Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia
quinta-feira, janeiro 29, 2026
QUATRO TRABALHADORES MORRERAM SOTERRADOS EM UMA OBRA EM PROMISSÃO (SP
Quatro trabalhadores morreram
soterrados durante uma obra em um frigorífico de Promissão (SP) na tarde de
quarta-feira (21).
Segundo a Defesa Civil, o
acidente aconteceu enquanto os trabalhadores atuavam no interior de uma
escavação, quando um barranco de aproximadamente 6 m desmoronou e atingiu as
vítimas.
ATENDIMENTO EMERGÊNCIA
Equipes da Defesa Civil e do
Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência, registrada por
volta das 16h40.
As vítimas chegaram a ser
socorridas e levadas ao Hospital Geral de Promissão, mas não resistiram aos
ferimentos e morreram ao dar entrada na unidade de saúde.
NOTA DA EMPRESA
Em nota, a empresa afirmou
que, após o acidente, todos os protocolos de segurança foram imediatamente
acionados e que equipes de resgate foram direcionadas ao atendimento dos
profissionais.
Ainda no comunicado, a
empresa lamentou o ocorrido e disse que colabora com os órgãos competentes. Fonte: g1 Bauru e Marília, TV TEM - 21/01/2026
Comentário
Pela foto nota-se que não havia proteção para os trabalhadores
Para elaboração do projeto e
execução das escavações a céu aberto, serão observadas as condições exigidas na
NBR 9061/85 - Segurança de Escavação a Céu Aberto da ABNT.
A NBR 9061 estabelece os
procedimentos técnicos de segurança para escavações a céu aberto,
complementando a NR-18, que foca nas condições e meio ambiente de trabalho na
indústria da construção. Juntas, elas determinam que escavações, valas e
fundações devem ter estabilidade garantida, sinalização de segurança,
isolamento e escoramento para evitar desmoronamentos e proteger trabalhadores.
A NBR 9061 da ABNT estabelece
os requisitos de segurança para escavações a céu aberto em obras civis, focando
na proteção de trabalhadores contra riscos como desmoronamentos e quedas, sendo
obrigatória para escavações acima de 1,25m de profundidade e detalhando medidas
como taludes estáveis, escoramentos, sinalização, uso de EPIs, inspeções e
planos de emergência, sendo fundamental para concursos e segurança no trabalho.
10 ANOS: O DIA EM QUE O JAPÃO FOI ATINGIDO POR TERREMOTO
Em 2004, o mundo enfrentou
uma tragédia dupla de proporções monumentais. Um poderoso terremoto no Oceano
Índico foi seguido de um tsunami destruidor, que deixou mais de 260 mil mortos
em 14 países.
Sete anos depois, um
acontecimento semelhante teria não apenas dois, mas três atos. Um desastre
triplo castigou o Japão, quando um terremoto tão intenso quanto o do Oceano
Índico, mas desta vez no Pacífico, provocou um tsunami também devastador,
contra o qual as sólidas defesas japonesas não tiveram chance.
A fúria do mar, por sua vez,
provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima, 260 quilômetros ao norte de
Tóquio. Mais de 18 mil pessoas foram mortas pelo tsunami, e o acidente em
Fukushima forçou a retirada de 160 mil pessoas que moravam nas imediações.
Foi a maior catástrofe
enfrentada pelo Japão desde as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e
Nagasaki, em 1945.
O GRANDE TERREMOTO
O dia 11 de março de 2011,
uma sexta-feira, dificilmente será esquecido pelos japoneses. Às 14h46, horário
local, num ponto do Oceano Pacífico a 130 quilômetros ao leste da cidade de
Sendai, um terremoto não apenas sacudiu como também deslocou o Japão. Com 9
graus de magnitude, o "Grande Terremoto do Leste do Japão" — também
conhecido como "Grande Terremoto de Sendai" ou apenas "Terremoto
de Tohoku" —, o maior já registrado no país, empurrou em 2,4 metros para
leste a ilha de Honshu, a maior do Japão.
