Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quarta-feira, junho 29, 2011

Trabalhador morre soterrado em silo

Um trabalhador de 20 anos que fazia manutenção em um silo com 1,2 mil toneladas de soja despencou de uma das plataformas e afundou em meio a grãos. O acidente ocorreu na segunda-feira, 13 de junho, no município de Bonito, distante 300 quilômetros de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Causa provável
A corda de segurança do funcionário arrebentou.

Resgate
Cinco militares do Corpo de Bombeiros de Jardim foram deslocados para tentar resgatar o jovem e foram auxiliados por uma equipe do Serviço Móvel de Urgência e trabalhadores da região. Inicialmente ele respondia aos chamados dos socorristas, o que não aconteceu após horas de buscas.

Morte
Depois de quase sete horas de buscas as equipes de resgate encontraram o corpo do trabalhador.
Máquinas abriram três buracos nas laterais do silo para tentar esvaziá-lo, mas havia cerca de 1,2 mil toneladas de grãos dentro dele. Desde o início as chances de resgatar o trabalhador com vida já eram consideradas baixas pelos socorristas.
O corpo ainda não foi retirado de dentro do local. A quantidade de soja existente dificulta a remoção.
Um bombeiro que ajudou na operação disse: que, mesmo com a presença de máquinas, parte do trabalho de remoção da soja teve que ser realizada manualmente por causa dos riscos. Ele comparou o depósito de soja a uma areia movediça. Quanto mais à vítima mexe, piora, afunda mais.

Inquérito
O delegado de Bonito que investiga o caso, disse que já começou a chamar as testemunhas da morte do trabalhador.

Fonte: G1/MS-13 e 14 de junho de 2011

COMENTÁRIO:
Segundo as noticias dos jornais, o trabalhador estava com uma corda e ela arrebentou. Obviamente ele não estava protegido adequadamente conforme a norma de segurança NR-31, Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura.
O que diz a norma
■ As escadas e as plataformas dos silos devem ser construídas de modo a garantir aos trabalhadores o desenvolvimento de suas atividades em condições seguras.
■ Não deve ser permitida a entrada de trabalhadores no silo durante a sua operação, se não houver meios seguros de saída ou resgate.
■ Antes da entrada de trabalhadores na fase de abertura dos silos deve ser medida a concentração de oxigênio e o limite de explosividade relacionado ao tipo de material estocado.
Os trabalhos no interior dos silos devem obedecer aos seguintes critérios:
a) realizados com no mínimo dois trabalhadores, devendo um deles permanecer no exterior;
b) com a utilização de cinto de segurança e cabo vida.

Vide norma completa: Norma
TIPOS DE ACIDENTES EM SILOS
As ocorrências mais comuns são afogamento e sufocamento. As vítimas são submetidas à asfixia mecânica por ação da massa de grãos. Sendo que no primeiro caso as vitimas são arrastadas enquanto no segundo as vitimas são encobertas.

No Brasil há tanto acidentes em silos, muito provável que o Ministério do Trabalho não tem controle desses acidentes para maior divulgação da prevenção e boas práticas de segurança.

Segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os silos para grãos apresentaram 47.101.060 toneladas de capacidade útil total no país. Podemos estimar a existência de 10.000 silos no país.

O padrão de acidentes no Brasil segue as ocorrências registradas nos EUA, tais como;
■ Caminhar na superfície de grãos
■ Limpeza ou retirar massa de grãos nas laterais do silo
■ Não adotar boas práticas de segurança
■ Entrar no silo com operação de carga/descarga

Principais ocorrências no Brasil
■ 29 de outubro de 2010 - Foi identificado como Marciel Centurião Lesmo, 41, o trabalhador que morreu soterrado em um silo de soja no distrito de Indápolis, em Dourados. Ele fazia a limpeza do local quando ocorreu o acidente. O corpo ainda não foi resgatado. ■ 17 nov. 2009 – Carlos Alberto Benites, 30 anos, morreu soterrado em um silo de soja na manhã de segunda-feira (16), em Aral Moreira. A vítima trabalhava no interior do silo, que seria pertencente à Cooperativa Lar, quando foi tragado por um duto de escoamento de grãos, usado para carregar caminhões. Carlos teve a perna presa, acabou sendo soterrado pela soja e morreu asfixiado. Funcionários da Cooperativa ainda tentaram resgatar a vítima. O corpo foi retirado de dentro do silo pelos bombeiros.
■ 15 de julho de 2009 - Raimundo Pereira Martins, 45 anos, morreu soterrado em um silo de soja, por volta das 14 horas, em Rio Brilhante.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima estava trabalhando dentro do silo e ao pisar em uma das saídas provocou a descida rápida do produto, que cobriu todo o corpo de Raimundo. Vários colegas de trabalho tentaram segurá-lo pelos braços, mas não conseguiram devido à força da sucção.
Depois de 20 minutos cavando em meio à soja conseguiram resgatar Raimundo com vida, porém por falta de um tubo de oxigênio ele não resistiu e morreu.
■ 27 de maio de 2009 - Um funcionário de uma cooperativa de grãos em Pedrinhas Paulista, que fica na região de Assis, morreu soterrado em um silo de soja.
De acordo com a polícia civil, Genilson da Silva Trindade, 23 anos, e outro empregado, trabalhavam no esvaziamento do silo quando Trindade foi soterrado pelos grãos. Uma equipe dos Bombeiros de Assis foi deslocada para o local.
O trabalho de resgate da vítima é lento, pois os funcionários da cooperativa precisam esvaziar o silo, que tem capacidade para 100 mil sacas de soja, o equivalente a 5 mil toneladas. Até o início da tarde, o corpo ainda não tinha sido localizado
■ 12 de março de 2009 - Wilson de Rossi , 38 anos de idade, morreu soterrado por grãos de soja em um dos silos do Armazéns Sipal, em Ibiporã.
Rossi inspecionava esteira de grãos e caiu, e segundo o Corpo de Bombeiros, não usava nenhum aparelho de segurança. O trabalhador foi retirado do local já sem vida.
"Ele ingeriu uma grande quantidade de grãos e isso impedia a oxigenação", explicou um dos integrantes da equipe dos bombeiros.
■ 30 de março de 2009 - Criança de 9 anos morreu soterrada a noite, em um armazém de grãos em Santo Antônio do Sudoeste, no sudoeste do Paraná.
Segundo informações da Defesa Civil do Município, chamada para o salvamento, o acidente foi no Comércio de Cereais Santo Antonio, quando o filho de um funcionário brincava com outro garoto e os dois caíram na abertura de um silo onde os caminhões depositam os grãos.
Um deles, que seria o filho do dono da empresa, conseguiu sair ileso. O outro foi soterrado por grãos antes que se pudesse fazer algo em sua defesa.
A queda aconteceu por volta das 19 horas e 30 minutos e a demora para chamar o Corpo de Bombeiros impediu qualquer chance de resgate com vida. Eles só foram acionados próximo das 20 horas. Na hora do acidente acontecia uma confraternização para as famílias dos funcionários da empresa.
■ 13 de Outubro de 2008 - Bombeiros resgatam três pessoas de um silo- Socorristas do Corpo de Bombeiros de Ibiporã foram mobilizados para resgatar três pessoas que caíram em um fosso de silo, na cidade de Assai. De acordo com informações obtidas no local, o funcionário de uma empresa de armazéns gerais caiu no fosso e dois integrantes da Defesa Civil foram prestar socorro, mas também acabaram caindo. Como havia risco de intoxicação das vítimas por gás e defensivos agrícolas foram necessários a intervenção dos bombeiros. Do local, foram resgatados João Rodrigues Paes, de 57 anos, funcionário da empresa; e os socorristas da Defesa Civil, Carlos Roberto de Araújo, 43; e Marcos Vinicius Viana, 19. Os três foram encaminhados ao Hospital Pró-Vida, para atendimento médico.
■ 02 de maio de 2005 - Alexandre Naraí, de 25 anos, morreu soterrado em um silo de rações, na Fábrica de Rações Avipal, na rodovia Guaicurus, em Dourados. Uma equipe de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros esteve na Fábrica de Rações, mas o jovem já estava morto. Ele morreu soterrado quando limpava o silo de rações.

