TORNADO EM PIRAÍ DO SUL (PR)
Um forte temporal acompanhado de um tornado atingiu a área rural do município de Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais do Paraná, no fim da tarde de sábado, 8 de agosto de 2026.
PRINCIPAIS IMPACTOS E
DESTRUIÇÃO
Intensidade: O Simepar
(Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) classificou o
fenômeno como um tornado de categoria F3, com ventos estimados acima de 250
km/h (alguns relatos preliminares indicaram picos ainda maiores em áreas
específicas).
Danos Materiais: Cerca de 20 a 30 residências
foram severamente danificadas ou completamente destruídas em comunidades rurais
(como as regiões do Fundão, Capinzal e Jararaca), localizadas a cerca de 30 km
do centro da cidade. Vários galpões, árvores, postes de energia e cercas também
vieram abaixo, isolando temporariamente alguns trechos e deixando moradores sem
luz.
Desalojados: Proximamente 20
a 30 pessoas ficaram desalojadas, precisando buscar abrigo em casas de
familiares na região.
VÍTIMAS FATAIS
Apesar da violência dos
ventos e da destruição de dezenas de imóveis, não houve registro de mortes em
decorrência do tornado em Piraí do Sul. A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e
as equipes municipais atuaram prontamente na distribuição de lonas e no auxílio
aos moradores afetados para a desobstrução de estradas e reestabelecimento da
normalidade.
OUTROS MUNICÍPIOS TAMBÉM FORAM AFETADOS
As instabilidades provocadas
pelo temporal também causaram danos em outras cidades do Paraná, incluindo
Jaguariaíva, Sapopema e Candói.
RELATOS DE MORADORES
Moradores relataram que a
tempestade atingiu principalmente áreas rurais de Piraí do Sul, nas localidades
de Fundão, Jararaca e Capinzal.
O morador Alisson estava com
a esposa, Elizabeth, na propriedade da família, no bairro Fundão, quando os
dois perceberam a formação da tempestade se aproximando.
“Quando olhamos para longe,
vimos aquilo chegando. Era enorme, assustador, bem maior do que aparece na
filmagem. Vinha na direção da nossa casa.”
Segundo Alisson, o fenômeno
mudou de direção antes de atingir diretamente a propriedade. A gravação foi
feita por volta das 17h20.
“Naquele momento, clamamos a
Deus por misericórdia e vimos que ele afinou, diminuiu bastante e passou à
direita da nossa propriedade.”
CLASSIFICAÇÃO DO TORNADO
Ventos chegaram a 332 km/h estima
Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Segundo o Simepar, tornado teve trajetória
contínua de destruição de pelo menos 17,3 km e foi classificado como F3 na
Escala Fujita.
Segundo o órgão, a análise
integrada de inspeções de campo, imagens de radar e aerofotogrametria por drone
confirmou uma trajetória contínua de destruição de pelo menos 17,3 km ao longo
da zona rural de Piraí do Sul, passando por localidades como Jararaca, Fundão e
Boa Vista.
"A formação da
supercélula que originou o tornado teve como “combustível” a presença de ar
quente e úmido vindo do Norte do Brasil devido à atuação de um sistema de baixa
pressão sobre o Paraguai. O deslocamento de uma frente fria pelo Sul do país
intensificou a umidade, e o cisalhamento do vento, ou seja, aumento e/ou
mudança de direção do vento em relação à altura, entre a tarde e o início da
noite do dia 8 de agosto favoreceu a formação de tempestades organizadas no
Oeste, Centro Sul e Campos Gerais, com ambiente favorável para ocorrência do
tornado".
COMO FOI FEITA A
CLASSIFICAÇÃO DO TORNADO EM PIRAÍ DO SUL
O Simepar explica que a
reconstrução da trajetória do tornado e a estimativa da intensidade dos ventos
foram feitas através da análise integrada de vistorias de campo, imagens de
radar meteorológico e levantamentos realizados com drone, em um esforço
conjunto entre o Simepar e a Defesa Civil do estado do Paraná.
"Imagens enviadas pela
população, feitas no momento da passagem do fenômeno, ajudaram a compreender a
formação, intensificação, deslocamento, interação com a superfície e dissipação
do tornado. Os vídeos e visitas à campo também foram importantes para
compreender a movimentação de detritos, deformação da vegetação e deslocamento
de objetos".
A estimativa da intensidade
dos ventos foi realizada com base nos critérios da Escala Fujita, considerando
as características e a severidade dos danos observados em campo, como por
exemplo colapso estrutural severo de edificações de alvenaria, madeira, e até
mesmo uma torre de transmissão de energia elétrica.
"As análises permitiram
observar que pedaços de madeira, fragmentos de telhas cerâmicas e galhos de
araucárias foram arremessados com força suficiente para penetrar o solo e
incrustar em troncos de árvores. Araucárias e outras árvores de grande porte
tiveram seus troncos decepados em meia altura, áreas de pastagem ficaram com
ranhuras e houve remoção localizada da cobertura vegetal e da camada superficial
do solo associada à ação dos ventos intensos".
O órgão finaliza explicando que a classificação representa uma estimativa da intensidade máxima do tornado com base nos danos observados, e não uma medição direta da velocidade dos ventos. Fontes: Correio do Povo - 09/08/2026; g1 PR e RPC-08/08/2026; g1 PR-15/08/2026; @ZR
Marcadores: tempestade, tornado, vendaval


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