No ponto exato do abalo
sísmico, 24,4 quilômetros abaixo do fundo do mar, o atrito entre as placas
tectônicas da Eurásia e do Pacífico causou a maior movimentação de terra já
registrada num terremoto, de 50 metros — no abalo de 2004, no Índico, ela foi
de 25 metros. Essa movimentação forçou o mar para cima, causando o tsunami —
uma série de ondas gigantes. Acostumado a grandes tremores seguidos de
destruição em larga escala, — como em Tóquio, em 1923, e em Kobe, em 1995 —, o
Japão começava a enfrentar uma sucessão de eventos inédita em sua história.
O terremoto em si já era
excepcional mesmo para padrões japoneses. A área do país mais atingida foi a
região de Tohoku. Em sua capital, Sendai, as pessoas que estavam nas ruas
rapidamente perceberam que não havia para onde fugir. Imagens registradas em
vídeo mostraram muitos tentando escapar de pedaços de edifícios que caíam sobre
a calçada e trabalhadores apavorados em escritórios, onde objetos e móveis eram
lançados ao chão. A longa duração do tremor — cerca de seis minutos — tornou o
momento ainda mais assustador. "Oh, meu Deus, o prédio vai cair!",
diz um homem, em inglês, em um dos momentos de maior vibração do local onde
estava.
O Japão é considerado o país
mais bem preparado do mundo contra terremotos. Depois da tragédia de 1923, que
matou 140 mil pessoas, os edifícios japoneses passaram a ser construídos para
absorver a energia de um abalo sísmico e, assim, são capazes de manter-se de
pé. O processo, chamado de "isolamento sísmico", envolve a presença
de proteções na base das construções, como blocos de borracha, e amortecedores
na estrutura dos edifícios.
Os avanços em tecnologia,
porém, não protegem as cidades japonesas de qualquer dano — e, no caso do
terremoto de Tohoku, eles foram muitos e de grande alcance. Houve destruição na
capital, Tóquio, a 373 quilômetros do epicentro, onde o abalo sacudiu o
Parlamento nacional. A leste de Tóquio, na cidade de Ichihara, o abalo fez com
que uma refinaria pegasse fogo e explodisse. Nada disso, porém, seria comparado
ao que estava prestes a atingir a costa leste do país.
O TSUNAMI
O Japão já conhecia muito bem
os tsunamis — a palavra é japonesa, formada pela união de "tsu", que
significa "porto", e "nami", que significa
"onda". O Serviço Nacional Oceânico dos Estados Unidos define o
fenômeno tsunami como "uma série de ondas gigantes causadas por terremotos
ou erupções vulcânicas sob o mar".
E o órgão acrescenta: "No
meio do oceano, ondas de tsunami não aumentam enormemente em altura. Mas,
conforme as ondas atingem a costa, elas vão adquirindo mais e mais altura com a
diminuição da profundidade do mar".
O Japão já contava com um
desenvolvido sistema de alerta e uma ampla estrutura de proteção. Às 14h49,
três minutos depois do terremoto, um primeiro aviso de tsunami foi disparado.
Essa notificação, entretanto, subestimou o tamanho do problema. A magnitude do
terremoto foi inicialmente estimada em apenas 7,9, e acreditava-se que as ondas
que pudessem chegar à costa teriam alturas entre 3 e 6 metros.
Na verdade, como se veria
pouco depois, as ondas chegaram a 10 metros de altura, em alguns pontos até 15,
e o abalo havia sido muito mais intenso, de 9 graus de magnitude. Essas falhas
no aviso ficariam claras durante uma investigação sobre a tragédia. Um relatório
da Agência Meteorológica do Japão, produzido em outubro de 2013, disse que os
erros do alerta inicial podem ter contribuído para o alto número de vítimas.
