Está chegando a época dos balões
Foto: Balão que caiu ao lado do 4.º Grupamento de
Bombeiros da capital
PRESERVAR
VIDAS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
Nossas
empresas têm todo aparato de segurança para evitar incidentes, mas o balão é um
evento que não podemos controlar e, se cair, pode causar desdobramentos sérios,
diz Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, coordenador do Grupo de Sinergia do Pólo
Petroquímico do Grande ABC (que reúne os principais executivos das indústrias
do Pólo) e gerente da Unidade Industrial de Mauá da Oxiteno.
BALÕES –
RISCOS
Os
balões são os únicos riscos externos das empresas do Pólo sofrerem danos
(incêndios e explosões), já que, ao caírem acesos em áreas de tanques de
armazenamento de combustível, especificamente os grandes balões, compostos de
cangalhas com explosivos, podem provocar incêndios ou explosões.
Foto:Os balões são responsáveis por incêndios em casas, empresas e florestas e podem causar acidentes de carro e aviões.
Foto:Os balões são responsáveis por incêndios em casas, empresas e florestas e podem causar acidentes de carro e aviões.
Os
balões também podem causar incêndios em casas, indústrias e matas. Na aviação,
eles podem derrubar aviões, caso, por exemplo, sejam sugados pelas turbinas,
afirma o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.
TREINAMENTO
DE BRIGADAS ESPECIALIZADAS
Para
evitar os riscos, as empresas desenvolvem inúmeras ações preventivas e também
possuem brigadas de emergências para atuar em situações de emergência e além de
realizarem constantes treinamentos e simulados de combate a incêndio
Segundo
Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, as empresas investem anualmente cerca de US$ 1
milhão anuais na prevenção, treinamento e manutenção de equipamentos. "A
preocupação com a segurança aqui é primordial e posso garantir que temos
profissionais do setor entre os mais renomados do mundo, com diversos cursos e
treinamentos no exterior."
BALÕES
TOMAM CÉU DO RIO DE JANEIRO NO MÊS DE JUNHO
À noite,
o céu se enche de dezenas de balões decorados com esmeros, alguns com até 45
metros de altura, enquanto, durante o dia, as rádios repetem com advertências
severas de que soltar balões é ilegal no País e aqueles que o fizerem serão
presos.
Fazer e
soltar balões de papel durante as festividades religiosas do mês de junho é uma
tradição de 300 anos, trazida de Portugal, sendo especialmente popular nos
bairros da classe operária. Segundo o calendário, a principal temporada de
balões no Brasil sempre começa com a Festa de Santo Antônio, em 13 de junho, e
termina com no dia de São Pedro, em 29 de junho.
DESAFIO
À LEI
Em 1998,
no entanto, o medo de acidentes com aviões, combinado com o crescente número de
incêndios florestais atribuídos a balões, motivaram a aprovação de uma lei que
torna a fabricação, o transporte e o lançamento deles um crime. De acordo com a
legislação, a punição para os infratores pode chegar a até 5 anos de detenção.
Desde então, os baloeiros vêm brincando de gato e rato com a polícia.
Antes
que a lei fosse aprovada, as autoridades culparam os balões, que são mantidos
no ar por mechas de algodão incandescentes embebidas em cera, por metade de
todos os incêndios florestais do Rio, uma cidade construída em torno de um
parque nacional com 34 quilômetros quadrados. Além disso, a temporada coincide
com o mês mais seco do ano.
PERIGOS
NO CÉU
O
desafio à lei é generalizado, havendo tantos balões no céu durante o mês de
junho que os pilotos que aterrissam aqui são rotineiramente avisados sobre
eles. O diretor de Segurança da Associação Nacional de Empresas Aéreas, Ronaldo
Jenkins, chama os balões de "minas celestiais" e quer mais rigor na
ação policial.
O Snea
(Sindicato das Empresas Aéreas) afirma que, nos meses de junho e julho, os
balões transformam o espaço aéreo em "campo minado".
A
entidade pediu atenção redobrada das tripulações, uma vez que a presença de
balões não é detectada por radares.
O risco
é maior também porque a visualização fica impossível quando os balões estão
apagados ou escondidos entre as nuvens. Além disso, nos grandes aeroportos, a
navegação é realizada por instrumentos. Ou seja, os pilotos não olham para o
exterior da cabine.
