Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, setembro 22, 2012

Incêndio atinge prédio comercial no centro de Taubaté

Um incêndio atingiu  um prédio na Praça Dom Epaminondas, no Centro de Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, na tarde de quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011. O incêndio começou por volta de 12h, no departamento de informática de uma loja de eletrodomésticos, que fica no térreo.  
O prédio tem oito andares. Algumas pessoas que estavam no edifício não conseguiram sair e subiram para o terraço. 

PROPAGAÇÃO DAS CHAMAS
As chamas atingiram rapidamente os pisos superiores. Dez pessoas que trabalhavam no edifício não conseguiram sair e ficaram presas.

FOGO CONTROLADO
O fogo foi controlado por volta das duas e meia da tarde, mas ainda os focos de incêndio só foram totalmente eliminados depois das quatro horas da tarde. Ao mesmo tempo, foi feito um trabalho de ventilação, para resfriar o prédio e também para que a fumaça que tomou os oito andares pudesse ser eliminada.

Equipes de resgate fizeram uma varredura no prédio em busca de mais vítimas, mas não encontraram nada.

PERÍCIA
A Polícia Científica esteve no edifício Central Offices na manhã de sexta-feira. De acordo com os peritos, o imóvel não sofreu danos estruturais. Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas existe a suspeita de curto-circuito. O laudo da perícia deve ficar pronto em 30 dias.

RESGATE
Dez pessoas foram resgatadas pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, do terraço. De acordo com a PM, o resgate foi feito com o auxílio de um cesto. As pessoas que ficaram presas no edifício foram levadas para um local seguro e depois encaminhadas para atendimento médico.

TESTEMUNHAS
A quinta-feira transcorria normalmente quando o advogado Aluísio de Jesus, que trabalha com três irmãos e o filho no oitavo andar do edifício, ouviu as sirenes dos carros dos bombeiros. “Quando ouvi as sirenes, pensei que o problema era na praça”, afirmou o advogado. Porém, ao notar que a fumaça continuava a subir e o incêndio era no prédio, o grupo começou a descer pelas escadas de emergência. O advogado  orientou os familiares a pegarem e molharem toalhas, o que possibilitou que se deslocassem pelos corredores tomados pela fumaça. Na descida, o grupo encontrou o advogado Onivaldo de Freitas Junior  e suas funcionárias, que passaram a acompanhá-los na busca por socorro.

DESCIDA INTERROMPIDA PELA FUMAÇA
Ao chegarem ao quinto andar, era impossível continuar a descida. “Caiu uma parede e a escada virou uma verdadeira chaminé. Era uma fumaça preta, com cheiro tóxico”, disse Matheus Mello Nobre de Jesus, filho de Aluísio.

Aluísio e Onivaldo mantiveram contato com os bombeiros e com a Polícia Militar pelo celular. O grupo foi orientado, então, a subir até  cozinha que fica entre o oitavo andar e a laje do edifício. Depois de ficar cerca de meia hora na cozinha, a fumaça os obrigou a subir até a laje. “A fumaça era tanta que o jeito foi subir, pelo menos daria para respirar lá em cima”, contou o auxiliar de escritório William Nobre, de 30 anos.

Com a visibilidade comprometida, o grupo andava de mãos dadas. E para complicar a situação, o acesso à laje exigiu que o grupo escalasse uma grade de arames e abrisse uma porta à força.  

RESGATE PELO HELICÓPTERO
Os bombeiros contaram a Aluísio que seria preciso acionar o helicóptero da PM, mas ele não quis falar para todos os integrantes do grupo para evitar que o desespero das pessoas aumentasse. “Falei que achava que os bombeiros já estavam conseguindo chegar até nós pelas escadas, como eles realmente conseguiram. Foi uma mentira ‘santa’ só para tranquilizar as meninas”, disse.
Já na laje, ficou mais fácil respirar, mas o grupo tinha que caminhar com cuidado. “Tinha cabos de alta tensão para todo lado”, disse Aluísio.
O socorro dos bombeiros chegou, enfim, por volta das 14h. “Para mim aquele sufoco foi interminável”, disse Sandra. Os dez integrantes do grupo foram retirados um a um com auxílio de um cesto. “Eu achei melhor ter sido retirado de helicóptero. Eu tenho medo de altura. Se fosse para descer pela escada magirus, eu ia ficar lá em cima”, disse Matheus.

CORPO DE BOMBEIROS
De acordo com o síndico do prédio,  funcionários da Loja Marabraz acionaram o Corpo de Bombeiros, mas a equipe demorou a chegar.
Além disso, os equipamentos levados pela primeira guarnição não foram suficientes para conter as chamas. Somente alguns minutos depois é que outras equipes chegaram para dar reforço.

AJUDA
A intensidade das chamas e a velocidade com que elas se alastravam mobilizaram mais de 120 homens dos Bombeiros de Caçapava, São José e Taubaté, além da brigada de incêndio do Cavex (Comando de Aviação do Exército), que também auxiliou com três helicópteros, homens da Defesa Civil, policiais militares e voluntários.

DEMORA DA CHEGADA DOS BOMBEIROS
A demora de mais de 30 minutos do Corpo de Bombeiros para chegar ao local foi motivo de críticas de comerciantes, população e vítimas.
A Marabraz informou que, assim que as primeiras chamas e a fumaça apareceram, a empresa acionou a polícia, que chegou rapidamente ao local. Segundo a loja, os Bombeiros só teriam chegado meia hora depois com um único caminhão. Só depois de ver a gravidade da situação, os Bombeiros teriam pedido reforço.
O síndico do prédio Central Office, também reclamou da demora dos Bombeiros. "Consideramos uma situação absurda já que o Corpo de Bombeiros fica a menos de cinco minutos daqui. Eu acionei os Bombeiros, a loja acionou e eles não chegavam. Felizmente não correu uma tragédia ainda maior", disse.

