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quinta-feira, março 30, 2017

Cuidado com pós-queda do trabalhador em altura

IMPORTANTE
Em caso de queda, a ausência de movimento dos músculos das pernas adicionada à pressão das tiras do cinto restringem o retorno do fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Esta condição pode levar a um estado de inconsciência, sérios danos vasculares ou até mesmo a morte, caso o fluxo sanguíneo não se restabeleça - motivo pelo qual o resgate deve ser feito rapidamente.

SINTOMAS
1.Formigamento, amortecimento;
2.Tonturas, náuseas, hipertermia, inconsciência;
3.Represamento de volume circulatório nos membros inferiores, resultando várias complicações (choque circulatório, reações fisiológicas, entre outras)
4.Traumas irreversíveis, óbito

ACESSÓRIO PARA CINTO PARAQUEDISTA- FITA DE SUSPENSÃO PÓS QUEDA
Objetivo: evitar o efeito de uma suspensão pós-queda.
Características: compacta, leve, versátil, múltiplas opções de ancoragem, rápida e de fácil instalação e implantação, adaptável à qualquer cinto paraquedista. Possui múltiplos laços para encaixe dos pés, possibilitando o seu uso a qualquer usuário.
Quando o trabalhador encontra-se lúcido e em posição de pós-queda, a fita de suspensão possibilita o alívio da pressão exercida nas diversas regiões do corpo pelo cinto paraquedista, enquanto o trabalhador aguarda o resgate.
A fita de suspensão pós-queda permite que haja alívio imediato da pressão sanguínea, colocando um dos pés dentro dos laços e então apoiando o peso do corpo sobre ele.
Os trabalhadores podem optar pelo uso de uma ou duas fitas, para maior estabilidade.
Fonte: MSA – The Sfety Company

Comentário: Como o sangue circula
 O coração é um órgão dotado de músculos muito fortes e que tem como função bombear o sangue sob grande pressão para todo o corpo através de tubos chamados de artérias. Ao longo de seu percurso as artérias vão se ramificando e se tornando cada vez mais finas até atingirem a espessura de um fio de cabelo, quando passam a ser chamadas de capilares. O sangue que flui nas artérias tem a finalidade de transportar oxigênio e nutrientes para todas as partes do organismo. A seguir, os capilares vão se reunindo em pequenas vênulas, até formarem tubos progressivamente mais calibrosos chamados veias, responsáveis pelo retorno do sangue ao coração.

AS VEIAS: RETORNANDO O SANGUE PARA O CORAÇÃO.
As veias têm por função transportar o sangue venoso que vem carregado dos produtos da digestão celular e que necessita chegar ao coração para que este o impulsione para os pulmões, onde vai ser oxigenado para poder voltar aos tecidos a fim de nutrí-los.

AS VEIAS NOS MEMBROS INFERIORES
As veias presentes nos membros inferiores são basicamente formadas pelo sistema profundo e pelo superficial. O sangue circula por elas correndo tanto superficialmente como no plano profundo, partindo do pé e dirigindo-se para o coração.

As veias profundas, também chamadas internas, são as mais importantes pois respondem por 90% da circulação de retorno e correm pela perna e coxa, em meio à musculatura e, mais ainda, com a proteção do manguito ou bainha aponeurótica (espécie de tecido fibroso de pouca elasticidade) que, como uma meia, cobre a camada muscular. As veias superficiais estão situadas no tecido subcutâneo, próximas à pele, e parte delas é normalmente visível.

As veias superficiais acabam desembocando nas profundas, tanto por sua terminação, como através de comunicações que se fazem ao longo de seu trajeto por pequenas veias curtas que atravessam a aponeurose, chamadas de veias perfurantes, que levam o sangue do sistema superficial para o profundo.

