Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quarta-feira, outubro 30, 2013

Cobra escapa de jaula de vidro e mata duas crianças no Canadá

 Duas crianças, de cinco e sete anos, estavam dormindo no apartamento de um amigo, no domingo, 4 de agosto, na cidade de Campbellton, quando foram atacadas por uma píton africana.

Segundo a polícia, as crianças foram estrangulados pela píton africana, que tinha mais de quatro metros de comprimento e pesava cerca de 45 quilos.

Os garotos passavam a noite no apartamento do amigo, filho do dono da loja,domingo, 4 de agosto, quando foram atacadas pela serpente. No imóvel dormiam também, em quartos diferentes, o dono da loja Reptile Ocean e o filho dele, mas não foram atacados. No térreo localizava a loja.

A investigação preliminar revela que a grande serpente escapou de uma jaula de vidro que ficava no interior do apartamento e  alcançou o teto e teria entrado por um pequeno buraco, que o conectava com o sistema de ventilação. A serpente percorreu o caminho pelos tubos de ventilação até a sala de estar, onde os meninos dormiam. A estrutura desabou e a cobra caiu no cômodo. Capturada pela polícia a serpente,  que estava há dez anos com  o dono , foi sacrificada. Fonte: Folha de São Paulo - 05/08/2013

Comentário: É um problema grave que está ocorrendo  em alguns países com animais exóticos (não nativos). Dificilmente há predadores, eles procriam e dizimam a fauna nativa.
1-Em 2011, no Estado de Ohio, Estados Unidos, um proprietário de um zoológico particular, soltou vários animais exóticos, antes de cometer suicídio.. Quarenta e nove animais foram executados a tiros por policiais do Condado de Muskingum, preocupados com a segurança dos moradores da região. Entre os animais mortos, foram identificados 18 tigres de Bengala, 17 leões, seis ursos-negros, três leões da montanha, dois ursos-cinzas, dois lobos e um babuíno. Outros seis animais foram capturados vivos.
2-Em julho de 2009,  uma menina de dois anos morreu estrangulada por um píton birmanês de 3,60 metros de extensão numa casa do condado de Sumter, na Flórida.
Na Flórida, EUA, muitos donos abandonaram serpentes na região e se adaptaram ao habitat local. Várias espécies de cobras gigantes, entre elas as terríveis boa constritor e o píton africano, estão invadindo de forma descontrolada o estado da Flórida, a tal ponto que conseguem se adaptar às áreas urbanas de Miami, alerta um estudo científico da agência americana de Pesquisas Geológicas (USGS). O controle desses ofídios, que não nativos dos Estados Unidos, é muito difícil devido ao fato de se reproduzirem rapidamente em extensas áreas dos pântanos do Everglades. Não há ainda mecanismos de controle que pareçam adequados para erradicar essas cobras que representam um grande risco para espécies nativas e ecossistemas nas regiões cálidas do sul dos Estados Unidos, segundo o estudo. O cientista Gordon Rodda, da USGS e um dos autores do estudo, afirma que a maior parte dessas serpentes pode se adaptar a uma variedade de habitats e é bastante tolerante à vida nas áreas urbanas.
3-Relatório do Journal of the American Academy of Pediatrics alerta para o perigo dos animais domésticos exóticos em contacto com crianças
Animais domésticos exóticos e pouco comuns como roedores, répteis, ouriços-cacheiros e macacos representam um risco para saúde das crianças e das pessoas com um sistema imunitário deficiente. Ter um animal pode ser positivo para as crianças, mas um grande número de animais como as tartarugas, os hamsters ou os macacos podem propagar doenças causadas por salmonella, campylobacter e parasitascryptosporidium, sublinham os autores deste estudo. 
Os pediatras recomendam que as famílias com crianças de menos de cinco anos, particularmente vulneráveis, evitem ter este tipo de animais em casa. Segundo o relatório, dirigido por Larry Pickering, cerca de 11% dos casos de infecções por salmonella entre as crianças resultaram (aparentemente) de contatos com lagartos, tartarugas, e outros répteis. 
De acordo com o relatório, os ouriços-cacheiros, presentes em cerca de 40 mil lares nos EUA, revelaram ser origem de salmonella de diferentes tipos, tais como S. Tilène, Yersinia pseudotuberculosis, e Mycobacterium marinum, o que pode ser explicado pelos seus esporos poderem penetrar na epiderme. Os macacos, por seu turno, são portadores nomeadamente do herpesvírus B. 
4- No Brasil as espécies exóticas invasoras estão presentes em pelo menos 103 unidades de conservação do Brasil, espalhadas por 17 Estados e pelo Distrito Federal.Apropriam-se do espaço, da água e dos alimentos das espécies nativas, numa competição pérfida, silenciosa e sem fronteiras.
As espécies exóticas invasoras são organismos (fungos, plantas e animais, assim como seres vivos microscópicos) que se encontram fora da sua área natural de distribuição, por dispersão acidental ou intencional.
As campeãs de invasões, são as plantas coníferas do gênero Pinus, introduzidas no Brasil para produção de madeira de reflorestamento. Identificadas em 35 UCs - Unidades de Conservação das regiões Sul e Sudeste, são espécies que podem alterar a acidez dos solos e inviabilizar a sobrevivência de animais, entre outros impactos.
As outras líderes do ranking de invasões são o capim braquiária e o cachorro (15 UCs), o capim gordura e o eucalipto (13 UCs), o lírio-do-brejo (10 UCs), a jaca (8 UCs) e a uva-do-japão (8 UCs). Também figuram na lista animais como búfalo (6 UCs), caramujo-gigante-africano (5 UCS) e javali (4 UCs).
JAVALI
O javali, principal ancestral do porco doméstico, a invasão foi pela fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul com o Uruguai, para onde ele foi levado por europeus. Uma hipótese é que a introdução tenha ocorrido em 1989, após estiagem que baixou muito o leito do rio Jaguarão, que delimita a fronteira.Entre os principais prejuízos causados pelo javali estão danos a culturas agrícolas, ataque a animais de criação e transmissão de doenças (leptospirose, febre aftosa).
 CARAMUJO-GIGANTE-AFRICANO
O caramujo-gigante-africano, molusco terrestre do nordeste da África, entrou ilegalmente no Brasil na década de 1980, como alternativa à criação de escargot e se transformou numa praga.Ele destrói plantações e também pode transmitir moléstias, como a angiostrongilíase (infecção causada por parasita e que pode levar crianças à morte).
NAVIOS
Estima-se que pelo menos 7 mil espécies aquáticas são transportadas, diariamente, entre diferentes regiões do mundo por meio de água de lastro dos navios