O QUE DIZ  OS BOMBEIROS.
O Corpo de Bombeiros negou qualquer tipo de demora na ocorrência.
De acordo com o capitão Ulisses Pereira, assim que a corporação foi acionada, imediatamente passou a mobilizar os homens para atender à ocorrência e inclusive solicitando o apoio das brigadas de incêndio das empresas automobilísticas da região e do Exército.
Cerca de 40 homens dos Bombeiros atuaram no trabalho contra o incêndio.

LOJA E PRÉDIO
O espaço de mil metros quadrados ficou completamente destruído. Na manhã seguinte ao incêndio, o local onde os produtos, como sofás, camas e colchões eram expostos estava tomado por cinzas. As investigações apontam que o fogo provavelmente surgiu num canto da loja, onde é possível ver o que sobrou dos extintores usados pelos funcionários para tentar controlar as primeiras chamas.

No segundo andar há mais marcas da destruição. O laudo que vai confirmar as causas do acidente deve sair em 30 dias, mas a principal suspeita é que tenha havido um problema elétrico na sobreloja. Os andares mais afetados foram os primeiros onde ficam a sobreloja da Marabraz e o segundo, que ficaram completamente destruído. O chão destes dois andares estava inteiro coberto de cinzas que se misturavam a pedaços de paredes e moveis queimados. “O prédio não teve abalo estrutural,  mas determinamos que seja colocado imediatamente uma tela de proteção em todo o prédio para evitar que a estrutura externa afetada despenque e atinja pedestres”, disse o perito Rogério Gonçalves.

FUMAÇA INVADIU TODO O PRÉDIO
 Apesar de o fogo só ter alcançado os três primeiros andares, a fumaça invadiu todo o prédio.
A estimativa de reforma do prédio é de  três meses. “O prejuízo foi muito grande e ainda não conseguimos avaliar o tamanho da destruição, agora é trabalhar para recomeçar”, disse a advogada Katia Souza, que tem um escritório no 2º andar.

EQUIPAMENTOS DE INCÊNDIO COM PROBLEMAS
A falta de equipamentos e o péssimo estado de conservação dos veículos da unidade dos Bombeiros de Taubaté chamou a atenção de autoridades e da população.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados da Brasil), Aluísio Nobre, que foi uma das vítimas que precisou ser resgatada pelo terraço do prédio e integra a Comissão de Segurança do município, disse que a situação precária será debatida pela comissão. "Todos viram a situação dos Bombeiros de Taubaté, não tinham escadas, não tinham máscaras suficientes e os homens subiam quase sem ar em meio as fumaças, uma situação insustentável para uma cidade do porte de Taubaté", afirmou.
Enquanto os homens da corporação lutavam para conter as chamas, voluntários auxiliavam o trabalho tentando conter vazamentos das mangueiras e direcionavam os jatos para o prédio.

Fonte: O Vale -  3 a 5 de fevereiro de 2011 

Vídeo:
Nota-se pelo vídeo, incialmente, os bombeiros estavam com pouquíssimos equipamentos  adequados para combate ao fogo.



Taubaté
É  um município da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, no estado de São Paulo, no Brasil. Dista 130 quilômetros da capital do estado, São Paulo.
A população da sub-região de Taubaté no ano de 2011 é de 563.647 habitantes e PIB de quase 15 bilhões de reais.
É o segundo maior polo industrial e comercial de sua mesorregião, abrigando empresas automobilísticas, eletrônicas, aeronáuticas, metalúrgicas e centro de distribuição, entre outras.  
Segundo a estimativa de 1º de julho de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o município possui 283 899 habitantes, ocupando a décima posição dentre os municípios mais populosos do interior de São Paulo.

Comentário:
Atualmente estão sendo construídos edifícios e fábrica, sem levar em conta a infraestrutura urbana de proteção contra incêndio da cidade.
Há cidades com prédios de até 35 andares, sem bombeiros ou com bombeiros, mas sem viaturas e equipamentos adequados (escada mecânica, plataforma, etc). Na cidade de Gravataí, Rio Grande do Sul, será construído um prédio comercial de 42 andares. A prefeitura e o Corpo de Bombeiros da cidade estarão preparados para atuar em caso de algum desastre?

Em vários estados não existem bombeiros. Em Minas Gerais, 801 municípios estão sem grupamento de bombeiros; no Paraná, 349; em Goiás, são 215; e em São Paulo, 506 cidades sem grupamentos de bombeiros.

Edifícios altos
A problemática do incêndio nos edifícios altos tende a ser amplificada devido às dificuldades específicas inerentes a esse tipo de construção. A localização do incêndio, a rápida saída dos ocupantes, o acesso ao edifício pelo exterior e a condução das operações de combate e salvamento são ações que se tornam mais complexas e que exigem cuidado redobrado tanto no projeto quanto no edifício em funcionamento, ou seja: no planejamento prévio, no treinamento de brigadas e nas manutenções e inspeções periódicas do edifício e dos equipamentos e sistemas de proteção instalados.
Para efeito da segurança contra incêndio, edifícios altos são definidos como aqueles em que o pavimento mais elevado (último andar) excede a capacidade de alcance dos equipamentos e veículos para operações de combate ao fogo e salvamento estacionados no piso de descarga (térreo). Por exemplo, no Regulamento de Segurança contra Incêndio do Estado de São Paulo, considera-se como edifício alto aqueles com mais de trinta metros de altura.

