Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, agosto 31, 2006

Insegurança na direção

NA DIREÇÃO, ÁLCOOL E CELULAR SE EQUIVALEM

Dirigir falando ao telefone tem as mesmas conseqüências que dirigir bêbado, diz estudo da Universidade de Utah (EUA). Foi feita uma simulação com 25 homens e 15 mulheres com média de 25 anos de idade e 8 de experiência ao volante.

Os voluntários dirigiram usando o celular e, depois, com a dose alcoólica máxima permitida (0,5 g/litro de sangue), após tomarem vodca com laranja. Com o telefone, as reações foram mais lentas; com o álcool, a direção foi mais agressiva. Mas o risco de acidente, nos dois casos, foi igual.

Vide fotos - vídeo da Castrol - muito bom a analogia com carrinho com controle remoto e celular
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060905222146.html

Fonte: Folha de São Paulo - 27 de julho de 2006

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domingo, agosto 27, 2006

Pneu explode e mata borracheiro

Em 27 de junho de 2005, um borracheiro morreu quando o pneu que trocava explodiu em Três Lagoas, a 326 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. José Antônio Assunção, 50 anos, natural de Estrela (RS), foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, mas não chegou vivo ao local.

Causa
Segundo testemunhas, o acidente foi causado pelo estouro da câmara de um pneu de caminhão. Um pedaço de ferro que fica entre o pneu e o aro escapou e perfurou o pescoço de Assunção. Ele trabalhava na borracharia dos fundos do Posto de gasolina, na Avenida Ranulfo Marques Leal.

Comentário
A pressão do ar em um pneu de caminhão inflado e montado num aro ou roda cria uma energia explosiva. Esta pressão pode ocasionar a explosão do pneu com uma força tão grande que se a pessoa for atingida por um componente de aro ou pneu, pode morrer ou ficar seriamente ferido.

As agências de segurança australiana e americana alertam do perigo de fazer reparo de pneus de máquinas/equipamentos sem obedecer a procedimento de segurança. As agências relatam inúmeros casos de explosões de pneus no momento de suas retiradas ou reparos em rodas, provocando acidentes fatais ou ferimentos graves.

Recomendações
1. Os empregados não devem ser permitidos trabalhar nas rodas com trincas e fissuras até que estejam treinados e instruídos nos reparos de todos os tipos de rodas
2.Não utilizar soldagem em rodas com pneus inflados
3.Não utilizar sobrepressão em pneus (pressão acima do permitido, de acordo com a especificação do pneu)
4.Inflar pneus à distância, através de mangueira e controle de pressão
5.Esvaziar o pneu antes de retirar a roda

Riscos em potencial
1.Inflar rapidamente um pneu vazio
2.Inflar pneu muito quente (ar quente)
3.Pneus quentes
4.Estrutura da roda danificada
5.Procedimento de trabalho inseguro (ferramentas inadequadas, soldagem, não obedecer à especificação técnica do pneu e roda)

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sexta-feira, agosto 25, 2006

Resgate curioso de uma vaca


Uma vaca teve que ser resgatada por um helicóptero do fundo de um barranco de oito metros em que se encontrava presa há três dias, na área municipal de Navarredonda de San Mamés, uma localidade da Serra Norte de Madri.

Segundo informou um porta-voz de Emergências 112, o animal se extraviou de um grupo de vacas e o pastor a encontrou três dias depois no interior de um barranco em Chorrera de San Mamés.

A vaca permanecia presa em uma queda d’água no meio de um pinheiral, onde não podia conseguir nenhum tipo de alimentação. O pessoal de resgate considerou necessário à retirada da vaca, já que se permanecia ali e ia morrer e podia contaminar o rio que atravessa o lugar.

O GERA, a unidade de intervenção especial do Corpo de Bombeiros da Comunidade de Madri, deslocou até o lugar seis bombeiros que tiveram que sedar a vaca pelo grande estado de agitação que apresentava. A seguir, amarraram uma corda no animal, para montar um arreio para o içamento..

Uma vez que se colocou o arreio no animal, o helicóptero resgatou à vaca do barranco que se encontrava aproximadamente a oito metros de altura. Mais tarde o serviço de emergências informou que a vaca se encontrava em perfeitas condições e pastava com normalidade, ainda que apresentava algumas dificuldades para caminhar.

El Mundo - 25/08/2006

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quinta-feira, agosto 24, 2006

Cuidado com eletricidade estática

Defesa Civil alerta seis Estados por baixa umidade relativa do ar

Órgãos de Defesa Civil dos Estados do Paraná, São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem permanecer alertas nesta semana devido à possibilidade de que o índice de umidade relativa do ar fique menor que 15%. Números inferiores a 20% são prejudiciais a saúde, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Segundo a Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), que emitiu o alerta hoje, 24 de agosto de 2006, o centro-norte do Paraná, São Paulo, o Triângulo Mineiro e o centro-sul de Goiás terão baixa umidade nesta quinta-feira. No centro, oeste e sul do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, o problema se estende até sexta (25).

Conforme o alerta da Sedec, nos próximos dias, os moradores dos seis Estados devem evitar atividades ao ar livre e exposição ao sol; e ingerir líquidos em abundância, para afastar a chance de sofrer desidratação.

Riscos de incêndio
Como o tempo seco aumenta a possibilidade de haver incêndios florestais, os motoristas devem redobrar a atenção em estradas.

Fonte: Folha Online - 24/08/2006

Comentário
A eletricidade estática é um fenômeno físico que você não vê, mas sente, porque ela causa perda de produção, de tempo, de matéria – prima, podendo ainda criar incêndios, explosões, choque em operadores, contaminações com fuligem ou pó e causar graves danos aos componentes eletrônicos sensíveis, requerendo altos custos de manutenção e/ou reparos em serviços de campo.

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quarta-feira, agosto 23, 2006

Alterações musculoesqueléticas no frio

Os ambientes frigoríficos expõem os trabalhadores a;
1. esforços
2. repetitivos,
3. posturas estereotipadas e
4. desconforto térmico.
Esses riscos estão associados a problemas musculoesqueléticos devido às respostas dos tecidos moles ao excesso de solicitação das estruturas dos membros superiores, e ainda, aos acidentes de trabalho causados pelas diminuição da destreza, que tem como origem, provavelmente, a isquemia provocada pela queda da temperatura do tecido musculoesquelético.

O resfriamento de todo corpo ou de parte dele resulta em desconforto, distúrbio da sensibilidade e da funçäo neuromuscular, por último, injúria por frio.

Prevenção – Uso de EPI
A prevenção do resfriamento através de uso de roupas protetoras, sapatos, luvas e capacetes ou gorros interfere na mobilidade e na destreza do trabalhador.

Doenças e dores
T. Pienimaki, médico do trabalho da Oulu Regional Institute of Occupational Health, na Finlandia, constatou que os trabalhadores no frio têm;
1. um maior número de queixas de dor lombar (sendo que tem 2,2 vezes mais diagnósticos de hérnia de disco),
2. dor no joelho e
3. ombro.
A tenosinovite é mais frequente nesses trabalhadores em baixas temperaturas sendo que a sindrome do tunel do carpo é 7,4 vezes mais frequente do que em trabalhadores que não trabalham no frio.

Fonte :: Int J Circumpolar Health 2002 May;61(2):173-82
Revista Atualização Médica

Vide linha de EPI para o frio: Agasalho/calça
http://www.engesel.com.br/frame.htm

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terça-feira, agosto 22, 2006

Caso Real-Espaço Confinado

Em 18 de abril de 2006, dois funcionários de uma das prestadoras de serviço da Telefônica-SP, acessando um poço de visita para inspeção ou manutenção da rede.
A indumentária dos funcionários consistia: calça social, sapato social, camisa social de manga comprida.

