Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sexta-feira, junho 30, 2006

Mangueiras de Incêndio

As mangueiras de incêndio devem atender a norma aplicável (NBR 11861 – Mangueira de Incêndio – Especificações).

CARACTERÍSTICAS E RECOMENDAÇÕES :
O tipo da mangueira deve estar marcado nas duas extremidades do duto flexível. Certifica-se de que o tipo de mangueira de incêndio é adequado ao local e as condições de aplicação, conforme a norma NBR 11861:
1. Mangueira Tipo 1 - Destina-se a edifícios de ocupação residencial. Pressão de trabalho máxima de 980 kPa (10 kgf/cm2).
2. Mangueira Tipo 2 - Destina-se a edifícios comerciais e industriais ou Corpo de Bombeiros. Pressão de trabalho máxima de 1.370 kPa (14 kgf/cm2).
3. Mangueira Tipo 3 - Destina-se a área naval e industrial ou Corpo de Bombeiros, onde é indispensável maior resistência à abrasão. Pressão de trabalho máxima de 1.470 kPa (15 kgf/cm2).
4. Mangueira Tipo 4 - Destina-se à área industrial, onde é desejável maior resistência à abrasão. Pressão de trabalho máxima de 1.370 kPa (14 kgf/cm2).
5. Mangueira Tipo 5 - Destina-se a área industrial, onde é desejável uma alta resistência à abrasão. Pressão de trabalho máxima de 1.370 kPa (14 kgf/cm2)
RECOMENDAÇÕES
· Verificar se a pressão na linha é compatível com a pressão de trabalho de mangueira.
· Seguir todas as instruções contidas na Norma NBR 12779 - MANGUEIRAS DE INCÊNDIO - INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO E CUIDADOS.
· A mangueira de incêndio deve ser utilizada por pessoal treinado.
· Não arrastar a mangueira sem pressão. Isso causa furos no vinco.
· Não armazenar sob a ação direta dos raios solares e/ou vapores de produtos químicos agressivos.
· Não utilizar a mangueira para nenhum outro fim (lavagem de garagens, pátios etc.) que não seja o combate a incêndio.
· Para a sua maior segurança, não utilize as mangueiras das caixas/abrigos em treinamentos de brigadas, evitando danos e desgastes. As mangueiras utilizadas em treinamento de brigadas devem ser mantidas somente para este fim.
· Evitar a queda das uniões.
· Nunca guardar a mangueira molhada após a lavagem, uso ou ensaio hidrostático.
DURANTE O USO:
· Evitar a passagem da mangueira sobre cantos vivos, objetos cortante ou pontiagudos, que possam danificá-la.
· Não curvar acentuadamente a extremidade conectada com o hidrante. Isso pode causar o desempatamento da mangueira (união).
· Cuidado com golpes de aríete na linha causados por entrada de bomba ou fechamento abrupto de válvulas e esguicho, que pode romper uma mangueira.
INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO
· Toda mangueira, quando em uso (em prontidão para combate a incêndio), deve ser inspecionada a cada 3 (três) meses e ensaiada hidrostaticamente a cada 12 (doze) meses, conforme a norma NBR 12779. Estes serviços devem ser realizados por profissional ou empresa especializada.
ATENÇÃO
O ensaio hidrostático em mangueira de incêndio deve ser executado utilizando-se equipamento apropriado, sendo totalmente desaconselhável o ensaio efetuado por meio da expedição de bomba da viatura, hidrante ou ar comprimido, a fim de evitar acidente.
· Para lavagem da mangueira, utilizar água potável, sabão neutro e escova macia.
· Secar a mangueira à sombra, utilizando um plano inclinado ou posicionando-a na vertical; nunca diretamente ao sol.
· Fazer a redobra dos vincos, conforme a Norma NBR 12779, item 5.2.5, com profissional ou empresa especializada.
· O usuário deve identificar individualmente as mangueiras sob sua responsabilidade e manter registros históricos de sua vida útil. Recomendamos o uso da Ficha de controle individual para Mangueira de Incêndio, conforme o Anexo A da Norma NBR 12779, para manutenção do presente Certificado de Garantia.
· Após o ensaio hidrostático, a mangueira deve retornar, preferencialmente, para o mesmo hidrante ou abrigo em que se encontrava antes do ensaio. Consultar a Norma NBR 12779 para formas de enrolamento.
Fonte: Bombeiros Emergência e ABIEX

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quarta-feira, junho 28, 2006

Acidentes com crianças

A cada ano, os acidentes no grupo de crianças com idade abaixo de 14 anos resultam em quase 7.000 mortes e 40 mil ficaram com incapacidade física permanente. No total, foram 140 mil internações devido a acidentes.

De acordo com o governo brasileiro, cerca de R$ 63 milhões são gastos na rede do SUS – Sistema Único de Saúde.

Prevenção
Bom senso, aliado a medidas preventivas, como não deixar a criança brincar com saco plástico ou exigir certificação de qualidade nos brinquedos-, evitaria cerca de 90% dos acidentes.

Estima-se que pelo menos 90% dessas lesões podem ser prevenidas da seguinte maneira:
1-Ações educativas;
2-Modificações no meio ambiente;
3-Modificações de engenharia;
4-Criação e cumprimento de legislação e regulamentação específicas.

Ranking dos acidentes fatais

1-Na lista de acidentes fatais, o principal vilão é a água. Brincadeiras em rios, no mar, em piscinas e até em banheiras são responsáveis por 21% das mortes acidentais.
2-Em segundo lugar, estão os atropelamentos (18%). Muitos pais não sabem que uma criança menor de dez anos não deve atravessar a rua sozinha, pois não tem condições de julgar adequadamente se o carro está longe ou perto e o quanto ela vai demorar para ir de um lado ao outro da rua.
3-As batidas de automóvel em que a criança não está acomodada com segurança representam 16% dos acidentes fatais.
4-Em quarto lugar, está a sufocação (10%)
5-Em quinto lugar, queimaduras (7%) e quedas (7%).

