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Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, abril 16, 2015

Incêndio em depósito de açúcar em Santa Adélia

O fogo começou na manhã de sexta-feira, 25 de outubro de 2013 e ganhou grandes proporções e avançava rapidamente no porto seco de Santa Adélia, (371 km de São Paulo).
Segundo os Bombeiros, o açúcar é um material altamente combustível, por isso as chamas se espalham tão rapidamente. Bombeiros de Catanduva (SP) e de São José do Rio Preto (SP) trabalham até o momento no combate ao fogo.

O FOGO  CONSUMIU TODO AÇÚCAR
O fogo consumiu tudo o que havia no galpão e cerca de 30 mil toneladas de açúcar foram queimados.



EVACUAÇÃO
Por questão de segurança, moradores tiveram que sair de casa. As ruas próximas ao local foram interditadas porque há riscos de explosões. Algumas casas foram interditadas. No início da noite, a área que estava isolada foi liberada e moradores vizinhos puderam voltar paras casas.

CONTROLE DO INCÊNDIO
Bombeiros trabalharam durante 10 horas para que o incêndio não atingisse outros galpões. O fogo foi controlado, mas ainda há chamas e risco de desabamento. Os bombeiros temiam que o fogo chegasse ao galpão vizinho, onde a capacidade de armazenamento é ainda maior, para 40 mil toneladas.
Caminhões-pipa de usinas da região e o helicóptero Águia da Polícia Militar ajudaram a controlar o incêndio.

LINHA FÉRREA
A linha férrea, que passa ao lado do depósito foi interditada e durante todo o dia, nenhum trem passou pelo local. O porto seco de Santa Adélia armazena 17% do açúcar produzido no estado de São Paulo.
O produto estocado vem de usinas da região noroeste paulista, depois é transportado de trem até o porto de Santos (SP), onde segue para exportação.
Caminhões carregados que iriam entregar a mercadoria nos barracões ficaram parados.

VÍTIMAS
Apesar da proporção do incêndio, ninguém ficou ferido.

CAUSA PROVÁVEL
A empresa divulgou uma nota informando que o fogo começou em uma esteira de carregamento. 

MONITORAMENTO
Equipes do Corpo de Bombeiros continuaram no sábado, 26 de outubro, a monitorar o fogo, pois ainda há chamas e risco de desabamento. Não há previsão de término para o trabalho de combate as chamas. A intenção dos bombeiros é esperar que o restante do açúcar seja consumido.

DERRETIMENTO DO AÇÚCAR
O problema maior agora é com derretimento do açúcar queimado, que formou um líquido pastoso, caramelo,  e em alta temperatura está transbordando e já chega a invadir algumas ruas próximas ao depósito e ameaça as residências vizinhas.


DIQUES DE CONTENÇÃO 
O fogo já dura mais de 70 horas e os bombeiros construíram diques de contenção para evitar o fluxo de caramelo derretido atinja as residências.
Foram construídos quatro diques, dois ao lado do armazém e outros dois fora da empresa, em um terreno vazio, cada um com capacidade para mil litros. Sem parar, caminhões-tanque sugam o líquido dos diques, que depois é transportado até a área de uma usina de cana-de-açúcar. Os caminhões têm capacidade para 30 mil litros. As galerias pluviais das ruas próximas ao armazém foram fechadas para evitar que o melado siga até o rio.

O AÇÚCAR DERRETIDO ATINGE O RIO SÃO DOMINGOS
O açúcar derretido vazou por cima do muro do armazém e chegou às ruas e nos bueiros próximos ao local, indo parar no rio São Domingos.
Segundo avaliação dos  técnicos da Cetesb, já existe a contaminação da água por causa do “caramelo” que foi parar no rio. “O açúcar derretido já atingiu o rio São Domingos e o oxigênio da água próximo a Santa Adélia está a 0% e existem alguns peixes mortos”, afirma José Mário Ferreira de Andrade, engenheiro da Cetesb.

A Cetesb deve continuar nesta segunda-feira (28) avaliando a contaminação do rio São Domingos. Segundo Andrade, na região de Pindorama (SP), por exemplo, o rio ainda não tinha sido afetado pelo açúcar. “A situação ainda pode piorar, conforme o açúcar avance, mas vamos continuar avaliando a situação”, diz.

RIO SÃO DOMINGOS
O rio São Domingos nasce em Santa Adélia e deságua no rio Turvo. Tem 70 quilômetros que passam por Pindorama, Catanduva, Catiguá, Tabapuã e Uchoa, todos municípios da região de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo). O rio não é usado para abastecimento público nessas cidades.

VIZINHANÇA
Os moradores estão preocupados com o açúcar derretido que já está vazando para as ruas próximas ao galpão. É tanto açúcar que já atingiu toda a altura de um muro e começou a escorrer para o lado de fora. 
Segundo a assessoria de imprensa do porto seco de Santa Adélia, quatro famílias foram retiradas de suas casas e levadas para um hotel ou casa de parentes, onde recebem assistência. Há riscos do muro se romper com a pressão do açúcar derretido e invadir as casas.

CASAS INVADIDAS
Seis residências foram invadidas pelo açúcar derretido. “Minha casa está toda melada, e olha que nem foi uma das mais atingidas, mas o chão está grudando todo. Estou preocupado com bichos que possam aparecer depois disso e também com os riscos ambientais no local”, comentou o vendedor Isaias José dos Santos, que mora no local há 5 anos. 
Segundo ele, a empresa se comprometeu a limpar as casas após conter o incêndio. A cachoeira, que escorre há mais de 80 horas, continua a jorrar açúcar queimado. Uma barreira de terra foi montada para impedir o avanço do líquido, mas a força do açúcar derretido e a temperatura alta, que segundo os policiais pode estar a 100 graus, ameaçam derrubar um dos muros do armazém que ajuda a conter o produto. “Nunca vi uma enxurrada de melaço na vida, nem pensaria que isso aconteceria. Eu só pude ir à minha casa retirar pertences pessoais acompanhado de policiais. Está um caos”, comentou Isaias, que está em um hotel custeado pela empresa.

O aposentado Ouvides Rossi, também teve a casa atingida pelo melaço. “Moro há 35 anos ao lado dessa empresa e nunca imaginei que isso um dia fosse acontecer, é incrível. Primeiro tive muitos problemas com a poeira do açúcar que saia da empresa, mas nem imaginei que pudesse piorar. Agora isso? Espero que a empresa resolva este problema pois minha casa ficou toda suja, além dos riscos desse material quente que poderia me atingir”, comentou o aposentado, que também está em um hotel aguardando liberação.

O FOGO FOI CONTROLADO
Depois de cinco dias de trabalho, bombeiros conseguiram controlar, na madrugada de quarta feira, 30 de outubro, o incêndio. O combate às chamas foi demorado porque a temperatura no galpão impedia o acesso dos bombeiros.

LIMPEZA
Máquinas da Agrovia, Prefeitura de Santa Adélia e América Latina Logística (ALL)  trabalham para retirar mais de 300 toneladas de material das ruas e das casas, cujas famílias foram levadas para hotel.

DANOS AMBIENTAIS
O incêndio causou a morte de milhares de peixes em rios que cortam a cidade. A Cetesb já confirmou a contaminação do rio São Domingos, que corta outros cinco municípios da região.
Apesar do caramelo que se forma com o açúcar queimado, não ser tóxico, ele provoca diminuição no oxigênio e pode haver mortandade de peixe.
Os peixes apareceram mortos a cerca de sete quilômetros do local do acidente.  Pelos menos 50 km de rio foram atingidos pelo caramelo,  disse a Polícia Ambiental.
Por enquanto, tanto a Cetesb, quanto a Polícia Ambiental, estão tomando medidas emergências, que abrange a criação de cinco barreiras tapando os bueiros e criando contenções para escoamento do caramelo. Pelos próximos 15 dias serão feitos apenas laudos de medição para dimensionar o prejuízo ambiental. ZR

PREJUÍZO
Pelo preço do produto no mercado internacional, a perda só com o açúcar queimado é de cerca de US$ 11,4 milhões, segundo estimativas de especialistas.

