Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, agosto 24, 2015

Operário equilibrista atravessa viga de aço sem equipamento de proteção

O técnico em telecomunicação Guilherme, flagrou um operário atravessando uma viga de aço em uma obra no Setor de Indústrias Gráficas em Brasília  sem equipamento de segurança. O registro foi feito há duas semanas enquanto o leitor fazia uma visita técnica na região.
Pinheiro conta que começou a observar a obra e viu que o operário ia subir na viga. Ao ver que ele estava sem equipamento de segurança, ele começou a filmar a ação. Por trabalhar em área de manutenção, o leitor diz que já se deparou com essa situação diversas vezes.
A coragem dele me chamou a atenção, e a irresponsabilidade também, disse. "Acredito que ele tenha família e está assumindo um risco que pode levar até a morte. A gente que trabalha nessa área tem que ter uma noção de segurança.Fonte: @ZR, G1 DF-20/08/2015

Comentário: O trabalhador é um equilibrista? O que podemos imaginar um trabalhador atravessando um a viga de aço como se fosse uma passarela?  Todos nós carregamos intimamente o medo, que é um alarme ou aviso que estamos diante de um perigo real ou imaginário. Por que algumas pessoas possuem um grau maior do medo e outras não?  O que leva a pessoa   ultrapassar a barreira do medo e confrontar o perigo?
O medo é um julgamento de que há um perigo real ou potencial em determinada circunstância: surge com a percepção de risco, ou seja, a possível ocorrência de algo danoso.
Existe o lado da norma de segurança em que a empresa deve treinar e conscientizar o trabalhador, mas  o lado individual do trabalhador, ele não percebe que está correndo perigo? O que faz o trabalhador assumir risco desnecessário? Fatalidade ou conformismo da vida? Um caso desse o trabalhador deveria também receber uma punição.

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 3:00 AM

0 comments

sexta-feira, agosto 21, 2015

Estudante perde couro cabeludo em acidente durante aula prática

Uma estudante de 17 anos perdeu todo o couro cabeludo em um acidente durante uma aula prática em uma oficina do Senai, em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do Espírito Santo, na manhã de segunda-feira, 13 de julho.

ACIDENTE
O acidente ocorreu por volta das 10h, quando o cabelo de NSS ficou preso em uma máquina. Ela estuda mecânica automotiva há sete meses na instituição.
O acidente ocorreu durante a partida da máquina. A máquina foi ligada  e a cabelo comprido  embaraçou no elevador. Quando ela gritou e a máquina  foi desligada, mas  já tinha perdido todo o cabelo.

CORPO DE BOMBEIROS
Segundo o Corpo de Bombeiros, o cabelo de NSS, de 17 anos, ficou preso num elevador industrial. Ela acabou perdendo completamente o couro cabeludo.

HOSPITALIZAÇÃO
A estudante foi levada para o Pronto Socorro da Santa Casa de Cachoeiro. O hospital informou que pediu a Secretaria de Saúde do Estado para transferi-la para um hospital especializado em outro estado.

NOTA DO SENAI
O  Senai informou que está dando toda a assistência no atendimento da aluna. A entidade aguarda definição dos médicos responsáveis pelo caso para realizar o transporte para outro estado e assumir todo o tratamento.
A adolescente foi transferida na madrugada de terça-feira, 14 de julho, para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo para tentar fazer o reimplante.
A cirurgia de reparação do couro cabeludo de Natália dos Santos da Silva estava prevista para ocorrer na manhã de terça-feira.

OPERAÇÃO
A estudante se recupera bem após microcirurgia para reimplante parcial capilar. A informação é do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Fontes: @ZR, G1 ES - 13/07/2015;  Sim Noticias - 16 Julho 2015  

Comentário: O escalpelamento é o arrancamento brusco do escalpo humano (couro cabeludo) e quando grande quantidade de cabelo é puxado rapidamente e enrolado em motores, partes móveis de máquinas e equipamentos, arrancando  além do escalpo, orelhas, sobrancelhas e por vezes uma enorme parte da pele do rosto e pescoço, levando a deformações graves e até a morte. Esse tipo de acidente ocorre quando partes móveis de máquinas e equipamentos não estão protegidas.
Recomendações
■ Proibir a utilização de cabelos compridos nas áreas que apresentam riscos,
■ Conscientização dos funcionários(as) para utilização de equipamentos de segurança e vestuários em áreas de riscos.
■ Proibir roupas folgadas, adornos, cabelos compridos

Os acidentes/lesões podem ser eliminados ou amenizados, se você utilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI.), conforme seu trabalho e/ou setor, tais como: uniforme, protetor de cabelo, avental, etc. O cabelo comprido deve ficar com protetor de cabelo (gorro ou redinha), para se evitar que o mesmo fique preso em algum dispositivo em movimento, acarretando gravíssimos acidentes.
Anéis, alianças, pulseiras, correntinhas no pescoço, mangas compridas e folgadas de sua camisa podem causar sérios problemas nos trabalhos diante de máquinas em movimento.

No Manual de Procedimentos do Senai de Ribeirão Preto apresenta as seguintes recomendações:
Não é permitido nos locais de atividades educacionais:
■ Usar cabelos longos e soltos nas oficinas. Eles deverão estar presos e contidos por meio de redinha de proteção;
■ Usar saias/blusas curtas, bermudas, chinelos e tênis;
■ Usar calças e blusas excessivamente largas e/ou rasgadas;
■ Usar relógios, anéis, correntes, brincos, pulseiras, lentes de contato, tênis, piercings, óculos escuros, gorro, boné ou similar. Além de ser adornos, inadequados dentro da empresa, são fatores de risco à saúde;
■ Utilizar aparelho sonoro em atividade escolar, exemplo: celulares, relógio, despertador, aparelhos musicais e similares.

Artigos publicados
Bandeira enrosca em corrente de moto e quebra o pescoço do motociclista
Jovem é escalpelada por motor de kart em SC
Mulher tem couro cabeludo arrancado
Roupas Folgadas, Adornos , Cabelos compridos

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 12:15 PM

0 comments

terça-feira, agosto 18, 2015

Uso do WhatsApp no trabalho pode dar demissão

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, assim como as demais redes sociais, agiliza a comunicação entre as pessoas em qualquer lugar e hora. Mas, quando se trata do uso do aplicativo no trabalho, é preciso cuidado e bom senso. A regra vale tanto para o empregado quanto para o empregador.
Segundo o advogado trabalhista Bruno Gallucci, do escritório Guimarães & Gallucci, com a popularização do WhatsApp aumentou o número de ações trabalhistas na Justiça. Isso principalmente porque é cada vez mais comum que os profissionais, depois do horário do expediente, continuem sendo acionados pelo empregador para resolver questões do trabalho por meio do aplicativo. “As conversas fora do expediente de trabalho podem servir de prova e, dependendo do caso, abrem caminho para pedido de horas extras”, explica.

Gallucci alerta, porém, que todos os casos devem ser avaliados. “Caso sejam apresentados os prints das conversas, isso pode servir de prova contra o empregador e resultar em uma condenação trabalhista em favor do empregado. O mais indicado é que a empresa evite esse tipo de contato com os empregados, ainda mais fora do expediente de trabalho”, recomenda.
Para Daniela Moreira Sampaio Ribeiro, advogada do escritório Trigueiro Fontes, o empregado deve ter cuidado ao se dirigir aos colegas ou a um superior hierárquico nas conversas do aplicativo e também ter moderação na sua utilização durante o expediente. “O empregador tem o direito de exigir do empregado concentração total no seu trabalho, proibindo ou restringindo a utilização da ferramenta para fins particulares. Nesse caso, a desatenção do empregado à orientação pode ter como consequência a aplicação de penalidades disciplinares, diz.

A advogada trabalhista Vanessa Cristina Ziggiatti Padula, do escritório PK Advogados, alerta que se o aplicativo for utilizado de forma inadequada pelos funcionários eles podem ser advertidos, suspensos ou até ter o contrato rescindido por justa causa.

