Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

terça-feira, outubro 31, 2006

Acidente com soldador

Em 8 de junho de 2006, quinta-feira, por volta das 15h15, Valmir Genézio de Souza, 58 anos, morador na rua Edberto Celestino, no jardim Àgua Boa em Dourados, foi encaminhado para o Hospital Evangélico, após sofrer um acidente de trabalho.

Causa
Proprietário da oficina Souza, Valmir estava soldando um tambor de 200 litros. No momento da ação, o tambor continha uma quantidade de tinner (produto inflamável), que resultou em uma explosão.

Vítima
Teve abertura de crânio, ferimentos gravíssimos, traumatismo craniano e lesões generalizadas pelo corpo. .

Fonte: Dourados Agora

Comentário
Quando existem atmosferas explosivas no interior de tanques, será necessário proceder à eliminação das mesmas antes dos trabalhos: os reservatórios devem ser atestados com água ou inertizados com um gás inerte (por exemplo dióxido de carbono ou nitrogênio).

O tambor vazio ou quase-vazio, o vapor residual de uma pequena quantidade de líquido é suficiente para preencher o tambor com uma mistura explosiva de ar e de vapores inflamáveis. Conseqüentemente, os tambores quase-vazios podem ser significativamente muito mais perigosos do que os tambores que estão cheios. Em geral o trabalhador supõe que o risco de um tambor quase-vazio é inferior do que um tambor cheio.
Porque o risco real “está oculto”, é essencial que os tambores de líquidos inflamáveis advertem com “destaque” o alto risco de explosão de um tambor parcialmente vazio.

Os avisos adicionais em relação ao corte ou soldagem são necessários, assim como instruções para evitar todas as fontes de ignição e manter o tambor fechado completamente. Quanto ao treinamento de empregado sobre os riscos de tambores quase-vazios podem ser úteis, todos tambores usados, frequentemente, podem encontrar-se em mãos de empregados não treinados ou de terceiros.

Isto reforça a necessidade para etiquetagem adequada e chamativa, isso vai além dos avisos usuais para líquido inflamável. Em geral, a pessoa leiga não treinada acredita intuitivamente que menos liquido inflamável significa menos risco, quando o oposto é verdadeiro.

Este caso envolve as seguintes normas e recomendações;
·Comunicação de Riscos
·Norma de líquidos inflamáveis
·Fatores humanos – treinamento
·Manual de Produtos Químicos
·Etiqueta de aviso de perigo

Finalidade da Comunicação de Riscos
·Identificação dos riscos
·Procedimentos de segurança para trabalhar com produtos químicos
·Procedimentos de comunicação de riscos
·A Importância das Etiquetas de Identificação /Etiqueta de alerta
·Equipamentos de Proteção Individual
·Reação a uma Emergência
·Riscos Químicos e Como Controlá-los
·FISPQ – Manual de Produtos Químicos

Fonte: Chemmax Inc.

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sábado, outubro 28, 2006

Empilhadeiras - Mantendo operadores seguros

Segundo a OSHA – órgão norte-americano para normas de segurança no trabalho – somente programas regulares de treinamento, reciclagem e supervisão criam uma consciência de segurança nos operadores de empilhadeiras. Suas recomendações são válidas no Brasil também.

Atenção especial a operadores novos e recém-qualificados
Operadores novos e recém‑qualificados de empilhadeiras merecem supervisão especial. Mesmo tendo concluído seu curso, eles podem operá-las de modo inadequado. Quando possível, deve-se nomear um ou mais supervisores que tenham passado pelo mesmo curso de treinamento (mesmo que não atuem como operadores) para garantir a observância estrita das regras básicas de segurança.

O motivo é simples: o programa de treinamento e os testes de aprendizado podem garantir que o operador sabe como ser seguro, mas somente uma supervisão competente comprova que ele realmente aplica o que aprendeu. Muitos consideram uma supervisão competente até mais importante que o próprio treinamento.

Reciclagem para os infratores e mudança de condições de trabalho
Recomenda-se uma reciclagem quase imediata para operadores que se mostram menos atentos à segurança ou para aqueles envolvidos em acidentes ou incidentes. O mesmo vale nos casos de mudança nas condições de trabalho, com a chegada de novos modelos de empilhadeiras ou a alteração nas próprias condições de movimentação e transporte de cargas.

Reavaliação de operadores
Todo operador deveria ser reavaliado a cada três anos. O ideal é repetir o treinamento original. Com o tempo, alguns tópicos de segurança enfatizados durante o treinamento tendem a ser deixados de lado. Entre eles, destacam-se as docas. Elas são um dos locais mais perigosos para os envolvidos em operações com empilhadeiras: não só os operadores como aqueles que trabalham próximo.

Programa de treinamento
Um programa de treinamento apropriado deve incluir a utilização correta dos “niveladores” das docas, dos dispositivos de bloqueio dos veículos de transporte, a inspeção das carretas e outros recursos adicionais de sinalização e segurança.

