Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, junho 30, 2013

Jovem é escalpelada por motor de kart em SC

Uma jovem de 22 anos foi escalpelada enquanto dirigia o kart no Parque Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina, na manhã de sábado, 2 de fevereiro de 2013.
De acordo com a polícia, o cabelo da jovem, muito comprido, estudante de engenharia mecânica, enroscou no motor do kart em que ela corria.

NÃO USAVA BALACLAVA
O delegado Allan Coelho, responsável pelo caso, disse acreditar que a jovem não estivesse usando balaclava, espécie de capuz usado sob o capacete como proteção por pilotos de corrida.
O policial já ouviu o pai da jovem e uma amiga da estudante que presenciou o acidente.
Os dois, segundo o delegado, disseram que a jovem não usava o acessório, que teria também como função manter os cabelos presos.
"Já pedi as imagens do acidente. O parque grava tudo para os visitantes terem uma lembrança", afirmou o delegado.
A assessoria do Beto Carrero World não deixou claro se a estudante usava a balaclava e disse que "o uso da balaclava no kart para uso recreativo é opcional".
A amiga de Fernanda ouvida pela polícia disse que o acidente ocorreu na etapa final dos dez minutos de percurso da pista.

SOCORRO E HOSPITALIZAÇÃO
Os bombeiros e médicos do parque fizeram o atendimento e a ambulância própria levou a jovem até o hospital.
Ela recebeu um transplante de couro cabeludo e segue internada na UTI do hospital Marieta Konder Borhausen em Itajaí (a 24 km de Penha).
O pai da estudante disse que, pela violência como o cabelo foi arrancado, ela deve perder o movimento das pálpebras.

SOCORRO
A pista de kart permanece fechada a pedido da polícia. Ainda no sábado, peritos foram ao local para fotografar e conferir o sistema de segurança. Os resultados da perícia devem sair em 30 dias. Em nota, o Beto Carrero World afirmou que a estudante foi atendida por uma equipe de bombeiros e médicos do próprio local.
Por meio do texto, o parque lamentou o ocorrido, e disse que está dando apoio médico e psicológico à família e que "segue os padrões de segurança necessários".
Segundo a nota, a pista é operada por uma empresa especializada com mais de 17 anos de atuação e que todos os usuários recebem um briefing para segurança. Fonte: Folha de São Paulo - 5 de fevereiro de 2013

Comentário: O escalpelamento é o arrancamento brusco do escalpo humano (couro cabeludo) e quando grande quantidade de cabelo é puxado rapidamente e enrolado em motores, partes móveis de máquinas e equipamentos, arrancando  além do escalpo, orelhas, sobrancelhas e por vezes uma enorme parte da pele do rosto e pescoço, levando a deformações graves e até a morte.
Esse tipo de acidente pode acontecer também em atividade industrial, quando partes móveis de máquinas e equipamentos não estão protegidas.

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quarta-feira, junho 26, 2013

Mensagem de texto no celular causa mais mortes que bebida ao volante

Enviar mensagens de texto pelo celular ao mesmo tempo em que se dirige já ultrapassou o uso de bebida associado à direção como principal causa de morte de adolescentes nos Estados Unidos, de acordo com um estudo do Centro Médico Infantil Cohen, em New Hyde Park.

MORTES DE ADOLESCENTES
Mais de três mil adolescentes morrem por ano por causa de acidentes provocados por distração durante o envio de mensagens de texto pelo celular diante do volante de veículos em movimento. Os mortos por acidentes provocados pelo uso de álcool  em acidentes automobilísticos são 2.700 por ano, segundo o estudo.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA
Apesar de uma campanha publicitária nacional e inúmeros alertas de autoridades e especialistas, o estudo revela novos números impressionantes: 50% dos estudantes americanos costumam enviar mensagens de texto via celular enquanto dirigem.
"A realidade é que os jovens não bebem diariamente, mas eles levam o tempo todo os seus celulares e querem continuar conectados com os amigos mesmo quando estão dirigindo, e por isso esta ocorrência tornou-se mais comum, embora seja tão perigosa quando beber e dirigir",  afirmou à rede de televisão CBS o médico  Andrew Adesman, chefe de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento do Centro Médico Infantil Cohen.

LEIS NÃO SÃO EFICAZES
Principal autor do estudo, Andrew Adesman disse que as leis que proíbem mensagens de texto ao volante não são eficazes. 57% dos jovens disseram que mandam mensagens enquanto dirigem em estados com leis que proíbem o comportamento, e 59% disseram que fazem o mesmo em estados que não adotam legislação sobre o tema.
As pessoas estão escrevendo e dirigindo o tempo todo, disse Mike Xirinachs, um dos entrevistados pela emissora de TV. Eu não sei o que deve ser feito, mas alguém precisa fazer alguma coisa, disse.
Todos os dias eu vejo isso, disse um motorista. "As pessoas dirigindo e dedilhando ao celular, ou falando ao telefone. Eles não deveriam fazer isso, mas fazem - crianças, adultos, todo mundo faz isso".

PERIGOSO E IRRESPONSÁVEL
"É perigoso e irresponsável, mas virou uma cena comum", disse o ex-policial John Montone. "Um veículo é uma arma, assim como um revólver ou uma faca, e você pode matar pessoas. Você não merece ter uma carteira de motorista se é irresponsável a esse pondo", completou.
As estatísticas mostram que quem se comunica por celular enquanto dirige tem 23 vezes mais chances de causar um acidente do que se estiver prestando atenção. Fonte: Estadão - 10 de maio de 2013

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quinta-feira, junho 20, 2013

Incêndio em prédio residencial em Balneário Camboriú

Um incêndio na manha de segunda-feira, 17 de junho, atingiu pelo menos dois apartamentos no edifício Notre Dame, na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

CAUSA
A suspeita é que o incêndio tenha começado em um ar condicionado, que fica na parte externa do apartamento que estava vazio, causado por problemas na fiação elétrica. O aparelho em chamas soltou fagulhas que incendiaram ar-condicionado que estava no andar de baixo.

VÍTIMAS
Não há vítimas fatais. Os policiais precisaram arrombar uma porta para retirar a moradora vizinha, uma senhora de 88 anos, cadeirante e que havia inalado muita fumaça.

CONTROLE DO INCENDIO
As chamas iniciaram em um dos cômodos do apartamento do 3º andar  do prédio  e os  bombeiros utilizaram o sistema de hidrante do edifício e combateram o fogo antes que se propagasse para o restante do prédio.

