Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, setembro 29, 2007

O que fazer com o óleo de cozinha usado?

Um litro de óleo de cozinha jogado fora contamina um milhão de litros de água, além de obstruir canos das redes de esgoto.

Muitos estabelecimentos comerciais (restaurantes, bares, lanchonetes, pastelarias, hotéis) e residências jogam o óleo de cozinha usado na rede de esgoto, o que causa o entupimento da mesma, bem como o mau funcionamento das estações de tratamento.
Quando o descarte ocorre em uma região provida com rede de coleta de esgotos, parte do óleo adere às paredes e absorve outras substâncias. Essa mistura se solidifica e reduz o diâmetro das tubulações, prejudicando o transporte do esgoto, aumentando a pressão interna e os vazamentos, diminuindo a vida útil das bombas e, em casos extremos, provocando o completo entupimento da rede coletora.

Para retirar o óleo e desentupir são empregados produtos químicos altamente tóxicos, o que acaba criando uma cadeia perniciosa. Além de causar danos irreparáveis ao meio ambiente constitui uma prática ilegal punível por lei. A presença de óleos e gorduras na rede de esgoto gera graves problemas de higiene e mau cheiro.

Prejudica as estações de tratamentos
As estações de tratamento também não estão preparadas para receber a enorme quantidade de óleo de cozinha despejado pela população (200 milhões de litros por ano). A gordura prejudica o desempenho de diversos dispositivos da mesma, entre eles os decantadores; os reatores aeróbios, que têm seu pH alterado; e os biodigestores anaeróbios, que acabam produzindo lodo difícil de transportar e com maior carga orgânica.

Rio, oceano
O despejo de óleo reduz o oxigênio dissolvido no corpo hídrico, e pode atrair animais perigosos, além de provocar mau cheiro.
O professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D'Avignon, explica que a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. Segundo ele, o óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto. Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. "Você acaba tendo a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica (sem ar) de bactérias". Além disso, sendo o óleo mais leve que a água, fica na superfície, criando uma barreira a qual dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo assim, a base da cadeia alimentar aquática, os Fitoplânctons.

Pode ser usado como matéria-prima
O óleo vegetal utilizado na preparação de alimentos pode ser empregado como matéria-prima para diversas indústrias, como, por exemplo, a de sabões e detergentes, de ração animal e até na produção de biodiesel de alta qualidade
Mas para receber esse fim, é necessário que o óleo seja descartado de forma adequada, de preferência em recipientes lacrados, que podem ser doados ou vendidos para os sistemas de coleta de resíduos que já existem no país.


Mas o que fazer com o óleo vegetal que não será mais usado? A maioria dos ambientalistas concorda que não existe um modelo de descarte ideal do produto. Uma das alternativas é reaproveitar o óleo de cozinha para fazer sabão. A receita é simples e está no final deste artigo.


Foto - coleta de óleo de cozinha usado, pela prefeitura de Curitiba



Organizando a reciclagem do óleo de cozinha
Em algumas capitais brasileiras são as prefeituras que estão se mobilizando, em outras, é a própria população através de organizações não-governamentais.

Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha
Material
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama
Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
Coloque, com cuidado, a água fervendo
Mexa até diluir todas as escamas da soda
Adicione o óleo e mexa
Adicione o amaciante e mexa novamente
Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
Corte o sabão em barras
Atenção: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.

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sexta-feira, setembro 28, 2007

Mulher transporta gasolina em vagão do metrô

Uma mulher deixou cair gasolina dentro do vagão de um trem do Metrô de São Paulo na Estação da Sé, uma das mais movimentadas do sistema. O incidente ocorreu na manhã de quinta-feira, 27 de setembro, quando a composição seguia na Linha Azul em direção ao Tucuruvi, na Zona Norte da Capital.

Derramamento do combustível no vagão
Devido ao movimento do trem, o combustível acabou caindo e provocou um forte cheiro no vagão, causando transtornos aos outros usuários.

Retirada da mulher e combustível
Agentes do Metrô foram chamados e retiraram a mulher que transportava a gasolina e os outros passageiros.

Motivo
Ela contou aos funcionários que havia acabado o combustível de seu carro e que achou que poderia transportar a gasolina em pleno Metrô de São Paulo para socorrer o veículo. Segundo a empresa, o sistema não foi afetado.

Fonte: G1 – 27 de setembro de 2007

Comentário:
Já presenciei em vagões do Metrô, pessoas transportando mercadorias volumosas ou canalização de PVC. São mercadorias que apresentam riscos em caso de acidente ou colisão. Agora, o setor de segurança do Metrô e câmaras não conseguem detectar uma pessoa transportando líquido inflamável (gasolina), que poderia resultar num desastre de grandes proporções. Imagina um incêndio em um dos vagões do Metrô durante o percurso em túneis. Estavam faltando apenas as condições ótimas para que o desastre possa ocorrer, já presente a gasolina, faltando apenas o elemento ativador. Lembrando o episodio do desastre do avião da TAM, o Metrô tem seu pino travado do reverso que seriam as mercadorias transportadas pelos usuários, algumas de alto risco, cujo setor de segurança não tem percebido e analisado bem a potencialidade dessas mercadorias durante eventual desastre.
Mercadorias volumosas que ocupam espaços em vagões ou objetos metálicos ou de plásticos, tipo barras, líquidos inflamáveis deveriam ser fiscalizadas e proibidas no metrô. ACCA

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quinta-feira, setembro 27, 2007

Desastres naturais em 2007, já afetaram 117 milhões de pessoas

Apenas no decorrer deste ano, 117 milhões de pessoas em todo o mundo foram vítimas de cerca de 300 desastres naturais, incluindo secas devastadoras na China e na África e inundações na Ásia e na África, num prejuízo total de US$ 15 bilhões.
Foto - Seca atingirá duas em cada três pessoas em 2025
Os números do impacto global das mudanças climáticas foram apresentados em 13 de agosto de 2007, pela ONU durante a World Water Week, a conferência mundial sobre água que reúne em Estocolomo, na Suécia, representantes de 140 países e organizações internacionais.

Mudanças climáticas
A subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva do programa Habitat da ONU, Anna Tibaijuka alertou que a oferta de água corre sério risco e que os impactos mais severos deverão ocorrer principalmente nos países em desenvolvimento.
Grande parte dos países menos desenvolvidos já enfrenta períodos incertos e irregulares de chuvas, e as previsões para o futuro indicam que as mudanças climáticas vão tornar a oferta de água cada vez menos previsível e confiável.

Escassez de água
"Economizar água para o futuro não é, portanto, lutar por um objetivo distante e incerto. As tendências atuais de exploração, degradação e poluição dos recursos hídricos já alcançaram proporções alarmantes, e podem afetar a oferta de água num futuro próximo caso não sejam revertidas. Ressaltou ainda que a água vai ser a questão dominante da agenda global neste século. A ONU estima que 20% da população mundial em 30 países já sofra com a escassez de água”, disse subsecretária-geral da ONU.

Explosão urbana e escassez de água
Segundo previsões da Unesco, 1,8 bilhão de pessoas podem enfrentar escassez crítica de água em 2025, e dois terços da população mundial podem ser afetados pelo problema naquele ano.
“O crescimento explosivo das populações urbanas é também causa alarmante da ameaça global de escassez de água no mundo. Neste ano a porcentagem da população mundial que vive em centros urbanos vai pela primeira vez na história ultrapassar os 50%, provocando uma enorme pressão sobre a demanda de água”, advertiu Tibaijuka.

Desperdício de água
É preciso acabar com o desperdício de água. Quase a metade da água usada para abastecer as cidades é atualmente perdida devido a desperdício e negligência na manutenção das redes de abastecimento.

Falta de água potável e de saneamento básico
Uma das metas do Milênio da ONU é reduzir à metade o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento básico até 2015. Mas a apenas oito anos do cumprimento do prazo, os organizadores da conferência mundial da água alertam que um bilhão de pessoas ainda são afetadas pela falta de água potável, e mais de 2,4 bilhões não possuem saneamento básico.