O trauma no mundo

O trauma é a principal causa de morte em crianças e adultos jovens, e um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Quando há sobrevida, as seqüelas temporárias ou permanentes têm um índice elevado.

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde, somente em 1998, aproximadamente 5,8 milhões de pessoas morreram vítimas de trauma no mundo, o que representa 97,9 óbitos por 100.000 habitantes. Destes, aproximadamente 800.000 óbitos e 50 milhões de seqüelados estão na faixa etária de 0 a 14 anos de idade.

Fonte: ABIB, Simone de Campos Vieira. Prevenção de Acidentes com Crianças. Artigo apresentado no I Fórum de Prevenção de Acidentes com Crianças, São Paulo, 2004

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domingo, junho 25, 2006

Acidentes com agrotóxicos

Consumo de agrotóxico no país
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE divulgou em agosto de 2004 o relatório de indicadores de Desenvolvimento Sustentável, no qual revela que o uso de agrotóxico no Brasil aumentou de 2,3 kg/ha para 2,8 kg/ha, uma elevação de 22%. O Brasil está entre os maiores usuários do produto, perdendo apenas para a Holanda, Bélgica, Itália, Grécia, Alemanha, França e Reino Unido, segundo dados do Sindicato Nacional das Indústrias de Defensivos Agrícolas - Sindag.

Produção e venda de agrotóxico
São vendidos US$ 3,1 bilhões de agrotóxicos por ano no País, representando um volume de 250.000 toneladas. Suas principais aplicações são realizadas pela agricultura, pecuária, armazenamento de alimentos, campanhas sanitárias, doméstico, edificações e logradouros públicos.

Contaminação de hortaliças e frutas
Em maio de 2004, pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA revelou que as frutas e saladas consumidas pelos brasileiros têm alto índice (81,2%) de contaminação por agrotóxicos, especialmente a alface, batata, maçã, banana, morango e mamão , sobretudo estes dois últimos, comprometidos em boa parte das amostras.

Acidentes
Os venenos usados na produção de alimentos intoxicam 500 mil brasileiros por ano, e 10 mil trabalhadores morrem anualmente no Brasil contaminados pelos agrotóxicos. Dos intoxicados por venenos agrícolas, cerca de 10% ficam definitivamente incapacitados para o trabalho, o que totaliza uma perda de 50 mil trabalhadores/ano no país.
Grande parte dessas mortes poderia se evitadas se houvesse o uso efetivo de equipamentos de proteção individual - E.P.I. (luvas, máscara, óculos de proteção, avental, outras vestimentas de proteção, botas e chapéu) por parte dos agricultores que manuseiam o produto.

Subnotificação
O Ministério da Saúde estima que, para cada evento de intoxicação por agrotóxico notificado, há outros 50 não notificados.

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sábado, junho 24, 2006

Armazenamento de Agrotóxicos


Normas gerais para o uso de agrotóxicos


Agrotóxicos são os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento dos produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos (Lei Federal 7.802 de 11-7-89).

Armazenamento dos agrotóxicos
Um fator importante na armazenagem é a temperatura no interior do depósito. As temperaturas mais altas podem provocar o aumento da pressão interna nos frascos, contribuindo para a ruptura da embalagem, ou mesmo, propiciando o risco de contaminação de pessoas durante a abertura da mesma. Pode ocorrer ainda a liberação de gases tóxicos, principalmente daquelas embalagens que não foram totalmente esvaziadas, ou que foram contaminadas externamente por escorrimentos durante o uso. Estes vapores ou gases podem colocar em risco a vida de pessoas ou animais da redondeza.
Recomendações gerais:
1. Armazenar em local coberto de maneira a proteger os produtos contra as intempéries;
2. A construção do depósito deve ser de alvenaria, não inflamável;
3. O piso deve ser revestido de material impermeável, liso e fácil de limpar;
4. Não deve haver infiltração de umidade pelas paredes, nem goteiras no telhado;
5. Funcionários que trabalham nos depósitos devem ser adequadamente treinados, devem receber equipamento individual de proteção e ser periodicamente submetidos a exames médicos;
6. Junto a cada depósito deve haver chuveiros e torneira, para higiene dos trabalhadores;
7. Um "chuveirinho" voltado para cima, para a lavagem de olhos, é recomendável.
8. As pilhas dos produtos não devem ficar em contato direto com o chão, nem encostadas na parede;
9. Deve haver amplo espaço para movimentação, bem como arejamento entre as pilhas;
10. Estar situado o mais longe possível de habitações ou locais onde se conservem ou consuma alimentos, bebidas, drogas ou outros materiais, que possam entrar em contato com pessoas ou animais;
11. Manter separados e independentes os diversos produtos agrícolas;
12. Efetuar o controle permanente das datas de validade dos produtos;
13. As embalagens para líquido devem ser armazenadas com o fecho para cima;
14. Os tambores ou embalagens de forma semelhante não devem ser colocados verticalmente sobre os outros que se encontram horizontalmente ou vice-versa;
15. Deve haver sempre disponibilidade de embalagens vazias, como tambores, para o recolhimento de produtos vazados;
16. Deve haver sempre um absorvente como areia, terra, pó de serragem ou calcário para absorção de líquidos vazados;
17. Deve haver um estoque de sacos plásticos, para envolver adequadamente embalagens rompidas;
18. Nos grandes depósitos é interessante haver um aspirador de pó industrial, com elemento filtrante descartável para se aspirar partículas sólidas ou frações de pós vazados;
19. Se ocorrer um acidente que provoque vazamentos, tomar medidas para que os produtos vazados não alcancem fontes de água, não atinjam culturas, e que sejam contidos no menor espaço possível. Recolher os produtos vazados em recipientes adequados. Se a contaminação ambiental for significativa, avisar as autoridades, bem como alertar moradores vizinhos ao local.

