Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, janeiro 18, 2026

COLÉGIO MARISTA, EM SANTA MARIA (RS), É ATINGIDO POR INCÊNDIO

 O Colégio Marista Santa Maria, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi atingido por um incêndio de grandes proporções na noite de  sexta-feira (26/12/25).

O fogo começou em torno das 19h. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h36.  e combateu as chamas durante 3 horas.


EQUIPES DE SOCORROS E SEGURANÇA

Os bombeiros informaram que trabalharam no combate às chamas com três guarnições e três caminhões auto bomba tanque.  A Brigada Militar isolou a área e o acesso ao prédio ficou totalmente restrito.

INÍCIO DO INCÊNDIO

"Há indício de que o fogo começou no 5º andar e foi descendo: atingiu o 4ª andar e um pouco do 3º. Estimamos que cerca de 50% do 5º e do 4º andares foram atingidos. Como é um prédio antigo, com partes em madeira, acreditamos que as chamas se alastraram mais por conta disso", explica o delegado Sandro Meinerz responsável pela investigação.

O delegado é enfático ao dizer que somente uma análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP) vai poder dizer com maior precisão como o fogo começou, a dinâmica do incêndio e o tamanho do estrago.  


FOCO DE INCÊNDIO E ORIGEM DO INCÊNDIO

Um novo foco de fumaça foi registrado no domingo (28) no prédio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi atendida após vizinhos acionarem o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 14h20.

Moradores da região relataram que a fumaça já era percebida desde sábado (27), mesmo com a chuva que atingiu a cidade à tarde. No entanto, no domingo, a quantidade de fumaça aumentou, e os bombeiros foram chamados. Segundo a corporação, a ocorrência foi contida "rapidamente" e finalizada.

VÍTIMAS: Não houve feridos.

COLÉGIO MARISTA SANTA MARIA,

O Colégio Marista Santa Maria, que fica na região central do município, tem 120 anos e é uma das instituições de ensino mais tradicionais da região. Por isso mesmo, o incêndio gerou uma grande comoção na população local.   .

O QUE DIZ O COLÉGIO

O Colégio informa que, na noite desta sexta-feira (26), ocorreu um incêndio em um dos prédios da unidade. A ação do Corpo de Bombeiros foi imediata, seguindo todos os protocolos de segurança. O local estava vazio no momento do incidente, e não houve feridos.

As causas do incêndio e a extensão dos danos estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. A instituição reforça que a segurança de estudantes, famílias e colaboradores é nossa prioridade absoluta. Todas as medidas necessárias foram tomadas prontamente, e seguiremos colaborando com as autoridades.

Estamos em constante diálogo com nossa comunidade escolar e seguiremos informando sobre novos desdobramentos."

O QUE DIZ A PREFEITURA

A Prefeitura de Santa Maria manifesta sua solidariedade à comunidade escolar do Colégio Marista Santa Maria, atingido por um incêndio nesta sexta-feira (26). Desde o primeiro instante, as equipes do Município estiveram presentes no local, acompanhando a ocorrência e prestando todo o apoio necessário.

O prefeito acompanhou a situação desde o início, mantendo contato direto com as forças de resposta e determinando a mobilização imediata das estruturas municipais. A Defesa Civil do Município atuou com o envio de caminhão-pipa para auxiliar no combate às chamas e na segurança da área. O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Cios) monitorou a situação desde o começo. Agentes de trânsito fizeram a sinalização e a organização do tráfego no entorno, garantindo a proteção de pedestres e motoristas, bem como o serviço do Corpo de Bombeiros.  

A Prefeitura agradece ao Corpo de Bombeiros pelo pronto-atendimento e profissionalismo, bem como aos voluntários que colaboraram solidariamente durante a ocorrência.

Conforme as equipes de socorros e segurança, não houve feridos.  

Fontes: g1 RS-30/12/2025; g1 RS-28/12/2025; g1 RS e RBS TV-27/12/2025; Agência Brasil-Publicado em 27/12/2025; g1 RS e RBS TV-26/12/2025

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terça-feira, janeiro 13, 2026

CARREGADOR PORTÁTIL PEGA FOGO NO BOLSO DE PASSAGEIRO EM METRÔ NA CHINA

Resumo  

·        Um carregador portátil pegou fogo no bolso de um passageiro em uma estação de metrô em Xangai, na China, sem afetar a operação do metrô.

·        As câmeras de segurança registraram o incidente, e funcionários usaram um extintor para apagar as chamas rapidamente.

·        Conclusões indicam que o carregador não estava sendo usado ou carregado; bombeiros alertam sobre riscos mesmo sem uso devido a possíveis defeitos

O carregador portátil que estava dentro do bolso da jaqueta de um passageiro pegou fogo na última segunda-feira em uma estação de metrô em Xangai, na China.


O QUE ACONTECEU

Momento foi registrado por câmeras de segurança da estação. Imagens das câmeras mostram que, enquanto o passageiro descia a escada rolante para a plataforma, as chamas eram visíveis do lado direito do homem.

