Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, julho 29, 2014

Explosão de tambor vazio

CENÁRIO
Em 01 de dezembro de 1999,  às 9 h, ocorreu uma explosão a bordo da Plataforma “Petrobras XXI”, de bandeira panamenha, operada pela Petrobras, posicionada na Bacia de Campos, quando era utilizado equipamento de solda elétrica para retirar uma pequena tampa localizada na parte superior de um tambor de 200 litros vazio de Demtrol.

VÍTIMAS
O soldador MAVB teve lesões corporais  e também atingiu três funcionários.

CAUSA
O soldador MAVB, ao atender solicitação do auxiliar de plataforma CHFR, resolveu utilizar o aparelho de solda elétrica para remover a tampa de um tambor vazio, que armazenava Demtrol, produto químico inflamável e desconhecendo que o tambor não havia sido desgaseificado,  provocou  explosão do tambor, resultando em lesões em três trabalhadores  O tambor possuía uma etiqueta indicando que o produto era inflamável.
Fonte: Tribunal Marítimo-Processo Nº 18.917/2000

Comentário: O trabalhador não tinha noção do risco, apesar de trabalhar numa plataforma de petróleo. Houve imprudência ou total desconhecimento de medidas de segurança que  um soldador deve ter.
Há duas medidas de segurança básica que o soldador deve conhecer;
■ Não solde tanques, tambores se não tiver absoluta segurança de não haver perigo de combustão ou explosão. 
■ Não confie em seu instinto para decidir se há ou não segurança para soldar  tanques ou tambores. Investigue o que foi guardado nesses recipientes, pois uma quantidade mínima de gás ou líquido pode provocar séria explosão. Caso o recipiente tenha contido material inflamável, lave-o com água muitas vezes ou desgaseifica, antes de soldar.

O Demtrol é um desemulsificante destinado à produção de petróleo e útil para separar o óleo da água na extração. A ficha de informações de produtos químicos  indica manter o produto afastado do fogo ou de pontos quentes.

Quando existem atmosferas explosivas no interior de tambores ou tanques, será necessário proceder à sua eliminação  antes da execução dos trabalhos: os reservatórios devem ser atestados com água ou inertizados com um gás inerte (por exemplo dióxido de carbono ou nitrogênio).

TAMBOR VAZIO OU QUASE-VAZIO
O tambor vazio ou quase-vazio, o vapor residual de uma pequena quantidade de líquido é suficiente para preencher o tambor com uma mistura explosiva de ar e de vapores inflamáveis.
Conseqüentemente, os tambores quase-vazios podem ser significativamente muito mais perigosos do que os tambores que estão cheios. Em geral o trabalhador supõe que o risco de um tambor quase-vazio é inferior do que um tambor cheio.
Porque o risco real “está oculto”, é essencial que os tambores de líquidos inflamáveis advertem com “destaque” o alto risco de explosão de um tambor parcialmente vazio.
Os avisos adicionais em relação ao corte ou soldagem são necessários, assim como instruções para evitar  todas as fontes de ignição e manter o tambor fechado completamente.

TREINAMENTO DE EMPREGADO
Quanto ao treinamento de empregado sobre os riscos de tambores quase-vazios podem ser úteis, todos tambores usados, frequentemente, podem encontrar-se em mãos de empregados não treinados ou de terceiros. Isto reforça a necessidade para etiquetagem adequada e chamativa, isso vai além dos avisos usuais para líquido inflamável. Em geral, a pessoa leiga não treinada acredita intuitivamente que menos liquido inflamável significa menos risco, quando o oposto é verdadeiro.

Este caso envolve as seguintes normas e recomendações;
·Comunicação de Riscos
·Norma de líquidos inflamáveis
·Fatores humanos – treinamento
·Manual de Produtos Químicos
·Etiqueta de aviso de perigo

Finalidade da Comunicação de Riscos
·Identificação dos riscos
·Procedimentos de segurança para trabalhar com produtos químicos
·Procedimentos de comunicação de riscos
·A Importância das Etiquetas de Identificação /Etiqueta de alerta
·Equipamentos de Proteção Individual
·Reação a uma Emergência
·Riscos Químicos e Como Controlá-los
·FISPQ – Manual de Produtos Químicos
Fonte: Chemmax Inc.

Vídeo:
Mostra a ocorrência de um acidente e os procedimentos de segurança que devem adotar em caso da soldagem ou execução de trabalhos à quente.

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sexta-feira, julho 25, 2014

As infrações mais frequentes das normas da OSHA em 2013

1. Proteção contra quedas na construção civil.  Total de infrações: 8.241
2. Falta de comunicação de risco, na indústria geral. Total de infrações: 6.156
3. Andaimes, requisitos gerais, na construção civil. Total de infrações: 5.423
4. Proteção respiratória, na indústria em geral. Total de infrações: 3.879
5. Instalação elétrica, proteção, isolamento,  aterramento, fiação, componentes e equipamentos, na indústria em geral. Total de infrações: 3.452
6. Segurança e proteção de empilhadeiras, manutenção, operação, treinamento,  na indústria em geral. Total de infrações: 3.340
7. Escadas, construção civil. Total de infrações: 3.311
8. Controle de energia perigosa (bloqueio / etiquetagem), na indústria em geral.  Total de infrações: 3.254
9. Sistema elétrico, segurança e requisitos gerais, na indústria em geral. Total de infrações: 2.745
10. Segurança e proteção de máquinas, requisitos gerais. Total de infrações: 2.701
 Obs: Total de infrações cometidas pelas indústrias em geral: 42.502
Fonte: OSHA- Occupational Safety & Health Administration

Comentário:  No Brasil essas infrações seriam semelhantes e acrescidas de outras;
Uso de EPI
Proteção; escavação e fundação
Falta de Política e Cultura de Prevenção para implantação dos programas de segurança
Falta de Ordem de serviço/Autorização de trabalhos perigosos

Novos desafios em incêndios

Novos materiais e tecnologias estão tornando os riscos de incêndios muito maiores e os desafios complexos

VOCÊ  SABIA?