Pequenos depósitos
1. Não guardar defensivos agrícolas ou remédios veterinários dentro de residências ou de alojamento de pessoal;
2. Não armazenar defensivos nos mesmos ambientes onde são guardados alimentos, rações ou produtos colhidos;
3. Se defensivos forem guardados num galpão de máquinas, a área deve ser isolada com tela ou parede, e mantida sob chave;
4. Não fazer estoque de produtos além das quantidades previstas para uso a curto prazo, como uma safra agrícola;
5. Todos os produtos devem ser mantidos nas embalagens originais. Após remoção parcial dos conteúdos, as embalagens devem ser novamente fechadas;
6. No caso de rompimento de embalagens, estas devem receber uma sobre-capa, preferivelmente de plástico transparente para evitar a contaminação do ambiente. Deve permanecer visível o rótulo do produto;
7. Na impossibilidade de manutenção na embalagem original, por estar muito danificada, os produtos devem ser transferidos para outras embalagens que não possam ser confundidas com recipientes para alimentos ou rações. Devem ser aplicadas etiquetas que identifiquem o produto, a classe toxicológica e as doses a serem usadas para as culturas em vista. Essas embalagens de emergência não devem ser mais usadas para outra finalidade.
Fonte: Embrapa

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Aplicação de Agrotóxico












a - agricultor sem proteção pulveriza plantação de maracujá no Ceará
b - com EPI adaptado, com diversas irregularidades


Equipamentos de proteção individual – EPIs
Os EPIs mais comumente utilizados são: máscaras protetoras, óculos, luvas impermeáveis, chapéu impermeável de abas largas, botas impermeáveis, macacão com mangas compridas e avental impermeável. Os EPIs a serem utilizados são indicados via receituário agronômico e nos rótulos dos produtos.

Recomendações relativas aos EPIs
a - Devem ser utilizados em boas condições, de acordo com a recomendação do fabricante e do produto a ser utilizado;
b - Devem possuir Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho;
c - Os filtros das máscaras e respiradores são específicos para defensivos e têm data de validade;
d - As luvas recomendadas devem ser resistentes aos solventes dos produtos;
e - O trabalhador deve seguir as instruções de uso de respiradores;
f - A lavagem deve ser feita usando luvas e separada das roupas da família;
g - Devem ser mantidos em locais limpos, secos, seguros e longe de produtos químicos.
Fonte: Embrapa

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quinta-feira, junho 22, 2006

História da Proteção Respiratória

O reconhecimento da necessidade de proteger as vias respiratórias dos trabalhadores é fato muito antigo. Plínio (79-23 a.C) menciona o uso de bexiga animal como cobertura das vias respiratórias sem vedação facial para proteção contra a inalação do óxido de chumbo nos trabalhos dentro das minas. Outros autores a.C (antes de Cristo) também citam o uso de outros respiradores feitos com bexiga de animais para uso por mineiros.

Leonardo da Vinci (1452-1519), antecipando de alguns séculos a história, recomendou o uso de um pano molhado contra agentes químicos no caso de guerra química. Outra de suas idéias foi o uso de um "snorkel" ligado a um tubo longo que flutuava na superfície da água permitindo mergulhos demorados.

Bernardino Ramazzini (1633-1714) apresenta uma revisão crítica sobre a inadequada proteção respiratória dos mineiros de seu tempo que trabalhavam com arsênico, gesso, calcário e de trabalhadores que manipulavam tabaco, cereais em grão, ou cortadores de pedra.

No período de 1700 a 1800, a condição primordial para ser "Bombeiro", era ser portador de uma barba grande e densa. No combate a um incêndio, a barba era encharcada com água e tomada entre os dentes. O efeito filtrante certamente não era o melhor, mas provavelmente ocorria a retenção das partículas maiores de fuligem e cinza.

Revolução industrial
No início da Revolução Industrial, aparece a primeira descrição do ancestral da máscara autônoma de circuito aberto e fechado, e da máscara de ar natural.

Equipamentos autônomos
Na área de Equipamentos autônomos, havia na Europa, no final de 1700 a meados de 1800, um equipamento feito de saco de lona e borracha. Nos Estados Unidos foi patenteado entre 1863 e 1874 algo semelhante. Consistia de um saco de múltiplas camadas de lona impermeabilizada com borracha da Índia que era enchido de ar por meio de uma bomba. O saco era portado nas costas e um sistema de tubos conduzia o ar à boca, o nariz era fechado com uma pinça nasal e a língua fazia as funções de uma válvula no controle do fluxo de ar. O ar era inalado a partir do saco e ao exalar, era assoprado de volta para o saco onde se "regenerava". A autonomia era de 10 a 30 minutos.

Diferença de contaminantes
Na fase mais intensa da Revolução Industrial, entre 1800 a 1850, começou-se a fazer diferença entre os contaminantes particulados e gasosos, anteriormente reconhecidos somente como "poeira".

Em 1825 John Roberts desenvolveu o "filtro contra fumaça" para bombeiros, um capuz de couro com um tubo preso na perna do usuário que captava o ar menos contaminado que estava próximo ao solo. A extremidade do tubo que ficava próxima ao solo tinha um funil voltado para baixo contendo pedaços de tecido para filtrar partículas, e uma esponja molhada para remover gases solúveis na água.

Provavelmente o desenvolvimento mais significativo dos últimos séculos foi a descoberta em 1854 da capacidade do carvão ativo em remover vapores orgânicos e gases do ar contaminado. Nessa época, E.M. Shaw e o famoso físico Jonh Tyndall, criaram o "filtro contra fumaça", para bombeiros, que protegia contra particulados (camada de algodão seco), gás carbônico (cal sodada), e outros gases e vapores (carvão ativo).

