Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, outubro 25, 2026

CRIANÇA CAI DE JANELA, FICA PRESA EM FIAÇÃO ELÉTRICA

 Uma criança foi resgatada por um policial militar após cair da janela uma residência e ficar pendurada na fiação elétrica, na manhã de sexta-feira (23), no Centro de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

O policial militar Andreon, responsável pelo resgate, contou que passava pela rua quando percebeu uma aglomeração de pessoas gritando por ajuda. Ao olhar para o imóvel, viu a criança pendurada na fiação elétrica, abaixo da janela de onde havia caído.

Com a ajuda de outro homem, que levou uma escada, o militar conseguiu subir até uma janela, alcançar a menina e puxá-la para dentro da residência.

Segundo Andreon, a criança estava com a mãe e uma irmã no momento do acidente. A mãe percebeu a queda e começou a gritar por socorro.

O militar explicou que parte da fiação tinha um revestimento de proteção, mas a menina estava próxima de um trecho sem isolamento, o que aumentava o risco de choque elétrico.

Segundo o policial, a menina permaneceu calma durante toda a situação. Ela não chorou e ficou praticamente imóvel enquanto aguardava o resgate. Andreon contou que conversou com a criança e pediu que ela não se mexesse até que conseguisse retirá-la da fiação.

"Eu disse: 'Calma, calma que a gente vai pegar você, vai tirar você daí'. Fui falando para ela não se mexer", relatou.

Apesar do susto, a menina não sofreu descarga elétrica. Segundo o policial, ela teve apenas alguns arranhões provocados pelo contato com a parede.

A criança foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por exames. De acordo com Andreon, ela estava bem após o resgate.

A Prefeitura de Delmiro Gouveia informou que o Conselho Tutelar acompanha o caso.

EM NOTA, A EQUATORIAL ALAGOAS INFORMOU:

 Enviou uma equipe técnica ao local após tomar conhecimento da ocorrência. Segundo a distribuidora, os profissionais avaliaram a situação e constataram que não havia necessidade de intervenção na rede elétrica. O fornecimento de energia não foi interrompido.

A empresa informou ainda que orientou os responsáveis pela criança sobre os cuidados necessários para evitar acidentes. A Equatorial alertou que construções próximas à rede elétrica podem oferecer riscos e reforçou a importância de respeitar as distâncias de segurança na instalação de janelas, sacadas e outras estruturas. Fonte: g1 Alagoas-23/10/2026

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sábado, outubro 24, 2026

PARANAENSE ATINGIDO POR RAIO NA CABEÇA DURANTE TRILHA NO EQUADOR


Um curitibano de 32 anos sobreviveu depois de ser atingido na cabeça por um raio enquanto subia o vulcão extinto El Corazón, no Equador. O caso aconteceu em 13 de outubro, na Cordilheira dos Andes, e o cume do vulcão tem quase 5 mil metros de altitude.

COMO FOI:

O montanhista, experiente, que prefere não ser identificado, fazia a trilha com um grupo de cerca de 20 pessoas. O tempo estava bom no começo, mas uma neblina se formou perto do fim, e o raio o atingiu no ponto mais alto da montanha. Outras duas pessoas do grupo também foram atingidas e se feriram.

 FERIMENTOS:

Ele teve os tímpanos perfurados e queimaduras de segundo e terceiro graus. O raio entrou pela cabeça, percorreu o corpo e chegou aos pés. A bota ficou parcialmente destruída.

EQUIPE DE SUPORTE ACIONOU SOCORRO E AJUDOU NA DESCIDA

"Eu estava com uma equipe preparada. Eles estavam com o rádio, com tudo, e pediram socorro muito rápido. Eles que me carregaram para descer, porque eu tive que caminhar um pouco. Eles me ajudaram na caminhada, trouxeram um cavalo para que eu pudesse, em uma parte, ir a cavalo. Quando eu cheguei, a ambulância já estava me esperando. Foi tudo bem coordenado", relembra.

O curitibano foi levado a um hospital particular do Equador, onde passou por acompanhamento por cardiologista, cirurgião plástico, otorrino e médico clínico geral. Ele teve queimaduras de 2º grau no tórax e em membros inferiores e de 3º grau nos pés.

Além disso, teve perfuração no tímpano em ambos os ouvidos e, na cabeça, ficou uma marca do raio.

No hospital equatoriano, depois que os rins e o coração dele estabilizaram, a equipe médica passou a controlar as queimaduras. Com a situação estável, o homem pôde retornar ao Brasil.

SITUAÇÃO ATUAL:

Depois de ser atendido num hospital particular no Equador, ele voltou a Curitiba e segue em tratamento no Hospital Evangélico Mackenzie.

Do aeroporto de Curitiba, ele foi levado direto ao Hospital Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de queimados, onde está dando continuidade ao tratamento.

Segundo a equipe médica, ele está estável, com previsão de internação de 3 a 4 semanas, a depender da evolução do quadro clínico. Ele está lúcido, bem e conversando.

Fontes:  g1 PR e RPC - Curitiba-22/10/2026; g1 PR e RPC — Curitiba - 20/10/2026; @ZR

Comentário

O que acontece com o corpo

 A maioria das pessoas atingidas por raios sobrevive (cerca de 90%), mas as lesões podem ser sérias.

Coração e respiração:

A principal causa de morte é a parada cardíaca ou respiratória no momento do impacto. Quem sobrevive à primeira hora geralmente tem bom prognóstico, se for socorrido rápido.

Sistema nervoso:

Perda  de consciência, confusão, amnésia e paralisia temporária das pernas (a chamada ceraunoparalisia), que costuma passar em horas.

