Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia
quarta-feira, julho 08, 2026
TORNADO EM HUBEI, CHINA
Devastação em Hubei Na noite de segunda-feira, 6
de julho de 2026, um evento meteorológico severo, extraordinariamente raro e
devastador, atingiu a província de Hubei, na região central da China. Um
tornado poderoso e violento, do tipo "wedge" (tornado largo, em forma
de cunha), atravessou áreas urbanas e industriais densamente povoadas, causando
destruição generalizada.
Impacto e Vítimas
O tornado atingiu
principalmente a área de Huanggang–Ezhou, bem como partes de Huangshi e
Xianning.
Vítimas: Pelo menos 11 mortes
foram confirmadas, mais de 330 pessoas ficaram feridas e pelo menos uma pessoa
continua desaparecida.
Um homem de 30 anos foi
arrastado para fora do apartamento onde morava, no 12º andar de um prédio,
durante a passagem de um tornado que atingiu a província de Hubei, no centro da
China.
O homem estava em um
apartamento na cidade de Huanggang quando ventos de até 260 km/h arrancaram
móveis, pertences e parte da estrutura do imóvel. De acordo com a imprensa
local, ele foi arremessado para fora do apartamento junto com os objetos e
sobreviveu, mas precisou ser internado em uma unidade de terapia intensiva
(UTI).
Danos Estruturais: Ventos de
alta intensidade (atingindo até 149 km/h, equivalentes a ventos de força 13 na
escala Beaufort) danificaram gravemente ou derrubaram mais de 4.800 casas.
Grandes parques logísticos, armazéns e fábricas da região foram atingidos
diretamente; há relatos de caminhões pesados que foram erguidos no ar e
arremessados a até 30 metros de distância.
População Afetada: Cerca de
14.600 pessoas foram diretamente impactadas pelas tempestades em toda a região.
Devastação em Huanggang
Por que aconteceu
Tornados são historicamente
muito raros na província de Hubei, que é um grande polo industrial, automotivo
e tecnológico. Meteorologistas locais observaram que o último grande tornado a
atingir a província ocorreu em maio de 2021.
A onda de tempestades de 6 de
julho foi desencadeada por um intenso fenômeno de "tempo convectivo
severo" — uma combinação repentina e altamente volátil de calor intenso, umidade
e padrões de vento variáveis. Essa instabilidade atmosférica extrema foi
significativamente alimentada por sistemas meteorológicos tropicais próximos,
incluindo os remanescentes da Tempestade Tropical Maysak e as bandas externas
do Supertufão Bavi, que se aproximava.
Resposta em andamento
Uma operação abrangente de
resgate e emergência está em curso. Milhares de equipes de resposta rápida,
bombeiros e trabalhadores de serviços públicos foram mobilizados para buscar
sobreviventes entre os escombros, desobstruir estradas e restabelecer o
fornecimento de eletricidade nas localidades afetadas. Enquanto isso, órgãos de
meteorologia alertaram os moradores para que permaneçam atentos, à medida que a
região se prepara para novas chuvas torrenciais. Fontes: Xinhua News; 07/07/2026; UOL, em São Paulo - 07/07/2026
A cidade de São Paulo
enfrentou uma ventania considerada inédita pelos meteorologistas: é a primeira
vez que rajadas tão fortes atingem a capital sem a presença de chuva ou
temporais. O vento começou ainda pela manhã da quarta‑feira (10/12/) e seguiu
intenso até a noite, algo que também chamou a atenção do Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet).
De acordo com meteorologistas,
a longa duração do vendaval surpreende especialistas e não tem precedentes na
capital paulista.
Desde as 9h, na quarta, as
rajadas ultrapassaram 75 km/h em diversos bairros. No Mirante de Santana, na
Zona Norte, o Inmet registrou ventos de 80 km/h. A maior rajada do dia foi
registrada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) na Lapa, Zona
Oeste, e chegou a 98,1 km/h. É a maior velocidade desde 1963, quando o Inmet
começou essa medição.
Os ventos fortes deixaram um
rastro de destruição na capital e região metropolitana de São Paulo: mais de 2
milhões de imóveis sem luz, queda de 151 árvores, fechamento de parques, voos
cancelados e até consultas em hospital precisaram ser canceladas.
O responsável pelo vendaval é
um ciclone extratropical que atua no litoral do Rio Grande do Sul. Embora longe
de São Paulo, o sistema tem grande área de influência — e por isso ventou tanto
na cidade, segundo meteorologistas.
MUDANÇA DE PADRÃO
Segundo Cesar Soares,
meteorologista do Climatempo, os dados confirmam uma mudança de padrão
climático na região metropolitana de São Paulo.
“Essas rajadas de vento que
antes eram valores inusitados, extremos, vão passar a ser frequentes. Com mais
energia na atmosfera, mais aquecimento e mais calor retido, a gente terá
condições cada vez mais severas e intensas”, disse Soares.
O especialista explica que,
nos anos 2000, linhas de instabilidade capazes de provocar ventos tão fortes
eram raras, mas passaram a se repetir anualmente.
“Agora a gente está vendo com
frequência. Está acontecendo pelo menos uma ou duas vezes ao longo de cada ano.
Os últimos anos têm registrado rajadas cada vez mais intensas”, afirmou.
O QUE ACONTECEU
O polo industrial da Mooca,
SP, é formado por 228 empresas e gera 16
mil empregos diretos. São empresas de diversos segmentos, incluindo da
metalurgia, elétrica, plástico, de beneficiamento de vidro e peças agrícolas.
Indústrias são afetadas desde
o início da tarde de ontem. Das 228 empresas que formam o polo industrial,
apenas cerca de 30% têm geradores, que estão ficando sem combustível.
"Agora, praticamente todas estão sem energia. Um caos absurdo, nosso polo
está parado", lamentou o presidente do grupo, Anderson Festa.
Associação do polo industrial
estima prejuízo diário de R$ 50 milhões. "O prejuízo deve chegar a esse
valor a cada 24 horas sem energia. Mas não estão nessa conta os custos com
multas por atrasos de fornecimento e horas extras para equalizar a carga de
trabalho", disse Festa.
Grande SP tem 1,3 milhão de
imóveis sem luz
Até 10/12, a noite, eram 2,2 milhões de clientes sem
energia. De acordo com dados da Enel, atualizados por volta das 13h de 11/12, esse
número diminuiu para 1,3 milhão. Equipes técnicas teriam trabalhado durante a
madrugada para resolver a situação.
Só na capital paulista, são mais
de 900 mil unidades consumidoras sem o serviço. Isso significa que cerca de 16%
da cidade segue afetada, uma vez que a concessionária atende 5,8 milhões de
imóveis no território.
ANEEL NOTIFICA ENEL
A Aneel (Agência Nacional de
Energia Elétrica) notificou a Enel na tarde de ontem e pediu esclarecimentos
sobre o apagão. Segundo a agência, a concessionária já sabia da formação do
ciclone extratropical que impulsionou a ventania, mas mesmo assim milhões
ficaram sem luz. Em nota, o órgão afirmou que a reincidência e a gravidade das
falhas podem configurar descumprimento contratual e levar até à recomendação de
caducidade da concessão.