DANOS MATERIAIS
Os maiores danos ocorreram apenas no quarto em que estava o ar condicionado.

BOMBEIROS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ NÃO TEM EQUIPAMENTO PARA COMBATER FOGO EM PRÉDIOS ALTOS
O incêndio  levantou, novamente, a discussão sobre os equipamentos utilizados pelo Corpo de Bombeiros para o combate às chamas.

DEMORA EM CHEGAR
Os curiosos que assistiram a movimentação na Avenida Atlântica reclamaram da demora dos bombeiros para chegar até o local, 20 minutos.  De acordo com o tenente Daniel Dutra, o tempo de atendimento a uma chamada é de até 12 minutos. Porém, problemas de deslocamento por Balneário Camboriú são frequentes.
— O trânsito é um fator complicador nas nossas ocorrências, não apenas em caso de fogo. Quando respondemos chamadas de afogamento, acidentes, quase sempre temos dificuldades em chegar ao local — revela o tenente-coronel Walter Ferreira Povoas.
O oficial enfatiza a importância de as pessoas liberarem a passagem imediatamente para veículos de emergência.
— Pedimos para as pessoas assim que nos verem com as luzes ligadas abram caminho. Um minuto a mais no trânsito pode custar a vida de uma pessoa — avisa.

ALTURA DOS PRÉDIOS
Isabel Valente é ex-síndica de um prédio de 27 andares. Ela mora no 20° e diz que se questiona frequentemente sobre o que faria em uma situação de emergência, já que a escada dos bombeiros  atinge até o 10º andar. Em Balneário Camboriú, a instituição não conta com unidades móveis com escada Magirus, mais adequada para edificações maiores.
Para muitos, mesmo com sistemas de segurança presentes nos prédios, à altura dos edifícios continua deixando os moradores assustados.
Seguros, seguros, a gente não se sente. São tantos prédios uns maiores do que os outros sendo construídos e a gente nota que os bombeiros não possuem equipamentos eficientes para todos os casos. E se o incêndio fosse em um andar onde a escada não alcançasse? — questiona Isabel.

PREVENÇÃO
■Sempre que for se ausentar de casa, mesmo que por poucos dias, não deixe nada ligado na parede (com exceção da geladeira, que funciona de forma diferente)
■Faça uma revisão regularmente da instalação elétrica de sua casa
■Jamais deixe velas acesas sem estar presente no mesmo cômodo
 ■Avise um vizinho de confiança sobre a sua ausência e deixe sempre o seu contato em caso de emergências
■ Não utilize benjamins ou dispositivos que aglomerem mais de um aparelho na mesma tomada. Eles podem causar graves problemas nas instalações elétricas
Fontes: Zero Hora, Diário Catarinense, O Sol Diario, 17/06/2013

Comentário:
O Balneário Camboriú tem vários projetos aprovados de edifícios residenciais ou mistos (comercial e residencial), com altura variando de  170m a 240 m.
A cidade tem mais de 200  prédios e a estimativa dos bombeiros é de que 30 a 40% apresentem irregularidades.

AS PRIORIDADES OPERACIONAIS EM INCÊNDIOS DE EDIFÍCIOS ALTOS
Um chefe de operação tem poucas escolhas quando enfrenta um incêndio nos últimos andares de um edifício alto.

As opções táticas à disposição dos bombeiros são bastante limitadas quando o fogo localiza-se fora do alcance de uma escada. O resgate de pessoas pela parte externa do prédio, usando escadas ou equipamento aéreo, não é possível nesses casos. Quando isso ocorre, o chefe da operação só tem como opções o uso de uma estratégia agressiva ou uma estratégia de não‑combate.

DIFICULDADE NA LOGÍSTICA
O transporte de pessoal e equipamentos para os andares superiores de um prédio pode aumentar enormemente o tempo de preparação, especialmente se os elevadores não puderem ser usados. O tempo de preparação para o lançamento de uma frente de ataque, que geralmente não ultrapassa dois ou três minutos, facilmente passa a ser de dez minutos ou mais, pois os bombeiros precisam chegar ao andar do incêndio pelas escadas. Após carregar todo seu equipamento escada acima, os primeiros bombeiros a subir provavelmente estarão exaustos. O pessoal de apoio nas escadas e o uso de procedimentos de reabilitação podem minimizar esse problema, mas as primeiras brigadas a preparar uma ofensiva nos andares superiores de um edifício alto têm que se virar sozinhas.

A IMPORTÂNCIA DA REDE DE ÁGUA DE INCÊNDIO
Quanto mais alto for o andar do incêndio, mais importante se torna a tubulação interna de incêndio. A instalação de uma linha de mangueiras no 10º andar de um prédio já se constitui um desafio, mas posicionar uma no 30º , 50º ou no 100º andar é muito mais difícil.
Em termos práticos, o chefe de emergência precisa levar em consideração as variáveis hidráulicas necessárias para superar a perda de carga o efeito da altura, além do pessoal adicional necessário. A perda de pressão por elevação corresponde a 0,03 kgf/cm2 para cada 30cm de altura. 

Embora a altura de cada andar varie de prédio para prédio, e os primeiros andares sejam geralmente mais altos que os superiores, para efeitos práticos calcula-se que cada andar tem 3 metros de altura. Conseqüentemente, o bombeamento para um sistema de mangueiras no segundo andar gera uma perda de pressão de aproximadamente 0,3 kgf/cm2. Um bombeamento para o 51º  andar corresponde a uma perda de pressão de 18,4 kgf/cm2, e o bombeamento para o 101º  andar resulta em uma perda de 29,5 kgf/cm2. Para se conseguir superar estas perdas elevadas seria necessário utilizar pressões de bombeamento muito acima das pressões recomendadas para as mangueiras e bombas de incêndio existentes.

INCÊNDIO NO HOTEL ONE MERIDIAN PLAZA
O incêndio no hotel One Meridian Plaza, na Filadélfia, em 1991, é um bom exemplo de quanto depende o corpo de bombeiros da rede de água de incêndio do edifício. No instante do sinistro, a rede de incêndio do prédio desocupado tinha válvulas redutoras de pressão, o que resultou em baixa pressão no sistema. Para tentar obter as pressões e vazões necessárias, o chefe da operação considerou a possibilidade de mandar bombeiros transportarem mangueiras de grande diâmetro até o incêndio, que havia iniciado no 22º  andar e se espalhado até o 29o. Se considerarmos que cada andar tem 3 metros de altura, e que o 22º  andar está localizado a 64 de altura, a perda de pressão por elevação equivalia a 6,2 kgf/cm2. O uso de mangueiras de 13cm iria reduzir a perda de carga, mas seria difícil transportá-las 21 andares escada acima.

