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domingo, novembro 01, 2026

REBANHO DE GADO MORRE APÓS SER ATINGIDO POR RAIO EM FAZENDA NO TO


 Um raio atingiu uma fazenda e causou a morte de 24 cabeças de gado em Almas, na região sudeste do Tocantins. Os animais foram encontrados na manhã de terça-feira (27), durante a vistoria de um dos trabalhadores da propriedade.

O temporal foi registrado na tarde de segunda-feira (26), na fazenda Cruz do Norte, próximo à rodovia TO-040. O responsável pela propriedade, Meir Santana, avistou os animais quando realizava o manejo e percebeu que parte do rebanho não estava no local habitual.

O gado que estava na fazenda pertence a um pecuarista de Goiás. Foram encontrados mortos 23 animais adultos e um bezerro.

"Foi o raio. Coisa da Natureza a gente tem que ver e ficar calado. Agradecer a Deus pela vida da gente. Na hora da chuva eu estava no pasto, mas graças a Deus não estava nesse local", afirmou.

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) esteve no local para acompanhar e orientar o enterro dos animais. Conforme a legislação sanitária, as carcaças não podem ser destinadas ao consumo e deverão ser enterradas ainda nesta terça-feira (27).

O Inmet emitiu um alerta de chuvas intensas para o Tocantins na terça-feira e quarta-feira (28). A previsão indica pancadas de chuva e trovoadas. Fonte: g1 Tocantins e TV Anhanguera-27/10/2026  

 Como se proteger durante tempestades?

A energisa orienta a população a adotar cuidados para reduzir o risco de acidentes elétricos durante o período chuvoso.

Dentro de casa

Retire aparelhos eletrônicos das tomadas durante tempestades.

Evite manusear equipamentos elétricos com as mãos molhadas ou os pés descalços.

Não realize reparos elétricos durante a chuva.

Em áreas externas

Procure abrigo em uma edificação fechada e segura.

Evite permanecer em campos abertos, piscinas e próximo de árvores.

Mantenha distância de antenas, estruturas metálicas, postes e fios elétricos.

Não suba em telhados durante tempestades.

Em caso de alagamento ou fios caídos

Desligue o disjuntor apenas se houver condições seguras.

Nunca toque ou se aproxime de cabos rompidos.

Não tente retirar objetos presos à rede elétrica.

Em situações de emergência, o corpo de bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

Fonte: Jornal Primeira Pagina: 27 out, 2026

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MOTORISTA INFARTA AO VOLANTE, E ÔNIBUS ARRASTA DEZENAS DE VEÍCULOS

 Um grave acidente aconteceu na manhã de sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense (RJ).


O QUE ACONTECEU

Motorista morreu: o condutor de um ônibus da empresa Kharisma Turismo sofreu um infarto fulminante enquanto dirigia.

Ônibus desgovernado: sem controle, o coletivo arrastou veículos por aproximadamente 500 metros, até bater contra um muro.

Engavetamento: o acidente envolveu dezenas de veículos. A concessionária informou posteriormente que foram 19 veículos atingidos pelo coletivo, incluindo carros, ônibus e caminhões.

VÍTIMAS

Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas, duas delas com quadro moderado. Nenhum passageiro do ônibus da Kharisma se feriu. Cinco vítimas foram levadas ao hospital geral de Nova Iguaçu, nenhuma em estado grave. Outras cinco receberam atendimento leve no hospital municipal de São João de Meriti.


CONGESTIONAMENTO

No trânsito, o engavetamento provocou um congestionamento que chegou a 12 km. A pista lateral foi totalmente interditada para a perícia e a remoção dos destroços.

RESGATE E BOMBEIROS

Bombeiros de 5 quartéis foram mobilizados para o socorro. Não havia previsão para liberar a pista lateral. As faixas centrais rumo à capital seguiam abertas, mas muitos passageiros de ônibus que estavam presos no congestionamento desembarcaram e passaram a andar a pé pelo asfalto.

O QUE CONTAM AS TESTEMUNHAS

Luiz Fernando conduzia um ônibus da linha Nova Aurora-Central e disse ter percebido que o motorista que infartou chegou a parar na pista, antes do engavetamento.

“Ele já estava passando mal lá atrás, a uns 100 metros, deixando o trânsito lento, e todo mundo passou a cortar esse ônibus pela esquerda. Aí, do nada, ele veio arrastando tudo. Só deu tempo de segurar o volante. Era carro rodando para tudo quanto é lado”, lembrou.

Matheus dirigia um desses automóveis. “Fui surpreendido com o impacto na traseira. O ônibus estava arrastando descontroladamente pela pista próximo à mureta. Acabamos rodando na pista e paramos bem no centro, graças a Deus sem ferimentos”, narrou.

Luciano, que estava em outro automóvel, contou que não houve como escapar do engavetamento. O veículo dele ficou destruído.

“Eu escutei um barulho e olhei no retrovisor: era o ônibus arrastando. Mas não deu para fazer absolutamente nada. Se eu jogasse o carro para o lado, eu acertava um motoqueiro passando no corredor. Foi só esperar a pancada — e agradecer a Deus.”

“No impacto, eu senti o carro levantar. Bati na mureta e em outros carros, e depois o airbag acionou, não consegui ver mais nada. Aí foi só respirar e sair do carro”, descreveu.