MULTA DE DANO AMBIENTAL

Mapa: Trajeto da contaminação
Traço verde – rio São Domingos
Traço azul-piscina- rio Turvo
Circulo em azul – Cidades afetadas


Incêndio que durou cinco dias e derreteu 30 mil toneladas de açúcar em Santa Adélia (SP) foi considerado o maior desastre da história nos mananciais de São Paulo
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 15 milhões a Agrovia Brasil pelos danos ambientais provocados pelo incêndio. O acidente foi considerado pela Polícia Ambiental "o maior desastre registrado nos mananciais do Estado de São Paulo até hoje".
A Agrovia informou que vai recorrer da multa. 
Segundo nota divulgada pela Cetesb, a companhia de saneamento ambiental do Estado, entre 200 a 300 toneladas de açúcar derretido podem ter sido escoadas também para o leito do rio que nasce em Santa Adélia, e corta os municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, até chegar ao Rio Turvo. A Cetesb informou que recebeu denúncias da ocorrência de "uma mortandade de peixes" em Catanduva.
O caramelo não é tóxico mas, em função da grande quantidade e da carga orgânica que contém, há diminuição do oxigênio dissolvido na água, o que pode causar a morte de peixes.

MORTANDADE DE PEIXES NO RIO SÃO DOMINGOS
A Cetesb e a Polícia Militar Ambiental estimam que ao menos duas toneladas de peixes já morreram. 
A mortandade de peixes no rio São Domingos  preocupa a Polícia Ambiental.  O caramelo já contaminou os trechos de rio que passam por Santa Adélia, Pindorama (SP), Catanduva (SP), Catiguá (SP) e Uchoa (SP) e ainda não chegou ao rio Turvo, mas isso deve acontecer nos próximos dias.
A Polícia Ambiental e a Cetesb continuam monitorando a situação e recolhendo os peixes mortos. Aqueles que estiverem com dificuldade de oxigênio serão retirados, colocados num tanque e levados para um trecho de rio mais limpo.
Antes das medidas de contenção, toneladas de caramelo atingiram  nascente do rio São Domingos que corta cinco cidades da região. O estrago foi grande.  A mancha de poluentes continua avançando e se encontra bem próxima ao rio Turvo, no município de Uchoa (SP), situação que preocupa bastante os órgãos ambientais.
De acordo com o engenheiro da Cetesb José Mario de Andrade, assim que o Rio Turvo for atingido pelo caramelo (açúcar derretido), irá ocorrer uma mortandade de peixes mais intensa do que a que aconteceu em Santa Adélia. “O Rio Turvo tem muito mais peixes do que o São Domingos.  Uma vez atingido, não há o que fazer. O açúcar é um material totalmente solúvel em água, e assim que ele atinge a água, ele vai servir de alimentos para as bactérias. Dessa forma haverá crescimento   muito grande dessas bactérias, que por sua vez, esgotarão todo o oxigênio dissolvido da água do rio e consequentemente os peixes morrerão, explica o engenheiro.

RETIRADA DE PEIXES
Já foram retiradas mais de cinco toneladas de peixes dos rios Turvo e São Domingos no trabalho realizado pela Polícia Ambiental e Cetesb para evitar mais mortes.
O prejuízo ambiental pode ser ainda maior, já que é época de piracema, período de reprodução dos peixes. 

CONTAMINAÇÃO AO RIO TURVO
A contaminação do açúcar derretido chegou ao rio Turvo no sábado, 02 de novembro. A mancha de poluentes não pára de avançar e também já começaram a aparecer peixes mortos. Técnicos da companhia ambiental e policiais ambientais fizeram avaliação no local, que passa por Olímpia (SP).
Fontes: G1, 25 de outubro a 01 de novembro de 2013, Valor - 29/10/2013, Estadão - 29 Outubro e 13 Dezembro 2013 e Folha de São Paulo e UOL - 28/10/2013 

Comentário: O açúcar é o produto granulado de cana-de-açúcar processado. Ele não queimará ou pegará fogo em contato direto  com uma chama. O açúcar vai derreter lentamente sob calor constante, transformando, eventualmente, em caramelo e, por fim, em carbono negro  na sua fase final. No entanto, se a cinza é colocada diretamente sobre o açúcar e uma chama  for aplicada , o açúcar  pegará fogo e derreterá diretamente em carbono.
  
Área da superfície
Açúcar tem uma grande área de superfície. Em um cubo de açúcar, milhares de grânulos individuais são comprimidos. Como resultado, um cubo de açúcar não responderá rapidamente ao calor e não pegará fogo. O tempo que leva para o açúcar para responder à chama direta é muito grande para um fogo se inflamar. Fonte: Why Does Sugar Burn When You Put Ashes on It? Kristin Jennifer

Consequências  para a região
- O rio São Domingos recebeu 4 milhões de litros de água residual do incêndio
- População da área atingida: 179 mil
- Cidades atingidas pelo melaço: Santa Adélia/Pindorama/Catiguá/Uchoa/Catanduva/Tabapuã
- Tempo sem oxigênio na água: 48 horas
- Extensão do dano: 80 quilômetros
- Poluição no rio São Domingos é equivalente ao despejo de esgoto in natura de uma população de 4 milhões de habitantes, ou seja, 10 vezes toda a população de Rio Preto.
- Seis espécies de peixes foram dizimados do rio
- É o segundo maior desastre natural em rios no interior do Estado.

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segunda-feira, abril 13, 2015

Incêndio em tanque de 15 milhões de litros na Replan em 1993

Um reservatório com 15 milhões de litros de óleo diesel pegou fogo por 12 horas, desde a madrugada, às 3h30min, 8 de janeiro de 1993, na Replan, Refinaria de Paulínia. O maior incêndio da história da refinaria foi provocado por um raio.  

CORPO DE BOMBEIROS  E BRIGADAS
Foi acionado o PAM (Plano de Auxílio Mútuo de Paulínia) e cerca de 100 bombeiros das guarnições de Bombeiros de Paulínia e Campinas e além da equipe da Replan, estavam no local, equipes das Refinarias de S. J. dos Campos, Cubatão, da empresa Rhodia.  Cerca de 100 homens e 14 carros de bombeiros foram mobilizados para tentar apagar o fogo.  

TANQUE
Característica: 43 m de diâmetro e 12 m de altura


CAUSA
Segundo o engenheiro Luiz Gonzaga de Medeiros, chefe do setor de engenharia,  os reservatórios tem uma válvula de pressão e vácuo. No espaço interno do tanque onde não ao há diesel, forma-se uma mistura inflamável de óleo diesel e gás. A medida que o tanque vai se enchendo, os gás escapa pela válvula e depois se dissipa no ar. O raio caiu sobre esse gás que estava ao redor do reservatório.
Todos os tanques e equipamentos são aterrados, para evitar explosões.Também há pára-raios em todoas as unidades da refinaria.

COMBATE AO FOGO
As labaredas do incendio chegaram a 40 m de altura, envolvidas por um cogumelo de fumaça preta de 200 m. A nuvem pretapode ser vista dos bairros mais altos de Campinas até a regiao de Americana.
O combate ao incêndio foi difícil porque a tampa do tanque foi atirada sobre as válvulas do reservatório. Isso impediu a retirada do combustível armazenado. A tubulação externa também ficou danificada. A alternativa foi lançar espuma química em cinco jatos simultâneos, mas o vento forte fez fracassar duas tentativas. Na terceira tentativa os bombeiros obtiveram sucesso. Caso falhassem, eles iriam manter o resfriamento e deixar o fogo consumir o óleo, o que demoraria de três a quatro dias.
Para extinguir totalmente o fogo foram utilizados seis canhões de lançamentos de espuma com uma vazão média por canhão de 500 GPM  que juntos lançaram cerca de 25 mil litros de espuma. O fogo foi extinto em 45 min. O fogo começou às 3h 30min (madrugada) e só foi debelado às 15h 30min.