PROIBIÇÃO
Para evitar problemas, a empresa através do RH  proibiu o uso do WhatsApp. A orientação é para evitar o uso. Se a pessoa utiliza com certeza não é para coisas de trabalho. Já tive provas de que tira a atenção, o funcionário acaba fazendo os procedimentos de forma errada, diz o supervisor de RH, Felipe Bossi. Além do WhatsApp, a empresa bloqueou o uso de redes sociais como Facebook no computador e celular.  Segundo ele, a orientação veio depois que a empresa notou que o uso do aplicativo estava atrapalhando o desempenho dos funcionários. “Há cerca de um ano e meio, logo que notamos que o WhatsApp estava sendo muito usado, já bloqueamos”, afirma.
Os recém-admitidos são informados da proibição na integração com a empresa. “Não é muito bem aceito, mas eles obedecem”, conta. Ninguém foi demitido por descumprir a regra. “Eles têm bom senso, sabem que atrapalha”, diz Bossi.
O supervisor de RH diz que se o funcionário precisa acessar o aplicativo para uma emergência ele tem direito, “aí usa rapidinho”. “Mas o dia inteiro de bate papo, o celular apitando, não é aceitável”, explica.
Os funcionários não recebem instruções pelo Whatsapp ou Facebook, só por email. Se o funcionário é flagrado usando o aplicativo, ele tem a atenção chamada.

PRINCIPAIS PROBLEMAS COM WHATSAPP

Horas extras
Daniela Moreira Sampaio Ribeiro, do escritório Trigueiro Fontes, diz que a solicitação de tarefas ao empregado via WhatsApp fora do seu horário de trabalho pode configurar tempo à disposição do empregador e motivar reclamações trabalhistas pleiteando o pagamento de horas extras.
Vanessa Cristina Ziggiatti Padula, do escritório PK Advogados, diz que a empresa não pode exigir do empregado a utilização do aplicativo em seu aparelho pessoal ou a compra de telefone compatível –  a exigência apenas poderá ocorrer se o aparelho telefônico for ferramenta de trabalho, concedida pelo empregador e o Whatsapp um meio de comunicação oficial da empresa.

Sobreaviso
“Outra questão é o sobreaviso, que é o tempo em que o empregado está à disposição do empregador, podendo ser contatado por aparelho celular ou outro meio de comunicação equivalente, em períodos determinados e nos quais deveria estar em descanso, com restrição na liberdade de ir e vir. As mensagens trocadas pelo WhatsApp equiparam-se, nesse caso, a mensagens trocadas no e-mail corporativo”, explica Vanessa.
“O funcionário pode receber hora extra em situações que lhe seja exigido o desempenho da atividade laboral fora da jornada normal de serviço, e quando essas horas extras são realizadas por meio do WhatsApp, como respostas a problemas que surgem de repente, dúvidas e pareceres, temos a chamada ‘jornada virtual’, ressalta Bruno Gallucci, do escritório Guimarães & Gallucci.

Assédio
“Também os excessos dos gestores na forma de comunicação com os seus comandados, realizando cobrança excessiva, utilizando termos ofensivos e desrespeitosos ou expondo um subordinado de forma negativa e vexatória diante do grupo podem caracterizar um assédio moral e motivar reclamações trabalhistas com pedido de dano moral”, diz Daniela.
Segundo ela, esse mesmo assédio pode ser motivo de reclamação trabalhista contra o empregador se, praticado por colegas do mesmo nível hierárquico, a empresa tomou conhecimento e nada fez para punir o empregado “ofensor”.

Uso inadequado
De acordo com Vanessa, o uso do WhatsApp de forma inadequada com clientes ou colegas de trabalho poderá levar a penalidades se o aplicativo for utilizado como instrumento de comunicação virtual disponibilizado pelo empregador, servindo como ferramenta de trabalho, destinado essencialmente à troca de mensagens de caráter profissional.

Punições
As punições disciplinares pelo mau uso do WhatsApp podem ser aplicadas pelo empregador quando o empregado dirige-se a colegas de trabalho ou a superior hierárquico de forma desrespeitosa e inadequada. Ou quando o empregado utiliza o Whatsapp para fins particulares, durante o horário de trabalho, comprometendo a sua produtividade e concentração. Nesse caso, se houver regra proibitiva do empregador, a punição ao empregado pode ser mais severa, por ele estar descumprindo regra estabelecida.

Gallucci lembra que o uso de forma exagerada do aplicativo durante a jornada de trabalho, por motivos alheios à função exercida, pode resultar em erros, desvio de atenção e mau desempenho por parte do empregado. Esse uso sem limites pode levar a punições como advertência, suspensão e até uma dispensa por justa causa.

Ações mais comuns  
De acordo com Vanessa, existem ações na Justiça do Trabalho geralmente quando o colaborador é demitido por justa causa. Os motivos mais comuns de demissão são a divulgação de informações sigilosas da empresa a terceiros, quebra de confidencialidade ou até mesmo assédio moral contra colegas de trabalho. “Em alguns casos, a proibição do uso do celular ocorre para preservar a segurança do empregado e de terceiros e, nesse caso, se a regra é desobedecida, também leva a medida disciplinar e dispensa por justa causa”, diz.
Daniela diz que as mais comuns são de empregados pleiteando horas extras pelo tempo à disposição do empregador, por meio de mensagens de trabalho trocadas via WhatsApp fora do horário de expediente normal, e alegação de assédio moral, protagonizado por superiores hierárquicos, em razão de ofensas e tratamento desrespeitoso em grupos do aplicativo.

Mau uso
Também existem ações trabalhistas nas quais as empresas defendem a justa causa por má conduta comprovada por meio de conversas e participação em grupos de WhatsApp em que o empregado se manifesta de forma ofensiva contra a empresa ou seus superiores hierárquicos.
Além da crescente demanda de ações por causa de horas extras, há pedidos de reversão de justa causa em decorrência da despedida do empregado pelo mau uso do aplicativo.

Provas que podem ser usadas nas ações  
O empregado pode reunir provas de que houve contatos via Whatsapp fora do horário de trabalho. Segundo Vanessa, o empregado pode preservar as mensagens e requerer a realização de perícia judicial para apresentação das informações em juízo ou mesmo apresentar as imagens das conversas. “Mas é importante esclarecer que qualquer tipo de mensagem eletrônica tem valor probatório relativo, ficando a critério do juiz avaliar se as informações comprovam as alegações em ação judicial”, informa.
As mensagens gravadas no próprio aplicativo são meio de prova suficiente, pois registram o conteúdo da conversa, as partes envolvidas, além do dia e hora da troca de mensagens. “Para utilização em processo judicial, o ideal é levar o aparelho celular em um cartório oficial ou Tabelionato de Notas e Registro Civil para que um tabelião transcreva as conversas registradas no Whatsapp num documento chamado Ata Notarial. Esse documento tem cunho oficial e pode ser juntado em qualquer processo judicial”, explica Daniela.
Bruno Gallucci diz que a Justiça aceita como prova em processos trabalhistas a grande maioria de documentos, conversas eletrônicas, gravações, fotos e e-mails, desde que as informações tenham sido obtidas de forma lícita.
“O empregado não pode esquecer, entretanto, que para configurar as horas extras não basta uma simples resposta a uma pergunta do seu superior hierárquico. É necessário, via de regra, em observância ao princípio da razoabilidade, que a comunicação seja um tanto quanto considerável”, alerta.

