Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia

quarta-feira, junho 03, 2026

EXPLOSÃO DE GÁS ATINGIU MORADORES E IMÓVEIS NO JAGUARÉ EM SP

A explosão de grandes proporções ocorreu no dia 11 de maio de 2026, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. O incidente foi causado pelo rompimento de uma tubulação de gás durante obras de infraestrutura, da Sabesp, resultando em um cenário descrito por moradores e autoridades como "cenário de guerra".

O acidente atingiu dezenas de imóveis e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e da Defesa Civil. Segundo relatos feitos aos serviços de emergência da polícia e dos Bombeiros, pessoas foram lançadas pela força da explosão e houve pedidos de socorro sob os escombros.

A Sabesp confirmou que uma rede de gás foi atingida durante trabalho da empresa no local. A explosão ocorreu enquanto a equipe técnica realizava o reparo, disse a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Funcionários da empresa Comgás também estavam no local da explosão, informou a Polícia Militar. Em nota, sem citar a Sabesp, a Comgás declarou ter recebido um chamado às 15h15 sobre um "vazamento de gás causado por uma obra de terceiros". Eles afirmaram que a equipe da empresa chegou ao local às 15h37 e "eliminou o vazamento".

A concessionária esclarece que não realizava manutenção no local.

Fogo atingiu diversas residências, enquanto o cheiro forte de gás e rompimento de vidros em um condomínio vizinho também foram registrados. Os bombeiros informaram o colapso e destruição de diversas casas


O QUE DIZEM A SABESP

Em nota, a Sabesp declarou que atuava no local em uma obra de remanejamento de tubulação de água. Eles informaram que realizavam o trabalho com "alinhamento operacional e acompanhamento com a concessionária de gás".

Uma rede de gás foi atingida durante a execução dos trabalhos, declarou a companhia. Eles informaram que paralisaram as atividades imediatamente e acionaram a concessionária para a adoção dos procedimentos técnicos necessários.

Durante a mobilização da equipe técnica para realização do reparo, ocorreu a explosão. As causas da ocorrência estão sendo apuradas pelas empresas e pelas autoridades competentes. Neste momento, a prioridade da Sabesp é prestar todo o apoio necessário às vítimas, moradores, comerciantes e demais pessoas impactadas na área afetada, permanecendo à disposição para colaborar integralmente com as apurações.

DETALHES DO INCIDENTE

A explosão aconteceu por volta das 16h10, na região da Rua Floresto Bandecchi e Rua Dr. Benedito de Moraes Leme. O impacto destruiu total ou parcialmente cerca de 46 imóveis, deixando um rastro de escombros em uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados.

VÍTIMAS E IMPACTOS

•Óbitos: Duas mortes confirmadas. Uma morreu no local, e outra faleceu dias depois no hospital.

•Feridos: Pelo menos três pessoas ficaram feridas, incluindo um funcionário que trabalhava na obra.

• Desalojados: Cerca de 160 pessoas ficaram sem moradia imediata, e mais de 660 pessoas foram afetadas de alguma forma pelos danos estruturais.

AÇÕES DE ASSISTÊNCIA, PÓS ACIDENTE

• Famílias atingidas por explosão no Jaguaré, na zona oeste de SP, receberão auxílio de R$ 5 mil, disse a Sabesp, que confirmou que uma rede de gás foi atingida durante obra.

• Sabesp cadastrou 194 famílias; pagamento é imediato via Pix.

• Defesa Civil mantém 46 imóveis interditados e diz não haver risco de novas explosões, mas sem prazo de liberação.

DEFESA CIVIL

Defesa Civil informou que 46 imóveis seguem interditados em diferentes níveis de comprometimento. Segundo o porta-voz do órgão, após a vistoria, as casas serão marcadas com selos de quatro cores diferentes: verde, amarelo, laranja e vermelho. As casas em vermelho estarão totalmente interditadas. Os moradores das áreas verdes poderão voltar para casa; os da área amarela poderão retirar seus pertences sozinhos, e os da área laranja podem retirar os pertences com ajuda de equipes da Defesa Civil.

Não há risco de novas explosões, mas também não existe prazo para a liberação dos imóveis porque alguns podem desabar, segundo a Defesa Civil. "Não vamos trabalhar com prazos, lamentamos o transtorno", afirmou o porta-voz. Moradores que não puderam ir para a casa de parentes estão hospedados em hotéis, segundo a Comgas e a Sabesp. Ao todo, 61 pessoas desabrigadas estão alocadas em um hotel.

