Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, abril 26, 2007

Hipertensão já atinge 5% de crianças e adolescentes do país

Problema entre os jovens está associado à má alimentação e ao sedentarismo

Hoje, no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o alerta é claro: pressão alta pode levar a infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal, por isso é melhor prevenir do que remediar.

Dados indicam que a hipertensão está presente em 5% dos 70 milhões de crianças e adolescentes do país – o equivalente a 3,5 milhões de crianças e jovens. Especialistas informam que o controle da hipertensão deve partir de triagem universal nos serviços de saúde, com a avaliação da pressão arterial em todas as crianças a partir de 3 anos de idade. A medição deve ocorrer durante as consultas médicas, pelo menos uma vez ao ano.

Doença silenciosa
Especialistas indicam, no total, a existência de 30 milhões de pessoas com pressão alta no Brasil, das quais apenas 50% buscam tratamento. “O problema é que estamos falando de uma doença silenciosa. Quando ela se mostra, prejudica o coração, o cérebro ou os rins”, adverte o cardiologista clínico, Maurício Nunes.
Ele explica ainda que somente entre 10% e 30% da população sabe que tem o problema, mas apenas metade busca tratamento. “Muitos nem imaginam que a hipertensão arterial é considerada um dos maiores fatores de risco, além do tabagismo, para as doenças cardiovasculares”, emenda.

Exames
Como o mal avança silenciosamente, cabe ao indivíduo realizar exames periódicos, independentemente da faixa etária em que se encontra. Para aqueles considerados “normais”, basta fazer a medição pelo menos de uma a duas vezes por ano.
Já os que têm problemas de pressão alta devem submeter-se à avaliação a cada três meses. Os níveis preconizados pelas diretrizes nacionais e internacionais indicam pressão de 13mmHg x 8mmHg como aceitável para o indivíduo sem problemas.
Se o paciente tiver algum fator de risco, o aceitável é de 13mmHg x 7mmHg. Quem tem comprometimento renal, deve permanecer entre 12mmHg x 7mmHg e 14mmHg x 8mmHg. A recomendação é que as pessoas procurem o posto de saúde mais próximo de sua casa ou trabalho para fazer a avaliação.

Exercício e alimentação
“Para manter a pressão controlada, é necessário fazer exercícios e ingerir menor quantidade de sal”, recomenda o cardiologista, Maurício Nunes.. O alerta se baseia em estudos que mostram que dois milímetros de mercúrio a menos na pressão sistólica ou máxima reduz em 7% os eventos do coração (infarto do miocárdio) e em 10% os eventos cerebrais (AVCs).

O melhor a fazer, indicam especialistas, é a prevenção primária: buscar acompanhamento médico com regularidade, inclusive porque o cardiologista pode avaliar o paciente através do teste ergométrico (de esforço) e definir um programa de exercícios adequados para cada caso.

Fonte: Correio da Bahia - 26 de abril de 2007

Comentário
Imaginamos essas crianças e jovens como futuros trabalhadores já apresentando hipertensão. São 3,5 milhões de crianças com doenças pré-existentes que poderão ser agravadas por outros fatores de trabalho. Além disso são 30 milhões de pessoas com pressão alta no Brasil, das quais apenas 50% buscam tratamento. Quantas dessas pessoas trabalham e apresentam pressão alta que poderão ser agravadas por fatores de trabalho ou podem desencadear acidentes de trabalho.
Alguns sintomas que podem ser dissimulados por outros fatores de trabalho;
Dor de cabeça, fadiga, tontura, rubor da face, zunido no ouvido e freqüentes sangramentos no nariz.
Daqui a pouco, será muito difícil separar a doença pré-existente do individuo que entra no mercado do trabalho e algumas doenças de trabalho desencadeadas por problemas ambientais que influem na própria doença pré-existente.
Hoje temos riscos em potenciais da sociedade de consumo que poderão ser agravados no ambiente de trabalho ou a entrada do jovem mercado de trabalho tais como; uso excessivo de aparelhos eletrônicos, exemplo; Ipod (para escutar música, problema de audição), Games (problema de LER), obesidade, pressão alta, diabetes, etc. ACCA

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quarta-feira, abril 25, 2007

Consumo abusivo de bebidas alcoólicas

Estima-se que, no Brasil;
■ anualmente, 17,5 mil mortes decorrentes de acidentes de trânsito em geral estão associadas ao consumo de bebidas alcoólicas por parte de motoristas (na maioria dos casos, jovens) ou pedestres. Estes óbitos correspondem à metade das mortes provocadas por acidentes desse tipo.
■ além disso, estudos apontam que, no país, 11% das pessoas com idade acima de 12 anos são dependentes de álcool, ou seja, fazem uso compulsivo, apresentam sintomas de abstinência quando deixam de beber, e sofrem pelos danos à saúde física e por problemas sociais e de relacionamento pessoal.

Consumo prejudicial de álcool
Mas os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas não se restringem aos acidentes de trânsito em geral e à dependência. O consumo prejudicial de álcool também provoca situações de violência, sexo desprotegido e danos à saúde física.

Fonte: Agência Saúde – 08 de março de 2007

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terça-feira, abril 24, 2007

Lapsos na memória atingem até mesmo as tarefas cotidianas

Os mecanismos da memória que fazem a pessoa guardar até detalhes de um determinado dia, de uma lembrança marcante ou trágica, podem falhar em determinadas situações e levar a desfechos trágicos como o da família de Gustavo Garcia, o bebê de um ano que foi esquecido no carro pelo pai e morreu após ficar trancado por quatro horas.

Esquecimento
O sofrimento que trazem casos como o de Gustavo isola o episódio de outras histórias de esquecimento, como faltar a um compromisso ou perder o aniversário de um amigo. Mas, na verdade, as mesmas falhas podem explicar os dois casos.

Psicólogos, psiquiatras e neurologistas colheram as primeiras pistas do que ocorre no cérebro há mais de 50 anos estudando pacientes com lesões no cérebro. Foi assim que se concluiu que são cruciais para a construção ou desconstrução da memória o lobo frontal, que atua na codificação, e o hipocampo, onde são armazenados alguns tipos de memória.

Nos últimos dez anos, ficou mais fácil investigar os lapsos. Exames de imagem como a ressonância magnética permitem observar reações do cérebro durante processos de aprendizagem e memorização.

Sabe-se hoje, por exemplo, que quando dividimos a atenção ou executamos uma atividade de modo automático a região do lobo frontal não funciona adequadamente.

Piloto automático
Estudos desde o fim dos anos 80 indicam que a divisão crônica da atenção leva a falhas na memória semelhantes às causadas pelo envelhecimento. A divisão da atenção pode ocorrer principalmente nas atividades rotineiras, tão mecânicas que o cérebro não precisa de esforço para codificá-las. É nesse conhecido "piloto automático" que fatos importantes podem passar despercebidos.

Quando a atenção fica dividida ou uma atividade é executada no chamado "piloto automático", a região do lobo frontal não funciona de maneira adequada

"A gente vive um ritmo tão alucinado que bloqueia, involuntariamente, informações importantes", diz a professora Elaine Cristina Fonseca.

A "informação importante" que Elaine bloqueou no ano passado foi buscar o filho na escola. Envolvida em negociações dos professores municipais com a prefeitura durante greve do setor, ela se esqueceu de pegar o caçula. Pedro Henrique, 5, ficou esperando pela mãe por mais de duas horas, ao lado de uma funcionária do colégio.

O exemplo de Elaine contraria a idéia de que pais e mães desenvolvem laços de tons diferentes em relação à prole. Na busca por explicações para o esquecimento de crianças pelos pais, mulheres atribuem a responsabilidade ao homem.

