Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quarta-feira, abril 18, 2018

Mais ergonomia e menos esforço na movimentação de cargas

Detentora de patente internacional para exoesqueletos isoelásticos, a EXHAUSS™ apresenta seu modelo W, particularmente indicado para o trabalho sem fadiga de operadores de ferramentas industriais pesadas (rebitadeiras, furadeiras, chaves pneumáticas, etc.), em longas jornadas de trabalho ou em operações repetitivas que impliquem em esforço físico.
É também perfeitamente adaptado para trabalhos de manutenção em áreas abertas, manipulando roçadeiras e motosserras, por exemplo. O equipamento se ajusta a uma faixa de peso determinada ou ao peso da própria ferramenta (máx. 15 kg), de forma que o operador possa manipulá-la como se esta tivesse apenas alguns décimos de grama, prevenindo, assim, lesões por esforços físicos e aumentando sua produtividade. Fonte: NEI – Abril/2018


   

 








 

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domingo, abril 15, 2018

USP atualiza mapa de risco de terremotos no Brasil

Cientistas da Universidade de São Paulo analisaram novas regiões do país nas quais podem ocorrer abalos sísmicos

Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da Universidade de São Paulo, atualizaram o mapa sismológico nacional e inseriram no documento regiões em que os tremores de terra podem ser mais frequentes. Embora o Brasil não tenha histórico de abalos sísmicos de alta magnitude, o fenômeno precisa ser constantemente monitorado pelos geofísicos.

O desastre ambiental ocorrido na cidade mineira de Mariana em 2015, por exemplo, teve como uma das causas uma série de tremores de magnitude reduzida, entre 2,01 e 2,55. Os abalos foram registrados alguns dias antes do acidente, que resultou em catástrofes humanas e naturais irreparáveis.

As atividades para a produção do mapa contaram com a participação do Centro de Sismologia da USP. “Apesar de não sofrer com terremotos muito fortes, o Brasil registra abalos que podem causar danos. Em função disso, fizemos um trabalho de atualização e analisamos as localidades onde os tremores são mais frequentes”, explica Marcelo Assumpção, professor do IAG.
Dados

O novo levantamento foi elaborado com dados da Rede Sismográfica Brasileira. “Conseguimos mostrar que existem várias regiões do país com atividade sísmica relevante, como o Pantanal, centro de Goiás, sul de Minas Gerais e uma parte da Amazônia”, completa o docente Marcelo Assumpção.

De acordo com o pesquisador, os terremotos são mais frequentes nas regiões de bordas das placas tectônicas. Porém, em países localizados interior delas, as forças geológicas também podem ocasionar prejuízos. Quanto maior a magnitude de um terremoto, mais rara é a ocorrência. No Brasil, tremores de magnitude 4 ocorrem duas vezes por ano. Fonte:ocorrência. Fonte: Governo do Estado de São Paulo


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quinta-feira, abril 12, 2018

Demolição dá errado e cai sobre biblioteca na Dinamarca

Uma torre de 53 metros localizada em uma pequena cidade da Dinamarca caiu para o lado errado durante sua demolição e atingiu uma biblioteca.
A estrutura – um silo (cilindro de concreto destinado ao armazenamento de produtos agrícolas) - deveria tombar para a direita, mas acabou desmoronando no sentido contrário.
O incidente aconteceu na cidade de Vordingborg, no sul do país. Autoridades querem agora entender por que a demolição não foi bem sucedida, apesar de ter sido planejada por seis meses. Fonte: BBC Brasil - 11 de abril de 2018









Vídeo

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segunda-feira, abril 09, 2018

Acidentes de trabalho na região de Ribeirão causam impacto de R$ 248,1 milhões na Previdência

Os afastamentos motivados por acidentes de trabalho causaram, em seis anos, um impacto previdenciário de R$ 248,1 milhões em toda a região de Ribeirão Preto (SP), aponta um levantamento feito pelo G1 com base em dados do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Restaurantes, produção de açúcar e hospitais estão entre os que alavancaram concessão de 28,5 mil auxílios por afastamentos, segundo Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho.