INTERDIÇÃO DOS IMÓVEIS – CLASSIFICAÇÃO

Os imóveis interditados serão classificados em quatro categorias, de acordo com o nível de dano estrutural causado pela explosão:

Verde: imóveis liberados para retorno dos moradores. A classificação não descarta danos materiais, como eletrodomésticos quebrados;

Amarelo: interdição parcial, sem comprometimento estrutural, mas com riscos pontuais, como telhas ou forros soltos;

Laranja: danos estruturais relevantes, como comprometimento de paredes, colunas ou vigas, mas sem condenação total do imóvel;

Vermelho: imóveis completamente comprometidos, que precisarão ser demolidos.

CAUSAS DA EXPLOSÃO

As causas da explosão serão investigadas pela Polícia Civil, pelo Instituto de Criminalística e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

O QUE DISSERAM AS TESTEMUNHAS

Moradores relataram um forte estrondo no momento da explosão. Segundo os chamados feitos à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros, houve pessoas lançadas pela força do impacto e vítimas presas sob os escombros. Vídeos mostram imóveis destruídos, vidros quebrados.

BALANÇO MAIS RECENTE DA DEFESA CIVIL

16 residências foram condenadas e marcadas em vermelho, sem possibilidade de permanência dos moradores. Outras 22 têm interdição parcial e precisarão passar por reformas. 
Fontes: UOL, em São Paulo-12/05/2026; g1 SP — São Paulo-12/05/2026; g1 SP e TV Globo — São Paulo - 18/05/2026

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quinta-feira, maio 28, 2026

FONES AURICULARES SÃO PIORES PARA A AUDIÇÃO?


Prejuízos ocorrem gradualmente, de modo que as pessoas só se dão conta quando já é tarde demais

Eu uso fones de ouvido auriculares para dormir, em ligações pelo Zoom e enquanto estou malhando. Eles estão prejudicando minha audição? E, se sim, como o dano se compara com outros tipos de fone de ouvido?

Quer você esteja falando ao telefone, participando de reuniões no Zoom, ouvindo música ou vendo vídeos no TikTok, os fones de ouvido provavelmente fazem parte de seu cotidiano. Mas que tipo de danos estão causando? E os fones auriculares, que ficam mais próximos do canal auditivo que outros estilos de fone de ouvido, são mais prejudiciais à audição?

Segundo o audiologista Cory Pornuff, do Hospital da Universidade do Colorado, a ideia de que os fones auriculares seriam mais prejudiciais à audição do que outros tipos de fones de ouvido é falsa. "A ideia equivocada é que, pelo fato de o fone auricular ficar posicionado mais dentro da orelha, ele faria mais mal do que algo que é posicionado mais longe."

Faz sentido que pensemos que os fones auriculares são piores para a audição, disse ele, na medida em que eles mandam o áudio diretamente para o canal auditivo, enquanto outros estilos de fones que ficam sobre a orelha enviam o som de uma distância maior. "Mas o que faz a diferença na realidade é o volume de som que chega a seu tímpano, e não o ponto de onde ele parte."

VOLUME MÁXIMO

Se você quer prevenir danos quando usa fones de ouvido, disse Portnuff, "há uma regra simples a seguir. É a regra dos 80 por 90: você pode ouvir em segurança por 80% do volume máximo por um total de 90 minutos por dia."

Se você ouvir em volume mais baixo, pode ouvir por mais tempo; se ouvir em volume maior, precisa ser por menos tempo. Se você ouvir a 60% do volume máximo ou menos, de modo geral "pode ouvir em segurança o dia todo, todos os dias", ele esclareceu.

CDC E A PERDA AUDITIVA

O CDC (centros de controle e prevenção de doenças do governo americano) diz que os níveis de volume dos aparelhos auditivos pessoais geralmente atingem no máximo 105 a 110 decibéis. A 80% do volume máximo, que seria por volta de 85 decibéis, o volume de som seria comparável ao de um cortador de grama movido a gasolina ou ao som do trânsito da cidade ouvido do interior de um carro.

O CDC destaca que, para prevenir a perda auditiva induzida pelo barulho, devemos evitar a exposição prolongada a ruídos ambientais superiores a 70 decibéis (como os de uma máquina de lavar roupa ou louça). Mas o ruído ambiental de até 60 decibéis (como o de uma conversa normal ou o som emitido por um aparelho de ar condicionado) geralmente não provoca danos auditivos.

O clínico geral Daniel Fink preside o conselho da organização sem fins lucrativos The Quiet Coalition, dedicada a reduzir os efeitos do barulho sobre a saúde, e é menos permissivo em suas recomendações. Para ele, "não existe um fone de ouvido que não seja perigoso", especialmente quando tantas pessoas precisam subir o volume para compensar pelos ambientes ruidosos que os cercam.

Se você está usando fones em um lugar muito barulhento "e consegue ouvir a música ou entender as palavras que estão sendo ditas, provavelmente é porque aumentou o volume o suficiente para superar o barulho ambiental", disse Fink.