Parte dos especialistas ouvidos não acha que homens e mulheres absorvam e armazenem informação de modo diferente. "Essas pretensas diferenças são uma tremenda bobagem. O chavão de que a mulher tem um pensamento mais holístico e o homem, unidirecional, não existe", diz o neuropsiquiatra Claudio Santos, da Universidade Federal de São Paulo.

Sete pecados
O professor do Departamento de Psicologia da Universidade Harvard (EUA) Daniel L. Schacter tem 20 anos de estudos sobre a memória e catalogou sete tipos de lapso no livro "Os Sete Pecados da Memória".

Assim como os sete pecados capitais, os sete pecados da memória são bastante freqüentes e, muitas vezes, prejudiciais. São eles:
1 - transitoriedade (enfraquecimento da memória com o passar do tempo),
2 - distração (falha de concentração),
3 - bloqueio (dificuldade em resgatar uma informação),
4 - atribuição errada (confusão entre fantasia e realidade),
5 - sugestionabilidade (falsas lembranças criadas por indução de terceiros),
6 - distorção (influência do presente no passado) e
7 - persistência (incapacidade de esquecer algo).

Tal categorização
"Exatamente como os sete pecados capitais, os da memória ocorrem com freqüência e podem ter conseqüências desastrosas", conta Schacter no livro, lançado no Brasil pela Rocco. Assim, o esquecimento Elaine vira exemplo do pecado da distração. "Isso ocorre, em parte, porque a memória é muito dependente de sinais e lembretes para recuperar informações."

O problema é quando essas pistas para a lembrança são embaralhadas pelo congestionamento de dados.

O neuropsiquiatra Cláudio dos Santos, da Unifesp, explica que não dá para guardar tudo -é preciso escolher o que vale armazenar.

O criticado piloto automático serve para que ninguém "gaste neurônios" com tarefas já assimiladas pelo cérebro. Assim, esquecer é fundamental. Para dar lugar a novas idéias e experiências.

Fonte: Folha de São Paulo - domingo, 22 de abril de 2007

Comentário
Interessante esse estudo da memória sobre erros ou esquecimentos, cuja pessoa não poderia cometer erros, mas cometeu. Seria uma falha involuntária da pessoa em determinada situação de pressão ou preocupação.
Portanto é necessário na atividade de trabalho levarmos em conta esse problema na hora de elaborarmos procedimentos de segurança, treinamento e escolha adequada do trabalhador para efetuar determinado tipo de serviço.

Como diz o artigo, a memória deve receber orientações (lembretes e sinalizações) para que possa recuperar ou processar informações importantes. Hoje as empresas padronizam as ordens de serviços, manuais de segurança, algumas com informações excessivas, cujo trabalhador dificilmente absorverá todas essas informações para efetuar o trabalhar de modo seguro, isto é, fazer a coisa certa com segurança. Lembrando que todo excesso de informações pode prejudicar o processo de recuperação de dados na memória.

Tomar cuidado com o trabalhador que tem a percepção de risco, mas acha que sabe controlar o risco, mas atua no piloto automático. Fazendo o serviço com outras atividades paralelas (conversando, prestando atenção em outras coisas, etc) ou quebrando procedimento de segurança .
Como diz no artigo; “Quando a atenção fica dividida ou uma atividade é executada no chamado "piloto automático", a região do lobo frontal não funciona de maneira adequada”.
É importante em serviços que possuem um potencial de risco elevado, a checagem redundante, isto é, a revisão das medidas de segurança adotadas. ACCA

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domingo, abril 22, 2007

Planeta Terra pede socorro


O primeiro homem que viu a Terra do espaço, Yuri Gagarin, cosmonauta soviético, disse; “A Terra é Azul”.

Vinte e dois de abril de 2007 é o Dia Mundial da Terra. Há pouco motivo para comemorações. Aquecimento global aumenta a temperatura e amplia a água dos oceanos. A destruição dos recursos naturais piora a cada dia e tem efeitos desastrosos para os seis bilhões de habitantes do Planeta. Por todos os recantos do Planeta há sinais visíveis dos estragos feitos pelo homem.

No Dia Mundial do Planeta. As estatísticas de degradação ambiental há muito assustam a população do mundo inteiro. O assunto em voga, o aquecimento global, longe de ser uma preocupação nova, já vem dando sinais de efeitos na natureza desde a segunda metade do século passado. O aumento das temperaturas e ampliação do nível da água dos oceanos, a queimada das matas, o calor insuportável principalmente nos grandes centros urbanos. Assim tem sido o apelo da Natureza para anunciar que talvez não possa mais manter a vida. Em meio a tanto descuido com o patrimônio ambiental, cabe ainda uma pergunta: o planeta pode se salvar?

Crescimento das favelas
Dados da Organização das Nações Unidas (Onu), no documento "O estado das cidades no mundo 2006/2007" revelou que o crescimento das favelas é o grande responsável pelo aumento da população urbana no planeta. Hoje um terço da população urbana mora em favelas e, até 2020, esse número pode saltar para 1,4 bilhão - número equivalente à população da China. O estudo aponta que no Brasil, nesse mesmo intervalo, a população das favelas pode chegar a 55 milhões, um quarto da população do país.

Consumo exagerado da sociedade
Para a bióloga Cristine Pereira;
Coordenadora do programa de Bioeducação Mudança de Atitude na População, da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), o maior problema das cidades é o consumo exagerado desatrelado de uma conscientização com relação ao destino do lixo. Segundo a estudiosa, que trabalha na conservação das espécies de mamíferos e tartarugas, o lixo, tanto o químico quanto o doméstico, são os maiores responsáveis pelo aniquilamento de ecossistemas marinhos e de água doce.
Foto ao lado - Esterco de animais, esgoto e material que não é aproveitado por catadores da Vila Dique é descartado no leito do Arroio da Areia, região Metropolitana de Porto Alegre
"Os animais que nós resgatamos, cada vez mais, apresentam quadros de fome, ocasionados por ingestão de lixo doméstico, principalmente de origem plástica", ressaltou Cristine. Ela informou que são retirados dos oceanos, por ano, milhares de toneladas de lixo plástico. "Hoje a gente percebe um consumo exagerado de saco plástico na sociedade. Indo parar no mar, os sacos provocam a morte dos animais por afogamento, ele fica impedido de respirar, por aprisionamento, quando ele não consegue se locomover em busca de alimento e morre de fome, e por ingestão, porque o animal não digere o plástico".

Uma mudança no quadro de poluição de mares e lagoas, no mundo, segundo a pesquisadora, poderia começar com a limpeza das praias. "As nossas praias estão repletas de lixo de origem doméstica. Os finais de semana são os piores dias, porque a maioria das pessoas está nas praias consumindo". Segundo ela, a população deveria ser conscientizada para não acumular lixo nas praias. "Ainda tem muita gente que deixa lixo nas praias. Não há uma rotina para o condicionamento adequado desse lixo. Não há cestos de lixos disponíveis para as pessoas", alertou.

Urbanização desenfreada
Para o oceanólogo David Zen, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o aumento da população do planeta e a ocupação desenfreada dessa população nos grandes centros urbanos têm contribuído para o desequilíbrio ambiental. "Para que a população mundial chegasse a um bilhão, demorou dois milhões de anos. Nos últimos 200 anos, a população na Terra cresceu seis vezes. Hoje são um bilhão e meio e pessoas", disse. "Como a maior parte da população está nas cidades, o que se percebe ainda é que, no Brasil, 82% da população, habita cidades de zonas costeiras. E o que se constata é que não existiram condições apropriadas para que essas cidades se desenvolvessem de forma equilibrada", informou.