LIBERAÇÃO DA ESTRADA

Segundo a Ecovias Rio Minas, o trânsito foi normalizado por volta das 11h. Às 13h40, após a retirada de todos os veículos envolvidos e a conclusão dos serviços de limpeza, a pista foi totalmente liberada.

O QUE DIZ A KHARISMA TURISMO

“A KHARISMA TURISMO, diante do grave acidente ocorrido na Rodovia Presidente Dutra, vem a público manifestar seu profundo pesar pelo falecimento de seu motorista, bem como sua solidariedade a todas as pessoas envolvidas no ocorrido.

Segundo informações preliminares, o motorista teria sofrido um mal súbito enquanto conduzia o veículo, circunstância que deverá ser esclarecida pelas autoridades competentes.

A empresa lamenta profundamente o ocorrido e, neste momento de dor e consternação, manifesta seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos do profissional falecido, estendendo sua solidariedade às pessoas que sofreram ferimentos e aos demais envolvidos no acidente. Fontes: Folha de São Paulo - 30.out.2026; g1 Rio - 30/10/2026  

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terça-feira, outubro 27, 2026

SEGURANÇA CONTRA RAIOS EM FAZENDAS

Uma tragédia recente em meu estado serve como um lembrete dos perigos dos raios. Um adolescente foi atingido por um raio durante sua primeira semana de trabalho em uma fazenda.

Os proprietários me pediram para divulgar informações sobre segurança contra raios, na esperança de que algo positivo possa surgir desse terrível acontecimento.

O desafio para os agricultores é que o trabalho agrícola precisa ser realizado em diversas condições climáticas. O trabalho na fazenda não para só porque a previsão do tempo indica chuva ou tempestades. A chave para manter sua família, funcionários,  visitantes (e você mesmo!) em segurança é saber quando interromper ou cancelar as atividades agrícolas e ter um plano para proteger as pessoas de ferimentos ou morte quando houver ameaça de tempestades.

Milhões de raios atingem a Terra todos os anos e, embora a probabilidade de ser atingido seja baixa, o risco é suficientemente alto para que seja levado a sério. Os raios são mais mortais do que furacões ou tornados, matando em média 73 pessoas e ferindo outras 300 anualmente nos Estados Unidos.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que abriga o Serviço Nacional de Meteorologia, fornece muitas informações sobre a natureza dos raios e como evitar seus perigos. Parte do texto a seguir foi adaptada do site da NOAA .

O relâmpago é uma gigantesca descarga eletrostática — o mesmo tipo de eletricidade que pode causar um choque ao tocar uma maçaneta — entre uma nuvem e o solo, outras nuvens ou dentro de uma mesma nuvem. É causado pela atração entre cargas positivas e negativas na atmosfera, resultando no acúmulo e liberação de energia elétrica. Isso está associado ao rápido aquecimento e resfriamento do ar, que produz uma onda de choque que gera o trovão.

O trovão é o som produzido por um relâmpago. Quando um relâmpago atravessa o ar, ele o aquece rapidamente, fazendo com que se expanda e crie uma onda sonora. Esse som, o trovão, viaja cerca de 1,6 km a cada 5 segundos. Se você contar os segundos entre o relâmpago e o estrondo do trovão e dividir por 5, obterá a distância em quilômetros, portanto, 10 segundos equivalem a 3,2 km. Normalmente, é possível ouvir o trovão a cerca de 16 km de distância de um raio. Como um raio pode atingir uma área de até 16 km de distância de uma tempestade, se você ouvir um trovão, provavelmente estará dentro do alcance da tempestade.

Embora muitas mortes por raios ocorram no início de uma tempestade que se aproxima, mais da metade de todas as mortes por raios acontecem depois que a tempestade já passou. A ameaça de raios diminui após o último trovão, mas pode persistir por mais de 30 minutos. Quando há tempestades na área, mas não sobrevoando o local, a ameaça de raios pode existir mesmo com o céu limpo. Se você consegue ver raios ou ouvir trovões, o risco está presente. Trovões mais altos ou mais frequentes significam que a atividade de raios está se aproximando, aumentando o risco. Coordenadores de eventos ao ar livre, incluindo agricultores e seus líderes de equipe, devem monitorar as condições climáticas e saber quando evacuar os trabalhadores para um local seguro, priorizando a cautela.

Não existe lugar seguro ao ar livre quando há tempestades na região! Se você ouvir trovões, provavelmente está ao alcance da tempestade. Siga o lema: Quando o trovão rugir, entre em casa! Muitas pessoas demoram demais para chegar a um lugar seguro quando tempestades se aproximam. Infelizmente, essa demora é responsável por muitas mortes e ferimentos causados ​​por raios nos EUA.

Algumas organizações de segurança promovem a "regra dos 30-30". Se o intervalo de tempo entre ver o relâmpago e ouvir o trovão for inferior a 30 segundos, você já deve estar se dirigindo para um abrigo. Para maior segurança, as atividades ao ar livre devem ser interrompidas meia hora antes e depois de uma tempestade, visto que os raios podem cair até 30 minutos antes ou depois de uma tempestade visível.