Segundo
o Snea, há relatos de balões de até 54 metros de altura, carregando cangalhas
com fogos e painéis cujo peso total ultrapassa 200 quilos. A colisão com uma
ave de três quilos é suficiente para derrubar um avião. O impacto de um balão
de 20 quilos com uma aeronave a 150 nós de velocidade (cerca de 277 km/h),
usual nas aproximações para pouso, seria da ordem de quatro toneladas. "Com
o tráfego aéreo cada vez mais intenso, a probabilidade de acidentes é sempre
maior", afirma o coordenador da comissão de segurança do Snea, comandante
Ronaldo Jenkins. "Será que vamos esperar que haja uma catástrofe para
tomar uma ação apropriada para nos livrar desse problema?", indaga
Jenkins. "Na velocidade em que voamos, se nos depararmos com esses balões
quando estamos atravessando uma nuvem teremos muito pouco tempo para reagir e
sair do caminho."
CLUBES
DOS BALOEIROS
Segundo
o Snea, as turmas de baloeiros soltam anualmente no Brasil cerca de 100 mil
balões.
Existem
cerca de mil turmas na Grande SP e outras mil no Rio - cada uma com cerca de 25
integrantes. As duas cidades são responsáveis por 60% do total de balões soltos
por grupos organizados. Em terceiro lugar, mas crescendo muito nos últimos
anos, está o Paraná, com 15% da produção, segundo o Snea.
PREJUÍZOS
A queda
de um balão apresenta riscos para refinarias de petróleo, depósitos de munição
e empresas comuns. Os balões estão
sempre descendo sobre casas e danificando telhados ou, então, pousando sobre
fios de eletricidade e provocando curtos-circuitos, que requerem que a
concessionária de energia elétrica desconecte a linha de serviço em bairros
inteiros até que possam ser removidos os balões.
O QUE
DIZ A LEI
Crimes
Ambientais – lei nº 9.605 – de 12-02-98
Dispõe
sobre as sanções penais e administrativas
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras
providências.
Art. 42
– Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios
nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo
de assentamento humano:
Pena –
detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Art. 56
– Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer,
transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância
tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com
as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos:
Pena –
reclusão, de um a quatro anos, e multa.
VALOR DA
MULTA
Um
fabricante de balão deverá pagar R$ 1 mil por unidade apreendida em sua firma.
Soltar esses balões que oferecem risco de incendiar áreas urbanas e matas,
transportá-los ou vendê-los também terá a mesma punição.
Comentário:
Os
principais riscos da queda de balões;
■Incêndios/explosões
em refinarias, petroquímicas, principalmente na área de tancagem
■Incêndios
florestais ou em matas
■Coloca
em riscos a aterrissagem ou decolagem de aviões
■Desencadeiam
incêndios em coberturas de galpões ou de fábricas
HISTÓRICO
DE ACIDENTES COM BALÕES
Industrias
e residências
■Balão
cai em casa e assusta moradores na Nova Esperança
Uma casa
quase pegou fogo quarta-feira, 9 de outubro de 2002, à tarde na Vila Nova
Esperança, Sorocaba-São Paulo, por causa de um balão que caiu no telhado. O
incêndio foi combatido pelos bombeiros ainda no princípio, mas os moradores
ficaram temerosos, pois sendo um sobrado, o local do fogo era de difícil
acesso.
O
aposentado Nivaldo Seribelo, residente na casa de número 60 da rua H, disse que
o princípio de incêndio aconteceu às 15h15, quando ele e sua família foram
alertados por um vizinho de que havia um balão no telhado e que já havia fogo.
Assustados com a fumaça e as labaredas no alto do sobrado, os moradores
acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou em pouco tempo e conseguiu conter as
chamas antes que o fogo se alastrasse.
■Queda
de balão causa incêndio em depósito
A queda
de um balão sobre o depósito da Colúmbia Comercial Paulista, na Vila Matilde,
zona leste, provocou um incêndio de grandes proporções na madrugada de
sexta-feira, 7 de junho de 2002. Vinte e nove carros do Corpo de Bombeiros
foram deslocados para o local. A operação para acabar com as chamas também
contou com ajuda da Defesa Civil e da Prefeitura. O dono da empresa, Paulo
Henrique Fidélis, calcula em R$ 800 mil os prejuízos causados pelo fogo, que
ainda atingiu uma Kombi e o caminhão de uma transportadora.
