido etc.
Na província de Miyagi o governo local estabeleceu uma regra interessante e simples, os proprietários de imóveis poderiam exprimir a sua vontade a favor ou contra a remoção, colocando bandeiras. A bandeira vermelha indica que as casas e edifícios danificados podem ser removidos integralmente  juntamente com outros detritos e entulho em suas propriedades. As amarelas indicam que apenas detritos e escombros no interior das instalações precisam ser removidos e as casas ou edifícios danificados devem ser deixados intocados. As verdes  indicam que as casas ou edifícios não devem ser removidos ou retirados..
Esta abordagem tornou muito mais fácil para o pessoal da prefeitura trabalhar no local com maior rapidez, diminuindo o custo.
Devido as  suspeitas de contaminação radioativa os  alimentos cultivados em Fukushima e em áreas vizinhas,  fora da zona de exclusão  são rejeitados pelos consumidores.
Os produtos de mar e agrícolas são rejeitados internamente  e internacionalmente pelo medo da radiação, explicou Ryota Koyama, especialista em segurança alimentar da Universidade de Fukushima.

Vídeo

Marcadores: , ,

quinta-feira, março 12, 2015

Poluição provoca o aparecimento de caranguejos 'mutantes' no litoral de SP

Uma pesquisa mostrou que a poluição tem afetado a vida dos caranguejos-uçá que vivem nos manguezais de cidades litorâneas do Estado de São Paulo. Alguns animais já nasceram com má‑formações devido a grande quantidade de metais pesados encontrados em cinco cidades da região. Segundo os pesquisadores, a contaminação do meio ambiente é proveniente do Polo Industrial de Cubatão, do Porto de Santos e dos lixões instalados na região. Além disso, o caranguejo-uçá 'mutante' chega à mesa dos brasileiros e coloca em risco a saúde de muita gente.

METAIS PESADOS
De acordo com a pesquisa, os maiores caranguejos 'mutantes', geralmente os mais 'suculentos', têm maior quantidade de metais pesados. Segundo o biólogo marinho e professor doutor Marcelo Pinheiro, as pessoas que consomem esse animal também acumulam esses metais pesados. "Isso pode acarretar em maior incidência de câncer, más formações e problemas neurológicos", afirma ele, que também não recomenda o consumo desses animais provenientes da Baixada Santista.
Pinheiro começou a estudar esses caranguejos a partir de 1998. “Percebi que pouco se sabia cientificamente sobre essa espécie”, afirma. Junto com o Grupo de Pesquisa em Biologia de Crustáceos (CRUSTA) da Unesp de São Vicente, ele começou a fazer pesquisas sobre o caranguejo-uçá. Na primeira fase, foi estudada a biologia do animal e, na segunda etapa, o grupo pesquisou mais aspectos relacionados à biologia pesqueira deste recurso, também fazendo ações de educação ambiental.
Ele e outros pesquisadores do CRUSTA (Dr. Felipe Duarte) e Unifesp Baixada Santista (Prof. Dr. Camilo Pereira) se depararam com um animal encontrado por pescadores, em São Vicente. O exemplar do caranguejo-uçá apresentava má formação em uma das pinças. “O animal lutou com outro animal e perdeu uma parte do corpo. Em vez de regenerar um dedo só, ele regenerou cinco dedos. Parece uma mãozinha. Inclusive era funcional. Esse tipo de trabalho sensibilizou‑me e ampliamos os estudos”, explica o biólogo. O animal foi analisado em laboratório. O caranguejo apresentou alta incidência de células micronucleadas (resultantes de problemas ocorridos durante a divisão celular), aproximadamente três vezes mais alta do que os valores considerados normais.

MANGUEZAL CONTAMINADO
A partir desse exemplar, a equipe resolveu fazer uma terceira etapa do projeto e estudar o caranguejo-uçá em áreas de manguezal do Estado de São Paulo, sujeitas a diversas fontes de poluição, como os lixões públicos Alemoa/Sambaiatuba e o Polo Industrial de Cubatão, que podem afetar o desenvolvimento e o ciclo de vida dos animais. O estudo visava fazer uma avaliação mais ampla dos problemas ambientais existentes e a sua influência sobre os organismos estuarinos.
Foram 18 subáreas de manguezal analisadas em seis áreas, abrangendo Bertioga, Cubatão, São Vicente, Peruíbe, Iguape e Cananeia. Os pesquisadores coletaram amostras de água, folhas da planta mangue-vermelho, sedimentos, além de partes dos tecidos, vísceras e carne dos caranguejos. “Além de conhecer a qualidade dos manguezais, estávamos querendo saber se o caranguejo poderia ser utilizado como alimento ou se estava contaminado por metais”, diz ele. Os pesquisadores utilizaram duas técnicas de análise dos materiais e utilizaram uma amostra de quase 300 caranguejos.

