Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Afogamentos de crianças

O afogamento de uma criança, ou acidente por submersão, é um acontecimento trágico, rápido e silencioso, que pode ocorrer com pouca água.
Esteja preparado para evitar o acidente. Deixe as crianças brincar na água em segurança e com prazer.
O afogamento ocorre em ambientes familiares tais como; banheira, piscina, lago do jardim, poço, tanque. Baldes, etc. quando o adulto interrompe por instantes a vigilância.

Não espere ouvir barulho. A criança não esbraceja nem grita quando cai à água: afoga-se em silêncio absoluto.
Se houver água por perto, não perca as crianças de vista nem por um segundo.

No Brasil é a segunda causa de morte e a oitava de hospitalização, por acidentes, na faixa etária de 1 a 14 anos. Segundo Ministério da Saúde, em 2005, 1.496 crianças de até 14 anos morreram vítimas de afogamentos. É importante salientar que os perigos não estão apenas nas águas abertas como mares, represas e rios. Para uma criança que está começando a andar, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco. Assim elas podem se afogar em piscinas, cisternas e até em baldes e banheiras.
Outro fator que contribui para que o afogamento seja um dos acidentes mais letais para crianças e adolescentes é que acontece de forma rápida e silenciosa. Vamos imaginar um banho de banheira de um bebê:
■ Ao deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança dentro da banheira fique submersa;
■ Ao atender ao telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;
■ Sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro.

Como proteger uma criança de um afogamento
■ Esvaziar baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guardá-los sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças.
■ Despeje a água antes de retirar a criança da banheira e esconda a tampa da banheira de modo a que a criança não possa preparar o seu próprio banho.
■ Nunca deixe uma criança com menos de 3 anos sozinha na banheira, mesmo quando ela já se senta bem. Durante o banho, não atenda o telefone nem a porta.
■ Conservar a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrado com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou a porta do banheiro trancada.
■ Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”:
■ Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos.
■ Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
■ Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água.
■ Evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água.
■ Durante o banho, não atenda o telefone e nem a porta.

Algumas características do desenvolvimento contribuem para que crianças pequenas fiquem mais vulneráveis a afogamentos, tais como:
■ Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou privadas abertas;
■ O processo de afogamento é acelerado pela massa corporal do indivíduo.
■ Não tem maturidade, nem experiência para sair de uma situação de emergência.
■ Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos pais. Um mero descuido deles basta para que ocorra um afogamento;

Fonte: Criança Segura e APSI - Associação para a Promoção de Segurança Infantil., Portugal

Comentário:
O afogamento caracteriza-se pela falta de oxigênio no sangue (hipoxemia), que afeta todos os órgãos e tecidos. A intensidade da hipoxemia é determinada pelo tempo em que a pessoa fica submersa, pela quantidade e tipo de líquido que é aspirado para dentro do pulmão, e pela resistência individual de cada afogado.
A duração da submersão é fundamental, porque a quantidade de oxigênio nos vasos sanguíneos vai caindo (exponencialmente) durante a asfixia. O período máximo de submersão antes de ocorrer lesão irreversível é incerto, mas provavelmente é de três a cinco minutos.

Acidentes:
■ 28/12/2008 - Um bebê de 1 ano e 3 meses, morreu afogado após cair na piscina em uma casa no condomínio de luxo Albamar, na Praia de Pernambuco, em Guarujá, a 81 km de São Paulo.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia Central do Guarujá, o afogamento aconteceu no momento em que os pais da criança; descarregavam compras feitas em um supermercado.
Os pais perceberam que o filho não estava próximo e seguiram até a piscina, onde a criança estava afogada.
■ 15/06/2008 - Um acidente doméstico resultou na morte de um bebê de um ano e 10 meses. O pai da menina relatou que a criança foi encontrada desmaiada pela mãe, dentro de um balde que estava na cozinha da residência.
O balde era usado para limpeza da residência e continha água sanitária, sabão em pó e desinfetante, além de cerca de quatro litros de água.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e a criança encaminhada ao Hospital Materno Infantil Santa Catarina, onde já chegou sem vida. A necropsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) de Criciúma apontou afogamento como causa da morte.
■ 30/12/2005 - Um menino de dois anos morreu afogado em uma máquina de lavar roupa, zona Leste de São Paulo. Ele estava em casa com a avó, que não conseguiu socorrê-lo.
Segundo a polícia, enquanto a avó colocava um tapete no varal, o garoto subiu em um banco de plástico que estava ao lado da máquina. Quando a avó retornou, ele já estava morto.

Vídeo:

Marcadores: ,

Domingo, Novembro 29, 2009

Bombeiro explica como salvar criança engasgada

Os telefones de emergência dos Bombeiros e da Polícia Militar recebem diversas ligações de pessoas pedindo ajuda para salvar uma criança engasgada. O capitão Humberto Leão, chefe da sessão de resgate dos Bombeiros de São Paulo, explica como se deve proceder para salvar bebê e crianças com mais idade.