Mantendo a forma
A operação de empilhadeiras deve ser limitada à sua área de trabalho, o que vale também para os operadores. Quem não opera regularmente uma empilhadeira não deve ser autorizado a utilizá-la, mesmo numa situação emergencial.
Permitir que alguém suba numa empilhadeira algumas vezes ao ano é correr o risco de um acidente. O certo é fazer com que operadores de reserva se mantenham em forma, operando as empilhadeiras
em períodos regulares. O ideal é que não só eles como todos os envolvidos em operações de armazenagem e docagem passem pelos cursos normais de treinamento.

Condições de segurança do ambiente de trabalho
Uma empilhadeira não deve trafegar em áreas onde não é necessária e nunca deve ser tratada como veículo de transporte. Não se pode, por exemplo, justificar a presença de uma selecionadora de pedidos numa área de docagem e tampouco de uma máquina para carregar caminhões em corredores estreitos.

O uso de equipamentos de segurança pelo operador – quando sentado – ou dispositivos de retenção quando sobre uma selecionadora de pedidos são imperativos que devem ser observados com rigor. A supervisão é especialmente importante nesses casos, pois muitos operadores não gostam de se sentir “amarrados”. É por isso que devem ser alvo de uma atenção especial.

Outros itens de segurança fundamentais: a manutenção preventiva dos equipamentos, dos niveladores de docas e de outros equipamentos correlatos, bem como a limpeza e remoção de obstáculos nos corredores (que devem ser claramente identificáveis por faixas pintadas no piso). Recomenda-se ainda que sejam instaladas barreiras de proteção próximas às bordas das docas e em outras áreas de risco para a proteção tanto dos operadores como dos pedestres mais próximos.
Fonte: Hyster Brasil – Janeiro-Fevereiro-Março / 2005

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quinta-feira, outubro 26, 2006

Borracheiro sofre traumatismo após explosão

Em 23 de outubro de 2006, segunda-feira de manhã, ocorreu uma explosão em uma borracharia instalada na rua Sargento Firmino Leão, na Vila Marcondes, Presidente Prudente.

Causa
A explosão de uma roda durante a calibragem provocou ferimentos de natureza grave no borracheiro Everton Luiz Aparecido, 23 anos.

Vítima
Ele teve traumatismo craniano ao ser atingido na cabeça por uma das partes da roda de liga, que partiu-se em duas. O impacto da roda ainda causou fraturas na clavícula, ombro e coluna. O mecânico foi operado e permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Presidente Prudente. Seu estado é considerado grave.

Fatalidade
Em 26 de outubro, faleceu por volta das 3h de quinta-feira, o borracheiro Everton Luís Aparecido Nascimento, de 23 anos.
Desde o dia do acidente, o jovem permanecia internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente. Ele passou por várias cirurgias. A primeira delas, no cérebro, durou cerca de cinco horas. Desde o dia da internação, seu estado clínico era considerado gravíssimo.

Fonte: Cosmo Presidente Prudente - 24/27-10-2006

Comentário
A pressão do ar em um pneu inflado e montado num aro ou roda cria uma energia explosiva. Esta pressão pode ocasionar a explosão do pneu com uma força tão grande que se a pessoa for atingida por um componente de aro ou pneu, pode morrer ou ficar seriamente ferido.

As agências de segurança australiana e americana alertam do perigo de fazer reparo de pneus de máquinas/equipamentos sem obedecer a procedimento de segurança. As agências relatam inúmeros casos de explosões de pneus no momento de suas retiradas ou reparos em rodas, provocando acidentes fatais ou ferimentos graves.

Recomendações
1.Os empregados não devem ser permitidos trabalhar nas rodas com trincas e fissuras até que estejam treinados e instruídos nos reparos de todos os tipos de rodas
2.Não utilizar soldagem em rodas com pneus inflados
3.Não utilizar sobrepressão em pneus (pressão acima do permitido, de acordo com a especificação do pneu)
4.Inflar pneus à distância, através de mangueira e controle de pressão
5.Esvaziar o pneu antes de retirar a roda

Riscos em potencial
1.Inflar rapidamente um pneu vazio
2.Inflar pneu muito quente (ar quente)
3.Pneus quentes
4. Estrutura da roda danificada
5.Procedimento de trabalho inseguro (ferramentas inadequadas, soldagem, não obedecer à especificação técnica do pneu e roda)

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quarta-feira, outubro 25, 2006

Mulher trabalhando em fábrica de utensílios domésticos

Foto tirada em Warwickshire, Inglaterra, 6 de Abril de 1945.
Fábrica de chaleiras e panelas de alumínio perto de Stratford-upon-Avon em Warwickshire, Inglaterra. A fotografia mostra uma mulher que fura panelas antes de fixar os cabos.

Foto ampliada:
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20061025174131.html

Fonte: Science and Society
Comentário
Pela foto nota-se vários problemas ergonômicos
- bancada do equipamento muito elevada
- falta de uma banqueta para a mulher sentar e executar o serviço
- a mulher trabalhando em pé, curvada, provavelmente afetando a coluna a longo prazo
- trabalhando em pé, acarretando problemas de circulação e fadiga
ACCA

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terça-feira, outubro 24, 2006

Acidente mata funcionário de usina em Ibaté

Em 20 de outubro de 2006, um acidente causou a morte do trabalhador Nerivan da Silva Rios, de 20 anos, numa usina de álcool no município de Ibaté, região de São Carlos.

