Erros comuns ao testar eletricidade
Profissionais que trabalham com eletricidade rapidamente
desenvolvem respeito saudável por qualquer coisa que tenha possibilidade remota
de estar "viva". Entretanto, a pressão para terminar o trabalho
dentro do prazo ou fazer com que um equipamento de missão crítica volte à
atividade pode provocar descuidos e erros incomuns até mesmo de eletricistas
mais experientes. É preciso estar atento para garantir e maximizar a segurança
nas medições elétricas e, assim, otimizar o desempenho dentro do ambiente de
trabalho.
■Ao executar uma medição elétrica, é fundamental que o
eletricista não troque o fusível original por um mais barato. Se o multímetro
digital cumpre os padrões atuais de segurança, esse dispositivo é um fusível especial
de areia, projetado para estourar antes que a sobrecarga chegue às mãos do
profissional. Ao trocar o fusível do Multímetro é necessário certificar-se de
usar um fusível autorizado.
■Outro erro comum no teste de eletricidade é usar pedaço de
fio ou metal para "desviar" a energia totalmente do fusível. Isso
pode parecer um bom e rápido reparo para situações em que não há um fusível
extra, mas é exatamente esse fusível que pode proteger o profissional de um
pico de energia.
■Para garantir uma medição segura, também é necessária a
utilização de ferramentas de teste adequadas. É importante que o Multímetro
seja apropriado para o trabalho a ser feito. O ideal é assegurar-se de que o
equipamento de teste tenha a classificação correta de categoria para cada
trabalho que o eletricista desempenha, mesmo que isso exija a troca de
Multímetros ao longo do dia.
■É comum utilizar-se multímetros mais baratos para fazer
teste elétrico. Porém, caso ocorra um acidente, é sinal de que a ferramenta
barata não tinha os recursos de segurança que afirmava ter. Dessa forma, o
melhor a se fazer é procurar testes de laboratórios independentes.
■Equipamentos de segurança, como óculos, luvas e a
vestimenta à prova de fogo são indispensáveis para que o eletricista esteja
sempre protegido.
■Além disso, o circuito no qual o profissional está
executando seu trabalho deve ser desenergizado sempre que possível. Caso a
situação exija que o trabalho seja desempenhado em um circuito vivo, é
essencial que o profissional utilize ferramentas com isolamento adequado, tire
relógio e joias e permaneça sobre um tapete isolado.
■ Para uma medição sem riscos não se pode abrir mão de
utilizar procedimentos adequados de lockout (bloqueio) e tagout (colocação de
avisos). Ao trabalhar com circuitos vivos, um velho truque dos eletricistas
pode ajudar e muito: ficar com uma das mãos no bolso. Isso diminui a
possibilidade de fechar um circuito ao longo do tórax, passando pelo coração. O
ideal é pendurar ou apoiar o medidor, evitando segurá-lo nas mãos para impedir
a exposição aos efeitos dos transientes.
■ As pontas de prova são um componente importante da
segurança do multímetro, portanto, menosprezá-las é inadmissível. As pontas de
prova devem corresponder ao nível de categoria do trabalho, além de isolamento
duplo, conectores de entrada reforçados, proteção para os dedos e superfície
que não escorrega.
■ Não utilize indefinidamente uma ferramenta de teste
antiga. As ferramentas de teste atuais contêm recursos de segurança que antes
eram desconhecidos e que justificam o custo da atualização do equipamento, além
de serem muito mais baratas do que uma ida ao pronto-socorro.
■Bons instrumentos possuem recursos de segurança como:
proteção contra ligações erradas, certificação de órgãos independentes, fusível
de ação rápida, ajuste de escala automático, entre outros.
Merece ser ressaltado que nenhuma ferramenta, por melhor
qualidade e número de certificações que tenha, faz o trabalho sozinho. Cabe ao
usuário aprender os regulamentos e padrões de segurança, conhecer a norma ABNT NBR 5410 para
instalações elétricas de baixa tensão.
e usar com eficiência
no trabalho. É a segurança do usuário que está em jogo.
Fonte: @ZR, René Guiraldo, engenheiro elétrico com especialização
em telecomunicações, com experiência de mais de dez anos no mercado de teste e
medição.
Marcadores: choque elétrico, elétrica, segurança

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