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quinta-feira, março 24, 2011

Japão: contaminação radioativa no meio ambiente

CRONOLOGIA DOS EVENTOS DA RADIAÇÃO NO MEIO AMBIENTE

24.03 - A água com níveis de radiação considerada insegura para crianças para beber foi encontrada em várias estações de tratamento fora de Tóquio, disse as autoridades locais nesta quinta-feira, enquanto as autoridades japonesas estão se esforçando para aumentar a oferta de água engarrafada..
A cidade de Hitachi em Ibaraki afirmou ter detectado vestígios de iodo radioativo mais que o dobro do limite estipulado segura para crianças na água tirada de uma estação de tratamento na quarta-feira. Os níveis de iodo-131 subiu para 298 becquerel por 1 kg de água na estação de tratamento. A quantidade detectada é quase o limite de 300 becquerel para pessoas do que crianças.
Os funcionários da prefeitura de Chiba também recomendaram que os moradores não dêem água da torneira para crianças, pois os níveis do iodo subiu para 220 becquerel por 1 kg de água em uma de suas estações de filtração e 180 becquerel em outro serviço. As coletas foram realizadas na quarta-feira a partir das duas estações localizadas tanto na Matsudo.

24.03 - Dois operários da usina nuclear de Fukushima foram hospitalizados nesta quinta-feira por terem sido expostos à radiação excessiva enquanto trabalhavam para levar cabos elétricos ao reator número 3, informou a emissora de televisão "NHK".
Os dois funcionários, junto com um terceiro trabalhador que não precisou ser levado ao hospital, receberam radiação entre 170 e 180 milisievert, segundo a "NHK", que cita fontes da Agência de Segurança Nuclear do Japão

23.03 - A radiação por iodo chegou nesta quarta-feira ao dobro do recomendado na capital do Japão, Tóquio, e as autoridades pediram que as crianças não bebam mais a água de torneira

21.03 - O Ministério da Saúde do Japão afirmou ter encontrado alto nível de radiação em 11 vegetais cultivados na região de Fukushima, incluindo brócolis e repolho. Segundo o Ministério da Saúde, o nível de radiação nos alimentos analisados está 164 vezes maior do que o tolerado.
O governo alertou a população para que não coma os vegetais e disse que em alguns casos, a pessoa que ingerir 100 gramas de um alimento contaminado por 10 dias seguidos pode receber a mesma quantidade de radiação a qual uma pessoa está exposta de forma normal durante o período de um ano.
O governo diz que paralisou a distribuição dos alimentos cultivados nessa região na segunda-feira e que desde então os mercados não receberam nada que possa estar contaminado.
Também na região de Ibaraki foram encontrados alimentos com nível de materiais materiais radioativos além do permitido e também no leite
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a contaminação por radiação nos alimentos no Japão é mais séria do que anteriormente imaginado.
O governo japonês já identificou níveis maiores de radiação do que o normal em espinafre e leite na região próxima à usina nuclear de Fukushima Daiichi, que sofre vazamento após danos causados pelo terremoto do último dia 11.
Há preocupação crescente de que partículas radioativas já liberadas na atmosfera tenham contaminado fontes de alimento e água.
"Está claro que a situação é séria", disse Peter Cordingley, porta-voz do escritório regional do Pacífico Oriental da OMS sediado em Manila, à Reuters em uma entrevista por telefone.
"É muito mais sério do que qualquer um pensava nos primeiros dias, quando achávamos que este tipo de problema pode estar limitado a 20 ou 30 quilômetros [...] é seguro supor que uma parcela de produtos contaminados tenha saído da zona de contaminação."
O governo japonês já alertara no fim de semana que havia encontrado níveis acima do normal de radiação por iodo em leite e espinafre a até 120 km da usina, mas garantiu que os alimentos não chegaram ao mercado.
O Ministério de Saúde do Japão já havia pedido aos moradores próximos da usina nuclear que não bebessem água de torneira, contaminada com altos níveis de iodo radioativo.
Não há ainda relatos de comida contaminada na capital Tóquio, com cerca de 13 milhões de moradores. Autoridades municipais, contudo, identificaram níveis acima do normal de iodo radioativo em um crisântemo.

