Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, setembro 30, 2006

Empresa não pode ser responsabilizada por acidente

Empresa não pode ser responsabilizada por acidente provocado por descuido de empregado

A empresa não pode ser responsabilizada pelo acidente decorrente da imprudência de seu empregado. Esse foi o entendimento da maioria de Juízes da 2ª Turma do TRT gaúcho, ao julgarem o processo em que o operador de máquinas da Indústria de Vinagres Prinz, de Lajeado, tentou obter na Justiça reparação para um acidente que lhe causou perda de um dos dedos da mão.
O empregado alegou não haver recebido treinamento para operar a máquina, além de, em caso de trancamento, ter que liberar o equipamento ainda em funcionamento, com o intuito de não ocasionar possível perda de tempo na produção e desregulagem da máquina.
Segundo o próprio depoimento do trabalhador, ele já possuía vários anos de experiência na função, tendo, inclusive, treinado outros funcionários. A maioria dos Juízes da Turma considerou que, "ao aprendizado informal do trabalhador e sua experiência na função supre a ausência de curso técnico específico para lidar com a máquina"
Os julgadores levaram em conta, também, a afirmação de testemunhas de que a operação do equipamento "não ensejava maiores dificuldades ou a necessidade de preparo em linguagem técnica". A 2ª Turma julgou que o procedimento do empregado desconsiderou os sinais da necessidade de um procedimento mais cuidadoso na retirada do material que travava o equipamento, pois o botão de parada deveria ter sido acionado, o que não aconteceu, sendo o objeto retirado manualmente.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.

Comentário
O que falta nesse país em relação à justiça do trabalho é a padronização da interpretação das causas de acidentes e suas responsabilidades. Cada juiz ou juizes tem sua interpretação da lei.
Em São Paulo, em uma causa em que o operário perdeu um dedo, o juiz considerou aquele dedo não muito útil na mão acidentada do trabalhador, a indenização foi negada. Outro um técnico de natação entrou na justiça solicitando insalubridade, porque ficava na água muito tempo. Ganhou na primeira instância e perdeu nas instâncias superiores.

São coisas interessantes que acontecem nesse país, temos adicional de periculosidade para operador de empilhadeira à gás. Com certeza fizeram uma análise sobre esse problema, enquanto um cidadão comum com um veículo gás (GNV), com o cilindro localizado fora ou dentro do carro, não tem periculosidade, ou a dona de casa que troca o botijão de gás ou o botijão de gás fica coladinho no fogão (casa de pobre, se ficar fora é roubado).

Temos de tudo nesse país em termos de adicionais, periculosidade, insalubridade, frio, calor. Agora os carteiros, os integrantes da categoria estão expostos a riscos como, por exemplo, atropelamento, ataque de cães, acidentes na hora de subir e descer de ônibus, quedas e torções devido às condições geográficas adversas, entre tantas outras coisas. Enquanto o cidadão comum a que riscos estão expostos? Imagina, o vendedor autônomo, representante comercial, o viajante, etc.
Nesse país só falta o adicional para o trabalho. Para trabalhar é penoso? Vivemos num país tropical, dos Macunaínas e Jecas Tatus high tec
ACCA.

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quarta-feira, setembro 27, 2006

Dia Mundial do Coração


No próximo dia 30 de setembro, comemora-se o Dia Mundial do Coração. O objetivo é alertar a população para as doenças que colocam em risco a saúde desse precioso órgão e, principalmente, ensinar a preveni‑las.

A falta de informação é um dos principais motivo para o pouco cuidado do brasileiro com a saúde do coração. De acordo com a pesquisa realizada pela Federação Mundial do Coração, 90% dos entrevistados não conhecem sua taxa de colesterol e 66% desconhecem a pressão arterial.

A cardiologista Karla Daura Paiva Prado acredita que a má orientação e a falta de campanhas preventivas estão entre as causas mais fortes do descuido com a hipertensão, e não a desinformação sobre o assunto. “Além do mais, o brasileiro deixa para procurar o médico quando a situação está grave. Mesmo porque os problemas causados pela hipertensão não apresentam sintomas no início.”

A cardiologista alerta que a hipertensão arterial é a principal causa de infartos e derrames cerebrais. “É o que mais mata, em todo o mundo.” De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os males são responsáveis por mais de 17,5 milhões de óbitos a cada ano. No Brasil, as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade e respondem por cerca de 300 a 400 mil mortes por ano. “Quanto mais tarde a pessoa deixar para se preocupar com a questão, maior é a chance de se tornar hipertensa, pois é a tendência natural do ser humano com o envelhecimento.”

Fatores de riscos
Fumo, obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol e estresse, aliados ao sedentarismo, são apontados pela classe médica como os principais motivos das mortes.