MEIO AMBIENTE
Segundo a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), não houve prejuizos ao meio ambiente e serão feitas análises da qualidade do ar.

PREJUIZOS
Os prejuízos serão de cerca de 2 milhões de dólares (hoje, 4 milhões de dólares), segundo o chefe do setor de engenharia da Replan, Luiz Gonzaga de Medeiros. É o custo do tanque, mais os 7,5 milhões de litros de diesel queimados, disse. 
O combustível queimado corresponde ao consumido por 25% da frota nacional de veículos a diesel durante 24h. O prejuízo será coberto pela Seguradora. A construção do novo tanque vai demorar 24 meses. Esse foi o terceiro incêndio do tipo na refinaria e o segundo provocado por raios.


PRODUÇÃO
Com o incêndio a Replan deixou de processar 200 mil barris de petróleo. A produção de diesel, nafta, óleo e querosene também foi interrompida. A produção de gasolina e GLP ( gás de cozinha) não parou. A distribuição não será afetada. O estoque de diesel costuma variar entre 100  e 130 milhões  de litros e o de gasóleo para produção de gasolina e gás de cozinha devem durar vários dias, disse o engenheiro Luiz Gonzaga de Medeiros.

REPLAN
A Replan, Refinaria de Paulinia é a maior refinaria do país. Ela produz 300 mil barris de derivados por dia, 25% da produção nacional. Folha de São Paulo 09 de janeiro de 1993
Fontes: Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, 9 de Janeiro de 1993

Comentário: Na madrugada do dia 08 de janeiro de 1993 um raio atingiu uma emanação de gás num respiro na tampa de um dos tanques de óleo diesel da Replan, Refinaria da Petrobrás em Paulínia no Estado de São Paulo. Deste incidente decorreu um dos maiores incêndios já registrados em instalações semelhantes no Brasil.

ANÁLISE DO RISCO:
Diâmetro do Tanque: 46 metros (maior que a largura mínima de um campo de futebol que é de 45 metros) Altura do tanque: 11 metros (equivalente a um prédio de 3 andares)
Conteúdo – Combustível: óleo diesel refinado
Área Superficial: 1662 m2

EQUIPAMENTO UTILIZADO:
Os equipamentos abaixo foram usados na extinção propriamente dita, à exceção dos utilizados no resfriamento, e representam os canhões efetivamente aplicados, assim como seus caminhões de abastecimento:
Canhão monitor tipo SW 16-24; 2 unidades
Canhão monitor tipo Hydro Foam HF 500: 2 Unidades
Canhão monitor tipo GFM 200 2000 LPM: 1 unidade
Canhão monitor tipo Big Body LW 700: 1 unidade
Canhão monitor tipo Big Body LW 1000: 1 unidade
Caminhão Autobomba Tanque, capacidade 1500 GPM: 4 unidades


ATAQUE
O primeiro ataque não contou com a ajuda da direção do vento, tornando insatisfatório  o alcance a conseqüente abordagem ao tanque.
Na segunda tentativa, os canhões se encontravam alinhados no interior do dique de contenção e seguiam a tática traçada originalmente, ou seja, os canhões de maior volume seriam utilizados para a entrada e formação do tapete inicial, cabeça de ponte, para que o conteúdo dos demais canhões pudesse ser distribuído afim de se obter a densidade adequada de solução água e extrato.

O sucesso da operação só pôde ser constatado após 25 minutos de aplicação contínua, pelo fato de, a nosso ver, as bombas de deslocamento positivo de extrato de espuma não estarem dosando de forma correta, pois elas trabalharam a uma pressão superior em 2 bar da pressão da bomba de abastecimento de água. Estando as bombas principais operando a pressões de 14 a 15 bar, certamente as válvulas de retorno das bombas de dosagem estavam em operação, retomando o excedente ao tanque de extrato
Pela ausência da correta proporção, passamos a introduzir extrato de espuma diretamente nos monitores, enriquecendo se assim a mistura final e acelerando a extinção do incêndio, mantendo-se a taxa média de aplicação.
As chamas que já haviam se abalado neste período, finalmente se arrefeceram a partir dos 35 minutos  e foram extintas totalmente em 40 minutos. Gifel Engenharia de Incêndio

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quinta-feira, abril 09, 2015

Incêndio de grande proporção em tanque de etanol na Austrália

Um grande incêndio em um tanque de etanol de sete milhões  de litros, provocado por uma explosão em um local próximo a uma siderúrgica em Port Kembla, Austrália, esperava queimar-se completamente durante a madrugada, disseram os bombeiros.
O fogo, irrompeu aproximadamente às 10 h de quarta-feira, 28 de Janeiro de 2004,  no tanque de propriedade de Manildra Group. A explosão sacudiu a área num raio de 25 km e provocou  um grande incêndio, que está lançando chamas e fumaça negra a 100 metros de altura .

EVACUAÇÃO DA ÁREA
O sargento John Klepczarek, do comando da área policial da região sudeste disse, que a explosão e as chamas colocaram em risco limitado às áreas circunvizinhas.
"A localização do incêndio no meio de uma área industrial pesada, e apenas alguns quilômetros da costa leste, indica que não existe perigo real," disse o sargento Klepczarek. Foram evacuadas mais de 200 pessoas logo após a explosão, às 10 h,  quando uma zona da exclusão de 500 metros foi estabelecida, por receio que as chamas poderiam propagar-se para os tanques adjacentes, contendo milhões de litros de óleo cru e óleo diesel marítimo.

TESTEMUNHAS DA EXPLOSÃO
Um zumbido agudo podia ser ouvido a distância  de 500 metros, momento antes da grande explosão. Diversos trabalhadores foram vistos caminhando no local, no instante em que o tanque explodiu. Jim Cergovski, 35, trabalhando no escritório da National Hire, localizado a 50 metros do tanque quando sentiu a explosão."Parecia como um avião a jato aproximando para aterrissar," ele disse."Corri para ver que ruído era, então o teto do tanque voou quase 40 metros. Quando veio abaixo todos começaram a debandar. Eu não sabia o que estava acontecendo, a temperatura do meu corpo mudou, era como receber um jato de ar  quente instantâneo. Literalmente tremi dos pés a cabeça.  Para ser honesto, pensei que o mundo estava chegando ao fim" ele disse. Cergovski, e as demais pessoas próximas, correram para salvar suas vidas.

COMBATE AO FOGO
As brigadas de incêndio estavam no local em questões de minutos e concentravam seus esforços para controlar o incêndio e evitar a sua propagação para os demais tanques.
Os bombeiros combatiam o incêndio com uma estratégia defensiva, protegendo os tanques circunvizinhos do calor radiante. Os bombeiros estavam apenas lançando água, formando uma “cortina d’água” em volta das chamas, disse o superintendente dos bombeiros, Robert Comerford.
"Se a situação mudasse em termos de direção e força do vento, consideraríamos utilizar  a espuma para abafar as chamas.Entretanto ele disse que a estratégia de procedimento em relação ao calor radiante era atualmente suficiente” ele disse. Foram enviados de Sidney a Port Kembla 100.000 litros de espuma
O inspetor Bob Brown, coordenador de resposta de incêndio do Corpo de Bombeiros, disse que era necessária uma grande quantidade de espuma. "Porque é um incêndio com base a álcool e colocamos um cobertor de espuma sobre o fogo para eliminar o oxigênio e quebrar o ciclo da combustão,” ele disse.