O cálculo hidráulico indica que seria necessária uma pressão de descarga na faixa de 55 a 65 lpm (litros por minuto) para se suprir o esguicho automático. Esguichos de jato sólido operam a pressões menores para o mesmo nível de vazão e, por esse motivo, exigem menos do equipamento de bombeamento e das mangueiras. Essa tática seria possível em termos hidráulicos, mesmo com esguichos automáticos que requerem pressão de 6,8 kgf/cm2. Entretanto, poucos corpos de bombeiro dispõem do número de bombeiros necessário para implementar semelhante estratégia, que exige muito trabalho.

No final das contas, 316 bombeiros combateram o incêndio no One Meridian Plaza. Três deles morreram antes que o chefe da operação decidisse retirar o seu pessoal, optando por uma estratégia de não-combate.  

DESAFIOS DE COMBATE A INCÊNDIOS
Incêndios em edifícios altos podem dominar completamente as equipes de combate e ameaçar um número grande de ocupantes e bombeiros. Esses incêndios representam um dos maiores desafios para os combatentes de incêndios em edifícios, porque exigem a modificação de técnicas padrão de combate a incêndios e também porque limitam o leque de opções do chefe da operação. Fonte: NFPA - Junho/Agosto 2001

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quarta-feira, junho 12, 2013

Agricultor sofreu acidente; serra encravada no abdômen

Um homem de 56 anos sobreviveu após ter passado duas horas e percorrido cerca de 50 quilômetros com uma serra elétrica cravada no abdômen no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu na segunda-feira, 10 de junho, e surpreendeu até mesmo os médicos de um hospital de Santa Rosa, no Noroeste do estado.

CAUSA
O agricultor usava a serra elétrica para cortar lenha no galpão de casa quando sofreu o acidente.

AJUDA
Ele pediu ajuda à esposa FMS, que lembrou de uma lição aprendida nas aulas de primeiros socorros que fez para obter a permissão para dirigir. “Ele queria tirar e eu disse que não, não poderíamos tirar, tínhamos de ir ao hospital”, conta a agricultora.

ATENDIMENTO
O casal deixou a residência em Campina das Missões e, após um primeiro atendimento no município, soube que teria de viajar até o Hospital Vida e Saúde, de Santa Rosa. Segundo Steinmedc, foram duas horas com a serra elétrica presa ao abdome. “Eu tinha fé. Sou forte. Não tinha medo de morrer”, declarou.
Morador do município de Campina das Missões, o agricultor GS precisou viajar até a cidade vizinha e aguardar por uma cirurgia. Já recuperado do procedimento, ele diz que nunca mais pretende passar perto do equipamento. “Nunca mais. Essa eu jurei de pé junto que eu não vou pegar mais. Agora eu vi que é perigoso”, declarou.

TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR E CIRURGIA
A cirurgia durou outras duas horas e meia. Segundo o cirurgião Maurício Romano, responsável pelo procedimento, o corte causado pela serra elétrica teve 10 cm de profundidade, mas não perfurou nenhum órgão vital. A postura da mulher do agricultor e das enfermeiras que o atenderam ainda em Campina das Missões salvou a  vida dele, diz o médico.
Houve um tratamento pré-hospitalar adequado. A equipe de enfermagem de Campina das Missões não retirou a serra. Se tivesse retirado a serra durante o transporte, poderiam ter tido uma hemorragia da parede abdominal e causado a morte, comentou o cirurgião. 

FALECIMENTO
Morreu na madrugada de sábado, 15 de junho,  na cidade gaúcha de Santa Rosa (a 495 km de Porto Alegre), na região noroeste do Estado, o agricultor GS.
 A cirurgia para retirada do equipamento foi bem-sucedida. Entretanto, devido ao histórico de saúde do agricultor, houve uma piora que o levou à UTI.
Ele morreu às 4h15 depois de um choque séptico (infecção), devido ao infarto mesentérico do intestino. Este problema ocorreu em função de uma arritmia cardíaca na última quarta-feira. O paciente também era hipertenso e transplantado de rim. Fonte: RBS TV-11/06/2013 e UOL Noticias – 15/06/2013

Comentário:Pela foto a máquina não é adequada para corte de madeira.
Principais causas de ocorrência de acidentes:
■Falta de experiência profissional
■Falta de treinamentos
■Uso de máquinas em mau estado de conservação
■Falta de uso de EPI´s

Procedimentos corretos na operação da serra elétrica
Mantenha uma posição segura. Mantenha o apoio e o equilíbrio adequado todas as vezes que utilizar a ferramenta. Isso permite melhor controle da ferramenta em situações inesperadas.
Fixe a peça a ser trabalhada. A peça fixada através de dispositivos de fixação ou uma morsa garante mais segurança do que quando segurada com a mão.
Tome medidas de segurança, se durante o trabalho puderem ser produzidos pós inflamáveis, explosivos, ou nocivos para a saúde. Por exemplo: alguns pós são considerados como cancerígenos. Utilizar uma aspiração de pó/ cavacos e usar uma máscara de proteção contra pó.
Mantenha a área de trabalho sempre limpa. Misturas de material são extremamente perigosos. Pó de madeira leve pode se inflamar ou explodir.
Antes de colocar a ferramenta elétrica sobre qualquer superfície, sempre desligar e aguardar que o disco pare totalmente. O disco de serra pode enroscar e levar à perda de controle sobre a ferramenta elétrica.
Caso o cabo de rede seja danificado ou cortado durante  o trabalho, não tocá-lo. Tirar  imediatamente o plugue da tomada. Jamais utilizar a ferramenta elétrica com um cabo danificado. Cabos danificados elevam o risco de um choque elétrico.
Se o cabo de rede for danificado ou cortado durante o trabalho, não toque nele. Tire  imediatamente o plugue da tomada. Jamais utilizar a máquina com um cabo danificado.
Use equipamentos de proteção individual (EPI)
-Utilizar óculos de proteção e proteção auricular.
-Usar máscara contra pó.
-Utilizar luvas de proteção ao introduzir ou substituir o disco de serra
-Utilize protetores auriculares (nível de pressão sonora 95 dB (A).