O capitão aconselha;
■ as mães a amamentarem seus filhos com o corpo do bebê para o alto e a cabeça um pouco mais elevada.
■ depois que a criança acabar de mamar, a mãe deve manter o corpo do filho um pouco elevado para evitar refluxo

Procedimento quando o bebê engasgar
■ Quando o bebê se engasga e fica sem respirar, a pessoa deve posicionar a criança com a cabeça para baixo, com o corpo em 45º e dar cinco tampinhas de expulsão nas costas.
■ Depois, a pessoa deve virar a criança, mantendo a cabeça ainda um pouco inclinada para baixo para evitar que o líquido entre nos pulmões.
■ Em seguida, usando dois dedos da mão, a pessoa deve fazer cinco compressões em cima do osso externo.
■ Depois, recomenda o capitão, a pessoa tem que fazer ventilações leves, em direção ao nariz e a boca. “Se fizer forte, pode machucar os pulmões dos bebês”, alerta o bombeiro. Se a criança não se recuperar, a pessoa deve repetir o ciclo começando pela parte de colocar a criança de bruços e dar os cinco tapinhas nas costas.

O que não deve fazer
■ “Nuca se deve colocar o dedo na boca [da criança] porque pode empurrar o objeto ou alimento mais para dentro”, explica o capitão. Se o alimento for pastoso, o pai e mãe podem tentar fazer uma sucção leve. Os pais podem pedir orientações também aos bombeiros pelo telefone 193.

Na quarta-feira (25), um policial militar ajudou os pais de uma criança de 50 dias a salvar seu bebê com esses procedimentos. Segundo o soldado que fez o salvamento, João Roberto Alves, o mais importante é manter a calma para poder ajudar a criança.
Fonte: G1 -28 de novembro de 2009

Comentário:
■ Bebê de 5 meses morre engasgado em creche no interior de SP - Um bebê de 5 meses morreu engasgado em uma creche de Araçatuba, a km de São Paulo, na terça-feira (3 de novembro de 2009). A principal suspeita é que a criança tenha se engasgado depois de tomar leite.
SP: bebê de 1 ano morre engasgado com pão

■ Um bebê de 1 ano morreu engasgado a noite, 28 de Julho de 2008, em Mauá, no ABC Paulista. Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, Jandilson Vieira de Oliveira se engasgou com um pedaço de pão. De acordo com a secretaria, o menino engasgou e começou a vomitar. A médica do Samu que atendeu a emergência afirmou aos policiais que o bebê não respirava e que iniciou o processo de ressuscitação, mas não adiantou.

Vídeo:

Marcadores: ,

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Explosão de spray aromatizante em carro

Um veículo Gol estava com quatro pessoas e era adaptado para fazer serviços de anúncios por meio de alto-falantes.
Segundo os bombeiros, o menino LF de dois anos estava segurando um recipiente metálico de alumínio, aromatizante, teria deixado tocar em um dos pólos da bateria extra que ficava no banco de trás do carro. Isso causou um curto-circuito, que levou à explosão.

Vítimas:
Duas crianças e dois adultos sofreram queimaduras de segundo grau em 45% a 60% do corpo, tarde de domingo, 13 de setembro em Goiânia (GO). LFF, 2 anos, EF, 4 anos, Eduardo, 27 anos, e Gilmar, 45 anos, estão internados em estado grave no Hospital de Queimaduras, na capital goiana.

Causa provável
A hipótese mais provável para o acidente é que o contato com a lata de alumínio com a bateria causou um curto-circuito, que perfurou o recipiente do aerossol e provocou o vazamento do produto aromatizante. O contato desse produto com faíscas do curto-circuito levaram à explosão.
"Uma explosão dessas pode chegar a 800°C. Para piorar a situação, os quatro passageiros inalaram o produto inflamável no momento da explosão, sofrendo queimaduras nas vias respiratórias. O carro não chegou a pegar fogo porque a explosão foi muito rápida. Foi uma questão de segundos, o produto inflamável formou uma névoa e explodiu. Mesmo assim, as vítimas tiveram contato com temperatura muito elevada, por isso as graves queimaduras", disse o coronel. do Corpo de Bombeiros Martiniano Gondim

Resgate
Bombeiros e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fizeram o resgate das vítimas e as encaminharam para o Hospital de Queimaduras. O estado de saúde deles era considerado gravíssimo, principalmente do menino LF, que teve 60% do corpo atingido por queimaduras de segundo grau.

Vitima Fatal
Morreu no final da tarde desta terça-feira, 15 de setembro, em Goiânia, LF, 2 anos, que teve queimaduras de segundo grau em 60% do corpo.
O quadro clínico de LF era considerado gravíssimo. Ele havia sofrido várias paradas cardiorrespiratórias e os médicos não conseguiram reanimá-lo na última delas. O irmão e o pai do garoto tiveram 45% do corpo queimado e o estado de saúde deles é considerado grave. Além dos ferimentos externos, todas as vítimas sofreram queimaduras nas vias respiratórias, pois aspiraram o produto inflamável no momento em que houve a explosão.
O menino estava internado na UTI do Hospital de Queimaduras junto com o irmão EF, 4 anos e o pai Gilmar, 45 anos. O tio do garoto, Eduard, 27 anos, se encontra na enfermaria do hospital.