No prédio em questão o incêndio não foi tão grave, pois a fachada tinha compartimentação, alvenaria e vidro, que dificultou a passagem do fogo externo de uma andar para o outro.

IMPORTÂNCIA DE ELEMENTOS RESISTENTES AO FOGO EM FACHADAS
Na fachada do edifício, deverá haver uma distância mínima entre verga e peitoril, construída por materiais resistentes ao fogo, de forma a impedir a propagação do incêndio para os pavimentos superiores.
Em razão do projeto arquitetônico, esse elemento vertical entre as janelas poderá ser substituído pelo prolongamento da laje dos pisos, constituindo uma aba que impede a propagação vertical do fogo.
Nas situações em que toda a fachada do edifício possuir acabamento em vidro (“pele de vidro”), devem ser observadas as exigências para instalação de elementos resistentes ao fogo na parte interna da fachada.

COMPARTIMENTAÇÃO
Tanto a compartimentação horizontal como a vertical tem como objetivo impedir a propagação do fogo entre ambientes e pavimentos adjacentes, sendo aplicada em situações em que é desejável limitar o crescimento  do incêndio no interior da edificação.

SELAGEM DE ABERTURAS
As passagens de cabos elétricos e tubulações por meio das paredes de compartimentação devem ser protegidas com selos corta-fogo que apresentem resistência ao fogo no mínimo igual à da parede. O mesmo se aplica aos registros corta-fogo que devem ser instalados nos dutos de ventilação e de exaustão, além de outros meios de comunicação entre setores compartimentados.

COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL
A compartimentação vertical consiste em dividir a edificação em pavimentos capazes de suportar o incêndio, impedindo a sua propagação para pavimentos consecutivos. Um elemento importante da compartimentação vertical é a laje dos pisos e de cobertura, que deve ser projetada para suportar ao índice de resistência ao fogo previsto para a estrutura do edifício, impedindo a propagação do fogo e o seu eventual colapso.
Para compartimentação vertical de fachadas deve existir separação entre as aberturas de pavimentos consecutivos, que tem como objetivo impedir que as chamas que saem da abertura de um pavimento atinjam aberturas do pavimento logo acima. Esses elementos de separação podem ser constituídos de parapeitos, vigas ou prolongamentos de lajes com resistência ao fogo compatível com o restante da edificação. As fachadas pré-moldadas devem ter os elementos de fixação protegidos contra a ação do fogo e as frestas entre as vigas e lajes devidamente seladas, para garantir a resistência ao fogo do conjunto.
A compartimentação vertical das aberturas do interior das edificações pode ser garantida por meio de selos, registros e vedadores (portas) corta-fogo.

GERAÇÃO DE FUMAÇA E CALOR
Os produtos da combustão sobem e podem se propagar por meio de aberturas interiores, preenchendo os pavimentos superiores com fumaça e calor, criando o “efeito cogumelo” em razão da falta de ventilação natural. Daí a importância da compartimentação vertical e horizontal.

O eventual acúmulo de calor com ausência de ventilação potencializa a ocorrência do “back draft” (inflamação explosiva), que se dá quando os gases desprendidos dos materiais combustíveis atingem o ponto de ignição, porém não inflamam devido à falta de oxigênio para a sua combustão. Quando uma quantidade suficiente de oxigênio adentra esse local, ocorre o “back draft”, resultado da inflamação repentina dos gases quentes, que pode gerar graves conseqüências ao edifício, a seus ocupantes e também à equipe de socorro. Nos edifícios altos, isso pode ocorrer e envolver, simultaneamente, múltiplos pavimentos.

A propagação de calor entre pavimentos pode ocorrer caso as janelas estejam abertas ou não haja proteção adequada por meio de peitoris ou abas (compartimentação vertical das fachadas). Mesmo quando as chamas não atingem aberturas do pavimento superior, podem ocorrer danos devido ao calor gerado nos andares inferiores, por condução. Assim, a correta compartimentação horizontal e vertical nos edifícios altos é imprescindível para conter a propagação de calor, de fumaça e gases tóxicos.

Outro fator a ser considerado nos edifícios altos é o efeito chaminé, fenômeno resultante da existência de aberturas verticais internas como escadas, dutos de serviço, dutos de elevadores e que pode arrastar o calor, fumaça e gases quentes pelos pavimentos por convecção. Nesse caso, é muito importante que os dutos sejam selados adequadamente, e que os elevadores e escadas utilizem portas corta-fogo com resistência adequada à severidade do incêndio para impedir a propagação de seus efeitos e a contaminação das saídas de emergência.

O modo comum de propagação do fogo em um edifício é por meio de portas abertas, escadarias e shafts não fechados, aberturas não protegidas e espaços confinados que abrigam materiais combustíveis.  

COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL
É necessário assegurar a estanqueidade, de forma que todos os vãos abertos e instalações que atravessam os vedos (shafts, dutos, eletrodutos, etc.) sejam protegidos por materiais resistentes ao fogo.
 A compartimentação vertical é obtida internamente pelos elementos horizontais de compartimentação:
• entrepisos corta-fogo.
• enclausuramento de escadas por meio de parede corta-fogo de compartimentação.
• enclausuramento de elevadores e monta-carga.
• poços para outras finalidades por meio de porta pára-chama.
• selos corta-fogo.
• registros corta-fogo (dampers).
• vedadores corta-fogo.
• elementos construtivos corta-fogo/pára-chama de separação vertical entre pavimentos consecutivos.

