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segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Choque elétrico na piscina mata estudante

O estudante Felipe, 14 anos, morreu na madrugada de  domingo,  25 de setembro de 2005, depois de entrar na piscina e receber alta voltagem de energia elétrica.

Felipe estava sozinho em seu apartamento e chamou dois amigos para tomar banho. O adolescente foi o primeiro a entrar na piscina. Quando os amigos perceberam o problema, desligaram o sistema de aquecimento, mas Felipe não resistiu.

CAUSA

Uma infiltração em uma lâmpada no interior da piscina causou a morte do estudante, segundo perícia realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de Goiás. 
De acordo com informações prévias do engenheiro eletricista Nélio Fleury, autor da perícia, uma carga elétrica de cerca de 30 centímetros de raio foi criada ao redor da lâmpada. A vítima teria caído na água justamente nesta área.

Segundo o engenheiro eletricista Nélio Fleury,  quatro falhas na instalação permitiram que uma corrente elétrica de aproximadamente 20 ampéres fosse liberada por uma luminária.


1.O primeiro problema encontrado foi na estrutura do equipamento, que era metálica, por isso, condutora de carga elétrica. “É preciso alertar: essas luminárias têm de ser compostas de material plástico sintético, para isolar a corrente.”

2.Além disso, a instalação da luminária já havia sofrido desgaste com o tempo. Com isso, ocorreu infiltração dentro do equipamento. “A obra tem aproximadamente cinco anos, e raramente as pessoas tomam cuidado em prestar manutenção a esse tipo de equipamento.”

3.A água infiltrada atravessou todo o eletroduto até chegar na casa de máquinas. Lá foi verificada outra falha. O transformador estava instalado a apenas 10 centímetros do solo e recebeu pingos da água infiltrada. Segundo o engenheiro, “o transformador foi molhado e levou a energia de 220 volts para a piscina”.

4.O quarto problema observado na perícia foi a não instalação de um disjuntor diferencial, capaz de bloquear a corrente elétrica caso ocorra uma falha. “Há um disjuntor instalado, mas é o mesmo que alimenta a iluminação da área de lazer próxima, grande demais, superdimensionado, e acabou deixando passar a corrente elétrica”, conta o engenheiro Nélio Fleury.

TÉCNICO CREDENCIADO
O acompanhamento de um profissional especializado em eletricidade na instalação de aquecedores e equipamentos elétricos em piscinas pode evitar acidentes. Mas, segundo Fleury, algumas pessoas instalam aquecedores de piscina e outros aparelhos elétricos em áreas molhadas de forma negligente. “É muito importante alertar, acidentes elétricos são letais, ninguém sofre uma descarga elétrica contínua e diz: ‘escapei’”, afirma o engenheiro. De acordo com o Crea, a multa para a pessoa que não tiver registro junto à entidade e instalar este tipo de equipamento é de R$ 3 mil. Deve ser fornecido um laudo técnico ao final de trabalhos de execução, reforma ou ampliação de instalações elétricas, elaborado por profissional devidamente qualificado e registrado no Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).

MANUTENÇÃO
“Recomendamos uma manutenção anual em todo o sistema”, explica o engenheiro Nélio Fleury. Apenas com a manutenção será possível evitar o desgaste da estrutura de isolamento elétrico do motor, o que causaria a produção de uma carga elétrica perdida.
O engenheiro faz alerta sobre a instalação de iluminação no fundo de piscinas. “Não é recomendável nenhuma forma de ligação elétrica no interior de uma piscina”.

INQUÉRITO
O delegado do caso, Achiles Tancrede Júnior, espera a entrega de dois relatórios. Um deles feito pela Polícia Técnica e o outro do engenheiro Nélio Fleury. . “O próximo passo é ouvir a família e os amigos da vítima que estavam presentes no momento do acidente”, afirmou.

