Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, outubro 06, 2020

RISCOS DE DESINFETANTES PARA AS MÃOS, EM CASA E NO TRABALHO

Queimaduras causadas por fogo devido
à ignição do desinfetante para as
mãos

Um funcionário usou um desinfetante para as mãos à base de álcool, de acordo com as recomendações atuais para a higiene pessoal devido à COVID-19.

Após a aplicação, mas antes que o desinfetante líquido evaporasse completamente, ele tocou numa superfície metálica onde o acúmulo de energia estática criou uma fonte de ignição. Ocorreu a ignição do desinfetante, resultando numa chama quase invisível nas  mãos.  Ele  conseguiu extinguir as chamas, mas ficou com queimaduras de 1o e 2o graus.

Você sabia?

§Alguns desinfetantes para as mãos são à base de álcool e são inflamáveis, com pontos de ignição de 16,6 a 26,7°C (62 a 80°F). Uma vez acima do ponto de ignição, os vapores necessitam apenas de uma fonte de ignição para começar a queimar.

§Muitas soluções de desinfetante para as mãos possuem Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico (FISPQ) que lista os riscos e precauções, incluindo o ponto de ignição.

§As mãos molhadas com desinfetante à base de álcool podem entrar em ignição com uma faísca de eletricidade estática ou qualquer outra fonte de ignição. As pessoas podem carregar uma quantidade de eletricidade estática grande o suficiente para provocar a ignição de materiais inflamáveis.

§O álcool queima com uma chama azul clara que é difícil de se ver. A água pode extinguir rapidamente um pequeno incêndio com álcool.

§Alguns desinfetantes para as mãos contêm metanol ou álcool metílico, que é inflamável e tóxico. Não os use na pele!

§Ao usar loções ou desinfetantes à base de álcool, deixe--os secar completamente antes de executar outras tarefas que possam provocar a sua ignição.

§Leia a FISPQ de todos os produtos com os quais você lida, mesmo aqueles que aparentam ser inofensivos.

§Armazene os desinfetantes para as mãos à base de álcool de acordo com a FISPQ e longe de fontes de luz e calor, que podem aumentar a sua inflamabilidade e reduzir a sua eficácia.

§Compartilhe essas informações com a sua família e amigos para que eles não sofram um acidente semelhante. Fonte: Process Safety Beacon – Setembro 2020



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segunda-feira, setembro 07, 2020

MULHER MORRE, A ROUPA FICOU PRESA NA MÁQUINA

A mulher morre quando sua roupa ficou presa na máquina de processar uva passa.
Segundo a Polícia, o caso ocorreu no final da manhã de  24 de janeiro de 2020,  na empresa Del Rey Packing Company, na cidade de Fresno, no estado da Califórnia.
A roupa prendeu-se  numa seção móvel do maquinário que amassa cachos de uva passa  e ela bateu a cabeça, disse a Divisão de Administração de Saúde e Segurança Ocupacional da Califórnia em um comunicado. A funcionária estava trabalhando em uma linha de classificação de cacho quando sua roupa ficou presa em um eixo de um cilindro que  amassa os cachos de  uva passa, fazendo com que o funcionário batesse com a cabeça", disse o comunicado.
Dois funcionários próximos desligaram a máquina, mas a funcionária  morreu no local.
O presidente da Del Rey Packing Co. disse em um comunicado: "Estamos profundamente tristes".
O Departamento de Segurança e Saúde Ocupacional (DOSH) está investigando o incidente para determinar se algum norma  de segurança e saúde foi violado.
De acordo com dados do DOSH, anualmente ocorrem milhares de mortes em acidentes de trabalho nos Estados Unidos. Em 2018, 5.250 trabalhadores morreram no local de trabalho. Fonte: Newsweek - 25/01/20 às 6h46

Comentário: Roupas Folgadas, Adornos , Cabelos compridos
É proibido os trabalhadores utilizem qualquer tipo de adorno; tais como: brincos, alianças, anéis, correntinhas, pulseiras, relógios, entre outros; durante sua jornada de trabalho, mesmo se o uso for por motivos religiosos.
O uso de adornos pode resultar em grave acidente, com casos até de amputação de membros, causadas quando o adorno enrosca em equipamentos em movimento.
Os acidentes/lesões podem ser eliminados ou amenizados, se você utilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual (E.P.I.), conforme seu trabalho e/ou setor, tais como: uniforme, protetor de cabelo, avental, etc. O cabelo comprido deve ficar com protetor de cabelo (gorro ou redinha), para se evitar que o mesmo fique preso em algum dispositivo em movimento, acarretando gravíssimos acidentes.

Uso de anéis e alianças durante atividades  operacionais
Um Grande Risco !
■ Diversas lesões  acontecem quando anéis e alianças se enroscam em arestas e/ou superfícies salientes, podendo inclusive ocasionar a amputação de dedos.
■ Antes de iniciar suas atividades, retire anéis, alianças e demais objetos de adorno, inclusive nas tarefas domésticas, onde o número de acidentes também é alto!

Grande parte dos acidentes ocorrido nas empresas causa lesões nas mãos.
■ Anéis e alianças podem enroscar-se em superfícies salientes e também em equipamentos e motores rotativos. O reflexo e a força para evitar o acidente acabam causando o agravamento da lesão e até mesmo a amputação do dedo.
O procedimento seguro é retirar todos os adornos das mãos e utilizar luvas apropriadas!

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sexta-feira, agosto 14, 2020

GASES PERIGOSOS NOS ESPAÇOS CONFINADOS

Nos diversos ambientes, muitos deles existentes no subsolo, como galerias, esgotos, os porões nas edificações, tanques etc., pela natureza de seus projetos e finalidades, ou pela falta de medidas de segurança em alguns, estão sujeitos à presença de agentes contaminantes, gases e vapores inflamáveis.
Por essa razão, antes de se iniciar qualquer operação torna-se necessária a adoção de medidas adequadas para a eliminação dos perigos existentes. Os procedimentos previstos para permitir o ingresso e o trabalho de pessoas autorizadas nesses ambientes estão explicitados na Norma Regulamentadora NR-33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS, Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019.