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quinta-feira, outubro 24, 2013

Respirador mais adequado para plano de fuga de emergência

Determinar quais são os respiradores mais adequados para seus planos de fuga de emergência pode ser uma das medidas mais críticas a ser tomada para garantir que os trabalhadores tenham a melhor chance de escapar de uma situação de desastre natural ou acidente industrial. A determinação deve ser realizada, é claro, no contexto mais amplo de um completo plano de emergência.
Planejar para o pior. É conveniente rever no mínimo as exigências de planos de ação de emergência escritos pelas normas. Revisar fundamentos sobre respiradores para trabalhadores  escaparem de perigos químicos, biológicos, radiológicos e guerra nuclear. Muitos artigos também podem auxiliar na preparação dos planos de resposta à emergência.

Considerando os cenários em mudança, bem como as vantagens do planejamento que também se aplicam a potenciais desastres naturais e acidentes industriais, faz sentido para todas as organizações atualizar seus planos de acordo com o mundo atual, treinar seus trabalhadores e praticar mais do que simulações de incêndio.

ANÁLISE ESTRATÉGICA
A primeira etapa é avaliar se suas instalações estão em um local potencial para um desastre natural ou acidente industrial.
Instalações industriais, particularmente aquelas que abrigam produtos químicos, podem apresentar grandes riscos de acidentes industriais. Aquelas localizadas próximas destes locais necessitam avaliar sua vulnerabilidade a impactos secundários. Frequentemente, as empresas não pesquisam totalmente os tipos de perigos nas instalações vizinhas e o tamanho do impacto se os materiais perigosos forem liberados.
Instalações a serem consideradas incluem refinarias e parques de armazenamento, plantas de produtos químicos e plásticos, plantas de energia nuclear, instalações de cloração de água, plantas de fabricação utilizando vários solventes e outros produtos químicos em seus processos ou laboratórios de pesquisa.
A simulação de incêndio de 50 anos atrás pode não mais ser preparação suficiente para o mundo atual.
Da mesma forma é importante analisar a possibilidade de desastres naturais na sua região. Estes também podem representar uma grande ameaça de perda de vida ou lesões.