RESPONSABILIDADE 
 Especialistas disseram ser impossível apontar culpados pela morte do estudante, se ficar comprovado que a falta de manutenção na piscina causou sua morte. Infiltração em uma lâmpada causou a descarga elétrica. Os pais da vítima também não seriam responsabilizados pela falta de assistência técnica. Segundo o artigo 121 do Código Penal, parágrafo cinco, “na hipótese de homicídio culposo (não desejava cometer o crime), o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.”
Professora de Teoria Geral do Processo da Universidade Salgado de Oliveira, Caroline Brasil acredita que a família de Fellipe poderia brigar na Justiça apenas se a empresa responsável pela manutenção da piscina tivesse feito algum serviço dias antes. “A piscina está na cobertura que pertence aos pais, que são os responsáveis e os únicos aptos a reclamar de trabalho ruim”, diz. De acordo com o artigo 927, “aquele que, por ato ilícito, causar dano a outro, fica obrigado a repará lo”. Fonte: Diário da Manhã – Goiânia, 27/28/29  de setembro de 2005

Comentários: A norma brasileira de Instalações Elétricas de Baixa Tensão, NBR-5410, de 1980, já recomendava para piscinas publicas e privadas, luminárias de material isolante e proteção contra penetração de água e que os transformadores localizassem em local anexo, não inundável. Em 1997, a norma foi alterada e recomendava a colocação de dispositivo residual (DR) contra falha de corrente.      

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quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Trabalhador disparou pistola de prego e atingiu a virilha


Um operário de 22 anos tem sorte de estar vivo depois de disparar acidentalmente um prego de 90 mm na própria virilha – quase atingindo a aparelho genital.
Sam Rees errou ao puxar o gatilho de uma pistola de pregos pneumática que ocasionou uma lesão dolorosa enquanto trabalhava em um local perto de Swansea, Inglaterra.

Ele disse: estava usando uma pistola de pregos, infelizmente eu estava usando algo para atingir‑me e o prego ricocheteou e atingiu a  virilha.  

O proprietário da empresa Meagher, disse que Rees  estava calmo  com o prego cravado  na virilha na quinta-feira passada. Ele veio até mim e disse que atirou em si mesmo.
 É algo que não deveria acontecer, e a princípio não conseguia ver nada. E então, eu vi. Eu fiquei branco. Eu disse-lhe: "Jesus, o que é isso?" Não pude acreditar.

Ele não estava chorando ou gritando de dor era só calmaria. Ele disse que sua perna estava começando a ficar dormente, mas seu comportamento não estava mudando.
Meagher disse que Rees  até perguntou-lhe se  poderia tirar o prego,  mas aconselhou que poderia causar mais danos. Ele realmente não sabia que era tão sério até quando chegou ao hospital. Tive que fazer uma pequena cirurgia para remoção. O prego tinha 90 mm de comprimento e penetrou 70 mm.  

Os médicos disseram que quase atingiu a artéria, por pouco, 10 mm. Se tivesse retirado o prego teria sangrado até a morte. Fonte: MailOnline – published,  21 February 2017 

Artigo publicado

 

Comentário:
As pistolas de prego são poderosas, fáceis de usar  e aumenta a produtividade das tarefas. Elas também são responsáveis por um número estimado de 37.000 visitas a pronto-socorros  a cada ano – 68% destes envolvem trabalhadores e 32% envolvem consumidores. Ferimentos graves têm levado a mortes  trabalhadores de construção. Felizmente, essas lesões podem ser evitadas, e cada vez mais empresas estão fazendo mudanças para melhorar a segurança da pistola de prego. Pesquisa mostra que o risco de lesão é duas vezes mais alto, usando o "contato" disparar a pistola de prego em comparação com  gatilho "sequencial". Fonte: CDC-Center for Disease Control and Prevention

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domingo, fevereiro 19, 2017

Diabetes ao Câncer: itens do dia a dia que alteram seus hormônios silenciosamente

Eles provocam distúrbios hormonais, mas estão escondidos em cosméticos, embalagens de alimentos e até em brinquedos. Por isso é quase impossível escapar deles no dia a dia.