"Isso pode ter levado
algumas pessoas a pensar que as ondas do tsunami não ultrapassariam as muralhas
de proteção e possivelmente contribuiu para demoras na evacuação." Um
segundo alerta chegou a ser divulgado, às 15h10, aumentando a previsão do
tamanho das ondas para até 10 metros. Nesse momento, porém, o tsunami já estava
perto demais.
Meia-hora depois do
terremoto, as ondas chegaram à costa de Tohoku e outras regiões do leste do
Japão. Do alto de prédios muitos japoneses viam, impotentes, o momento em que
as primeiras ondas venciam os muros de proteção como se estes não existissem.
Paredes de água invadiram as cidades do litoral, carregando e destruindo
barcos, carros e casas, que de longe pareciam de brinquedo.
O porto e o aeroporto de
Sendai foram totalmente tomados pelas águas — embarcações, aeronaves,
helicópteros, caminhões, vans e outros automóveis eram facilmente arrastados
pelas ondas. Muitos momentos foram registrados por câmeras japonesas, em
imagens que impressionaram o mundo. Cerca de 250 quilômetros ao norte de
Sendai, o tsunami chegava à cidade de Miyako, onde a destruição foi igualmente
espantosa. A montanha de água negra do mar logo venceu as barreiras de 5 metros
de altura, arrastando com ela carros, barcos, casas e os postes de eletricidade.
No dia seguinte, 12 de março,
as equipes de resgate esforçavam-se para encontrar sobreviventes e retirar pessoas
de regiões alagadas. Segundo balanço da BBC News, cerca de um terço da cidade
de Kesennuma, em Miyagi, de 74 mil habitantes, estava submersa, e havia vários
focos de incêndio. Na província de Iwate, a cidade de Rikuzentakata, de 23 mil
habitantes, havia sido totalmente tomada pelas águas — e mais de 300 corpos já
haviam sido encontrados.
Os serviços de monitoramento
de abalos sísmicos haviam registrado 125 tremores secundários, decorrentes do
grande terremoto — um deles de 6,8 de magnitude. O total de construções
destruídas, completa ou parcialmente, chegava a 3,4 mil. Cinco milhões e meio
de moradias estavam sem eletricidade, e mais 200 mil pessoas estavam em abrigos
provisórios, entre muitos outros aspectos da tragédia.
O terremoto seguido de
tsunami deixou um total de 15.853 mortos e 3.282 desaparecidos, a maioria
devido ao avanço do mar. A região com mais vítimas fatais foi a de Miyagi.
Um ano depois do desastre,
330 mil pessoas ainda viviam em algum tipo de acomodação temporária. Mais de
300 mil prédios foram destruídos, e outros 1 milhão, danificados - pelo
tsunami, por incêndios ou pelo terremoto -, além de 4 mil estradas, 78 pontes e
29 linhas férreas.
A devastação gerou
impressionantes 25 milhões de toneladas de detritos. Parte deles foi levada
pelo oceano e acabou nos litorais do Canadá e dos Estados Unidos. Entre elas,
uma motocicleta Harley-Davidson, uma bola de futebol e pequenos barcos. O custo
financeiro do desastre chegou a cerca de US$ 200 bilhões.
O ACIDENTE NUCLEAR
As terríveis imagens que
chegavam do Japão geraram solidariedade internacional, com líderes do mundo
todo expressando apoio e anunciando ajuda aos japoneses. Depois do terremoto e
do tsunami, a tragédia ainda teria, porém, um terceiro capítulo.
Já no dia 11, pouco depois do
tsunami, surgiram as primeiras preocupações com duas usinas nucleares no leste
do país, próximas ao epicentro do terremoto: Onagawa, na província de Miyagi, e
Fukushima Daiishi, na província de Fukushima. Em Onagawa, a usina mais próxima
do epicentro do terremoto, um incêndio começou no salão de turbinas, uma área
separada do reator, mas foi rapidamente apagado. Em Fukushima, a situação seria
bem mais grave.
A localização da usina de
Onagawa, protegida por um muro de 14 metros de altura e construída numa parte
mais alta do terreno, garantiu que o prédio não sofresse grandes danos com o
tsunami.