Minas de carvão
O desenvolvimento da Proteção Respiratória também está muito ligada à atividade de mineração, principalmente aos trabalhos nas minas de carvão, sendo os conhecimentos adquiridos também adotado nas fábricas e no combate a incêndios.

No fundo das minas surge pela decomposição de matéria orgânica o Gás Metano que é asfixiante e em combinação com o ar atmosférico forma o temido grisú, altamente explosivo, e, quando há a presença de enxofre, o que nas minas de carvão se dá com alguma freqüência, forma também o gás sulfidrico, altamente tóxico e mortal em altas concentrações. Também havia o problema da falta de oxigênio causado pela distância que as galerias seguem a partir da entrada.

Os mineiros costumavam levar pássaros em uma gaiola, para que pudessem ser alertados a tempo se havia gases no ambiente.

Caso o pássaro apresentasse alterações no seu comportamento, desmaiando ou morrendo, isto indicava que no ambiente poderia haver gases explosivos, tóxicos ou então que havia falta de oxigênio e os mineiros abandonavam imediatamente o local, para que equipes especializadas pudessem providenciar a ventilação adequada, evitando explosões, intoxicações e os riscos de baixo teor de oxigênio.

O químico inglês Humphry Davy (1778 - 1829) desenvolveu uma lanterna, que recebeu o nome de Lanterna de Davy. No interior desta lanterna havia uma pequena chama que, caso se apagasse, indicava falta de oxigênio e, caso a chama aumentasse provocando pequenas explosões dentro da lanterna, isto significava que havia gás explosivo no ambiente, devendo o local ser abandonado imediatamente.

I Guerra Mundial – Proteção Respiratória
Os avanços mais rápidos ocorreram durante a I Guerra Mundial (1914 - 1918) com as máscaras de uso militar. Os alemães geravam aerossóis altamente tóxicos no campo de batalha forçando o desenvolvimento de filtros altamente eficientes contra particulados. Um desses filtros desenvolvido em 1930 por Hansen usava lã animal impregnada de resina, com eficiência em torno de 99,99 %. Atualmente os filtros contra aerossóis utilizam fibras mais baratas, de mais fácil obtenção, com baixa resistência à respiração e com boas propriedades contra o entupimento superficial.
Também começaram a surgir cilindros de aço mais leves, que resistiam a maiores pressões e assim podiam armazenar uma quantidade maior de ar respirável comprimido, tornando possível de serem transportados nas costas. Havia problemas com os sistemas de válvulas e registros, mas já era um equipamento que podia ser usado pelos bombeiros e equipes de salvamento com maior grau de confiabilidade.

Segunda Guerra Mundial
Com a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) novas técnicas, novos materiais e portanto novos problemas foram surgindo, mas também novas soluções foram sendo encontradas.

Atualmente
A indústria desenvolveu enorme variedade de materiais que trouxeram problemas ambientais, mas também possibilitaram o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual eficazes, maiores possibilidades de diagnóstico de doenças e determinação de suas origens, técnicas e equipamentos para avaliação de ambientes para que os equipamentos de proteção ao trabalhador pudessem ser desenvolvidos.

Fonte: EPICON - Ind. de Equipamentos de Proteção Individual Ltda.

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terça-feira, junho 20, 2006

Irregularidades em frigoríficos

Relatório dos EUA aponta irregularidades nos frigoríficos brasileiros

Concluída em abril de 2005, a auditoria acusa o governo brasileiro de incapacidade de fiscalização dos frigoríficos e análise de produtos.

Segundo o relatório, nenhum dos nove Sipas (Serviços de Inspeção de Produtos Animais) auditados foi capaz de demonstrar capacidade de fiscalização de frigoríficos.

O relatório aponta os seguintes problemas
1. De acordo com o documento, 14 dos 15 frigoríficos não cumprem as exigências norte‑americanas de controle sanitário, os Procedimentos Padrão de Higiene Operacional, nem análise de riscos e controle de pontos críticos.
2. Não é realizada a higienização diária das salas de processamento da carne.
3. Resíduos do dia anterior foram encontrados na superfície de contato do produto e em vários equipamentos em diferentes áreas de produção.
4. Sete frigoríficos desrespeitavam os padrões sanitários. As instalações, não são mantidas de modo a evitar "a entrada de moscas e animais como ratos". O cenário, em que água contaminada goteja nas carcaças de carne durante a operação de abate e goteiras caem do teto sobre a carne exposta.
5. Empregados dos frigoríficos não aderem a práticas de higiene para prevenir a contaminação cruzada dos produtos e a carne fica em contato com equipamentos impróprios, como escadas.
6. As facas nem sempre são desinfetadas para impedir a contaminação.

Falta de fiscalização e imparcialidade
O relatório também lança dúvidas sobre a imparcialidade dos fiscais do governo. Os americanos condenam o uso de veterinários contratados pelos próprios frigoríficos e de técnicos cedidos pelas prefeituras e por governos estaduais.

Falta de inspeção
De acordo com o relatório, o Dipoa (Departamento de Inspeção de Saúde Animal do Ministério da Agricultura) não seguiu os padrões para o teste de Salmonella em oito frigoríficos e não recolheu amostras de cérebro de uma vaca que chegou morta a um dos estabelecimentos. Os dez laboratórios auditados apresentaram "múltiplas deficiências" no atendimento às exigências. Cinco dos sete encarregados do controle de resíduos também.

Controle de qualidade
O controle da carne exportada é teoricamente mais rigoroso do que o realizado para consumo interno, já que parte do rebanho do país ainda passa por abatedouros clandestinos.