Causa do acidente
No momento do acidente, a vítima realizava manutenção no equipamento, que recebe resíduos de decantação do caldo de cana., quando se desequilibrou e caiu , onde a temperatura estava em torno de 90 graus. Nerivan da Silva Rios não teria resistido à alta temperatura. Outro funcionário teve ferimentos nas mãos ao tentar socorrer a vítima

Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros foi acionado e demorou cerca de uma hora para conseguir retirar o corpo do local. A vítima foi levada para o IML..

Inquérito
A polícia vai abrir um inquérito para apurar a causa do acidente.

Fonte: EPTV Central - 20/10/2006

Comentário:
Para trabalho em desnível (queda em potencial) é recomendável a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista, acoplado no trava-queda e este deve estar fixado acima da altura do trabalhador.

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sábado, outubro 21, 2006

Perigo à vista: Balões caem no Aeroporto Internacional

Oito balões caíram na área do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim nessa quinta-feira, segundo a Infraero. Segundo a equipe de Prevenção e Emergência da Infraero, três balões caíram e foram apreendidos nas vias que dão acesso ao aeroporto. Outros cinco caíram em uma das pistas e as operações de pouso e decolagem foram transferidas para outra pista.

Fonte: O Globo - 13 de outubro de 2006

Comentário:
Os principais riscos da queda de balões;
- Incêndios/explosões em refinarias, petroquímicas, principalmente na área de tancagem
- Iincêndios florestais ou em matas
- Coloca em riscos a aterrissagem ou decolagem de aviões
- Desencadeiam incêndios em coberturas de galpões ou de fábricas

Dados técnicos de um balão
Fonte térmica auto-extinguível (bucha), princípio da bucha do "balão japonês":
Composição: algodão hidrófilo ou de farmácia e 10% de parafina (mineral)+ 90% de sebo (animal);
Peso: 2kg..

Tamanho: 10 m esticado e 7,50 m, inflado.
Peso: 3kg.

Bandeira: do Brasil, largura:10 m, altura:14 m; confecção em papel seda.

Outros dados:
- altura do conjunto, 40m;
- tempo de combustão total da bucha, aproximadamente 120min;
- autonomia de vôo solto, aproximadamente 150min à 180min;
- altura média prevista, 1.000m.

Peso tota do balãol: 11kg

Foto: modelo de um balão
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20061021142024.html

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sexta-feira, outubro 20, 2006

Improvisação na América Latina

















Em 13 de março de 2006, greve de transporte coletivo em Assunção, e os paraguaios improvisam para chegar ao trabalho.Os dois paraguaios estão surfando no teto do carro; “Viver é perigoso, mas trabalhar é preciso".

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quinta-feira, outubro 19, 2006

Linha de produção de 1936

Trabalhadores na fábrica de rádio de Perivale Philco, Londres, 31 agosto 1936.
Foto: jornal Daily Herald, Edward G. Malindine,
A foto foi tirada durante a visita à nova linha de produção na fábrica da Philco Rádio & Televisão Corporação em Perivale em Londres.
Mostra os trabalhadores efetuando acabamento em um lote do novo rádio da Philco em sua fábrica em Perivale em Middlesex.
O rádio foi projetado para ser produzido em massa de modo que o preço pudesse ser mantido baixo em seis libras. O gabinete foi feito da baquelite moldada, que era o primeiro plástico a ser usado na montagem de rádios. A baquelite era um plástico formado de fenol-formaldeído e foi combinado com enchimento com pó de madeira. Era um plástico moldável útil, com propriedades de isolamento elétrico muito bom.

Foto ampliada
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20061019165237.html

Fonte: Science and Society - England

Comentário
A foto mostra uma linha de produção convencional em que algumas fábricas atuais a utilizam, porém com algumas modificações.
Na foto observamos que os corredores estão obstruídos ou eram utilizados como área de estocagem intermediária (aguardando outras operações). Hoje ainda persiste esse tipo de linha de produção em médias e pequenas empresas.
A bancada (mobiliário) em termos ergonômicos continua atual na maioria das empresas.
Retornando ao passado, o layout de produção em relação a segurança continua presente na maioria das empresas médias, concentração excessiva de trabalhadores em bancadas, corredores funcionando como área de estocagem. Como uma fotografia tão antiga é tão atual.
ACCA

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terça-feira, outubro 17, 2006

Energético disfarça a embriaguez

Duas doses de uísque e uma lata de bebida energética deixam o mais tímido freqüentador de bares e danceterias eufórico e falante para curtir a noite como um boêmio de carteirinha. O problema é a hora de voltar para casa. Quem bebe energético à base de cafeína e taurina na esperança de cortar o efeito do álcool pode até se sentir em condições de pegar na direção, quando, na realidade, não está – e, assim, correr o mesmo risco de causar um acidente de quem consumiu apenas uísque ou cerveja durante a balada.

Experimentos feitos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprovam que os energéticos produzem um efeito duplo sobre o sistema nervoso central:
1.por um lado aumentam a sensação de prazer proporcionada pelo álcool,
2.por outro diminuem a percepção sobre o estado de embriaguez.