PREVENÇÃO DE PROBLEMAS NO USO DO WHATSAPP
É possível evitar ações na Justiça se a política em relação ao uso da ferramenta for clara. Vanessa diz que é preciso instituir uma política clara sobre a utilização de ferramentas com acesso à internet durante a jornada de trabalho, orientação dos empregados e fiscalização do uso correto.
Para Daniela, o empregador deve orientar os seus gestores. “Uma boa opção é a criação de regras formais para a utilização da ferramenta, uma espécie de manual de procedimento, disponibilizado a todos, para que se saiba, de antemão, o que é uma conduta adequada e o que é excesso”, diz.
Já o advogado trabalhista Gallucci considera que o empregador deve definir todas as regras em contrato ou criar um código de conduta interno, estabelecendo formas de controle do trabalho e da jornada, bem como regras de utilização do WhatsApp dentro e fora do ambiente profissional por meio de um regulamento, com conhecimento do empregado.

O QUE O EMPREGADOR PODE EXIGIR
O empregador pode proibir o uso do aplicativo durante o horário de trabalho. Para Daniela, caso o empregador entenda que há comprometimento da produtividade, o empregador pode proibir tanto a utilização do aplicativo quanto do próprio telefone celular particular no ambiente de trabalho. Contudo, nessa hipótese de proibição, o empregador tem que disponibilizar ao empregado linha fixa de telefonia para uma necessidade de comunicação fora do ambiente de trabalho.
Vanessa explica que durante a jornada de trabalho, o empregador pode exigir que o empregado tenha sua atenção totalmente focada no desempenho de suas atividades, já que a jornada de trabalho é tempo à disposição do empregador, integralmente remunerado.
No caso do celular, segundo Vanessa, a proibição do celular também é justificada por questões de segurança, já que o aparelho pode causar distração ao empregado e, consequentemente, acidentes.

PUNIÇÕES AO EMPREGADO
“Em regra, o que se condena é o uso abusivo dos celulares e os seus diversos aplicativos, sendo que o empregado deixa em segundo plano as atividades dentro do ambiente de trabalho, podendo o empregador impor limites, desde que com previsão expressa no contrato de trabalho ou no código de conduta interno”, diz Gallucci.
Se não seguir as orientações do empregador quanto ao uso do celular e aplicativos, o empregado pode ser advertido, suspenso e, dependendo da gravidade do fato, até demitido por justa causa em caso de regra de conduta expressa não ser seguida, segundo Vanessa.
Para Daniela, para que seja possível a punição, as regras devem ser claras e amplamente divulgadas no ambiente corporativo, ou seja, todos os empregados devem ter plena ciência do que podem e do que não podem fazer, para que eventual punição seja legítima.
As penalidades começam por uma punição mais branda, no sentido de advertir o empregado de que a sua conduta está inadequada. A dispensa por justa causa é a mais grave das punições e só pode ser aplicada se ficar comprovado que o empregado insistiu em desrespeitar as orientações do empregador, apesar de já ter sido repreendido por diversas vezes, com as penalidades mais brandas, explica.

DEMISSÃO POR CONDUTA GRAVE
Existem situações em que uma única conduta é considerada grave o suficiente para justificar a demissão por justa causa. Um exemplo disso é a divulgação pelo empregado, via WhatsApp, de imagens comprometedoras que violem segredo da empresa ou que exponham a público alguma situação que deveria ser preservada. “Nessa hipótese pode-se entender que houve falta grave e quebra de confiança, pelo empregado, que impossibilitam a continuidade da relação de emprego e justificam uma justa causa”, conclui Daniela. Fontes: @ZR, G1-12/08/2015 

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 11:51 AM

0 comments

sábado, agosto 15, 2015

Banco ergonômico atende vários tipos de atividades

Construída com perfis de aço, a série Ergomil, isenta de lubrificação, proporciona ajuste de altura, viabilizando uso como equipamento de apoio para operadores de máquinas, tornos mecânicos, retíficas, fresas e montadores de painéis elétricos, entre outros. Traz acabamento com tinta epóxi, nas cores preta, branca ou vermelha. O assento é de madeira compensada curvada, com revestimento de espuma de poliuretano, e acabamento de Courvin. Pesando no total 4,5 kg, possibilita sustentar até 120 kg. Mede 825 mm de altura, 370 mm de largura e 480 mm de comprimento. Fonte: @ZR, Nei Produtos

Comentário: A importância da Ergonomia está na contribuição para a promoção da segurança e bem-estar das pessoas e consequentemente  sua eficácia no processo produtivo envolvido (aumento de produtividade, conforto, etc,).
A constante utilização das máquinas, a postura sentada e a repetição de movimentos inerentes à atividade de processo são características do posto de trabalho da organização. Em razão dessas características, o atendimento às exigências ergonômicas é fator decisivo para o aumento da produtividade, melhoria do bem-estar dos trabalhadores, perdas de dias perdidos, etc.

Fatores de perdas por problemas de ergonomia
1.1. Perdas por afastamentos médicos
1.1.1. Custo anual de remuneração da mão de obra durante os dias perdidos de trabalho
1.1.2. Custo anual da cobertura do afastamento por outro funcionário
1.1.3. Custo anual da contratação do funcionário para cobertura de afastamento
1.1.4. Custo anual da demissão do funcionário para cobertura de afastamento
1.1.5. Custo do baixo rendimento do operador anteriormente ao afastamento
1.1.6. Custo do baixo rendimento do operador posteriormente ao afastamento
1.1.7. Custo de formação do funcionário contratado para cobertura
1.2. Perda de produção
1.2.1. Custo da perda de produção pelo baixo rendimento do operador contratado para cobertura do afastamento

Em geral os projetos de ergonomia, em sua maioria, não têm suas perdas quantificadas e dificilmente é analisada economicamente sua implantação Mas levando em consideração os fatores acima mencionados podem facilitar o projeto de investimento. Fonte: Abepro

Vídeo

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 7:46 AM

0 comments

quarta-feira, agosto 12, 2015

Martelo de 2,5 kg cai de 20 metros de torre de telefonia e fere operário

Um martelo, que pesa em torno de 2,5 quilos, caiu de uma torre de telefonia na cabeça do operário ASR, 29 anos, por volta das 14h30 de hoje na Travessa Embú, no Jardim Montevidéu, na saída para Cuiabá, em Campo Grande. No momento do acidente de trabalho, ele estava sem o capacete de segurança.
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O homem estava consciente, mas sentia muitas dores no pescoço e na cabeça. Ele foi encaminhado ao pronto socorro da Santa Casa.
De acordo com o relato no local, dois operários trabalhavam no alto da torre de telefonia, enquanto a vítima estava no solo. O martelo se desprendeu das mãos ou do cinto de um dos trabalhadores e caiu, acertando a parte lateral direita da cabeça do trabalhador. A queda ocorreu de aproximadamente 20 metros de altura. Ele permaneceu o tempo todo consciente, segundo os colegas de trabalho. Fonte: @ZR; Campo Grande News - 03/08/2015 

Comentário:
Utilizando a Física para avaliar o impacto de um objeto em queda livre teremos;
Peso do objeto: martelo, 2,5 kg
Altura: 20 m
Força calculada: 1.000 N equivale um força de 40 vezes do martelo.
A velocidade de impacto é de 72 km /h.

Faltou na execução do serviço   a análise da delimitação ou isolamento de risco contra quedas de objetos com finalidade de proteger os trabalhadores durante realização de suas atividades.
A delimitação serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais, evitando acidentes, protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores, uma vez que o ambiente de trabalho não deve oferecer riscos à saúde ou à a segurança do trabalhador.

As ferramentas com cordão de segurança ou cordão anti-queda  evitam a queda de ferramentas que poderiam provocar acidentes pessoais  ou interromper o andamento do serviço.
A queda de uma ferramenta poderá ferir trabalhadores ou danificar equipamentos. Existe uma serie suportes de segurança para aumentar a segurança de ferramentas tais como; cordões de segurança elásticos e retráteis, bolsas a tiracolo, mochilas, bolsas e cintos.

O cordão de segurança ou cordão anti-queda são utilizados para fixar qualquer ferramenta durante trabalhos em altura. Os cordões elásticos de segurança possuem uma fixação universal para ferramentas que não possuem nenhum ponto de fixação integrado. Quase todas as ferramentas podem ser facilmente fixadas, passando-se os cordões de segurança para ferramentas através do olhal e apertando firmemente com o fecho de tambor.

