Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, maio 20, 2021

INCA LISTA AGENTES CANCERÍGENOS RELACIONADOS AO TRABALHO

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) listou em uma publicação os agentes cancerígenos relacionados ao trabalho. O objetivo é ajudar os profissionais de saúde a identificar os principais agentes químicos, físicos e biológicos presentes no ambiente geral e ocupacional, que contribuem para o desenvolvimento de câncer.

A epidemiologista Ubirani Otero, chefe da Área Técnica Ambiente, Trabalho e Câncer do Inca, disse à Agência Brasil que os principais cânceres relacionados ao trabalho são os de pulmão, bexiga e, mais recentemente, linfomas e de pele não melanoma. São 38 partes do corpo que podem desenvolver o câncer, o dobro do número elencado no livro Diretrizes para a vigilância do câncer relacionado ao trabalho, organizado pelo Inca, em 2012.

Entre as 38 áreas mapeadas, a epidemiologista Ubirani Otero citou ainda o câncer de pulmão relacionado à exposição ao amianto, câncer de ovário, laringe, faringe, de glândulas salivares, de fígado. Segundo a epidemiologista, a prevenção aos cânceres relacionados ao ambiente do trabalho começa pela divulgação “ao máximo” das informações e orientações para os trabalhadores sobre onde estão esses agentes que oferecem maior risco para a saúde. “Esses produtos poderiam ser substituídos por outros que oferecem menor risco à saúde”, destacou a médica.

CUSTOS : Por várias razões, entretanto, entre elas o custo menor, as empresas acabam buscando produtos que já foram proibidos em outros países. “Isso acontece, por exemplo, com agentes químicos que já são obsoletos em outros países e nós, aqui, ainda estamos convivendo com eles”. A solução é informar à sociedade, ao trabalhador e aos empregadores e estabelecer medidas protetivas de saúde para reduzir essa exposição.

O Inca vem alertando para esse problema há alguns anos e participa de fóruns e audiências públicas, divulgando informações. Segundo a epidemiologista, esses são fatores de risco evitáveis, principalmente no que se refere aos agentes químicos.

No ano passado, o Inca revelou resultados relacionados ao benzeno, que é um solvente utilizado na gasolina e que afeta, em especial, trabalhadores de postos de combustíveis. A epidemiologista Ubirani Otero disse que por meio de medidas simples por parte dos empregadores, essa exposição dos trabalhadores ao benzeno pode ser bem reduzida. “O nosso papel é informar e dar suporte à vigilância de saúde em estados e municípios, dizendo onde estão esses agentes, quais os riscos a essas exposições, quais os efeitos à saúde, além da questão regulatória”.

CONTAMINAÇÃO: Ela  alertou que alguns pacientes detectados com câncer de pulmão, por exemplo, podem ter sido contaminados por agentes cancerígenos ao longo da vida de trabalho e, por falta de notificação, muitas vezes, essa relação só é descoberta depois que eles se aposentam. Daí a necessidade de recuperar o histórico ocupacional porque muitos cânceres não se revelam imediatamente. É o caso do amianto. “É um tipo de câncer que leva mais tempo para surgir, em torno de 40 a 50 anos, e é preciso acionar a empresa onde ele trabalhou por muitos anos na construção civil, na fabricação de telhas ou caixas d'água. Isso aparece no histórico ocupacional”.

No último dia 27 de abril, o Inca firmou acordo com o Ministério Público do Trabalho para o desenvolvimento de ações, estudos e projetos conjuntos em prol do meio ambiente e da saúde dos trabalhadores.

A epidemiologista  ressaltou que o acordo tem por meta planejar e executar um projeto nacional de vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente. “Nesse acordo, a gente pretende intensificar as orientações para os profissionais de saúde, para peritos do INSS, os próprios procuradores da República, ajudando a identificarem os agentes cancerígenos, os tipos de câncer atrelados a esses agentes, para que a gente possa estabelecer medidas, começando pela melhoria da notificação desses casos”.

FATORES OCUPACIONAIS : A maior parte dos casos de câncer diagnosticados em todo o mundo apresenta uma relação direta com fatores de riscos ambientais, incluindo o ambiente ocupacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% do total de casos de câncer podem ser atribuídos ao ambiente como um todo, e não só ao ambiente do trabalho. A mais recente estimativa mundial aponta que, em 2018, ocorreram 18 milhões de novos casos de câncer.

O câncer não é causado apenas por questões genéticas ou hereditárias, afirmou a epidemiologista. “Isso não é verdade”. De forma geral, os cânceres atribuídos a fatores ocupacionais variam de 5% a 8%, embora existam determinados tipos de câncer em que a relação pode ser bem maior. É o caso do câncer de pulmão, que fica em torno de 20% a 21%. O Inca destaca que cerca de 20% dos casos desse tipo de neoplasia em homens poderiam ser evitados caso não houvesse exposição ocupacional a um grande número de agentes presentes nos ambientes de trabalho, entre os quais amianto, metais, sílica, radônio, produtos da exaustão de motores a diesel.

De acordo com o Inca, os fatores de risco ambientais envolvem, além dos agentes químicos, físicos e biológicos, os hábitos de consumo e comportamento e o ambiente social, que incluem alimentação, uso de medicamentos, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e obesidade.

NOVOS CASOS: Para este ano, o Inca estima 625 mil novos casos de câncer no Brasil. “É um número absurdo”, disse a epidemiologista Ubirani Otero. Ele destacou que do total de óbitos relacionados a trabalho no mundo, o câncer representa 32%. “É mais importante do que acidentes do trabalho e violência na população ativa”.