Por essa razão, imagina-se que o consumo freqüente de energéticos com bebidas alcoólicas pode aumentar o risco do uso abusivo e eventual dependência do álcool, que atinge 12 milhões de adultos no país.

Em 2000 Sionaldo Eduardo Ferreira, da Unifesp, entrevistou 136 homens e mulheres que haviam consumido ao menos uma vez energéticos associados com uísque, vodca, cerveja ou outro tipo de bebida alcoólica. Em geral, as pessoas tomavam energéticos por achar que reduziam a sonolência e o cansaço causados pelo álcool, efeito chamado depressão psicomotora.

Resultado das entrevistas
1.Um em cada quatro entrevistados afirmou que o energético adicionado à bebida alcoólica melhorava o vigor físico, em comparação com o consumo exclusivo de álcool.
2.Na opinião de 40%, o energético os deixava mais alegres,
3.enquanto 30% disseram que aumentava a euforia e 27% a desinibição.
4.Só 14% falaram que o energético não modificava os efeitos do álcool.

Testes em laboratório
Em laboratório, Ferreira encontrou resultados diferentes. Ele e outros integrantes da equipe de Maria Lúcia Formigoni convidaram 26 jovens adultos para três baterias de testes com energéticos e bebidas alcoólicas, com o objetivo de verificar se os energéticos modificavam de fato os efeitos do álcool, como muitos acreditam.
Antes de cada bateria de teste, os voluntários receberam doses de vodca com um corante amarelado que imita o sabor do energético, de energético puro ou de energético e vodca em nenhuma das vezes eles sabiam o que estavam tomando.
A avaliação feita com o bafômetro mostrou que o nível de álcool no sangue depois de beber álcool e energético foi semelhante ao observado após o consumo de álcool. “Esse é um sinal de que o energético não interfere na metabolização do álcool”, explica Maria Lúcia.

Exames de sangue
Os exames de sangue detectaram níveis semelhantes de açúcar (glicose) e de diversos hormônios no organismo após a ingestão de bebida alcoólica ou da mistura de álcool e energético.

Testes de coordenação
Testes de atenção também comprovaram que a reação visual e a coordenação motora ficaram igualmente comprometidas em ambos os casos. O desempenho na atividade física em bicicleta ergométrica foi praticamente o mesmo, como atesta estudo publicado em abril deste ano na Alcoolism, Clinical and Experimental Research.
“A única diferença importante”, conta Maria Lúcia, “foi observada no dia em que as pessoas beberam energético com álcool: elas tinham a sensação subjetiva de manter boa coordenação motora e de menor embriaguez”.

Falsa sensação de sobriedade
Essa falsa noção de sobriedade associada ao consumo de energéticos havia sido identificada em 1996 por uma equipe alemã. Em artigo publicado na Blutalkohol, o grupo relatou que a combinação de álcool e energéticos poderia levar os jovens a uma avaliação errada de sua habilidade para dirigir. “Por não ter noção de seu estado de embriaguez, é bem possível que o usuário beba muito mais”, comenta Ferreira. Além disso, o energético disfarça o gosto nem sempre agradável das bebidas destiladas, tornando-as mais palatáveis.

Testes com roedores.
Durante três semanas Ferreira deu álcool diariamente a camundongos, antes de testá-los em caixas acrílicas com células fotossensíveis, que registram a movimentação dos animais.
Na primeira vez em que os roedores receberam álcool, metade ficou inicialmente agitada e logo se tornou sonolenta, enquanto a outra metade permaneceu inquieta por mais tempo.
Nas outras vezes em que repetiu o experimento, Ferreira observou que três de cada quatro camundongos exibiam o efeito estimulante do álcool de forma bastante acentuada.

Mistura de energético com a bebida
Quando misturou energético à bebida, porém, todos os roedores ficaram agitados, caminhando rapidamente de um lado a outro da caixa. “Se esse resultado for válido para os seres humanos, uma pessoa que inicialmente fica pouco estimulada ao tomar uma bebida alcoólica pode se tornar cada vez mais sensível ao seu efeito estimulante, apresentando euforia e agitação mais intensas e prolongadas”, diz Maria Lúcia. “É justamente esse efeito que a maioria busca nas drogas de abuso.”

Energético induz maior consumo de álcool
A equipe da Unifesp imagina que a sensibilidade causada pelo consumo contínuo de álcool e aumentada pelo energético pode influenciar o desencadeamento de seu uso abusivo. Talvez não seja por acaso que nas casas noturnas visitadas por Ferreira a mistura de álcool e energético já constava dos cardápios. “Os administradores desses estabelecimentos devem ter notado que o cliente que bebe a mistura consome mais álcool durante a noite”, avalia Maria Lúcia.

