Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia
domingo, março 29, 2026
Explosão de caminhão no Chile deixou 4 mortos e 17 feridos
Câmera de segurança de
rodovia onde ocorreu o incidente, na Região Metropolitana da capital chilena,
mostra nuvem de fumaça se espalhando até enorme explosão acontecer.
A explosão de um caminhão-tanque
em uma rodovia na Região Metropolitana de Santiago, capital do Chile, deixou
quatro mortos e 17 feridos na quinta‑feira (19).
A câmera de monitoramento da
via registrou o momento exato em que o incidente ocorreu. Uma enorme nuvem de
fumaça branca começa se espalhar rapidamente, do fundo da imagem até cobrir
completamente a visão de tudo e, de repente, uma explosão acontece.
De acordo com os bombeiros, a
explosão foi sentida num raio de cerca de 150 a 200 metros e danificou pelo
menos 50 veículos.
Diversas vítimas sofreram
ferimentos graves, incluindo queimaduras, e cinco pessoas estão em estado
crítico. O motorista do caminhão está
entre as vítimas.
Segundo o governador
metropolitano, uma delas teve queimaduras em 100% do corpo e sua sobrevivência
é incerta. Os outros quatro sofreram queimaduras em cerca de 60% do corpo e
também se encontram em estado extremamente crítico.
As autoridades estão
investigando a causa do incidente, incluindo possíveis infrações por excesso de
velocidade, de acordo com o general da polícia, Fonte: g1 -20/02/2026
BITUCAS DE CIGARRO SÃO O LIXO MAIS COMUM DO PLANETA, MOSTRA ESTUDO
RESUMO
·Estudo com dados de 130 pesquisas em 55 países estima
4,5 trilhões de bitucas descartadas incorretamente por ano, o lixo mais comum
do planeta, segundo a OMS.
·A revisão aponta média de 0,24 bituca/m² em áreas
urbanas e aquáticas e picos acima de 38/m² em praias; a massa anual no ambiente
chega a 766,6 milhões de kg.
·Victor Vasques Ribeiro (Unifesp) alerta para toxinas e
microplásticos do filtro; André Salem Szklo (Inca) critica o marketing do
filtro e defende responsabilizar a indústria.
Nada menos do que 4,5
trilhões de bitucas de cigarro são descartadas incorretamente todos os anos,
formando uma das faces mais onipresentes - e menos percebidas - da poluição
ambiental global. Isso significa em torno de 550 bitucas lançadas anualmente no
ambiente para cada habitante do planeta.
Um amplo levantamento
compilou dados de 130 estudos científicos realizados em 55 países entre 2013 e
2024 e revela que esses pequenos resíduos atingem densidades médias de 0,24
bituca por metro quadrado em ambientes urbanos e aquáticos. É como encontrar
uma bituca a cada quatro metros quadrados. Picos extremos no mundo
ultrapassaram 38 bitucas por metro quadrado em praias e áreas costeiras
altamente frequentadas e populosas. A massa total das bitucas descartadas
anualmente no ambiente é da ordem de 766,6 milhões de quilos.
O estudo mostra ainda que
áreas ambientalmente protegidas - principalmente aquelas com regras mais
restritivas - conseguem reduzir a contaminação em até dez vezes quando
comparadas a locais sem qualquer tipo de proteção legal. Mesmo assim, nem
parques nacionais ou reservas marinhas escapam totalmente do problema, uma vez
que as correntes marítimas podem levar para essas localidades lixo descartado
muito longe delas, seja em praias seja em áreas urbanas.
A revisão, fruto da parceria
entre pesquisadores vinculados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), à
Universidade Estadual Paulista (Unesp), ao Instituto Nacional de Câncer (Inca),
à Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, e à Universidad San Ignacio de
Loyola, no Peru, constitui a mais abrangente síntese já produzida sobre a
distribuição global das bitucas e suas implicações ambientais. Artigo a
respeito, tendo como primeiro autor o engenheiro ambiental Victor Vasques
Ribeiro, doutorando do Instituto do Mar da Unifesp, foi publicado no periódico
Environmental Chemistry Letters. Ele descreve em detalhe os padrões espaciais,
os chamados hotspots de contaminação, e o efeito do grau de proteção ambiental
na redução do problema.
"Os contaminantes
químicos presentes na bituca espalham-se rapidamente, ainda mais quando em
contato com a água do mar. Em poucas semanas, esse material tóxico é liberado
no meio ambiente, podendo ser letal para várias espécies aquáticas", diz
Ribeiro. Os cigarros contêm mais de 7 mil compostos químicos, dos quais ao
menos 150 são tóxicos. Mas o problema não termina aí: o miolo do filtro é
composto por um polímero, o acetato de celulose, que, como outros plásticos,
permanece por um tempo enorme no ambiente, fragmentando-se em microplásticos
que contaminam organismos marinhos e podem retornar aos humanos quando esses
organismos são consumidos.
Além do impacto ambiental, o
estudo também dialoga com o debate sobre saúde pública e o papel do filtro na
história do cigarro. Para André Salem Szklo, da Divisão de Controle do
Tabagismo do Inca, que orientou o estudo de revisão, a existência do filtro foi
usada historicamente como argumento de marketing. "Passa a ideia de que,
com filtro, o cigarro seria um produto mais saudável, favorecendo, portanto, a
iniciação e a manutenção do comportamento de fumar. Mas isso não se sustenta.
Com a introdução dos filtros, aumentou, inclusive, um tipo específico de câncer
de pulmão, ligado a partículas finas", conta.
Szklo chama a atenção para a
narrativa veiculada pela indústria do tabaco sobre a responsabilidade
individual nesse descarte no ambiente. "É importante não culpabilizar o
fumante. A indústria do tabaco durante décadas difundiu a ideia de que o filtro
seria biodegradável. Isso influenciou e influencia o comportamento. A verdade é
que somente existe a contaminação por bitucas porque existe uma indústria que
lucra com a venda de cigarros."
"Se as pessoas
entendessem que estão jogando uma bomba química quando descartam uma bituca,
talvez não agissem com tanta normalidade", acrescenta Ribeiro.
O número de 4,5 trilhões de
bitucas que chegam anualmente aos ambientes urbanos e aquáticos não foi
produzido diretamente pela nova revisão, mas por uma compilação feita pela
Organização Mundial da Saúde (OMS). Ribeiro lembra que, globalmente, são
fumados cerca de 12 trilhões de cigarros por ano. "Uma fração enorme acaba
nos oceanos, para onde quase todas as águas convergem", afirma. Praias
concentram grande circulação de pessoas, turismo intenso e consumo recreativo -
fatores que favorecem o descarte inadequado. Mas não é apenas por isso que
aparecem como as áreas mais contaminadas: elas também funcionam como
verdadeiros "sumidouros" de resíduos sólidos. Bitucas descartadas no
interior das cidades ou até em regiões distantes podem ser carregadas pela
chuva e pelos rios até o mar. Além do impacto ambiental direto do descarte dos
cigarros fumados (bitucas), a produção e o consumo de cigarros emitem 84
milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera a cada ano.
A análise global mostrou
forte concentração de hotspots - áreas críticas que integram os cerca de 5%
mais contaminados entre todos os locais monitorados no mundo - em 17 países,
localizados principalmente na América do Sul, no Oriente Médio e no Sudeste
Asiático. Em praias do Golfo Pérsico, por exemplo, já foram medidas mais de 38
bitucas por metro quadrado. Na América do Sul, praias do Chile, Brasil, Uruguai
e Equador aparecem repetidamente entre os locais críticos, em alguns casos com
mais da metade de todo o lixo coletado composto por bitucas de cigarro.