19.03 - Amostras de leite e espinafre das cidades de Fukushima Ibaraki apresentaram excesso de radiação, afirmaram autoridades japonesas no sábado (19). O governo também afirmou que as águas correntes de Tóquio e de cinco províncias do país também apresentam pequenas amostras de iodo radioativo e césio, porém sem risco à saúde humana.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), o Ministério da Saúde do Japão solicitou uma investigação sobre produtos alimentícios vindos de Fukushima (A AEIA havia informado anteriormente que a venda dos produtos havia sido suspensa. A agência divulgou a correção desta informação às 13h30 deste sábado).
A AEIA também confirmou a contaminação por iodo radioativo. Segundo a agência da ONU, amostras de comida nos arredores de Fukushima foram analisadas entre 16 e 18 de março.
Apesar da meia-vida do elemento presente nos alimentos ser de apenas 8 dias, as autoridades japonesas afirmam que há risco aos consumidores no curto prazo.

18.03 - Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear na usina de Fukushima. O índice da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, pela sigla em inglês) varia entre 0 e 7.
O nível 5 se refere a acidentes nucleares "com consequências de maior alcance", enquanto o grau 4, no qual os incidentes eram avaliados até agora, define acidentes "com consequências de alcance local".

18.03 - Alto nível de radiação é detectado a 30 quilômetros da usina de Fukushima
Segundo o ministério da Ciência japonês foram detectados altos níveis de radiação num raio de 30 quilômetros da usina de Fukushima. Especialistas ouvidos pela rede japonesa NHK, disseram que seis horas de exposição à radiação emitida pela usina corresponde ao nível máximo considerado seguro para um ano. Apesar disso, os níveis encontrados não representariam uma ameaça imediata para a saúde.
Os testes foram feitos entre 9h20 da manhã de quinta-feira e 3h da manhã desta sexta (no horário local). A orientação do governo para as pessoas que moram entre 20 e 30 quilômetros da usina era de permanecer em casa, com portas e janelas fechadas.

17.03 - A radiação da usina nuclear de Fukushima não representa um perigo imediato à saúde para quem está além do raio de 20 km do local ,disse o porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, nesta quarta-feira (16).
O risco de um colapso levantou hipóteses de um novo pesadelo nuclear, a exemplo do que ocorreu em Tchernobil, o pior acidente nuclear da história, em 1986. Segundo a ONU, até agora não há risco para a saúde.
O porta-voz do governo japonês disse em entrevista que o nível de radioatividade entre 20 e 30 quilômetros da central, área na qual foi pedido que os moradores permaneçam em casa e com as janelas fechadas, não tem efeito prejudicial direto.
Ao comparar o ocorrido na usina japonesa com o acidente de 1986, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, disse que, apesar de “muito sério”, é "improvável que o incidente se desenvolva" como ocorreu em Tchernobil. Segundo ele, o que sustenta essa teoria são as diferenças entre as usinas, entre elas o projeto e suas estruturas.
O governo japonês recomendou aos moradores que vivem num raio de até 30 quilômetros de distância da usina nuclear de Fukushima que fiquem em suas casas, desliguem os sistemas de ventilação e fechem as janelas, já que o vazamento de radiação da usina poderia afetar a saúde.

16.03 – O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, garantiu que a radiação emitida pelos reatores da central nuclear de Fukushima Daiichi não representa perigo imediato para a saúde fora da zona que já foi esvaziada, em um raio de 20 km ao seu redor.
Na segunda faixa de alerta, entre 20 e 30 quilômetros da usina nuclear, estão centenas de japoneses sob recomendação de que permaneçam em casa e com as janelas fechadas, usem toalhas úmidas para proteger o rosto e, caso tenham que sair, isolem as roupas e tomem um bom banho.
Já na área de 20 km ao redor da central, o governo decretou a retirada de mais de 200 mil pessoas. "A radiação ao redor da central nuclear de Fukushima está em um nível estável", afirmou o porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano.
O nível de radiação foi registrado em 1.500 microsieverts por hora perto do portão de entrada da central. O nível de radiação normal é de 0,035 microsievert por hora.

15.03 - Um novo incêndio ocorreu nesta terça-feira, 15 de março, no reator 4. O fogo, aparentemente causado outra vez pela combustão de hidrogênio, foi visto por um dos trabalhadores às 17 h 45 de terça-feira, horário de Brasília. Segundo o operador da usina, o segundo incêndio ocorreu porque o fogo do primeiro incêndio não chegou a ser totalmente apagado.