■Balão
cai na área da Refinaria
A queda
de um balão com cerca de quatro metros de altura, no domingo, 5 de agosto de
2001, sobre um tanque de nafta acabada, na ala norte do Setor de Tanques de
Armazenagem de Produtos da Petrobras em Cubatão, ostentava uma imensa bandeira
são-paulina.
Encontrar
balões no período junino tem sido comum, apesar das repetidas mensagens que vêm
sendo veiculadas nos meios de comunicação, alertando para o risco de grandes
incêndios e, também, para o fato de essa ser uma atividade criminosa.
Embora
fora da época junina, os balões continuam sobrevoando a área industrial e a
Reserva Florestal da Serra do Mar, sendo a maioria procedente da região do ABC.
A refinaria mantém equipes de plantão à noite toda, com receio de que esses
artefatos atinjam instalações de fácil combustão em razão do tipo de produto
que fabricam e armazenam. O balão foi
encontrado sobre o tanque T-24, às 8h10 de segunda-feira, 6 de agosto, durante
a ronda do turno.
■Balões
provocam incêndios na área da Refinaria
Apesar
dessas advertências veiculadas pela maioria dos órgãos de comunicação, Cubatão
continua sendo vítima da prática, proibida por lei, das competições juninas na
região do ABC. Arrastados pelos ventos, os balões provenientes de festas
realizadas nas cidades daquela região, algumas delas programando competições
esportivas, sobrevoam a Serra do Mar e colocam em risco a vegetação da Mata
Atlântica e as instalações industriais, obrigando os setores de segurança a
colocarem vigias olhando para o céu, nas noites de Santo Antônio, São João e
São Pedro.
Dois
desses balões caíram no domingo, 25 de agosto de 2000, dentro da Refinaria
Presidente Bernardes Cubatão (RPBC, unidade local da Petrobrás). Um balão caiu
por volta de 2h30, provocando um incêndio no Morro do Frade, onde fica a
Unidade de Gasolina de Aviação (Ugav); e outro, por volta de 9 horas, também de
domingo, caiu sobre o sistema de válvulas, rente a um tanque que armazena
gasolina.
O
incêndio foi debelado pela turma da Superintendência de Segurança e Meio
Ambiente (SESEMA), que agiu com presteza, porque nas proximidades ficam os
tanques da gasolina de aviação.
Carlos
Augusto dos Santos, supervisor do SESEMA, disse que todos os anos aterrisam na
refinaria, em média, cinco a seis balões, nesta época.
Todos
levam grande perigo para as instalações industriais e a imensa maioria procede
da região do ABC, arrastados pelos ventos, projetando-se sobre a RPBC porque a
área entre as montanhas formaria, segundo os entendidos, uma espécie de vácuo
que atrai os balões. Segundo os bombeiros, como há poucas chuvas nesse período,
parte da serra fica com a vegetação muito ressecada e os incêndios provocados
pelos balões acontecem com mais facilidades.
■Balão
aceso cai em empresa e destrói 44 carros
Um balão
aceso foi responsável pela destruição de 44 carros estacionados no pátio da
Copasa Salvados e Veículos Ltda., na zona leste de São Paulo. Um dos sócios da
empresa, Vinicius Dias Gonçalves, informou que ainda não foi concluído o
levantamento dos prejuízos. A Copasa revende veículos batidos.
O balão
caiu sobre um dos lotes de carros às 18h30 de domingo, 25 de junho de 2000.
"O fogo tomou conta rapidamente dos automóveis, destruindo-os totalmente",
disse Gonçalves. O Corpo de Bombeiros enviou ao local seis equipes, num total
de 25 soldados, mas pouco pôde fazer, além de evitar que as chamas se
alastrassem para os outros 530 veículos e atingissem o imóvel da firma.