O especialista apontou como solução de preservação do meio ambiente nos grandes centros urbanos, principalmente nas cidades de zonas costeiras, é a mobilização da sociedade. "A solução está nas mãos das pessoas. A situação hoje do meio ambiente não chega a ser uma coisa incontrolável. Enquanto a sociedade não se organizar, não for informada, os problemas ambientais tendem a se intensificar. Hoje já deveríamos ter passado da fase de reclamação para a ação".

Educação ambiental
A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.
Para mantermos o equilíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá condições de repor.
O pensamento deve ser global, mas a ação local, como é tratado na Agenda 21.

Declaracao histórica sobre a defesa do meio ambiente
Em 1854, em resposta a uma proposta do presidente dos Estados Unidos, de comprar grande parte das terras de uma nação indígena, oferecendo, em troca, a concessão de uma outra “reserva” obteve-se como resposta do Chefe Seatle, aquele que tem sido considerado através dos tempos como um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio-ambiente.

Neste pronunciamento, o chefe indígena faz um alerta contra a exploração predatória feita pelo homem branco, ao provocar desflorestamentos, a poluição da água, do solo do ar e ao dizimar populações animais, inclusive a do bisão americano, que quase foi levada à extinção pela caça indiscriminada.

Enfatizava as conseqüências negativas desta degradação provocada pelo homem branco. Entre outras afirmações dizia o Chefe Seatle o seguinte : “O que ocorrer com a Terra recairá sobre os filhos da Terra. Há uma ligação em tudo”. Vale ressaltar que a visão “profética” do grande Chefe Indígena, acabou se confirmando com precisão admirável, demonstrando um profundo conhecimento das leis que regulam a natureza pois através das atividades do homem moderno ocorre hoje um processo de intensa degradação do meio ambiente.
Fonte: O Povo – Fortaleza, 22 de abril de 2007

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sábado, abril 21, 2007

Carregadores deixam cair piano de R$ 180 mil na Grã-Bretanha

Um piano de cauda com valor estimado em 45 mil libras (pouco mais de R$ 180 mil) ficou praticamente destruído depois de escorregar do carrinho onde estava sendo carregado na hora da entrega, no Condado de Devon, na Grã-Bretanha.

Ao ser retirado do caminhão de entregas e removido para um carrinho, o instrumento escorregou e acabou caindo em um pequeno barranco na casa do casal.

Comprado em leilão
O instrumento havia sido comprado em um leilão pelo casal John e Penny Adie, que pretendiam usá-lo no Two Moors Festival, destinado a levantar fundos para sua comunidade, prejudicada pela febre aftosa.

Registro do incidente
Animada com a chegada do piano, Penny começou a tirar fotos, e acabou registrando o desastre.

Sem esperanças
John Adie disse ter perdido as esperanças de ver o piano inteiro novamente.
"O piano pesa quase uma tonelada, tem 10.000 partes móveis e caiu de uma altura de 2,5m", disse. "Como você pode garantir que ele vai funcionar outra vez?"
O instrumento da marca austríaca Bösendorfer, considerada a "Stradivarius dos pianos", foi levado para Londres, onde estão sendo avaliados os danos provocados pelo incidente.
"Dinheiro não é o problema aqui. Esse tipo de piano é simplesmente insubstituível", disse Adie.
O casal passou dois anos juntando dinheiro da comunidade para comprar o piano em um leilão.

Seguro
O instrumento tem um seguro no valor de 26 mil libras (cerca de R$ 104 mil), o mesmo pelo qual foi arrematado, mas o seu valor de substituição provável é de 45 mil libras (R$ 180 mil).

A transportadora britânica G&R se recusou a comentar o incidente.

Fonte: BBC News - 10 April 2007

Comentário
Nota-se pela fotografia que os carregadores iniciaram a movimentação do piano na plataforma hidráulica com o carrinho sob o piano, na parte mais pesada do piano. Um carregador ficou no caminhão com a função apenas de empurrar o piano para plataforma e outros dois fora do caminhão controlando a descida do piano.
Nesse momento eles cometeram algumas falhas, pois o carregador que estava no caminhão ainda permanecia no local, ele deveria ter saído do local e ter ajudado os demais carregadores na descida controlada do piano.
Para piorar um dos carregadores que estava controlando a descida do piano, estava acionando a botoeira da plataforma para descer ainda mais a plataforma, para que o outro pudesse retirar o carrinho sob o piano. Praticamente ninguém estava segurando/escorando o piano naquele momento e o piano fazia um ângulo, talvez de 45o em relação à plataforma e todo o peso do piano estava concentrado na extremidade do carrinho e a tendência era o piano escorregar devido à inclinação e a falta de seu travamento ou seu escoramento.
Outro método de descida seria a utilização de uma cinta que envolveria o piano e cujas extremidades seriam amarrado na carroceria do caminhão através de dispositivos de tração e soltura e o carregador que estava no caminhão faria o controle da descida do piano.
Outra opção seria uma base deslizante que fixaria o piano, do tamanho do comprimento da plataforma hidráulica.
Foi um autêntico prejuízo causado por procedimento inadequado de movimentação de material pesado. Os carregadores não tinham noção nenhuma dos riscos envolvidos na movimentação de um piano de 500 kg (peça de grande volume e dimensão irregular) .

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sexta-feira, abril 20, 2007

Contêiner cai sobre o veículo na BR 324


Um contêiner soltou de um caminhão e caiu sobre o carro na BR 324, próximo ao retorno de Avipal e do Parque de Exposições de Feira de Santana. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente não foi grave, e o motorista do veículo sofreu pequenos cortes, já que a parte atingida foi a traseira do veículo.

Fonte: Agência A Tarde - 17 de novembro de 2006



Procedimentos operacionais de transporte de contêineres


1) Contêineres:
▪ Não se deve andar e nem armazenar material sobre o contêiner;
▪ Vistoriar o contêiner no momento de sua retirada;
▪ Preencher a declaração de vistoria;
▪ O contêiner deve ser bem amarrado para o transporte(risco de queda);
▪ Ficar atento com árvores, fiações e outros obstáculos que possam danificar o contêiner e causar acidentes graves;
▪ No içamento do mesmo verificar se não há nenhuma parte solta(transporte seguro);
▪ Analisar o local para descarga, pois o mesmo deve ser plano e seco.

▪ No içamento do mesmo verificar se não há nenhuma parte solta;
▪ Analisar o local para descarga, pois o mesmo deve ser plano e seco.

2) Antes da saída para execução do trabalho:
▪ Efetuar check-list no caminhão (pneus, óleo do motor, água, parte elétrica, carroceria, mangueiras do munck,...);
▪ Anotar, na ordem de serviço, o tipo de operação a ser executada, horário, quilometragem e destino;
▪ Checar equipamentos de segurança individual (capacete, luvas,...) e para execução do trabalho (cintas, cordas, cabos de aço, paleteiras, manilhas,...).
▪ Solicitar a troca do equipamento quando houver desgaste, lembre-se que a segurança não tem preço.