Fontes: Terra Noticias - 14 e 15 de setembro de 2009

Comentário:
Esse tipo de acidente acontece com todo spray que tem como propelente substância inflamável Basicamente o aerossol é um sistema que consiste em uma embalagem que permita ser pressurizada, onde temos no interior desta embalagem uma mistura de um produto (desodorante, cabelos, tinta, inseticida, lubrificante, etc.) e um gás propelente (isobutano, butano, di-metil éter, etc.). Essa mistura permanece no interior desta embalagem, por meio de um dispositivo que chamamos de válvula. Ao pressionarmos essa válvula, a mistura de produto e gás é liberada para a atmosfera sob a forma de um spray com o nome técnico de aerossol (dispersão de partículas em um meio). Não percebemos que estamos manuseando um produto que pode transformar-se num lança-chamas ou uma pequena bomba incendiária ou num foguete, dependendo da situação potencialmente perigosa no local (incêndio, calor, perfuração da lata, etc.).

Cuidados:
■ Conteúdo sob pressão, o vasilhame mesmo vazio não deve ser perfurado.
■ Não use ou guarde próximo ao calor da chama ou exposto ao sol.
■ Nunca coloque esta embalagem no fogo direto ou incinerador.
■ Guardar em lugar ventilado.
■ Desligue os aparelhos e ferramentas elétricas antes da aplicação.
■ O calor pode provocar explosão.
■ Pode ser nocivo se ingerido. Se ingerido, não provoque vômito.
■ Evitar inalação do produto.
■ Utilize em áreas bem ventilada.
■ Mantenha fora do alcance das crianças.
■ Não expor a temperatura superior a 50ºC.
■ Não aplicar perto de chama ou superfícies aquecidas.


Vídeo:
O vídeo não é educativo, pois a spray é utilizado por adolescentes como brincadeira de fogo. Nos Estados Unidos existem relatos de acidentes graves com adolescentes durante o aquecimento da lata de spray, ela demora em explodir e por imprudência os adolescentes aproximam da lata e nesse momento ela explode. Entretanto a conseqüência da explosão é real e é como se comporta em um incêndio. Nunca faça esse tipo de brincadeira perigosa.

Marcadores:

Sábado, Novembro 21, 2009

Fabricante de carrinhos de crianças faz recall após amputações

O órgão de defesa do consumidor americano, a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor (Consumer Product Safety Commission), em cooperação com a empresa fabricante dos carrinhos de bebê anunciou na segunda-feira, 9 de novembro, recall voluntário do seguinte produto de consumo;

Nome do Produto: Carrinhos de bebê do fabricante Maclaren

Unidades: Cerca de um milhão

Distribuidor: Maclaren EUA

Perigo: O mecanismo de dobradiça do carrinho oferece um risco de amputação da ponta do dedo ou laceração dos dedos da criança quando o consumidor está fechando ou abrindo o carrinho.

Incidentes / Lesões: A empresa recebeu 15 relatos de crianças colocando o dedo no mecanismo de dobradiça do carrinho, resultando em 12 relatórios de amputações da ponta do dedo nos Estados Unidos. As amputações ocorreram quando os bebês colocaram os dedos na peça enquanto o carrinho era dobrado.

Descrição: Este recall envolve todos os carrinhos com cobertura da Maclaren, modelo simples e duplo. A palavra "Maclaren" está impresso no carrinho. Os modelos afetados incluem Volo, Triumph, Quest Sport, Quest Mod, Techno XT, TechnoXLR, Triumph Twin, Twin Techno e Easy Traveller.

Vendido em: em lojas especializadas para bebês e crianças, redes varejistas por todo o país a partir de 1999 a novembro de 2009 com preço compreendido entre $ 100 a $ 360.

Fabricado: China

Solução: Os consumidores devem parar imediatamente com estes carrinhos convocados para recall e contatar Maclaren para receber um kit de reparação gratuita.
Trata-se de uma dobradiça. Ela permite aos pais fechar o carrinho para levá-lo na mão. O mecanismo não é coberto. O recall visa tampar essa parte por meio de um kit a ser entregue aos clientes.

No Brasil
Não houve casos no Brasil, conforme a única importadora e revendedora há oito anos, a Brasbaby. A empresa disse não saber se a Maclaren fará voluntariamente um recall no país.
O Ministério da Justiça, porém, já informou que a Maclaren será obrigada a fazer o mesmo recall para os consumidores brasileiros caso fique constatado que seus carrinhos trazem a mesma peça causadora de amputações nos EUA.
A Brasbaby disse não saber quantas lojas vendem os produtos no país ou quantas unidades são vendidas por ano. Informou apenas que o produto é vendido em todo o território nacional.
Para Carlos Thadeu de Oliveira, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a Maclaren deveria ter convocado o recall em todos os países onde vendeu esses produtos.
"Se fez o recall é porque o produto representa um risco aos consumidores. Proibir só nos EUA é considerar que o consumidor americano é melhor do que os outros [países]", diz. Para ele, a Maclaren deveria ter informado o recall às empresas que importam seus produtos. Assim, a Brasbaby e as lojas brasileiras teriam de acertar com a Maclaren o fornecimento do kit, segundo Oliveira.