15.03 - Os níveis de radiação aumentaram nesta terça em várias cidades do Japão, inclusive Tóquio, enquanto a população prepara-se para se manter em suas casas estocando água engarrafada, mantimentos e máscaras de proteção.
O governo japonês informou que a crise da usina nuclear de Fukushima provocou escape de radiação que poderia afetar a saúde e recomendou aos moradores que vivem num raio de até 30 quilômetros de distância que fiquem em suas casas, desliguem os sistemas de ventilação e fechem as janelas.A radiação em torno da usina aumentou desde sábado, quando uma falha no sistema de refrigeração forçou a liberação de vapor radioativo de forma controlada, mas os crescentes problemas nos reatores criam incertezas.
Na província de Ibaraki, ao lado de Fukushima, em um determinado momento a radiação era de 5 microsievert (msv) por hora, 100 vezes maior que o habitual. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), uma pessoa fica, em média, exposta à radiação de aproximadamente 2,4 msv por ano devido a fontes naturais.

Em Tóquio, a cerca de 270 quilômetros da usina, os níveis de radiação chegaram a 20 vezes mais que o habitual e foram detectadas pequenas quantidades de substâncias radioativas como césio, mas o governo garante que tais índices não implicam riscos imediatos para a saúde.

15.03 - Material radioativo lançado ao ar pela usina nuclear japonesa pode contaminar a água e alimentos, e as crianças e os bebês que ainda não nasceram correm o maior risco de possivelmente desenvolverem câncer.
Especialistas afirmam que qualquer exposição a material radioativo tem o potencial de causar vários tipos de câncer, e o risco aumenta quanto mais elevado for o nível de radiação.
Mas eles afirmam ser necessário medições mais precisas para o nível de radioatividade no Japão e na região para que se possa ter uma ideia mais clara dos riscos.
"As explosões podem expor a população à radiação por um longo período, o que pode elevar o risco de câncer. Os tipos são câncer da tiróide, câncer ósseo e leucemia. As crianças e os fetos são especialmente vulneráveis", disse Lam Ching-wan, químico patologista da Universidade de Hong Kong.
"Para alguns indivíduos, mesmo uma quantidade pequena de radiação pode elevar o risco de câncer. Quanto maior a radiação, maior o risco de câncer", disse Lam, que também é membro do Conselho Americano de Toxicologistas.
O material radioativo lançado ao ar pode ser diretamente inalado para o pulmão ou ser levado pela chuva ao mar e ao solo, e eventualmente contaminar plantações, a vida marítima e a água consumida pela população.
O leite de vaca também é especialmente vilnerável, segundo especialistas, caso os animais entrem em contato com o pasto contaminado.
Segundo Lee Tin-lap, toxicologista e professor associado da Escola de Ciências Médicas da Universidade de Hong Kong, as águas que banham o Japão precisam ser testadas para saber seu nível de radiação.
"A névoa que está sendo lançada ao ar eventualmente voltará para a água, e para a vida marítima será afetada... quando houver uma chuva, a água usada no consumo também será contaminada."
A Organização Mundial de Saúde disse nesta terça-feira que o Japão está tomando as medidas corretas para proteger sua população da radioatividade, incluindo a retirada de pessoas e a estocagem de iodeto de potássio, um antídoto à radiação.

15.03 - As autoridades japonesas decretaram hoje (15) zona de exclusão aérea toda a área onde está localizada a usina nuclear de Fukushima. Nesta central houve três explosões dos reatores nucleares elevando os níveis de radiação na região. A radiação está em nível 33 vezes superior ao permitido em Utsunomiya, capital da província de Tochigi, no norte de Tóquio.
Os níveis de radiação em Kanagawa, ao sul de Utsunomiya, eram, por sua vez, nove vezes superior ao recomendado. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse hoje que os níveis de radiação aumentaram significativamente depois da explosão em Fukushima, onde quatro dos reatores da central nuclear já sofreram problemas.
O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, ressaltou que o nível da radiação chegou a ser 100 vezes superior ao limite no reator 4, enquanto no reator 3 os níveis eram 400 vezes superiores. Segundo ele, se forem mantidos os níveis de radiação, eles podem ser prejudiciais à saúde humana. Apenas 50, dos 800 funcionários da Central de Fukushima, permanecem no complexo.
A Tokyo Electric Power (Tepco), que gere a central, não exclui fusões dos núcleos dos reatores 1, 2 e 3, mas garante que o reator 4 não estava em funcionamento por ocasião do incêndio que afetou o edifício hoje de manhã (hora local).
As explosões provocam um alarme global devido ao temor de uma catástrofe

