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quinta-feira, agosto 20, 2026

TORNADO EM PIRAÍ DO SUL (PR)


Um forte temporal acompanhado de um tornado atingiu a área rural do município de Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais do Paraná, no fim da tarde de sábado, 8 de agosto de 2026.   

PRINCIPAIS IMPACTOS E DESTRUIÇÃO

Intensidade: O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) classificou o fenômeno como um tornado de categoria F3, com ventos estimados acima de 250 km/h (alguns relatos preliminares indicaram picos ainda maiores em áreas específicas). 

 Danos Materiais: Cerca de 20 a 30 residências foram severamente danificadas ou completamente destruídas em comunidades rurais (como as regiões do Fundão, Capinzal e Jararaca), localizadas a cerca de 30 km do centro da cidade. Vários galpões, árvores, postes de energia e cercas também vieram abaixo, isolando temporariamente alguns trechos e deixando moradores sem luz. 

Desalojados: Proximamente 20 a 30 pessoas ficaram desalojadas, precisando buscar abrigo em casas de familiares na região. 

VÍTIMAS FATAIS

Apesar da violência dos ventos e da destruição de dezenas de imóveis, não houve registro de mortes em decorrência do tornado em Piraí do Sul. A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e as equipes municipais atuaram prontamente na distribuição de lonas e no auxílio aos moradores afetados para a desobstrução de estradas e reestabelecimento da normalidade. 


OUTROS MUNICÍPIOS TAMBÉM FORAM AFETADOS

As instabilidades provocadas pelo temporal também causaram danos em outras cidades do Paraná, incluindo Jaguariaíva, Sapopema e Candói.

RELATOS DE MORADORES

Moradores relataram que a tempestade atingiu principalmente áreas rurais de Piraí do Sul, nas localidades de Fundão, Jararaca e Capinzal.  

O morador Alisson estava com a esposa, Elizabeth, na propriedade da família, no bairro Fundão, quando os dois perceberam a formação da tempestade se aproximando.

“Quando olhamos para longe, vimos aquilo chegando. Era enorme, assustador, bem maior do que aparece na filmagem. Vinha na direção da nossa casa.”

Segundo Alisson, o fenômeno mudou de direção antes de atingir diretamente a propriedade. A gravação foi feita por volta das 17h20.

“Naquele momento, clamamos a Deus por misericórdia e vimos que ele afinou, diminuiu bastante e passou à direita da nossa propriedade.”

CLASSIFICAÇÃO DO TORNADO

Ventos chegaram a 332 km/h estima Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

 Segundo o Simepar, tornado teve trajetória contínua de destruição de pelo menos 17,3 km e foi classificado como F3 na Escala Fujita.

Segundo o órgão, a análise integrada de inspeções de campo, imagens de radar e aerofotogrametria por drone confirmou uma trajetória contínua de destruição de pelo menos 17,3 km ao longo da zona rural de Piraí do Sul, passando por localidades como Jararaca, Fundão e Boa Vista.

"A formação da supercélula que originou o tornado teve como “combustível” a presença de ar quente e úmido vindo do Norte do Brasil devido à atuação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai. O deslocamento de uma frente fria pelo Sul do país intensificou a umidade, e o cisalhamento do vento, ou seja, aumento e/ou mudança de direção do vento em relação à altura, entre a tarde e o início da noite do dia 8 de agosto favoreceu a formação de tempestades organizadas no Oeste, Centro Sul e Campos Gerais, com ambiente favorável para ocorrência do tornado".

COMO FOI FEITA A CLASSIFICAÇÃO DO TORNADO EM PIRAÍ DO SUL

O Simepar explica que a reconstrução da trajetória do tornado e a estimativa da intensidade dos ventos foram feitas através da análise integrada de vistorias de campo, imagens de radar meteorológico e levantamentos realizados com drone, em um esforço conjunto entre o Simepar e a Defesa Civil do estado do Paraná.

"Imagens enviadas pela população, feitas no momento da passagem do fenômeno, ajudaram a compreender a formação, intensificação, deslocamento, interação com a superfície e dissipação do tornado. Os vídeos e visitas à campo também foram importantes para compreender a movimentação de detritos, deformação da vegetação e deslocamento de objetos".

A estimativa da intensidade dos ventos foi realizada com base nos critérios da Escala Fujita, considerando as características e a severidade dos danos observados em campo, como por exemplo colapso estrutural severo de edificações de alvenaria, madeira, e até mesmo uma torre de transmissão de energia elétrica.

"As análises permitiram observar que pedaços de madeira, fragmentos de telhas cerâmicas e galhos de araucárias foram arremessados com força suficiente para penetrar o solo e incrustar em troncos de árvores. Araucárias e outras árvores de grande porte tiveram seus troncos decepados em meia altura, áreas de pastagem ficaram com ranhuras e houve remoção localizada da cobertura vegetal e da camada superficial do solo associada à ação dos ventos intensos".

O órgão finaliza explicando que a classificação representa uma estimativa da intensidade máxima do tornado com base nos danos observados, e não uma medição direta da velocidade dos ventos. Fontes: Correio do Povo - 09/08/2026; g1 PR e RPC-08/08/2026; g1 PR-15/08/2026; @ZR

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posted by ACCA@4:16 PM