A utilização de acessórios, que não sejam apropriados para este tipo de máquina,  aumenta o perigo de acidente e pode danificar a máquina.
As ferramentas elétricas que forem utilizadas ao ar livre devem ser conectadas através de um disjuntor de corrente de segurança.
Perigo: As suas mãos não devem entrar na área de corte nem em contato com o disco de serra. Segurar o punho adicional ou a carcaça do motor com a outra mão.
Se as mãos estiverem segurando a ferramenta, não poderão ser feridas pelo disco de serra.
Não toque na peça a ser trabalhada pelo lado de baixo. A capa de proteção não poderá protegê-lo contra o disco de serra por baixo da peça trabalhada.
Ajuste a profundidade de corte à espessura da peça a ser trabalhada. Deve ultrapassar menos do que a altura de um dente do disco de serra.
Jamais segurar a peça a ser serrada com a mão ou com a perna. Fixe a peça a ser trabalhada numa base firme. É importante fixar bem a peça a ser trabalhada, para minimizar o perigo de contato com o corpo, do travamento do disco de serra ou perda de controle.
Ao executar trabalhos durante os quais podem ser atingidos cabos elétricos ou o próprio cabo de rede deverá sempre segurar a ferramenta elétrica pelas superfícies
do punho isoladas. O contato com um cabo sob tensão também coloca peças de metal da ferramenta elétrica sob tensão e leva o risco de um choque elétrico.
Sempre utilizar um limitador ou um guia paralelo ao serrar longitudinalmente. Isto aumenta a exatidão de corte e reduz a possibilidade de um travamento do disco de serra.
Sempre utilizar discos de serra do tamanho correto e com furo de admissão do disco de corte apropriado (p.ex. em forma circular). Discos de serra não apropriado para as peças de montagem do disco, funcionam desequilibradamente e levam à perda de controle.
Jamais utilizar arruelas planas ou parafusos do disco de serra incorretos ou danificados. As arruelas planas e os parafusos do disco de serra foram especialmente construídos para a sua serra e para uma potência e aperto originais da maquina. segurança de trabalho otimizadas. Utilize somente flanges de encosto e
CAUSAS E PREVENÇÃO DE CONTRA-GOLPES:
– Um contra-golpe é uma reação repentina provocada por um disco de serra travado ou incorretamente alinhado, que leva uma serra elevar-se descontroladamente para fora da
peça que está sendo trabalhada movimentando-se no sentido da pessoa que utiliza a máquina.
– Se a canal de corte se fechar com o disco de corte, este será travado e a força do motor jogará a serra circular no sentido da pessoa que utiliza máquina.
– Se o disco de serra for forçado lateralmente ou incorretamente alinhado no corte, é possível que os dentes do canto posterior do disco de serra trave na superfície da peça que está sendo trabalhada, de modo que o disco de serra se movimente para fora do corte e a serra pule no sentido da pessoa que utiliza a máquina.

Um contra-golpe é consequência de uma utilização incorreta e indevida da serra. Ele pode ser evitado com medidas de segurança apropriadas como descrito a seguir.
Segure a serra firmemente com ambas as mãos e mantenha os braços numa posição firma e segura em que possa suportar as forças de contra-golpe. Sempre mantenha o corpo alinhada a lateral do disco de serra, jamais coloque o disco de serra numa alinhado com o corpo longitudinalmente. No caso de um contra-golpe é possível que a
serra seja jogada para trás, no entanto a pessoa que a utiliza poderá controlar as forças de contra-golpe através de medidas de segurança apropriadas.
Se o disco de serra travar ou se o trabalho for interrompido, deverá desligar a serra e mantê-la parada na peça trabalhada até o disco de serra parar totalmente. Não tente jamais remover a serra da peça trabalhada, nem retirá-la para trás enquanto o disco de serra estiver em movimento, caso contrário poderá ocorrer um contra-golpe. Verifique
e elimine a causa do travamento do disco de serra.
Se desejar recolocar em funcionamento uma serra travada, deverá centrar o disco de serra no canal de corte e verificar se os dentes da serra não estão travados na peça a ser trabalhada. Se o disco de serra estiver travado, poderá movimentar-se para fora da peça trabalhada ou causar um contra-golpe se a serra for religada.
Apoiar placas grandes, para reduzir um risco de contragolpe devido a um disco de serra travado. Placas grandes podem curvar-se devido ao próprio peso. As placas devem
ser apoiadas de ambos os lados, tanto nas proximidades do corte, como nos cantos.
Não utilizar discos de serra danificados. Discos de serra com dentes danificados ou incorretamente alinhados causam um atrito maior, um contra-golpe e travam devido ao
canal de corte justo.
Antes de serrar, deverá apertar os ajustes de profundidade de corte e de ângulo de corte. Se os ajustes forem alterados durante o processo de serrar, é possível que ocorram
travamentos e contra-golpes.
Tenha extremamente cuidado ao efetuar “Cortes de imersão” em paredes (chapas de madeira) existentes ou em outras superfícies, onde não é possível reconhecer o que há
por detrás da parede. Ao imergir, o disco de serra podem ser travados por objetos escondidos e causar um contra-golpe. Fonte: Manual do Fabricante

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segunda-feira, junho 10, 2013

Está chegando a época dos balões

Com a proximidade do inverno e das festas juninas, os balões trazem todos os anos os riscos de incêndios. Grandes estragos podem ocorrer, principalmente, em matas, florestas e nas indústrias que manipulam com material inflamável.
Foto: Balão que caiu ao lado do 4.º Grupamento de Bombeiros da capital
PRESERVAR VIDAS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
Nossas empresas têm todo aparato de segurança para evitar incidentes, mas o balão é um evento que não podemos controlar e, se cair, pode causar desdobramentos sérios, diz Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, coordenador do Grupo de Sinergia do Pólo Petroquímico do Grande ABC (que reúne os principais executivos das indústrias do Pólo) e gerente da Unidade Industrial de Mauá da Oxiteno.

BALÕES – RISCOS
Os balões são os únicos riscos externos das empresas do Pólo sofrerem danos (incêndios e explosões), já que, ao caírem acesos em áreas de tanques de armazenamento de combustível, especificamente os grandes balões, compostos de cangalhas com explosivos, podem provocar incêndios ou explosões.
Foto:Os balões são responsáveis por incêndios em casas, empresas e florestas e podem causar acidentes de carro e aviões.