A Enel informou que a área de
concessão foi afetada por fortes rajadas de vento. Por causa disso, em alguns
pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o
fornecimento, além da queda de árvores. Em caso de falta de luz, a companhia
orienta que os clientes priorizem os canais digitais para agilizar o
atendimento.
Queda de arvores e logística
de reparos das redes
Os fortes ventos e chuvas que
atingiram São Paulo causaram quedas de árvores e destruição da infraestrutura
elétrica, afirmou Marcelo Puertas, diretor regional da Enel São Paulo. A queda
de árvores derrubou postes, redes e transformadores, exigindo reconstrução
completa em vários pontos. "Quando cai uma árvore, ela derruba o poste,
ela derruba a rede, ela derruba o transformador, e a gente tem que reconstruir
a rede, não se trata de uma emenda de cabo ou uma atividade simples. É uma
atividade extremamente complexa", explicou Puertas.
A logística para o reparo
envolve transporte de equipamentos pesados e mobilização de equipes. "Nós
temos toda uma logística de atendimento na cidade, mas imagina que eu tenho que
voltar para a base operacional, pegar todos esses equipamentos, um poste, para
vocês terem uma ideia, ele pesa 1.500 quilos e precisa de guindaste",
detalhou o diretor.
A Enel mobilizou 1.600
equipes para atuar desde o início dos problemas. "Nós estamos trabalhando
desde ontem, nós estávamos preparados para esse efeito, a gente sabia que esse
evento ia acontecer e a gente trabalhou com 1.600 equipes ontem e a gente
repete esse número para hoje para fazer todo o restabelecimento", afirmou
Puertas.
POR QUE A RECONSTRUÇÃO LEVA
TEMPO
A reconstrução da rede
elétrica é um processo demorado por envolver desafios técnicos e de segurança.
Além da necessidade de substituir postes e transformadores, a Enel explica que
o trabalho só pode ser feito após a remoção segura de árvores e avaliação de
riscos de novas quedas ou deslizamentos.
O atendimento simultâneo a
múltiplos pontos afetados dificulta a priorização dos reparos. Segundo relatos
da Enel, a extensão dos danos e as condições climáticas adversas tornam o
serviço mais lento, mesmo com reforço de equipes.
CONSEQUENCIAS
·Até 10/12, a noite, eram 2,2 milhões de clientes sem
energia. De acordo com dados da Enel, atualizados por volta das 13h de 11/12, esse
número diminuiu para 1,3 milhão. Equipes técnicas teriam trabalhado durante a
madrugada para resolver a situação.
·Mais de 48 horas
após terem ficado sem energia, milhares de moradores de São Paulo continuam sem
previsão de retorno do serviço. A Enel passou a classificar esses casos como
"alta complexidade" e não informa mais prazo para solucionar o
problema.
·Cerca de 700 mil
imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo após
a passagem de um ciclone extratropical.
·Dois dias após o
início do apagão causado pela passagem de um ciclone extratropical, mais de 619
mil imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo
na madrugada de sexta-feira (12).
·A falta de energia
também afetou o abastecimento de água.
·CET (Companhia de
Engenharia de Tráfego) informou que 218 semáforos estão apagados pela falta de
energia.
·Voos cancelados: Ao
menos 80 voos foram cancelados na manhã desta quinta-feira (11) nos aeroportos
de Guarulhos e Congonhas. Já são 15 no primeiro e 67 no segundo. Os
cancelamentos seguem pelo 2º dia, com 380 voos ao total entre ontem e hoje,
reflexo de ventos intensos.
·Mais de 50 horas
depois do vendaval, a Região Metropolitana ainda tem 689 mil imóveis às
escuras, segundo o boletim publicado pela concessionária Enel às 12h de sexta-feira
(12). No pico, na quarta (10), o apagão atingiu 2,2 milhões de imóveis.
·A falta de
energia afeta serviços essenciais, como semáforos, abastecimento de água e mobilidade
urbana. Já os aeroportos de Congonhas, na capital, e de Guarulhos, que tiveram
dias de caos e cancelamentos, estão com operação normalizada.
·O fim de semana
começou com meio milhão de imóveis sem luz. Até a última atualização, de 15h52,
eram 363.829 imóveis afetados. Na quarta-feira (10), eram 2,2 milhões afetados.
·Só na capital
paulista, são 263.367 pontos sem o serviço. Isso significa que 4,53% do
território segue sem luz.
·Na região
metropolitana, Embu-Guaçu é o município que enfrenta a situação mais crítica.
No local, há 13.962 imóveis sem energia, o equivalente a 61% dos clientes sem
luz.
·Quatro dias após
a passagem de um ciclone extratropical por São Paulo, a Enel disse que
restabeleceu, na manhã de 13/12, a energia para 99% dos clientes que tiveram o
fornecimento. Mais de 95 mil imóveis na região metropolitana seguem sem luz.
·Na cidade de São
Paulo, mais de 56 mil clientes estão sem energia elétrica, de acordo com a
Enel. O balanço é das 15h30 deste domingo (14).
·Mais de 160 mil
imóveis seguem sem luz na grande SP
·Em razão da falta
de energia elétrica, foram registrados prejuízos milionários ao comércio e
danos incontáveis ao consumidor. Remédios e alimentos foram descartados prematuramente
ao longo dos últimos dias.
·Em 15/12, a cidade de São Paulo, que tem o maior
contingente de clientes, é a região que mais sofre: são quase 39 mil
consumidores às escuras. Mais cidades da Grande São Paulo também continuam
sendo atingidas. Em Itapevi, dos 98 mil consumidores, há 893 sem energia. É
quase 1% do total. Ao todo, nesta manhã, 0,64% dos clientes está sem energia.
·A Enel divulgou
um comunicado de manhã, 15/12, informando que havia conseguido restabelecer o
padrão de normalidade de sua operação. Diz ainda que suas equipes de reparo
continuam nas ruas trabalhando para restabelecer o serviço.
·A concessionária
explicou também que há uma variação normal ao longo do dia no número de
clientes sem energia. “Enquanto equipes
restabelecem o fornecimento em alguns pontos, novas ocorrências podem ser
registradas em outros trechos da rede, seja por fatores climáticos, objetos
arremessados sobre a rede ou manobras técnicas necessárias para a execução dos
reparos”.
PREJUÍZO NO COMÉRCIO
Comércio e serviços já
perderam ao menos R$ 1,54 bilhão em faturamento entre a quarta-feira (11) e a
quinta (12) na cidade de São Paulo por causa da falta de eletricidade, segundo
levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do
Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O prejuízo é maior para os
serviços, que deixaram de faturar pouco mais de R$ 1 bilhão nesse período,
enquanto o comércio perdeu R$ 511 milhões.