Deve ser um novo tipo de EPI ou é uma festa social no espaço confinado? Nada de seguir as recomendações segurança.

Hoje preenchemos ou estamos mais preocupados com tantos formulários, formulário disso, formulário daquilo, obedecer aos trâmites legais oficiais, etc.
É um filme de ficção de formulários. Na prática o filme é real e perigoso. No Brasil as normas mudam ou as pessoas mudam, mas as lições de acidentes são esquecidas. Os acidentes se repetem

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Caso Real-Obras Civis-Reforma


Em 9 de agosto de 2006, quarta-feira, passando pela Av. Brigadeiro Luis Antonio, na altura do no 4100, São Paulo, uma empreiteira estava realizando uma reforma e ampliação em uma residência para fim comercial. O transito parou e fiquei observando um trabalhador executando um serviço em um muro divisório.

O muro com altura aproximadamente de 2,40 m e largura de quase 40 cm. Ele estava em cima do muro com uma lixadeira executando acabamento em uma pingadeira metálica. Ele estava sem EPI (óculos, luvas, sapato), em uma posição semi-inclinada efetuando o lixamento.

O procedimento correto seria um andaime em que ele deslocaria perpendicularmente em relação ao muro sem se preocupar com a provável queda.

Na situação em que ele estava o risco de queda era elevado pois ele tinha se preocupar na execução do serviço e ao mesmo tempo manter o equilíbrio num espaço de 40 cm. Em caso de queda, muito provável o acidente envolveria terceiros (demais trabalhadores, transeuntes e
carros), pois o disco da máquina poderia projetar-se em varias direções (fragmentos).

A segurança na construção civil vive em uma Ilha de Fantasia, de um lado o Ministério do Trabalho exigindo o cumprimento das normas e do outro lado às construtoras/empreiteiras preenchendo os questionários, fingindo que estão aprendendo . Só depois de um desastre, a caixa preta (normas) é aberta. Tarde demais.

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sábado, agosto 19, 2006

Soldador pode perder a visão


O soldador Ailton Fernandes Sampaio está a ponto de ficar cego por causa de um acidente de trabalho quando realizava serviço de soldadura e uma fagulha caiu no olho esquerdo.

Laudo médico
De acordo com laudo médico o acidentado deve realizar de imediato uma operação cirúrgica na vista para não perder a visão. De acordo com Ailton o médico que o atendeu em Porto Velho recomendou que a atendimento fosse realizado por um especialista em Sorocaba, São Paulo, onde esse tipo de operação médica é realizada com sucesso.

Perda da visão
O acidente no olho esquerdo poderá afetar também a visão do olho direito com possibilidades claras e futuras de que o soldador fique completamente cego. Ailton já perdeu 80% da visão no olho esquerdo e a vista do olho direito já está sendo afetada, segundo ele próprio.

Garantir tratamento médico
O soldador já procurou um advogado para que mova ação (ação cautelar para garantir tratamento médico) contra seus empregadores (Torneadora César Tani) para que a laudo médico recomendado seja tomado em conta, tendo em vista que até o momento, Ailton tem feito somente tratamento farmacêutico. “Fui encaminhado para tratamento pelo SUS. Mas preciso de cirurgia na córnea e não tenho como pagar”, desabafou. Até o momento a empresa onde trabalhava não fez questão de seguir as instruções dos médicos, ignorando a possibilidade do empregado vir a perder a visão se não tiver tratamento

Fonte: RondoNoticias - 14/08/06

Comentários:
Soldagem – Conseqüências nos olhos
1- A exposição à luz da soldagem causa graves queimaduras nos olhos e no tecido circundante (“welder’s flash.” resplendor do soldador)
2 - Proteja os olhos quando o capacete estiver levantado.
3 - Proteja o soldador, seu ajudante e as pessoas próximas ao local de trabalho.
4 - As queimaduras nos globos oculares aparecem 4 a 12 horas depois do trabalhador ter feito ou assistido a uma soldagem sem ter usado óculos protetores/Máscaras .
5 - A córnea fica vermelha. O trabalhador sente muitas dores nos olhos, os quais lacrimejam. A dor é agravada pela luz.

Vide EPI adequado no desenho :
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060819214540.html
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060819214412.html

A solda elétrica pode afetar a visão?
A energia luminosa produzida pela solda elétrica pode produzir graves queimaduras na Córnea. Nunca trabalhe com solda elétrica sem máscara de proteção adequada , nem fique olhando as pessoas trabalharem por perto.

A radiação luminosa pode lesionar os olhos?
Radiações luminosas intensas, tais como; solda, luz ultravioleta ou radiação solar , podem causar queimaduras sérias na córnea ou na retina. É importante saber que os efeitos da queimadura na córnea só começam a produzir sintomas de 6 a 10 horas de exposição. Isto é muito perigoso e o olho pode estar ,sendo lesado e não percebermos no momento.

Fumos de solda - Efeitos
1 – Fluoretos: Se o eletrodo é o Básico (cal e fluorita) deve-se pensar em risco de Fluorose Ocupacional
Fluorose - Doença grave e incapacitante que leva a uma calcificação dos ligamentos.
2 - Cobre
Risco só para quem tem a “Doença de Wilson”
3 - Cromo
Se houver alto teor de cromo no material (aço inox por exemplo chega a 20 a 25%) há alto risco de haver exposição excessiva ao cromo hexavalente (cancerígeno Grupo 1 da IARC).
Não há ulcera de septo nasal, pois não se trata de ácido crômico (galvanoplastia).
4 - Alumínio - De pouco significado toxicológico. Poderia haver fibrose pulmonar em casos raros
5 - Ferro - siderose. Não há importância como tóxico sistêmico
6 - Magnésio - Febre dos fumos metálicos
Não tem importância como tóxico sistêmico e não tem monitoramento biológico.
7 – Cádmio - Em materiais que tenham altos teores deste metal devem-se tomar cuidado extremo. Extremamente lesivo para pulmão (enfisema do cádmio) e para os rins com proteinúria e é ainda carcinogênico (pulmão)
8 – Níquel- O aço inox também tem também elevados teores deste metal ( até 15%).
Provoca febre dos fumos metálicos e sensibilização cutânea (alergia) . É cancerígeno na refinação de níquel, pulmão e cav. nasal
9 – Manganês - Provoca Manganismo, que é uma doença grave incapacitante e irreversível(Parkinson Mangânico)
10 – Zinco - as chapas galvanizadas emitem grande quantidade de fumos de zinco, mesmo em solda a ponto. O zinco em forma de fumos de zinco irritantes e potentes causadores de febre dos fumos metálicos.
11- Titânio - considerado praticamente atóxico. Há descrições não confirmadas claramente de alguns casos de fibrose pulmonar.
12 - Chumbo - É raro de ser encontrado em solda por arco elétrico. Pode ser usado com maçarico e seu risco é proporcional a temperatura de aquecimento. Na solda de placas de acumuladores elétricos com maçarico há grande emissão de fumos de Pb, enquanto que na mesma indústria a solda dos pólos da bateria provoca pouca contaminação ambiental.

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quinta-feira, agosto 17, 2006

Oito meses de prisão para o técnico de prevenção

Oito meses de prisão para o técnico de prevenção por acidente que não evitou

A Jurisdição Penal número 4 de Santander, condenou a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa de 3.600 euros ao chefe do serviço de prevenção de riscos de uma fábrica em Reinosa, Espanha, por não ter prevenir a um risco do que era consciente e que acabou provocando um acidente.

