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quarta-feira, outubro 30, 2019

Queda de raio deixa um morto e 14 pessoas feridas em Gravataí

A queda de um raio em um campo de futebol na manhã de domingo (27 de outubro) causou a morte de um homem e deixou 14 pessoas feridas em Gravataí (RS). O fenômeno aconteceu por volta das 10h no local onde acontecia um jogo amistoso entre times da cidade no bairro Rincão da Madalena, informou a Polícia Militar da cidade.

QUEDA DE RAIO
Por volta das 9h20min, começou uma garoa. Depois, a chuva ficou um pouco mais forte. Mas não tinha relâmpagos, trovões e muito menos raios. As pessoas que estavam no campo foram surpreendidas por um estrondo e um clarão.
O pessoal ficou meio zonzo. Quando todo mundo conseguiu abrir os olhos, tinha diversas pessoas caídas no chão. Alguns conseguiram levantar e sair do campo. Dois ficaram no chão. Um deles era o colega que acabou vindo a óbito. No outro jogador, conseguiram fazer a reanimação, conta Luiz Henrique Ferreira, um dos atletas amadores que prestou os primeiros socorros.

INFORMAÇÕES:  QUEDA DE RAIOS
A Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosféricas (Rindat) informou ter captado, entre 9h e 10h de domingo, apenas 10 raios no município. Depois disso, entre 10h e 10h30min, não houve novas detecções na área. Raios de baixa intensidade, segundo a Rindat, podem ter ocorrido e não ter sido detectados devido à distancia em relação à rede de sensores. Ainda assim, conforme o órgão, esse tipo de descarga "tem capacidade de causar ferimentos ou mortes em incidência direta".

ATENDIMENTO MÉDICO
Os feridos, incluindo uma criança de oito anos, começaram a chegar ao Hospital Dom João Becker por volta das 10h15min. Parte dos atingidos, entre eles Magrão, foi levada em carros particulares e outros em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

VÍTIMAS
 As vítimas, entre elas uma criança de oito anos, foram socorridas e levadas para o Hospital Dom João Becker.
Segundo a assessoria de imprensa do Hospital, cinco pessoas permanecem internadas em estado estável, três estão em observação, um paciente está em estado instável e cinco, dentre eles a criança, foram atendidos e liberados.
A vítima fatal com sinais de queimadura no tronco e nas pernas foi identificada como Valdenir Massaia, de 27 anos, que atuava como zagueiro de um dos times, não resistiu. Fontes: Agência Brasil, 27/10/2019; GauchaZH-27/10/

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segunda-feira, outubro 21, 2019

Jovem morre eletrocutada com lixadeira elétrica para unha

Uma jovem de 22 anos morreu na  quinta-feira (17), na Santa Casa de Cafelândia, após receber um choque elétrico de uma lixadeira elétrica de unha  quando lixava os pés, em  Cafelândia (83 quilômetros de Bauru), na quarta-feira (16).
Segundo a PM,  a jovem fazia as unhas na casa da família na quarta-feira (16) e usava uma lixadeira elétrica para lixar os pés. Um dos pés estava mergulhado na bacia com água enquanto a jovem lixava outro pé.  Tudo indica que, em um determinado momento, a lixadeira caiu na bacia e provocou uma descarga elétrica e eletrocutou a jovem. Fonte: JCNET - 18/10/2019 

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sexta-feira, outubro 18, 2019

Entendendo um pouco sobre as doses de radiação e a sua unidade de medida Sievert

Sievert  é uma  unidade usada para medir o impacto da radiação sob o corpo humano.  O  prefixo micro está relacionado a uma parte de um milhão (1/1.000.000).  A relação entre μSv por hora e μSv é semelhante à velocidade ou à distância em um carro.

Por exemplo, se um carro está rodando a 100 km por hora em uma hora o carro irá percorrer 100 km. Se o carro está andando a 50 km por hora,  então vai precisar de duas horas para o percorrer os 100 quilômetros. 
Assim 11,93 microsievert por hora significa que se uma pessoa fica por uma hora em um local, com essa taxa de dosse  logo essa pessoa vai receber uma  dose de 11,93 μSv de radiação. 