Vídeo:
Acidente fatal em silo, soterramento, em Lucas do Rio Verde, MT.

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sábado, junho 25, 2011

OSHA:Número recorde de mortes em silos em 2010

OSHA emite cartas, orientações, aos operadores de grãos
Relatório da Universidade de Purdue revelou que em 2010 foi o ano mais mortal em décadas em silos.

O relatório indicou que houve 51 acidentes em silos de grãos no ano passado, contra 38 em 2009 e maior desde que o controle começou em 1978. Vinte e cinco pessoas morreram, e cinco deles eram adolescentes, menos de 16 anos. O recorde anterior para acidentes em silos foi de 42 em 1993.

A maior parte destas mortes ocorreu em estados importantes produtores de milho e soja.
As razões para a alta foram atribuídas a um aumento na produção de milho devido à demanda de etanol e uma estação de chuva.

Umidade em instalações de armazenamento pode causar deterioração e apodrecimento, resultando em grãos com mofos que dificulta a passagem e o grão não flui livremente para fora do silo e os trabalhadores entram no silo para desalojar esses grãos.
Naturalmente, a principal razão para o aumento da fatalidade foi à falta de aderir às práticas seguras de manuseio. Tal como acontece com muitas indústrias, práticas inseguras são muitas vezes defendidas como sendo "a maneira como sempre foi feita".

Em resposta a estes incidentes, OSHA emitiu 3.000 cartas a operadores de grãos. Mais recentemente, emitiu um segundo lote de cartas, desta vez a 10.000 operadores de grãos nos EUA

O padrão de instalações de operações de grãos da OSHA inclui;
■ exigência de que os empregadores forneçam aos trabalhadores que entram em silos ou tanques com equipamento de proteção individual, tais como cinto de segurança tipo paraquedista com fixação peitoral e dorsal para facilitar a remoção em caso de uma emergência.
■ fornecendo proteção adequada e não permitindo que os trabalhadores andem em superfície de grãos ou permanecem em cima de produtos empilhados maior do que a altura da cintura, reduzindo assim o risco de trabalhadores de afundar e sufocar.

OSHA TAMBÉM RECOMENDOU AS SEGUINTES ORIENTAÇÕES:
Quando os trabalhadores entrarem em depósitos de armazenamento, silos, tanques, e armazenamento, os proprietários devem (entre outras coisas):
1. Desligar e bloquear todos os equipamentos de força associado ao silo, incluindo roscas sem fim, usadas para ajudar a mover o grão, de modo que o grão não esteja sendo movimentado para fora ou dentro do silo. Permanecendo em movimento o grão é mortal; o grão age como 'areia movediça' e pode enterrar um trabalhador em segundos. Movimentando grãos em silo, enquanto um trabalhador estiver no seu interior cria uma sucção que pode puxá-lo em segundos.
2. Proibir andar sobre a superfície de grãos e práticas similares, com função de criar fluxo, para que ele possa fluir.
3. Fornecer a todos os trabalhadores cinto de segurança tipo paraquedista com fixação peitoral e dorsal com linha de vida ou uma cadeira de segurança e garantir que é seguro antes do trabalhador entrar no silo.
4. Providenciar um observador ou vigia postado fora do silo, quando da entrada de um trabalhador. Garantir que o observador/vigia esteja equipado para prestar auxílio e que sua tarefa é apenas rastrear continuamente o empregado no interior do silo
5. Proibir a entrada de trabalhadores m depósitos ou silos sob a condição de ponte (caminhar sobre a superfície aparentemente firme de grãos), ou quando há acúmulo de produtos de grãos nas laterais e que podem desmoronar e soterrar.
6. Garantir a comunicação (visual, voz ou linha de sinal) é mantida entre o observador/vigia e os trabalhadores que entraram no silo.
7. Antes de entrar, testar o ar no interior do silo quanto à presença de gases inflamáveis e tóxicos, e determinar se há oxigênio suficiente.
• Fornecer, ventilação contínua até que quaisquer condições atmosféricas perigosas são eliminadas
• Se a toxicidade ou deficiência de oxigênio não podem ser eliminadas, trabalhadores devem usar respiradores apropriados.
8. Assegurar que a permissão de trabalho é emitida para cada etapa de serviço do trabalhador durante sua entrada no silo, certificando que as precauções acima referidas foram implementadas.

Vídeo:
Cofferdam é chamado de KC Extricor. Pode ser considerado um cilindro com várias seções, que após o envolvimento no corpo da vítima são conectados.



Vídeo:
O cofferdam mostrado é mais simples, feito de madeira com quatro seções. Qualquer fazendeiro poderia ter.