ATAQUE INICIAL AO INCÊNDIO
No final da tarde, 30.000 litros de espuma retardante ao fogo foi despejada por um helicóptero especial de combate ao fogo, porem não extinguiu as chamas, devido a sua intensidade. O superintendente Robert Comerford,  disse: "Deixaremos queimar-se agora."
Mais de 100 bombeiros estão controlando o incêndio. “Uma outra tentativa para extinguir o incêndio será  feita  amanhã. Neste estágio prevemos que o incêndio por toda à noite e à medida que o combustível diminui, nas primeiras horas de manhã, restabeleceremos um ataque com espuma,” Robert Comerford disse.
 “A velocidade de resposta das equipes de incêndio e decisão de concentra se no resfriamento dos dois tanques de combustíveis distante 15 metros do tanque em chamas, tinha contido as chamas e impediu danos em grande escala na infraestrutura da área.. Havia aproximadamente seis tanques próximos.Estaríamos olhando uma catástrofe, um desastre em grande escala (se o tanque explodisse)," disse o superintendente Comerford. Os carros estacionados a 60 metros de distância,  além da rodovia tiveram suas lanternas traseiras derretidas.

DESCONHECIMENTO DO CONTEÚDO DOS TANQUES ADJACENTES
Não sabíamos exatamente quais as substâncias que estavam nos tanques adjacentes ao tanque de etanol em chamas, embora a brigada de incêndio confirmasse que havia pelo menos um tanque cheio com óleo diesel marítimo e outro com óleo cru.

A EXPLOSÃO DANIFICOU AS INSTALAÇÕES DE INCÊNDIO DO TANQUE
"Quando o teto do tanque foi arremessado devido à explosão, ele caiu exatamente nas instalações de proteção contra incêndio do tanque, que imediatamente tornou-se inoperante, assim como ocorreu parcialmente com o sistema de água," disse Mullins, comissário do Corpo de Bombeiros.

ATAQUE FINAL
Às 6 h , 29 de janeiro de 2004,  iniciou um ataque intensivo com espuma lançado pelos bombeiros e por helicóptero.
Mais de 20.000 litros da espuma foram usados cobrir o tanque de etanol em chamas  Esta cobertura de espuma sufocou as chamas e interrompeu a queima do restante do etanol .
O comissário do Corpo de Bombeiros, Greg Mullins, declarou que o ataque de espuma foi um sucesso completo.
"O calor das chamas era tão intenso que os bombeiros tiveram que utilizar auto-escadas, usadas normalmente para incêndio em edifícios altos e potentes esguichos reguláveis para aplicar a cobertura de espuma que abafou o fogo. Esta estratégia complexa de ataque foi executada sob condições adversas," disse o comissário Mullins.
Mais de 150 bombeiros foram envolvidos na operação que durou 18 horas. O comissário Mullins elogiou os esforços dos bombeiros para confinar o fogo inicialmente no tanque de etanol e impedindo o que poderia ter sido um desastre econômico e ambiental.
“As chamas apagou se aproximadamente as 6 h 30 min, porém  14 equipes de bombeiros continuariam jogando água no tanque para  garantir a operação  rescaldo. As equipes ainda estarão no local trabalhando o dia inteiro para manter o tanque resfriado até reduzir a sua temperatura, que impedirá a sua reignicao," Greg Mullins disse. Seriam ainda muitas horas antes que a temperatura do tanque fosse  baixa suficiente  para que os peritos começassem a investigação sobre a causa do incêndio

CONTAMINAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
A Agência de Proteção do Meio Ambiente disse que as emissões do incêndio não eram tóxicas e não causavam impacto na comunidade local. O gerente regional da Costa Sul da agência , Trevor Jones , disse que uma equipe de cinco funcionários foram ao  local após a explosão para monitorar as emissões.
"A temperatura está favorável, o vento está razoavelmente calmo e as emissões do incêndio  não estão causando impacto na comunidade local e o calor extremo do incêndio  significou que os hidrocarbonetos provenientes do fogo e da combustão do etanol não eram tóxicos. A agência recebeu inúmeras chamadas dos moradores preocupados com a fumaça produzida pelo incêndio, mas poderia assegurar que as emissões não eram tóxicas” Trevor Jones disse.

CAUSA PROVÁVEL
O superintendente do Corpo de Bombeiros Gary Hodson disse que a origem do incêndio era desconhecida. "O incêndio não é suspeito (criminoso) o que temos visto neste estágio," ele disse. "Um relatório está sendo preparado para o responsável pela investigação e a ação criminosa foi descartada"
 “Os  incêndios como este que ocorreu era provavelmente resultante de uma faísca ou chama aberta próxima ao tanque. Na realidade o teto foi arremessado nesta explosão,  sugere que uma chama aberta  foi conduzida próxima a uma abertura,"  Trevor Jones disse. Momento antes da explosão dois trabalhadores que estavam no teto do tanque já tinham descido quando ocorreu  a explosão e saíram ilesos.

MULTAS E PENALIDADES
O porta voz da agência de proteção do meio ambiente, Dengate, disse que um inquérito começará para determinar o que causou a explosão e o incêndio e se alguma ação legal será tomada contra a empresa.
"O faremos é investigar precisamente o que aconteceu no local com o propósito de solucionar algo que tenha ocorrido que seja desfavorável, que justificaria promover uma ação legal, ou é um desses incidentes muito improváveis de acontecer novamente e a companhia tinha proteções apropriadas e controles adequados",  Dengate disse.
Os proprietários do tanque, a empresa Manildra Group, poderiam enfrentar acusação e multas no valor de até US$1,5 milhão se forem culpados das infrações cometidas  em relação  às normas  ambientais e de segurança.

VITIMAS
Ninguém morreu na explosão, embora um trabalhador de 56 anos, foi levado ao hospital  com queimaduras leves e escoriações. Um trabalhador que foi considerado como desaparecido, foi localizado posteriormente.

POSIÇÃO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES
Em conseqüência da explosão, o sindicato está exigindo uma força tarefa nacional  para investigar a segurança  dos locais de armazenamento de gás e combustíveis.
O sindicato dos trabalhadores australianos disse que foi um milagre, ninguém morreu na explosão espetacular, uma vez que 5000 pessoas trabalham na siderurgia BHP Bluescope, próxima ao local do incêndio.
"Incidentes tais como; este em Port Kembla, a explosão da planta do gás de Santos em Moomba e o incidente em Longford em 1998 não deveriam acontecer"  disse o secretario nacional do sindicato Bill Shorten.
"Centenas de trabalhadores foram colocados em risco. Agora necessitamos determinar porque isto aconteceu”.

ESTIMATIVA DE PREJUÍZOS
Valor do tanque estimado em US$ 2,5 milhões.

INVESTIGAÇÃO
Os peritos do Corpo de Bombeiros junto com polícia e da agência de segurança e saúde  ocupacional começarão a investigação sobre a causa do incêndio.

MANILDRA GROUP
O grupo Manildra é a principal força em agroindústria na Austrália. O grupo Manildra é o maior usuário do trigo para finalidades industriais e o principal refinador de açúcar da Austrália.É o principal fornecedor de matéria prima para as industrias alimentícias e de bebidas.
A empresa tem uma presença forte no mercado mundial, operando principalmente nos Estados Unidos. A empresa procura manter a competitividade internacional como vital e estrategicamente continua expandir suas operações internacionais  já substanciais  para conseguir penetração progressiva no mercado mundial 

PORT KEMBLA
Port Kembla está situado a 88 km ao sul de Sidney, Austrália. Encontra-se numa área industrial de Wollongong , que contém as principais indústrias da Austrália, tais como; siderurgias, processamento de metais (estanho e cobre) e indústrias  químicas.
Fontes: The Daily Teelegraph – January 28/29, 2004 ; The Sydney Morning Herald.-January 28/29, 2004, Herald Sun - 29 January 2004 ; NSW Fire Services - 29 January 2004 ; ABC News  - Last Update: Thursday, January 29, 2004 ; Yahoo News - Wednesday January 28, 2004 ; NEWS- 29, January 2004 

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sexta-feira, abril 03, 2015

Arrancamento de couro cabeludo em máquinas

Trabalhadora perdeu  totalmente o couro cabeludo após o cabelo ficar preso numa máquina

Médicos colocaram com sucesso o couro cabeludo de uma mulher depois que foi arrancado num acidente.
A trabalhadora conhecida  como Yuan, estava trabalhando numa fábrica na província de Hubei, na China, quando seu cabelo comprido (rabo de cavalo) enroscou numa máquina. Ela foi escalpelada e levada para o hospital em estado crítico.