EM 10 SEGUNDOS;
Os incêndios atuais podem aumentar a temperatura de 121 para 815 graus centigrados

PAINEL SOLAR;
120 volts ou acima pode ser mortal para o ser homem; Uma instalação de energia solar produz  em média,  centenas de voltagem, colocando em riscos os bombeiros que lidam com esses acidentes  em residências

FLASHOVER
A velocidade do flashover  nas residências atuais é 8 vezes mais rápido do que as residências construídas há 50 anos.

85%
De todos os incêndios registrados nos EUA por fatalidades em 2009 ocorreram em residências.

BATERIAS DE ÍON DE LÍTIO
Crescimento de 350% das  baterias de íon de lítio,entre 2010 a 2020 impulsionado pelo aumento da demanda do mercado de veículos elétricos e híbridos.

A CADA 30 MINUTOS
Uma vítima de incêndio é registrada

INCÊNDIOS EM RESIDÊNCIAS
49% dos incêndios em residências americanas envolvem algum tipo de falha elétrica ou mau funcionamento

A CADA 85 SEGUNDOS
Um incêndio residencial é registrado

FATALIDADES
Aumento de 67%  nas fatalidades de bombeiros devido as lesões traumáticas  nos últimos 30 anos.

HOJE EM MENOS DE 3 MINUTOS
Um incêndio residencial pode se tornar incontrolável
 Fonte: UL-Brazil – News Science

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segunda-feira, julho 21, 2014

Sistema de corte com água sob pressão para combate a incêndio

O sistema Cold Cut AB é líder mundial na área de sistema de extinção de incêndio por corte a frio. Atualmente, existem cerca de 650 sistemas instalados de extintores de corte, desde pequenos veículos especialmente construídos para serviços de resgate em mais de 30 países.

Mais de 50 serviços de resgate na Suécia adquiriram o sistema de extinção por corte, e alguns já têm 6 ou 7 sistemas. Nestes serviços de resgate, o extintor de corte é usado em 80% dos casos.

A técnica de extinção por corte é constituído por uma mistura de água e agente de corte a ser ejetada através de um bocal especial em alta pressão (> 250 bar) para cortar  quaisquer  materiais de construção usados em edificações.
O método permite combate ao fogo  e os gases de modo seguro a partir do exterior do local do incêndio. Pois o buraco de penetração é tão pequeno e que não  acrescenta oxigênio ao fogo, o que aumenta significativamente o efeito de combate a incêndios na área.

A ação conjunta utilizando a técnica de extinção por corte, câmeras térmicas e ventiladores de pressão positiva tem-se revelado muito eficaz no combate de muitos incêndios. A extinção por corte é usado basicamente em todo o mundo, e alguns exemplos dessa ação são descritas nos relatórios de ação.

O sistema de corte de extinção é agora uma disciplina obrigatória nos dois anos, na formação de profissional de resgate. O treinamento é para pessoas que desejam ser bombeiros e trabalhar em resgate e segurança.

PRINCIPAIS VANTAGENS DA EXTINÇÃO POR CORTE:
■Aumenta a segurança do  bombeiro e do ambiente de trabalho, porque o fogo é combatido a partir de uma posição segura fora de um prédio em chamas / construção.
■A ação rápida, usando o sistema de extinção por corte, suprime o curso de um incêndio e proporciona ao Líder do Resgate mais tempo para planejar operações para aumentar sua eficácia.
■O flashover pode ser combatido mediante a aplicação antecipada do sistema e a propagação do fogo pode ser limitada.
■Incêndio provoca perdas econômicas graves  a cada ano. Danos pela água no combate ao fogo representam mais de 50% dos prejuízos em grandes incêndios. O sistema tem se mostrado uma ferramenta valiosa para reduzir a extensão dos danos de uma forma que nenhum outro equipamento pode oferecer.

COMBATE AO FOGO DE MODO MAIS SEGURO
O combate ao fogo  em área interna submete  aos bombeiros a riscos graves: tanto físico e mental.
 O método de extinção por corte, os gases de incêndio sofrem refrigeração, executado a partir uma posição mais segura do lado de fora. É atualmente, a opção mais segura disponível para serviços de resgate.

No que diz respeito ao ambiente de trabalho para o pessoal de resgate em geral, e principalmente em resgate sob fumaça, não há operações em salvamento que estão sujeitas a um risco maior do que  o resgate sob fumaça.

 A fumaça envolve riscos graves e submete o pessoal de combate a incêndios a um estresse extremo. O pessoal é submetido  a riscos físicos (como calor intenso, explosão, queda de partes de edifícios, objetos cortantes, e o risco de queda, quando o campo de visão é reduzido ou é inexistente) e os riscos mentais devido a situações extremamente estressantes.

Penetrar na fumaça será sempre uma das principais tarefas do Serviço de Resgate. Existem processos de que não pode ser realizada de qualquer outra forma, por exemplo, interior de salvamento durante o qual as pessoas devem ser realizadas a partir da área de incêndio, ou pós-extinção de trabalho, durante o qual o material, etc., devem ser removidos.

Nesse método, realizado a partir de uma posição mais segura, de acesso e interrompendo o desenvolvimento do incêndio rapidamente em quase todos os tipos de materiais de construção e arrefecimento dos gases de incêndio é hoje a opção mais segura disponível para serviços de resgate.