"E isso significa que o volume em que está ouvindo deve estar acima de 80 decibéis e você está se submetendo a pressão sonora suficiente para prejudicar sua audição."

TECNOLOGIA DE CANCELAMENTO DE RUÍDOS,

Para combater o ruído de fundo sem elevar os níveis de som, Portnuff e Fink recomendam a escolha de fones de ouvido que bloqueiam o som ambiente. Fones auriculares que se encaixam bem e apagam os sons externos, fones supra-auriculares que formam um selo em volta da orelha ou qualquer aparelho de escuta dotado de tecnologia de cancelamento de ruídos, todas essas são boas opções.

A melhor coisa a fazer é ficar atento ao ruído em volta, disse Portnuff, e a como isso afeta o som que chega a seus ouvidos. Alguns smartphones ou fones de ouvido inteligentes alertam o usuário se o volume está acima dos níveis recomendados para escuta.

PERDA AUDITIVA

Ruídos em alto volume podem prejudicar a audição de modo precoce e irreversível. Segundo Portnuff, a superexposição a eles pode levar uma pessoa de 30 anos a ter a audição de alguém de 60.

A perda auditiva ocorre gradualmente, de modo que as pessoas muitas vezes só se dão conta quando já é tarde demais. Para ele, entender as melhores maneiras de proteger a audição é importante para evitar arrependimentos futuros.

Segundo Fink, também é crucial preservar a audição porque sua perda pode criar mais danos. Quando as pessoas não conseguem ouvir algo, tendem a aumentar o volume, e isso, por sua vez, pode levar a ainda mais prejuízo.

Por isso, lembre-se que o volume é mais importante que tudo. "Ouça no volume mais baixo possível, em uma altura que lhe permita ouvir o conteúdo que você quer ouvir", disse Fink. "Se soar alto, é porque está demais." Fonte: Folha de São Paulo - 25.ago.2022 - The New York Times   


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sábado, maio 23, 2026

TREMOR DE TERRA DE MAGNITUDE É REGISTRADO NO LITORAL DO RJ

O litoral do Rio de Janeiro registrou dois tremores de terra em um intervalo de menos de 24 horas. Ambos os sismos ocorreram em alto-mar (na região conhecida como offshore), a cerca de 100 km da costa do município de Maricá.

De acordo com os dados oficiais da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), os eventos foram os seguintes:

·       Primeiro tremor: Ocorreu na madrugada de quinta-feira (21 de maio), às 5h21, com magnitude de 3.3 na escala Richter.

·       Segundo tremor: Ocorreu na manhã de sexta-feira (22 de maio), às 6h50, com magnitude de 3.1.

O fenômeno foi identificado por estações de monitoramento espalhadas pelo país e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo. A rede responsável pelo monitoramento é coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil.

Especialistas afirmam que esse tipo de ocorrência, apesar de chamar atenção, não é incomum no território brasileiro — especialmente em áreas marítimas da região Sudeste.

Segundo o sismólogo Gilberto Leite, os tremores registrados no país costumam ter baixa intensidade e, na maior parte das vezes, passam despercebidos pela população.

"O Brasil registra pequenos tremores com certa frequência por causa das tensões que atuam na crosta terrestre. Em geral, são eventos de baixa magnitude", explicou.

O especialista destaca ainda que a costa do Sudeste concentra a principal faixa de atividade sísmica em alto-mar do país, onde pequenos terremotos são monitorados regularmente.

Embora o Brasil esteja distante das zonas de encontro entre placas tectônicas — onde os grandes terremotos são mais comuns —, o país também registra abalos provocados pela acomodação de estruturas geológicas internas da crosta terrestre. Fonte: g1 Rio - 21/05/2026; 22/05/2026

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TREMOR DE TERRA NO TOCANTINS


Foi registrado um tremor de terra de magnitude 2,8 próximo a Gurupi, no sul do Tocantins, na madrugada de quinta‑feira (22). O abalo ocorreu às 00h42 e foi detectado pela Rede Sismográfica Brasileira, com análise do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

Segundo os especialistas, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil e geralmente não causam danos.  

O Tocantins já teve outros pequenos abalos recentemente, como em Conceição do Tocantins, onde um sismo de magnitude 2,2 foi registrado em fevereiro deste ano.

Apesar do registro técnico, não houve relatos imediatos de moradores que tenham sentido o tremor nem de danos estruturais na região.

Pressões geológicas

De acordo com especialistas da RSBR, tremores de baixa magnitude, como o registrado em Gurupi, são relativamente comuns no Brasil e ocorrem quase todas as semanas em diferentes regiões do país. Na maioria dos casos, esses abalos não são percebidos pela população.