Tenha uma política de segurança contra raios para sua fazenda e certifique-se de que todos os funcionários a compreendam. Isso deve incluir: cancelar ou adiar atividades ao ar livre com antecedência se houver previsão de tempestades; garantir que os líderes de equipe ou outros supervisores saibam que devem interromper o trabalho se o tempo se tornar ameaçador; garantir que os líderes de equipe prestem atenção aos primeiros sinais de tempestades, como ventos fortes ou nuvens escuras, e não iniciem nenhuma nova tarefa que não possa ser interrompida rapidamente; garantir que os líderes de equipe possam se comunicar rapidamente com todos os trabalhadores, independentemente de sua localização na fazenda, usando rádio ou outros dispositivos; garantir que todos que trabalham ao ar livre ou em estruturas inseguras, como estufas, tenham a possibilidade de chegar a um local seguro rapidamente. Todos na sua fazenda devem saber o procedimento para contatar os serviços de emergência caso os telefones celulares não estejam disponíveis ou não haja sinal.

Locais relativamente seguros durante uma tempestade incluem edifícios substanciais e veículos totalmente fechados com teto metálico. Um edifício substancial é aquele que é totalmente fechado, com teto, paredes e piso, e que possui encanamento ou fiação que forneça aterramento. Uma vez dentro, mantenha-se afastado de chuveiros, pias, banheiras e equipamentos eletrônicos, como fogões, rádios, telefones com fio e computadores. Edifícios menos seguros incluem garagens abertas, abrigos para piquenique, pavilhões, tendas de qualquer tipo e galpões. Estufas e túneis de cultivo com contato significativo com o solo por meio de postes de aterramento ou sistemas dedicados de aterramento ou proteção contra raios são seguros. Encontrar abrigo é importante e estar sob uma estrutura é melhor do que estar ao ar livre.

Veículos totalmente fechados com teto metálico incluem carros, vans, ônibus, caminhões ou tratores com cabine fechada. Veículos inseguros incluem carrinhos de golfe, conversíveis ou qualquer veículo com cabine aberta. Dentro de um veículo seguro, não use dispositivos eletrônicos, como rádios de comunicação, durante uma tempestade e mantenha as janelas fechadas. Se você dirigir durante uma tempestade, reduza a velocidade e tenha muita cautela. Se possível, pare em um local seguro fora da estrada. Não saia do veículo durante uma tempestade.

Se alguém for atingido por um raio, procure atendimento médico imediato. Vítimas de raios não carregam eletricidade e podem ser tocadas com segurança. Ligue para o 190 (ou o número de emergência local) e monitore a vítima. Ela pode precisar de reanimação cardiopulmonar (RCP) ou de um desfibrilador externo automático; sua fazenda está preparada para fornecer algum desses recursos? Fonte: Universidade de Vermont, Revisado em julho de 2021 - Vern Grubinger,


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domingo, outubro 25, 2026

CRIANÇA CAI DE JANELA, FICA PRESA EM FIAÇÃO ELÉTRICA

 Uma criança foi resgatada por um policial militar após cair da janela uma residência e ficar pendurada na fiação elétrica, na manhã de sexta-feira (23), no Centro de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

O policial militar Andreon, responsável pelo resgate, contou que passava pela rua quando percebeu uma aglomeração de pessoas gritando por ajuda. Ao olhar para o imóvel, viu a criança pendurada na fiação elétrica, abaixo da janela de onde havia caído.

Com a ajuda de outro homem, que levou uma escada, o militar conseguiu subir até uma janela, alcançar a menina e puxá-la para dentro da residência.

Segundo Andreon, a criança estava com a mãe e uma irmã no momento do acidente. A mãe percebeu a queda e começou a gritar por socorro.

O militar explicou que parte da fiação tinha um revestimento de proteção, mas a menina estava próxima de um trecho sem isolamento, o que aumentava o risco de choque elétrico.

Segundo o policial, a menina permaneceu calma durante toda a situação. Ela não chorou e ficou praticamente imóvel enquanto aguardava o resgate. Andreon contou que conversou com a criança e pediu que ela não se mexesse até que conseguisse retirá-la da fiação.

"Eu disse: 'Calma, calma que a gente vai pegar você, vai tirar você daí'. Fui falando para ela não se mexer", relatou.

Apesar do susto, a menina não sofreu descarga elétrica. Segundo o policial, ela teve apenas alguns arranhões provocados pelo contato com a parede.

A criança foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por exames. De acordo com Andreon, ela estava bem após o resgate.

A Prefeitura de Delmiro Gouveia informou que o Conselho Tutelar acompanha o caso.

EM NOTA, A EQUATORIAL ALAGOAS INFORMOU:

 Enviou uma equipe técnica ao local após tomar conhecimento da ocorrência. Segundo a distribuidora, os profissionais avaliaram a situação e constataram que não havia necessidade de intervenção na rede elétrica. O fornecimento de energia não foi interrompido.