Atualmente a equipe de Maria Lúcia, analisa como age separadamente no organismo os componentes dos energéticos. Enquanto não se conhecem melhor os efeitos desses componentes, essas bebidas continuam a ser vendidas sob a vaga classificação de composto líquido pronto para o consumo.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Edição Impressa 127 - Setembro 2006

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sexta-feira, outubro 13, 2006

Imprudência, bebida e velocidade

As condições são ótimas para um desastre. E aconteceu

Fabiano Luiz Duarte, 31 anos, não teve a chance de usar o vale que carregava no bolso para comprar um presente para a filha pelo Dia das Crianças. À meia-noite de 12 de outubro de 2006, como costumava fazer cinco vezes por dia, ele atravessou a BR-101 de bicicleta e morreu atropelado, a 400 metros da passarela que teimava ignorar "para não perder tempo".

Não usava a passarela
Prestador de serviços para guincho, Duarte não usava a passarela para ganhar mais tempo ao fazer a travessia de bicicleta até os locais de trabalho. De acordo com o primo, André Simões, ele teria saído de casa pouco antes da meia-noite para atender um chamado e não reclamou de trabalhar naquele horário, afinal poucas horas antes havia recebido um vale para comprar o presente de Dia das Crianças da filha de sete anos.

Corpo arrastado
O chefe do posto policial, Fernando Machado de Magalhães, contou que Fabiano estava junto à mureta que divide as duas pistas da via quando foi atingido pelo Gol, que trafegava no sentido Florianópolis-Biguaçu.
André viu o primo ser arrastado por 260 metros, após ser atingido pelo veículo de Florianópolis. Morador de Biguaçu, Fabiano teve morte instantânea ao ser atingido pelo Gol conduzido por Alessandro da Rosa, 30 anos, que foi encaminhado ao Hospital Celso Ramos, da Capital, em estado grave.

Imprudência do motorista, indício de embriaguez
O acidente foi marcado por uma imprudência ainda maior. Sobre o painel do carro do motorista, um Gol com placas de Florianópolis, a Polícia Rodoviária Federal do posto de Biguaçu encontrou um copo de uísque misturado com energético, mais uma garrafa da bebida pela metade e uma lata ainda fechada de energético no banco de trás.
Fonte: Diário Catarinense - 13 de outubro de 2006

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quarta-feira, outubro 11, 2006

Caso Real - Reforma de Elevadores

  • Obs: A análise é longa, inclui a FISPQ do produto, mas é interessante pela realidade.Existe uma distância muito grande entre a visão teórica de segurança que imaginam os profissionais e a própria realidade do país, onde as informações são pulverizadas e dificilmente chegam aos trabalhadores de forma simples e objetiva.

    No prédio onde eu moro fizeram reforma nos dois elevadores, substituindo os revestimentos internos, no período de 6 de setembro a 13 de setembro de 2006.

    O serviço consistia:
    Retirada dos revestimentos internos existentes substituindo-os por revestimentos em aço.

    Responsabilidade do serviço
    O serviço foi feito pela empresa que faz a manutenção dos elevadores, utilizando empresa terceirizada. Deixei de mencionar a empresa para evitar discussões que fogem do foco do problema, porém ela faz parte do problema em relação as informações de segurança. É uma grande empresa, fabricante e presta serviço de manutenção.

    Trabalhadores e EPI
    Eram dois trabalhadores, sem nenhum tipo de EPI (máscara, luva, etc)

    Material básico para montagem
    Cola - marca Cascola, composição conforme especificação da lata; solvente orgânico, alifático, borracha sintética e aditivos.

    Procedimento de aplicação da cola e colocação
    As superfícies a serem coladas devem estar limpas e secas
    Agitar a cola antes de usar, aplicando uma camada uniforme em ambas as superfícies, deixar secar por 10 min, antes de unir as peças, aplicar pressão sempre do centro para as bordas, evitando a formação de bolha
    Nos casos em a cola necessita ser diluída, utilizar somente o diluente redutor.
    Ao todo são oito lâminas de aço e mais os arremates, para cada elevador.

    Rótulo de risco, informações da lata
    Escala de 0 a 4, em ordem crescente
    Risco à saúde – 2
    Risco de inflamabilidade – 3
    Risco de reatividade - 2

    Local do trabalho
    Utilizavam uma área no térreo do prédio, coberta, para fazer a aplicação da cola e posteriormente trabalhavam no interior dos elevadores em uma área de 2 m2, inalando vapores de cola sem nenhuma proteção. O vapor da cola subia pelas caixas dos elevadores, espalhando um cheiro irritante nos andares e penetrando nos apartamentos.
    Na semana da reforma, coincidiu calor elevado e baixa umidade na cidade e o cheiro estava insuportável no prédio.

    Especificação da embalagem (lata)
    Interessante nas especificações técnicas da empresa, sobre a cola, pede para verificar informações adicionais na embalagem, mas as latas vêm com cinta de amarração plástica?

    Comentário
    Conversei com os dois trabalhadores. Fazem 72 reformas de elevadores por ano e gastam de 2 a 3 dias por elevador. Perguntei a eles, se por acaso leram as instruções das latas de cola? Responderam; Não . Também pudera, eu também não consegui, de tão pequeno que é as letras das instruções. Tive de pegar uma lupa. Perguntei sobre o cheiro da cola. Eles responderam já estavam acostumados.
    Não era mais fácil para o fabricante fazer um encarte com desenhos, alertando dos perigos da cola, tem de usar máscara com filtro, cuidado coma concentração de vapores no ambiente, etc. Em uma linguagem simples e objetiva para chamar atenção do trabalhador, caso contrário, a segurança continuará a ser uma caixa preta de avião, que só abre após o desastre.