Como se prevenir
1-Evite o excesso de peso. Gordura abdominal pode ser indício de problemas cardíacos
2-Busque alimentação saudável, evitando alimentos gordurosos e excesso de sal. Abuse de frutas e verduras
3-Pratique atividades físicas pelo menos 3 vezes por semana
4-Evite álcool, cigarro e rotina muito estressante
5-Busque a prevenção o quanto antes. Quanto mais cedo se prevenir, mais chances de se livrar da hipertensão arterial

Números
1-10% dos brasileiros com 30 anos desenvolvem a pressão arterial. Na faixa etária dos 60, a porcentagem é de 30% a 40%
2-Infartos e derrames cerebrais são responsáveis por mais de 17,5 milhões de óbitos a cada ano no mundo
3-No Brasil, as doenças cardiovasculares causam cerca de 300 a 400 mil mortes a cada ano
4-80% dos entrevistados na pesquisa da Bayer Health Care acreditem ter um coração saudável. Destes, 75% apresentam ou têm chances de desenvolver alguma doença cardíaca
5-82% dos entrevistados consideram importantes cuidados com a saúde do coração. Destes, cerca de 65% têm dificuldade em seguir as recomendações médicas e adotar medidas preventivas

Fonte: Diário da Manhã – Goiânia, 26 de setembro de 2006

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Doenças do coração matam 300 mil no Brasil

No ano passado foram 15 milhões de mortos no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que no Brasil sejam registradas 300 mil mortes ao ano. Os números são referentes a vítimas de doenças cardiovasculares. Para tentar evitar o aumento deste quadro, a World Health Federation criou o Dia Mundial do Coração, comemorado no último domingo de setembro. No caso, hoje.

Em 2004, o Brasil ficou em 9º lugar na lista dos países cuja população morre mais, em números absolutos, de doenças cardíacas, segundo a OMS. Um estudo da entidade estima que o País pode perder até US$ 49,2 bilhões (quase R$ 110 bilhões) nos próximos dez anos em razão de mortes prematuras provocadas por doenças crônicas como problemas cardíacos, câncer, derrames e diabetes.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente devido à hipertensão arterial. A pressão alta, como é conhecida popularmente, aumenta em 110% a incidência de doenças coronárias. Os hipertensos, junto com os fumantes, fazem parte de um dos grupos de maior risco de ocorrência de doenças do coração. Fugir da hipertensão é mais simples do que tratar-se após um acidente vascular: basta diminuir a quantidade de sal ingerido e reduzir o consumo de alimentos gordurosos. Evitar o álcool, parar de fumar, praticar exercícios físicos e evitar o estresse são as outras recomendações da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).
A pressão alta, junto com os diabetes e o estresse, também é um fator agressor do endotélio, fina parede que recobre as artérias. Inflamada devido a esta agressão, o endotélio possibilita a entrada do colesterol, cuja tendência é acumular-se em forma de placas. Ao rompimento destas placas, a interação entre o sangue e os elementos da placa formam o trombo, que entope a veia e causa um infarto por falta de irrigação sanguínea no coração.

Comentário
Em 31 de janeiro de 2003, em uma estação ferroviária próxima a Sidney, Austrália, um trem partiu dessa estação e próxima a uma curva o trem deveria reduzir a velocidade, mas continuou com velocidade acelerada. O trem descarrilou, matou sete pessoas e dezenas de passageiros ficaram feridos. A investigação do acidente foi exaustiva, pois o operador do trem foi uma das vítimas fatais e os investigadores não conseguiam chegar a uma conclusão analisando apenas a parte técnica (trem procedimento de segurança, etc). Um perito criminal foi incluído na equipe para analisar a morte do operador.
Ele chegou a conclusão após evidências na cabine do operador, que não havia traços de sangue, o operador morreu antes da colisão. Analisando a ficha médica do operador foi constatado, que ele tinha colesterol elevado com pré-disposição a infarto.
Concluíram a investigação, que o operador teve um infarto depois da partida do trem da estação. Os dispositivos de segurança não funcionaram, pois o operador era muito gordo e alto, ele caiu sobre o painel segurando a alavanca do Controlador Mestre, para inibir o dispositivo denominado “Homem Morto”, porque uma vez liberado, aciona uma situação de frenagem de emergência.
É importante que as empresas façam esse check-up em relação a doença cardiovascular, principalmente em trabalhadores que ocupam atividades de alto risco, que podem colocar em perigo outros trabalhadores ou a próprio funcionamento operacional da empresa.

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segunda-feira, setembro 25, 2006

EPI – Condições (in)seguras das mãos



Nas fotos acima (fotos 1 e 2), o trabalhador está utilizando EPI adequando, óculos de segurança, protetor facial e luvas, para efetuar o corte da peça.