Pele:

Queimaduras  geralmente superficiais, às vezes com marcas em forma de ramificação (figuras de Lichtenberg), que somem em dias.

Ouvidos e olhos:

Zumbido, tímpano rompido, perda auditiva, visão turva e, mais tarde, catarata.

Músculos e ossos:

Dor intensa,  e fraturas ou luxações causadas pela contração muscular violenta ou pela onda de choque.

Sequelas

A longo prazo: dor crônica, problemas de memória e concentração, distúrbios do sono, irritabilidade e alterações de humor.

A maioria das vítimas não é atingida diretamente. Muitas sofrem com a corrente que se espalha pelo solo ou com descargas laterais vindas de árvores e rochas próximas.

Se alguém for atingido: chame o resgate (Bombeiros 193) e comece a massagem cardíaca se a pessoa não respirar. A vítima não retém carga elétrica, então é seguro tocá-la. Se houver várias vítimas, atenda primeiro as que parecem mortas, porque são as que mais se beneficiam de ressuscitação imediata.

COMO SE PROTEGER EM TRILHAS

Antes de sair

Confira a previsão. Em boa parte do Brasil, as tempestades de verão se formam à tarde, então saia cedo para estar de volta antes do meio-dia ou início da tarde.

Defina um horário-limite de retorno e respeite, mesmo sem chegar ao topo.

DURANTE A TRILHA

Se o céu escurecer, as nuvens crescerem verticalmente ou você ouvir trovão, comece a descer na hora. Não espere a chuva chegar.

Regra dos 30-30:

Se o trovão vier menos de 30 segundos depois do clarão, a tempestade está perto o bastante para ser perigosa. Só retome a caminhada 30 minutos depois do último trovão.

ONDE EVITAR

Cumes, cristas, campos abertos e árvores isoladas.

Água, cercas de metal, cabos de aço e vias ferratas.

Boca de cavernas e paredões rochosos rasos, onde a corrente pode saltar.

ONDE FICAR

O melhor abrigo é uma construção fechada ou um carro.

Sem isso, procure um trecho baixo e com vegetação densa, de árvores todas de altura parecida. Fique afastado dos troncos mais altos.

SE FOR PEGO SEM ABRIGO

Afaste-se uns 10 metros dos outros membros do grupo, para que nem todos sejam atingidos de uma vez.

Agache-se sobre a ponta dos pés, com os pés juntos, cabeça baixa e mãos nos joelhos, o mínimo possível em contato com o chão. Se tiver uma mochila ou isolante, apoie-se sobre ele. Não se deite no chão.

Afaste de você bastões de caminhada, mochilas com armação metálica e outros objetos de metal.

Barraca não protege de raio.

SINAIS DE ALERTA IMEDIATO:

Cabelo  arrepiado, formigamento na pele ou zumbido nos objetos de metal indicam que a descarga está prestes a acontecer. Agache imediatamente e se afaste do local.

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terça-feira, outubro 20, 2026

MANAUS ATINGE NÍVEIS GRAVES DE POLUIÇÃO DO AR POR FUMAÇA DE QUEIMADAS

O ar de Manaus é o pior do mundo. Enquanto Kinshasa, capital do Congo, na África Central, registrou uma média de pior qualidade do ar do mundo com índice de 172,6 µg/m³, na plataforma IQAir, Manaus atingiu um pico extremo de 324,1 µg/m³, segundo o Selva. Esse nível deixou o ar da capital amazonense 20 vezes acima do limite de segurança recomendado pela OMS para 24 horas (15 µg/m³). A origem da fumaça na capital amazonense vem de incêndios florestais e queimadas descontroladas da agropecuária. O Inpe contabilizou 3.240 focos de calor entre 1º e 23 de setembro de 2026 no estado. As autoridades ambientais estão inertes. Enquanto crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à poluição de gases tóxicos, como o carbono.

A qualidade do ar em Manaus chegou a níveis graves para a população e fez a Defesa Civil disparar alertas de risco à saúde nesta sexta-feira (9). Segundo a prefeitura, a fumaça intensa que atinge a capital nos últimos dias tem origem nas queimadas registradas em municípios do interior do Amazonas.

No início da manhã, o ar atingiu 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (MP2,5), uma substância tóxica para o ser humano.

Níveis acima de 160 µg/m³ já são considerados “péssimos” na classificação de qualidade do ar. Na medição das 22h de quinta-feira (8), foi registrado um pico de 200,0μg/m³.

Os números foram divulgados pela Defesa Civil de Manaus, que utiliza o registros da PurpleAir, uma empresa internacional que monitora a qualidade do ar em  tempo real por meio de uma rede de sensores pelo mundo. Na capital do Amazonas são 10 sensores.

O alerta orienta cuidados maiores para aqueles que pertencem aos grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias. A recomendação é aumentar a hidratação, usar máscaras PFF2, evitar exercícios físicos e acompanhar as atualizações.

Entre os efeitos da poluição para a saúde estão;

·       tosse e falta de ar,

·       irritação nos olhos e

·       risco respiratório.

A Prefeitura disse, em nota, que está intensificando as ações de fiscalização, prevenção e combate às queimadas urbanas, além de monitorar a qualidade do ar e dar assistência à população.

SUSPENSÃO DE AULAS

Aulas da rede municipal de ensino foram suspensas nesta sexta-feira, assim como atividades presenciais nas sedes administrativas do Executivo Municipal. Serviços considerados essenciais foram mantidos, com o das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também suspendeu as atividades presenciais acadêmicas e administrativas em todos os turnos. A recomendação é realizar as atividades de forma remota. A medida é justificada para “resguardar a saúde da comunidade acadêmica diante do cenário de poluição atmosférica severa”.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) seguiram o mesmo caminho e suspenderam aulas e demais atividades acadêmicas nas unidades da instituição na capital. As atividades administrativas foram realizadas remotamente.