Li Jin, o cirurgião-chefe que a atendeu, disse: "o couro cabeludo saiu totalmente, como se fosse um chapéu”. Os ferimentos eram nos olhos, na parte de trás do pescoço. Suas orelhas foram também arrancadas.

O cirurgião disse: Como o crânio foi deixado exposto ao ar,  recolocamos o couro cabeludo e ligamos todos seus vasos sanguíneos. A parte mais desafiadora foi reconectar os vasos sanguíneos, pois a pele da cabeça é rica em vasos sanguíneos e cada uma delas com espessura entre 1mm a 2mm e teve que ser recolocado sob microscópios."

Yuan está se recuperando. Segundo ela a fábrica não fornecia ou exigia que os trabalhadores usassem roupas especiais. Fonte: Mirror - Jan 08, 2015  

Mulher perdeu completamente o couro cabeludo depois que seu cabelo ficou preso numa máquina.
Na segunda-feira, 2 de julho de 2012, durante seu turno de trabalho á noite na empresa JR Engineering, em Baberton, Ohia, Monica Thayer, 25, foi hospitalizada às  23 h após um terrível  acidente. Seu couro cabeludo foi puxado a partir de suas sobrancelhas.  Ela se contorcia de dor, e pediu aos colegas de trabalho para cortar o cabelo.
Mas eles não conseguiram soltá-la e foi só quando os paramédicos e bombeiros chegaram que ela foi retirada da máquina usada para cortar tubos de aço para fazer amortecedores automotivos.

O chefe dos bombeiros disse:  foi um acidente muito sério. Acidentes industriais têm uma tendência a ser muito grave e esta não foi exceção.
O acidente foi  tão sério, que literalmente arrancou (escalpelou) o couro cabeludo inteiro da cabeça. Ela está na UTI do centro médico de Akron General após passar por uma cirurgia.

Os cirurgiões conseguiram recolocar  cerca de 75% por cento de seu couro cabeludo, mas os restantes 25%  por cento estava desfigurado. Ela deverá se submeter a mais uma cirurgia plástica no futuro.
O acidente ocorreu quando ela foi limpar a máquina, quando o seu longo cabelo enroscou na máquina. Ela foi suspensa e jogada para trás.
A empresa disse que está  investigando o acidente, como a agência de segurança Occupational Safety and Health Administration, Cleveland. Fonte: Daily Mail Reporter-4 July 2012

Comentário: O escalpelamento é o arrancamento brusco do escalpo humano (couro cabeludo) e quando grande quantidade de cabelo é puxado rapidamente e enrolado em motores, partes móveis de máquinas e equipamentos, arrancando  além do escalpo, orelhas, sobrancelhas e por vezes uma enorme parte da pele do rosto e pescoço, levando a deformações graves e até a morte. Esse tipo de acidente ocorre quando partes móveis de máquinas e equipamentos não estão protegidas.
As empresas  poderiam ter adotados  os seguintes critérios:
■ Proibir a utilização de cabelos compridos nas áreas que apresentam riscos,
■ Conscientização dos funcionários(as) para utilização de equipamentos de segurança e vestuários em áreas de riscos.
Roupas Folgadas, Adornos, Cabelos compridos
Os acidentes/lesões podem ser eliminados ou amenizados, se você utilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI.), conforme seu trabalho e/ou setor, tais como: uniforme, protetor de cabelo, avental, etc. O cabelo comprido deve ficar com protetor de cabelo (gorro ou redinha), para se evitar que o mesmo fique preso em algum dispositivo em movimento, acarretando gravíssimos acidentes.
Anéis, alianças, pulseiras, correntinhas no pescoço, mangas compridas e folgadas de sua camisa podem causar sérios problemas nos trabalhos diante de máquinas em movimento. 

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segunda-feira, março 30, 2015

Bebê perde parte do braço e mão na escada rolante

Um passeio em família acabou em tragédia no Shopping Antártica, na região central de Ponta Grossa, Paraná. Um bebê com 9 meses  de idade perdeu parte do braço após um gravíssimo acidente na escada rolante do estabelecimento. O  fato foi registrado por volta das 18h45  de quinta-feira,  27 de novembro de 2014.

COMO FOI O ACIDENTE
De acordo com o relato do próprio pai da criança, que preferiu não se identificar, o bebê foi colocado sobre o corrimão para tirar uma foto com a decoração de natal ao fundo. A criança teria inserido, acidentalmente, o braço no rolamento da escada e a tragédia aconteceu – parte do braço do bebê acabou sendo prensado no equipamento.
CORPO DE BOMBEIROS
Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local e isolaram a área até a chegada dos peritos da Polícia Científica.

ATENDIMENTO HOSPITALAR  
O Corpo de Bombeiros juntamente com o SAMU rapidamente chegaram ao shopping e encaminharam a criança até o Hospital Vicentino em estado grave. Logo em seguida os socorristas iniciaram uma corrida contra o tempo para tentar resgatar o membro da criança o qual se encontrava debaixo da escada. Com o apoio de funcionários do shopping os bombeiros retiraram o braço e acomodaram o mesmo em um pacote com gelo e seguiram ao Hospital Vicentino na tentativa de reconstruir o membro.
Equipes médicas tentaram reimplantar o braço da criança, mas a operação não teve sucesso e o bebê foi transferido para o Hospital da Criança em Ponta Grossa.
A criança está em um quarto, recebeu visitas dos familiares e segue em estado estável. Os pais do bebê foram procurados para se pronunciar sobre a situação, mas preferiram não se manifestar. O pai da criança se limitou a dizer que o fato se tratou de uma fatalidade – o rapaz estava muito abalado. O bebê recebeu visita de vários parentes e deve seguir em observação durante alguns dias.

MANUTENÇÃO DA ESCADA ROLANTE
Segundo o shopping, a escada rolante estava em perfeitas condições – o equipamento tinha passado por manutenção dois dias antes do incidente.  
O shopping Antártica, emitiu uma nota à imprensa classificando o caso como uma “fatalidade” e que a escada rolante cumpria as normas de segurança. O shopping foi inaugurado há dois anos e tem cerca de 100 lojas. Não há registros anteriores de acidentes na escada rolante..

INQUÉRITO POLICIAL
Na manhã sexta-feira, 28 de novembro, o Instituto de Criminalística (IC) fez a perícia na escada e a liberou para uso porque não encontrou irregularidades.
O 3º Distrito de Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o acidente  e as investigações serão conduzidas pela delegada Ana Paula Cunha Carvalho – ela afirmou que os pais da criança agiram com negligência durante o fato e devem ser indiciados por lesão culposa (quando não há intenção
Conforme o Corpo de Bombeiros, os pais colocaram a menina na escada para tirar uma foto, mas ela acabou enroscando o braço na lateral da escada. O bebê teve o braço direito arrancado na altura do cotovelo. “Não deu tempo de tirar”, disse a mãe enquanto a menina estava sendo atendida. Desde o acidente, o bebê se encontra internado no Hospital Vicentino e o estado de saúde é estável.