Governo suspende a exportação de carne
Em abril, após conclusão preliminar da auditoria, o governo brasileiro decidiu excluir espontaneamente os 28 frigoríficos que exportam para os EUA para poder se adaptar as recomendações .
Fonte: Folha de S.Paulo –17 de maio de 2005

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segunda-feira, junho 19, 2006

Curiosidades históricas sobre caldeiras

1. Nos USA, entre 1870 a 1910, pelo menos 10.000 explosões de caldeiras foram registradas, com uma média de 250 explosões por o ano. Mas em 1910 a taxa elevou-se entre 1.300 a 1.400 explosões ao ano. Alguns eram acidentes espetaculares que despertaram clamor publico por ação corretiva.

2. Nos USA, em 1880, foi fundada a ASME (American Society of Mechanical Engineers) por engenheiros mecânicos proeminentes, e a primeira reunião foi realizada em Nova Iorque, nos escritórios editoriais da revista americana “Mecânica” em 16 de fevereiro de 1880, com presença de 30 engenheiros. Em 7 de abril de 1880, foi realizada reunião formal da organização, no Instituto de Tecnologia Stevens, Hoboken, em News Jersey, com presença de aproximadamente 80 engenheiros, industriais, educadores, jornalistas técnicos, projetistas, engenheiros navais, engenheiros militares, e de inventores.

3. Em 1866, na Inglaterra, havia 74 explosões da caldeira e 77 mortes. Em 1900 o número de explosões de caldeira foi reduzido para 17 e 8 mortes. Em 1900, as inspeções das caldeiras foram estabelecidas em Inglaterra pela Associação de Operadores de Vapor de Manchester.

4. Por volta de 1840 a 1920, mais de 50.000 pessoas morreram e 2 milhões ficaram feridas por explosões da caldeira nos USA. A revolução industrial não aconteceu sem um preço terrível que foram pagos por muitos.

5. Em 1911, a ASME criou um comitê de norma de caldeira, onde conduziu à publicação da primeira norma de caldeira em 1914-15.

6. Hoje, ASME é uma sociedade mundial de engenharia focalizada em publicações técnicas, educacionais e de pesquisa. Possui 125.000 membros e conduz uma das maiores publicações técnicas do mundo; realizando cerca de 30 conferências técnicas e 200 cursos de desenvolvimento de profissionais ao ano, desenvolve, mantêm e publica diversas normas industriais.
Fonte: ASME (American Society of Mechanical Engineers)

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sábado, junho 17, 2006

Câncer laboral na Espanha

O câncer laboral causa a morte de aproximadamente 5.000 pessoas ao ano na Espanha

O câncer laboral mata cinco vezes mais do que os acidentes de trabalho. A doença contraída por exposição a substâncias cancerígenas no período de trabalho ocasiona a morte de aproximadamente 5.000 pessoas ao ano na Espanha. Alem disso, anualmente em nosso país, registram-se quase 8.000 novos casos de câncer contraídos no posto de trabalho. Assim o assinalam as conclusões de dois estudos elaborados pelo Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde. O sindicato reclamou ao Governo que combata o câncer laboral com a mesma ênfase que pôs na luta contra o tabagismo.

Problema não é reconhecido
A morte por câncer contraído no ambiente de trabalho é um problema social oculto em Espanha , declarou Joaquín Nieto, secretário de Confederação do Meio Ambiente, Joaquín Nieto, ao comentar estes relatórios, em que colaborou Emmanouil Kogevinas, pesquisador do Instituto Municipal de Investigação Médica de Barcelona. No entanto, o grau de reconhecimento deste problema é ridículo em comparação com outros países europeus. O câncer no trabalho mata cerca de 5.000 pessoas ao ano em Espanha, mas em 2004 somente se diagnosticaram clinicamente seis casos, equivalente a 0,08 por cento do total.

Registros de outros países europeus
Em 2002, na França, registraram-se 10.000 casos de câncer de trabalho e foram reconhecidos 900 (9 por cento). No Reino Unido teve 9.670 casos e deles, 806 (8 por cento) foram admitidos. Na Alemanha, dos 14.700 casos de doença de trabalho, 1.900 (13 por cento) foram reconhecidas oficialmente como câncer.

Invisibilidade
Esta invisibilidade deste problema na Espanha foi qualificada como escandalosa por Kogevinas. É evidente, por exemplo, que um empregado que tem câncer e que tem estado trabalhando com amianto contraiu a enfermidade por contato com esta substância; no entanto, na Espanha esta relação causa-efeito é reconhecida em certas ocasiões.

Exposição dos trabalhadores
Calcula-se que em 2004, quase cinco milhões de trabalhadores estavam expostos a agentes cancerígenos, o que supõe 25,4 por cento de todos os trabalhadores.

Os principais cânceres de origem de trabalho são;
- pulmão, bexiga, laringe e fossas nasais,
- enquanto a lista dos agentes cancerígenos está encabeçada pela radiação solar, dióxido de silício (sílica), e a sílica cristalina, e a fumaça do cigarro.
- a estes substâncias o seguem a fumaça do motor diesel, o pó de madeira, o radônio (elemento radiativo) , as fibras minerais artificiais e
- outras substâncias, como hidrocarbonos policíclicos aromáticos, benzeno, formaldeído, componentes do níquel chumbo e amianto.

E, entre as atividades mais expostas estão;
construção civil, agricultura, hotelaria, mineração, transporte e indústrias químicas.

Estes estudos são os primeiros que se fazem em Espanha sobre a incidência do câncer de origem industrial. Os cálculos foram feitos a partir de modelos empregados por diferentes especialistas estrangeiros, os quais foram relacionando o número de trabalhadores expostos a uma substância cancerígena com os dados em que a doença se pode atribuir a um determinado tipo de câncer.
Fonte: La Vanguardia - 02/06/2006

No Brasil
O levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em 2005, estimou em 20 mil casos de câncer relacionados ao ambiente de trabalho e alerta para o fato de que, milhares de trabalhadores têm contato com 29 substâncias que comprovadamente causam câncer.