Nas fotos 3,4 e 5, o trabalhador está executando outra tarefa. Inicialmente efetuando medição de uma peça pequena, sem luvas, óculos de segurança e protetor facial levantado. Ele vai utilizar o esmeril para efetuar a correção do tamanho da peça. Inicia-se o serviço utilizando o protetor facial, mas como a peça a ser trabalhada é pequena, não utiliza as luvas, e o risco iminente surgiu. Ele teve dois dedos dilacerados.



Os números revelam o dramático impacto do trabalho sobre as mãos dos trabalhadores.
Se considerarmos apenas os acidentes de trabalho que atingem as mãos até o nível do punho, encontraremos mais de um terço (34,2%) de todos os acidentes de trabalho notificados no Brasil, em 2003, segundo estatísticas do INSS (Dataprev). Neste índice estão incluídos desde os acidentes mais traumáticos que, sozinhos, equivalem a quase 3% do total (10% dos acidentes de trabalho que atingem as mãos) até ferimentos menores e doenças ocupacionais, como:
1. lesões por esmagamento;
2. amputações;
3. queimaduras e corrosão;
4. cortes e perfurações;
5. fraturas;
6. luxações, entorses e distensões das articulações;
7. traumatismos do músculo e tendão;
8. traumatismos superficiais;
9. LER/DORT (doenças ocupacionais);
10.e outros traumatismos não especificados.
Fonte: Fundacentro

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domingo, setembro 24, 2006

Empilhadeira do porto cai no mar

Em 27 de outubro de 2005, quinta-feira, de manhã, no porto de São Sebastião, litoral Norte, São Paulo,uma empilhadeira caiu no mar da área portuária, durante trabalho no cais. O equipamento aparelho era conduzido por E.M., de 43 anos, que conseguiu pular na água a tempo de sofrer apenas um susto. Mesmo sem ferimentos, ele foi levado pelos bombeiros até o pronto-socorro Central, onde passou por exame médico e liberado.

O acidente será apurado por meio de um processo administrativo pelo Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra). O setor ainda não sabe o que aconteceu para provocar a queda do veículo no mar.

A princípio, disse Maximiliano de Souza, da Pronave, empresa que contrata Ogmo para trabalhar no porto, trata-se de um acidente comum de trabalho. A empilhadeira fica à disposição na área portuária para movimentação de cargas.

Fonte:Cosmo Online - 27/10/2005

Comentário
Não podemos considerar um acidente como corriqueiro. Deve ter uma causa ou diversos fatores que concorrem para gerar um acidente. Operadores de empilhadeiras que trabalham ou movimentam cargas em espaços delimitados, por questões físicas (plataformas de docas, cais, etc) devem tomar cuidados com quedas de empilhadeiras. Dirigir com atenção, olhar em volta os obstáculos existentes, são formas de evitar imprevistos na condução de empilhadeiras.

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Desastres naturais

Os desastres naturais causaram prejuízos de cerca de US$ 200 bilhões em 2005, um preço especialmente alto para os países em desenvolvimento atingidos e que a Organização Meteorológica Mundial (WMO, em inglês) quer reduzir por meio do reforço de programas de prevenção e alerta antecipado.

A WMO alertou para a necessidade de reforçar a prevenção para diminuir tanto a perda de vidas provocada pelos desastres naturais quanto os efeitos devastadores na economia dos países afetados.

Principais desastres naturais
Cerca de 90% dos desastres naturais estão vinculados ao tempo, ao clima e à água.

Prejuízos
Do ponto de vista meteorológico e climático, 2005 foi um dos anos mais difíceis da história, com secas prolongadas em diversas regiões do Brasil, África, Europa, Ásia e Austrália, e com fortes chuvas que provocaram grandes inundações em outras partes do mundo.

Ao mesmo tempo, a temporada de furacões no Atlântico foi a mais ativa da história. O tamanho do buraco de ozônio foi o terceiro maior registrado na Antártida e o maior no Ártico, lembrou Michel Jarraud, secretário-geral da organização ligada à ONU.

A WMO citou ainda que as repercussões econômicas dos desastres aumentaram nas últimas décadas, especialmente nos países menos desenvolvidos. Por sua vulnerabilidade, esses países sofrem abalos em seu avanço social e econômico quando há um desastre.

A instituição, que tem 187 países-membros, sustenta que, embora os desastres não possam ser evitados, a avaliação integrada dos riscos e os alertas antecipados podem ajudar a minimizar seus efeitos devastadores.

Meta
A WMO propôs a redução pela metade do número de mortes causadas pelos desastres de origem meteorológica, hidrológica e climática nos próximos 15 anos.