METAIS PESADOS ENCONTRADOS
Quatro metais pesados (cádmio, cobre, chumbo e mercúrio), com níveis superiores aos permitidos por leis ambientais, foram encontrados nos materiais coletados em Bertioga, Cubatão, São Vicente, Cananeia e Iguape. A Estação Ecológica da Jureia foi a única área que não apresentou nenhuma contaminação. “A duas áreas extremamente contaminadas seriam Cubatão e Bertioga. Existe cobre e chumbo na água, enquanto o sedimento possui elevada concentração de cádmio e mercúrio”, diz ele. Em Cananeia e Iguape, os níveis de contaminação por mercúrio nos sedimentos também foram elevados.

ÁREA CONTAMINADA EM BERTIOGA
Em Bertioga, a coleta foi feita perto do Rio Itapanhaú. No primeiro momento, os pesquisadores suspeitaram que a contaminação estaria relacionada ao rio, já que não há indústrias poluentes naquela região. “O que pode estar acontecendo, nós acreditamos, é que temos um lixão na BR-101 (Rio-Santos) que foi desativado. Mesmo coberto, o lixão pode estar emitindo substâncias prejudiciais ao meio-ambiente", diz.
Em nota, a Prefeitura de Bertioga disse que o lixão foi desativado em 2001 e as medidas de controle foram aplicadas, como cobertura e instalação de drenos para gases. Em 2014, os proprietários da área realizaram uma investigação sobre a contaminação do solo, subsolo e água subterrânea e os resultados laboratoriais não apresentaram contaminação química. O laudo e o respectivo relatório foram apresentados para a Cetesb. A Prefeitura de Bertioga protocolou um processo na Cetesb para recuperação da área do antigo lixão, uma vez que não há resultado sobre contaminação química.
Para a secretária de Meio Ambiente de Bertioga, Marisa Roitman, é impreciso correlacionar a contaminação dos caranguejos ao antigo lixão de Bertioga, que funcionou por um curto período de tempo. Isto porque, segundo ela, o sistema estuarino da Baixada Santista é interligado, sendo que a contaminação pode vir do polo industrial de Cubatão ou do Porto de Santos, por exemplo.

ÁREA CONTAMINADA EM CUBATÃO
A equipe da Unesp também verificou que os caranguejos-uçá de Cubatão têm 2,6 vezes mais células com micronúcleos do que os da Jureia, a área pristina (sem poluição). Áreas que apresentam caranguejos com uma maior quantidade de células com micronúcleos correspondem àquelas com maior concentração de poluentes, podendo repercutir em deformações. Os valores obtidos para micronúcleos estiveram correlacionados à concentração de metais pesados.
Para o biólogo, a poluição no ambiente tem relação com as mutações encontradas nos caranguejos nos últimos anos. “Aqui na Baixada Santista, principalmente nos manguezais de
Cubatão e Bertioga, existe uma maior probabilidade de serem encontrados animais com má formação do que em locais menos poluídos, por conta do grande impacto causado pelos metais”, fala. Mesmo com a instalação de filtros e outras medidas ambientais, a contaminação em Cubatão estaria relacionada à atividade das fábricas, abundantes no Polo Industrial.