No entanto, note que 11,93  μSv/h é um  valor máximo, em média a taxa de dose permanece abaixo deste valor. Para retornar à analogia do carro, o carro atingiu a alta velocidade por apenas um curto tempo e na maior parte do tempo, o carro estava rodando a baixas velocidades. 

De acordo com o Comitê Científico das Nações Unidas para os Efeitos da Radiação Atômica (UNSCEAR), a radiação natural  expõe uma  pessoa,  em média,  a uma  dose de 2.400  μSv por ano.  Embora a exposição à radiação natural  dependa da localidade, há relatos de que muitas pessoas estão expostas a uma dose entre 10.000 μSv e 20.000 μSv por ano. 

Uma pessoa é normalmente exposta;
■ cerca de 200 μSv durante a viagem de ida e volta entre Tóquio e Nova York,
■ 600 μSv em um exame de RaiosX abdominal, e a
■6.900 μSv em um exame de tomografia computadorizada. 

O valor máximo de exposição a radiação recomendado pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP) para o público e para um profissional que trabalha com radiação ionizante é chamado de limite de dose. 

O  limite de dose anual público é de 1 mSv ( 1000 μSv) e, para os trabalhadores, a dose limite é 20 mSv por ano em  uma  média de 5  anos, sendo que por ano não pode ultrapassar 50 mSv.

Note  que o limite de dose não inclui  a exposição à radiação natural ou médica.  Embora os riscos de câncer aumentem  proporcionalmente com a dose,  qualquer valor de dose recebida por uma pessoa, abaixo de 100 mSv, não mostra nenhum aumento significativo dos riscos da mesma desenvolver câncer. 

A tabela abaixo mostra níveis, limites e referências de dose de radiação para uma comparação simplificada.
Fonte: CNEN- Comissão Nacional de Energia Nuclear

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quarta-feira, outubro 16, 2019

Os trágicos números de Chernobyl

A primavera era sempre a época mais movimentada do ano para as mulheres que trabalhavam na fábrica de processamento de lã de ovelhas em Chernihiv, no norte da Ucrânia. E os meses de abril e maio de 1986 não foram exceção, com turnos de 12 horas para separar as pilhas à mão antes de serem lavadas e enfardadas. Só que as mulheres começaram a ficar doentes.

NÍVEL DE RADIAÇÃO EXCESSIVA
Algumas sofreram hemorragias nasais, outras reclamaram de tontura e náusea. Quando as autoridades foram chamadas para investigar, descobriram níveis de radiação na fábrica de até 180 mSv/hr. Hoje, em menos de um minuto qualquer pessoa exposta a esses níveis excederia a dose anual considerada segura em muitas partes do mundo.

ZONA DE EXCLUSÃO
A 80 km da fábrica ficava a usina nuclear de Chernobyl. Em 26 de abril de 1986, um reator da instalação sofreu uma explosão catastrófica que expôs o núcleo e jogou nuvens de material radioativo sobre seu entorno, como um incêndio incontrolável.
Mas, na época, consideraram que Chernihiv estava bem fora da zona de exclusão lançada às pressas ao redor da usina atingida, e leituras em outros lugares da cidade mostraram que ela tinha níveis comparativamente baixos de radiação.
"A área tinha a legenda amarela nos mapas de radiação, o que significa que a cidade não havia sido atingida com muita força", diz Kate Brown, historiadora da ciência do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. "Mas havia 298 mulheres nesta fábrica que receberam status de 'liquidante', termo normalmente reservado àqueles que documentaram exposições durante os primeiros dias da limpeza após o acidente."
Brown descobriu a história dos trabalhadores de lã de Chernihiv como parte de sua pesquisa sobre o impacto do desastre de Chernobyl. Sua determinação em desvendar o verdadeiro impacto do desastre fez com que ela viajasse para muitas partes da Ucrânia, Bielorússia e Rússia, entrevistasse sobreviventes, vasculhasse arquivos oficiais e revisasse relatórios antigos de hospitais.

DADOS OFICIAS: NÚMERO DE MORTOS RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE
De acordo com os dados oficiais, o número de mortos reconhecido internacionalmente aponta que apenas 31 pessoas morreram como resultado imediato de Chernobyl, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 50 mortes podem ser diretamente atribuídas ao desastre. Em 2005, previa que mais 4 mil poderiam eventualmente ter morrido como resultado da exposição à radiação.

