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sexta-feira, setembro 09, 2016

Carro com piloto automático faz sua primeira vítima

Modelo Tesla Model S 
A inteligência artificial aplicada em veículos fez sua primeira vítima,  Joshua Brown,  proprietário de um carro Tesla Model S, perdeu a vida quando seu carro acabou embaixo de uma carreta em uma estrada da Flórida. Segundo o registro oficial os fatos aconteceram em 7 de maio  de 2016 às 15h40, horário local.  

COMO ACONTECEU O ACIDENTE
O veículo estava no modo semiautônomo ou "Autopilot", em que o carro dirige sozinho dentro de algumas restrições.
O acidente com o Model S aconteceu em uma rodovia em Williston, Flórida,  e os sensores do carro não perceberam que uma carreta virou à esquerda à sua frente, em um cruzamento. O carro acabou entrando embaixo do caminhão e o teto foi arrancado e continuou se arrastando até sair da pista e bater em uma cerca. O motorista morreu na hora. O condutor do caminhão não se machucou.

O QUE É O AUTOPILOT
Em sistemas como o 'Autopilot' da Tesla, o carro assume o controle sob certos limites e regras, como a de que o motorista deve manter a mãos no veículo, para reassumir o controle a qualquer momento, se necessário.
Essa tecnologia, chamada de semiautônoma, seria um passo anterior à autonomia total, que é quando o carro terá controle completo durante toda a jornada, dispensando a atenção do motorista. Carros totalmente autônomos só existem em testes, mas ainda não são vendidos em nenhum lugar do mundo.
Segundo a Tesla, o "Autopilot" também está em fase de testes e os motoristas são avisados disso.  

POR QUE CARRO SEMIAUTÔNOMO DA TESLA SE ACIDENTOU?
Morte de motorista num acidente envolvendo piloto automático indica fraquezas desse tipo de veículo.  
■ Quais sensores estavam instalados no acidentado Tesla S?
O veículo dispõe tanto de um radar como de sensores óticos. O radar detecta objetos refletores, tais como metal, pedras e asfalto. As câmeras óticas identificam as áreas ao redor do carro como uma nuvem de pixels. A partir do movimento dos pontos, os sensores calculam se pedestres ou outros veículos invadem o caminho previamente traçado pelo sistema.

■ O que se sabe sobre o acidente?
Sabe-se que o piloto automático estava ativado e que um grande caminhão entrou na via, após virar num cruzamento. O Tesla S colidiu com a carreta, provavelmente sem frear. A  montadora disse que as condições de iluminação eram incomuns: a carreta do caminhão tinha uma lateral branca, que pouco se destacava de um céu claro e sem nuvens.

■Por que os sensores não detectaram o caminhão?
Nesta fase, podem ser dadas apenas respostas especulativas. Em qualquer caso, os dois sistemas de sensores precisam ser analisados separadamente. É possível que os sensores óticos não tenham reconhecido o caminhão, porque este não se destacou do fundo também claro – a distinção entre céu e lateral da carreta.
Por que o radar não detectou nada é mais difícil de responder: possivelmente, o meio da carreta estava demasiadamente elevado para ser detectado pelos sensores de radar montados no para‑choque do Tesla.

■Por que o motorista não freou?
Isso, com certeza, ninguém saberá dizer. A Tesla adverte que os motoristas devem se dedicar integralmente ao tráfego, mesmo quando usam o piloto automático. Quando o motorista retira as mãos do volante, surge uma mensagem de aviso, e o carro reduz a velocidade gradualmente até que o motorista recoloque as mãos no volante outra vez.
O software do piloto automático ainda é uma versão beta. Em softwares de computadores, tais versões são oferecidas a clientes para colher experiências e feedback antes de a versão final ser lançada. Críticos têm observado que isso talvez não devesse ser aplicado em casos de tecnologias tão sensíveis.

■Quais os pontos fracos de sensores óticos?
Sensores óticos têm várias tarefas em carros autônomos: eles devem reconhecer sinais de trânsito e semáforos, pedestres, crianças, animais e ciclistas. Mas eles podem falhar com fraca visibilidade. Assim como seres humanos, os sensores óticos também podem ser "cegados" por luz contrária.
Além disso, neblina, neve, chuva pesada e escuridão podem fazer com que os sensores não detectem tudo corretamente. O mesmo vale para ventos fortes próximos as árvores durante o outono, época em que as folhas estão secas e caindo.
Além de sensores de câmera, existe a possibilidade de fazer uma varredura da área circundante do veículo com um scanner a laser rotativo. Porém, esses equipamentos raramente são instalados em veículos no mercado.

■Quais os pontos fracos de sensores de radar?
Sensores de radar detectam principalmente outros veículos e superfícies duras. Eles também têm sua percepção prejudicada por chuva, nevoeiro e neve, mas não por luz contrária. Por outro lado, cursos de estradas curvilíneos e montanhosos podem gerar análises incorretas.
Por exemplo, quando um carro autônomo trafega por uma via descendente ou ascendente, o asfalto pode refletir o sinal do radar. O sistema então pensa "há um veículo à frente" e reduz a velocidade – mesmo se a estrada estiver completamente livre.
O radar também tem dificuldades para avaliar o tráfego contrário de caminhões numa estrada estreita. O pouco espaço é suficiente para o sistema inicializar uma frenagem brusca.

■Quais as fraquezas do sistema central do veículo autônomo?
O mais complicado na condução autônoma é a programação inteligente do cérebro do veículo. Quando ele deve tomar a decisão de frear ou desviar? Nas rodovias, que são largas, aonde todos vão somente numa direção e a atenção está praticamente voltada somente para carros, caminhões e motocicletas, ainda é relativamente fácil. No tráfego da cidade ou em estradas arborizadas, no entanto, já em bem diferente.
Erros típicos ocorrem, por exemplo, quando há tráfego em sentido contrário: se um carro entra numa faixa para dobrar à esquerda, e isso numa via sinuosa, o carro autônomo poder dar início a uma frenagem. O mesmo pode ocorrer quando outro veículo está estacionado na rua, mas ainda há espaço suficiente para passar. Dependendo da situação, o carro autônomo pode simplesmente frear também. Fonte: Deutsche Welle – 02.07.2016

Comentário: Não devemos esquecer que a falha sempre acompanha a tecnologia. Não existe tecnologia cem por cento segura.

Tecnologias em modelos produzidos em série
■ Detecta e alerta sobre mudança intencional de faixa, sinais de sono, pneu com baixa pressão, ponto cego, etc.
■ Ensina a dirigir de forma mais econômica, com alertas sobre troca de marcha e consumo.
■ Protege os ocupantes quando é necessário inflar os airbags.
■ Aciona farol, limpador de para brisa e escurece o retrovisor interno, quando há necessidade.
■ Freia automaticamente para evitar colisão com o carro da frente, em velocidades limitadas
■ Ajuda a retornar a faixa, caso o motorista não reaja ao alerta de que está saindo dela.
■ Mantém velocidade pré-selecionada (controle de cruzeiro ou piloto automático)
■ Altera a suspensão ao ler curvas ou obstáculos adiante na via, para dar conforto
■ Estaciona sozinho ou deixa para o motorista controlar só pedais e o cambio
           
■Liga para o resgate, se perceber que o motorista não reagiu após uma colisão
■ Dirige sozinho, seguindo o carro da frente, em velocidade baixa, mas é preciso manter as mãos  no volante Fonte: G1- 30/06/2016 

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posted by ACCA@3:00 AM