O líder de resgate ordenando o resgate sob fumaça, como modo de operação, sem considerar meios alternativos de ação, significa que está assumindo grande responsabilidade em relação  ao ambiente de trabalho. O Líder de resgate deve  antecipadamente sempre planejar métodos opcionais na fase preliminar da ação de resgate.

Métodos combinados, utilizando o sistema de extinção por corte, câmera térmica e ventiladores de pressão positiva, fornecem opções confiáveis para o Líder de Resgate em vez de penetrar na fumaça.

A capacidade de otimizar o ambiente de trabalho seguro para o pessoal de resgate, deve ser primordial para todos os interessados; o proprietário / ocupantes dos edifícios responsáveis pelos riscos, o Corpo de Bombeiros com responsabilidade de responder ao risco e as equipes de bombeiros que combatem ao incêndio.

VANTAGENS DE SEGURANÇA DO SISTEMA:
■ aumenta a segurança do bombeiro, como o fogo é combatido a partir de uma posição segura fora de um edifício / construção, evitando o risco de lesões devido a radiação intensa do calor e / ou explosão de gases de incêndio.
■Melhoria no ambiente de trabalho para os bombeiros, como um incêndio que pode ser combatido a partir do exterior, reduzindo a necessidade de entrar em áreas quentes e cheias de fumaça envolvendo o risco de substâncias tóxicas e cancerígenas que afetam a pele e os pulmões. Fonte: Cold Cut Systems Svenska AB

Vídeos:
Três vídeos, mostram a múltipla utilização do sistema, desde espaço confinado, indústrias, tubulações, navios, etc.

Vídeo 1:

Vídeo: 2

Vídeo: 3

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quinta-feira, julho 17, 2014

Trabalhador flagrado sendo levado no cesto do guindaste

Um trabalhador foi flagrado quando estava sendo transportado no cesto de um caminhão munck, no Setor Central de Rio Verde, no sudoeste de Goiás
As imagens foram feitas no cruzamento da Rua Goiânia com a Avenida João Belo. O homem estava a cerca de quatro metros do chão e não usava nenhum equipamento de segurança durante o trajeto.

Fonte: G1 GO, com informações da TV Anhanguera, Sílvio Sales -20/11/2013

Comentário: A função do caminhão Munck é transporte e remoção de máquinas, movimentação máquinas ou equipamentos pesados, içamento com cesto aéreo, carga e descarga, remoções técnicas, içamento de equipamentos, mudanças industriais entre outros.
Pela norma é proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim.
Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando um trabalhador não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances de acontecer um acidente.
Talvez o trabalhador pense: É logo ali o serviço e é rápido e não vai durar muito, nunca houve nada. É uma situação inusitada.
Os seres humanos possuem uma peculiar capacidade de alterar a seu favor o ambiente, bem como para responder a ele, gerando e reduzindo riscos. Paul Slovic. 

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segunda-feira, julho 14, 2014

Os lugares mais poluídos do mundo

As alterações climáticas podem obter o máximo da atenção, mas o maior risco ambiental para a saúde humana, hoje, não é o aquecimento global. É a poluição industrial, muitas vezes em cidades onde as fábricas, usinas e instalações químicas enfrentam pouca ou nenhuma regulação. Um novo relatório do Blacksmith Institute e NGO que trata do problema estima que a poluição industrial coloca em risco a saúde de mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, muitas vezes através de níveis elevados de câncer, doenças respiratórias e outras doenças. O relatório aponta os locais  mais poluídos do planeta.  A vida nestes locais pode ser curta e brutal, mas a boa notícia é que a limpeza desse tipo de poluição industrial  é muitas vezes  mais barata e mais fácil do que lidar com o problema generalizado de mudança climática. A comunidade internacional só tem que fazer acontecer.

DEPÓSITO DE LIXO INDUSTRIAL  DE AGBOGBLOSHIE, EM GANA
Pensamos em nossos telefones celulares e laptops como tecnologia limpa, mas contêm traços de metais valiosos, como cobre e ouro. E quando o lixo eletrônico é processado em países pobres, em campos abertos, eles podem levar a níveis perigosos de poluição. Isso é o que acontece no local de despejo em Agbogbloshie, próximo a Acra, capital de Gana. Cabos revestidos de plásticos são queimados a céu aberto, para retirar o cobre, muitas vezes usando a embalagem de isopor como combustível. Esses cabos contêm metais pesados ​​como chumbo, que podem migrar da fumaça ao solo. Amostras retiradas do solo contaminado em Agbogbloshie indicam níveis de chumbo tão elevados, acima de 18.125 partes por milhão, 45 vezes maior do que os padrões americanos.  Cerca de 250 mil pessoas podem estar em risco.


RIO CITARUM, NA INDONÉSIA
O rio Citarum tem sido chamado de rio mais poluído do mundo. Cerca de 5 milhões de pessoas vivem na bacia do rio, e a maioria deles depende de seu fluxo para o seu abastecimento de água. Cerca de 2 mil fábricas usam o rio como fonte de água e despejam seus resíduos industriais.
A principal artéria da capital indonésia de Jacarta, uma cidade de cerca de 10 milhões, o rio Citarum está contaminado com uma série de poluentes, tanto de fontes industriais e domésticos. Foram encontrados níveis de chumbo no rio, acima de 1.000 vezes os padrões de EPA, ( Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Environmental Protection Agency),
 e outras pesquisas encontraram altas concentrações de metais tóxicos como alumínio, manganês e ferro. O governo indonésio iniciou o trabalho de limpeza do rio devido a um empréstimo de 500 milhões dólares do Banco Asiático de Desenvolvimento.