Fonte: BBC Brasil - 13 de agosto de 2007

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quarta-feira, setembro 26, 2007

Seca faz saltos das Cataratas do Iguaçu sumirem


A longa estiagem na bacia do Rio Iguaçu está fazendo com que a vazão das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, diminua a cada dia. Ontem o volume de água chegou a 470 mil litros por segundo. Normalmente, a vazão de água é de 1,5 milhão de litros por segundo. Alguns dos 275 saltos quase desapareceram, e, em outros, há apenas filetes de água, uma imagem bastante diferente daquela que o turista está acostumado a ver.

Jornal da Tarde – 19 de setembro de 2007

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terça-feira, setembro 25, 2007

Ônibus com bactérias são ameaça a passageiros em SP

Os ônibus que circulam em São Paulo são uma ameaça à saúde dos passageiros.
Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Santa Casa mostrou que há uma grande quantidade de bactérias acumuladas nos locais onde as pessoas seguram-se.

Concentração elevada de microorganismos
Para recolher as amostras de resíduos nos ônibus, os médicos da Santa Casa usaram algodão. Os pesquisadores da Santa casa identificaram pelo menos 15 tipos diferentes de microorganismos, dos quais seis são mais comuns e perigosos, como os coliformes fecais. O que mais chamou a atenção foi a concentração encontrada: ela é dez mil vezes acima da considerada aceitável.

Todos ônibus pesquisados tinham bactérias
No laboratório, ficou constatado que todas as 120 amostras coletadas em 40 ônibus tinham bactérias. Segundo os médicos, as bactérias que ficam nas mãos dos passageiros podem chegar aos alimentos e provocar infecções intestinais, se não forem lavadas.

Importância da higiene das mãos
A limpeza freqüente dos veículos com álcool reduz as chances de contaminação, mas a higiene das mãos é essencial para evitar problemas de contaminação.
“O mais importante para a população é ter a consciência de que lavar as mãos é muito importante. Só assim, será possível eliminar todas as bactérias” diz a coordenadora da pesquisa, Alessandra Navarini.

Fonte: O Globo Online – 21 de setembro de 2007

Comentário:
Imagina uma pessoa saindo de um desses ônibus pesquisados, encontra os amigos, cumprimenta-os e vão tomar um cafezinho rápido para trabalhar? Ou vai direto para empresa trabalhar, cumprimenta os amigos? As mãos são transportadoras de micróbios invisíveis? Como não vemos, achamos natural não lavar as mãos.
Lembro que trabalhei numa empresa, que a diretoria mandou uma circular interna para todos funcionários sobre higiene pessoal. E um dos tópicos recomendava lavar as mãos após o uso do banheiro. Mas os funcionários acharam um absurdo essa recomendação, pois considerava natural lavar as mãos após o uso do banheiro, mas na prática não é bem isso que acontece. Veja o caso da pesquisa dos ônibus.
Importância de lavar as mãos;
■ Lavar as mãos é o procedimento mais prático para prevenir a contaminação cruzada (pessoa a pessoa).
■ O ato de lavar as mãos (transporta vírus, fungos e bactéria)s com água e sabão antes de manipular os alimentos muitas doenças seriam evitadas.
■ Uma medida tão simples como a lavagem das mãos tem grande importância em saúde pública.

Quando você deve lavar suas mãos?
■ Chegando ao trabalho
■ Após utilizar o banheiro
■ Após fumar
■ Após espirrar
■ Após comer ou beber
■ Antes de mexer com comida, especialmente quando esta já está pronta para comer, como saladas e sanduíches
■ Após mexer com lixo
■ Após lidar com equipamentos, pratos ou utensílios sujos
■ Após tocar em carne crua, aves e peixes

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domingo, setembro 23, 2007

Celular explode quando era recarregado


A bateria de um celular Motorola explodiu na terça-feira, 20 de setembro de 2007, enquanto carregava. O telefone era da hoteleira Ana Cristina Harumi Oda, que ouviu a explosão após colocar o aparelho -modelo V3- para carregar, no hotel onde trabalha, no Morumbi (zona oeste). Ela tinha colocado o celular para carregar por volta das 10h30 e, cerca de 45 minutos depois, aconteceu o acidente.
"Todos no andar onde eu trabalho ouviram a explosão." O celular estava em chamas. O fogo não atingiu o recarregador, que ficou intacto. Mas a perda foi grande por causa do cartão de memória do celular. “O chip derreteu”, disse Ana Cristina.


Vítima
Ninguém ficou ferido.

Recarregamento
Ana Cristina disse que costuma colocar o aparelho para carregar em casa ou nas tomadas do hotel onde trabalha e nunca teve problema. O celular estava carregando havia 45 minutos a um metro de onde ela estava, na única tomada que também recarrega os aparelhos dos outros funcionários da sala. . Ela garante que, apesar de a bateria não ser nova, está dentro da validade, é original e nunca é recarregada por mais de três horas. ''Ele estava em condições ótimas, eu nunca esperava isso.''
Uma equipe do hotel verificou as tomadas e não constatou nenhuma irregularidade.

Motorola
O telefone danificado foi entregue à Motorola, que deu um celular do mesmo modelo para a hoteleira.Segundo a assessoria de imprensa da Motorola, o aparelho já foi encaminhado à perícia para definir se as causas do acidentes envolveram defeito no produto, uso inadequado ou irregularidades na instalação elétrica. ''É prematuro especular sobre as causas do incidente até que se tenha um laudo técnico'', informa a nota oficial.

Histórico de acidentes
Em 2004, seis aparelhos da Motorola foram danificados em acidentes parecidos em um período de cinco meses. Cinco aconteceram no Interior de São Paulo. O último foi em dezembro daquele ano, em Brasília. De acordo com a empresa, em três casos, a perícia mostrou que houve uso incorreto, sobrecarga da rede elétrica ou bateria falsificada.
No ano passado foram pelo menos dois casos no interior do estado. Em abril, um aparelho explodiu durante a recarga e deixou uma pessoa ferida em Rio Preto. Em Araras, um aparelho explodiu dentro do bolso de uma adolescente.

Cuidados no recarregamento
Para muita gente é impossível viver sem o celular. E a rotina de usar, de recarregar e de guardar é tão no automático, que não dá tempo de parar e adotar cuidados básicos para evitar problemas.
■ Capas de plástico esquentam o aparelho e bloqueiam a ventilação.
■ Evitar o carregamento de baterias durante o período noturno ou de madrugada, no quarto ou sala. Em caso de um imprevisto, explosão, poderá haver principio de incêndio (local com material combustível, tecidos, madeiras, etc) ou fragmentos que poderão atingir pessoas, principalmente, quem tem costume deixar a bateria em carregamento no criado mudo, próximo a cama.

Dicas de Bateria - Motorola
A vida útil da bateria depende da rede, da intensidade do sinal, da temperatura, das funções e dos acessórios utilizados.
■ Sempre utilize baterias e carregadores de bateria Motorola Original. A garantia não cobre danos decorrentes do uso de baterias e/ou carregadores que não sejam da Motorola.
■ Baterias novas ou guardadas por muito tempo podem demorar mais tempo para carregar.
■ Carregue a bateria em um local com temperatura ambiente.
■ Ao armazenar a bateria, mantenha-a descarregada em um local fresco, escuro e seco.
■ Nunca exponha as baterias a temperaturas inferiores a -10°C ou superiores a 45°C. Sempre leve seu telefone com você ao sair do carro.
■ É normal as baterias ficarem cada vez mais fracas e exigirem um tempo de carga maior. Se notar
alteração na vida útil da bateria, provavelmente este seja o momento de comprar uma nova.

