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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Princípios Básicos - Proteção contra Incêndios

PRINCÍPIOS BÁSICOS
O propósito global da segurança contra incêndio em edificações é a redução do risco de perda de vidas e da propriedade, sendo o conceito principal a segurança das pessoas.

O melhor projeto de segurança contra incêndio é realizado pela implantação de um conjunto de sistemas de proteção ativa (detecção do fogo, combate ao incêndio, etc.). A seleção de um sistema de segurança deve ser determinada pela probabilidade de ocorrência do incêndio e o consequente risco à segurança das vidas. Adicionalmente, é necessário identificar a extensão do dano à propriedade que pode ser considerada tolerável.

Probabilidade de ocorrência de incêndio – Os fatores que devem ser considerados são:
a) a atividade e o conteúdo de combustíveis (carga de incêndio) na edificação.
b) O tipo de edificação.
c) Prevenção ativa do incêndio; as chances de desenvolvimento de um incêndio são fortemente reduzidas se forem instalados detectores de fumaça e chuveiros automáticos.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO ATIVA E PASSIVA

Ventilação durante o incêndio
Ventilação bem projetada exaure a fumaça e assim facilita o combate contra o incêndio e reduz a temperatura dos gases quentes
Compartimentação resistente ao incêndio
Boa compartimentação limita a propagação do incêndio (permitindo que as pessoas sejam retiradas com mais facilidade) e reduz perdas
Projeto de Proteção contra incêndio
Bom projeto de proteção reduz propagação, limita danos à estrutura e facilita o combate contra incêndio.
Detecção do incêndio
Detecção mais rápida, apoiada pela proximidade de bombeiros com recursos, reduz riscos de propagação de incêndio.
Brigada contra incêndio
Proximidade, recursos e acesso dos bombeiros influenciam as perdas com incêndio.
Suprimento de água
Água e disponibilidade de linhas de suprimento são necessárias para a extinção do incêndio
Chuveiros automáticos (sprinklers)
Chuveiros automáticos bem projetados e com boa manutenção reduzem a velocidade de propagação do incêndio.
Disponibilidade de bombeiros e de extintores de incêndio
Imediato combate ao incêndio aumenta a probabilidade de rápida extinção do fogo.
Proteção Passiva em Perfis Metálicos
Previne o desenvolvimento de altas temperaturas nas estruturas metálicas carregadas.

A intensidade e duração de um incêndio, medido pela curva temperatura/tempo dos gases no compartimento com fogo, dependem das características de combustão dos materiais deste compartimento, das condições de ventilação e das propriedades térmicas dos materiais dos fechamentos (paredes, tetos).


FATORES QUE INFLUENCIAM A SEVERIDADE DO INCÊNDIO

Carga de Incêndio
A carga de incêndio é determinada pela quantidade e tipo de materiais.
Distribuição da carga de incêndio
Materiais podem ser armazenados de maneira que o oxigênio tenha fácil acesso a eles.
Características da ventilação do compartimento
Este fator influencia intensidade e a duração do incêndio.
Propriedades térmicas dos pisos e paredes
Este fator influencia intensidade e a duração do incêndio.

FATORES QUE INFLUENCIAM A SEGURANÇA DE VIDAS

Detecção do incêndio e alarme
Detecção do incêndio e alarme dão aos ocupantes aviso da ocorrência.
Rotas de escape seguras
Asseguram a evacuação
Chuveiros automáticos (sprinklers)
Limitam a propagação de incêndios e geração de fumaça e gases perigosos.
Ventilação
Boa ventilação mantém as rotas de escape livre de níveis elevados de temperaturas, de gases e fumaça.
Compartimentação resistente ao fogo
Este fator tem efeito na segurança de vidas nas edificações com menores alturas, mas é essencial nos edifícios altos com muitos andares. Neste caso permitem tempo maior para escape seguro dos ocupantes e promove trabalho seguro dos bombeiros.
Disponibilidade de bombeiros e extintores de incêndio
Imediato combate aumenta a probabilidade de extinção rápida do incêndio.

Fonte: Engº David D.Rowlands 

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segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Incêndio em supertanque de gasolina na Refinaria Orion

Sumário
Um grande incêndio está consumindo um supertanque de armazenagem de gasolina. Conseguindo a extinção do incêndio, apesar da chuva torrencial provocada por uma tempestade tropical,  tem êxito  em Norco, quase um milagre.

A tempestade tropical  estabeleceu o cenário para um dos eventos mais proveitosos  no combate a incêndio industrial nesta década. A extinção do incêndio com sucesso de um supertanque com gasolina, com maior parte do produto salvado. Cada bombeiro que participou desse combate pode reivindicar uma fatia dessa história com glória.


INICIO DO INCIDENTE

Tempestade
A tempestade intensificou a sudoeste  de Galveston, TX, no Golfo do México, na manhã de 6 de junho de 2001, apenas cincos dias da estação de furacão de  junho a novembro. Geralmente o sistema tropical começa como uma depressão e transforma-se numa tempestade tropical. O furacão Allison posteriormente transforma-se numa tempestade tropical, com chuvas pesadas, com precipitações de 100 mm nos estados do Texas e Louisiana durante três dias  seguintes.

Supertanque
Dimensão: 82 m x 9,70 m 
Produto estocado: gasolina refinada
Octanagem: 89.7

Com chuvas súbitas e pesadas o risco de afundamento do teto flutuante de um tanque de armazenamento  aumenta drasticamente.
Na manhã  de terça-feira de 7 de junho de 2001, a refinaria Orion que processa 150 mil barris de petróleo por dia, situada a 40 km a oeste de New Orleans era apenas uma das muitas empresas localizadas ao longo da costa do golfo tentando proteger seus produtos das intempéries.

Na Orion, o teto flutuante afundou  parcialmente do supertanque, com diâmetro  de 82 m e contendo 300.000 barris de gasolina (48 milhões de litros de gasolina).
“Dizia que havia mais de 14 tetos flutuantes afundados entre  Louisiana e Texas,” disse Chidester, chefe de operação de incêndio da Orion. “Em Louisiana apenas conhecia pelo menos cinco casos incluindo o nosso”.

BOMBA DE DRENAGEM DO SUPERTANQUE
A noite anterior o relatório sobre a tempestade informou que houve um problema elétrico  com a bomba que drena a água da chuva para uma pequena lagoa de recuperação. Depois de solucionado o problema,  a bomba de drenagem não conseguia drenar água do local pela quantidade de água que caía.

TERMINAL DE ESTOCAGEM
A refinaria mantém um terminal de estocagem com capacidade de dez milhões de barris (barril equivalente a 158,9 litros) incluindo quatro supertanques, ainda muito maior do que esse supertanque com problema. Como a vizinhança da refinaria é densamente industrializada,  a comunidade é denominada de Norco, também local da Shell, Motiva e Dow, cada uma delas com instalações próprias  de armazenagem.

EQUIPE DE EMERGÊNCIA
A equipe de emergência  consiste três bombeiros em período integral, incluindo  Chidester, chefe de operação de incêndio da Orion e 87 voluntários da própria empresa.