Os números disponibilizados pelo Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho contabilizam registros entre 2012 e 2017 e referem-se à concessão de 28.550 auxílios-doença decorrentes de lesões funcionais de empregados com carteira assinada em 66 cidades.
Superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de 25 cidades da região, o montante total gasto pela União é quase equivalente, por exemplo, ao que Colômbia (SP), município de 6,2 mil habitantes no nordeste paulista, movimenta por ano em sua economia.

O valor também representa quase nove vezes mais do que Taquaral (SP) gera em riquezas.
As cidades mais populosas da região – Ribeirão, Franca (SP), Barretos (SP) e Sertãozinho (SP) – concentram a maior parte das ocorrências, sobretudo relacionadas a fraturas nas mãos, mas são acompanhadas por municípios menores, como Guaíra (SP).
Restaurantes, atendimento hospitalar e produção de açúcar, etanol e calçados estão entre os que mais contribuíram para esses casos.

IMPACTO PREVIDENCIÁRIO DOS ACIDENTES DE TRABALHO
Os maiores resultados registrados entre 2012 e 2017 na região de Ribeirão Preto
















Fonte: Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho/MPT

 Para a procuradora regional do Trabalho Regina Duarte da Silva, os números resultam do descumprimento das normas reguladoras de segurança nas empresas, que repercutem na falta de treinamentos adequados e de equipamentos de proteção individual, além de jornadas excessivas.
"O acidente muitas vezes nem mereceria esse nome de acidente, que é um fato inesperado. Às vezes é plenamente evitável se fossem tomadas as medidas de segurança", analisa.

AFASTAMENTOS NO TRABALHO
Ribeirão Preto lidera a lista com indenizações da ordem de R$ 54,2 milhões referentes a 6.643 afastamentos, sobretudo ocorridos em restaurantes e redes de serviço, além de atendimentos hospitalares. As fraturas nas mãos e nas pernas são as mais comuns.
"Em restaurantes e bares, a parte do corpo mais utilizada são os membros superiores, as mãos, inclusive ele [funcionário] tem contato com perfuro-cortantes, com faca, espeto. Não havendo cuidados necessários são esses os órgãos que serão mais atingidos", afirma Regina.
Em seguida aparece Franca (SP), com despesas de R$ 29,2 milhões referentes 4.359 ocorrências que levaram o funcionário a deixar temporariamente suas funções, sobretudo na indústria calçadista, que concentra 20% dos casos, em situações geralmente ligadas a fraturas nas mãos, pernas, braços e ombros.

AS LESÕES MAIS COMUNS































Em Barretos (SP), as 1.785 ocorrências levaram a um impacto de R$ 26,8 milhões, principalmente em função de fraturas nos punhos e nas mãos e problemas de coluna cervical sofridas por pessoas que atuam no atendimento hospitalar (13,18%) e na fabricação de produtos de carne (10%).
A produção de açúcar bruto e a fabricação de equipamentos industriais foram alguns dos segmentos que mais levaram às 1.823 ausências de trabalhadores, que geraram gastos de R$ 12,4 milhões, também em função de fraturas e ferimentos de punho, mão, além de pernas e antebraço.

Na sequência, destaca-se Guaíra, município de 40 mil habitantes onde os 653 casos registrados pelo observatório geraram um impacto previdenciário de R$ 11 milhões.
A fabricação de etanol, com 18% dos casos registrados, e a moagem e fabricação de produtos de origem vegetal – com 16% - foram os segmentos que mais concentraram afastamentos entre 2012 e 2017 na cidade.

Os números levantados pelo Observatório Digital, segundo a procuradora, poderiam ser ainda maiores, já que não são contabilizados os trabalhadores informais.
"Houve uma redução drástica no número de postos de trabalho. Quando esse número começou a cair passou a ser trabalho informal e o trabalho informal não é computado nesses índices. Então os acidentes são muito grandes, continuam ocorrendo, mas na informalidade."