Estatística da OMS mostra que, considerando somente as doenças não transmissíveis relacionadas ao trabalho, o câncer foi responsável por mais da metade dos óbitos registrados em 2018, alcançando 53%. Só perdeu para as doenças respiratórias. “Agora, quando a gente fala de incapacidade na população economicamente ativa, o câncer gerou em 2018 mais de 10 milhões de incapacidades”, informou a médica do Inca.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que a cada ano, no mundo, acontecem 666 mil mortes de cânceres associados ao trabalho. Esse dado representa o dobro das mortes relacionadas aos acidentes laborais. O diagnóstico e a mortalidade por câncer associado ao trabalho têm aumentado em razão do crescimento da expectativa de vida e da redução gradual de outras causas de morte, como as doenças transmissíveis e acidentes em geral. Fonte: Agência Brasil - Rio de Janeiro - Publicado em 02/05/2021 - 15:22

LIVRO SOBRE O ASSUNTO: Ambiente, Trabalho e Câncer: Aspectos Epidemiológicos, Toxicológicos e Regulatórios

O objetivo deste livro é subsidiar com informações com informações técnico-científicas relaciona­das a agentes cancerígenos químicos, físicos e biológicos presentes nos diversos ambientes, profissionais de saúde dos diferentes níveis de atenção e vínculos; profissionais de outras áreas do conhecimento interessados no tema; estudantes do ensino médio à pós-graduação, para o reconhecimento dos casos de câncer que podem ter ocorrido em decorrência da exposição ambiental e no ambiente de trabalho a um dos agentes abordados na publicação. 

clicar: Ambiente, Trabalho e Câncer

Marcadores: ,

posted by ACCA@1:04 PM

0 comments

sexta-feira, maio 14, 2021

PERIGOS DO MOFO EM PÃO

A cena já se repetiu inúmeras vezes em muitos lares mundo afora: você vai preparar o café da manhã, tira uma fatia de pão da embalagem e percebe que ele está esverdeado, com uma penugem por cima. Em outras palavras: o pão embolorou. Aí vem a dúvida: há quem diga que é só tirar a parte estragada, passar na torradeira e está tudo certo. Será? Não é bem assim.

O QUE É O MOFO?  O mofo ou bolor é um tipo de fungo filamentoso que costuma se alimentar de matéria orgânica, ajudando na decomposição dela. É comum encontrá-lo não só no pão (geralmente velho), mas em frutas, couro e até madeira.

Geralmente ele tem um aspecto aveludado, "fofo", e pode ser esverdeado, azulado ou esbranquiçado. Há ainda alguns tipos de fungos que podem ter coloração escura ou avermelhada.

Mas como ele chegou lá? Bem, ao entrar na casa do consumidor, a embalagem de pão é aberta, tornando o alimento mais exposto à carga microbiana que pode vir da superfície onde ele fica, das nossas mãos e até do ar (se ele ficar exposto na mesa, por exemplo, por longos períodos).

As condições de armazenamento também fazem diferença: se a embalagem estiver úmida por dentro ou se for guardado em local quente, o risco do mofo surgir e se espalhar por ali é maior.

E DÁ PARA CONSUMIR O RESTANTE DO PÃO? Não, não dá. De fato, alguns fungos podem ser consumidos sem problemas (como aqueles usados em alguns tipos de queijos). Mas nem todos são seguros: alguns produzem micotoxinas que podem causar infecções alimentares moderadas a graves, especialmente em crianças e idosos (que possuem o sistema digestivo mais sensível).

Os principais sintomas:

§enjôo, diarreia,

§náuseas e dor no estômago.

Algumas pessoas podem também apresentar alergia respiratória, especialmente se tentarem cheirar o pão, aspirando partículas dele. Como não dá para saber qual é o tipo de fungo que está crescendo ali, o mais recomendado é assumir que ele pode ser tóxico e descartar todo o alimento.

MAS POR QUE TUDO E NÃO APENAS A PARTE ESTRAGADA?  Essa é a parte visível do micro-organismo e, se chegou a esse ponto, é porque ele já está em uma fase de crescimento avançada  e isso significa que há mais do fungo no pão do que podemos enxergar a olho nu.

Além disso, a área com bolor é onde ficam os esporos, estruturas utilizadas pelos fungos para se reproduzirem e que podem migrar para outras partes do pão por meio do ar dentro da embalagem, contaminando mais ainda aquele alimento. Ou seja, mesmo que você tente tirar a parte estragada, não é possível garantir que o micro-organismo foi de fato eliminado, ainda mais levando-se em conta a estrutura porosa do alimento, que serve facilmente de abrigo para os esporos.

Nem mesmo o uso da torradeira resolve a questão: aquecer o pão não apenas não elimina o fungo como ainda pode favorecer o seu crescimento.

COMO EVITAR QUE O MOFO CRESÇA NO PÃO? No geral, é recomendado que o pão fique armazenado em local seco e em temperatura ambiente. Para durar mais, pode-se também congelar o em fatias, que serão aquecidas na hora de consumir.

Evite retirar o pão da embalagem e deixá-lo exposto por muito tempo à mesa, pois isso facilita a contaminação do alimento pelo ambiente.

Para pães caseiros, que não têm conservantes na receita, o recomendado é que o consumo seja feito em até 4 dias, se mantido em temperatura ambiente.