OS PERIGOS
A mistura de contaminantes perigosos são muito comuns. Dentro de um mesmo ambiente podem-se encontrar, ao mesmo tempo, riscos respiratórios, explosões, incêndios etc. Portanto, as atmosferas ali encontradas podem ser inflamáveis, tóxicas ou asfixiantes.
Entre os contaminantes perigosos existentes no ar incluem-se os seguintes:
• Gases Combustíveis, como o gás liquefeito de petróleo, gás natural, acetileno etc;
• Vapores de combustíveis e solventes líquidos: nafta, gasolina, querosene e outros hidrocarbonetos;
• Gases provenientes da fermentação de material orgânico: metano, dióxido de carbono, hidrogênio, gás sulfídrico;
• Gases de combustão: dióxido de carbono e o monóxido de carbono liberados pelos escapamentos dos veículos automotores;
• Gases e substâncias voláteis existentes nos sistemas de drenagem industrial;
• Gases decorrentes de incêndios e explosões;

EXPLOSÕES
Não há duvidas de que todos nós estamos bem conscientes dos perigos das explosões provenientes da existência de gases e vapores combustíveis. É muito importante se ter em conta que esses gases são combustíveis numa progressão de seu volume na mistura com o ar a partir de um ponto denominado Limite Inferior de Explosividade – LIE. A mistura é explosiva até alcançar outro ponto, o Limite Superior de Explosividade – LSE, acima do qual não há mais ar suficiente para gerar a combustão.
A composição da mistura gás/ar que se situa entre o LIE e o LSE varia de acordo com o gás. Os que têm uma faixa muito ampla entre o LIE e o LSE, como o hidrogênio, 4% e 75%, são os mais perigosos.
Já que os explosímetros não estabelecem nenhuma diferença entre os gases monitorados, as precauções aqui descritas são aplicadas a todos os gases e vapores inflamáveis.

TOXICIDADE
Os gases tóxicos, alguns dos quais sem nenhum odor, podem trazer consequências fatais ao trabalhador, mesmo em baixas concentrações.

O monóxido de carbono – CO - por exemplo, pode ser letal a ¹/10 de 1% e perigoso a ¹/50 de 1%, devido ao acúmulo no corpo quando o trabalhador está exposto de maneira contínua.
Alguns gases, como o gás sulfídrico – H2S -, geram efeito paralisante no sentido do olfato ao penetrar no organismo. Isto faz com que níveis fatais de sua concentração passem despercebidos por causa da total “ausência” de odor. Portanto, a única precaução segura está na adoção de métodos de medição.

ASFIXIA
A presença de gases e vapores asfixiantes pode provocar a deficiência de oxigênio. A atmosfera normal contém próximo de 21% de oxigênio. Em que pese os reflexos negativos sentidos na coordenação motora e no raciocínio, podemos considerar que 16% de oxigênio é a concentração mínima necessária para sustentar a vida, a OSHA estabeleceu 19,5% como limite mínimo e máximo  23,5%.
Obs:  No Brasil, o percentual de oxigênio aceitável em espaços confinados é de  19,5%< % O2 < 23,0 %

Apesar de haver gases mais leves do que o ar, há uma grande quantidade de outros que são mais pesados, como o gás liquefeito de petróleo, o propano e outros hidrocarbonetos. Estes gases permanecem em certas depressões do solo para em seguida fluir para diferentes pontos baixos, sejam galerias, porões etc. onde criam situações de perigo.
Outros gases gerados pela decomposição de vegetais ou resíduos animais podem chegar igualmente a esses ambientes. Esses gases têm geralmente alto teor de dióxido de carbono, pouco oxigênio e quantidades variadas de metano e provocam a queda de oxigênio.
A deficiência de oxigênio também pode ser provocada pela absorção preferencial do oxigênio pelos sedimentos terrestres, pela oxidação de metais em áreas úmidas e fechadas. Atividades como as inertizações também provocam a queda de oxigênio. A presença do nitrogênio gera a queda do oxigênio por diluição.
As situações de perigo geradas pela deficiência de oxigênio podem ser detectadas pelas medições. O instrumento que quantifica o oxigênio é o oxímetro.

PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA
Todo trabalhador deve:
•Conhecer os gases que ocasionalmente possam estar presentes em sua área;
•Receber treinamento para operar detectores de gás;
•Submeter-se a provas de que está apto a fazer medições com precisão.
•Trabalhar com instrumentos e lanternas intrinsecamente seguras.

INSPEÇÕES
Convém que cada empresa leve a cabo inspeções e avaliações em seus espaços confinados como forma de exercer um rígido controle de seus riscos, muitos representados por gases e vapores inflamáveis e tóxicos. O cadastramento dos espaços confinados é determinação da NR 33, e isto inclui o conhecimento da configuração e os riscos específicos de cada um deles. O conhecimento da situação facilita em muito a aplicação dos procedimentos de entrada e trabalho quando se fizerem necessários, naturalmente dentro de obediência irrestrita às determinações da Norma.

OS ACIDENTES MAIS COMUNS
•Devido às condições atmosféricas internas;
•Explosão ou incêndio;
•Eletrocussão;
•Soterramento;
•Engolfamento;
•Afogamento;
•Queda;
•Ruído
•Vibração
•Radiação
Os acidentes típicos decorrem dos trabalhos de inspeção, reparos ou substituição de peças, limpeza, pintura, solda, corte, instalação de equipamentos como bombas, motores transformadores, cabos elétricos e telefônicos no subsolo etc. Até mesmo nas operações de resgate e salvamento, ocasionados pelas características de determinados ambientes e de circunstâncias que vão desde o estado emocional ao espírito de solidariedade.

TREINAMENTO
Para eliminar ou reduzir a ocorrência de acidentes nos espaços confinados a NR 33 preconiza a obrigatoriedade da capacitação dos trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente com os espaços confinados, sobre seus direitos, deveres, riscos e medidas de controle.
Fonte: Racco Brasil


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terça-feira, agosto 04, 2020

A GIGANTESCA CRATERA DE BATAGAIKA, NA SIBÉRIA, SE EXPANDE EM MEIO A ONDA DE CALOR RECORDE




















As temperaturas recordes do verão na Sibéria estão abrindo a gigantesca cratera de Batagaika, que os locais chamam de "porta de entrada para o submundo", em um ritmo sem precedentes, dizem os cientistas.
A cratera de Batagaika, na república siberiana de Sakha, a leste da Sibéria, surgiu na década de 1960, depois que a floresta na área foi desmatada, fazendo com que a terra afundasse. Atualmente, a maior  cratera do  mundo, com cerca de 1 km de comprimento e 100 metros de profundidade, continua a crescer em tamanho e profundidade à medida que a mudança climática provoca derretimento acentuado da camada de permafrost da região.

O diâmetro de Batagaika  está avançando de 12 a 14 metros por ano, segundo o pesquisador Frank Guenther da Universidade de Potsdam. Antes de 2016, avançava 10 metros por ano, ele disse.
À medida que a cratera se expande, cientistas e arqueólogos estão descobrindo restos bem preservados de animais e plantas que foram extintos desde a Era do Gelo. O local também oferece informações sobre 200.000 anos de dados climáticos.

Kseniia Ashastina, paleobotânica do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, disse à revista Science que grupos indígenas locais temem a cratera, dizendo "ela está comendo suas terras, engolindo árvores e lugares sagrados".