Os equipamentos de combate a incêndio incluem:
■ uma bomba móvel de 3.500 gpm (13.000 litros por minuto),
■ duas bombas de 1.000 gpm /cada (3.700 litros por minuto),
■ três esguichos monitores de 2.000 gpm /cada  (7.500 litros por minuto)  e outros esguichos monitores, variando de 250 gpm  (940 litros por minuto) a 1250 gpm (4.730  litros por minuto),
■ e 600 metros de mangueiras de cinco polegadas (12 cm) instaladas em carreta reboque.

EMERGÊNCIA
A equipe de resposta de emergência da Orion foi alertada para o problema do supertanque envolvendo afundamento parcialmente do teto flutuante, com acúmulo de água da chuva e gasolina na parte superior do teto provocada pela tempestade.

DIFICULDADE DE ACESSO
Entretanto, levando esses equipamentos pesados para onde estava necessitando criou um problema, uma poderia atrapalhar  toda operação de emergência  que estava em preparação.
Somente uma das três  estradas principais de acesso ao supertanque permanecia transitável. 
Com exceção  de poucas estradas pavimentadas estreitas, o terminal da Orion  transformou se num mar de lama. “Tínhamos mais de 60 cm de água na estrada de acesso  a área de tanques”, disse Chidester.

DRENAGEM DA GASOLINA
Enquanto os operadores da refinaria drenavam  gasolina do supertanque afetado, o mais rápido possível, a equipe de emergência  da Orion encaminhava para o local. O supertanque compartilhava com outros tanques  um dique de 3 metros de altura e cada um deles separados por respectivos diques menores. Com 1,20m de água no dique principal aos tanques e os diques intermediários já estavam transbordando.
Como precaução no dique inundado (intermediário)  aplicaria espuma para evitar a ignição de vapores nessa área. Mas o mau tempo estava longe de terminar para o supertanque. A equipe de emergência estava iniciando a aplicação da espuma no dique, quando um raio caiu próximo.
Chidester ordenou a retirada de quase todo pessoal do local, deixando apenas duas pessoas para continuar a operação de espuma.
 “Eu lembro  pelo menos três quedas de raio’, disse Chidester.” Um caiu próximo a ponte do rio, outro próximo a Shell e o terceiro atingiu o nosso supertanque”.

CRONOLOGIA DO INCIDENTE

Queda do raio
Às 12h 32min houve a ignição do supertanque e imediatamente atingiu toda superfície. Os operadores apenas conseguiram drenar 1 m do produto, quando houve a queda do raio. Chamas em redemoinho propagou através  de  uma grande área, suficiente para engolir um campo de futebol. As chamas atingiram centenas de metros de altura, envolvendo a refinaria numa luz alaranjada, que fez o dia nublado  parecer como um por do sol de verão.
 “Geralmente quando você tem um fogo em um tanque, você tem uma bola de fogo (fireball) surgindo  no topo do tanque” disse Chidester. “Essa coisa parecia que tinha várias ramificações. Era tão grande e compacta, havia várias bolas saindo do supertanque”.
A equipe de emergência não teve tempo para ficar espantada ou horrorizada. A equipe se posicionou imediatamente em torno do dique para começar a operação de resfriamento em todo perímetro da parede do supertanque. A equipe de emergência  da refinaria dividiu-se em quatro grupos, cada uma delas com seu próprio responsável. Mas naqueles primeiros minutos a equipe reagiu conforme o treinamento adquirido e sem a coordenação. “Ninguém  precisava dizer-me sobre esse problema”, disse Chidester.

A equipe de emergência tinha receio com óleo no dique, pois  poderia inflamar-se. Além de resfriar a parede do supertanque a equipe estava ocupada com o primeiro dos dois diques com fogo que surgiu durante a emergência. O terceiro anel da parede da supertanque, com 10 m de altura, enegreceu-se e então  começou arder com brilho alaranjado e metal aquecido começou a produzir barulho peculiar.

“O tanque estava rangendo muito e estufando” disse Chidester. “O metal enrijecia e você toda vez escutava o ruído. A segurança da equipe de emergência e todos envolvidos incluindo a vizinhança  pesava durante no meu pensamento”.
Em algum lugar das infinitas leis de Murphy, afirma se você tem apenas uma estrada transitável das três existentes em situação crítica é bom demais para durar. 
Realmente com o calor intenso radiante estendendo ao norte do supertanque, fechou a única estrada seca à esquerda. Equipamentos pesados movendo se em direção a essa posição  teria de arriscar‑se com cuidado nas estradas alagadas.

Em virtude disso, somente os equipamentos mais importantes da equipe de emergência poderiam estar logo à disposição do chefe de operação de incêndio, Chidester,  que podia empregar contra o fogo.
 “Se você saía da estrada, havia nada mais do que lama e vegetação”, disse Chidester.
 “Você tinha essas pequenas valas, que você não podia ver por causa da água. Tínhamos um equipamento de espuma especial que saiu da estrada e quase afundou. Estava difícil permanecer na estrada com todas as mangueiras no chão, algumas acima da água e outras submersas. Você tinha de fazer tudo por tato, caminhando e tateando”.
Adicionando ainda mais problemas para a equipe o calor radiante causava pequenos incêndios no lado norte do terminal, inicialmente queimando as linhas telefônicas, caixas de papelão, construções frágeis, vegetação e tudo o que estava próximo ao fogo.
“Minha equipe não tinha apenas combater o fogo no dique e resfriar o supertanque, mas também tinha controlar tudo que estava adiante de nós”, disse Chidester.

WILLIAMS FIRE &  HAZARD CONTROL FOI ACIONADA
Após 15 minutos de incêndio, Chidester telefonou para Williams, solicitando prioridade para Orion, como um pedido de um cliente. O escritório da  Williams Fire & Hazard Control situa-se em Mauriceville, próximo ao golfo do México, na cidade de Beaumont, também tinha problemas de inundação no próprio escritório para atender ainda esta tarde.
“Tínhamos 60 cm de água na estrada entre o nosso escritório e depósito de equipamentos”, disse Dwight Williams.

EXPERIÊNCIA DA WILLIAMS FIRE
A Williams Fire trilha um caminho de sucesso de extinção de incêndio em tanques de diversos diâmetros, sendo os mais comuns de 45 m a 60 m, no início da década de 80.
Nesse tempo o Instituto Americano de Petróleo   não registrava nenhum tanque com diâmetro maior do que  38 m que podia ser extinto com produto salvado.
A Williams provou que o Instituto estava errado, quando em 1983 extinguiu um incêndio em um tanque com diâmetro de 45 m, que armazenava gasolina, em Chalmete, Los Angeles. Foi a maior extinção de incêndio bem sucedida registrada na época.

TÁTICA UTILIZADA PELA WILLIAMS FIRE
A Williams tinha sua própria tática. Desprezando o que era aceito “cercar e inundar” a filosofia indiscriminada de lançar tanta água quanto possível no interior do tanque.
A Williams  concentrou se num ataque compacto de espuma em um único ponto, ganhando uma cabeça de ponte (expressão militar, quando conquista parte do território do inimigo, a função da cabeça de ponte é facilitar a penetração), expandindo a extinção através desse local.
Isto se tornou conhecido como “Footprint” metodologia patenteada pela Williams F&HC.
O incêndio na Orion ofereceu  a Williams a grande oportunidade para provar o método “Footprint” contra um registro recorde, um supertanque. A extinção bem sucedida de um supertanque de 80 m de diâmetro  poderia ser a maior da história. Outra importante barreira em combate a incêndio industrial teria sido ultrapassada.