PLANO ESCRITO
Um dos primeiros problemas a ser tratado é definir quem possui a responsabilidade geral pelo plano de resposta à emergência. É o profissional de segurança, comitê de emergência?
O programa escrito deve incluir a identificação e avaliação de todos os riscos e dos métodos para controlá-los. Assim como com outros programas de saúde e segurança ocupacional, controles de preparação para desastres devem focar em livrar-se o máximo possível do perigo focando na segurança, bem como em problemas de segurança de equipamentos e procedimentos. Equipamento de proteção individual (EPI), planos de fuga e evacuação e procedimentos de primeiros socorros tratam do que pode ser feito para melhorar as consequências imediatas de um acidente que ocorra.
O plano escrito deve cobrir detalhes sobre responsabilidades e atribuições específicas; procedimentos de comunicação para entrar em contato com outros que podem oferecer auxílio (corpo de bombeiros, polícia, pessoal de suporte interno), bem como para comunicar rapidamente instruções a todos os trabalhadores; treinamento e simulações. O plano deve incluir disposições sobre ir para áreas seguras na instalação, evacuação, acompanhar colaboradores feridos até o hospital, desligar equipamento crítico e comunicação com a mídia. Devem ser estabelecidas também disposições sobre backup contínuo de informações comerciais e para a recuperação mais rápida possível pós-crise.

OPÇÕES DE RESPIRADORES
Há a necessidade de proteção respiratória mais eficiente para  socorristas e trabalhadores na remediação e de métodos de fuga para os trabalhadores. Equipamentos respiratório para proteção em ambientes contendo ameaças químicas ou biológicas podem ser classificadas junto com outros EPIs de acordo com o grau de proteção oferecido. Equipamento respiratório para socorristas – aqueles indo em direção ao epicentro de um acidente – necessitam de níveis mais altos de proteção. Os SCBAs (equipamentos autônomos) são a opção adequada para grande parte das situações.

MÁSCARAS DE FUGA APENAS PARA FUGA
Para os trabalhadores em geral escaparem de situações de emergência, um tipo diferente de respirador é  necessário: um que possa ser usado e esteja funcionando em questão de segundos e um que requer pouco  treinamento para usar. Há dois tipos em geral: uma máscara com capuz com cartuchos purificadores de ar  e um capuz com um ajuste no pescoço e fonte autônoma de ar. Ambos devem ser usados apenas para fins  de fuga.
Desenvolvido para uso em fuga pessoal de vários produtos químicos industriais, o capuz transparente  com vedação no pescoço com um cilindro de fornecimento de ar numa conveniente sacola normalmente fornece um fluxo regular de ar por 5 ou 10 minutos. Este necessita  de treinamento mínimo e leva  apenas alguns segundos para ser  colocado.

Este também pode ser  levado para áreas contaminadas  por socorristas usando SCBAs  certificados e utilizados para  auxiliar no resgate de uma vítima  presa, se a fuga puder ser realizada  no tempo de fornecimento de ar  do cilindro do capuz de fuga. Respiradores para fuga com  cartuchos purificadores de ar  acoplados a capuzes ou a um  dispositivo de respiração tipo um  snorkel básico podem ser usados  quando no local tenha havido  uma liberação acidental de uma  substância específica, como cloro  ou amônia.
A escolha de um respirador de fuga depende da própria avaliação da empresa das exigências de evacuação.
Porém, é importante garantir que todos os trabalhadores estejam preparados e oferecer acesso rápido à proteção adequada no caso de uma emergência. A preparação adequada previne o pânico. Protelação  pode levar à tragédia Fonte: Honeywell – 24/10/2013

Comentário:
Cenários ocorridos
01/09/2013-Um vazamento de amônia líquida em uma unidade de refrigeração em uma instalação de armazenamento a frio em Xangai matou pelo menos 15 pessoas e feriu outras 26, informaram autoridades locais. O vazamento ocorreu na Weng's Cold Storage Industrial Co., localizada no distrito de Baoshan, China.
11/09/2013- Ocorreu um vazamento de amônia em uma empresa de pesca no Bairro Salseiros, em Itajaí. A Defesa Civil foi chamada e conseguiu controlar a situação, mas precisou evacuar o local, assim como um posto de saúde das proximidades.
12/09/2013 - Um operário morreu após inalar uma substância tóxica que vazou dentro de uma indústria química, em Suzano, na Grande São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 9h30 de quinta-feira.
16/09/2013- Um vazamento de um produto químico em um abatedouro de frango em Castelo, no Sul do Estado de Espírito Santo, assustou funcionários na manhã de segunda-feira (16). Seis pessoas foram parar na enfermaria da empresa: quatro foram liberadas e duas encaminhadas para a Santa Casa Castelense com pressão alta e desmaio, respectivamente. Esta é a primeira vez que ocorre um vazamento na empresa.
O incidente foi na câmara frigorífica, onde trabalham 400 pessoas. O diretor do abatedouro,  afirmou que os funcionários estavam chegando ao trabalho quando o vazamento de amônia foi detectado e tudo foi controlado em menos de dez minutos.
Após a esterilização do frigorífico, todos os funcionários retomaram as atividades após o meio-dia. Por meio de nota o abatedouro afirmou que o médico da empresa atendeu a todas as pessoas que, por conta da tensão, passaram mal. Nenhum funcionário foi intoxicado
30/09/2013 -  Um vazamento de amônia em uma fábrica de gelo localizada na Avenida José Pinto, próximo a esquina da Rua Fernando Correa da Costa, no bairro Jardim Guanabara, Rondonópolis,  na noite desta segunda-feira (30), colocou a Polícia Militar (PM), o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil em alerta.
A área foi isolada e a preocupação é com os moradores vizinhos da fábrica, pois a amônia se inalada em grande quantidade pode inclusive causar a morte,
O local já está tomado pelo forte cheiro do produto químico e os bombeiros já começam a pedir que os moradores vizinhos deixem suas casas até que o problema seja sanado.