As notícias foram divulgadas quando as regiões ártica e siberiana da Rússia, já estão se aquecendo a uma taxa mais rápida do que o resto do mundo, enfrentam uma onda de calor histórica no verão acompanhada de incêndios florestais, derramamentos de combustível, perdas de colheita por seca..
A cidade de Verkhoyansk, localizada a 75 quilômetros de Batagaika é  um dos lugares mais frios habitados da Terra, viu temperaturas atingir 38 graus Celsius, a temperatura mais quente já registrada no Ártico, em junho.

No final de maio, um tanque de combustível de uma subsidiária da Norilsk Nickel vazou 21.000 toneladas métricas de diesel em um rio perto de Norilsk, o que foi descrito como o pior derramamento de combustível de todos os tempos no Ártico. A empresa vinculou o vazamento ao derretimento do permafrost sob os pilares de suporte do tanque, o que causou a ruptura do tanque.

À medida que as temperaturas continuam a subir, os cientistas dizem que os processos induzidos pelas mudanças climáticas, como a cratera em expansão de Batagaika, ficarão ainda mais intensos.
A cobertura de gelo no Oceano Ártico atingiu o nível mais baixo esse ano em 15 de julho, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo, com a costa da Sibéria mais atingida. A Passagem Nordeste, rota marítima que liga a Europa à Ásia, estava livre de gelo há duas semanas. No ano passado, demorou até o final de agosto para que a cobertura de gelo da rota derretesse.

Os devastadores incêndios florestais de verão vistos no leste da Sibéria e no Extremo Oriente russo nos verões recentes, provocados por invernos quentes e secos, liberam “fuligem escura e carvão vegetal que absorvem o calor e aceleram o derretimento”, escreveu a revista Science.
E à medida que o permafrost derrete, também libera metano e outros gases de efeito estufa, adicionando mais combustível ao aumento acelerado das temperaturas. Fonte: The Moscow Times - terça-feira, 4 de agosto de 2020

Comentário: O permafrost ou pergelissolo é o tipo de solo encontrado na região do Ártico. É constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congelados (do inglês perma = permanente, e frost = congelado, ou seja: solo permanentemente congelado). Esta camada é recoberta por uma camada de gelo e neve que, se no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais, ao derreter-se no verão, reduz-se para de 0,5 a 2 metros, tornando a superfície do solo pantanosa, uma vez que as águas não são absorvidas pelo solo congelado. Fonte: Wikipédia

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domingo, julho 26, 2020

“CICLONE BOMBA” NA REGIÃO SUL DO BRASIL

Durante fortes temporais que atingiram a Região Sul do Brasil em 30 de junho de 2020, cidades registraram ventos com mais de 120 km/h em diversos pontos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Esse fenômeno é conhecido como "ciclone-bomba", pois nessa região foi registrada uma queda acentuada na pressão atmosférica em um período de 24 horas, provocando ciclones que não eram previsíveis pelos meteorologistas. O ciclone bomba, como foi batizado, nada mais é do que um intenso sistema de baixa pressão atmosférica, e é chamado de extratropical.

CICLONE - DESTRUIÇÃO
O vento provocou estragos em um terço das cidades do estado. O que aconteceu foi a consequência da formação de um ciclone, um fenômeno meteorológico comum, mas não com essa intensidade - por isso é chamado de "ciclone bomba". "O processo de formação dele foi muito rápido. Isso faz com que as nuvens fiquem carregadas e alinhadas, uma do lado da outra e, quanto mais intenso é o ciclone, mais rápido é o deslocamento desta linha de instabilidade, e cada vez o vento é mais intenso por onde ele passa", explica o meteorologista Leandro Puchalski.

ESTADOS QUE RELATARAM  DANOS INICAIS

SANTA CATARINA
Ao menos 35 municípios catarinenses comunicaram estragos pelo temporal. Conforme a Defesa Civil, os ventos chegaram a 120 km/h no Morro da Igreja, no Parque Nacional de São Joaquim, localizado na divisa entre os municípios de Bom Jardim da Serra, Orleans e Urubici. 
O temporal deixou 1,4 milhão de consumidores sem luz em SC, de acordo com as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Além disso, o cabo de fibra ótica da operadora Oi foi rompido, o que deixou clientes sem internet e telefone, segundo a concessionária de energia.
Florianópolis e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a passagem do fenômeno deixou um rastro de destruição.

CHAPECÓ
A velocidade do vento chegou a 108 km/h por volta das 13h30 no município, segundo Marcelo Martins, que é o meteorologista da Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições climáticas no estado. Segundo a Defesa Civil do município, foram registradas até as 15h mais de 350 registros de destelhamentos, quedas de árvores e galhos, ruas e avenidas bloqueadas.
Mias de 350 casas ficaram destelhadas e o vento deixou mais da metade dos moradores sem energia elétrica.

CONCÓRDIA
Segundo a Prefeitura de Concórdia, o Terminal Rodoviário Neudi Massolini perdeu quase toda a cobertura, o telhado ruiu devido à ventania e atingiu ambulâncias que ficam estacionadas no local.
Pelo menos 15 escolas e centros municipais de educação infantil tiveram algum tipo de danos devido ao vento. Os centros de convivência do bairro dos Estados e Frei Lency, também foram prejudicados pelo temporal.
Oito equipes dos Bombeiros Voluntários e Defesa Civil trabalham retirando árvores e distribuindo lonas aos atingidos.

XANXERÊ E REGIÃO

O mau tempo também causa transtornos em cidades da região. Em Xanxerê, o vento por volta das 10h chegou a 81,4 km/h, também houve queda de granizo. Nos bairros Pinheiro e Veneza foram registrados destelhamentos e lonas foram distribuídas aos moradores.
São Domingos, Mondaí, Caibi e Palmitos também tiveram casos de destelhamentos. Em São José do Cedro, os prejuízos foram no sistema de abastecimento de água na Linha 21 de Novembro, sendo que três das quatro caixas d´água do local foram danificadas.
Em Ponte Serrada e Concórdia, o temporal causou problemas com o fornecimento de energia elétrica por conta do temporal.

LAGES, NA REGIÃO SERRANA
O vento chegou como uma explosão, arrebentou os vidros do prédio e arrastou tudo o que estava pela frente.

EM TIJUCAS, NA GRANDE FLORIANÓPOLIS
Um galpão desabou e matou três pessoas. Na cidade vizinha, Governador Celso Ramos, 80% dos imóveis foram danificados. Uma van e uma ambulância tombaram. No mar, mais estragos; vários barcos afundaram.
"Veio aquela nuvem escura e pela nuvem já dava de ver que ele vinha girando. E quando chegou aqui, ele começou a pegar as coisas por baixo e levantar", conta o aposentado Antônio Alves.

FLORIANÓPLIS
Na capital, parte do telhado de um condomínio voou e foi parar no pátio de uma casa.Árvores foram arrancadas pela raiz, interditaram ruas, atingiram carros e casas.

INTERRUPÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
Mais de 1,5 milhão de unidades consumidoras sem fornecimento de energia elétrica. Na manhã de quarta-feira (1º), cerca de 668 mil ainda continuavam sem luz. A companhia espera que 80% do sistema seja reestabelecido até o fim do dia, mas explicou que alguns locais podem ter o problema prolongado pela dificuldade para retirar os materiais que atingiram a rede elétrica. Segundo a concessionária, esse foi o maior dano da história da rede elétrica estadual.

RETOMADA TOTAL NA ENERGIA EM SANTA CATARINA PODE DEMORAR ATÉ DOMINGO
Até as 10h de sexta-feira (3), 156.680 unidades consumidoras continuavam sem luz; Grande Florianópolis é a região mais afetada
A região de Florianópolis segue como a mais afetada, com 50.598 unidades consumidoras ainda sem energia. Em seguida, aparece a região de Lages, com 34.960 imóveis com interrupções.
A Celesc informou que a energia já foi restabelecida em 95% das áreas atingidas. A previsão é de que os trabalhos para a normalização total continuem até domingo (5).
Conforme o órgão, a demora é por conta das regiões de difícil acesso e dos locais onde a rede terá que ser completamente reconstruída.
As equipes que concluíram os trabalhos no Sul do Estado foram encaminhadas para Florianópolis para auxiliar na recuperação do sistema.

CORPO DE BOMBEIROS E EMERGÊNCIAS
Segundo a corporação, todos os batalhões registraram ocorrências, e mais de 1.450 bombeiros militares, 674 bombeiros comunitários, 402 viaturas, além de duas equipes de força-tarefa e um cão de busca, atuam nas ocorrências.

SAMU TEVE MAIS DE MIL CHAMADOS
Durante o ciclone Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendeu 1.257 chamadas nas oito macrorregiões. Destas chamadas, 503 foram atendimentos que precisaram de Unidades de Suporte Avançado e Suporte Básico.

VÍTIMAS E DESABRIGADOS
De acordo com Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, nove pessoas perderam a vida.
·    Chapecó: uma idosa, de 78 anos, vítima de queda de árvore;
·    Santo Amaro da Imperatriz: um homem, atingido por fiação elétrica;
·    Tijucas: três vítimas após desabamento de galpão;
·    Ilhota: um homem de 59 anos;
·    Governador Celso Ramos: um homem de 59 anos;
·    Rio dos Cedros: um homem de 73 anos;
·    Itaiópolis: mulher, 37 anos, vítima de queda de árvore.

DESAPARECIDAS
Ainda, segundo os bombeiros, duas pessoas seguem desaparecidas. Uma na cidade de Canelinha e outra em Brusque. Na cidade do Vale do Itajaí, mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuam nas buscas por um homem que caiu de uma ponte pênsil, em Brusque.

DESABRIGADAS
Outras 1.402 pessoas foram afetadas, seis ficaram feridas, 24 estão desabrigadas e 26 estão desalojadas.

BALANÇOS PERDAS MATERIAIS PROVISÓRIOS
Fábrica - Ciclone danifica 70% da área de fábrica em SC; prejuízo supera R$ 2 milhões
Uma fábrica de produtos domésticos foi atingida em cheio pelo ciclone bomba na terça-feira (30), em Rio do Sul (SC), a 188 quilômetros de distância de Florianópolis. Os sete galpões tiveram danos e se estima que 70% da estrutura da empresa foi danificada. O gerente de exportações, Daniel Stolf, calcula um prejuízo na casa de R$ 2 milhões.
"Entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão serão para consertar os galpões. Uns foram bastante danificados e outros muito poucos", conta Stolf, sobrenome que dá o nome à empresa.
O restante do valor deve ser utilizado para reconstruir a rede de painéis solares, que fornecia quase toda a energia à empresa. Em operação desde o final do ano passado, o sistema custou R$ 1,8 milhão. Estima-se que 60% das placas tenham sido danificadas ou destruídas pelo ciclone. Além disso, algumas máquinas estragaram e vão ter que passar por reforma ou serem substituídas. E parte do estoque da empresa acabou molhando e também foi perdido.
No momento da tempestade, cerca de 140 funcionários estavam trabalhando no local e tiveram que encontrar lugar seguro. Entretanto, dois deles acabaram feridos, tiveram escoriações leves e foram levados para o hospital. Após receberem atendimento, foram liberados e estão de atestado médico.
Segundo a direção da empresa, calcula-se que a fábrica só vai voltar a operar a pleno em 90 dias, devido aos estragos do ciclone.

MAIS DE 230 ESCOLAS ATINGIDAS
Conforme levantamento da secretaria de Infraestrutura do Estado, pelo menos 238 escolas foram danificadas. Em termos de prédios públicos, esse foi o segmento mais atingido segundo o secretário Thiago Vieira. Destelhamentos, queda de árvores sobre os prédios e danos à estrutura foram as principais ocorrências.

AGRICULTURA
Mais de 2,5 milhões de pés de bananas  foram destruídos pela força do vento em Corupá. Cidade é a maior produtora e exportadora da fruta no estado. O fenômeno foi classificado como o maior prejuízo da história
A fruta é a principal fonte de renda de 500 famílias no município. A diretora da Associação dos Bananicultores de Corupá, afirmou que o fenômeno prejudicou todas elas.
"Todas as localidades foram afetadas e todos os produtores perderam muita fruta. Nós temos relatos de produtores que perderam 40%, 50%, 60% e até 90% da área plantada", afirmou.

O cultivo da fruta também foi afetado em municípios do Vale do Itajaí e do Sul do estado. Em Luiz Alves, 50% das plantações de bananas também foram destruídas. O número equivale a cerca de 400 propriedades afetadas. Muitos pés da fruta também tombaram em Jacinto Machado, e a maioria deles sequer estava pronta para a colheita. Os municípios ainda calculam o valor dos prejuízos.

CIDADE QUASE DEVASTADA
Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, foi uma das mais devastadas pelo "ciclone bomba" . O prefeito Juliano Duarte Campos afirmou que pelo menos 3 mil residências foram atingidas — a cidade tem 14.471 habitantes.
"De 30 a 40 residenciais foram implodidas, deixaram de existir. Só tem as fundações, a gente tá perplexo, porque não se acha nada. (...) Tem casas que não existem mais. É um cenário pós‑guerra", disse o prefeito.
De acordo com o prefeito, duas unidades de saúde e seis escolas ficaram destruídas pela força dos ventos e precisaram ser interditadas. Pelo menos 24 carros da prefeitura foram danificados e 11 barcos foram retirados do mar.
Outras repartições públicas também ficaram danificadas, como a Secretaria de Assistência Social, o Ginásio Municipal de Esportes, a delegacia e base da Polícia Militar. O prefeito afirmou que vai pedir recurso ao governo federal para reconstrução dos prédios.
"Nós estamos aguardando o apoio do governo do estado e do governo federal para restabelecer a vida normal dessas pessoas. Ficamos chocados com o tamanho do desastre que aconteceu", disse.