3) Preparação para execução do trabalho (içamento)
▪ Analisar o local da operação antes do início do trabalho: se o solo é apropriado( utilizar calços de madeira para evitar afundamento dos pés ); se o espaço é suficiente para manobra, principalmente o aéreo (fios elétricos, placas, árvores...);
▪ Conferir a capacidade para içamento das cintas ou cabos de aço. Da mesma maneira, a capacidade das paleteiras para remoção;
▪ Confirmar sempre o peso do material que vai ser içado pelo munck e se este é realmente suficiente;
▪ Utilizar protetores nas cintas para materiais cortantes. Isto evita acidente e desperdício de material.
▪ Após a finalização do trabalho verificar com a máxima atenção:
* o recolhimento das patolas (risco de acidente fatal);
*efetuar arrumação geral no veículo, verificando se todos os equipamentos e acessórios estão guardados

4) Manuseio do equipamento Munck
▪ Operar cada controle de uma vez , lentamente e com movimento suave para evitar trancos no corpo e braço do equipamento;
▪ Acionar alavanca do hidráulico(tomada de força) que fica na cabine;
▪ Abrir as patolas e descer as sapatas estabilizadoras do munck que devem ser calçadas conforme o piso;
▪ Verificar o melhor posicionamento do veículo em relação à peça;
▪ Certificar que somente pessoas qualificadas permaneçam na área de operação;
▪ Observar com atenção toda operação de carga;
▪ Calçar ou reforçar o assoalho da carroceria para peças sem base e com pesos concentrados em pontos específicos;
▪ Após o carregamento, utilizar cordas ou cintas com catracas para o melhor travamento do material na carroceria e enlonar, se necessário, isto vai tornar a viagem mais segura, não havendo problemas com frenagem e curvas.

5) Normas gerais de segurança:
▪ Não passar e nem permanecer embaixo da peça içada;
▪ Utilizar sempre capacete, luvas e calçados apropriados;
▪ O ajudante nunca deve permanecer ao lado da peça no momento do içamento;
▪ O operador deve redobrar a atenção nas redes elétricas, o equipamento não é isolado;
▪ Verificar capacidade correta das cintas e cabos de aço para o içamento;
▪ Utilizar abafa chamas, se necessário;
▪ Respeitar e cumprir a política de segurança do cliente;
▪ Certificar que somente pessoas qualificadas permaneçam na área de operação.

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O melhor em equipamentos usados de incêndio!


A Fire Trucks and Equipment (FTE) é especializada em viaturas de combate a incêndio usadas da Holanda. Ela iniciou suas atividades em 1988, em cooperação com várias empreses de manutenção e brigadas de incêndio.

As viaturas de combate a incêndio da Holanda são substituídas depois de um período de 14 a 18 anos de usa. Outros países da Europa substituem suas viaturas depois de 22 a 24 anos.
Isso significa que as viaturas usadas da Holanda são as mais novas da Europa.

Órgãos públicos e indústrias de todo mundo, sem orçamento suficiente para aquisição de viaturas novas (ou para aquisição de uma frota totalmente nova), procuram a FTE para lhes fornecer um veículo usado que garanta um excelente serviço de combate a incêndios.

A FTE negocia anualmente cerca de 60 a 70 viaturas de diversos tipos, incluído:
• Auto-bombas.
• Viaturas com equipamentos especiais.
• Viaturas para transporte de equipamentos pessoais.
• Viaturas para combate a incêndios florestais.
• Carretas equipadas com bomba.
• Escadas giratórias.
• Plataformas hidráulicas.
• Equipamento de resgate.
• Viaturas para socorro em aeroportos.
• Viaturas especiais para indústrias químicas.

Cerca de quinhentos clientes utilizam viaturas FTE. Todos trabalhando com total satisfação. Alguns países não têm permissão para importar veículos com mais de 8 a 10 anos de uso.

No entanto, baseada em experiência própria, a FTE sabe que a maioria dos governos abrirá uma exceção quando se tratar de um fornecimento de viaturas holandesas intermediado pela FTE. As viaturas holandesas, além de não serem consideradas antigas têm baixa quilometragem - normalmente abaixo de 30.000 km - e se encontram sempre em ótimas condições.

Todos os chassis são testados e aprovados anualmente em conformidade com as leis holandesas e consertados/modificados quando necessário.

Se não identificar uma viatura de seu interesse no prospecto da FTE, entre em contato conosco imediatamente. Normalmente, podemos localizar e fornecer uma viatura especial dentro das especificações desejadas, ou alterar as instalações de acordo com suas necessidades. O programa de vendas da FTE é alterado semanalmente, por isso a empresa recomenda que os atuais e potenciais clientes entrem em contato conosco o mais rápido possível quando tiverem interesse em saber se uma determinada oferta ainda está disponível.

Todos os equipamentos de combate a incêndio, como bombas e sistemas de mistura de espuma, são testados e consertados nas oficinas da FTE, acordo com as normas NEN-ISO 9002.

A maioria de nossas ofertas ainda está em operação nas unidades do Corpo de Bombeiros da Holanda, aguardando a entrega de novas viaturas. Não há nenhum problema em agendarmos uma visita a várias unidades do Corpo de Bombeiros para mostrarmos os veículos.

O nome FTE é a total garantia da melhor solução para suas necessidades.
Fire Trucks and Equipment B.V.
Telephone: +31-(0)346-561383
Telefax : +31-(0)346-575584
E-mail: info@fte.nl

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quarta-feira, abril 18, 2007

Bidês podem pegar fogo,diz o fabricante japonês


Com certeza, a combustão espontânea ocorreu em um grupo de consumidores eletrônicos no ano passado, mas se houve um lugar mesmo que pensávamos que fosse seguro, seria o trono (bacia sanitária). Ao que parece, esta suposição não é mais válida para empresa de bidês, Toto, porque 180.000 das unidades das séries Z da companhia estão em recall “após problemas detectados na fiação que causaram três incidentes, pegaram fogo no ano passado.”

O acessório eletrônico do bidê da série Z da Toto pegou fogo em três incidentes entre março de 2006 e março de 2007, de acordo com a porta‑voz da empresa Emi Tanaka. O bidê produziu fumaça em 26 outros incidentes, disse a empresa.

“Felizmente, ninguém usava os bidês quando o fogo iniciou‑se e não houve nenhuma vítima,” disse Tanaka. “O fogo atingiria as nádegas da pessoa”.

Toto é uma empresa pioneira de alta tecnologia em produtos para banheiros e acessórios com bidês embutidos (assentos sanitários eletrônicos, bidês), que são populares em Japão.

A série Z caracteriza com um borrifador de massagem pulsante, um secador elétrico, “uma ducha à jato” e uma tampa que abra e se feche automaticamente.

Característica do bidê
Assento Sanitário Eletrônico (bidês)
• Substitui Bidê e a Ducha Higiênica Convencional;
• Esguicho de dupla ação auto-limpante com água aquecida, higienizada e suavemente aerada; para higiene retal e genital, o esguicho desliza para parte frontal e lateral
• Assento aquecido com controle de temperatura;
• Tampa e assento com sistema “soft close”, com película anti-bacteriana.

A companhia reparará gratuitamente 180.000 unidades de bidês fabricados entre maio 1996 e dezembro 2001.Os preços variam de US$ 1,680 a US$ 2,600. O modelo não é vendido no exterior.

Fonte:BBC News - Monday, 16 April 2007

Comentário
A tecnologia parece uma caixa de Pandora, traz felicidade, praticidade, comodidade, mas também calamidade e desastre.
A tecnologia atual vende a imagem ao consumidor como um produto de segurança absoluta, visando excluir toda incerteza para a vida moderna. Mas a incerteza é tão sutil que penetra pelas frestas invisíveis dos erros não detectados do produto, reclamando o seu direito no incidente.
Hoje temos produtos que seriam modelos de segurança, mas com problemas graves para o consumidor, tais como;
Laptop pega fogo devido a superaquecimento da bateria
Celular explode e pega fogo, devido ao superaquecimento da bateria, causando acidente graves em pessoas.
Carro pega fogo, devido a eletrônica. Existem carros que tem mais de 200 sensores distribuídos no painel e portas.
E agora o assento inteligente da bacia sanitária que pode pegar fogo !!!!