O prejuízo para o setor de
bares, restaurantes e hotéis, por conta do apagão em São Paulo, pode chegar a
R$ 100 milhões, segundo estimativa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares
do Estado de São Paulo (Fhoresp).
A entidade calcula que 5 mil
estabelecimentos foram atingidos pela falta de energia na capital, municípios
da região metropolitana e parte do interior devido às chuvas e fortes ventos.
Os danos incluem perda de equipamentos, de alimentos e de clientes. A Fhoresp
representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado e mais de 20 sindicatos
patronais.
Fontes: g1 SP - 11/12/2025; UOL,
em São Paulo - 11/12/2025; Folha de São Paulo - 12.dez.2025; g1 SP - 14/12/2025; Agência Brasil - 15/12/2025
TORNADO ARRASA A CIDADE RIO BONITO DO IGUAÇU NO PARANÁ
LOCALIZAÇÃO
Rio Bonito do
Iguaçu é um município localizado na região Centro-Sul do estado do Paraná, a
aproximadamente 400 quilômetros de Curitiba (capital do estado). O município,
com população estimada de cerca de 14 mil habitantes segundo
dados do IBGE de 2020, encontra-se próximo à cidade de Laranjeiras do Sul,
localizada a apenas 18 quilômetros de distância.
Registros mostram que as
rajadas provocaram destelhamento de residências, além de quedas de árvores e
postes.A cidade está sem energia elétrica
e quase 50% das estruturas da área urbana foram deterioradas.
Estima-se que mais de 50% da
zona urbana foi afetada por destelhamentos. Houve inúmeros colapsos
estruturaisde edificações comerciais,
de órgãos públicos e residências. A malhas viária foi comprometida e a rede
elétrica foi danificada. Informou a Defesa Civil.
TORNADO
O tornado atingiu
a cidade por volta das 17h30 de sexta‑feira (7/11). Segundo meteorologistas, o
fenômeno foi causado por um ciclone extratopical que atinge o sul do país.
Rio Bonito do Iguaçu foi a
cidade mais atingida, mas outros municípios da região, como Laranjeiras do Sul
e Guarapuava também sentiram os efeitos do tornado. O tornado atingiu a cidade
com temporal, vento forte e granizo, deixando um rastro de destruição.
A tempestade que atingiu a
cidade foi causada por um tornado formado dentro de uma supercélula, segundo o
Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
Na escala Fujita, que determina
a intensidade dos tornados, a tempestade foi classificada inicialmente como um
F2, quando são registrados ventos de 180 a 250 km/h. Horas depois, contudo, o
Simepar alterou o diagnóstico, elevando o fenômeno para F3 (entre 250 e 330
km/h).
INFRAESTRUTURA
ENERGIA ELÉTRICA
Segundo a Copel, 280 postes e
três torres de alta tensão da região foram derrubadas pelos ventos, deixando a
cidade no escuro.
ESTRADAS
Diversas estradas e rodovias
foram bloqueadas. As rodovias PRC-158, em Rio Bonito do Iguaçu, e PRC-466, em
Guarapuava, tiveram o tráfego de veículos interrompidos mas já estão liberadas. A desobstrução da
PR-170, por outro lado, deve demorar cerca de 10 dias devido à intensidade dos
estragos.
VÍTIMAS E RESGATE
Mortes – Ribeirão Bonito do
Iguaçu (7); Guarapuava (1)
Feridos - o serviço médico e
de socorro da região atendeu 835 pessoas. Mais de 30 pessoas seguiam internadas, sendo quatro delas em UTI
(Unidade de Terapia Intensiva).
DEFESA CIVIL
A Defesa Civil enviou para a cidade 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kits higiene, 204 kits limpeza, 150 kits dormitório e 54 bobinas de lona.
Mais de mil pessoas ficaram desalojadas e ainda dependem de abrigos ou da ajuda de vizinhos e parentes.
Na cidade, escolas, postos de saúde e centros comunitários estão sendo usados como abrigos temporários.
MEDIDAS DE EMERGÊNCIAS
Diversas corporações estaduais
estão na região. Equipes dos bombeiros, da Polícia Militar, da Secretaria de
Saúde e de outros órgãos prestam auxílio. Há suspeita de vítimas presas em
escombros. Cães farejadores são usados nas buscas.
SAÚDE
Hospitais da região de
Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel estão mobilizados para o atendimento
às vítimas.
Em Laranjeiras do Sul, os
atendimentos estão sendo realizados em duas unidades hospitalares, uma unidade
de saúde e uma faculdade. Em um dos hospitais, 216 atendimentos foram realizados
até o momento. Desse total, 51 foram transferidos para outras unidades, três
passaram por cirurgia de ortopedia, uma por cirurgia geral e dois pacientes
estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado instável.
Em outro hospital, 100
atendimentos foram realizados, sendo que cinco deles cirúrgicos, cinco pessoas
foram transferidas e duas crianças e cinco gestantes atendidas. Os demais casos
são de pacientes clínicos estáveis. Na Unidade de Saúde foram 103 atendimentos
e, na faculdade, 18 casos. Os pacientes que precisaram de transferências foram
levados para o Hospital Universitário de Cascavel e o Hospital Regional de
Guarapuava.
Mais de 30 ambulâncias da 5ª
e 7ª Regionais de Saúde estão disponíveis para atendimento, com mais de 100
profissionais de saúde e voluntários envolvidos. Os Pronto Atendimentos de Nova
Laranjeiras, Cantagalo e Saudade do Iguaçu também foram disponibilizados para
receber as vítimas.
O Centro de Medicamentos do
Paraná (Cemepar) foi acionado e enviou 1.000 unidades de soro 500 ml e 1.000
unidades de ringer (outro tipo de soro) para apoio aos hospitais de Laranjeiras
do Sul. Municípios da região do desastre também estão doando medicamentos e
insumos para as unidades que estão recebendo os pacientes.
A Secretaria Estadual da Saúde
(Sesa) também está enviando cerca de 10 mil unidades de 17 tipos de materiais
diferentes, incluindo ataduras, seringas, compressas, agulhas, entre outros
insumos, que auxiliarão os hospitais nos atendimentos das vítimas.
TESTEMUNHAS DO EVENTO
·A dona de casa
Kelly, que viu sua casa desabar diante dos olhos. "Tudo aconteceu muito rápido.
O céu escureceu, começou a ventar e derrubou a janela. Só deu tempo de pegar um
colchão pra colocar em cima da minha família pra proteger. Mesmo assim, duas
tias ficaram feridas. Da casa não sobrou nada", contou ainda em choque.
·Vendaval durou de
30 a 40 segundos e "detonou tudo", disse Adilson Camilo, morador de
Rio Bonito do Iguaçu."Começou a voar tudo. Voaram telhas, parede. Tudo o
que você imaginar", contou. Corremos para o banheiro e o banheiro voou,
começou a rachar. Corremos para o quarto de visitas e começou a desabar.