COMPOSTOS QUÍMICOS SUSPEITOS
Existem cerca de 800 compostos químicos suspeitos de interferir no sistema hormonal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A maioria ainda está sendo submetida a mais estudos, mas a Comissão Européia garante que pelo menos 66 destes compostos, como bisfenol A (BPA), dioxina, atrazina e vários ftalatos (BBP, DEHP, DOP e DBP), têm "clara evidência de perturbação da atividade endócrina".
Esse alerta fez parte de uma proposta divulgada ano passado pela OMS com o objetivo de regular seu uso.
Cada vez mais pesquisas com animais vinculam compostos como esses a prejuízos à saúde que vão desde a infertilidade ao risco de câncer.
Ainda faltam evidências em humanos. Por isso, essas substâncias continuam presentes em centenas de produtos de consumo diário. 


FTALATOS, BISFENOL A, FTALATO DBP
Os ftalatos são usados, por exemplo, em produtos coloridos, como brinquedos infantis e sexuais, produtos de limpeza, como detergente, embalagens de alimento, produtos de beleza, como esmalte de unhas, sprays para o cabelo, loções de barbear, sabonetes, xampus, perfumes e outros produtos com fragrância.
Outro exemplo é o bisfenol A (BPA), presente em garrafas de plástico ou latas, cosméticos, brinquedos, CDs e, até há pouco tempo, em mamadeiras.
Alguns compostos perderam o uso, como o ftalato DBP, que era um plastificante usado em vernizes de unha ou tintas de impressão. Mesmo assim, continuam provocando riscos à saúde, uma vez que, segundo a OMS, seus efeitos podem afetar várias gerações.

EXPOSIÇÃO PRECOCE GERA RISCO PARA TODA VIDA
Tanto animais como humanos são mais vulneráveis a esses compostos durante certos períodos do desenvolvimento como dentro do útero da mãe e na puberdade.
A OMS diz que os efeitos da exposição precoce ao composto podem se manifestar em qualquer momento da vida, através de câncer de mama e de próstata, infertilidade, puberdade precoce, obesidade, transtornos metabólicos e diabetes tipo 2.

COMO MINIMIZAR A EXPOSIÇÃO
Hoje é difícil saber qual é a composição exata dos produtos que consumimos. Em 2015, a Agência Química Sueca analisou 112 brinquedos no país e descobriu que 15% deles tinham substâncias químicas proibidas.
No caso de produtos cosméticos e de higiene, os fabricantes não precisam incluí-los na lista de ingredientes dos produtos. Por isso, com freqüência, os ftalatos estão "escondidos" atrás da palavra "fragrância".

ALGUMAS DICAS PARA EVITAR SUBSTÂNCIAS MALÉFICAS:
Escolher cremes, detergentes e produtos "livres de fragrância" pode reduzir a exposição aos ftalatos.
Priorizar materiais alternativos ao plástico, como a madeira, quando comprar brinquedos para as crianças.
No caso de embalagens de comida, preferir vidro sobre latas, que costumam ser revestidas com BPA, e plásticos.

Mas, segundo especialistas, há pouco a se fazer em nível individual. As principais mudanças deveriam surgir, dizem eles, da regulação da indústria, como restringindo o uso desses compostos químicos e buscando alternativas. Fonte: BBC Brasil - 12 fevereiro 2017

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sábado, fevereiro 18, 2017

Os químicos potencialmente perigosos escondidos nos produtos do dia a dia

Há dez anos, não haveria esse consenso, mas as pesquisas a respeito são abundantes e os resultados, claros.

É desta forma contundente que a epidemiologista ambiental Irva Hertz-Picciotto, vice-diretora do departamento de Ciências de Saúde Pública da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, se refere aos riscos à saúde da exposição a alguns químicos presentes nos produtos de uso diário.

O consenso mencionado por ela é uma alusão à posição de especialistas de diversas áreas reunidos pelo projeto TENDR (Targeting Environmental Neuro-Developmental Risks, o que poderia ser traduzido em português para "Combatendo Riscos Ambientais e ao Desenvolvimento Neurológico").