Fontes: SPTV2 – 19 de setembro de 2007 e Folha de São Paulo - São Paulo, 20 de setembro de 2007

Comentário:
Existe muita controvérsia sobre explosões de baterias entre os fabricantes e consumidores. Mas um fato é real, as explosões são constatadas em diversos modelos dos fabricantes, com danos materiais e/ou danos físicos (ferimentos leves ou graves) aos consumidores atingidos por essas ocorrências . Se houve ou não utilização inadequada dos aparelhos ou de baterias não aprovadas pelos respectivos fabricantes, porém, a maioria dos manuais dos fabricantes não alerta sobre o risco de explosão e suas conseqüências. ACCA

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sexta-feira, setembro 21, 2007

Funcionário do Porto de Santos morre descarregando enxofre

O acidente fatal ocorreu na madrugada de sexta-feira, 1 de junho de 2007, quando o estivador Rubens da Silva Ruas, de 56 anos, que trabalhava há 34 anos no Porto de Santos, desembarcava uma carga de enxofre de um navio de bandeira da Líbia atracado no Terminal Marítimo de Guarujá (Termag), na margem esquerda do porto, em Guarujá.. O estivador operava uma pá carregadeira quando teve um mal súbito e ao tentar sair do guindaste caiu no porão do navio.

Causa provável
Segundo o diretor do Sindicato dos Estivadores, a causa da queda pode ter sido intoxicação, pois a máquina estava em má condição de uso e com o ar condicionado deficiente. Para a Cetesb, o manuseio do enxofre pode ter liberado gás sulfídrico, que é tóxico.

Segurança
O coordenador da fiscalização do trabalho portuário, João Jose da Rocha, disse que as causas do acidente estão sendo apuradas e que o laudo completo, contando a perícia do Instituto Médico Legal (IML) deve sair em no máximo 40 dias.
De acordo com Rocha, caso fique comprovado que a empresa não cumpria as normas de segurança corretamente, o terminal pode ser autuado e multado pelo Ministério do Trabalho.

Inquérito policial
A Polícia Federal investiga as causas da morte.

Meio ambiente
Moradores dos bairros próximos à área portuária e da Ponta da Praia, em Santos sentiram desde o início da noite de quinta-feira até a manhã de sexta-feira, 1 de junho, um forte cheiro de enxofre, o que ocasionou várias queixas à Cetesb, órgão responsável pela fiscalização ambiental. Pelo menos 30 denúncias foram feitas das 22 horas de quinta-feira. O cheiro, segundo a Cetesb, era proveniente de uma operação de descarga da Termag (Terminais Marítimos de Guarujá), realizada no bairro Conceiçãozinha.

Sintomas
Dor de cabeça e de garganta, tosse, irritação dos olhos, respiração ofegante e até mesmo crises alérgicas foram relatadas pelos moradores como sintomas diretos provocados pelo odor.

Paralisação da operação
A Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá, por meio de um auto de notificação, mandou paralisar toda e qualquer atividade de carga e descarga de enxofre no Terminal Marítimo de Guarujá, o Termag. Segundo a fiscal da Secretaria de Meio Ambiente, Marlene Campestrini, a movimentação de enxofre pela empresa só poderá ser feita após apresentação de um laudo de contenção de gases, assim como qualquer outro fator impactante ao meio ambiente.
Foram comunicados sobre o ocorrido, a Procuradoria Federal da República, a Promotoria de Justiça de Vicente de Carvalho, além da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
A agência de Santos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que também determinou a suspensão temporária da descarga de enxofre na área, foi comunicada.

Sanções
A Cetesb definirá que tipo de sanção (advertência ou multa) que deverá aplicar. O fato é que a atividade provocou impactos diretos em Santos, apesar de a sede da empresa estar em Guarujá, afirmou o Gerente da unidade da Cetesb em Santos, Paulo Sérgio Fonseca.

Perícia no navio
A Justiça Federal determinou a retenção de um navio de bandeira liberiana no Temag (Terminal Marítimo do Guarujá, no litoral paulista) até a realização de perícia para apurar supostos danos ambientais causados pela embarcação.
O juiz Marcelo Souza Aguiar determinou, em sua decisão, a retenção do navio até o término da "vistoria técnica pericial".
A empresa Fertimport S.A, citada na decisão judicial como representante legal do Aplanta no país, confirmou que o navio estava carregado com enxofre e disse que aguarda o andamento das investigações e a posterior liberação da embarcação. O Aplanta chegou ao terminal no dia 27 de maio e deveria ter partido no dia 1º de junho.

Complexo Temag
O complexo da Termag ocupa uma área aproximada de 158 mil metros quadrados em Conceiçãozinha e tem capacidade para armazenar 85 mil toneladas de enxofre, além dos demais insumos utilizados na produção de fertilizantes, como o cloreto de potássio.

Ação Civil Pública
O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual ajuizaram uma Ação Civil Pública em que pedem indenização de US$ 10 milhões por morte de estivador, vítima de intoxicação. E, ainda, por danos ambientais causados no porto de Santos, em São Paulo. A Ação Civil Pública é contra a Fertimport, Isle Navigation Inc., Órgão de Gestão de Mão de Obra de Trabalho Portuário do Porto Organizado de Santos — OGMO, Companhia Docas do Estado de São Paulo — Codesp e Terminal Marítimo de Guarujá S.A — Termag.

O Ministério Público Federal também solicitou liminar para que a Codesp e a Termag sejam obrigadas, adotar medidas capazes de garantir o descarregamento seguro de cargas perigosas por meio da utilização de procedimentos e equipamentos adequados de acordo com a tecnologia atualmente disponível.
A indenização, calculada pelo Ministério Público Federal e Estadual em pelo menos US$ 10 milhões, será destinada ao Fundo de Reparação de Interesses Difusos Lesados e à família do estivador Rubens da Silva Ruas.
A ação se baseia na Lei Federal 6.938/81, que diz no parágrafo 1°, do artigo 14: “é o poluidor obrigado, independente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e terceiros, afetados por sua atividade”.

Histórico de acidentes
Este é o quinto acidente fatal no Porto de Santos em 2007, três a mais que durante todo o ano de 2006. Para avaliar e discutir as causas desse aumento, o Ministério do Trabalho marcou uma reunião com as cinco empresas onde os acidentes ocorreram."Vamos juntar todas as empresas, começando por essas, para colocar algumas medidas em práticas", disse João José da Rocha . Segundo ele, há dois anos aconteceram alguns acidentes a bordo e essas medidas deram resultado. Em 2007, as mortes dos trabalhadores ocorreram fora dos navios, em armazéns e terminais.

Fontes: Jornal Baixada Santista; Folha de São Paulo; O Estado de São Paulo; A Tribuna On-line de 1 de Junho a 6 de junho de 2007 e Revista Consultor Jurídico de 16 de julho de 2007

Comentário
Interessante que o porto tem uma norma especifica para prevenção de contaminação ambiental. Deve estar engavetada ou esquecida. O objetivo dessa norma é evitar a emanação de gases, eliminar o acúmulo de produto nas áreas de movimentação, otimizar as condições das instalações, dos equipamentos e métodos, de modo a atender o Art. 3º da Lei 997/76 que proíbe o lançamento ou liberação de poluentes nas águas, no ar ou solo. A norma menciona, quando se tornar perceptível no ar o odor característico do gás sulfídrico (H2S), as operações devem ser imediatamente paralisadas e os porões do navio fechados, até o retorno de condições favoráveis à dispersão dos gases na atmosfera, ocasião em que a operação de descarga poderá ter prosseguimento.

Falta de aplicação de norma ou procedimento, falta de monitoramento ambiental , falta de monitoramento de segurança da operação, etc, tudo exatamente como o diabo gosta, para provocar o acidente e aconteceu.