RIO GRANDE DO SUL
No Rio Grande do Sul, seis cidades registraram estragos, segundo último boletim da Defesa Civil .
Em Iraí, no norte do Estado, houve o destelhamento de cerca de 300 casas. Na cidade, mais de 3 mil metros quadrados de lonas já foram distribuídos e ao menos três pessoas ficaram feridas reparando danos nas moradias. Em Barracão, na mesma região, outras 100 residências e um hospital municipal também tiveram os telhados arrancados.
No RS, há falta de luz na noite de hoje em 145 mil moradias, segundo a RGE — desse total, 71 mil ficam em Erechim, no norte do Estado.
"A RGE está com suas equipes totalmente mobilizadas para restabelecer o fornecimento no menor tempo possível. No entanto, a complexidade dos danos, a dificuldade de acesso em alguns locais e, principalmente, a continuidade da chuva, dificultam o trabalho, impedindo informar uma previsão de retorno da energia", informou a empresa.
Já a CEEE, outra concessionária que atende o Estado, observou que o corte no fornecimento ocorre em pontos isolados.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que 16 cidades do estado foram atingidas pelo ciclone.

PESSOAS DESALOJADAS
No total, 1.035 pessoas estão desalojadas, sendo que a maior parte se concentra em duas cidades: Vacaria (com 520 atingidos) e Ibiaçá (400). Ambos os municípios ficam na região norte do estado. Em Sebastião do Caí, 73 pessoas foram levadas para o ginásio municipal ainda na madrugada de hoje.

PARANÁ
Ventos de quase 100 km/h derrubaram árvores e deixaram imóveis de Curitiba sem energia elétrica na tarde de  terça-feira (30). De acordo com a Copel, 193 mil unidades consumidoras estavam sem luz por volta das 18h30, o que representa 22% da cidade.
A Copel informou que mobilizou 208 equipes para restabelecer o serviço em Curitiba e na região metropolitana.  .
A Prefeitura de Curitiba informou que, até as 21h30, registrou 513 ocorrências de quedas de árvores ou galhos e 57 destelhamentos, por meio da Central 156.
Na capital, pelo menos 37 bairros foram afetados.  .

ENTENDA O QUE É CICLONE BOMBA, FENÔMENO QUE ATINGIU SANTA CATARINA
Com rajadas de vento que ultrapassaram 130km/h, estragos em mais de 135 municípios e pelo menos nove mortos, o fenômeno que atingiu Santa Catarina na terça-feira (30) é chamado de ciclone bomba. A formação ganha esse nome pois é um tipo de ciclone que se intensifica rapidamente, explica o meteorologista da NSC Comunicação Leandro Puchalski.
Sempre que um ciclone ganha intensidade em poucas horas, é chamado de ciclone bomba, segundo Puchalski. O ciclone bomba que atingiu Santa Catarina essa semana se formou no Rio Grande do Sul.
A explicação para a formação de um ciclone é que o ar quente e úmido (menos denso), vai para as camadas superiores da atmosfera. Enquanto isso, o ar frio e seco (mais denso) é rebaixado para a superfície, o que gera a redução da pressão atmosférica. A condensação do ar quente libera calor e gera instabilidade na área. Por consequência, o ciclone se forma, explica Puchalski.
Os fênomenos climáticos que atingiram os municípios catarinenses ainda estão sob análise da Epagri/Ciram, que vai emitir um comunicado sobre o que aconteceu no Estado. A meteorologista Laura Rodrigues ressalta que, embora o fenômeno possa ser visto como uma coisa só, houve também a formação de vários temporais.
Além do ciclone, a frente fria que estava no Estado também gerou temporais. Foi a junção dessas duas coisas que fez com que o estrago fosse maior, segundo Laura. Ela explica que a ação do ciclone ficou mais concentrada na parte Sul do Estado, e que o Norte e no Oeste, os danos foram causados pela ação dos temporais.
O vento do ciclone é o vento Sul que se mantém. O temporal é aquele rapidinho, associado a nuvem de chuvas. Em geral, os ventos de temporal que causam mais estragos. Em alguns locais, temporais acabaram resultando em micro-explosões - explica Laura.

DECRETO DE SITUAÇÃO DE EMERGENCIA
Os municípios que tiveram danos causados pelo ciclone que atingiu Santa Catarina terão uma linha direta com a Defesa Civil Nacional. A intenção é agilizar o envio de informações sobre as necessidades de cada local, para que o Governo Federal definida os recursos a serem encaminhados para o Estado.
Após o levantamento dos danos, o governo federal deverá liberar recursos, que serão usados para a reconstrução de áreas afetadas e para restabelecimento de infraestruturas essenciais.
Até agora, em Santa Catarina, foram contabilizados estragos em 3,2 mil moradias. No Rio Grande do Sul, segundo as autoridades, cerca mil pessoas e 800 residências foram afetadas durante as chuvas.

PIOR DESASTRE PROVOCADO POR VENTOS, DIZ DEFESA CIVIL
Dos 295 municípios catarinenses, 185 foram atingidos pela 'ciclone bomba' no estado, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina na manhã de sábado (4).
Em muitos deles, as rajadas passaram de 100 km por hora, conforme monitoramento de satélite. O maior registro ocorreu na cidade de Siderópolis, no Sul do estado, aonde o vento chegou a 134 km por hora.
"Dados preliminares indicam que este é o pior desastre provocado por ventos da história do estado, superando o Furacão Catarina que atingiu o Litoral Sul em 2004 e o Tornado de Xanxerê em 2015", afirmou o órgão estadual, por meio de nota.

BALANÇO FINAL DE VÍTIMAS
As mortes ocorreram nos municípios de Balneário Piçarras (01), Brusque (01), Canelinha (01), Chapecó (01), Garuva (01), Governador Celso Ramos (01), Ilhota (01), Itaiópolis (01), Itapoá (01), Rio dos Cedros (01), Santo Amaro da Imperatriz (01).
Durante os eventos, 11 pessoas perderam a vida devido a desmoronamentos, afogamentos, quedas de árvores e choque elétrico.
 Já três mortes foram pós os eventos, mas de pessoas que caíram por estarem consertando o telhado.