Funcionários usaram um extintor de incêndio para apagar as chamas, segundo a imprensa local. O incêndio começou na Estação Ferroviária Oeste de Xangai, da linha 15 do metrô. Ele foi rapidamente controlado e não afetou a operação do metrô.

CONCLUSÕES PRELIMINARES

Indicam que o carregador não estava sendo usado nem carregado no momento do incidente. O produto foi adquirido em dezembro de 2025 e possuía o selo de Certificação Compulsória da China (3C) válido.

Os bombeiros alertam que baterias portáteis podem pegar fogo não só enquanto estão carregando. Mesmo sem uso, elas podem incendiar por causa de defeitos internos, calor excessivo ou pequenos danos causados por carregamentos feitos de forma errada no passado. Fonte: UOL 08/01/2026

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domingo, janeiro 11, 2026

LISTA DE DOENÇAS DE TRABALHO QUE DERAM MAIS AFASTAMENTO NO INSS EM 2024

 




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quarta-feira, janeiro 07, 2026

PETROBRAS TEM VAZAMENTO EM PERFURAÇÃO NA FOZ DO AMAZONAS

 A Petrobras registrou um vazamento durante a perfuração do poço FZA-M-59 na Bacia Marítima daFoz do Amazonas . O documento oficial ao qual à DW teve acesso, assinado pelo gerente geral de sondagem da empresa, informa que o incidente começou na madrugada de domingo (04/01).

Segundo o documento da própria Petrobras, o incidente é classificado como possível de causar dano ao meio ambiente ou à saúde humana. De acordo com o relatório, o evento foi constatado por um veículo operado remotamente (ROV), amplamente usado pela indústria offshore. A inspeção detectou a descarga de um fluido usado na perfuração para o mar através de uma conexão entre duas juntas.

O vazamento, estimado em 15 mil metros cúbicos, ocorreu a uma profundidade aproximada de 2.700 metros. As atividades no local estão paralisadas. Não há feridos.

Em nota oficial  a Petrobras confirmou que foi identificada "perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá".

Segundo a empresa, a perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. "As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo", diz a nota. Ainda de acordo com o comunicado, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em "total segurança".

Ao contrário do que relata o documento a que a DW teve acesso, a nota afirma que "o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas". A petroleira também afirmou que "adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes".   Fonte:DW- terça-feira, 6 de janeiro de 2026

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sexta-feira, dezembro 19, 2025

SP TEM O MAIOR VENDAVAL SEM CHUVA DA HISTÓRIA


 A cidade de São Paulo enfrentou uma ventania considerada inédita pelos meteorologistas: é a primeira vez que rajadas tão fortes atingem a capital sem a presença de chuva ou temporais. O vento começou ainda pela manhã da quarta‑feira (10/12/) e seguiu intenso até a noite, algo que também chamou a atenção do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com meteorologistas, a longa duração do vendaval surpreende especialistas e não tem precedentes na capital paulista.

Desde as 9h, na quarta, as rajadas ultrapassaram 75 km/h em diversos bairros. No Mirante de Santana, na Zona Norte, o Inmet registrou ventos de 80 km/h. A maior rajada do dia foi registrada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) na Lapa, Zona Oeste, e chegou a 98,1 km/h. É a maior velocidade desde 1963, quando o Inmet começou essa medição.

Os ventos fortes deixaram um rastro de destruição na capital e região metropolitana de São Paulo: mais de 2 milhões de imóveis sem luz, queda de 151 árvores, fechamento de parques, voos cancelados e até consultas em hospital precisaram ser canceladas.

O responsável pelo vendaval é um ciclone extratropical que atua no litoral do Rio Grande do Sul. Embora longe de São Paulo, o sistema tem grande área de influência — e por isso ventou tanto na cidade, segundo meteorologistas.

MUDANÇA DE PADRÃO

Segundo Cesar Soares, meteorologista do Climatempo, os dados confirmam uma mudança de padrão climático na região metropolitana de São Paulo.

“Essas rajadas de vento que antes eram valores inusitados, extremos, vão passar a ser frequentes. Com mais energia na atmosfera, mais aquecimento e mais calor retido, a gente terá condições cada vez mais severas e intensas”, disse Soares.

O especialista explica que, nos anos 2000, linhas de instabilidade capazes de provocar ventos tão fortes eram raras, mas passaram a se repetir anualmente.

“Agora a gente está vendo com frequência. Está acontecendo pelo menos uma ou duas vezes ao longo de cada ano. Os últimos anos têm registrado rajadas cada vez mais intensas”, afirmou.

O QUE ACONTECEU

O polo industrial da Mooca, SP,  é formado por 228 empresas e gera 16 mil empregos diretos. São empresas de diversos segmentos, incluindo da metalurgia, elétrica, plástico, de beneficiamento de vidro e peças agrícolas.

Indústrias são afetadas desde o início da tarde de ontem. Das 228 empresas que formam o polo industrial, apenas cerca de 30% têm geradores, que estão ficando sem combustível. "Agora, praticamente todas estão sem energia. Um caos absurdo, nosso polo está parado", lamentou o presidente do grupo, Anderson Festa.