MECANISMOS QUE AUXILIAM O SANGUE A VENCER A AÇÃO DA GRAVIDADE.
Devido à posição ereta do homem, o sangue que retorna das pernas para alcançar o coração, correndo de baixo para cima, tem que vencer a ação da gravidade e outros obstáculos a este retorno. Quando estamos deitados, e principalmente com as pernas para o alto, o sangue retorna facilmente pelas veias. Quando estamos sentados ou em pé, o sangue tem dificuldade para retornar ao coração devido à ação da gravidade. A própria força de bombeamento do sangue pelo coração para os tecidos é um importante fator a auxiliar o seu retorno. Essa força de impulsão é contínua e graças a ela , mesmo quando o indivíduo permanece sem se movimentar, de pé, sentado ou deitado, o sangue venoso continua a fluir ininterruptamente em direção ao coração. Além dessa força de impulsão, a natureza criou outros mecanismos para vencer a gravidade e auxiliar o retorno do sangue dos pés ao coração:

A presença de pequenas válvulas no interior das veias que deixam o sangue passar em direção ao coração mas impedem que o sangue volte. São pequenas estruturas ("saquinhos ou bolsinhos") em seu interior e que impedem o refluxo sangüíneo, pois quando isto se dá, elas se enchem, fechando o orifício da veia, impedindo que o sangue desça. As válvulas existem em quase todas as veias, mas são mais numerosas nas pernas;
Durante uma caminhada normal, o contato da sola do pé de encontro ao chão, pressiona uma rede venosa aí existente que impulsiona o sangue dos pés em direção às pernas, e a seguir a musculatura das panturrilhas ("barriga das pernas") bombeia o sangue das veias de volta ao coração. Fonte:  Profa. Dra. Merisa Garrido e Prof. Dr. George C. Luccas

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sexta-feira, março 24, 2017

Trabalhadores drogados interrompem produção da BMW

A BMW confirmou rumores de que dois de seus funcionários interromperam a produção em uma de suas fábricas depois de ficarem drogados.
A história refere-se a um incidente que foi confirmado e ocorreu em 03 de março de 2017, quando dois funcionários de uma de suas linhas de montagem desmaiaram perto do final de seus turnos.
Depois de ser examinados por médicos solicitados por seus colegas de trabalho, foi constatado que os dois trabalhadores da linha de montagem tinham  consumido álcool em "grande quantidade", e um deles também tinha usado drogas sintéticas.

A BMW não forneceu os nomes, mas os relatórios anotaram que um deles tinha  anfetamina em sua corrente sanguínea, enquanto outro  estava alcoolizado
A linha de produção onde os dois funcionários estavam trabalhando ficou paralisada por cerca de 40 minutos.
O atraso na produção foi inicialmente avaliado em mais de um milhão de euros, mas a BMW especificou que as perdas caíram "na faixa de cinco dígitos". Isso significa que centenas de milhares de euros foram perdidos pela companhia porque dois trabalhadores estavam drogados durante a pausa de trabalho..

Os dois trabalhadores estavam no terceiro turno da fábrica, que opera até tarde da noite. Segundo relatos, eles caíram inconsciente por volta das 22 h 40 min.
O trabalhador alcoolizado foi demitido, enquanto o outro foi transferido para uma clínica para tratamento e posteriormente mudou de cidade.

Funcionários da BMW disseram que é a primeira vez que algo assim aconteceu em sua linha de produção. A montadora da Baviera reforçará regras mais rigorosas para seus funcionários no futuro, destinadas a evitar situações semelhantes.
A BMW não é a única montadora que descobriu que alguns de seus funcionários fizeram coisas indignas em suas pausas de almoço. Um funcionário da Fiat foi apanhado assistindo pornô em seu laptop há alguns anos atrás, mas o tribunal decidiu a seu favor.
Em um incidente separado nos EUA, a Chrysler foi obrigada a recontratar  funcionários que foram demitidos depois que foram filmados fumando maconha e bebendo cerveja nos intervalos para o almoço. Fonte: Autoevolution - 21 Mar 2017