Os autores do estudo criaram
o Índice de Contaminação por Bitucas de Cigarro (ICBC), indo da classificação
"ausente" para a de "extremamente alta". Faltam dados
publicados para a maior parte da América do Norte, da África, da Ásia Central e
Oriental e para toda a Oceania, o que dificulta comparações globais.
Ao cruzarem os registros com
mapas internacionais de unidades de conservação, os autores identificaram 165
áreas protegidas monitoradas em 37 países. Mesmo áreas oficialmente criadas
para conservar a natureza não estão imunes à contaminação por bitucas. A
densidade média em áreas protegidas foi quase cinco vezes menor do que em áreas
desprotegidas e, nas categorias mais restritivas de proteção, a redução foi
maior. "Mesmo assim, hotspots foram encontrados dentro de áreas protegidas,
que incluem parques e reservas, principalmente onde há turismo intenso ou
fiscalização limitada. A simples designação legal não basta. Principalmente
diminuição geral do número de fumantes, mas também infraestrutura, fiscalização
e educação ambiental fazem diferença", comenta Ribeiro.
Para Szklo, não é possível
discutir contaminação por plásticos sem considerar o enorme impacto negativo
das bitucas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos
pela Organização das Nações Unidas (ONU). "Estamos falando do item mais
descartado do mundo. Em alguns lugares, mais da metade do lixo de uma praia é
composta só por bitucas. Já houve casos em que praticamente 100% dos resíduos
eram filtros. Como pensar um tratado global contra o plástico ignorando o
fortalecimento da implementação de medidas de redução do tabagismo previstas na
Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da
Saúde?", enfatiza.
Os pesquisadores defendem que
as informações levantadas pelo estudo subsidiem negociações internacionais,
como o tratado da ONU contra a poluição plástica, além de medidas locais, como
a proibição de fumar em praias e parques, campanhas educativas, melhoria da
gestão de resíduos e, principalmente, maior responsabilização da indústria do
cigarro.
O estudo recebeu apoio da
FAPESP por meio de Bolsa de Doutorado para Ribeiro, sob orientação de Ítalo
Braga de Castro, e de Auxílio à Pesquisa - Jovens Pesquisadores concedido ao
segundo autor, Lucas Buruaem Moreira. Fonte:Agência Fapesp - UOL
-ECOA- 17/03/2026
O fogo começou
por volta das 18h sábado , atingiu o subsolo do Shopping Tijuca, localizado na
zona norte do Rio de Janeiro.
Início do incêndio
O incêndio começou no
ar-condicionado de uma loja no subsolo do shopping. Funcionários relataram que
sentiram um cheiro forte por volta das 18h30 e perceberam a fumaça. Na
sequência, foram alertados por seguranças do shopping para deixarem o prédio.
CORPO DE
BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros informou
que o quartel da Tijuca foi acionado às 18h28. Até o momento, 13 viaturas e
cerca de 40 militares atuam no chamado. As equipes atuam no combate, na
ventilação do ambiente e na varredura das áreas internas do shopping.
Ainda segundo a corporação, o
incêndio, que se concentrou no subsolo, aconteceu em uma "área de difícil
acesso", o que exigiu atuação técnica especializada e o emprego de
equipamentos de ventilação mecânica para dispersão da fumaça.
CONTROLE DO FOGO
O Corpo de Bombeiros segue no
local trabalhando no rescaldo e as causas do incêndio serão investigadas
Bombeiros tiveram que quebrar
as paredes que levam ao subsolo para instalar exaustores que ajudem a tirar a
fumaça do local onde o incêndio começou.
Todos os focos de incêndio
foram controlados, segundo o secretário de Defesa Civil, mas ainda há muita
fumaça no local. Os agentes tiveram que abrir um buraco na parede para a saída
da fumaça.
TESTEMUNHAS
Imagens do momento do
acidente mostram uma aglomeração de clientes do lado de fora do centro
comercial. Nas redes sociais, clientes denunciam o procedimento de evacuação do
prédio, que "não teve nenhum aviso sonoro". "Fomos avisados por
terceiros", reclama uma consumidora. "Demoraram mais de 40 minutos
para falar para a gente evacuar", detalha outra.
Uma cliente contou que estava
no cinema e, no meio de um filme, começou a ouvir um alarme sonoro. Em seguida,
um funcionário entrou na sala e avisou sobre o incêndio e que era necessário
sair imediatamente do shopping.
Outro frequentador mostrou
preocupação porque seus remédios de uso controlado ficaram no carro no
estacionamento, e ele mora em Niterói.
VÍTIMAS
As vítimas receberam os
primeiros atendimentos no local e foram encaminhadas para o Hospital Municipal
Souza Aguiar e UPA da Tijuca.
Duas pessoas morreram e
outras três ficaram feridas.
Entre os mortos está um
supervisor de segurança do shopping, que chegou a ser socorrido em estado grave
e encaminhado para o hospital. Além dele, uma brigadista que também atuava no
centro comercial morreu. Ela trabalhou no resgate e chegou a ser dada como
desaparecida.
INTERDIÇÃO
Subsolo e 17 lojas do térreo
interditadas
Na segunda-feira (5), a
Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo e parte do térreo do
Shopping após vistoria técnica. A liberação para a inspeção ocorreu depois da
conclusão de uma etapa do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros. Segundo o
órgão, não há risco de desabamento do prédio.
De acordo com a Defesa Civil,
foi identificado risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio,
além de perigo de queda de revestimentos internos e deslocamento de partes do
teto e do piso.
“O subsolo do shopping foi
totalmente interditado devido à falta de condições para a permanência no local.
Já no térreo, 17 lojas da lateral esquerda, localizadas entre a entrada principal
na Avenida Maracanã e a Tok Stok, foram interditadas após o calor do fogo
deformar o piso”, informou o órgão.
INQUÉRITO E PERÍCIA
A Polícia Civil informou que,
quatro dias após o incêndio no Shopping, a temperatura no interior da loja
atingida ainda estava em cerca de 70 graus, o que impediu a conclusão da
perícia técnica realizada na terça-feira
(6).
Os peritos chegaram a entrar
no local, mas avaliaram que não havia condições de segurança para avançar até o
ponto considerado o foco inicial do fogo.
Segundo a polícia, a equipe
conseguiu acessar a loja, mas, na área próxima ao que seria o depósito, local
apontado como possível ponto focal do incêndio, o calor extremo ainda
inviabilizava a aproximação.
Diante do cenário, os peritos
solicitaram apoio da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para o isolamento de
pontos específicos e a adoção de medidas que permitam novas etapas do trabalho.
A perícia foi feita por uma equipe de cinco peritos da 19ª DP (Tijuca) e teve
início por volta das 15h30, com duração aproximada de uma hora.
SHOPPING
O Shopping Tijuca, não vai abrir no sábado (3), após o incêndio
que deixou 2 pessoas mortas e outras 3 feridas na tarde de sexta-feira (2).
VISTORIA DE SEGURANÇA
REALIZADA
Seis dias antes do incêndio
que atingiu o Shopping já havia alertas sobre possíveis riscos de incêndio na
loja Bell'art, localizada no subsolo, onde o fogo começou.
Documentos e e-mails que já
estão em posse da polícia indicam que o supervisor de segurança do shopping, e
a brigadista tinham identificado diversas irregularidades.
Em vistoria realizada nas
casas de máquinas e estoques da Loja Bell’Art foi verificado que algumas
irregularidades (fiação exposta, empilhamento inadequado, sistema de detecção
do mezanino) permanecem. O descuido em atender as normas de segurança pode
resultar em acidentes graves de incêndio.”