Associação do polo industrial estima prejuízo diário de R$ 50 milhões. "O prejuízo deve chegar a esse valor a cada 24 horas sem energia. Mas não estão nessa conta os custos com multas por atrasos de fornecimento e horas extras para equalizar a carga de trabalho", disse Festa.

Grande SP tem 1,3 milhão de imóveis sem luz

Até 10/12, a  noite, eram 2,2 milhões de clientes sem energia. De acordo com dados da Enel, atualizados por volta das 13h de 11/12, esse número diminuiu para 1,3 milhão. Equipes técnicas teriam trabalhado durante a madrugada para resolver a situação.

Só na capital paulista, são mais de 900 mil unidades consumidoras sem o serviço. Isso significa que cerca de 16% da cidade segue afetada, uma vez que a concessionária atende 5,8 milhões de imóveis no território.

ANEEL NOTIFICA ENEL

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) notificou a Enel na tarde de ontem e pediu esclarecimentos sobre o apagão. Segundo a agência, a concessionária já sabia da formação do ciclone extratropical que impulsionou a ventania, mas mesmo assim milhões ficaram sem luz. Em nota, o órgão afirmou que a reincidência e a gravidade das falhas podem configurar descumprimento contratual e levar até à recomendação de caducidade da concessão.

A Enel informou que a área de concessão foi afetada por fortes rajadas de vento. Por causa disso, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores. Em caso de falta de luz, a companhia orienta que os clientes priorizem os canais digitais para agilizar o atendimento.

Queda de arvores e logística de reparos das redes

Os fortes ventos e chuvas que atingiram São Paulo causaram quedas de árvores e destruição da infraestrutura elétrica, afirmou Marcelo Puertas, diretor regional da Enel São Paulo. A queda de árvores derrubou postes, redes e transformadores, exigindo reconstrução completa em vários pontos. "Quando cai uma árvore, ela derruba o poste, ela derruba a rede, ela derruba o transformador, e a gente tem que reconstruir a rede, não se trata de uma emenda de cabo ou uma atividade simples. É uma atividade extremamente complexa", explicou Puertas.

A logística para o reparo envolve transporte de equipamentos pesados e mobilização de equipes. "Nós temos toda uma logística de atendimento na cidade, mas imagina que eu tenho que voltar para a base operacional, pegar todos esses equipamentos, um poste, para vocês terem uma ideia, ele pesa 1.500 quilos e precisa de guindaste", detalhou o diretor.

A Enel mobilizou 1.600 equipes para atuar desde o início dos problemas. "Nós estamos trabalhando desde ontem, nós estávamos preparados para esse efeito, a gente sabia que esse evento ia acontecer e a gente trabalhou com 1.600 equipes ontem e a gente repete esse número para hoje para fazer todo o restabelecimento", afirmou Puertas.

POR QUE A RECONSTRUÇÃO LEVA TEMPO

A reconstrução da rede elétrica é um processo demorado por envolver desafios técnicos e de segurança. Além da necessidade de substituir postes e transformadores, a Enel explica que o trabalho só pode ser feito após a remoção segura de árvores e avaliação de riscos de novas quedas ou deslizamentos.

O atendimento simultâneo a múltiplos pontos afetados dificulta a priorização dos reparos. Segundo relatos da Enel, a extensão dos danos e as condições climáticas adversas tornam o serviço mais lento, mesmo com reforço de equipes.

 

CONSEQUENCIAS

·        Até 10/12, a  noite, eram 2,2 milhões de clientes sem energia. De acordo com dados da Enel, atualizados por volta das 13h de 11/12, esse número diminuiu para 1,3 milhão. Equipes técnicas teriam trabalhado durante a madrugada para resolver a situação.

·        Mais de 48 horas após terem ficado sem energia, milhares de moradores de São Paulo continuam sem previsão de retorno do serviço. A Enel passou a classificar esses casos como "alta complexidade" e não informa mais prazo para solucionar o problema.

·        Cerca de 700 mil imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo após a passagem de um ciclone extratropical.  

·        Dois dias após o início do apagão causado pela passagem de um ciclone extratropical, mais de 619 mil imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo na madrugada de sexta-feira (12).

·        A falta de energia também afetou o abastecimento de água.  

·        CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que 218 semáforos estão apagados pela falta de energia.  

·        Voos cancelados: Ao menos 80 voos foram cancelados na manhã desta quinta-feira (11) nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas. Já são 15 no primeiro e 67 no segundo. Os cancelamentos seguem pelo 2º dia, com 380 voos ao total entre ontem e hoje, reflexo de ventos intensos.    

·        Mais de 50 horas depois do vendaval, a Região Metropolitana ainda tem 689 mil imóveis às escuras, segundo o boletim publicado pela concessionária Enel às 12h de sexta-feira (12). No pico, na quarta (10), o apagão atingiu 2,2 milhões de imóveis.

·        A falta de energia afeta serviços essenciais, como semáforos, abastecimento de água e mobilidade urbana. Já os aeroportos de Congonhas, na capital, e de Guarulhos, que tiveram dias de caos e cancelamentos, estão com operação normalizada.