PROBLEMA RECORRENTE

Monitoramento feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) indica que a qualidade do ar vem atingindo níveis extremos de poluição no estado nos últimos dias. Os dados são disponibilizados na plataforma Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental).

Desde quarta-feira (7), o ar tem atingido, com frequência diária, concentrações acima de 100 (µg/m³) de material particulado fino. O pico até agora foi registrado às 2h da madrugada desta sexta: 344,5 µg/m³.

Na escala oficial do Índice de Qualidade do Ar (IQAr), usada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a poluição por material particulado fino é dividida em cinco níveis principais:

Entre 0 e 15 µg/m³: boa

Entre 15 e 50µg/m³: moderada

Entre 50 e 75µg/m³: ruim

Entre 75 e  125µg/m³: muito ruim

Entre 125 e 300µg/m³: péssima

Fonte: Agência Brasil - Publicado em 09/10/2026

FUMAÇA DAS QUEIMADAS NA AMAZÔNIA

A fumaça das queimadas na Amazônia é um problema ambiental, de saúde pública e climático grave que afeta não apenas a região Norte, mas várias partes do Brasil e da América do Sul.

1. COMO A FUMAÇA SE ESPALHA? ("RIOS VOADORES")

A Amazônia possui correntes de ar em altitude conhecidas como rios voadores, que transportam a umidade da bacia amazônica em direção ao Sul e Sudeste do Brasil. Durante a época de seca e queimadas (geralmente entre julho e outubro):

A fumaça das florestas e pastagens em chamas é puxada por essas correntes de ar.

O fluxo de fumaça viaja milhares de quilômetros, cobrindo estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países vizinhos como Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Fenômenos como o "dia que virou noite" em São Paulo (em agosto de 2019) e o "chuva preta" são consequências diretas desse transporte de fuligem e fuligem combinados com frentes frias.

2. IMPACTOS NA SAÚDE HUMANA

A fumaça da queimada é composta por uma mistura tóxica de gases (como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio) e material particulado (PM2.5) — partículas finíssimas que penetram profundamente nos pulmões e entram na corrente sanguínea.

SINTOMAS IMEDIATOS: Irritação nos olhos, garganta seca, tosse, dor de cabeça, coriza e cansaço.

PROBLEMAS GRAVES: Agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares como asma, bronquite, rinite, pneumonia e infartos.

GRUPOS DE RISCO: Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas pré-existentes.

3. RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS COM A SAÚDE

Em dias com forte presença de fumaça ou ar classificado como "insalubre":

Vedação de Ambientes:

Mantenha portas e janelas fechadas nos horários de maior pico de poluição.

Evite usar ventiladores voltados para janelas abertas.

Hidratação e Umidificação:

Beba bastante água ao longo do dia.

Use umidificadores de ar, bacias com água ou toalhas molhadas nos cômodos.

USO DE MÁSCARAS:

Mantenha o uso de máscaras do tipo PFF2 / N95 ao sair de casa (máscaras de tecido simples ou cirúrgicas não filtram eficientemente as partículas finas

PM2.5).

ATIVIDADES FÍSICAS: Evite praticar exercícios físicos ao ar livre em dias com alta concentração de fumaça.

ACOMPANHAMENTO DE INFORMAÇÕES:

Monitore a qualidade do ar em sua cidade por meio de plataformas como o IQAir ou órgãos ambientais estaduais (como a CETESB em SP, INEA no RJ, etc.). Fonte: g1 AM — Manaus - 17/10/2026  


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PAMPAS PERDERAM 11,3 MILHÕES DE HECTARES DE VEGETAÇÃO NATIVA EM 40 ANOS

 Região que se espalha por Brasil, Argentina e Uruguai perdeu 21% das pastagens naturais desde 1985. Brasil teve a maior redução proporcional de vegetação nativa.

 O QUE OS DADOS REVELAM?

Segundo o levantamento do MapBiomas Pampa, divulgado, os números se referem à região pampeana da América do Sul entre 1985 e 2024.

•O bioma dos Pampas perdeu 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024. Os dados são de um levantamento do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (4).

•Do total perdido nas quatro décadas, 10,5 milhões de hectares eram de vegetação campestre. No mesmo período, áreas de cultivos agrícolas cresceram 33% e florestas plantadas subiram 503%.

•O Brasil registrou a maior perda proporcional de vegetação nativa do período, com redução de 30%. A queda de 3,7 milhões de hectares foi associada à expansão da soja.

•A Argentina apresentou a maior perda em números absolutos no bioma. O país registrou uma diminuição de 4,8 milhões de hectares de sua cobertura original nas quatro décadas.

•No Uruguai, a redução da vegetação nativa alcançou 19%. A área agrícola uruguaia subiu de 1,4 milhão para 3,4 milhões de hectares no intervalo analisado.

ENTENDA:

A  região pampeana ocupa cerca de 109 milhões de hectares, ou 6% da América do Sul, e inclui o sul do Brasil, todo o Uruguai e áreas do centro-leste da Argentina. Sua vegetação típica é formada principalmente por gramíneas e outras plantas herbáceas nativas.

As mudanças no uso da terra, no entanto, começaram antes do período analisado. Em 1985, primeiro ano da série histórica, 35% da região já havia sido convertida para pastagens cultivadas, agricultura, florestas plantadas ou áreas urbanas.

Nas quatro décadas seguintes, essa transformação continuou. Em 2024, 46% da região estava ocupada por áreas cultivadas, segundo o levantamento.