A pesquisa de Brown, no entanto, sugere que Chernobyl lançou uma sombra muito maior.

É COMO ABRAÇAR MÁQUINA DE RAIO-X
"Quando visitei a fábrica de lã em Chernihiv, conheci algumas das mulheres que estavam trabalhando na época", diz ela. "Havia apenas 10 dessas mulheres ainda presentes. Eles me disseram que estavam pegando fardos de lã e os classificando-os nas mesas. Em maio de 1986, a fábrica estava adquirindo lã que tinha radiação de até 30Sv/hr. Os fardos de lã que as mulheres carregavam eram como abraçar uma máquina de raios X ligada."

LÃS CONTAMINADAS
Milhares de animais foram abatidos na área ao redor de Chernobyl ao longo da evacuação. Para Brown, as lãs de alguns desses animais parecem ter chegado à fábrica em Chernihiv, juntamente com outras lãs contaminadas de fazendas sob nuvens de material radioativo que se espalharam pelo norte da Ucrânia.
Quando Brown encontrou dez das pessoas que trabalharam na fábrica de lã, suas histórias trouxeram à tona uma imagem sombria do que parece ter acontecido em toda a região, já que pessoas comuns que não tinham nada a ver com a limpeza do desastre acabaram expostas ao material radioativo.

"Eles apontaram para diferentes partes de seus corpos que tinham envelhecido mais do que o resto e onde tinham problemas de saúde", diz Brown. "Eles sabiam tudo sobre quais isótopos radioativos haviam se alojado em seus órgãos." As outras 288 mulheres, dizem os sobreviventes, morreram ou passaram a receber pensões por problemas de saúde.

LIQUIDANTES
Nas semanas e meses que se seguiram ao desastre de Chernobyl, centenas de milhares de bombeiros, engenheiros, tropas militares, policiais, mineiros, faxineiros e integrantes da equipe médica foram enviados para a área imediatamente ao redor da usina destruída em um esforço para controlar o fogo e o núcleo colapsado, e evitar que o material radioativo se espalhe ainda mais pelo ambiente.

Essas pessoas - que ficaram conhecidas como "liquidantes" devido à definição oficial soviética de "participante na liquidação das consequências do acidente da usina nuclear de Chernobyl" - receberam um status especial que, na prática, significava receber benefícios como cuidados médicos extras e indenizações. Registros oficiais indicam que 600 mil pessoas receberam o status de liquidante.

Mas um relatório publicado por membros da Academia Russa de Ciências, que foi alvo de controvérsia, indica que poderia haver até 830 mil pessoas nas equipes de limpeza de Chernobyl. Eles estimaram que entre 112.000 e 125.000 destes - cerca de 15% - haviam morrido até 2005. Muitos dos números presentes desse estudo, no entanto, foram contestados por cientistas do Ocidente, que questionaram sua validade científica.

As autoridades ucranianas, no entanto, fizeram um registro de seus próprios cidadãos afetados pelo acidente de Chernobyl.
■Em 2015, havia 318.988 trabalhadores de limpeza ucranianos no banco de dados, embora, de acordo com um relatório recente do Centro Nacional de Pesquisa Médica de Radiação na Ucrânia (NRCRM), 651.453 trabalhadores de limpeza foram examinados em razão da exposição à radiação entre 2003 e 2007. Um registro semelhante em
■A Bielorrússia registrou 99.693 trabalhadores de limpeza, enquanto outro registro incluiu 157.086 liquidantes russos.

TAXA DE MORTALIDADE
Na Ucrânia, as taxas de mortalidade entre esses indivíduos aumentaram entre 1988 e 2012, passando de 3,5 para 17,5 mortes por mil pessoas. A incapacidade entre os liquidantes também disparou. Em 1988, 68% deles eram considerados saudáveis, enquanto 26 anos depois apenas 5,5% ainda eram saudáveis. A maioria - 63% - sofria de doenças cardiovasculares e circulatórias, enquanto 13% tinham problemas com o sistema nervoso.
Na Bielorrússia, 40.049 liquidantes foram diagnosticados com câncer até 2008, além de outros 2.833 da Rússia.