Já os pães industrializados têm substâncias feitas para manter o alimento íntegro por mais tempo. Neste caso, o surgimento ou não do mofo depende da forma de armazenamento e da manipulação após a abertura da embalagem. E, claro, se o alimento estiver vencido, também deve ser descartado. Fonte: UOL Noticias - 04/05/2021 

Marcadores: ,

posted by ACCA@12:45 PM

0 comments

domingo, maio 09, 2021

PERIGO DE NITROGÊNIO EM INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS

Um evento recente em Gainesville, Geórgia, EUA, envolveu um vazamento significativo de nitrogênio líquido. Uma fábrica de processamento de aves usava nitrogênio para congelar rapidamente os derivados de galinha. Esse sistema de congelamento só estava em operação por 4-6 semanas antes do evento. Seis trabalhadores morreram e outros 12 foram hospitalizados. 130 pessoas tiveram de ser evacuadas. Um gerente de manutenção fechou uma válvula de isolamento externa, interrompendo o fluxo de nitrogênio líquido evitando assim a exposição de mais pessoas. Apesar das causas ainda estarem sob investigação, isso serve de aviso para que se conheçam os perigos do nitrogênio e tomar muito cuidado quando se trabalhar com ou próximo de operações que utilizem nitrogênio.

Já ocorreram muitos outros incidentes relativos à deficiência de oxigênio, devido a vazamentos ou purgas com nitrogênio. Entrar num espaço confinado com atmosfera deficiente em oxigênio sem a testar ou sem equipamento respiratório adequado é uma das causas mais frequentes de asfixias

Nos EUA, os riscos de asfixia com nitrogênio na indústria resultaram em 80 mortes de 1992 a 2002. Esses incidentes ocorreram numa variedade de instalações, incluindo fábricas, laboratórios e instalações médicas; quase a metade envolvendo terceirizados.

Mais recentemente, quatorze trabalhadores nos EUA morreram por asfixia ligada a acidentes com nitrogênio entre 2012 e 2020, de acordo com a agência de notícias AP (Associated Press).

•O nitrogênio é muitas vezes chamado de “assassino silencioso” porque não tem cheiro, cor, sabor e não dá aviso. As pessoas num ambiente rico em nitrogênio (com pouco oxigênio) simplesmente perdem a consciência antes de perceberem que estão em perigo. Baixos níveis de oxigênio podem ser detectados apenas com detectores de gás corretos.

•Adicionalmente aos riscos de asfixia, o nitrogênio líquido é extremamente frio e o contato com a pele pode rapidamente causar queimaduras graves.

•Muitas mortes relacionadas com nitrogênio ocorrem quando outras pessoas se apressam em resgatar um trabalhador numa atmosfera deficiente em oxigênio. Ninguém deve entrar num espaço potencialmente deficiente em oxigênio sem as devidas permissões de trabalho, preparação e equipamento respiratório.

O QUE VOCÊ PODE FAZER: Leia a FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) do nitrogênio para examinar a comunicação dos perigos; possíveis riscos e medidas de segurança. Fonte: Process Safety Beacon -  April 2021

Lembremos:  que o nitrogênio é muitas vezes uma proteção,  mas também  tem riscos

Marcadores: ,

posted by ACCA@2:05 PM

0 comments

quarta-feira, abril 07, 2021

IDENTIFICAÇÃO DOS MATERIAIS NO SISTEMA DE SEGURANÇA DE PROCESSO


OS CONTENTORES DE PRODUTOS QUÍMICOS MUITAS VEZES TÊM ASPECTO SIMILAR

Um operador estava adicionando uma matéria-prima a partir de muitos tambores. Todos os tambores eram pretos com extremidades brancas e tinham rótulos azuis e brancos.

Após adicionar   vintes tambores, o operador verificou que um tambor tinha um nome diferente. O mesmo tambor preto e branco, o mesmo rótulo azul e branco. Era um material diferente do especificado. Em dúvida chamou o engenheiro e diss­­e­‑lhe não adicionar esse tambor e para isolá‑lo até que fosse determinada a forma correta para manipulá-lo.

O que poderia ter acontecido se ele tivesse adicionado aquele material às cegas? Não se sabe, mas no mínimo teria sido um grande problema de qualidade, que teria custado muito dinheiro à empresa e talvez uma perda da encomenda.

QUE SALVAGUARDAS FALHARAM?

§O fornecedor errou ao carregar os tambores nas paletes.

§A pessoa que recebeu o material no depósito da empresa também não identificou aquele tambor entre os muitos que foram recebi dos naquela remessa. Todos esses sistemas são baseados em pessoas que seguem seus procedimentos e prestam atenção ao que está sendo tratado.

Tal como nesse exemplo, muitas operações de manuseio de produtos químicos são altamente dependentes de pessoas que executam suas tarefas corretamente.

Muitos sistemas de segurança de processo dependem que os produtos químicos sejam corretamente identificados quando recebidos. A varredura eletrônica dos materiais recebidos pode melhorar a precisão dos produtos químicos recebidos, se eles forem corretamente rotulados pelo fornecedor.

VOCÊ  SABIA

§Os sistemas de recebimento de produtos químicos, sejam em contêineres ou a granel, são baseados em controles administrativos. As pessoas precisam seguir seus procedimentos e estar atentos aos detalhes o tempo todo. Um pequeno lapso de atenção pode resultar num evento sério.

§Os seres humanos cometem erros apesar de estarem focados com atenção na tarefa que está sendo executada. Mesmo pessoal altamente treinado, como pilotos e astronautas estão apenas 99% corretos.