Corremos para o nosso quarto, nos abraçamos a pedimos a Deus: 'Deus, ajuda a
gente, por favor', disse Adilson Camilo.
·Na quadra ao lado,
Eliandro Felan, dono de uma conveniência, também não sabe como será o futuro. O
telhado do estabelecimento foi arrancado pelo vento, a fachada voou longe e o
ar‑condicionado despencou sobre um cliente que estava no local e precisou ser
levado ao hospital. "Agora, na verdade, vai ser tudo do zero. Vamos ver
como será, como virão as ajudas e ver como vai ficar", afirma.
·Roseli Pereira de
Souza é dona de uma panificadora, conta que, no momento em que o tornado
atingiu a cidade, estavam trabalhando. O vento destruiu o estabelecimento, mas
os cinco funcionários e os clientes que estavam no local não se feriram. "A
gente ainda não parou pra pensar como será daqui para frente. Primeiro estamos
vendo os estragos, ver o que dá para aproveitar." Ela não sabe estimar os
prejuízos, mas diz que a destruição foi total.
·A técnica de
enfermagem aposentada Glaci Tereza Merlak, 63, estava em casa com o marido,
Vilmar, quando o tornado iniciou. Eles conversavam sobre a possibilidade de
temporal quando foram surpreendidos pelo vento forte. O marido tentou segurar
uma porta de vidro, que acabou estourando e o jogou contra uma geladeira,
arrastada por vários metros. Ferida, ela procurou ajuda dos vizinhos.
"Tentamos abrir a porta para pedir socorro, mas não havia a quem, porque
todos estavam na mesma situação", relata.
·A aposentada
Tereza Bittu, 88, conta que um fogão salvou sua vida. A parede da casa desabou
em sua direção, mas um fogão que estava em um local mais elevado da residência
serviu como proteção. Socorrida por um vizinho, com apoio de policiais, ela foi
levada para um hospital de Laranjeiras. O olho roxo e marcas pelo corpo mostram
o impacto de objetos contra ela. "Eu acho que escapei foi pelo amor de
Deus", afirma. A aposentada está na casa de uma filha em Laranjeiras do
Sul.
LIMPEZA DA CIDADE
O coordenador da Defesa Civil
do estado, afirmou que a cidade deve estar limpa em dois ou três dias, com a retirada
de entulhos e escombros.
PREJUÍZOS
A Confederação Nacional de Municípios
(CNM) estimou que os prejuízos já ultrapassariam 114,5 milhões.
RECONSTRUÇÃO
Cerca de 40% dos imóveis da
cidade precisarão ser totalmente reconstruídos, aponta relatório preliminar Crea
(Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná) e da Cohapar (Companhia
de Habitação do Paraná).
Os outros imóveis atingidos,
60%, ainda teriam condições de passar apenas por reformas, sem necessidade de
demolição.
Segundo a concessionária de
energia, Copel, cerca de 200 profissionais estão na cidade para restabelecimento
de energia elétrica. Fontes: Correio do
Povo-08/11/2025; Folha de São Paulo - 8.nov.2025; BBC News Brasil - 8 novembro
2025; UOL- 08/11/2025; UOL- 09/11/2025; Folha de São Paulo - 9.nov.2025; Folha
de São Paulo - 10.nov.2025; Folha de São Paulo - 11.nov.2025
ATUALIZAÇÕES DAS
INFORMAÇOES – 26/11/2025
·Tornado em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, Paraná,
foi classificado como F4 com ventos de até 418 km/h, conforme laudo do Simepar.
·Onze cidades foram atingidas; Turvo teve ventos F2.
Inicialmente, ventos foram estimados em F2, mas elevou-se para F3 antes de
confirmar F4.
·Destruição em 90% de Rio Bonito do Iguaçu deixou mais
de mil desalojados e sete mortos, incluindo um caso de morte por estresse
pós-traumático.
O laudo técnico elevou para
categoria F4 os ventos em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava. Nova avaliação foi
divulgada hoje pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do
Paraná).
O que aconteceu
Um tornado de categoria F4 na
escala Fujita, tem ventos estimados entre 332 km/h e 418 km/h. Simepar concluiu
nesta semana o laudo técnico que detalha a trajetória e a classificação dos
três tornados que atingiram 11 cidades do Paraná naquela data.
Ventos que atingiram cidade
de Turvo foram mantidos na categoria F2. Neste caso, a velocidade do vento é
estimada entre 180 km/h e 253 km/h.
Onze municípios foram
atingidos: Rio Bonito do Iguaçu, Turvo, Guarapuava, Quedas do Iguaçu, Espigão
Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond,
Cantagalo e Candói.
Inicialmente, o Simepar
estimou ventos de 250 km/h (F2), mas dias depois elevaram para 330 km/h (F3). A
escala Fujita, sistema usado para classificar tornados, vai até o nível F5.
TUFÃO KALMAEGI DEIXA UM RASTRO DE DESTRUIÇÃO NAS FILIPINAS
Em 2 de novembro de 2025, o
ciclone tropical Kalmaegi tocou o solo
na Filipinas como uma tempestade tropical e rapidamente se intensificou para um
tufão enquanto se deslocava para oeste através das Visayas. O ciclone tropical atingiu
a costa diversas vezes – primeiro em Silago, Leyte do Sul, seguido por Borbon,
Cebu, Sagay City, Negros Ocidental, Iloilo City e El Nido, Palawan – trazendo
chuvas torrenciais, ventos destrutivos e inundações generalizadas em grande
parte do país. O tufão saiu da Filipinas em 6 de novembro de 2025, mantendo sua
força como tufão.
ATÉ 7 DE NOVEMBRO, ESTIMA-SE
QUE;
2,4 milhões de pessoas (680.431 famílias)
foram afetadas em oito regiões. Destas, 302.008 pessoas (83.139 famílias) estão
atualmente em 2.936 centros de evacuação, enquanto 75.325 pessoas (22.184
famílias) estão temporariamente abrigadas com parentes ou amigos.
MORTES E FERIDOS
O Conselho Nacional de
Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMC) registrou 153 mortes, 135
feridos e 86 desaparecidos, principalmente nas Regiões 6 (Visayas Ocidental), 7
(Visayas Central) e 8 (Visayas Oriental), devido a graves inundações e
deslizamentos de terra.
IMPACTO E ÁREAS AFETADAS
As chuvas fortes a intensas
causaram inundações em pelo menos 41 municípios e deslizamentos de terra em
várias províncias. Mais de 12.600 casas foram danificadas (487 totalmente e
12.190 parcialmente).
As províncias de Cebu, Ilhas
Dinagat, Leyte e Surigao del Norte estão entre as mais afetadas. Cebu registrou
111 mortes e mais de 87.000 famílias desabrigadas ainda em locais de evacuação
após inundações urbanas generalizadas.