40 MIL HOSPITALIZADOS
Outro grupo que suportou o peso das exposições à radiação foram aqueles que moravam na cidade vizinha de Pripyat e arredores. Demorou um dia e meio até que a evacuação de 49.614 pessoas tivesse início. Mais tarde, outras 41.986 pessoas foram evacuadas de um perímetro de 30 km ao redor da usina. Por fim, cerca de 200.000 pessoas foram deslocadas em razão do acidente.

Algumas das pessoas que viviam mais perto da usina receberam doses de radiação em suas glândulas tireoides de até 3.9Gy - cerca de 37 mil vezes a dose de um raio-x de tórax - depois de respirar material radioativo e comer alimentos contaminados.
Médicos que pesquisaram as pessoas deslocadas de suas casas relatam que a mortalidade entre os evacuados tem aumentado gradualmente, atingindo um pico entre 2008 e 2012, com 18 mortes por 1.000 pessoas.

Mas isso ainda representa uma pequena proporção das pessoas afetadas por Chernobyl.
A Agência Internacional de Energia Atômica (um braço da ONU), no entanto, diz que os estudos de saúde sobre os liquidantes "falharam em mostrar qualquer correlação direta entre a exposição à radiação" e câncer ou outras doenças.
Estabelecer um número preciso no total de mortes ao redor do mundo decorrentes do desastre de Chernobyl é quase impossível

Brown, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, encontrou evidências escondidas nos registros hospitalares, feito por volta da época do acidente, que mostram problemas generalizados.

"Em hospitais daquela região, e mesmo nos distantes como o de Moscou, as pessoas estavam repletas de sintomas agudos", diz ela. "Os registros indicam que pelo menos 40 mil pessoas foram hospitalizadas no verão após o acidente, muitas delas mulheres e crianças."

Acredita-se que a pressão política de autoridades soviéticas tenha levado à supressão de um retrato fidedigno do problema, já que não queriam arranhar a imagem do país no âmbito internacional. Com o colapso da União Soviética e como as pessoas que viviam em áreas expostas à radiação começam a se apresentar com uma série de problemas de saúde, está vindo à tona uma imagem muito mais clara do número de mortos pelo desastre.

AUMENTO DA TAXA DE MORTALIDADE
Viktor Sushko, vice-diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa Médica de Radiação, descreve o desastre de Chernobyl como o "maior desastre antropogênico da história da humanidade". O órgão estima que cerca de 5 milhões de cidadãos da antiga União Soviética, incluindo 3 milhões na Ucrânia, tenham sido afetados pelo desastre de Chernobyl. Na Bielorrússia, outras 800 mil pessoas também foram atingidas pela radiação.

Atualmente, o governo ucraniano paga pensões a 36.525 viúvas de homens que são considerados vítimas do acidente de Chernobyl.

Segundo registros oficiais, cerca de 600 mil pessoas participaram das ações de contenção posteriores ao acidente na usina.

Em janeiro de 2018, 1,8 milhão de pessoas na Ucrânia, incluindo 377.589 crianças, tinham o status de vítimas do desastre, segundo Sushko. Houve um rápido aumento no número de pessoas com deficiência entre esta população, passando de 40.106 em 1995 para 107.115 em 2018.

Curiosamente, Sushko e sua equipe também relatam que o número de vítimas de Chernobyl na Ucrânia diminuiu em 657.988 desde 2007 - uma queda de 26%. Embora não expliquem os motivos, as hipóteses prováveis são a migração, à medida que as vítimas deixaram o país, a reclassificação do estatuto de vítima e, inevitavelmente, algumas mortes.

As taxas de mortalidade em áreas contaminadas por radiação têm crescido progressivamente mais na região do que o resto da Ucrânia. O pico foi em 2007, quando morreram mais de 26 pessoas em cada 1.000 - a média nacional é de 16 para cada 1.000.

ZONAS CONTAMINADAS E ZONA DE EXCLUSÃO
No total, cerca de 150.000 km² da Bielorrússia, Rússia e Ucrânia são considerados contaminados e a zona de exclusão de 4.000 km² - uma área com mais que o dobro do tamanho de Londres - permanece praticamente desabitada.