Para alcançar a meta, será necessário estabelecer sistemas eficazes de alerta antecipado que forneçam informação precisa à população de risco, de forma oportuna e confiável.

Por meio de três centros meteorológicos mundiais e de 40 regionais, a WMO facilita a todos os países a infra-estrutura global operacional necessária para observar, detectar, prever e emitir alertas antecipados sobre uma ampla gama de perigos.

Fonte: Portal Estadão – Ciência e Meio Ambiente - 23 de março de 2006

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sexta-feira, setembro 22, 2006

Acidente fatal em obras

Em caso de ocorrência de acidente fatal, é obrigatória a adoção das seguintes medidas:

a) comunicar o acidente fatal, de imediato, à autoridade policial competente e ao órgão regional do Ministério do Trabalho, que repassará imediatamente ao sindicato da categoria profissional do local da obra

b) isolar o local diretamente relacionado ao acidente, mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente e pelo órgão regional do Ministério do Trabalho.

A liberação do local poderá ser concedida após a investigação pelo órgão regional competente do Ministério do Trabalho, que ocorrerá num prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas, contado do protocolo de recebimento da comunicação escrita ao referido órgão, podendo, após esse prazo, serem suspensas as medidas referidas no item "b" acima

Fonte: NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

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quarta-feira, setembro 20, 2006

Acidente de empilhamento

Inicialmente é colocado caibro de madeira para servir de apoio aos perfis, colocado longitudinalmente em relação à empilhadeira e também para que o garfo da empilhadeira possa penetrar na área de assentamento e posicionar corretamente os perfis. Após o término de cada fileira de perfis são colocados os caibros de madeira e assim sucessivamente.

As cinco primeiras fotos indicam o procedimento correto de empilhamento/posicionamento de perfis.
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060920161606.html

As demais fotos (7), mostram a colocação de um perfil incorretamente, muito próximo da extremidade do caibro, que em conseqüência funcionou como ponto de apoio de uma alavanca, indo em direção ao trabalhador acidentado. Se o caibro tiver um pouco fora do apoio da fileira inferior (em balanço) o ponto de apoio para alavanca funcionaria de maneira violenta, como se fosse uma catapulta.

O erro cometido foi à colocação de um único perfil, que serviu como um ponto de apoio para alavanca. Caso houvesse a colocação de mais perfis ao mesmo tempo, o ponto de apoio para alavanca não seria criado.

Vítima
O caibro de madeira bateu no queixo do acidentado, quebrando-lhe a mandíbula. Após a cirurgia, teve complicações e veio a falecer no hospital.

Podemos demonstrar esse exemplo, pegando um livro e colocando um lápis na extremidade (na borda da capa do livro) e aplicamos uma força com o dedo polegar e o lápis levantará, funcionando como uma alavanca. Se deslocarmos o dedo polegar para o interior da borda, teremos dificuldade de criar esse ponto de apoio para alavanca.

Em movimentação de material devemos analisar cuidadosamente as cargas a serem movimentadas (peso, formato), o local de posicionamento da carga (resistência do piso, plataforma, etc), suporte de estocagem (estrado, calço, elemento de apoio, equilíbrio, etc) e o equipamento de movimentação (peso, capacidade).
ACCA

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terça-feira, setembro 19, 2006

Descarga elétrica mata trabalhador

O acidente ocorreu em 28 de Julho de 2006, ao realizar o serviço de manutenção de rede elétrica em um poste localizado na Rodovia Br-316, às proximidades da antiga fazenda Inca, em Marituba, região metropolitana de Belém.

O acidente
O trabalhador era de uma empresa de construção civil terceirizada, Endicon, que presta serviços para a Celpa. Por volta das 23h30, uma equipe de três eletricistas seguiu para o local para realizar um serviço de reativação de energia nessa área. Chegando lá, eles entraram em contato com a Celpa para solicitar o desligamento, para que o serviço pudesse ser realizado. 'A Celpa deu ordem para que eles subissem no poste, informando que a energia já havia sido desligada, contou Luís Jarbas, da empresa.
Dos três eletricistas, Mauro foi o primeiro que subiu no poste. Ele foi eletrocutado assim que encostou na fiação, que estava ligada, e morreu na hora.

Desligamento da rede
Para fazer serviços na rede de alta tensão, eles entram em contato via rádio com a central da Celpa, na rodovia Augusto Montenegro, que providencia o desligamento da rede e isola o trecho que será trabalhado. Só que a rede não foi desligada e continuou energizada, disse Luís Jarbas. A central autorizou ele subir (no poste) com a rede energizada, completou.

Vitima
Mauro Pereira dos Anjos, de 42 anos, trabalhava na empresa Endicon como eletricista, havia mais de cinco anos.