Vídeo (3):
Simulação com o  boneco sendo sugado pelo fluxo em movimento de grãos

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quarta-feira, junho 22, 2011

Silos:Perigo na movimentação de grãos

As dez estratégias da matriz Haddon e as medidas preventivas de acidentes em silos

1. EM PRIMEIRO LUGAR, A CRIAÇÃO DE RISCO.
a. Não entrar em silo
b. Manter grãos em bom estado
c. Não aproximar das pilhas laterais de grãos para fazer fluir
d. Impedir a entrada não autorizada, especialmente de crianças

2. REDUZIR A QUANTIDADE DE RISCO EXISTENTE.
a. Se você deve entrar, use cinto / linha de vida e dois observadores
b. Use sinais de mão para se comunicar
c. Treine os funcionários / agricultores / família, dos riscos (consciência dos riscos)
d. Trabalhar a partir de cima para baixo quando limpar paredes de grãos
e. Proporcionar visitas para a equipe de emergência local (bombeiros)
f. Coloque aviso de advertência de perigo nos silos e veículos de transporte

3. IMPEDIR A LIBERTAÇÃO DE RISCO PRÉ-EXISTENTE.
a. Use procedimentos de bloqueio e etiqueta em rosca transportadora
b. Use ferramentas para verificar a existência ou não de ponte de grãos (caminhar em superfície de grãos aparentemente firmes)
c. Use a janela de inspeção e marcadores de grãos

4. MODIFICAR A TAXA OU A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE LIBERAÇÃO DO PERIGO DE SUA FONTE.
a. equipamento mais seguro, sistemas de contenção mais horizontal de grãos para minimizar a profundidade que uma pessoa poderia tornar-se envolvida (soterrada)

5. SEPARAR, COM O TEMPO OU ESPAÇO, O RISCO E O QUE ESTÁ SENDO PROTEGIDO.
a. Corte a parte inferior do silo para liberar grãos rapidamente quando a vítima está envolvida
b. Uso de coffer dam(cápsula de resgate) quando a vítima está presa

6. SEPARAR O RISCO E O QUE É PROTEGIDO POR INTERPOSIÇÃO DE UMA BARREIRA MATERIAL.
a. Construir uma ponte sólida (plataforma) no silo para o empregado permanecer com segurança

7. MODIFICAR AS QUALIDADES BÁSICAS RELEVANTES DO RISCO.
a. método mais seguro do equipamento para entrada de grãos do silo
b. Desenvolver um sistema de remoção de grãos que leva o grão do topo para o fundo do silo, para eliminar o efeito de areia movediça.
c. Treinar todos os socorristas locais como atuar com segurança em acidentes com apresamento em grãos
d. Fornecer a todos socorristas locais cápsulas de resgate e ferramentas adequadas

8. FAÇA O QUE DEVE SER PROTEGIDO MAIS RESISTENTE AOS DANOS DO RISCO.
a. Desenvolver equipamentos de proteção individual semelhante a couraça ou armadura peitoral a fim de minimizar o esmagamento da caixa torácica

9. COMEÇA A COMBATER OS DANOS JÁ FEITOS PELO RISCO AMBIENTAL.
a. Use o cilindro de resgate quando a vítima está presa
b. Fornecer a vítima um sistema de notificação (comunicação) para as necessidades de resposta de emergência

10. ESTABILIZAR, REPARAR E REABILITAR O OBJETO DE DANO.
a. Prestar cuidados médicos as lesões físicas
b. Fornecer acompanhamento para distúrbios pós-traumático


Colapso de ponte de grãos

Grãos podem tornar-se ponte quando estão mofados, alto teor de umidade ou em más condições. As películas dos grãos ficam juntos e formam uma crosta que pode ser auto-sustentável. Isto dá uma falsa indicação de que a superfície é seguro para se sustentar.

O que acontece: Uma cavidade oca formará sob a crosta de grão quando alguns dos grãos foram removidos do silo. A superfície sobre esta cavidade não é forte o suficiente para suportar uma pessoa. Como a pessoa caminha sobre a superfície do grão, a ponte de grãos com uma camada de crosta desmorona. A vítima instantaneamente cai na cavidade e é geralmente soterrada sob vários metros de grãos.

Problemas de resgate: É difícil encontrar a vítima em tais situações.

 
Desmoronamento de massa vertical de grãos

Grãos pode configurar em uma grande massa contra a parede do silo ou em várias formações, quando foi armazenado em más condições.

O que acontece: A massa de grãos pode desmoronar quando o trabalhador tenta soltá-la. Não há nenhum aviso que isso aconteça. O impacto atinge o trabalhador e soterra instantaneamente.

Problemas de resgate: Se o desmoronamento secundário ainda é possível, será muito arriscado para o pessoal de resgate para cavar e remover o trabalhador. O grão terá que ser estabilizado ou derrubado, assim é seguro para o pessoal de resgate trabalhar.



Fluxo de grão

O fluxo de grão não dará apoio a uma pessoa. Ele vai puxar uma pessoa para dentro da massa do grão (engolfar), à medida que flui.

O que acontece: A ação de sucção é forte o suficiente para que uma pessoa não possa escalar ou caminhar no sentido contrário e sair. Com a saída do grão (massa) i, a vítima será puxada rapidamente.

Problemas de resgate: Uma pessoa não pode ser puxada durante a movimentação de grãos sem risco de lesões à coluna vertebral se o grão está no nível da cintura ou superior. A pesquisa mostrou que até 120 kg de tração é necessária para remover um corpo no nível de grãos até a cintura.


Das possíveis contramedidas acima identificadas, algumas são mais realistas ou viáveis do que outras.
Por exemplo, alguns desses métodos de remoção de perigo já estão sendo utilizadas em operações de grãos, tais como treinamento de conscientização de riscos, lock out tag out, (bloqueio e etiquetagem), observador ou vigia e equipamentos de proteção individual (cinto de segurança/linha de vida) e cilindro de resgate (cofferdam).

Algumas das sugestões de engenharia são menos propensos a vigorar devido a variedade de sistemas de silos, falta de inspeção reguladora, custo, etc Alguns dos itens que ainda não estão desenvolvidos podem ser viáveis para os operadores de grãos. Especificamente, proporcionar visitas a locais para os bombeiros a fim de conhecer os riscos, layout e locais das operações. Além disso, é uma grande oportunidade para verificar se os bombeiros locais estão treinados para lidar com este tipo de situações de emergência e ter o equipamento adequado para responder de forma eficaz.
Fonte: University of Minnesota-Safety

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quinta-feira, junho 16, 2011

Embalagens pequenas podem ser perigosas!

Houve um incidente durante o processo de descontaminação de um balde contendo resíduo perigoso. Um operador estava neutralizando uma pequena quantidade de resíduo de processo que fora drenado para um balde, durante um serviço de manutenção. Continha pequenas quantidades de sódio metálico, um material que reage violentamente com a água.

O procedimento de descontaminação previa adicionar metanol desidratado ao resíduo dentro do balde, aquecê-lo e permitir que reagisse por 6 a 7 horas. O operador seguiu o procedimento e, após o tempo de reação, esvaziou o conteúdo do balde e preparava-se para o descarte final do conteúdo quando algum resíduo espirrou para fora do balde, entrando em contato com a água da chuva e provocou uma reação exotérmica (com liberação de calor) que acabou atingindo e ferindo o operador.