Fonte: Livro: A Segurança contra Incêndio no Brasil: Alexandre Itiu Seito • Alfonso Antonio Gill • Fabio Domingos Pannoni • Rosaria Ono  • Silvio Bento da Silva • Ualfrido Del Carlo • Valdir Pignatta e Silva

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@6:22 AM

0 comments

terça-feira, setembro 18, 2012

Bafômetro não gera dano moral a empregado

Em nome da segurança no local de trabalho, a Justiça têm admitido que as empresas submetam seus funcionários a testes de bafômetro, sem que isso desencadeie condenações por dano moral. As companhias, porém, só pode adotar esse procedimento em áreas que ofereçam riscos ao empregado e a terceiros e submeter ao teste todos que trabalham no setor.

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi unânime ao decidir a favor de uma empresa do setor químico que realizava testes de bafômetro nos trabalhadores da parte operacional. O empregado que foi ao Judiciário, fazia a carga e descarga de silos de polietileno por meio de uma empilhadeira, em uma área considerada de risco.

Ele alegou que os testes para detectar o uso de álcool esbarram em princípios constitucionais da inviolabilidade da vida privada e da intimidade, segundo os quais ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

TESTE PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES
No caso, porém, os ministros entenderam que não houve violação à honra e dignidade do trabalhador, pois os testes tinham como finalidade a prevenção de acidentes e aplicado a todos os trabalhadores do setor. No tribunal há outros julgamentos no mesmo sentido.

Para Túlio de Oliveira Massoni, professor e advogado do Amauri Mascaro Nascimento & Sonia Mascaro Advogados, a justiça tende a ter uma atitude mais preventiva em relação ao problema do alcoolismo e a aceitar que se faça teste de bafômetro, desde que se estenda a todos que atuam em áreas de risco da empresa.

No caso de motoristas, a Lei nº 12.619, de 30 de abril deste ano, autoriza expressamente o procedimento para a categoria. A norma inseriu o inciso VII, no artigo 235-B, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a realização do teste pelo empregador. O texto ainda estipula que a recusa do empregado será considerada infração disciplinar.

AUMENTA O NÚMERO DE ACIDENTES QUE ENVOLVE ALCOOLISMO
O número de acidentes que envolve estado de embriaguez e de afastamentos pelo INSS em razão do alcoolismo vem crescendo nos últimos anos.
Em 2011, foram concedidos 13.445 auxílios-doenças pelo uso de álcool. Um número maior do que em 2010, quando foram autorizados 12.462 auxílios e em 2009 com 12.099, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Previdência Social.

REGULAMENTO INTERNO DA EMPRESA
Com diversas decisões judiciais a favor das empresas, há uma maior segurança para que se possa adotar o procedimento com os empregados que atuem em setores de risco, avalia a advogada Mayra Palópoli, do Palópoli & Albrecht Advogados. Para isso, Mayra alerta ser importante que a prática conste no regulamento interno da empresa.

"O empregado deve ter ciência desde a sua admissão que será submetido de forma obrigatória ao teste", afirma. A empresa ainda deve respeitar a individualidade dos empregados e jamais expor os resultados perante os trabalhadores, o que poderia desencadear uma condenação por dano moral, de acordo com a advogada.

TESTE PARA TODOS QUE ESTÃO EM ÁREA DE RISCO
Se a empresa, porém, submete apenas um de seus trabalhadores ao teste, a Justiça tem concedido o dano moral. Foi o que ocorreu em uma decisão na 2ª Vara do Trabalho de Mauá, da Região Metropolitana de São Paulo.

O trabalhador de uma empresa de transportes alegou ter sido perseguido por ser o único motorista obrigado a realizar teste de bafômetro. O juiz do trabalho Moisés dos Santos Heitor condenou a empresa a pagar R$ 6,2 mil por danos morais ao funcionário.

A condenação às empresas também tem ocorrido quando o empregado submetido ao teste não está em área de risco. Foi o que ocorreu em um caso julgado em fevereiro pela 8ª Turma do TST. A empresa do ramo de transportes foi obrigada a pagar 50 vezes o valor da remuneração do trabalhador, de R$ 600. A turma julgadora entendeu que, sendo o reclamante cobrador e não motorista, não há como entender que, com o teste do bafômetro, a companhia pretendia prevenir acidentes e proteger os usuários do transporte. Por esse motivo, o tribunal manteve a condenação de segunda instância.

Fonte: Valor Econômico, 17 de setembro de 2012

Comentário: O que diz a CLT sobre serviço do motorista profissional:
Art. 235-B. São deveres do motorista profissional: (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012) (Vigência)
VII - submeter-se a teste e a programa de controle de uso de droga e de bebida alcoólica, instituído pelo empregador, com ampla ciência do empregado. (Incluída pela Lei nº 12.619, de 2012) (Vigência)

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@11:03 AM

0 comments

sábado, setembro 15, 2012

Trabalhador tem o cérebro atravessado por um vergalhão de 2m

O trabalhador EL, 24 anos,   de uma obra em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sobreviveu após um vergalhão de 2 metros de comprimento atravessar sua cabeça na manhã de quarta-feira , 15 de agosto.