RISCO DE INCÊNDIO
POTENCIALIZADO, APONTOU DOCUMENTO
Um relatório detalhado, feito
pelo setor de segurança reportava uma série de riscos para um incêndio;
“As casas de máquinas
inspecionadas estão servindo como estoques e os locais de armazenamento de
produtos estão abarrotados de mercadorias. Essas ações potencializam os riscos
de incêndio, uma vez que todos os detectores do piso superior estão inoperantes
e os materiais estocados, além de desorganizados, estão acima dos chuveiros
automáticos. O documento cita que a loja não têm chuveiros automáticos e as
sinalizações estavam obstruídas.
Outro trecho aponta problemas
graves no estoque:
“Espaço sendo utilizado como
estoque de travesseiros e com fiações presas com fita isolante no MDF (material
que, geralmente, leva resina e outros componentes químicos em sua estrutura),
detector de fumaça desmontado e extensão de tomadas.”
Os documentos também registram
que as luminárias de emergência, cruciais para casos de evacuação, estavam
soltas, e que “a área em que ficam os diques e as bombas de sucção tinha
material combustível, como madeiras e plástico”
PROBLEMAS IDENTIFICADOS EM
DEZEMBRO
Uma vistoria feita em
dezembro de 2024 no Shopping Tijuca apontou irregularidades na prevenção a
incêndios da Bell'art. Os técnicos do shopping apontaram problemas como:
PENDÊNCIA ELÉTRICA
.Ausência de detectores no
mezanino, que era utilizada como depósito
.Caixas empilhadas muito
próximas aos sprinklers (equipamentos contra incêndio)
.O prazo dado para a
resolução dos problemas da loja foi de três dias.
INDICIAMENTO: POLÍCIA CIVIL
INDICIA CINCO POR MORTES E APONTA FALHAS GRAVES DE SEGURANÇA
A Polícia Civil indiciou
cinco pessoas pelo incêndio no shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, em
janeiro deste ano.
Adriana Santilhana Nietupski
e Pedro Paulo Alvares, superintendente e gerente de operações do shopping,
respectivamente, foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte,
lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de outros e fraude
processual. Já Renata Barcelos Pereira Noronha, gerente de negócios do centro
comercial está indiciada pelos três primeiros crimes, mas não pela fraude
processual.
Os outros dois indiciados são
os gerentes da loja Bell Art, Fabio Arruda soares e Felipe Gonçalves
Franciscone, respondem por incêndio doloso e lesão corporal.
Ainda de acordo com os
delegados, a loja não tinha o alvará do Corpo de Bombeiros e o shopping não
tinha exaustor para pode combater as chamas. A corporação foi comunicada pela
Polícia Civil sobre a conclusão da perícia.
Segundo as investigações, o
acionamento do Corpo de Bombeiros deveria ser simultâneo ao início do combate à
fumaça no subsolo do shopping.
Para a polícia, a demora na
chegada dos bombeiros e o combate adequado às chamas causou a morte dos
funcionários.
O botão de pânico da loja
onde começaram as chamas foi acionado às 18h04. Segundo a polícia o acionamento
do Corpo de Bombeiros foi às 18h27 e os militares chegaram ao local 18h40. “A
linha de tempo mostra que houve uma falha de gestão que foi preponderante para
gerar uma exposição de perigo a todos que estavam no dia do evento”.
ORIGEM DO INCÊNDIO
O laudo da perícia apontou um
“acidente termoelétrico” como possível causa incêndio no shopping. De acordo
com o documento, “o incêndio teve origem elétrica previsível, em ambiente
tecnicamente inadequado, e foi potencializado por sucessivas falhas estruturais
e de segurança”.
Ainda de acordo com o laudo,
o shopping e a loja não tinham “sistema eficaz de controle de fumaça em
operação”.
O documento indica ainda que
o local era “tecnicamente inseguro, caracterizado por instalações elétricas em desacordo
com norma técnica, carga de incêndio elevada — inclusive em áreas técnicas —,
falhas de compartimentação, atuação insuficiente dos sistemas de combate e
ausência de controle adequado de fumaça, todos elementos que, segundo a própria
conclusão pericial, contribuíram para a magnitude e propagação do incêndio”.
O QUE DIZ O SHOPPING
Após o indiciamento, o
shopping se pronunciou com a seguinte nota:
"O Shopping reforça que
agiu dentro dos seus protocolos de atuação previstos na legislação vigente, notificando
imediatamente a loja Bell'Art para que tomasse as devidas providências. Destaca
ainda que executou a evacuação seguindo o plano elaborado por empresa
especializada e aprovado pelo Corpo de Bombeiros, o que garantiu que 7 mil
pessoas deixassem o local sem qualquer ferimento.
O Shopping reitera seu
compromisso com a sociedade e sua inteira disposição em colaborar com a
Justiça. Lembra ainda, com consternação, a perda dos seus dois corajosos
colaboradores, Emellyn e Anderson, algo irreparável". Fontes: UOL - 03/01/2026;GloboNews
e RJ2-02/01/2026;G1 RJ - 03/01/2026; g1 Rio e TV Globo - 03/01/2026;RJ1 - 05/01/2026;
g1 Rio e TV Globo-06/01/2026 ;RJ2 - 07/01/2026;g1 Rio - 11/01/2026;g1 Rio - 14/01/2026
INCÊNDIO EM SHOPPING NO PAQUISTÃO MATA AO MENOS 80 PESSOAS
O QUE ACONTECEU
Em 17 de janeiro
de 2026, às 22h15 (horário local), um grande incêndio começou no centro comercial
Gul Plaza, em Karachi , Paquistão. O incêndio alastrou-se rapidamente pelo
edifício comercial de vários andares, resultando em 80 mortes, inúmeros feridos
e danos extensos.
SHOPPING GUL PLAZA
O Gul Plaza era um complexo
comercial de vários andares que que abrigava aproximadamente 1.200 lojas que
vendiam roupas, eletrônicos, cosméticos e artigos domésticos, distribuídas em
três andares, um mezanino e o subsolo. O complexo tinha uma área de mais de
6.500 m2
INÍCIO DO INCÊNDIO
O incêndio
começou por volta das 22h15 (horário local) no térreo do prédio e se alastrou
rapidamente para os andares superiores devido à presença de materiais
inflamáveis e à ventilação limitada. O incêndio começou em uma loja que
vendia flores e vasos artificiais. O proprietário da loja disse aos investigadores
que seus dois filhos, ambos menores de idade, estavam brincando na loja
enquanto ele estava ausente e jogaram um fósforo aceso dentro da loja sem
apagá-lo antes de sair. A loja continha material combustível que pegou fogo.
Isso foi confirmado pela comissão de investigação. O fogo se alastrou
rapidamente pelo duto de ar‑condicionado para o restante do prédio.
O primeiro chamado aos
serviços de emergência foi feito às 22h26, e duas viaturas dos bombeiros foram
enviados ao local. Eles classificaram o incêndio como de Grau 3 – “a categoria
mais alta para uma área urbana.
As autoridades responderam
lentamente e com apenas “recursos limitados” para extinguir o incêndio. Como
resultado, diz-se que o incêndio queimou “sem controle por horas”. Os
socorristas quebraram janelas e destruíram paredes usando martelos para entrar.
A energia do prédio foi cortada após o início do incêndio
Bombeiros da Corporação
Metropolitana de Karachi (KMC) e do Resgate combateram o incêndio por várias
horas. Várias seções do prédio desabaram durante as operações de combate ao
incêndio. A Marinha do Paquistão enviou uma brigada de incêndio. Após quase 36
horas de esforços contínuos, o incêndio foi finalmente controlado em 19 de
janeiro.