·        O fim de semana começou com meio milhão de imóveis sem luz. Até a última atualização, de 15h52, eram 363.829 imóveis afetados. Na quarta-feira (10), eram 2,2 milhões afetados.

·        Só na capital paulista, são 263.367 pontos sem o serviço. Isso significa que 4,53% do território segue sem luz.

·        Na região metropolitana, Embu-Guaçu é o município que enfrenta a situação mais crítica. No local, há 13.962 imóveis sem energia, o equivalente a 61% dos clientes sem luz.

·        Quatro dias após a passagem de um ciclone extratropical por São Paulo, a Enel disse que restabeleceu, na manhã de 13/12, a energia para 99% dos clientes que tiveram o fornecimento. Mais de 95 mil imóveis na região metropolitana seguem sem luz.

·        Na cidade de São Paulo, mais de 56 mil clientes estão sem energia elétrica, de acordo com a Enel. O balanço é das 15h30 deste domingo (14).

·        Mais de 160 mil imóveis seguem sem luz na grande SP

·        Em razão da falta de energia elétrica, foram registrados prejuízos milionários ao comércio e danos incontáveis ao consumidor. Remédios e alimentos foram descartados prematuramente ao longo dos últimos dias.

·        Em 15/12, a  cidade de São Paulo, que tem o maior contingente de clientes, é a região que mais sofre: são quase 39 mil consumidores às escuras. Mais cidades da Grande São Paulo também continuam sendo atingidas. Em Itapevi, dos 98 mil consumidores, há 893 sem energia. É quase 1% do total. Ao todo, nesta manhã, 0,64% dos clientes está sem energia.

·        A Enel divulgou um comunicado de manhã, 15/12,  informando que havia conseguido restabelecer o padrão de normalidade de sua operação. Diz ainda que suas equipes de reparo continuam nas ruas trabalhando para restabelecer o serviço.

·        A concessionária explicou também que há uma variação normal ao longo do dia no número de clientes sem energia.  “Enquanto equipes restabelecem o fornecimento em alguns pontos, novas ocorrências podem ser registradas em outros trechos da rede, seja por fatores climáticos, objetos arremessados sobre a rede ou manobras técnicas necessárias para a execução dos reparos”.

PREJUÍZO NO COMÉRCIO

Comércio e serviços já perderam ao menos R$ 1,54 bilhão em faturamento entre a quarta-feira (11) e a quinta (12) na cidade de São Paulo por causa da falta de eletricidade, segundo levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O prejuízo é maior para os serviços, que deixaram de faturar pouco mais de R$ 1 bilhão nesse período, enquanto o comércio perdeu R$ 511 milhões.

O prejuízo para o setor de bares, restaurantes e hotéis, por conta do apagão em São Paulo, pode chegar a R$ 100 milhões, segundo estimativa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp).

A entidade calcula que 5 mil estabelecimentos foram atingidos pela falta de energia na capital, municípios da região metropolitana e parte do interior devido às chuvas e fortes ventos. Os danos incluem perda de equipamentos, de alimentos e de clientes. A Fhoresp representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado e mais de 20 sindicatos patronais.

Fontes: g1 SP - 11/12/2025; UOL, em São Paulo - 11/12/2025; Folha de São Paulo - 12.dez.2025; g1 SP - 14/12/2025; Agência Brasil - 15/12/2025

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quinta-feira, dezembro 11, 2025

INCÊNDIO EM FÁBRICA DE PRODUTOS PARA PETS EM MONTE MOR

 


Uma fábrica de produtos para pets pegou fogo na madrugada de quinta-feira (4/12), na Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), região do bairro Casa Blanca, em Monte Mor (SP).  

CORPO DE BOMBEIROS

Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 2h40, quando as chamas já se espalhavam pelo galpão da empresa.

No total, seis viaturas foram enviadas ao local. Equipes de Hortolândia (SP), Sumaré (SP), Nova Odessa (SP) e Piracicaba (SP) atuam no combate ao incêndio, que se estende até o início da tarde de quinta.

“No momento, a maior dificuldade é que esse material lembra muito uma fralda infantil. São tapetes para pets e eles absorvem muita água, o que dificulta, porque a água não chega até o final”, disse o tenente do Corpo de Bombeiros.

O tenente também afirmou que é preciso realizar a retirada de todo o material para que o combate às chamas seja cessado por completo. Pelo menos 90 mil litros de água foram utilizados para conter as chamas.

MATÉRIA PRIMA

A empresa tem como matérias-primas celulose, plástico e papel, e fabrica tapetes higiênicos para pets.

VÍTIMAS

Não houve vítimas.

DANOS MATERIAIS

Dois galpões de depósito da empresa foram totalmente destruídos, e os bombeiros atuam na preservação do prédio principal, onde ocorre a produção de mercadorias.

DEFESA CIVIL

A Defesa Civil da cidade também prestou apoio com caminhão-pipa e retroescavadeira.

AS CAUSAS DE INCÊNDIO

Ainda serão investigadas.  Fontes: EPTV e g1 Campinas e Região-4/12/2025  

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domingo, dezembro 07, 2025

INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES NO HOSPITAL DE FORTALEZA

 As chamas começaram um pouco antes das 11h e atingiram a área externa do hospital. O fogo foi controlado por volta de 11h30, de acordo com o Corpo de Bombeiros.  