No Brasil, estamos mais preocupados com o preenchimento de formulários; formulário disso, formulário daquilo, obedecer aos trâmites legais oficiais, estamos todos seguros, nada mais do que são inspeções de papéis, etc.É um filme de ficção de formulários. Na prática o filme é real e perigoso. No Brasil as normas mudam ou as pessoas mudam, mas as lições de acidentes são esquecidas. Os acidentes se repetem. ACCA

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domingo, setembro 16, 2007

Japonesa é picada por escorpião ao provar calça jeans

A mulher foi até à loja Fashion Center Shimamura, na cidade de Nago em Okinawa, Japão, para comprar uma calça. Quando provava uma calça jeans sentiu uma dor no joelho direito e quando colocou a mão para sentir o que tinha causado a dor, tomou uma segunda picada no dedo, por um escorpião que estava escondido na calça.

A mulher teve de ser hospitalizada por cinco dias mas não correu risco de vida. Funcionários da prefeitura capturaram o escorpião e disseram que apesar de ele ser venenoso, não é letal.

Calças vieram da China
Funcionários da loja disseram que as calças vieram da China e que seria improvável que o escorpião tenha se alojado ali por causa dos produtos químicos utilizados no processo de secagem do jeans. “Vamos investigar o caso para ter certeza que ele não se repita”, disse um empregado da loja ao jornal japonês.

O escorpião encontrado, Centruroides sculpturatus, não é naturalmente encontrado em Okinawa.

Fonte: BBC Brasil - 19 de dezembro de 2006

Comentário:
Vivemos numa economia globalizada, em que as distâncias tornaram-se curtas, devido ao tráfego intenso de aviões, navios, caminhões, etc. E os animais também estão inseridos nesse sistema de transporte de mercadorias.
No ano passado tive uma experiência com escorpião. Moro em apartamento em São Paulo e um belo dia a diarista começou a gritar na área de serviço, fui correndo para ver o que está acontecendo. Um escorpião surgiu debaixo da máquina de lava roupa. Matei o escorpião, coloquei num vidro com álcool e levei para o Instituto de Butantã. Como o escorpião era da espécie amarelo, minha preocupação, era que esse tipo de escorpião auto-reproduz. Chegando ao Instituto, mostrei ao técnico o vidro com escorpião, ele confirmou que a espécie era Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo, o mais comum em São Paulo. Perguntei para ele, como surgiu no meu apartamento, moro no oitavo andar? Ele disse-me, que esse tipo de escorpião é comum em caixas de frutas, e disse-me que em pouco tempo, eu poderia ter uma população de escorpiões no apartamento. Lembrei que era comum comprar na feira-livre, caixa de mamão papaia. Mandei fazer uma limpeza geral na área de serviço, com receio de surgimento de novos escorpiões. Depois dessa ocorrência evito a entrada no apartamento de caixas com mercadorias. ACCA

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sexta-feira, setembro 14, 2007

Sorvete de Baunilha x Pontiac


Esta é uma história, lenda ou “causo” que está circulando na internet, mas vale a pena ler e refletir.


Muitas empresas americanas ou especialistas americanos em atendimento ao cliente estão utilizando, com algumas modificações no conteúdo..

Parece loucura, mas não é.
Ela começa quando o gerente da divisão de carros "Pontiac", da General Motors dos EUA, recebe uma curiosa carta de reclamação de um cliente.

Eis o que este cliente escreveu:

"Esta é a segunda vez que escrevo a vocês , e eu não os responsabilizo por não me responder, porque parece que sou louco, mas é um fato que temos uma tradição em nossa família de ter sorvete como sobremesa toda noite após o jantar. Mas o tipo de sorvete varia a cada noite. Após jantarmos, a família escolhe o tipo de sorvete que deveremos tomar e eu dirijo à loja para comprá-lo . Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então, as minhas viagens à loja transformaram‑se em problemas. Veja você, toda vez que eu compro o sorvete de baunilha, quando eu retorno da loja para meu carro, ele não funciona. Se eu levo qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente. Desejo que você saiba, que eu estou sendo sério em relação a esta questão, não importa se esta reclamação pareça tão tola: O que há com o Pontiac, que não funciona quando compro sorvete de baunilha e funciona normalmente quando compro qualquer outro tipo de sorvete?”

O presidente de Pontiac não acreditava na carta, mas enviou um engenheiro para verificar o problema de qualquer maneira. Mais tarde o engenheiro ficou surpreso, pois foi apresentado a um homem bem sucedido, educado, numa vizinhança agradável.

Ele combinou encontrar-se com o homem logo após o jantar, assim os dois entraram no carro e dirigiram à loja de sorvete. Naquela noite era o sorvete de baunilha, com certeza, depois que retornassem ao carro, não funcionaria.

O engenheiro retornou por mais três noites. A primeira noite, o homem comprou o sorvete de chocolate. O carro funcionou. A segunda noite, comprou sorvete de morango. O carro funcionou. A terceira noite pediu sorvete de baunilha. O carro não funcionou.

O engenheiro, sendo um homem lógico, recusou acreditar que o carro daquele homem tinha incompatibilidade com o sorvete de baunilha. Entretanto, ele combinou de continuar suas visitas ao local, até que conseguisse resolver o problema. Com isto, ele começou a fazer anotações: anotou todos os tipos de dados, horário do dia, tipo de gasolina utilizada, horário de ida e volta do carro, etc..

Em pouco tempo, teve uma pista: o homem levava menos tempo para comprar o sorvete de baunilha do que todo o outro sabor. Por que? A resposta estava na disposição da loja.

O sorvete de baunilha, sendo o sabor o mais popular, estava em uma caixa separada na parte frontal da loja para pegar rapidamente. Todos os outros sabores foram mantidos na parte dos fundos da loja num balcão diferente, onde levava mais tempo para encontrar o sabor e pagar.

Agora a pergunta para o engenheiro era por que o carro não funcionava quando levava menos tempo. Uma vez que, transformou-se no problema e não o sorvete de baunilha, o engenheiro veio com a resposta: vapor lock (pulverização excessiva de gasolina, forma bolha de vapor, interrompendo o fluxo de combustível) . Estava acontecendo todas às noites, pois o tempo extra que levava para pegar outros sabores permitia que o motor esfriasse suficientemente para dar partida. Quando o homem comparava o sabor de baunilha, o motor estava ainda demasiado quente para que o vapor dissipasse.

A partir desse episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível em todos os modelos a partir da linha 99. Mais do que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reforma do carro que não pegava com o sorvete de baunilha.

A General Motors distribuiu também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levassem a sério até as reclamações mais banais.

Diz a carta da GM SOCIESC - Capacitação Empresarial:
"Por mais ridícula que possa ser a reclamação, ela sempre deve ser levada em consideração, pois pode ser que uma grande inovação esteja por trás de um sorvete de baunilha."

Entre nós, os profissionais de segurança, que entendemos que o óbvio não é sempre a solução, e que os fatos não importam, quanto são inadmissíveis , são ainda os fatos....Por detrás de um pequeno defeito estará sempre um risco latente.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

Feriadão registra mais mortes e acidentes nas rodovias


Foto: Motorista do carro forçou a ultrapassagem em local proibido do trecho não-duplicado da rodovia

O feriado prolongado da Independência de 2007, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou aumento nos números de acidentes, mortos e feridos na Operação de Independência, encerrada no domingo à meia-noite (09 de setembro).
Foram contabilizados nas estradas federais;
■ 1.754 acidentes,
■ 1.186 feridos e
■ 101 vítimas fatais nesse período de três dias.
No Carnaval, foram 2.147 acidentes, 1.587 feridos e 145 mortos, em quatros dias de feriado.

Motivo
Imprudência de grande parte dos motoristas.

Ranking de acidentes - estradas federais
Mais uma vez o ranking de acidentes foi liderado por Minas Gerais, 308 no total. Depois vêm Santa Catarina (203), São Paulo (167), Rio Grande do Sul (131) e Rio de Janeiro (126).

Ranking de mortes - estradas federais
Minas Gerais foi novamente o estado com maior número de mortos, com um total de 22 vítimas fatais. Em seguida vêm Santa Catarina e Bahia (12), Rio de Janeiro (08), São Paulo (06) e Espírito Santo e Goiás (05).