FALTA DE SEGURANÇA
Treze das 16 saídas do Gul
Plaza estavam trancadas, pois estava perto da hora de fechar. As janelas
estavam bloqueadas com mercadorias ou lacradas. Não havia saídas de emergência,
alarmes de fumaça, mangueiras de incêndio, extintores de incêndio ou sistemas
de sprinklers no prédio. Uma grade
instalada sobre a saída do telhado obstruía uma rota de fuga
VÍTIMAS
Pelo menos 80 pessoas tiveram
suas mortes confirmadas, incluindo um bombeiro. Mais de 20 pessoas ficaram
feridas, enquanto 49 foram dadas como desaparecidas durante as operações de
resgate.
Em vários casos, apenas
partes de corpos foram recuperadas, enquanto testes de DNA tiveram que ser
realizados para identificar algumas vítimas. Em 21 de janeiro, 30 corpos foram
retirados de uma loja de louças no mezanino. As vítimas foram sufocadas após se
trancarem na loja aguardando resgate.
ATENDIMENTO HOSPITALAR
Os hospitais de toda a cidade
foram colocados em alerta de emergência.
RESGATE
A busca por pessoas foi
dificultada pelo risco de novos desabamentos do prédio. Os bombeiros realizaram
na segunda-feira (19) o resgate dos corpos das vítimas entre os escombros ainda
fumegantes devido ao calor das chamas.
A operação de busca foi
concluída em 27 de janeiro e o prédio foi interditado.
RESPOSTA DO GOVERNO
O governo classificou o
incêndio como uma "tragédia nacional". Anunciou uma compensação de US$
35.000 para as famílias dos falecidos,
O governo ordenou investigação
sobre o incidente e criou uma linha de apoio para famílias de pessoas
desaparecidas.
INVESTIGAÇÃO
A polícia registou um
primeiro boletim de ocorrência em 24 de janeiro, no qual classificou o incêndio
como "resultado de negligência e imprudência".
CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS
O incêndio causou grandes
prejuízos econômicos aos lojistas e reacendeu o debate sobre o cumprimento das
normas de segurança contra incêndio em edifícios comerciais de Karachi.
De acordo com a associação de
lojistas estimou as perdas econômicas de pelo menos 11 milhões de dólares. Asperdas foram agravadas pela proximidade do Ramadã e da temporada de
casamentos – que normalmente representa o auge das vendas para os comerciantes,
o que fez com que eles tivessem muito mais mercadorias em estoque do que o
habitual. Fonte: Pakistan Today- 21
January 2026; BBC News. 21 January 2026.
DESASTRES CLIMÁTICOS CAUSARAM PREJUÍZOS DE R$ 28 BILHÕES AO BRASIL EM 2025
Os desastres climáticos que
atingiram o Brasil em 2025 causaram prejuízos de US$ 5,4 bilhões, cerca de R$
28,4 bilhões, aponta relatório da Aon, corretora e consultora de riscos sediada
no Reino Unido.
O número representa uma queda
em relação a 2024, quando os eventos extremos no país provocaram danos de US$
12 bilhões (R$ 62,8 bilhões na cotação atual), de acordo com a empresa. Naquele
ano, o montante foi impulsionado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, cujos
estragos somaram US$ 5 bilhões.
Beatriz Protasio, CEO de
resseguros para o Brasil na Aon, afirmou que o Brasil saiu de um patamar
histórico de baixo risco catastrófico para uma recorrência de perdas
multibilionárias.
"O nível de prejuízo
permanece acima das médias históricas do início do século, refletindo a maior
frequência de eventos extremos e a vulnerabilidade da infraestrutura urbana e
do setor agrícola", diz.
SECA
A empresa calcula que as
secas causaram danos de US$ 4,8 bilhões (R$ 25,1 bilhões) no último ano, 88% do
total. Protasio aponta que a estiagem afetou principalmente as regiões
Centro-Oeste e Sudeste, com impactos ao agronegócio, à geração de energia e ao
abastecimento de água.
TEMPESTADE
Tempestades geraram prejuízos
de US$ 632 milhões (R$ 3,3 bilhões), ou 11% do registrado, aponta o relatório,
e causaram perdas em residências, comércios e infraestruturas do Sudeste e do
Sul.
INUNDAÇÃO
O documento também identifica
prejuízos milionários com inundações concentradas no Sul, mas não oferece um
valor exato dos danos. Protasio diz que ainda há desafios em obter dados
precisos sobre esse tipo de fenômeno, devido às limitações das redes de medição
e à subnotificação de eventos em áreas menos urbanizadas.
PREJUÍZOS
As estimativas consideram
impactos à infraestrutura pública, às propriedades privadas e ao setor
produtivo, além de interrupções da atividade econômica. A metodologia combina
dados de fontes governamentais, seguradoras, resseguradoras, órgãos de defesa
civil e modelagens de risco catastrófico, explica a CEO.
Para Protasio, o cenário
reforça a urgência de uma agenda estruturada na gestão de riscos climáticos,
com foco em prevenção, alertas antecipados, modelagens e mudanças culturais.
PREJUÍZO GLOBAL É DE US$ 260
BILHÕES
A Aon contabiliza 49 eventos
extremos que geraram perdas econômicas na casa de bilhões de dólares em todo o
planeta em 2025, superando a média de longo prazo, de 46. Quanto aos desastres
com danos cobertos por seguros, a corretora registra 30 ocorrências, quase o
dobro das 17 esperadas para o ano, indicando a "acumulação de catástrofes
de médio porte cada vez mais frequentes".
Ao todo, os prejuízos globais
somaram US$ 260 bilhões (R$ 1,3 trilhão) em 2025, uma queda em relação aos US$
397 bilhões (R$ 2 trilhões na cotação atual) registrados em 2024 e o menor
valor desde 2015, segundo o relatório.
Apesar disso, o ano teve desastres
extensos, como os incêndios na Califórnia (EUA) em janeiro, que provocaram US$
58 bilhões em perdas econômicas, além de US$ 41 bilhões em danos segurados, e
se tornaram o evento mais caro já registrado no mundo, de acordo com o
documento.
O furacão Melissa, que
atingiu o Caribe em outubro de 2025, gerou prejuízo de US$ 11 bilhões, sendo
US$ 9 bilhões apenas na Jamaica. Uma análise científica do grupo World Weather
Attribution apontou que as mudanças climáticas ampliaram o poder destrutivo do
fenômeno, com ventos 7% mais fortes do que o esperado em um mundo sem
aquecimento global. Fonte: Folha de São Paulo - 5.fev.2026
INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES EM FÁBRICA DE MÓVEIS NO PARANÁ
Um incêndio de grandes
proporções se formou em uma fábrica de móveis, Rede Martimaq, na tarde de sábado (31) em Maringá, no norte
do Paraná.
INICIO DO INCÊNDIO E CORPO DE
BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros recebeu
o acionamento por volta das 18h30. Segundo o tenente Allan Arai, testemunhas disseram
que um problema em um aparelho eletrônico na entrada do galpão pode ter causado
o incêndio.
No local, havia madeira,
espuma, ferragens e produtos químicos, que ao serem queimados, contribuíram
para a formação de chamas altas e fumaça preta. Arai explicou que a equipe
atuou em três frentes para realizar o resfriamento do local.
De acordo com o tenente, a
principal preocupação da equipe era de que a parede aos fundos do galpão
caísse. Por isso, moradores de casas e comércios vizinhos tiveram que deixar os
imóveis.