PRECIPITAÇÃO RADIOATIVA
Mas a precipitação radioativa, carregada pelos ventos, espalhou-se por grande parte do hemisfério Norte. Dois dias depois da explosão, altos níveis de radiação foram detectados na Suécia, enquanto a contaminação de plantas e campos na Grã-Bretanha levou a restrições rigorosas à venda de cordeiros e de outros produtos ovinos durante anos.
Em áreas da Europa Ocidental também afetadas, houve indícios de que as taxas de neoplasmas - crescimentos anormais de tecido que incluem câncer - foram maiores do que em áreas que escaparam à contaminação.

ALIMENTOS RADIOATIVOS
Em um arquivo em Moscou, Brown, do MIT, encontrou registros que indicavam que carne, leite e outros produtos de plantas e animais contaminados foram enviados para todo o país.
"Eles criaram manuais para as indústrias de carne, lã e leite para classificar os produtos como alta, média e baixa em termos de radiação", diz ela. "Carne com nível alto, por exemplo, foi colocada em um freezer para que eles pudessem esperar até que a taxa caísse. Carne de nível médio e baixo deveria ser misturada com carne limpa e transformada em salsicha. Foi rotulada como normal e enviada para todo o país, embora tenha havido instruções para não enviá-la para Moscou."

Brown, que escreveu um livro sobre suas descobertas chamado Manual de Sobrevivência: Um Guia de Chernobyl para o Futuro, também descobriu histórias semelhantes de mirtilos que estavam acima do limite de radiação aceitável misturado com bagas mais limpas para que todo o lote fosse aprovado no limite regulamentar.

Isso significa que as pessoas de fora da Ucrânia "tomariam um café da manhã com mirtilos de Chernobyl", mesmo sem saber, Brown diz.

Uma equipe de testes de radiação retornou à usina nuclear cinco anos após o acidente que destruiu o reator.
Estabelecer elos entre a exposição à radiação e os efeitos na saúde a longo prazo, no entanto, é uma tarefa difícil. Pode levar anos, até mesmo décadas antes que o câncer apareça, e atribuí-lo a uma causa específica pode bastante complexo.

PROBLEMAS NOS GENOMAS
Um estudo recente, no entanto, identificou problemas nos genomas de crianças que foram expostas durante o desastre ou que nasceram de pais que foram expostos. Foram achados níveis elevados de dano e instabilidade em seus genomas.

"A instabilidade do genoma representa um risco significativo de câncer", diz Aleksandra Fučić, do Instituto de Pesquisa Médica e Saúde Ocupacional, na Croácia. Filha de uma mulher ucraniana, ela tem atuado com cientistas russos para estudar os efeitos da radiação de Chernobyl sobre crianças da região. "Nos casos de Chernobyl, o tempo não está curando, mas um período de latência para o desenvolvimento do câncer."

As taxas de suicídio entre as pessoas envolvidas na limpeza em Chernobyl são maiores do que na população geral, segundo estudos, que também descobriram que as pessoas que relataram viver nas zonas afetadas pelo desastre na Ucrânia tinham taxas mais altas de problemas com álcool e níveis mais baixos de saúde mental.

Estabelecer um número preciso no total de mortes ao redor do mundo decorrentes do desastre de Chernobyl é quase impossível. Mas, apesar do quadro sombrio da maioria das pinturas de pesquisa, há algumas histórias de esperança também.
Três engenheiros que se voluntariaram para drenar milhões de galões de água de tanques sob o reator em chamas nos dias logo depois da explosão passaram por águas altamente radioativas e detritos para alcançar válvulas. Seu heroísmo é um dos momentos mais dramáticos da recente série da HBO sobre o desastre, Chernobyl. Surpreendentemente, dois dos três ainda estão vivos, apesar da proteção mínima contra a radiação durante a missão. O terceiro deles, Borys Baranov, viveu até 2005. Fonte: BBC Brasil -10 agosto 2019

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domingo, outubro 06, 2019

Jovem de 22 anos morre após explosão de churrasqueira no interior de SP

O que era para ser um domingo de festa acabou em desespero para a família de NSM. A jovem, de 22 anos, morreu na manhã de segunda-feira, após ter 98% do corpo queimado em um acidente no domingo, (15/09)  com a churrasqueira em sua casa em Vera Cruz, a 439 km de São Paulo.