A sentença considera que a empresa cometeu um delito contra os direitos dos trabalhadores e outro de lesões imprudentes que, por aplicação do artigo 318 do Código Penal, é imputável "aqueles administradores ou encarregados do serviço que tenham sido responsáveis dos mesmos e a quem, conhecendo-os e podendo remediá-lo, não adotaram medidas para isso".

A juiza Almudena Congil sustenta que, neste caso, o responsável dos dois delitos é o chefe do serviço de prevenção de riscos trabalhistas da siderúrgica à data do acidente, O.M.G.V., porque se provou que era ciente do risco de queda que existia nos fossos da aciaria.

Acidente
O acidente trabalhista pelo que se abriu este procedimento ocorreu na madrugada do 24 de abril de 2003, quando um operador de montagem que habitualmente se encarregava da carga de um forno-panela da aciaria e de tirar amostras do fosso de laminação, caiu em outro fosso de cinco metros de profundidade situado ao lado de onde fazia seu trabalho e que necessitava das medidas de proteção exigíveis.

Conseqüência da queda
O trabalhador rompeu a pelve, o sacro esquerdo, o calcanhar do pé esquerdo e uma vértebra.

Não foi avaliado o risco
Na avaliação de riscos trabalhistas com a que contava a Sidenor nesse momento não figurava o risco de queda em altura nas operações de carga e tomada de amostras na aciaria e fosso.

Após o acidente, o risco foi avaliado
Depois do sinistro, essa eventualidade se incluiu no plano de riscos e colocaram medidas de proteção nos fossos.

A empresa sabia da gravidade do risco
No entanto, a juiz sublinha que a empresa era consciente do perigo que procediam a esses fossos antes do acidente."Com anterioridade a suceder o acidente, tinham-se ensaiado sistemas de proteção do mencionado fosso, os quais resultaram ineficazes, do que se deduz que existia conhecimento de que a situação e a falta de proteção do fosso implicava um risco evidente de queda ao mesmo; não obstante o qual, com admissão portanto de tal risco e suas possíveis conseqüências, não se adotou medida de proteção eficaz alguma", raciocina. A magistrada considera "revelador" que o acusado declarasse ante o juiz instrutor que "era evidente o risco de queda em tal poço" e que "estava a par da situação".

Penalidade
Para a juíza, suas obrigações como encarregado de "velar pela segurança" da fábrica e seu conhecimento do risco do fosso, convertem a O.M.G.V. em responsável dos dois delitos que imputa à empresa Sidenor como conseqüência do acidente.A sentença adiciona que o fato de que o acusado tinha apenas um mês como chefe do serviço de prevenção não lhe escusa de sua responsabilidade por um risco do que era ciente.

No entanto, concede-lhe uma atenuante de reparação de dano, porque, antes que celebrasse o juízo, Sidenor e sua seguradora indenizaram ao trabalhador acidentado.A sentença inabilita ao acusado para exercer a profissão de técnico em riscos trabalhistas durante o tempo da condenação, oito meses, e lhe impõe além doze detenções de fim de semana

Fonte: El Economista - 07/07/2006

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terça-feira, agosto 15, 2006

Aterramento em Edificações

LEI Nº 11.337, DE 26 DE JULHO DE 2006.

Determina a obrigatoriedade de as edificações possuírem sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização de condutor-terra de proteção, bem como torna obrigatória a existência de condutor-terra de proteção nos aparelhos elétricos que especifica.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As edificações cuja construção se inicie a partir da vigência desta Lei deverão obrigatoriamente possuir sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização do condutor-terra de proteção, bem como tomadas com o terceiro contato correspondente.

Art. 2o Os aparelhos elétricos com carcaça metálica e aqueles sensíveis a variações bruscas de tensão, produzidos ou comercializados no País, deverão, obrigatoriamente, dispor de condutor-terra de proteção e do respectivo adaptador macho tripolar.
Parágrafo único. O disposto neste artigo entra em vigor quinze meses após a publicação desta Lei.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor noventa dias após sua publicação.

Brasília, 26 de julho de 2006; 185o da Independência e 118o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Fernando Furlan
Márcio Fortes de Almeida
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 27.7.2006

Comentário:
Vide
http://zonaderisco.blogspot.com/2006/05/tomadas-sero-para-plugs-de-trs-pinos.html

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Curiosidade - Lixo urbano

Em média cerca de 50% do lixo urbano é constituído por papel, papelão e seus derivados; cerca de 20% é constituído de matéria orgânica e resíduos, como restos de comida, cascas e frutas. Os vasilhames de vidro representam cerca de 13% enquanto que os metais somam 10% e os derivados de plástico ficam com 7% do total.

Segundo estudo, realizado há alguns anos pelo Ministério da Saúde, revelam que o Brasil produz uma montanha de mais de 80 mil toneladas de lixo por dia, das quais somente a metade é coletada. Da parte que é coletada, cerca de 34% vai para os lixões a céu aberto ou aterros sanitários e 66% termina em beiras de rios e áreas alagáveis em épocas de chuvas fortes. Não se admira que 65% das internações em hospitais populares decorrem de doenças transmissíveis pela manipulação ou ingestão de águas pluviais e fluviais. Em São Paulo, por exemplo, somente cerca de 0,8% das 12 mil toneladas de lixo diário são recicladas.
Fonte: Revista Eletrônica de Ciências - Abril de 2003.

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segunda-feira, agosto 14, 2006

As lições do caso Schering

Caso
Entre 15 de janeiro e 21 de abril de 1998, pílulas anticoncepcionais feitas com farinha foram fabricadas pela Schering para serem usadas em teste da nova embalagem do produto. Houve extravio da mercadoria, que seria incinerada como resíduo industrial, e alguns lotes chegaram ao mercado.
O caso se tornou público após uma consumidora reclamar que ficou grávida, apesar de tomar a pílula. As pílulas do lote de fabricação com farinha foram recolhidas em todo o país.
Em 2004, as ações de reparação ainda estão em julgamento. Em todo o Brasil, mais de 200 mulheres acionaram a empresa, cerca de 70 chegaram à segunda instância e menos de cinco ganharam a causa. A empresa gastou mais de 16 milhões de reais para reconstrução da imagem.

Zona de Risco

As lições do caso Schering
O incidente que envolveu a Schering na comercialização de pílulas anticoncepcionais em forma de placebos, deixando de lado méritos e acusações, traz à luz uma importantíssima questão, que ainda não recebe das empresas que atuam no Brasil a devida atenção. Trata-se das crises corporativas e ninguém está imune a elas e os terríveis estragos que causam à imagem das empresas. Vamos colocar da seguinte forma; o que aconteceu com uma empresa do porte e reputação da Schering poderia acontecer com qualquer outra, em qualquer área !

Crises nas organizações são como visitas indesejáveis, que chegam à sua casa inesperadamente, antes que você tenha tempo de evitar que aconteçam. Todas as atividades que envolvem pessoas estão sujeitas a crises. Cedo ou tarde elas ocorrem, mas há maneiras de minimizá-las (eventualmente até evitá-las), através do gerenciamento de crises. Essa função reside quase totalmente no campo da comunicação corporativa e deve ser administrada com o apoio de especialistas. Tal como gripe, pior que crise é crise mal curada e por curandeiros.

Qual a empresa, em sã cons­ciência, que se pode considerar à prova de acidentes, intoxicações, chantagens, sabotagens, atos criminosos, desastres, incêndios, inundações, fraudes, denúncias, processos judiciais, violações de produtos, defeitos de fabricação operações de "recall", impactos de nova regulamentação ou greves, só para mencionar as situações mais óbvias?