A estrutura que protegia
Fukushima, por outro lado, mostrou-se precária. A usina de Fukushima tinha
quatro reatores, dos quais três — as unidades 1 a 3 — estavam operando naquele
dia. Com o terremoto, as três unidades se desligaram automaticamente, como previam
seus sistemas de segurança. O abalo danificou as seis linhas de transmissão de
energia que alimentavam a usina, o que ativou o funcionamento de seus geradores
a diesel para movimentar as bombas responsáveis pelo resfriamento dos reatores.
Às 15h42 do dia 11, no
entanto, a usina foi castigada por uma primeira grande onda do tsunami — uma
segunda viria oito minutos depois. As ondas chegaram a 15 metros de altura, mas
Fukushima não estava preparada para tanto. Erguida a 10 metros acima do nível
do mar, a usina era cercada por uma muralha de proteção de apenas pouco mais de
5 metros. As águas alagaram imediatamente o subsolo do prédio, exatamente onde
estavam os geradores. Toda a base da usina ficou alagada, situação que deu
início ao maior desastre nuclear desde a explosão em Chernobyl, na Ucrânica, em
1985 — no mesmo país que sofreu dois bombardeios atômicos na Segunda Guerra
Mundial.
Com o alagamento do subsolo,
os geradores deixaram de funcionar — outros equipamentos importantes para a
operação, como bombas e baterias, também ficaram inoperantes. Sem energia e com
equipamentos danificados, o processo de resfriamento dos três reatores parou. O
acesso à usina também estava prejudicado, devido aos danos causados pelo
tsunami e pelo terremoto nas estradas.
Na noite do dia 11, foram
anunciados um estado de emergência nuclear e a evacuação de moradores num raio
de 2 quilômetros da usina. A área foi logo estendida para 3, depois 10
quilômetros, e no dia seguinte a evacuação atingiu a 20 quilômetros.
VAZAMENTO
O quadro se agravou no dia
12, como noticiou a BBC News: "Uma poderosa explosão atingiu uma usina
nuclear no nordeste do Japão que havia sido seriamente danificada no terremoto
e tsunami de sexta-feira". A explosão ocorreu durante tentativas das
equipes de emergência de retomar o resfriamento dos reatores e ventilar o
compartimento de contenção.
Como explicou em relatório a
Associação Nuclear Mundial, que representa o setor de energia nuclear: "Às
15h36 do sábado, dia 12, houve uma explosão de hidrogênio no andar de serviço
do prédio sobre a contenção do reator unidade 1, destruindo o teto e a
cobertura no topo do prédio". Ao longo dos dias seguintes ao tsunami,
vapor radioativo acabou liberado na atmosfera, tanto por vazamento como em
tentativas de reduzir a pressão interna nos reatores. Também houve vazamento de
água radioativa no Pacífico.
Nos primeiros três dias do
acidente, os núcleos dos reatores de Fukushima derreteram, e o vazamento de
radiação continuou por seis dias. O trabalho das equipes técnicas visava
basicamente tentar esfriar os reatores 1, 2 e 3, utilizando água, e interromper
o vazamento de material radioativo. Demorou duas semanas até que os reatores
fossem considerados estáveis novamente. Não houve mortes decorrentes do
acidente - em 2018, porém, o governo japonês confirmaria uma primeira morte de
um trabalhador de Fukushima, de câncer decorrente da exposição à radiação.
A usina de Fukushima ficou
inutilizada. Com o passar dos anos, cerca de 1 milhão de toneladas de água
contaminada foram acumuladas em seu interior — água da chuva e vinda do solo
que era contaminada ao entrar em contato com a água usada no resfriamento dos
reatores. Em outubro de 2020, nove anos depois do acidente, o governo japonês
preparava-se para decidir o que fazer com esse material. A opção mais provável
era lançá-lo no Oceano Pacífico, a partir de 2022, medida criticada por
ambientalistas e entidades do setor de pesca.