    Isso lembra muito que está na moda a Responsabilidade Social que é o slogan da maioria das empresas, preocupados com o ambiente externo, com a população, etc mas esquecem de pensar nos que estão mais próximos, os trabalhadores, em saúde e segurança do trabalho. Várias empresas que se orgulham de dizer que são socialmente responsáveis. O que isso significa?
    ACCA

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FISPQ da Cola utilizada na reforma dos elevadores

Preparado:
Este produto químico é um preparado a base de borrachas e resinas sintéticas dissolvidos em solventes.

Natureza Química:
Adesivo de contato à base de borrachas e resinas sintéticas, solventes aromáticos e alifáticos.

Ingredientes Perigosos
Hidrocarbonetos Saturados - Solvente Alifático
Tolueno

Identificação dos Perigos
Inflamável e Tóxico.

Efeitos do Produto:
A exposição prolongada e contínua aos vapores poderá causar tonturas, náuseas, vômitos, etc. Capaz de promover depressão na atividade do sistema nervoso central (SNC).

Efeitos Adversos a Saúde Humana

Inalação:
A inalação acima do nível do limite de exposição ocupacional poderá causar sensibilização e risco de danos sérios ao sistema respiratório.

Olhos:
O contato com os olhos poderá causar irritações, vermelhidões e fortes dores.

Pele:
O contato prolongado com a pele poderá causar queimaduras, irritações e dermatites alérgicas. Esta sensibilização varia de pessoa a pessoa.

Ingestão:
Pode produzir irritação na boca e garganta, distúrbios do aparelho digestivo, dores de cabeça, desmaios e náuseas.

Medidas de Controle de Engenharia:
Manter boa ventilação para garantir a qualidade do ar em concentrações abaixo do TLV. Equipamento de respiração adequado deverá ser usado no caso de insuficiência de ventilação ou quando um procedimento operacional for necessário.

Equipamento de Proteção Individual Apropriado
Proteção Respiratória:
Usar máscaras com filtros para vapores orgânicos. Durante a aplicação do produto sem uma ventilação adequada um respirador com ar suplementar será necessário, como um aprovado NIOSH de pressão positiva.

Proteção aos Olhos:
Óculos de segurança para produtos químicos líquidos, ou capacete com protetor facial.

Proteção da Pele e do Corpo:
Aventais e luvas nitrílicas de cano longo.
Sapatos de segurança.
Roupas de proteção deverão ser usadas.

Efeitos Específicos
Inalação:
Os vapores e os gases podem provocar tonturas sufocação, irritação, e serem venenosos se inalados.

Contato com a Pele:
Moderadamente irritante. O contato repetido e prolongado pode tornar a pele sensível. Esta sensibilidade pode transformar-se em dermatites.

Contato com os Olhos:
O produto, vapores e gases emanados poderão causar irritação nos olhos humanos durante o contato.

Ingestão:
A ingestão poderá causar irritação no sistema gastrointestinal.

Carcinogenicidade:
Os ingredientes deste produto não são classificados como cancerígenos.

Fatores de Risco de Natureza Ocupacional Relacionados com de Doenças Profissionais de acordo com a Previdência Social
Tolueno
Transtornos mentais decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doença física
Transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença, lesão e de disfunção de personalidade
Transtorno Mental Orgânico ou Sintomático não especificado
Episódios depressivos
Neurastenia (Inclui "Síndrome de Fadiga")
Hipoacusia Ototóxica

Solventes alifáticos ou aromáticos
Angiossarcoma do fígado
Neoplasia maligna do pâncreas
Neoplasia maligna dos brônquios e do pulmão
Transtornos de personalidade e de comportamento decorrentes de doença, lesão e de disfunção de personalidade
Episódios Depressivos
Neurastenia (Inclui "Síndrome de Fadiga")
Parada Cardíaca
Arritmias cardíacas

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Jogador é multado por embriaguez

O atacante peruano, do Bayern de Munique, foi flagrado dirigindo embriagado e teve a carta de motorista cassada por tempo indeterminado. Pizarro foi detido quando voltava da tradicional Oktoberfest.

Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 27 de setembro de 2006

Comentário
A diferença entre Brasil e alguns países da Europa em relação a punição a embriaguez no trânsito.
O que diz a lei no Brasil:
“Conduzir um veículo sob o efeito do álcool é crime de acordo com o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro. A infração é gravíssima, com multa no valor de R$ 957,70. O condutor tem sua carteira apreendida e o direito de dirigir suspenso de um a 12 meses. O veículo é retido”.
Aqui a pessoa bebe, continua bebendo e matando, existe leis, mas a sua aplicação penetra em uma emaranhada burocracia.

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terça-feira, outubro 10, 2006

Acidente de trabalho mata operador de produção

Em 2 de outubro de 2006, o operador de produção Onésio de Souza Simões, 41 anos, foi atingido por uma pá carregadeira, enquanto trabalhava no pátio da empresa Bunge Fertilizantes, localizada no Distrito Industrial, na Barra., Rio Grande, RS.