Por isso, gerenciamento de crises, dadas as graves implicações, deve receber das empresas que atuam no Brasil o mesmo tratamento prioritário que seus pares no exterior dedicam ao tema. E um dos diferenciais indispensáveis para que as organizações brasileiras se equiparem plenamente às internacionais, principalmente em tempos de globalização. Esta, aliás, é a fórmula inteligente para garantir o investimento feito em uma marca e sua reputação que, embora intangíveis, são os principais patrimônios de uma corporação.

E muitíssimo mais barato desenvolver um programa de gerenciamento de crises do que administrar uma situação fora de controle. Num incidente real, tanto a direção quanto os talentos da empresa têm suas atenções desviadas para a eliminação do problema e a restauração da normalidade. E, pa­ra felicidade da concorrência, são obrigados a abandonar temporariamente a operação, até o controle da crise.

Agora, pense no enorme preço pago pela empresa após um desastre, em termos de prejuízos financeiros, imagem, recursos, credibilidade, oportunidades. Vale a pena? Claro que não.

O gerenciamento de crises classicamente se divide em duas etapas:
1. a prevenção e
2. a administração, quando e se vier a ocorrer.

O processo de prevenção inclui avaliação de riscos, revisão de pontos fracos da operação e identificação de problemas potenciais e das vulnerabilidades da organização. As crises geralmente dão sinais de que vão ocorrer. Por isso, a avaliação e a correção dos "calcanhares-de-aquiles" corporativos podem até evitar que aconteçam. As corpo­rações mais bem-sucedidas são as que levam em conta os piores cenários. Para isso, preparam-se, com tempo e recursos, para enfrentá-los.

Treinamento e testes periódicos, com simulações, completam a estratégia. Por exemplo: é preciso saber identificar que uma crise está ocorrendo e de­terminar as ações enquanto ainda há tempo para isso. Diante de um incidente de fato, algumas organizações preferem varrê-lo para baixo do tapete. Deixam de corrigi‑lo quando ainda está em proporções restritas e administráveis.

No processo de gerenciamento de crises, talvez o cuidado mais importante seja a manutenção de canais de comunicação com todos os públicos: em­pregados, clientes, autoridades, imprensa. Esse diálogo não pode ser inaugurado em tempos de crise, pois credibilidade não é uma conquista instantânea. O diálogo deve ser aberto e constante, pois, quando a organização se vê diante de uma crise, precisa contar com um amplo programa de relacionamento que garanta o conhecimento e a compreensão dos pontos de vis­ta da empresa por todos os públicos.

Além de divulgar informações confirmadas em tempo hábil, é indispensável manter as autoridades informadas e coordenar esforços para evitar visões e versões conflitantes sobre o problema. O ideal é transmitir uma única mensagem, que tranqüilize o público através da sensação de perfeita integração e harmonia em relação às ações tomadas. E fazer com que as in­formações relevantes sobre a correção dos problemas sejam compartilhadas com todos.

Se ainda restam dúvidas sobre as claras vantagens de um programa de crise, voltemos ao caso Schering. Qual o futuro da pílula anticoncepcional Microvlar? Quanto se gastou e vai perder-se em pesquisa e desenvolvimento, marketing, posicionamento de marca, reputação e prestígio? Até que ponto a própria marca Schering, nacional e internacionalmente, não irá pagar um preço até injusto pelo incidente brasileiro? Infeliz­mente, não é fácil responder a es­sas questões. Uma coisa é certa: um bom programa de gerencia­mento de crise, se não puder eliminar, consegue minimizar significativamente o problema. Há inúmeros exemplos, em todos os campos de negócios, inclusive no Brasil, que provam clara­mente isso.

Fonte: Fábio Steinberg Presidente no Brasil da empresa de comunicação de negóios Hill & Knowiton.

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sexta-feira, agosto 11, 2006

Sua Casa é Segura?

Você sabe qual é a carga máxima das instalações elétricas em sua casa?
Já mandou chamar algum profissional especializado para ver o estado delas?
Já procurou saber o que é recomendável e o que não é?

Se a essas perguntas você disse “não”, está na hora de conhecer algumas coisas importantes sobre segurança em instalações elétricas residenciais.

Causas de incêndios residenciais
E uma das primeiras informações vem do Corpo de Bombeiros de São Paulo;
·A primeira causa, são ocorrências criminosas ou provocadas por pessoas deficientes mentais.
·A segunda causa de incêndios em prédios residenciais são justamente essas instalações.

Edifícios mais antigos, perigosos
A situação é ainda mais perigosa nos edifícios com mais de 20 anos..

E por causa da situação grave desses condomínios, o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) com mais nove entidades, entre elas o Corpo de Bombeiros de São Paulo, lançaram o programa Casa Segura, no fim de 2005.

Objetivo do programa
O objetivo é simples e direto: melhoria da qualidade das instalações elétricas residenciais. “O problema é antigo”, diz Maschietto Jr., diretor do Procobre, ressaltando que há clara desobediência às normas técnicas de segurança.

Levantamento dos problemas
Uma das primeiras ações da Casa Segura foi elaborar um diagnóstico de edifícios com mais de 20 anos em São Paulo, os mais propensos a sofrer problemas de sobrecarga.

“Há 20 anos não existia a grande quantidade de equipamentos elétricos e eletrônicos que temos hoje e se essas instalações não forem revistas e readequadas haverá seguramente problema de sobrecarga”, diz o diretor do Procobre.

No levantamento feito, foram vistoriados 150 edifícios residenciais existentes há duas décadas . Os relatórios resultantes dessas vistorias foram entregues aos síndicos dos prédios visitados. .

Vide foto das irregularidades : http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060811085742.html

Diagnóstico – Problemas encontrados no levantamento
1. Falta de condutor de proteção – 98%
2. Dispositivo de proteção incompatível com os condutores – 93%
3. Falta de dispositivo de proteção residual – 100%
4. Falta de dispositivos contra sobretensões – 100%
5. Quadro de distribuição, com partes energizadas – 79%
6. Evidência de aquecimento excessivo dos condutores – 53%
7. Quadro com materiais combustíveis – 82%
8. Falha no sistema de proteção contra descargas atmosféricas – SPDA(aterramento,descidas, continuidade) – 85%

Fonte: Casa Segura e O Estado de São Paulo - 16 de julho de 2006

O que é recomendado
Opções de posts e comentáriosAtalhos do teclado: press Ctrl with: B = Bold, I = Italic, S = Publish, D = Draft more »Permitir nov1. Execute as instalações elétricas conforme a norma NBR 5410 da ABNT (Instalações de Baixa Tensão), e nunca provisórias ou precárias (gambiarras), evitando sobrecarga da rede e possível curto?circuito.
2. Quando realizar reparos nas instalações elétricas, procure sempre um profissional habilitado e credenciado.
3. Realize periodicamente manutenção preventiva nas instalações elétricas, pois elas possuem vida útil limitada
4. Dê especial atenção a áreas críticas como cozinha e banheiros, uma vez que nesses locais se encontram dois elementos cuja combinação pode ser perigosa: água e eletricidade
5. Não utilize equipamentos elétricos quando estiver descalço ou com pés úmidos
6. Jamais toque em equipamentos elétricos enquanto estiver dentro de banheiras
7. Se um eletrodoméstico dispõe de ligação à terra, utilize-o sempre que a instalação permitir.Se a instalação não possuir o fio terra, instale imediatamente
8. Evite instalar condutores elétricos próximos a chaminés, estufas, aquecedores ou outras fontes de calor.
9. Nunca utilize equipamentos ou dispositivos com cabos de alimentação que apresentem danos na isolação, pinos quebrados ou tomadas danificadas.
10. Evite sempre que possível utilizar tomadas múltiplas ou adaptadores do tipo “benjamins”.
11. Nunca desligue um equipamento elétrico da tomada puxando pelo cabo de alimentação e sim pelo plugue.
12. É conveniente desconectar da tomada os equipamentos portáteis quando não estiverem sendo utilizados.
13. Verifique se a potência do equipamento está coerente com a capacidade da instalação existente.
14. Quando for executar alguma manutenção na instalação, os dispositivos de proteção (disjuntores) devem estar desligados.
Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

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quinta-feira, agosto 10, 2006

Conama disciplina uso do lodo

Uma nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), aprovada no dia 11 de Julho de 2006, propõe uma solução para o problema do lodo resultante do tratamento de esgoto sanitário realizado em estações.