VÍDEO FLAGRA ACIDENTE QUE ARRANCOU BRAÇO DE BEBÊ
Imagens mostram pais se posicionando para tirar foto e colocando bebê sentado em um dos degraus.
O vídeo flagra a ação dos pais. Eles se preparavam para tirar uma foto no local. Para isso, a mãe da criança sentou em um dos degraus e acabou deixando o bebê um pouco abaixo. Já o pai ficou de costas para a saída do equipamento, posicionado para fazer o retrato.
O bebê prende o braço na escada, que rapidamente arranca parte do membro. Não há tempo para qualquer reação dos pais, que apenas saem da escada carregando o bebê no colo. Na sequência, as imagens mostram os dois indo para uma outra ala do shopping. A mãe fica desesperada com a ação e aparece com a mão na cabeça – parecendo incrédula com o acontecimento.


LAUDO FINAL
De acordo com o laudo divulgado em 19 de março de 2015,  a escada rolante estava dentro dos padrões técnicos de segurança. Sendo assim, a responsabilidade pelo incidente é totalmente dos pais da criança.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o casal colocou a menina, que tinha 9 meses à época, para tirar uma foto e ela acabou enroscando o braço na lateral da escada rolante. O bebê teve o braço direito arrancado na altura do cotovelo. “Não deu tempo de tirar”, afirmou a mãe enquanto a filha estava sendo atendida.
Conforme a polícia, os pais respondem por lesão corporal culposa. “Apesar de a lesão ser gravíssima, eles não tinham a intenção de machucar a própria filha”, explica a delegada Ana Paula Cunha Carvalho.
Neste caso, o procedimento é um termo circunstanciado de infração penal, com pena de três meses a um ano. O procedimento corre no juizado especial. “Em razão da dor dos pais, de ter que suportar a amputação do braço da própria filha, o juiz pode deixar de aplicar a pena”, afirma. Ainda segundo a delegada, a menina, hoje com um ano, passa bem.

CUIDADOS
A engenheira de materiais e de segurança, Erika Davanzo, explica que todo e qualquer tipo de máquina, como a escada rolante, merece manter cuidado.
 “O movimento mecânico não para instantaneamente. A partir do momento em que um objeto entra, ele vai ser prensado e arrastado”, esclarece. Por esse motivo, existem faixas amarelas laterais de segurança e as pessoas devem respeitá-las.
Erika ainda pede para que idosos e crianças evitem escada rolante. “Não subir com carrinho de bebê, não subir com criança de colo porque perde o equilíbrio, subir ou descer com cadarços amarrados, cuidar com vestidos e não sentar nas escadas”, orienta.
Ela explica que existem normas de seguranças internacionais e elas devem ser respeitadas para evitar acidentes como o que aconteceu com o bebê.
Fontes: G1 PR-28/11/2014, A Rede - Ponta Grossa-03/12/2014, Jornal da Manhã - 29/11/2014, Gazeta do Povo - 28/11/2014, Diário dos Campos - 27/11/2014, G1 PR-19/03/2015 

Comentário: Muitos dos acidentes com crianças acontecem por descuido dos responsáveis, que deixam os filhos soltos na escada.

OS ERROS  MAIS COMUNS;
■ Os país  não seguram  uma das mãos da criança. A criança fica brincando na esteira, às vezes, subindo no sentido contrário da escada.
■ As crianças brincam com o corrimão. As mãos podem ficar presas na borracha do corrimão. O corrimão serve apenas de apoio.
■ Criança com chinelo, sandália. É um perigo. O calçado pode ficar preso entre os degraus ou na parte lateral
■ Sentar no degrau da escada

Lembrete: A escada rolante é mais perigosa do que elevador. Nos EUA, os acidentes em escada rolante é muito maior do que em elevadores (a quantidade de  elevadores é 20 vezes maior).

Em um estudo feito pela Consumer Product Safety Commission (Comissão para Segurança de Produtos de Consumo dos Estados Unidos); Os acidentes em escada rolante são responsáveis por cerca de 7.300 feridos nos hospitais de emergência nos E.U.A e 75% dessas lesões são causadas por quedas e cerca de 20% ocorreram quando as mãos e os pés ficaram presos nessas escadas rolantes. Anualmente, ocorrem 12.5000 a 15.000 acidentes.

ATENÇÃO
1-ao entrar na escada rolante para evitar prender o calçado ou tropeçar.
2-nas entradas do corrimão para evitar prender os dedos da mão
3-entre corrimão e piso para evitar prender o calçado ou a roupa
4-entre degrau e rodapé (faixa amarela) para não prender o calçado ou parte da roupa
5- ao corrimão, para evitar prender os dedos da mão
6- a tampa externa da escada (quando esta é composta por placas de metal) para evitar lesões na perna
7 – entre degraus para evitar prender o pé ou parte da roupa.
8- na saída da escada, para evitar prender o pé ou tropeçar.

USO CORRETO DE ELEVADORES, ESCADAS E ESTEIRAS ROLANTES
■ Não permita que crianças viagem sozinhas ou brinquem em elevadores, escadas e esteiras rolantes;
■ Não deslize sobre o corrimão das escadas e esteiras rolantes;
■ Acione apenas uma vez o botão para chamar o elevador;
■ Não sente nos degraus da escada rolante;
■ Não segure a porta do elevador, qualquer que seja o motivo;
■ Não corra e nem suba no sentido contrário ao fluxo da escada rolante;
■ Não transporte carrinhos de bebê, cadeiras de rodas ou similares em escadas rolantes;
■ Não se debruce sobre o corrimão de escadas e esteiras rolantes. Fonte: ThyssenKrupp Elevadores

UTILIZANDO AS ESCADAS ROLANTES COM SEGURANÇA.
■ Andar em escadas e esteiras rolantes é muito fácil e seguro. Incidentes são raros, desde que você siga alguns procedimentos simples. Devemos tomar cuidados especiais com as crianças, que devem aprender desde cedo como se portar nesses equipamentos. Siga as dicas abaixo.
■ Olhe para frente e permaneça no centro do degrau.
■ Não coloque os pés nas faixas amarelas, perto dos cantos da escada.
■ Segure no corrimão. Tome cuidado ao entrar e sair da escada.
■ Não carregue caixas, grandes objetos ou carrinhos de bebê nas escadas rolantes. Para isso, utilize o elevador.
■ Ao usar sapatos com salto ou roupas compridas, cuidado com as partes móveis da escada.
■ Os corrimãos servem para dar segurança durante o movimento das escadas. Use-o sempre.
■ Quando chegar ao final da escada, saia rapidamente para não atrapalhar o desembarque das demais pessoas. Fonte: Atlas Schindler

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quinta-feira, março 26, 2015

12 maneiras de reduzir riscos entre as empresas contratadas

Se a empresa conta com prestadores de serviços para complementar sua força de trabalho, ela poderá  estar exposta a muitos riscos e responsabilidades civis que podem custar muito caro.
Aprender a minimizar esse risco é importante para a empresa e também definir as responsabilidades das contratadas em relação a riscos e obrigações.