Entre os três países analisados, o Brasil apresentou a maior perda proporcional de vegetação nativa.

Em 1985, havia 12,4 milhões de hectares de cobertura natural na porção brasileira da região.

Em 2024, eram 8,6 milhões. A redução foi de aproximadamente 3,7 milhões de hectares, ou 30%, e esteve associada principalmente à expansão da soja, segundo o MapBiomas.

A área de florestas plantadas também cresceu no período no Brasil, passando de 44 mil para 738 mil hectares.

A Argentina, por outro lado, teve a maior perda em números absolutos. Foram cerca de 4,8 milhões de hectares de vegetação nativa a menos entre 1985 e 2024, queda equivalente a 12% da cobertura registrada no início da série.

No Uruguai, a redução da vegetação nativa chegou a 19%. O país também registrou forte crescimento de outras formas de ocupação do solo: a área agrícola passou de 1,4 milhão para 3,4 milhões de hectares, e as florestas plantadas cresceram de 117 mil hectares para 1,3 milhão de hectares.

POR QUE ISSO IMPORTA?

Os campos nativos do Pampa abrigam grande diversidade de plantas e animais, ajudam a controlar a erosão e contribuem para a regulação da água. Sua conservação é essencial para manter o equilíbrio ecológico e a produção rural sustentável.

IMPACTOS ECOLÓGICOS E HIDROLÓGICOS:

Especialistas alertam que a perda de vegetação campestre nativa reduz drasticamente a capacidade de infiltração da água no solo, afeta a biodiversidade local e enfraquece a resiliência do bioma frente a eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e inundações severas no Sul do país.   Fonte: g1-04/09/2026

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domingo, outubro 18, 2026

INCÊNDIO DESTRÓI 320 BOXES DE GALPÃO DA CEAGESP, NA ZONA OESTE DE SP

 


Um incêndio de grandes proporções atingiu um dos galpões do Entreposto Terminal São Paulo da Ceagesp, na Vila Leopoldina, no final da noite de sábado (5 de setembro de 2026). 

O QUE ACONTECEU

Fogo atingiu o Entreposto Terminal São Paulo, segundo a Ceagesp. O combate às chamas aconteceu, a princípio, com ajuda dos funcionários da empresa e, em seguida, pelos bombeiros.

ESTRUTURA E BOXES ATINGIDOS:

 O fogo destruiu um pavilhão com 320 boxes, afetando diretamente mais de 100 permissionários e comerciantes. O espaço abrigava principalmente quiosques de frutas (como melancias e melões), lojas de embalagens e restaurantes. 

CORPO DE BOMBEIROS

 O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 23h20 e mobilizou 16 viaturas para o local. As chamas foram controladas durante a madrugada e o trabalho de rescaldo seguiu pela manhã de domingo (6).  

CONTROLE DO FOGO

 O fogo foi controlado às 2h30. A ocorrência foi encerrada no meio da manhã, segundo os bombeiros.

VÍTIMAS:

Não há registro de vítimas e o fogo não se espalhou para os outros galpões da Ceagesp.

INVESTIGAÇÃO E INTERDIÇÃO

As causas do incêndio ainda serão investigadas. A Defesa Civil emitiu um auto de interdição temporária para o local.

A perícia técnica foi acionada para investigar a origem do fogo. Comerciantes do local relataram problemas prévios de fiação elétrica e falta de manutenção.

PREJUÍZOS FINANCEIROS:

Estimativas preliminares dos comerciantes indicam perdas superiores a R$ 40 milhões, somando estoques de mercadorias, equipamentos de refrigeração, escritórios e estrutura de negócios.

Segundo informações divulgadas em outubro, a Ceagesp  preparou uma estrutura provisória para os comerciantes afetados, com previsão de funcionamento a partir de 16 de outubro. A reconstrução definitiva do pavilhão foi estimada em aproximadamente um ano.

CEAGESP

A Ceagesp informou que criou um Comitê de Crise para avaliar os impactos e buscar alternativas para os comerciantes afetados.

COMERCIANTES DENUNCIAM ESTADO DO LOCAL

Embora a causa do incêndio ainda não tenho sido revelada e esteja em fase de perícia, muitos comerciantes disseram que o galpão apresentava riscos elétricos e que a direção do Ceasa havia sido alertada diversas vezes.

Um deles, que preferiu ter a identidade preservada por medo de retaliação, disse que "todo mundo sabia que isso (o incêndio) ia acontecer". Outro afirmou que a fiação estava danificada e relembrou que durante o Natal do ano passado houve um apagão no local.

Fontes: TV Globo e g1 SP — São Paulo-07/09/2026; UOL, em São Paulo-06/09/2026

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quarta-feira, outubro 14, 2026

CHILE: O SALDO DEIXADO PELA DEVASTADORA ENXURRADA NO BAIRRO DE LAS CONDES


 Seis pessoas feridas, 1.960 casas com danos leves,  55 com danos graves e cerca de 200 hectares inundados: esse foi o saldo da devastadora  enxurrada que, na tarde de quinta-feira (15/10), desceu da pré-cordilheira e arrasou boa parte da comuna de Las Condes, em Santiago, segundo informou o Comitê de Gestão de Risco de Desastres (Cogrid).

O delegado presidencial, afirmou que continuam "coletando informações para ter a certeza de que temos apenas os seis feridos registrados até o momento, incluindo uma criança de um ano com uma fratura".

À noite, o governo decretou zona de catástrofe e, e, ao longo deste dia equipes de resgate — municipais, dos Bombeiros, dos Carabineros e do Exército — trabalham arduamente para liberar ruas completamente cobertas por lama, pedras e carros destruídos. Enquanto isso, pelo menos 1.000 pessoas precisaram de assistência das equipes de resgate, conforme confirmado pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Santiago (CBS).