Os balões também podem causar incêndios em casas, indústrias e matas. Na aviação, eles podem derrubar aviões, caso, por exemplo, sejam sugados pelas turbinas, afirma o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.

TREINAMENTO DE BRIGADAS ESPECIALIZADAS
Para evitar os riscos, as empresas desenvolvem inúmeras ações preventivas e também possuem brigadas de emergências para atuar em situações de emergência e além de realizarem constantes treinamentos e simulados de combate a incêndio
Segundo Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, as empresas investem anualmente cerca de US$ 1 milhão anuais na prevenção, treinamento e manutenção de equipamentos. "A preocupação com a segurança aqui é primordial e posso garantir que temos profissionais do setor entre os mais renomados do mundo, com diversos cursos e treinamentos no exterior."

BALÕES TOMAM CÉU DO RIO DE JANEIRO NO MÊS DE JUNHO
À noite, o céu se enche de dezenas de balões decorados com esmeros, alguns com até 45 metros de altura, enquanto, durante o dia, as rádios repetem com advertências severas de que soltar balões é ilegal no País e aqueles que o fizerem serão presos.
Fazer e soltar balões de papel durante as festividades religiosas do mês de junho é uma tradição de 300 anos, trazida de Portugal, sendo especialmente popular nos bairros da classe operária. Segundo o calendário, a principal temporada de balões no Brasil sempre começa com a Festa de Santo Antônio, em 13 de junho, e termina com no dia de São Pedro, em 29 de junho.

DESAFIO À LEI
Em 1998, no entanto, o medo de acidentes com aviões, combinado com o crescente número de incêndios florestais atribuídos a balões, motivaram a aprovação de uma lei que torna a fabricação, o transporte e o lançamento deles um crime. De acordo com a legislação, a punição para os infratores pode chegar a até 5 anos de detenção. Desde então, os baloeiros vêm brincando de gato e rato com a polícia.
Antes que a lei fosse aprovada, as autoridades culparam os balões, que são mantidos no ar por mechas de algodão incandescentes embebidas em cera, por metade de todos os incêndios florestais do Rio, uma cidade construída em torno de um parque nacional com 34 quilômetros quadrados. Além disso, a temporada coincide com o mês mais seco do ano.

PERIGOS NO CÉU
O desafio à lei é generalizado, havendo tantos balões no céu durante o mês de junho que os pilotos que aterrissam aqui são rotineiramente avisados sobre eles. O diretor de Segurança da Associação Nacional de Empresas Aéreas, Ronaldo Jenkins, chama os balões de "minas celestiais" e quer mais rigor na ação policial.
O Snea (Sindicato das Empresas Aéreas) afirma que, nos meses de junho e julho, os balões transformam o espaço aéreo em "campo minado".
A entidade pediu atenção redobrada das tripulações, uma vez que a presença de balões não é detectada por radares.
O risco é maior também porque a visualização fica impossível quando os balões estão apagados ou escondidos entre as nuvens. Além disso, nos grandes aeroportos, a navegação é realizada por instrumentos. Ou seja, os pilotos não olham para o exterior da cabine.

Segundo o Snea, há relatos de balões de até 54 metros de altura, carregando cangalhas com fogos e painéis cujo peso total ultrapassa 200 quilos. A colisão com uma ave de três quilos é suficiente para derrubar um avião. O impacto de um balão de 20 quilos com uma aeronave a 150 nós de velocidade (cerca de 277 km/h), usual nas aproximações para pouso, seria da ordem de quatro toneladas. "Com o tráfego aéreo cada vez mais intenso, a probabilidade de acidentes é sempre maior", afirma o coordenador da comissão de segurança do Snea, comandante Ronaldo Jenkins. "Será que vamos esperar que haja uma catástrofe para tomar uma ação apropriada para nos livrar desse problema?", indaga Jenkins. "Na velocidade em que voamos, se nos depararmos com esses balões quando estamos atravessando uma nuvem teremos muito pouco tempo para reagir e sair do caminho."

CLUBES DOS BALOEIROS
Segundo o Snea, as turmas de baloeiros soltam anualmente no Brasil cerca de 100 mil balões.
Existem cerca de mil turmas na Grande SP e outras mil no Rio - cada uma com cerca de 25 integrantes. As duas cidades são responsáveis por 60% do total de balões soltos por grupos organizados. Em terceiro lugar, mas crescendo muito nos últimos anos, está o Paraná, com 15% da produção, segundo o Snea.

PREJUÍZOS
A queda de um balão apresenta riscos para refinarias de petróleo, depósitos de munição e empresas comuns.  Os balões estão sempre descendo sobre casas e danificando telhados ou, então, pousando sobre fios de eletricidade e provocando curtos-circuitos, que requerem que a concessionária de energia elétrica desconecte a linha de serviço em bairros inteiros até que possam ser removidos os balões.

O QUE DIZ A LEI
Crimes Ambientais – lei nº 9.605 – de 12-02-98
Dispõe sobre as sanções penais e  administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências.
Art. 42 – Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano:
Pena – detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Art. 56 – Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos:
Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

VALOR DA MULTA
Um fabricante de balão deverá pagar R$ 1 mil por unidade apreendida em sua firma. Soltar esses balões que oferecem risco de incendiar áreas urbanas e matas, transportá-los ou vendê-los também terá a mesma punição.

Comentário:
Os principais riscos da queda de balões;
■Incêndios/explosões em refinarias, petroquímicas, principalmente na área de tancagem
■Incêndios florestais ou em matas
■Coloca em riscos a aterrissagem ou decolagem de aviões
■Desencadeiam incêndios em coberturas de galpões ou de fábricas

HISTÓRICO DE ACIDENTES COM BALÕES

Industrias e residências

■Balão cai em casa e assusta moradores na Nova Esperança
Uma casa quase pegou fogo quarta-feira, 9 de outubro de 2002, à tarde na Vila Nova Esperança, Sorocaba-São Paulo, por causa de um balão que caiu no telhado. O incêndio foi combatido pelos bombeiros ainda no princípio, mas os moradores ficaram temerosos, pois sendo um sobrado, o local do fogo era de difícil acesso.
O aposentado Nivaldo Seribelo, residente na casa de número 60 da rua H, disse que o princípio de incêndio aconteceu às 15h15, quando ele e sua família foram alertados por um vizinho de que havia um balão no telhado e que já havia fogo. Assustados com a fumaça e as labaredas no alto do sobrado, os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou em pouco tempo e conseguiu conter as chamas antes que o fogo se alastrasse.