§Algumas empresas usam o “princípio dos quatro olhos”. Isso significa ter outra pessoa observando o procedimento ou a operação para verificar se estes estão sendo seguidos completamente. Já ocorreram muitos incidentes quando materiais a granel foram bombeados para tanques erra- dos com consequências graves. Alguns dos impactos foram transborda- mentos ou derramamentos. Outros erros resultaram em reações, liberações tóxicas fatais, contaminação de tanques e prejuízos econômicos.

§Muitos containers têm a mesma aparência – tambores, IBCs e vagões tanque. Isso torna a rotulagem adequada muito crítica.

§Muitos eventos de carga/descarga de produtos a granel foram causados pelo uso do equipamento incorreto – mangueiras de materiais inadequados ou usando a empilhadeira errada para mover contêineres de produtos a granel como Containers Intermediários (IBCs) para líquidos e Containers Intermediários Flexíveis (FIBCs ou big-bags) para sólidos.

O QUE VOCÊ PODE FAZER?     

§Siga sempre o procedimento para manuseio de materiais a granel ou em contêineres, seja usando os contêineres de materiais como cliente ou enchendo-os como fornecedor. Se houver erros no procedimento, identifique-os e entregue ao seu supervisor para correção.

§Use apenas equipamento aprovado para a transferência de produtos químicos, estejam eles em container ou a granel.

§Preste atenção especial aos rótulos, tanto aqueles colocados no container pelo vendedor como aqueles que foram aplicados para uso interno. Mesmo recipientes muito pequenos, como amostras de laboratório, precisam estar adequadamente rotulados.

§Fornecimentos a granel têm diferentes tipos de rotulagem, ao recebê-los verifique o conteúdo ante do descarregamento. Algumas empresas retiram amostras para análise laboratorial para verificar o conteúdo versus documentação. Quando enviar contêineres a granel verifique se toda a documentação está completa e correta.. Fonte: Process Safety Beacon – Material identification – the first link in process safety system - January 2021

Marcadores: ,

posted by ACCA@1:25 PM

0 comments

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

VAZAMENTO DE GÁS PROVOCA EXPLOSÕES NA ZONA SUL DE SP

Um vazamento de gás na tubulação provocou explosões e incêndio, por volta de 12h03,  de  quinta-feira (18/02), no Brooklin (zona sul da capital paulista), segundo Corpo de Bombeiros.  

VAZAMENTO: De acordo com a corporação, um vazamento de gás natural foi identificado no início da tarde no cruzamento das avenidas Santo Amaro e Joaquim Nabuco. Em pouco tempo, o gás se incendiou, provocando um efeito de “maçarico”, explicou o capitão André Elias, porta-voz da corporação.

CORPO DE BOMBEIROS: Foram deslocados para o local 11 viaturas e 35 homens.

CONTROLE DO FOGO: Por volta das 13h30, o ramal de transmissão de gás foi interrompido. E o fogo foi controlado e extinto somente por volta das 15h.

DANO MATERIAL: Caminhão foi atingido pelo fogo.

VÍTIMAS: Ninguém se feriu.

INTERRUPÇÃO DO TRÁFEGO: A Avenida Santo Amaro permaneceu interditada em ambos os sentidos, entre a Rua Roque Petrela e a avenida Professor Vicente Rao, até por volta das 14h50, quando o tráfego foi liberado na região. Até por volta das 18h, o cruzamento entre as avenidas Joaquim Nabuco e Santo Amaro permanecia bloqueado, para a realização de perícia.

CAUSA: A Comgás, empresa responsável pela distribuição de gás natural, afirmou que o vazamento resultou de um dano na rede, provocado por uma obra sem relação com as operações da companhia. "A equipe técnica da companhia chegou ao local, adotou todas as medidas de segurança e eliminou o vazamento às 13h30", diz trecho de nota.  Fonte:  Agora - 18.fev.2021  

Marcadores: ,

posted by ACCA@1:30 PM

0 comments

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

BEBÊ DE 1 ANO MORRE AFOGADO APÓS CAIR NA PISCINA DE CASA NO RS


 Um bebê de 1 ano e 4 meses morreu afogado na piscina de casa, na noite de quinta-feira (28 de janeiro), em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

ATENDIMENTO: O menino chegou a ser socorrido e encaminhado para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde tentaram reanimá-lo por 40 minutos, mas ele não resistiu.

INVESTIGAÇÃO: O caso está sendo investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

De acordo com o delegado Gabriel Lourenço, que atendeu a ocorrência, a piscina fica no pátio entre duas casas. O casal, pais do menino, mora na casa dos fundos e a avó paterna da criança na casa da frente. "Essa criança estaria brincando, correndo, de uma casa para outra, e em um dado momento os pais sentiram a falta. Quando foram procurar, o bebê já estava boiando. Eles socorreram, mas, ao que tudo indica, chegou ao hospital sem vida", relata o delegado.

Os pais foram ouvidos ainda na madrugada de  sexta‑feira (29).

Ainda de acordo com o delegado, as circunstâncias serão apuradas, para ver se houve negligência dos familiares.

Falta de segurança:  A piscina não tinha nenhum tipo de proteção. Inicialmente, o fato será investigado como homicídio culposo, justamente pela falta do dever objetivo de cuidado, inobservância de regras de segurança na piscina para um bebê, concluiu Cabral.  Fonte: G1 RS-29/01/2021  

COMENTÁRIO: Afogamentos de crianças

O afogamento de uma criança, ou acidente por submersão, é um acontecimento trágico, rápido e silencioso, que pode ocorrer com pouca água.