Por sua vez, o diretor nacional do Sernageomin, explicou que a enxurrada se enquadra na categoria de *flash flood* (inundação repentina), ou seja, um evento que arrasta enormes volumes de sedimentos em um curto período de tempo.

Quanto à sua origem, o delegado da Região Metropolitana de Santiago, explicou que «presumimos que se trate do bloqueio, do entupimento do canal subterrâneo que normalmente permite a drenagem da água que escorre pela ravina».

Entretanto, o vice-ministro das Obras Públicas e Transportes, afirmou que «a situação está controlada» e que, durante este fim de semana, terão «praticamente todas as estradas desobstruídas para a circulação e os serviços básicos restabelecidos».

Ele explicou que caíram cerca de 144 milímetros de chuva na região e que a enxurrada não ocorreu logo após as precipitações mais intensas, mas sim no dia seguinte, quando caíram cerca de 15 mm em poucos minutos — motivo pelo qual “prever essas coisas é realmente difícil”.

RELATOS DOS ATINGIDOS

Moradores e trabalhadores da região descreveram suas experiências durante o evento catastrófico, que teve início em questão de minutos e também inundou uma clínica e duas instituições de ensino.

“Estávamos fazendo uma reforma no segundo andar da clínica e, quando a chuva ficou mais forte, a água começou a levar os carros. O subsolo e as garagens subterrâneas mais abaixo estão cheios de lama, barro, pedras, de tudo”, relatou ao Canal 13.

“Não recebemos nenhum alerta ”, criticou.

Uma estudante também afirmou: “Estava voltando da universidade, ouvi a chuva forte, mas não imaginei que o rio que transbordou atingiria essa proporção. Nunca vi nada parecido na minha vida”.

“Não há luz. A fiação foi cortada. Só consigo me comunicar por telefone, pois não há outra forma de conexão”, apontou.

Outra pessoa afetada contou que “o céu ficou escuro, foi algo impressionante. Fomos olhar e, em cinco minutos, sentimos como se fosse uma onda do mar; houve um estrondo e vimos todos os carros, ônibus e caminhonetes descendo. Foi algo terrível”, relatou.

“Primeiro veio uma chuva de granizo e depois desabou uma chuva forte por uns 15 ou 20 minutos. Foi um verdadeiro dilúvio”, acrescentou outro homem.

PASSAGEIROS DE UM ÔNIBUS

Também deram seus depoimentos os passageiros de um ônibus que foi arrastado pela correnteza — sem dúvida, a imagem mais aterrorizante deixada pela enxurrada.

“Não conseguimos descer do ônibus porque fomos atingidos de repente por toda a água, uma árvore, tudo. O ônibus começou a deslizar para trás e ficou inundado até o alto. A água subiu e tivemos que ir para o fundo. Começamos a subir pela saída de emergência e ficamos no teto”, contou uma mulher.

Outro passageiro, afirmou que a correnteza os arrastou por vários quarteirões, “levando tudo: árvores, postes. Por sorte, parou aqui; o ônibus ficou ali e eu consegui pular pela janela”.

O caso de maior repercussão foi o das pessoas vistas em cima desse mesmo ônibus. “Nós estávamos lá em cima, no teto, gritando e pedindo ajuda às pessoas, porque continuávamos sendo arrastados. Estavam todos assustados, gritando e chorando, pois tudo estava sendo inundado. Algumas sofreram contusões, outras se cortaram, mas nada grave”, concluiu um deles. Fonte: infobae-09 de outubro de 2026


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segunda-feira, outubro 12, 2026

ACIDENTE ENTRE VEÍCULOS DEIXA CINCO MORTOS E NOVE FERIDOS NA BR-393

 


Um grave acidente envolvendo quatro carros de passeio e um caminhão deixou cinco mortos e nove feridos no km 252 da BR-393, na altura de Barra do Piraí (Sul Fluminense, RJ).  

RESUMO DOS FATOS

Local e Horário: Ocorreu por volta das 6h30 no km 252 (altura do Trevo do Matadouro), em Barra do Piraí (RJ).  

Veículos Envolvidos: Uma carreta carregada com pisos cerâmicos e quatro automóveis de passeio.  

VÍTIMAS FATAIS

Cinco pessoas de uma mesma família de Juiz de Fora morreram em um acidente envolvendo quatro carros e um caminhão na manhã deste sábado (10), no km 252 da BR-393, em Barra do Piraí (RJ).  

FERIDOS:  

4 pessoas foram encaminhadas para unidades de saúde da região (Santa Casa de Barra do Piraí e Hospital Maria de Nazaré).  

5 pessoas recusaram atendimento médico no local por apresentarem apenas escoriações leves.  

IMPACTO NO TRÂNSITO:

A carreta tombou e espalhou a carga de pisos pela pista. A rodovia ficou totalmente interditada nos dois sentidos do início da manhã até por volta de 11h40, quando o tráfego foi liberado.  

CAUSA PROVÁVEL

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro da família seguia em direção a Volta Redonda (RJ) quando se envolveu em um acidente com outros três carros e um caminhão na manhã de sábado, no km 252 da BR-393, em Barra do Piraí. A batida aconteceu na altura do Trevo do Matadouro, quando as vítimas seguiam viagem para Paraty. A carreta trafegava no sentido contrário, rumo a Juiz de Fora (MG).