CENTRO INDUSTRIAL DE DZERZHINSK, NA RÚSSIA
Dzerzhinsk é um dos centros industriais químicos mais importantes do mundo. Na cidade concentram-se as principais industriais químicas da Rússia, para a fabricação de produtos químicos, incluindo armas químicas. Estima-se que 300 mil toneladas de resíduos químicos foram indevidamente despejados entorno da cidade entre 1930 a 1998. Amostras da  água da cidade, em 2007, apresentaram níveis elevados de dioxinas e de fenóis, milhares de vezes acima dos níveis recomendados.
Em 2003 Guinness Book,  livro dos recordes registrados no mundo,  indicou Dzerzhinsk como a cidade mais poluída do mundo.
As concentrações de fenóis tóxicos levaram a níveis elevados de doença e de câncer dos olhos, pulmões e rins. Uma pesquisa de 2006 revelou que a expectativa de vida na cidade, que tem uma população de 245.000 pessoas, era de 47 para as mulheres e 42 para os homens.




USINA NUCLEAR DE CHERNOBYL, NA UCRÂNIA
Até hoje Chernobyl é lembrada como o local do maior acidente nuclear da história. No dia 25 de abril de 1986, um incêndio e o derretimento do núcleo do reator   produziram uma nuvem de radioatividade. Ninguém mais mora a menos de 30 quilômetros de distância da região do acidente. O solo na área da antiga usina ainda é contaminado e coloca em risco a produção de alimentos. Muitos moradores ficaram com leucemia.
Internacionalmente reconhecido como o pior desastre nuclear da história, Chernobyl liberou mais de 100 vezes a radioatividade das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. A área de exclusão de 19 quilômetros ao redor da usina permanece praticamente desabitada quase 20 anos depois da catástrofe, e as autoridades acreditam que o acidente pode ter ocasionado  4.000 casos de câncer de tireoide. Hoje, mais de uma dezena de radionuclídeos artificiais pode ser detectada na superfície do solo em torno da usina. Embora o dano de Chernobyl não revelou ser tão grave como muitos pesquisadores temiam quando o colapso ocorreu, o acidente ainda é um lembrete dos perigos a longo prazo de instalações nucleares mal-executadas.

CURTUMES DE HAZARIBAGH, EM BANGLADESH
A região  Hazaribagh tem mais curtumes do que qualquer outro lugar de Bangladesh.
Há 270 curtumes registrados em Bangladesh, e cerca de  95% por cento estão localizados em Hazaribagh, numa área de 25 hectares. A maioria utiliza métodos de processamento obsoleto,  ultrapassado e ineficiente. Os curtumes empregam 8.000 a 12.000 pessoas.  Todos os dias, os curtumes despejam diariamente 22.000 litros de resíduos tóxicos, incluindo o cromo hexavalente causador de câncer, no principal rio de abastecimento de Dhaka, rio Buriganga. As casas de trabalhadores de curtume em Hazaribagh são construídas ao longo dos córregos contaminados, lagoas e canais. Os recicladores informais de couro queimam restos de couro para produzir uma série de produtos de consumo, poluindo ainda mais o ar.
Como resultado, os moradores enfrentam taxas elevadas de doenças de pele e respiratórias, bem como queimaduras ácidas, erupções cutâneas, tonturas e náuseas.

MINAS DE CHUMBO EM KABWE, NA ZÂMBIA
Em Kabwe, a segunda maior cidade da Zâmbia, muitas crianças sofrem com elevados índices de chumbo no sangue. Durante um século, minas de chumbo liberaram metais pesados por meio de partículas de poeira que caíam no chão tanto na cidade quanto nos arredores.
Concentrações sanguíneas de chumbo em Kabwe foram encontradas em níveis 60% mais elevados do que a quantidade considerada fatal, resultado da contaminação por décadas de mineração de chumbo na região. Mineração, processamento e fundição de chumbo foi em grande parte não regulamentada ao longo do século 20, levando grande quantidade de sedimentos de metal tóxico nos solos ao redor Kabwe. Embora a principal mina foi fechada, a mineração artesanal ainda ocorre em pilhas de rejeitos na cidade, agravando o problema. As concentrações de chumbo em sangue em Kabwe foram encontradas superiores a 200 ug / dl, mais elevado do que os níveis de 120 ug / dl, que pode ser fatal. Algum progresso está sendo feito, devido ao programa de remediação no valor de 26 milhões de dólares realizado no período de 2003 a 2011.

MINAS DE OURO EM KALIMANTAN, NA INDONÉSIA
Kalimantan pertence à parte indonésia da ilha do Bornéu e é particularmente conhecida por suas minas de ouro.  
A província oriental de  Kalimantan ter sido envenenado por anos de mineração de ouro em pequena escala. Os mineiros utilizam mercúrio em seus processos de fundição rudimentar, liberando mais de 1.000 toneladas de produtos químicos tóxicos no ar a cada ano. Muitos mineiros aspiram em suas casas, o vapor de mercúrio. O metal também pode ser lançado nos cursos de água na área, que pode acumular nos peixes e na água. Um estudo de 2008 descobriu concentrações de mercúrio no rio Kahayan no centro de Kalimantan mais que o dobro do padrão recomendado na Indonésia. Nos últimos anos, no entanto, o governo indonésio tem tomado medidas para limitar as emissões de mercúrio causadas pelo homem, trabalhando com os mineiros para fazer o seu processo de fundição mais seguro.