14.03 - Na manhã de segunda-feira, uma explosão no reator número 3 da usina deixou 11 feridos, um deles em estado grave. A explosão foi sentida a 40 quilômetros da usina e fez com que uma imensa coluna de fumaça tomasse o local.
Já a primeira explosão ocorreu no sábado, 12 de março, , quando o reator 1 teve problemas. Desde então, foram retiradas cerca de 185 mil pessoas de um raio de 20 quilômetros da usina e 22 estão sob tratamento por exposição à radiação.
As explosões foram precedidas por problemas no sistema de resfriamento dos reatores, que pararam de funcionar em consequência do terremoto.
As explosões em Fukushima causaram preocupação em diversos países do mundo com suas próprias instalações nucleares.
Os governos da Índia, Alemanha, Suíça e Áustria também anunciaram mudanças em seus programas nucleares.

14.03 - Uma nova explosão atingiu o reator número 2 da usina nuclear de Fukushima 1 (240 km ao norte de Tóquio) por volta de 18h desta segunda-feira (horário de Brasília – 6h de terça no horário japonês), informou a agência de segurança nuclear do Japão.
Esta é a terceira explosão desde que a usina foi afetada pelo terremoto. As outras duas explosões aconteceram no sábado e no domingo (hora de Brasília).
As duas primeiras explosões foram causadas por acúmulo de hidrogênio. Segundo a Tokyo Electric Power Co. (Tepco), empresa que opera a usina, a última explosão registrada ocorreu perto da piscina de supressão no tanque de contenção do reator, destinado a impedir que a radiação vaze em caso de acidente.
Os acidentes já deixaram ao menos 15 funcionários e militares feridos, além de expor cerca de 190 pessoas à radiação. O governo do Japão afirma que não foram liberadas grandes quantidades de radiação, mas milhares de pessoas já foram retiradas da região próxima às usinas.
Mais cedo, o Japão pediu formalmente aos Estados Unidos e à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) --que integra a ONU (Organização das Nações Unidas)-- ajuda para controlar suas usinas nucleares. Os pedidos foram feitos depois que as autoridades japonesas informaram que as barras de combustível do reator 2 da usina estariam novamente expostas devido a uma queda do nível da água de resfriamento, aumentando os receios de uma eventual fusão dos reatores.
Segundo a emissora japonesa NHK, as tentativas de resfriar a temperatura dentro da câmara do reator número 2 não funcionaram. Por isso, o bombeamento de água no circuito de refrigeração teve que ser bloqueado, reduzindo o nível de água dentro do reator e impedindo o resfriamento da temperatura das barras, segundo informou a operadora Tepco à imprensa local.

Por conta das explosões, o nível de radiação chegou a ficar oito vezes maior do que o normal no entorno da usina e mil vezes acima do padrão dentro do reator. O governo japonês ordenou que dezenas de milhares de famílias que vivem num raio de 20 km das usinas nucleares deixassem suas casas.

No entanto, a radiação liberada nas usinas nucleares é considerada baixa e não oferece riscos à saúde e ao ambiente. As medidas de precaução tomadas pelas autoridades locais permitem descartar, por enquanto, qualquer efeito à saúde humana, indica o Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação Atômica (Unscear).
"Por enquanto, do ponto de vista da saúde pública, não estamos preocupados", declarou, nesta segunda-feira, à agência Efe, Malcolm Crick, do secretariado da Unscear em Viena. Segundo o especialista, de acordo com a informação que se dispõe até agora, "todas as emissões (radioativas) que ocorreram são de muito baixo nível".
"São níveis acima do normal, mas em nenhum caso representam uma ameaça para a vida", explicou Crick. Segundo ele, é preciso acompanhar e analisar a situação cuidadosamente, até que a situação nas usinas nucleares volte a estar sob controle.

14.03 - As barras de combustível do reator nuclear 2 do complexo japonês Fukushima Daiichi,, agora estão totalmente expostas, informou a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co.
As barras, formato no qual o urânio é moldado dentro do reator, haviam ficado expostas parcialmente mais cedo, mas os especialistas conseguiram estabilizar a situação, utilizando inclusive água do mar para aumentar o nível de água do sistema de resfriamento.
A Tokyo Electric Power Co. diz que a exposição ocorreu porque o canal de ventilação do vapor produzido pelo aquecimento do reator foi fechada acidentalmente nesta segunda-feira, causando uma nova e repentina queda do nível de água de resfriamento.
As funções de refrigeração do reator número 2 da central de Daiichi, em Fukushima, pararam por causa dos problemas provocados pelo terremoto.
O porta-voz do governo, Yukio Edano, afirmou que os responsáveis pela unidade têm "tudo preparado" para injetar água do mar no reator, a fim de tentar controlar sua temperatura.
A companhia operadora da central, a Tokyo Electric Power (TEPCO), informou que foi detectada uma queda do nível de água desse reator, embora tenha relatado que não deixou descobertas suas barras de combustível.