A dinâmica exata da colisão ainda está sendo investigada. Informações preliminares colhidas no local apontam que a carreta teria tombado antes do impacto e que o motorista do carro onde estava a família teria tentado desviar. Essa versão ainda depende de confirmação da perícia

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil iniciou a investigação para apurar as causas do acidente. Fonte: g1 Zona da Mata - 10/10/2026

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domingo, outubro 11, 2026

POR QUE BRASIL É 2º PAÍS COM MAIOR INCIDÊNCIA DE TORNADOS

Tornado registrado em Giruá, no Rio Grande do Sul, em 28 de julho de 2026. Tornado registrado em Giruá, no Rio Grande do Sul, em 28 de julho de 2026. Quatro pessoas ficaram feridas e dezenas de casas foram afetadas pelo tornado que atingiu os municípios de Giruá

 Até julho, 81 tornados tinham sido registrados no país em 2026, e isso ainda antes do auge da temporada de tornados, que ocorre geralmente entre o fim do inverno e a primavera.

Com um El Niño forte tornando o clima mais propenso à formação de tempestades severas na região Sul do país, o Brasil pode quebrar o recorde de 92 tornados registrados em 2025, segundo dados da Plataforma de Registro e Observadores de Tempestades Severas (Prevots).

A iniciativa, que tem a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre seus parceiros, registra desde 2018 eventos de tempo severo no Brasil — como granizo, tornados, rajadas de vento e chuva intensa —, a partir do trabalho voluntário de meteorologistas.

O Brasil é o segundo país do mundo mais propenso à formação de tornados, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo um estudo de 2012 realizado pelo pesquisador Daniel Henrique Candido, em sua tese de doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp).

Este ano pode superar o recorde de tornados registrados em 2025

Tornados registrados no Brasil desde 2018

Ano

 

2018

24

2019

37

2020

45

2021

58

2022

43

2023

62

2024

69

2025

92

2026*

81

*julho/2026

O QUE É UM TORNADO?

O tornado é um fenômeno meteorológico caracterizado por um funil de ar em rotação muito intensa, que desce da base de uma nuvem de tempestade.

"Quando a rotação desse funil atinge a superfície, isso caracteriza um tornado, e tem a capacidade de gerar ventos extremamente intensos e causar danos muito significativos", explica o meteorologista Ernani de Lima Nascimento, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e voluntário da Prevots.

Então, a primeira condição necessária para a formação de um tornado é haver uma tempestade severa.

"Para produzir um tornado, tem que ser uma tempestade que tenha correntes ascendentes, ou seja, um movimento para cima dentro da nuvem extremamente intenso e, se tiver condições favoráveis, como uma intensificação do vento nos primeiros 1.000 metros de altura, e se o vento mudar rapidamente de direção, isso gera um cilindro de ar na horizontal", diz Nascimento. "Quando esse cilindro que está na horizontal entra embaixo de uma nuvem, que é um movimento ascendente, ele sai de horizontal para vertical, e o movimento ascendente estica esse cilindro, que gira ainda mais rápido."

É POSSÍVEL PREVER TORNADOS?

O pesquisador do Inpe afirma que não é possível prever com antecedência onde exatamente e o horário preciso em que um tornado vai ocorrer.

"O que é possível prever com várias horas de antecedência são condições atmosféricas favoráveis à formação de tempestades que podem produzir tornados numa determinada região", afirma.

Para um alerta de tornado, é preciso confirmar antes a formação de uma tempestade do tipo supercélula, que é uma tempestade que gira em torno do seu próprio eixo.

"Pelo fato de ter rotação, ela gera esses movimentos ascendentes muito intensos, que é uma das condições para formar tornados", diz Nascimento.

"Nesse caso, o máximo de antecedência que se pode dar para as cidades que estiverem no caminho daquela tempestade é de 15, 20 minutos, meia hora no máximo — temos um tempo de antecedência muito curto."

A região do Brasil mais propensa a tornados é o contorno oeste dos três Estados do Sul e também o sul do Mato Grosso, diz o pesquisador do Inpe.

"Essa é a região onde há a maior frequência desses tornados mais intensos, que podem produzir danos significativos", diz Nascimento, alertando que isso não significa que esses fenômenos só ocorrem ali.

"Nós já tivemos tornados intensos no Estado de São Paulo, por exemplo."

Segundo o meteorologista, o que explica a maior propensão da região à formação de tornados é o fluxo de ar que se desloca da Amazônia rumo ao Sul do país.

"A região que primeiro é visitada por esse escoamento de ar quente e úmido é justamente o oeste da região Sul. Esse fenômeno tem um nome: é chamado de jato de baixos níveis", afirma.

Ele leva esse nome por se tratar de um movimento de ar em alta velocidade que ocorre em torno de 1.500 metros de altura, o que na meteorologia ainda é considerado um nível baixo.

Essa massa de ar quente e muito úmida, com propensão para girar em torno de si mesma, às vezes é acelerada por um ciclone tropical na costa do Uruguai, que é uma queda de pressão acentuada, acompanhada de uma frente fria.

O contraste entre o ar quente e úmido da Amazônia e o ar frio que vem da Patagônia argentina ajuda a intensificar o vento, diz o especialista.

"Quanto maior o contraste, mais o vento se intensifica com altura, e esse é um ingrediente-chave para formar essas tempestades que são rotativas."

POR QUE REGISTROS DE TORNADOS ESTÃO SE TORNANDO MAIS FREQUENTES?

Os especialistas concordam com um fato: os registros de tornados são hoje mais frequentes devido à proliferação dos celulares com câmera, que permitem a documentação desses fenômenos. Mas eles divergem quanto ao papel das mudanças climáticas nesse maior número de registros.

Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), é um dos que refuta a ideia de que esses fenômenos estejam de fato mais frequentes. Para o meteorologista, eles são apenas mais registrados.