MINERAÇÃO E LIXÕES

Segundo o especialista, em Iguape, as fontes de metais pesados são os resíduos de mineração que vieram com o Rio Ribeira de Iguape. Já em São Vicente, as principais vias de contaminação seriam os lixões, como o Sambaiatuba, visto que, mesmo após desativados, podem continuar emitindo metais pesados por até 25 anos. Outra causa seria o lixo que se acumula nos manguezais nesta região, reflexo de desconhecimento por parte da população como um todo. Os resultados obtidos indicam que caranguejos de áreas contaminadas têm maior probabilidade de contrair parasitas, sendo um possível indicativo de seu comprometimento fisiológico. Fonte: G1 Santos-03/03/2015  

Marcadores:

segunda-feira, março 09, 2015

Funcionário da Sabesp é flagrado sem equipamentos de segurança

Um funcionário que presta serviços para a Sabesp foi flagrado na manhã de terça-feira (3 de Março) trabalhando em um reparo sem nenhum equipamento de segurança.
O homem estava dentro de um buraco com água barrenta e chegou a mergulhar várias vezes ficando totalmente encoberto pela água. O serviço era feito na rua João Romeiro, na Casa Verde (zona norte de SP).
Procurada, a Sabesp disse que o funcionário fazia um serviço de reparo em um ramal de água da rua. A empresa informou que ele não utilizou os equipamentos de proteção individual que estavam disponíveis. "Já foi solicitado à empresa contratada que reforce com seus funcionários a obrigatoriedade da utilização dos equipamentos de segurança", diz nota enviada pela Sabesp.
A empresa informou ainda que todos os prestadores contratados pela Sabesp "seguem rigorosamente normas e políticas de segurança, visando a preservação da saúde e o desempenho eficiente." Fonte: Folha de São Paulo - 04/03/2015   

Comentário:  O que deve passar na mente desse trabalhador? A água está gostosa? Engoliu um pouquinho dessa água? Estou acostumado? O trabalhador não tem a noção do bê-a-bá da segurança. No papel tudo é perfeito para Concessionária. A norma de segurança está sendo cumprida.
 O que deveria ser feito seria o uso de bomba de esgotamento de vala, para manter nível aceitável de uma lâmina d´água para que o trabalhador pudesse efetuar o serviço com segurança com uso de EPI.
O solo no entorno da rede de água pode estar contaminado por algum tipo de vazamento de esgoto ou algum tipo de substância nociva.
Doenças que podem ser adquiridas nesse tipo de serviço: Leptospirose; Hepatites; Dermatites;
Infecção respiratória, etc.
Tipo de EPI: Roupas Impermeáveis; Luvas do tipo PVC; Botas de borracha

Na área de segurança do trabalho não percebemos que o comprometimento das normas pelo trabalhador e pela empresa é o espelho da conduta da sociedade. A educação, os costumes e valores serão os reflexos na obediência ou desacato dos cidadãos aos códigos de segurança vigentes no país. Na essência o brasileiro é um rebelde consciente ou inconsciente no cumprimento dessas leis e normas.

Marcadores: , ,

quinta-feira, março 05, 2015

Vidro elétrico estrangula e mata garoto

A fatalidade que atingiu TP aconteceu no início da tarde do dia 29 de Janeiro de 2003, em frente à casa onde ele morava com a família, na Rua Crixanás, Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. AC havia acabado de chegar de um supermercado. Ela estacionou o carro no passeio, retirou as compras do veículo e entrou em casa. Logo em seguida, sem que percebesse, o adolescente pegou a chave e o controle-remoto do alarme em cima de um balcão e foi para fora.

SOCORRO
Uma pessoa que passava pela rua avistou o adolescente do lado de fora do carro, preso pelo pescoço ao vidro da porta. De imediato, essa pessoa informou o fato à família. A chave do automóvel estava caída no chão, ao lado dos pés do estudante. Desesperada, AC abriu o veículo, colocou a chave na ignição e abaixou o vidro. TP foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), e recebeu atendimento na sala de reanimação. Três horas depois foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva. A autônoma acredita que ele ficou com o pescoço preso ao vidro da porta de cinco a sete minutos.

MORTE
O vidro elétrico de um carro, instalado para garantir mais segurança e conforto à família da autônoma AC, de 28 anos, provocou a morte do irmão dela, o estudante TP, 16. O adolescente, portador de deficiência neurológica, morreu no início da madrugada de 5 de fevereiro, no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), depois de resistir durante sete dias a um quadro gravíssimo decorrente de estrangulamento acidental. 