13.03 - Duas explosões ocorreram no domingo, 13 de março, no reator 3 da central nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo terremoto e o subsequente tsunami, anunciou a empresa operadora Tepco (Tokyo Electric Power).
Segundo declarações do porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, o reator conseguiu resistir às explosões e o risco atual de um vazamento radioativo significativo é baixo.
As explosões no prédio do reator 3 deixaram onze feridos, incluindo seis militares, que a princípio foram dados como desaparecidos, segundo informações da agência Jiji Press.
As imagens da televisão local mostraram fumaça branca saindo das instalações. O canal NHK indicou que a explosão ocorreu por volta das 11h (horário local, 23h de Brasília de domingo) e derrubou uma das paredes do prédio que abriga o reator.
Segundo a agência Kyodo, as autoridades pediram a 600 moradores que não tinham sido removidos em um perímetro de 20 quilômetros ao redor do recinto que não saiam de suas casas até nova ordem.

Os níveis de radiação na usina nuclear de Fukushima, haviam voltado no domingo, a ultrapassar o limite permitido. Desde o terremoto de sexta-feira no país, as autoridades tentam evitar o superaquecimento de vários reatores, em meio ao temor de que haja uma fusão do núcleo.
Os problemas na central nuclear de Fukushima começaram quando o tsunami que atingiu a região interrompeu o fornecimento de energia ao complexo.
Os geradores de emergência não funcionaram e o sistema de refrigeração ficou paralisado, provocando superaquecimento e a elevação dos níveis de radiação, até a explosão dos prédios dos reatores 1 e 3. O governo está bombeando água do mar para tentar resfriar os reatores.
"O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.

13.03 - Os riscos de saúde provenientes da contaminação pelos reatores nucleares atingidos pelo terremoto no Japão parecem baixos e os ventos devem levar toda a radiação para o Pacífico, sem ameaçar outros países, dizem especialistas.

13.03 - A usina nuclear de Tokai, situada a 120 quilômetros a nordeste de Tóquio, é a terceira a apresentar problemas em decorrência do terremoto. Uma bomba d'água do sistema de resfriamento da planta entrou em pane neste domingo..
— Nossa bomba principal, que funciona com um gerador a diesel, parou, mas recorremos, então, ao sistema sobressalente — disse o porta-voz da Companhia de Energia Atômica do Japão, Masao Nakano, para quem a temperatura do reator começa a baixar suavemente.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou hoje que a usina nuclear de Onagawa, também no nordeste, entrou em estado de alerta após os níveis de radioatividade registrados superarem os níveis autorizados na zona próxima à central.

A situação mais grave, porém, é na usina de Dai-chi, em Fukushima, que enfrenta o risco de uma nova explosão de hidrogênio, segundo o governo japonês. No sábado, uma das unidades da planta registrou uma explosão e os funcionários do local tentaram conter o risco na segunda unidade resfriando-a com água do mar, sem sucesso. O país já admitiu a possibilidade de uma fusão nuclear, já que o nível de radiação na área da usina também está acima do limite legal.

13.03 - O acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, no Japão, após o forte terremoto foi classificado como de nível 4 na Escala Internacional de Eventos Nucleares, que vai de 0 a 7. A classificação é a terceira mais alta já concedida, ficando atrás apenas do acidente em Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 (nível 5) e de Tchernobil, em 1986 (grau 7).
A classificação 4 qualifica acidentes 'com consequências de alcance local', segundo documentos da AIEA (Agência internacional de Energia Atômica).
O termo anomalia é utilizado para o nível 1 e, incidente, para os níveis 2 e 3. O nível 4 é o pior até o momento no Japão, de acordo com a Agência japonesa de Segurança Nuclear e Industrial.