A empresa informou ainda que orientou os responsáveis pela criança sobre os cuidados necessários para evitar acidentes. A Equatorial alertou que construções próximas à rede elétrica podem oferecer riscos e reforçou a importância de respeitar as distâncias de segurança na instalação de janelas, sacadas e outras estruturas. Fonte: g1 Alagoas-23/10/2026

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sábado, outubro 24, 2026

PARANAENSE ATINGIDO POR RAIO NA CABEÇA DURANTE TRILHA NO EQUADOR


Um curitibano de 32 anos sobreviveu depois de ser atingido na cabeça por um raio enquanto subia o vulcão extinto El Corazón, no Equador. O caso aconteceu em 13 de outubro, na Cordilheira dos Andes, e o cume do vulcão tem quase 5 mil metros de altitude.

COMO FOI:

O montanhista, experiente, que prefere não ser identificado, fazia a trilha com um grupo de cerca de 20 pessoas. O tempo estava bom no começo, mas uma neblina se formou perto do fim, e o raio o atingiu no ponto mais alto da montanha. Outras duas pessoas do grupo também foram atingidas e se feriram.

 FERIMENTOS:

Ele teve os tímpanos perfurados e queimaduras de segundo e terceiro graus. O raio entrou pela cabeça, percorreu o corpo e chegou aos pés. A bota ficou parcialmente destruída.

EQUIPE DE SUPORTE ACIONOU SOCORRO E AJUDOU NA DESCIDA

"Eu estava com uma equipe preparada. Eles estavam com o rádio, com tudo, e pediram socorro muito rápido. Eles que me carregaram para descer, porque eu tive que caminhar um pouco. Eles me ajudaram na caminhada, trouxeram um cavalo para que eu pudesse, em uma parte, ir a cavalo. Quando eu cheguei, a ambulância já estava me esperando. Foi tudo bem coordenado", relembra.

O curitibano foi levado a um hospital particular do Equador, onde passou por acompanhamento por cardiologista, cirurgião plástico, otorrino e médico clínico geral. Ele teve queimaduras de 2º grau no tórax e em membros inferiores e de 3º grau nos pés.

Além disso, teve perfuração no tímpano em ambos os ouvidos e, na cabeça, ficou uma marca do raio.

No hospital equatoriano, depois que os rins e o coração dele estabilizaram, a equipe médica passou a controlar as queimaduras. Com a situação estável, o homem pôde retornar ao Brasil.

SITUAÇÃO ATUAL:

Depois de ser atendido num hospital particular no Equador, ele voltou a Curitiba e segue em tratamento no Hospital Evangélico Mackenzie.

Do aeroporto de Curitiba, ele foi levado direto ao Hospital Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de queimados, onde está dando continuidade ao tratamento.

Segundo a equipe médica, ele está estável, com previsão de internação de 3 a 4 semanas, a depender da evolução do quadro clínico. Ele está lúcido, bem e conversando.

Fontes:  g1 PR e RPC - Curitiba-22/10/2026; g1 PR e RPC — Curitiba - 20/10/2026; @ZR

Comentário

O que acontece com o corpo

 A maioria das pessoas atingidas por raios sobrevive (cerca de 90%), mas as lesões podem ser sérias.

Coração e respiração:

A principal causa de morte é a parada cardíaca ou respiratória no momento do impacto. Quem sobrevive à primeira hora geralmente tem bom prognóstico, se for socorrido rápido.

Sistema nervoso:

Perda  de consciência, confusão, amnésia e paralisia temporária das pernas (a chamada ceraunoparalisia), que costuma passar em horas.

Pele:

Queimaduras  geralmente superficiais, às vezes com marcas em forma de ramificação (figuras de Lichtenberg), que somem em dias.

Ouvidos e olhos:

Zumbido, tímpano rompido, perda auditiva, visão turva e, mais tarde, catarata.

Músculos e ossos:

Dor intensa,  e fraturas ou luxações causadas pela contração muscular violenta ou pela onda de choque.

Sequelas

A longo prazo: dor crônica, problemas de memória e concentração, distúrbios do sono, irritabilidade e alterações de humor.

A maioria das vítimas não é atingida diretamente. Muitas sofrem com a corrente que se espalha pelo solo ou com descargas laterais vindas de árvores e rochas próximas.

Se alguém for atingido: chame o resgate (Bombeiros 193) e comece a massagem cardíaca se a pessoa não respirar. A vítima não retém carga elétrica, então é seguro tocá-la. Se houver várias vítimas, atenda primeiro as que parecem mortas, porque são as que mais se beneficiam de ressuscitação imediata.

COMO SE PROTEGER EM TRILHAS

Antes de sair

Confira a previsão. Em boa parte do Brasil, as tempestades de verão se formam à tarde, então saia cedo para estar de volta antes do meio-dia ou início da tarde.

Defina um horário-limite de retorno e respeite, mesmo sem chegar ao topo.

DURANTE A TRILHA

Se o céu escurecer, as nuvens crescerem verticalmente ou você ouvir trovão, comece a descer na hora. Não espere a chuva chegar.

Regra dos 30-30:

Se o trovão vier menos de 30 segundos depois do clarão, a tempestade está perto o bastante para ser perigosa. Só retome a caminhada 30 minutos depois do último trovão.

ONDE EVITAR

Cumes, cristas, campos abertos e árvores isoladas.

Água, cercas de metal, cabos de aço e vias ferratas.

Boca de cavernas e paredões rochosos rasos, onde a corrente pode saltar.