"O risco era iminente,
uma vez que a parede estava bem inclinada. Estava com alta caloria na parede,
ela dilatou bastante e foi indo pro lado. A gente fez o resfriamento, mas ainda
tem o risco de colapsar", explicou o tenente.
As chamas consumiram o local
e o galpão ficou completamente destruído.
VÍTIMAS: Não houve feridos.
VIZINHANÇA
Três imóveis vizinhos ao
galpão estavam interditados pelo risco de queda da parede. Moradores só poderão
retornar após vistoria e liberação de um engenheiro da Defesa Civil de Maringá.
CONTROLE DO INCÊNDIO E
RESCALDO
A ocorrência só foi
finalizada por volta das 4h da madrugada de domingo (1º), restando pequenos
focos entre as ferragens. Pela manhã, bombeiros ainda atuavam no rescaldo e
resfriamento da parede.
PREJUÍZOS
A Rede Martimaq informou que não
tinha seguro e ainda não foi possível estimar o valor do prejuízo.
CAUSAS DO INCÊNDIO: Serão
investigadas.
POSICIONAMENTO DA EMPRESA
"A Rede Martimaq informa
que foi atingido por um incêndio na noite de sábado, 31 de janeiro, em sua
unidade industrial. Até o momento, não há confirmação sobre o ponto de origem
do incêndio, tampouco é possível estimar a extensão total dos prejuízos.
O incêndio atingiu e destruiu
integralmente o parque fabril principal da operação.
Segundo informações do Corpo
de Bombeiros e da Defesa Civil, o incêndio encontra-se controlado, permanecendo
apenas pequenos focos residuais, que ainda podem liberar fumaça nas próximas
horas.
A princípio, não houve
registro de vítimas, nem de residências ou imóveis vizinhos atingidos. A
empresa reforça que a segurança das pessoas sempre foi e continuará sendo
prioridade.
Neste momento, a Rede
Martimaq aguarda a avaliação dos engenheiros responsáveis para a emissão de um
parecer técnico sobre as condições estruturais do prédio. Fonte: g1 PR e RPC Maringá - 01/02/2026
O túnel de Lærdal (Lærdal
Tunnel), localizado na Noruega, é atualmente o túnel rodoviário mais longo do
mundo. Com 24,5 km, ele liga as cidades de Lærdal e Aurland, no condado de
Vestland, e integra a rodovia E16, uma das principais vias do país, responsável
por conectar a capital Oslo à metrópole de Bergen.
A construção da estrutura
teve como objetivo facilitar o deslocamento entre as regiões. Por isso,
substituiu antigas rotas por estradas de montanha, que ficavam expostas a neve,
gelo e frequentes interdições durante os invernos rigorosos.
Com a inauguração do túnel, a
travessia passou a ser feita de forma contínua e segura, em aproximadamente 20
minutos, a uma velocidade média de 80 km/h, independentemente das condições
climáticas externas. Um avanço significativo em um país onde as temperaturas no
inverno podem atingir níveis extremos.
A construção começou em 1995
e o túnel foi inaugurado em 2000. Custou 1,082 bilhão de coroas norueguesas
($113,1 milhões de dólares americanos).
PROJETO
O túnel começa logo a leste
de Aurlandsvangen em Aurland, atravessa uma cadeia de montanhas e termina ao
sul de Lærdalsøyri, em Lærdal.
O projeto do túnel levou em
consideração a saúde mental dos motoristas, e foi dividido em quatro seções,
separadas por três grandes áreas
de descanso ou locais de refúgio a intervalos de 6 quilômetros.
Um sistema de iluminação que
simula a luz natural do amanhecer foi instalado em todas as partes do túnel.
A parte principal é iluminada
com luz branca, enquanto as extensões são permeadas por luzes azul-amareladas
para dar a impressão do nascer do sol.
Para reduzir a fadiga causada
pelo ambiente fechado, o túnel possui áreas de descanso ou locais de refúgio a cada 6 quilômetros.
Esses espaços contam com iluminação azul e amarela, criando uma sensação visual
de abertura e permitir que os motoristas façam uma breve pausa.
SEGURANÇA
O túnel não possui saídas de
emergência. Existem muitas precauções de segurança em caso de acidentes ou
incêndio.
Telefones de emergência
marcados como "SOS" estão a cada 500 metros para entrar em contato
com a polícia, bombeiros e hospitais.
Sempre que um telefone de
emergência no túnel é usado ou um extintor de incêndio, luzes de parada e
sinais eletrônicos com a mensagem "vire e saia’’ são exibidos em todo o
túnel e dois sinais eletrônicos em ambos os lados da entrada exibindo a
mensagem "túnel fechado”.
As faixas de rolamento também
possuem sistemas de alerta sonoro, que vibram quando o veículo se aproxima das
bordas da pista. O recurso reduz riscos de distração e sonolência ao volante. O
fluxo máximo permitido é de cerca de 400 veículos por hora.
Existem 15 áreas de conversão
que foram construídas para ônibus e semirreboques. Além das três grandes áreas,
áreas de emergência foram construídos a
cada 500 metros.
Existem inspeções
fotográficas e contagem de todos os veículos que entram e saem do túnel nos
centros de segurança em Lærdal e Bergen.
Há também cabeamento especial no túnel para
uso de rádio e telefones celulares e câmeras de vigilância para excesso de
velocidade e monitoramento de veículos.
QUALIDADE DO AR
A qualidade do ar fornecida
ao túnel é feitade duas maneiras: ventilação e purificação.
Grandes ventiladores puxam o ar de ambas as entradas e o ar poluído é expelido
através do túnel de ventilação para Tynjadalen. O túnel de Lærdal é o primeiro
do mundo a ser equipado com uma central de tratamento de ar, localizada a 9,5
quilômetros a noroeste de Aurlandsvangen. A central remove tanto poeira quanto
dióxido de nitrogênio do ar do túnel. Dois grandes ventiladores puxam o ar
através da central de tratamento, onde a poeira e fuligem são removidas por um
filtro eletrostático. Em seguida, o ar é puxado através de um grande filtro de
carbono, que remove o dióxido de nitrogênio.
Outro diferencial é a
ausência de pedágio. A travessia pelo túnel é totalmente gratuita, ao contrário
do que ocorre em outros túneis rodoviários da Europa. Fontes: Geotech; Exame -1 de
fevereiro de 2026; UOL - 30/01/2026
QUATRO TRABALHADORES MORRERAM SOTERRADOS EM UMA OBRA EM PROMISSÃO (SP
Quatro trabalhadores morreram
soterrados durante uma obra em um frigorífico de Promissão (SP) na tarde de
quarta-feira (21).
Segundo a Defesa Civil, o
acidente aconteceu enquanto os trabalhadores atuavam no interior de uma
escavação, quando um barranco de aproximadamente 6 m desmoronou e atingiu as
vítimas.
ATENDIMENTO EMERGÊNCIA
Equipes da Defesa Civil e do
Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência, registrada por
volta das 16h40.
As vítimas chegaram a ser
socorridas e levadas ao Hospital Geral de Promissão, mas não resistiram aos
ferimentos e morreram ao dar entrada na unidade de saúde.
NOTA DA EMPRESA
Em nota, a empresa afirmou
que, após o acidente, todos os protocolos de segurança foram imediatamente
acionados e que equipes de resgate foram direcionadas ao atendimento dos
profissionais.