PLANO DE AJUDA MÚTUA
Até que Williams chegasse, a equipe de emergência necessitaria imediatamente mais ajuda. Essa ajuda veio das demais indústrias em Norco e da vizinhança. Chegando com o pessoal, equipamentos especializados e espuma,  eram da Down Chemical, Exxon, LOOP, Marathon, Murphy Oil, Motiva e Tosco. Essas equipes de emergência fazem parte da Louisiana Emergência, uma organização de ajuda mútua industrial, utilizando equipamentos especiais e esguichos monitores “Big Gun” da Williams.

PLANO DE EMERGÊNCIA DA ORION
Na refinaria, o comando do plano de operação de emergência foi alterado.O gerente industrial Eric Bluth assumiu o comando geral das operações  em substituição aos supervisores que revezaram na ação como comandantes da operação.
Chidester permaneceu no cargo de chefe de operação de combate ao incêndio, mantendo o controle direto de todas as operações das equipes de emergência.
Outra providencia do plano de emergência da Orion foi colocar eficácia  nas operações. Uma das mais importantes foi à instalação da “gabinete de guerra” afastada do cenário do incêndio, onde todas as situações podiam ser monitoradas.
 “No gabinete de guerra, tínhamos tudo o que é necessário para o comando geral das operações, mapas, plano de segurança do local e fluxograma das posições de incêndio e quem era responsável”, disse Chidester. “Tudo estava sendo encaminhado”.
O plano de emergência da Orion também exigiu o estabelecimento de uma base de apoio. Um ônibus foi adaptado para proporcionar abrigo da chuva, dando aos bombeiros chance para sentar, descansar e lanchar. A alternância de cada grupo de emergência para uma parada foi cuidadosamente mantida.
A empresa colocou a disposição uma enfermeira e um médico para examinar individualmente o pessoal das equipes e determinar se eles estavam aptos para retornar ao trabalho.
"Trouxemos meias secas para o pessoal  porque eles estavam com seus pés  molhados", disse Chidester.
"Úmido como estava, aposto que você diria que algum eritema (vermelhidão da pele) estava por aparecer, assim trouxemos talcos e outros medicamentos para erupção".
Com tantos responsáveis pelo trabalho numa área tão extensa, outras duas bases de apoio foram abertas mais tarde para maior comodidade.
 “A principal coisa era manter os “bons fluidos” e ter certeza  que ninguém tinha problema”, disse Chidester. Não havia feridos ou outros problemas de saúde foram informados.

PREPARAÇÃO DO ATAQUE
Big Gun – canhão monitor, equipamento especial da Williams Fire
Jerry  Craft com Williams F&HC chegaram em Norco em duas horas. Chidester e Craft   conversaram sobre o plano de operação em execução. Eles concordaram que o melhor caminho era continuar a operação de resfriamento até a chegada da equipe de Williams.
Quando a equipe de Williams chegou às 19h30min (demorou seis horas,  duas horas a mais do que o normal) Chidester fez um resumo geral da situação do supertanque.
Ao lado da autobomba com plataforma (Telesquirt), os esguichos monitores circundantes ao supertanque aplicaram água para resfriamento da parede do supertanque.

Um caminhão equipado com canhão monitor dirigiu-se em direção ao dique inundado para posicionar em melhor local. Uma parte da parede do supertanque, no lado nordeste, não podia ser alcançada pela água em resfriamento, começou a ceder.

Na cena de um dos maiores desafios profissional, Dwight Williams, disse que enfrentou a situação com calma. “Você deve concentrar sobre o que você tem de fazer”, disse Williams.
Williams disse  que confiava  completamente no método “Footprint” e sua capacidade para acabar com a emergência. Tudo o que era necessário e suficiente para funcionar estava no gabinete de guerra  e espuma suficiente para fazer o trabalho.

“O principal fator que segura a operação na retaguarda era o gargalo ao longo das ruas internas, impedindo-nos o aceso aos locais onde  necessitaríamos  estar”, disse Williams.
Foi sugerida a reabertura da estrada ao norte do supertanque, que não estava inundada.
Embora com a retaguarda seca  da estrada de serviço,  a preparação para o ataque de espuma era um processo trabalhoso.
As mangueiras de  cinco polegadas utilizadas para transportar grandes volumes de água para o incêndio, estendida em toda parte e frequentemente sob a água.

Para conseguir o ângulo correto, os esguichos monitores e bombas tiveram de ser colocadas fora da estrada na lama. Trouxeram duas ferramentas para ajudar a colocar o equipamento e deslocar o equipamento de espuma para onde era necessário carregando um por vez.
O acesso restrito eliminou a possibilidade de usar viaturas de incêndio para ação preliminar, disse Chidester.

Como os bombeiros confiaram na  rede de incêndio da própria empresa, com diâmetro de 18 polegadas (458 mm) e utilizando cinco bombas de incêndio.
Para estabilizar ainda mais o fornecimento de água, a indústria Motiva, vizinha a Orion, abriu as válvulas de sua rede de incêndio para alimentar o sistema da Orion, utilizando as bombas da Motiva.
Em conjunto o sistema forneceu pelo menos 140 libras de pressão para a rede de incêndio principal. Chidester  planejou a utilização de água de uma lagoa de recuperação

Esticar a mangueira no incêndio da Orion era particularmente difícil. As condições do terreno enlameado impediram a uso de viatura com  mangueiras em carretel.
O trabalho foi duro, pois cada avanço era feito frequentemente sob a água. Particularmente difícil  foi arrastar as mangueiras  numa inclinação acima de 3 m de altura de um dique enlameado.
 “Quatro das minhas equipes colocaram mais de 1.000 metros de mangueiras de 3 polegadas (7,5 cm) para sua utilização”, disse Chidester.

Essas mangueiras são consumíveis, mas as pessoas não eram. Quando a parede do supertanque no lado nordeste continuou a ceder, curvando‑se, Chidester não hesitou em pedir ao pessoal de emergência em deixar a área imediatamente, abandonando as mangueiras no local. Ele não estava preocupado com a parede do supertanque, porque o fogo estava  tão baixo e não tinha feito qualquer coisa há várias horas”, disse Chidester.”Jamais alguém combateu um incêndio num tanque de 83 m de diâmetro e não desejaria arriscar‑se perdendo alguém nesse incêndio”.

Por último o essencial era a espuma. Em Orion, Williams concordou com a recomendação de Chidester para usar  a espuma 3M AFFF/ATC a 3% (espuma formadora de filme aquoso, com 3% de extrato e compatível para álcool)
Com tetos flutuantes afundando ao longo da Costa do Golfo, muitas refinarias estavam necessitando da espuma.
 “Eu usei pouco a espuma que eu comprei”, disse Chidester. Enquanto a maioria da espuma era do armazenamento de emergência  em Louisiana e alguns vieram tão distantes, com da indústria  3M de Alabama.
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A própria Williams F&HC trouxe do mercado a Thunderstorm-brand ATC após a decisão da 3M  não fornecer o produto, pois a produção ainda não estava completa e estava indisponível.