Esses fenômenos são classificados como sismos naturais e ocorrem, em sua maioria, devido às pressões geológicas constantes que atuam na crosta terrestre, provocando pequenas acomodações no solo. Fonte: g1 Tocantins-21/05/2026


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domingo, maio 10, 2026

CEGUEIRA POR DESATENÇÃO

 
Muitas pessoas vão reconhecer essa situação tão comum. Alguém insiste que um objeto simplesmente não está ali, que é impossível de encontrá-lo, apesar de dizer que fez uma busca minuciosa e eficaz. Outra pessoa chega, dá uma olhada rápida no mesmo lugar e encontra o objeto quase de imediato.

"Está bem debaixo do seu nariz!"

Essa situação frustrante (para os dois envolvidos) revela algo fundamental sobre como o cérebro funciona. Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia depende de um processo chamado busca visual, e nosso cérebro não é tão eficiente nisso.

Mesmo quando algo está à nossa frente, o cérebro pode não perceber que ele está ali. Em outras palavras, olhamos, mas não vemos.

À primeira vista, procurar algo parece simples. Olhamos uma superfície — a bancada da cozinha, a mesa de trabalho, a gaveta de "tudo" — até encontrar o objeto.

Mas o cérebro não consegue analisar todos os elementos de uma cena ao mesmo tempo. Por isso, se baseia na atenção, seleciona algumas características e deixa o restante de lado.

Os psicólogos costumam descrever a atenção como um holofote que percorre o campo visual. Onde ele se concentra, a informação é processada em detalhes. O que fica fora dele recebe muito menos atenção.

Existe uma razão anatômica para o olhar se mover o tempo todo. O centro da retina — a fóvea — concentra a visão mais nítida. Mas ocupa apenas uma pequena parte do campo visual, do tamanho aproximado da unha do polegar e na distância do braço estendido.

Para enxergar bem uma cena, os olhos precisam se mover repetidamente, levando diferentes partes do ambiente a essa pequena área de alta resolução.

Esses movimentos são movimentos sacádicos, também conhecidos como "sacadas", e acontecem o tempo todo. Mesmo quando achamos que estamos olhando fixamente para algo, os olhos se movem discretamente de um ponto a outro.

Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem. Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais complexos sem ficar sobrecarregado de informação.

OLHANDO SEM ENXERGAR

A visão, afinal, não é apenas o que vemos.

É também o que o cérebro espera encontrar. Esse fenômeno é conhecido como "cegueira por desatenção".

Uma das demonstrações mais conhecidas desse fenômeno aparece em um vídeo em que um grupo de pessoas troca passes com uma bola de basquete. Quem assiste deve contar o número de passes. Enquanto o espectador se concentra na tarefa, uma pessoa vestida de gorila atravessa a cena tranquilamente.

Cerca de metade dos espectadores não percebe o gorila.

O gorila não está escondido. Ele passa pelo centro da tela. Mas o cérebro, concentrado em contar os passes de basquete, simplesmente não o registra.

Se você já procurou suas chaves na bancada da cozinha e outra pessoa as encontrou na hora, já passou por isso.

Assim que a informação visual chega ao cérebro, ela é processada por diferentes vias. Uma delas, frequentemente chamada de via dorsal, segue em direção ao lobo parietal do cérebro, área responsável por funções essenciais como a percepção espacial e a orientação da atenção.

É esse sistema que permite ao cérebro identificar onde os objetos estão no espaço e direcionar a atenção durante a busca visual.

HOMENS E MULHERES PROCURAM DE FORMA DIFERENTE?

Ao descrever essa situação comum, evitei recorrer a um estereótipo, aquele em que é o marido quem não consegue encontrar um objeto bem diante dele.

Estudos sobre busca visual identificaram pequenas diferenças na forma como homens e mulheres examinam cenas complexas.

Em média, as mulheres tendem a se sair um pouco melhor ao localizar objetos em ambientes desordenados, enquanto os homens costumam se sair melhor em tarefas que envolvem orientação espacial ampla ou imaginar objetos girando em três dimensões.Ainda não há consenso sobre as razões, mas parte da explicação pode estar na forma como movemos os olhos ao procurar algo.

BUSCA VISUAL

A busca visual depende do movimento do olhar de um ponto a outro, as chamadas "sacadas". Estudos com rastreamento ocular mostram que algumas pessoas examinam a cena de forma mais metódica, seguindo um padrão mais organizado. Outras fazem movimentos maiores pelo campo visual.

Uma inspeção mais sistemática tende a percorrer toda a superfície, mesmo quando está cheia de objetos, o que aumenta as chances de encontrar algo pequeno, como um par de chaves ou a tesoura da cozinha. Movimentos maiores, por outro lado, podem pular partes inteiras, deixando um objeto à vista sem entrar no foco da atenção do cérebro.