Nas Ilhas Dinagat,
aproximadamente 36% da população foi deslocada, com danos significativos à
infraestrutura e interrupções no fornecimento de água, saneamento e higiene Leyte
e Biliran sofreram extensas inundações, contaminação da água e consequentes
alertas de saúde devido ao saneamento precário e à água parada.
DANOS A INFRAESTRUTURA
Estimativas preliminares
indicam danos à infraestrutura, perdas agrícolas afetando mais de 600
agricultores e pescadores e mais de 460 hectares de terras cultiváveis.
AS INSTALAÇÕES EDUCACIONAIS
TAMBÉM SOFRERAM GRANDES DANOS.
Em cinco regiões, cerca de
1,9 milhão de alunos e 79 mil funcionários da educação foram afetados, com
3.478 escolas públicas relatando suspensão de aulas. Pelo menos 412 escolas em
sete regiões foram convertidas em centros de evacuação, abrigando temporariamente
famílias desabrigadas.
Uma avaliação rápida dos
danos identificou 1.975 salas de aula com danos leves, 737 com danos graves e
548 totalmente destruídas.
INTERRUPÇÕES NOS SERVIÇOS
ESSENCIAIS
A tempestade causou graves
interrupções nos serviços essenciais, deixando muitas áreas sem energia
elétrica, água e comunicações, enquanto os centros de evacuação superlotados e
os ambientes contaminados pelas enchentes continuam a aumentar os riscos à
saúde e à segurança das populações afetadas.
O Kalmaegi atingiu as Filipinas em um momento
de fragilidade. O país lida com uma sucessão de desastres naturais nos últimos
meses, entre eles, terremotos e tempestades. Em setembro, o supertufão Ragasa
atingiu o norte de Luzon, provocando rajadas de ventos, chuvas torrenciais e a
suspensão de atividades governamentais e escolares.
SITUAÇÃO NO VIETNÃ
Pelo menos cinco pessoas
morreram no Vietnã depois que o tufão Kalmaegi atingiu regiões costeiras com
ventos destrutivos e chuvas intensas, disseram autoridades nesta sexta-feira
(7), após a passagem da tempestade pelas Filipinas.
O tufão tocou o solo na noite
de quinta-feira na costa central vietnamita —já devastada pela tempestade e de
onde milhares de pessoas haviam fugido—, arrancando árvores, danificando casas
e provocando blecautes, antes de enfraquecer ao avançar para o interior.
DANOS MATERIAIS
As autoridades locais ainda
avaliavam os danos na manhã de sexta-feira, mas o governo informou que pelo
menos cinco pessoas morreram e 57 casas foram destruídas em Gia Lai e na região
vizinha de Dak Lak.
No país, cerca de 2.800
residências sofreram danos, e 11 embarcações afundaram, segundo as autoridades.
A empresa estatal de energia
elétrica informou que 1,6 milhão de pessoas ficaram sem eletricidade quando o
tufão atingiu a costa central, mas um terço do serviço foi restabelecido até a
manhã de sexta-feira.
O governo mobilizou 268 mil
soldados para operações de busca e resgate e emitiu alertas sobre possíveis
inundações que poderiam afetar as chamadas Terras Altas Centrais —principal
região produtora de café do país—, embora comerciantes tenham relatado que as
plantações permaneceram intactas.
O tufão perdeu força ao
avançar pelo interior, mas ainda são previstas chuvas fortes para grande parte
da costa central, segundo o serviço meteorológico nacional.
O fenômeno atingiu o Vietnã
enquanto o país se recuperava de uma semana de inundações e chuvas recordes que
já haviam deixado 47 mortos.
O país asiático está
localizado em uma das regiões tropicais mais ativas do planeta em termos de
ciclones e registra, em média, dez tufões ou grandes tempestades por ano. O
Kalmaegi, porém, foi o 13º de 2025, refletindo uma temporada mais intensa que o
habitual.
Fontes: OCHAPosted 7 Nov 2025; Folha de São Paulo - 7.nov.2025
O furacão Melissa
atingiu o solo da Jamaica nesta terça-feira (28) como um fenômeno de categoria
máxima, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. Mais cedo, a Organização
Meteorológica Mundial (OMM) afirmou que espera uma situação catastrófica no país
caribenho, em decorrência das rajadas de vento superiores a 300 quilômetros por
hora, sendo a pior tempestade a atingir a ilha neste século. A costa da cidade
de New Hope, a oeste do país, foi a primeira região atingida pelos ventos.
Ondas de até quatro metros de
altura são esperadas, com precipitação que deve ultrapassar 700 mm, cerca do
dobro da quantidade normalmente esperada durante toda a estação chuvosa.
"Isso significa que haverá inundações repentinas e deslizamentos de terra
catastróficos".
A maioria dos jamaicanos
ficou sem acesso à internet, e os principais aeroportos foram fechados,
dificultando o trabalho das autoridades para avaliar a dimensão dos danos. O
governo afirmou que o país é uma "zona de desastre" e que os
moradores devem permanecer protegidos devido ao risco de inundações e
deslizamentos de terra.
Fotos e vídeos compartilhados
nas redes sociais mostravam estradas e carros destruídos, além de árvores e
destroços de telhados arrancados pelos ventos. O aeroporto de Montego Bay ficou
com áreas de espera alagadas, vidros quebrados e tetos desabados.
Os locais, importantes pontos
turístico do país, foram severamente atingidos. Resorts foram parcialmente
destruídos, assim como o aeroporto.
O furacão Melissa atingiu
Cuba na madrugada de quarta-feira (29), com ventos chegando a 195 km/h, segundo
o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), após deixar um
rastro de destruição na Jamaica.
Segundo dados da
Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o
Melissa tornou-se o furacão mais forte a atingir o solo na costa do Atlântico
em 90 anos.
Situação
Jamaica
As autoridades relataram 19
mortes, 96 feridos, confirmados, inundações generalizadas e danos
significativos à infraestrutura, 05
hospitais afetados, deixando mais de 460.000 pessoas sem energia elétrica.
Haiti
No Haiti, o número de mortos relatados
23, e muitos ainda estão desaparecidos após chuvas torrenciais e inundações de
rios, particularmente em Petit-Goâve.
República Dominicana,
Na República Dominicana, o
furacão causou inundações e deslizamentos de terra que colocaram vidas em
risco, afetando mais de 60.000 pessoas.
Foram registrados 13
estabelecimentos de saúde afetados por falhas elétricas, limitações de acesso e
inundações em outras províncias.
32 sistemas de abastecimento
de água potável fora de operação em nível nacional, por altos níveis de
turbidez da água..
Cuba
Em Cuba, mais de 60.000 casas
foram total ou parcialmente destruídas, enquanto milhares continuam sendo
evacuadas devido ao alto risco de novas inundações e deslizamentos de terra.
Foram relatados danos em mais
de 40.000 hectares de plantações, principalmente de banana. Mais de 40% da
produção de hortaliças foi danificada, limitando a disponibilidade e o acesso a
alimentos.