Comentário:
Atualmente uma fábrica  está preocupada com a cadeia de logística de montagem que reduz a estocagem de materiais nas linhas de montagem ao mínimo indispensável, utilizando os processos Kan Ban/Just in Time, em sintonia com os fornecedores. Quando há um imprevisto no processo de montagem, provocando parada na produção, há um enorme prejuízo. Estão em jogo na paralisação,  centenas de milhares ou milhões de dólares.
No Brasil há muita controvérsia sobre o assunto. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) prevê a dispensa por justa causa aos empregados que apresentarem embriaguez habitual ou em serviço. Porém, atualmente, o entendimento dos tribunais é de que essa conduta não justifica a demissão do trabalhador alcoolizado por justa causa. Isso porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a dependência alcoólica como doença e não como desvio de conduta.
Mas existe um risco oculto em que a empresa deve lidar em caso de acidente material ou pessoal de um trabalhador sob influencia de drogas durante o seu desempenho de trabalho.

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segunda-feira, março 20, 2017

Explosão de fone de ouvido da passageira australiana durante vôo

O avião voava de Pequim, na China, a Melbourne, na Austrália, com quase duas horas de vôo, quando o fone de ouvido com baterias  da passageira explodiu e pegou fogo.
A passageira, que não foi identificada, relatou à Agência de Segurança de Transporte da Austrália (ATSB, Australian Transport Safety Bureau) que estava ouvindo música quando ocorreu a explosão.


OCORRÊNCIA
A mulher imediatamente sentiu seu rosto queimando e seus cabelos chamuscados. "Levei as mãos ao rosto, o que fez com que o fone de ouvido ficasse em volta do meu pescoço. Mas continuei a me sentir queimando, então arranquei o fone e o joguei no chão. Ele estava soltando faíscas e pegando fogo", disse ela.

VÍTIMA
A mulher ficou com manchas negras no rosto, cabelos chamuscados e bolhas nas mãos.

CONTROLE DO FOGO
Membros da tripulação correram para ajudá-la. Para apagar o fogo, jogaram um balde de água sobre os fones. A bateria e o revestimento de plástico derreteram e grudaram no chão da aeronave.

CHEIRO DE PLÁSTICO
"Os passageiros passaram o restante do vôo  sentido cheiro de plástico derretido e cabelo queimado," informou a agência australiana.

CAUSA
O relatório não menciona a marca do fone de ouvido, mas aponta que uma das possíveis causas da explosão teria sido uma falha nas baterias de íon-lítio.

AUTORIDADES AUSTRALIANAS ALERTAM PARA O RISCO DE USAR APARELHOS COM BATERIA EM VÔO
A ATSB alertou que "à medida que cresce a gama de produtos que usam baterias, aumenta o potencial de problemas em vôos  e divulgou outros casos com problemas semelhantes ocorridos em vôos.
Dispositivos alimentados por bateria em aviões devem ser mantidos em armazenamento aprovado enquanto eles não estão sendo usados, disse a agência.
As baterias sobressalentes devem ser guardadas na bagagem de mão e, se o passageiro não conseguir encontrar o seu dispositivo a bateria , deve chamar a tripulação de cabina para pedir ajuda e não mover o seu assento.

ACIDENTES
A agência australiana disse já vários incidentes com baterias de lítio durante os vôos, com telefones celulares, tablets.
No ano passado, a decolagem de um avião em Sydney foi interrompida quando foi detectado que estava saindo fumaça do compartimento de bagagem de mão. Descobriu-se que uma bateria de lítio pegara fogo dentro de uma peça de bagagem.
Em outro vôo, nos Estados Unidos, um aparelho eletrônico começou a soltar fumaça depois de ser esmagado sob um assento.
Uma falha das baterias do modelo Galaxy Note 7, da Samsung, fez com que vários aparelhos superaquecessem, pegassem fogo e derretessem - como acidentes registrados no ano passado também ocorreram em aviões, esse modelo específico foi banido de vôos  internacionais.
A Samsung fez um recall do Galaxy Note e a produção desse modelo foi interrompida.
Fonte: DailyMail- 14 March 2017  e  UOL Tecnologia - 15/03/2017

Comentário: Na realidade a tecnologia elimina antigas falhas, mas cria novas falhas latentes. Essas novas falhas são sempre resultante de uma série de eventos não previstos e da convergência de fatores adversos e aparentemente  independentes, que num dado momento, se somam para provocá-la. Quando você compra tecnologia, o risco vem junto.