A amônia é considerada um produto químico perigoso, corrosivo para a pele, olhos e pulmões. O produto tem um cheiro característico e irritante.

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segunda-feira, outubro 21, 2013

Acidente com motoserra

Era por volta do meio dia no seringal Sacado, Colocação Dominguinhos, na região do Riozinho do Rola, Acre,  quando um jovem Aílton   estava serrando  com auxilio de um motoserra e foi atingido acidentalmente no peito e no braço esquerdo. O acidente aconteceu na tarde de  quinta-feira, 14 de março.

Com a gravidade do acidente, a mãe de Aílton colocou em um barco e seguiu viagem ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).  A viagem durou cerca de 30h e a vítima  desembarcou no porto da Base onde plantonistas do Samu já estavam esperando.

A vítima mesmo com o grave ferimento estava consciente e conseguiu caminhar com ajuda dos paramédicos ate a viatura do Samu. Apesar da gravidade dos ferimentos ele não corre risco de morte. Fonte: TV Rio Branco – 14 de março de 2013

Comentário:
Cerca de 65% dos operadores já sofreram ou presenciaram algum acidente no uso de motosserras, segundo pesquisa realizada pela Sociedade de Investigações Florestais (SIF) – Departamento de Engenharia Florestal, da Universidade de Viçosa (MG). O estudo apontou ainda que em 53% dos casos, a área do corpo atingida foi a perna e, em 23%, a cabeça ou as mãos. A motosserra é um equipamento que exige muito cuidado para garantir a integridade física do operador. É fundamental que ele conheça bem o equipamento, utilize os itens de proteção obrigatórios e, além disso, tenha treinamento na área. Para se tornar um operador de motosserra profissional é necessário 44 horas de treinamento.

O QUE DIZ A NR-12
Treinamento obrigatório para operadores de motosserra. Deverão ser atendidos os seguintes:
•Os fabricantes e importadores de motosserra instalados no País, através de seus revendedores, deverão disponibilizar treinamento e material didático para os usuários de motosserra, com conteúdo programático relativo à utilização segura de motosserra, constante no Manual de Instruções.
•Os empregadores deverão promover a todos os operadores de motosserra treinamento para utilização segura da máquina, com carga horária mínima de 8 (oito) horas, com conteúdo programático relativo à utilização segura da motosserra, constante no Manual de Instruções.

PRINCIPAIS CAUSAS DE OCORRÊNCIA DE ACIDENTES:
•Falta de experiência profissional;
•Falta de programas de treinamentos;
•Uso de máquinas em mau estado de conservação;
•Falta de uso de EPI’s.

INCIDÊNCIA DE LESÕES
Cabeça – 19%
Olhos – 9%
Tronco – 12%
Braços-7%
Mãos-19%
Pernas-29%; coxas-5%; joelhos-13%; panturilhas-11%
Pés-14%

FONTES DE PERIGO
Ruído, calor vento,névoa,sujeira,pó,espinhos, umidade por condensação, unidade da terra, chuva, geada, motoserra, gases de escape, vibrações, pedaços de galhos ou árvores, topografia (terreno)

AGENTES DE SEGURANÇA:
Passivos (EPI’s):
•Calça de motoserrista;
•Capacete;
•Protetor auricular;
•Viseira;
•Luvas;
•Botas antiderrapante com proteção;

RISCOS
•Rebote: Golpe de retrocesso da motoserra.
•Ruptura da corrente:
•Acidente causado por cortar o filete de ruptura:
•Queda de galhos:
•Entalhe direcional incorreto: Perigo de a árvore se romper e lascas serem lançadas na direção do operador.
•Árvores cortadas enroscar em outras:
•Acidente por traçar no lado inferior de uma declividade:

DICAS DE SEGURANÇA:
•Quando a motoserra for carregada em terreno plano ou aclive, o sabre deve apontar para trás. Em declives o sabre deve apontar para frente:
•Afiação correta com pinhão, sabre (lâmina) e corrente em boas condições, evitam vibrações indesejáveis e prejudiciais:
•Cuidado para não derramar combustível ao reabastecer a motoserra:
•Manter distância mínima de dois comprimentos e meio de árvore entre operadores:
Fonte: Segurança no uso de motoserra - Eng. Florestal: Erwin Hugo Ressel Filho

CONDIÇÕES DE SAÚDE DEVIDO AO TRABALHO
Operadores - sentem dores no corpo durante ou após o trabalho. As regiões mais afetadas: coluna e braço.
Segundo estudo de especialistas, a lombalgia constitui um dos principais problemas de saúde dos operadores de motosserra.

PRINCIPAIS DORES APÓS O TRABALHO
Os operadores relatam; dores nas pernas, tórax e nos braços.
Segundo especialistas, as dores são provocadas com adoção de posturas incorretas no trabalho, o que pode causar problemas graves nas costas e pernas dos trabalhadores.

RUÍDO EM MOTOSERRA NO LOCAL DE TRABALHO
Sem carga – 71 dBA
Com Carga – 101 dBA

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sábado, outubro 12, 2013

A empresa deve emitir a CAT mesmo não gerando afastamento.

O acidente de trabalho é um fato que pode ocorrer em qualquer empresa, independentemente de seu grau de risco ou de sua organização e estrutura em relação à Segurança e Medicina do Trabalho.

Além da responsabilidade das empresas em contribuir para o custeio, há também a responsabilidade por garantir um ambiente de trabalho seguro, de acordo com as exigências do MTE, o qual exerce seu poder fiscalizador de forma a garantir que estas exigências mínimas sejam cumpridas.

Uma destas garantias que a legislação estabelece com relação ao empregado acidentado é a estabilidade de emprego por 12 (doze) meses após o retorno ao trabalho, independente de percepção do auxílio-acidente, desde que o afastamento tenha sido por mais de 15 (quinze) dias.

CARACTERIZAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO
Acidente de trabalho é aquele que decorre do exercício profissional e que causa lesão corporal ou perturbação funcional que provoca a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho, nos termos do artigo 19 da Lei 8.213/91.

Conforme dispõe a IN INSS 31/2008, o acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS, mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. 

Considera-se epidemiologicamente estabelecido o nexo técnico entre o trabalho e o agravo, sempre que se verificar a existência de associação entre a atividade econômica da empresa, expressa pelo CNAE e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, relacionada na Classificação Internacional de Doenças (CID) em conformidade com o disposto na Lista B do Anexo II do RPS. 

Considera-se agravo para fins de caracterização técnica pela perícia médica do INSS a lesão, a doença, o transtorno de saúde, o distúrbio, a disfunção ou a síndrome de evolução aguda, subaguda ou crônica, de natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de latência. 

Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo (ainda que a empresa não tenha feito a CAT), serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. Não havendo o reconhecimento, fica resguardado o direito ao auxílio-doença.

HÁ OBRIGAÇÃO EM EMITIR A CAT MESMO NÃO GERANDO AFASTAMENTO
Muitas empresas, equivocadamente, deixam de emitir a CAT quando se verifica que não haverá necessidade do empregado se afastar do trabalho por mais de 15 (quinze) dias.

Ocorrendo o acidente de trabalho, independentemente de afastamento ou não, ainda que por meio período, é obrigatória a emissão da CAT por parte do empregador, sob pena de multa pelo Ministério do Trabalho, que pode variar entre R$ 670,89 a R$ 6.708,88, dependendo da gravidade apurada pelo órgão fiscalizador.

A emissão da CAT, além de se destinar para fins de controle estatísticos e epidemiológicos junto aos órgãos Federais, visa principalmente, a garantia de assistência acidentária ao empregado junto ao INSS ou até mesmo de uma aposentadoria por invalidez. O fato de não haver afastamento ou se este for inferior aos 15 (quinze) dias, não obsta a empresa do cumprimento à legislação trabalhista e de preservar a saúde do trabalhador.

Hoje qualquer trabalhador que incorra em algum acidente de trabalho, poderá se dirigir a um hospital devidamente credenciado junto ao INSS e registrar formalmente este acidente, independentemente da empresa fazê-lo ou não. Isto lhe dará todas as garantias advindas do acidente do trabalho estabelecidas pela legislação.