ALERTA
TP, segundo informaram familiares , tornara-se portador de deficiência neurológica aos 6 meses, depois de ter uma convulsão. Ele compreendia parcialmente o que amigos e familiares falavam, mas não conseguia se expressar. Apesar de ter 16 anos, tinha idade mental de uma criança de 6 ou 7 anos. “Não sabemos o que aconteceu, em que ele pensou e por que colocou a cabeça para dentro do carro”, disse o tio do garoto.  
Os parentes de TP esperam que a tragédia sirva de alerta para outras pessoas que pretendem instalar vidros elétricos em seus carros. É fundamental que esse acessório tenha um dispositivo antiesmagante, capaz de interromper a trajetória do vidro diante de qualquer obstáculo.

RECOMENDAÇÕES
Crianças e pessoas portadoras de deficiências neurológicas e mentais devem sempre ser monitoradas pelos adultos. Nunca deixe a chave e o controle remoto do alarme dentro do carro quando as crianças estiverem sozinhas no veículo. Com isso, o pai ou responsável evita o uso e os menores ficarem trancados no automóvel.  

TIPOS DE VIDRO ELÉTRICO
• Comum – Ajustável por uma tecla, só sobe quando é acionado
• Sensorizado – Acionado por um toque, sobe sozinho até o final
•Sensorizado com sistema antiesmagante –  é o mais moderno. Pára diante de qualquer obstáculo e, por isso, oferece proteção maior. É instalado pelas montadoras nos carros importados e em alguns nacionais. Também podem ser instalados em lojas de acessórios. Fonte: O Popular - Goiânia, 6 de fevereiro de 2003

AFASTANDO O PERIGO
Veja alguns cuidados que devem ser adotados pelo motorista responsável pelo veículo para prevenir acidentes
1-2 -Verificar a idade, peso, altura do seus filho, para escolher o tipo de assento de segurança
3-Antes de colocar o carro em movimento, certifique-se de que as portas estão travadas (caso não tenham travas elétricas)
4-Nunca deixe a chave do veículo e o controle remoto do alarme ao alcance de crianças e de pessoas que necessitam de cuidados especiais. Com esses dispositivos em mãos, eles podem acionar o vidro elétrico e sofrer acidentes

Marcadores: ,

segunda-feira, março 02, 2015

Celular-Condição insegura- Risco de explosão

Nos Estados Unidos, as agencias estaduais e federais estão alertando sobre perigo do uso de celulares, próximos a área de transferência de líquidos inflamáveis. Há registros de casos sobre ignição provocada pelo uso de celulares. Nota-se na figura, que o caminhão tanque está transferindo combustível para o reservatório do posto de gasolina, enquanto isso o funcionário está utilizando o celular,  próximo a área de emissão de vapores. Fonte: EHS Professionals

Marcadores: ,

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Lembrança - Incêndio em hotel na Espanha

Quando o Hotel Corona de Aragón foi construído em Zaragoza, em 1968, teve que ser obtida uma autorização de construção, dada pela municipalidade. Ela consiste essencialmente de uma permissão para construir sob certas regras de construção, mas sem nenhuma referencia a incêndios. O comandante do Corpo de Bombeiros não teve oportunidade de examinar ou comentar os planos de construção.

Depois disso, duas portarias sobre prevenção contra incêndios foram introduzidas em Zaragoza.
A primeira, datada de 1964, exige a instalação de hidrantes em torno de certos tipos de edificações, tais como: teatros, cinemas, colégios, universidades, hospitais, supermercados e usinas. A segunda se aplica a edificações com mais de 28,5 metros de altura e estabelece prescrições para facilitar a luta contra incêndios, dizendo respeito a tubulações secas, hidrantes, extintores e escadas de emergência ou escadas que permitam a evacuação.

Essas portarias se aplicam somente para projetos e construções de novos edifícios e não contem quaisquer referencia a escadas enclausuradas, medidas de limitação da propagação do fogo e da fumaça, iluminação de emergência e sistema de alarme em caso de incêndio.

SITUAÇÃO E DESCRIÇÃO DO EDIFÍCIO
O Hotel Corona de Aragón, estava situado no centro da cidade de Zaragoza e ocupava praticamente toda uma quadra de 84 por 21 metros.

O hotel é constituído por: três subsolos, o térreo e dez pavimentos,

Característica do hotel
• a estrutura do edifício era de colunas de aço não protegidas, com alvenaria de tijolos furados e piso convencional.
• nos dois subsolos inferiores estavam localizados; a casa da caldeira e o depósito de combustível,  a instalação de condicionamento de ar, casa de força e eram  protegidos por um sistema automático de C02.
• a cozinha do Café Formigal estava localizada no primeiro subsolo.
• no térreo, estava localizado um restaurante chamado "The Piccadilly".
• os nove pavimentos possuíam 250 apartamentos, e o último andar abrigava os escritórios e a administração do hotel.
• a caixa da escadaria aberta,  era metálica,  comum a todos os andares, desde o primeiro subsolo até o 11o  andar.