PREVENÇÃO E FISCALIZAÇÃO
Segundo a procuradora, a redução desses afastamentos passa por programas de prevenção de acidentes e de avaliações médicas das empresas, mas também depende do combate a práticas como a sobrejornada, recorrente na recessão econômica.
"A sobrejornada é um fator importantíssimo para a ocorrência de acidentes, porque toda vez que a gente trabalha cansado a gente está mais desatento, menos propício a observar as regras de segurança."
O Ministério Público do Trabalho realiza fiscalizações nos municípios, mas a demanda é extensa, diz Regina. “A gente não consegue. Acaba que a gente fica trabalhando muito na tutela reparatória, que é depois que o acidente aconteceu, e muito pouco na tutela preventiva.” Fonte: G1-29/03/2018

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terça-feira, abril 03, 2018

Lembrança: Tornado atinge Indaiatuba e várias cidades

Parte do município de Indaiatuba (102 km de São Paulo) foi devastada por um tornado com ventos que atingiram mais de 250 km/h no início da noite de terça-feira, 24 de maio de 2005.. A prefeitura da cidade decretou estado de calamidade pública.
Uma câmera de vídeo da concessionária Colinas, instalada no km 47 da rodovia Santos Dumont (SP-75), registrou momentos da passagem do tornado pela cidade. O grande rodamoinho acinzentado passou ao lado dos carros e foi em direção à área industrial. Foram dezenas de descargas elétricas. Uma mais forte interrompeu a gravação.
Foto- Seqüência da gravação da câmera de vídeo da concessionária – Após o clarão, queda da linha de transmissão, cessou a gravação 

O Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) confirmou o tornado em Indaiatuba devido ao registro das imagens em vídeo.
Em Itatiba (84 km de São Paulo), um tornado atingiu a cidade por volta das 23h30 de terça-feira, 24 de maio de 2005. No caso de Itatiba, como não houve imagens, o Cepagri informou que a cidade foi possivelmente também atingida por um outro tornado. "Com certeza o tornado que atingiu Indaiatuba não foi o mesmo que pode ter atingido Itatiba", disse Ana Ávila, pesquisadora do Cepagri.

REGISTRO DO TORNADO PELOS INSTITUTOS METEOROLÓGICOS 
O meteorologista e coordenador do grupo de previsão do tempo do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), Gustavo Escobar, informou que o tornado que atingiu Indaiatuba não chegou a ser registrado pelos satélites do órgão. Ele disse que a formação do fenômeno está relacionada com a forte chuva que atingiu o Estado.
De acordo com o meteorologista Eugênio Hackbart, da Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo (RS), as fortes chuvas registradas em São Paulo são resultado do encontro entre uma massa polar forte oriunda do Rio Grande do Sul com o ar úmido tropical originado na Amazônia. Isso provocou uma extensa faixa de tormenta.
Segundo informações do pesquisador do Instituto Tecnológico do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Ernani de Lima Nascimento, o tornado foi um dos mais intensos do País,  atingiu o nível F3 (com velocidade de 252 a 331 quilômetros por hora), em uma escala que vai de F0 (64 a 116) a F5 (420 a 511 quilômetros por hora),
Seqüência da gravação da câmera de vídeo da concessionária – Após o clarão, queda da linha de transmissão, cessou a gravação

BALANÇO DOS DANOS PROVOCADOS PELOS TORNADOS

INDAIATUBA
O caos provocado pelo tornado fez o prefeito decretar estado de calamidade pública na cidade. O fenômeno afetou direta e indiretamente os 170 mil habitantes, que mantiveram as atividades comerciais e industriais paradas pela falta de energia elétrica, telefone fixo e água em todo o município durante todo o dia.