Esteja preparado para evitar o acidente. Deixe as crianças brincar na água em segurança e com prazer.

O afogamento ocorre em ambientes familiares tais como; banheira, piscina, lago do jardim, poço, tanque. Baldes, etc. quando o adulto interrompe por instantes a vigilância.

Não espere ouvir barulho. A criança não esbraceja nem grita quando cai à água: afoga-se em silêncio absoluto. Se houver água por perto, não perca as crianças de vista nem por um segundo.

É importante salientar que os perigos não estão apenas nas águas abertas como mares, represas e rios. Para uma criança que está começando a andar, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco. Assim elas podem se afogarem  em piscinas, cisternas e até em baldes e banheiras.

Outro fator que contribui para que o afogamento seja um dos acidentes mais letais para crianças e adolescentes é que acontece de forma rápida e silenciosa. Vamos imaginar um banho de banheira de um bebê:

■ Ao deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança dentro da banheira fique submersa;

■ Ao atender ao telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;

■ Sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro.

COMO PROTEGER UMA CRIANÇA DE UM AFOGAMENTO

■ Esvaziar baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guardá-los sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças.

■ Despeje a água antes de retirar a criança da banheira e esconda a tampa da banheira de modo a que a criança não possa preparar o seu próprio banho.

■ Nunca deixe uma criança com menos de 3 anos sozinha na banheira, mesmo quando ela já se senta bem. Durante o banho, não atenda ao telefone  e nem a porta.

■ Conservar a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrado com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou a porta do banheiro trancada.

■ Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”:

■ Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos.

■ Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

■ Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água.

■ Evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água.

Algumas características do desenvolvimento contribuem para que crianças pequenas fiquem mais vulneráveis a afogamentos, tais como:

■ Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou privadas abertas;

■ O processo de afogamento é acelerado pela massa corporal do indivíduo.

■ Não tem maturidade, nem experiência para sair de uma situação de emergência.

■ Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos pais. Um mero descuido deles basta para que ocorra um afogamento;

Fonte: Criança Segura e APSI - Associação para a Promoção de Segurança Infantil., Portugal

Marcadores: , ,

posted by ACCA@11:23 AM

0 comments

domingo, janeiro 17, 2021

GOL: ESCORPIÃO QUE PICOU PASSAGEIRO PODE TER ENTRADO EM VOO VIA MALA DE MÃO

 A companhia aérea Gol diz acreditar que o escorpião que picou um passageiro pode ter entrado na aeronave por meio de uma bagagem de mão. O episódio aconteceu na sexta-feira (8) em um voo entre Campinas, no interior de São Paulo, e Fortaleza, capital do Ceará.

"A companhia está surpresa com o ocorrido e acredita que o animal possa ter sido transportado, acidentalmente, em alguma mala de mão, já que seus procedimentos diários de sanitização são bastante rigorosos e a dedetização das aeronaves é realizada periodicamente, em curtos intervalos de tempo, como parte da rotina mandatória de manutenção", diz a nota da Gol.

Segundo a empresa, o passageiro foi picado por um escorpião encontrado no compartimento de bagagens. "A empresa ressalta que, prontamente, ofereceu assistência médica ao cliente, que não apresentou sintomas e foi liberado do posto médico."

A empresa diz também que, em função do ocorrido, "já realizou um reforço da dedetização da aeronave". Fonte: UOL, em São Paulo-10/01/2021

COMENTÁRIO: Moro no 8º andar e uma vez a diarista começou a gritar na área de serviço. Fui correndo para ver o que estava acontecendo e ela mostrou um escorpião embaixo na máquina de lavar roupa. Matei o animal e levei ao Instituto de Butantan. Descobri que ele veio na caixa de papelão  do mamão papaya. Proibi a entrada  em casa de embalagens com  frutas, verdura, legumes, etc. Quando eu era criança fui picado e a dor é terrível.

CUIDADOS DE PREVENÇÃO AO ESCORPIÃO AMARELO

ESCORPIÃO AMARELO (TITYUS SERRULATUS)

É a principal espécie que causa acidentes. Registra um dos maiores óbitos em crianças e idosos. O escorpião possui esse nome porque suas pernas e caudas são de cor amarelada. O tronco é escuro. O tamanho do aracnídeo é cerca de 7 cm de comprimento.

Nos meses do verão, de dezembro a março, há um aumento no número de acidentes por animais peçonhentos em relação aos demais meses do ano, uma vez que a elevação da umidade e da temperatura induzem os animais a saírem de seus abrigos e procurarem por comida, além de possibilitar a reprodução de algumas espécies. As vítimas de animais peçonhentos devem procurar atendimento médico com urgência. Os casos graves de acidentes escorpiônicos podem piorar com a ocorrência de convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque.

Em caso de acidente, é preciso procurar atendimento médico e evitar soluções caseiras, como amarrar o local ou fazer torniquete no membro acometido, aplicar qualquer tipo de substância no local da picada ou ‘chupar o veneno, essas ações apenas aumentam as chances de infecção local  alertou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).

CRIANÇAS: Os mais novos ainda merecem cuidado especial. Crianças abaixo de sete anos devem ser criteriosamente avaliadas pelo médico, pois têm maior sensibilidade ao veneno do escorpião, demandando o tratamento com soro antiescorpiônico.

PREVENÇÃO

·        Não existe inseticida eficiente para matar o escorpião, por isso as medidas de prevenção devem ser adotadas para evitar o aparecimento dos animais. Recomendações:

·        Manter limpos quintais e jardins, não acumulando folhas secas, lixo e entulhos.