Alguns testes realizados de acordo com a NBR 8221:2003
■ Resistência ao impacto em amostras condicionadas à quente e à frio - a média da força transmitida (impacto de um projétil de aço de 3,6 kg) deve ser menor que 3780 N. O maior valor admissível por exemplar é 4450 N;
■Resistência à penetração - um prumo cai em queda livre de uma altura de 1 m; o prumo não deve tocar a cabeça-padrão;

Muitos trabalhadores têm desculpas para não utilizar o capacete;
■Ele é muito pesado;
■Ele dá dor de cabeça;
■Ele machuca o pescoço;
■Ele é muito frio para ser usado;
■Ele é muito quente para se usado;
■Ele não deixa ouvir direito;
■Ele não deixa  enxergar direito.
O trabalhador nunca saberá que tipo de surpresa poderá aguardar vindo em direção a cabeça. Proteja-se usando o capacete e cuide de sua conservação, não jogando ao chão, mantendo-o limpo e em perfeitas condições de uso. Esse acidente comprova como é importante o trabalhador usar o capacete.

CAPACETE DE SEGURANÇA: ASPECTO GERAL
Todos os anos, trabalhadores são gravemente feridos devido à impactos na cabeça.
Equipamentos de proteção individual são indicados para proteger o trabalhador de um risco existente e não para controlar ou remover a fonte de risco. O uso de capacetes de segurança reduz as chances de ocorrerem ferimentos graves.
Uma das principais causas de danos à saúde entre trabalhadores da construção civil é a queda de objetos. Porém, nem todos os acidentes levam à morte. O mais freqüente são os danos no cérebro, ferimentos no pescoço e outros efeitos.
Outro risco para a cabeça é o choques elétrico. Tanto em construções, ou outra indústria qualquer, existe a possibilidade de contato com fiação elétrica, e então a possibilidade de choques elétricos. Muitos capacetes de segurança são feitos para oferecer certo grau isolação elétrica.
A proteção adequada é muito importante e deve ser compatível com o trabalho a ser feito.

O primeiro passo, para a seleção da proteção adequada é certificar-se que todas as  opções atendem à NBR 8221:2003, norma brasileira que descreve os requerimentos mínimos para um capacete de segurança. Capacetes que possuem o Certificado de Aprovação foram testados segundo a norma e atenderam aos requisitos mínimos.

COMPOSIÇÃO DO CAPACETE
Um capacete é composto de duas partes principais. A primeira é o casco, feito geralmente de polietileno de alta densidade, podendo ser de outros materiais como ABS. O segundo componente é a suspensão que é a armação interna do capacete, constituída de carneira e coroa. O objetivo do conjunto é reduzir os efeitos causados pelo impacto de um objeto na cabeça do trabalhador.

REQUISITOS DO CAPACETE
Baseado na norma NBR 8221:2003, um capacete de segurança deve atender aos requisitos abaixo:
1. Deve limitar a pressão de impacto aplicada no crânio, difundindo-a através da maior superfície possível. Isto é conseguido através de uma suspensão que se encaixe bem em vários tamanhos de crânio, juntamente com um casco forte o suficiente para evitar que o crânio entre em contato direto com o objeto em queda. Sendo assim, o casco deve ser resistente à deformação e perfuração.
2. Deve dissipar a energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço. Isto é conseguido através da suspensão, que deve ser seguramente encaixada no casco, assim o impacto é absorvido sem que a suspensão desencaixe. Consegue-se isto através de encaixes robustos, tiras devidamente encaixadas na carneira, bom ajuste de diâmetro na cabeça do usuário, etc. A suspensão deve ainda ser flexível suficiente para deformar-se com o impacto, sem tocar no casco, isto é possível devido ao vão livre vertical, que é a medida entre o ponto mais alto da face interna da suspensão e o ponto mais alto da face interna do casco, com o capacete colocado na posição normal de uso.
3. Dependendo do trabalho a ser feito, um capacete de segurança deve também reduzir danos provenientes de choques elétricos.

CLASSIFICAÇÃO DOS CAPACETES
Segundo a mesma norma, os capacetes são classificados em duas classes:
a) Classe A: capacete para uso geral, exceto em trabalhos com energia elétrica;
b) Classe B: capacete para uso geral, inclusive para trabalhos com energia elétrica.

E AS CLASSES PODEM SER DE TRÊS TIPOS:
1. Tipo I: capacete com aba total;
2. Tipo II: capacete com aba frontal;
3. Tipo III: capacete sem aba.
As exigências feitas para um capacete de classe B englobam todas as feitas para a classe A, e a eles agrega exigências relativas ao isolamento dielétrico. Neste sentido, pode-se considerar que a classe B engloba a classe A.

Outros requerimentos devem ser observados para trabalhos específicos. Isto inclui proteção contra respingos de metais fundidos, e proteção contra impactos laterais.
Capacetes de segurança devem ser os mais confortáveis possíveis, conforto pode ser conseguido através de algumas variáveis:
  1. Coroa flexível;
  2. Tira de absorção de suor, facilmente removível e lavável;
  3. Suspensão de tecido,
  4. Jugular, carneira e coroa,  feitas de material não irritante.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS
Em ambientes onde o trabalhador está exposto a materiais condutivos, somente o capacete classe B deve ser usado. Este tipo de capacete não deve possuir perfurações para ventilação ou partes metálicas, assim como nenhum dos seus acessórios  (abafadores, viseiras, etc.) podem possuir qualquer componente metálico.

CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO
Capacetes de segurança devem ser mantidos em boas condições e trocados quando necessário. Para isto seguem algumas recomendações:
1.Não deve ser guardado em ambientes expostos ao sol, pois a radiação ultravioleta presente na radiação solar, enfraquece o casco, e o que pode reduzir a resistência no momento do impacto.
2.Inspecionar regularmente o casco. Procurar por sinais de deterioração, danos provenientes de algum impacto, penetração, abrasão, etc.
3.A suspensão também deve ser inspecionada regularmente. Se houver sinais de deformação ou rasgamento, deve ser substituída.
4.Partes danificadas devem ser substituídas. Nunca use partes de fabricantes ou modelos diferentes. Os capacetes são testados da maneira como eles são vendidos, uma construção diferente não garante que a mesma continue atendendo a norma. Além do mais não está coberta pela lei, por não possuir CA.
5.Para limpeza do casco, use somente água e sabão. Se houver necessidade de desinfecção, uma solução a 5% de hipoclorito de sódio deve ser usada.
Uma boa higienização pode prolongar a vida útil do capacete. O EPI limpo permite fácil visualização de irregularidades no casco ou em qualquer outra parte no momento da inspeção do capacete (rachaduras, amassados, cortes, riscos e trincas). A experiência mostrou que se uma coisa mínima como uma trinca finíssima passar despercebida ela vai aumentar e aprofundar-se.
6.O casco e a suspensão nunca devem ser alterados.
7.Não pinte ou limpe com solventes ou gasolina. Não apliquem abrasivos. Estes produtos químicos podem enfraquecer o casco. Fonte: 3M do Brasil

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 3:18 PM

0 comments

quinta-feira, julho 30, 2015

Incêndio atinge armazém de açúcar no Porto de Santos

Um incêndio de grandes proporções atingiu armazéns do terminal açucareiro da empresa Rumo Logística, do Grupo Cosan, na tarde de domingo, 3 de agosto de 2014, no Porto de Santos. O fogo começou por volta das 16h30 e a fumaça podia ser avistada de alguns bairros próximos ao local.

INÍCIO
As chamas começaram por volta das 15h30 no Armazém V ( externo), cuja esteira conduziu as labaredas para o Armazém X. O fogo se alastrou, o que levou à retirada do navio que estava atracado no terminal e ao rescaldo dos armazéns próximos. 
 Por volta das 17h40, a esteira que transportava açúcar entre os armazéns V e X externos cedeu devido aos danos causados pelas chamas. O Armazém X está completamente comprometido.