Nenhuma área assistencial do hospital foi atingida pelas chamas e não há feridos.

TRANSFERÊNCIAS DE PACIENTES E BEBÊS

Devido às chamas, 117 crianças bebês internados no hospital e 153 mulheres precisaram ser transferidos para outras unidades hospitalares. Os pacientes foram encaminhados para oito diferentes pontos da rede de saúde de Fortaleza — tanto municipais, quanto estaduais.

BEBÊS LEVADOS PARA LOJA

Vídeos mostram a fumaça na unidade hospitalar e diversos funcionários retirando pacientes às pressas. Os bebês foram colocados provisoriamente nas lojas do centro comercial até a chegada de ambulâncias.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento que uma loja de acessórios de celulares recebe quatro incubadoras com bebês retirados da UTI Neonatal do Hospital Geral. Dr. César Cals.

Após 8 horas, a operação de transferência dos pacientes foi encerrada. Ao todo, 153 mulheres e 117 bebês foram transferidos para várias unidades de saúde da Capital.

INCÊNDIO OCORREU EM SUBESTAÇÃO DE ENERGIA

Em nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) disse que o incêndio foi registrado na subestação de energia do hospital.

CORPO DE BOMBEIROS

"As equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária de energia atuaram de forma imediata, controlando as chamas e a fumaça prontamente. Nenhuma área assistencial foi atingida e não há feridos", pontuou a pasta.

CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA

A Enel Distribuição Ceará informou que "houve um defeito interno na rede de energia local, que é de responsabilidade do Hospital César Cals".

A empresa realizou desligamento emergencial na unidade hospitalar para garantir os trabalhos das autoridades. Por volta de meio-dia, a UTI Neo foi ligada. Depois, foram ligadas outras áreas prioritárias do hospital ao longo do dia.

"A distribuidora informa ainda que também deslocou geradores e equipe especializada para prestar o apoio necessário durante a ocorrência".

SUBESTAÇÃO DO HOSPITAL 

A subestação de energia elétrica do Hospital havia passado por manutenção um dia antes do incêndio registrado no fim da manhã de quinta-feira (13), segundo o diretor-geral da unidade de saúde.  

Um grande estrondo e muita fumaça foram alguns dos primeiros sinais do incêndio que atingiu as docas do hospital, desencadeando um mutirão de funcionários e transeuntes para auxiliar no combate às chamas e na retirada dos pacientes.

"Com a ajuda da brigada de combate de incêndios do próprio hospital, conseguimos conter o fogo", apontou o diretor do hospital, ressaltando que a área assistencial do local "não foi afetada".

Apesar do ocorrido, o diretor confirmou que todas as manutenções do hospital estavam em dia, o que não indicava, em nenhum cenário, a possibilidade de ocorrências como a que foi registrada. "Todos os equipamentos do hospital têm contrato de manutenção. Nós temos alvará de funcionamento, concedido após inspeção este ano no hospital. Então, ele tem a integridade mantida em todos os setores e tem condições amplas de funcionamento", reforçou.

O diretor destacou ainda que os extintores do hospital estavam "dentro do prazo de validade" e haviam sido inspecionados. Todos se tornaram essenciais na ação da brigada de incêndio para conter o fogo.

O Hospital vai ficar fechado por tempo indeterminado. Fontes: Diário do Nordeste-14 de Novembro de 2025; g1 CE - 13/11/2025

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terça-feira, dezembro 02, 2025

ANVISA MANDA RECOLHER LAVA-ROUPAS LÍQUIDO DA YPÊ POR CONTAMINAÇÃO

 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou na quinta‑feira (27/11) o recolhimento de lotes de sabão líquido de lavar roupa da marca Ypê.

De acordo com a agência, a própria fabricante constatou a contaminação microbiológica nos produtos, a partir da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nesses lotes.

>> OS LOTES A SEREM RECOLHIDOS SÃO:

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê - versão Primavera (Lote 254031, 193021);

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê - versão Maciez (Lote 097021);

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Express - versões “Combate Mau Odor” (Azul) (Lotes: 176011, 228011, 205011, 203011, 169011) e “Cuida das Roupas” (Rosa) - (Lotes: 181011, 170011, 220011);

Lava Roupas Líquido Ypê Power Act (Lotes: 228031, 190021, 223021).

Além do recolhimento, está suspensa a venda e distribuição dos lotes.

Anvisa determina recolhimento de sabão líquido da marca Ypê por contaminação por bactéria.

 Os consumidores que tiverem produtos dos lotes citados devem entrar em contato com o SAC da empresa - 0800 1300 544. Os consumidores irão receber um novo produto, informou a empresa.

Em comunicado, a marca Ypê informou que a bactéria foi encontrada a partir de testes feitos por um laboratório especializado independente.

A bactéria é comumente presente no ar e na água, com baixa probabilidade de causar danos às pessoas, conforme a nota.