São Paulo – estradas estaduais
Segundo balanço da Polícia Rodoviária Estadual foi registrados 1.222 na malha rodoviária paulista, 58 pessoas morreram e 844 pessoas feridas.

Acidentes nas estradas de São Paulo, com índice elevado de segurança na infraestrtura
■ Rodovias Anchieta e Imigrantes foram 229 acidentes. Foram 2 mortes, 14 feridos graves e 176 feridos leves. A concessionária Ecovias alerta para o número elevado de motociclistas envolvidos em acidentes.
■ Nas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares foram 53 acidentes, com 37 feridos e 4 mortos’.
■ Nas rodovias Bandeirantes e Anhangüera foram registrados 23 acidentes, com 11 feridos e nenhuma morte.

Fontes: O Globo Online, Folha de São Paulo, Gazeta do Povo, Agência MBPress, no período de 10 a 11 de setembro de 2007

Comentário
Mais um feriado e mais uma vez foi travada a batalha silenciosa nas estradas e ruas brasileiras, o duelo entre motoristas de carros, motos e pedestres. Todos perderam. Resultado disso, mortes, mutilados, perdas irreparáveis familiares, desajustes familiares, famílias desestruturadas financeiramente.

Na guerra do Vietnã no período de 1961 a 1974, os Estados Unidos com 2.300.000 homens tiveram 46.370 mortes e 300.000 feridos. É um grito ou clamor silencioso, que passa desapercebido pelas autoridades públicas.Temos a nossa própria guerra silenciosa, mais de 35.000 mortes por ano e por alguns especialistas mais de 50.000 mortes por ano

Veja algumas estimativas e informações do estudo da SOS Estradas:
■ 42.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidente de trânsito no Brasil
■ 24.000 pessoas morrem em razão de acidentes nas estradas
■ 13.000 morrem no local do acidente e 11.000 são feridos graves que morrem posteriormente

Ocorrem pelo menos 723 acidentes por dia nas rodovias pavimentadas brasileiras. Média de 30 por hora ou 1 a cada dois minutos.

65 pessoas morrem por dia em virtude de acidente nas estradas.

A cada 40 minutos uma pessoa morre num acidente nas rodovias e 411 pessoas ficam feridas por dia em acidentes nas estradas. Destas pelo menos 30 morrem em decorrência dos ferimentos.

A cada hora 17 pessoas ficam feridas em acidentes nas estradas.

Enquanto isso o governo federal preocupa-se apenas com o slogan “trânsito seguro é um direito de todos e um dever dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito”. É o marketing de Botox, cuida apenas da aparência externa. O transito brasileiro é uma fábrica de encomenda contínua de mortes, vítimas, seqüelas, sonhos perdidos, impunidade de motoristas infratores. ACCA

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terça-feira, setembro 11, 2007

Poluição ambiental interna de carro novo

Carro fechado, com ar-condicionado, concentra poluentes além do recomendado pela OMS e faz motorista respirar pior ar que pedestre

O que poucos sabem, porém, é que os motoristas estão mais vulneráveis a gases tóxicos do que os pedestres.

Estudo feito para Folha de São Paulo
A Eco Quest do Brasil, que monitora a qualidade do ar em interiores, avaliou o ar em um carro fechado com duas e quatro pessoas durante uma hora na região central de São Paulo.
■ Em apenas quatro minutos, o valor de CO (monóxido de carbono) em um carro com o motorista e um passageiro superou em até quatro vezes o limite estabelecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para ambientes fechados.
■ E usar o ar-condicionado não adianta. Os testes foram feitos com o equipamento ligado e admitindo o ar externo."Mesmo com o ar-condicionado, o carro fechado ganha pouco ar de fora. Melhora só se abrirmos os vidros", explica Maria José Silveira, da Brasindoor (Sociedade Brasileira de Meio Ambiente e Controle de Qualidade do Ar de Interiores).
■ Além do CO, gás liberado pelo escapamento, o interior do carro fechado concentra CO2 (dióxido de carbono) gás produzido pela respiração.

Vidro aberto melhora a qualidade do ar
No estudo, 20 segundos após a abertura dos vidros dianteiros, a quantidade de CO2 caiu de 1.650 ppm (partes por milhão) para 1.080 ppm, 80 ppm acima do limite da OMS. E estabilizou-se em 370 ppm em cinco minutos.
Por ter propriedades químicas que o impedem de se dispersar com tanta facilidade, o CO levou quatro minutos para que sua concentração caísse de 297 ppm para 210 ppm, o limite da OMS é de 25 ppm. A partir do 12º minuto, manteve-se estável em 77 ppm.

Câmara de intoxicação
"O carro é uma espécie de câmara de intoxicação. A poluição entra e não sai", diz Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP (Universidade de São Paulo).
Segundo ele, testes revelam que a concentração de partículas tóxicas no interior do veículo fechado é o quádruplo do que na calçada ao lado.
Para Silveira, o problema é não haver, em nenhum lugar do mundo, uma norma específica para os carros. Por isso as montadoras mantêm os filtros de ar-condicionado antipólen. "Eles evitam crises alérgicas em época de polinização, e não a entrada de gases tóxicos”.

Gases causam desde lágrimas nos olhos até infarto do miocárdio
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) obriga locais fechados e climatizados a receber ar externo de acordo com o número de pessoas que ali estejam.
Isso evita;
■ dor de cabeça, tontura,
■ sonolência e lacrimejamento dos olhos, sintomas que variam com peso e idade.
"Em altas concentrações, o CO ocupa o lugar do oxigênio no sangue e altera a pressão arterial", diz Ericson Bagatin, coordenador da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Câncer de pulmão e infarto do miocárdio podem ser causados por gases.

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 05 de agosto de 2007

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Cheiro de carro novo pode ser perigoso

O tolueno, gás produzido no interior de um veículo zero-quilômetro, pode ser nocivo.

O médico Paulo Saldiva, da USP, explica que o tolueno é uma substância orgânica volátil que interfere nas hemoglobinas (transportadores de oxigênio no sangue) e pode provocar disfunções na respiração, como respiração ofegante.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o aconselhável é que o ser humano, num ambiente fechado, respire, no máximo, 50 ppm de tolueno por uma hora.

No teste de carros
Os carros foram selecionados aleatoriamente e os resultados foram:
■ Renault Logan; chegou a 97 ppm.
Em nota, a Renault afirma que "os testes realizados na França com o Logan produzido no Brasil registraram um valor de tolueno abaixo do estabelecido pela OMS".
■ Honda Accord; ficou dentro dos limites da OMS. Não passou de 47 ppm. A Honda diz que o carro segue os padrões internacionais de qualidade.
■ Fiat Stilo com 50 mil quilômetros, portanto sem o cheiro de novo, também está dentro dos padrões da OMS. O pico foi de 41 ppm.

Fragrâncias
"Há empresas que vendem fragrâncias de carro novo. Também são tóxicas", alerta Henrique Cury, representante da Eco Quest no Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 05 de agosto de 2007

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domingo, setembro 09, 2007

Peça despenca 10 metros e mata mecânico na Cosipa

O mecânico Devanei Leite da Silva fazia manutenção em um dos equipamentos da Aciaria 2, quando uma peça metálica caiu de uma altura de 10 metros e atingiu sua cabeça e morreu no local. O acidente ocorreu na linha de produção da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), em Cubatão, na Baixada Santista, na noite de quarta-feira, 29 de agosto de 2007.

Prestadora de serviço
Ele trabalhava como mecânico havia 10 anos, na Enesa. A empresa faz montagem e manutenção eletromecânica para a Cosipa.

Acidentes
Nos últimos quatro dias, foram registrados quatro acidentes na siderúrgica, segundo o sindicato dos Metalúrgicos. Em dois meses, três trabalhadores morreram.