Relacionamos 12 maneiras, como a empresa poderá minimizar esses  riscos;
1-Identificar as condições que reproduzem a responsabilidade por sua organização
2-Faça suas expectativas e exigências de desempenho claro para as empresas contratadas
3-Reconhecer os tipos de responsabilidades que a empresa poderia ser citada em caso de acidentes.
4-Determinar quem é  contratado ou  empregado
5-Identificar as exigências e responsabilidades das normas de segurança (NR´s) na contratação de prestadores de serviço
6-Selecionar contratantes confiáveis e com comprometimentos com as normas de segurança
7-Identificar as expectativas de segurança para incluir nos acordos com os fornecedores/contratados. Por exemplo: Manual de segurança para as empresas contratadas
8-Reconhecer os riscos adicionais associados com as contratadas
9-Limitar a  interação entre os funcionários e prestadores de serviços nos  locais de trabalho para minimizar o risco.
10-Exigir documentação necessária, como planos de segurança das contratadas; Programas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, etc
11-Certifique-se que  as contratadas podem fornecer primeiros socorros e assistência médica aos seus empregados
12-Implantar um programa de gerenciamento de riscos e de segurança para as contratadas.
Fonte: BLR — 16/03/2015

Comentário:
O ideal seria montar um Manual de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Para Contratadas com todas as obrigações e responsabilidades e seguir as orientações acima mencionadas.
Este manual conteria;
■ As orientações básicas para as Empresas Contratadas com finalidade de orientá-las na execução dos serviços contratados, visando garantir a implementação e administração dos seus respectivos Programas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, conforme identificação dos riscos nos ambientes de trabalho e normas de segurança.
■ É de responsabilidade da contratada planejar e executar suas atividades de modo a prevenir incidentes de trabalho, preservar a saúde de seus empregados e o meio ambiente. A contratada é responsável pelos atos e atitudes de seus empregados decorrentes da inobservância dos procedimentos de Segurança e Meio Ambiente; sua responsabilidade significa também a obrigação de interromper qualquer atividade ou postura que represente risco imediato à Segurança e Saúde das pessoas e que possa causar qualquer impacto (dano) ao Meio Ambiente. ■ É importante a contratada  nomear uma pessoa Responsável, com experiência específica para cumprir as obrigações de Saúde, Segurança e Meio Ambiente. A empresa fará auditorias periódicas nos trabalhos da contratada.  

O que dizem as normas sobre as contratadas
■ Quando vários empregadores realizem, simultaneamente, atividade no mesmo local de trabalho, terão o dever de executar ações integradas para aplicar as medidas previstas no programa de prevenção, visando à proteção de todos os trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados. A norma dá enfoque que todos os empregados no mesmo local de trabalho devem conhecer os riscos e  as medidas de ações integradas nas execuções das proteções de segurança.
■ No outro tópico da norma, estabelece que a empresa contratante e as contratadas, que atuem num mesmo estabelecimento, deverão implementar, de forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento. A empresa contratante deverá adotar medidas necessárias para que as empresas contratadas  recebam as informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de proteção adequadas. Além disso, a contratante deverá, ainda, adotar medidas necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de segurança e saúde no trabalho pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento.
■Sempre que vários empregadores realizem, simultaneamente, atividades no mesmo local de trabalho terão o dever de executar ações integradas para aplicar as medidas previstas no PPRA visando à proteção de todos os trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados. NR‑9‑9.6.1.  
■Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração, de outra... serão para efeito de aplicação das Normas Regulamentadoras  solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. NR-1.6.1

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segunda-feira, março 23, 2015

Em SP, apenas 10% dos hidrantes estão em condições de uso

Levantamento feito pelos Bombeiros mostra que apenas 10% dos hidrantes estão em condições de uso.  O Ministério Público de São Paulo investiga desde 2013 a  situação dos hidrantes da cidade de São Paulo.

HIDRANTES VISTORIADOS
■De 948 hidrantes  de coluna vistoriados - 15% de um universo estimado pela corporação em 6.375 -, 95 têm condições plenas de uso, de acordo com o laudo final.
■O laudo ainda revelou que há 243 (25,5%) inoperantes e 216 (22,5%) funcionando com avarias
■O laudo aponta que 25,5% dos hidrantes estão inoperantes na Paulista e sete hidrantes sumiram
■Da lista total de equipamentos checados, 394 (42%) sequer foram encontrados.

Segundo o promotor, Marcus Vinicius, os hidrantes que não foram encontrados “tiveram o acesso bloqueado, tapado, sem que ninguém percebesse”. Marcus Vinicius considera a situação preocupante e espera firmar um acordo com a Prefeitura para a solução do problema. Por enquanto, os bombeiros terão de continuar apelando a trens de socorro, nome dado aos caminhões-pipa que levam água até o local da ocorrência, para pode conter focos de incêndio.
Gravidade. Em depoimento prestado na Promotoria em dia 16 de junho de 2014, o tenente-coronel Eduardo Holms reconheceu que a gravidade da situação obriga as equipes a deixarem as bases juntamente com os caminhões. “Eles já saem com o ‘plano B’ em prática. E em uma cidade como São Paulo, onde é muito difícil circular com carros. Agora, imagine com caminhões”, alerta o promotor.

RESPONSABILIDADE-CONTROVÉRSIA
Apesar de reconhecer o problema, os bombeiros não se consideram responsáveis por ele. O mesmo ocorre com a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), que já foi ouvida no inquérito. Ao Ministério Público, a empresa declarou que faz os reparos necessários nos equipamentos, mas de maneira “voluntária”. De acordo com o que afirmou Marcelo Xavier Veiga, superintendente de planejamento e desenvolvimento da Diretoria Metropolitana, o contrato de concessão firmado com a Prefeitura não prevê o serviço.
Segundo Veiga, a capital tem 7.681 hidrantes - e não 6.375, como informou o Corpo de Bombeiros. “A diferença nos números já indica um problema. Os cadastros são contraditórios e revelam ainda que não existe uma checagem periódica da situação dos equipamentos”, diz o promotor.
A falta de manutenção ocorre em toda a cidade. No mapeamento dos bombeiros, há hidrantes com problemas na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, na Rua Santa Ifigênia, em Santa Cecília, e até na Praça do Patriarca, na frente da sede da Prefeitura, no centro.

SUMIÇO DE HIDRANTES
Quanto ao sumiço dos hidrantes, possivelmente causado por obras, a Prefeitura de São Paulo informou que desconhece a localização da rede subterrânea de hidrantes e que, por isso, não tem como fiscalizar.

SABESP
A Companhia de Saneamento Básico do Estado  (Sabesp) declarou ao Ministério Público que os hidrantes instalados na cidade são de sua propriedade. A empresa, porém, ainda não informou como fará a manutenção dos aparelhos nem o conserto dos hidrantes quebrados. Fontes: G1-08/09/2014  e Estadão-05 Agosto 2014 

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sexta-feira, março 20, 2015

Lembrança: Incêndio no aeroporto Santos Dumont

O incêndio ocorreu por volta da 1h30min da madrugada de 13 de fevereiro de 1998, na ala esquerda do andar térreo na parte norte do prédio, do aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. O fogo se estendeu tanto para os mezaninos em estruturas de aço, quanto para os três andares superiores.

PRÉDIO
O prédio, projetado em 1937 pelos Arquitetos Irmãos Roberto, é um marco arquitetônico da cidade. Sua construção começou em 1938 e, sendo interrompida durante a segunda guerra mundial, foi concluído apenas em 1947, após sofrer várias alterações do projeto arquitetônico. Essas alterações aumentaram as cargas nas fundações que foram reforçadas para suportar tanto a essas quanto à de mais um pavimento e terraços adicionados.

PROPAGAÇÃO DO FOGO
A estrutura dos prédios, sem paredes e com muitas divisórias, teto com material combustível,  facilitaram a propagação do fogo. A ação do fogo foi intensa principalmente nos três andares superiores e muito prolongada.
O fogo, auxiliado pelo vento, atingiu em pouco tempo (cerca de 4 horas) toda a extensão em área dos andares superiores. A severidade do fogo nas estruturas desses andares teve tempo total estimado em cerca de 8 horas
Praticamente tudo, papéis, objetos, equipamentos e máquinas, instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, materiais têxteis e plásticos decorativos de pisos, paredes e tetos, além de vidros de luminárias e janelas, foi destruído e consumido pelas chamas intensas do incêndio nesses andares superiores e mezaninos do andar térreo, na ala esquerda vizinha ao saguão principal.