·        Colocar o lixo em sacos plásticos fechados, para evitar baratas e outros insetos.

·        Conservar camas e berços afastados, no mínimo, 10 centímetros da parede.

·        Evitar que roupas de cama toquem o chão.

·        Não pendurar roupas na parede.

·        Inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, panos de chão e tapetes, antes de usá-los.

·        Limpar periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura.

·        Rebocar frestas nas paredes, móveis e rodapés, para que não apresentem vãos.

·        Usar telas nas aberturas dos ralos, pias e tanques.

·        Proteger os predadores naturais dos escorpiões, como calangos, lagartixas, lacraias, corujas, sapos, macacos e galinhas.

·        Manter as áreas limpas ao redor das residências, não acumular lenha e outros materiais que possam servir de abrigo para os escorpiões.

·        Remanejar periodicamente material de construção que esteja armazenado, usando luvas de raspa de couro para proteger as mãos.

Caso encontre um animal peçonhento, afaste-se com cuidado e evite assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto, e procure a autoridade de saúde local para orientações. Fonte: EM - 11/02/2019  

O QUE FAZER EM CASO DE PICADA DE ESCORPIÃO: Segundo a Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo , a primeira coisa a fazer em caso de picada de escorpião é:

·        Limpar o local com água e sabão e fazer uma compressa morna

·        Procurar o serviço de saúde mais próximo, de preferência um pronto-socorro ou hospital.

·        Se for possível, capturar o animal, desde que não leve muito tempo porque a prioridade é procurar um médico.

·        A pessoa não deve fazer torniquete ou espremer o local da picada.

·        Não aplicar produtos nem fazer curativos porque isso pode favorecer infecções.

·        Não colocar água fria ou gelo, pois isso pode piorar a dor.


 

Marcadores:

posted by ACCA@2:00 PM

0 comments

domingo, janeiro 03, 2021

MICROPLÁSTICO É ENCONTRADO NO TOPO DO MONTE EVEREST

 Pesquisadores descobriram a presença de microplásticos em amostras de neve recolhidas a mais de 8.000 metros de altitude no Monte Everest, revelou um estudo divulgado nesta sexta-feira (20/11). As partículas foram encontradas em 19 amostras coletas no alto da montanha, incluindo as recolhidas na região conhecida como "zona da morte" próxima ao topo.

As amostras revelaram quantidades substanciais de fibras de poliéster, acrílico, nylon e polipropileno – materiais muito utilizados em vestuário de exterior habitualmente usado pelos alpinistas, além de estarem presentes em tendas e cordas de escalada.

De acordo com os pesquisadores, os microplásticos, encontrados em amostras de neve recolhidas a 8.440 metros acima do nível do mar, podem ser fragmentos de artigos usados durante as expedições para alcançar o topo do Everest. No entanto, eles não descartam que esses poluentes tenham sido transportados de altitudes mais baixas pelos ventos fortes da região.

O estudo foi publicada na revista científica One Earth e liderado por pesquisadores da Universidade de Plymouth, em conjunto com outros cientistas do Reino Unido, Estados Unidos e Nepal. 

MICROPLÁSTICOS: "Os microplásticos são gerados por uma série de fontes e muitos aspetos da nossa vida cotidiana podem levar à entrada de microplásticos no ambiente. Nos últimos anos, temos encontrado microplásticos em amostras recolhidas em todo o planeta – desde o Ártico até aos nossos rios e mares profundos. Com isso em mente, encontrar microplásticos perto do topo Everest é um alerta oportuno de que precisamos fazer mais para proteger o nosso ambiente", afirmou Imogen Napper, autora principal do estudo.

As amostras foram recolhidas em abril e maio do ano passado no Everest e num riacho que passava pela montanha. As maiores quantidades de microplásticos foram encontradas nas amostras do Campo Base, de onde as expedições partem para o topo.

Diversos estudos já revelaram a presença de microplásticos em oceanos e rios, mas ainda há pouca pesquisa sobre a presença destes poluentes em geleiras.

"Não sabia o que esperar em termos de resultados, mas me surpreendeu realmente encontrar microplásticos em todas as amostras de neve que analisei. O Monte Everest é um lugar que sempre considerei remoto e primitivo. Saber que estamos poluindo perto do topo da montanha mais alta é um verdadeiro alerta", disse Napper.

Dos anos 1950 até hoje, também houve um aumento exponencial do uso de plástico no mundo, passando de 5 milhões de toneladas em 1950 para mais de 330 milhões de toneladas em 2020. Fonte: Deutsche Welle – 20.11.2020

CIENTISTAS ACHAM PELA PRIMEIRA VEZ PLÁSTICO EM ÓRGÃOS HUMANOS

Cientistas americanos detectaram pela primeira vez microplásticos e nanoplásticos em órgãos e tecidos humanos, de acordo com um estudo a se apresentado na segunda-feira (17/08) no congresso virtual de outono da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês).

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, encontraram o material em todas as 47 amostras de pulmões, fígado, fígado, baço e rins que examinaram. Eles consideram a descoberta preocupante, ainda que falte informação sobre os efeitos dessas partículas para a saúde humana.

Eles obtiveram as mostras de um banco de tecidos criado para estudar doenças neurodegenerativas. O método analítico que desenvolveram permitiu que eles identificassem dezenas de tipos de plástico nos tecidos humanos, incluindo policarbonato (PC), tereftalato de polietileno (PET), usado em garrafas plásticas, e polietileno (PE), usado para sacos plásticos.