■Queda de balão causa incêndio em depósito
A queda de um balão sobre o depósito da Colúmbia Comercial Paulista, na Vila Matilde, zona leste, provocou um incêndio de grandes proporções na madrugada de sexta-feira, 7 de junho de 2002. Vinte e nove carros do Corpo de Bombeiros foram deslocados para o local. A operação para acabar com as chamas também contou com ajuda da Defesa Civil e da Prefeitura. O dono da empresa, Paulo Henrique Fidélis, calcula em R$ 800 mil os prejuízos causados pelo fogo, que ainda atingiu uma Kombi e o caminhão de uma transportadora.

■Balão cai na área da Refinaria
A queda de um balão com cerca de quatro metros de altura, no domingo, 5 de agosto de 2001, sobre um tanque de nafta acabada, na ala norte do Setor de Tanques de Armazenagem de Produtos da Petrobras em Cubatão, ostentava uma imensa bandeira são-paulina.
Encontrar balões no período junino tem sido comum, apesar das repetidas mensagens que vêm sendo veiculadas nos meios de comunicação, alertando para o risco de grandes incêndios e, também, para o fato de essa ser uma atividade criminosa.
Embora fora da época junina, os balões continuam sobrevoando a área industrial e a Reserva Florestal da Serra do Mar, sendo a maioria procedente da região do ABC. A refinaria mantém equipes de plantão à noite toda, com receio de que esses artefatos atinjam instalações de fácil combustão em razão do tipo de produto que fabricam e armazenam.  O balão foi encontrado sobre o tanque T-24, às 8h10 de segunda-feira, 6 de agosto, durante a ronda do turno.

■Balões provocam incêndios na área da Refinaria
Apesar dessas advertências veiculadas pela maioria dos órgãos de comunicação, Cubatão continua sendo vítima da prática, proibida por lei, das competições juninas na região do ABC. Arrastados pelos ventos, os balões provenientes de festas realizadas nas cidades daquela região, algumas delas programando competições esportivas, sobrevoam a Serra do Mar e colocam em risco a vegetação da Mata Atlântica e as instalações industriais, obrigando os setores de segurança a colocarem vigias olhando para o céu, nas noites de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Dois desses balões caíram no domingo, 25 de agosto de 2000, dentro da Refinaria Presidente Bernardes Cubatão (RPBC, unidade local da Petrobrás). Um balão caiu por volta de 2h30, provocando um incêndio no Morro do Frade, onde fica a Unidade de Gasolina de Aviação (Ugav); e outro, por volta de 9 horas, também de domingo, caiu sobre o sistema de válvulas, rente a um tanque que armazena gasolina.
O incêndio foi debelado pela turma da Superintendência de Segurança e Meio Ambiente (SESEMA), que agiu com presteza, porque nas proximidades ficam os tanques da gasolina de aviação.

Carlos Augusto dos Santos, supervisor do SESEMA, disse que todos os anos aterrisam na refinaria, em média, cinco a seis balões, nesta época.
Todos levam grande perigo para as instalações industriais e a imensa maioria procede da região do ABC, arrastados pelos ventos, projetando-se sobre a RPBC porque a área entre as montanhas formaria, segundo os entendidos, uma espécie de vácuo que atrai os balões. Segundo os bombeiros, como há poucas chuvas nesse período, parte da serra fica com a vegetação muito ressecada e os incêndios provocados pelos balões acontecem com mais facilidades.

■Balão aceso cai em empresa e destrói 44 carros
Um balão aceso foi responsável pela destruição de 44 carros estacionados no pátio da Copasa Salvados e Veículos Ltda., na zona leste de São Paulo. Um dos sócios da empresa, Vinicius Dias Gonçalves, informou que ainda não foi concluído o levantamento dos prejuízos. A Copasa revende veículos batidos.
O balão caiu sobre um dos lotes de carros às 18h30 de domingo, 25 de junho de 2000. "O fogo tomou conta rapidamente dos automóveis, destruindo-os totalmente", disse Gonçalves. O Corpo de Bombeiros enviou ao local seis equipes, num total de 25 soldados, mas pouco pôde fazer, além de evitar que as chamas se alastrassem para os outros 530 veículos e atingissem o imóvel da firma.

■Balão provoca incêndio e destrói aldeia indígena do Rio-92
Um balão de cerca de 20 metros de altura provocou um incêndio que destruiu na madrugada de quarta-feira, 29 de julho de 1992, as três principais Ocas da aldeia Kari-Oca, instalada na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e que abrigou cerca de 600 lideranças indígenas durante a Rio-92. Minutos antes do fogo destruir as três Ocas, cerca de 100 pessoas integrantes da turma de baloeiros "Boca de Ouro", invadiram a aldeia para tentar salvar o balão que acabou destruído.
O incêndio durou pouco mais de 15 minutos e os bombeiros só chegaram à aldeia, meia hora depois, quando as três Ocas já tinham sido destruídas pelo fogo. Não houve feridos.

MATAS E FLORESTAS

■Balão cai no Jaraguá e queima parte da mata
A queda de um balão destruiu uma pequena parte da mata do Pico do Jaraguá, na zona oeste de São Paulo. Seis equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local para combater o fogo, mas não souberam informar a extensão do incêndio. O fogo começou às 8h30, de segunda-feira, 3 de junho de 2002. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área para ajudar os bombeiros e não localizou outros focos de incêndio. De acordo com a polícia, o fogo não fez nenhuma vítima.

■Incêndio no Parque Nacional da Tijuca
No Rio, o Parque Nacional da Tijuca, que abriga grande parte da maior floresta urbana do mundo, perdeu 15 hectares de área nos últimos cinco dias, junho de 2000, em incêndio provocado por balões. O fogo resiste em dois pontos, mesmo com o trabalho incessante de 120 bombeiros.
Foi o pior desastre no local nos últimos 20 anos. O calor, a baixa umidade relativa do ar e as condições da vegetação estão contribuindo para a disseminação das chamas.
O Corpo de Bombeiros prevê mais problemas na semana de "São Pedro”, mais balões devem cair nas matas, disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meirelles.