Fonte: Liberal – Belém/PA, domingo, 30 de julho de 2006

Comentário
O trabalhador poderia ter checado a rede se realmente estava desligada com equipamento de detecção de tensão ou constatar algum tipo de indução elétrica na rede. Em sistema elétrico tem de partir do princípio que o sistema está energizado e deve adotar procedimento de checagem da rede se ela está realmente com ausência de tensão. Em sistema elétrico devemos adotar o sistema redundante, isto é, checar se realmente a liberação de trabalho está com ausência de tensão ou foram adotados todos os procedimentos já analisados e planejados que envolvam riscos.

Lamentavelmente o trabalhador não foi treinado adequadamente para adotar procedimentos seguros na execução de trabalho.

Em termos genéricos as empresas envolvidas não atenderam aos seguintes critérios de segurança
1. Um programa por escrito de comunicação de riscos em cada local de trabalho.
2. Falta de treinamento/informação aos empregados (política de treinamento e informação).

O que diz a norma NR-10
Os serviços de manutenção ou reparo em partes de instalações elétricas que não estejam sob tensão só podem ser realizados quando as mesmas estiverem liberadas. Entende-se por instalação elétrica liberada para estes serviços aquela cuja ausência de tensão pode ser constatada com dispositivos específicos para esta finalidade.

Para garantir a ausência de tensão no circuito elétrico, durante todo o tempo necessário para o desenvolvimento destes serviços, os dispositivos de comando devem estar sinalizados e bloqueados, bem como o circuito elétrico aterrado.

Os serviços de manutenção e/ou reparos em partes de instalações elétricas, sob tensão, só podem ser executados por profissionais qualificados, devidamente treinados, em cursos especializados, com emprego de ferramentas e equipamentos especiais, atendidos os requisitos tecnológicos e as prescrições previstas.

Proteção do trabalhador.
No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas devem ser previstos Sistemas de Proteção Coletiva - SPC através de isolamento físico de áreas, sinalização, aterramento provisório e outros similares, nos trechos onde os serviços estão sendo desenvolvidos.

Quando, no desenvolvimento dos serviços, os sistemas de proteção coletiva forem insuficientes para o controle de todos os riscos de acidentes pessoais, devem ser utilizados Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC e Equipamentos de Proteção Individual - EPI, tais como varas de manobra, escadas, detectores de tensão, cintos de segurança, capacetes e luvas, observadas as prescrições previstas no subitem

Pessoal. - Autorização para trabalhos em instalações elétricas.
Estão autorizados a instalar, operar, inspecionar ou reparar instalações elétricas, somente os profissionais qualificados que estiverem instruídos quanto às precauções relativas ao seu trabalho.
São considerados profissionais qualificados aqueles que comprovem, perante o empregador, uma das seguintes condições:
a) capacitação, através de curso específico do sistema oficial de ensino;
b) capacitação através de curso especializado ministrado por centros de treinamento e reconhecido pelo sistema oficial de ensino;
c) capacitação através de treinamento na empresa, conduzido por profissional autorizado.
ACCA

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posted by ACCA@5:50 PM

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domingo, setembro 17, 2006

O que é PPRPS?


O Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança que devem ser implementadas em prensas e equipamentos similares com o objetivo de garantir proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos com as diversas formas e etapas de uso das prensas e/ou dos equipamentos similares.

Objetivo
Em termos mais simples, o PPRPS é uma série de regras de segurança que as indústrias que têm prensas ou similares devem levar em consideração e pôr em prática.

Finalidade
O porquê destas regras é muito simples: evitar acidentes com operadores de máquinas.
Nenhuma EPI é capaz de impedir o esmagamento de um dedo, caso o funcionário se distraia e coloque a mão sob o martelo... Então, para tornar mais difícil que acontecessem essas verdadeiras tragédias, que tomam tempo, dinheiro e por vezes até a vida, criaram-se regras preventivas.

O PPRPS é, na verdade, o anexo de uma convenção em que três partes interessadas se uniram:
os Sindicatos dos Empregadores juntamente com a FIESP, que representam os patrões;
os Sindicatos dos Trabalhadores, que representam os operadores de prensas e todos que lidam com equipamentos similares;
e o Ministério do Trabalho e Emprego, que representa o governo.