ATAQUE
Às 1h 30min da madrugada, quinta-feira, as equipes de emergência estavam prontas para o primeiro ataque com espuma.
O plano executado  por Chidester e Williams utiliza o método clássico Footprint ( ataque concentrado para ganhar a cabeça de ponte). Imagino o supertanque queimando como uma face de um relógio com os ponteiros na posição 12h, apontado na direção norte.
A Williams Fire utilizaria  “Big Gun” um canhão com vazão  8.000 gpm de espuma (30 m3 por minuto)  no interior do supertanque na posição 4h.
Na posição 8h a Williams Fire utilizaria 1X6, um esguicho monitor, com vazão de  4.000 gpm de espuma (15m3 por minuto). Juntos os esguichos monitores atingiriam o mesmo ponto com  12.000 gpm de espuma (45 m3) de diferentes ângulos com um acréscimo adicional  de 1.000 gpm (~ 4m3) da autobomba com escada (Telesquirt).

Toda capacidade desses dois esguichos monitores pode obter uma vazão de 20.000 gpm (75m3 por minuto).  Por que não combater o fogo com tudo que você tem?  Porque você tem de compreender  a natureza da espuma, disse Williams.
“Lançando uma vazão de 12.000 gpm de espuma (45m3 por minuto) no interior do supertanque, você tem 29m de formação de espuma (é a distância máxima que a espuma percorre sobre o líquido inflamável)”, disse Williams. Em relação à gasolina acredito ser muito mais longa a formação da espuma. A combinação de 8.000 gpm (30m3 por minuto) e 4.000 gpm (15m3 por minuto) resulta no máximo 26 m de formação de espuma.

Devido a isso, compramos restante de espuma para não utilizar em superfície de líquido em chamas, mas sim para resfriar a parede de aço quente.
Teoricamente a formação de espuma não excederia a 30m em combustível líquido, disse Williams. Em relação à gasolina a  preferência  não é mais do que 24m.
Assim, justamente aconteceu o melhor  o que podíamos fazer com o que tínhamos , era a formação de espuma de 26 m.
Chidester e Williams assumiram posição na parede do dique. Uma vez que as autoridades de aviação local negaram o pedido solicitado pela Orion para utilizar um helicóptero como posto de observação, Chidester colocou um vigia com binóculo no topo da unidade catalítica. A aplicação de espuma continuaria até que nenhum sinal de chamas houvesse no tanque.

INICIOU O ATAQUE COM ESPUMA
Com a cobertura no fundo do tanque, a equipe de emergência tinha um objetivo definido. Com 10 minutos de aplicação de espuma, estava ganhando um pedaço do fogo, disse Williams.
Com o fogo em colapso, seguiu ainda 20 min de aplicação de espuma.
Trabalhando na posição 6h,  autobomba com escada aplicou espuma no interior do tanque na posição 5h.

“Isso era uma pequena quantidade, mas aconteceu  de aplicarmos espuma  em uma parte mais tenaz do fogo, onde a formação da espuma retornava  da parede  interna”, disse Williams. ”Assim sendo a queda de um pequeno pedaço do fogo, aumentou a cobertura do fogo”.

TAXA CORRETA DE APLICAÇÃO ESPUMA
Há uma diferença de opinião a respeito da taxa correta de aplicação de espuma para tanques em chamas.
A NFPA  indica a taxa ideal de 0,16 gpm/sq ft (6,51 litros por minuto/m2). Um tanque desse tamanho  na Orion exigiria cerca de 18.000 (68.000 l) galões de extrato de espuma.

Entretanto, muitas empresas recomendam 0,25 gpm/sq ft (10 litros por minuto/m2) como taxa de aplicação de extrato de espuma para tanques grandes.
Williams sempre insistiu que a taxa da NFPA é muito baixa e usou a taxa de aplicação de 0,23 gpm/sq ft (9,38 litros por minuto/m2). O comitê  da norma NFPA 11 está estudando o padrão da taxa de aplicação de espuma.

Consumindo a taxa de 400 galões por minuto (1.514 litros por minuto), dois caminhões tanques cheios com extrato de espuma, esgotaram se rapidamente. O restante do fornecimento de extrato de espuma 3M AFFF na quantidade de 305 galões (1.115 l) foi transportado em carretas manuais.

Sete equipes equipados com proporcionadores de linha  moveram se em direção a cada um dos galões de espuma  e sugaram a espuma de cada um deles. Além do enfraquecimento das chamas, as equipes continuaram a aplicação de espuma por outros 40 min extinguindo focos de incêndio nas posições 4, 6 e 8 horas.

Um acúmulo de  borra formada  na parte interna da parede do tanque continuou a queimar. Também, vapores escapando da borda da cobertura de espuma produziu “chamas dançantes” enviando pequenas chamas em velocidade ao longo da parede do tanque. “Dwight decidiu transpor os paradigmas, com uma névoa leve para expulsar os vapores”, disse Chidester. Devido a grande experiência, ele poderia “ler”o fogo e assim ajustar o equipamento.

Armado com um esguicho monitor 1X6,  ele ajustaria  o formato do fluxo d’água para direita ou para esquerda, mais denso ou mais estreito, para cima ou para baixo.
O último foco de incêndio persistente no lado oeste do tanque, protegido pelo dobramento da parede do tanque.

Uma pequena quantidade de espuma e a gasolina em chamas escoaram pela dobra para o interior do tanque. Williams varreu cuidadosamente as últimas chamas com esguicho monitor 1X6, tentando o ângulo para espuma atingir no interior das dobras em chamas (ilhas em chamas).

Sessenta e cincos minutos após o ataque, o vigia no topo da unidade catalítica e da autobomba com escada informaram que não havia chamas visíveis no tanque. O fogo foi declarado extinto. ”Eu consegui algumas roupas secas e vou para casa”, disse Williams.

Raio continuava cair na área. Por duas horas após a extinção do incêndio, Chidester e a brigada de emergência da Orion continuaram com o fluxo de espuma no interior do tanque a uma vazão de 12.000 gpm (45m3 por minuto) e após meia hora adicionando 1.000 gpm (3,8 m3 por minuto).

Iniciou o procedimento para drenar o tanque. Enquanto isso, o gerente da Orion ordenou que aplicasse por 15 minutos a cada hora, até que o tanque tivesse vazio. A  equipe de emergência estava exausta e Chidester trouxe a equipe de emergência de Corpus Christi  (é uma empresa de serviço de emergência industrial, que oferece as indústrias: equipe de emergência, treinamento, projetos de incêndio e consultoria) para manterá cobertura de espuma no tanque.

“A equipe de Williams deixou um relatório sobre os que eles fizeram; equipamentos estavam montados e qual foi o plano de ação executado e depois eles partiram”, disse o representante da Corpus Christi Daniel Garcia. Com onze brigadistas  e com o comando permanente no local, a Corpus Christi fez a primeira aplicação de espuma para reabastecer a cobertura de espuma às 6h14min. Essa aplicação demorou 21 min, consumindo 1650 galões de extrato de espuma ( 6.245 litros).