CAUSA PROVÁVEL
De acordo com a Guarda Portuária, a causa do incêndio pode ter sido um superaquecimento nas esteiras devido ao forte calor. Entre 13 e 14 horas, a Base Aérea de Santos registrou 34º. Uma possível falha mecânica também não está descartada.

DESTRUIÇÃO DO ARMAZÉM E PREJUÍZOS
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade do Porto de Santos) e a Cosan confirmaram a destruição do Armazém X no terminal 19 , da esteira que o liga ao Armazém V  e um dos equipamentos para carregar açúcar nos navios, chamado de shiploader, conectado ao armazém foi inutilizado e o outro foi danificado,.O alcance dos danos e  quanto o incêndio afetou as operações do terminal devem ser determinados apenas nos próximos dias.
O armazém tinha capacidade para armazenar 18 mil toneladas do produto, segundo a Cosan, que opera em Santos por meio de sua divisão de logística, a Rumo. A capacidade total dos armazéns da empresa no porto paulista é de 500 mil toneladas.
O volume perdido de açúcar, de 15 mil toneladas, é equivalente a um terço da capacidade de um navio dos que atracam usualmente em Santos.
A Cosan, maior produtora de açúcar do Brasil, ressaltou em nota que o terminal 16 permanece operacional, não tendo sido atingido pelo fogo. A empresa não informou, no entanto, o impacto do incêndio para sua capacidade de recebimento e embarque de açúcar.
Os danos no terminal da Rumo, que pode exportar 12 milhões de toneladas anualmente, têm menor potencial de causar preocupação ao mercado.

VÍTIMAS
Segundo a empresa, cerca de 100funcionários trabalhavam no local no momento do incêndio. Não houve feridos.

DIFICULDADE NO COMBATE AO FOGO
Quando grandes estoques de açúcar pegam fogo, pode ser difícil debelar as chamas rapidamente. À medida que queima, o produto cria uma camada externa rígida que dificulta a penetração da água e de outros produtos químicos usados no combate ao fogo.

CORPO DE BOMBEIROS  E BRIGADAS
O incêndio  mobilizou viaturas do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Equipes da Guarda Portuária e do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) também comparecem ao local. 
Outros terminais portuários, como a BTP e a Copersucar (vizinha às instalações da Cosan), enviaram suas brigadas de incêndio para auxiliar as equipes que tentavam controlar o incêndio.

CONTROLE DO INCÊNDIO
Quase 24h depois,  o incêndio foi extinto pelos bombeiros.  O Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom) confirmou que os trabalhos de rescaldo nos armazéns atingidos foram finalizados na tarde de segunda-feira, 4 de agosto de 2014.
O incêndio foi controlado no Armazém X, mas o processo de rescaldo (resfriamento) continua nos galpões próximos. Não há previsão para o término do trabalho.

PERÍCIA E INVESTIGAÇÃO
Na quinta-feira, 7 de agosto, os peritos do Instituto de Criminalística e a delegada Juliana Buck, da Delegacia do Porto, foram  ao armazém 10  para avaliação.
Os peritos avaliaram o armazém 10 e todo o entorno do local onde aconteceu o incêndio. Eles coletaram dados para o início das investigações que será realizada pela Delegacia do Porto. Os peritos continuarão realizando visitas no armazém atingido nos próximos dias.
Funcionários e testemunhas do incêndio começarão a ser ouvidos pela delegada Juliana Buck, nos próximos dias. Segundo a delegada, o chefe da segurança, a guarda patrimonial e o chefe de manutenção serão algumas das pessoas que prestarão depoimento. Além disso, integrantes da brigada de incêndio particular e do Corpo de Bombeiros também darão sua versão sobre o caso.
A delegada diz que o objetivo inicial é confirmar onde começou o fogo. Precisamos fazer a constatação. A princípio foi um aquecimento em uma das esteiras do armazém 10, mas precisa de um trabalho pericial, através da planta do armazém, manual dos equipamentos, tem sensores que foram trocados pela manutenção. Mesmo assim, a delegada afirma que, provavelmente, o que provocou o incêndio foi um aquecimento no local. “Sobe a temperatura, o produto combustível, que é o açúcar, ocasionou esse problema”, disse ela.
Depois de confirmar o foco inicial do incêndio, a delegada pretende apurar quais as medidas foram tomadas pela empresa para evitar esse tipo de acidente e chegar aos responsáveis pelo incêndio.

O TERMINAL OPERA PARCIALMENTE
A Rumo, empresa logística da Cosan, informou que o terminal opera parcialmente e as equipes trabalham na retirada do residual do incêndio. A companhia reforça que os trabalhos, para que tudo seja normalizado o mais rápido possível, são ininterruptos. A rotina do Terminal 19, do Porto de Santos, será normalizada até o dia 09 de agosto, condicionada a liberação da Codesp. Já o Terminal 16 está operando normalmente.
Fontes: @ZR; G1 Santos-03 a 12/08/2014;  A Tribuna - 03 de Agosto de 2014;  Estadão-04 Agosto 2014 

Comentário: Segundo a OSHA, as principais causas de incêndios e explosões provocadas por esteiras transportadoras são;
■ permitir quantidade considerável de pó combustível  sejam criadas continuadamente  e distribuídas ao longo da esteira, esperando que qualquer uma de muitas possíveis fontes de ignição,
■ não prevê o reparo e a restauração de uma falha demorada do sistema,  
■ não há uma programa de manutenção preventiva efetivo nos sistemas de correia  transportadora e de controle de pó.
■ falta de uma política  de conscientização da importância de manter  o local limpo

Esteiras transportadoras requerem monitoramento e manutenção constantes.
■ Sempre realize inspeções periódicas e detalhadas nas esteiras;
■ Sempre substitua, o mais rápido possível, os roletes desgastados ou danificados;
■ Sempre investigue o odor de borracha queimada proveniente das esteiras;
■ Sempre elimine fontes potenciais de incêndio tais como rolamentos superaquecidos e desalinhamento das esteiras;
■ Sempre remova pós e outros materiais acumulados nos componentes das esteiras;
■ Sempre sinalize claramente os locais da rede de hidrantes ao longo das esteiras;
■ Sempre esteja certo que os hidrantes ao longo das esteiras estejam abrigados, limpos e que as  mangueiras de incêndio estejam adequadamente enroladas.

Vídeo

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 3:00 AM

0 comments

terça-feira, julho 28, 2015

Tornados em Francisco Beltrão e Mariópolis

Os ventos fortes começaram às 18h30 de segunda-feira, 13 de julho. Meia hora depois, a tempestade ficou ainda mais intensa.   

Cidades atingidas pelos tornados:  Francisco Beltrão e Mariópolis

FRANCISCO BELTRÃO
Localização e Geografia
Segundo estimativas do IBGE em julho de 2014 possui uma população de 85.486 habitantes.
Francisco Beltrão está localizado bem ao centro do Sudoeste do Paraná. Fica situado a cerca de 130 km ao Sul de Cascavel, a 290 km de Foz do Iguaçu, a quase 492 km da Capital do Estado, Curitiba, 70 km a leste da divisa com a Argentina, e cerca de 30 km ao norte da divisa com o estado de Santa Catarina. O PIB do município é de aproximadamente de R$ 1,6 bilhão. 
A área do município é de 735 km² sendo que a área urbanizada é de aproximadamente 30 km², ficando o núcleo urbano, situado na parte sudeste do município, próximo a divisa com o município de Marmeleiro, cuja área urbana encontra-se distante cerca de 5 km da cidade de Francisco Beltrão.  .
O relevo do município é bastante variável, indo de áreas praticamente planas, principalmente ao leste e ao centro, até áreas com acentuados declives, principalmente ao oeste, próximo a divisa com o município de Manfrinópolis, na chamada Serra do Jacutinga. A altitude varia entre 450 m nas partes planas ao nordeste, até 950 m nas partes altas da serra. Na área urbana a altitude predominante gira ao redor de 560 m, sendo nas partes mais baixas de 530 m e nas partes mais altas, até 670 m.
A parte urbana da cidade sofre pouca ação dos ventos, pois está localizada em uma espécie de "bacia", sendo totalmente cercada por morros com altitudes de cerca de 100 m superiores ao da área central. Deste modo o vento costuma ser de fraca intensidade, e ventos fortes só são registrados durante tempestades.