Ainda no comunicado, a
empresa lamentou o ocorrido e disse que colabora com os órgãos competentes. Fonte: g1 Bauru e Marília, TV TEM - 21/01/2026
Comentário
Pela foto nota-se que não havia proteção para os trabalhadores
Para elaboração do projeto e
execução das escavações a céu aberto, serão observadas as condições exigidas na
NBR 9061/85 - Segurança de Escavação a Céu Aberto da ABNT.
A NBR 9061 estabelece os
procedimentos técnicos de segurança para escavações a céu aberto,
complementando a NR-18, que foca nas condições e meio ambiente de trabalho na
indústria da construção. Juntas, elas determinam que escavações, valas e
fundações devem ter estabilidade garantida, sinalização de segurança,
isolamento e escoramento para evitar desmoronamentos e proteger trabalhadores.
A NBR 9061 da ABNT estabelece
os requisitos de segurança para escavações a céu aberto em obras civis, focando
na proteção de trabalhadores contra riscos como desmoronamentos e quedas, sendo
obrigatória para escavações acima de 1,25m de profundidade e detalhando medidas
como taludes estáveis, escoramentos, sinalização, uso de EPIs, inspeções e
planos de emergência, sendo fundamental para concursos e segurança no trabalho.
10 ANOS: O DIA EM QUE O JAPÃO FOI ATINGIDO POR TERREMOTO
Em 2004, o mundo enfrentou
uma tragédia dupla de proporções monumentais. Um poderoso terremoto no Oceano
Índico foi seguido de um tsunami destruidor, que deixou mais de 260 mil mortos
em 14 países.
Sete anos depois, um
acontecimento semelhante teria não apenas dois, mas três atos. Um desastre
triplo castigou o Japão, quando um terremoto tão intenso quanto o do Oceano
Índico, mas desta vez no Pacífico, provocou um tsunami também devastador,
contra o qual as sólidas defesas japonesas não tiveram chance.
A fúria do mar, por sua vez,
provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima, 260 quilômetros ao norte de
Tóquio. Mais de 18 mil pessoas foram mortas pelo tsunami, e o acidente em
Fukushima forçou a retirada de 160 mil pessoas que moravam nas imediações.
Foi a maior catástrofe
enfrentada pelo Japão desde as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e
Nagasaki, em 1945.
O GRANDE TERREMOTO
O dia 11 de março de 2011,
uma sexta-feira, dificilmente será esquecido pelos japoneses. Às 14h46, horário
local, num ponto do Oceano Pacífico a 130 quilômetros ao leste da cidade de
Sendai, um terremoto não apenas sacudiu como também deslocou o Japão. Com 9
graus de magnitude, o "Grande Terremoto do Leste do Japão" — também
conhecido como "Grande Terremoto de Sendai" ou apenas "Terremoto
de Tohoku" —, o maior já registrado no país, empurrou em 2,4 metros para
leste a ilha de Honshu, a maior do Japão.
No ponto exato do abalo
sísmico, 24,4 quilômetros abaixo do fundo do mar, o atrito entre as placas
tectônicas da Eurásia e do Pacífico causou a maior movimentação de terra já
registrada num terremoto, de 50 metros — no abalo de 2004, no Índico, ela foi
de 25 metros. Essa movimentação forçou o mar para cima, causando o tsunami —
uma série de ondas gigantes. Acostumado a grandes tremores seguidos de
destruição em larga escala, — como em Tóquio, em 1923, e em Kobe, em 1995 —, o
Japão começava a enfrentar uma sucessão de eventos inédita em sua história.
O terremoto em si já era
excepcional mesmo para padrões japoneses. A área do país mais atingida foi a
região de Tohoku. Em sua capital, Sendai, as pessoas que estavam nas ruas
rapidamente perceberam que não havia para onde fugir. Imagens registradas em
vídeo mostraram muitos tentando escapar de pedaços de edifícios que caíam sobre
a calçada e trabalhadores apavorados em escritórios, onde objetos e móveis eram
lançados ao chão. A longa duração do tremor — cerca de seis minutos — tornou o
momento ainda mais assustador. "Oh, meu Deus, o prédio vai cair!",
diz um homem, em inglês, em um dos momentos de maior vibração do local onde
estava.
O Japão é considerado o país
mais bem preparado do mundo contra terremotos. Depois da tragédia de 1923, que
matou 140 mil pessoas, os edifícios japoneses passaram a ser construídos para
absorver a energia de um abalo sísmico e, assim, são capazes de manter-se de
pé. O processo, chamado de "isolamento sísmico", envolve a presença
de proteções na base das construções, como blocos de borracha, e amortecedores
na estrutura dos edifícios.
Os avanços em tecnologia,
porém, não protegem as cidades japonesas de qualquer dano — e, no caso do
terremoto de Tohoku, eles foram muitos e de grande alcance. Houve destruição na
capital, Tóquio, a 373 quilômetros do epicentro, onde o abalo sacudiu o
Parlamento nacional. A leste de Tóquio, na cidade de Ichihara, o abalo fez com
que uma refinaria pegasse fogo e explodisse. Nada disso, porém, seria comparado
ao que estava prestes a atingir a costa leste do país.
O TSUNAMI
O Japão já conhecia muito bem
os tsunamis — a palavra é japonesa, formada pela união de "tsu", que
significa "porto", e "nami", que significa
"onda". O Serviço Nacional Oceânico dos Estados Unidos define o
fenômeno tsunami como "uma série de ondas gigantes causadas por terremotos
ou erupções vulcânicas sob o mar".
E o órgão acrescenta: "No
meio do oceano, ondas de tsunami não aumentam enormemente em altura. Mas,
conforme as ondas atingem a costa, elas vão adquirindo mais e mais altura com a
diminuição da profundidade do mar".
O Japão já contava com um
desenvolvido sistema de alerta e uma ampla estrutura de proteção. Às 14h49,
três minutos depois do terremoto, um primeiro aviso de tsunami foi disparado.
Essa notificação, entretanto, subestimou o tamanho do problema. A magnitude do
terremoto foi inicialmente estimada em apenas 7,9, e acreditava-se que as ondas
que pudessem chegar à costa teriam alturas entre 3 e 6 metros.
Na verdade, como se veria
pouco depois, as ondas chegaram a 10 metros de altura, em alguns pontos até 15,
e o abalo havia sido muito mais intenso, de 9 graus de magnitude. Essas falhas
no aviso ficariam claras durante uma investigação sobre a tragédia. Um relatório
da Agência Meteorológica do Japão, produzido em outubro de 2013, disse que os
erros do alerta inicial podem ter contribuído para o alto número de vítimas.
"Isso pode ter levado
algumas pessoas a pensar que as ondas do tsunami não ultrapassariam as muralhas
de proteção e possivelmente contribuiu para demoras na evacuação." Um
segundo alerta chegou a ser divulgado, às 15h10, aumentando a previsão do
tamanho das ondas para até 10 metros. Nesse momento, porém, o tsunami já estava
perto demais.
Meia-hora depois do
terremoto, as ondas chegaram à costa de Tohoku e outras regiões do leste do
Japão. Do alto de prédios muitos japoneses viam, impotentes, o momento em que
as primeiras ondas venciam os muros de proteção como se estes não existissem.
Paredes de água invadiram as cidades do litoral, carregando e destruindo
barcos, carros e casas, que de longe pareciam de brinquedo.
O porto e o aeroporto de
Sendai foram totalmente tomados pelas águas — embarcações, aeronaves,
helicópteros, caminhões, vans e outros automóveis eram facilmente arrastados
pelas ondas. Muitos momentos foram registrados por câmeras japonesas, em
imagens que impressionaram o mundo. Cerca de 250 quilômetros ao norte de
Sendai, o tsunami chegava à cidade de Miyako, onde a destruição foi igualmente
espantosa. A montanha de água negra do mar logo venceu as barreiras de 5 metros
de altura, arrastando com ela carros, barcos, casas e os postes de eletricidade.