CAUSA PROVÁVEL  DO INCÊNDIO
Acidente termoelétrico (variação da corrente elétrica)

DANOS NA ESTRUTURA
Os pavimentos superiores tiveram uma área danificada em torno de 2/3 da área construída total, incluindo o pavimento de cobertura, atingindo em torno de 25 mil metros quadrados.
Nos três andares superiores, 3o, 4o e 5o pavimentos, a temperatura atingiu valores acima de 900o C, levando à fusão as chapas de vidro de luminárias e janelas e ao amolecimento e retorcimento completo de toda a estrutura metálica (em chapas finas dobradas) de suporte do teto falso, das luminárias e das calhas dos vários dutos de instalações diversas.
O saguão principal, inclusive os dois grandes painéis de paredes pintadas em 1951, além de toda a ala à direita deste saguão, incluindo térreo e mezaninos, não sofreram a ação direta do fogo, mas não foram poupados dos danos produzidos pelo calor e pela fuligem, sendo também um pouco atingidos pela água usada pelos bombeiros para debelar o incêndio.

SISTEMA DE SEGURANÇA  CONTRA INCÊNDIO
O prédio não tinha portas corta-fogo, compartimentação, escadas enclausuradas e sistema de sprinkler.

BRIGADA DE INCÊNDIO DO AEROPORTO E CORPO DE BOMBEIROS
O fogo iniciou às 1h30min e a brigada de incêndio tentou apagá-lo. O Corpo de Bombeiros foi acionado mais tarde, às 2h08. Cerca de 150 bombeiros trabalharam no local e conseguiram controlar o incêndio às 9h30.

SEQÜÊNCIA DE FALHAS NA OPERAÇÃO DE COMBATE AO FOGO
1. Dos dois hidrantes localizados em frente ao aeroporto, um deles não tinham vazão e pressão de água suficiente para combater o fogo  e o outro não estava conectado à rede de água.
2. O reservatório de água do aeroporto (dois) com capacidade de 200.000 l cada uma, estavam cheios, assim como a cisterna do 3o Comando Aéreo Regional (Comar) .
3. Os bombeiros utilizaram água de suas viaturas e de um pequeno lago ornamental situado na praça em frente ao aeroporto.
4. Os bombeiros conseguiram abastecimento de água adequado, através de hidrantes localizados a 500 m do local de incêndio (às 3 h da manhã).
5. Escada Magiruz do Corpo de Bombeiros não funcionou e teve de ser substituída.
6. Na primeira tentativa de captar água do mar para apagar o fogo, a mangueira utilizada estava furada.
7. O reforço de carros pipa da Cia Estadual de Águas e Esgoto chegou às 6 h.
Às 9h30min o incêndio foi considerado extinto.

Vítimas
18 pessoas com ferimentos leves provocados por estilhaços de vidros quebrados.

DANOS MATERIAIS
A estrutura do prédio não foi abalada, mas houve destruição completa do prédio. Quatro andares do prédio, onde funcionava o DAC-Departamento de Aviação Civil (onde ficam guardados processos sobre acidentes aéreos), diretoria, lojas comerciais, torre de controle, agências bancárias e três restaurantes foram destruídos.
A pista de pousos e decolagens não foi afetada. Quarenta aviões e três helicópteros que estavam estacionados tiveram permissão para decolar. Todos os vôos entre Rio e São Paulo foram transferidos para o aeroporto de Galeão.
De acordo com laudo pericial, 20% da estrutura do prédio, que se refere ao lado esquerdo, destruído pelo fogo será demolida e o restante da estrutura passará por reforma.
A reforma do aeroporto obedecerá ao projeto original e deverá estar concluída no final do ano.

VISTORIA TÉCNICA APÓS O INCÊNDIO
Poucas horas após o incêndio ter sido extinto pelos bombeiros, foi realizada inspeção da estrutura danificada por uma equipe composta de engenheiros dos órgãos municipais e da Coppetec (Fundação Privada, prestadora de Serviços de Consultoria, Estudos e Projetos em Engenharia, associada ao Instituto Coppe da UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Os maiores e mais evidentes efeitos da ação intensa e prolongada do fogo sobre a estrutura de concreto armado, observados  na primeira vistoria técnica logo após o incêndio, foram os seguintes:

■ Ruptura evidente, colapso de pilares e redução severa da seção transversal por delaminação (perda geral do material e de efeito progressivo, pois deixa novas camadas de concreto à exposição das chamas conduzindo a novos descascamentos sucessivos e a perda de aderência entre a armadura e o seu cobrimento)  e desagregação do concreto, deixando as armaduras à mostra, fora do núcleo resistente.
■ Os  pilares em regiões de fogo intenso com superfície de acabamento em pastilhas cerâmicas ou placas de mármores,  proporcionaram resistência excepcional à ação do fogo, formando barreira protetora mais eficiente do que no caso dos pilares sem esse tipo de revestimento e retardando o aumento da temperatura no interior do núcleo de concreto.
■ Danos severos, com deformações residuais excessivas, delaminações e rupturas das peças mais delgadas, tais como:
a) os painéis em concreto armado das lajes de forro de pequena espessura, os quais nas regiões com maior intensidade de fogo ficaram excessivamente deformados (embarrigados) e delaminados.
b) os pilaretes de seção quadrada, na área projetada do saguão principal, que sofreram delaminação explosiva nos estágios iniciais da intensa ação do fogo, levaram à severa perda da seção de concreto

ESTIMATIVA DE PREJUÍZOS
US$ 35 milhões a US$ 44 milhões.

AEROPORTO SANTOS DUMONT
A ponte aérea Rio-São Paulo foi transferida para o Aeroporto Internacional. As companhias aéreas acabaram sofrendo uma queda de 15% nas vendas.
Cerca  de 7.500 passageiros que circulavam diariamente pelas dependências do Santos Dumont, 70% deles da ponte aérea, e os 300 vôos foram transferidos para o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, distante de trinta minutos do centro quando o trânsito está razoável. .

SEGURO
O aeroporto está segurado em apenas US$ 6 milhões. O seguro do Santos Dumont está incluído em uma apólice no valor de US$ 1,4 bilhão, que inclui outros 12 aeroportos.

Data provável para retorno as atividades operacionais: 21.07.98

RETORNO ÀS ATIVIDADES
O governo federal gastou US$ 21 milhões para recuperar o aeroporto, que voltou a operar somente 180 dias depois.

Comentário
Deficiências nos fatores de segurança encontrados no incêndio do aeroporto Santos Dumont:
1 - Proteção ativa
•Falta de sistema de sprinkler
•Sistema de detecção /alarme
2 - Na segurança passiva
•Falta  de compartimentação para contenção da propagação do fogo
•Fachada do prédio em caixilharia  de vidro, facilitando a  propagação do incêndio
•Carga de incêndio elevada (papéis, objetos, mesas, cadeiras, materiais têxteis e plásticos decorativos de pisos, paredes e tetos, além de vidros de luminárias e janelas) andares
3 – Falta de comunicação adequada entre a segurança do aeroporto e os bombeiros
Obs:
a) Demora em chamar o Corpo de Bombeiros.  O fogo começou à 1h30min e o Corpo de Bombeiros foi chamado às 2h08min.
b) No local tinha reservatório de água disponível, mas os bombeiros não sabiam (falta de conhecimento do prédio).
4 - Falta de estrutura do Corpo de Bombeiros para combater o incêndio (mangueiras furadas, escada Magiruz com defeito)
5 – Hidrante público com pressão insuficiente


Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Jornal do Brasil de 14/15 de Fevereiro de 1998; Reabilitação estrutural do prédio do Aeroporto Santos Dumont após danos causados por  incêndio – autores;  Ronaldo C. Battista,   PhD, MSc, Engenheiro Civil

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