MARIÓPOLIS
Está localizado na região sudoeste do Paraná e no Sul do Brasil. Possui uma área de 230,37  km² e uma população de 6.558 habitantes distribuídos entre o perímetro rural e urbano. O PIB do município é de aproximadamente de R$ 34 milhões. 

CONFIRMADO: TORNADO
Segundo a meteorologista Sheila Paz, do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), foi possível confirmar a existência do fenômeno a partir de um conjunto de informações, obtidas através de um radar em Cascavel e de fotos enviadas por moradores. O equipamento de Cascavel, em operação há um ano e meio, ajudou o Simepar a medir a intensidade das chuvas e dos ventos. “Estimamos que a velocidade do vento que atingiu o interior de Francisco Beltrão, com mais intensidade nas comunidades rurais, tenha sido de 120 km/h”, afirma ela. A confirmação foi feita pelo Simepar por volta das 11h30, de terça-feira, 14 de julho. Até então, o caso estava sendo tratado como um temporal.

Ao analisar as imagens de casas de alvenaria devastadas, veículos arrastados, animais mortos e árvores retorcidas, o Simepar confirmou que as duas localidades foram impactadas pela mesma tempestade. Contudo, como as cidades distam 70 quilômetros uma da outra, o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, acredita, depois de analisar vídeos e fotos, que houve a incidência de dois tornados. Em alguns pontos, os ventos ultrapassaram os 200 km/h.

“Quando veículos pesados são arrastados a tamanha distância e casas de alvenaria são completamente destruídas, podemos dizer que ficou entre o F2 e o F3”, diz, citando a escala Fujita, que classifica os tipos de tornados. A estimativa da velocidade dos ventos foi feita com base em imagens dos estragos. Já em Mariópolis, os ventos teriam sido de aproximadamente 150 km/h.

NUVEM FUNIL
Um morador de Realeza, também no sudoeste, havia registrado a formação de uma nuvem funil. A nuvem tem o formato semelhante ao de um furacão, mas não toca o solo.
De acordo com o meteorologista do Instituto Simepar Samuel Braun, esse tipo de fenômeno é esperado na região por causa das condições climáticas. A nuvem é um estágio inicial de um tornando, mas, além de tocar o solo, ela tem que provocar destruição para se caracterizar um tornado. Porém, a condição meteorológica é favorável para esse tipo de evento, explicou.
Oura moradora  de Pranchita, na mesma região, também fez o registro de uma nuvem funil que quase encostou no chão. O registro foi feito por volta das 16h de segunda-feira. “Eu estava no meu trabalho, e todos aqui ficaram com medo porque o tempo estava muito feio. Graças a Deus, não causou muitos estragos aqui na região”, disse.

RELATOS DE DESTRUIÇÃO
De acordo com o capitão Eriksen Mafra, subcomandante do Corpo de Bombeiros de Francisco Beltrão, o cenário na comunidade “km 8” é de destruição. “Cinco casas destruídas, animais mortos, cavalos, galinhas. Carros e caminhões retorcidos. Árvores arrancadas”, descreve o capitão, que esteve no local. Na comunidade, 19 pessoas ficaram levemente feridas e foram levadas a hospitais da região. Equipes de bombeiros, do Exército, da Copel e da Sanepar, além da Defesa Civil e da Prefeitura de Francisco Beltrão, acompanham a ocorrência.
Estragos menores também foram registrados em outros três pontos da cidade no início da noite de segunda-feira (13). Nos bairros São Francisco, São Miguel e Cristo Rei, que ficam mais próximos do centro da cidade, mais de 50 casas foram destelhadas. No total, a Defesa Civil registrou mais de 200 pessoas afetadas pela passagem do tornado.

TESTEMUNHAS DA DESTRUIÇÃO
■A festa de aniversário de Antônio Soares, 78 anos, foi abruptamente interrompida na comunidade rural Km 8, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. “Começou com um vento fraco, não estava chovendo. Logo em seguida, ouvimos estalos e então a casa começou a cair”, relata o empresário Jocimar Fioreze, genro do aniversariante. O vento forte chegou por volta das 19 horas. O empresário relata que todos estavam na área da casa, se preparando para cantar os “parabéns” para o aniversariante, quando o tornado se aproximou. Colocamos as crianças embaixo de uma mesa e tudo veio abaixo. Acho que não durou oito segundos, foi tudo muito rápido. Eu estava no banheiro e, como foi a última parte da casa a cair, consegui ver por mais tempo o que estava acontecendo. Era um redemoinho de vento que ‘sugava’ o cabelo das pessoas. Minha filha foi parar longe, minha neta de 1 ano foi arrastada no meio dos escombros, mas graças a Deus não teve nenhum ferimento grave. Segundo Fioreze, a festa contava com cerca de 15 pessoas no momento em que o vento forte, com velocidade estimada em 120 km/h, passou. As violentas rajadas de vento lançaram veículos a dezenas de metros de distância, arrancaram centenas de árvores, postes, e o que mais havia pela frente.
Das pessoas da festa que ficaram feridas, apenas a sogra do empresário, Izolete Iber Soares, 65 anos, permanecia hospitalizada até a manhã de terça-feira (14). Os demais tiveram alta e foram para a casa de parentes ou amigos. “A minha avó é uma pessoa obesa, usa muletas, tem dificuldade para se locomover. Como foi arrastada pelo vento, teve uma das penas quebradas e diversas escoriações”, conta a neta Josiane Soares. Ainda no Km 8, um cão, um cavalo e diversas aves morreram. Um boi ainda não foi encontrado.
■No condomínio residencial Portal das Águas, vários estragos foram registrados. Silviane Rizzo Galina conta que, por volta das 19 horas, o vento atingiu sua residência. Na casa estavam sete pessoas, entre familiares e amigos. “Eu fui fechar o quarto e quando cheguei na área de festa, só tive tempo de me juntar a eles embaixo da mesa. Todos encolhidos, com mais dois cachorros de estimação, conseguiram se salvar, porque o teto e paredes vieram abaixo”, diz ela. Galina teve alguns arranhões na perna. Na moradia, um coelho e um cãozinho pequeno desapareceram. “Era bastante vento, depois que passou saímos apavorados na escuridão, pedindo socorro.” Além da casa dela, um chalé anexo foi arrancado por inteiro pela força dos ventos.

■ Eu estava de joelhos no sofá, olhando pela janela da frente e observando o temporal que vinha vindo, relata Volmir. E aquilo começou a piorar, a fazer um barulhão, parecia até a turbina de um avião. Então eu fechei a janela e estava andando pra cozinha, quando virei já arrancou tudo. Me escondi embaixo da caixa da porta. Fiquei aqui, enquanto caíam os pedaços de telha e forro pra todos os lados, em cima de mim, e muita água, e de repente estourou a porta de vidro, nos fundos, e o vento bateu uma porta que me acertou no braço e quebrou meu relógio. Foram minutos, a cobertura foi toda destruída. O muro derrubou inteiro. Quando vi, já tinha acalmado e só depois de um bom tempo que caiu a ficha que eu tinha perdido tudo.

SEM ENERGIA ELÉTRICA
As equipes de emergência da Copel devem concluir  até quarta-feira, 15, os reparos necessários para restabelecer na totalidade os serviços de distribuição de energia nas últimas unidades consumidoras atingidas pelo tornado. São vintes equipes de técnicos e eletricistas trabalhando na força-tarefa. No entanto, algumas moradias dependerão de reconstrução dos padrões de energia para ter o fornecimento de volta.