Obs: A expressão caixa de Pandora, que se usa em sentido figurado quando se quer dizer que alguma coisa, sob uma aparente inocência ou beleza, é na verdade uma fonte de calamidades. Ao abrir a caixa de Pandora significa que uma ação pequena e bem-intencionada pode liberar uma avalanche de repercussões negativas.

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terça-feira, abril 17, 2007

Descarga elétrica mata trabalhador


Em 26 de janeiro de 2007, o eletricista Lázaro Silva, 44, morreu carbonizado em um poste de madeira de 11 metros, após receber uma descarga elétrica de 13.800 volts, por volta das 10h30, no momento em que trabalhava na troca da rede elétrica de alta tensão, no quilômetro 8, da BR-174 (Manaus-BoaVista).

Resgate
A operação para resgatar o corpo de Lázaro, do poste em que ele se preparava para fazer a manutenção, durou aproximadamente duas horas. Ao chegarem ao local, uma das primeiras providências tomadas pelos Bombeiros foi checar se havia sido feito o aterramento, isolamento da área onde passa energia, para que o trabalho da retirada do cadáver pudesse ser feito sem maiores riscos.

Vítima
A vítima era funcionário da empresa Eletro Instalações, que presta serviços para a Manaus Energia. Por conta do acidente, as atividades na área - a manutenção na rede elétrica do km 1 até o km 80 -, foram paralisadas. Bastante abalados com o ocorrido, os colegas de trabalho de Lázaro preferiram não comentar o caso.

Laudo preliminar
Em uma nota de esclarecimento divulgada, a Manaus Energia informou que as investigações preliminares realizadas por uma equipe técnica da empresa, no local onde ocorreu o acidente, dão conta de que Lázaro teria subido no poste para iniciar os serviços de reparação dos cabos, sem a devida autorização do fiscal, responsável pelos trabalhos de desligamento do circuito elétrico. Ainda de acordo com a referida nota, a Eletro Instalações irá arcar com as despesas dos serviços de funerais.

Fonte: A Crítica - Manaus, 27 de Janeiro de 2007

Comentário
No Brasil é comum após um acidente fatal, a história se repete, indagamos: O que houve de errado? E nunca preocupamos com a prevenção. O que pode dar errado? Os responsáveis buscam os culpados, esquecendo-se das causas reais do acidente.
A Concessionário de acordo com a notícia informou que após investigações preliminares realizadas por uma equipe técnica da empresa, no local, chegou a conclusão que o funcionário teria subido no poste para iniciar os serviços de reparação dos cabos, sem a devida autorização do fiscal, responsável pelos trabalhos de desligamento do circuito elétrico. Se os bombeiros demoraram quase duas horas para retirar o corpo do local, suponho que sistema estava realmente energizado. Houve um descompasso entre a desenergização do sistema e o início do trabalho. Isso nada mais é a falta de procedimento de segurança para iniciar o serviço.

O que diz a norma NR-10;
10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área.

10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço.

10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado.

10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, somente pode ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento.

O mais importante é que o funcionário tenha treinamento de capacitação na área elétrica e segurança.
Como diz a norma “ Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco. É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.

Com esse tipo de treinamento e conscientização dificilmente um funcionário iniciaria um serviço sem analisar os procedimentos adequados (quebra de procedimentos). Além desses procedimentos existem dispositivos de detecção de campo elétrico em que o funcionário poderia utilizar para verificar a energização do sistema para garantia adicional se o sistema está desenergizado. O que houve foi uma falha de procedimento e de comunicação de riscos da empresa.

Interessante o que acontece nesse país, as normas são alteradas, revisadas, e o Ministério do Trabalho, divulga, desta vez a segurança do trabalho deve melhorar, as normas estão abrangendo todos os problemas que podem acarretar acidentes. Mas os acidentes, as infrações continuam os mesmos há anos. É reprise de um filme que já conhecemos o final; acidente e morte. ACCA

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segunda-feira, abril 16, 2007

A trajetória da sujeira na história do Brasil

Livro mostra a evolução e a importância da higiene pessoal no País

Quando a esquadra de Pedro Álvares Cabral desembarcou na Bahia, no longínquo ano de 1500, o Brasil descobriu a sujeira - de um lado, portugueses barbudos, imundos, com doenças generalizadas; do outro, índios pelados, depilados, exibindo dentes alvos, cabelos bem lavados, troncos, pernas e braços musculosos. O gritante contraste era justificável, pois, se os europeus costumavam lavar-se de corpo inteiro apenas duas vezes por ano, os nativos banhavam-se de 10 a 12 vezes por dia.

Assim, as condutas de higiene variam ao longo da História;
■ na Antiguidade, por exemplo, a água era sagrada,
■ na Idade Média, apenas as mãos e o rosto eram lavados.
■ na Idade Moderna, a situação era pior, pois se acreditava que o banho dilatava os poros, o que facilitava a infiltração de doenças.

Somente no século 19, quando a ciência já identificava uma série de doenças, é que o banho era encarado como prática de conservação do corpo.

O livro mostra toda a sujeira física dos brasileiros até depois de proclamada a República, quando as cidades eram grandes focos de doenças. Também os produtos de limpeza evoluíram na mesma velocidade, especialmente o desenvolvimento do vaso sanitário, inventado em 1597.

Essas curiosidades são apresentadas em Passado a Limpo - História da Higiene Pessoal no Brasil, livro fartamente ilustrado do jornalista e historiador Eduardo Bueno.

Passado a Limpo - História da Higiene Pessoal no Brasil. Eduardo Bueno. 80 págs., R$ 44. Livraria Cultura - Av. Paulista, 2.073, 11-3170-4033.

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sábado, abril 14, 2007

Veterinário atacado por crocodilo em Taiwan no zoológico

Em 11 de abril, um crocodilo de 200 quilos do zoológico Shaoshan, na cidade de Kaohsiung, no sul de Taiwan, atacou e arrancou o antebraço do veterinário, que medicava o animal no momento do ataque.

Ataque
O animal atacou quando o veterinário colocou o braço pelos vãos de uma grade na jaula do crocodilo para ministrar a medicação. Achando que a droga já havia surtido efeito, ele tentou recuperar a seringa, mas o crocodilo se voltou e mordeu seu braço esquerdo.

Atendimento de emergência
O veterinário foi enviado com urgência a um hospital próximo. A principal preocupação era manter o veterinário vivo devido à grande quantidade de sangue perdido.
Enquanto o veterinário era levado às pressas para o hospital, os funcionários do zoológico tentaram recuperar o membro, que o animal mantinha na boca.
Eles deram dois tiros no pescoço do crocodilo. Embora as balas não tivessem conseguido penetrar a couraça do animal, os tiros foram o suficiente para fazer com que ele cuspisse o braço. O membro foi imediatamente levado ao hospital.

Cirurgia - reimplante
O teve seu braço reimplantado após cirurgia de sete horas. Os cirurgiões asseguraram que o paciente tem 80% de chances de recuperar seu braço. 'A operação foi muito delicada porque tinha que conectar seus músculos, nervos e vasos capilares', disse um dos cirurgiões. Ele ainda ficará sob observação nos próximos dias.

Réptil
O réptil é um dos dois crocodilos do Nilo mantidos no zoológico. O crocodilo é uma espécie sob risco de extinção e está rapidamente desaparecendo de seu habitat natural na África.