RASTRO DE DESTRUIÇÃO
■Três torres de alta tensão foram retorcidas pelo tornado na região próxima à Toyota.
■Ao todo, 220 postes de energia elétrica foram derrubados e danificados.
■Escolas, postos de saúde e parte da prefeitura também foram destruídos.
■Pelo menos 400 casas foram destelhadas.
■Os fortes ventos  derrubaram muros, telhados, estruturas metálicas, postes, galpões e árvores.
■Houve prejuízo em pelo menos 400 empresas do distrito industrial, das quais 15 ficaram totalmente destruídas. Além disso, todas as 720 empresas que existem na região mantiveram-se paradas pela falta de energia elétrica.
■A força do vento derrubou e descarrilou 18 vagões que estavam vazios e estacionados nas linhas da Ferroban, no bairro Pimenta. Cada vagão pesa aproximadamente 25 toneladas.
■Os prédios do Serviço Nacional da Indústria (Senai) foram destruídos pelo fenômeno, que desmantelou a portaria, causou destelhamento. quebrou vidros, arrancou árvores e derrubou os alambrados.
Seguindo um rastro destruidor pela cidade, o tornado atingiu os bairros Esplanada, Pau Preto, Remulo Zoppi, Cecap, Jardim Renata, Mercedes, Oliveira Camargo e Pimenta. Porém, o Distrito Industrial foi o bairro mais atingido. O vento arremessou partes das coberturas de vários galpões, que foram encontradas a uma distância de até três quilômetros. Algumas estruturas atravessaram, inclusive, a rodovia Santos Dumont.

VÍTIMAS
Pelo menos 60 pessoas ficaram desabrigadas, das quais 35 encaminhadas pela Prefeitura à Escola Municipal Maria Benedita, no Jardim Morada do Sol. As demais foram para casas de familiares.

ENERGIA ELÉTRICA RESTABELECIDA
A energia elétrica foi restabelecida em 99% da cidade no início da madrugada de quinta-feira, depois de quase 30 horas de apagão.

DIA SEGUINTE
Moradores e funcionários públicos municipais aproveitaram o feriado de quinta-feira, para limpar os estragos e estimar os prejuízos provocados pelo tornado.
Os moradores aproveitaram o dia de sol e organizaram mutirões para trabalhar na reconstrução de casas e prédios públicos destruídos. "Perdi todos os mantimentos que tinha em casa, além de alguns objetos eletrônicos como rádio e a geladeira", disse a dona-de-casa Maria da Glória Visconti,  moradora do Jardim Renata, em Indaiatuba.
O tornado atingiu os bairros da zona sul da cidade, onde estão localizadas residências de classe média baixa. "Foi assustador por causa das explosões e do barulho do vento, que ia aumentando com a aproximação do redemoinho", disse o comerciante Amadeu Albuquerque, que diz ter pedido para sua neta de seis anos se esconder embaixo da cama.
Cerca de 1.800 árvores já foram recolhidas das áreas urbana e rural da cidade, segundo o titular da Secretaria dos Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Semurb), Nilson Alcides Gaspar. O total, junto com os galhos, pesa 600 toneladas. “Acredito que vamos chegar a duas mil árvores”, diz.

ITATIBA EM ESTADO DE EMERGÊNCIA
O temporal e vendaval à noite desabrigou cerca de 230 pessoas em Itatiba. As famílias que tiveram que abandonar as suas casas passaram a noite no Ginásio de Esportes Municipal e posteriormente foram levadas para o Centro Comunitário do N.R. João Corradini.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Itatiba, Valdir Nardi, a cidade deve entrar em estado de emergência, devido à gravidade dos estragos.
 “Em todos os bairros da cidade tivemos problemas, porém os mais atingidos foram o Jardim Leonor, Vivendas do Engenho d’Água, Bairro da Ponte e Moenda”, explicou Nardi.
A preocupação no momento é o socorro de todas as vítimas da chuva e também tentar prevenir mais estragos, já que a previsão de chuva e ventos para a cidade continua.

JARDIM LEONOR FOI O BAIRRO MAIS PREJUDICADO
Mais de 70% das casas foram pelo menos destelhadas, e algumas perderam até paredes. Além disso, postes e árvores caíram, e a rede de eletricidade do bairro foi comprometida.