MacLaren estende ao Brasil recall de carrinho que pode machucar bebês
A MacLaren decidiu estender ao Brasil o atendimento aos donos de carrinhos de bebês que oferecem risco às crianças. A decisão foi tomada no dia seguinte à fabricante anunciar um recall nos Estados Unidos.
Os modelos da MacLaren vendidos no Brasil e que necessitam do kit são o Volo, Techno XT, Quest Sports e o Twin Techno. Este último, para gêmeos, é encontrado em lojas virtuais por novecentos dólares. Todos são fabricados na China.

Os consumidores que têm alguns desses modelos devem mandar nome, endereço e telefone à empresa pelo e-mail brasbaby@brasbaby.com.br. A empresa os contatará os consumidores. A distribuidora informou que vai oferecer a cobertura para os clientes que fizerem a solicitação.

Fontes: CPSC -The U.S. Consumer Product Safety Commission - November 9, 2009, Globo Online - 10 de novembro de 2009, Diário Catarinense - 15 de novembro de 2009

Comentário:
Recall é um chamado ou convocação da empresa para corrigir eventuais falhas detectadas em peças ou sistemas de um produto.
Na realidade a análise feita por empresas quanto a segurança do produto ao consumidor obedece a um padrão tipo “Taylor Made”, mas o padrão do consumidor para provocar o acidente segue aleatoriamente.
Segue mais o padrão da teoria do caos. Pequenos imprevistos e grandes desastres. A idéia principal é que pequenas alterações numa situação trazem efeitos incalculáveis
A essência da teoria do caos é que uma mudança muito pequena nas condições iniciais de uma situação leva a efeitos imprevisíveis. É o que aconteceu nesse acidente do carrinho o pai ou a mãe ou a empregada fecha ou dobra o carrinho, a criança está com a mãos na dobradiça, parece uma situação sem grandes conseqüências, mas o acidente acontece.

As vezes, a empresa cria um produto prático, com facilidade para dobrar, mas com muita complexidade para efetuar esse dobramento ou desdobramento e acaba causando acidentes.
É a Lei de Murphy, aquela segundo a qual “se uma coisa pode dar errado, ela dará, e na pior hora possível”.
Não devemos esquecer, que a falha sempre acompanha a tecnologia. Não existe tecnologia cem por cento segura.

Antigamente um produto “Made in USA” ou “Made in Japan ou “Made in Europe” era um produto confiável, com qualidade e com segurança, agora, temos de tomar cuidado com as fontes de origem dos produtos (alimentos, brinquedos, eletrônicos, etc), pois acabou a era da produção verticalizada da empresa, sendo substituída por uma cadeia de fabricantes de terceiros (custo menor) que produz determinado produto para a empresa detentora da patente ou da comercialização. Não existe controle total das etapas de fabricação do produto, pois a cadeia de fornecedores é muito grande e diversificada.

Hoje predomina entre as entidades de defesa do consumidor ou agências de proteção avisos de alertas; recall, alimentos contaminados, etc. Há um excesso de recall no mundo. Falta de qualidade? Falta de segurança?

Vídeo:
Mostra a comunicação do recall pela CPSF


Vídeo:
Mostra o kit de reparo para proteção da dobradiça

Marcadores: , ,

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Explosão em posto de combustível em Santa Catarina

Três técnicos de uma empresa prestadora de serviço faziam a manutenção de um reservatório de gasolina de um posto na cidade de Guabiruba, Santa Catarina, quando a gasolina começou a vazar.

Como foi a tragédia no Auto Posto São Lucas em Guabiruba
1-Aconteceu por volta das 10h de sábado, 14 de novembro de 2009. Três técnicos de uma empresa de Itajaí, Santa Catarina, trabalhavam na manutenção do reservatório de gasolina, que fica na parte lateral do posto próximo a área de calibragem de pneus. O objetivo da vistoria seria detectar possível vazamento de combustível no local.

2-Um dos técnicos trabalhava próximo a um dos tampões existentes do reservatório, no lado de fora, quando começou a jorrar gasolina numa altura, até 7 metros, em alta pressão. Isso teria gerado uma névoa de pulverização de gasolina no local. Outros dois técnicos que estavam distantes e também do lado de fora do reservatório, se aproximaram na tentativa de fechar o tampão

3-Enquanto os técnicos tentavam sem sucesso fechar o tampão, um motorista que estava num veiculo, Fiesta e calibrava os pneus se assustou e ligou o carro para sair. Os bombeiros suspeitam que a partida da ignição tenha originado alguma faísca e provocado a explosão. Quatro carros (três de funcionários e outro de cliente) ficaram completamente destruídos. No total sete veículos foram destruídos.

4-O Auto Posto São Lucas fica no centro de Guabiruba. O estrondo da explosão foi ouvido na região. Policiais militares e populares prestaram os primeiros socorros às vítimas. As que morreram tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau.

5-Os bombeiros de Guabiruba chegaram rapidamente ao local e fizeram o combate ao fogo nos carros e no tanque de gasolina. Foram utilizados 5 mil litros de água (volume de um caminhão) além de espuma. O dono do posto informou aos bombeiros que cerca de 4 mil litros de gasolina do reservatório foram consumidos pelo fogo. O posto foi interditado pelo Corpo de Bombeiros. A loja de conveniência e as bombas de abastecimento não foram atingidas

Vítimas
Os técnicos sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus e foram encaminhados em estado grave ao Hospital Azambuja, em Brusque. Três estão na unidade de terapia intensiva (UTI) e tiveram 90% do corpo queimado. Um cliente teve 40% do corpo atingido pelo fogo. Ricardo Sandri, 19 anos, é amigo dos donos do posto e permanecia internado em estado grave, tentaria transferi-lo para um hospital com mais recursos.
No sábado à noite, os três técnicos morreram na UTI do Hospital de Azambuja, em Brusque.