ESCADA DE EMERGÊNCIA
Possuía uma escada de emergência localizada no fundo da edificação, próxima a escada principal. Embora a escada fosse enclausurada com paredes de tijolos, as portas não eram resistentes ao fogo e nem de fechamento automático. O acesso era feito o pelo hall do elevador.

CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros Municipal de Zaragoza tinha um único posto de bombeiros com algumas viaturas antigas, incluindo uma plataforma hidráulica e uma escada Magirus . O posto estava próximo ao hotel.

CENÁRIO DO  INCÊNDIO
 O incêndio teve inicio pouco após as 8 horas, 12 de julho de 1979, na cozinha do Café Formigal, no primeiro subsolo. Uma máquina de fritura para preparação de "churros", um tipo de rosca popular na Espanha, tinha sido aquecida em razão do afluxo de hóspedes para o café da manhã e para a preparação das bandejas daqueles que iriam tomar o café em seus quartos.

O óleo superaquecido se inflamou. Acima, mas não conectado a maquina, havia uma coifa destinada a receber a fumaça causada pela fritura. O duto da coifa atravessa uma grande abertura, mudando de direção para passar pela parede do fundo do hotel e alcançar à área externa.
A abertura feita no forro para a passagem do duto era consideravelmente maior do que o duto e não havia nenhum dispositivo de vedação ou corta chamas.
O pessoal da cozinha combateu o fogo da máquina de fritura com extintores de C02, durante 10 minutos, antes que eles notassem que o fogo não estava sendo controlado, mas, de fato, se propagando e não somente na cozinha mas, também, através da abertura do duto no restaurante Piccadilly, no andar acima.

PROPAGAÇÃO DO INCÊNDIO
O incêndio se espalhou rapidamente pelos dois andares, envolvendo o mobiliário, a decoração etc., grande parte de espuma e outros materiais plásticos. Como a escada principal do hotel, não era enclausurada, era também utilizado pelos restaurantes, o fogo e a fumaça ocuparam a caixa de escada até o ultimo andar. O fogo e as chamas concentraram-se no último andar, envolvendo a  maioria dos escritórios e as chamas eram visíveis pelas janelas .
Ao mesmo tempo, as chamas em grande quantidade e uma enorme coluna de fumaça preta saíam das janelas adjacentes do restaurante e recobriam a fachada do prédio em toda a extensão. Esta foi à situação com a qual os bombeiros se defrontaram, na chegada, 10 a 15 minutos após a chamada.

SEM SISTEMA DE ALARME E PORTAS CORTA-FOGO
Sem sistema de alarme, houve pouco tempo e praticamente nenhuma possibilidade de alertar os hóspedes; as fumaças  invadindo os corredores a partir da escada principal não enclausurada e a fuga se tornando extremamente difícil. Algumas pessoas utilizaram a escada de emergência como meio de fuga, até que ela ficou envolvida pela fumaça, uma vez que as portas que lhe davam acesso não eram resistentes ao fogo ou de fechamento automático.

RESGATE
Alguns foram resgatados do terraço superior por helicópteros de uma base militar próxima.
Outros se lançaram em um pequeno tanque existente no andar abaixo do terraço e aguardaram na água até a chegada de socorro. Alguns hóspedes jogaram se ou caíram pelas janelas ou balcões, a maioria deles pelo lado frontal do edifício.
Os bombeiros efetuaram vários salvamentos por meio da escada Magirus, da plataforma hidráulica, de escadas portáteis de bombeiros e ainda por três guindastes requisitados de um canteiro de obras vizinho.

HOSPEDES
Estimativa de hospedes no momento do incêndio: 420

VÍTIMAS
78 mortos e 113 feridos

DANOS CAUSADOS
Os danos causados pelo incêndio foram enormes nos dois andares do restaurante, nas zonas próximas da escada principal e no ultimo andar, o da administração do hotel.
A estrutura e demais componentes do edifício não foram seriamente atingidos e não houve colapso de colunas, de vigas, pisos e paredes, devido em grande parte à ventilação de incêndio tanto externa como internamente, através das caixas de escadas abertas e das janelas do último andar.