Fonte: ACE Schmersal
A ACE Schmersal disponibiliza o PPRPS no seu site
http://www.aceschmersal.com.br/ee1/aceschmersal/pdf/ACE_SCHMERSAL_Manual_PPRPS.pdf

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sábado, setembro 16, 2006

Cachorro é considerado culpado pelo incêndio

Um cachorro que adora donut (rosquinha), foi considerado culpado por iniciar o incêndio em uma cidade ao norte do Estado de Vancouver.
De acordo com um dos peritos de incêndio, Clark County, os donos da casa haviam deixado uma caixa contendo donuts no fogão no domingo, 18 de junho de 2006.. O cachorro pulou no fogão para pegar os doces e, acidentalmente, moveu um botão de acionamento do bico de gás.
"O queimador aceso colocou fogo na caixa, que logo se espalhou da cozinha ao sótão", explicou o capitão Bem Meachan, do 11º Distrito dos Bombeiros, ao jornal The Columbian. Os peritos calcularam o estrago causado pelo incêndio em torno de US$ 75 mil. Sozinho em casa no começo do incêndio, o cachorro escapou sem ferimentos.
The Boston - June 20, 2006

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quinta-feira, setembro 14, 2006

Gato e Gambiarra


Navegando pela biblioteca virtual da internet, obtive algumas definições interessantes sobre gato e gambiarra, vejamos;

Gambiarra
De uma maneira genérica, gambiarra é o procedimento necessário para a configuração de um componente improvisado. A prática da gambiarra envolve sempre uma intervenção alternativa, o que também poderíamos definir como uma “técnica” de re-apropriação material: uma maneira de usar ou constituir componentes, através de uma atitude de diferenciação, improvisação, adaptação, ajuste, transformação ou adequação necessária sobre um recurso material disponível, muitas vezes com o objetivo de solucionar uma necessidade específica.
Podemos compreender tal atitude como um raciocínio projetivo imediato, determinado pela circunstância momentânea; ou ainda, como uma espécie de design espontâneo.
Além disso, o uso informal do termo gambiarra denota uma propensão cultural relacionada ao que se costuma chamar de “jeitinho brasileiro”. É uma manifestação não exclusiva, porém típica e muito presente na cultura popular brasileira. Fonte: Wikipédia

Outra definição, mais original;
Gambiarra
"Solução técnica temporária, que se, e somente se, seu funcionamento for benéfico ao sistema, tornar-se-á definitiva."

Diferença entre gato e gambiarra em eletricidade
O gato e gambiarra possuem modos de operação diferentes. Os gatos são feitos em locais onde existem rede padrão de distribuição de energia. A gambiarra, ou ligação clandestina, é feita em locais desprovidos da rede. Este tipo de crime é praticado em todo lugar. Em bairros de classe alta, nos bairros das periferias, em estabelecimentos comerciais, em indústrias de pequeno e médio porte, e na zona rural.

Gato
Quando você usa de malandragem para usar energia elétrica, por exemplo, de forma que você não pague a conta, ou seja, você faz uma gambiarra nos fios e tem acesso à energia elétrica pública sem pagar nada.Isso é gato.

Fazer gato é tudo aquilo que envolve esperteza para se tirar vantagem, falsificando documentos, coisas, celular, telefone fixo, TV paga, etc

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quarta-feira, setembro 13, 2006

Montagem de estrutura metálica



Em Ouro Preto, Minas Gerais, 14 de dezembro de 2004, operário trabalhando numa estrutura de montagem, para a 27a Reunião de Cúpula do Mercosul.
O governo dando exemplo.
1 – sem capacete de segurança
2 – sem luva
3 – sem cinto de segurança
4 – sem bota de segurança (com sandália)

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segunda-feira, setembro 11, 2006

Plataformas de Trabalho de Elevação para empilhadeiras

Nos USA e Canadá existem vários acessórios de plataformas de trabalho a serem utilizados em empilhadeiras. Todas foram construídas obedecendo às normas e procedimentos de segurança. No Brasil ainda não temos empresas que constroem esses tipos de acessórios, que são versáteis para efetuar serviços elevados tais como, manutenção predial, pintura, pequenos reparos, etc.
ACCA

vide modelos de plataformas
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060911153534.html
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060911153444.html
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060911153304.html

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sábado, setembro 09, 2006

Acidente com EPI

Um funcionário da empresa acidentou-se colocando o protetor auricular tipo plug de silicone muito dentro do ouvido. Em conseqüência o protetor ficou preso no canal auditivo e ele teve que ser levado ao pronto socorro onde foi retirado pelo médico.
O médico deixou o funcionário em observação médica, com três dias de repouso. Posteriormente fará exame audiométrico para ver se houve algum dano no ouvido.

Comentário:
As empresas especializadas em plugs de ouvido (earsplug) recomendam a inserção do plug no ouvido, colocando-o e girando-o suavemente, com a cabeça levemente inclinada.
Introduzindo o plug no ouvido, prendê-lo por alguns segundos, isto permite que o plug acomode-se no canal auditivo. Às vezes ajuda, manter a boca e garganta aberta enquanto introduz os plugs (deslocamento do ar no canal auditivo.
Para sua retirada, remover suavemente

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quinta-feira, setembro 07, 2006

Gestão de Riscos

Uma empresa média perderá 0,45% de suas vendas brutas, por dia de interrupção. No caso de um centro de logística, para a empresa repor os estoques integralmente, gastará no mínimo X dias, dependendo da distância das fábricas (por exemplo; Manaus- via terrestre, 10 dias e por via aérea, 1 dia).