Baldes, tambores e outros pequenos recipientes contendo resíduos perigosos, armazenados antes de descarte final. É importante lembrar que as embalagens podem representar um grave perigo, até mesmo para materiais perigosos e resíduos armazenados em pequenas quantidades.

Especificamente pequenos recipientes podem ser muito perigosos para as pessoas que manipulem ou trabalhem próximos aos materiais – seja adicionando mais resíduos aos recipientes ou executando algum tipo de operação de neutralização, descontaminação, ou outras operações químicas.

É importante considerar também as condições de armazenagem de resíduos perigosos – por exemplo, se há riscos para altas temperaturas (polimerização, decomposição) ou para baixas temperaturas (congelamento)?

POR QUE ACONTECEU?
O recipiente continha cerca de 50 a 75 mm de borra, resultado do procedimento de manutenção e não estava identificado. O operador perguntou a outros operadores sobre o que fazer com o resíduo e disseram-lhe para descartá-lo de maneira usual.

Entretanto, a borra continha uma camada sólida que impediu o contato do sódio com o metanol e a reação de neutralização não foi completa.
O procedimento não exigia que o operador misturasse a solução neutralizada para garantir a reação completa.

O QUE VOCÊ PODE FAZER?
■ Identifique todos os recipientes, especialmente os que contêm resíduos resultantes do processo.
■ Lembre-se que mesmo pequenos recipientes podem representar um grande risco.
■ Rotulagem. Teste materiais desconhecidos para identificá-los corretamente e quais os procedimentos para descarte seguro que necessitam ser desenvolvidos.
■ Assegure-se que os procedimentos de manutenção incluam instruções para identificação e descarte seguro de resíduos.
■ Durante as operações de rotinas de drenagem comunique ao seu supervisor qualquer anormalidade (por exemplo: borra, sedimentos ou presença não esperada de sólidos).

Pequenos contêineres podem causar explosões perigosas!

Fonte: Process Safety Beacon – March 2011

Comentário:

Recomendações
■ Comunicação de Riscos
■ Fatores humanos – treinamento
■ Manual de Produtos Químicos – FISPQ ou MSDS
■ Etiqueta de aviso de perigo

Finalidade da Comunicação de Riscos
■ Identificação dos riscos
■ Procedimentos de segurança para trabalhar com produtos químicos
■ Procedimentos de comunicação de riscos
■ A Importância das Etiquetas de Identificação /Etiqueta de alerta
■ Equipamentos de Proteção Individual
■ Reação a uma Emergência
■ Riscos Químicos e Como Controlá-los
■ MSDS – Manual de Produtos Químicos – FISPQ – Ficha de Segurança de Produtos Químicos
Fonte: Chemmax Inc.

É importante dar destinação segura às embalagens que continha substâncias perigosas e principalmente aquelas que ficaram com algum tipo de resíduo.
No Brasil essas embalagens se tornam perigosas porque elas podem ser vendidas a terceiros.

FORMAS CORRETAS DE DESTINAÇÃO
■ Embalagens não contaminadas: Embalagens isentas de resíduos são recicláveis e podem ser negociadas com sucateiros.
■ Embalagens contaminadas: Embalagens, cujo excesso de resíduo foi esgotado conforme orientação, e apresentando apenas quantidade residual de material seco poderá ser encaminhada para reciclagem.
■ Embalagens de papel / plástico não contaminadas: São materiais recicláveis e podem ser negociado com sucateiros.

ACIDENTE COM EMBALAGEM CONTAMINADA COM RESIDO TÓXICO
Um homem de 39 anos morreu na tarde de sábado, 11 de junho, ao inalar produtos químicos. O acidente foi registrado em uma casa na Rua Cuba no Jardim Consolação, na cidade de Franca, Estado de São Paulo. Ele teve morte instantânea.

COMPRAVA EMBALAGENS DE CURTUME
A vítima era funcionário do proprietário da casa, que segundo informações, comprava embalagens vazias de produtos químicos. A compra era feita junto a curtumes, depois de lavadas e higienizadas as embalagens, os galões eram vendidos.

CAUSA PROVÁVEL
Pelas primeiras informações, o funcionário estaria lavando um dos galões, que possuía um liquido de cor azulada, provavelmente em contato com a água, o produto reagiu e o vapor acabou intoxicando o rapaz, que morreu no local.
O cheiro forte de produto químico era sentido no lado externo da casa e um papagaio que estava na gaiola, no mesmo local onde o funcionário foi intoxicado, também morreu.
O cheiro forte se espalhou pelo bairro, assustando os vizinhos, e várias casas próximas foram isoladas pela Defesa Civil do município, que retirou os recipientes do local, e os moradores só puderam retornar aos seus lares no final da noite.

INVESTIGAÇÃO
A pericia da Polícia Civil compareceu no imóvel e constatou o óbito da vitima.
A Delegada que respondia pelo plantão na tarde de sábado determinou a abertura de um inquérito para apurar responsabilidades do acidente. O corpo do funcionário foi removido ao IML (Instituto Médico Legal), para a realização de exames.
A CETESB foi acionada e deverá manter o imóvel lacrado até a decisão para onde os galões que foram encontrados na casa serão transferidos. Fonte: Diário de Franca - 12 de Junho de 2011

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terça-feira, junho 14, 2011

EUA definem formol como agente cancerígeno

Comunicado do governo americano afirma que substância usada em alguns alisamentos para cabelos, esmalte para unhas e perfumes provoca câncer

O governo americano definiu a substância formaldeído (base do formol), usada em alguns produtos para alisamento de cabelos, esmalte para unhas, perfumes e placas de madeira, como causadora de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica a substância como agente cancerígeno desde 2004.

OUTRAS SUBSTÂNCIAS
Em alerta, o Departamento de Saúde dos Estados Unidos ainda apontou o estireno, conhecido como benzina de vinil e presente em copos e plásticos de papel, como um potencial causador da doença. Outros sete produtos químicos foram listados como prováveis cancerígenos, entre os quais o ácido aristolóquico, encontrado em plantas usadas em fórmulas contra artrite.

As advertências mais recentes dos EUA estão no 12º relatório preparado por uma equipe de toxicologistas do Instituto Nacional de Saúde, que teve o cuidado de atrasar a divulgação em um mês para antes informar os setores industriais afetados. Assim como as versões anteriores, esta também abriu uma controvérsia com o Conselho Químico Americano, organização empresarial que rejeitou as conclusões.

O relatório, entretanto, tem sido historicamente avaliado com respeito. O de 2000 alertou os fumantes passivos sobre os riscos de desenvolverem câncer. Em 2005, a naftalina foi apontada como potencial cancerígeno.