RIO MATANZA-RIACHUELO, NA ARGENTINA
A Bacia do rio  Riachuelo é um canal cujo nome é sinônimo de poluição. Estima-se que 15 mil indústrias operam ao longo das margens do rio, que atravessa a capital argentina de Buenos Aires. Uma paisagem que inclui 13 bairros, inúmeras tubulações de esgoto ilegais que funcionam diretamente no rio, e 42 lixões abertos.
Um estudo de 2008 descobriu que o solo nas margens do rio continha níveis de zinco, chumbo, cobre, níquel e cromo, todos acima dos valores recomendados. Cerca de 60% das 20.000 pessoas que residem perto da bacia do rio vivem em território que foi considerado impróprio para a habitação humana, levando a níveis elevados de doenças diarreicas, respiratórias e câncer.  Os moradores têm poucas fontes de água potável, deixando-os dependentes do rio poluído.  






DELTA DO RIO NÍGER, NA NIGÉRIA
O Delta do rio Níger é uma área de alta densidade populacional, concentrando 8% de toda a população da Nigéria. O local sofre com poluição por petróleo e hidrocarbonetos, que contaminam o solo e o lençol freático. Em média, o equivalente a 240 mil barris de petróleo atingem o delta por ano por conta de acidentes ambientais ou roubo da matéria-prima.

No Delta concentra-se a indústria petrolífera da Nigéria, cerca de 2 milhões de barris de petróleo são extraídos por dia e tornou-se o local de maior poluição de hidrocarbonetos. Entre 1976 a 2001, houve 7.000 acidentes envolvendo vazamento/derramamento de petróleo, em que a maior parte do óleo nunca foi recuperado.  Em média de 240 mil barris por ano são derramados no Delta do Níger. Muitas vezes por causa de falha mecânica ou roubo de óleo. Os derramamentos contaminam a água, o ar e a terra com agentes cancerígenos, como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Um estudo de 2013 estima que a poluição generalizada dos derramamentos/vazamentos pode ter um impacto na agricultura e provocar um aumento de 24% na desnutrição infantil. Contaminação do óleo bruto também pode causar infertilidade e câncer.

CIDADE INDUSTRIAL DE NORILSK, NA RÚSSIA
 A cidade industrial de Norilsk, localizada no norte da Rússia e fundada em 1935, desde o ano de 2000, possui o maior complexo de fundição de metais pesados ​​do mundo. Cerca de 500 toneladas cada um, dos óxidos de carbono e de níquel, juntamente com 2 milhões de toneladas de dióxido de enxofre são liberados anualmente no ar. Essa é uma razão por que a expectativa de vida para os trabalhadores de fábrica em Norilsk é dez vezes menor  do que a média russa. Estima que mais de 130 mil moradores da região estão expostos a partículas e poluição de metais diariamente,  resultando no aumento dos níveis de doenças respiratórias e de câncer.






LINFEN




A cidade de Linfen  está na província de Shanxi, China. . É uma região rica em carvão. É a cidade com maior poluição do ar  do mundo.  Smog e fuligem de poluentes industriais  e de automóveis. A população da cidade é obrigada a usar máscaras de proteção devido a poluição e os índices de doenças respiratórias na cidade são extramente elevados.










RIO YAMUNA







O Rio Yamuna, que corre próximo ao Taj Mahal, absorve enormes quantidades de lixo industrial, resíduos agrícolas e esgoto não tratado de Agra e de diversas outras cidades, incluindo Nova Delhi, a capital da Índia. Quase 65%  do esgoto de Nova Delhi é despejado no rio sem tratamento. Milhões de hindus dependem dessa água para tomar banho.








LA OROYA, NO PERU
La Oroya é uma cidade mineira coberta de fuligem nos Andes peruanos. Cerca de 99% das crianças que vivem no local  têm níveis elevados de chumbo no  sangue, superiores aos limites aceitáveis, que podem ser atribuídos a fundição de propriedade americana .
No meio do vale, uma enorme chaminé de cerca de 200 metros solta fumaça com alta concentração de arsênico, chumbo e cádmio da fundição local.
A fundição foi inaugurada em 1922, quando era dirigida pelo império da mineração Cerro de Pasco. A Doe Run, empresa americana, adquiriu em 1997 da companhia estatal peruana Centromin.
Fonte: ScienceTime-Nov. 04, 20130, Deutche Welle – June, 2014

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sexta-feira, julho 11, 2014

Criança fica presa em máquina de lavar roupas

Um menino de 3 anos ficou preso no cilindro de uma máquina de lavar roupas enquanto brincava lá dentro, em Yongjia, na província chinesa de Zhejiang. Os bombeiros tiveram de cortar o cilindro para  retirada da criança. A criança saiu sem ferimentos. Fonte: G1-11/07/2014

Comentário:  O manual da máquina adverte do perigo do manuseio da Lavadora por crianças sendo necessária a atenção do responsável sempre que existirem crianças por perto,durante o seu funcionamento.

A CSPC (Consumer Product Safety Commission, Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor) estima que ocorreu no período  de 1993 a 2.000,  cerca de 19.109 acidentes com ferimentos em crianças e adolescentes com idades inferiores a 15 anos. As lesões variam desde contusões, fraturas e até afogamento. Acidentes registrados com máquinas de lavar roupas representam 2.388 atendimentos de emergência e 128 internações hospitalares. As máquinas do tipo tanquinho de lavar roupas são responsáveis por 20% das lesões ou  5.361 atendimentos de emergência.

Incêndios em máquinas de lavar e secadoras
As máquinas de lavar e secadora envolveram‑se em um a cada 22 incêndios em  estrutura residencial, de acordo com registros do Corpo de Bombeiros dos EUA no período 2006-2010.