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quarta-feira, março 08, 2017

Incêndio atinge a Vale Fertilizantes em Cubatão

Uma forte explosão foi registrada na tarde de quinta-feira (05/01/2017)  na Vale Fertilizantes, em Cubatão, às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O incidente foi ocasionado por um incêndio na Unidade 2 da empresa, iniciado em uma correia transportadora. Um dos armazéns, com nitrato de amônio, pegou fogo. A estrutura de outro armazém também foi atingida.

CAUSA DO INCÊNDIO
O gerente de produção das unidades de Cubatão da Vale Fertilizantes, Christian Barge, disse que o fogo iniciou em uma esteira e se alastrou para dois armazéns com fertilizantes. "Um armazém com 10 mil toneladas de nitrato de amônio foi atingido. No caso do outro, a extensão foi mais na parte do telhado. Esse tinha 8 mil toneladas de MAP, também um fertilizante, mas não foi atingido pelo fogo", explica.

CONTROVÉRSIA DA CAUSA DO INCÊNDIO
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas da Baixada Santista, disse ter recebido informações de trabalhadores da unidade de que, três dias antes do incidente, já havia comunicado que a correia transportadora exigia manutenção. Esse aviso não foi atendido, diz ele. “Eles suspeitam de que o incêndio teria sido inicialmente provocado pelo aquecimento do equipamento, o que levou à explosão e ao foco de incêndio

EVACUAÇÃO 
Os trabalhadores precisaram ser evacuados emergencialmente do local. Uma fumaça tóxica de cor amarela pôde ser vista das cidades da região.
O fogo obrigou a evacuação da população no entorno da área industrial, afetando as empresas Yara Fertilizantes e Cesari, além da Unidade 3 da Vale Fertilizantes.
As famílias que moram próximas ao local do incêndio foram evacuadas e retornaram ao seus lares por volta das 21h de quinta-feira. Elas precisaram ser removidas de suas residências por conta da fumaça tóxica jogada na atmosfera, que poderia causar danos aos moradores.
A  Defesa Civil do Município de Cubatão promover a evacuação da comunidade Mantiqueira, que fica nas proximidades da empresa Usiminas, que também foi evacuada.
''Os moradores dessa comunidade (218 famílias) foram retirados com a utilização de três ônibus disponibilizados pela empresa e levados para uma escola do Município''.
No final da noite, a Prefeitura de Cubatão informou que os moradores da Mantiqueira não precisaram dormir na escola João Ramalho e, por volta de 21h30, começaram o retorno para casa em ônibus destacados pela Administração e por indústrias da cidade.

FUMAÇA TÓXICA
A fumaça foi produzida durante, pelo menos 5 horas. Ela é resultado da queima do nitrato de amônio que, a partir daí, produziu amônia e gases nitrosos, que são tóxicos. Para as pessoas, ele pode ocasionar efetivos adversos à saúde, como problemas respiratórios, irritação nos olhos e também na pele.

INTERRUPÇÃO DE RODOVIAS
Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), por conta do vazamento de produto perigoso em área fora do trecho de concessão, o acesso à Avenida Plínio de Queiroz, que leva à Margem Esquerda do Porto, no Km 248, foi bloqueado nos dois sentidos durante a tarde e liberado no início da noite.

CANAL DO PORTO FECHADO
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, também tomou medidas de precaução contra a fumaça tóxica e decidiu "fechar" temporariamente o Canal do Porto de Santos. A ação preventiva começou às 16h30  e terminou por volta das 19h10.
A decisão de permitir o trânsito de embarcações aconteceu após uma equipe da Capitania dos Portos de São Paulo, que estava no Estuário, próximo a Cubatão, notar que a fumaça já não estava mais peto do Canal.