"Tornado é um fenômeno que tem uma escala muito pequena — metros, dezenas de metros — e dura muito pouco tempo. É difícil detectar tornados com imagens de satélite, inclusive com radar meteorológico", observa.

"Então, os registros que nós temos são basicamente afirmações e fotografias. É aí que aumenta a sensação de que nós estamos tendo mais, porque, por exemplo, este da região Sul foi perfeitamente filmado", destaca.

"Não temos dúvida nenhuma de que se tratou de um tornado, mas, antigamente, você não tinha um celular no bolso pronto para filmar ou para tirar uma foto."

Além disso, diz Seluchi, a população hoje está muito mais espalhada e é muito maior. "Ocupamos maior território, todo mundo com celular, então hoje é difícil um tornado escapar."

Luci Hidalgo Nunes, professora aposentada do Instituto de Geociências da Unicamp, concorda com essa avaliação.

"Tornados, assim como inundações, acontecem em qualquer lugar no mundo, não sendo exclusivo de um tipo de clima. Isso diferencia esse fenômeno, por exemplo, de furacões, que acontecem apenas em alguns locais do mundo", diz Nunes.

"Eles são bem mais comuns do que se pensa, mas como nos últimos anos tem havido facilidades para seus registros no mundo inteiro, pode dar a impressão de que estaria ocorrendo, necessariamente, aumento desses episódios, e que eles estariam associados às mudanças climáticas — algo que aqueles que são realmente especialistas nesse tipo de fenômeno refutam."

Já o meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), avalia que os tornados estão mais frequentes e mais intensos nos últimos 20 anos, e que isso tem, sim, relação com as mudanças climáticas.

"A Terra está passando por um período quente, que faz com que haja aumento dos temporais, dos vendavais, das ondas de calor, e das chuvas fortes também", diz Diniz. "Consequentemente, muitas vezes, dentro dos temporais, ocorrem essas micro explosões ou tornados."

Ernani Nascimento, do Inpe, acredita que os dois fatores — mais celulares com câmera e mudanças climáticas — se combinam para explicar o maior número de registros de tornados nos últimos anos.

"Na primavera, principalmente, há um aumento da frequência das condições que são favoráveis a formar tempestades severas na região da tríplice fronteira, onde junta Paraguai, Brasil e Argentina, e isso se estende pelo sudoeste da região Sul", diz Nascimento.

Segundo ele, há nessa região uma intensificação dos ventos com altura, aqueles que vão desde o chão até cerca de 6.000 metros, o que, combinado com umidade e calor, pode gerar tempestades rotativas.

"A melhor explicação que temos para isso é uma mudança da região onde tem o contraste de massas de ar, e isso é resultante de mudanças climáticas a nível global", afirma.  

"Como o planeta todo está aquecendo, a região de massa de ar quente está tomando um espaço geográfico maior, está indo mais para sul, e é isso que está trazendo para essa região Sul do Brasil a intensificação desses ventos."

BRASIL É DE FATO O SEGUNDO PAÍS MAIS PROPENSO A TORNADOS?

O pesquisador do Inpe acredita que sim, embora tenha algumas discordâncias metodológicas com o estudo da Unicamp que chegou a essa conclusão.

"Podemos afirmar, com uma boa dose de confiança, que quando pegamos os registros de tornados intensos e que são realmente muito destrutivos, fora dos Estados Unidos, não tem outro país com tanta documentação", diz Nascimento.

"Já estou há mais de dez anos estudando esse tipo de fenômeno, e consigo afirmar que o Brasil, em termos de tornados intensos, só fica atrás dos Estados Unidos nessa frequência de registros. Lógico, que com os Estados Unidos muito à frente."

Essa também é a avaliação de Luci Hidalgo Nunes, professora aposentada da Unicamp.

"O sul da América do Sul — incluindo o Sul e partes do Sudeste do Brasil — apresenta condições atmosféricas e fisiográficas particularmente favoráveis para a formação de tornados", diz Nunes.

"Falta um banco de eventos mais completo na América do Sul e mesmo radares do tipo Doppler que permitem melhor aferição desse fenômeno. Mas, depois da América do Norte, esse setor é o que apresenta condições mais propícias para a formação de tempestades tornádicas no mundo", afirma.

"Simplificando ao máximo, essas condições favorecem o encontro de sistemas atmosféricos distintos, facilitadas por condições de relevo", conclui.

E VÊM MAIS TORNADOS POR AÍ?

Infelizmente, os especialistas acreditam ser provável que teremos mais tornados pela frente.

"Tipicamente falando, anos de El Niño são anos onde as tempestades severas são mais frequentes no Sul do Brasil", diz Nascimento, acrescentando que esse quadro se agrava com a expectativa de um El Niño forte.

O fenômeno, marcado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, provavelmente explica também por que essa temporada de tornados começou mais cedo, com muitos registros desde junho, ainda no início do inverno.

"Entre agora, o final de inverno e toda a primavera, é um período que vai ser acompanhado de perto, com uma certa prontidão, já tendo essa expectativa de que os tornados podem ocorrer com mais frequência", afirma o pesquisador do Inpe.

Francisco de Assis Diniz, do Inmet, observa ainda que é esperado para o início de agosto a chegada de uma nova frente fria de maior intensidade entre a região Sul e a Argentina, trazendo maiores condições para temporais. Fonte: BBC News Brasil em São Paulo e em Londres-Published - 31 julho 2026

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quinta-feira, outubro 01, 2026

COLISÃO COM MICRO-ÔNIBUS E CARRETA DEIXA AO MENOS 23 MORTOS NA BR-373 NO PARANÁ

O acidente aconteceu na madrugada de 19 de agosto de 2026, no km 209 da BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais, no Paraná.