Testemunha da tragédia
A aposentada Valtrudes Scheifer estava na janela de casa quando ouviu uma explosão. No mesmo momento, ela viu crescer um fogaréu. Do meio das chamas, saíram quatro homens gritando por socorro. Corriam desesperadamente em direções aleatórias. Rolavam e se ajoelhavam no chão. Tentavam apagar as chamas do corpo.
Será difícil esquecer as cenas de dor. Com lágrimas nos olhos, a aposentada conta como foi a agonia de dois homens implorando por socorro no pátio da casa:
– Com o fogo nas costas, eles gritavam: “Me ajuda! Me ajuda!”. Não tinham mais roupas. A pele estava caída, derretida como plástico. Foi muito triste.

Investigação
Uma equipe de Florianópolis com três peritos especialistas em explosão e incêndio foi deslocada para a cidade de Guabiruba, no Vale do Itajaí em Santa Catarina, para tentar descobrir a causa do incêndio. O diretor-geral do Instituto Geral de Perícias (IGP), Giovani Adriano, diz que a equipe emitirá o laudo pericial sobre o acidente junto com o Corpo de Bombeiros,

Proprietário do posto
O casal dono do posto, Valdir Fachi e Nidia Teresinha Copiani Fachi, prefere aguardar o resultado da investigação para se pronunciar sobre o acidente. Roni Fachi, filho do casal, contou que os pais haviam chamado Luiz Antônio de Moura, que tem empresa prestadora de serviços do ramo, para fazer um orçamento do conserto do tanque de gasolina aditivada, que estava com um possível vazamento. A explosão aconteceu quando Luiz e os outros dois homens verificavam o tanque. Segundo Roni, Luiz já havia prestado outros serviços para a empresa.

Fonte: Diário Catarinense - 14 a 16 de novembro de 2009

Comentário:
Os técnicos deveriam ter noção da inflamabilidade da gasolina e principalmente nesse acidente que gerou uma gasolina em alta pressão, em névoa, aumentando ainda mais sua capacidade inflamável, gasolina pulverizada envolta em oxigênio, faltando apenas a fonte de ignição que poderia ser estática ou de um veículo. Ainda para piorar a situação os técnicos estavam tentando colocar o tampão na abertura para selar a saída da gasolina. Realmente eles não tinham noção do risco. O cenário estava pronto para o desastre; gasolina pulverizada e abundância de oxigênio.

Suspeita-se que houve falha humana durante o procedimento de pressurização do tanque. O major e chefe da Divisão de Perícia do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, Vanderlino Vidal, explica que as normas tratam de manutenção em postos e definem, no mínimo, um raio de sete metros de isolamento da boca do tanque em que está sendo feito o trabalho. Este é um procedimento básico que não teria sido cumprido. As investigações vão apurar se houve algum tipo de imperícia ou negligência.
A norma que deve ser adotado nesse caso é a NBR 13.784 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Seleção de métodos para detecção de vazamentos e ensaios de estanqueidade em sistemas de abastecimento subterrâneo de combustíveis (SASC)

No Brasil durante a transferência de combustível de um caminhão tanque para o reservatório o procedimento de segurança praticamente quase não existe, permitindo a movimentação de pessoal e de veículos para abastecimento. O correto seria o isolamento total do posto (fechamento) para execução da transferência do combustível do caminhão para o reservatório e bem como para eventual manutenção do tanque e bomba do posto. Alguns países adotam essas medidas.

O procedimento de estanqueidade do tanque, canalização e conexões
De inicio é verificado todas as suas conexões como: respiro, boca de descarga e saída de cada linha até à bomba. Após isto estas conexões são bem vedadas para poder efetuar a Pressurização do Tanque e das Linhas de abastecimento como um todo para efetuar o teste, sempre seguindo os padrões da norma NBR 13784.
Conforme dados obtidos da Pressurização efetuada no sistema do teste de estanqueidade é verificado se obteve queda de pressão, dando assim automaticamente o resultado do teste se estiver estanque ou não. No caso de queda de pressão, portanto não estanque, é efetuado o teste individualmente para cada linha de abastecimento, respiro e tanque para descobrir a não estanqueidade ou ruptura do mesmo, dando assim confiabilidade total nos resultados obtido e resolvendo com maior rapidez o problema. O teste de estanqueidade tem por finalidade descobrir qualquer, falta de proteção contra corrosão nos tanques, fadiga dos equipamentos, derramamentos e sobrecarga, erros de instalação, falha nas linhas de abastecimento e sucção.