Segundo testemunhas, ela auxiliava o marido,  utilizando álcool para acender a churrasqueira, quando houve uma explosão. Wellington teve queimaduras em 35% do corpo e está internado na Santa Casa de Marília (SP). O hospital não divulgou o estado de saúde da vítima.

Amigos relataram à polícia que o casal recepcionava os amigos para um churrasco no sábado. De madrugada, o casal foi reacender a churrasqueira e ocorreu o acidente. A churrasqueira utilizada era do tipo portátil, que é montada cada vez que é usada.

O Corpo de Bombeiros de Marília alertou que a recomendação é nunca utilizar líquidos inflamáveis para acender a churrasqueira, como álcool ou gasolina. "Estes líquidos são voláteis e liberam vapores que tendem a se concentrar e no momento em que entram em contato com a faísca ou o fósforo podem vir a explodir", afirmou a corporação. Fonte: UOL-17/09/2019

Comentário:

ACENDER A CHURRASQUEIRA,
De acordo com Corpo de Bombeiros, uma das principais recomendações é nunca utilizar líquidos inflamáveis para acender a churrasqueira, como álcool inflamável ou gasolina. Estes líquidos são voláteis e liberam vapores combustíveis que tendem a se concentrar e no momento em que entram em contato com a faísca ou o fósforo podem vir a explodir, causando queimaduras.
Outra orientação é não jogar líquidos quando o fogo já está aceso. Muitas vezes, as pessoas jogam estas substâncias para alimentar as chamas, mas também há riscos de explosões. 

QUEIMADURAS
As queimaduras são consideradas, um importante problema de saúde pública, pois além dos problemas físicos, capazes de levar o paciente a óbito, elas ocasionam danos de ordem psicológica e social.

Entende-se por queimaduras, lesões dos tecidos orgânicos produzidas por trauma de origem térmica e por várias outras etiologias como radiações, química e congeladuras. O que vai influenciar na gravidade do ferimento é a profundidade da queimadura, ou seja, o número de camadas da pele e do tecido subjacente, ou outras estruturas abaixo da pele, que foram atingidos.

Avalia-se que no Brasil acontecem em torno de 1.000.000 de incidentes por queimaduras ao ano, sendo que 100.000 pacientes buscaram atendimento hospitalar e, destes, cerca de 2.500 pacientes irão a óbito direta ou indiretamente em função de suas lesões.

A queimadura é o ambiente ideal para a instauração de uma infecção, como consequência do cometimento da pele, que é o órgão primordial para a defesa do organismo da entrada de germes. A infecção associa-se com diversos fatores de risco, principalmente relacionados com o agente infeccioso em si, como a sua capacidade de replicação, virulência e resistência às barreiras de defesa naturais ou mesmo às terapias antimicrobianas, assim como a fatores relacionados com o hóspede em decorrência da sua idade, extensão e profundidade da queimadura, estado nutricional e doenças associadas, entre outros.

O paciente grande queimado é mais suscetível a infecções, em decorrência de imunossupressão e perda de cobertura cutânea. Além disso, as internações prolongadas associadas às medidas invasivas, como ventilação mecânica, cateterização vascular e vesical, expõem ainda mais esses pacientes a infecções nosocomiais.

Os avanços da saúde no tratamento de queimados têm melhorado a qualidade de vida das vítimas de queimaduras, mas as complicações infecciosas continuam sendo um obstáculo a ser superado. A infecção é uma das mais frequentes e graves complicações no paciente queimado.
Fonte: Ministério da Saúde - 04 de Julho de 2017

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quinta-feira, outubro 03, 2019