Fatos e números
Em 2010, cerca de 16.800 registros de incêndios em estrutura de casa envolvendo secadoras ou máquinas de lavar resultou em;
■51 mortes,
■380 feridos e
■236 milhões de dólares em danos à propriedade.
Números
■Secadoras de roupa são responsáveis por 92% dos incêndios;
■Máquinas de lavar 4%, e
■Máquinas de lavar e secadora em conjunto foram responsáveis ​​por 4%.
As principais causas dos incêndios nos equipamentos foram;
■Falta de limpeza (32%),
■Seguido por falha mecânica ou defeito (22%)
■8% foram causados ​​por algum tipo de falha elétrica ou mau funcionamento.
Fonte: NFPA – National Fire Protection Association

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domingo, julho 06, 2014

Trabalhador fica preso em torre de 72 metros de altura

Um trabalhador de 37 anos ficou pendurado por cerca de 40 minutos em uma torre de transmissão com 72 metros de altura, na tarde de sábado, 5 de julho, em Guarapuava, na região central do Paraná.

SENTIU-SE MAL
Segundo o Corpo de Bombeiros, ele subiu na torre para fazer uma manutenção e acabou passando mal enquanto estava no topo da torre.  
Assim que se sentiu mal, ele entrou em contato utilizando um rádio comunicador com outro trabalhador que estava monitorando o serviço no pé da torre.

TRABALHADOR CHEGOU A DESMAIAR
Segundo os bombeiros, o trabalhador chegou a desmaiar e ficou preso apenas pelos equipamentos de segurança. Além disso, os bombeiros afirmaram que esse tipo de torre de transmissão balança com o vento, o que pode ter provocado o mal-estar no homem.

RESGATE
Pelo menos seis bombeiros fizeram parte do resgate do trabalhador. Ele foi encaminhado para a Urgência Municipal do Pérola do Oeste e passa bem. Fonte: G1-05/07/2014

Artigos publicados
Síndrome da suspensão inerte
Com trabalho em altura, erros podem ser fatais
Planejamento de resgate em altura
Acidente na montagem de cabo de fibra óptica OPGW
Técnico cai de torre telefônica e morre
Trabalho em altura – Exames clínicos
http://zonaderisco.blogspot.com.br/2007/07/trabalho-em-altura-exames-clnicos.html

Comentário:
A NR-35 recomenda a análise do riso e considerar;
■ o uso de sistema de comunicação entre aqueles que sobem na torre e os que permanecem junto à base.
■ as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o  tempo da suspensão inerte do trabalhador;

Nos EUA as recomendações são mais especificas e incisivas, pois existe norma especifica para torres de telecomunicação.
■Regra geral:  O empregador deve estabelecer e documentar procedimentos para resgate dos trabalhadores em caso de emergência, o que deve incluir se o empregador indicará seus próprios trabalhadores para realizar os procedimentos de resgate ou se o empregador indicará terceiro para executar os procedimentos de resgate.
■Em caso de uso de empregados próprios, eles devem ter no mínimo 1 ano de experiência com comprovação de treinamento e proficiência. Devem ser documentados.
No local de trabalho deve ter no mínimo dois trabalhadores para emergência
■Em caso de terceiros. No nosso caso seria o Corpo de Bombeiros ou empresa de resgate
Para empresa de resgate
(a) checar a experiência da equipe de resgate se é capaz de responder a uma chamada de emergência em tempo hábil.
(b) checar se a empresa é proficiente com tarefas e equipamentos relacionados com o resgate quando se referem a resgatar trabalhadores em alturas elevadas nas estruturas de telecomunicação.
(c) Proporcionar a equipe de resgate selecionada antecipadamente a relação dos trabalhadores que executarão os serviços, que irão subir / descer as estruturas, as alturas em que os trabalhadores estarão trabalhando, os nomes e números de telefone para contatos com o empregador, a duração do projeto esperado, e qualquer outra informação que seja solicitada pela equipe de resgate.

Acidentes
Riscos que predominam na execução de serviços em torres de telecomunicação:
■queda de grande altura
■riscos elétricos
■riscos associados com elevação de pessoal e equipamentos com guincho de cabo
■condições atmosféricas
■queda de objetos
■falha de equipamento
■colapso estrutural de torres

Nos primeiros meses de 2014, a OSHA registrou 7 fatalidades

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quinta-feira, julho 03, 2014

Mulher grávida cai na linha do trem do metrô, em Pequim

As  imagens mostram o momento em que uma mulher grávida  quase foi atropelada por um trem do metrô em Pequim,China.

Yue Yan Mai, 31,  grávida de cinco meses, residente em Pequim, disse que estava ansiosa para chegar em casa, porque estava se sentindo cansada e o trem parecia estar demorando. Eu tenho dificuldade de andar por causa da gravidez, que às vezes me deixa um pouco deselegante. Pensei ter ouvido algo e inclinei muito para ver o trem no túnel e desequilibrei e caí. Foi uma combinação, estava cansada e mais o peso da gravidez. De repente, eu me vi embaixo do trem. Foi terrível, disse Yue.

Mas, enquanto outros passageiros na estação do  metrô olhava perplexo, o operador do trem Lei He, acionou o freio de emergência e o trem foi parando em cima da Yue.

O porta-voz do serviço do metrô, disse: "Tenho medo de pensar o que teria acontecido se o operador do trem não tivesse agido tão rapidamente. Ela se agachou e como o trem é alto, não se feriu, mas a deixou presa até que ela conseguiu sair e foi ajudado por outros passageiros que estava na plataforma”.