No dia seguinte, 12 de março,
as equipes de resgate esforçavam-se para encontrar sobreviventes e retirar pessoas
de regiões alagadas. Segundo balanço da BBC News, cerca de um terço da cidade
de Kesennuma, em Miyagi, de 74 mil habitantes, estava submersa, e havia vários
focos de incêndio. Na província de Iwate, a cidade de Rikuzentakata, de 23 mil
habitantes, havia sido totalmente tomada pelas águas — e mais de 300 corpos já
haviam sido encontrados.
Os serviços de monitoramento
de abalos sísmicos haviam registrado 125 tremores secundários, decorrentes do
grande terremoto — um deles de 6,8 de magnitude. O total de construções
destruídas, completa ou parcialmente, chegava a 3,4 mil. Cinco milhões e meio
de moradias estavam sem eletricidade, e mais 200 mil pessoas estavam em abrigos
provisórios, entre muitos outros aspectos da tragédia.
O terremoto seguido de
tsunami deixou um total de 15.853 mortos e 3.282 desaparecidos, a maioria
devido ao avanço do mar. A região com mais vítimas fatais foi a de Miyagi.
Um ano depois do desastre,
330 mil pessoas ainda viviam em algum tipo de acomodação temporária. Mais de
300 mil prédios foram destruídos, e outros 1 milhão, danificados - pelo
tsunami, por incêndios ou pelo terremoto -, além de 4 mil estradas, 78 pontes e
29 linhas férreas.
A devastação gerou
impressionantes 25 milhões de toneladas de detritos. Parte deles foi levada
pelo oceano e acabou nos litorais do Canadá e dos Estados Unidos. Entre elas,
uma motocicleta Harley-Davidson, uma bola de futebol e pequenos barcos. O custo
financeiro do desastre chegou a cerca de US$ 200 bilhões.
O ACIDENTE NUCLEAR
As terríveis imagens que
chegavam do Japão geraram solidariedade internacional, com líderes do mundo
todo expressando apoio e anunciando ajuda aos japoneses. Depois do terremoto e
do tsunami, a tragédia ainda teria, porém, um terceiro capítulo.
Já no dia 11, pouco depois do
tsunami, surgiram as primeiras preocupações com duas usinas nucleares no leste
do país, próximas ao epicentro do terremoto: Onagawa, na província de Miyagi, e
Fukushima Daiishi, na província de Fukushima. Em Onagawa, a usina mais próxima
do epicentro do terremoto, um incêndio começou no salão de turbinas, uma área
separada do reator, mas foi rapidamente apagado. Em Fukushima, a situação seria
bem mais grave.
A localização da usina de
Onagawa, protegida por um muro de 14 metros de altura e construída numa parte
mais alta do terreno, garantiu que o prédio não sofresse grandes danos com o
tsunami.
A estrutura que protegia
Fukushima, por outro lado, mostrou-se precária. A usina de Fukushima tinha
quatro reatores, dos quais três — as unidades 1 a 3 — estavam operando naquele
dia. Com o terremoto, as três unidades se desligaram automaticamente, como previam
seus sistemas de segurança. O abalo danificou as seis linhas de transmissão de
energia que alimentavam a usina, o que ativou o funcionamento de seus geradores
a diesel para movimentar as bombas responsáveis pelo resfriamento dos reatores.
Às 15h42 do dia 11, no
entanto, a usina foi castigada por uma primeira grande onda do tsunami — uma
segunda viria oito minutos depois. As ondas chegaram a 15 metros de altura, mas
Fukushima não estava preparada para tanto. Erguida a 10 metros acima do nível
do mar, a usina era cercada por uma muralha de proteção de apenas pouco mais de
5 metros. As águas alagaram imediatamente o subsolo do prédio, exatamente onde
estavam os geradores. Toda a base da usina ficou alagada, situação que deu
início ao maior desastre nuclear desde a explosão em Chernobyl, na Ucrânica, em
1985 — no mesmo país que sofreu dois bombardeios atômicos na Segunda Guerra
Mundial.
Com o alagamento do subsolo,
os geradores deixaram de funcionar — outros equipamentos importantes para a
operação, como bombas e baterias, também ficaram inoperantes. Sem energia e com
equipamentos danificados, o processo de resfriamento dos três reatores parou. O
acesso à usina também estava prejudicado, devido aos danos causados pelo
tsunami e pelo terremoto nas estradas.
Na noite do dia 11, foram
anunciados um estado de emergência nuclear e a evacuação de moradores num raio
de 2 quilômetros da usina. A área foi logo estendida para 3, depois 10
quilômetros, e no dia seguinte a evacuação atingiu a 20 quilômetros.
VAZAMENTO
O quadro se agravou no dia
12, como noticiou a BBC News: "Uma poderosa explosão atingiu uma usina
nuclear no nordeste do Japão que havia sido seriamente danificada no terremoto
e tsunami de sexta-feira". A explosão ocorreu durante tentativas das
equipes de emergência de retomar o resfriamento dos reatores e ventilar o
compartimento de contenção.
Como explicou em relatório a
Associação Nuclear Mundial, que representa o setor de energia nuclear: "Às
15h36 do sábado, dia 12, houve uma explosão de hidrogênio no andar de serviço
do prédio sobre a contenção do reator unidade 1, destruindo o teto e a
cobertura no topo do prédio". Ao longo dos dias seguintes ao tsunami,
vapor radioativo acabou liberado na atmosfera, tanto por vazamento como em
tentativas de reduzir a pressão interna nos reatores. Também houve vazamento de
água radioativa no Pacífico.
Nos primeiros três dias do
acidente, os núcleos dos reatores de Fukushima derreteram, e o vazamento de
radiação continuou por seis dias. O trabalho das equipes técnicas visava
basicamente tentar esfriar os reatores 1, 2 e 3, utilizando água, e interromper
o vazamento de material radioativo. Demorou duas semanas até que os reatores
fossem considerados estáveis novamente. Não houve mortes decorrentes do
acidente - em 2018, porém, o governo japonês confirmaria uma primeira morte de
um trabalhador de Fukushima, de câncer decorrente da exposição à radiação.
A usina de Fukushima ficou
inutilizada. Com o passar dos anos, cerca de 1 milhão de toneladas de água
contaminada foram acumuladas em seu interior — água da chuva e vinda do solo
que era contaminada ao entrar em contato com a água usada no resfriamento dos
reatores. Em outubro de 2020, nove anos depois do acidente, o governo japonês
preparava-se para decidir o que fazer com esse material. A opção mais provável
era lançá-lo no Oceano Pacífico, a partir de 2022, medida criticada por
ambientalistas e entidades do setor de pesca.
O acidente nuclear levou à evacuação
de 160 mil pessoas da região, com a área afetada estendida de 20 para 30
quilômetros no final de março de 2011. Grande parte foi autorizada a voltar,
com a redução do risco, mas as áreas mais próximas à usina de Fukushima
continuaram interditadas. Duas pequenas cidades, Okuma e Futaba, de 11 mil e 7
mil habitantes, respectivamente, continuaram fechadas durante anos.
Em 2019, as autoridades
permitiram o retorno dos moradores a 40% de Okuma, considerada segura depois de
anos de descontaminação. Muitas pessoas, no entanto, ainda questionavam a
segurança e não se sentiam confortáveis para voltar. Em março de 2020, Futaba
foi reaberta, mas ainda apenas para a entrada de trabalhadores envolvidos em
sua reconstrução. O retorno permanente de moradores só estava previsto para
2022.