A partir desse momento Orion forneceu a Corpus Christi vários tipos de extratos de espuma para  uso, incluindo 37.000 galões ( 140.000 litros) alguns já utilizados. A Corpus Christi fez 24 aplicações adicionais de espuma  no período de 65 horas ininterruptas, enquanto o operador da refinaria drenava o conteúdo do tanque. A última aplicação de espuma terminou às 16h 3min de domingo.

Na tarde de domingo, Chidester suspendeu a operação de espuma. O tanque  estava vazio suficiente para não apresentar perigo. A Corpus Christi, então voltou a sua atenção para ajudar o pessoal da Orion no inventario dos equipamentos e suprimentos de combate ao incêndio usado durante o evento.

LIÇÕES APRENDIDAS
O prognóstico é o poder para predizer o futuro. Seria um recurso tremendo para as equipes de emergência. Infelizmente, se tal faculdade existe no ser humano, incluindo os bombeiros é quase raro em relação à vida.
Preparação e não prognóstico é que o chefe de emergência confia quando o imprevisível ameaça consumir sua indústria.   
Se a equipe de emergência não participou na elaboração do planejamento (pré-plano), apenas efetuou a simulação e não procurou especialistas que eles necessitam, eles têm um problema, disse Chidester. Você tem ensaiar e treinar para que as pessoas estejam prontas para ir para batalha contra o tanque em chamas.
 “Todos tem uma boa idéia, o que aconteceria se pegasse fogo”, disse Chidester. A equipe de emergência da Orion da linha de frente sabe também o que aguarda. 
Os  bombeiros da Orion são treinados na Academia do Fogo do Estado de Mississipi em Jackson e no Instituto de Segurança de Emergência da Universidade de Texas.
Por vários anos o fogo do tanque de armazenagem da Norco será lembrado pela abertura de um novo caminho, um evento que provou todas as teorias e indicou um novo padrão industrial para combate o fogo.
Total de consumo de espuma no incêndio:  105.980 litros 3M ATC a 3%    
Total de gasolina recuperada:  26.000.000 de litros 
Fonte: @ZR, Industrial Fire World, Williams Fire & Hazard Control 

Comentário: 
Comparação entre a teoria (conceitos básicos de combate  a incêndios em tanques) e a prática (no caso incêndio na Orion)

Teoria
Prática
Definir o tipo de ataque
Foi definido o tipo de ataque (footprint)
Segurança da vizinhança até a execução do ataque de extinção (resfriamento com água de objetos expostos ao fogo ou calor radiante)
Preocupação com a vizinhança
Logística de combate a incêndio:

Definir um local seguro para instalar o comando de operação, “gabinete de guerra”. O comandante de operação é responsável pela logística de incêndio e planejamento.
Foi criado o “gabinete de guerra”para coordenar o incidente
Segurança no abastecimento de água – fonte de abastecimento
Houve preocupação. Para estabilizar ainda mais o fornecimento, a indústria Motiva através de manobras ofereceu  mais água para alimentar a rede.
Segurança nos equipamentos para extinção (bombas, mangueiras, viaturas, canhões   monitores e acessórios, etc).
Houve preocupação nos equipamentos para evitar a perda durante o transporte e instalação.
Segurança no abastecimento de  extratos de espumas
Houve aquisição de mais extratos. Na região as indústrias têm armazenamento de emergência. 
Segurança na produção de espuma (preparar os equipamentos, mangueiras e executar testes de funcionamento).
Houve preocupação na produção de espuma para utilizar no tanque e no resfriamento das paredes do tanque (espuma com densidade inferior)
Segurança das equipes de emergência (equipamento de proteção individual, revezamento, alimentação, área de descanso ou  de apoio e equipe médica).
A empresa montou uma base de apoio para o pessoal de emergência, para descanso, alimentação e serviço médico.
Cabe ao comandante responsável pela emergência (o comandante de emergência é responsável pela atuação das equipes de emergência e o comandante de operação  é responsável pela coordenação) demonstrar total domínio pelas táticas de incêndio.
O comandante de operação era responsável pela coordenação. O comandante de operação  de incêndio era responsável pelo combate ao incêndio e controle das equipes de emergência.
As dificuldades no combate a um incêndio crescem com o diâmetro do tanque, com baixo nível do produto em queima  e com o tempo de queima do tanque. Os fatores externos ou internos mais importantes são a natureza da vizinhança e a influencia dos ventos.
Foram utilizados equipamentos especiais com grande capacidade de vazão. 
Os volumes de espuma necessários são proporcionais ao quadrado do aumento do diâmetro  e também quanto à mudança de ordem técnica (dificuldade de extinção do incêndio)
Foram utilizados equipamentos especiais com grande capacidade de vazão.  A capacidade dos equipamentos foi limitada a formação da espuma. A formação da espuma existe uma distancia máxima, que ultrapassando  existe a perda de produtividade da espuma.
– Com o tempo de queima o tanque apresenta deformações. Devido às paredes retorcidas formam-se  na superfície do líquido,  ilhas em chamas de metal rubro , que não permite o acesso da espuma.
Através de equipamentos especiais e experiência dos profissionais conseguiram eliminar essas ilhas em chamas

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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Conceitos:Incêndio em tanques de armazenagem

Princípios básicos de combate a incêndio em tanques

O combate a incêndios em área de tanques exige um planejamento que aborde os seguintes aspectos:

1. Definir o tipo de ataque
2. Segurança da vizinhança até a execução do ataque de extinção (resfriamento com água de objetos expostos ao fogo ou calor radiante)
3.Logística de combate a incêndio:
3.1– Definir um local seguro para instalar o comando de operação, “gabinete de guerra”. O comandante de operação é responsável pela logística de incêndio e planejamento 
3.2- Segurança no abastecimento de água – fonte de abastecimento
3.3- Segurança nos equipamentos para extinção (bombas, mangueiras, viaturas, canhões   monitores e acessórios, etc).
3.4- Segurança no abastecimento de  extratos de espumas
3.5- Segurança na produção de espuma (preparar os equipamentos, mangueiras e executar testes de funcionamento)
3.6– Segurança das equipes de emergência (equipamento de proteção individual, revezamento, alimentação, área de descanso ou  de apoio e equipe médica).
4. Cabe ao comandante responsável pela emergência (o comandante de emergência é responsável pela atuação das equipes de emergência e o comandante de operação  é responsável pela coordenação) demonstrar total domínio pelas táticas de incêndio.
5. As dificuldades no combate a um incêndio crescem com o diâmetro do tanque, com baixo nível do produto em queima  e com o tempo de queima do tanque. Os fatores externos ou internos mais importantes são a natureza da vizinhança e a influencia dos ventos.
6. Os volumes de espuma necessários são proporcionais ao quadrado do aumento do diâmetro  e também quanto à mudança de ordem técnica (dificuldade de extinção do incêndio)
6.1- Quanto menor for o volume de líquido no tanque, tanto mais a espuma deverá cair até atingir a superfície do líquido.
6.2– Quanto maior é a altura da queda, tanto maior é o contato da espuma com as altas temperaturas e como consequência são possíveis perdas de 80% a 90% da espuma na zona de combustão.
6.3– Com o tempo de queima o tanque apresenta deformações. Devido às paredes retorcidas formam-se  na superfície do liquido,  ilhas em chamas de metal rubro, que não permite o acesso da espuma.
7. Um tanque cheio que queima, permite aproximação e instalação de equipamentos que muito provavelmente evitará perda excessiva de espuma.
8. Nos tanques aquecidos uma parte do calor liberado é reconduzido ao produto em queima. Isto ocorre nos tanques não cheios pelos seguintes caminhos:

1 – radiação das chamas para o líquido
2 – radiação das chamas para as paredes do tanque
2a – radiação das paredes do tanque para o líquido
2b – condução da parede do tanque às camadas superiores do líquido
3 – transmissão de calor da zona de gás para o líquido pela convecção dos vapores ainda não queimados

Pela figura  podemos considerar:
1. Pode-se diminuir a transmissão de calor da zona de chamas para o líquido pelo resfriamento das paredes do tanque
2. A transmissão de calor da zona de chamas para o líquido, pela radiação e condução, deve ser impedida pela espuma
3. A espuma é destruída  com intensidade com a diminuição do volume de combustível contido no tanque, pelo aumento do seu trajeto até a superfície do líquido.
4. A espuma lançada através da zona de chamas sofre uma perda maior do que aquela lançada através de instalações fixas, semifixas ou torres portáteis
5. O ponto ideal para a “chegada da espuma” é no centro da superfície do líquido
6. Deve-se proceder ao resfriamento do tanque em fogo e dos tanques adjacentes

Fonte: @ZR, Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

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sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Queda de raio

Raio atinge cachoeira e deixa dezenas de feridos em Minas Gerais

Uma descarga elétrica atingiu o balneário da Cachoeira da Água Limpa, em Santana do Garambéu, na estrada de acesso a Andrelândia, no final da tarde de domingo, 7 de fevereiro.

ATENDIMENTO MÉDICO
Duas pessoas ficaram em observação no posto de saúde de Santana do Garambéu. Na mesma unidade foram atendidas e liberadas outras 30 vítimas, que relataram dores e mal-estar após a descarga elétrica.

VITIMAS
Segundo o Corpo de Bombeiros de Barbacena, que atenderam a ocorrência, cerca de 80 pessoas estavam no local quando começou a chover. Quatro foram levadas para atendimento médico em Barbacena.
Os Bombeiros disseram que cerca de 40 pessoas estavam dentro da água e que a descarga elétrica percorreu de cinco a oito metros de distância da cachoeira. Ninguém morreu.

HOSPITALIZAÇÃO
Um jovem de 23 anos, outro de 25 e uma de 20 foram levados para Barbacena para melhor atendimento. Uma jovem de 28 anos também foi para a cidade do Campo das Vertentes em estado grave.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas estão no Hospital Regional de Barbacena e passa por exames médicos.  O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também esteve no local.  Fonte: @ZR, G1 Zona da Mata-07/02/2016, Folha de São Paulo - 08/02/2016   
  
Raio cai na praia e parte de descarga elétrica atinge criança

A criança foi atingida pela descarga elétrica de um raio em Mongaguá, no litoral de São Paulo, na tarde de  sábado, 19 dezembro.
O  menino de 10 anos estava acompanhado da mãe e da irmã, na praia do Centro, quando um raio caiu próximo à família. A força da descarga elétrica atingiu os três, e o garoto sofreu uma parada cardiorrespiratória.

ATENDIMENTO
De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros o resgate chegou rapidamente ao local do onde a família se encontrava.
"Quando houve a queda do raio, os três caíram. Rapidamente, um de nossos salva-vidas foi prestar os primeiros socorros e tentou reanimar o garoto", explica o tenente.
Após o acidente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou o resgate da criança. Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro Central de Mongaguá e, em seguida, levada para o Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande.
A família mora na cidade de São Vicente e passava o dia na praia.

HOSPITALIZAÇÃO
A criança foi transferida para o hospital Nove de Julho, em São Paulo, na madrugada de domingo em estado grave.

FALECIMENTO
A criança morreu no sábado, 16 de Janeiro de 2016. Teve morte cerebral.

Fonte: @ZR, G1 Santos-20/12/2015, G1 Santos-17/01/2016 

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quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Saiba como o raio mata

Desde as mais remotas eras o raio sempre excitou a curiosidade e o medo do homem, por ser altamente dramático e assustador. A literatura e as lendas mais antigas estão cheias de referências a seus efeitos devastadores.
Podemos temê-lo ainda e encará-lo sempre com respeito, mas sua maneira súbita de matar e danificar já foram esclarecidos pela Ciência.

O clarão de um raio compreende uma ou mais descargas elétricas e raramente dura mais de um segundo. Essa descarga começa geralmente na região negativamente carregada de uma nuvem, de onde uma "descarga condutora" parece continuar para o solo em passos destacados. O campo eletrostático que se desenvolve abaixo da condutora aumenta rapidamente em força e assim, quando a extremidade da condutora tiver alcançado a altura de algumas dezenas de metros acima do nível do solo, pode iniciar-se uma curta centelha para cima, partindo de um condutor vertical. Este pode ser uma árvore isolada, o campanário de uma igreja, um prédio alto, o mastro de um barco ou talvez, uma pessoa de pé num campo aberto, debaixo de um guarda-chuva ou com um taco de golfe erguido para o alto. Quando a descarga condutora entra em contato com o
Solo ou com a curta centelha ascendente, desenvolve-se uma "descarga de retorno" que podemos imaginar como uma corrente positiva fluindo para cima. Esta pode alcançar dezenas de milhares ou mesmo uma ou duas centenas de milhares de ampères.

Não temos meios para medir precisamente o potencial elétrico envolvido na queda de um raio, mas acredita-se ser perto de 107 a 108 volts. Seja qual for à verdadeira voltagem, o raio, atingindo uma pessoa, pode imediatamente perfurar-lhe a pele. Sabe-se mais sobre as características da corrente do raio, pelo menos no ponto da perfuração. Isso é uma sorte, porque as reações fisiológicas dependem antes da corrente do que da voltagem aplicada. As formas de onda, características da corrente do raio, não têm direção, com uma frente erguendo-se rapidamente e uma cauda mais lenta, durando geralmente várias dezenas de microssegundos.

Nas regiões montanhosas, as condições podem ser diferentes. A parte inferior de uma nuvem de trovoada pode estar apenas a uma curta distância acima de objetos condutores, seres humanos, por exemplo, dos quais sobem como descarga de ponto, correntes de vários rnicro-ampères que podem ser sentidas como um leve formigamento fazendo talvez eriçar os cabelos. A noite, podem surgir como flâmulas luminosas. No passado, essas flâmulas surgindo na ponta dos mastros de um barco, nas tormentas, eram conhecidas como fogo de São Elmo, o patrono dos marinheiros do Mediterrâneo. Essas descargas de ponto podem se desenvolver num curso ascendente que pode durar vários décimos de segundo e envolver uma corrente de algumas centenas de ampères.