Foto ampliada:
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070414100042.html
Fonte: BBC News - 13/04/2007
Comentário;
Este acidente quase fatal mostra como é importante criar procedimento de segurança para qualquer tipo de atividade. Esta ocorrência também indica mesmo sendo o profissional com conhecimento do comportamento do animal (veterinário), ele cometeu os seguintes erros;
■ Sentimento de controle perante o risco
■ Conhecimento e aceitação passiva do risco
■ Ato inseguro devido à insensibilidade ao risco
■ Não cumprimento das normas
O correto seria imobilizar o animal e posteriormente aplicar a anestesia e medicação.
Todo animal selvagem criado em cativeiro ou não, possui o seu instinto de defesa territorial. Se ele sentir ameaçado, ele atacará para preservar o seu espaço territorial. ACCA

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sexta-feira, abril 13, 2007

Caso real; 10 de abril de 2007

Na terça-feira, 10 de abril, passando pela Rua Gabriel Monteiro em São Paulo, o trânsito parado, observei uma construção de três pavimentos. Lá estava um trabalhador trabalhando numa marquise bem estreita, distante do solo 3 m, picotando a laje, sem óculos de segurança.

Ele estava com cinto de segurança amarrado numa corda. Até agora, tudo bem, porém observando a corda mais detalhadamente, a corda era constituída de uma série de pedaços de cordas amarradas entre si.

Na construção civil podemos imaginar diversos fatores que infringem as normas ou a falta de uma política de segurança visando ao trabalhador com pouca escolaridade e com dificuldade de entendimento de texto ou algo similar, tais como;
■ Confusão / Ignorância em relação à lei e responsabilidades em matéria de segurança
■ Pouca qualificação e formação
■ Grande mobilidade e rotatividade
■ População imigrante
■ Vínculos de trabalho precários
■ Sentimento de controle perante o risco
■ Conhecimento e aceitação passiva do risco
■ Atos inseguros devido à insensibilidade ao risco
■ Não cumprimento das normas

Na construção civil o trabalhador aceita passivamente o risco, que mentalmente ele considera está sob controle ou visualmente ele não esta enxergando a gravidade do risco ou sua conseqüência de potencialização.

A segurança na construção civil lembra muito a mentalidade do pedestre diante da passarela. O órgão público constrói a passarela, alguns pedestres consideram que na utilização da passarela vão perder tempo ou imaginam vamos cortar caminho. Para evitar mais atropelamentos o órgão público coloca obstáculos para obrigar o pedestre utilizar a passarela. Apesar da criação dessas barreiras, a sua aceitação depende da vontade do pedestre, ele pode pular ou ir a um local que não existe essas barreiras. Enquanto não mudar o comportamento do pedestre, dificilmente ele aceitará passivamente essa cultura de segurança.

O grande erro nas normas de segurança é que não existe ênfase no desempenho e conduta segura. Partem do princípio que implantando as normas todos os problemas serão resolvidos.

Para diminuir os acidentes precisamos de uma sociedade que valorize a conduta segura tanto como a conduta orientada para o desempenho, isto é, faça a coisa certa com segurança.
As normas do governo lembram muito o filme surrealismo, que tem o objetivo não interpretar o mundo, mas, sim, em transformá-lo. Isto é, o governo parte do princípio que as normas vão mudar ou transformar o comportamento da empresa ou do trabalhador, esquecendo do mundo real. ACCA

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quinta-feira, abril 12, 2007

Plataforma de segurança de elevação












Observa-se na 1a foto, houve uma adaptação de uma palete normal de madeira como plataforma de elevação de pessoal em equipamento móvel, sem nenhuma proteção quanto à segurança pessoal.
Atualmente existe uma série de plataformas de elevação de pessoal, projetado especificamente para esse tipo de movimentação, levando em consideração a segurança pessoal do trabalhador. (foto ao lado)

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terça-feira, abril 10, 2007

492 mil acidentes do trabalho foram registrados no INSS em 2005

No ano de 2005, cerca de 492 mil acidentes do trabalho foram registrados no INSS. Comparado com o ano anterior, o número de acidentes de trabalho registrados aumentou 5,6%.
■ acidentes típicos representaram 80,1% do total de acidentes,
■ de trajeto 13,7% e
■ doenças do trabalho 6,2%.

Distribuição por faixa etária e sexo
As mulheres participaram com 23% no total de acidentes registrados,
■ 19,5% nos típicos,
■ 31,7% nos de trajeto e
■ 48,4% nas doenças do trabalho.

A faixa etária decenal com maior incidência de acidentes era a constituída por;
■ pessoas de 20 a 29 anos, com 38,3% do total de acidentes.
As pessoas entre 20 e 39 anos de idade participaram com 67,8% do total de acidentes:
■ 68,3% dos típicos,
■ 68,9% dos de trajeto e
■ 57,9% das doenças do trabalho.

Ocupação
Em 2005;
■ setor agrícola participou com 7,3% do total de acidentes registrados,
■ setor indústria com 47,3% e
■ setor serviços com 45,4%, excluídos os dados de atividade “ignorada”.

Acidentes típicos –sub-setores
Nos acidentes típicos, os sub-setores com maior participação nos acidentes foram;
■ agricultura com 8,4% e
■ produtos alimentares e bebidas, com 10% do total.

Acidentes de trajeto – sub-setores
Nos acidentes de trajeto, os sub-setores com maior participação foram;
■ os serviços prestados principalmente a empresas e
■ o comercio varejista, com 12,4% e 11,9%, respectivamente.

Doenças de trabalho
Nas doenças de trabalho, os sub-setores mais representativos foram;
■ intermediários financeiros, com 10,8% e
■ comércio varejista, com 8,4% .

Acidentes e lesões
No ano de 2005, os códigos de CID mais incidentes foram;
■ ferimento do punho e da mão (S61), 13,8% do total
■ fratura ao nível do punho ou da mão (S62), 6,9% do total
■ traumatismo superficial do punho e da mão (S60) com, respectivamente, 5,5% do total.

Doenças de trabalho - CID
Nas doenças do trabalho os CID mais incidentes foram;
■ sinovite e tenossinovite (M65), 24,3% do total
■ lesões no ombro (M75), 13,7% do total
■ Dorsalgia (M54), com 7,5%, do total.

Tipo de lesão
No motivo típico, as partes do corpo com maior incidência de acidentes foram;
■ dedo, 29,3% do total
■ mão (exceto punho ou dedos), 9,5% do total
■ pé (exceto artelhos) com, 7,3% do total.

Acidente de trajeto
No motivo acidente de trajeto, as partes do corpo foram;
■ pé (exceto artelhos), 8,6% do total
■ joelho, 8,2% do total
■ perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive), com 6,3%, do total.

Doenças do trabalho
Nas doenças do trabalho, as partes do corpo mais incidentes foram;
■ ombro, 14,4% do total
■ dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) , 125 do total
■ ouvido (externo, médio, interno, audição e equilíbrio), com 11,9% do total.

Acidentes de trabalho liquidados
Em 2005, o número de acidentes de trabalho liquidados atingiu 528 mil, o que correspondeu a um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.
A simples assistência médica cresceu 16,7%, a incapacidade temporária aumentou 2,8%, a incapacidade permanente subiu 5,4% e os óbitos diminuíram 4,6%.

As principais causas
As principais conseqüências dos acidentes de trabalho liquidados foram;
■ incapacidades temporárias com menos de 15 dias, 52% do total
■ com mais de 15 dias, cujas participações atingiram 29,4% do total.

A relação entre o número de óbitos sobre o número total de acidentes, de 2004 para 2005, decresceu de 0,56% para 0,51%.

Fonte: Ministério da Previdência

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segunda-feira, abril 09, 2007

Noções básicas de Proteção Passiva

Barreiras de Proteção Passiva
As barreiras de proteção passiva são produtos resistentes à ação do fogo que somadas às técnicas construtivas confinam o incêndio em seu lugar de origem para que não tome grandes proporções, além de preservar a integridade estrutural do edifício.