O relatório de 2011 apontou riscos maiores às pessoas em contato freqüente com o formaldeído e o estireno, como funcionários de salões de beleza e de indústrias de manufaturas de plástico, do que aos usuários finais desses produtos. Porém, recomendou aos consumidores americanos a diminuição da exposição a essas substâncias e lhes sugeriu observar a presença de formaldeído em suas fórmulas antes de comprar e usar um produto.

Alisamento brasileiro. Pelo menos dois Estados americanos - Illinois e Oregon - e um organismo federal já haviam emitido alerta sobre o produto Brazilian Blowout Acai Professional Smoothing Solution, fabricado por uma empresa da Califórnia, por seus níveis de formaldeído acima dos recomendados.

Trata-se de um composto usado para alisamento temporário de cabelos, em um processo similar ao da popular "chapinha japonesa". O relatório apontou efeitos como dor de cabeça, vômito e ataque de asma em funcionários de salões expostos ao produto. Também registrou casos de câncer na passagem nasal e de leucemia em embalsamadores de corpos - prática comum antes de funerais nos EUA. O alerta ressaltou haver maior evidência de o formaldeído causar tumor do que o estireno.

Fonte: Estadão- 13 de junho de 2011

Comentário:
O que é o formol?
O formol, também conhecido por formaldeído, formalina ou aldeído fórmico. O formaldeído é encontrado em muitos produtos utilizados todos os dias ao redor da casa, como anti-sépticos, medicamentos, cosméticos, sabão líquido para máquinas de lavar louça, amaciantes de roupas, tapetes agentes sapato-cuidado, limpeza, colas e adesivos, vernizes, papel, plásticos e alguns tipos de produtos de madeira.

O formaldeído é usado em muitas indústrias. Ele é usado na produção de fertilizantes, papel, madeira compensada, e resinas de uréia-formaldeído. Ela está presente no ar em fundições de ferro. É também usado na produção de cosméticos e de açúcar, em fluidos de perfuração de poços na agricultura como conservante de grãos e de sementes, na indústria da borracha na produção de látex, em curtimento de couro, na preservação da madeira e na produção de filmes fotográficos. O formaldeído é combinado com o metanol e amortecedores para tornar fluido de embalsamamento. O formaldeído é também utilizad0 em muitos hospitais e laboratórios para preservar amostras de tecido.
Fonte: Toxicological Profile for Formaldehyde, 1999, Agency for Toxic Substances and Disease Registry United States Public Health Service

QUESTÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE
Trabalhadores podem ser expostos durante a produção direta, tratamento de materiais e produção de resinas. Profissionais da área da saúde, técnicos de patologia e histologia, professores e estudantes que manuseiam espécimes preservados estão potencialmente em alto risco de exposição. Consumidores podem receber exposição através de materiais de construção, cosméticos, móveis e produtos têxteis.

A exposição de curta duração pode ser fatal, entretanto o limiar de odor é suficientemente baixo para que a irritação dos olhos e membranas mucosas ocorram antes destes níveis serem alcançados. Exposições de longa duração a baixas concentrações de formaldeído podem causar dificuldade respiratória, enfisema e a sensibilização. O Formaldeído em concentrações acima do limite é classificado como carcinogênico humano e têm sido relacionados com câncer dos pulmões e nasal e com possível câncer no cérebro e leucemia.

NO BRASIL A ANVISA EMITIU ALGUMAS RESOLUÇÕES PROIBINDO ESSA SUBSTÂNCIA
■ Em 2008, a Anvisa proibiu o uso de formol na composição dos saneantes. O Formaldeído, conhecido como formol, não poderá mais ser utilizado na composição dos saneantes (produtos usados na limpeza e na conservação de ambientes, como detergentes, desinfetantes e alvejantes, por exemplo), de acordo com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O formol foi classificado como carcinogênico (causador de câncer), de acordo com a Monografia nº 88 publicada pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer) em 2006.
■ A Anvisa publicou uma resolução (RDC 37/2008) que proibiu o uso de pastilhas contendo o formaldeído ou o paraformaldeído nos processos de desinfecção e esterilização de artigos médico-hospitalares. Esses produtos costumavam ser usados nos equipamentos de esterilização. A medida foi tomada porque existem no mercado opções de esterilização de materiais que oferecem maiores vantagens e um processamento mais seguro.
■ Alisante de cabelo
Foi publicada a Resolução RDC 36, de 17 de junho de 2009, que proibiu a comercialização do formol em estabelecimentos como drogarias, farmácias, supermercados, empórios, lojas de conveniências e drugstores. A finalidade dessa Resolução é restringir o acesso da população ao formol, coibindo o desvio de uso do formol como alisante capilar, protegendo a saúde de profissionais cabeleireiros e consumidores. Dados recebidos pela Anvisa mostram que as notificações de danos causados por produtos para alisamento capilar triplicaram no 1º semestre de 2009 em comparação com todo o ano de 2008, sendo que na maioria dos casos há suspeita do uso indevido de formol (e também de glutaraldeído) como substâncias alisantes.

O uso do formol como alisante capilar não é permitido pela Anvisa, pois esse desvio de uso pode causar sérios danos ao usuário do produto e ao profissional que aplica o produto, tais como: irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência e lacrimejamento dos olhos, falta de ar, tosse, dor de cabeça, ardência e coceira no nariz, devido ao contato direto com a pele ou com vapor. Várias exposições podem causar também boca amarga, dores de barriga, enjôos, vômitos, desmaios, feridas na boca, narina e olhos, e câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traquéia e brônquios), podendo até levar a morte.

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sábado, junho 11, 2011

Ministério Público denuncia engenheiros e técnicos de segurança do trabalho e funcionários em acidente fatal

MPE denuncia usina de Rio Brilhante por contravenção penal

O Ministério Público Estadual (MPE), por intermédio do promotor de Justiça de Rio Brilhante, Luiz Antônio Freitas de Almeida, ofereceu denúncia contra a empresa Usina Eldorado S/A e os engenheiros e técnicos de segurança do trabalho e funcionários.

Em relação à empresa, segundo o MPE,  foi imputada a prática da contravenção penal, que prevê a pena de multa para quem não cumpre as normas de segurança do trabalho. No que se refere aos funcionários, a denúncia é por homicídio culposo, pois, como encarregados da segurança do trabalho, não fizeram observar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as normas regulamentadoras e normas que disciplinam alguns procedimentos.

Morte
De acordo com informações do MPE, foi instaurado inquérito policial para investigar as circunstâncias da morte de Gilmário de Andrade Mendonça, ocorrida em 1º de abril de 2010, que havia sido contratado para a função de operador de caldeira.