Pelo menos 287 instituições
de saúde foram afetadas, com danos em telhados e estruturas internas, além da
perda de equipamentos médicos essenciais.
Quase 600 centros
educacionais (dos 2.729 localizados nos 29 municípios mais afetados) sofreram
danos na infraestrutura.
Mais de 700 mil crianças em
todo o Caribe, foram afetadas pelo furacão, segundo a UNICEF. Fonte - OCHAPublicado1 de novembro de 2025; Cuba, Hurricane Melissa - Flash
Update No. 4 November 2, 2025
TEMPESTADE ARRASA FÁBRICA DE MOTORES DA TOYOTA EM PORTO FELIZ (SP)
Um forte temporal atingiu
Porto Feliz (SP), a 130 km da capital paulista, na tarde segunda feira (22/9),
causando grandes estragos e atingindo em cheio a fábrica de motores da Toyota.
A ventania arrancou quase todo o telhado do galpão, entortou estruturas
metálicas e chegou a capotar um carro no pátio da unidade.
A tempestade fez parte de uma
frente fria que avançou pelo interior paulista e causou estragos em várias
cidades, como Itu, Salto, Tietê e Sorocaba. Em Porto Feliz, as rajadas chegaram
a 90 km/h, segundo a Defesa Civil, mas, pela dimensão dos danos, é provável que
os ventos tenham superado os 100 km/h, de acordo com o site MetSul
Meteorologia.
DANOS MATERIAIS
Imagens gravadas por
funcionários da Toyota mostram a força da ventania, arrancando telhados
inteiros, entortando colunas de ferro e espalhando destroços por toda a área
externa da fábrica.
A estrutura do telhado foi
parar do lado de fora da empresa e em áreas que ficam a até seis quilômetros de
distância. Aomenos sete veículos que
estavam estacionados na fábrica ficaram destruídos. Um deles foi encontrado
capotado. A guarita também foi levada com a força do vento.
ESTADO DE EMERGÊNCIA
Diante da situação, a
Prefeitura de Porto Feliz decretou estado de emergência. A cidade também
registrou quedas de árvores, falta de energia elétrica e destelhamento de
residências.
VÍTIMAS
De acordo com o Corpo de
Bombeiros, dez pessoas ficaram levemente feridas. Todas estavam conscientes e
foram levadas para atendimento em veículos da própria empresa. Não houve
registro de vítimas graves, mas o local continua interditado para vistoria da
Defesa Civil.
INTERRUPÇÃO
A Toyota do Brasil informou
que interrompeu a produção na fábrica, que ficará fechada por tempo
indeterminado.
Como a Toyota não trabalha
com estoque de produtos, um comunicado foi emitido para os funcionários da
planta de Sorocaba informando que alguns setores terão as atividades
paralisadas nos três turnos devido à interrupção da produção em Porto Feliz.
Segundo a Toyota, a
tempestade causou estragos consideráveis na fábrica de motores. Imagens
divulgadas por funcionários mostram o local alagado, com o teto da estrutura
arrancado pelos fortes ventos.
A fábrica afirmou que o
incidente afetou a produção em Sorocaba e Indaiatuba, onde será fabricado o
Yaris Cross e também são produzidos outros modelos da marca, como Corolla e
Corolla Cross, além do Yaris comercializado para exportação. Ao todo são cerca
de 6.700 funcionários nas três fábricas.
As três fábricas estão
paradas, sem previsão de retorno. Neste ano será quase impossível retomar as
atividades. Mais de 90% da fábrica de Porto Feliz ficaram destruídos.
TOYOTTA
Inaugurado em maio de 2016, o
complexo da Toyota em Porto Feliz foi o primeiro da marca a produzir motores na
América Latina. Instalado às margens da Rodovia Marechal Rondon, o local
recebeu um investimento inicial de R$ 580 milhões e emprega cerca de 700
pessoas.
A fábrica é responsável por
processos de fundição, usinagem e montagem de powertrain, tendo produzido
motores para Etios e Yaris. Atualmente, fornece os conjuntos que equipam os
modelos Corolla e Corolla Cross fabricados em Sorocaba. A capacidade instalada
é de 108 mil unidades por ano, com tecnologia considerada entre as mais
avançadas do grupo no mundo.
A unidade emprega cerca de
700 pessoas e produz mais de 100 mil motores por ano, incluindo variantes
híbridas flex.
MICROEXPLOSÃO: O QUE É O
FENÔMENO CLIMÁTICO QUE DESTRUIU FÁBRICA DA TOYOTA
Depois de dias e de diversas
análises, satélites e imagens da área atingida, a Defesa Civil de São Paulo
constatou que a destruição da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP)
foi causada pela chamada 'microexplosão atmosférica'. Mas no que consiste esse
evento climático?
O meteorologista Franco
Vilela, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) faz um breve resumo.
"É quando uma camada de ar, no interior de uma nuvem de tempestade, sofre
um intenso e rápido resfriamento e praticamente despenca de altitudes elevadas,
acelerando em direção ao solo, onde chega à superfície como ventos muito
intensos".
O nome vem do inglês
microbursts ou downburts, que na tradução por aqui também pode ser chamada de
'rajadas descendentes'. O meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, Ernesto
Alvin Grammelsbacher, detalha que a microexplosão é o colapso de uma corrente
de ar dentro de uma tempestade.
A formação ocorre dentro de
uma nuvem de tempestade (cumulonimbus) já madura. Fortes correntes de ar
ascendentes dentro da nuvem sustentam gotas de chuva e granizo. Às vezes, ar
seco do ambiente entra na nuvem e provoca a evaporação das gotas de chuva. A
evaporação é um processo que "rouba" calor, resfriando o ar ao redor
muito rapidamente.
O ar frio, por sua vez, é
mais denso e pesado que o ar quente. Então essa "bolha" de ar frio e
pesado despenca em direção ao solo em alta velocidade, formando uma corrente
descendente (conhecida como downdraft). Ao atingir o solo, essa coluna de ar
não tem para onde ir a não ser para os lados. Ela se espalha violentamente em
todas as direções, como a água de um balão que estoura no chão, gerando ventos
horizontais devastadores.
Grammelsbacher completa ainda
dizendo que a destruição pode ser "linha reta ou em formato de
estrela". Objetos são empurrados e derrubados em uma direção, a partir de
um ponto central.
A explicação vai ao encontro
do relato e dos estudos feito pelo órgão, onde a cidade foi atingida por fortes
ventos, com rajadas de até 99 km/h, segundo a Defesa Civil. A força do vendaval
destruiu o telhado da unidade fabril, que fica às margens da Rodovia Marechal
Rondon. Pedaços da estrutura foram encontrados a mais de 6 km de distância.
O meteorologista detalha que
esse fenômeno é "muitas vezes invisível e associado a uma cortina de chuva
intensa ou poeira que se espalha rapidamente no solo". Já a duração é
curta, de 5 a 15 minutos, mas pode impactar uma área de até 4 km de diâmetro.