COMO FOI
A barra de ferro caiu do quinto andar da construção e perfurou o lobo parietal (parte posterior da cabeça) e saiu por entre os olhos do homem de 24 anos, morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma parte do lado direito do cérebro foi atingida. O operário usava capacete no momento do acidente.

RESGATE
Os  bombeiros precisaram serrar uma parte do material e o trabalhador levado para a unidade de saúde ainda com meio metro do metal na cabeça.

OPERAÇÃO-HOSPITAL
O trabalhador chegou ao Hospital Miguel Couto por volta das 11h  e estava consciente. Ele passou por uma cirurgia de 5 horas que reconstituiu toda a região perfurada. O operário passa bem.

A equipe do hospital afirmou, em coletiva de imprensa na quinta-feira,  que ele está lúcido e disse que "não doeu tanto". Este é um caso inédito. O mais surpreendente para os médicos foi o fato de ele chegar ao hospital com a memória intacta, citando até mesmo a data em que tomou a antitetânica. Segundo a junta médica, foi necessário abrir o crânio de Eduardo para cauterizar a parte suja e retirar o vergalhão.

De acordo com o diretor do hospital, Luiz Alexandre Essinger, o risco agora é que o paciente contraia uma infecção:
— Quando o vergalhão entrou no cérebro, levou também muita poeira. Para evitar uma contaminação de secreções dos seios da face, o vergalhão foi puxado para baixo durante a cirurgia.

Segundo os médicos, a área afetada do cérebro é responsável pela parte das emoções. A vítima poderia ficar desorientada ou ter perda de memória, o que não aconteceu. Ele ainda deu mais sorte: se o vergalhão tivesse entrado três centímetros mais para o lado, teria atingido a parte do cérebro responsável pela coordenação motora e não estaria conseguindo mexer pernas e braços. Se tudo der certo, o paciente terá alta em uma semana.

O jovem está com o rosto inchado e vai precisar ficar por uma semana no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade. A região atingida é responsável pelas alterações de comportamento, mas não houve problemas maiores, de acordo com os especialistas. As consequências poderiam ser muito graves, pois por 3 cm a região motora teria sido atingida e por 1 cm afetaria as funções do globo ocular.

COMO FOI A CIRURGIA
O vergalhão entrou pela parte superior direita da cabeça do operário, atravessou parte do cérebro e saiu por entre os olhos, acima do nariz.

Eduardo foi atendido no local do acidente, teve a barra de ferro serrada (ficou com 1,2 m) e foi encaminhado para o Miguel Couto.
Ao chegar, passou por uma avaliação, foi estabilizado clinicamente e fez uma tomografia do cérebro, que mostrou com precisão onde o objeto estava alojado e como deveria ser feita a cirurgia, que acabou durando 5 horas.
Após a anestesia geral do paciente;
1- Médicos lavaram e escovaram o vergalhão para tirar a poeira. Depois, tiraram uma calota do crânio para enxergar o ferimento.
2- O vergalhão foi retirado por baixo. Em seguida, a equipe lavou mais o ferimento e começou, com um cauterizador, a secar os vasos sanguíneos  atingidos. Depois, a calota foi recolocada.
Os cirurgiões aplicaram soro fisiológico para limpar a área e acabaram tirando o objeto por baixo, próximo ao nariz, para evitar um maior risco de contaminação.
"Esse foi o momento mais crítico, pois poderia haver alguma lesão vascular e hemorragia", lembra o chefe do Setor de Neurocirurgia do Miguel Couto, Ruy Monteiro.

MANUTENÇÃO DA CONSCIÊNCIA
O Eduardo se manteve acordado durante todo o tempo após o acidente, e isso também tem um porquê. De acordo com o médico Nilton Lara Junior, o encéfalo – formado pelo cérebro, bulbo e cerebelo – não tem relação com a consciência, o coma e o ciclo de vigília e sono, por exemplo.
"Essa região é comandada pelo tronco cerebral, que é mais antigo no processo de evolução e encontrado em todos os vertebrados. Quanto mais complexo for um animal, mais ele vai desenvolver o encéfalo, com ações importantes como o raciocínio", afirma.

O neurocirurgião aponta que o fato de o paciente ser jovem ajuda muito na resposta. Isso porque os neurônios, apesar de não se reproduzirem, são capazes de se adaptar a novas situações e adequar a comunicação entre si – as chamadas sinapses. Assim, as células do cérebro criam novos caminhos e acabam recuperando parte das funções perdidas. Terapias cognitivas, comportamentais e ocupacionais também aceleram esse processo.

OS MÉDICOS QUE SALVARAM A VIDA DO PACIENTE
O neurocirurgião Ivan Sant’Ana, que estava na emergência do Hospital Miguel Couto, foi avisado que um homem com um vergalhão atravessado na cabeça tinha acabado de chegar. Com 35 anos de experiência, o médico  mandou chamar o chefe da neurocirurgia, Ruy Monteiro, e, em pouco tempo, começou a planejar, junto com Ruy, a cirurgia para a retirada do ferro. Ele   não acreditava no resultado tão bom, o paciente sobreviveu e não apresenta sequelas.

CREA: VERGALHÃO FOI SUSPENSO INCORRETAMENTE
Em vistoria realizada nesta sexta-feira , 17 de agosto, na obra de um edifício em construção na Rua Muniz Barreto 798, em Botafogo, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) constatou que o processo de suspensão dos vergalhões não foi realizado corretamente, e sim de maneira improvisada. 
Além disso, segundo o Crea, não poderia haver ninguém embaixo do local onde os vergalhões estavam sendo suspensos.