LEVANTAMENTO FINAL DOS IMPACTOS ECONÔMICOS
1-Danos materiais – R$ 96.636.568,19, sendo os maiores  prejuízos;
§Edificações – R$54.525.958,95
§Infraestrutura pública – R$ 20.152.986,59
2-Prejuízos econômicos públicos – R$99.653.825,94, sendo os maiores prejuízos;
§Geração e distribuição de energia elétrica –R$ 70.620.031,93
§Telecomunicações –R$ 11.286.000,00
3-Prejuízos econômicos privados – 485.733.368,70, sendo os maiores prejuízos;
§Agricultura –R$ 322.560.716,50
§Comércio e indústria – R$ 110.377.733,20
TOTAL DE PERDAS – R$ 682.023.762,83
Fonte: Boletim da Defesa Civil – 09/07/2020 ; 19h















Fontes: G1 SC e NSC TV-04/07/2020 18h14;G1 SC e NSC TV-03/07/2020 09h11;Por G1 SC e NSC TV-03/07/2020 11h56;ND - 03/07/2020 ÀS 11H26;;NSC Total - 03/07/2020 - 12h26; UOL, em Porto Alegre-02/07/2020 20h48; ND-01/07/2020 ÀS 22H19;NSC Total - 30/06/2020 - 16h44 ;Jornal Nacional-01/07/2020 21h57; G1 SC-30/06/2020 12h51;;UOL, de Porto Alegre-30/06/2020 20h47; G1 PR-30/06/2020 17h34;  Defesa Civil de Santa Catarina











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quinta-feira, julho 16, 2020

INCÊNDIO ATINGE COZINHA DE RESTAURANTE EM BH APÓS BOTIJÃO DE GÁS EXPLODIR























Um incêndio destruiu a cozinha de um restaurante na rua Bonfim, no bairro de mesmo nome, região Noroeste de Belo Horizonte no início da tarde de sexta-feira (10 de janeiro).

INÍCIO DO FOGO
O proprietário informou que o incêndio se iniciou após um aparente vazamento de gás em uma mangueira, e logo após, houve uma explosão.
Algumas pessoas ainda tentaram apagar o fogo antes da chegada dos bombeiros, mas não conseguiram.

VÍTIMAS
O acidente aconteceu bem na hora do almoço, mas não houve vítimas.

CORPO DE BOMBEIROS
De acordo com o Corpo de Bombeiros, por volta das 12h30 a corporação foi acionada para atender a ocorrência.  Por volta das 13h o incêndio foi controlado, e, não houve vítimas.

Defesa Civil
A Defesa Civil foi solicitada para verificar a condição física do restaurante, e constatou que não houve danos estruturais ao estabelecimento. Fonte: O Tempo - 10/01/20 - 18h50


Comentário:
ENTENDA OS RISCOS QUE OFERECE UM VAZAMENTO DE GÁS

O GÁS DE COZINHA: DESCRIÇÃO E USOS
O GLP é uma mistura de gases formada principalmente por butano e propano, obtida por refino do petróleo. Por ser um produto inodoro por natureza, um composto a base de enxofre (t-butil mercaptana) é adicionado à mistura para facilitar a detecção de possíveis vazamentos.
É comercializado em botijões e cilindros, submetido a altas pressões, o que mantém a maior parte da mistura no estado líquido e a parcela menor volatilizada.
O GLP é altamente inflamável e sua combustão praticamente completa, tornando-o adequado para o uso como combustível em situações que exijam baixos níveis de poluentes, como o uso doméstico para o preparo de alimentos,  certos processos industriais, fabricação do vidro e em empilhadeiras que operam em ambientes fechados.
Por serem mais pesados que o ar, os vapores  em caso de vazamento ocuparão as partes mais baixas, podendo adentrar por ralos canalizações e bueiros.

MANGUEIRAS
A mangueira utilizada deve ser aquela confeccionada em PVC transparente, que apresenta uma tarja amarela em que ficam gravados o código de segurança e o prazo de validade, que é de cinco anos. Essa é a mangueira normatizada. Mas existe outro modelo, ainda mais seguro, que é a mangueira produzida em tramas de aço.

O VAZAMENTO DE GÁS
Durante um vazamento de gás de cozinha, ele ocupa todo o espaço no caso de não ser um ambiente ventilado, pois o ar fica retido. Quando encontra uma chama de ignição (fagulha, chama e outras coisas), o gás queima e se expande, provocando a explosão rapidamente — em milésimos de segundos. Esta ignição pode ocorrer ao acionar um interruptor elétrico para acender a lâmpada.
Uma consequência trágica da expansão e explosão do gás é que ocorre um deslocamento de ar violento, destruindo tudo ao redor.
Quanto mais confinado for o espaço e quanto maior for o volume de gás que escapou do botijão, maior será a explosão e o deslocamento do ar.

A EXPLOSÃO E O INCÊNDIO
Um dos riscos que o vazamento de gás envolve é o de explosão e incêndio. Por se tratar de um produto muito inflamável, uma pequena faísca no gás pode provocar uma explosão e um incêndio de grande magnitude.
Uma das formas mais comuns de se identificar a existência ou não de vazamentos é passando uma esponja com água e sabão nas conexões do botijão — caso apareçam bolhas é porque existe vazamento.
No caso de você perceber a existência de vazamento no botijão, logo após a compra do gás, o fornecedor tem o dever de substituir o produto, já que ele já foi vendido com problemas.

EXPOSIÇÃO HUMANA E EFEITOS À SAÚDE
Por tratar-se de uma mistura de gases, a exposição é principalmente por via inalatória. O aumento da concentração de GLP desloca o ar atmosférico, diminuindo a quantidade de oxigênio disponível o que pode levar à asfixia em ambientes fechados. Os sinais e sintomas da exposição são falta de ar, fadiga, diminuição da visão, alteração do humor, dor de cabeça, confusão, decréscimo da atividade motora, estupor, coma e morte. Fontes: Fundacentro, Cetesb e Link Inspection

DESVENDANDO MITOS SOBRE O GÁS DE COZINHA
O gás liquefeito de petróleo, ou simplesmente GLP, é utilizado pelos brasileiros em suas casas com o conhecido botijão de gás e também em restaurantes, lanchonetes e ambientes comerciais.

BOTIJÃO DE GÁS PODE EXPLODIR
Segundo orientações do Corpo de Bombeiros, os incêndios ocasionados pelo gás de cozinha não tem a ver com a explosão do botijão. O que costuma ocorrer é que o uso de uma mangueira avariada - com rachaduras ou furos - permite a saída do gás continuamente, e o calor do forno ligado ou até mesmo um interruptor aceso em um ambiente com gás confinado podem causar o fogo ou a explosão. Portanto, o mito de que o botijão explode cai por terra.

A MANGUEIRA TEM VALIDADE INDETERMINADA
Todas as mangueiras de gás, bem como as válvulas reguladoras, possuem data de validade de cinco anos. Após esse período, pode haver ressecamento do material, além de problemas com a pressão que passa pelo tubo, com risco de incidentes de vazamento ou fogo.

SABÃO EM BARRA VEDA POSSÍVEIS VAZAMENTOS
Na realidade, o sabão serve para verificar, na hora da instalação do botijão de gás, se há algum vazamento no vasilhame, na válvula ou na mangueira. Usar a pasta do sabão para “tapar” sinais de vazamento pode causar danos gravíssimos.