Objetivo da resolução
O objetivo da resolução é dar destinação final adequada do produto proveniente das estações de tratamento de esgoto, ao invés de mandá-lo para aterros sanitários, assegurando, com isso, a proteção ao meio ambiente e à saúde pública. Em alguns países já existem leis prevendo a utilização do resíduo para fins agrícolas. No Brasil, apenas o estado de São Paulo dispõe de legislação sobre o tema.

Lodo fertilizante de boa qualidade
O lodo de esgoto constitui fonte de matéria orgânica e serve de nutrientes para as plantas, explica a coordenadora-técnica do Conama, Dominique Louette. "Além contribuir para melhoria da qualidade do solo e da produção, traz vantagens para os agricultores, principalmente se o lodo for de boa qualidade", informa. Ela esclarece que o objetivo da resolução é assegurar a qualidade do lodo a ser aplicado na agricultura.

A coordenadora técnica do Conama Dominique Louette explica que o lodo é um fertilizante de boa qualidade, como o esterco de cavalo e da galinha, mas até agora era considerado um resíduo que tinha de ir para um aterro sanitário.

Segundo ela, vários países regulamentaram sua utilização. “Os Estados Unidos e a Austrália já têm uma norma para tratar desse tema. O que é de boa qualidade pode ser usado como adubo, o que não é continua a ser colocado em aterro”, revela.

A norma estabelece critérios para utilização do lodo
A norma estabelece que os lodos gerados em sistemas de tratamento de esgoto, para terem aplicação agrícola, deverão ser submetidos a processo de redução de patógenos e da atratividade de vetores de moléstias. O texto define quantidade máxima de metais pesados e dos agentes patogênicos (fungos, bactérias, vírus, etc.) que o produto pode conter.

O texto prevê ainda restrições da aplicação do resíduo em áreas de pastagens, unidades de conservação, cultivo para consumo in natura, plantações que tenham contato com o solo, entre outros.

Conheça alguns itens da resolução que define o uso do lodo
O lodo de esgoto é o produto resultante do tratamento em estações. A medida do Conama pretende regular a produção, compra, venda ou doação para uso agrícola

1 - Para ter aplicação agrícola:
o produto deverá ser submetido a um processo de redução de patógenos (capazes de provocar doenças), como bactérias, protozoários, fungos, vírus e helmintos.

2 - Fica proibido o uso de lodo em:
unidades de conservação, com exceção das áreas de proteção ambiental, de preservação permanente, de proteção aos mananciais, e em outras áreas de captação de água para abastecimento público.

3 - É vetado o uso como fertilizante de:
lodo de efluentes de hospitais, de portos e aeroportos, de esgoto não estabilizado e de lodo coletado por veículos, antes do processo de tratamento.

4 - O uso de lodo não se aplica:
a culturas de pastagens e cultivo de legumes, tubérculos e raízes, e demais culturas onde a parte comestível entre em contato com o solo. Também não é permitido em culturas inundadas.

Obs:
Com a entrada da norma em vigor , após publicação no Diário Oficial da União, as estações de tratamento de esgoto no Brasil passarão a contar com um instrumento legal de controle de padrão e de monitoramento, bem como dos cuidados que devem ser observados ao disponibilizar o resíduo para a agricultura.

Fonte: Jornal do Commercio – Recife, 30 de julho de 2006 e Ministério do Meio Ambiente

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quarta-feira, agosto 09, 2006

Defesa Civil alerta para baixa umidade do ar no país

A Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil) alerta para a baixa umidade relativa do ar em vários Estados do Brasil entre quinta-feira (10) e domingo (13). O índice deve chegar a 20% nas horas mais quentes do dia.

Bahia, Goiás, as regiões oeste e sul de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, a região sul do Pará e o sul do Piauí devem ter problemas com a unidade.

Na região norte e oeste do Paraná, em Rondônia, Tocantins, norte e oeste de São Paulo e Distrito Federal a umidade também deve ser baixa.
Fonte: Folha Online - 09/08/2006

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terça-feira, agosto 08, 2006

Antiga torre de controle de tráfego aéreo implodida

Com uma explosão que podia ser ouvida nos edifícios comerciais do centro da cidade distante 15 km, a antiga torre de controle de tráfego aéreo do Aeroporto Internacional de Hartsfield-Jackson em Atlanta foi demolida hoje.
A antiga torre foi destruída porque já não era necessária. A agência federal de aviação construiu uma nova torre no valor de US$ 44,2 milhões ao lado da antiga torre.
A demolição criou uma nuvem gigante de poeira que também podia ser vista a quilômetros de distância.Com 121 m de altura, a nova torre é a mais alta na América do Norte e a terceira mais alta no mundo.
Foi construída para permitir que os controladores de vôos sejam capazes de ver a nova quinta pista de decolagem e o restante do aeroporto. A nova pista com 2.700 m foi inaugurada em 27 de maio de 2006.

Vide foto da sequência da implosão: http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060808201458.html

Fonte: The Atlanta Journal Constitution – Sat, Aug. 05, 2006

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sábado, agosto 05, 2006

Trabalhadora morre esmagada por empilhadeira

Um grave acidente de trabalho ocorrido na manhã de quarta-feira, 19 de julho de 2006, na empresa Cisframa Comercio e Industria de Madeiras, localizada às margens da BR-280, no bairro Campo D´Água Verde, Canoinhas/SC, causou a morte da trabalhadora Gilvana Fernandes, 26 anos.

Morte violenta
Ela foi esmagada por uma máquina empilhadeira de madeiras que pesava mais de oito toneladas. Segundo o Corpo de Bombeiros o acidente aconteceu por volta das 10h08min no interior da fábrica. Gilvana teria sido atropelada pela máquina, a qual passou com os rodados sobre o seu corpo causando-lhe fraturas expostas das pernas com exposição das víceras.

Emergência e Socorro
A vítima ainda foi socorrida com vida pelos Bombeiros, porém morreu ao dar entrada no Pronto Socorro Municipal. Gilvana era casada e tinha dois filhos.

Causa provável
Gilvana estava trabalhando próximo da empilhadeira, mas não teria percebido a aproximação da máquina de cinco toneladas e que no momento carregava cerca de três toneladas de madeira.
O operador da empilhadeira também não teria visto a mulher. A máquina a teria derrubado e posteriormente passado sobre os membros inferiores do seu corpo. O operador entrou em estado de choque logo após o acidente.

Inquérito
Segundo a Polícia Civil que abriu um inquérito para apurar as circunstâncias que causaram o acidente.

Fonte: Polícia Civil/Bombeiros – Canoinhas – 19 de Julho de 2006

Comentário
O operador não viu a trabalhadora e bem como ela não viu a empilhadeira.