PRINCIPAIS DETALHES DA TRAGÉDIA:

Veículos envolvidos: Um micro-ônibus da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva e uma carreta (que viajava sem carga, cujo motorista também faleceu).  

VÍTIMAS:

O micro-ônibus transportava 27 pessoas, todas pacientes que viajavam de Imbituva para hospitais da Grande Curitiba, das quais 22 morreram e cinco ficaram feridas; o motorista da carreta também morreu, totalizando 23 óbitos. Entre os mortos estavam 13 mulheres, oito homens e duas crianças.  Cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais de Ponta Grossa.

DINÂMICA DO ACIDENTE:

Segundo os levantamentos preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão teria invadido a pista contrária — que é de pista simples —, provocando uma colisão frontal violenta por volta das 3h30.  

O coletivo era da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva, a 170 quilômetros de Curitiba, e levava pacientes para hospitais perto da capital. Acompanhantes dos pacientes também estavam no veículo, segundo a PRF.

Já o caminhão tinha placa de Erechim (RS) e seguia em direção à cidade de Prudentópolis (PR). Ele teria partido de Carambeí (PR), segundo informações preliminares da PRF.

OCUPANTES DO MICRO-ÔNIBUS:

O veículo transportava pacientes do município de Imbituva que realizariam tratamento e consultas médicas em hospitais da Grande Curitiba.   

A rodovia ficou totalmente fechada por quase sete horas. O acidente aconteceu por volta das 3h30 e a pista só foi liberada às 10h25, quando equipes da concessionária limparam o local.

Este é o maior acidente registrado no estado desde janeiro de 2021, quando o tombamento de um ônibus deixou 19 mortos na BR-376, em Guaratuba. O veículo estava em alta velocidade e teria sofrido uma falha nos freios.

PERÍCIA

Equipes da polícia periciaram o local e as causas do acidente serão divulgadas posteriormente.

RECONHECIMENTO  DAS VÍTIMAS

Uma operação especial foi montada para o reconhecimento das vítimas. Um comboio com seis caminhões foi responsável por levar os corpos para a sede da Polícia Científica do Paraná em Ponta Grossa na manhã de hoje.

Além das equipes de Ponta Grossa, funcionários de Curitiba e Guarapuava vão trabalhar no reconhecimento. As informações são da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, que classificou o trabalho para identificar as vítimas como complexo. Essas equipes também participaram da perícia do acidente.

A Polícia Científica ativou o Protocolo de Identificação de Vítimas em Desastres, padronizado pela Interpol, no caso. Ele estabelece as normas para coleta de DNA e registros de desaparecidos juntos aos familiares.

O ideal é que parentes de primeiro grau, como filhos, pais ou cônjuges, façam o reconhecimento das vítimas. Eles precisam levar documento original da vítima e um documento que comprove a ligação dele com aquela pessoa, como certidão de casamento.

Caso esses parentes não possam ir até a Polícia Científica reconhecer os corpos, irmãos, primos, avós ou tios podem fazê-lo. Não há uma previsão para o término do trabalho das autoridades. Fonte: UOL - 19/08/2026 11h42 ; UOL- 19/08/2026 06h33

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sábado, setembro 19, 2026

INCÊNDIO DESTRÓI HOTEL ALTO NEVADOS, NO CHILE

Um incêndio de grandes proporções destruiu o Hotel Alto Nevados, localizado no complexo turístico de Nevados de Chillán, um dos principais destinos de neve do Chile. O fogo começou por volta das 17h de domingo, 6 de setembro, e avançou rapidamente pela estrutura de cinco andares.

INCÊNDIO

As chamas tiveram início no quinto piso, em uma ala voltada para o nordeste. A investigação ainda tenta determinar se o foco surgiu em um quarto de hóspedes ou em uma área utilizada pelos funcionários.

DANOS MATERIAIS

Além do edifício principal, o fogo atingiu uma cafeteria, parte da cozinha, depósitos, a escola de esqui, a área de aluguel de equipamentos e cerca de 20 veículos, 12 deles foram completamente destruídos.

CORPO DE BOMBEIROS

Aproximadamente 20 unidades dos Bombeiros participaram da operação, que avançou durante a noite.

CAUSA DO INCÊNDIO

A causa permanece desconhecida e os peritos trabalham com diferentes hipóteses, incluindo uma possível falha elétrica.


EVACUAÇÃO

No momento do incêndio, havia 119 hóspedes e entre 80 e 100 funcionários no hotel. Todos foram retirados com segurança e não houve registro de feridos ou desaparecidos. Os hóspedes

foram levados para outros hotéis da região.

Entre os hóspedes estavam turistas brasileiros, norte-americanos e britânicos. Algumas pessoas precisaram abandonar o prédio sem conseguir retirar bagagens, passaportes e documentos pessoais. A Polícia de Investigações do Chile e os consulados dos países envolvidos passaram a auxiliar os estrangeiros afetados.

COMPLEXO INICIA REABERTURA PARCIAL

O incêndio também afetou o setor conhecido como Plaza Otto. Na segunda-feira (7), a administração suspendeu o funcionamento do centro de esqui e do Parque de Água Termal enquanto os danos eram avaliados.

As áreas que não foram atingidas começaram a ser reabertas gradualmente na  terça-feira (8). O Hotel Nevados, Valle Hermoso e o centro de esqui devem retomar suas atividades conforme as condições de segurança permitirem. O Hotel Alto Nevados e a Plaza Otto permanecem fechados.

INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público chileno encarregou equipes especializadas dos Carabineiros de investigar a origem do incêndio e verificar se houve ação humana ou algum problema técnico. Até o momento, nenhuma hipótese foi confirmada. Fonte: Check Hotels -  8 setembro 2026

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