Alerta: Teste de pressão executado acima do projeto, para detectar vazamentos tem a intenção de descobrir falhas. Os defeitos podem estar presentes e se estivéssemos seguros que não ocorreriam, não haveria necessidade de teste e, portanto, devem ser tomadas as precauções necessárias de segurança. Fonte: What Went Wrong? Trevor A. Kletz

Vídeo:

Marcadores: ,

Sábado, Novembro 14, 2009

Colisões, cenas inacreditáveis

Vídeo


O vídeo mostra cenas inacreditáveis de colisões;
■ Trânsito parado por acidente, motocicleta em alta velocidade colide frontalmente com carro parado
■ Veiculo em excesso de velocidade em curva fechada, motorista perde controle do veiculo e capota
■ Motocicleta em excesso de velocidade, no mesmo local anterior, motociclista perde controle da motocicleta e derrapa
■ Outra cena comum no Brasil, motociclista forçar a passagem entre os veículos. O motociclista forçou a passagem, foi espremido e caiu.
■ Ônibus parado na pista, sinalizando, um motoqueiro desatento, colidiu violentamente na traseira do ônibus.

Observa-se pelo vídeo que a maioria dos acidentes filmados é devido à falta de atenção, excesso de velocidade, imprudência. São todos acidentes devido à falha humana ou erro humano.

A falha humana, em todo o mundo, é responsável por mais de 90 % dos acidentes registrados. Principais imprudências determinantes de acidentes fatais no Brasil: por ordem de incidência:
■ Velocidade excessiva;
■ Dirigir sob efeito de álcool;
■ Distância insuficiente em relação ao veiculo dianteiro;
■ Desrespeito à sinalização;
■Dirigir sob efeito de drogas.

No Brasil;
■ 64% dos acidentes são causados por falhas humanas.
■ 30% tem origem em problemas mecânicos.
■ apenas 6% são conseqüência de má conservação de via.

Como tomamos decisões no trânsito?

Muitas das coisas que fazemos no trânsito são automáticas, feitas sem que pensemos nelas. Depois que aprendemos a dirigir, não mais pensamos em todas as coisas que temos que fazer ao volante. Este automatismo acontece após repetirmos muitas vezes os mesmos movimentos ou procedimentos.

Isso, no entanto, esconde um problema que está na base de muitos acidentes. Em condições normais, nosso cérebro leva alguns décimos de segundo para registrar as imagens que enxergamos. Isso significa que, por mais atento que você esteja ao dirigir um veículo, vão existir, num breve espaço de tempo, situações que você não consegue observar.

Os veículos em movimento mudam constantemente de posição. Por exemplo, a 80 quilômetros por hora, um carro percorre 22 metros, em um único segundo. Se acontecer uma emergência, entre perceber o problema, tomar a decisão de frear, acionar o pedal e o veículo parar totalmente, vão ser necessários, pelo menos, 70 metros.

Se você estiver pouco concentrado ou não puder se concentrar totalmente na direção, seu tempo normal de reação vai aumentar, transformando os riscos do trânsito em perigos no trânsito.

Diversos acidentes com automóveis são provocados por pequenas desatenções ao volante. Estudos americanos e ingleses revelam que cerca de 30% desses acidentes são provocados por distração do motorista. E metade destes casos tem como causa a simples, e rápida, transferência de atenção do trânsito para um objeto, pessoa ou evento, dentro ou fora do carro. A outra metade está relacionada com sonolência, circunspeção, consumo de álcool e drogas.

Marcadores:

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Prevenção de Incêndios envolvendo Líquidos Inflamáveis

Líquidos inflamáveis servem a várias finalidades, mas também representam sérios riscos de incêndio. Quando inflamados, podem gerar fogo intenso que se alastra com rapidez, tornando‑se, quase sempre, incontrolável. No entanto, com certas precauções, muitos incêndios envolvendo líquidos inflamáveis podem ser evitados.

Com manuseio e estocagem de líquidos inflamáveis em ambiente seguro, a sua empresa pode:
· reduzir perdas de patrimônio
· evitar interrupções onerosas nos negócios
· ajudar a manter a participação no mercado e conservar funcionários experientes
· evitar o risco de ter que se submeter a novas normas de construção que, em alguns casos, podem tornar os custos de reconstrução proibitivos ou exagerados
· motivar o funcionário, delegando maior responsabilidade e autoridade

O Desafio
A maioria dos líquidos inflamáveis ou melhor, de seus vapores é facilmente inflamado mesmo por fontes fracas de ignição, como a eletricidade estática. Os líquidos inflamáveis queimam rápido, liberando muito calor, o que explica o seu potencial explosivo. Seus vapores agem também como fluidos; em geral, são mais pesados do que o ar e podem ficar ao nível ou próximo ao nível do solo. Se inflamados, as chamas irromperão diretamente de volta à fonte de liberação.
Os elementos de prevenção de perdas destinados à contenção de líquidos e vapores para evitar que fontes de ignição causem incêndios podem ajudar a minimizar os riscos dos líquidos inflamáveis.