No dia do fato, a vítima foi escalada para fazer a limpeza de uma esteira que levava bagaço de cana para caldeira.
■ Sem receber instruções sobre o perigo da atividade e
■ sem que houvesse sinalização do perigo do equipamento, conforme o MPE, a vítima, que efetuava a retirada do excesso de bagaço que se acumulava embaixo da esteira, encostou a pá num cilindro da esteira.
■ Com a força transmitida, a pá funcionou como uma alavanca, acabando por prender o pescoço do trabalhador junto à lona da esteira, matando-o por asfixia mecânica.

O promotor entendeu que o acidente poderia ter sido evitado se fossem respeitadas as normas técnicas de segurança do trabalho, o que não ocorreu.

As principais falhas detectadas pelo Ministério Público foram;
■ a realização da limpeza do equipamento sem que tenha sido desligado antes, prática então costumeira na empresa,
■ a inexistência de grade de proteção nos pontos de transmissão de força do equipamento, o que impediria o contato acidental da pá com o cilindro,
■ além da falta de orientação ao trabalhador sobre o risco específico da atividade
■ e ausência de sinalização dos pontos de perigo do equipamento.

No inquérito, os laudos e auditorias realizados pelo programa de proteção de saúde do trabalhador do Município de Dourados e da Gerência Regional do Trabalho em Mato Grosso do Sul demonstraram o não cumprimento dessas normas.

O promotor esclarece que a pessoa jurídica em regra não comete crime nem contravenção penal, salvo excepcionalmente no caso de crimes ambientais, conforme autoriza a Constituição Federal no art. 225, §3º. Por isso, considerou inviável querer responsabilizá-la penalmente pelo homicídio, ainda que tenham seus funcionários concorrido com culpa por não observar as normas técnicas, cabendo, nesse ponto, apenas responsabilizar penalmente os funcionários responsáveis pela segurança do trabalho.

De outro lado, como o meio ambiente não se resume a apenas recursos naturais, existindo também o meio ambiente cultural, artificial, inclusive meio ambiente do trabalho, o promotor de Justiça entendeu constitucional a contravenção penal prevista no art. 19, §2º, da Lei n. 8.213/91, fazendo a denúncia pela prática desse delito.

O promotor de Justiça lembra ainda que o oferecimento da denúncia não significa que os acusados sejam culpados, pois terão direito à defesa. Ademais, não se pode confundir a responsabilização penal com responsabilização cível ou trabalhista, em que a empresa pode responder para indenizar a vítima ou familiares por danos provocados a título de culpa, já que a atribuição do Ministério Público Estadual resume-se, nesse caso, à apuração da responsabilidade criminal.

Fonte: Ministério Publico Estadual do Mato Grosso do Sul – MPE/MS - 10 de Junho de 2011

Comentário
No dia do acidente o trabalhador contratado como operador de caldeira foi executar outro serviço não pertinente a sua atividade, limpeza  de excesso de bagaço sob a correia transportadora.
O que poderíamos imaginar, colocar um trabalhador numa situação potencialmente perigosa para executar um serviço fora de sua função e sem experiência?
■ O risco de efetuar a limpeza próxima as partes móveis foi levado em consideração?
■ O trabalhador foi treinado adequadamente para efetuar esse tipo de serviço?
■ Teria necessidade de efetuar a limpeza com equipamento em funcionamento? Que medidas adicionais de segurança foram tomadas para acompanhar o serviço de manutenção?
■ Falta de supervisão no acompanhamento do serviço?
■ O serviço foi considerado de alto risco, devido ao funcionamento de partes móveis?

A empresa transferiu toda a responsabilidade de segurança para o trabalhador efetuar o serviço de acordo com sua visão e percepção de risco. Isto estaria correto? Claro que não.

O trabalhador teve de  assumir e definir a maneira que julgava correta de executar sua tarefa, aliada com sua falta de inexperiência na atividade e a  falta de supervisão permitiram a exposição do trabalhador aos riscos que culminaram no acidente fatal.

A empresa poderia fazer as ordens de serviço ou permissão de trabalho seguro baseadas na análise de perigos e pontos críticos do processo. Evitando assim uma ordem de serviço genérica  que  alguns profissionais de segurança julgam corretas para executar qualquer tipo de serviço, mas que necessitaria de uma ordem de serviço especifica.

O que diz os fabricantes de correia transportadora
Eles recomendam o principio de cautela de segurança
A área de manutenção é a área prevista pelo fabricante na qual só o pessoal autorizado pode ter acesso para empreender trabalhos de manutenção e de conservação. Já que nesta área existem riscos para a saúde e segurança das pessoas, só é permitido ter acesso à mesma, se a máquina/instalação estiver desligada e protegida contra uma ligação acidental.

Boas práticas de Segurança
Recomendações da Associação de Fabricantes de Correias Transportadoras dos Estados Unidos:
1-Não executar manutenção nas correias até que os sistemas; elétrico, ar, hidráulico, estejam travados ou bloqueados.É bom senso de segurança seguir esta regra.
■ Não executar nenhum tipo de manutenção (ou até abrir painel elétrico ou sistema de proteção ) até que as fontes; elétrica, ar, ou hidráulicas estejam desconectadas ou bloqueadas.

■ Bloquear a correia transportadora antes de iniciar o trabalho. Há técnicos que às vezes tornam-se excessivamente confiantes na sua capacidade de trabalhar no maquinário, mesmo quando está ligado, porque eles fizeram isso ao longo do tempo e sabem fazer. Este tipo de mentalidade que pode levar a acidentes.

2-Permitir somente pessoal autorizado para efetuar manutenção de equipamentos de manipulação de material
Somente trabalhadores que foram treinados devem ser permitidos para operar e executar manutenção em correias transportadoras.
Isto é por duas razões:
■ Segurança técnica. As correias podem ser perigosas para aqueles que não conhecem completamente o equipamento e como trabalhar com segurança.

■ Somente pessoal treinado pode realmente manter uma correia transportadora na eficiência máxima. Isto não é necessariamente uma preocupação de segurança, embora possa ser, se o nível de desempenho da correia provoque nos trabalhadores falta ou desvio de percepção de segurança (deficiência de análise de segurança).

A segurança não é um processo estático ou passivo, mas sim dinâmico, ou melhor, é como pedalar bicicleta, se parar de pedalar, perderá estabilidade e poderá cair.

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terça-feira, junho 07, 2011

Agora somos 7 bilhões de consumidores e 1 planeta

Comentário
Em comemoração a data do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho de 2011, publico um artigo interessante sobre o crescimento populacional e seu desafio ao meio ambiente.