VIVENDAS DO ENGENHO D’ÁGUA
Diversas casas foram destelhadas, algumas completamente destruídas, e dezenas de famílias ficaram desabrigadas.

VÍTIMAS
A Defesa Civil de Itatiba não constatou nenhum ferido, apenas danos materiais.


RELATO DE TESTEMUNHAS

O CARRO FOI JOGADO FORA DA GARAGEM
No Jardim Leonor, um dos mais prejudicados foi o aposentado Roque de Deus Branco, e sua esposa. O casal contou que estava em sua residência, na Rua Franklin Cunha, 42, procurando velas porque a energia tinha acabado. De repente, começou um vendaval, e as telhas da casa começaram a voar. A força do vento fez até com que o carro, um Uno azul, que estava na garagem, fosse jogado para fora do limite do terreno.
A garagem da casa de Roque se desfez. A casa foi completamente destelhada, e parte do teto e algumas paredes cederam. O casal perdeu a maioria dos móveis e eletrodomésticos.

O TETO DO QUARTO CAIU
A dona-de-casa Antonia Biajoni, e o marido Luis Antonio Biajoni, por pouco não foram atingidos pelo teto do quarto. Eles estavam se preparando para dormir, quando a casa começou a ser destelhada pelo vento. “Meu marido parece que pressentiu que alguma coisa iria acontecer, e me puxou para a cozinha. Em seguida, o teto do quarto, justamente onde estávamos, caiu”.
Antonia perdeu diversos móveis e demais pertences, inclusive o portão eletrônico recém instalado, que teve as grades abertas pela força do vento.

O VENTO ARRANCOU TUDO
''Primeiro o vento arrancou a porta e o teto. Depois levou todas as paredes e tudo desabou de uma vez. Tudo durou um minuto. Nunca vi nada igual", disse a dona-de-casa Roseli Nascimento Fabrício, moradora de Itatiba, que estava dormindo na casa no momento do desabamento com o marido e quatro filhos. Uma filha dela de seis anos sofreu escoriações nas costas.

VI O REDEMOINHO
"Só tinha visto algo parecido com isso no cinema. Vi quando um redemoinho cruzou o bairro levando tudo o que tinha pela frente", disse o aposentado Francisco Alves, que também teve parte do telhado de sua casa arrancada.

BRAGANÇA PAULISTA
Ventos de até 135 km/h e 97 mm atingiram a noite de terça-feira cidade de Bragança Paulista. A região foi varrida pelo vendaval e as chuvas.

De acordo com a Defesa Civil do Município, o balanço dos danos foi;
■duas casas destelhadas, queda de muros e arvores
■redes de cabos de telefone arrebentadas,
■tombamento de dois ônibus de estudantes na Rodovia Bragança/Itatiba e
■uma colisão entre cinco veículos na Rodovia Bragança/Socorro (provocado pelo vendaval), somados a quedas de muros e árvores.

VENTO DERRUBA DOIS ÔNIBUS NA ITATIBA – BRAGANÇA
O forte vento derrubou dois ônibus de Campinas, que transitavam pela Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira, a Itatiba – Bragança. Os veículos, da Viação Santa Cruz, vinham da Universidade São Francisco de Bragança Paulista, transportando estudantes.
Ao todo, 17 pessoas ficaram feridas. No mesmo horário, um outro ônibus teve os vidros estourados pela ação do vento, que segundo a Defesa Civil de Bragança, passou dos 140 km/h.

Os motoristas dos ônibus, que também ficaram feridos, relataram a Polícia Rodoviária que retornavam para Campinas, quando no km 28 + 500 da rodovia, próximo ao Bairro Moenda, pararam no acostamento, pois a tempestade impedia que continuassem o trajeto. Após alguns instantes, o vento começou a ficar mais forte, fazendo com que os veículos tombassem na pista.
Os feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros de Itatiba e populares, e levados para o PS da Santa Casa, e para hospitais de Campinas e Bragança.

CAPIVARI
A cidade também teve 1.200 casas destelhadas e dezenas de árvores arrancadas.