Nota da Cosipa
A Cosipa informou que as empresas contratadas deverão apresentar em uma semana planos de ações detalhados. Outra exigência é que as prestadoras de serviço obtenham certificado internacional de segurança.

Fonte: A Tribuna On-line - 31 de Agosto de 2007

Comentário
Interessante a visão da Cosipa sobre a segurança publicada no jornal, transferindo a responsabilidade da segurança para empresa prestadora de serviço e não integrando-a dentro dos padrões de segurança adotada pela Cosipa. Simplesmente a Cosipa está transferindo riscos e responsabilidades, sobre a segurança e saúde dos trabalhadores para a prestadora de serviço. Não existe política de integração de segurança para empresa prestadora de serviço.
O que diz as normas
■ Quando vários empregadores realizem, simultaneamente, atividade no mesmo local de trabalho, terão o dever de executar ações integradas para aplicar as medidas previstas no programa de prevenção, visando à proteção de todos os trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados. A norma dá enfoque que todos os empregados no mesmo local de trabalho devem conhecer os riscos e as medidas de ações integradas nas execuções das proteções de segurança.
■ No outro tópico da norma, estabelece que a empresa contratante e as contratadas, que atuem num mesmo estabelecimento, deverão implementar, de forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento. A empresa contratante deverá adotar medidas necessárias para que as empresas contratadas recebam as informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de proteção adequadas. Além disso, a contratante deverá, ainda, adotar medidas necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de segurança e saúde no trabalho pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento.

Por exemplo, a Certificação OHSAS 18001 foi elaborada para ajudar as empresas a formularem políticas e metas de saúde e segurança ocupacional, isto é, as empresas devem ter cultura de gestão de segurança, para que elas possam organizar dentro dos parâmetros da certificação. Se as empresas não possuírem cultura de gestão de segurança, dificilmente terão sucesso na implantação ou na eficácia da certificação.
As empresas que tiveram a implantação bem-sucedida de programas de segurança já possuem em sua cultura a motivação para trabalhar em equipe, para reduzir perdas/acidentes e já existe um histórico de dados de acidentes confiável para análises dos problemas e tomada de decisão. Isto faz com que as mudanças no ambiente da empresa sejam feitas sem traumas, diminuindo a resistência das pessoas e promovendo resultados com maior rapidez. ACCA

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sexta-feira, setembro 07, 2007

Ponte Suspensa Jornalista Roberto Marinho

Foto: Maquete da futura ponte

O complexo viário Real Parque corresponde à interligação da Avenida Jornalista Roberto Marinho com a Avenida Marginal do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo, feito por meio de duas obras estaiadas curvas que se cruzam no único mastro suporte dos vãos estaiadas.
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070907143750.html
A obra 01, mais alta, refere-se à ligação da Av. Marginal à Av. Jornalista Roberto Marinho (Ponte I) com uma alça de acesso que permitirá a ligação da Avenida das Nações Unidas à Av. Jornalista Roberto Marinho (Alça Espraiada).

A obra 02, mais baixa, refere-se à ligação de sentido contrário, da Av. Jornalista Roberto Marinho à Av. Marginal do Rio Pinheiros (Ponte II), com uma alça de acesso que possibilitará a ligação da Av. Jornalista Roberto Marinho à Avenida das Nações Unidas (Alça Pinheiros).

Obra 01
A obra 01 possuirá um comprimento total aproximado de 1.235 m, dos quais 917 m pertencem à Ponte I e 318 m à Alça Espraiada. O trecho estaiado, curvo, responsável pela transposição do Rio Pinheiros e da Av. das Nações Unidas, compreende 290 m de extensão, divididos em um vão de 150 m (lado da Marginal Pinheiros) e outro de 140 m (lado da Av. Jornalista Roberto Marinho) e localiza-se na Ponte I; o trecho convencional compreende 945 m, em estrutura de concreto com vigas pré-moldadas, divididos em 29 vãos, dos quais 11 compõem à Alça Espraiada. http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070907143423.html
Obra 2
A obra 02 terá cerca de 1.228 m de extensão dos quais 888 m compõem a Ponte II. A Alça Pinheiros possuirá 340 m, divididos em 10 vãos com estrutura de concreto composta principalmente por vigas pré-moldadas. A Ponte II possui em seu trecho estaiado curvo, de 290 m de extensão e divididos em um vão de 150 m (lado Marginal Pinheiros) e outro de 140 m (lado da Av. Jornalista Roberto Marinho), para a transposição do Rio Pinheiros e da Av. das Nações Unidas; seu trecho convencional em estrutura de concreto de vigas pré-moldadas é composto de 18 vãos, totalizado 598m.

Números:
Extensão média de cada ponte: 900 m
Altura (até a ponta do mastro): 138 m
Número de estais: 144
Peso total dos cabos: 492 toneladas
Volume total de concreto: 58.700 m³

Construtores:
A obra esta a cargo da empresa Construtora OAS, que emprega 407 funcionários nesta construção. O projeto é de autoria de João Valente. Edward Zeppo Boretto é o engenheiro responsável e Norberto Duran o gerente de operações, ambos pertencentes aos quadros da Empresa Municipal de Urbanismo (EMURB).

Foto: Três pessoas sobem em uma plataforma erguida por guindaste em obra de uma ponte sobre a Marginal Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo. A plataforma fica quase imperceptível perto da gigantesca construção.
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070907142950.html
Financiamento:
Custo estimado em R$ 230 milhões (120 milhões de dólares).

Prazo estimado de término da obra: final de 2008

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Comentário:
Duas pontes em curva que cruzam como num laço sobre o Rio Pinheiros. A altura dessa obra inédita no Brasil, chegará a 138 metros, equivalente à de um arranha-céu e fará dela um marco urbano na cidade de São Paulo.
Um belo projeto de engenharia, com linhas harmoniosas, leves, parecendo que está flutuando no espaço. É união da tecnologia com a beleza de projeto. ACCA

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quarta-feira, setembro 05, 2007

Chuva de granizo cobre de gelo ruas de Barueri

Uma intensa chuva de granizo atingiu a cidade de Barueri, na Grande São Paulo, na tarde de segunda-feira, 03 de setembro de 2007. O gelo cobriu todo o chão e foi causado pelo aumento da umidade e pelo calor.

Moradores e motoristas ilhados
A quantidade de gelo foi tão grande que alguns motoristas tiveram dificuldade para retirar o carro do lugar. Moradores ficaram ilhados em suas casas. Na Alameda Caiapós, próximo ao centro empresarial de Tamboré, carros ficaram presos no gelo e os jardins das casas cobertos pelo granizo.
Nas casas da cidade, o verde do gramado ficou branco. Os moradores não acreditavam no que viam e tiravam fotos do gelo acumulado nas ruas.

Limpeza do gelo
Um trator foi chamado para remover o gelo que se acumulou e funcionários da prefeitura usaram jatos d'água para dissolver os blocos de gelo

Causa
O meteorologista do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), Adilson Nazário, explica que o granizo foi formado com a junção do calor de 30 graus e um vento úmido vindo do mar.

Vídeo da Globo:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM725517-7823-CHUVA+DE+GRANIZO+EM+SAO+PAULO,00.html

Fonte: O Estado de São Paulo e Globo Online - 4 setembro de 2007

Comentário:
O desastre natural (fenômenos da natureza), diferente do incêndio é impossível de evitá-lo previamente. Portanto, quanto à medida é essencial minimizar os danos e mesmo havendo danos, restaurar o mais rápido possível.
A empresa através do setor de segurança industrial ou grupo de trabalho deve preparar as normas de medidas de segurança, com relação a desastres naturais (vendaval, inundação) e manual de procedimentos dos funcionários.
Nos manuais devem ter regras como se preparar caso haja a possibilidade de ocorrência de vendaval, tromba d'água, inundação, vendaval, etc.
Por outro lado é essencial diminuir o tempo de paralisação de operação e minimizar seu prejuízo, deixando em alerta os funcionários, encarregados da execução do plano de restauração de operação após desastre e mantendo o material necessário para esta emergência (bomba de sucção, lonas plásticas, materiais utilizados na secagem de equipamentos). ACCA

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terça-feira, setembro 04, 2007

Onda mundial de recalls

Mais de 120 milhões de unidades de produtos foram condenadas a voltar das mãos dos consumidores para os respectivos fabricantes desde o início do ano, numa onda mundial de recalls jamais vista em termos de quantidade e variedade.