"De forma isolado, o microorganismo pode causar ou agravar eventual quadro infeccioso em pessoas com sistema imunológico debilitado. E mesmo que este risco ainda seja minimizado pelas características normais de utilização de um lava-roupas (diluição em água, inexistência de contato prolongado com a pele), recolheremos os produtos do mercado", diz a empresa. Fonte: Agência Brasil-Publicado em 27/11/2025

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terça-feira, novembro 25, 2025

TORNADO ARRASA A CIDADE RIO BONITO DO IGUAÇU NO PARANÁ

LOCALIZAÇÃO 

Rio Bonito do Iguaçu é um município localizado na região Centro-Sul do estado do Paraná, a aproximadamente 400 quilômetros de Curitiba (capital do estado). O município, com  população estimada de cerca de 14 mil habitantes segundo dados do IBGE de 2020, encontra-se próximo à cidade de Laranjeiras do Sul, localizada a apenas 18 quilômetros de distância.

Registros mostram que as rajadas provocaram destelhamento de residências, além de quedas de árvores e postes.  A cidade está sem energia elétrica e quase 50% das estruturas da área urbana   foram deterioradas.

Estima-se que mais de 50% da zona urbana foi afetada por destelhamentos. Houve inúmeros colapsos estruturais  de edificações comerciais, de órgãos públicos e residências. A malhas viária foi comprometida e a rede elétrica foi danificada. Informou a Defesa Civil.

TORNADO

O tornado atingiu a cidade por volta das 17h30 de sexta‑feira (7/11). Segundo meteorologistas, o fenômeno foi causado por um ciclone extratopical que atinge o sul do país.

Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais atingida, mas outros municípios da região, como Laranjeiras do Sul e Guarapuava também sentiram os efeitos do tornado. O tornado atingiu a cidade com temporal, vento forte e granizo, deixando um rastro de destruição.

A tempestade que atingiu a cidade foi causada por um tornado formado dentro de uma supercélula, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

Na escala Fujita, que determina a intensidade dos tornados, a tempestade foi classificada inicialmente como um F2, quando são registrados ventos de 180 a 250 km/h. Horas depois, contudo, o Simepar alterou o diagnóstico, elevando o fenômeno para F3 (entre 250 e 330 km/h).

INFRAESTRUTURA

ENERGIA ELÉTRICA

Segundo a Copel, 280 postes e três torres de alta tensão da região foram derrubadas pelos ventos, deixando a cidade no escuro.

ESTRADAS

Diversas estradas e rodovias foram bloqueadas. As rodovias PRC-158, em Rio Bonito do Iguaçu, e PRC-466, em Guarapuava, tiveram o tráfego de veículos interrompidos  mas já estão liberadas. A desobstrução da PR-170, por outro lado, deve demorar cerca de 10 dias devido à intensidade dos estragos.

VÍTIMAS E RESGATE

Mortes – Ribeirão Bonito do Iguaçu (7); Guarapuava (1)

Feridos - o serviço médico e de socorro da região atendeu 835 pessoas. Mais de 30 pessoas  seguiam internadas, sendo quatro delas em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

DEFESA CIVIL

A Defesa Civil enviou para a cidade 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kits higiene, 204 kits limpeza, 150 kits dormitório e 54 bobinas de lona.

Mais de mil pessoas ficaram desalojadas e ainda dependem de abrigos ou da ajuda de vizinhos e parentes.

Na cidade, escolas, postos de saúde e centros comunitários estão sendo usados como abrigos temporários.

MEDIDAS DE EMERGÊNCIAS

Diversas corporações estaduais estão na região. Equipes dos bombeiros, da Polícia Militar, da Secretaria de Saúde e de outros órgãos prestam auxílio. Há suspeita de vítimas presas em escombros. Cães farejadores são usados nas buscas.

SAÚDE

Hospitais da região de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel estão mobilizados para o atendimento às vítimas.

Em Laranjeiras do Sul, os atendimentos estão sendo realizados em duas unidades hospitalares, uma unidade de saúde e uma faculdade. Em um dos hospitais, 216 atendimentos foram realizados até o momento. Desse total, 51 foram transferidos para outras unidades, três passaram por cirurgia de ortopedia, uma por cirurgia geral e dois pacientes estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado instável.

Em outro hospital, 100 atendimentos foram realizados, sendo que cinco deles cirúrgicos, cinco pessoas foram transferidas e duas crianças e cinco gestantes atendidas. Os demais casos são de pacientes clínicos estáveis. Na Unidade de Saúde foram 103 atendimentos e, na faculdade, 18 casos. Os pacientes que precisaram de transferências foram levados para o Hospital Universitário de Cascavel e o Hospital Regional de Guarapuava.

Mais de 30 ambulâncias da 5ª e 7ª Regionais de Saúde estão disponíveis para atendimento, com mais de 100 profissionais de saúde e voluntários envolvidos. Os Pronto Atendimentos de Nova Laranjeiras, Cantagalo e Saudade do Iguaçu também foram disponibilizados para receber as vítimas.

O Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) foi acionado e enviou 1.000 unidades de soro 500 ml e 1.000 unidades de ringer (outro tipo de soro) para apoio aos hospitais de Laranjeiras do Sul. Municípios da região do desastre também estão doando medicamentos e insumos para as unidades que estão recebendo os pacientes.

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) também está enviando cerca de 10 mil unidades de 17 tipos de materiais diferentes, incluindo ataduras, seringas, compressas, agulhas, entre outros insumos, que auxiliarão os hospitais nos atendimentos das vítimas.

TESTEMUNHAS DO EVENTO

·      A dona de casa Kelly, que viu sua casa desabar diante dos olhos. "Tudo aconteceu muito rápido. O céu escureceu, começou a ventar e derrubou a janela. Só deu tempo de pegar um colchão pra colocar em cima da minha família pra proteger. Mesmo assim, duas tias ficaram feridas. Da casa não sobrou nada", contou ainda em choque.

·      Vendaval durou de 30 a 40 segundos e "detonou tudo", disse Adilson Camilo, morador de Rio Bonito do Iguaçu."Começou a voar tudo. Voaram telhas, parede. Tudo o que você imaginar", contou. Corremos para o banheiro e o banheiro voou, começou a rachar. Corremos para o quarto de visitas e começou a desabar. Corremos para o nosso quarto, nos abraçamos a pedimos a Deus: 'Deus, ajuda a gente, por favor', disse Adilson Camilo.

·      Na quadra ao lado, Eliandro Felan, dono de uma conveniência, também não sabe como será o futuro. O telhado do estabelecimento foi arrancado pelo vento, a fachada voou longe e o ar‑condicionado despencou sobre um cliente que estava no local e precisou ser levado ao hospital. "Agora, na verdade, vai ser tudo do zero. Vamos ver como será, como virão as ajudas e ver como vai ficar", afirma.

·      Roseli Pereira de Souza é dona de uma panificadora, conta que, no momento em que o tornado atingiu a cidade, estavam trabalhando. O vento destruiu o estabelecimento, mas os cinco funcionários e os clientes que estavam no local não se feriram. "A gente ainda não parou pra pensar como será daqui para frente. Primeiro estamos vendo os estragos, ver o que dá para aproveitar." Ela não sabe estimar os prejuízos, mas diz que a destruição foi total.

·      A técnica de enfermagem aposentada Glaci Tereza Merlak, 63, estava em casa com o marido, Vilmar, quando o tornado iniciou. Eles conversavam sobre a possibilidade de temporal quando foram surpreendidos pelo vento forte. O marido tentou segurar uma porta de vidro, que acabou estourando e o jogou contra uma geladeira, arrastada por vários metros. Ferida, ela procurou ajuda dos vizinhos. "Tentamos abrir a porta para pedir socorro, mas não havia a quem, porque todos estavam na mesma situação", relata.

·      A aposentada Tereza Bittu, 88, conta que um fogão salvou sua vida. A parede da casa desabou em sua direção, mas um fogão que estava em um local mais elevado da residência serviu como proteção. Socorrida por um vizinho, com apoio de policiais, ela foi levada para um hospital de Laranjeiras. O olho roxo e marcas pelo corpo mostram o impacto de objetos contra ela. "Eu acho que escapei foi pelo amor de Deus", afirma. A aposentada está na casa de uma filha em Laranjeiras do Sul.

LIMPEZA DA CIDADE

O coordenador da Defesa Civil do estado, afirmou que a cidade deve estar limpa em dois ou três dias, com a retirada de entulhos e escombros.  

PREJUÍZOS

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estimou que os prejuízos já ultrapassariam 114,5 milhões.

RECONSTRUÇÃO

Cerca de 40% dos imóveis da cidade precisarão ser totalmente reconstruídos, aponta relatório preliminar Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná) e da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná).

Os outros imóveis atingidos, 60%, ainda teriam condições de passar apenas por reformas, sem necessidade de demolição.

Segundo a concessionária de energia, Copel, cerca de 200 profissionais estão na cidade para restabelecimento de energia elétrica. Fontes: Correio do Povo-08/11/2025; Folha de São Paulo - 8.nov.2025; BBC News Brasil - 8 novembro 2025; UOL- 08/11/2025; UOL- 09/11/2025; Folha de São Paulo - 9.nov.2025; Folha de São Paulo - 10.nov.2025; Folha de São Paulo - 11.nov.2025



ATUALIZAÇÕES DAS INFORMAÇOES – 26/11/2025

·      Tornado em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, Paraná, foi classificado como F4 com ventos de até 418 km/h, conforme laudo do Simepar.

·      Onze cidades foram atingidas; Turvo teve ventos F2. Inicialmente, ventos foram estimados em F2, mas elevou-se para F3 antes de confirmar F4.

·      Destruição em 90% de Rio Bonito do Iguaçu deixou mais de mil desalojados e sete mortos, incluindo um caso de morte por estresse pós-traumático.

O laudo técnico elevou para categoria F4 os ventos em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava. Nova avaliação foi divulgada hoje pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

O que aconteceu

Um tornado de categoria F4 na escala Fujita, tem ventos estimados entre 332 km/h e 418 km/h. Simepar concluiu nesta semana o laudo técnico que detalha a trajetória e a classificação dos três tornados que atingiram 11 cidades do Paraná naquela data.