Em 25 de maio de 1997, a empresa de confecção Du Loren, líder em lingerie, incêndio no setor de armazenagem. O incêndio comprometeu a área da informática. Após o incêndio, a empresa não conseguiu recuperar a participação no mercado, que era líder.

Em 24 de setembro de 2001. um incêndio no centro de distribuição da Nestlé, destruiu completamente o depósito. Prejuízo de 90 milhões de reais, não incluindo lucros cessantes. O depósito, abastecia a Grande São Paulo e a Região Sul do País.

Em 19 de março de 2002, um incêndio no Centro de Distribuição da Gradiente, na avenida Tamboré, em Barueri, destruiu completamente o depósito. O prejuízo foi de dezenas de milhões de reais, não incluindo lucros cessantes.

Podemos indagar, por que motivo algumas empresas ocorrem desastres e outras não? Seria simplesmente fatalidade ou sucesso na definição clara de uma política de prevenção? De forma simplista, a diferença entre ganhar ou perder em um desastre é normalmente a presença ou ausência da capacidade de gerenciar a política de prevenção.

As empresas que planejam a possibilidade de um desastre, que formulam estratégia para recuperação ou de funções críticas e que treinam os empregados para executarem essas estratégias geralmente sobrevivem a desastres.

Atualmente é comum, após um desastre, a empresa anuncia comunicado público, declarando que a empresa cumpre as normas de segurança. Mas cumprir a norma de segurança é a condição necessária e suficiente para fazer face ao desastre?

Mas que tipo de norma? Seria a norma para atender as condições ou requisitos técnicos para funcionamento da empresa? Ou através da implantação de uma política prevencionista, em que a norma é discutida sobre os aspectos estáticos (requisitos) e aspectos dinâmicos (peculiaridade do risco) onde a exigência de proteção ao risco, poderá estar acima da exigência da norma padrão, pois a discussão é feita sobre os fatores dinâmicos que envolvem os riscos (busca da qualidade da norma, que enquadra a proteção).

Na essência, quando uma empresa não tem um plano que foi testado para reagir e recuperar de um desastre, muito provável a empresa coloca em risco todos os seus outros planos e objetivos.
ACCA

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Poluição na cidade de São Paulo

Segundo Paulo Alfonso de André, pesquisador do LPAE, Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental (LPAE) do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a poluição atmosférica urbana na cidade de São Paulo inalada pelos habitantes da cidade, equivale, no ato de respirar, em média ao uso de cinco cigarros a cada dia.
Folha de São Paulo – 17 de julho de 2006

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terça-feira, setembro 05, 2006

Caso Real - Diário de Obra de um Observador

9 de novembro de 2005
Descrição do prédio em construção: padrão luxo, 01 apto por andar, 18 andares, 01 duplex, piscina coberta e garagem.
A obra localiza-se próxima ao local onde eu trabalho, pude observar o trabalho de um operário, efetuando acabamento em um pilar. Ele estava em um andaime metálico, a 6 m de altura, tendo como piso, uma tabua apoiada nas extremidades do andaime. Ele estava usando o cinto de segurança, tipo pára-quedista, com a corda de segurança ancorada na própria tábua ?

Muito provável, ele pesava mais de 60 kg. Caso houvesse a queda do operário, a tabua não suportaria o peso do operário com a sobrecarga devido aceleração em queda livre ou em caso da instabilidade da estrutura. do andaime, ele sofreria uma queda muito mais grave.

Ao mesmo tempo, no ultimo andar (vigésimo andar), prédio em construção de alto padrão, outro operário estava cortando pontas de ferragens com maçarico, caindo fagulhas e ferragens no solo (queda livre, 60 m).

11 de novembro de 2005
O prédio em fase de acabamento. O acabamento externo (fachadas) está sendo executado por painéis de concreto de comprimento de 1,20 m. Os painéis são fixados por grampos de aço.

No caso em questão, o operário está trabalhando no último andar (vigésimo) num pilar mais externo, que tem um beiral para ele circular.

A grua que fica no topo do prédio faz o içamento da peça (do térreo para o vigésimo andar). A movimentação da grua com a peça fica no lado direito mais externo do operário, ela movimenta a peça lentamente junto ao operário.

O operário está com cinto de segurança tipo pára-queda conectado a corda de segurança que fica a sua direita, na mesma posição de movimentação da peça, para fazer o encaixe no pilar.