Depois do acidente, o Japão
iniciou detalhadas inspeções de segurança em todos os seus cerca de 50 reatores
nucleares. Devido às inspeções, em maio de 2012 todas as usinas do país foram
fechadas, sendo reabertas aos poucos a partir de 2015. Entre elas, a usina de
Onagawa, fechada desde 2011 e cujo funcionamento estava previsto para ser
retomado no final de 2020. A pressão para que o país reduzisse sua produção de
energia nuclear aumentou, e o Japão pretendia diminuir a participação dessa
fonte, de 30%, na época do acidente em Fukushima, para previstos 20% em 2030.
JAPÃO MAIS PREPARADO
Os efeitos do Grande
Terremoto do Leste do Japão duraram muito mais do que se imaginava.
Em novembro de 2016, um
tremor de 7,4 graus de magnitude atingiu as regiões de Fukushima e Miyagi.
Segundo técnicos, não se tratava de um novo terremoto, mas sim de um abalo
secundário ainda decorrente do grande tremor de 2011. O evento, que não causou
danos significativos, foi mais uma lembrança da dimensão do desastre de cinco
anos antes — e da necessidade de o país se preparar melhor para futuras
tragédias.
A partir de 2011, as defesas
japonesas contra tsunamis, ao longo do litoral leste do país, foram ampliadas.
Em vez de 5 metros de altura, os muros para conter futuras ondas gigantes
passaram a ter cerca de 13 metros. A geografia da cidade de Rikuzentakata, uma
das mais atingidas pelo tsunami, foi reformulada, como parte de sua
reconstrução. O centro da cidade, completamente destruído pelo mar, foi refeito
sobre um imenso aterro que cobriu a antiga estrutura. A área, com isso, foi
elevada em 10 metros, tornando-a muito mais segura, mais protegida do alcance
de possíveis ondas gigantes.
Além de tsunamis, o Japão
segue se preparando para uma outra grande tragédia: um novo terremoto, possivelmente
em sua capital, Tóquio -—uma região metropolitana com 37 milhões de habitantes.
O último grande tremor a
castigar a cidade, em 1923, está prestes a completar cem anos, e especialistas
avaliam que um desastre semelhante deva ocorrer cerca de um século depois. As
chances de um novo terremoto atingir a cidade antes de 2050 são avaliadas em
cerca de 70%. Enquanto seus prédios estão preparados para resistir a um forte
tremor, um terremoto em Tóquio seria um desafio enorme para os serviços de
socorro e resgate, seu sistema de transporte e para a população. Por isso a
cidade testa regularmente sua estrutura de comunicação, que envolve centenas de
alto-falantes espalhados em espaços públicos.
A certeza de que o Japão
continuará a ser alvo de tremores de terra, alguns graves, faz com que a
população no país esteja sempre a postos para uma emergência.
Os inúmeros desastres
naturais da história japonesa ficam sempre na memória de todos no país -
especialmente o tsunami de 2011. Cada terremoto representa um novo teste de
sobrevivência. Com sua tecnologia, sua arquitetura e a resistência de sua
população, o Japão está em constante aprendizado, até porque não tem escolha.
Seu permanente e eterno embate com a natureza é uma realidade da qual o país
não pode fugir. Fonte: BBC Brasil - 10 março 2021, autor: Rogério Simões
COLÉGIO MARISTA, EM SANTA MARIA (RS), É ATINGIDO POR INCÊNDIO
O Colégio Marista Santa
Maria, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi atingido por um
incêndio de grandes proporções na noite de sexta-feira (26/12/25).
O fogo começou em torno das
19h. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h36. e combateu as chamas durante 3 horas.
EQUIPES DE SOCORROS E
SEGURANÇA
Os bombeiros informaram que
trabalharam no combate às chamas com três guarnições e três caminhões auto
bomba tanque. A Brigada Militar isolou a
área e o acesso ao prédio ficou totalmente restrito.
INÍCIO DO INCÊNDIO
"Há indício de que o fogo começou no 5º andar e foi descendo:
atingiu o 4ª andar e um pouco do 3º. Estimamos que cerca de 50% do 5º e do 4º
andares foram atingidos. Como é um prédio antigo, com partes em madeira,
acreditamos que as chamas se alastraram mais por conta disso", explica o
delegado Sandro Meinerz responsável pela investigação.
O delegado é enfático ao dizer que somente uma análise do
Instituto-Geral de Perícias (IGP) vai poder dizer com maior precisão como o
fogo começou, a dinâmica do incêndio e o tamanho do estrago.
FOCO DE INCÊNDIO E ORIGEM DO
INCÊNDIO
Um novo foco de fumaça foi
registrado no domingo (28) no prédio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a
ocorrência foi atendida após vizinhos acionarem o Centro Integrado de Operações
de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 14h20.
Moradores da região relataram
que a fumaça já era percebida desde sábado (27), mesmo com a chuva que atingiu
a cidade à tarde. No entanto, no domingo, a quantidade de fumaça aumentou, e os
bombeiros foram chamados. Segundo a corporação, a ocorrência foi contida
"rapidamente" e finalizada.
VÍTIMAS: Não houve feridos.
COLÉGIO MARISTA SANTA MARIA,
O Colégio Marista Santa
Maria, que fica na região central do município, tem 120 anos e é uma das
instituições de ensino mais tradicionais da região. Por isso mesmo, o incêndio
gerou uma grande comoção na população local. .
O QUE DIZ O COLÉGIO
O Colégio informa que, na
noite desta sexta-feira (26), ocorreu um incêndio em um dos prédios da unidade.
A ação do Corpo de Bombeiros foi imediata, seguindo todos os protocolos de
segurança. O local estava vazio no momento do incidente, e não houve feridos.
As causas do incêndio e a
extensão dos danos estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. A
instituição reforça que a segurança de estudantes, famílias e colaboradores é
nossa prioridade absoluta. Todas as medidas necessárias foram tomadas prontamente,
e seguiremos colaborando com as autoridades.
Estamos em constante diálogo
com nossa comunidade escolar e seguiremos informando sobre novos
desdobramentos."
O QUE DIZ A PREFEITURA
A Prefeitura de Santa Maria
manifesta sua solidariedade à comunidade escolar do Colégio Marista Santa
Maria, atingido por um incêndio nesta sexta-feira (26). Desde o primeiro
instante, as equipes do Município estiveram presentes no local, acompanhando a
ocorrência e prestando todo o apoio necessário.
O prefeito acompanhou a
situação desde o início, mantendo contato direto com as forças de resposta e
determinando a mobilização imediata das estruturas municipais. A Defesa Civil
do Município atuou com o envio de caminhão-pipa para auxiliar no combate às
chamas e na segurança da área. O Centro Integrado de Operações de Segurança
Pública (Cios) monitorou a situação desde o começo. Agentes de trânsito fizeram
a sinalização e a organização do tráfego no entorno, garantindo a proteção de
pedestres e motoristas, bem como o serviço do Corpo de Bombeiros.
A Prefeitura agradece ao
Corpo de Bombeiros pelo pronto-atendimento e profissionalismo, bem como aos
voluntários que colaboraram solidariamente durante a ocorrência.
Conforme as equipes de
socorros e segurança, não houve feridos.
Fontes: g1 RS-30/12/2025; g1
RS-28/12/2025; g1 RS e RBS TV-27/12/2025; Agência Brasil-Publicado em
27/12/2025; g1 RS e RBS TV-26/12/2025