Globalização e a falta de controle de qualidade
Com a globalização e a produção a custos menores na China e com a falta do controle de qualidade milhares de automóveis, brinquedos, eletroeletrônicos, alimentos, calçados e até preservativos estão sendo retirados das prateleiras e voltando para os fabricantes.

Recalls nos EUA e no Brasil
Nos Estados Unidos, o número de recalls neste ano chegou a 520 entre janeiro e julho, enquanto no Brasil este número fica em torno de 30, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Os EUA são o principal destino das mercadorias chinesas e, segundo estimativas da U.S. Consumer Product Safety Commission (CPSC), uma das seis agências governamentais responsáveis pelo tema no país, apenas em agosto foram emitidos 36 comunicados e recolhidos 12.164.100 produtos.
- Está havendo a banalização dos recalls, cada vez mais numerosos e diversificados - diz o professor de Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV) Cláudio Goldberg.

Quantidade de recalls
As mais de 120 milhões de unidades "desclassificadas" neste ano englobam 30 milhões de Toddynhos, 450 mil pneus da China, 3,6 milhões de carros Ford, 46 milhões de baterias Nokia, 20 milhões de brinquedos da Mattel e 20 milhões de preservativos distribuídos na África do Sul.

Esse número menor no Brasil não significa que a qualidade dos produtos é melhor. Pode ser um sinal de que os consumidores desconhecem problemas e defeitos do que compram e, portanto, ficam muito mais expostos a danos, afirmou Marilena Lazzarini, coordenadora do Idec.

Histórico
Artigo relacionado a qualidade do produto publicado no Blog
http://zonaderisco.blogspot.com/2007/09/frutos-do-mar-contaminao.html

Fonte: Globo Online – 01 de setembro de 2007

Comentário
No início deste ano, o Inmetro começou a preparar um banco de dados sobre acidentes.No Brasil, segundo o diretor de Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo não existem estatísticas sobre acidentes de consumo: — Se reunirmos esses dados, podemos utilizá-los em informações para campanhas de esclarecimento, para melhorar as normas de regulação e para trabalharmos com os fabricantes de forma a aprimorar os produtos, diminuindo, com isso, os acidentes.

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domingo, setembro 02, 2007

Trabalho mortal

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 27.000 a 68.000 pessoas morrem por ano na América Latina e no Caribe devido a acidentes ocupacionais. Entre 20 milhões e 80 milhões sofrem de lesões ou doenças de diversos graus de gravidade devido a riscos de natureza física, química, biológica, ou outras causas ambientais, aos quais estão expostas no trabalho.

Normas de segurança obedecidas
A verdadeira tragédia, porém, é que muitas dessas mortes e doenças poderiam ser evitadas. Se as normas de segurança em vigor nos países desenvolvidos fossem respeitadas na América Latina, cerca de 16.500 dessas mortes seriam evitadas por ano e milhões de trabalhadores teriam melhores condições de saúde.

Normas de segurança inadequadas e a falta de interesse generalizada
Segundo estudos da OIT, as normas de segurança ocupacional na América Latina são extremamente inadequadas. Embora a força de trabalho na região seja de mais de 200 milhões de trabalhadores e cresça a taxas acima da média mundial, especialistas em saúde e segurança alertam para a falta de interesse generalizada sobre segurança no trabalho, tanto por parte dos governos como da iniciativa privada.

Essa indiferença, somada a estatísticas que subestimam a magnitude do problema e ao fato de que os órgãos responsáveis geralmente não estão capacitados para aplicar nem as mais elementares normas de segurança, colocam a América Latina em “situação gravíssima”, afirma Roberto Iunes, economista especializado em saúde integrante do Escritório de Avaliação e Supervisão do BID.

“Abordar o problema da segurança no trabalho é extremamente complicado”, explica Iunes. “A responsabilidade é compartilhada por vários setores: saúde, trabalho, agricultura, meio ambiente, sindicatos, instituições de previdência social, seguradoras privadas e organismos internacionais de comércio. E as leis, mesmo quando adequadas e atualizadas, nem sempre são cumpridas.” Com tantas partes interessadas no problema, a segurança no trabalho muitas vezes acaba sendo uma terra de ninguém no tocante à responsabilidade política.

Faltam números, subnotificação, mercado informal
Qualquer tentativa de cálculo da dimensão real do problema de segurança ocupacional na região esbarra no enorme mercado informal de trabalho. As estatísticas baseiam-se na economia formal, segundo Iunes, ou seja, não incluem mortes e lesões relacionadas com o trabalho que afetam uma grande parcela da força de trabalho. Além disso, os empregadores nem sempre notificam todos os casos, já que são poucos os incentivos à transparência em países onde a supervisão oficial é pouca ou quase nenhuma. Os médicos, por outro lado, tendem a atribuir doenças ou outros problemas a fatores não relacionados ao local de trabalho, sobretudo quando se manifestam tardiamente, o que dificulta estabelecer um efeito de causalidade.

Prejuízos estimados em PIB
Apesar do grau de inexatidão, a OIT estima que os países da América Latina e do Caribe perdem US$76 bilhões por ano em mortes e lesões ocupacionais. Isso significa “entre 2% e 4% do Produto Interno Bruto da região”, garante Iunes. “Alguns estudos indicam até 10% do PIB. Nossa média de acidentes relativamente à população em geral é de 10% a 20% maior do que a taxa nos Estados Unidos e 70% superior à da Finlândia, por exemplo.”
Essas cifras são o somatório dos custos diretos (atendimento médico, benefícios por morte ou invalidez para o indivíduo ou sua família) e indiretos (menor produtividade durante ou após um acidente, perdas e danos com equipamentos e o impacto sobre colegas e parentes). “A grande dificuldade é demonstrar os benefícios materiais derivados da maior segurança ocupacional”, afirma Iunes. “Qual é o nível mínimo aceitável de risco? Quem deve defini-lo?”

A melhor norma
Certamente não cabe aos trabalhadores responder a essas perguntas, principalmente os de mais baixos salários no setor informal, cuja maior preocupação é não perder sua única fonte de renda. Esse contingente, geralmente de baixo nível de escolaridade e saúde precária, é o que paga mais caro pelas deficiências na área de segurança no trabalho. Praticamente nunca recebem indenização alguma por morte, acidentes ou doenças ocupacionais.

Os trabalhadores latino-americanos, tanto do setor informal quanto formal, tendem a enfrentar longas jornadas de trabalho, operando equipamentos inadequados ou inseguros, em condições climáticas ou geográficas extremamente adversas para o organismo humano. Além disso, muitos deles dependem de meios de transporte superlotados e precários para chegar ao emprego — outra fonte de morte e invalidez ligada ao trabalho.

“Muitas vezes bastaria algo elementar como uma boa ventilação para melhorar muito o ambiente de trabalho”, afirma Iunes. O uso de equipamentos de proteção, como óculos ou máscaras que evitem a inalação de pesticidas, traria benefícios tangíveis. Na falta de normas claras e supervisão e fiscalização permanente, entretanto, a maioria das empresas não se dispõe a investir, mesmo que pouco, em segurança.