Alguns psicólogos evolucionistas sugerem que essas diferenças podem ter origem em sociedades de caçadores-coletores. Mas há poucas evidências disso. Experiência, familiaridade com o ambiente e diferenças individuais de atenção provavelmente pesam muito mais do que o gênero.

No fim, a busca visual tem menos a ver com examinar uma foto e mais com um processo de antecipação. O cérebro tenta prever o tempo todo onde algo pode estar e direciona a atenção com base nisso.

Na maior parte das vezes, essas previsões estão corretas. Às vezes isso não acontece, e um objeto bem diante dos olhos não corresponde ao que o cérebro espera encontrar.

Isso significa que, quando alguém diz que já procurou por toda parte, pode estar dizendo a verdade. Só não procurou da maneira certa. Fonte: BBC Brasil - 2 maio 2026


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terça-feira, maio 05, 2026

RAIO ATINGE TOPO DE ARRANHA-CÉU ENTRE OS MAIS ALTOS DO PAÍS EM BL. CAMBORIÚ

 Um vídeo registrou o momento em que um raio atingiu o topo de um arranha-céu em Balneário Camboriú, na noite de domingo (9/04).

·   O Infinity Coast, como é chamado, tem 235 metros e é o 4º edifício residencial mais alto do Brasil.

·     A construtora informou que a estrutura tem um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e não sofreu danos.

Um vídeo registrou o momento em que um raio atingiu o topo de um arranha-céu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na noite de domingo (9). O Infinity Coast, como é chamado, tem 235 metros e é o 4º edifício residencial mais alto do Brasil, segundo o ranking do Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH).

As imagens circulam nas redes sociais e foram confirmadas pela construtora FG Empreendimentos. A empresa informou que a construção tem um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e não sofreu danos.

O prédio fica próximo ao Pontal Norte da movimentada Praia Central, que teve a faixa de areia alargada para 70 metros em 2021 e é conhecida pela vista para os arranha-céus luxuosos.

O temporal registrado no domingo causou alagamentos e interrupções de vias na cidade, além de ter deixado imóveis sem energia elétrica, segundo a prefeitura. Não houve vítimas, nem desabrigados. Sobre as moradias sem luz, de acordo com painel de monitoramento das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), a situação foi normalizada na manhã desta segunda-feira (10).

PARA-RAIO

O engenheiro Gustavo Simas, superintendente de produção da FG Empreendimentos, explica que o sistema de proteção contra descargas elétricas (gaiola de Faraday) usado no prédio é do tipo estrutural - ou seja, pilares conduzem a descarga ao solo e criam uma "gaiola de proteção" para os usuários.

A ideia do para-raios, segundo ele, é oferecer um caminho para que a eletricidade passe facilmente sem causar danos à estrutura e aos equipamentos.

Conforme a construtora, em edifícios muito altos, onde a incidência de raios é maior, um sistema bem projetado não só protege a estrutura, mas também os sistemas elétricos internos, evitando danos a equipamentos e garantindo a segurança dos ocupantes.  Fonte: g1 SC-10/03/2025  

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domingo, abril 26, 2026

RAIO ATINGE REDE DE ENERGIA E PROVOCA EXPLOSÃO EM ÁREA RURAL EM SC

Resumo

·       O incidente ocorreu na sexta-feira (13/02/26), por volta das 19h, em uma propriedade rural de Porto União, no Planalto Norte de Santa Catarina.

·       A descarga elétrica, capturada por câmera de segurança, atingiu uma cerca e provocou um incêndio no terreno, gerando grande susto.

·       Apesar do fogo, a família de Salete Aparecida Levinski Swirkowski, que estava no local, não sofreu ferimentos, mas houve danos materiais.

Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento em que um raio atingiu a cerca elétrica de uma propriedade em Porto União, no Planalto Norte de Santa Catarina, e provocou fogo no terreno. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

O caso aconteceu na sexta-feira (13/02/26/) e a família que mora no local levou um susto com a descarga elétrica, que aconteceu por volta das 19h, durante chuva fraca.

As imagens mostram o clarão atingindo a cerca, que pega fogo imediatamente. No momento da descarga, Salete,  estava na propriedade com o marido e os dois filhos, de 7 e 10 anos.

Câmera de segurança de uma propriedade vizinha flagrou o momento em que o raio atingiu uma cerca elétrica

Ela  contou que estava a cerca de 20 metros do ponto atingido quando ouviu o estrondo.

"Neste momento estávamos varrendo a estrebaria, deu o raio. O fogo desceu pela cerca elétrica. Era fogo pra todo lado, como aparece no vídeo. Na hora do raio acabou caindo a energia. Daí queimaram algumas coisas com o choque causado pelo raio", disse.