CAMINHO DO TORNADO
De acordo com o Simepar, noite de segunda-feira,  uma supercélula ganhou força em Bela Vista da Caroba, por volta das 18h10. A tempestade avançou por Ampere e às 18h30 chegou no oeste do município de Francisco Beltrão, com intensidade compatível a tempestade extrema. Entre 18h45 e 18h53, o mesociclone estava configurado e um tornado atingiu a comunidade do Km 8. Os ventos começaram com uma velocidade de 150 km por hora e atingiram o ápice em 250 km/h. Analisando as imagens de satélite do Google, é possível perceber que o tornado percorreu uma faixa de 7 quilômetros, quase que em linha reta, começando com maior força na área rural e chegando ao perímetro urbano da cidade com menor intensidade.

BALANÇO PARCIAL DOS DANOS EM FRANCISCO BELTRAO
■Em uma única propriedade, uma área de reflorestamento foi devastada, causando prejuízo de R$ 1,2 milhão;
■Destruição de dois aviários, causando a morte de 60 mil pintinhos e cerca de R$ 800 mil de prejuízo.
■Em uma associação de suinocultores, que mantinha um laboratório e central para inseminação artificial, o prejuízo estimado é de R$ 450 mil.
■A Copel estima em R$ 83 mil os prejuízos na rede elétrica com danos em postes e fiação.
■Danos Humanos
Pessoas afetadas – 338
Pessoas desalojadas-16
Pessoas desabrigadas – 52
Pessoas desparecidas – 0
Pessoas feridas 19
Pessoas mortas – 0
■Danos materiais
Casas danificadas – 150
Casas destruídas – 12
Fonte: Defesa Civil do Paraná

PREJUIZO PARCIAL EM FRANCISCO BELTRÃO
O valor  não é definitivo. Não foram contabilizados ainda os danos com veículos, móveis, equipamentos e eletrodomésticos. Prejuízo superior a R$ 14 milhões.

A Defesa Civil de Francisco Beltrão divulgou um resultado parcial dos prejuízos;
■Foram contabilizados danos em 80 residências, sendo que 12 foram destruídas, três estão interditadas e 30 instalações (entre casas, pavilhões e benfeitorias rurais) ainda oferecem riscos aos moradores. O engenheiro civil José Carlos Kniphoff, diretor técnico da Defesa Civil, fez vistorias nas propriedades do Km 8, região mais castigada, e nos bairros Novo Mundo, São Francisco e São Miguel.  O prejuízo aproximado é de R$ 6 milhões só com edificações (casas danificadas, destruídas e benfeitorias rurais).
■ O segundo setor mais afetado foi o reflorestamento e mata nativa. O tornado arrancou centenas de árvores nativas e de reflorestamento.  O levantamento feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) demonstra que os estragos atingiram 28,47 hectares de floresta secundária (estágio inicial), 51,30 ha de floresta secundária (estágio médio), 17,63 ha de floresta secundária (estágio avançado), 17 ha de área de preservação permanente, além de 4,5 ha Pinus e 3 ha de Eucalyptus.  O laudo assinado pelo engenheiro florestal José Wilson de Carvalho estima o volume de lenha perdido em 13.123 metros³ da espécie nativa, 2 mil m³ de Eucalyptus e 2.300 m³ de Pinus. Em madeira, o IAP acredita que a perda seja de 4.158 m³ de espécie nativa, 100 m³ de Eucalyptus e 3.700 m³ de Pinus. O prejuízo é R$ 1.929.120,00 só com as madeiras.
■ As perdas com animais também foram bem consideráveis. As informações apuradas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural indicam perda de 236 aves ornamentais (R$ 42.480,00), seis ovinos (R$ 2.700), um equino (R$ 2.800) e quatro bovinos (R$ 4.800). Além disso, conforme o departamento de fomento da BRF, morreram 59 mil pintainhos de 1 dia (R$ 38.900) e 3 mil frangos de corte de 21 dias (R$ 21 mil).
■ A Copel ainda não oficializou o prejuízo, mas informalmente comunicou um valor próximo de R$ 83 mil com danos na rede elétrica (postes e cabeamento).

TORNADO EM MARIÓPOLIS.
Os ventos chegaram a 150 km/h. O município de Mariópolis teve as comunidade de Gramados, Colônia Nova, Candeias e Nossa Senhora de Fátima  atingidas pelo tornado.
A Defesa Civil do município concluiu que;
■ foram atingidas 50 casas, 10 totalmente destruídas,
■ com 50 pessoas feridas e cerca de 300 desabrigadas.

TESTEMUNHA DA DESTRUIÇÃO
■Oscar Farias de Souza estava com sua família, a esposa, o filho e a nora no interior de sua casa que foi arrancada do chão. Não sobrou nada, pedaços da geladeira foram encontrados a 300 metros de onde estava a sua casa. "Foi questão de minutos, e tudo voou pelos ares, é um milagre ninguém ter se machucado gravemente", afirmou.

PREJUÍZO EM MARIÓPOLIS
Em Mariópolis, os estragos causaram um prejuízo aproximado de R$ 2,8 milhões em casas, bens privados e de uso comum e cerca de R$ 3,8 milhões em danos na agricultura e reflorestamento.

Fontes: @ZR;Jornal de Beltrão–14 a 24 /07/2015; G1–13 e 14/07/2015;Gazeta do Povo–13 e 14/07/2015 

Comentário: No Brasil o registro histórico de danos da natureza praticamente inexiste. Temos  períodos  curtos de registros  históricos da ocorrências e recorrências de desastres e achamos que é raro. E a população em geral tem a noção que o Brasil está isento dessas ocorrências ou são fenômenos recentes.
Para ter uma ideia  a população do sudoeste do Paraná em 1900 era de 3.000 pessoas. Em 1940 aumentou para 23.000 pessoas. Até a década de 1940, inexistia meios de comunicação interligando o Sudoeste ao restante do Estado foi um dos motivos que tornou essa região desconhecida e pouco povoada.
Em 1950 a população do Sudoeste do Paraná passou de 76.376 habitantes. Em 1960 passou para 230.379 habitantes. Em 2000 a população era de 472.626 pessoas. Em 2013 era 518.998 habitantes.
Hoje a população está muita mais expostas  aos impactos a fenômenos da natureza da região, agravada  pela ocupação humana e degradação ambiental. Na década de 60 estudos comprovaram que a região já foi atingida por tornados.

Artigo publicado
Rastros de tornados no sudoeste do Brasil

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 3:00 AM

0 comments

domingo, julho 26, 2015

Vídeo mostra o momento da colisão do trem com um veículo

Um grupo de adolescentes estava em uma limusine a caminho de comemorar o aniversário de um amigo, no sábado, 18 de julho,  no Condado de Elkart, Indiana, nos Estados Unidos, quando o carro ficou preso no cruzamento da ferrovia no momento em que surgia um trem de carga.  Todos conseguiram sair do veículo, que foi atingido em seguida pelo trem. Ninguém ficou ferido.
Um fotógrafo conseguiu fazer um vídeo do acidente e as  imagens mostram que a limusine foi arrastada por quase um minuto até parar.