PLANETA TERRA
■ A área terrestre total dos continentes é de 148.647.000 km², ou 29.1% da superfície terrestre (510.065.600 km²).
ÁREA HABITADA
■ Estima-se que apenas um 12,5% da superfície da Terra seja adequada para os humanos habitarem – 63.758.200 km2
■ 71% estão cobertos por oceanos e mares, e
■ metade da área de terra ou é deserto (14%), montanha (27%), ou outro terreno menos adequado.
■ Área total das bacias hidrográficas do mundo: 34.000.000 km2
■ População mundial – 7 bilhões de pessoas

Com o crescimento da população mundial significa maior proximidade a catástrofes naturais e ambientais tais como;

CATÁSTROFES NATURAIS
Ciclones, furacões ou tufões, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, tornados, tempestades de neve, inundações, secas prolongadas, e outras calamidades e desastres naturais.

CATÁSTROFES AMBIENTAIS
Muitas áreas localizadas estão sujeitas à poluição de origem humana do ar e da água, chuva ácida e substâncias tóxicas, perda de vegetação (desmatamento, desertificação), perda da vida selvagem, extinção de espécies, degradação do solo, esgotamento do solo, erosão, e introdução de espécies invasoras.

PROBLEMAS NO PLANETA TERRA
1) o esgotamento dos recursos naturais;
2) o limite da biosfera para assimilar resíduos e poluição; e
3) a questão social. Crescimento populacional.

A humanidade consome recursos naturais acima da capacidade biológica da biosfera para regenerar essa perda. O esgotamento dos recursos naturais tais como; solo para produzir alimentos, matérias primas, fontes de energia e água potável.

A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL É CONSEQÜÊNCIA;
■ destruição do habitat das plantas e dos animais silvestres.
■ desmatamento, contaminação do ar e da água,
■ exploração dos recursos marítimos pela pesca excessiva e
■ invasão de espécies não autóctones em algumas regiões do planeta.
■ consumo excessivo especialmente de energias não renováveis por parte dos países industrializados.

SEGUNDO WWF (WORLD WILDLIFE FUND);
■ Se todo o mundo consumisse ao ritmo do mundo desenvolvido e todos atingissem o nível do cidadão médio americano, estaríamos diante de uma situação insustentável.
■ O planeta tem cerca de 11,4 bilhões de hectares produtivos de terra e mar, o que representa uma capacidade biológica de 1,8 hectares, mas o consumo é de 2,2 hectares.

INDAGAÇÕES
Qual será o futuro do Planeta Terra?
O que deixaremos para os nossos descendentes?

O planeta dos humanos 7 bilhões de consumidores e 1 planeta

A nova geração dos países emergentes quer mais confortos modernos. Mas esbarra nos limites naturais da Terra. Como viveremos num mundo lotado?

Em seu Ensaio sobre o princípio da população, de 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma previsão sombria. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos aumentava em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade. Só a tragédia ajustaria o tamanho da população à oferta de alimento. Malthus viveu no período em que a humanidade atingiu a marca de 1 bilhão de pessoas. A partir de 31 de outubro, de acordo com a previsão das Nações Unidas, seremos 7 bilhões. E a questão malthusiana volta a se impor: haverá espaço, comida e recursos para todos?

Desde os tempos de Malthus, os humanos têm exercido um impacto brutal sobre a superfície, os oceanos e a atmosfera terrestres. Além de exaurir recursos naturais, destruir fauna e flora e erguer gigantescos monumentos artificiais – na forma de plantações, estradas, usinas, portos e aglomerações urbanas –, a ação humana tem sido tão extrema que, de acordo com os pesquisadores, tem alterado a própria geologia do planeta Terra. Para muitos cientistas, a Revolução Industrial – a época de Malthus – deveria marcar o início de um novo período geológico, batizado, em homenagem ao Homo sapiens, de Antropoceno. A Era dos Humanos.

A população avançou lentamente desde a evolução da espécie há 200 mil anos. Foi só há 10 mil anos, com a invenção da agricultura e o aumento na oferta de grãos, que o crescimento começou a acelerar (leia o gráfico). Ainda assim, continuou lento, regulado pela alta mortalidade. Epidemias, fome e guerras dizimavam milhões. Isso mudou desde o início da Era dos Humanos, com a introdução de vacinas e antibióticos e melhores técnicas agrícolas. Mesmo os conflitos armados ficaram mais restritos. Com melhores perspectivas, a humanidade prosperou – e se multiplicou.

Apesar das previsões trágicas de Malthus, a Era dos Humanos tem sido uma era de relativa abundância. Desde então, a produção agrícola, graças à tecnologia, acompanhou o aumento populacional. A bomba demográfica foi desarmada nos países ricos. Na Rússia e em seus antigos satélites, como a Geórgia, a população está até caindo. Em países de renda média, como o Brasil, a fertilidade, que era de até seis filhos por mulher nos anos 1960, caiu para taxas inferiores a 2,1 filhos, como resultado de avanços na educação e na saúde. No Brasil, os recém-nascidos já equivalem aos mortos – o suficiente para estabilizar a população em duas décadas. Mas, como um todo, a humanidade não parou de crescer. Na Índia, no mundo árabe e na África, as taxas de natalidade ainda são elevadas. As nigerianas têm em média 5,6 filhos.

Desde Malthus, passaram 130 anos até a humanidade chegar ao segundo bilhão, em 1930. No século passado, com a queda na mortalidade infantil e as conquistas da medicina, o ritmo acelerou. Em 1960, éramos 3 bilhões. Em 1974, 4 bilhões. Em 1987, 5 bilhões. Em 1998, 6 bilhões. E bastaram 13 anos para crescermos o último bilhão. Se as projeções (conservadoras) das Nações Unidas se confirmarem, e o crescimento mantiver o ritmo atual, seremos 8 bilhões em 2025 e 9 bilhões em 2043.

É verdade que, aos poucos, a taxa de natalidade tenderá a cair nos países que hoje mais crescem. Segundo as previsões dos demógrafos, em algum momento em torno de 2100 a população se estabilizaria pouco acima de 10 bilhões e depois declinaria lentamente. Mas, antes disso, será preciso construir centenas de milhões de casas, erguer milhões de hospitais e creches, abrir vagas escolares para bilhões de crianças e criar empregos para uma multidão equivalente a duas Chinas ou quase três Índias.

Garantir aos humanos condições dignas de vida e acesso aos bens de consumo é o maior desafio de nosso tempo. O ar das cidades nunca foi tão sujo, nem tamanha a sede por combustíveis. Na China, a economia cresce sem parar há duas décadas. A alta da construção civil absorve todo o ferro, alumínio, cobre e zinco que as mineradoras globais extraem do subsolo. A demanda mundial por matérias-primas, energia e comida joga para cima os preços e não dá sinais de ceder.