Segundo a moradora, a fiação da cerca elétrica foi queimada, assim como a maioria das lâmpadas e a antena de internet. Fonte: NSC-16/02/2026

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sábado, abril 18, 2026

VAZAMENTO DE GÁS INVISÍVEL EM EMPRESA DE SC

 OCORRÊNCIA

Um trabalhador de 42 anos sofreu queimaduras químicas de segundo grau após um vazamento de amônia em uma empresa de fruticultura, na tarde de quarta-feira (15), em Lages, na Serra de Santa Catarina.

VAZAMENTO

O vazamento ocorreu por volta das 17h, no bairro Rodovia. O Corpo de Bombeiros foi acionado após funcionários sentirem um forte cheiro da substância e relatarem mal-estar, com suspeita de intoxicação.

CORPO DE BOMBEIROS

Ao chegar ao local, as equipes confirmaram o vazamento de amônia em estado gasoso, provocado pelo rompimento da válvula de um tanque. Por segurança, os trabalhadores foram evacuados e levados para uma área segura da empresa.

CONTROLE DO VAZAMNETO

Para conter o vazamento, os bombeiros aplicaram uma névoa de água para diluir o produto. Em seguida, com apoio da brigada de emergência da empresa, fecharam a tubulação danificada.

VÍTIMA

O trabalhador teve queimaduras no pescoço, no braço e no ombro. Segundo os bombeiros, cerca de 30% da superfície corporal foi atingida. Ele também apresentou irritação nos olhos e no nariz. Fonte:NSC TV-16/04/2026

COMENTARIO

A NR-36 regula a segurança no uso de amônia, especialmente em frigoríficos, exigindo planos de emergência, detecção automática, ventilação e treinamento para conter vazamentos, focando em prevenir intoxicações e queimaduras graves. Vazamentos exigem medição antes do retorno seguro dos trabalhadores.

PRINCIPAIS MEDIDAS DE SEGURANÇA DA NR-36 PARA VAZAMENTOS DE AMÔNIA:

·       Explosão/incêndio: embora não seja altamente inflamável, pode formar misturas perigosas em certas condições.

·       Acionamento Automático: Sistemas de refrigeração devem acionar alarmes automaticamente.

·       Controle de Emergência: Deve-se acionar o sistema de controle e eliminação de amônia.

·       Plano de Resposta: Elaboração obrigatória de um plano com ações para vazamentos.

·       Medição Pós-Acidente: A concentração de amônia deve ser medida antes que trabalhadores retornem ao local após um vazamento.

·       Treinamento: Funcionários devem estar treinados e equipados, segundo o NR36 e segurança industrial com NR-36 e os detectores de amônia.

AÇÕES IMEDIATAS EM CASO DE VAZAMENTO:

·       Evacuar o local imediatamente.

·       Lavar a pele com água abundante.

·       Utilizar soro fisiológico para irritações nos olhos.

·       Acionar a Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros.

OUTRAS NORMAS RELACIONADAS:

·       NR-15: Define o limite de tolerância de amônia e o grau de insalubridade.

·       NR-13: Aplica-se a vasos de pressão e tubulações que contenham amônia.

·       ABNT NBR 16069/2018: Norma técnica para sistemas de refrigeração.

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quarta-feira, abril 08, 2026

TRINTA ANOS APÓS O PIOR ACIDENTE RADIOLÓGICO DA HISTÓRIA

cápsula com material radioativo que causou o desastre

 Acidente com material radioativo Césio-137 foi o mais grave já registrado pela Agência Internacional de Energia Atômica. Vítimas em Goiânia sofrem até hoje os efeitos da contaminação – e da discriminação.

Na rua 57, região central de Goiânia, o terreno vazio com solo concretado destoa das muitas casas em reforma. Os moradores mais novos não sabem explicar por que não há construção naquele espaço, que abriga apenas uma estrutura metálica enferrujada e grafites no muro do fundo.

A única identificação do local aparece no mundo digital: ao localizar a rua 57, o Google Maps exibe a inscrição "Césio 137", marcando o ponto zero onde o elemento radioativo foi liberado no ambiente e iniciou uma cadeia de contaminação.

O mapa mostra o endereço de um antigo ferro-velho onde, em 13 de setembro de 1987, começou o maior acidente radioativo do Brasil. Naquele domingo, sob a sombra de uma mangueira, funcionários do ferro velho partiram, a marretadas, o cabeçote de um equipamento usado em radioterapia.

A peça havia sido encontrada por dois catadores num prédio em ruínas do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), estava abandonada ali desde meados de 1985.

Durante a desmontagem, os catadores chegaram até a cápsula que armazenava 19 gramas de césio-137, que, administrado dentro da máquina, emitia radiação controlada para matar células cancerosas. Fora do recipiente de chumbo, o pó altamente solúvel e de fácil dispersão é letal.