Como iniciar um programa
A fim de obter o melhor aproveitamento em termos de custo-benefício da proteção de sua empresa, você deve avaliar o papel da prevenção envolvendo líquidos inflamáveis na estratégia global de gerenciamento de riscos de sua empresa.
Primeiro, você terá de assegurar boas condições básicas para os líquidos inflamáveis, as quais incluem a aplicação de métodos elementares de proteção, como ventilação, drenos e diques.
Dependendo da natureza de suas operações e do nível das outras medidas de prevenção e controle que sua empresa possa ter, como proteção por sprinklers automáticos, você pode escolher trabalhar em um nível de prevenção mais alto e dirigido.
A sua empresa encontrará seu nicho em algum lugar entre o nível básico, de proteção localizada, e o nível dirigido, que demanda mais envolvimento e colaboração. Embora possa não ser necessário em todos os tipos de empresas, o nível dirigido certamente diminuirá o número de perdas.
Relacionamos de forma resumida os elementos­-chaves para prevenção de perdas envolvendo líquidos inflamáveis.

Líquidos inflamáveis

1.0) Elementos Básicos
De uma forma geral, utilize controles físicos passivos apropriados, forneça treinamento em procedimentos e estimule a consciência do manuseio seguro com procedimentos rigoroso de fiscalização.

1.1) Controles físicos passivos dos recipientes metálicos constituindo de:
· recipientes de segurança,
· barras de aterramento,
· válvulas de segurança,
· bandejas com areia, para controlar respingos ou pequenos vazamentos durante a manipulação de recipientes

Você deve avaliar a sua empresa no tocante a estocagem, descarte, bombeamento, processamento, etc. de líquidos inflamáveis. Esses controles passivos de prevenção de perdas eliminam ou reduzem fontes comuns de ignição e limitam combustíveis que favoreçam incêndios.

Foto: A seta preta - indica bomba de segurança
A seta azul - funil apropriado para manuseio de líquidos inflamáveis. Toda transferência de líquidos o conjunto deverá ser aterrado

1.2) Controle físicos passivos da área de armazenagem ou de manipulação
Os líquidos inflamáveis podem se esparramar com rapidez por uma área muito grande. Se não forem contidos por barreiras ou diques (projetados para conter os maiores transborda­mentos previsíveis), podem alcançar rapidamente áreas vizinhas que abrigam materiais inflamáveis e provocar um incêndio incontrolável.
Os líquidos inflamáveis e seus vapores devem ser confina­dos em equipamentos fechados e canalizados, de forma a evitar contato com o ar e com quaisquer fontes de ignição. O confinamento deve:
· impedir o escape do liquido e de seus vapores
· possibilitar fechamentos e drenagem rápidos na eventualidade de um escape acidental
· limitar a área pela qual o liquido liberado possa se espalhar


Foto:A seta preta - indica válvula de segurança (alívio)
A seta amarela - indica aterramento entre o tambor e o vasilhame de segurança

Portanto o controle deve consistir;

Tanques armazenados ao ar livre
· construção de dique e sistema de drenagem
· construção e assentamento em local isolado

Tambores ou bombonas e outros tipos de recipientes
· construção de edifícios em alvenaria, com sistema de ventilação natural ou mecânica, com instalação elétrica a prova de explosão
· construção em local isolado
· construção de drenos, com caixas de recepção suficiente para contenção do maior vazamento possível.

1.3) Todos os empregados envolvidos recebem treinamento básico em riscos de líquidos inflamáveis e procedimentos de manuseio seguro
Todos os empregados que manipulam ou estão envolvidos com líquidos inflamáveis, devem receber treinamento básico em riscos de líquidos inflamáveis. Em geral os incêndios por derramamento ou vazamento são resultantes de erro humano no manuseio de recipientes (tambores ou bombonas) de estocagem e/ou na transferência de líquidos inflamáveis para pequenos recipientes com controles passivos inadequados (utilização de mangueiras, inclinação dos tambores, adaptação de torneiras, falta de aterramento, etc).

Foto: Contêiner de segurança para transporte de líquidos inflamáveis
1.4) Programa de resposta adequada para vazamentos, incluindo um plano de resposta para escapes razoavelmente previsíveis, com a providência de qualquer equipamento necessário
Designe um responsável (supervisor) treinado no manuseio de líquidos inflamáveis. As operações devem ser avaliadas para escapes previsíveis e possíveis fontes de ignição.
Um programa de resposta para vazamentos deve então ser elaborado com a definição das etapas de ação. Essas etapas podem incluir:
· eliminação imediata de toda fonte de ignição (por exemplo: equipamento elétrico, maquinário, empilhadeiras)
· medidas temporárias para limitar a área de vazamento (exemplo: uso de rodos ou outros meios físicos para restringir o espalha­mento de líquidos)
· limitar o acesso não-autorizado à área de vazamento
O treinamento regular dos membros indica­dos da equipe de resposta para escapes é crucial para o seu sucesso.

1.5) Ventilação
Os vapores não devem acumular-se em áreas de trabalho a ponto de favorecer um incêndio ou uma explosão. Providencie ventilação mecânica natural ou artificial em áreas confinadas que envolvam líquidos inflamáveis a fim de eliminar concentrações de vapores inflamáveis.
Uma regra pratica para ventilação em operações com líquidos inflamáveis consiste em prover ventilação mecânica contínua de 0,3 m3 de ar por minuto para cada m2 de piso onde haja líquidos inflamáveis com pontos de fulgor iguais ou inferiores a 43o C, ou com pontos de fulgor inferiores a 149o C sendo os líquidos aquecidos acima de seus pontos de fulgor.