Ventos que atingiram cidade de Turvo foram mantidos na categoria F2. Neste caso, a velocidade do vento é estimada entre 180 km/h e 253 km/h.

Onze municípios foram atingidos: Rio Bonito do Iguaçu, Turvo, Guarapuava, Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Cantagalo e Candói.

Inicialmente, o Simepar estimou ventos de 250 km/h (F2), mas dias depois elevaram para 330 km/h (F3). A escala Fujita, sistema usado para classificar tornados, vai até o nível F5.

Escala de tornados:

F0 > ventos entre 65 km/h e 116 km/h;

F1 > ventos entre 116 km/h e 180 km/h;

F2 > ventos entre 180 km/h e 253 km/h;

F3 > ventos entre 253 km/h e 332 km/h;

F4 > ventos entre 332 km/h e 418 km/h;

F5 > ventos entre 418 km/h e 511 km/h.

Fonte: UOL, em São Paulo - 26/11/2025 

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terça-feira, novembro 18, 2025

POR QUE OS TRENS NÃO TÊM CINTO DE SEGURANÇA?


Aviões têm. Carros também. Por que não trens? A resposta não é tão óbvia: uma mistura de design, física e um pouco de economia.

Os trens de fato não são o meio de transporte mais comum no Brasil. Mas se você já viajou pela ferrovia Vitória-Minas, a Estrada de Ferro Carajás ou mesmo em um trem europeu, deve ter notado uma característica particular: não há cintos de segurança.

Os carros têm, os ônibus e os aviões também, mas nos trens eles não são obrigatórios nem comuns. No Brasil, o cinto de segurança é obrigatório apenas nos assentos reservados para pessoa portadora de deficiência. A razão, segundo especialistas, não é a falta de preocupação com a segurança, mas sim uma combinação de fatores técnicos, práticos e econômicos.

Para começar, os acidentes ferroviários são extremamente raros. Dados da Comissão Europeia de 2019 indicam que o risco de morte para um passageiro de trem na União Europeia é de apenas 0,09 mortes por bilhão de quilômetros percorridos, cerca de 28 vezes menor do que no transporte por automóvel. Diante dessa baixa taxa de acidentes, equipar todos os trens com cintos seria um gasto difícil de justificar, conforme o IFL Science.

Mas a explicação vai além dos custos. Os trens são projetados de forma muito diferente dos carros: os passageiros podem viajar em pé, caminhar entre os vagões ou trocar de assento. Essa variedade de posições torna impossível garantir o uso do cinto no momento de um acidente. Neste cenário, os passageiros que circulam livremente podem se tornar projéteis humanos, colocando os demais em risco.

Um relatório de segurança ferroviária explica que a maior parte das lesões em acidentes de trem ocorre devido ao impacto dos passageiros contra os assentos. No entanto, nos trens, eles são projetados para absorver o choque e limitar o movimento corporal, reduzindo a gravidade das lesões. Nesse contexto, os cintos de segurança não trariam uma melhoria significativa e, em alguns casos, poderiam até piorar os resultados.

POUCO PRÁTICO

Pesquisadores também testaram a instalação de cintos de segurança de três pontos, semelhantes aos usados em automóveis. Os resultados foram mistos: os passageiros que os usavam sofriam menos lesões e os que não os utilizavam saíam mais prejudicados ao colidir com assentos mais rígidos. Entretanto, chegou-se a detectar um aumento de lesões cervicais em mulheres de baixa estatura e adolescentes.

Além disso, o cinto de segurança de três pontos não pode ser facilmente adaptado aos assentos existentes dos trens, o que exigiria a substituição de toda a infraestrutura interna dos vagões.

Assim, instalar cintos de segurança em trens também seria pouco prático. Como explicou o jornal americano The New York Times, a opção mais simples e econômica — o cinto de dois pontos usado em aviões — não protegeria adequadamente os passageiros em trens, que se movem lateralmente, além de para frente e para trás.

Em teoria, se todos os passageiros permanecessem sentados e com os cintos afivelados durante toda a viagem, os cintos poderiam melhorar a segurança. Mas isso quebraria a essência da experiência de viajar de trem, em que os passageiros valorizam a liberdade de se movimentar, levantar-se ou ir até o vagão restaurante.

"Isso tem sido considerado por muitos anos”, explicou em 2017 Steven R. Ditmeyer, ex-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Administração Federal Ferroviária dos Estados Unidos, ao site Global News. "Em nenhum lugar do mundo se usam cintos de segurança em trens. As pessoas gostam de viajar de trem justamente pela liberdade de se levantar e caminhar, e os funcionários não querem ter que obrigar os passageiros a usar cintos.”

Portanto, ao menos por enquanto, a resposta parece clara: os cintos de segurança não são necessários nos trens, não porque não sejam importantes, mas porque o design, a segurança estrutural e a baixa taxa de acidentes fazem com que viajar sem eles continue sendo uma das formas mais seguras de locomoção. Fonte: DW - 19 de outubro de 2025 

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