Grammelsbacher faz outro
adendo. "São ventos horizontais extremamente fortes e súbitos,
especialmente perigosos para a aviação durante pousos e decolagens",
alerta.
Não era tornado?
A informação inicial era que
a região da fábrica de Porto Feliz (SP) tivesse sido atingida por um tornado.
"Embora ambos sejam fenômenos meteorológicos são classificados com tempestade
severa e capazes de causar grande destruição, a microexplosão atmosférica e o
tornado são fundamentalmente diferentes em sua formação, estrutura e no tipo de
dano que provocam", explica o meteorologista da Defesa Civil.
A principal diferença, de forma
resumida, está na direção do vento. A microcroexplosão é "uma corrente de
ar descendente extremamente forte que se choca contra o solo e se espalha em
todas as direções. Os ventos são em linha reta e para fora (divergentes)".
Já o tornado "é uma coluna de ar em rotação violenta que se estende de uma
nuvem de tempestade até o solo. Os ventos são rotacionais e para dentro/cima
(convergentes).
Grammelsbacher ensina ainda
que o movimento do vento de um tornado é ascendente e rotacional - ou seja,
para cima e em círculo. A aparência visual é de funil visível saindo da base
das nuvens e estendendo-se até o chão. O tornados geralmente deixam um "rastro
de destruição caótico e convergente, com objetos torcidos, arrancados e
arremessados em múltiplas direções".
O que aconteceu
Segundo a Toyota, a chuva de
segunda-feira(25/09) causou estragos
consideráveis na fábrica de motores em Porto Feliz. Imagens divulgadas por
funcionários mostram o local alagado, com o teto da estrutura arrancado pelos
fortes ventos.
A marca afirmou que o
incidente em Porto Feliz afetou a produção da Toyota em Sorocaba e Indaiatuba,
onde será fabricado o Yaris Cross e também são produzidos outros modelos da
marca, como Corolla e Corolla Cross, além do Yaris comercializado para
exportação. Ao todo são cerca de 6.700 funcionários nas três fábricas.
A Toyota informa, ainda, que,
"em uma primeira análise, a retomada da planta de motores deverá levar
meses" e "está buscando alternativas de fornecimento de motores junto
a unidades [da empresa] em outros países, com o objetivo de retomar a produção
de veículos nas plantas de Sorocaba e Indaiatuba".
O lançamento do Yaris Cross
estava programado para o fim de outubro. A Toyota afirma que uma nova data será
comunicada em breve.
Devido aos estragos, a
fábrica de Porto Feliz foi isolada para vistoria da Defesa Civil. A montadora
informou que não há prazo para retomada das atividades.
A unidade emprega cerca de
700 pessoas e produz mais de 100 mil motores por ano, incluindo variantes
híbridas flex.
TOYOTA VÊ DESAFIOS PARA
RECONSTRUIR FÁBRICA
A fábrica de motores da marca
japonesa no interior de São Paulo foi inaugurada em 2016 ao custo de R$ 580
milhões e com capacidade para produzir 170 mil motores por ano. À época,
produzia os propulsores 1.3 e 1.5 aspirados para o compacto Etios, vendido no
Brasil e Argentina, além de Peru e Uruguai - depois usada na gama do Yaris,
descontinuado no Brasil e que seguia sendo produzido em Sorocaba para
exportação.
Anos depois, Porto Feliz
recebeu outro aporte, dessa vez de R$ 600 milhões, para a produção do 2.0
Dynamic Force aspirado e bicombustível que atualmente equipa a linha Corolla -
esse motor será importado de outras fábricas da Toyota para a produção das
versões convencionais a partir de janeiro do ano que vem.
RETORNO AS ATIVIDADES
A Toyota retomará
gradualmente a produção no Brasil após a tempestade destruir sua fábrica de
motores, afetando significativamente a estrutura.
A reconstrução da fábrica
está prevista para 2026, e o seguro cobrirá os custos das obras, incluindo
recuperação de danos materiais e maquinário afetado.
Desafios incluem reposição de
maquinário importado, que pode atrasar devido à necessidade de encomenda e
transporte internacional
QUANTO VAI CUSTAR
RECONSTRUÇÃO?
Por fim, Orlandini diz que é
difícil estimar o prejuízo e os valores para reconstruir a planta destruída. O
montante de mais de R$ 1 bilhão gasto na construção e expansão há dez anos,
hoje custaria ao menos o dobro para construir novamente, de acordo com as
correções monetárias vigentes. Fontes:
UOL 26/09/2025; UOL 07/10/2025
VENTANIA DERRUBA 67 ÁRVORES E DEIXA DUAS PESSOAS FERIDAS
A chegada da frente fria, que
deve baixar as temperaturas nos próximos dias, trouxe muita ventania para São
Paulo na quarta-feira (28). O Corpo de Bombeiros informou que, das 11h30 às
17h30, recebeu 67 chamados para quedas de árvores na região metropolitana.
VÍTIMAS
De acordo com a corporação,
há o registro de duas pessoas feridas, ambas na queda de uma árvore de grande
porte na praça Barão de Itaqui, no Tatuapé, zona leste da capital.
Uma vítima é um homem que
sofreu um trauma na cabeça e foi socorrido ao pronto-socorro do hospital
Vitória, no mesmo bairro. A outra vítima é uma mulher de 50 anos que sofreu um
corte no lado da cabeça provocado por um galho. Ela foi levada por familiares
ao hospital Nipo Brasileiro, no Parque Novo Mundo.
Outra árvore caída na rua
José Maria Lisboa, 815, no Jardim Paulista, zona sul da cidade, atingiu uma
moto e um carro, sem vítimas.
QUEDA DE ENERGIA ELÉTRICA
A ventania também causou na
queda de energia elétrica. Às 16h36, a Enel informava que 117.486 imóveis
estavam sem luz na sua área de concessão na região metropolitana de São Paulo.
Só na capital eram 71.231 casas às escuras nesse horário.
Às 19h30, mesmo com a
diminuição da força dos ventos, ainda eram 76.122 casas sem luz na área de
concessão e 46.062 na cidade de São Paulo.
VELOCIDADE REGISTRADO DOS
VENTOS
O CGE (Centro de
Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo registrou
ventos com velocidade de até 64,3 km/h na cidade.
Maiores rajadas de vento
desta quarta, até às 14h30 (CGE):
64,3 Km/h - Estação
Meteorológica Santana, zona norte, às 12h30.
60,2 Km/h - Estação
Meteorológica Lapa, zona oeste, às 12h50 e às 13h.
52,1 Km/h - Estação Meteorológica
Santana, zona norte, às 11h20.
47,0 Km/h - Estação
Meteorológica CGE-Sé, Centro, às 12h50.
44,7 Km/h - Estação
Meteorológica Ipiranga, zona sudeste, às 13h e às 13h10
43,9 Km/h - Estação
Meteorológica Ipiranga, zona sudeste, às 11h20.
