Cigarro - Morte silenciosa
A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu aos governos que ampliem seus esforços para controlar o consumo cada vez maior de produtos de tabaco diferentes do cigarro, cujos efeitos nocivos para a saúde não são tão conhecidos entre a população.
No Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de Maio, a OMS alertou em Genebra para a rápida expansão de produtos como os cachimbos de água, o tabaco de mascar, os cigarros sem fumaça com sabores exóticos e feitos à mão, conhecidos como "naturais", os "orgânicos" ou qualquer nome que induza a crer que são mais saudáveis.
- Todos eles provocam vício e são prejudiciais à saúde, e todos podem levar à morte independentemente da forma, do pacote ou do nome com que se apresentem ao público - sustenta a OMS.
Nos últimos anos, o organismo identificou uma globalização desses produtos. Os tabacos de mascar, por exemplo, há anos estavam restritos a um número muito pequeno de países.
Agora são cada vez mais freqüentes entre mulheres cujas culturas reprovam o hábito do fumo e entre jovens, atraídos pela novidade e por seus sabores suaves.
Formas de comercialização do tabaco devem ser reguladas
A organização da ONU para assuntos relacionados à saúde pediu aos seus 192 países-membros que regulem o mais rápido possível todas as formas de comercialização do produto, como estabelece o Convênio Mundial Contra o Tabaco.
Outro aspecto que preocupa a organização é que a proporção de mulheres que fumam se aproxima cada vez mais da dos homens, o que exige programas específicos voltados especialmente para elas.
Atualmente, enquanto 47,5% dos homens fumam, apenas 10,3% das mulheres reconhecem ter o hábito.
Mortes
A OMS aponta que os cigarros são o único produto legal que mata a metade de seus consumidores freqüentes e é a maior causa de mortalidade evitável no mundo, com 5 milhões de mortes ao ano.
O dado significa que;
a cada dia, morrem 13,5 mil pessoas no mundo por causa do tabaco,
uma morte a cada 6,5 segundos, de acordo com os cálculos da OMS.
O órgão lamenta que metade das crianças do mundo esteja exposta à fumaça em sua própria casa.
Fonte: Diário Catarinense- 1 de junho de 2006

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