ONDE FICAR

O melhor abrigo é uma construção fechada ou um carro.

Sem isso, procure um trecho baixo e com vegetação densa, de árvores todas de altura parecida. Fique afastado dos troncos mais altos.

SE FOR PEGO SEM ABRIGO

Afaste-se uns 10 metros dos outros membros do grupo, para que nem todos sejam atingidos de uma vez.

Agache-se sobre a ponta dos pés, com os pés juntos, cabeça baixa e mãos nos joelhos, o mínimo possível em contato com o chão. Se tiver uma mochila ou isolante, apoie-se sobre ele. Não se deite no chão.

Afaste de você bastões de caminhada, mochilas com armação metálica e outros objetos de metal.

Barraca não protege de raio.

SINAIS DE ALERTA IMEDIATO:

Cabelo  arrepiado, formigamento na pele ou zumbido nos objetos de metal indicam que a descarga está prestes a acontecer. Agache imediatamente e se afaste do local.

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terça-feira, outubro 20, 2026

MANAUS ATINGE NÍVEIS GRAVES DE POLUIÇÃO DO AR POR FUMAÇA DE QUEIMADAS

O ar de Manaus é o pior do mundo. Enquanto Kinshasa, capital do Congo, na África Central, registrou uma média de pior qualidade do ar do mundo com índice de 172,6 µg/m³, na plataforma IQAir, Manaus atingiu um pico extremo de 324,1 µg/m³, segundo o Selva. Esse nível deixou o ar da capital amazonense 20 vezes acima do limite de segurança recomendado pela OMS para 24 horas (15 µg/m³). A origem da fumaça na capital amazonense vem de incêndios florestais e queimadas descontroladas da agropecuária. O Inpe contabilizou 3.240 focos de calor entre 1º e 23 de setembro de 2026 no estado. As autoridades ambientais estão inertes. Enquanto crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à poluição de gases tóxicos, como o carbono.

A qualidade do ar em Manaus chegou a níveis graves para a população e fez a Defesa Civil disparar alertas de risco à saúde nesta sexta-feira (9). Segundo a prefeitura, a fumaça intensa que atinge a capital nos últimos dias tem origem nas queimadas registradas em municípios do interior do Amazonas.

No início da manhã, o ar atingiu 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (MP2,5), uma substância tóxica para o ser humano.

Níveis acima de 160 µg/m³ já são considerados “péssimos” na classificação de qualidade do ar. Na medição das 22h de quinta-feira (8), foi registrado um pico de 200,0μg/m³.

Os números foram divulgados pela Defesa Civil de Manaus, que utiliza o registros da PurpleAir, uma empresa internacional que monitora a qualidade do ar em  tempo real por meio de uma rede de sensores pelo mundo. Na capital do Amazonas são 10 sensores.

O alerta orienta cuidados maiores para aqueles que pertencem aos grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias. A recomendação é aumentar a hidratação, usar máscaras PFF2, evitar exercícios físicos e acompanhar as atualizações.

Entre os efeitos da poluição para a saúde estão;

·       tosse e falta de ar,

·       irritação nos olhos e

·       risco respiratório.

A Prefeitura disse, em nota, que está intensificando as ações de fiscalização, prevenção e combate às queimadas urbanas, além de monitorar a qualidade do ar e dar assistência à população.

SUSPENSÃO DE AULAS

Aulas da rede municipal de ensino foram suspensas nesta sexta-feira, assim como atividades presenciais nas sedes administrativas do Executivo Municipal. Serviços considerados essenciais foram mantidos, com o das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também suspendeu as atividades presenciais acadêmicas e administrativas em todos os turnos. A recomendação é realizar as atividades de forma remota. A medida é justificada para “resguardar a saúde da comunidade acadêmica diante do cenário de poluição atmosférica severa”.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) seguiram o mesmo caminho e suspenderam aulas e demais atividades acadêmicas nas unidades da instituição na capital. As atividades administrativas foram realizadas remotamente.


PROBLEMA RECORRENTE

Monitoramento feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) indica que a qualidade do ar vem atingindo níveis extremos de poluição no estado nos últimos dias. Os dados são disponibilizados na plataforma Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental).

Desde quarta-feira (7), o ar tem atingido, com frequência diária, concentrações acima de 100 (µg/m³) de material particulado fino. O pico até agora foi registrado às 2h da madrugada desta sexta: 344,5 µg/m³.

Na escala oficial do Índice de Qualidade do Ar (IQAr), usada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a poluição por material particulado fino é dividida em cinco níveis principais:

Entre 0 e 15 µg/m³: boa

Entre 15 e 50µg/m³: moderada

Entre 50 e 75µg/m³: ruim

Entre 75 e  125µg/m³: muito ruim

Entre 125 e 300µg/m³: péssima

Fonte: Agência Brasil - Publicado em 09/10/2026

FUMAÇA DAS QUEIMADAS NA AMAZÔNIA

A fumaça das queimadas na Amazônia é um problema ambiental, de saúde pública e climático grave que afeta não apenas a região Norte, mas várias partes do Brasil e da América do Sul.