A iniciativa, co-presidida por Hertz-Piccioto, tem a participação de cientistas das principais universidades americanas, com Harvard e Columbia, membros de organizações como o Instuto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental, a Escola de Medicina do Hospital Monte Sinai, entre outras.

EXPOSIÇÃO CONTÍNUA A QUÍMICOS TÓXICOS
Todos eles concordam que a "exposição contínua a químicos tóxicos presentes no ar, na água, na comida, no solo e nos produtos de consumo podem aumentar o risco de se desenvolver problemas cognitivos, sociais ou comportamentais, assim como desordens no desenvolvimento neurológico, como o autismo e a síndrome do déficit de atenção com hiperatividade".
O TENDR é a mais recente voz a se pronunciar contra esses componentes, presentes em alguns alimentos, plásticos e embalagens, cortinas de banheiro, móveis, eletrodomésticos e até certos produtos cosméticos e de higiene diária.

Nesta mesma linha, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia concluiu, em um relatório divulgado no ano passado, que o contato contínuo com esses produtos "ameaça a saúde reprodutiva dos humanos".

E há pouco mais de dois anos, os cientistas Philippe Grandjean, da Universidad Harvard, e Philip Landrigan, da Escola de Medicina do Hospital Monte Sinai, publicaram um texto polêmico no periódico The Lancet Neurology que chamou a atenção da imprensa mundial.

PANDEMIA SILENCIOSA
Nele, defendiam que a humanidade enfrenta uma "pandemia silenciosa" causada por um conjunto de neurotoxinas capazes de prejudicar o desenvolvimento do cérebro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também alertou, por meio de vários comunicados, sobre o uso de produtos com estes componentes - ainda que tenha ressaltado que as consequências diretas não são sempre medidas com facilidade e que sua gravidade depende do grau de exposição a eles.

No entanto, as pessoas nem sempre estão conscientes desses riscos. Uma série de pesquisas divulgadas em 2011 pela Comissão Europeia concluiu que mais da metade da população da União Europeia não é capaz de identificar os produtos químicos de uso diários como algo potencialmente perigoso e que "raramente" são seguidas as instruções de segurança.

De acordo com estudos, as pessoas nem sempre estão cientes do perigo da exposição continuada a esses compostos

Mas quais são esses químicos e o que é possível fazer para evitá-los?

 FTALATOS:
Os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico. Os mais empregados são o DEHP (di-2-etilhexilftalato), o DIDP (diisodecilftalato) e o DINP (diisononilftalato).
São usados como solventes e na fabricação de plásticos mais flexíveis ou resistentes, como o policloreto de polivinila (PVC), e também servem para fixar essências em produtos químicos.
Graças a essas características, podem ser encontrados em xampus, condicionadores, aerossóis para cabelo, perfumes, esmaltes de unhas, embalagens para comida, cápsulas de medicamentos e brinquedos sexuais.

Vários estudos relacionam esses compostos com uma capacidade intelectual reduzida, a síndrome do déficit de atenção e alterações no sistema hormonal.
"Eles entram pela pele ou pelas vias respiratória ou digestiva e, por meio da circulação, são distribuídos por todo o organismo, passando para as células de tecidos. Alguns têm efeitos tóxicos importantes (não de forma aguda, mas ao longo do tempo), mais concretamente no sistema hormonal", destacam os especialistas.
Diante disso, os Estados Unidos e a União Europeia começaram a regular seu uso e a proibi-lo em brinquedos ou qualquer material com o qual crianças possam entrar em contato.

Mas, apesar das proibições, outros estudos demonstram que a população mundial continua a ser exposta aos ftalatos. Por isso, especialistas recomendam tomar as seguintes medidas para reduzir a possível exposição a estes componentes:
Opte por detergentes e loções sem fragrâncias;
Não esquente a comida no microondas em recipientes de plástico, mas de vidro;
Não compre brinquedos cujas etiquetas indicam que eles contêm DEHP, DBP e BBP;
Se a bula de um medicamento em cápsula mencionar o ftalato entre os princípios inativos, escolha outra marca;
Ao mudar o piso de casa, evite o PVC. É melhor usar madeira ou cortiça.