Yue foi hospitalizado como medida de precaução e foi liberada pelos médicos que disseram que estava tudo bem com ela e com bebê. Fonte: News-3 de julho de 2014

Comentário: Se viver é perigoso, o que temos de fazer é constituir certo patamar de segurança para poder viver com certa tranquilidade, e não acrescentar mais perigo do que a vida por si só já apresenta. Viver é perigoso, mas navegar é preciso. Gilberto Kujawski

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domingo, junho 29, 2014

Enchentes e Inundações

As atividades antrópica vêm provocando alterações e impactos no ambiente há muito tempo, existindo uma crescente necessidade de se apresentar soluções e estratégias que minimizem e revertam os efeitos da degradação ambiental e do esgotamento dos recursos naturais que se observam cada vez com mais freqüência.

O problema das inundações em áreas urbanas existe em muitas cidades brasileiras e suas causas são tão variadas como assoreamento do leito dos rios, impermeabilização das áreas de infiltração na bacia de drenagem ou fatores climáticos. O homem por sua vez procura combater os efeitos de uma cheia nos rios, construindo represas, diques, desviando o curso natural dos rios, etc. Mesmo com todo esse esforço, as inundações continuam acontecendo, causando prejuízos de vários tipos.

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
O melhor meio para se evitar grandes transtornos por ocasião de uma inundação é regulamentar o uso do solo, limitando a ocupação de áreas inundáveis a usos que não impeçam o armazenamento natural da água pelo solo e que sofram pequenos danos em caso de inundação. Esse zoneamento pode ser utilizado para promover usos produtivos e menos sujeitos a danos, permitindo a manutenção de áreas de uso social, como áreas livres no centro das cidades, reflorestamento, e certos tipos de uso recreacional.

INUNDAÇÕES
Inundações de áreas ribeirinhas: os rios geralmente possuem dois leitos, o leito menor onde a água escoa na maioria do tempo e o leito maior, que é inundado em média a cada 2 anos. O impacto devido a inundação ocorre quando a população ocupa o leito maior do rio, ficando sujeita a inundação;

Inundações devido à urbanização: as enchentes aumentam a sua freqüência e magnitude devido a ocupação do solo com superfícies impermeáveis e rede de condutos de escoamentos. O desenvolvimento urbano pode também produzir obstruções ao escoamento como aterros e pontes, drenagens inadequadas e obstruções ao escoamento junto a condutos e assoreamentos;

Estas enchentes ocorrem, principalmente, pelo processo natural no qual o rio ocupa o seu leito maior, de acordo com os eventos chuvosos extremos, em média com tempo de retorno superior a dois anos.

Este tipo de enchente, normalmente, ocorre em bacias grandes ( > 500 km2), sendo decorrência de processo natural do ciclo hidrológico. Os impactos sobre a população são causados, principalmente, pela ocupação inadequada do espaço urbano. Essas condições ocorrem, em geral, devido às seguintes ações:
■como, no Plano Diretor Urbano da quase totalidade das cidades brasileiras, não existe nenhuma restrição quanto ao loteamento de áreas de risco de inundação, a seqüência de anos sem enchentes é razão suficiente para que empresários loteiem áreas inadequadas;
■invasão de áreas ribeirinhas, que pertencem ao poder público, pela população de baixa renda;
■ocupação de áreas de médio risco, que são atingidas com freqüência menor, mas que quando o são, sofrem prejuízos significativos.

Os principais impactos sobre a população são:
■prejuízos de perdas materiais e humanas
■interrupção da atividade econômica das áreas inundadas
■contaminação por doenças de veiculação hídrica como leptospirose, cólera, entre outros
■contaminação da água pela inundação de depósitos de material tóxico, estações de tratamentos entre outros

PREVENÇÃO
O gerenciamento atual não incentiva a prevenção destes problemas, já que a medida que ocorre a inundação o município declara calamidade pública e recebe recursos a fundo perdido e não necessita realizar concorrência pública para gastar. Como a maioria das soluções sustentáveis passam por medidas não-estruturais que envolvem restrições a população, dificilmente um prefeito buscará este tipo de solução porque geralmente a população espera por uma obra.

Enquanto que, para implementar as medidas não-estruturais, ele teria que interferir em interesses de proprietários de áreas de risco, que politicamente é complexo a nível local. Além disso, quando ocorre a inundação ele dispõe de recursos para gastar sem restrições.
Para buscar modificar este cenário é necessário um programa a nível estadual voltado a educação da população, além de atuação junto aos bancos que financiam obras em áreas de risco.

IMPACTOS DEVIDO A URBANIZAÇÃO:
O planejamento urbano, embora envolva fundamentos interdisciplinares, na prática é realizado dentro de um âmbito mais restrito do conhecimento. O planejamento da ocupação do espaço urbano no Brasil não tem considerado aspectos fundamentais que trazem grandes transtornos e custos para a sociedade e para o ambiente.
O desenvolvimento urbano brasileiro tem produzido um aumento caótico na freqüência das inundações, na produção de sedimentos e na deterioração da qualidade da água superficial e subterrânea. A medida que a cidade se urbaniza, ocorre o aumento das vazões máximas (em até 7 vezes) devido a impermeabilização e canalização. A produção de sedimentos também aumenta de forma significativa, associada aos resíduos sólidos e a qualidade da água chega a ter 80% da carga de um esgoto doméstico.

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
Estes impactos têm produzido um ambiente degradado, que na condições atuais da realidade brasileira somente tende a piorar. Este processo infelizmente não está sendo contido, mas está sendo ampliado à medida que os limites urbanos aumentam ou a densificação se torna intensa. A gravidade desse processo ocorre principalmente nas médias e grandes cidades brasileiras. A importância deste impacto está latente através da imprensa e da TV, onde se observam, em diferentes pontos do país, cenas de enchentes associadas a danos materiais e humanos.
Considerando ainda, que cerca de 80% da população encontra-se nas cidades, a parcela atingida é significativa.