Incentivos, boas práticas, aquisição de equipamentos mais seguros
Uma equipe de especialistas do BID publicou um estudo sobre os custos financeiros e de saúde dos riscos ocupacionais que propõe várias medidas baseadas em garantias constitucionais e mecanismos de proteção legal existentes, visando aumentar a segurança no trabalho.
Tais medidas incluem;
■ coleta e divulgação de informações pormenorizadas sobre segurança ocupacional;
■ identificação das “melhores práticas” nas áreas de prevenção de acidentes e doenças;
■ os especialistas sugerem, ainda, medidas para assegurar o cumprimento da lei mediante incentivos, auditorias, ações judiciais e supervisão direta.

A título de incentivo positivo, por exemplo, os autores sugerem oferecer crédito a baixas taxas de juros a pequenas e médias empresas especificamente para a aquisição de equipamentos mais seguros. Incentivos negativos seriam multas pela importação de produtos químicos ou pesticidas tóxicos.
Por fim, o BID pretende promover um diálogo mais intenso sobre questões de segurança reunindo trabalhadores, empregadores, especialistas em saúde e autoridades governamentais, a fim de esclarecer melhor o problema junto às partes interessadas. O Banco busca também incentivar uma colaboração mais estreita entre a OIT, a Organização Pan-Americana da Saúde, a Organização dos Estados Americanos e as entidades nacionais encarregadas especificamente da área de segurança no trabalho .
Fonte: Fonte: BIDAmérica – Revista do Banco Interamericano de Desenvolvimento - Janeiro de 2003

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sábado, setembro 01, 2007

Frutos do mar: contaminação

Em uma fábrica em Xulong especializada em enguias, uma equipe de trabalhadores está fatiando e retirando a cabeça dos animais e empurrando-os para uma linha de produção gigantesca que os cozinhará e embalará para servir milhões de clientes no mundo inteiro.
A operação precisa e ininterrupta, auxiliada por um forno que se estende por uma área equivalente à de um campo de futebol, é um dos motivos pelos quais a China hoje domina o comércio mundial de frutos do mar, e fornece 80% das enguias e 70% das tilápias importadas para os EUA.

Frutos do mar: contaminados com substâncias cancerígenas e excesso de resíduos de antibióticos.
Entretanto, o FDA (Food and Drug Administration, órgão governamental americano que controla alimentos e medicamentos) afirma que a Xulong e outras empresas chinesas sofrerão restrições na venda de determinados tipos de frutos do mar aos Estados Unidos porque os órgãos reguladores continuam detectando que produtos importados da China estão contaminados com cancerígenos e excesso de resíduos de antibióticos.

Poluição industrial : dejetos e efluentes
Na região do delta do rio das Pérolas, próximo a Hong Kong, os rios, lagos e canais costeiros são tão poluídos com dejetos químicos industriais ou efluentes agrícolas que muitos exportadores de frutos do mar são forçados a recorrer a antibióticos para manter os peixes vivos.

Meio ambiente contaminado
As regiões costeiras da China também abrigam as maiores empresas do país, famosas pela fabricação em massa de eletrônicos, pelo processamento de produtos químicos e por despejar montanhas de lixo tóxico no meio ambiente.

Fábrica moderna
Na fábrica Xulong, representantes coordenaram um tour por aquela que consideram uma fábrica moderna que obriga os funcionários a se desinfetarem passando por diversas estações de banho. Os representantes da empresa exibiram com orgulho os laboratórios de teste locais, gabando-se de que a água pura proveniente de um reservatório próprio torna a enguia que produzem a melhor da China.

Proibição
Mesmo assim, as enguias da empresa foram proibidas de entrar nos Estados Unidos. No último mês de abril, o FDA recusou quatro embarques de enguias tostadas de uma fábrica Xulong, pois continham resíduos de antibióticos proibidos com potencial nocivo aos consumidores.

Mas se a Xulong – que é a maior produtora de enguias do mundo e alega manter uma das operações mais higiênicas da China – às vezes não consegue passar pela inspeção dos órgãos reguladores americanos, quantas produtoras de frutos do mar chinesas conseguem?
A pergunta possui grandes implicações para o comércio global de frutos do mar, e para os Estados Unidos, que importam 80% dos frutos do mar consumidos em seu território.
As novas restrições do FDA, anunciadas em junho , proíbem alguns frutos do mar importados em grande quantidade da China, incluindo camarão, bagre, enguia e um tipo de carpa.

Medidas de restrições
Representantes da União Européia também declararam que estão considerando a adoção de suas próprias medidas de restrição a esses produtos. Segundo especialistas, uma sanção severa mais abrangente poderia representar uma séria calamidade para o setor de pesca e aqüicultura ou criação de frutos do mar de US$ 35 bilhões da China. Além disso, as crescentes exportações do agronegócio chinês também ficariam prejudicadas.

China um dos principais exportadores de alimentos
A China já é líder no fornecimento de frutos do mar, alho e concentrado de suco de maçã para os Estados Unidos, e está conquistando participação de mercado nas áreas de vegetais processados, alimentos congelados e ingredientes de alimentos. O fato preocupa especialistas em segurança de alimentos, que declaram que os órgãos reguladores norte-americanos estão mal preparados para lidar com a ascensão da China como principal país fornecedor de alimentos.

"A China saiu literalmente do nada para a posição número três em produtos alimentícios para exportação ficando atrás de Canadá e México", declarou Michael Doyle, diretor do Center for Food Safety, da Universidade da Georgia. "Se a idéia é continuarmos importando um número cada vez maior dos alimentos que consumimos, precisaremos ter um programa de inspeção melhor".

Somente nos Estados Unidos, as importações de frutos do mar chineses saltaram de cerca de US$ 550 milhões em 2001 para cerca de US$ 1,9 bilhão no ano passado, aproximadamente 22% do total de importações de frutos do mar. No entanto, 60% das remessas de frutos do mar cuja entrada foi proibida pelos órgãos reguladores americanos vieram da China.

História real: o problema seria muito mais amplo
Esses números, porém, podem não contar a história toda. Robert Schubert, diretor de pesquisa do Food and Water Watch, grupo sem fins lucrativos, afirma que o FDA está usando como amostra apenas uma fração minúscula das remessas de alimentos que ingressam nos portos americanos, o que significa que grande parte dos frutos do mar comprometidos possam estar chegando aos mercados.
"O FDA precisa de um orçamento muito maior e precisa reagir realizando mais testes", declarou Schubert, co-autor de um estudo sobre o crescimento das importações americanas de frutos do mar.
As descobertas dos inspetores são alarmantes. Somente em maio, os reguladores identificaram ;
■ "moluscos congelados imundos";
■ bagre, enguia e
■ camarão adicionados com produtos químicos proibidos; aditivos com riscos à segurança; pesticidas; e agentes cancerígenos.

Fonte: G1-New York Times – 03 de julho de 2007

Comentário:
Estamos alterando o ciclo de produção natural de peixes, frutos de mar para atender a demanda mundial que cresce enormemente. Fazendas são criadas para produção em massa de peixes, camarões, salmões, semelhantes aos aviários (aves) cuja preocupação é o crescimento acelerado dos peixes (engorda) e para proteção contra infecções e doenças são aplicados indiscriminadamente antibióticos. Veja o caso da doença da vaca louca, onde a cadeia alimentar do gado foi alterado há muito tempo, incluindo ração com proteína de animal (utilizava carcaça de animais para fazer a ração, foco de doença).
Antigamente um produto “Made in USA” ou “Made in Japan ou “Made in Europe” era um produto confiável, com qualidade e com segurança, agora, temos de tomar cuidado com as fontes de origem dos produtos (alimentos, brinquedos, eletrônicos, etc), pois acabou a era da produção verticalizada da empresa, sendo substituída por uma cadeia de fabricantes terceirizados (custo menor) que produz determinado produto para a empresa detentora da patente ou da comercialização. Não existe controle total das etapas de fabricação do produto, pois a cadeia de fornecedores é muito grande e diversificada.
Hoje predomina entre as entidades de defesa do consumidor ou agências de proteção avisos de alertas; recall, alimentos contaminados, etc. ACCA

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