ÉTER DE DIFENILA POLIBROMADA (PBDE)
Esses compostos são usados para retardar chamas em plásticos ou espumas e são encontrados em muitos equipamentos eletrônicos e, sobretudo, em móveis, porque são aplicados nas espumas de poliuretano contidas neles.
Seu uso se popularizou como um substituto do éter bifenilo policlorado (PCB), proibido no final dos anos 1970. Mas, segundo especialistas, não é uma alternativa muito melhor.

Sua degradação na atmosfera é muito lenta, por isso é um composto difícil de ser eliminado. Além disso, se acumula nos animais.
Em 2006, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, seu uso foi proibido depois que um estudo da Universidade Columbia comprovou que a substância estava presente em altas concentrações no leite materno e foi relacionado a uma menor capacidade intelectual e a perda de atenção em mulheres lactantes.
Na Europa, só pode ser usado dentro de limites considerados seguros.

Seja como for, estas são as recomendações de especialistas para minimizar a exposição a ele:
Ao comprar móveis com preenchimento, como sofás ou poltronas, leia a etiqueta com atenção e escolha um modelo "livre de retardantes de chama";
Limpe o pó de casa com frequência;
  Coloque um capacho na porta, para que sejam deixadas nele as partículas de PDBE que podem vir da rua presas aos sapatos.

MERCÚRIO
"O mercúrio é uma substância tóxica com efeitos nocivos para o ser humano, em especial para as grávidas, as mulheres lactantes e as crianças", destaca a OMS.
O mercúrio se acumula no solo ou rios, e os microorganismos são capazes de transformá-lo em metilmercúrio (CH3Hg), um composto ainda mais tóxico.

"No feto, na lactante e na criança, o principal efeito do metilmercúrio é a alteração no desenvolvimento neurológico (...); afeta negativamente o desenvolvimento do cérebro e do restante do sistema nervoso da criança."
Ainda assim, o mercúrio e seus derivados continuam presentes no cotidiano.

As medidas para reduzir seu impacto na saúde passam por incentivar o uso de energia limpa e não baseada na combustão de carbono, acabar com sua mineração e deixar de usá-lo na extração do ouro e em outros processos industriais.

Mas cada pessoa também pode fazer sua parte para evitar a exposição a esse composto tão tóxico, como destaca a Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Enfermidades dos Estados Unidos:
Substituir o termômetro de mercúrio por um modelo digital;
Descartar adequadamente as pilhas gastas e nunca as jogar no lixo comum;
Garantir que os cosméticos usados não tenham mercúrio em sua composição;
Se for necessário fazer uma obturação por causa de uma cárie, solicite uma alternativa à liga com mercúrio;
No passado, o cloreto de mercúrio foi usado em muitos medicamentos, como laxantes, remédios para eliminar vermes e pós dentais. Descarte adequadamente esses produtos e os substitua por outros mais seguros e eficazes.

MAIS EXEMPLOS
Essas substâncias presentes nos produtos de uso diário são apenas algumas entre as que preocupam autoridades sanitárias. A lista de químicos potencialmente tóxicos é mais longa e inclui também chumbo, flúor, DDT, tetracloroetileno, entre outros.
Os efeitos destes produtos dependem de sua dose, esclarecem especialistas
"Muitos deles são neurotóxicos conhecidos, mas tudo depende do nível de exposição", explica a doutora em toxicologia Laura Plunkett na revista The Atlantic.
"Se não estiverem muito presentes na água ou comida ingerida e no ar que respiramos, não terão nenhum efeito."
Em sua opinião, a maioria da população está em contato com eles em níveis muito baixos para que sejam perigosos. No entanto, preocupar-se nunca é demais. Fonte: BBC Mundo-6 julho 2016

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