1.6) Equipamentos elétricos adequados
O uso de equipamentos elétricos adequados, como empilhadeiras e instalações elétricas à prova de explosão, reduz as fontes de ignição. Use somente equipamentos que correspondam ao nível de risco de suas operações com líquidos inflamáveis.

1.7) Fiscalização rigorosa dos procedimentos de manuseio seguro
A empresa deve estabelecer e fiscalizar procedimento de manuseio seguro. A empresa deve incentivar os funcionários que manipulam líquidos inflamáveis a efetuarem medidas corretivas quando necessárias, para que eles possam perceber a importância das medidas de segurança para manuseio e operação de líquidos inflamáveis.
Essa atitude deixará clara a todos os envolvidos o impacto que possa ter um incêndio por líquidos inflamáveis.

2.0) Elementos dirigidos
Além dos elementos básicos, estabeleça uma política formal que inclua o envolvimento da gerencia, responsabilidade por follow-up documentado e por ações corretivas imediatas e respostas para escapes conforme programa correspondente. Encoraje a participação dos funcionários.

2.1) A política formal exige segurança no uso e manuseio de líquidos inflamáveis
Elabore o documento da política da corporação, com o apoio da gerência: a política destaca a importância do programa de prevenção e controle e estabelece consistência nos procedimentos de toda a empresa, com finalidade:
■ uniformizar a operação e manipulação de líquidos inflamáveis
■ usar os controles passivos necessários
■ e finalmente possuir um plano de emergência para ser acionado em caso de vazamento.
Em geral, a política formal da corporação concorre para a criação de programas formais de treinamento, manuais e procedimentos administrativos. Essas políticas costumam autorizar os funcionários a efetuarem prontamente ações corretivas de emergência. Elas encarregam os administradores de identificarem pontos fracos e implementarem melhorias contínuas.

2.2) Devem ser selecionados supervisores de departamentos ou representantes de áreas para realizarem o treinamento de empregados em tarefas específicas a cada local de trabalho
Programas formais de treinamento, regular­mente reavaliados, devem ser implementados e apoiados pela gerencia.

2.3) Cada um dos gerentes da instalação e os supervisores designados compreendem integralmente e são capazes de explicar as exigências do programa de comunicações de riscos da companhia e, também, de aplicá‑los na instalação
Grande parte dos regulamentos sobre o meio ambiente relacionados à liberação de resíduos químicos e tóxicos causa impacto direto na maneira pela qual a indústria trabalha com líquidos inflamáveis. Compreender essas exigências lhe ajudará a estabelecer critérios de proteção e prevenção em suas operações com líquidos inflamáveis. Para determinar quais delas dizem respeito a sua empresa, consulte as autoridades governamentais locais.

2.4) Um plano de respostas de emergência testado e aprovado para eliminar escapes e vazamentos contém procedimentos de follow‑up e revisão para a implementação de ações corretivas
Este elemento assemelha-se ao quarto elemento básico (1.4), apresentando, ainda, um sistema apoiado pela gerência para necessidades pontuais de auditoria e ações corretivas.

2.5) Apoio e participação de funcionários em procedimentos seguros de manuseio
Obtenha comprometimento com a prevenção de perdas de todos os empregados que trabalham direta ou indiretamente com líquidos inflamáveis. Incentive esse comprometimento com treinamentos regulares, reconhecimento de empregados, feedback e delegação de poder para fiscalizar as práticas seguras e a política da companhia.

Roteiro para análise inicial
Na análise de suas insta1ações use o questionário a seguir para avaliar a sua situação e para ajudá-lo a decidir quais mudanças são necessárias.

Elementos Básicos
1-Controles físicos passivos (recipientes de segurança, barras de aterramento, válvulas de segurança, travas, válvulas de fechamento, interruptores, isolamento)
2-Drenos e diques
3-Treinamento em riscos e manuseio seguro para os empregados envolvidos
4-Resposta de emergência adequada para vazamentos relativamente previsíveis
5-Ventilação
6-Equipamentos elétricos adequados
7-Fiscalização rigorosa dos procedimentos de manuseio seguro

Elementos Dirigidos
Todos os elementos básicos mais:

1-A política formal exige segurança no uso e manuseio de líquidos inflamáveis
2-Os gerentes selecionam supervisores ou representantes para treinarem empregados em tarefas especificas ao local
3-Gerentes/supervisores designados compreendem e são capazes de explicar e aplicar as exigências do programa de comunicações de riscos da empresa
4- Plano de resposta de emergência para escapes testado e aprovado inclui follow-up/revisão para ações corretivas
5- Apoio e participação constatados de funcionários em procedimentos seguros de manuseio

Elementos Adicionais
Detalhe que elementos adicionais, dirigidos as suas necessidades específicas de seu programa deve conter.

Fonte: FM Global
Referências bibliográficas para pesquisa:
Data Sheets FM - os Data Sheets 7-29, Flammable Liquids in Drums and Smaller Containers; 7-32, Flammable Liquid Pumping and Piping Systems; 7-36, Flammable Liquid Mixing Operations e 7-88 Storage Tanks for Flammable Liquids.)
Data Sheet FME&R 5-1, Electrical Equipment in Hazardous Loca­tions, descreve locais e equipamentos necessários, referindo-se a códigos nacionais, como o National Electrical Code (NEC).

Marcadores: , , ,