1. COMO A FUMAÇA SE ESPALHA? ("RIOS VOADORES")

A Amazônia possui correntes de ar em altitude conhecidas como rios voadores, que transportam a umidade da bacia amazônica em direção ao Sul e Sudeste do Brasil. Durante a época de seca e queimadas (geralmente entre julho e outubro):

A fumaça das florestas e pastagens em chamas é puxada por essas correntes de ar.

O fluxo de fumaça viaja milhares de quilômetros, cobrindo estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países vizinhos como Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Fenômenos como o "dia que virou noite" em São Paulo (em agosto de 2019) e o "chuva preta" são consequências diretas desse transporte de fuligem e fuligem combinados com frentes frias.

2. IMPACTOS NA SAÚDE HUMANA

A fumaça da queimada é composta por uma mistura tóxica de gases (como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio) e material particulado (PM2.5) — partículas finíssimas que penetram profundamente nos pulmões e entram na corrente sanguínea.

SINTOMAS IMEDIATOS: Irritação nos olhos, garganta seca, tosse, dor de cabeça, coriza e cansaço.

PROBLEMAS GRAVES: Agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares como asma, bronquite, rinite, pneumonia e infartos.

GRUPOS DE RISCO: Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas pré-existentes.

3. RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS COM A SAÚDE

Em dias com forte presença de fumaça ou ar classificado como "insalubre":

Vedação de Ambientes:

Mantenha portas e janelas fechadas nos horários de maior pico de poluição.

Evite usar ventiladores voltados para janelas abertas.

Hidratação e Umidificação:

Beba bastante água ao longo do dia.

Use umidificadores de ar, bacias com água ou toalhas molhadas nos cômodos.

USO DE MÁSCARAS:

Mantenha o uso de máscaras do tipo PFF2 / N95 ao sair de casa (máscaras de tecido simples ou cirúrgicas não filtram eficientemente as partículas finas

PM2.5).

ATIVIDADES FÍSICAS: Evite praticar exercícios físicos ao ar livre em dias com alta concentração de fumaça.

ACOMPANHAMENTO DE INFORMAÇÕES:

Monitore a qualidade do ar em sua cidade por meio de plataformas como o IQAir ou órgãos ambientais estaduais (como a CETESB em SP, INEA no RJ, etc.). Fonte: g1 AM — Manaus - 17/10/2026  


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PAMPAS PERDERAM 11,3 MILHÕES DE HECTARES DE VEGETAÇÃO NATIVA EM 40 ANOS

 Região que se espalha por Brasil, Argentina e Uruguai perdeu 21% das pastagens naturais desde 1985. Brasil teve a maior redução proporcional de vegetação nativa.

 O QUE OS DADOS REVELAM?

Segundo o levantamento do MapBiomas Pampa, divulgado, os números se referem à região pampeana da América do Sul entre 1985 e 2024.

•O bioma dos Pampas perdeu 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024. Os dados são de um levantamento do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (4).

•Do total perdido nas quatro décadas, 10,5 milhões de hectares eram de vegetação campestre. No mesmo período, áreas de cultivos agrícolas cresceram 33% e florestas plantadas subiram 503%.

•O Brasil registrou a maior perda proporcional de vegetação nativa do período, com redução de 30%. A queda de 3,7 milhões de hectares foi associada à expansão da soja.

•A Argentina apresentou a maior perda em números absolutos no bioma. O país registrou uma diminuição de 4,8 milhões de hectares de sua cobertura original nas quatro décadas.

•No Uruguai, a redução da vegetação nativa alcançou 19%. A área agrícola uruguaia subiu de 1,4 milhão para 3,4 milhões de hectares no intervalo analisado.

ENTENDA:

A  região pampeana ocupa cerca de 109 milhões de hectares, ou 6% da América do Sul, e inclui o sul do Brasil, todo o Uruguai e áreas do centro-leste da Argentina. Sua vegetação típica é formada principalmente por gramíneas e outras plantas herbáceas nativas.

As mudanças no uso da terra, no entanto, começaram antes do período analisado. Em 1985, primeiro ano da série histórica, 35% da região já havia sido convertida para pastagens cultivadas, agricultura, florestas plantadas ou áreas urbanas.

Nas quatro décadas seguintes, essa transformação continuou. Em 2024, 46% da região estava ocupada por áreas cultivadas, segundo o levantamento.

Entre os três países analisados, o Brasil apresentou a maior perda proporcional de vegetação nativa.

Em 1985, havia 12,4 milhões de hectares de cobertura natural na porção brasileira da região.

Em 2024, eram 8,6 milhões. A redução foi de aproximadamente 3,7 milhões de hectares, ou 30%, e esteve associada principalmente à expansão da soja, segundo o MapBiomas.

A área de florestas plantadas também cresceu no período no Brasil, passando de 44 mil para 738 mil hectares.

A Argentina, por outro lado, teve a maior perda em números absolutos. Foram cerca de 4,8 milhões de hectares de vegetação nativa a menos entre 1985 e 2024, queda equivalente a 12% da cobertura registrada no início da série.

No Uruguai, a redução da vegetação nativa chegou a 19%. O país também registrou forte crescimento de outras formas de ocupação do solo: a área agrícola passou de 1,4 milhão para 3,4 milhões de hectares, e as florestas plantadas cresceram de 117 mil hectares para 1,3 milhão de hectares.

POR QUE ISSO IMPORTA?