O grupo fez sinais para alertar o maquinista, mas não adiantou. Na gravação é possível ouvir os jovens gritando "ele não vai parar". Depois, já com o trem parado, perguntaram ao maquinista se ele não viu o alerta. — Claro que vi, mas tenho 10 mil toneladas de carga — respondeu o maquinista. Fonte: @ZR;  MailOnline - 24 July 2015

Comentário: Trem não pode parar rapidamente. Um trem de carga médio com  90 a 120 vagões percorre 1,6 a 2 km  até parar.  Trem com velocidade de 90 km/h pode percorrer  1,60 km ou mais para parar,  após o maquinista acionar o freio de emergência. Um trem de passageiros com 8 carros, com velocidade de 130 km/h precisa de cerca de 1,6 km para parar.
Estatística preliminar de 2014, de acidentes em cruzamento de ferrovia
Colisões – 2.287
Mortes – 269
Feridos – 849
Fonte: National Highway Traffic

Vídeo


No Brasil, imprudência do motociclista na travessia da ferrovia

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 3:00 AM

0 comments

sexta-feira, julho 24, 2015

Nota Técnica do MTE - Validade de EPI e à validade do Certificado de Aprovação de EPI

Secretaria de Inspeção do Trabalho
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho
Coordenação-Geral de Normalização e Programas

NOTA TÉCNICA No 146 /2015/CGNOR/DSST/SIT

Interessado: COORDENAÇÃO GERAL DE NORMATIZAÇÃO E PROGRAMAS
Assunto:       Esclarece questões relacionadas à validade de EPI e à validade do
                      Certificado de Aprovação de EPI

1. Trata-se de esclarecimento acerca da validade de Equipamento de Proteção,  Individual - EPI e da validade do Certificado de Aprovação — CA.

2. Equipamentos de Proteção Individual são dispositivos ou produtos, de uso individual, a serem utilizados pelo trabalhador, destinados à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho, quando as medidas de ordem coletiva e/ou administrativas não sejam suficientes para eliminar ou minimizar os riscos a que estão expostos os "trabalhadores”.

3. Para que um determinado produto possa ser considerado equipamento de proteção individual — EPI, há necessidade de obtenção do Certificado de Aprovação.
CA, emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego — MTE. Somente serão considerados EPI para fins de emissão de CA aqueles equipamentos listados no Anexo I da Norma Regulamentadora (NR) 06, que dispõe sobre os equipamentos de proteção individual, conforme determina o item 6:4:
6.4. Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e  observado o  disposto no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores o; EPI  adequados, de acordo com o disposto no  ANEXO I desta NR. (grifo nosso)

4. Outros equipamentos ou produtos também podem ser destinados à proteção do trabalhador e indispensáveis à execução de suas tarefas, porém, se não listados no
Anexo I da NR-06, serão considerados somente produtos de segurança para o trabalho, sem certificação do MTE, não lhes sendo aplicável a designação "equipamento de proteção individual". Configuram dentre estes, por exemplo, os cremes de proteção solar e alguns tipos de Vestimenta, indispensáveis para à execução segura do trabalho, porém, não certificados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

5. Em cumprimento ao estabelecido na NR-06, a empresa fabricante ou importadora de EPI deverá se cadastrar junto ao Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE para requerer emissão, renovação ou alteração de Certificado de Aprovação — CA, devendo cumprir uma Série de requisitos estabelecidos pelas Portarias S1T 451/2014 e 452/2014. Dentre os documentos necessários para a emissão do CA, configuram documentos nos quais o fabricante ou importador garantem e comprovam que o EPI foi concebido e fabricado em conformidade com as exigências necessárias para a proteção aos riscos para os quais foram indicados.

6. Para a certificação junto ao MTE, o EPI deve ter suas características e desempenho consignados em relatório de ensaio, emitido por laboratório credenciado junto ao MTE, ou em certificação de conformidade, emitida em função de avaliação no âmbito do SINMETRO. Os equipamentos ensaiados em laboratórios credenciados  terão  certificados de aprovação emitidos com validade máxima de 05 anos. Os equipamentos avaliados no âmbito do SINMETRO terão a validade do CA condicionada à  manutenção .dos certificados de conformidade emitidos junto, ao INMETRO.

7. Assim, deve-se distinguir o emprego do termo "validade" 'que é 'aplicável a dois conceitos diferentes, quais sejam a validade do produto e a validade do CA.

8. O primeiro conceito remete à validade de. uso, aplicável a qualquer produto, como prevê o Código de Defesa do Consumidor, que estabelece que todos os produtos comercializados devem conter em seus rótulos, dentre outras informações, a indicação do prazo de' validade, sendo esta a data limite que o fornecedor garante sua total eficácia e qualidade, desde que sejam seguidas as instruções de manuseio e armazenamento informadas. Esta informação deve constar no produto mesmo que a indicação do prazo de validade seja indeterminada.

9. O segundo conceito de validade refere-se ao prazo da certificação conferida ao equipamento pelo Ministério do Trabalho e Emprego, ou seja, o CA, que autoriza um fabricante- ou, importador a comercializar um determinado EPI, e autoriza os empregadores a disponibilizar este mesmo .EPI aos seus trabalhadores. 'Esta certificação está prevista na CLT da seguinte forma:
Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho.
  
10. Por sua vez, a Norma Regulamentadora 06 (NR-06) prevê, em seu item 6.2, que a certificação do MTE deve ser indicada em todos os EPI:
6.2 - O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

11. Nestes dispositivos legais, há, então, a definição de que, para fins de utilização e também de comercialização, é necessário indicação do CA emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

12. Já para fins de comercialização, e tão somente comercialização, estipula NR- 06 que:
6.9.1 Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá  validade:
a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;
b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso.

13. Assim, além da indicação do número do CA, a comercialização do EPI fica vinculada à validade do CA do equipamento: condicionada à manutenção da certificação de conformidade; para os EPI certificados no âmbito do SINMETRO, ou de até 5 (cinco) anos, para os demais EP1:

14. A validade do CA, portanto, que começa a correr após a emissão do certificado pelo MTE, serve como parâmetro para fabricantes, importadores e distribuidores negociarem aquele equipamento certificado com o consumidor final, qual seja ó empregador, que fornecerá o EPI aos trabalhadores. A observância da validade, do CA é, portanto, necessária na compra e venda do EPI, seja pelo fabricante/importador, seja pelo distribuidor. O empregador, consumidor final, também deve se atentar à data de validade do CA na aquisição de EPI para seus trabalhadores, tendo em vista que, conforme 'estabelecido na NR-06, é sua obrigação fornecer somente EPI certificado pelo MTE.

15. Para fins de utilização do EPI, desde que adquirido dentro do prazo de validade do CA, deverá ser observada a vida útil indicada pelo fabricante, de acordo com as características dos Materiais de composição, o uso ao qual se destina, as limitações de utilização, as condições de armazenamento e a própria utilização. A observação desta validade de uso é, portanto, do empregador que fornecerá o EPI aos seus trabalhadores.

16. Após o vencimento do prazo de validade do CA, previsto pelo item 6.9.1 da NR-06, ficam proibidas as ações de fabricação e comercialização de novos lotes do EPI com marcação do CA vencido, visto que ou.o produto não obteve sua renovação junto ao MTE ou a avaliação de conformidade do produto foi reprovada no âmbito do  SINMETRO. A proibição de comercialização, neste caso, é de extrema importância, já que, expirada a validade do CA, é necessário reavaliação do projeto e forma de  produção do EPI a fim de verificar a manutenção da qualidade dos equipamentos produzidos a fim de garantir que continuem a proporcionar o nível de segurança e proteção necessárias.

17. Portanto, o uso do EPI, comercializado durante a validade do CA, não fica proibido, visto que, à época de sua aquisição, a certificação junto ao MTE era válida.
Ou seja, após a aquisição final do EPI com CA válido, o empregador deve se atentar à validade do produto informada pelo fabricante, e não mais à validade do CA.
Deve, então, o empregador adquirente do - EPI, antes de disponibilizá-lo ao trabalhador, observar as indicações do fabricante/importador constantes na embalagem e no manual de instruções do produto para determinação de sua validade.

18. Por fim, ficam cancelados os entendimentos anteriores contrários ao disposto nesta nota, em especial a Nota Técnica 101/2Q10/DSST.

À consideração superior,

Brasília, 10 de julho de 2015

ALEXANDRE FURTADO SCARPELLI FERREIRA
Auditor Fiscal do Trabalho

Arquivo original
http://www.animaseg.com.br/pdf/nota_tecnica_146_2015_cgnor.pdf

Marcadores: , ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA @ 7:24 PM

0 comments

Assinar
Postagens [Atom]