O acidente nuclear levou à evacuação
de 160 mil pessoas da região, com a área afetada estendida de 20 para 30
quilômetros no final de março de 2011. Grande parte foi autorizada a voltar,
com a redução do risco, mas as áreas mais próximas à usina de Fukushima
continuaram interditadas. Duas pequenas cidades, Okuma e Futaba, de 11 mil e 7
mil habitantes, respectivamente, continuaram fechadas durante anos.
Em 2019, as autoridades
permitiram o retorno dos moradores a 40% de Okuma, considerada segura depois de
anos de descontaminação. Muitas pessoas, no entanto, ainda questionavam a
segurança e não se sentiam confortáveis para voltar. Em março de 2020, Futaba
foi reaberta, mas ainda apenas para a entrada de trabalhadores envolvidos em
sua reconstrução. O retorno permanente de moradores só estava previsto para
2022.
Depois do acidente, o Japão
iniciou detalhadas inspeções de segurança em todos os seus cerca de 50 reatores
nucleares. Devido às inspeções, em maio de 2012 todas as usinas do país foram
fechadas, sendo reabertas aos poucos a partir de 2015. Entre elas, a usina de
Onagawa, fechada desde 2011 e cujo funcionamento estava previsto para ser
retomado no final de 2020. A pressão para que o país reduzisse sua produção de
energia nuclear aumentou, e o Japão pretendia diminuir a participação dessa
fonte, de 30%, na época do acidente em Fukushima, para previstos 20% em 2030.
JAPÃO MAIS PREPARADO
Os efeitos do Grande
Terremoto do Leste do Japão duraram muito mais do que se imaginava.
Em novembro de 2016, um
tremor de 7,4 graus de magnitude atingiu as regiões de Fukushima e Miyagi.
Segundo técnicos, não se tratava de um novo terremoto, mas sim de um abalo
secundário ainda decorrente do grande tremor de 2011. O evento, que não causou
danos significativos, foi mais uma lembrança da dimensão do desastre de cinco
anos antes — e da necessidade de o país se preparar melhor para futuras
tragédias.
A partir de 2011, as defesas
japonesas contra tsunamis, ao longo do litoral leste do país, foram ampliadas.
Em vez de 5 metros de altura, os muros para conter futuras ondas gigantes
passaram a ter cerca de 13 metros. A geografia da cidade de Rikuzentakata, uma
das mais atingidas pelo tsunami, foi reformulada, como parte de sua
reconstrução. O centro da cidade, completamente destruído pelo mar, foi refeito
sobre um imenso aterro que cobriu a antiga estrutura. A área, com isso, foi
elevada em 10 metros, tornando-a muito mais segura, mais protegida do alcance
de possíveis ondas gigantes.
Além de tsunamis, o Japão
segue se preparando para uma outra grande tragédia: um novo terremoto, possivelmente
em sua capital, Tóquio -—uma região metropolitana com 37 milhões de habitantes.
O último grande tremor a
castigar a cidade, em 1923, está prestes a completar cem anos, e especialistas
avaliam que um desastre semelhante deva ocorrer cerca de um século depois. As
chances de um novo terremoto atingir a cidade antes de 2050 são avaliadas em
cerca de 70%. Enquanto seus prédios estão preparados para resistir a um forte
tremor, um terremoto em Tóquio seria um desafio enorme para os serviços de
socorro e resgate, seu sistema de transporte e para a população. Por isso a
cidade testa regularmente sua estrutura de comunicação, que envolve centenas de
alto-falantes espalhados em espaços públicos.
A certeza de que o Japão
continuará a ser alvo de tremores de terra, alguns graves, faz com que a
população no país esteja sempre a postos para uma emergência.
Os inúmeros desastres
naturais da história japonesa ficam sempre na memória de todos no país -
especialmente o tsunami de 2011. Cada terremoto representa um novo teste de
sobrevivência. Com sua tecnologia, sua arquitetura e a resistência de sua
população, o Japão está em constante aprendizado, até porque não tem escolha.