Portanto, havendo acidente de trabalho sem o preenchimento da CAT pela empresa, podem formalizá-lo o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública (inclusive o próprio perito do INSS quando da realização da perícia).

A Constituição Federal de 88 dispõe, no art. 7º, inciso XXVIII, que é garantia do empregado o “seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa”.

Julgado Relacionado:
NÃO EMITIR A CAT IMPEDE O TRABALHADOR DE RECEBER BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO

O empregado de uma construtora cai numa valeta, durante o trabalho em dia chuvoso, e se machuca. Levado ao médico da empresa, fica afastado por 3 dias. A empregadora não emite a CAT e desconsidera as reclamações de dor. A determinação é para que o empregado continue trabalhando normalmente. Com isso, o trabalhador não recebe benefício previdenciário, nem tem garantida a estabilidade provisória no emprego assegurada no artigo 118 da Lei 8.213/91.

Este foi o cenário encontrado no processo analisado pela 7ª Turma do TRT-MG e retrata a realidade de inúmeros trabalhadores que se acidentam no trabalho. Com o objetivo de impedir o recebimento de benefício previdenciário, muitas empresas se valem de manobras para tentar afastar o direito à estabilidade provisória acidentária. No caso do processo, o trabalhador procurou a Justiça do Trabalho para pedir o pagamento da indenização relativa à estabilidade no emprego e uma indenização por danos morais em face do procedimento adotado pela ré. E tanto o juiz de 1º Grau quanto o relator do recurso da empresa, Márcio Toledo Gonçalves, lhe deram razão.

O relator explicou que para o reconhecimento da estabilidade provisória por doença profissional ou acidente de trabalho são necessários dois requisitos: o afastamento do serviço por prazo superior a 15 dias e o recebimento do auxílio-doença acidentário (artigo 118 da Lei 8.213/91). Ou então a existência de doença profissional, quando constatada após a dispensa.

No caso analisado, as provas deixaram claro que o trabalhador sofreu típico acidente do trabalho no exercício de suas funções para a construtora. A perícia médica comprovou a fratura de costela, esclarecendo que ela se consolida em 30 dias, com tempo de recuperação estimado de 40 dias.

Na avaliação do julgador, a culpa da empregadora no infortúnio ficou evidente, sendo óbvio que o trabalhador necessitava de afastamento superior a 15 dias. No entanto, ele não recebeu auxilio-doença acidentário. Além de não emitir a CAT, a empregadora não deu ouvidos aos relatos de dor do empregado. Após afastamento ínfimo, de apenas 3 dias, ele voltou a trabalhar normalmente, mesmo impossibilitado. "Não se pode chancelar a fraude praticada pela ré, que deixou de emitir a CAT oportunamente, sonegando ao demandante o direito à estabilidade provisória acidentária, devida", registrou o relator no voto.

Com essas considerações, o julgador confirmou a sentença que declarou a nulidade da dispensa e determinou a conversão em indenização correspondente aos salários do período da estabilidade, já que o prazo parar reintegração no emprego havia se esgotado. A construtora foi condenada ainda a pagar indenização por danos morais, o que também foi confirmado pela Turma de julgadores. ( 0149800-82.2009.5.03.0033 AIRR ). ( Fonte: TRT/MG - 27/09/2012 . Fonte: Boletim Guia Trabalhista- 15.08.2013

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quarta-feira, outubro 09, 2013

Linha de cerol corta pescoço do motociclista

Um motociclista passou por uma cirurgia de emergência no Pronto-Socorro de Cruzeiro do Sul (Acre),  no sábado, 20 de julho de 2012, após sofrer um corte no pescoço, causado por uma linha de pipa com cerol. Silva, que trabalha como atendente de uma casa agropecuária, trafegava pela Estrada Variante, na saída da cidade em direção à BR-364, quando sofreu o acidente.

SOCORRO
Na garupa da motocicleta estava Néldia, colega de trabalho da vítima. “Quando percebi que ele tinha sido atingido, coloquei as duas mãos à frente, mesmo com o risco de sofrer cortes, e quebrei a linha, mas ele já estava sangrando muito. De imediato nós recebemos a ajuda de algumas pessoas que passavam no local e tentamos estancar o sangramento até a chegada da equipe do Samu. Acho que se eu não tivesse quebrado a linha, algo pior poderia ter acontecido”, narra.