■Balão
provoca incêndio e destrói aldeia indígena do Rio-92
Um balão
de cerca de 20 metros de altura provocou um incêndio que destruiu na madrugada
de quarta-feira, 29 de julho de 1992, as três principais Ocas da aldeia
Kari-Oca, instalada na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste
do Rio, e que abrigou cerca de 600 lideranças indígenas durante a Rio-92.
Minutos antes do fogo destruir as três Ocas, cerca de 100 pessoas integrantes
da turma de baloeiros "Boca de Ouro", invadiram a aldeia para tentar
salvar o balão que acabou destruído.
O
incêndio durou pouco mais de 15 minutos e os bombeiros só chegaram à aldeia,
meia hora depois, quando as três Ocas já tinham sido destruídas pelo fogo. Não
houve feridos.
MATAS E
FLORESTAS
■Balão
cai no Jaraguá e queima parte da mata
A queda
de um balão destruiu uma pequena parte da mata do Pico do Jaraguá, na zona
oeste de São Paulo. Seis equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local para
combater o fogo, mas não souberam informar a extensão do incêndio. O fogo
começou às 8h30, de segunda-feira, 3 de junho de 2002. Um helicóptero da
Polícia Militar sobrevoou a área para ajudar os bombeiros e não localizou
outros focos de incêndio. De acordo com a polícia, o fogo não fez nenhuma
vítima.
■Incêndio
no Parque Nacional da Tijuca
No Rio,
o Parque Nacional da Tijuca, que abriga grande parte da maior floresta urbana
do mundo, perdeu 15 hectares de área nos últimos cinco dias, junho de 2000, em
incêndio provocado por balões. O fogo resiste em dois pontos, mesmo com o
trabalho incessante de 120 bombeiros.
Foi o
pior desastre no local nos últimos 20 anos. O calor, a baixa umidade relativa
do ar e as condições da vegetação estão contribuindo para a disseminação das
chamas.
O Corpo
de Bombeiros prevê mais problemas na semana de "São Pedro”, mais balões
devem cair nas matas, disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major
Fábio Meirelles.
■Balão
incendeia Pão de Açúcar
Um
incêndio provocado por um balão consumia à noite, 17 de junho de 1992, grande
parte da vegetação da encosta do Pão de Açúcar, um dos símbolos da cidade do
Rio de Janeiro.
O fogo
começou às 18h45m, ao lado da avenida São Sebastião, no bairro da Urca, zona
sul da cidade. Os irmãos Gabriel e Francisco Mesquita dos Santos, de 16 anos e
14 anos, viram quando um balão de cerca de dois metros de comprimento caiu na
encosta, dando início ao incêndio.
Vinte
bombeiros do quartel de Humaitá, comandados pelo capitão Abagliato, estavam com
dificuldades de combater o fogo, já que altura do local do incêndio impedia a
chegada de água. Os soldados estavam abrindo trilhas na mata para isolar a área
incendiada. Por volta das 20h, um contingente de bombeiros preparava-se para
subir o morro no bondinho do Pão de Açúcar e tentar combater o fogo de cima.
■Balão
no Parque do Carmo
Na
capital paulista, o fogo voltou a atingir a Área de Proteção Ambiental, que
abriga o Parque do Carmo, na zona leste. Segundo o Corpo de Bombeiros, um balão
causou o incêndio durante a madrugada de quinta-feira, 17 de outubro de 2002..
■Incêndio
destrói mata de empresa em perus
Um
incêndio de grandes proporções destruiu no sábado, 4 de setembro de 1999, parte
da reserva florestal da indústria de papel Melhoramentos em Perus, na divisa de
São Paulo com o município de Caieiras. Segundo moradores, a causa teria sido um
balão, que caiu na área por volta de 15h30. Carros do Corpo de Bombeiros de São
Paulo e de Guarulhos tiveram problemas para chegar ao local, de difícil acesso.
Até as 20h30, o fogo não tinha sido controlado.
■Queda
de balão causa incêndio em parque
A queda
de um balão causou um incêndio, no domingo, 19 de maio de 2002, no Parque
Estadual da Serra da Tiririca, área de preservação ambiental localizada entre
Niterói e Maricá. O fogo começou por volta de 1 hora e durou mais de 12 horas.