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quinta-feira, junho 15, 2006

Cidades em Emergência


Mais de 300 cidades decretaram situação de emergência devido à estiagem nos estados do chamado Codesul e que é formado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Recorreram ao decreto 78 cidades no Rio Grande do Sul, 195 em Santa Catarina, 37 no Paraná e 22 no Mato Grosso do Sul. A estiagem afeta justamente a principal região agrícola do país, mas os efeitos estão sendo muito mais sentidos no abastecimento de água do que na produção rural.

Fonte: MetSul Meteorologia

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Controle de Cola e Thinner para o Comércio

Novas regras para controlar a venda de produtos colas entram em vigor

Entram em vigor, a partir desta quinta-feira (15/6), as determinações da resolução RDC nº 345/2005, para o comércio varejista, sobre o controle da venda de produtos colas (como cola de sapateiro), “thinner” e adesivos que contenham substâncias inalantes que afetam o sistema nervoso central. O setor teve 180 dias para se ajustar à regulamentação.

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS
Com as novas regras, fica proibida a venda para menores de 18 anos.

CONTROLE DE ESTOQUE E VENDA
Todo estabelecimento comercial que trabalha com esses produtos terá de providenciar, para cada uma das embalagens, um número de controle individual, que permita relacioná-lo à nota fiscal de compra. Tal medida visa o monitoramento da quantidade disponível em estoque.

IDENTIFICAÇÃO DO COMPRADOR
Além disso, a resolução determina a identificação do comprador. No ato da venda, será preenchida uma ficha, elaborada pela Anvisa, onde constam número do documento de identidade e assinatura do comprador e dados como data da venda, nome do estabelecimento, número de controle e produto vendido.

FABRICANTES
A RDC 345 também regulamentou o rótulo e demais impressos desses produtos, os quais deverão trazer advertências sobre riscos à saúde (por exemplo, “Veneno: perigosa a ingestão ou inalação”) e figuras ilustrando atenção ao perigo. Os fabricantes têm até dezembro deste ano para efetuar as alterações necessárias.

Outra exigência é que as empresas desenvolvam pesquisas para adicionar substâncias de odor repugnante aos produtos, respeitando a especificidade e a diversidade de uso, para impedir sua inalação abusiva. Isso deve ser feito até dezembro de 2007, período dado aos fabricantes para que realizem as avaliações tecnológicas.

CONSUMO INDEVIDO NO BRASIL
O uso indevido de solventes é alto no Brasil:
- são a droga mais consumida entre estudantes, independentemente da classe social, nas 27 capitais brasileiras, segundo levantamento feito em 2004 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), com alunos do ensino fundamental e médio.

Se aspirados propositalmente, esses produtos geram efeitos tóxicos, levam o usuário à dependência química e podem causar danos irreversíveis ao sistema nervoso.

Fonte: Anvisa -Brasília, 13 de junho de 2006

RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 345, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2005. Dispõe sobre produtos que contenham substâncias inalantes.
http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=20138&word=

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sábado, junho 10, 2006

Trem - Excesso de passageiros


Em Bangladesh, trem leva centenas de homens para vilas no interior do país, onde se comemora o Eid al Adha, a festa muçulmana do sacrifício. Quando ocorre desastre o número de vítimas é elevado.

Fonte: Folha Online - Rafiqur Rahman/Reuters – 11 de Fevereiro de 2003

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Ciclomotor - Insegurança na estrada


A foto é o retrato dos países que não tem mentalidade de segurança. Excesso de pessoas, além de carregar uma mala, sem capacete, etc. A vida por um fio.

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Médico ensina a lavar as mãos

Ninguém duvida da necessidade de lavarmos as mãos antes das refeições. Igualmente sabemos que na cozinha, antes do preparo dos alimentos para uma refeição, devemos cuidar da higiene das mãos que irão manipular os alimentos. Porém, chefs e cozinheiros famosos nos programas de TV, ao apresentar como elaboraram seus laureados pratos, esquecem sempre de mostrar o ritual do lava-mãos, o que não deixaria de ser oportuno. Na realidade, mostraria aos telespectadores como uma medida simples pode representar uma grande contribuição para o preparo dos alimentos, principalmente dos que serão consumidos por outras pessoas.

Como diz o médico infectologista Flávio Luengo, lavar as mãos não é simplesmente molhá-las, mas observar as seguintes etapas:
a - enxágüe primeiro as mãos e depois use o sabonete e uma esponja para produzir bastante espuma;
b - esfregue as mãos, fazendo com que uma limpe a palma e o dorso da outra, o pulso e mesmo as unhas;
c - permaneça lavando as mãos por cerca de 15 segundos (ou conte devagar até 15); enxágüe e seque-as em seguida.
Fonte: Folha de São Paulo – São Paulo, 4 de junho de 2006

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sexta-feira, junho 09, 2006

Origem do vírus do oeste do Nilo


O vírus do oeste do Nilo foi isolado pela primeira vez no sangue de uma mulher adulta, com quadro de febre, em Uganda, em 1937. A ecologia do vírus foi descrita na década de 1950. O vírus passou a ser reconhecido como causador de uma forma severa de meningoencefalite humana a partir de um surto em pacientes idosos em Israel em 1957. A manifestação da doença em eqüinos foi notada pela primeira vez no Egito e na França, no início da década de 1960. A primeira manifestação do vírus na América do Norte ocorreu no final da década de 1990, com casos de encefalite relatos em humanos e cavalos.

Em 1999, o vírus foi descoberto nos Estados Unidos, em tecidos de pássaros encontrados mortos na cidade de Nova York. Em seguida às mortes dos pássaros, mais de 60 pessoas sofreram infecções no cérebro e sete deles morreram, de acordo com relatórios do Centro do Controle de Doenças (CDC). Vinte e três cavalos também morreram. Segundo o CDC, foram encontrados mosquitos com o vírus do oeste do Nilo ao redor de Nova York em janeiro de 2000. No mesmo mês, um falcão foi achado morto em um subúrbio da cidade e teve teste positivo para o vírus.