FITA VEDA ROSCA TORNA A VÁLVULA MAIS SEGURA
Nunca use qualquer tipo de fita vedante na rosca da válvula. Além de não ter nenhum efeito vedante em relação ao gás - a fita é feita para vedar vazamento de líquidos, não de gases, ainda pode danificar o encaixe do equipamento.

PARA APERTAR A VÁLVULA É NECESSÁRIO O USO DE FERRAMENTAS
Em hipótese alguma devem ser utilizadas ferramentas para o rosqueamento da válvula na boca do botijão. O equipamento já vem com uma manivela própria para o encaixe manual, e o uso de ferramentas - como martelos ou alicates - pode quebrar o dispositivo ou mesmo causar faíscas, aumentando significativamente o risco de explosões.

PARA ECONOMIZAR ESPAÇO, O BOTIJÃO PODE SER GUARDADO EM ARMÁRIOS
O botijão de gás precisa de locais arejados, e nunca deve ficar em armários ou ambientes confinados. Dessa forma, caso ocorra algum vazamento, não há perigo.

PARA VERIFICAR SE HÁ VAZAMENTO, BASTA ACENDER UM FÓSFORO
Jamais acenda fósforos ou isqueiros para verificar a presença de vazamentos no botijão. Para isso, utilize espuma de detergente: se subirem bolhas, é sinal de vazamento. Caso isso ocorra, basta solicitar a troca do vasilhame. Fonte: Ultragaz - 06 de Março de 2018

POR QUE USAR UM DETECTOR DE GÁS? QUANTO CUSTA?
No caso do restaurante  o incêndio e a explosão  ocorreu em função do vazamento de gás.  
A existência de um detector de gás autônomo seria suficiente para impedir esse acontecimento, já que quando a concentração de gás no ambiente atingisse o menor sinal de perigo, o alarme seria automaticamente disparado e haveria tempo de tomar as providências necessárias, seja fechar o registro do gás ou evacuação de pessoas. Os detectores podem ser facilmente encontrados no mercado por preços acessíveis.  

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quarta-feira, julho 08, 2020

BAYER FAZ ACORDO DE 10 BILHÕES DÓLARES PARA ENCERRAR PROCESSOS ENVOLVENDO GLIFOSATO

A gigante alemã do setor químico e farmacêutico Bayer anunciou na quarta-feira (24/06) que pretende direcionar mais de 10 bilhões de dólares (R$ 53 bilhões) para encerrar aproximadamente cerca de 95 mil processos nos EUA relacionados ao herbicida Roundup.
O produto produzido pela Monsanto – empresa adquirida pela Bayer em 2018, pelo valor de 63 bilhões de dólares – contém o polêmico agente químico glifosato, associado ao desenvolvimento de câncer.
"O acordo sobre o Roundup é a medida certa no momento certo para a Bayer acabar com um longo período de incerteza", disse o presidente-executivo da empresa, Werner Baumann. "A Bayer decidiu sabiamente solucionar o litígio em vez de tentar a sorte na Justiça americana", disse Feinberg.

O acordo deve encerrar cerca de 75% das ações judiciais envolvendo o Roundup nos EUA, que chegam a 125 mil processos. O acordo coletivo depende de aprovação do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, na Califórnia.
Pelo acordo, a Bayer pagará entre 8,8 bilhões e 9,6 bilhões de dólares para encerrar 95 mil ações de advogados. Cerca de 1 bilhao de dólares também serão reservados para eventuais futuros acordos com queixosos.

O mediador do acordo, Ken Feinberg, disse que cerca de 25.000 reclamações envolvendo o Roundup continuam sem solução, mas a empresa avalia que a Bayer não deve enfrentar nenhum julgamento nos próximos meses.
Nos últimos dois anos, a Bayer defendeu repetidamente a segurança do herbicida, argumentando que estudos mostram que o glifosato é seguro. A empresa também disse que pretende continuar vendendo produtos da linha Roundup e que não planeja adicionar uma advertência sobre eventuais riscos de desenvolvimento câncer nas embalagens.
No entanto, o produto vem sofrendo resistência cada vez maior, especialmente na Europa. O governo alemão aprovou no ano passado banir o glifosato a partir de 2023. Em julho de 2019, a Áustria se tornou o primeiro país da União Europeia a banir completamente todos os usos do herbicida glifosato. A medida austríaca contou até mesmo com apoio da extrema direita e de legendas liberais.

Preocupações sobre seus riscos surgiram quando uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu em 2015 que o herbicida é provavelmente cancerígeno.
A Bayer tem sido atormentada por ações judiciais desde que adquiriu a Monsanto. A crise legal derrubou o valor das ações da gigante alemã. Os problemas não envolvem apenas o Roundup mas também outros produtos que eram fabricados pela Monsanto.
A Bayer anunciou, na quarta-feira,  que também pretende encerrar ações   judiciais envolvendo seus produtos que usam o herbicida dicamba e o bifenilpoliclorado (conhecido como PCB), um produto extremamente tóxico usado em fluidos elétricos que foi fabricado pela Monsanto até 1977 – no Brasil, ficou conhecido pelo nome comercial Ascarel.
A empresa alemã reservou 400 milhões de dólares para encerrar os processos do dicamba e 650 milhões para as ações envolvendo o PCB. Fonte: Deutsche Welle -24.06.2020

Comentário: O dicamba é  um herbicida, geralmente aplicado nas plantações de soja, milho e algodão para controle de ervas daninhas de alta resistência. No Brasil, é autorizado para algodão e soja.

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sexta-feira, julho 03, 2020

PESQUISA INDICA QUE NÃO HÁ DOSE SEGURA DE AGROTÓXICO

Uma análise de dez agrotóxicos de largo uso no País revela que os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida em qualquer concentração - mesmo quando utilizados em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Encomendado pelo Ministério da Saúde e realizado pelo Instituto Butantan, o estudo comprova que não existe dose mínima totalmente não letal para os defensivos usados na agricultura brasileira.