"Verificamos que as medidas de segurança não foram tomadas. Agora vamos convocar a responsável pela segurança da obra, a engenheira, para dar esclarecimentos", afirmou o vice-presidente do Crea, Jaques Sherique.

O trabalhador não verificou se todas as barras estavam com a ponta virada para evitar que elas caíssem. Mas faltou também um supervisor, um encarregado ou um responsável para impedir que ele fizesse isso e para não causar o acidente, disse o vice-presidente do Crea que acrescentou ainda que os responsáveis técnicos pela obra serão chamados pelo Crea para passar mais informações sobre a construção.



POLÍCIA INVESTIGA O ACIDENTE
Polícia Civil instaurou uma investigação para apurar as responsabilidades pelo acidente.  De acordo com a delegada da 10ª DP (Botafogo), uma perícia foi feita no local, o vergalhão foi apreendido e encaminhado aos peritos, e os responsáveis pela obra foram intimados para prestar depoimento. Além disso, a titular informou que, para saber sobre a regularização da obra, os órgãos responsáveis estão sendo notificados. Na tarde desta sexta-feira, equipes da 10ª DP estão no local, na Rua Muniz Barreto 798, para buscar testemunhas que possam ajudar nas investigações.

TRABALHADOR TEVE ALTA DO HOSPITAL

O trabalhador, EL, deixou o hospital na quinta-feira, 30 de agosto, caminhando e de boné. Tteve alta 15 dias depois da internação.
Antes, foi examinado em uma clínica particular onde mediu as funções do cérebro, além da capacidade de raciocínio e memória.

O trabalhador contou que se lembra de tudo e sempre teve noção da gravidade. "Fui amarrar um ferro e me dei conta quando afrouxou e caiu. Quando eu senti a pancada, eu falei: 'Aconteceu alguma coisa'. Mas procurei me manter tranquilo, ficar calmo, passar tranquilidade para os colegas ao lado", relatou.

Segundo os médicos, reagiu muito bem ao tratamento, sem apresentar infecção, mas vai precisar de acompanhamento. Pela área atingida, ele pode apresentar alterações de humor, com picos de felicidade ou depressão.
  
Fontes: Folha de São Paulo, O Globo, G1  Paulo, 16 de agosto a 31 de agosto de 2012

Comentário: A altura da queda do vergalhão e a resistência de impacto da capacete
Altura da queda do vergalhão  – 15 m
Peso vergalhão – 0,5 kg
Perfurou – 25 cm
F = 0,5 X 10 X 15/O,25 = 300 N, equivale a 30 kg
Trabalho da força peso = 0,5 x 10 (15) = 75 J
Velocidade escalar = 17 m/s = 62 km/h

Capacete de segurança
Ensaio de resistência a penetração
O ensaio é  realizado com prumo de aço cônico, com 3,025Kg, solto em queda livre sobre o casco a uma distancia de 1m e foi verificado que o mesmo não tocou diretamente a cabeça padrão.
Os capacetes de segurança devem atender à NR 06 e à norma NBR - 8221 sob a égide da qual a Ministério do Trabalho emite o Certificado de Aprovação (C.A.) correspondente.
Velocidade = 4,5 m/s =  16km/h
Força = 30 N , equivale 3 kg
Trabalho da força peso = 3 x 10 = 30 J

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@1:20 PM

0 comments

quarta-feira, setembro 12, 2012

Ruídos em canteiro de obras


SERRAS CIRCULARES DE BANCADAS
Nível sonoro: 100 – 107 dB(A)
Causa do ruído: radiação sonora emitida pelo motor elétrico, pela transmissão e pelo disco da serra, além da vibração do material trabalhado.

SERRAS CIRCULARES
Nível  sonoro: 101 – 109 dB(A)
Causa do ruído: radiação sonora emitida pelo motor elétrico e seus elementos de transmissão e principalmente pelo contato entre o disco abrasivo e o material trabalhado.

LIXADEIRAS MANUAIS E PNEUMÁTICAS
Nível: 98-108  sonoro: dB(A)
Causa do ruído: atrito do disco abrasivo no material, ao funcionamento do motor e a vibração transmitida ao material trabalhado. Em máquinas pneumáticas, o ruído é gerado pelo escoamento turbulento da exaustão de ar.

FURADEIRAS ELÉTRICAS PORTÁTEIS
Nível  sonoro: 90-99 dB(A)
Nível  sonoro: 92-101 dB(A) – furadeira de impacto
Causa do ruído: o ruído é gerado pelo motor elétrico, por elementos de transmissão  e pelas vibrações da própria broca ou outra ferramenta acoplada  e pela radiação sonora emitida pelo material trabalhado.
No caso de perfuração combinada  com percussão (2.200 a 2.600 impactos por minuto), predomina o som devido a percussão .

ROMPEDORES ELÉTRICOS E PNEUMÁTICOS
Nível  sonoro: 103-115 dB(A)
Causa do ruído: O ruído é gerado pelo corpo da máquina, mas principalmente pelo contato entre a ferramenta do rompedor e a superfície do material trabalhado e quando o equipamento é pneumático, pelo escoamento turbulento de exaustão do ar.

BETONEIRAS
Nível  sonoro: 82-92 dB(A)
Causa do ruído: O ruído dessas máquinas depende das condições de instalação, da potência, da capacidade volumétrica, do nível de carga, do material trabalhado e manutenção.  A radiação sonora é emitida pelo conjunto motor/redutor e pelo impacto dos agregados com o corpo ou parede da cuba de mistura.