Já o bisfenol A (BPA), o composto utilizado na fabricação de plástico e que ainda é usado em recipientes para alimentos, apesar das preocupações com os danos que causa à saúde, foi encontrado em todas as 47 amostras.

Pesquisas em animais têm associado a exposição a microplásticos e nanoplásticos a infertilidade, inflamações e câncer, mas os resultados para a saúde de pessoas ainda são pouco conhecidos.

A ACS lembra, num documento sobre a investigação, que a ingestão de partículas de plástico por animais e seres humanos tem consequências ainda desconhecidas para a saúde.

"Pode encontrar-se plástico contaminando o ambiente em praticamente todos os locais do globo, e em poucas décadas deixamos de ver o plástico como algo muito benéfico para o considerarmos uma ameaça", diz Charles Rolsky também autor do estudo.

PLÁSTICO NO CORPO HUMANO:  "Há provas de que o plástico está entrando no nosso corpo, mas muito poucos estudos o procuram nele. E neste momento não sabemos se este plástico é apenas um incômodo ou se representa um perigo para a saúde humana", adiantou o pesquisador. 

Vários estudos já mostraram como os microplásticos podem entrar na cadeia alimentar humana. No ano retrasado, uma pesquisa revelou que esse material foi encontrado em quase todas as marcas de água engarrafada. Também naquele mesmo ano, cientistas encontraram o material em fezes humanas.

"Nunca queremos ser alarmistas, mas é preocupante que estes materiais  não biodegradáveis presentes em todos os lugares possam entrar e acumular-se nos tecidos humanos, porque não conhecemos os possíveis efeitos sobre a saúde", adverte Varun Kelkar, outro autor do estudo.

"Assim que tivermos uma ideia melhor do que está nos tecidos, podemos realizar estudos epidemiológicos para avaliar os resultados de saúde humana", disse ele. "Dessa forma, podemos começar a entender os riscos potenciais à saúde, se existirem."

Os cientistas definem microplástico como um fragmento de plástico com menos de cinco milímetros de diâmetro. Os nanoplásticos são ainda menores, com diâmetros inferiores a 0,001 milímetro.

Estudos já mostraram que os plásticos podem passar através do trato intestinal dos humanos, mas os dois investigadores se debruçaram em descobrir se há partículas que se acumulam nos órgãos humanos.

Os investigadores acreditam que o estudo é o primeiro que examina a existência de partículas de plástico em órgãos de pessoas com um histórico conhecido de exposição ambiental.

Os doadores de tecidos forneceram informações detalhadas sobre o seu estilo de vida, dieta e exposições ocupacionais, o que pode ajudar a encontrar potenciais fontes e vias de exposição a micro e nanoplásticos, dizem os cientistas. Fonte: Deutsche Welle-17.08.2020

Marcadores: , ,

posted by ACCA@10:55 AM

0 comments

domingo, dezembro 13, 2020

MAGIRUS APRESENTA TLF AIRCORE, NOVO VEÍCULO DE COMBATE A INCÊNDIO


 A Magirus apresenta ao mercado o novo veículo de combate a incêndio, o TLF AirCore, que combina a tecnologia AirCore - tecnologia de névoa de água - e um dispositivo de elevação, com um recipiente para agente extintor de 3.500 litros, montado em um chassi especialmente adaptado para off-road.

Com aproximadamente 3,4 metros de altura, largura de 2,5 metros e comprimento total de menos de 7 metros, com uma distância entre os eixos de apenas 3.690 mm, o TLF AirCore é compacto e fácil de manobrar. A robustez necessária é proporcionada por um chassi IVECO Eurocargo FF150-32WS impulsionado pelo motor FPT Industrial, com potência de 320 cv, transmissão Allison e sistema Automatic Drivetrain Management (ADM) de nova geração, que controla todos os sistemas de tração do veículo com a vantagem de transferir, automaticamente, 100% do torque.

O conjunto está em conformidade com os mais recentes padrões de emissão de poluentes (EURO VI) com tecnologia de pós-tratamento de exaustão passiva HI-SCR, que evita a limpeza do sistema de exaustão durante a operação.

 “Devido à coordenação ideal entre chassi, superestrutura e tecnologia de extinção de incêndios, o TLF AirCore atende a todos os requisitos de desempenho e segurança ideais para as aplicações off-road. Para atingir o centro de gravidade mais baixo possível, por exemplo, o tanque foi rebaixado e, ao mesmo tempo, foi dada atenção a uma distribuição de massa com a máxima uniformidade possível entre os eixos”, afirma Rodolfo Xavier, Gerente de Vendas Magirus para a América do Sul, Central e Caribe.

Por conta da distância ao solo de 390 milímetros com pneus simples, o veículo domina com facilidade grandes ângulos de rampa e encostas e tem uma alta capacidade de travessia de até 860 mm. Além da função “pump & roll” (bombeia enquanto se move), a autoproteção garante a segurança máxima para a tripulação.

Estão incluídos no abastecimento do agente extintor 300 litros de volume de autoproteção, 3 mil litros de água e 200 litros de agente formador de espuma. Os componentes são usados de forma otimizada graças ao AirCore e sua eficiente tecnologia de névoa de água. A turbina AirCore MFT60-H pode ser elevada em até 800 milímetros e girada, ou inclinada, 360 graus por meio de um dispositivo de levantamento.

O desempenho do AirCore, com uma vazão de até 6 mil litros por minuto, permite distâncias máximas de lançamento e grandes profundidades de penetração em aplicações industriais e combate a incêndios em vegetação. Também é possível o uso de agentes umectantes.