Cenário do acidente – suposição
Supõe que a área do acidente não era demarcada, isto é, corredor próprio para movimentação das empilhadeiras.
1. Falta de uma faixa exclusiva para movimentação de veículos industriais
2. Semáforos de sinalização; evita acidentes no tráfego, entrada, saída e cruzamento de veículos, chama a atenção para os riscos de colisão, coordenam a passagem de veículos industriais, caminhões, pessoas
3. Empilhadeira – farol dianteiro para chamar a atenção de movimentação, sinalizador rotativo magnético para alertar a presença do veículo
4. Os veículos industriais, devem ter prioridade de movimentação nas áreas de movimentação. Os demais veículos não industriais, e pessoal devem ser conscientizados através de luzes de advertências e painéis de aviso.
Os acidentes com empilhadeiras nos USA perfazem aproximadamente 1% dos acidentes industriais, mas eles produzem danos terríveis em 10% das vítimas. As empilhadeiras causam quase 10.000 ferimentos ao ano.

Recomendações
Visibilidade
Por exemplo, considere como um item elevado para segurança, a utilização de “espelhos de segurança e de visibilidade” para melhorar a visibilidade do piso e cruzamento.
Corredores de tráfego
Crie corredores de tráfego e áreas isoladas que separam pessoas do trânsito industrial.Uma das maneiras mais fáceis para prevenir colisões de empilhadeiras é criando áreas especificas para circulação, onde é proibida a locomoção de pessoas.
Protegendo as instalações
Os balizadores verticais fixos podem proteger as portas da doca e outros equipamentos erigindo uma barreira vertical de aço sólida, que protege o limite de espaço de segurança.
Advertência sonora ou luminosa (alarmes)
18% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando um trabalhador caminhando ou outras pessoas são atingidas por uma empilhadeira, porque freqüentemente estão ocupados com outras tarefas e não inteiramente atenta com a proximidade de uma empilhadeira em operação. As empilhadeiras devem ser equipadas com alarmes automáticos, sinais que soam durante a operação, de modo que, aquelas pessoas que estão próximas sabem de sua posição.A melhoria do projeto do local de trabalho também reduziria drasticamente esta porcentagem.

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sexta-feira, agosto 04, 2006

Ferimentos oculares nos USA em 2002

Ferimentos oculares de acidentes de trabalho não fatais em 2002 nos USA

Em 2002, havia 42.286 ferimentos ou doenças ocupacionais envolvendo acidentes oculares que resultaram em dias de afastamento de trabalho.

Os acidentes típicos oculares ocorreram; por fricção, polimento e abrasão tal como; cavaco, apara ou lasca de metal, sujeiras e estilhaço ou golpeando o olho; ferimentos superficiais, tais como abrasões, arranhaduras, e corpos estranhos (lascas e fragmentos) eram entre os tipos os mais comuns dos ferimentos oculares.

Os riscos potenciais aos olhos podem ser encontrados em quase toda indústria. As normas da OSHA (agência de administração de segurança e de saúde ocupacional , Occupational Safety and Health Administration) exigem que os empregadores forneçam aos trabalhadores proteção ocular apropriada. Para ser eficaz na prevenção de acidentes, o uso dos óculos deve ser do tipo apropriado para o perigo encontrado.

Este relatório analisa os registros oficiais de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais e os perfis dos ferimentos registrados envolvendo os olhos. Um total de aproximadamente de 4,7 milhão de acidentes e doenças foi registrado em indústrias, nos locais de trabalho durante o ano 2002.

Entre os 1,4 milhões de ferimentos envolvendo pelo menos um dia de afastamento de trabalho, mais de 90.000 eram ferimentos na cabeça, e entre estes acidentes, havia 60.064 ferimentos no rosto e 42.286 ferimentos nos olhos em 2002.

Tipo de atividade industrial
Quase 52 por cento de todos os casos de ferimentos oculares ocorreram na industria de manufatura ou no comércio (atacado e varejo). Outros 20 por cento ocorreram na indústria de serviços, e 15 por cento ocorreram na construção. Nos demais tipos de atividades, quase 8 por cento ocorreram no transporte e em serviços públicos, e o restante 5 por cento ocorreu na agricultura, pescaria, florestamento, minas, etc.

Dias de afastamento de trabalho
Em 95% dos casos de ferimentos oculares, os dias correspondentes ao afastamento de trabalho ficaram entre 1 a 10 dias.

Ocupação
Entre as ocupações que tiveram pelo menos 1.000 ferimentos oculares em 2002, destacam-se;
· trabalhadores em geral, excluindo da construção civil , 8%, de todos os casos ocupacionais de ferimentos nos olhos
· trabalhadores de corte e solda, 6%, de todos os casos ocupacionais de ferimentos nos olhos
· operadores de máquinas, equipamentos, 3,4%
· trabalhadores da construção civil, 3,2%
As atividades industriais, tais como; operadores, fabricantes, trabalhadores em geral, manutenção, administrativo, perfazem 83% por cento dos ferimentos oculares entre trabalhadores.
Os trabalhadores nestes grupos ocupacionais tendem adquirir ferimentos de objetos em vôos , produtos químicos, radiação, ou de uma combinação destes ou de outros perigos.
Nas atividades de serviços, perfazem 11% dos ferimentos oculares entre os trabalhadores e as demais atividades 6%

Características dos ferimentos
Os principais eventos que provocaram acidentes oculares foram os seguintes;
· fricção ou abrasão de objetos estranhos, 38%.
· contato com o olho, 13%
· partícula ou objeto em vôo, 10%
· corte e solda, 5%
· objeto não especificado, 5%

Ferimentos com afastamento de trabalho
Quase 87 por cento dos 42.286 dos casos de ferimentos oculares não fatais foram relacionados aos ferimentos traumáticos e doenças. Um ferimento traumático é o resultado de um único incidente, evento, ou exposição.

Os ferimentos mais comuns aos olhos foram;
· ferimentos superficiais, envolvendo objetos estranhos tais como; aparas,cavacos, ou fragmentos , com 37%
· abrasões e arranhões com 17%
· queimaduras químicas, 11%
· corte e lacerações, 7%
· flash de solda. 5%

Conclusão
Os dados oficiais dos ferimentos e doenças ocupacionais mostram que, em 2002, os ferimentos oculares perfazem 47 por cento de todos os principais ferimentos envolvendo dias de afastamento do trabalho e 70 por cento de todos os ferimentos do rosto envolvendo dias de afastamento do trabalho.
Os trabalhadores na indústria de manufatura e do comércio e aqueles de atividades tais como; operadores (máquinas, equipamentos), construtores e trabalhadores, produção e manutenção em geral eram a maioria com potencial de risco para contrair ferimento ocular.

Vide foto : Impacto de objeto em óculos de segurança
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060804171145.html

Fonte: U.S. Bureau of Labor Statistics, June 30, 2004

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Como funciona o olho humano

Quando olhamos na direção de algum objeto, a imagem atravessa a córnea e chega à íris, que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila. Quanto maior a pupila, mais luz entra no olho.

Passada a pupila, a imagem chega ao cristalino, e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida, e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados pelo cérebro.

Inspirado no funcionamento do olho o homem criou a máquina fotográfica. Portanto, em nossos olhos a córnea funciona como a lente da câmera, permitindo a entrada de luz no olho e a formação da imagem na retina. Localizada na parte interna do olho, a retina seria o filme fotográfico, onde a imagem se reproduz.

A pupila funciona como o diafragma da máquina, controlando a quantidade de luz que entre no olho. Ou seja, em ambientes com muita luz a pupila se fecha e em locais escuros a pupila se dilata com o intuito de captar uma quantidade de luz suficiente para formar a imagem.

Breve anatomia do olho
O olho é um órgão do corpo humano responsável por um dos sentidos mais importantes: a visão.