COMPRESSORES
Nível  sonoro: sem tratamento acústico- 85-95dB(A); com tratamento acústico – 70 dB (A)
Causa do ruído: turbulência do fluxo de ar devido à passagem não suave do fluido pelo interior do compressor; separação do fluxo causado pela sua interação nas partes rotativas (rotores) e nas partes fixas (estatores); fluxo não estacionário (irregular) nas pás dos rotores, que gera ruído na frequência de rotação e nos seus harmônicos. Soma-se a isso as radiações sonoras do motor e do sistema de refrigeração.

MARTELO
Nível  sonoro: Os níveis médios de pressão sonora podem atingir valores de 109 a 142 dB(A), principalmente em tarefas de desforma de pisos, vigas, pilares e escadas de concreto, podendo ultrapassar, inclusive, os limites máximos admissíveis de exposição sonora  (140 dB medido na escala linear0, o que, na falta de proteção adequada, caracterizaria a tarefa como grave e risco iminente.
Causa do ruído: O impacto da base do corpo do martelo com a cabeça de pregos ou sobre determinada superfície.

SERROTES
Nível  sonoro: 75-81dB(A)
Causa do ruído: O ruído é gerado pelo contato direto entre a serra e o material trabalhado.

VIBRADORES DE CONCRETO
Nível  sonoro: 85-90 dB(A)
Causa do ruído: A haste emite um som desagradável de alta frequência, que se nota sobretudo quando o vibrador toca na armadura metálica e na forma de trabalho.

COMPACTADORES
Nível  sonoro: à combustão  91 dB(A)
Causa do ruído: O ruído é gerado pelo motor e pelos elementos de percussão . No caso de compactadores à combustão; o ruído é maior em razão do tipo de motor utilizado e do escape de gases.

CONTROLE
As exposições ao ruído em certas tarefas, como por exemplo, as que requerem o uso de martelos pneumáticos, policortes e betoneiras podem ser reduzidas por meio de medidas administrativas. Essas medidas consistem:
1-Treinamento do trabalhador para evitar exposições desnecessárias, escolha de equipamentos adequados à atividade executada, distanciamento de operadores de máquinas  ruidosas em tarefas simultâneas para diminuir  o nível de exposição individual
2-Planejamento, implantação e disposição adequada das tarefas e máquinas, como por exemplo, a segregação de tarefas muito ruidosas sempre que possível,
3-Limitação de acesso de trabalhadores em áreas onde se vão realizar tarefas bastante ruidosas para diminuir o número de  expostos,
4-Implantação de um sistema rígido de fiscalização no uso de protetores auriculares.  

Fonte: Fundacentro

Marcadores: ,

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@1:34 PM

0 comments

domingo, setembro 09, 2012

Violência no trânsito


Homem morre em batida entre dois carros no Meio-Oeste
Um homem morreu em um acidente na SC-454 na manhã de sexta-feira, 7 de setembro, em Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense.
A vítima estava com outros dois rapazes em um Verona, com placas de Campos Novos, que bateu em um Honda Civic, de Vargem Bonita, que levava duas mulheres e uma criança.

Todos os feridos foram encaminhados ao Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba. Pelo menos duas vítimas tiveram lesões graves. Segundo os Bombeiros, o impacto da batida foi tão forte que o Verona ficou partido ao meio. Fonte: Diário Catarinense - 07/09/2012


Duas mulheres morrem em batida entre três veículos no Meio-Oeste
Duas mulheres morreram na tarde de  sexta-feira, 7 de setembro,  em um acidente na BR-282 em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense. A batida envolveu dois carros e um caminhão por volta das 16h30min.

As vítimas, que estavam em um Golf de Ponte Serrada, ainda não foram identificadas. O motorista do outro carro, um Focus de Herval d’Oeste, sofreu ferimentos leves. O caminhoneiro não se feriu.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, o condutor do Focus estaria transitando em zigue-zague pela pista. O acidente teria sido provocado durante uma ultrapassagem forçada.

Outros dois passageiros do Golf foram encaminhados ao Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba. O trânsito está em meia pista no local, para remoção dos veículos.
Fonte: Diário Catarinense - 07/09/2012

Comentário:
O progressivo agravamento da violência no tráfego das vias públicas levou as Nações Unidas a proclamar a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011/2020, procurando estabilizar e, posteriormente, reduzir as cifras de vítimas previstas, mediante a formulação e implementação de planos nacionais, regionais e mundial.

Os números apresentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS)para a formulação dessa resolução são estarrecedores, indicativos de uma real pandemia.    
Só no ano de 2009, aconteceram perto de 1,3 milhão de mortes por acidentes de trânsito em 178 países do mundo. Se nada for feito, a OMS estima que deveremos ter 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030. Entre 20 e 50 milhões sobrevivem com traumatismos e feridas.
Os acidentes de trânsito representam;
·         3ª causa de mortes na faixa de 30-44 anos;
·         2ª na faixa de 5-14 e a
·         1ª na faixa de 15-29 anos de idade.