À medida em que os pedaços da máquina eram vendidos para outros ferros-velhos, aumentava o número de pessoas que reclamam de náuseas, vômito e diarreia. Esses sintomas iniciais, causados pela exposição à radiação, foram tratados pelos médicos como intoxicação alimentar.

Cinco dias depois, a cápsula com césio-137 chegou ao ferro-velho de Devair Alves Ferreira. Fascinado pelo brilho intenso emitido pelo pó no escuro, ele e a esposa logo adoeceram. Quando recebia visita dos familiares, Devair distribuía pequenas amostras do material que acreditava ser muito valioso. E, assim, os focos de contaminação se espalharam.

Foi Maria Gabriela, esposa de Devair, que desconfiou do poder maligno daquele brilho. Em 28 de setembro, ela colocou a cápsula dentro de um saco de estopa, pegou o ônibus na companhia de um funcionário do ferro-velho e entregou a peça na Vigilância Sanitária. A essa altura, já corria em toda a cidade o boato de que muitos membros de uma mesma família tinham adoecido.

No dia seguinte, um físico que visitava a cidade desconfiou dos relatos e visitou os pacientes com um medidor de radiação. Foi só então que Goiânia descobriu que a cidade estava há 16 dias exposta ao césio-137.

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) classifica o caso de Goiânia como o maior acidente radiológico do mundo pela extensão da contaminação. Casos semelhantes haviam sido registrados na Cidade do México (1962), Argélia (1978), Marrocos (1983) e Ciudad Juarez, também no México (1983).

Os responsáveis por abandonar a cápsula no prédio desativado do IGR foram denunciados pelo Ministério Público Federal em Goiás por homicídio e lesão corporal culposos em  novembro de 1987. Os médicos Carlos de Figueiredo Bezerril, Criseide Castro Dourado, Orlando Alves Teixeira, Amaurillo Monteiro de Oliveira e o físico responsável, Flamarion Barbosa Goulart, foram condenados nos anos 1990. Eles cumpriram pena em regime semi-aberto, à exceção de Amaurillo. Após recorrer da sentença, obtiveram habeas corpus e prestaram um ano de serviços comunitários. Em 1998, a pena foi extinta por decreto presidencial.

VIDA RECLUSA

Trinta anos após o episódio que contabilizou 6.500 pessoas com algum grau de irradiação, 249 casos com significativa contaminação e quatro mortes quase imediatas, a memória do acidente traz incômodo e desconforto em todas as esferas que tiveram algum envolvimento com o caso.

Muitos dos que sobreviveram àqueles dias de terror continuam em Goiânia. Poucos, no entanto, falam abertamente sobre o acidente. Há quem tenha se mudado para longe para não ser associado ao caso. Outros ainda brigam na Justiça em busca de reparação – é o caso dos trabalhadores que atuaram na descontaminação dos pontos por onde o pó se espalhou e na construção do depósito dos resíduos.

Sem saber inicialmente de que se tratava de fonte radioativa, policiais, bombeiros e funcionários do Consórcio Rodoviário Intermunicipal (Crisa), escalados por seus chefes, isolaram as áreas, destruíram imóveis, árvores, animais de estimação, calçadas, asfalto. Eram os dias finais da ditadura militar, e a lei da mordaça ainda vigorava. 

A poucas quadras do foco inicial de contaminação, dona Lourdes agora vive reclusa e não quer mais falar com a imprensa. Ela perdeu uma filha de seis anos e o marido depois do acidente. A menina Leide das Neves foi a primeira a morrer entre os contaminados mais graves. Ela brincou e ingeriu o pó misterioso, presente que ganhou do pai, Ivo Alves Ferreira, falecido em 2003. Ele teve contato com o césio-137 na casa do irmão, Devair, que morreu em 1994.

O irmão deles, Odesson Alves Ferreira, 63 anos, carrega as marcas da radiolesão nas mãos. Quando fora visitar os parentes que já estavam doentes, sem saber, por causa do césio, o então motorista de ônibus tocou naquele pó. Após a infecção ele passou por uma série de tratamentos experimentais e fundou, em dezembro de 1987, a Associação das Vítimas do Césio 137.

"Todos nós temos dificuldade em conviver com essa história", fala sobre as vítimas. "Trinta anos depois, sentimos que o governo não cumpriu com sua obrigação. É impossível conseguir os remédios que precisamos e a nossa pensão, que deveria ser de um salário mínimo (R$ 937) segundo a lei, está desatualizada (R$ 778)", diz Odesson, que teve cerca de 40 familiares contaminados.

