COLISÃO COM MICRO-ÔNIBUS E CARRETA DEIXA AO MENOS 23 MORTOS NA BR-373 NO PARANÁ
O acidente aconteceu na
madrugada de 19 de agosto de 2026, no km 209 da BR-373, em Ipiranga, nos Campos
Gerais, no Paraná.
PRINCIPAIS DETALHES DA
TRAGÉDIA:
Veículos envolvidos: Um
micro-ônibus da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Imbituva e uma carreta
(que viajava sem carga, cujo motorista também faleceu).
VÍTIMAS:
O micro-ônibus transportava
27 pessoas, todas pacientes que viajavam de Imbituva para hospitais da Grande
Curitiba, das quais 22 morreram e cinco ficaram feridas; o motorista da carreta
também morreu, totalizando 23 óbitos. Entre os mortos estavam 13 mulheres, oito
homens e duas crianças. Cinco pessoas
ficaram feridas e foram levadas para hospitais de Ponta Grossa.
DINÂMICA DO ACIDENTE:
Segundo os levantamentos
preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão teria invadido a
pista contrária — que é de pista simples —, provocando uma colisão frontal
violenta por volta das 3h30.
O coletivo era da Secretaria
de Saúde da Prefeitura de Imbituva, a 170 quilômetros de Curitiba, e levava
pacientes para hospitais perto da capital. Acompanhantes dos pacientes também
estavam no veículo, segundo a PRF.
Já o caminhão tinha placa de
Erechim (RS) e seguia em direção à cidade de Prudentópolis (PR). Ele teria
partido de Carambeí (PR), segundo informações preliminares da PRF.
OCUPANTES DO MICRO-ÔNIBUS:
O veículo transportava pacientes do município de Imbituva que realizariam tratamento e consultas médicas em hospitais da Grande Curitiba.
A rodovia ficou totalmente
fechada por quase sete horas. O acidente aconteceu por volta das 3h30 e a pista
só foi liberada às 10h25, quando equipes da concessionária limparam o local.
Este é o maior acidente
registrado no estado desde janeiro de 2021, quando o tombamento de um ônibus
deixou 19 mortos na BR-376, em Guaratuba. O veículo estava em alta velocidade e
teria sofrido uma falha nos freios.
PERÍCIA
Equipes da polícia periciaram
o local e as causas do acidente serão divulgadas posteriormente.
RECONHECIMENTO DAS VÍTIMAS
Uma operação especial foi
montada para o reconhecimento das vítimas. Um comboio com seis caminhões foi
responsável por levar os corpos para a sede da Polícia Científica do Paraná em
Ponta Grossa na manhã de hoje.
Além das equipes de Ponta
Grossa, funcionários de Curitiba e Guarapuava vão trabalhar no reconhecimento.
As informações são da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, que classificou
o trabalho para identificar as vítimas como complexo. Essas equipes também
participaram da perícia do acidente.
A Polícia Científica ativou o
Protocolo de Identificação de Vítimas em Desastres, padronizado pela Interpol,
no caso. Ele estabelece as normas para coleta de DNA e registros de
desaparecidos juntos aos familiares.
O ideal é que parentes de
primeiro grau, como filhos, pais ou cônjuges, façam o reconhecimento das
vítimas. Eles precisam levar documento original da vítima e um documento que
comprove a ligação dele com aquela pessoa, como certidão de casamento.
Caso esses parentes não possam ir até a Polícia Científica reconhecer os corpos, irmãos, primos, avós ou tios podem fazê-lo. Não há uma previsão para o término do trabalho das autoridades. Fonte: UOL - 19/08/2026 11h42 ; UOL- 19/08/2026 06h33


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