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quarta-feira, setembro 27, 2006

Doenças do coração matam 300 mil no Brasil

No ano passado foram 15 milhões de mortos no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que no Brasil sejam registradas 300 mil mortes ao ano. Os números são referentes a vítimas de doenças cardiovasculares. Para tentar evitar o aumento deste quadro, a World Health Federation criou o Dia Mundial do Coração, comemorado no último domingo de setembro. No caso, hoje.

Em 2004, o Brasil ficou em 9º lugar na lista dos países cuja população morre mais, em números absolutos, de doenças cardíacas, segundo a OMS. Um estudo da entidade estima que o País pode perder até US$ 49,2 bilhões (quase R$ 110 bilhões) nos próximos dez anos em razão de mortes prematuras provocadas por doenças crônicas como problemas cardíacos, câncer, derrames e diabetes.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente devido à hipertensão arterial. A pressão alta, como é conhecida popularmente, aumenta em 110% a incidência de doenças coronárias. Os hipertensos, junto com os fumantes, fazem parte de um dos grupos de maior risco de ocorrência de doenças do coração. Fugir da hipertensão é mais simples do que tratar-se após um acidente vascular: basta diminuir a quantidade de sal ingerido e reduzir o consumo de alimentos gordurosos. Evitar o álcool, parar de fumar, praticar exercícios físicos e evitar o estresse são as outras recomendações da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).
A pressão alta, junto com os diabetes e o estresse, também é um fator agressor do endotélio, fina parede que recobre as artérias. Inflamada devido a esta agressão, o endotélio possibilita a entrada do colesterol, cuja tendência é acumular-se em forma de placas. Ao rompimento destas placas, a interação entre o sangue e os elementos da placa formam o trombo, que entope a veia e causa um infarto por falta de irrigação sanguínea no coração.

Comentário
Em 31 de janeiro de 2003, em uma estação ferroviária próxima a Sidney, Austrália, um trem partiu dessa estação e próxima a uma curva o trem deveria reduzir a velocidade, mas continuou com velocidade acelerada. O trem descarrilou, matou sete pessoas e dezenas de passageiros ficaram feridos. A investigação do acidente foi exaustiva, pois o operador do trem foi uma das vítimas fatais e os investigadores não conseguiam chegar a uma conclusão analisando apenas a parte técnica (trem procedimento de segurança, etc). Um perito criminal foi incluído na equipe para analisar a morte do operador.
Ele chegou a conclusão após evidências na cabine do operador, que não havia traços de sangue, o operador morreu antes da colisão. Analisando a ficha médica do operador foi constatado, que ele tinha colesterol elevado com pré-disposição a infarto.
Concluíram a investigação, que o operador teve um infarto depois da partida do trem da estação. Os dispositivos de segurança não funcionaram, pois o operador era muito gordo e alto, ele caiu sobre o painel segurando a alavanca do Controlador Mestre, para inibir o dispositivo denominado “Homem Morto”, porque uma vez liberado, aciona uma situação de frenagem de emergência.
É importante que as empresas façam esse check-up em relação a doença cardiovascular, principalmente em trabalhadores que ocupam atividades de alto risco, que podem colocar em perigo outros trabalhadores ou a próprio funcionamento operacional da empresa.

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