Seu permanente e eterno embate com a natureza é uma realidade da qual o país
não pode fugir. Fonte: BBC Brasil - 10 março 2021, autor: Rogério Simões
COLÉGIO MARISTA, EM SANTA MARIA (RS), É ATINGIDO POR INCÊNDIO
O Colégio Marista Santa
Maria, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi atingido por um
incêndio de grandes proporções na noite de sexta-feira (26/12/25).
O fogo começou em torno das
19h. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h36. e combateu as chamas durante 3 horas.
EQUIPES DE SOCORROS E
SEGURANÇA
Os bombeiros informaram que
trabalharam no combate às chamas com três guarnições e três caminhões auto
bomba tanque. A Brigada Militar isolou a
área e o acesso ao prédio ficou totalmente restrito.
INÍCIO DO INCÊNDIO
"Há indício de que o fogo começou no 5º andar e foi descendo:
atingiu o 4ª andar e um pouco do 3º. Estimamos que cerca de 50% do 5º e do 4º
andares foram atingidos. Como é um prédio antigo, com partes em madeira,
acreditamos que as chamas se alastraram mais por conta disso", explica o
delegado Sandro Meinerz responsável pela investigação.
O delegado é enfático ao dizer que somente uma análise do
Instituto-Geral de Perícias (IGP) vai poder dizer com maior precisão como o
fogo começou, a dinâmica do incêndio e o tamanho do estrago.
FOCO DE INCÊNDIO E ORIGEM DO
INCÊNDIO
Um novo foco de fumaça foi
registrado no domingo (28) no prédio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a
ocorrência foi atendida após vizinhos acionarem o Centro Integrado de Operações
de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 14h20.
Moradores da região relataram
que a fumaça já era percebida desde sábado (27), mesmo com a chuva que atingiu
a cidade à tarde. No entanto, no domingo, a quantidade de fumaça aumentou, e os
bombeiros foram chamados. Segundo a corporação, a ocorrência foi contida
"rapidamente" e finalizada.
VÍTIMAS: Não houve feridos.
COLÉGIO MARISTA SANTA MARIA,
O Colégio Marista Santa
Maria, que fica na região central do município, tem 120 anos e é uma das
instituições de ensino mais tradicionais da região. Por isso mesmo, o incêndio
gerou uma grande comoção na população local. .
O QUE DIZ O COLÉGIO
O Colégio informa que, na
noite desta sexta-feira (26), ocorreu um incêndio em um dos prédios da unidade.
A ação do Corpo de Bombeiros foi imediata, seguindo todos os protocolos de
segurança. O local estava vazio no momento do incidente, e não houve feridos.
As causas do incêndio e a
extensão dos danos estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. A
instituição reforça que a segurança de estudantes, famílias e colaboradores é
nossa prioridade absoluta. Todas as medidas necessárias foram tomadas prontamente,
e seguiremos colaborando com as autoridades.
Estamos em constante diálogo
com nossa comunidade escolar e seguiremos informando sobre novos
desdobramentos."
O QUE DIZ A PREFEITURA
A Prefeitura de Santa Maria
manifesta sua solidariedade à comunidade escolar do Colégio Marista Santa
Maria, atingido por um incêndio nesta sexta-feira (26). Desde o primeiro
instante, as equipes do Município estiveram presentes no local, acompanhando a
ocorrência e prestando todo o apoio necessário.
O prefeito acompanhou a
situação desde o início, mantendo contato direto com as forças de resposta e
determinando a mobilização imediata das estruturas municipais. A Defesa Civil
do Município atuou com o envio de caminhão-pipa para auxiliar no combate às
chamas e na segurança da área. O Centro Integrado de Operações de Segurança
Pública (Cios) monitorou a situação desde o começo. Agentes de trânsito fizeram
a sinalização e a organização do tráfego no entorno, garantindo a proteção de
pedestres e motoristas, bem como o serviço do Corpo de Bombeiros.