Causa provável
Segundo a ocorrência policial, o acidente foi registrado por volta das 11h40min de terça-feira. Naquele horário, o trabalhador estava no pátio da empresa quando foi atingido por uma máquina pá carregadeira, que estava sendo operada no local. O veículo estava sendo conduzido pelo funcionário de uma empresa privada que presta serviços à empresa.

Vítima
O trabalhador sofreu diversos ferimentos pelo corpo, foi levado às pressas ao pronto-socorro pela ambulância da empresa, onde já chegou sem vida. Posteriormente, o cadáver da vítima foi recolhido ao posto do Departamento Médico Legal (DML) para necropsia. A causa de sua morte, de acordo com o laudo do DML, foi esmagamento torácico.

Inquérito
A Polícia Civil, através da 3ª Delegacia, deverá instaurar inquérito para apurar o caso.

Fonte: Agora – Rio Grande, quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Comentário
Cenário do acidente – suposição
Supõe que a área do acidente não era demarcada, isto é, área própria para movimentação de veículos industriais.
a)Falta de uma faixa exclusiva para movimentação de veículos industriais
b)Veiculo industrial– farol dianteiro para chamar a atenção de movimentação, sinalizador rotativo magnético para alertar a presença do veículo
c)Os veículos industriais, devem ter prioridade de movimentação nas áreas de movimentação. Os demais veículos não industriais, e pessoal devem ser conscientizados através de luzes de advertências e painéis de aviso.

Recomendações
1-Visibilidade
Por exemplo, considere como um item elevado para segurança, a utilização de “aviso de segurança” informando área de movimentação de veículo industrial.
2-Corredores de tráfego
Crie corredores de tráfego e áreas isoladas que separam pessoas do trânsito industrial.Uma das maneiras mais fáceis para prevenir colisões de veículos industriais é criando áreas especificas para circulação, onde é proibida a locomoção de pessoas.
3-Protegendo área de movimentação de veiculo industrial
Os balizadores verticais fixos/cones de segurança podem proteger e demarcar áreas que têm prioridades os veículos industriais.
4-Advertência sonora ou luminosa (alarmes)
A maior parte dos acidentes de veículos industriais ocorre quando um trabalhador caminhando ou outras pessoas são atingidas por um veiculo industrial, porque freqüentemente estão ocupados com outras tarefas e não inteiramente atenta com a proximidade de um veiculo em operação. Os veículos industriais devem ser equipados com alarmes automáticos, sinais que soam durante a operação, de modo que, aquelas pessoas que estão próximas sabem de sua posição.A melhoria do projeto do local de trabalho também reduziria drasticamente os acidentes.

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sábado, outubro 07, 2006

Monóxido de carbono, gás letal, por quê?

Na combustão incompleta dos combustíveis nos motores de carros, caminhões, ônibus, além da água e gás carbônico é liberado, em pequenas quantidades, um gás extremamente tóxico, o monóxido de carbono (CO ). Uma quantidade equivalente a 0,4% no ar em volume é letal para o ser humano, em um tempo relativamente curto. Esse gás se combina com a hemoglobina do sangue e esta combinação é extremamente estável. Devido a esta combinação, os glóbulos vermelhos não podem transportar o oxigênio e o gás carbônico, e os tecidos deixam de receber o oxigênio. A morte ocorre por asfixia.
Se um carro ficar ligado em uma garagem fechada de 4 m de comprimento, 4 m de largura e 2,5 m de altura, tendo, portanto, um volume de 40 000 litros, à temperatura ambiente e a pressão ao nível do mar, durante aproximadamente 10 minutos, a quantidade de monóxido de carbono produzido já atingirá a quantidade letal.

Fonte: Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) - Universidade de São Paulo

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sexta-feira, outubro 06, 2006

Dois morrem eletrocutados ao construir a capela

Em 11 de dezembro de 2004, uma tragédia marcou a construção da capela Santo Antônio, na rodovia Felipe Calixto, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Ao erguerem um poste no local, duas pessoas acabaram morrendo eletrocutadas. O poste encostou em fios de alta tensão da rede elétrica, vindo a ferir também outras cinco pessoas, que foram internadas.
Segundo a polícia, as vítimas receberam uma descarga elétrica de mais de 13 mil volts. Trabalhavam na obra, voluntários de chácaras da região, todos ligados à comunidade católica. Os feridos estão internados na Santa Casa e no Hospital São Joaquim, ambos em Franca.

Vide o artigo: Alerta sobre risco de acidentes com rede elétrica

Fonte: Cosmo Online – Franca, 12 de Dezembro de 2004

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Alerta sobre risco de acidentes com rede elétrica

A escalada de acidentes decorrentes do contato inadequado com a rede alcança níveis preocupantes. Nos últimos dois anos, a CPFL registrou pelo menos um acidente elétrico grave por mês tendo terceiros como vítimas. Do total, 60% dos acidentes resultaram em lesões corporais graves e 40% em fatais. A maioria dos casos foi motivada pela imprudência e negligência das pessoas no trato com a rede elétrica.