Caso houver um problema com o painel na operação de encaixe , a corda de segurança que fixa o operário está no mesmo sentido da projeção de queda do painel. Se operário perder o equilíbrio junto com à peça, ele será puxado na mesma direção da queda da peça.

O ideal nesse caso a corda de segurança ficaria no lado oposto de trabalho do operário. Em caso de queda do operário, ele seria puxado para o lado esquerdo e a peça cairia para o lado direito.

Outra coisa de difícil solução é a movimentação dos operários no último andar, utilizando pontos de segurança para fazer a conexão com o cinto de segurança. Alguns são no piso, o que provoca o atrito da corda como concreto, que é prejudicial à vida útil da corda.

28 de Fevereiro de 2006
O prédio em fase final de acabamento, a empreiteira está colocando uma grade no perímetro da construção. A grade de quase 5 m (parece-me, que hoje, não sabemos quem está dentro ou fora de um presídio), em uma das secções estava um operário no topo unindo as secções contíguas.
No topo, o operário montado na grade, com os pés apoiados numa travessa de madeira (a grade é quadrilátera), sem cinto de segurança, calmamente executando o serviço de amarração das grades. Em uma das etapas, um operário no solo, joga o equipamento de solda elétrica para ele .
Ele começa a soldagem, com um dos antebraços funcionando como um anteparo da visão e outro braço segurando o soldador. É um equilibrista. No solo, o mestre de obra e mais dois operários olhando o serviço. Hoje preenchemos ou estamos mais preocupados com tantos formulários, formulário disso, formulário daquilo, obedecer aos trâmites legais oficiais, etc.É um filme de ficção de formulários. Na prática o filme é real e perigoso. No Brasil as normas mudam ou as pessoas mudam, mas as lições de acidentes são esquecidas. Os acidentes se repetem

Em 27 de abril de 2006
Agora em fase de limpeza e acabamento final. Na sacada do mezanino do prédio, estavam engenheiros, mestre de obra e outros conversando e ao lado, na sacada possui uma grade em todo o perímetro, um funcionário limpando a grade, pelo lado externo, apoiado no beiral da laje, uma mão segurando na grade e a outra limpando, sem EPI (cinto de segurança) a 8 m de altura. E o papo entre os profissionais continuava.
Enquanto isso, no térreo, uma piscina com cobertura (estrutura de concreto armado, colunas e vigas, cobertura de policarbonato, em forma de retângulo), vários funcionários caminhavam tranqüilamente nas vigas (esp. 50 cm), sem sapatos, sem EPI a 6 m de altura.
Os funcionários caminhavam de lado, de costa, e alguns estavam agachados de costa para o lado externo da viga e outros conseguiam andar entre os encaixes das telhas. Logicamente tudo isso, com a piscina vazia. E o papo entre os profissionais no mezanino continuava.
Como se dizem, os relatórios oficiais elaborados conforme a lei, enquanto isso o risco está correndo solto na obra.
ACCA

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segunda-feira, setembro 04, 2006

Sanduíche explode no rosto do cliente

Na sexta-feira, dia 7 maio de 2004, uma cliente entrou na lanchonete Mac Donald de Búzios e pediu um sanduíche. O sanduíche era um Crispy Chicken, um sanduíche de frango empanado com salada.

Mac Bomba
"Logo que mordi o sanduíche, ele explodiu em minha boca e um líquido quente queimou o meu rosto, pensei que fosse gordura quente e fiquei desesperada" disse a cliente.

Explicação do gerente à cliente
O Gerente da casa foi ao encontro da cliente, e percebeu que ela estava com uma enorme queimadura.. O gerente me afirmou que era quase impossível tratar-se de gordura quente, pois eles têm um sistema que seca o excesso de gordura, e o que provavelmente havia me atingido, teria sido água quente, pois o frango empanado fica congelado, e talvez tenha acumulado água e uma vez frito, a casca que empana a carne, criou uma espécie de invólucro que quando foi rompido com a mordida queimou o meu rosto".

Indignação da cliente
Além da dor e da indignação, a cliente ainda teve que escutar a alegação do gerente. "Perguntei o que aconteceria se acaso o acidente tivesse ocorrido com uma criança, e o sujeito respondeu, como quem não quer se aprofundar na discussão, que as crianças não gostam muito daquele sabor, que quase não pedem esse tipo de sanduíche. Quando solicitei que retirasse o mesmo do cardápio até que se encontre uma maneira de evitar o acidente ele deu de ombros. Fiquei preocupada com o tipo de atenção que a casa dá a um acidente tão grave".

Registro da ocorrência
Foi registrada a ocorrência na delegacia e fez exame de corpo de delito no IML de Cabo Frio, e agora ela vai buscar seus direitos na justiça.

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posted by ACCA@1:57 AM

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