Menina morre enquanto dormia após a bateria do celular explodir

Uma garota de 14 anos morreu após o smartphone  explodir no travesseiro enquanto ela dormia. A jovem, identificada como Alua Asetkyzy Abzalbek, morava em Bastobe, no Cazaquistão.
A adolescente foi dormir ouvindo música e foi encontrada morta no dia seguinte. Segundo a polícia local, a bateria do aparelho explodiu perto de sua cabeça.
A perícia afirmou que o aparelho estava conectado a tomada e que a explosão aconteceu diante do sobreaquecimento do aparelho. Ela sofreu ferimentos graves na cabeça e morreu imediatamente. Fonte: Mail Online - 30 September 2019

Comentário
Manual de segurança do usuário. Informações de segurança importantes para o smartphone

ADVERTÊNCIA:
Não atendimento destas instruções de segurança pode resultar em fogo, choque elétrico, ferimentos ou danos ao smartphone ou outra propriedade. Leia todas as informações de segurança abaixo antes de usar o smartphone.

MANUSEIO 
Manuseie o smartphone com cuidado. Ele é feito de metal, vidro e plástico e possui componentes eletrônicos sensíveis. O smartphone ou sua bateria podem ser danificados se caírem, forem queimados, furados, esmagados ou se entrarem em contato com líquidos. Se você desconfiar de danos no smartphone ou na bateria, descontinue o uso do smartphone, pois ele pode causar sobreaquecimento ou ferimentos. Não use um smartphone com a tela rachada, pois ela pode causar ferimentos. Se você estiver preocupado com a possibilidade de arranhar a superfície do smartphone, pense em usar um estojo ou capa.

REPAROS 
Não abra o smartphone e não tente repará-lo por conta própria. Se o smartphone estiver danificado ou apresentar defeito, contate Serviço Autorizado. Reparos realizados por prestadores de assistência que não seja Fornecedor de Serviço Autorizado podem não incluir o uso de peças genuínas e podem afetar a segurança e o funcionamento do dispositivo.  

BATERIA 
Não tente substituir a bateria do smartphone por conta própria. A bateria de íon de lítio do smartphone deve ser substituída por um fornecedor de serviços autorizado. A substituição ou reparo indevido pode danificar a bateria, causando sobreaquecimento ou ferimento. A bateria deve ser reciclada ou descartada separadamente do lixo doméstico. Não incinere a bateria

DISTRAÇÃO
 O uso do smartphone sob certas circunstâncias pode distraí-lo e causar uma situação perigosa (evite o uso de fones de ouvido ao andar de bicicleta e evite digitar mensagens de texto ao dirigir, por exemplo). Observe as regras que proíbem ou restringem o uso de dispositivos móveis ou fones de ouvido.  

CARREGAMENTO 
Carregue o smartphone com o cabo USB e o adaptador de alimentação incluídos ou, em modelos compatíveis, coloque o smartphone com a tela para cima sobre um carregador  certificado.   Outros adaptadores podem não atender aos padrões de segurança aplicáveis, e carregar o smartphone com eles pode causar ferimentos ou risco de morte.
O uso de cabos ou carregadores danificados ou o carregamento quando houver umidade, podem causar fogo, choque elétrico, ferimentos ou danos ao smartphone ou a outras propriedades. Ao usar o adaptador de alimentação USB  para carregar o smartphone, certifique-se de que o cabo USB esteja totalmente inserido no adaptador de alimentação antes de conectá-lo a uma tomada.

É importante manter o smartphone e seu adaptador de alimentação ou carregador sem fio em uma área bem ventilada durante o uso ou carregamento. Ao usar um carregador sem fio, remova estojos metálicos e evite colocar objetos metálicos no carregador (como chaves, moedas, pilhas ou joias), pois eles podem aquecer ou interferir no carregamento.

CABO E CONECTOR DE CARGA 
Evite o contato prolongado do cabo e do conector de carga com a pele quando o cabo de carga estiver conectado a uma fonte de alimentação, pois isso pode causar desconforto ou ferimentos. Evite situações como dormir ou sentar sobre o cabo ou o conector de carga.