NÃO EXISTEM QUANTIDADES SEGURAS
"Não existem quantidades seguras", diz a imunologista Mônica Lopes-Ferreira, diretora do Laboratório Especial de Toxicologia Aplicada, responsável pela pesquisa. "Se (os agrotóxicos) não matam, causam anomalias. Nenhum peixe testado se manteve saudável." A pesquisa foi originalmente encomendada pelo Ministério da Saúde à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em gesto considerado corriqueiro entre institutos de pesquisa, a Fiocruz pediu ao Instituto Butantan que realizasse o estudo, uma vez que tinha mais expertise nesse tipo de trabalho.
No Butantan fica a Plataforma Zebrafish - que usa a metodologia considerada de referência mundial para testar toxinas presentes na água, com os peixes-zebra (Danio rerio). Eles são 70% similares geneticamente aos seres humanos, têm um ciclo de vida curto (fácil de acompanhar todos os estágios) e são transparentes (é possível ver o que acontece em todo o organismo do animal em tempo real). O laboratório pertence ao Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular (CeTICS), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
De acordo com o pedido do Ministério da Saúde, os cientistas testaram a toxicidade de dez pesticidas largamente utilizados no País. São eles:
·    abamectina,
·    acefato,
·    alfacipermetrina,
·    bendiocarb,
·    carbofurano,
·    diazinon,
·    etofenprox,
·    glifosato,
·    malathion e
·    piripoxifem.
As substâncias são genéricas, usadas em diversas formulações comerciais.

Os pesquisadores testaram diferentes concentrações dos pesticidas, desde as doses mínimas indicadas até concentrações equivalentes a 1/30 dessas dosagens. As concentrações dos pesticidas foram diluídas na água de aquários contendo ovas fertilizadas de peixes-zebra. Em seguida, em intervalos de 24, 48, 72 e 96 horas, os embriões foram analisados no microscópio para avaliar se a exposição havia causado deformidades e também se tinha inviabilizado o desenvolvimento.

TESTES
Cada substância, em cada uma das dosagens determinadas, foi testada em três aquários diferentes, cada um com 20 embriões - uma forma de triplicar resultados, garantindo acurácia. "Acompanhamos o desenvolvimento dos embriões, verificando se apresentavam alterações morfológicas, se estavam desenvolvendo a coluna vertebral, os olhos, a boca, se o coração continuava batendo", explicou. "E, após o nascimento, também o nado dos peixinhos."
Três dos dez pesticidas analisados (glifosato, melathion e piriproxifem) causaram a morte de todos os embriões de peixes em apenas 24 horas de exposição, independentemente da concentração do produto utilizada. Esse espectro foi da dosagem mínima indicada, 0,66mg/ml, até 0,022mg/ml, que teoricamente deveria ter se mostrado inofensiva.

O glifosato é, de longe, o defensivo mais usado na agricultura brasileira: representa um terço dos produtos utilizados.

Também é considerado muito perigoso. A substância é relacionada, em outros estudos, à mortandade de abelhas em todo o mundo. É apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como potencialmente cancerígena para mamíferos e seres humanos. O uso do glifosato é proibido na Áustria e será banido na França até 2022.

Os outros sete pesticidas analisados (abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon, etofenprox) causaram mortes de peixes em maior ou menor porcentagem, em todas as concentrações testadas. E mesmo entre os que sobreviveram "muitos apresentavam padrão de nado alterado que decorre da malformação das nadadeiras ou que podem sinalizar problemas neuromotores decorrentes da exposição ao veneno".

INDÍCIOS
Os resultados obtidos nos peixes, segundo os cientistas, são um forte indício da toxicidade dos produtos ao meio ambiente. Eles também apontam que pode haver danos aos seres humanos. "Nunca poderemos dizer que será igual (ao que foi observado nos peixes)", afirmou a pesquisadora. "Mas, como geneticamente somos 70% iguais a esses animais, é muito alta a probabilidade de que a exposição aos agrotóxicos nos cause problemas."

De qualquer forma, sustenta a pesquisadora, o estudo é um importante alerta. "Essas substâncias podem causar sérios problemas aos trabalhadores que as manipulam e ao ecossistema como um todo", disse. "Conforme o agrotóxico é borrifado nas verduras e nas frutas, ele cai no solo, na água, contamina todos os animais que estão ali e também o homem que se alimenta desses animais e desses vegetais. É uma cadeia."

Responsável pelo Atlas Geografia dos Agrotóxicos no Brasil, Larissa Mies Bombardi, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), concorda com a colega. Para ela, os peixes funcionam como sentinelas, apontando um problema maior. "É o mesmo caso das abelhas, dos polinizadores", afirmou. "Os sentinelas revelam que algo maior está acontecendo, algo que vai além daquela espécie."

Pesquisador de Saúde Pública da Fiocruz, Luis Claudio Meirelles ocupou, por mais de uma década, a gerência geral de toxicologia da Anvisa. Segundo ele, a situação atual do País no que afirma respeito ao uso dos defensivos agrícolas é preocupante. "Somos campeões no uso de agrotóxicos no mundo e dispomos de uma estrutura de controle e vigilância muito aquém dos volumes utilizados e dos impactos provocados", afirma.

"Além disso, os investimentos em pesquisa são muito baixos e, nos últimos tempos, tivemos uma liberação absurda de produtos, além de uma nova normatização para classificação e rotulagem de agrotóxicos. Socialmente, o País está perdendo. Estamos no caminho contrário do resto do mundo", diz Meirelles.

MINISTÉRIO E ANVISA AFIRMAM NÃO TER VISTO DADOS
O Ministério da Saúde confirmou que "encomendou a pesquisa à Fiocruz no fim de 2017", mas destacou que não recebeu o estudo. "No que cabe ao tema dos agrotóxicos, o levantamento teve início em 2019 e, por isso, a pasta ainda não tem como compartilhar nem comentar os resultados."
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que também não recebeu a pesquisa e, por isso, não seria possível "avaliar suas conclusões ou o peso das evidências".
A agência esclareceu, no entanto, que acompanha todos os dados novos sobre produtos agrotóxicos e as novas evidências científicas são avaliadas. "Os produtos agrotóxicos são submetidos a um processo de reavaliação que consiste na revisão dos parâmetros de segurança à luz de novos dados e conhecimentos", informou.
O órgão federal lembrou que esse procedimento é necessário porque, diferentemente do que acontece com outros produtos, o registro dos defensivos agrícolas não tem tempo de validade. A Anvisa informou ainda que, dos dez produtos citados, o carbofurano foi reavaliado em 2017 e está proibido. Disse ainda que o glifosato está em processo de reavaliação.

290 AGROTÓXICOS LIBERADOS NESTE ANO
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou este ano 290 agrotóxicos. Pelo ritmo das liberações, a tendência é de que seja batido o recorde de 2018, quando o governo de Michel Temer autorizou a comercialização de 450 substâncias. A maioria não é propriamente de novos produtos, mas sim de novas formulações para substâncias anteriormente liberadas, diz a Anvisa.
Embora aprovadas pelas regras brasileiras e consideradas seguras quando manuseadas corretamente e nas doses indicadas, muitas são proibidas nos EUA e na Europa. Mês passado, a Anvisa também fez reclassificação e mudou a rotulagem. Segundo a agência, essa decisão visa a seguir um padrão internacional. Porém, como alertaram cientistas, a nova classificação reduz significativamente o número de defensivos categorizados como "extremamente tóxicos". Fonte: UOL Noticias - 04/08/2019 

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