Sabendo-se que a maior parte da nossa comunicação com o meio exterior é dada por este sentido (aproximadamente 85%), e que uma grande percentagem das lesões oculares geram defeitos visuais permanentes, torna-se fácil o entendimento da importância da prevenção de acidentes e manutenção da saúde dos olhos.

O olho humano é constituído por delicadas estruturas. Na sua parte anterior, temos a córnea, que é um tecido transparente que recobre a porção colorida dos olhos (denominada íris). Pupila é o nome dado ao orifício da íris (conhecida como "menina dos olhos"). O cristalino é uma lente natural que possuímos dentro dos nossos olhos, situado atrás da íris. Banhando estas estruturas há um líquido denominado humor aquoso.

A porção posterior do olho é constituída basicamente pela retina, que é um tecido que abriga as células responsáveis pela visão e o nervo óptico, que conduz as informações visuais para serem interpretadas no cérebro. Esta porção posterior é preenchida por um outro líquido, gelatinoso, chamado humor vítreo. O tecido branco que envolve todo o globo ocular é chamado esclera.

Córnea: É transparente, situada na parte anterior do olho, transmite e ajusta a luz para o interior do olho.

Íris: Responsável pela coloração dos olhos. A íris ajuda a regular a quantidade de luz que penetra no olho.
Pupila: Região central e escura da íris. O diâmetro da pupila determina a quantidade de luz que penetra no olho. O tamanho da pupila varia de acordo com a quantidade de luz no ambiente.

Cristalino: Lente transparente dentro do olho, que ajuda a focalizar a luz para dentro do olho, mais especificamente na retina.

Esclera: é a parte branca que reveste o olho.

Retina: É um tecido do sistema nervoso que está situado para parte posterior do olho. A retina percebe a luz e produz estímulos que são transmitidos através do nervo óptico até o cérebro.

Macula: É uma região pequena da retina, que contém células especiais sensíveis a luz. É responsável pela percepção de detalhes finos da visão.

Nervo Óptico: O nervo óptico conecta o olho ao cérebro. O nervo transporta os impulsos formados pela retina até o cérebro, que interpreta as imagens.

Vítreo: É claro e transparente, parecido com uma gelatina, que preenche o conteúdo do olho.

Vide foto anatomia do olho: http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060804091457.html

Fonte: Instituto Penido Burnier; Dr. Leoncio de Souza Queiroz Neto, Dr. André M. Sleiman Raad Camargo e Dr. Mauro Antonio Chies . I.P.B.

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quinta-feira, agosto 03, 2006

Contran regulariza engate em carros

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, no último dia 25 de julho, normas que regulamentam o uso do dispositivo de acoplamento mecânico para reboque (engate traseiro). O uso do engate tem se tornado comum, porém não seguia critérios de fabricação e instalação. Publicada nesta segunda-feira, a Resolução 197 tem o objetivo de disciplinar o uso e a fabricação do engate. A resolução disciplina o uso do engate em veículos com peso bruto total até 3,5 mil kg e capacidade de tracionar reboques. Os fabricantes e instaladores de engate terão de seguir normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. O prazo para cumprimento da medida é de 180 dias. Quem estiver em desacordo com as regras, cometerá infração grave, que prevê multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH e retenção de veículo para regularização.

Problemas com o engate
1. De acordo com o diretor da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), Marco Antônio Saltini, no caso de uma colisão traseira o engate pode rasgar o assoalho do carro. Ainda segundo ele, a absorção do impacto pela carroceria não acontece da maneira ideal, já que os carros modernos têm uma área de deformação programada, que absorve o impacto e protege os ocupantes.

2. Além disso, nos carros que têm engate o movimento da cabeça contra o encosto do banco acontece com mais força, aumentado o risco de lesões na coluna cervical. Outro problema é que a instalação desse acessório aumenta os riscos do surgimento de pontos de corrosão.

3. Os problemas de usar indevidamente o engate envolvem não apenas o dono do carro, mas também os pedestres e os carros que circulam à sua volta. Quem atravessa a rua entre dois carros estacionados no meio-fio corre o risco de bater a perna no engate. Já os carros que baterem na traseira do carro com engate têm o pára-choque seriamente danificado (algo que não ocorreria numa colisão leve, se não houvesse o acessório).

Fonte:Diário da Manhã – Goiânia, 1 de agosto de 2006 e Carsales

Resolução nº 197, de 25-07-2006: CONTRAN - Regulamenta o dispositivo de acoplamentomecânico para reboque (engate) utilizado em veículos com PBT de até 3.500kg e dá outras providências.

Fonte: Administração do Site. DOU, Seção 1, de 31-07-2006. págs 38 e 39.
31/07/2006

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da competência que lhe confere o artigo 12 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto n.º 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito; e,

Considerando que o artigo 97 do Código de Trânsito Brasileiro atribui ao CONTRAN a responsabilidade pela aprovação das exigências que permitam o registro, licenciamento e circulação de veículos nas vias públicas;

Considerando o disposto no artigo 16 e no Parágrafo 58 do anexo 5 da Convenção de Viena Sobre Trânsito Viário, promulgada pelo Decreto 86.714, de 10 de dezembro de 1981;

Considerando a necessidade de corrigir desvio de finalidade na utilização do dispositivo de acoplamento mecânico para reboque, a seguir denominado engate, em veículos com até 3.500 kg de Peso Bruto Total - PBT;

Considerando que para tracionar reboques os veículos tratores deverão possuir capacidade máxima de tração declarada pelo fabricante ou importador, conforme disposição do Código de Trânsito Brasileiro;

Considerando a necessidade de disciplinar o emprego e a fabricação dos engates aplicados em veículos com até 3.500kg de PBT;

RESOLVE:

Art 1º Esta resolução aplica-se aos veículos de até 3.500 kg de PBT, que possuam capacidade de tracionar reboques declarada pelo fabricante ou importador, e que não possuam engate de reboque como equipamento original de fábrica.

Art. 2º. Os engates utilizados em veículos automotores com até 3.500 kg de peso bruto total deverão ser produzidos por empresas que obtiverem a aprovação do engate e do procedimento de instalação nos veículos, conforme norma do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO Parágrafo Único. A aprovação do produto fica condicionada ao cumprimento de requisitos estabelecidos em regulamento do INMETRO, que deverá prever, no mínimo, a apresentação pela empresa fabricante de engate, de relatório de ensaio, realizado em um protótipo de cada modelo de dispositivo de acoplamento mecânico, proveniente de laboratório independente, comprobatório de atendimento dos requisitos estabelecidos na Norma NBR ISO 3853, NBR ISO 1103, NBR ISO 9187.

Art. 3º. Os fabricantes e os importadores dos veículos de que trata esta Resolução deverão informar ao órgão máximo executivo de trânsito da União os modelos de veículos que possuem capacidade para tracionar reboques, além de fazer constar no manual do proprietário as seguintes informações:

I - especificação dos pontos de fixação do engate traseiro;

II - indicação da capacidade máxima de tração - CMT.

Art. 4º. Para rastreabilidade do engate deverá ser fixada em sua estrutura, em local visível, uma plaqueta inviolável com as seguintes informações;

I - Nome empresarial do fabricante, CNPJ e identificação do registro concedido pelo INMETRO;

II - modelo do veículo ao qual se destina;

III - capacidade máxima de tração do veículo ao qual se destina;

IV - referência a esta Resolução.

Art 5º O instalador deverá cumprir o procedimento de instalação aprovado no INMETRO pelo fabricante do engate, bem como indicar na nota de venda do produto os dados de identificação do veículo.