CIRURGIA PARA RECONSTRUÇÃO DE TECIDOS
O rapaz passou por uma cirurgia para a reconstrução de tecidos e sutura do corte que levou mais de 10 pontos. “Considero um milagre de Deus o que aconteceu comigo. O médico falou que se a linha tivesse aprofundado um pouquinho mais eu teria morrido. Nasci de novo, agora é só agradecer e esperar a alta do hospital”, disse o jovem ferido ao G1 por telefone, do Hospital do Juruá, onde permanece internado.

POLÍCIA
A Polícia Militar esteve no local da ocorrência, mas não conseguiu localizar o responsável por soltar a pipa em via pública. O delegado Elton Futigami, da Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul, informou que teve conhecimento do caso por meio do boletim da Polícia Militar. Segundo ele, para iniciar uma investigação nesse tipo de caso, suposto crime de lesão corporal culposa, é necessária uma representação por parte da vítima, ou de seus familiares que ainda são aguardados na unidade policial.
O chefe local da Primeira Ciretran, Valdecí de Almeida Dantas, explica que os fiscais de trânsito e policiais militares fazem diariamente o recolhimento de pipas, quando a brincadeira é realizada em via pública, mas relata que a situação fugiu ao controle, nesse período de greve das escolas públicas.

ACIDENTES
“Nós estamos pedindo também a ajuda dos fiscais de trânsito da Prefeitura. O curioso é que essa prática que pode matar é realizada não só por crianças e adolescentes, mas também por adultos. Todos os anos têm registros de pessoas feridas. Em 2010 houve uma vítima fatal. Seria importante a gente contar com a colaboração dos pais que são fundamentais na conscientização dos filhos”, conclui. Fonte: G1 -22/07/2013 

Homem morre depois de ser ferido por linha com cerol

Um homem de 34 anos morreu, na segunda-feira, 22 de julho de 2012, depois de ter o pescoço cortado por uma linha de cerol, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, ele andava de motocicleta pela Avenida dos Andradas, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul, quando foi atingido.
Ele foi socorrido por um homem que passava pelo local e levado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, mas não resistiu ao ferimento.
A polícia ainda não identificou quem usava a linha com cerol que atingiu o motociclista. Fonte:  G1 23/07/2013 

Comentário
Estudos apontam que, entre os motociclistas, de cada dez lesões, oito atingem a região entre o pescoço e a face. Em sua maior parte, as mortes são causadas pela grande perda de sangue decorrente de cortes profundos nas artérias que passam por essa região.

Proteção custa pouco
Existem dois tipos de acessórios disponíveis no mercado:
■ a antena anti-cerol, instalada no guidão, que retém e corta a linha antes que atinja os ocupantes da moto. Desde agosto  2012, a Resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornou obrigatório o uso deste equipamento para quem trabalha com motofrete ou mototáxi.
■ a outra opção é o protetor de pescoço, uma espécie de gola alta e avulsa feita de nylon ou de neoprene, cuja parte frontal possui, internamente, cordões de aço ou tiras de kevlar, que impedem o contato da linha com a pele; algumas variedades incluem a máscaras ou toucas para proteção do vento e da poeira.  

De acordo com Geraldo Tite Simões, jornalista especializado em motociclismo e instrutor de pilotagem , as antenas são mais seguras porque evitam que a linha venha de encontro ao corpo do motociclista, mas algumas motos, como as superesportivas, não permitem sua instalação, por causa do desenho do guidão. Por outro lado, a proteção cervical é ineficiente se a moto não possuir a antena e a linha atingir a região abaixo do pescoço; daí a importância de se pilotar sempre usando jaqueta e luvas. Outra desvantagem, é a sensação de calor que o acessório causa, o que é bom no inverno, mas pode ser ruim no verão; o desconforto pode ser amenizado com versões ventiladas do produto.

O instrutor recomenda que, sempre que possível, os dois equipamentos sejam utilizados conjuntamente. “Quando pego estradas potencialmente perigosas, uso a antena e o protetor de pescoço ao mesmo tempo.”

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quinta-feira, outubro 03, 2013

O nível de ruído afeta a saúde dos trabalhadores

O termo ruído é usado para descrever sons indesejáveis ou desagradáveis. Quando o ruído é intenso e a exposição a ele é continuada, em média 85 decibéis (dB) por oito horas por dia, ocorrem alterações estruturais no aparelho auditivo que determinam a ocorrência da Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair). Essa doença é a mais freqüente à saúde dos trabalhadores, estando presente em diversos ramos de atividade, principalmente na siderurgia, metalurgia, gráfica, têxteis, papel e papelão, vidraria, etc..