Os campos nativos do Pampa abrigam grande diversidade de plantas e animais, ajudam a controlar a erosão e contribuem para a regulação da água. Sua conservação é essencial para manter o equilíbrio ecológico e a produção rural sustentável.

IMPACTOS ECOLÓGICOS E HIDROLÓGICOS:

Especialistas alertam que a perda de vegetação campestre nativa reduz drasticamente a capacidade de infiltração da água no solo, afeta a biodiversidade local e enfraquece a resiliência do bioma frente a eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e inundações severas no Sul do país.   Fonte: g1-04/09/2026

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domingo, outubro 18, 2026

INCÊNDIO DESTRÓI 320 BOXES DE GALPÃO DA CEAGESP, NA ZONA OESTE DE SP

 


Um incêndio de grandes proporções atingiu um dos galpões do Entreposto Terminal São Paulo da Ceagesp, na Vila Leopoldina, no final da noite de sábado (5 de setembro de 2026). 

O QUE ACONTECEU

Fogo atingiu o Entreposto Terminal São Paulo, segundo a Ceagesp. O combate às chamas aconteceu, a princípio, com ajuda dos funcionários da empresa e, em seguida, pelos bombeiros.

ESTRUTURA E BOXES ATINGIDOS:

 O fogo destruiu um pavilhão com 320 boxes, afetando diretamente mais de 100 permissionários e comerciantes. O espaço abrigava principalmente quiosques de frutas (como melancias e melões), lojas de embalagens e restaurantes. 

CORPO DE BOMBEIROS

 O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 23h20 e mobilizou 16 viaturas para o local. As chamas foram controladas durante a madrugada e o trabalho de rescaldo seguiu pela manhã de domingo (6).  

CONTROLE DO FOGO

 O fogo foi controlado às 2h30. A ocorrência foi encerrada no meio da manhã, segundo os bombeiros.

VÍTIMAS:

Não há registro de vítimas e o fogo não se espalhou para os outros galpões da Ceagesp.

INVESTIGAÇÃO E INTERDIÇÃO

As causas do incêndio ainda serão investigadas. A Defesa Civil emitiu um auto de interdição temporária para o local.

A perícia técnica foi acionada para investigar a origem do fogo. Comerciantes do local relataram problemas prévios de fiação elétrica e falta de manutenção.

PREJUÍZOS FINANCEIROS:

Estimativas preliminares dos comerciantes indicam perdas superiores a R$ 40 milhões, somando estoques de mercadorias, equipamentos de refrigeração, escritórios e estrutura de negócios.

Segundo informações divulgadas em outubro, a Ceagesp  preparou uma estrutura provisória para os comerciantes afetados, com previsão de funcionamento a partir de 16 de outubro. A reconstrução definitiva do pavilhão foi estimada em aproximadamente um ano.

CEAGESP

A Ceagesp informou que criou um Comitê de Crise para avaliar os impactos e buscar alternativas para os comerciantes afetados.

COMERCIANTES DENUNCIAM ESTADO DO LOCAL

Embora a causa do incêndio ainda não tenho sido revelada e esteja em fase de perícia, muitos comerciantes disseram que o galpão apresentava riscos elétricos e que a direção do Ceasa havia sido alertada diversas vezes.

Um deles, que preferiu ter a identidade preservada por medo de retaliação, disse que "todo mundo sabia que isso (o incêndio) ia acontecer". Outro afirmou que a fiação estava danificada e relembrou que durante o Natal do ano passado houve um apagão no local.

Fontes: TV Globo e g1 SP — São Paulo-07/09/2026; UOL, em São Paulo-06/09/2026

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quarta-feira, outubro 14, 2026

CHILE: O SALDO DEIXADO PELA DEVASTADORA ENXURRADA NO BAIRRO DE LAS CONDES


 Seis pessoas feridas, 1.960 casas com danos leves,  55 com danos graves e cerca de 200 hectares inundados: esse foi o saldo da devastadora  enxurrada que, na tarde de quinta-feira (15/10), desceu da pré-cordilheira e arrasou boa parte da comuna de Las Condes, em Santiago, segundo informou o Comitê de Gestão de Risco de Desastres (Cogrid).

O delegado presidencial, afirmou que continuam "coletando informações para ter a certeza de que temos apenas os seis feridos registrados até o momento, incluindo uma criança de um ano com uma fratura".

À noite, o governo decretou zona de catástrofe e, e, ao longo deste dia equipes de resgate — municipais, dos Bombeiros, dos Carabineros e do Exército — trabalham arduamente para liberar ruas completamente cobertas por lama, pedras e carros destruídos. Enquanto isso, pelo menos 1.000 pessoas precisaram de assistência das equipes de resgate, conforme confirmado pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Santiago (CBS).

Por sua vez, o diretor nacional do Sernageomin, explicou que a enxurrada se enquadra na categoria de *flash flood* (inundação repentina), ou seja, um evento que arrasta enormes volumes de sedimentos em um curto período de tempo.

Quanto à sua origem, o delegado da Região Metropolitana de Santiago, explicou que «presumimos que se trate do bloqueio, do entupimento do canal subterrâneo que normalmente permite a drenagem da água que escorre pela ravina».