O TRATAMENTO PÓS-ACIDENTE

Em 1988, foi criado um serviço de saúde especialmente para o atendimento às vítimas, a Fundação Leide das Neves. Em 2011, uma mudança na lei levou o órgão no Centro de Assistência aos Radioacidentados (CARA) a funcionar segundo as normas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os radioacidentados passam por uma bateria anual de exames. Sobre as queixas das vítimas, Aurelio de Melo Barbosa, da secretaria estadual de saúde, afirma que "eles recebem medicação que está na lista básica de medicamentos do SUS".

Essa lista não inclui diversos dos remédios receitados. Muitos pacientes dizem ter feito empréstimos em banco para comprar a medicação. É o caso de Luisa Odet Mota dos Santos e do marido. "Tudo o que vem com a idade, apareceu bem mais cedo na gente", fala sobre o custo das doenças.

A recomendação para que pacientes obtenham medicamentos de alto custo é recorrer à Defensoria Pública, diz André Luiz de Souza, diretor do CARA. Atualmente, 28 profissionais atuam no CARA, que diz atender cerca de 1.200 pessoas dentre vítimas diretas, filhos e netos de radioacidentados e trabalhadores que atuaram na descontaminação.

"Se um serviço criado especialmente para o atendimento às vítimas não cumpre sua função, então ele não tem mais razão para existir", critica Odesson.

TRAUMAS NÃO SUPERADOS

Trinta anos após o acidente, o trauma das vítimas ainda é evidente. A psicóloga do CARA Suzana Helou conduziu uma pesquisa para entender o nível de superação do acidente com o césio-137. O resultado, ao qual a DW Brasil teve acesso, será publicado num livro.

Dos 92 pacientes vivos acompanhados pelo CARA desde 1988, 48 aceitaram participar. A maior parte (85%) ainda se considera vítima do acidente em Goiânia, devido à discriminação que sofreram ou acreditam ainda sofrer por parte da população. "As pessoas ainda têm medo da gente", respondeu um entrevistado. "Isso não passa nunca".

Mais da metade (54%) disse não ter nenhum projeto para o futuro. "Eles perderam casa, documentos, móveis, isso traz sentimentos de comprometimento de identidade", comenta Helou.

O impacto mais marcante, no entanto, foi nas pessoas que eram crianças e adolescentes à época. "Eles sofreram interrupções bruscas, sentiram abandono, amigos se afastaram, planos foram interrompidos", afirma a psicóloga. Muitos se envolveram com drogas ou se tornaram alcoólatras, nunca mais voltaram a estudar.

VIDA PÓS CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA

Luisa Odet Mota dos Santos e Kardec Sebastião dos Santos hoje ajudam a cuidar dos netos. Os quatro filhos do casal tiveram muita dificuldade para continuar os estudos. "Nenhuma escola queria aceitar nossos filhos", diz Luisa. Eles não gostam de falar sobre o assunto, e ainda têm medo da discriminação. 

Os filhos de Odesson também não se envolvem no assunto. "Eu só fico pensando quando a gente não estiver mais aqui. Quem vai cuidar para que essa história não seja esquecida? As vidas que se perderam nunca podem ser esquecidas. Um acidente desse não pode ser esquecido para que ele nunca mais repita". Fonte: DW - Publicado 13/09/2017 Publicado 13 de setembro de 2017 Última atualização 01/04/2026

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domingo, março 29, 2026

EXPLOSÃO DE CAMINHÃO NO CHILE DEIXOU 4 MORTOS E 17 FERIDOS

Câmera de segurança de rodovia onde ocorreu o incidente, na Região Metropolitana da capital chilena, mostra nuvem de fumaça se espalhando até enorme explosão acontecer.

A explosão de um caminhão-tanque em uma rodovia na Região Metropolitana de Santiago, capital do Chile, deixou quatro mortos e 17 feridos na quinta‑feira (19).

A câmera de monitoramento da via registrou o momento exato em que o incidente ocorreu. Uma enorme nuvem de fumaça branca começa se espalhar rapidamente, do fundo da imagem até cobrir completamente a visão de tudo e, de repente, uma explosão acontece.

De acordo com os bombeiros, a explosão foi sentida num raio de cerca de 150 a 200 metros e danificou pelo menos 50 veículos.

Diversas vítimas sofreram ferimentos graves, incluindo queimaduras, e cinco pessoas estão em estado crítico. O motorista do caminhão está entre as vítimas.  

Segundo o governador metropolitano, uma delas teve queimaduras em 100% do corpo e sua sobrevivência é incerta. Os outros quatro sofreram queimaduras em cerca de 60% do corpo e também se encontram em estado extremamente crítico.

As autoridades estão investigando a causa do incidente, incluindo possíveis infrações por excesso de velocidade, de acordo com o general da polícia,   Fonte: g1 -20/02/2026  



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