Gestão de Riscos

Em 25 de maio de 1997, a empresa de confecção Du Loren, líder em lingerie, incêndio no setor de armazenagem. O incêndio comprometeu a área da informática. Após o incêndio, a empresa não conseguiu recuperar a participação no mercado, que era líder.
Em 24 de setembro de 2001. um incêndio no centro de distribuição da Nestlé, destruiu completamente o depósito. Prejuízo de 90 milhões de reais, não incluindo lucros cessantes. O depósito, abastecia a Grande São Paulo e a Região Sul do País.
Em 19 de março de 2002, um incêndio no Centro de Distribuição da Gradiente, na avenida Tamboré, em Barueri, destruiu completamente o depósito. O prejuízo foi de dezenas de milhões de reais, não incluindo lucros cessantes.
Podemos indagar, por que motivo algumas empresas ocorrem desastres e outras não? Seria simplesmente fatalidade ou sucesso na definição clara de uma política de prevenção? De forma simplista, a diferença entre ganhar ou perder em um desastre é normalmente a presença ou ausência da capacidade de gerenciar a política de prevenção.
As empresas que planejam a possibilidade de um desastre, que formulam estratégia para recuperação ou de funções críticas e que treinam os empregados para executarem essas estratégias geralmente sobrevivem a desastres.
Atualmente é comum, após um desastre, a empresa anuncia comunicado público, declarando que a empresa cumpre as normas de segurança. Mas cumprir a norma de segurança é a condição necessária e suficiente para fazer face ao desastre?
Mas que tipo de norma? Seria a norma para atender as condições ou requisitos técnicos para funcionamento da empresa? Ou através da implantação de uma política prevencionista, em que a norma é discutida sobre os aspectos estáticos (requisitos) e aspectos dinâmicos (peculiaridade do risco) onde a exigência de proteção ao risco, poderá estar acima da exigência da norma padrão, pois a discussão é feita sobre os fatores dinâmicos que envolvem os riscos (busca da qualidade da norma, que enquadra a proteção).
Na essência, quando uma empresa não tem um plano que foi testado para reagir e recuperar de um desastre, muito provável a empresa coloca em risco todos os seus outros planos e objetivos.
ACCA

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