Esses materiais começaram a ser utilizados na década de 40 em navios de guerra. Nos anos 60 e 70 foram empregados nas usinas nucleares .

No Brasil, também tiveram o mesmo destino , sendo utilizados na Usina Nuclear Angra I, nos Módulos das Plataformas da Petrobrás , mas só à partir de 1994 esta tecnologia começa a ser direcionada à construção civil e industrias.

São várias as barreiras de proteção passiva, assim como as indicações, sendo que para elementos estruturais existem três famílias :

Pinturas Intumescentes
De base epóxica, quando expostas a altas temperaturas intumesce, ou seja , se expande (10 vezes a espessura aplicada), criando uma barreira contra o fogo.

São indicadas para estruturas que ficam à vista, mas também podem ser aplicadas em peças interiores ou exteriores. Seus custo é elevado , por isso são utilizados com maior freqüência em obras com reduzido tempo de proteção.

Placas e Mantas pré-fabricadas
Podem ser compostas de gesso , lã de rocha ou fibra cerâmica. Consomem muita mão de obra e as peças a serem protegidas necessitam de preparação prévia para receber o produto. São recomendadas para locais de difícil acesso, que estão em uso e não podem ser desocupados.

Revestimentos projetados
São produtos de fácil e rápida aplicação e os mais econômicos. Dependendo da composição apresentam densidades variadas e conseqüentemente resistências mecânicas diferentes, desta forma para cada tipo de aplicação há um produto mais indicado.

Estão divididos em dois grupos : Cimentitius, com alto índice de material aglomerante (mínimo de 80% de gesso ou cimento), o que lhe confere boas características mecânicas, tais como resistência à erosão sob corrente de ar ; alta aderência ao substrato ; alta resistência à compressão e à abrasão.

Não possuem fibras minerais, asbestos ou qualquer outro produto nocivo à saúde. O outro grupo são as Fibras projetadas, produtos compostos por fibras , geralmente lã de rocha, com baixo teor aglomerante (menor que 30% de escória), por esta razão apresentam características mecânicas muito inferiores as do Cimentitius.

As barreiras de proteção passiva contra incêndio devem estar sempre associadas a um determinado tempo de proteção, que se divide em classes de 30, 60 , 90 , 120 e 180 minutos.

Durante estes períodos não pode haver passagem de chamas e fumaça, além disso a temperatura do lado não exposto não pode ultrapassar , no caso de selagens de penetração, por exemplo, a 180ºC, elementos de estruturas metálicas a 550ºC.

Assim como os elementos estruturais de proteção passiva, as barreiras devem constar no projeto da construção para que a integração entre ambos seja tecnicamente satisfatória.

Fonte: Engº David D.Rowlands -SISTEMA Comércio e Assessoria Técnica Ltda

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domingo, abril 08, 2007

Vendaval em Joinville e explosão de transformador

Um vendaval em 3 de abril de 2007, à noite, em Joinville, no Norte catarinense, causou a explosão e incêndio de um transformador da Celesc. O incêndio na subestação começou por volta das 21 horas.

Motivo
As causas do fogo não foram esclarecidas de imediato, mas suspeita-se que um raio tenha atingido o transformador.

Incêndio no transformador
O Corpo de Bombeiros Voluntários teve dificuldades para controlar as chamas, devido ao risco de explosão. As chamas atingiram mais de 20 metros. O fogo foi controlado por volta das 22h. Foram consumidos 20 mil litros de óleo dos equipamentos da subestação.

Duração do vendaval
Apenas 15 minutos

Rastro de destruição deixado pelo vendaval
Casas e galpões destelhados, placas de publicidade quebradas, árvores arrancadas pela raiz.

Velocidade do vento
O Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina) registrou em Indaial rajadas de vento de 63 quilômetros por hora.
Mas o meteorologista Dirceu Severo, do Instituto de Pesquisas Ambientais da Furb, ressalta que em alguns pontos de Joinville, o vento pode ter atingido mais de 100 quilômetros por hora, já que as rajadas destruíram telhados e arrancaram árvores pela raiz.

Falta de energia
O chefe da divisão de operação e manutenção da Celesc, Vilbam Bittencourt, explicou que o transformador que explodiu abastece toda a região compreendida pelos bairros Vila Nova, América, Centro e também pelo município de Garuva. Como o incêndio alcançou grandes proporções, com chamas de mais de 20 metros de altura, a Celesc foi obrigada a cortar a energia em quase toda a cidade, afetando cerca de 80% do abastecimento de Joinville.

Motivo da explosão e incêndio no transformador
A causa provável pode ter sido provocado por um raio que atingiu o transformador ou por um curto-circuito numa das linhas da BR-101. A subestação da Celesc é ligada a outras duas subestações. Este é o motivo por ter ocorrido falta de energia elétrica também em Araquari, Balneário Barra do Sul e São Francisco do Sul, disse Vilbam Bittencourt .

Municípios afetados pela falta de energia
Em Joinville e região, duas subestações apresentaram problemas, deixando cerca de 170 mil pessoas sem energia elétrica, em cinco municípios.
Em Blumenau, 23 alimentadores que abastecem a rede de distribuição da Celesc não funcionaram, deixando cerca de 50 mil clientes sem energia.
Outros municípios afetados; Gaspar, Indaial, Timbó, Ascurra, Rodeio, Pomerode, Luís Alves, Massaranduba.

Restabelecimento de energia
Blumenau e Indaial foram as cidades que mais sofreram com a falta de energia elétrica na região.
Atuaram 115 profissionais, entre técnicos, engenheiros e outros funcionários para restabelecimento da energia elétrica. As equipes se revezarem à noite e de madrugada, com apoio de equipes vindas de Florianópolis e Itajaí.
Foram trocados 21 transformadores, 19 postes de iluminação, reparos em 111 cabos elétricos de alta e de baixa tensão. Ao todo, foram utilizados 44 veículos na operação. O restabelecimento de energia elétrica voltou ao normal na quarta-feira, 4 de abril.

Balanço dos danos
R$ 3 milhões são o prejuízo estimado pela Celesc com o vendaval.
O vendaval danificou 200 residências e prejudicou o abastecimento de energia e água e o sistema de transportes.

Vide foto dos danos materiais:
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070408155011.html

Fontes: Diário Catarinense e A Notícia, 3 e 4 de abril de 2007

Comentário
Pela Escala Modificada de Beaufort podemos ter uma idéia da velocidade teórica do vento ocorrido na região de Joinville. A escala varia de 0 a 12. Cada nível da escala existe uma faixa mínima e máxima da provável velocidade do vento e suas conseqüências (danos).

Escala – 10 - Vento muito forte, vendaval ou tempestade – velocidade - 88,0 - 102,0 – Conseqüências - Derruba árvores. Produz danos consideráveis em habitações mal construídas. Destelha muitas edificações

Escala – 11 -Vento tempestuoso, vendaval muito forte, ciclone extratropical – velocidade- 103,0 - 119,0 – Conseqüências - Arranca árvores. Provoca grande destruição. Derruba fiação elétrica. ACCA

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quinta-feira, abril 05, 2007

A Nova Igreja de Dresden

Em 30 de outubro de 2005, domingo, milhares de pessoas se reuniram no centro de Dresden, na Alemanha, para a reinauguração da Igreja de Nossa Senhora (Frauenkirche).
Ela havia sido destruída pelo bombardeio dos aliados na Segunda Guerra Mundial.


Em ruínas
A igreja barroca foi devastada durante os fortes bombardeios dos aviões aliados nos momentos finais da guerra, em fevereiro de 1945. Dresden ficou em chamas por uma semana após os ataques. Pelo menos 35 mil pessoas morreram.