PARALISAÇÃO DA PRODUÇÃO
Seguindo as diretrizes de segurança da empresa, houve evacuação imediata e paralisação da produção da unidade e empresas vizinhas.

CORPO DE BOMBEIROS
Ao todo, 15 equipes do Corpo de Bombeiros da Baixada Santista e 20 da Grande São Paulo foram deslocadas ao local para atenderem a ocorrência, além da Brigada de Incêndio da empresa.

PAM DO PORTO
A Codesp informou que, em cerca  de quatro minutos após a notificação do acidente na Vale, enviou seu veículo autobomba e a Brigada de Incêndio, com equipamentos de respiração e primeiros socorros, para reforçar o atendimento, além de acionar o PAM do Porto (Plano de Auxílio Mútuo) para auxiliar no combate ao incêndio. 

VÍTIMAS
Dois bombeiros, durante o combate, passaram mal e foram imediatamente atendidos. 

CONTROLE DO FOGO E RESCALDO
O fogo, que começou por volta das 15 horas foi controlado no final da tarde do mesmo dia e extinto à noite, perto das 22h30.
O trabalho de rescaldo terminou no início da manhã de sexta-feira (06/01/2017).

PLANO DE EMERGÊNCIA DE EVACUAÇÃO
O incêndio na Unidade 2 da Vale Fertilizantes deve desencadear uma série de iniciativas para oferecer mais segurança à população. Por exigência do prefeito será instituído um plano para evacuação de todos os moradores e trabalhadores, para ser desencadeado em situações semelhantes.
O plano começou a ser debatido na sexta-feira (6). Reunidos a partir das 16 horas com o prefeito, representantes de Vale Fertilizantes, Defesa Civil, Cetesb, Corpo de Bombeiros e do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) das indústrias começaram a discutir a melhor forma de treinar moradores e trabalhadores para situações de risco.

A medida não é alarmista, diz Jefferson Cansou, secretário municipal de Segurança e Cidadania, “Cubatão é uma cidade que tem uma localização geográfica muito complicada, cercada por barreiras naturais e indústrias químicas”, explica.
Deu certo também, avalia ele, “porque o vento não empurrou as nuvens tóxicas para o centro de Cubatão, mas em sentido contrário, para as montanhas. Por isso, precisamos de um plano de evacuação e de integrar os órgãos que agiram com presteza para participar desse plano”.

PLANO DA ONU
O secretário municipal de Segurança e Cidadania de Cubatão apoia a proposta da Prefeitura para implantar o plano de evacuação. Mas considera melhor adotar logo em Cubatão e nas demais cidades da Baixada Santista o Plano Apell. Desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e um processo de ação cooperativa local para intensificar a conscientização e a preparação da comunidade a situações de emergência.
O eixo central deste processo é um grupo coordenador constituído por autoridades locais, líderes da comunidade, dirigentes industriais e outras entidades interessadas. No ano passado, em decorrência dos incêndios em instalações industriais de Santos e Guarujá, a Defesa Civil do Estado chegou a iniciar a adoção do plano, sem sucesso.

ÁGUA UTILIZADA CONTRA INCÊNDIO PODE TER CONTAMINADO CÓRREGOS E RIO MOGI
A água utilizada no combate ao incêndio pode ter contaminado córregos da cidade, o Estuário e o Rio Mogi. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) iniciou, na sexta-feira (6), os trabalhos de avaliação e investigação dos danos ambientais causados pelo incidente.
Segundo Geraldo do Amaral, diretor de controle ambiental da Cetesb, não há risco de novos incêndios na área. Agora, iniciou-se o período de investigações, para verificar os danos ambientais.
"Estamos trabalhando em duas frentes de ação. Numa primeira frente, investigamos o motivo do acidente, para que o funcionamento da empresa seja possível, dentro da segurança necessária. Também estamos trabalhando com a avaliação dos ambientes aquáticos e aéreos. Estamos monitorando o Rio Mogi, verificando eventuais impactos que o lançamento dos efluentes possa ter causado nesse corpo d'agua, e avaliando também a qualidade do ar", explica.