NÃO EXISTE PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA.
O potencial impacto de medidas de planejamento das cidades é fundamental para a minimização desses problemas. No entanto, observa-se hoje que nenhuma cidade brasileira possui um Plano Diretor de Drenagem Urbana.
As ações públicas atuais estão indevidamente voltadas para medidas estruturais como a canalização, no entanto esse tipo de obra somente transfere a enchente para jusante. O prejuízo público é dobrado, já que além de não resolver o problema os recursos são gastos de forma equivocada. Esta situação é ainda mais grave quando se soma o aumento de produção de sedimentos (reduz a capacidade dos condutos e canais) e a qualidade da água pluvial (associada aos resíduos sólidos).
Esta situação é decorrente, na maioria dos casos, da falta de consideração dos aspectos hidrológicos quando se formulam os Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano. Deste modo são estabelecidos, por exemplo, índices de ocupação do solo incompatíveis com a capacidade da macrodrenagem urbana. Fonte: Ambiente Brasil 

Comentário:
Obs: Atividade antrópica é a ocupação de zonas terrestres pelo Homem e a decorrente de exploração, segundo as necessidades e as atividades humanas, dos recursos naturais.

PANORAMA NO BRASIL: OCUPAÇÃO URBANA, RURAL  E CRESCIMENTO POPULACIONAL

INÍCIO DO CENÁRIO: DESMATAMENTO
FLORESTA
Desde a época do Brasil Colônia até hoje,  a área desmatada dos três maiores biomas - Amazônia, Floresta Atlântica e Cerrado - soma, no total, 2,7 milhões de km2, ou 3l,7% do território nacional e 62 vezes a superfície do Estado do Rio.
A Mata Atlântica, desde o período colonial até hoje, perdeu 93% de suas florestas que originalmente cobriam 1,3 milhões de km2 ao longo do litoral. Em áreas como as florestas de araucária no Sul , há apenas 2% da cobertura original. O Cerrado perdeu 50% ou l milhão de km2, de sua cobertura original, desde o inicio de sua ocupação na década de 50. Já a Amazônia, nos últimos 25 anos, teve destruídos cerca de 15% da floresta ou 551 km2 .

AGRICULTURA
 Área cultivada em 1940  era de 13 milhões de hectares. O gado ocupava uma  área de pastagem de 100 milhões de hectares.
Área cultivada para agricultura em 2013; 67,7 milhões de hectares. O gado ocupa uma área de pastagem de 426 milhões de hectares. O aumento da ocupação rural significou maior desmatamento, erosão do solo, assoreamento de rios, etc.

URBANIZAÇÃO
 Em 1920, a população brasileira era de 27,5 milhões de habitantes e contabilizava, em seu imenso território, apenas 74 cidades maiores do que vinte mil habitantes. Nelas  residiam 4,6 milhões de pessoas, apenas 17% da população, e mais da metade concentrada na região
Sudeste
Em 1940, (população brasileira, 41 milhões, população urbana 13 milhões)  32% dos brasileiros habitavam zonas urbanas e em 2010, (população, 190 milhões), população urbana 160 milhões,  84,36%.

A urbanização  significou maior impermeabilização do solo urbano,  desmatamento, ocupações das várzeas, ocupações de encostas, canalização e retificações  de rios e riachos.

AS PRINCIPAIS CAUSAS DE INUNDAÇÃO:
■ A morfologia da cidade a região tem relevo altamente acidentado, formado por serras, morros, fundo de vale, e encostas íngremes.
■ O clima: chove torrencialmente na época do inverno
■ Uso e ocupação do solo de maneira desordenada
■ Não há mapeamento das áreas inundáveis quanto a:
1-Conhecimento da relação cota x risco de inundação
2- Definições dos riscos de inundação de cada superfície
3- Incorporação a Legislação Municipal de uso e ocupação do solo em zona de risco
4- Falta de uso de Sistema de Informações Geográficas na análise de projetos de edificações e equipamentos urbanos. Os riscos devem ser avaliados por meio de perspectivas técnicas capazes de antecipar possíveis danos à saúde humana e ao meio ambiente. O uso de um Sistema de Informações Geográficas contribuiria nas atividades de prevenção e preparação para riscos, possibilitando a diminuição dos desastres, e, em caso de ocorrências, tendo um caráter logístico, determinando como uma população atingida por tais eventos poderia ser evacuada e protegida. Seria a ferramenta ideal para que as autoridades públicas possam efetuar o gerenciamento do desastre a fim de alocar os recursos necessários para minimizar os efeitos do desastre.
5- Controle público da ocupação regular e irregular
■ a prática legalizada da construção ilegal e construção de obras públicas que não respeita o ecossistema.
■ O aumento da vulnerabilidade é atribuível ao uso do solo e da água que é muitas vezes ainda não considera as limitações impostas pela hidrogeologia. Em conseqüência disso há uma ocupação desordenada do solo, principalmente construções, desmatamento, etc
Infelizmente a historia de desastre natural demonstra que tais acidentes se repetem após um ciclo de poucos anos. Não aprendemos ou as pessoas mudam e as lições são esquecidas, com os erros dos que nos antecederam. Infelizmente, muita gente não consegue enxergar e nem tirar proveito dos fatos que já aconteceram , imagine a cegueira diante dos fatos portadores de futuro ou os mesmo futuros repetirão os mesmos erros. A natureza tem suas próprias leis para provocar o desastre.

Vídeo
Vídeo longo, porém explicativo.

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