VITIMAS
A ventania arrancou um pedaço de madeira de uma obra e atingiu a motorista de um carro. Ela foi socorrida na Santa Casa da cidade, mas não resistiu os ferimentos no tórax..

IARAS
Em Iaras, a força do vento virou três carretas que estavam estacionadas num posto de combustíveis.

DIVERSAS CIDADES ATINGIDAS PELO VENDAVAL
O vendaval e o temporal ainda provocaram prejuízos em pelo menos outras 11 cidades: Campinas, Cabreúva, Cosmópolis, Americana, Sumaré, Bragança Paulista, Atibaia, Valinhos, Vinhedo, Hortolândia e Pedreira, entre outras.

BALANÇO DOS PREJUÍZOS EM INDAIATUBA

EMPRESAS DESTRUÍDAS
A empresa, a Mil Maní Ingredientes Ltda, foi totalmente destruída, com prejuízo de R$ 2 milhões.  A empresa é nacional, mas integra a rede do Grupo Lorenzati Rusch, da Argentina, a maior exportadora de amendoins para a Europa e tem como principal cliente no Brasil a Elma Chips. Rubens Carvalho, gerente da empresa, disse que os 30 funcionários que estavam no local foram dispensados do trabalho às 16h com a falta de energia e que salvaram-se de uma tragédia, pois às 17h30, o galpão ruiu totalmente e ninguém conseguiria se salvar se continuasse no local.
Tiveram perda total os proprietários da Metalúrgica G 16, do Restaurante Casa Blanca e de diversas empresas que integram o Condomínio Industrial NR. Os prejuízos iniciais estimados são de pelo menos R$ 10 milhões no condomínio.

Dentre as empresas mais prejudicadas estão;
■Quality Parts Indústria Metalúgica com um dano de R$ 6,2 milhões;
■General Motors do Brasil, R$ 5 milhões;
■Transportadora Riopardense, R$ 3,6 milhões;
■NR Construção e Incorporação, R$ 3 milhões 
■Refri Cylan, os danos causados chegam a R$ 2 milhões

PREJUÍZOS ESTIMADOS
Os prejuízos foram estimados pela prefeitura foi de R$ 97,2 milhões, sendo;
■R$ 90 milhões nas indústrias,
■R$ 6 milhões em prédios e mobiliários públicos, e
■R$ 1,2 milhão em 445 casas atingidas.

RETORNO ÀS ATIVIDADES INDUSTRIAIS E PREJUÍZOS ECONÔMICOS PARA A CIDADE
O rastro do tornado que devastou parte de Indaiatuba ainda pode ser visto, mas os empresários da cidade estão agora empenhados na reestruturação de suas empresas, atividades que podem demorar de cinco dias a três meses.
Segundo o secretário de Desenvolvimento de Indaiatuba, é difícil avaliar o impacto econômico do desastre,  mas as empresas estão empenhadas de  retornar as atividades, que pode demorar de cinco a três meses, dependendo da gravidade dos danos sofridos pelas empresas.
“O nível de dano e o tempo para retomada das atividades varia de uma empresa para outra. As próprias empresas ainda estão avaliando o montante do prejuízo”, ponderou o secretário. Ele informou que numa varredura realizada na manhã de quita-feira no Distrito Industrial, constatou-se que 36 empresas foram diretamente atingidas pelo tornado e tiveram danos materiais variáveis. Dessas, 15 foram praticamente destruídas.
As empresas afetadas empregam de 800 a mil funcionários, que manterão seus empregos, segundo o secretario. Indaiatuba concentra um total de 730 empresas em quatro distritos industriais. O local que foi atingido pelo tornado abriga 420 empresas. Mas, indiretamente, toda a produção da cidade foi afetada devido à falta de energia elétrica que impediu o funcionamento das empresas até quinta-feira. “Só funcionaram em esquema emergencial algumas indústrias que dispõem de gerador próprio”, disse o secretário.

SEGUROS
A maior parte das empresas do distrito que sofreu prejuízos estimados em R$ 90 milhões não possui seguro contra acidentes naturais.