Ainda segundo Amaral, por enquanto não foi detectada qualquer alteração da qualidade do ar, nem mortandade de peixes, mas a qualidade da água ainda está sendo analisada. A preocupação é que a água utilizada no combate às chamas tenha atingido rios e córregos.
"O volume utilizado para o combate ao incêndio foi muito grande, não pode ser contido nas bacias de contenção que a empresa tem para isso. Houve um extravasamento, que atingiu a condição hídrica local, e nós estamos investigando isso, no córrego adjacente, no Rio Mogi e na entrada do Estuário, para ver se há algum impacto", relata.

INQUÉRITO
O Ministério Público Federal em Santos determinou a instauração urgente de um inquérito para investigar o incêndio e o vazamento dos produtos químicos na Vale Fertilizantes. O procurador da República, Tiago Lacerda Nobre, destaca entre os motivos a possibilidade real de risco à saúde da população e dos trabalhadores da região, e os prováveis danos ao meio ambiente.
O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público Estadual (MPE), também vai abrir uma investigação para apurar a responsabilidade pelos danos ambientais causados pelo incêndio. "Formalizaremos a instauração do inquérito a partir de segunda-feira. Como providências preliminares, requisitaremos à Cetesb, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros um relatório completo do atendimento a essa diligência", revela Flávia Maria Gonçalves, promotora do MPE.

CETESB SUSPENDE LICENÇA DE OPERAÇÃO DA VALE FERTILIZANTES
A Companhia Ambiental do Estado De São Paulo (Cetesb) decidiu, na tarde de  sexta-feira (6), suspender a licença de operação de parte da unidade da Vale Fertilizantes, em Cubatão. A retomada das atividades somente será autorizada e um novo documento emitido quando a área for totalmente reconstruída e oferecer segurança para funcionar.
A Cetesb informou que a suspensão é válida para as estruturas que movimentem nitrato de amônio (NH4NO3), substância atingida pelo incêndio. As unidades não afetadas estão autorizadas a retomar operação após revisão de segurança interna da própria empresa, ainda de acordo com o órgão ambiental paulista.
Segundo a Cetesb, o galpão de nitrato de amônio que incendiou tem capacidade para armazenar até 35 mil toneladas do produto. No momento do incêndio havia, aproximadamente, 10 mil toneladas da substância que foram consumidas pelo fogo.

ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) finalizou parte das análises da qualidade da água do rio Mogi e concluiu que houve alteração na concentração de nitrogênio amoniacal. Trecho do manancial foi atingido por água contaminada  do incêndio.
Apesar da alteração, não foi registrada mortandade de peixes ou "impacto ambiental significativo no rio" e "não foram registradas reclamações da vizinhança reportando alterações em vegetação ou corpos d’água", segundo a Cetesb.

NOTA DA VALE
Em nota, a Vale Fertilizantes informou que o incêndio ocorreu em uma correia transportadora que alimenta o armazém da unidade de nitrato de amônio do Complexo Industrial de Cubatão.
''Seguindo as diretrizes de segurança da empresa, houve evacuação imediata e paralisação da produção da unidade e empresas vizinhas. O Plano de Auxílio Mútuo (PAM) de Cubatão também foi acionado. A Defesa Civil auxiliou as equipes a orientar a comunidade da Mantiqueira, nas proximidades da unidade, a evacuar o local de forma preventiva.  Um bombeiro durante o combate passou mal e foi imediatamente atendido. O incêndio não atingiu outras unidades da empresa''.
Ainda no comunicado, a Vale afirma que a emissão dos gases gerados durante a queima do nitrato já foi contida.  ''A fumaça gerada, de cor laranja avermelhada e tóxica, já foi dissipada na atmosfera.  Se respirada em grandes concentrações, pode causar irritação do nariz e do trato respiratório superior, além de tosse e dor de garganta''. 
A nota termina dizendo que ''a Vale Fertilizantes está trabalhando com o Corpo de Bombeiros e autoridades locais e não medirá esforços para minimizar os efeitos deste incidente para a população. As causas do incêndio estão sendo apuradas, bem como eventuais danos ambientais''.