CONCLUSÃO
A extensão do incêndio era previsível, tendo em vista a construção e o "layout" do edifício, a demora de 10 minutos na chamada dos bombeiros e a grande quantidade de materiais facilmente combustíveis nos dois restaurantes. O fato de o número de mortos não ter sido mais elevado se deve aos esforços dos bombeiros, os quais, com limitados recursos à sua disposição, se viram face a face com uma difícil tarefa de salvamento e combate a incêndio. Fonte: Revista "Fire International " e RTV.ES

Marcadores:

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Princípios básicos de combate a incêndio em tanques

O combate a incêndios em área de tanques exige um planejamento que aborde os seguintes aspectos
1. Definir o tipo de ataque

2.Segurança da vizinhança até a execução do ataque de extinção (resfriamento com água de objetos expostos ao fogo ou calor radiante)

3.Logística de combate a incêndio:
3.1-Definir um local seguro para instalar o comando de operação, “gabinete de guerra”. O comandante de operação é responsável pela logística de incêndio e planejamento. 
3.2-Segurança no abastecimento de água – fonte de abastecimento
3.3-Segurança nos equipamentos para extinção (bombas, mangueiras, viaturas, canhões   monitores e acessórios, etc)
3.4-Segurança no abastecimento de  extratos de espumas
3.5-Segurança na produção de espuma (preparar os equipamentos, mangueiras e executar testes de funcionamento)
3.6-Segurança das equipes de emergência (equipamento de proteção individual, revezamento, alimentação, área de descanso ou  de apoio e equipe médica)

4.-Cabe ao comandante responsável pela emergência (o comandante de emergência é responsável pela atuação das equipes de emergência e o comandante de operação  é responsável pela coordenação) demonstrar total domínio pelas táticas de incêndio.

5.-As dificuldades no combate a um incêndio crescem com o diâmetro do tanque, com baixo nível do produto em queima  e com o tempo de queima do tanque. Os fatores externos ou internos mais importantes são a natureza da vizinhança e a influencia dos ventos.

6. Os volumes de espuma necessários são proporcionais ao quadrado do aumento do diâmetro  e também quanto à mudança de ordem técnica (dificuldade de extinção do incêndio)
6.1-Quanto menor for o volume de líquido no tanque, tanto mais a espuma deverá cair até atingir a superfície do líquido
6.2-Quanto maior é a altura da queda, tanto maior é o contato da espuma com as altas temperaturas e como conseqüência são possíveis perdas de 80% a 90% da espuma na zona de combustão.
6.3-Com o tempo de queima o tanque apresenta deformações. Devido às paredes retorcidas formam-se  na superfície do liquido,  ilhas em chamas de metal rubro , que não permite o acesso da espuma.

7.-Um tanque cheio que queima, permite aproximação e instalação de equipamentos que muito provavelmente evitará perda excessiva de espuma.

8.-Nos tanques aquecidos uma parte do calor liberado é reconduzido ao produto em queima. Isto ocorre nos tanques não cheios pelos seguintes caminhos:

Propagação de calor em tanques
1- radiação das chamas para o líquido
2 -radiação das chamas para as paredes do tanque
2a-radiação das paredes do tanque para o líquido
2b-condução da parede do tanque às camadas superiores do líquido
3-transmissão de calor da zona de gás para o líquido pela convecção dos vapores ainda não queimados

Pela figura  podemos considerar:
1.-Pode-se diminuir a transmissão de calor da zona de chamas para o líquido pelo resfriamento das paredes do tanque
2.-A transmissão de calor da zona de chamas para o líquido, pela radiação e condução,  deve ser impedida pela espuma
3.-A espuma é destruída  com intensidade com a diminuição do volume de combustível contido no tanque, pelo aumento do seu trajeto até a superfície do líquido.
4.-A espuma lançada através da zona de chamas sofre uma perda maior do que aquela lançada através de instalações fixas, semifixas ou torres portáteis
5.-O ponto ideal para a “chegada da espuma” é no centro da superfície do líquido
6.-Deve-se proceder ao resfriamento do tanque em fogo e dos tanques adjacentes

Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]