Em 1999, os indianos celebraram nas ruas quando o país passou a barreira de 1 bilhão de habitantes. Os políticos saudaram a conquista na televisão. Agora, a marca dos 7 bilhões inspira uma reação mais ambígua. São 7 bilhões com potencial criativo, capazes de produzir riqueza e progresso. Mas exigirão mais recursos de um planeta que chegou ao limite. O desafio para as próximas décadas é desenvolver novas formas de produção e criar novos padrões de consumo, para garantir que a humanidade caiba na Terra com conforto.
Fonte: Época - 06/06/2011 – autor: Peter Moon

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sábado, junho 04, 2011

Técnico cai de torre telefônica e morre

Na manhã de quinta feira, 2 de junho, aconteceu um acidente de trabalho na Fazenda Cuiabana, distante aproximadamente 88 km da cidade de Paranatinga no Mato Grosso.

MANUTENÇÃO DA TORRE
O técnico estava escalando uma torre de telefonia rural acabou caindo de uma altura de aproximadamente 33 metros, e veio a falecer. A torre transmite sinal de internet para aquela região e estava passando por uma manutenção.

VÍTIMA
A vitima trata-se de Eber, com 25 anos de idade, casado, natural de Terra Nova do Norte, Mato Grosso.
Uma ambulância foi prestar o socorro à vítima, mas quando chegou ao local o mesmo já se encontrava em óbito.

INQUÉRITO
A polícia foi ao local do acidente para registrar o fato e levantar as informações sobre as causas do acidente.

Fonte: Paranatinga News - 3 de Junho, 2011

Comentário:
Como a noticia não especifica a provável causa, poderemos supor:
■ O técnico sentiu-se mal e não estava com cinto de segurança
■ O cinto de segurança usado era inadequado para esse tipo de operação

EXAME MÉDICO
Existe uma grande variabilidade de fatores causadores de quedas de planos elevados (altura), tais como a falta de boas condições físicas e psíquicas do trabalhador. Também existe uma grande variedade de condições clínicas que poderiam afetar o estado de saúde do trabalhador e contribuir para a queda de planos elevados, originando sérios acidentes, muitas vezes levando à morte.

O fator humano - estado de saúde do trabalhador - apesar de não ser o fator que mais freqüentemente ocasiona a queda de planos elevados, deve ser considerado relevante e objeto de observação quando da análise dos acidentes por queda, e os fatores que predispõem o trabalhador a esse tipo de acidente devem ser devidamente pesquisados por ocasião dos exames ocupacionais (admissional, periódico, de retorno ao trabalho ou mudança de função).

Como anteriormente citado, existe uma grande variedade de condições que predispõem a queda do próprio nível ou de locais altos. Entre essas condições, citamos a epilepsia, vertigem e tonteira, e outros distúrbios, como do equilíbrio, movimentação, cardiovasculares, otoneurológicos e psicológicos, em particular a ansiedade e fobia de altura (acrofobia). Concomitante com essas condições clínicas, outros fatores circunstanciais que independem de exame médico prévio devem ser considerados. É o caso do consumo de bebida alcoólica por trabalhador que não apresenta problema de saúde antes de iniciar o trabalho em locais altos, a alimentação inadequada, as noites mal dormidas e o uso de medicamentos que atuam sobre o sistema nervoso central, os quais nem sempre podem ser identificados nos exames ocupacionais. Fonte: ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho

EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA
O equipamento mais adequado para esse tipo de operação é o cinto de segurança com talabarte em Y. é o sistema de segurança redundante, isto é, o trabalhador estará sempre conectado

O uso de talabartes em Y tem algumas recomendações para ele possa atuar de forma eficiente;

MÉTODOS CORRETOS E INCORRETOS PARA UTILIZAR O TALABARTE Y COM UM ABSORVEDOR DE ENERGIA


Os talabartes em “Y” possuem dois “braços" que são unidos a um único ABS (absorvedor de energia) compartilhado, este modelo de talabarte possui certas vantagens com relação ao talabarte em “Y com 2 ABS” também com dois “braços” porém com dois ABS (um em cada “braço”). Os dois modelos de talabarte são usados em situações similares com o modelo em “Y” sendo menos volumoso e tendo algumas vantagens na questão de segurança quanto ao uso efetivo do ABS, a comparação entre “Y ABS” e “Y com 2 ABS” será assunto de uma próxima nota técnica.

PERIGOS
É importante estar ciente de aspectos críticos da segurança ao se utilizar talabartes em “Y”, a conexão incorreta pôde impedir o absorvedor de energia de se abrir por completo em caso queda (absorvendo menos energia do que o ideal). O “braço” que não esta conectado na ancoragem no momento, nunca deve ser colocado nas argolas laterais de posicionamento ou nos pontos de proteção contra queda.

USO CORRETO
Os dois “braços” podem estar conectados ao mesmo ponto ou em pontos distintos. O “braço” que não esta sendo utilizado no momento pode ser conectado de volta no próprio ABS em um ponto entre o talabarte e o absorvedor, nunca diretamente no ponto de proteção contra queda; A outra alternativa seria conectar o “braço” que esta solto na “alça porta-material” no cinto pára-quedista que ira se romper em caso de queda (a “alça porta material” deve suportar apenas algo em torno de 15 kg).

TALABARTES EM “Y” COM 2 (DOIS) ABS


Os talabartes em “Y” 2 ABS possuem dois “braços" e dois ABS (absorvedor de energia), um em cada “braço”. Modelo semelhante ao “Y” 2 ABS pode ser obtido através da utilização de dois talabartes em “i” (um “um braço” e um ABS) unidos em um mesmo conector. Na nota técnica anterior onde falamos de talabartes em “Y” ABS (veja no site da ALTISEG) comentamos que o talabarte em “Y” 2 ABS possui uma limitação quanto a sua utilização segura, que o torna menos recomendável, e vamos explicar o motivo.

O ABS é fabricado para limitar a força de impacto transferida para a pessoa durante a retenção de uma queda. Um ABS deve ser utilizado para reter a queda de uma pessoa, o que acontece no talabarte “Y” 2 ABS é que em algumas situações teremos dois ABS retendo a queda de um trabalhador. A conseqüência é clara os dois ABS juntos não vão funcionar como previsto e a força de impacto será muito grande.


LIMITAÇÃO DO “Y” 2 ABS - DESLOCAMENTO
A maior limitação do “Y” 2 ABS é que mesmo o trabalhador tendo conhecimento deste detalhe, vai sempre ser obrigado em determinado momento a estar conectado a dois absorvedores ao mesmo tempo, a segurança redundante (back-up) que deveria ser favorável, neste caso é perigosa. Este detalhe acontece quando em um deslocamento seguro é conectado o próximo gancho antes de se soltar o último, e assim sucessivamente, como mostra a imagem abaixo.



Fonte: Altiseg -

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