Distribuição do vírus

O vírus do oeste do Nilo já foi encontrado na África, Europa, Oriente Médio, no oeste e centro da Ásia, Oceania, América do Norte e mais recentemente na República Dominicana, El Salvador e Jamaica, além de um caso suspeito nas Bahamas.

Surtos de encefalite causada pelo vírus em humanos ocorreram na Argélia em 1994, Romênia em 1996 e 1997, República Tcheca em 1997, no Congo em 1998, Rússia em 1999, Estados Unidos em 1999 e 2000 e em Israel em 2000.

Ciclo da doença

O vírus é mantido naturalmente por pássaros e transmitido principalmente pelo mosquito Culex (pipiens), amplamente distribuído em áreas urbanas. Mosquitos infectados carregam o vírus nas glândulas salivares e infectam pássaros, homens, cavalos e outros animais durante a picada.

Algumas espécies de mosquitos que foram encontradas infectadas com o vírus no sul dos Estados Unidos, como o Culex quinquefasciatus, são freqüentes em áreas urbanas na América do Sul, sendo inclusive o principal mosquito urbano em muitas capitais brasileiras, como é o caso do Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, em 2002, 4.943 mosquitos tiveram teste positivo para o vírus. Desses mosquitos, 55% eram do gênero Culex. Desde 1999, foram encontradas 36 espécies de mosquitos infectadas pelo WNV nos Estados Unidos. O vírus do oeste do Nilo já foi isolado em 103 diferentes espécies de pássaros encontrados mortos.

A doença no homem
A encefalite pela febre do Nilo raramente conduz à morte em seres humanos. Geralmente, apresenta sintomas semelhantes à gripe, podendo aparecer rapidamente erupções cutâneas, dor de cabeça, febre. Essas complicações podem levar a convulsões, febre e paralisia. Não existe tratamento específico para a infecção.

Fonte: Agência Fiocruz de Noticias - Junho/2004

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domingo, junho 04, 2006

Vírus do Nilo aterrisa na América do Sul

Parasita causador de inflamação no cérebro é isolado pela primeira vez no continente após matar cavalos na Argentina

Enquanto o país se preocupa com a potencial ameaça da gripe aviária, um outro vírus assassino faz uma entrada discreta na América do Sul. Cientistas argentinos acabam de detectar em cavalos na Província de Buenos Aires o vírus do Nilo Ocidental, que causa pânico nos Estados Unidos desde o fim da década passada. Sua chegada ao Brasil é provavelmente uma questão de tempo.

O vírus do Nilo foi isolado até agora em três animais: dois pertencentes a dois haras distintos no município de Pergamino e um no hipódromo da capital. Todos os três morreram de encefalite (inflamação no cérebro), sintoma que caracteriza a doença. Segundo a virologista Silvana Levis, do Instituto Nacional de Doenças Virais Humanas em Pergamino, o seqüenciamento genético de amostras de vírus nos cavalos indica 97% a 99% de identificação com duas linhagens do parasita isoladas em Nova York. Ainda não há casos confirmados em humanos na Argentina. O hipódromo de Buenos Aires disse ontem que não havia ainda informação oficial sobre o caso.

O vírus do Nilo Ocidental (batizado em homenagem ao distrito de Uganda onde foi isolado pela primeira vez) é um flavivírus. Ele é parente próximo de elementos reconhecidamente maus, como os causadores da dengue e da febre amarela. Tem aves como reservatórios e mosquitos como transmissores -e é capaz de infectar de cavalos a jacarés, passando por seres humanos. O fato de as cepas serem parecidas com as americanas indica que o micróbio foi trazido para a Argentina por aves migratórias vindas dos Estados Unidos.

O que é preocupante, pois a rota desses animais passa antes pelo Brasil. "A gente estava esperando que ele chegasse aqui antes", disse à Folha o virologista Paolo Zanotto, da USP, coordenador da Rede de Diversidade Genética de Vírus da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Cientistas brasileiros já coletaram e examinaram no último ano cerca de 600 aves em vários lugares do país, sem que fosse detectado nenhum sinal do vírus do Nilo. "Por enquanto, ele passou batido pelo Brasil", afirmou Zanotto. Qualquer mudança nessa situação seria grave para o país.

Diferentemente do causador da dengue, que é transmitido por um mosquito "importado" e relativamente raro (o Aedes), o vírus do Nilo Ocidental tem como vetor o gênero Culex -o popular pernilongo-, praga comum em cidades brasileiras. "A gente não tem como controlar o pernilongo", diz Zanotto.

Maus hábitos
O vírus do Nilo Ocidental é menos perigoso que seu primo causador da febre amarela, mas ainda assim tem causado pânico nos países onde se instalou -especialmente nos EUA, onde causou surtos graves em humanos em 1999, com 62 casos, e em 2000, com 21 casos. Na época de sua chegada ao território americano, chegou a matar 20% dos pacientes. O que torna esse parasita especialmente desagradável é o fato de ele preferir se reproduzir no espaço entre as células do cérebro e invadi-las após a replicação.

O parasita leva à desintegração de neurônios e também desperta células do sistema de defesa do corpo para atacar o cérebro na tentativa de livrá-lo do micróbio. Isso causa lesões em pontos tão diversos e sensíveis quanto o córtex cerebral (responsável pelo raciocínio), a medula e o cerebelo. A infecção costuma durar no máximo algumas semanas, e apenas uma em cada 150 pessoas tem sintomas graves. Mas em muitos desses casos a enfermidade deixa seqüelas.
Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 3 de maio de 2006

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sexta-feira, junho 02, 2006

Dia Mundial sem tabaco

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, pelos 191 países membros da organização. Ela pretende sensibilizar a comunidade em geral sobre os malefícios do consumo dos produtos derivados do tabaco, divulgar e reforçar as leis que restringem o uso do tabaco em ambientes fechados, estimular os principais empregadores a converterem suas empresas em ambientes livres de tabaco, promover e divulgar o Programa Nacional para o Controle do Tabagismo, divulgar e apoiar o desenvolvimento e adoção da Convenção - Quadro Internacional para o Controle do Tabaco, proposta pela Assembléia Mundial de Saúde.