QUATRO TIPOS
Levando em consideração os  acidentes, as quedas de um raio podem ser agrupadas em quatro tipos. Quando uma pessoa ou alguma coisa que ela está segurando é atingida, é um ataque direto. A corrente do raio entra pela cabeça ou pela parte superior do tronco passando através do corpo para o chão através dos pés. Se várias pessoas estão de pé muito juntas, mais de uma pode ser atingida. Segundo cálculos feitos, a corrente sobe rapidamente até um pico de 1.000 A (ampères), caindo imediatamente e, cerca de 10 microssegundos do começo, alcança 4 A, conservando-se esse valor pela duração da descarga. A ocorrência de uma centelha externa amplamente evidenciada é confirmada nos relatos do acidente. Se ela ocorre fora do corpo ou através ou na parte externa da roupa, o cabelo e a barba podem ficar chamuscados. Pode haver marcas de queimaduras na sola dos pés e também nas roupas, e estas podem incendiar-se. Metais sobre o corpo  podem fundir provocando queimaduras. Se a centelha passa entre  a roupa e o corpo, a corrente fluindo sobre a superfície da pele pode converter o suor e a umidade da pele em vapor e, em conseqüência, a pressão resultante pode arrancar fora a roupa e as botas.

O segundo tipo de queda de raio é a centena lateral. E mais claramente compreendida considerando-se o que acontece quando alguém está abrigado sob uma árvore e esta é atingida por  um raio. Estando em  pé no chão, a pessoa está inicialmente no potencial terra. Contudo, como a corrente do raio descarregada sobre o tronco pela arvore abaixo aumenta, a voltagem cai para a parte inferior do tronco que pode ter uma resistência de alguns quiloohms, podendo se tornar maior do que a força elétrica de ruptura do espaço de ar entre a pessoa e o tronco. Uma centelha lateral ocorre então através da vítima.

Há mais de um caso de pessoas que foram atingidas quando passavam de bicicleta por uma árvore. Uma das vítimas, que ficou inconsciente por 15 minutos e não precisou ser reanimada, lembrou-se depois, de ter sentido um “sopro” e de ter visto um “fofo” vindo para ela da arvore, e que o guidom da bicicleta “ficou elétrico”. Ela não sofreu queimaduras.





1. Centelha lateral do tronco de uma árvore provocada por um raio. Primeiro, a corrente flui através do tronco. A resistência elétrica do tronco, entre o solo e a cabeça de uma pessoa de pé, perto do tronco, pode ser de alguns quilo‑ohms. A formação da corrente através dela, pode descer pela parte inferior do tronco, para exceder a força de ruptura elétrica do ar entre o tronco e a vitima. Nessa etapa ocorre uma centelha lateral.









2. Centelha lateral de uma cobertura ondulada de ferro, isolada do chão por uma estrutura de madeira seca. Quando um raio cai nas proximidades, o efeito das capacitâncias elétricas representado por C1 e C2, é fazer elevar a cobertura a um potencial V2, em relação à terra, igual a V1C1 (C1-C2). A diferença de potencial entre a cobertura e a cabeça do ocupante do abrigo, pode se tornar suficientemente alta para provocar uma centelha sem que o abrigo seja atingido






3. Tipo comum de corrente (a) num solo uniformemente constituído,  originada por um raio caindo em campo aberto. A curva da distribuição do potencial (b) mostra como uma voltagem "escalonada" se desenvolve  entre as pernas de um homem ou de um animal de pé nas vizinhanças.







Há uma boa quantidade de registros de acidentes de morte ou injúria ocorridos com pessoas que se abrigaram numa barraca, e a descrição das circunstâncias sugere fortemente centelhas laterais da armação metálica da barraca, ou talvez da lona úmida.

Um dos acidentes mais dramáticos e sérios envolvendo centelhas laterais, ocorreu nos rios Alpes Japoneses em 1967. Um grupo de 41 crianças escolares, com cinco professores, foram surpreendidos por um temporal quando, ligados por uma corda, subiam ao longo de uma encosta íngreme logo abaixo do pico de uma montanha, 1.660 metros acima do nível do mar. Um raio matou instantaneamente 11 meninos e a maioria dos restantes ficaram por um certo tempo paralisados, cegos ou queimados.

O terceiro tipo de queda de raio é a voltagem escalonada. Se o raio cai em chão aberto, seja diretamente ou através de um objeto alto, como uma árvore ou um poste, a corrente é descarregada na massa da terra. Num solo acidentado, a distribuição da corrente produz diferentes voltagens de acordo com a distância do local da queda. Uma pessoa ou um animal andando ao longo de um raio do ponto da queda, sofrerá uma diferença de potencial entre as pernas.

Os quadrúpedes têm mais probabilidades de morrer disso, do que os humanos, porque a corrente, fluindo entre as pernas dianteiras e traseiras, atravessa o coração, enquanto que no homem, a passagem é de uma perna para outra e o coração escapa. Na Franca, quando uma igreja foi atingida por um raio durante um serviço religioso, todas as pessoas que estavam de pé nas lajes úmidas da nave, caíram e durante vários minutos não puderam se levantar, como se os seus membros inferiores tivessem ficado paralisados. Mas as que estavam nas poltronas de madeira foram poupadas, evidentemente porque estavam isoladas do solo.

O quarto tipo de queda é o da voltagem de contacto, chamado também às vezes, de potencial de toque. Pode ser considerado como um caso particular de centelha lateral, no qual a vítima, no momento em que o raio cai, faz realmente contacto, Um caso histórico ocorrido na Rússia há dez anos, é um exemplo claro desse acidente.

Durante uma tempestade, duas mulheres abrigaram-se sob um alto abeto que foi atingido por um raio. Uma delas, que morreu, estava de pé encostada ao tronco da árvore. Sua roupa não sofreu danos, mas na sua cabeça, atrás, no lado direito, o cabelo ficou chamuscado e de cor cinza, numa área de 4 por 4 centímetros. No centro dessa área, a pele apresentava uma espécie de pequena abrasão. No tronco da árvore, havia uma faixa longitudinal na casca, variando de 4 a 6 centímetros de largura, começando próximo ao alto da árvore e terminando cerca de 1,58 cm. do solo, isto é, ao nível da altura da vítima.
A outra mulher, que apoiava-se na árvore com a mão direita, perdeu a consciência durante 10 ou 15 minutos e ficou incapaz de mexer com as pernas por duas ou três horas. Sofreu algumas queimaduras na parte inferior dos pés, foi hospitalizada por dois dias e depois de dez dias pôde voltar ao trabalho.

Um curioso estudo teórico chegou à conclusão de que qualquer contacto com um condutor de raio, quando este cai, não seria um risco de morte porque a corrente descarregada através do corpo seria fraca demais. Mas isso não é um convite para testar a hipótese numa experiência pessoal.
Como a eletricidade do raio produz a morte? Tudo o que sabemos veio de três fontes principais. Em primeiro lugar, desde o final do século passado tem havido um constante aumento de nossos conhecimentos sobre como as correntes contínuas e alternadas nas principais freqüências, provocam a morte. Esses conhecimentos baseiam-se em grande parte em experiências com animais.
Em segundo lugar, foram feitos alguns estudos dos efeitos das correntes de impulso sobre animais. E por último vem os relatos de acidentes, variando em qualidade, da anedota até a investigação, os quais foram documentados cuidadosamente e de maneira completa do ponto de vista elétrico e médico. Contudo, as deduções são prejudicadas por duas falhas principais: uma delas, obviamente, é a ausência de quaisquer dados elétricos quantitativos; outra, é com frequência, a dificuldade em descobrir, depois de um acidente elétrico, do que exatamente a pessoa morreu.