Art 6º Os veículos em circulação na data da vigência desta resolução, poderão continuar a utilizar os engates que portarem, desde que cumpridos os seguintes requisitos:

a) qualquer modelo de engate, desde que o equipamento seja original de fábrica;

b) Quando instalado como acessório, o engate deverá apresentar as seguintes características: esfera maciça apropriada ao tracionamento de reboque ou trailer; tomada e instalação elétrica apropriada para conexão ao veículo rebocado; dispositivo para fixação da corrente de segurança do reboque; ausência de superfícies cortantes ou cantos vivos na haste de fixação da esfera; dispositivos de iluminação, devidamente regulamentados.

Art 7º Os veículos que portarem engate em desacordo com as disposições desta Resolução, incorrem na infração prevista no artigo 230, inciso XII do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 8º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeito nos seguintes prazos:

I) - em até 180 dias:

a) - para estabelecimento das regras para registro dos fabricantes de engate e das normas complementares;

b) - para retirada ou regularização dos dispositivos instalados nos veículos em desconformidade com o disposto no artigo 6º, alíneas "b" e "c";

II) - em até 365 dias, para atendimento pelos fabricantes e importadores do disposto nos incisos I e II do artigo 3º;

III) - em até 730 dias para atendimento pelos fabricantes de engates e pelos instaladores, das disposições contidas nos artigos 1º e 4º.

ALFREDO PERES DA SILVA

Presidente do Conselho

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terça-feira, agosto 01, 2006

Estouro de garrafa de Coca Cola

Em 20 de janeiro de 1995, Forlan, então com 17 anos, manuseava dois engradados do refrigerante na mercearia do pai, que haviam sido entregues minutos antes pelo caminhão da empresa Rio Preto Refrigerantes S/A, fabricante regional autorizado, que recebe tecnologia e o concentrado para fabricar a linha de bebidas da Coca Cola Company, quando houve o estouro de uma garrafa de Coca Cola

Danos físicos
Ele teve perda total da visão do seu olho direito depois que uma garrafa de Coca-Cola de 290 ml estourou na altura do gargalo, e os estilhaços atingiram seu rosto.

Indenização
O filho do comerciante Alceu Bossoni, Forlan Aparecido Bossoni, de Maringá (PR), será indenizado em 400 salários mínimos por danos estéticos e receberá pensão mensal, correspondente a 40% do salário mínimo, até a data em que completar 65 anos de idade (em 2042, totalizando 244,8 salários mínimos).

Ao não conhecer do recurso da Rio Preto refrigerantes S/A e de sua companhia de seguros (Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes), a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão da justiça estadual, favorável à vítima.

A Sul América entrou no processo em decorrência de contrato de seguro firmado com a Rio Preto com objetivo de reparar por danos involuntários, pessoais e/ou materiais causados a terceiros, ocorridos durante sua vigência.

A companhia de seguros foi condenada a ressarcir a quantia que for paga pela Rio Preto ao consumidor até o limite da apólice.

Código de Defesa do Consumidor
A Rio Preto Refrigerantes S/A foi condenada com base no Código de Defesa do Consumidor (art.12), segundo o qual o fabricante só não será responsabilizado em três situações: se provar que não colocou o produto no mercado; que, mesmo tendo distribuído o produto no comércio o defeito inexiste, e que houve culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

A empresa argumentou que cabia à vítima provar que a explosão da garrafa foi espontânea e que não houve imperícia no manuseio do vasilhame, como queda, choque da garrafa com outras ou choque térmico.

No recurso ao STJ, a fabricante e a seguradora contestaram, sem sucesso, a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná.

A Sul América pretendeu rediscutir o aspecto jurídico acerca do tipo de dano a que a Rio Preto foi condenada, argumentando não ter ficado bem claro se o dano estético deferido foi enquadrado como dano moral ou dano corporal.

Se foi considerado como dano moral, estaria livre da obrigação, pois a apólice não cobria esse tipo de dano.

Relator do caso, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito afirmou que "houve o pedido de condenação tendo como causa de pedir o acidente que acarretou atrofia e perda de visão, com necessidade de prótese ocular".

Por isso, o tribunal estadual examinou a apólice e verificou que nela se encontrava a previsão de danos corporais, sendo os danos estéticos como tal enquadrados.

As empresas também questionaram um dos pontos da condenação que determinou o pagamento de R$ 10.000,00 para despesas médicas e hospitalares futuras, cirurgia estética e implantação de prótese ocular.

Segundo o ministro relator, provas nos autos revelam claramente a necessidade de uma prótese ocular para o rapaz (olho de vidro), devido à perfuração do globo ocular por caco de vidro, o que causou perda total da visão do olho direito sem possibilidade de recuperação, como atesta laudo médico. "Não agride nenhuma lei federal o comando de uma verba fixa para a cirurgia reparadora", afirmou Carlos Alberto Menezes Direito.

Segundo caso
Decisão semelhante foi tomada também pela Quarta Turma do STJ no julgamento de recurso da Spaipa S/A Indústria Brasileira de Bebidas, relatado pelo ministro Ruy Rosado de Aguiar. O 2º tenente-médico do Exército, Paulo Roberto Claro, de Curitiba (PR), ficou com deformidade permanente na região mandibular inferior esquerda, em decorrência do estouro de uma garrafa de Coca-Cola Diet de 1250 ml, que ele estava colocando numa caixa de isopor com gelo.
O caso também ocorreu no Paraná, em Foz do Iguaçu, onde a família passava o Natal de 1994.

Os refrigerantes foram comprados num supermercado da cidade, onde mora o sogro do tenente-médico.

A Spaipa é sucessora, por incorporação, da empresa Paraná Refrigerantes S/A, estabelecida na capital paranaense. O juiz de primeiro grau condenou a empresa, que também é assistida por uma companhia seguradora (General Accident Companhia de Seguros), a pagar as duas indenizações pedidas (danos estético e moral), cada uma delas fixada em 100 vezes o ganho líquido mensal do médico, que era de R$ 4.960,05 à época do fato.

O TJPR, acolhendo apelação da empresa, reduziu o valor da condenação a R$ 30.000,00. "As seqüelas que redundaram em deformidade aparente não são daquelas, como visto pelas fotografias acostadas aos autos, que chocam os menos avisados”.

O mal-estar que possa produzir ao autor não justifica o valor deferido", afirmou o desembargador Jesus Sarrão, relator da apelação.

Mas a empresa ainda recorreu ao STJ. O relator do caso no STJ, ministro Ruy Rosado de Aguiar conheceu do recurso da Spaipa em parte, apenas para determinar que os honorários devidos ao advogado do autor da ação de indenização sejam calculados sobre o valor final da condenação e não sobre o valor pleiteado inicialmente .
Processo: RESP. 237865

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Acidentes de passageiros no Metrô de SP em 2005

Foram registrados em 2005, um total de 2133 casos de acidentes compostos da seguinte forma:
- escada rolante: 35%
- escada fixa: 16%
- vão entre o trem e a plataforma: 11%
- porta do trem: 6%

O número de acidentes registrados com usuários em cada 1 milhão de passageiros transportados, foi de 3,0 acidentados por milhão de passageiros.

O Metrô de São Paulo tem mais de 57 quilômetros de extensão, 52 estações e 700 carros na frota. Cerca de 1,7 milhão de passageiros entraram no sistema em média por dia útil em 2005.

A utilização média do sistema, expressa pela relação entre quantidade de entradas de passageiros no ano e extensão da rede (56 km), foi de 8,9 milhões em 2005, um dos índices mais altos entre os metrôs do mundo.
Fonte: Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô

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posted by ACCA@1:36 PM

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