São exemplos de irregularidades:
1.Redes e linhas de distribuição, tanto da Concessionária como particulares, que tenham as distâncias mínimas (estabelecidas em normas técnicas da empresa) invadidas por edificações em construção ou em reforma, pintura e limpeza, localizadas próximas, sobre ou sob estas redes;
2.Instalações que, por estarem próximas ou desrespeitando as distâncias mínimas de segurança, oferecem riscos de acidentes de origem elétrica: marquises, sacadas, platibandas, placas e painéis, luminosos, andaimes fixos e móveis, plataformas de proteção e contenção, escadas, cordas de segurança.

Operações próximas à rede elétrica
Indivíduos que exercem atividades profissionais mais propensas ao contato com a rede elétrica, como pintores, instaladores de antena e outdoor, pedreiros, podadores de árvores e calheiros, devem ficar atentos às normas básicas de segurança:

Na área rural
1.Nas áreas rurais deverá ser sempre respeitada a faixa de segurança sob as linhas aéreas de energia elétrica . Esta faixa é, de um modo em geral, de dez metros de largura ou cinco de cada lado do eixo da linha.
2.Edificações, placas e painéis também não devem invadir a faixa de segurança.

Na construção civil
1.Antes de construir ou executar reformas em prédios e outras instalações, próximas da rede elétrica, deve ser verificado se não há situações perigosas por peto. Encostar ou aproximar andaimes, escadas, barras de ferro ou outros materiais nos fios elétricos pode ser mortal . Em situações que podem oferecer riscos, deve ser sempre consultada a Concessionária para verificar se é possível desligar temporariamente a rede ou isolá-la com materiais especiais.
2.Vale lembrar: é expressamente proibido a construção de currais, depósitos, açudes e piscinas dentro da faixa de segurança definida para linhas aéreas instaladas em localidades rurais.

Na instalação de letreiros e placas
Respeitar sempre distâncias seguras da rede elétrica, não permitindo que letreiros, placas e lambris fiquem encostados na mesma.

Na instalação de antenas de TV
1.Quando houver rede elétrica nas proximidades, a instalação de antena deve ser efetuada por profissional qualificado e experiente.
2.Nunca instale a antena próxima a pára-raios, nem interligue o cabo da antena aos condutores elétricos do mesmo.
3.Jamais arremesse o cabo utilizado para ligações de antenas sobre a rede elétrica, mesmo que este seja encapado, pois a capacidade de isolamento do cabo não é suficiente para evitar a passagem da eletricidade existente nas redes elétricas.
4.Marquises de edifícios comerciais ou residências, jamais devem servir para instalação de antenas devido à proximidade das redes elétricas.

Fonte: CPFL Energia

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terça-feira, outubro 03, 2006

Funcionários morrem ao limpar tanque de combustível

O acidente de trabalho aconteceu em 29 de setembro de 2006, com os funcionários da empresa Western Petróleo, localizada em um canavial próximo à BR-232, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR).Maurício Pereira da Silva, de aproximadamente 24 anos, e Erivaldo Vieira da Silva, 37, aproveitaram o fato do caminhão-tanque estar vazio para limpá-lo.

Causa
O tanque onde os funcionários morreram é dividido em três compartimentos e tem capacidade de armazenar mais de quinze mil litros de combustível. “Eles entraram para fazer a limpeza do local. Foram pelo primeiro compartimento e chegaram até o último, mas não resistiram à inalação do forte cheiro de gasolina e morreram asfixiados”, explicou o tenente Eric Aprígio, do Corpo de Bombeiros (CB).

Corpo de bombeiros
Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas até a empresa para resgatar os corpos. Os bombeiros tiveram que quebrar o compartimento para retirar os funcionários.

Inquérito policial
O delegado de Jaboatão, Julius Cézar Lira, afirmou que vai começar a ouvir os funcionários e parentes das vítimas. “Vamos esclarecer se eles entraram no compartimento por livre e espontânea vontade ou se foram obrigados”, explicou. Ainda segundo Lira, ele já solicitou à empresa a concessão para funcionamento e as normas de segurança dos trabalhadores.

Interdição pela DRT
A auditora fiscal da DRT na área de segurança e saúde do trabalhador, Solange Bezerra, informou que interditou a operação com caminhões-tanque da Western Petróleo porque os funcionários mortos executavam atividades expostas a concentrações de agentes químicos acima do limite de tolerância. “Eles inalaram hidrocarbonetos aromáticos de derivados do petróleo e acabaram sufocados pela substância. Após a conclusão das investigações, vamos encaminhar ao Ministério Público um parecer, para que as medidas jurídicas sejam tomadas.”

Fonte: Jornal do Commercio – Recife, 30 de setembro de 2006

Comentário
A limpeza, inspeção e manutenção de tanques de armazenagem são operações para funcionários treinados e que requer a implementação de rigorosos procedimentos e precauções. Estas incluem a emissão de permissão de trabalho, desgaseificação dos tanques, utilização de cintos de segurança e linha de vida/cabo vida e a utilização de aparelho de respiração autônomo. Antes de entrar e enquanto a limpeza estiver sendo realizada, a atmosfera dentro do tanque deve ser monitorada utilizando um medidor de oxigênio e/ou explosímetro.

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