Memória do caos
As poucas partes da Igreja de Nossa Senhora que não ruíram após os bombardeios foram deixadas intactas pelas autoridades da Alemanha Oriental, para servir como lembrança do período da guerra. A reconstrução da igreja em Dresden começou após a reunificação alemã, em 1990.

Dez anos
Os trabalhos de reconstrução da igreja levaram cerca de dez anos e custou 180 milhões de euros (RS$ 488 milhões). O projeto foi todo baseado no modelo original, como pode ser visto na foto ao lado, de 1930.

Panorâmica
A cúpula barroca de arenito da nova Frauenkirche se destaca na vista panorâmica de Dresden.






Foto ampliada:
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070405201254.html

Fonte: BBC Brasil - 01 de novembro, 2005

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quarta-feira, abril 04, 2007

Tragédia na BR-277 no Paraná


Por volta das 9 h15, sábado, 31 de março de 2007, na rodovia BR-277, no km 40, próximo ao Viaduto dos Padres, sentido Curitiba-Paranaguá., uma carreta, com placa de Marmeleiro (PR), que transportava uma carga de soja, teria ficado sem freios na descida da serra, depois de uma ultrapassagem. Sem controle, a carreta atingiu dois caminhões e esmagou outros quatro carros, antes de parar na mureta central da pista e pegar fogo.

Saldo da tragédia
Sete mortes, sete feridos e sete veículos envolvidos no acidente.

Interrupção do tráfego
De acordo com informações da Ecovia, concessionária que administra o trecho, a rodovia foi liberada nos dois sentidos por volta das 16 h. O trânsito ficou bastante lento no local.

Atendimento de emergência
Oito viaturas de atendimento de emergência trabalharam no resgate. A PRF (polícia rodoviária federal) e a Ecovia orientaram o tráfego na região.


Fontes: Fontes: Gazeta do Povo e Folha Online, no período de 31 de março a 2 de abril de 2007



Comentário
Os principais problemas encontrados pelos órgãos públicos durante a fiscalização de caminhões em estradas foram;
■ Falta de manutenção no sistema de freios, pneus, suspensão, sistema de iluminação e sinalização.

Outro problema comum que pode ter acontecido, como o caminhão estava numa descida, caso o motorista não controla adequadamente a velocidade do caminhão através do retardo do motor e freio, poderá ocorrer superaquecimento nos freios ou fading pela utilização excessiva e como conseqüência a sua falha.

Fading ou superaquecimento é a perda do coeficiente de atrito das pastilhas, ou lonas de freio, determinado pelo excesso de temperatura gerado no sistema de freios durante frenagens bruscas ou uso excessivo dos freios em trechos longos de descida.

É extremamente importante controlar a descida de veículos pela ação de retardo do motor, deixando os freios frios para situações de emergência. Descidas mais rápidas geram superaquecimento dos sistemas do veículo, especialmente os freios, que tem capacidade limitada de dissipar calor, aumentando o risco de falhas e acidentes. ACCA

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terça-feira, abril 03, 2007

Raios – Tome os seguintes cuidados

Cem pessoas morrem por ano vítimas de raios no Brasil. A maior parte dos casos (95%) acontece ao ar livre e um quarto deles envolve moradores de São Paulo.
O Brasil é o país que concentra o maior número de descargas elétricas no mundo _são 60 milhões por ano.
Levantamento do Elat, Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).apontou que o setor elétrico é o que tem mais prejuízo por causa das descargas elétricas no Brasil. São cerca de R$ 600 milhões por ano, em média. As empresas de telecomunicação gastam cerca de R$ 100 milhões anuais com esse problema.
Ilustrações realizadas pela Defesa Civil de São Paulo dos principais cuidados que a população deve tomar em relação a raios.
Vide
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070403112645.html

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domingo, abril 01, 2007

Usinas buscam pessoas fortes para cortar cana

Novo biotipo do cortador de cana
■ As usinas estão barrando trabalhadores que não atingem cota de produção elevada nos canaviais do interior de São Paulo.
■ A exclusão atinge cortadores de cana com mais de 40 anos, os carteiras brancas (sem experiência) e aqueles com histórico de licenças médicas na ficha. A linha de corte seria uma produção mínima de dez toneladas de cana colhida por dia. Por isso, as mulheres estarão menos presentes na maior safra de cana-de-açúcar do Estado que começa a ser colhida.

Os excluídos
Entre os excluídos, muitos vieram de outros Estados e, sem dinheiro para o retorno, vagam pela cidade de Guariba em busca de ajuda. Quase sempre batem à porta da Pastoral do Migrante, ligada à Igreja Católica, ou do Sindicato dos Empregados Rurais de Guariba.

Fiscalização e seleção de trabalhadores de cana
O presidente do sindicato, Wilson Rodrigues da Silva, conta que as usinas aumentaram as exigências depois das denúncias das “birolas” mortes por exaustão nos canaviais. De acordo com a pastoral, de abril de 2004 até o fim do ano passado, houve 17 mortes de cortadores associadas ao excesso de esforço. Este ano, a pastoral contabilizou entre as suspeitas a morte do cortador José Pereira Martins, de 51 anos, ocorrida no plantio. Ele sofreu um enfarte.

O aumento na fiscalização do Ministério do Trabalho agravou a exclusão, segundo Silva. “As usinas dispensam cortadores que são apanhados sem luvas, caneleiras e equipamentos obrigatórios.” Por trás dessas justificativas, há o interesse das empresas em ter mão-de-obra altamente produtiva e de baixo custo. Silva acredita que por isso as mulheres estão sendo barradas. “Elas perderam o espaço por causa da competição por produtividade.”

Tipo de cana exige mais trabalho
Por causa de variedades de cana transgênica, mais leves e com alta concentração de sacarose, o cortador precisa trabalhar 40% mais para colher a mesma tonelagem de 10 anos atrás. “É uma cana resistente a pragas, por isso tem a casca dura, que dificulta o corte.” A média de renda, no plantio, é de R$ 680, valor que sobe para R$ 900 na safra. “O etanol é a vitrine do mundo, mas o trabalhador continua sendo explorado. Não ganha bem, se alimenta mal e deixa sua saúde no canavial”, diz o sindicalista.

Fonte: Cruzeiro do Sul - 1 de abril de 2007

Comentário:
De um lado o Ministério do Trabalho aumenta a fiscalização no período de safra, entretanto, devido à agilidade e competição do mercado as usinas podem selecionar os trabalhadores mais aptos, com condições físicas adequadas para o tipo de trabalho.
Um trabalhador padrão que corta hoje 12 toneladas de cana em média por dia de trabalho realiza as seguintes atividades no dia:
■ Caminha 8.800 metros;
■ Despende 366.300 golpes de podão;
■ Carrega 12 toneladas de cana em montes de 15 kg. em média cada um, portanto, ele faz 800 trajetos levando 15 Kg. nos braços por uma distância de 1,5 a 3 metros;
■ Faz aproximadamente 36.630 flexões de perna para golpear a cana;
■ Perde, em média 8 litros de água por dia, por realizar toda esta atividade sob sol forte do interior de São Paulo, sob os efeitos da poeira, da fuligem expelida pela cana queimada, trajando uma indumentária que o protege, da cana, mas aumenta a temperatura corporal. O trabalhador é um autêntico soldado de elite cortador de cana ou um robocop.
O que o governo deveria fazer é analisar o que poderia melhorar em relação a segurança/trabalho dos cortadores de cana, tais como; refeitório, dormitório, EPI, contrato de trabalho temporário e seguro de acidentes pessoais e produtividade (fixar limites, média e máxima). ACCA

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posted by ACCA@4:21 PM

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