42,6 Km/h - Estação
Meteorológica CGE-Sé, centro, às 10h40.
42,0 Km/h - Estação
Meteorológica Parelheiros-Barragem, zona sul, às 12h50.
39,9 Km/h - Estação
Meteorológica Marsilac, zona sul, às 11h40.
36,2 Km/h - Estação
Meteorológica Parelheiros-Barragem, zona sul, às 12h10.
Além de fortes ventos, a
entrada de uma forte massa de ar polar que vai derrubar a temperatura a partir
da madrugada de quinta-feira (29). Há expectativa de um novo recorde de
temperatura mínima entre a madrugada e o amanhecer da sexta-feira (30). Fonte: Folha de São Paulo - 28.mai.2025
TORNADO É REGISTRADO NO RS E CAUSA PREJUÍZOS EM PROPRIEDADES RURAIS
Um tornado foi registrado na
área rural de Gentil, na Região Norte do RS, no começo da tarde de sábado (11).
Conforme a Climatempo Meteorologia, trata-se do fenômeno em seu grau mais
fraco, atingindo entre 104 km/h e 137 km/h.
Na escala Fujita, que mede a
intensidade, ele estaria no nível F0, considerado o menor entre os graus
possíveis. Não há registro de feridos.
Segundo Gabriel Pressi,
morador da região, o tornado teria começado na localidade de São Valentim, a
cerca de 2 km do centro de Gentil, por volta das 13h30 e durou aproximadamente 20
minutos. "Ele passou nas lavouras e atingiu a propriedade de um vizinho
nosso. Um galpão de máquinas agrícolas dele desabou e algumas telhas de zinco
foram parar a 500 metros de distância. Danificou diversas máquinas. Passou
muito próximo de outras residências, mas ninguém ficou ferido", relatou.
Além de Gentil, propriedades
rurais de Ciríaco também tiveram prejuízos. É o caso dos pais de Bruna Gatto,
que vivem na localidade.
"Meus pais contaram que
se abrigaram no banheiro da casa. Eles esperaram o barulho passar e depois
foram ver o que tinha acontecido. Um chiqueiro ficou completamente destruído.
Ficamos muito preocupados, mas nos sentimos aliviados que ninguém ficou
ferido", disse Bruna. Fonte: RBS TV
- 11/05/2024
Na manhã da quarta-feira (4/10),
um tornado de categoria F2, com ventos de até 250 km/h, atingiu a cidade de
Cascavel, no oeste do Paraná, e causou diversos estragos em todas as regiões.
Não houve feridos, mas muitas casas, escolas, postos de combustíveis e até um
quartel do Exército foram danificados pelo fenômeno meteorológico.
O QUE ACONTECEU:
A MetSul Meteorologia
informou que o tornado atingiu Cascavel por volta das 6h, e ocorreu em razão da
associação de vendaval com forte tempestade no município. "Acompanhando a
passagem desta tempestade, há múltiplas evidências de que houve a passagem de
um tornado na área urbana do município do oeste paranaense. A severidade dos
estragos que foi observada é consistente com tornado."
Os danos provocados no local
são condizentes com um tornado no limite intermediário da categoria 1, com
vento de 200 km/h ou mais. A escala de tornados vai até 5.
RASTRO DE DESTRUIÇÃO
O rastro de destruição, no
dia seguinte ao tornado, ficou ainda maisvisível. A força do vento surpreendeu. A velocidade chegou a 180 km/h,
destruiu casas, carros, derrubou barracões, muros, tombou um caminhão do
Exército, provocou a queda de mais de 500 árvores. Moradias ficaram
completamente destelhadas e escolas tiveram as atividades interrompidaspor causa dos danos.
O tornado tombou um caminhão
de 18 toneladas no quartel do 15º Batalhão Logístico do Exército. O tornado
ainda destelhou pavilhões do quartel, danificou o telhado do ginásio e derrubou
diversos pés de eucalipto, além de postes. Telhas de zinco foram arrancadas
pelo vento e lançadas a dezenas de metros de distância.
De acordo com a Defesa Civil,
o tornado iniciou na região do bairro Santa Cruz e por onde passou, causou uma
série de danos. Os bairros Parque São Paulo e Maria Luiza foram uns dos mais
atingidos.
CONFIRMAÇÃO DA PASSAGEM DO
TORNADO
No início da tarde de quarta-feira
(4) o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) confirmou que o fenômeno climático que atingiu
Cascavel e deixou um rastro de destruição de grandes proporções foi mesmo um
tornado. “Com base nas evidências mostradas pelos registros de vídeo que
recebemos de Cascavel, em especial registros feitos por sobrevôo de helicóptero
nas partes atingidas da cidade, foi possível identificar que houve a ocorrência
de um tornado na área sul de Cascavel”, afirma o Meteorologista e Coordenador
de Operação do Simepar.
VENTOS ULTRAPASSARAM OS 180
KM/H
O tornado registrado em
Cascavel foi classificado como F2 na escala Fujita. “Também com base nas
evidências da destruição observada, este
tornado foi categorizado como um do tipo F2 pela escala Fujita, escala que vai
de F0 até F5. Os ventos mais intensos podem atingir entre 180 até 250 km/h próximo
do ponto de toque com o solo”, detalha o Meteorologista e Coordenador de
Operação do Simepar.
ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA
O tornado durou cerca de 15
minutos. Logo após, as equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros
iniciaram o trabalho de atendimento à população. Foram registradas quedas de
árvores, destelhamentos, falta de energia elétrica e telefonia. O muro do
cemitério central e placas também caíram após o tornado.
Foram realizados 200
atendimentos emergenciais, distribuídos 27 mil metros de lona às famílias e 340
atendimentos residenciais. Não houve nenhuma morte e apenas uma pessoa com
ferimentos leves.
QUEDA DE ÁRVORES
Segundo estimativa da
Secretaria de Meio Ambiente, cerca de 500 árvores caíram na cidade. Dessas,
mais de 110 já foram removidas. Os trabalhos foram priorizados pelo nível de
urgência e por árvores que estavam obstruindo vias.
FALTA DE ENERGIA
Segundo a Copel, 59 mil
unidades consumidoras ficaram sem energia na cidade. A empresa, com mais de 400
profissionais trabalham para reestabelecer a energia. De acordo com a
companhia, os ventos fortes e raios causaram danos graves à rede, como quebra
de postes e a queda de árvores sobre os cabos.
CORPO DE BOMBEIROS E DEFESA
CIVIL
O comandante do Corpo de
Bombeiros de Cascavel, disse que 12 guarnições do Corpo de Bombeiros estão atendendo
a população. Mas, soma-se a isso, as equipes da Defesa Civil, do Meio Ambiente,
da Guarda Municipal também, ou seja, no total mais de 20 equipes . As equipes
estão percorrendo todas as áreas atingidas e fazendo os levantamentos dos
estragos. Fontes: Sou Agro - 4 de
outubro de 2023; Rádio Difusora - 6 de outubro de 2023