Entretanto, o vice-ministro das Obras Públicas e Transportes, afirmou que «a situação está controlada» e que, durante este fim de semana, terão «praticamente todas as estradas desobstruídas para a circulação e os serviços básicos restabelecidos».

Ele explicou que caíram cerca de 144 milímetros de chuva na região e que a enxurrada não ocorreu logo após as precipitações mais intensas, mas sim no dia seguinte, quando caíram cerca de 15 mm em poucos minutos — motivo pelo qual “prever essas coisas é realmente difícil”.

RELATOS DOS ATINGIDOS

Moradores e trabalhadores da região descreveram suas experiências durante o evento catastrófico, que teve início em questão de minutos e também inundou uma clínica e duas instituições de ensino.

“Estávamos fazendo uma reforma no segundo andar da clínica e, quando a chuva ficou mais forte, a água começou a levar os carros. O subsolo e as garagens subterrâneas mais abaixo estão cheios de lama, barro, pedras, de tudo”, relatou ao Canal 13.

“Não recebemos nenhum alerta ”, criticou.

Uma estudante também afirmou: “Estava voltando da universidade, ouvi a chuva forte, mas não imaginei que o rio que transbordou atingiria essa proporção. Nunca vi nada parecido na minha vida”.

“Não há luz. A fiação foi cortada. Só consigo me comunicar por telefone, pois não há outra forma de conexão”, apontou.

Outra pessoa afetada contou que “o céu ficou escuro, foi algo impressionante. Fomos olhar e, em cinco minutos, sentimos como se fosse uma onda do mar; houve um estrondo e vimos todos os carros, ônibus e caminhonetes descendo. Foi algo terrível”, relatou.

“Primeiro veio uma chuva de granizo e depois desabou uma chuva forte por uns 15 ou 20 minutos. Foi um verdadeiro dilúvio”, acrescentou outro homem.

PASSAGEIROS DE UM ÔNIBUS

Também deram seus depoimentos os passageiros de um ônibus que foi arrastado pela correnteza — sem dúvida, a imagem mais aterrorizante deixada pela enxurrada.

“Não conseguimos descer do ônibus porque fomos atingidos de repente por toda a água, uma árvore, tudo. O ônibus começou a deslizar para trás e ficou inundado até o alto. A água subiu e tivemos que ir para o fundo. Começamos a subir pela saída de emergência e ficamos no teto”, contou uma mulher.

Outro passageiro, afirmou que a correnteza os arrastou por vários quarteirões, “levando tudo: árvores, postes. Por sorte, parou aqui; o ônibus ficou ali e eu consegui pular pela janela”.

O caso de maior repercussão foi o das pessoas vistas em cima desse mesmo ônibus. “Nós estávamos lá em cima, no teto, gritando e pedindo ajuda às pessoas, porque continuávamos sendo arrastados. Estavam todos assustados, gritando e chorando, pois tudo estava sendo inundado. Algumas sofreram contusões, outras se cortaram, mas nada grave”, concluiu um deles. Fonte: infobae-09 de outubro de 2026


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segunda-feira, outubro 12, 2026

ACIDENTE ENTRE VEÍCULOS DEIXA CINCO MORTOS E NOVE FERIDOS NA BR-393

 


Um grave acidente envolvendo quatro carros de passeio e um caminhão deixou cinco mortos e nove feridos no km 252 da BR-393, na altura de Barra do Piraí (Sul Fluminense, RJ).  

RESUMO DOS FATOS

Local e Horário: Ocorreu por volta das 6h30 no km 252 (altura do Trevo do Matadouro), em Barra do Piraí (RJ).  

Veículos Envolvidos: Uma carreta carregada com pisos cerâmicos e quatro automóveis de passeio.  

VÍTIMAS FATAIS

Cinco pessoas de uma mesma família de Juiz de Fora morreram em um acidente envolvendo quatro carros e um caminhão na manhã deste sábado (10), no km 252 da BR-393, em Barra do Piraí (RJ).  

FERIDOS:  

4 pessoas foram encaminhadas para unidades de saúde da região (Santa Casa de Barra do Piraí e Hospital Maria de Nazaré).  

5 pessoas recusaram atendimento médico no local por apresentarem apenas escoriações leves.  

IMPACTO NO TRÂNSITO:

A carreta tombou e espalhou a carga de pisos pela pista. A rodovia ficou totalmente interditada nos dois sentidos do início da manhã até por volta de 11h40, quando o tráfego foi liberado.  

CAUSA PROVÁVEL

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro da família seguia em direção a Volta Redonda (RJ) quando se envolveu em um acidente com outros três carros e um caminhão na manhã de sábado, no km 252 da BR-393, em Barra do Piraí. A batida aconteceu na altura do Trevo do Matadouro, quando as vítimas seguiam viagem para Paraty. A carreta trafegava no sentido contrário, rumo a Juiz de Fora (MG).

A dinâmica exata da colisão ainda está sendo investigada. Informações preliminares colhidas no local apontam que a carreta teria tombado antes do impacto e que o motorista do carro onde estava a família teria tentado desviar. Essa versão ainda depende de confirmação da perícia

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil iniciou a investigação para apurar as causas do acidente. Fonte: g1 Zona da Mata - 10/10/2026

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