A OMS estima que, na atualidade, 90% dessas mortes acontecem em países com ingressos
baixos ou médios que, em conjunto, possuem menos da metade dos veículos do mundo. E vai ser precisamente nesses países que as previsões da OMS indicam que a situação se agravará muito mais ainda, em função de um esperado aumento nos índices de motorização desses países, sem equivalentes investimentos na segurança das vias públicas.
Atualmente, esses acidentes já representam um custo global US$ 518 bilhões/ano.
Número e taxas de óbitos em acidentes de trânsito. Brasil: 1996/2010*
Ano
Número
Taxa por 100 mil habitantes
1996
35.281
22,5
1997
35.620
22,3
1998
30.890
19,1
1999
29.569
18
2000
28.995
17,1
2001
30.524
17,7
2002
32.753
18,8
2003
33.139
18,7
2004
35.105
19,6
2005
35.994
19,5
2006
36.367
19,5
2007
37.407
19,8
2008
38.273
20,2
2009
37.594
19,8
2010*
40.989
21,5
518.500
Fonte: SIM/SVS/MS * 2010: dados preliminares.
Fonte: Mapa da Violência 2012. Instituto Sangari - Julio Jacobo Waiselfisz

A violência no trânsito no Brasil  custa US$ 15 bilhões por ano ao país.
As cinco principais causas da matança, apontadas por pesquisadores e órgãos públicos, são:
·         álcool,
·         cansaço,
·         desrespeito à sinalização e imprudência,
·         excesso de velocidade e
·         impunidade e falta de fiscalização.

EXTERIOR
No Japão, o índice de mortes por 100 mil habitantes é de 4,72. Na Alemanha, 5,45; França, quase sete; Itália, 8,68. Nos Estados Unidos, o índice passa de 12. No Brasil, salta para 21,5.  

Um dado espantoso vem da Alemanha: o número de mortos nas estradas em 2009 foi o mais baixo desde 1950. Isso em um país que não tem limite de velocidade em 45% das rodovias. As razões são a excelente qualidade das pistas e o extremo respeito dos alemães pela sinalização.

RIGOR CONTRA O ÁLCOOL

JAPÃO
Em um bairro boêmio de Tóquio, todas as noites, principalmente depois da meia-noite, há muito movimento. As pessoas saindo dos bares, as ruas lotadas, mas repare: praticamente só tem táxis. Os japoneses bebem, mas não se arriscam a dirigir. É que as leis são extremamente rigorosas.

Quem dirigir depois de alguns goles pode pegar cinco anos de cadeia. Os acompanhantes podem ficar presos até três anos. Resultado: as mortes no trânsito no Japão caem há nove anos seguidos. Em 2009, morreu mais gente andando de bicicleta no Japão do que em acidentes com motoristas bêbados.

ESTADOS UNIDOS
Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos têm um dos índices mais altos de morte per capita nas estradas. Mas esses números vêm caindo. Em 2009, pela primeira, vez ficou abaixo de 40 mil mortos. O principal motivo é o rigor contra os motoristas alcoolizados.

A cada ano, cerca de 1,5 milhão de americanos são presos por dirigirem embriagados, perdem a licença e, se tiverem antecedentes, vão para cadeia. No estado de Nova York, a pena de prisão é automática se houver alguma criança no veículo. Desde 1980, quando as primeiras leis contra os motoristas embriagados foram adotadas, o número de mortes causadas por eles caiu pela metade. Fonte: G1 - 10/01/10 

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@7:20 PM

0 comments

quinta-feira, setembro 06, 2012

Robôs versus humanos

Uma nova onda de robôs como os da fábrica da Tesla em Fremont, na Califórnia, está tomando o lugar de operários humanos em todo o mundo

Na fábrica da Philips na costa chinesa, centenas de operários usam as mãos e ferramentas especializadas para montar barbeadores elétricos. Esse é o modo antigo de trabalhar.

Numa fábrica da mesma empresa em Drachten, na Holanda, 128 braços robóticos realizam o mesmo trabalho com flexibilidade digna de iogues. Câmeras de vídeo os guiam para realizar façanhas que superam a capacidade do humano mais hábil que exista.

Trabalhando sem parar, um braço robótico forma três dobras perfeitas em dois fios conectores e os insere em furos tão pequenos que são quase invisíveis. Os braços trabalham tão rapidamente que precisam ficar fechados em gaiolas de vidro para que as pessoas que os supervisionam não se machuquem. E eles fazem tudo isso sem uma pausa para tomar um café, trabalhando três turnos por dia, 365 dias por ano.

A fábrica holandesa tem ao todo algumas dezenas de operários humanos por turno -mais ou menos um décimo do número visto na fábrica chinesa, na cidade de Zhuhai.

Isto é o futuro. Uma nova onda de robôs, muito mais destros que os robôs já empregados comumente hoje por montadoras de automóveis e outros setores manufatureiros pesados, estão substituindo trabalhadores humanos em todo o mundo, tanto na manufatura quanto na distribuição.

Fábricas como esta, na Holanda, formam um contraponto marcante com as fábricas usadas pela Apple e por outras empresas gigantes de eletrônicos para o consumidor, que empregam centenas de milhares de operários pouco qualificados em busca de baixo custo.

"Com estas máquinas, podemos produzir qualquer eletrônico de consumo do mundo", disse Binne Visser, gerente da linha de montagem da Philips em Drachten.

Muitos executivos industriais e especialistas em tecnologia dizem que a abordagem usada pela Philips está superando a da Apple.

Ao mesmo tempo em que a Foxconn, que produz o iPhone da Apple, continua a construir novas fábricas e contratar milhares de operários adicionais para fabricar smartphones, ela planeja instalar mais de 1 milhão de robôs dentro de alguns anos, para complementar sua força de trabalho na China.

Fonte: The New York Times - Folha de São Paulo - 27 de agosto de 2012

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@10:14 AM

0 comments