Um novo monitor adicional no AirCore, junto com a turbina, garante que sejam propagadas diferentes quantidades de água em direções diversas, garantindo assim a máxima flexibilidade. Toda essa tecnologia de extinção de incêndios do TLF AirCore é controlada a partir da cabine do motorista, oferecendo proteção máxima aos bombeiros. Compartimentos espaçosos para equipamentos, sistema de dosagem de espuma CaddiSys NetzMix (tecnologia Magirus), uma bomba de alta pressão e parte elétrica protegida contra calor complementam o conceito do veículo.

Além disso, há vários opcionais disponíveis, como um sistema de controle de pressão dos pneus, guinchos ou uma cabine de pressão positiva. Com a ajuda de um reboque, a capacidade dos agentes extintores pode ser aumentada ainda mais, permitindo que o veículo opere de forma autônoma por até 20 minutos. Isso representa possibilidades anteriormente indisponíveis para um combate eficaz a incêndios na vegetação. Fonte: Defesa Net - 22 de Outubro, 2020


Marcadores: ,

posted by ACCA@12:18 PM

0 comments

domingo, novembro 29, 2020

PRATELEIRAS DESABAM EM SUPERMERCADO E DEIXAM VÍTIMAS EM SÃO LUÍS

Prateleiras com produtos desabaram e atingiram clientes no supermercado Mix Mateus Atacarejo, na noite de sexta-feira, 2 de outubro, no bairro Vinhais, em São Luís, Maranhão.

ACIDENTE: Inúmeras estruturas metálicas caíram em  espécie de efeito dominó. No momento do acidente, havia intensa  movimentação de clientes.

VÍTIMAS: Uma pessoa morreu (funcionária) e oito ficaram oito feridas, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

NOTA DO CORPO DE BOMBEIROS DO MARANHÃO: O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) informa que foram confirmadas uma vítima fatal e oito pessoas com ferimentos leves. Seis feridos foram levados a hospitais pelas equipes do CBMMA/SAMU; e dois foram por meios próprios.

ATENDIMENTO E EMERGÊNCIA: Os bombeiros, as forças de Segurança Pública, a Secretaria de Saúde, o Gabinete Militar do Governo e a Secretaria de Direitos Humanos mobilizaram seus efetivos para localizar e socorrer as vítimas, além de prestar assistência a familiares.

Às 20h15 de sexta-feira (2 de outubro), o Corpo de Bombeiros foi acionado para atuar na ocorrência no supermercado, onde cinco prateleiras caíram com todos os produtos enquanto havia pessoas no local. O CBMMA planejou e executou a operação envolvendo 14 viaturas dos bombeiros, além de ambulâncias e viaturas de outros órgãos, 144 bombeiros militares e 131 bombeiros civis. Durante mais de 11 horas de operação, foram feitas buscas com a Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Saúde, SAMU e Gabinete Militar do Poder Executivo. Foi montado o Sistema de Comando de Incidentes, onde sistematicamente, todas as medidas inerentes à ocorrência foram devidamente executadas. Das  oito pessoas feridas, três foram assistidas pela equipe multiprofissional da UPA do Vinhais, com escoriações e ferimentos leves. Após atendimento e apresentando quadro clínico estável, os pacientes receberam alta médica ainda na madrugada.

ISOLAMENTO: Na manhã de  sábado, 3 de outubro, o supermercado estava isolado e contou com a presença de gestores e funcionários da rede. Equipes do Corpo de Bombeiros encerraram as buscas às 6h50 de manhã.

RESPONSABILIDADE CIVIL: O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) informa que irá instaurar inquérito civil para apurar as causas. O órgão ministerial ressalta que envidará esforços para que ocorra o cumprimento rigoroso das normas de saúde e segurança de trabalho a fim de evitar novos acidentes.

CENÁRIO PROVÁVEL DO ACIDENTE: As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que as cinco prateleiras de dez metros de altura desabam umas sobre as outras. Oito pessoas ficaram feridas e uma jovem de 21 anos, ER  do estabelecimento, não resistiu e morreu. “A primeira prateleira que colapsou foi a número 3. Então, ela estava fazendo reposição na prateleira 4, de costas para a prateleira 3” declarou o coronel Célio Roberto, comandante geral do Corpo de Bombeiros do Maranhão, explicando como ER  foi atingida durante o desabamento. Um laudo está sendo produzido pelo Instituto de Criminalística, com base nas imagens das câmeras do circuito interno e na perícia feita no local do acidente. A investigação criminal está a cargo da Delegacia de Homicídios. A Promotoria do Consumidor e o Ministério Público do Trabalho também abriram inquérito. Fonte: G1 MA-03/10/2020 

Comentário: As gôndolas em alguns estabelecimentos  tem cerca de sete a 10 metros de altura e em outros podem ser até mais altas. Basicamente, a maioria dos supermercados obedece  as determinações dos fabricantes. 

O peso para cada conjunto de gôndolas é determinado pela empresa que fabrica a estrutura. O peso pode variar entre 500 kg a 1000 kg para determinados modelos de prateleiras que comportam produtos de varejo na parte inferior e paletes na parte superior. Em partes do supermercado que fazem apenas armazenamento de paletes com produtos, o peso máximo pode ser ainda superior.

No projeto para instalação das prateleiras é preciso levar em consideração as normas técnicas elaboradas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, mantendo maior segurança para os itens e para os operadores do armazém. Excesso de peso pode ocasionar acidentes assim  como falha na montagem.



Marcadores: ,

posted by ACCA@1:54 PM

0 comments