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Cigarro - Morte silenciosa

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu aos governos que ampliem seus esforços para controlar o consumo cada vez maior de produtos de tabaco diferentes do cigarro, cujos efeitos nocivos para a saúde não são tão conhecidos entre a população.

No Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de Maio, a OMS alertou em Genebra para a rápida expansão de produtos como os cachimbos de água, o tabaco de mascar, os cigarros sem fumaça com sabores exóticos e feitos à mão, conhecidos como "naturais", os "orgânicos" ou qualquer nome que induza a crer que são mais saudáveis.

- Todos eles provocam vício e são prejudiciais à saúde, e todos podem levar à morte independentemente da forma, do pacote ou do nome com que se apresentem ao público - sustenta a OMS.

Nos últimos anos, o organismo identificou uma globalização desses produtos. Os tabacos de mascar, por exemplo, há anos estavam restritos a um número muito pequeno de países.

Agora são cada vez mais freqüentes entre mulheres cujas culturas reprovam o hábito do fumo e entre jovens, atraídos pela novidade e por seus sabores suaves.

Formas de comercialização do tabaco devem ser reguladas

A organização da ONU para assuntos relacionados à saúde pediu aos seus 192 países-membros que regulem o mais rápido possível todas as formas de comercialização do produto, como estabelece o Convênio Mundial Contra o Tabaco.

Outro aspecto que preocupa a organização é que a proporção de mulheres que fumam se aproxima cada vez mais da dos homens, o que exige programas específicos voltados especialmente para elas.

Atualmente, enquanto 47,5% dos homens fumam, apenas 10,3% das mulheres reconhecem ter o hábito.

Mortes
A OMS aponta que os cigarros são o único produto legal que mata a metade de seus consumidores freqüentes e é a maior causa de mortalidade evitável no mundo, com 5 milhões de mortes ao ano.

O dado significa que;
a cada dia, morrem 13,5 mil pessoas no mundo por causa do tabaco,
uma morte a cada 6,5 segundos, de acordo com os cálculos da OMS.

O órgão lamenta que metade das crianças do mundo esteja exposta à fumaça em sua própria casa.

Fonte: Diário Catarinense- 1 de junho de 2006

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Fumantes na cidade de São Paulo

Uma pesquisa do Incor (Instituto do Coração) com 3.800 fumantes da cidade de São Paulo revela que;
- meia hora após sair da cama, 72% dos entrevistados já fumaram o primeiro cigarro do dia,
- 40% deles em até cinco minutos após acordar,
- em média, os tabagistas entrevistados tinham 41 anos e fumavam há 22.

Outro dado preocupou os médicos:
- 57% dos fumantes relataram que não deixam de fumar nem quando estão doentes,
- a maior parte deles (42%) fuma um maço (20 cigarros) por dia,
- apenas 10% dizem fumar mais de 30 unidades/dia.

Segundo a cardiologista Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor, os dados revelam que o paulistano tem um alto grau de dependência do cigarro. "Isso explica porque tanta gente tenta parar de fumar e não consegue."

Issa diz que, com o tempo, a tendência é que a pessoa se torne tolerante à nicotina e, para conseguir a mesma sensação que tinha anteriormente com o cigarro, precise consumir doses maiores. "Por isso, é comum o número de cigarros aumentar com o avanço da idade."
Cerca de 60% dos entrevistados pelo Incor disseram ter planos de parar de fumar nos próximos 30 dias. A maior parte (60%) já tentou parar de fumar alguma vez, mas não conseguiu. Apesar das tentativas frustradas, 62% se dizem prontos para largar o vício.

Segundo Issa, a maioria dos fumantes está consciente da importância de deixar o cigarro -96% aceitaram receber informações sobre o tratamento antitabagista, por exemplo. "Não basta força de vontade ou motivação para largar o vício. É preciso uma abordagem médica e comportamental."

Para Issa, falta que a população e os médicos estejam informados de que o tabagismo é uma doença. "Muitos médicos pensam que para abandonar o cigarro basta força de vontade. Ou acham que o tabagismo é hábito da pessoa e não dão a mínima."
A cardiologista lembra que o mesmo comportamento foi observado nas décadas de 80 e 90 com a obesidade. "Foi muito difícil convencer os médicos e principalmente os pacientes de que obesidade é uma doença que precisa de tratamento. Hoje ninguém duvida mais disso."

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 01 de junho de 2006

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História do cigarro

Pequena história do cigarro
Fumar cigarro era raridade até o final do século 19. Em 1880, cerca de 58% dos usuários de tabaco eram mascadores de fumo, 38% fumavam charuto ou cachimbo, 3% cheiravam rapé e apenas 1% era fumante de cigarro. Nesse ano, o americano James A. Bonsack inventou uma máquina capaz de enrolar 200 cigarros por minuto, o que criou condições para o aparecimento da indústria.

Então veio a distribuição de cigarros aos soldados nas trincheiras, durante a Primeira Guerra, e seu uso, que se achava restrito às camadas marginais das sociedades americana e européia, explodiu. Em 1900, o consumo anual americano era de cerca de 2 bilhões de cigarros; em 1930, chegou a 200 bilhões. As duas guerras mundiais, que afrouxaram a oposição ao cigarro, a urbanização acelerada, a criação do mercado de massa e a expansão do mercado de trabalho, criaram as condições para que a epidemia do fumo se espalhasse pelo mundo, envolta em glamour por Hollywood, como símbolo de modernidade.

Fonte: "O Cigarro", de Mário César Carvalho.

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