Os sintomas mais comuns incluem:
■ perda auditiva,
■ dificuldade de compreensão de fala,
■ zumbido, e intolerância a sons intensos,

Os trabalhadores portadores da Pair também apresentam queixas, como;
■ cefaléia,
■ tontura,
■ irritabilidade e
■ problemas digestivos, entre outros.

Quando a exposição ao ruído é de forma súbita e muito intensa, pode ocorrer o trauma acústico, lesando, temporária ou definitivamente, diversas estruturas do ouvido. Outro tipo de alteração auditiva provocado pela exposição ao ruído intenso é a mudança transitória de limiar, que se caracteriza por uma diminuição da acuidade auditiva que pode retornar ao normal, após um período de afastamento do ruído.

A Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), da Portaria do Ministério do Trabalho nº 3.214/1978, estabelece os limites de exposição a ruído contínuo, conforme a tabela ao lado:
Limites de Tolerância para ruído contínuo ou intermitente

Os especialistas listam várias consequências relacionadas com problema. Em relação à percepção ambiental, há dificuldades;
■ para ouvir sons de alarme, sons domésticos,
■ dificuldade para compreender a fala em grandes salas (igrejas, festas),
■ necessidade de alto volume de televisão e rádio.

Alguns problemas de comunicação em grupos, lugares ruidosos, carro, ônibus, telefone. Esses fatores podem provocar os seguintes efeitos:
■ esforço e fadiga: atenção e concentração excessiva durante a realização de tarefas que impliquem a discriminação auditiva;
■ ansiedade: irritação e aborrecimentos causados pelo zumbido,
■ intolerância a lugares ruidosos e  a interações sociais, aborrecimento pela consciência da deterioração da audição;
■ dificuldades nas relações familiares: confusões pelas dificuldades de comunicação, irritabilidade pela incompreensão familiar;
■ isolamento; auto-imagem negativa, pois a pessoa se vê como surdo, velho ou incapaz.

PREVENÇÃO
Quanto à prevenção, sendo o ruído um risco presente nos ambientes de trabalho, as ações de prevenção devem priorizar esse ambiente. Existem limites de exposição preconizados pela legislação, bem como orientações sobre programas de prevenção e controle de riscos, os quais devem ser seguidos pelas empresas.
 Em relação ao risco ruído, existe um programa específico para seu gerenciamento:
■ designação de responsabilidade: momento de atribuição de responsabilidades para cada membro da equipe envolvido;
■ avaliação, gerenciamento e controle dos riscos: etapa na qual, a partir do conhecimento da situação de risco, são estabelecidas as metas a serem atingidas; gerenciamento audiométrico para estabelecer os procedimentos de avaliação audiológica e acompanhamento dos trabalhadores expostos aos ruídos;
■ proteção auditiva: análise para escolha do tipo mais adequado de proteção auditiva individual para o trabalhador; treinamento e programas educacionais: desenvolvimento de estratégias educacionais e divulgação dos resultados de cada etapa do programa; auditoria do programa de controle: garante a contínua avaliação da eficácia das medidas adotadas.

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (Pair)
Segundo alguns médicos, não existe até o momento tratamento para Pair. O fundamental, além da notificação que dará início ao processo de vigilância em saúde, é o acompanhamento da progressão da perda auditiva por meio de avaliações audiológicas periódicas. Essas avaliações podem ser realizadas em serviço conveniado da empresa onde o trabalhador trabalha ou na rede pública de saúde, na atenção secundária ou terciária, que dispuser do serviço. A reabilitação pode ser feita por meio de ações terapêuticas individuais e em grupo, a partir da análise cuidadosa da avaliação audiológica do trabalhador. Esse serviço poderá ser realizado na atenção secundária ou terciária, desde que exista o profissional capacitado, o fonoaudiólogo.

CONFORTO ACÚSTICO
Na verdade, o conforto acústico é um dos aspectos relevantes na qualidade de vida dos trabalhadores, que influencia na produtividade industrial. Dessa forma, há a necessidade de um tratamento acústico e isolamento em alguns pontos críticos nas empresas. É preciso maior conscientização dos empresários sobre a necessidade de investimento nas questões de segurança e saúde no trabalho, trazendo para esses serviços a mesma qualidade conquistada na produção.
As medidas de proteção individuais, as únicas reconhecidas pelos empresários para o controle do ruído, são insuficientes, pois elas interferem e dificultam o exercício da atividade, especialmente em locais com exigências de comunicação, interação e altas concentrações como é o caso da operação de máquinas de controle numérico, em processos produtivos que cobram dos operadores a realização de tarefas múltiplas e cada vez mais complexas. Fonte: Banas Qualidade - 16/09/2013 

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posted by ACCA@7:40 PM

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