■Balão incendeia Pão de Açúcar
Um incêndio provocado por um balão consumia à noite, 17 de junho de 1992, grande parte da vegetação da encosta do Pão de Açúcar, um dos símbolos da cidade do Rio de Janeiro.
O fogo começou às 18h45m, ao lado da avenida São Sebastião, no bairro da Urca, zona sul da cidade. Os irmãos Gabriel e Francisco Mesquita dos Santos, de 16 anos e 14 anos, viram quando um balão de cerca de dois metros de comprimento caiu na encosta, dando início ao incêndio.
Vinte bombeiros do quartel de Humaitá, comandados pelo capitão Abagliato, estavam com dificuldades de combater o fogo, já que altura do local do incêndio impedia a chegada de água. Os soldados estavam abrindo trilhas na mata para isolar a área incendiada. Por volta das 20h, um contingente de bombeiros preparava-se para subir o morro no bondinho do Pão de Açúcar e tentar combater o fogo de cima.

■Balão no Parque do Carmo
Na capital paulista, o fogo voltou a atingir a Área de Proteção Ambiental, que abriga o Parque do Carmo, na zona leste. Segundo o Corpo de Bombeiros, um balão causou o incêndio durante a madrugada de quinta-feira, 17 de outubro de 2002..

■Incêndio destrói mata de empresa em perus
Um incêndio de grandes proporções destruiu no sábado, 4 de setembro de 1999, parte da reserva florestal da indústria de papel Melhoramentos em Perus, na divisa de São Paulo com o município de Caieiras. Segundo moradores, a causa teria sido um balão, que caiu na área por volta de 15h30. Carros do Corpo de Bombeiros de São Paulo e de Guarulhos tiveram problemas para chegar ao local, de difícil acesso. Até as 20h30, o fogo não tinha sido controlado.

■Queda de balão causa incêndio em parque
A queda de um balão causou um incêndio, no domingo, 19 de maio de 2002, no Parque Estadual da Serra da Tiririca, área de preservação ambiental localizada entre Niterói e Maricá. O fogo começou por volta de 1 hora e durou mais de 12 horas. Segundo os bombeiros, o acidente destruiu a vegetação de uma área de cerca de 1 quilômetro quadrado. O trabalho dos bombeiros começou durante a madrugada.
Cinco homens do grupamento de Niterói foram enviados ao local, mas não tiveram sucesso. Eles tiveram de pedir ajuda ao grupamento de Maricá. Outros dez homens e um helicóptero foram enviados para o parque, mas só por volta das 14h30 o incêndio foi contido.

■Queimadas provocadas por balões
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, os balões são responsáveis por cerca de 35% dos incêndios  ocorridos nos meses mais secos do ano. Em agosto de 2001, balões que caíram no Morro do Pica-Pau, no Itanhangá, causaram a destruição de 40 mil metros quadrados de mata. Em 2000, em julho, quatro hectares de Mata Atlântica foram queimadas na Serra da Tiririca, em Niterói, e no Morro Dois Irmãos no Rio.
Em junho de 2000, a combinação de balões e estiagem fez com que os bombeiros registrassem mais de mil saídas para combater incêndios na mata, quatro vezes mais do que a média em anos anteriores. As chamas atingiram lugares como a Pedra da Gávea e a Floresta da Tijuca. No Maciço da Pedra Branca, na zona oeste, o fogo consumiu mais de 30.000 metros quadrados de vegetação.
Em maio de 1999, o Parque Florestal Morro da Saudade, na Fonte de Saudade, foi parcialmente destruído por um incêndio provocado por um balão.

■Balões destroem 100 hectares de floresta
Pelo menos 100 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo provocado por queda de balões, nos últimos dias, em todo o Estado do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, 30 de junho de 2000, os bombeiros lutaram durante todo o dia para apagar 86 focos de incêndio. A região mais atingida foi a Floresta da Tijuca - o fogo tomou conta da Pedra da Gávea, Pico do Papagaio e Cocanha, locais de difícil acesso, e consumiu 35 hectares de mata.

O vento forte impediu a aproximação do helicóptero que levaria água para apagar as chamas. Também havia focos de incêndio no Parque Estadual da Tiririca, em Niterói, no Maciço da Pedra Branca, na zona oeste do Rio, e na Reserva Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim.
O aumento na ocorrência de queimadas foi provocado pelo prolongado período de estiagem combinado com a baixa umidade relativa do ar (29%) durante o mês de junho - no mesmo período de 1999, esse índice foi de 80%.
Esses dois fatores foram responsáveis por 1.117 focos de incêndio registrados nos últimos 30 dias. Praticamente o mesmo número de ocorrências dos cinco primeiros meses do ano: 1.066. Em junho de 1999, os bombeiros foram chamados apenas 166 vezes para apagar fogo na mata.

"Os focos começam à noite, quando os balões são soltos, mas o fogo só se torna visível de manhã, quando as chamas estão praticamente incontroláveis", disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meireles. Desde o início do ano, o Estado perdeu 820 hectares de mata em incêndios provocados por balão.

■Dono de balões é multado em R$ 2,7 milhões
Uma blitz realizada a tarde, 12 de junho de 2002, pelo Ibama e pela Delegacia de Polícia Ambiental apreendeu num bazar da Vila Maria, zona norte, 2.768 balões, alguns deles com até seis metros de altura. Os balões estavam à venda, atividade considerada ilegal pela Lei de Crimes Ambientais. O proprietário do Lero-Lero Bazar Armarinhos Ltda, Silvio Santoro, de 52 anos, foi detido, mas liberado logo depois com o pagamento de uma fiança de R$ 500.
O flagrante porém lhe custará bem mais: Santoro foi multado em R$ 2.768.000,00, resultante da multa aplicada de R$ 1.000 por unidade de balão apreendida (2.768), valor mínimo estipulado pela lei. A blitz fez parte de uma operação conjunta que o Ibama e a polícia ambiental que promovem no Estado em junho. Fonte: Fonte: Gazeta Mercantil  e O Estado de São Paulo

Queda de balão no aeroporto de Guarulhos

Queda de balão queima cinco carretas em Guarulhos (SP)

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segunda-feira, junho 03, 2013

Acidentes graves com pedestres com fones de ouvido

Número de acidentes graves com pedestres com fones de ouvido triplicou em seis anos
A distração gerada pela música e a incapacidade de ouvir sons exteriores geram risco

Aparelhos de MP3 são um risco à audição, alertam especialistas  Fones de ouvido de players de MP3 podem atrapalhar marca-passos  Dicas para usar fones de ouvido de forma correta e não prejudicar a audição  O número de acidentes graves com pedestres que andam com fones de ouvido (iPod, MP3, entre outros) triplicou em seis anos, informou um estudo feito nos EUA e publicado em uma revista especializada Injury Prevention, do grupo British Medical Journals.