RESIDÊNCIAS
Segundo relatório da Defesa Civil de Indaiatuba, 445 casas foram atingidas, envolvendo 2.351 pessoas. As famílias que tiveram prejuízos poderão sacar parte do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para reconstrução das casas. O trabalhador poderá retirar até R$ 2.600,00. A decisão foi tomada pelo Ministério da Integração Nacional.

Relação dos municípios atingidos pelo tornado

Danos humanos
Danos materiais
Outros
Indaiatuba
Pelo menos 60 pessoas ficaram desabrigadas,
445 casas foram atingidas, envolvendo 2.351 pessoas
36 empresas com danos, sendo 15 destruídas. 
Interrupção total de energia elétrica  com queda de torres de transmissão e postes
Itatiba
230 pessoas desabrigadas
Centenas de casas destelhadas

Bragança Paulista
Sem vitimas
Duas casas destelhadas
Tombamento de ônibus  e queda de postes
Capivari
01 morte
 1.200 casas destelhadas
Dezenas de árvores arrancadas
Iaras


Duas carretas tombadas

Fontes: Folha de São Paulo, Jornal de Itatiba, Bragança Jornal Diário, Cosmo Online, Araras Virtual Noticias, Jornal Tribuna de Indaiá -  Indaiatuba,  e Agência Indusnet Fiesp, no período de 25 de maio de 2005 a 6 de junho de 2005.

Mapa – Rota dos tornados
Indicações em verdes – rota dos tornados em 24 de maio de 2005, cidade mais atingida  Indaiatuba
Indicações em vermelho – rota dos tornados em 30 de setembro de 1991, cidade mais atingida Itu           

O IMPACTO DOS TORNADOS NA ECONOMIA DE UMA REGIÃO OU PAÍS

O que  significa o impacto econômico de um tornado?  Bem, certamente  desejamos transmitir a magnitude das perdas líquidas à economia porque os tornados provocam impactos negativos, causando perdas aos setores tais como;
■ infraestrutura,
■ empresas de serviços,  empresas em geral,
■ construção, serviços de governo.

E os serviços profissionais recebem um impulso na conseqüência ou antes do impacto.  Naturalmente este impulso é principalmente  devido a reconstrução,  o restabelecimento de serviços essências e à provisão de outros serviços de apoio.
As perdas econômicas são relacionadas definitivamente a economia e a área de vulnerabilidade. Mas, algumas coisas são evidentes e são os impactos de um tornado na  economia que depende de vários fatores  incluindo;
■ a  orientação da economia, da estrutura da economia,
■ da sofisticação da infraestrutura, do valor do ambiente  natural da região,
■ da intensidade do tornado, da duração do tornado, do trajeto do tornado,
■ das medidas de minimização e provavelmente o mais importante da preparação da população.

O impacto econômico do tornado  depende de  uma série de fatores inter-relacionados,  relativo a preparação de desastre (medidas tomadas para atenuar os danos), as estruturas econômicas, a orientação econômica e a atitude da população.

Principais perdas existentes;
■ Dias perdidos de produção
■ Danos e destruição de mercadorias
■ Perdas devidas a interrupção de negócios
■ Perdas de salários dos trabalhadores (horistas)
■ Perda de salários dos trabalhadores (mensalistas)
■ Perdas na agricultura
■ Perdas de serviços (turismo, financeiro)

A estrutura e orientação da economia são fatores críticos no nível de danos e perdas que uma região poderia esperar.
Os tornados afetam a produção de mercadorias e serviços  da região. Como mencionado anteriormente, a infraestrutura, incluindo; eletricidade, água, telecomunicação,  estradas, etc  estão  expostos a vendavais e tornados.  A vulnerabilidade  da infraestrutura traduz freqüentemente em perdas potenciais.  Maior vulnerabilidade física,  implica em maiores perdas econômicas  que a região/ cidade pode esperar.
Fonte: Development Planning Unit of the British Virgin Islands – adaptação do texto - The Impact of Hurricanes on the BVI Economy

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