12.03 - O reator número 1 da central de Fukushima, situado a 250 km ao norte de Tóquio, teve uma série de problemas (falha no sistema de resfriamento, aumento de pressão), forçando as autoridades a abrir suas válvulas para liberar o excesso de vapor.
O reator número 1, sofreu uma explosão no sábado, 12 de março, segundo imagens da televisão japonesa. Funcionários ficaram feridos. Moradores dos arredores da central nuclear foram aconselhados a permanecer em casa, não beber água encanada e proteger o rosto com máscaras ou toalhas molhadas. O local apresenta radioatividade 20 vezes superior às condições normais.
Teto e algumas paredes da instalação teriam desabado. De acordo com a televisão pública NHK, vários empregados da usina ficaram feridos na explosão que ocorreu às 16h (03h de Brasília).
De acordo com a AIEA, autoridades japonesas informaram que a explosão na central nuclear de Fukushima ocorreu fora do recipiente primário de contenção. A empresa que opera a unidade, Tokyo Eletric Power, confirmou que o recipiente primário de contenção está intacto, diz um comunicado.
O governo do Japão deu início à retirada de cerca de 140 mil pessoas da área próxima à usina. Estima-se que 110 mil pessoas já deixaram a área num raio de 20 km próxima a uma das usinas.

Comentário:
O que é radiação ionizante?
Radiação significa a propagação de qualquer tipo de energia, como o calor e a luz. Normalmente, o termo ‘radiação’ se refere a um tipo que faz mal para os organismos biológicos, chamado radiação ionizante. Assim como a luz, é uma radiação eletromagnética, só que está além do espectro visível, acima da região ultravioleta. Durante a fissão nuclear ela é um dos tipos de radiação emitidos, além do calor. A radiação ionizante é capaz de alterar o número de cargas de um átomo, mudando a forma como ele interage com outros átomos. Pode causar queimaduras na pele e, dentro do corpo, dependendo da quantidade e intensidade da dose, causar mutações genéticas e danos irreversíveis às células.

A radiação emitida pelo combustível das usinas nucleares (em geral urânio ou plutônio) tem a propriedade de alterar a carga elétrica dos elementos das células humanas. A extensão dos danos à saúde depende da dose e do tempo de exposição e até da região do corpo atingida. Os pulsos, por exemplo, são mais resistentes à radiação. A medula óssea, ao contrário, é o órgão mais sensível.

Perigo radioativo
Como a radiação pode afetar o corpo humano

1-Cabelo
A exposição a 3.000-5.000 mSv de radiação causa a queda de cabelo em até uma semana

2-Sistema nervoso
O ultimo a ser afetado pela radiação. Apenas doses altíssimas podem afetá-lo instantâneamente

3-Olhos
A pessoa pode desenvolver catarata quando exposto a uma dose entre 2.000 a 3.000 mSv

4-Tireóide
O iodo radioativo, um subproduto do urânio radioativo, pode se acumular na tireóide provocando tumores malignos.

5-Pulmão
A exposição a níveis de radiação altíssimas (entre 20.000-40.000 mSv) pode destruir células do pulmão causando pneumonia e tumores malignos.

6-DNA
Apesar ter sido observado apenas em animais, a exposição de altas doses de radiação (250 mSv) pode causar mutações genéticas que se manifestam em gerações futuras, como a má formação do cérebro ou membros deformados.

7-Pele
Níveis altíssimos de radiação (50.000 mSv) podem causar queimaduras instantâneas na pele.

8-Aparelho digestivo
Entre 3.000 e 5.000 mSv, as células do aparelho digestivo começam a ser destruídas. A pessoa passa a ter diarréia e problemas de digestão.

9-Células
As mais sensíveis á radiação são as da pele, cabelo e aparelho digestivo. Os menos sensíveis: músculos, ossos e cérebro.

10-Aparelho reprodutor
A radiação pode causar mutações genéticas em óvulos ou espermatozóides.
Feto: Um nível de radiação acima de 100 mSV pode aumentar as chances de deformações no corpo da criança.

11-Sangue
A radiação pode fazer com que a pessoa fique anêmica por causa da redução da produção de células vermelhas. Além disso, o sangue perde parte da capacidade de se coagular e pode ter sangramento constante.

12- Medula óssea
É o tecido mais frágil. Uma dose de 8.000 mSv pode destruir a medula, causando a falência do sistema imunológico.

O que é Sievert?
Sievert (Sv) é uma unidade que mede os efeitos biológicos da radiação - os efeitos físicos são mensurados por outra unidade, chamada gray (Gy). A dose de radiação no tecido humano, em Sv, é encontrada pela multiplicação da dose medida em gray por outros fatores que dependem do tipo de radiação, parte do corpo atingida, tempo e intensidade de exposição.
Fontes: Kyodo News, UOL Noticias, Folha.com , 12 de março a 24 de março de 2011

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posted by ACCA@7:45 PM