MULTA
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) multou a Vale Fertilizantes em R$ 8 milhões, por ter causado poluição pela emissão de efluentes na atmosfera durante um incêndio na unidade de Cubatão (SP).A empresa recebeu a notificação e está avaliando o conteúdo do documento.
A companhia justificou que a multa foi aplicada à empresa justamente por causa da emissão de efluentes na atmosfera, como gases nitrosos, material particulado e outros gases que provocaram uma fumaça laranja. Além disso, a Cetesb também mencionou o lançamento de substâncias líquidas contaminados com Nitrato de Amônio em curso d'água.

QUESTIONAMENTO DA MULTA
Em nota, a Vale Fertilizantes informou que recebeu o auto de infração da Cetesb com imposição de multa. No momento, a empresa está avaliando o conteúdo do documento, para tomada de decisão quanto ao eventual questionamento do valor da multa e das exigências estabelecidas pelo órgão ambiental. Fonte: G1 Santos- 05 a 18/01/2017 , A Tribuna on-line 05 a 10/01/2017

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Comentário:
CAUSAS DE INCÊNDIO
Dados de várias fontes mostram que as causas mais comuns de incêndio são:
• Atrito devido a esteira está perdendo tração e deslizamento no acionamento dos roletes , ou devido a desalinhamento da correia deslizando fora dos roletes e bloqueando. Isso pode gerar calor suficiente para ignizar a correia ou produto. Dano no mancal do tambor motriz  impede a movimentação, a velocidade do cilindro cai ou não gira, causado pelo escorregamento do rolamento da esteira transportadora  A temperatura da superfície  aumentará rapidamente.
De acordo com estatísticas, cerca de 40min de escorregamento, a temperatura da superfície do rolamento atingirá 320 , e a esteira transportadora começará queimar-se  A temperatura de 320 ° C é a temperatura crítica de queima. Portanto, o risco de escorregamento do tambor  por períodos longos pode levar a perda e propagar fogo
As atividades de corte e soldagem geram partículas de metal fundido quente que podem ignizar a correia ou acumular resíduos abaixo.
Material superaquecido de fornos, fornos ou secadores que não tenham sido suficientemente resfriado colocado na correia também pode causar ignição da correia.

PRECAUÇÕES GERAIS CONTRA INCÊNDIO
As medidas simples de prevenção de incêndio incluem:
um alto padrão de limpeza entorno das esteiras  transportadoras para evitar acúmulo  de resíduo, material, pó, etc.
 manutenção planejada para garantir correta tensão da correia e lubrificação de componentes
inspeções regulares de prevenção de incêndios seguindo listas de verificação adequadas.

MANUTENÇÃO
Esteiras transportadoras requerem monitoramento e manutenção constantes.
Sempre realize inspeções periódicas e detalhadas nas esteiras;
Sempre substitua, o mais rápido possível, os roletes desgastados ou danificados;
Sempre investigue o odor de borracha queimada proveniente das esteiras;
Sempre elimine fontes potenciais de incêndio tais como rolamentos superaquecidos e desalinhamento das esteiras;
Sempre remova pós e outros materiais acumulados nos componentes das esteiras;
Sempre sinalize claramente os locais da rede de hidrantes ao longo das esteiras;
Sempre esteja certo que os hidrantes ao longo das esteiras estejam abrigados, limpos e que as mangueiras de incêndio estejam adequadamente enroladas.
Fonte: Manual de Proteção contra Incêndio-, NFPA, FM Global

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