EXPOSIÇÃO PROLONGADA AO CALOR  
O smartphone e seu adaptador de alimentação USB estão em conformidade com os padrões e limites aplicáveis de temperatura de superfície definidos pelo IEC 60950-1 (Padrão Internacional para Equipamentos Seguros de Tecnologia da Informação).
No entanto, mesmo dentro desses limites, contato contínuo com superfícies quentes durante longos períodos de tempo pode causar desconforto ou lesão. Use seu bom senso para evitar situações onde sua pele esteja em contato por um período longo com um dispositivo, seu adaptador de alimentação ou um carregador sem fio quando ele estiver em operação ou conectado a uma fonte de alimentação.
Por exemplo, não durma sobre um dispositivo, adaptador de alimentação ou carregador sem fio nem os coloque embaixo de um cobertor, travesseiro ou seu corpo, quando estiver conectado a uma fonte de alimentação. Mantenha o smartphone e seu adaptador de alimentação em uma área bem ventilada quando em uso ou ao carregar. Tome muito cuidado se você tiver uma condição física que afeta a sua capacidade de detectar o calor contra o corpo.

ADAPTADOR DE ALIMENTAÇÃO USB 
Para operar o adaptador de alimentação USB com segurança e reduzir a possibilidade de ferimentos ou danos relacionados ao calor, conecte o adaptador de alimentação diretamente a uma tomada. Não use o adaptador de alimentação em locais úmidos, como próximo a uma pia, banheira ou chuveiro e não conecte ou desconecte o adaptador de alimentação com as mãos molhadas.  

PERDA DE AUDIÇÃO 
Ouvir música com volume alto pode danificar a sua audição. Sons de fundo, além da exposição contínua a volumes altos, podem fazer o som parecer mais baixo do que realmente é.
ADVERTÊNCIA: para impedir possíveis danos à audição, não ouça com o volume muito alto por longos períodos.

INTERFERÊNCIA DE FREQUÊNCIA DE RÁDIO 
O smartphone usa sinais de rádio para conectar-se a redes sem fio. Observe placas e avisos que proíbem ou restringem o uso de dispositivos eletrônicos. Embora o smartphone seja projetado, testado e fabricado em conformidade com as normas que governam as emissões de frequências de rádio, tais emissões do smartphone podem afetar negativamente o funcionamento de outros equipamentos eletrônicos e causar defeitos. Quando o uso for proibido, como durante um voo ou quando solicitado por autoridades, desligue o smartphone.

INTERFERÊNCIA COM DISPOSITIVOS MÉDICOS 
O smartphone contém componentes e rádios que emitem campos eletromagnéticos. O smartphone contém ímãs. Esses campos eletromagnéticos e imãs podem interferir com dispositivos médicos, como marca-passos e desfibriladores. Consulte o seu médico e o fabricante do dispositivo médico para obter informações específicas do seu dispositivo médico e saber se você deve manter uma distância segura entre o dispositivo médico, o smartphone.

NÃO É UM DISPOSITIVO MÉDICO  
O smartphone não é um dispositivo médico e não deve ser usado como substituto de uma avaliação médica profissional. Ele não foi criado nem tem a pretensão de diagnosticar doenças ou outras enfermidades, e não foi projetado para curar, aliviar, tratar ou prevenir doenças. Consulte seu médico antes de tomar qualquer decisão relacionada à sua saúde.

CONDIÇÕES MÉDICAS 
Se você tem qualquer condição médica ou apresentar sintomas que possam ser afetados pelo smartphone ou luzes piscando (por exemplo, convulsões, desmaios, fadiga ocular ou dores de cabeça), consulte seu médico antes de usá-lo.

ATMOSFERAS EXPLOSIVAS E OUTRAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS 
Pode ser perigoso carregar ou usar o smartphone em áreas com atmosferas potencialmente explosivas, como áreas onde o ar contenha níveis elevados de substâncias químicas, vapores ou partículas inflamáveis (como grãos, poeira ou pó metálico). A exposição do smartphone a ambientes com altas concentrações de produtos químicos industriais, incluindo gases liquefeitos próximos à evaporação, como o hélio, pode danificar o smartphone ou prejudicar sua funcionalidade. Obedeça a todas as placas e instruções.

MOVIMENTOS REPETITIVOS 
Ao realizar atividades repetitivas, como digitar, passar o dedo ou jogar no smartphone, você pode sentir um desconforto em suas mãos, braços, pulsos, ombros, pescoço ou outras partes do corpo. Se você sentir um desconforto, pare de usar o smartphone e consulte um médico.

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