As vítimas são principalmente adolescentes e jovens adultos.

A maioria dos incidentes acontece em zonas urbanas e apenas um caso em cada dez ocorre em área rural, de acordo com estudo realizado entre janeiro de 2004 e junho de 2011.

A idade média das vítimas é de 21 anos. Entre elas, um pouco mais da metade (55%) foram atingidas por trens. Dois terços (68%) são do sexo masculino e 67% tinha menos de 30 anos.

Durante este período, 116 casos foram registrados no total. Em 2004 e 2005 foram 16 casos, já em 2010 e 2011 este número subiu para 47.

Das 116 colisões, 81 (70%) foram mortais. Em três quartos dos casos, testemunhas relataram que a vítima usava fones de ouvido no momento do acidente.

Em 29% dos casos, buzinas ou sirenes de alarmes foram acionadas antes do pedestre ser atingido.

Para os pesquisadores, a distração do pedestre absorvido pela música, além da incapacidade de ouvir os sons exteriores, é provavelmente a causa dos acidentes.

Escutar música também reduz as fontes cerebrais que captam os estímulos externos, reduzindo a atenção visual a tal ponto que as pessoas ficam cegas ao que se passa no entorno, afirmou a equipe do Dr. Richard Lichenstein como hipótese.

"Os riscos pela utilização de aparelhos por condutores já foi bem documentado", escreveram. "Mas, sabemos pouco sobre a associação entre a utilização de fones e os acidentes com pedestres", acrescentaram. Fonte: UOL Ciência e Saúde - 17/01/2012  

Comentário:
Dicas para usar fones de ouvido de forma correta e não prejudicar a audição
Audição saudável - “O usuário deve conseguir escutar as pessoas ao seu redor, mesmo com o fone”.   De acordo com a fonoaudióloga Talita Donini, “pesquisas alertam que pessoas com menos de 30 anos têm apresentado problemas auditivos antes mesmo dos seus pais e avós”.

Um dos maiores vilões dos ouvidos são justamente os fones, porque o volume está sempre acima do ideal. “O usuário deve conseguir escutar as pessoas ao seu redor, mesmo com o fone”, diz Talita. Podemos ficar expostos a um som de 85 dB (decibéis), volume equivalente ao barulho do trânsito de uma avenida movimentada, por até 8 horas. Porém, é comum ultrapassarmos este nível. “Um show costuma emitir 100 dB e um aparelho MP3 chega a até 120 dB”, conta a fonoaudióloga.

Há outros fatores prejudiciais presentes no cotidiano como a exposição ao barulho de obras, ao som do carro, celulares e os ruídos constantes de quem vive em grandes cidades. “Como estamos cada vez mais conectados, a audição está recebendo estímulo o tempo todo, o que pode ser nocivo se não estivermos atentos a alguns cuidados”, explica.

PERDA AUDITIVA
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, hoje, há pelo menos 800 milhões de pessoas com alguma perda auditiva e esse número deve crescer para 1,1 bilhão até 2015. A surdez é uma das três deficiências mais comuns no Brasil, atingindo quase 6 milhões de pessoas. A fonoaudióloga alerta: “Por ser um problema silencioso, as pessoas levam em média sete anos entre detectar a perda auditiva e o início do tratamento”.

Confira alguns cuidados com os fones de ouvido para manter a saúde auditiva em dia:
■Regule o volume do fone na escala intermediária (se for de 0 a 10, o ideal é 5);
■Guarde os fones em uma embalagem, para não acumular sujeira, o que pode gerar contaminação;
■Respeitar intervalos de repouso sonoro, de preferência de uma a duas horas por dia;
■No carro, feche as janelas para que o som do rádio não compita com o barulho de fora;
■Se usar o fone em um ouvido só, alterne para não sobrecarregar apenas um lado;
■Lembre-se que diminuir o volume às vezes pode ser bom. Quando ouvimos uma música que gostamos, nossa tendência natural é aumentar o som. O ouvido facilmente se habitua à nova sensação e esquecemos que o nível de pressão sonora mudou;
■Ao tirar o fone, caso sinta abafamento, zumbido (chiado, apito ou qualquer outra sensação sonora) ou dor, cuidado: são sinais de superestimulação;
■Se puder fazer uma opção, dê preferência ao uso dos modelos supra-aurais. Tomando cuidado para não ultrapassar os limites sonoros, esses modelos tendem a ser menos nocivos que o fone de inserção;
Em caso de sintomas como zumbido ou ouvido tapado, consulte um médico otorrinolaringologista para avaliar sua audição. “Todos deveriam fazer o exame de audiometria pelo menos uma vez ao ano por prevenção”, finaliza Talita Donini. Fonte: UOL – Janeiro de 2012

ALGUNS ACIDENTES NO BRASIL
1-Pedestre com fone de ouvido é atropelado em Brasília
Um atropelamento no Eixão Sul, em Brasília, deixou o trânsito congestionado no sentido rodoviária no final da tarde de quinta-feira, 23 de maio de 2013.
O motorista disse que estava na velocidade permitida da via (80 km por hora) e que a vítima atravessava o Eixão com fones de ouvido. A menos de 150 metros do local do acidente há uma passagem subterrânea, na estação do metrô da 112 Sul. A vítima foi levada consciente pelos bombeiros ao Hospital de Base
2-Biarticulado atropela mulher distraída que usava fones de ouvidos
Uma mulher de 20 anos que estava distraída com fones de ouvido foi atropelada por um biarticulado na manhã de quarta-feira,  5 de setembro de 2012, em Curitiba. O acidente ocorreu com um veículo da linha Pinheirinho/Rui Barbosa, na avenida Sete de Setembro. A vítima atendida pelo Siate teve ferimentos de gravidade média.
O atropelamento ocorreu em frente à Praça Oswaldo Cruz. Os cerca de cem passageiros que estavam no coletivo não sofreram ferimentos, apesar da parada brusca. A jovem foi encaminhada ao Hospital Evangélico sem risco de morte..
3-Cientista morre atropelado, usava fone de ouvido
Morreu na noite de  quarta-feira, 14 de março de 2012, César Ades, professor da Universidade de São Paulo, vítima de um atropelamento na semana passada, informou a assessoria de imprensa da USP.  Ele estava passeando e cruzou a avenida  Brigadeiro Luís Antônio, fora da faixa e do sinal e ainda com fone de ouvido.

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