A Prefeitura agradece ao
Corpo de Bombeiros pelo pronto-atendimento e profissionalismo, bem como aos
voluntários que colaboraram solidariamente durante a ocorrência.
Conforme as equipes de
socorros e segurança, não houve feridos.
Fontes: g1 RS-30/12/2025; g1
RS-28/12/2025; g1 RS e RBS TV-27/12/2025; Agência Brasil-Publicado em
27/12/2025; g1 RS e RBS TV-26/12/2025
CARREGADOR PORTÁTIL PEGA FOGO NO BOLSO DE PASSAGEIRO EM METRÔ NA CHINA
Resumo
·Um carregador
portátil pegou fogo no bolso de um passageiro em uma estação de metrô em
Xangai, na China, sem afetar a operação do metrô.
·As câmeras de
segurança registraram o incidente, e funcionários usaram um extintor para
apagar as chamas rapidamente.
·Conclusões
indicam que o carregador não estava sendo usado ou carregado; bombeiros alertam
sobre riscos mesmo sem uso devido a possíveis defeitos
O carregador portátil que
estava dentro do bolso da jaqueta de um passageiro pegou fogo na última segunda-feira
em uma estação de metrô em Xangai, na China.
O QUE ACONTECEU
Momento foi registrado por
câmeras de segurança da estação. Imagens das câmeras mostram que, enquanto o
passageiro descia a escada rolante para a plataforma, as chamas eram visíveis do
lado direito do homem.
Funcionários usaram um
extintor de incêndio para apagar as chamas, segundo a imprensa local. O incêndio
começou na Estação Ferroviária Oeste de Xangai, da linha 15 do metrô. Ele foi
rapidamente controlado e não afetou a operação do metrô.
CONCLUSÕES PRELIMINARES
Indicam que o carregador não
estava sendo usado nem carregado no momento do incidente. O produto foi
adquirido em dezembro de 2025 e possuía o selo de Certificação Compulsória da
China (3C) válido.
Os bombeiros alertam que
baterias portáteis podem pegar fogo não só enquanto estão carregando. Mesmo sem
uso, elas podem incendiar por causa de defeitos internos, calor excessivo ou
pequenos danos causados por carregamentos feitos de forma errada no passado. Fonte: UOL 08/01/2026
PETROBRAS TEM VAZAMENTO EM PERFURAÇÃO NA FOZ DO AMAZONAS
A Petrobras registrou um
vazamento durante a perfuração do poço FZA-M-59 na Bacia Marítima daFoz do
Amazonas . O documento oficial ao qual à DW teve acesso, assinado pelo gerente
geral de sondagem da empresa, informa que o incidente começou na madrugada de
domingo (04/01).
Segundo o documento da
própria Petrobras, o incidente é classificado como possível de causar dano ao
meio ambiente ou à saúde humana. De acordo com o relatório, o evento foi
constatado por um veículo operado remotamente (ROV), amplamente usado pela
indústria offshore. A inspeção detectou a descarga de um fluido usado na
perfuração para o mar através de uma conexão entre duas juntas.
O vazamento, estimado em 15
mil metros cúbicos, ocorreu a uma profundidade aproximada de 2.700 metros. As
atividades no local estão paralisadas. Não há feridos.
Em nota oficial a Petrobras confirmou que foi identificada
"perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a
sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da
costa do estado do Amapá".
Segundo a empresa, a perda do
fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. "As linhas serão
trazidas à superfície para avaliação e reparo", diz a nota. Ainda de
acordo com o comunicado, não há problemas com a sonda ou com o poço, que
permanecem em "total segurança".
Ao contrário do que relata o
documento a que a DW teve acesso, a nota afirma que "o fluido utilizado
atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há
dano ao meio ambiente ou às pessoas". A petroleira também afirmou que
"adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos
competentes". Fonte:DW- terça-feira, 6 de
janeiro de 2026