Segundo os bombeiros, o acidente destruiu a vegetação de uma área de cerca de 1
quilômetro quadrado. O trabalho dos bombeiros começou durante a madrugada.
Cinco
homens do grupamento de Niterói foram enviados ao local, mas não tiveram sucesso.
Eles tiveram de pedir ajuda ao grupamento de Maricá. Outros dez homens e um
helicóptero foram enviados para o parque, mas só por volta das 14h30 o incêndio
foi contido.
■Queimadas
provocadas por balões
De
acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, os balões são responsáveis
por cerca de 35% dos incêndios ocorridos
nos meses mais secos do ano. Em agosto de 2001, balões que caíram no Morro do
Pica-Pau, no Itanhangá, causaram a destruição de 40 mil metros quadrados de
mata. Em 2000, em julho, quatro hectares de Mata Atlântica foram queimadas na
Serra da Tiririca, em Niterói, e no Morro Dois Irmãos no Rio.
Em junho
de 2000, a combinação de balões e estiagem fez com que os bombeiros
registrassem mais de mil saídas para combater incêndios na mata, quatro vezes
mais do que a média em anos anteriores. As chamas atingiram lugares como a
Pedra da Gávea e a Floresta da Tijuca. No Maciço da Pedra Branca, na zona
oeste, o fogo consumiu mais de 30.000 metros quadrados de vegetação.
Em maio
de 1999, o Parque Florestal Morro da Saudade, na Fonte de Saudade, foi
parcialmente destruído por um incêndio provocado por um balão.
■Balões
destroem 100 hectares de floresta
Pelo
menos 100 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo provocado por queda
de balões, nos últimos dias, em todo o Estado do Rio de Janeiro. Na
sexta-feira, 30 de junho de 2000, os bombeiros lutaram durante todo o dia para
apagar 86 focos de incêndio. A região mais atingida foi a Floresta da Tijuca -
o fogo tomou conta da Pedra da Gávea, Pico do Papagaio e Cocanha, locais de
difícil acesso, e consumiu 35 hectares de mata.
O vento
forte impediu a aproximação do helicóptero que levaria água para apagar as
chamas. Também havia focos de incêndio no Parque Estadual da Tiririca, em
Niterói, no Maciço da Pedra Branca, na zona oeste do Rio, e na Reserva
Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim.
O
aumento na ocorrência de queimadas foi provocado pelo prolongado período de
estiagem combinado com a baixa umidade relativa do ar (29%) durante o mês de
junho - no mesmo período de 1999, esse índice foi de 80%.
Esses
dois fatores foram responsáveis por 1.117 focos de incêndio registrados nos
últimos 30 dias. Praticamente o mesmo número de ocorrências dos cinco primeiros
meses do ano: 1.066. Em junho de 1999, os bombeiros foram chamados apenas 166
vezes para apagar fogo na mata.
"Os
focos começam à noite, quando os balões são soltos, mas o fogo só se torna
visível de manhã, quando as chamas estão praticamente incontroláveis",
disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meireles. Desde o
início do ano, o Estado perdeu 820 hectares de mata em incêndios provocados por
balão.
■Dono de
balões é multado em R$ 2,7 milhões
Uma
blitz realizada a tarde, 12 de junho de 2002, pelo Ibama e pela Delegacia de
Polícia Ambiental apreendeu num bazar da Vila Maria, zona norte, 2.768 balões,
alguns deles com até seis metros de altura. Os balões estavam à venda,
atividade considerada ilegal pela Lei de Crimes Ambientais. O proprietário do
Lero-Lero Bazar Armarinhos Ltda, Silvio Santoro, de 52 anos, foi detido, mas
liberado logo depois com o pagamento de uma fiança de R$ 500.
O
flagrante porém lhe custará bem mais: Santoro foi multado em R$ 2.768.000,00,
resultante da multa aplicada de R$ 1.000 por unidade de balão apreendida
(2.768), valor mínimo estipulado pela lei. A blitz fez parte de uma operação
conjunta que o Ibama e a polícia ambiental que promovem no Estado em junho. Fonte:
Fonte: Gazeta Mercantil e O Estado de São
Paulo
Queda de balão no aeroporto de Guarulhos
Queda de balão queima cinco carretas em
Guarulhos (SP)
Marcadores: incêndio

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