PASSAGEM
Considera-se que o raio produz efeitos diretos por uma das três maneiras: pela sua ação sobre o coração e a respiração, e pelo calor. Há também os efeitos indiretos, como, por exemplo, traumatismo por quedas, mas não são peculiares do raio. Quando as correntes são maiores do que alguns rniliampères, o corpo comporta-se como um colóide sem estrutura, ou, devido à mecânica elétrica, como um condutor de volume. Não há uma passagem "preferida" ao longo da qual a corrente flui.

Acredita-se que na maioria dos acidentes de queda direta de raio, e em muitos de centelha lateral e de voltagem de contacto, a resistência do corpo ao longo da passagem tomada pela corrente seja de aproximadamente de 500 a 1.000 Ohms, possivelmente baixando depois que a pele foi perfurada. Geralmente, os efeitos são produzidos pela ação direta sobre os órgãos envolvidos; é pois importante traçar a passagem da corrente através do corpo.

O cuidadoso exame das marcas de queimaduras., geralmente dá a informações  sobre os pontos de entrada e de saída. Às vezes, estes podem ser surpreendentemente pequenos. O curso de retorno do raio tem um núcleo central de diâmetro de um centímetro pouco mais ou menos, o qual pode alcançar cerca de 30.000 graus K (Kelvin), mas apenas nas primeiras dezenas de microsssegundos.

Isso pode salvar uma pessoa de extensas queimaduras, embora pequenos objetos metálicos que ela esteja usando, possam fundir. Como a maior resistência à corrente é a da pele, o calor tende a se desenvolver nela, provocando muitas vezes, queimaduras relativamente pequenas na pele.

Mas se a corrente do raio tem uma "cauda" longa, pode ter um valor de várias centenas de ampères nesse período. Esses raios, chamados "quentes", podem provocar queimaduras mais severas no corpo e no vestuário. Com freqüência, o exame das vítimas revela marcas em forma de árvore ou arborescentes que não são verdadeiras queimaduras. Desaparecem depois de algumas horas.

A corrente do raio provoca a morte, seja afetando o coração ou o mecanismo nervoso que controla a respiração. O coração tem duas câmaras principais de bombeamento - uma para bombear o sangue pelo corpo, outra para bombeá-lo através dos pulmões. As delgadas paredes desses ventrículos são constituídas quase que exclusivamente de músculo, e a contração simultânea de todas as fibras musculares fornece a necessária pressão de bombeamento. Uma corrente elétrica passando através do coração, pode perturbar a ação conjunta das fibras, fazendo-as se contrair separadamente, falhando em estabelecer a suficiente pressão. Os ventrículos, observados nessas condições, em lugar de mostrar contrações regulares vigorosas, ficam flácidos com contrações irregulares (fibrilação) de fibras individuais.

RELACIONAMENTOS
Quase que todas as investigações para estabelecer os relacionamentos entre algum fator ou fatores elétricos e talvez o tempo, têm sido realizadas usando a corrente alternada nas principais frequências . A mais curta duração estudada em tais investigações, é de cerca de oito milissegundos, correspondendo a uma metade de onda em 60 Hz. Esta aproxima-se da duração de uma corrente de raio de cauda longa.

Foram sugeridos vários relacionamentos. Todos aceitam que a corrente ou um derivativo seja importante. Um dos relacionamentos mais largamente divulgado, sugere que, dentro de certos limites de tempo, o começo da fibrilação ventricular depende da energia. Outra sugestão é a de que depende da carga. Uma teoria propõe que o começo é uma função simplesmente da corrente, mas que na realidade, há dois começos, um, quando a corrente dura menos de um ciclo do coração, e outro, muito mais baixo, quando dura mais (cerca de 400 a 1.000 milissegundos) .

As correntes do raio não duram mais do que um ciclo do coração. Entretanto, uma corrente elétrica só pode provocar fibrilação se cair num determinado momento do ciclo, a onda "T", que ocupa cerca de 20 a 25 por cento do ciclo completo. Desde que se estabelece a fibrilacão, a circulação do sangue cessa e a morte sobrevém. Por último, foi confirmado recentemente que, na maioria das vítimas do raio, o coração simplesmente pára completamente (assístole ventricular). Os primeiros socorros para ambos são iguais.

SISTEMA NERVOSO
O centro do controle da respiração pelo sistema nervoso, fica na zona mais inferior do cérebro. Há fortes evidências de que a corrente tem que atravessá-la para suspender a respiração. De fato, o chamado tratamento pelo choque elétrico, para certos distúrbios mentais, é muito raramente usado, porque a respiração pode ficar interrompida depois que a corrente deixar de fluir. Há numerosos casos minuciosamente relatados, nos quais a alta voltagem ou correntes de raio passando através do centro respiratório provocaram a parada respiratória. Algumas das vítimas reagiram prontamente à respiração artificial. A passagem de uma corrente através da cabeça e do tronco parece ser mais comum nos acidentes com raios do que nos com choques elétricos.

Usando nossos conhecimentos sobre como a morte é provocada pelo raio, podemos tentar estabelecer uma base prática para os primeiros socorros. Estabelecido em termos mais simples, a respiração ou a circulação da vítima, ou ambas, podem ter parado. Provavelmente, nenhum procedimento de primeiro socorro poderá restabelecer uma ou outra, embora, felizmente, muitas vezes a respiração recomece espontaneamente depois de um intervalo variando de uns poucos segundos a várias horas. Obviamente, excetuando os casos de parada muito curta, é necessário providenciar a respiração artificial pelos primeiros socorros e depois, possivelmente no hospital, até a respiração ser recuperada.
O tratamento de emergência para a circulação interrompida é, segundo a maioria das autoridades, perigoso e deve ser aplicado com delicadeza. Seria prudente aprender com as organizações nacionais de primeiros socorros, como essas condições podem ser diagnosticadas e tratadas.

Precauções simples poderiam reduzir um pouco os acidentes de raio. Uma pessoa de pé atua como um condutor de para-raios, e assim, atrai o raio de uma distância que, como uma primeira aproximação, é proporcional ao quadrado do seu peso acima do solo. É, pois, muito mais seguro ficar agachado do que ficar de pé ou, o que é pior ainda, ficar de pé num veículo ou estrutura. Além de aumentar o peso real, é uma loucura levantar sobre a cabeça um guarda-chuva ou taco de golfe. É melhor deixar-se molhar do que morrer. O risco das centelhas laterais podem ser minimizado conservando‑se as pessoas, num grupo, separadas umas das outras por alguns metros. Nunca permanecer de pé,  perto do tronco de uma árvore isolada e permanecer longe de grandes objetos metálicos, tanto dentro como fora de casa.As barracas podem ser facilmente protegidas, mas é uma sábia precaução conservar-se a maior distância da armação metálica da barraca ou da lona úmida. Fonte: @ZR, W. R. Lee –  U.S. International Electrical and Electronic Engineers (IEEE)

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